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ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
1 de 17 
 
Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
AULA PRÁTICA 1 
 
VALORES DE REFERÊNCIA SINAIS VITAIS E AFINS 
CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
Temperatura corporal Entre 35 º C e 36º C (37,5 °C a 37,9 °C estado febril) 
Frequência cardíaca (pulso) Entre 60 e 100 bpm 
Frequência respiratória Entre 16 e 20 rpm 
Saturação de oxigênio sanguínea Acima de 96 
Dor Medida em escala entre suportável e insuportável 
Pressão arterial Sistólica 
E diastólica 
Vide quadro abaixo 
 
 
TIPOS DE PRECAUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
▪ Indicações: suspeita ou confirmação de tuberculose pulmonar ou laríngea, varicela ou zoster 
disseminado, sarampo. 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
2 de 17 
 
Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
Roteiro ANAMNESE 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 
(ID) 
Nome, sexo, idade; naturalidade; procedência [local 
de onde veio {casa, PS, Hospital x, etc.}]; Estado 
civil; Filhos; Profissão; Religião; Escolaridade. 
QUEIXA PRINCIPAL 
(QP) - Motivo da consulta 
Inicio. Localização. Intensidade. Irradiação. Duração. 
Alivio. Sintomas associados. 
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL 
(HDA) 
Ampliação da queixa principal 
Resumo cronológico 
 
 
 
 
 
 
 
Dados de Internação 
 
Início do sintoma. Fatores desencadeantes. 
Duração. Intensidade (início, duração e frequência). 
Periodicidade. Fatores acompanhantes ou 
condições clínicas associadas. Fatores de melhora 
ou piora. 
Períodos de semelhança e dissemelhança ou de 
acalmia. Repercussão em outros sistemas, nas 
condições psicológicas do paciente e na sua vida 
como um todo. Tratamentos já realizados e seus 
resultados. 
 
Data e hora da admissão; queixa principal; 
procedência diagnostico; evolução; prognostico 
medico; medicações prescritas; resultados de 
exames laboratoriais e de imagens; adaptação ao 
hospital. 
HISTÓRIA DE DOENÇAS 
PREGRESSAS 
(HDP) 
(HPP – HISTÓRIA PATOLÓGICA 
PREGRESSA) 
Doenças anteriores. Operações. Internações. 
Doenças infecciosas/imunização. Alergias. 
Medicamentos. Em crianças, crescimento e 
Desenvolvimento adequado? Em mulheres, inclui 
história obstétrica. 
HISTÓRIA FAMILIAR PREGRESSA 
(HFP) 
 
Estado de saúde do núcleo familiar e dos parentes 
consanguíneos [pai, mãe, irmãos, avós], bem como 
as causas de mortes na família e existência de 
doenças crônicas. 
REVISÃO DOS SISTEMAS Apresenta outro sintoma em casa que não esteja 
relacionado com a internação atual? 
DIAGNÓSTICO MÉDICO 
MEDICAÇÕES 
EXAMES COMPLEMENTARES 
Diagnóstico médico 
Medicações ao qual faz uso regularmente e exames 
submetidos. 
ANTECEDENTES PESSOAIS (AP) 
Padrão de vida cotidiana 
*como eram estes hábitos em 
casa, antes da internação 
Habitação (necessidade de segurança); Bairro/ 
Município; Saneamento básico; 
Alimentação habitual. Ingesta Hídrica. Etilismo. 
Tabagismo. Hábitos de eliminações. Atividade 
Física. Sexual. Lazer. Sono. Hábitos de higiene. 
PERFIL PSICOSSOCIAL Interação social. Equilíbrio emocional. Apoio 
espiritual. Autoconhecimento. Alteração de 
comportamento. Apoio emocional e da família. 
NECESSIDADES PSICOESPIRITUAIS Crenças. 
 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
3 de 17 
 
Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
AULA PRÁTICA 2 
 
Avaliação do Estado Geral 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
ESTADO GERAL BEG (Bom Estado Geral), REG (Regular), MEG (Mau), PEG (Péssimo). 
Estado de 
Consciência 
Ativo, hipoativo ou inativo. Reativo, hiporreativo ou arreativo. 
Consciente, sonolento, torporoso ou inconsciente. Orientado ou 
desorientado (Observar se está orientado no tempo e espaço). 
Acordado, alerta, sonolento, comatoso. Relacionando com os 
demais. 
Estado Nutricional Normal, emagrecido, obeso, desnutrido. 
PSICOSSOCIAL Alegre, triste, cooperativo, apático, etc. 
Impressão geral Saudável, enfermo, irritadiço, prostrado, atordoado. 
Face De dor, ansiedade, depressão, medo, pavor e tristeza. 
Comportamento Comunicativa, tímida, agressiva, ativa, passiva e hiperatividade. 
Alerta, com expressão facial apropriada e fala compreensível. As 
respostas afetivas e verbais são adequadas. Relata “estar se 
sentindo melhor hoje”. 
OUTROS Mucosa Corado ou hipocorado (graduar em +/4+) 
Pele e anexos Cianótíca, ictérica. 
Estado de 
Hidratação 
Hidratado ou desidratado (leve, moderado ou grave), perda de 
turgor e elasticidade (sinal de prega), depressão de fontanela 
anterior no lactente (fontanelas planas = normais). 
Aparência Parece ter a idade informada. Postura ereta, Vestuário e 
cuidados pessoais adequados à estação e ao contexto. 
Atividade motora Deambula sem dificuldades. Acamado, mobiliza membros com 
facilidade, presença de plegias (paralisia), paresias (perda de 
força) ou parestesias (dormência, formigamento). Muda sozinho 
de decúbito, tolera ou não mudança de decúbito, etc. 
Movimentos amplos, suaves e coordenados. Ausência de 
movimentos corporais involuntários. 
Memória Função cognitiva: Orientada em relação ao tempo, as pessoas e 
ao espaço. Memória recente e remota íntegras. 
ESTADO 
SENSORIAL 
Acuidade visual Preservada. Possui déficit visual, abertura ocular (espontânea, 
aos comandos verbais ou pressão), pupilas (isocórica, 
anisicórica, miótica, midriatica, fotorreagente, paralitica). 
Acuidade auditiva, 
gustativa e Olfativa 
Preservada ou deficiente 
Comunicação Afasia, verbaliza com ou sem dificuldade 
SONO / 
REPOUSO 
Descrição do sono da noite anterior (descrever motivo) assim como a descrição do 
descanso diurno. Descrever se o mesmo encontra-se descansado ou em estado de 
excitação. 
REGULAÇÃO 
TERMICA 
Afebril. Se febre sede com antitérmico ou gelo local. 
 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
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Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
Avaliação Nutricional 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
PESO Calibração da Balança 
PESAR sempre no mesmo horário. 
ALTURA MEDIR com o paciente de costas para a balança. 
ENVERGADURA Quase sempre equivalente à altura 
IMC 
 
CIRC. ABDOMINAL 
 
Risco alto doença cardiovascular 
Homem ≥ 102 cm 
Mulher ≥ 88 cm 
RELAÇÃO 
CINTURA/QUADRIL 
 
Risco alto doença cardiovascular 
Homem > 1 
Mulher > 0,85 
 
Avaliação Tegumentar 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
PELE 
 
INSPEÇÃO 
E 
PALPAÇÃO 
 
Coloração da 
pele 
Eritema – vermelhidão em determinada área da pele; 
Enantema – eritema de mucosa; 
Púrpura – extravasamento de hemácias na derme (petéquia (1cm) – víbice (linear) – 
equimose); 
Hipocromia – mancha clara pele; 
Acromia – pele sem cor; 
Hipercromia – mancha escura (castanho, azul). 
Superfície da 
pele 
Xerodermia – pele seca; 
Hiperidrose – sudorese excessiva; 
Pápulas – lesão menor que 1 cm; 
Nódulo – lesão de 1 a 3 cm, saliente ou não; 
Tumor – lesão de conteúdo sólido, maior que 3 cm; 
Urticária – lesão de forma irregular, coloração vermelha, pruriginosa; 
Vesícula – até 1 cm, contém líquido seroso; 
Bolha – maior que 1 cm, contém líquido seroso; 
Pústula – até 1 cm, contém secreção purulenta; 
Abscesso – coleção de pus na pele ou tecido subcutâneo (dor e calor); 
Hematoma – acúmulo de sangue na pele ou tecido subcutâneo, tamanho variável. 
Integridade da 
pele 
 
Feridas = lesões 
com perdas 
teciduais 
INSPEÇÃO E 
PALPAÇÃO de 
feridas 
Observar e registrar as características: 
1. Profundidade; 2. Formato; 3. Tamanho; 4. Quantidade de exsudação; 5. Localização; 6. 
Aparência da ferida; 7. Resposta a terapias implementadas. 
Aspecto das feridas 
1. Infectadas – presença de eritema, celulite, exsudação e odor desagradável; 
2. Necrosadas – presença de tecidos desvitalizados, escurecidos, enegrecidos; 
3. Granulados – presença de coloração vermelha tendo a superfície com aparência granular; 
4. Epitelizados – presença de epitélio pela superfície da ferida. 
Origem das feridas: 1. Feridas crônicas; 2. Feridas cirúrgicas; 3. Feridas traumáticas. 
Unhas 
INSPEÇÃO E 
PALPAÇÃOAvaliam-se quanto à coloração e suas possíveis variações: 
1. Compressão; 2. Forma; 3. Resistência; 4. Espessura; 5. Condições da cutícula. 
Pelos 
INSPEÇÃO E 
PALPAÇÃO 
Avaliam-se quanto a: 1. Quantidade; 2. Distribuição; 3. Turgência; 4. Consistência. 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
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Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
Avaliação de Cabeça, Face e Pescoço 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
CABEÇA INSPEÇÃO Simetria Simétrica, assimétrica 
Posição Centralizada e ereta. Inclinação para o lado. 
Formato Normocefálico, Dolicocefálico (largura comp.) 
Tamanho Normal, microcefálica, macrocefálica, acromegalia 
Movimentos 
involuntários 
Presença ou ausência (tremores e tiques) 
Alterações Como lesões, cistos sebáceos, hematomas 
PALPAÇÃO Ossos 
cranianos 
Abaulamentos ou retrações. Pontos dolorosos. Estado das fontanelas. 
Tumor do couro cabeludo ou ósseo. 
COURO 
CABELUDO 
INSPEÇÃO Cabelo - Distribuição, quantidade, aspecto, higiene, parasitose. 
PALPAÇÃO 
FACE INSPEÇÃO Simetria Simétrica, assimétrica 
Observar 
alterações 
Coloração da pele que indiquem patologias. Ex. Palidez, cianose ou 
icterícia. Manchas localizadas podem caracterizar algumas doenças. Ex. 
Eritema nas regiões malares 
PALPAÇÃO art. Temporal Pulso temporal forte, regular e rítmico. 
AVALIAÇÃO 
do nervo 
Trigêmeo - V 
Sensibilidade Vibratória, dolorosa, tátil e/ou térmica (Ponta romba, fina. Algodão) 
Reflexo córneo palpebral. Musculatura da mastigação. 
Avaliação nervo trigêmeo sem alteração. 
AVALIAÇÃO 
do nervo 
Facial - VII 
Movimentação Frontal (levantar sobrancelhas). Zigomatico maior (sorrir). Corrugador 
(enrugar sobrancelhas). Depressor do ângulo (deprimir ângulo da boca). 
Orbicular da boca (bico). Achado anormal: deficiência na movimentação 
ou assimetria (paralisia facial) 
PESCOÇO INSPEÇÃO Forma, volume, posição 
Movimentação Mobilidade livre e indolor (Extensão, flexão, rotação, inclinação 
lateral) 
Avaliação Jugular Não visível. Se turgência: Insuficiência cardíaca (?) 
Avaliação Carótida Pulsação não visível. Se muito visível: estenose, aneurisma (?), 
alteração vascular. 
PALPAÇÃO Avaliação Carótida Importância: Detectar estenose ou insuficência de valva aórtica 
Avaliação do 
nervo Acessório - 
XI 
• Palpe o músculo ECM esquerdo, e peça para a pessoa rodar a cabeça para a 
direita, contra a resistência de sua mão. Observe a força. 
• Solicita-se que o paciente faça a elevação dos ombros e impõe-se resistência 
ao movimento. 
AUSCULTA Avaliação Carótida Pesquisa de sopros 
GÂNGLIOS 
LINFÁTICOS 
 
Palpáveis ou 
não 
 
Somente 
palpáveis se 
aumentados 
 
 
INSPEÇÃO 
PALPAÇÃO 
Avaliar: 
Localização, 
Tamanho, 
Formato, 
Delimitação, 
Mobilidade, 
Consistência, 
aderência, 
Sensibilidade 
Pré-auriculares 
 
Auriculares posteriores 
Occipital 
Jugulodigástrico (parotídeos) 
Submandibulares 
Submentonianos 
Cervicais superficiais 
Cervicais posteriores 
Cervicais Profundos 
Supraclaviculares 
 
TRAQUEIA 
INSPEÇÃO Na linha media. Inspecionar quanto à presença de desvios. 
PALPAÇÃO Palpar com o dedo indicador entre os espaços da traquéia e o músculo esternocleidomastóideo 
comparando os espaços, devem ser simétricos e maleável 
TIREÓIDE INSPEÇÃO Na linha media. Pequena, lisa e sem nódulos. Facilmente palpável em paciente magros. 
Se move sob os dedos quando o paciente deglute. Avaliar nódulos, massas e desvios. 
PALPAÇÃO Por trás do paciente, pede para engolir. O aumento da glândula pode indicar disfunção ou tumor. 
Hipertrofiada e sensível indica tireoidite. 
AUSCULTA Sopro pode ser encontrado quando há aumento da glândula pois aumenta vascularização. 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
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Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
AULA PRÁTICA 3 
Avaliação dos Ouvidos, Olhos, Nariz e Boca 
OUVIDO: Hélix, anti-hélix, Fossa triangular, concha, tragus, anti-tragus, lóbulo; Pavilhão auditivo (orelha), ouvido 
externo (canal auditivo), ouvido médio (contém o tímpano), ouvido interno (contém labirinto e trompa de eustáquio) 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
INSPEÇÃO Pele Angulação: ápice com a base (≤ 10 º) 
Integridade da pele; Vascularização: transiluminação; pêlos 
Implantação Simetria: o ápice deve estar situado na linha óculo-occipital 
OUVIDO EXTERNO 
Hélices/anti-hélices 
Tragos/anti-tragos 
Regular, irregular, simétrica, assimétrica 
Lobos Pendentes ou aderentes 
PALPAÇÃO Trago e Trompa de 
Eustáquio 
Processo Mastoide. Trago 
Dor pode indicar otite 
OTOCOSPIA 
Inspeção 
Mucosa Integridade, hiperemia 
Vibriças Presentes, ausentes 
Cerume /secreção Quantidade. Características 
Membrana 
timpânica 
Integridade, cor e se é brilhante ou opaca 
Perfuração Membrana Timpânica 
NERVOS 
CRANIANOS 
VIII (Nervo 
vestibulococlear) 
Teste de Rinne 
 
(Condução) 
O diapasão é colocado sobre o processo mastóide do osso temporal e quando 
o paciente deixar de ouvir a vibração coloca-se o diapasão nas proximidades 
da orelha externa. 
Em situações normais, o indivíduo será capaz de ouvir por algum tempo as 
vibrações do diapasão colocado próximo da orelha externa. A condução aérea 
deverá ser melhor que a condução óssea (Ca > Co) 
Teste de Weber 
 
(Neuronal) 
Teste da audição: Coloca-se o diapasão vibrando no alto da cabeça 
Observar simetria e lateralização. 
Na surdez de condução a vibração é sentida no lado que o paciente refere 
comprometimento da audição. Na surdez de percepção a vibração vai para o 
lado normal. 
Sussurro 
• Os testes de Rinne e Weber são utilizados para diferenciar a perda auditiva de condução e neurossensorial. 
• Perda auditiva de condução do prejuízo da condução do som através do canal auditivo. 
• Perda auditiva neurossensorial resulta da perda na orelha interna 
 
OLHO: Pupila, íris, esclera, canal lacrimal, pálpebra superior, supercílio, sulco palpebral superior 
Músculos do globo ocular: reto superior, inferior, lateral, oblíquo superior, reto medial e oblíquo inferior 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
INSPEÇÃO E 
PALPAÇÃO 
SOBRANCELHAS Forma: arqueada ou retilínea; Distribuição: homogênea ou heterogênea; 
Simetria 
PÁLPEBRAS Órbita e Pálpebras (a procura de nódulos e sensações dolorosas); 
CÍLIOS Forma – reto ou curvilíneo; Tamanho 
CONJUNTIVAS Palpebral e Bulbar: Coloração, vascularização e umidade 
APARELHO LACRIMAL Glândulas lacrimais; Ducto lacrimal 
ÓRBITA Simetria, Edema periorbitário, Lesões 
Implantação dos olhos (normotelóricos, hipertelóricos ou hipotelóricos) 
Profundidade (profunda [enoftalmia] ou protusa [exolftalmia]) 
ESCLERA Coloração; Umidade; Vascularização 
CÓRNEA Observar a integridade ou presença de ulcerações, corpos estranhos ou 
opacificação (nebulosidade) da córnea ou do cristalino, como a catarata. 
Ilumine a córnea e avalie a sua uniformidade e clareza. 
IRIS Simetria de cor; arco senil? 
PUPILA: Inspeção 
 
Forma: esférica ou oval; Simetria: isocóricas ou anisocóricas; Tamanho: 
normais, midrióticas (dilatadas: indica comprometimento do 
parassimpático), mióticas (contraídas: indica lesão do simpático cervical) 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
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Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
PARES 
CRANIANOS 
II- óptico Carta de Snellen - Testar a acuidade visual (mostrar objetos, pedir para o 
paciente ler alguma coisa) (Ambliopia: alterações na acuidade visual. 
Amaurose:perda da visão) 
III (oculomotor), 
IV (troclear) e 
VI (abducente) 
Exame dos pontos cardeais 
II (óptico) e 
III (oculomotor) 
Reflexo fotomotor (direto e consensual) 1) constrição pupilar. 2) 
convergência dos eixos dos olhos Acomodação visual 
V (trigêmio) (sensitivo) e 
VII (facial) (motor) 
Reflexo córneo Palpebral 
Tocar o limbo corneano com um pedaço de algodão pedindo para o 
paciente olhar para cima e para o lado oposto. A resposta se dá através 
do nervo facial. 
EXAME DE FUNDO DE OLHO Disco óptico; Vasos da retina; Fundo geral; MáculaACHADOS ANORMAIS 
• Disfunção Muscular Extraocular (estrabismo) 
• Anormalidades na Pálpebra (edema periorbital, 
exoftalmia [olho p/fora], Ptose palpebral, Ectrópio 
[reviramento da pálpebra], Endrópio [pálpebra 
p/dentro]; etc) 
• Anormalidades na Pupila (anisocoria; Miose e 
Midríase) 
• Anormalidades do Olho Externo (Conjuntivite, 
hemorragia subconjuntival, Pterígio (massa de 
tecido fibroso) 
 
NARIZ E BOCA E GARGANTA 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES 
NARIZ: Ponte/ponta; narina/columela/vestíbulo/asa. Terço superior: osso 
Formato do Nariz Côncavo (“empinado”), convexo (ponta para baixo). Reto 
Pele Inspeção Integridade da pele, coloração 
Palpação Textura da pele, estrutura óssea e cartilaginosa (íntegra, deformada) 
Osso e cartilagem Inspeção Simetria 
Palpação Sensação dolorosa, seios frontal e maxilar 
Narinas: Inspeção Fletidas, infletidas e efletidas 
Meato: Inspeção Com o espéculo: Vibrissas: presente ou ausente; Vascularização; Conchas inferiores e 
médias (integridade, hiperemia e edema) 
Secreção Características, quantidade 
Septo Desviado, alinhado, perfurado 
Seios Palpação Paranasais / Frontais e maxilares (se dor pode indicar sinusite) 
Percussão Sensação dolorosa enquanto percute? 
Transiluminação dos seios Presente ou ausente 
Teste par craniano 
(I par: olfatório) 
Acuidade olfatória 
Ausculta Avaliar obstrução nasal 
BOCA: palato duro, palato mole, úvula, faringe, amígdala, língua 
Lábios: Inspeção e palpação Coloração, integridade e hidratação 
Bochecha Inspeção Mucosa bucal (coloração, textura, umidade, presença de nódulos ou lesões; Ducto 
de Stenon 
Palpação Lisas, umedecidas, íntegras 
Dentes: inspeção Número, integridade e higienização 
Gengivas 
Inspeção e palpação 
Coloração, edema, retração, sangramento e lesões 
Dor à palpação 
Língua: inspeção e palpação Coloração e papilas (Doce, salgado, azedo ou ácido, amargo) 
Palato duro 
Inspeção e palpação 
Cor, forma, textura e proeminências ósseas 
Íntegro, úmido, investigar sialorréia 
Palato mole: inspeção Coloração, textura, mobilidade 
Parede posterior: coloração, presença de exsudato ou lesões 
Úvula: inspeção Alinhamento, mobilidade * avaliar halitose 
Amigdala/Tonsilas: inspeção Formato. Textura, coloração, presença de criptas, tamanho 
(Ausente, presente, hipertrofiadas, hiperêmicas, doloridas com ou sem placas) 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
8 de 17 
 
Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
Parótida: palpação Óstio do Ducto da Parótida - Ducto de Stenon (na altura do 2º molar) (visível ou 
não) 
Assoalho: inspeção e palpação Presença de placas, nódulos ou ulcerações brancas. Ducto de Wharton (onde sai saliva) 
Pares 
Cranianos 
V (trigêmeo) Cerrar os dentes e palpar temporal e masseter; tentar separar o maxilar 
VII (facial) Testar sentido do paladar; sorrir; inflar as bochechas e apertá-las 
IX (glossofaríngeo; 
X vago) 
Dizer “ahh” e avaliar o movimento da faringe; tocar parede posterior da faringe com 
um abaixador de língua 
XII (hipoglosso) Realizar protusão da língua; movê-la de um lado para o outro 
ACHADOS ANORMAIS 
• Hipertrofia gengival 
• Aumento da língua - 
acromegalia, 
• Hipotireoidismo 
• Língua pequena - 
desnutrição 
• Boca seca - desidratação 
• Sialorréia - disfunção 
neurológica, 
• Gengivoestomatite 
• Herpes Simples I 
• Hiperto a das amigdalas 
- infecção (amigdalite) 
• Odor - hálito cetônico 
(diabetes); nicotina 
(fumante) 
• Lábio leporino 
• Fenda palatina 
• Queilite (inflamação 
lábios/rachados) 
• Carcinoma 
• Deteriorização de 
dentes 
• Má oclusão ou cáries 
dentárias 
• Gengivite 
• Úlceras aftosas 
• Candidíase 
 
 
 
• Dica para gravar os 12 pares cranianos: 
OL-O-CU-TRO (1º ao 4º) Olfatório, Optico, Oculomotor, Troquear 
TRI-AB-FA (5º ao 7º) Trigêmeo, Abducente, Facial 
VE-GLO-VA (8º ao 10º) Vestíbulo Coclear, Glossofaríngeo, Vago 
AC-HIPO (11º e 12º) Acessório e Hipoglosso 
 
 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
9 de 17 
 
Prof.ª: Bianca Lacchine. Disciplina: Semiologia / Curso: Enfermagem 
 
AULA PRÁTICA 4 
 
Avaliação do tórax e Avaliação Respiratória 
PREPARAÇÃO 
➢ Material: Pincel; Régua e fita métrica em centímetros; 
Estetoscópio com diafragma e campânula; Lençóis; 
Algodão com álcool. 
2. Preparação do paciente: 
➢ Peça ao paciente que se sente reto 
➢ Homem: despir o tórax. Mulher: abrir o avental atrás; 
para avaliação do tórax anterior, levantar o avental até 
os ombros. Manter a privacidade do paciente 
 
 
Tórax anterior: Linha meio-esternal / linha médio-clavicular / linha axilar-
anterior Direita 
Tórax lateral: linha axilar anterior / média / posterior 
Tórax posterior: Linha vertebral / Linha escapular 
 
TÉC./CONCEITOS OBSERVAÇÕES/DADOS 
IN
SP
EÇ
Ã
O
 e
st
át
ic
a
 e
 d
in
â
m
ic
a
 
PELE Coloração, cicatrizes e lesões. Perfusão capilar periférica. 
Observações respiratórias: Cianose ou palidez: lábios, pele e unhas. Observar se os lábios 
permanecem semicerrados. Baqueteamente digital? Batimento das asas do nariz? Hálito do 
paciente: (infecção intratorácica pode causar mau cheiro). Presença de mamilos 
supranumerários? (Indício de outras anormalidades congênitas) Existência de veia superficial 
no tórax (patologias cardíacas ou obstrução vascular). Avaliar gordura subjacente. 
CIRCULAÇÃO 
COLATERAL 
Existência de veia superficial no tórax - patologias cardíacas ou obstrução vascular 
SIMETRIA Deformidades, assimetria. Abaulamento - aumento do volume de um dos hemitórax (ex: 
derrame pleural). Retração - Restrição de movimento de um dos hemitórax (ex: atelectasias) 
FORMATO Elíptico/ Normal (diâmetro transverso > diâmetro ântero-posterior) 
Tórax de Barril (Envelhecimento; Enfisema crônico e Asma) (diâmetro transversosobre as escapulas. 
 
Frêmito “vibração palpável gerada pela formação do som na laringe e transmitida pelo 
parênquima pulmonar até a parede torácica” 
FRÊMITO TÁTIL 
TORAX ANTERIOR 
 
Evite palpar sobre o tecido mamário feminino 
 
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PONTOS DE 
PERCUSSÃO E 
AUSCULTA 
 
SONS DE 
PERCUSSÃO 
 
Ressonante: claro e timpânico 
Hiper-ressonante: quando há 
muito ar, como no enfisema e 
no pneumotórax 
Maciço: densidade pulmonar 
anormal, como na pneumonia, 
derrame pleural e tumor 
Obs 1: A percussão não 
penetrará para revelar 
alterações mais profundas que 5 cm; o achado precisa ter mais que 2 cm para se revelar como 
anormal à percussão. Obs 2: o paciente pode ficar com os braços cruzados 
Normal: som claro atimpânico ou som claro pulmonar 
EXCURSÃO 
DIAFRAGMÁTICA 
 
TORAX ANTERIOR 
 
TORAX POSTERIOR 
Peça ao paciente que expire e mantenha e expiração: percuta 
abaixo da linha escapular até o som mudar de ressonante para 
maciço. Marque o ponto. Peça ao paciente que inspire 
profundamente e prenda a respiração. Continue percutindo para 
baixo desde a sua primeira marca e marque o nível onde o som fica 
maciço. Meça a diferença: deve ser igual bilateralmente, de 3 a 5 
cm (em pessoas bem condicionadas pode ser de até 8 cm). O ponto 
marcado é o nível que o diafragma separa os pulmões dos órgãos 
abdominais, e pode estar um pouco mais alto do lado direito, por 
causa da localização do fígado. 
ROTEIROS DE SEMIOLOGIA 
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PONTOS DE 
AUSCULTA 
 
Enquanto estiver 
auscultando 
pense: 
O que estou 
ouvindo? 
O que deveria 
ouvir? 
 
Presença. Qualidade dos ruídos respiratórios. Instruir o paciente a 
respirar pela boca, exagerando a respiração normal. 
Avise e monitore o paciente para manter um ritmo consistente 
com seu conforto: a hiperventilação pode provocar síncope. 
SONS: Broncovesicular (sobre o brônquio principal) 
Vesicular (sobre os lobos, bronquíolos de menor calibre) 
Brônquico (sobre a traqueia) 
Tipos anormais de sons respiratórios (Ruídos Adventícios): 
1. Estertores: auscultados durante a inspiração; estalidos; discretos 
sons descontínuos; não desaparecem com a tosse; associados a 
presença de secreção 
2. Roncos: são mais profundos e pronunciados durante a 
expiração; são menos discretos que os estertores; 
causados pela passagem do ar através de uma via aérea 
obstruída por secreções espessas ou corpo estranho; os 
roncos em geral tendem a desaparecer depois da tosse 
3. Sibilos: é um assobio, de tonalidade elevada, auscultado 
durante a inspiração e expiração; revela obstrução ou 
estreitamento das vias aéreas 
4. Atrito: ocorre fora da árvore respiratória; tipo rangido; 
sugere pleurite 
Normal= Murmúrio Vesicular Universalmente Audível S/ Ruídos Adventícios (MVUA s/ RA) 
RESSONÂNCIA 
VOCAL 
Peça ao paciente que repita trinta e três, enquanto você ausculta sobre o tórax 
A transmissão da voz é suave, você pode ouvir o som através do estetoscópio, mas não 
consegue distinguir exatamente o que é dito. A doença que aumenta a densidade pulmonar 
irá ampliar a transmissão do som: ausculta-se um trinta e três claro. 
 
ACHADOS ANORMAIS 
BRONQUITE CRÔNICA - Excessiva secreção mucosa- inflamação dos brônquios com obstrução parcial. Tosse rouca. Creptações nas 
areas desinsufladas em decorrencia de obstruções. E sibilos. As Crepitações são sons breves e descontínuos que podem surgir quer 
pela abertura rápida das pequenas vias aéreas, colapsadas durante a Expiração, quer pela passagem de ar através de secreções 
presentes nas vias aéreas. Podem ser difusas ou localizadas. Quando estão localizadas nas bases pulmonares está-se normalmente 
perante uma congestão pulmonar por insuficiência cardíaca congestiva. Podem finas (breves, suaves e agudas) ou grossas (graves, 
com maior duração e maior intensidade; correspondem geralmente à presença de uma acumulação de secreções nas vias aéreas). 
Quando as Crepitações se devem à acumulação de secreções nas vias aéreas são caracteristicamente modificáveis pela tosse. 
PNEUMONIA - membrana alveolar edemaciada e porosa. Diminui a area de superficie da mbn respiratoria. Expanção toraxica 
diminuida no lado afetado. Percussao maciça. Creptações. 
ASMA - broncoespasmo e inflamação, muco. Fremito diminuido. Sibilos. 
ENFISEMA - destruição do tec. Conjuntivo pulmonar. Diametro AP aumentado. Fremito e expanção toraxica diminuidas. Expiração 
prolongada. Pode não haver ruidos adventicos ou se houver são sibilos. 
DERRAME - Liquido no espaço interpleural- Macicez, não tem ruidos adventicios, MVF diminuidos. Fremito diminuido. (Pleura 
parietal e pleura visceral) 
IC- sangue nos capilares pulmonares-> sacos alveolares congestionados. Creptações na base pulmonar. Presença de B3 se IC. 
PNEUMOTÓRAX - Ar livre no espaço pleural causa colapso total ou parcial do pulmão. Inspação toraxica desigual, fremito diminuido. 
MVF diminuidos. Sem ruidos adventicios.
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Avaliação Cardiovascular 
O coração se estende do 2º ao 5º espaço intercostal e da linha direita do esterno até a linha hemiclavicular esquerda. 
Bombeia de 4 a 6 L/min = Débito cardíaco (DC = VS x FC). Pré-carga: retorno venoso que se acumula durante a diástole: 
comprimento final do músculo. Pós-carga: resistência contra a qual o ventrículo ejeta o sangue. 
 
PREPARAÇÃO 
– O paciente deve estar sentado para avaliação 
das artérias carótidas 
– O paciente deve estar deitado com a cabeça 
levemente levantada, para avaliação das 
jugulares e do precórdio 
– Ficar em pé ao lado direito do paciente 
– Assegure a privacidade da mulher, mantendo 
as mamas cobertas 
 
 
 
ORDEM DA AVALIAÇÃO CARDIOVASCULAR 
1. Pulso e pressão arterial 
2. Extremidades 
3. Vasos do Pescoço 
4. Precórdio 
EQUIPAMENTO NECESSÁRIO 
– Caneta e Régua em centímetros 
– Estetoscópio com diafragma e campânula 
– Chumaço de algodão embebido em álcool 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES/DADOS 
IN
SP
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Circulação 
Colateral 
Normal: Ausência 
Vasos do pescoço Veias Jugulares “Informações sobre a pressão venosa profunda” 
Inspeção: paciente deitado num ângulo de 30 a 45°; gire a cabeça do paciente para o lado oposto; 
procurar pulsações das jugulares internas na área da fúrcula supra-esternal; as veias jugulares 
externas cheias acima de 45° significam PVC elevada (expõem problemas com a ejeção ventricular 
direita). Pulso Jugular: retrocesso de uma onda. 
Precórdio 
Ictus Cordis 
 
(Impulso Apical) 
(Parte anterior do 
tórax - precórdio) 
Visível próximo a linha hemiclavicular, no quinto espaço intercostal 
esquerdo, porém é encoberto pela obesidade, mamas volumosas ou 
musculatura muito desenvolvida. 
Pode-se tornar visível apenas quando o paciente passa da posição deitada para a 
posição sentada. 
Se visível em decúbito dorsal: hipertrofia ventrículo esquerdo (?) 
P
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LP
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Ç
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Precórdio 
Base 
Lateral 
Ápice 
(Paciente dorsal/ 
Mãos aquecidas) 
Palpe o precórdio (procurando pulsações): 
normalmente não estão presentes. 
Palpe a procura de um frêmito (vibração palpável 
e significa fluxo turbulento de sangue. 
Acompanha sopros de alta intensidade) 
Ictus Cordis 
 
(impulso apical 
Palpação do 
choque de ponta) 
• Localização: 4° ou 5° espaço intercostal 
• Tamanho: normalmente, 1 x 2 cm 
• Amplitude: sensação curta e suave 
• Duração: curta (primeira metade da sístole) 
Palpação da 
carótida 
Artérias carótidas “Informações sobre a função cardíaca” 
Palpar uma por vez; observar o contorno (suave) e a amplitude do pulso e comparar bilateralmente. 
Observações AUSCULTA 
ORDEM: Diafragma → campânula / pct sentado, dec. Dorsal, Lat.esq. 
Campânula: tons mais graves. Diafragma: tons mais agudos 
Antes de começar alertar o paciente quanto a ausculta do coração demorada e em vários locais para não assustar. 
a) Decúbito dorsal –padrão. B) Sentado c) Decúbito lateral esquerdo – auscultar o ruflar diastólico da estenose mitral, B3 e B4 
mais audível. D) Em pé, tórax fletido – auscultar sopro da insuficiência aórtica ou bulhas hipofonéticas. 
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Focos: Aórtico 
Pulmonar 
Tricúspide 
Mitral 
 
 
 O som é transmitido 
na direção do fluxo 
sanguíneo: melhor 
percebido nas áreas 
onde o som flui após 
passar pelas valvas 
AVALIAR: 
1. Frequência e ritmo. 
2. Identifique B1 e B2. 
3. Procure por ruídos cardíacos extras. 
4. Procure por sopros. 
 
Áreas tradicionais para a ausculta cardíaca: 
Área aórtica (foco aórtico): 2EID 
Área pulmonar (foco pulmonar): 2EIE 
Área tricúspide (foco tricúspide): 4EIE 
Área mitral (ictus cordis / foco mitral): 5EI na linha hemiclavicular 
1. FREQUÊNCIA 
e o ritmo 
Normal: 60 a 100 bpm. Ritmo: regular. Arritmia sinusal: pode ser normal. Bradicardia, Taquicardia. 
2. Identifique B1 
e B2 
 
3. Procure por 
RUÍDOS 
CARDÍACOS 
EXTRAS. 
 
 
 
Caracterização das bulhas: Normais, Hiperfonéticas, Hipofonéticas e Desdobramentos. Normal: BNF 
em 2T, s/sopro. 
B1 representa o início da sístole: “Tum-Tá”: a B1 é o “tum”. A B1 é mais alta que B2 no ápice. B2 é 
mais alta que B1 na base. B1 coincide com o pulso arterial carotídeo, com a onda R. 
B2: Associada ao fechamento das valvas semilunares 
Desdobramento de B2: Fenômeno normal que ocorre no final da inspiração: fechamento da valva 
aórtica antes da pulmonar. Em vez de “Tá” pode-se ouvir “Tá-Tá”. Somente auscultado na área 
pulmonar (segundo espaço intercostal esquerdo) 
Focalize a sístole e a diástole e procure por quaisquer ruídos extras. Após B1 (tum ocorre a sístole) e 
após B2 (tá), a diástole. Inicie com o diafragma, depois mude para a campânula, cobrindo todas as 
áreas auscultatórias. A B3 e B4 ocorrem na diástole. (B3 resistência ventricular – no inicio da diástole; 
B4 ventrículo não complacente – no final da sístole) 
4. Procure 
SOPROS 
 
(Ruído devido 
ao fluxo 
sanguíneo 
turbulento no 
coração ou nos 
grandes vasos) 
Características: Cronologia: sístole ou diástole? O sopro sistólico pode ocorrer num coração normal, 
mas o sopro diastólico sempre indica cardiopatia. Intensidade: Grau I= quase inaudível. Grau II= 
raramente audível, mas suave. Grau III= moderadamente alto. Grau IV= alto associado a frêmito 
palpável. Grau V= muito alto, ouvido com o uma borda do estetoscópio fora da parede torácica. Grau 
VI= O mais alto, ouvido com o estetoscópio fora da parede torácica. Tom: Alto, médio ou baixo. 
Localização: A área onde ele é melhor escutado. 
Mude a posição do paciente: depois de auscultar em decúbito dorsal rode o paciente para a esquerda 
Ouça com a campânula sobre o ápice quanto à presença de quaisquer ruídos diastólicos (B3 e B4) 
*Atrito pericárdico: Inflamação do saco pericárdico. Audível na sístole e na diástole. Encobre os sons intracardíacos. Mais evidente 
próximo ao ápice do coração. 
*Prótese valvar: Valva Mitral: clique diferente no início da diástole. Valva Aórtica: ruído no início da sístole. 
MANOBRAS ESPECIAIS: inspiração ou expiração forçada da ausculta. Paciente sentado, em posição ortostática, inclinado para a frente, 
solta o ar e prende a respiração em expiração: acentua ou evidencia sopros aórticos 
 
 
 
 
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AULA PRÁTICA 5 
 
Avaliação do Abdome 
Revisão: Órgãos abdominais = vísceras. 9 regiões: Hipocondrio, flanco, região inguinal D e E. 
Central: Epigástrio, Mepogástrio, Hipogástrio. 
O fígado ocupa a maior parte do QSD. O fígado e o rim direito podem ser palpáveis sem que isso 
indique anormalidade. O estomago fica logo abaixo do diafragma entre o fígado e o baço. A 
vesícula biliar na linha hemiclavicular direita. O intestino fica nos 4 quadrantes. 
O baço fica na região posterolateral esquerda mede cerca de 7 cm, vai da nona a 11 costela. 
Geralmente não é palpável. Pâncreas localiza-se logo atrás do estomago. O rim esquerdo foca 
entre a 11 e 12 costela. Devido o fígado o rim direito fica 1 a 2 cm mais baixo. A bexiga distendida 
pode ser palpada e o útero gravídico. 
MATERIAIS 
• Estetoscópio 
• Régua centimétrica e fita medidora 
• Caneta Marcadora 
• Algodão 
• Álcool 
 
 
PREPARAÇÃO 
• Peça ao paciente para esvaziar a bexiga 
• Cubra a genitália e os seios (mulher) 
• Peça ao paciente para manter os braços ao lado do corpo 
• Peça ao paciente para apontar qualquer área de dor e 
avalia-a em último lugar. 
TÉCNICA/CONCEITOS OBSERVAÇÕES/DADOS 
INSPEÇÃO: Tipo 
(Formato e Simetria) 
Normal (atípico/plano), Globoso (protuberante), Em avental (a parede abdominal cai 
como um avental), Em ventre de batráquio/saliente (paciente em decúbito dorsal: 
predomínio do diâmetro transversal sobre o diâmetro ântero-posterior), Escavado. 
Saliente. Distendido. 
 Pele Coloração (normocorada, com estrias), Integridade, Umidade (seca, úmida ou sudorenta), 
Textura (normal, aspera, enrugada, lisa), Espessura (normal, atrófica ou hipertrófica), 
Temperatura, Elasticidade (normal, hiperelástica ou hipoelástica), Turgor (preservado ou 
diminuído), Sensibilidade, Lesões 
* Pâncreas: Sinal de Grey-Turner (no flanco) e Sinal de Cullen (manchas características no 
abdome periumbilical) - Apendicite aguda (?) 
Cicatriz Umbilical Plana. Retraída, Protrusa, Sinal de Cullen (equimose periumbilical resultante de 
hemoperitônio) 
Mov. Circulatórios Pulsações 
Circulação colateral Veias superficiais: circulação colateral? (Veias dilatadas na cirrose ou obstrução de veia 
cava inferior) 
Movimentos Peristálticos (normais em pessoas magras 
Medidas Circunferência abdominal: logo acima da crista ilíaca. (H: até 102 e M: Até 88 Cm) 
Relação cintura quadril: Mulheres RCQ menor que 0,85 e Homens menor que 1,0 
Musculatura Abaulamentos ou retrações localizadas: indicar a localização. 
Cicatriz na parede abdominal: indicar a região e tamanho. 
Movimentos: respiratórios 
INSPEÇÃO DINÂMICA 
 
Pedir o paciente para levantar a cabeça da cama sem as mãos: (Esta manobra torna 
evidente a presença de hérnias e diástase [estiramento causado pelo enfraquecimento da 
musculatura abdominal] dos músculos retos) 
AUSCULTA (muda ordem) 
A manipulação do 
abdome pode intensificar 
a motilidade e dar falso 
resultado. 
Mov. Peristálticos / Ruídos Hidroaéreos (motilidade intestinal) 
AUSCULTAR COM O DIAFRAGMA: Característica: agudo e gorgolejante. Frequência: 5 a 35 
vezes por minutos. Classificação: normais, diminuídos (ileoparalítico) e aumentados 
(diarreia). 
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Circulatória (sons 
vasculares/ Ruídos Vasculares) 
AUSCULTAR COM A CAMPÂNULA: 
Região epigástrica: sopro nas artérias aorta e renais 
Região mesogástrica: artérias ilíacas e zumbido venoso: 
circulação colateral. 
Hipocôndrio direito: fígado (procurar atritos: são sons 
agudos e indicam inflamação superficial do órgão). 
Hipocôndrio esquerdo: baço (procurar atritos) 
Na presença de sopro, obrigatória ausculta de 
ilíacas e femorais. 
PERCUSSÃO: 
Toda extensão 
Percussão nos 4 quadrantes 
para determinar a quantidade 
de timpanismo e macicez 
existentes. 
 
. 
O timpanismo deve predominar, pois o ar sobe para a superfície quando a pessoa esta 
em decúbito dorsal. Siga sempre no sentido horário. 
Som timpânico → sobre as vísceras preenchidas com ar 
(nota musical mais aguda que a ressonância). Hiper-
ressonância → base do pulmão esquerdo (a altura do som 
fica entre o som timpânico e a ressonância). Ressonância 
→ Sobre o tecido pulmonar e algumas vezes sobre o 
abdome (nota sustentada de tonalidade moderada). 
Macicez → sobre os órgãos sólidos adjacentes a 
estruturas preenchidas com ar (nota curta, aguda com pouca ressonância) 
FÍGADO 
(Hepatimetria)/ Técnica 
 
 
 
*Percussãodígito-digital 
intensamente dolorosa, 
localizada e circunscrita consiste 
o Sinal de Torres-Homem, 
característico de abscesso 
hepático (?) 
Hepatimetria: percutir na linha hemiclavicular direita (começar 
na borda inferior com o som timpânico e marque com uma 
caneta marcadora), para determinar a borda superior começar 
em uma área de ressonância pulmonar e marcar na altura do 
som maciço com uma caneta. Borda inferior: até 2 cm abaixo 
da linha costal. Começa do quinto ao sétimo espaço 
intercostal. Tamanho: de 6 a 12 cm (inf) – 4 a 8 cm (superior) 
Algumas vezes a doença pulmonar pode 
ofuscar a macicez do fígado. Na ascite ou 
gravidez a borda inferior é empurrada 
para cima. E no enfizema é empurrado 
para baixo. 
*identificar borda superior e inferior 
RENAL 
Punho-Percussão do ângulo 
costovertebral Direito e 
esquerdo 
 
Dor = Sinal de Giordano 
positivo 
Infecção Renal (?) 
Percussão indireta Percussão direta
 
BAÇO 
percutir na linha axilar média 
no lado esquerdo 
A macicez de um baço 
saudável é geralmente 
obscurecida pelo som 
timpânico do ar no cólon. 
 
 
Espaço de traube (2 últimos espaços 
intercostais – Som hipertimpânico) 
Área de macicez esplênica não ultrapassa 7 cm no adulto. Entre o 9 e 11 espaço 
intercostais logo atrás da linha hemiaxilar esquerda. Na linha axilar anterior 
esquerda o resultado deve ser o timpanismo. Peça a pessoa para inspirar 
profundamente. SOM DO BAÇO ABAIXO DA LINHA AXILAR. 
 
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Sinal de Piparot 
(sinal da onda) 
Investigação de Ascite 
 
Ascite = líquido na cavidade 
abdominal provocada pelo 
aumento na pressão abdominal. 
Pode ser pancreatite (?). 
Paciente em decúbito dorsal. Exige três mãos. Outra 
pessoa pressiona a mão sobre a linha média do abdome. O 
examinador, posicionado do lado direito do paciente, 
aplica um golpe rápido e firme com dedo indicador, 
maneira de um piparote, em um dos flancos do abdome, recolhendo com a 
outra mão espalmada sobre o flanco do lado oposto a sensação de choque da 
onda líquida que se forma e se transmite a partir do local do golpe. 
 
Deslocamento Som 
Maciço 
Deslocamento de som maciço: pedir ao paciente para deitar de lado e percutir o 
som maciço se desloca para o lado pendente. 
PALPAÇÃO 
SUPERFICIAL 
4 dedos unidos. 4 quadrantes. 
Movimentos rotatórios 
suaves. O objetivo não é 
palpar órgãos, mas sim todo 
abdome. 
Palpar os quatro quadrantes (evitar as áreas, inicialmente, descoberta como 
ponto problemático). Deprimir a parede abdominal não 
mais que 1 cm. 
Defesa voluntária: rigidez do paciente. Tentar 
relaxá-lo. Se persistir a rigidez é involuntária. Se 
houver resistência colocar um travesseiro sob os joelhos 
do paciente e pedir que ele procure relaxar. Investigar órgãos superficiais, 
massas e sensibilidade. 
PROFUNDA 
Palpar todo abdome de 5 a 8 cm 
Detalhar órgãos abdominais e 
detectar massas menos 
óbvias. Pode ser bimanual. 
 
*as 9 regiões 
Palpar os quatro quadrantes. A pessoa pode 
queixar-se de dor e estar saudável. Visualizar 
mentalmente as estruturas abdominais. 
Identifique massas e observe: localização; tamanho; 
forma; consistência; dor a palpação, pulsação; 
mobilidade e movimento com a respiração. 
*Ponto doloroso deve ser avaliado por último. 
FÍGADO 
 
Comprimir abaixo do rebordo 
costal na linha hemiclavicular, 
durante a inspiração. Firme e 
regular. 
Colocar a mão direita abaixo da borda inferior (marcada). Peça ao cliente para 
respirar profundamente e palpe o fígado com os dedos. Se for palpável deve ser 
firme, liso, uniforme e indolor. 
Com muita frequência não é palpável. A palpação além de 1 a 2 cm 
depois do rebordo indica que esta aumentado. Registre a sensibilidade. 
*A borda de um fígado aumentado pode não ser percebido quando a palpação é 
iniciada em uma região muito alta do abdome. 
 Técnica de Mathieu (garra) 
Técnica de Lemos-Torres 
BAÇO 
Usualmente não é palpável, se 
senti-lo provavelmente ele 
está aumentado. 
Para ser palpado deve estar 3 
vezes acima do tamanho 
normal. 
Se sentir o baço aumentado 
encaminhe rápido seu 
paciente e não continue a 
- Continuar do lado direito do paciente. Posicionar a mão esquerda sob o ângulo 
costovertebral esquerdo. Pressionar com esta mão para cima. Posicionar a mão direita. 
- Uma alternativa é p DLD (com pernas levemente flexionadas) – desloca o baço para 
frente e para baixo e faz a palpação como explicado. Abaixo da borda costal esquerda. 
Pede o paciente para respirar fundo. 
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palpação. Cuidado para evitar 
romper um baço aumentado. 
VESÍCULA BILIAR 
. 
Manter o dedo no rebordo costal e pedir para inspirar profundamente. O 
normal é não sentir dor a palpação do fígado. 
Sinal de Murphy: interrupção abrupta da inspiração na palpação (dor na 
palpação do fígado = colelitiase (?) colecistite (?) 
RINS 
palpação bimanual sobre os flancos 
Sempre fique ao lado direito do paciente. São raramente palpáveis. Manobra 
deve ser indolor. O rim direito é mais facilmente palpável. 
AORTA e BEXIGA Aorta: palpar ligeiramente e profundamente a esquerda da linha média. Sinta a 
pulsação. Se a pulsação for proeminente indica um aneurisma de aorta. 
Bexiga: quando vazia não é palpável em um indivíduo saudável. A bexiga distendia é 
palpável. 
Descompressão Dolorosa 
(SINAL DE BLUMBERG) 
positivo ou negativo 
 
Peritonite (?) 
Apendicite (?) 
Escolher um local afastado da dor e realizar o teste. A mão em 90 
graus em relação ao abdome, comprimir lenta e profundamente e 
soltar rápido. A descompressão causa dor aguda. 
Ponto de McBurney é um ponto situado entre o umbigo e a espinha 
ilíaca antero-superior. Quando apresenta apendicite pode ser 
percebida uma sensibilidade no QID. Deve ser a última manobra. 
AVALIAÇÃO 
 MÚSCULO ILIOPSOAS 
 
Exame do músculo iliopsoas: pedir ao paciente 
para levantar a perna direita e flexioná-la contra ao 
quadril. Você faz força contra. O teste positivo é o 
relato de dor no quadrante inferior - apendicite(?). 
Também pode ser problema na coluna ou nervo ciático. 
AVALIAÇÃO 
ÂNUS E DO RETO 
 
Inspecionar a área anal. Calçar luva e afastar as nádegas. Pesquisar fissuras, 
lesões, cicatrizes, inflamação, secreção, prolapso e hemorroidas externas. 
Palpar o reto. Aplicar um lubrificante hidrossolúvel no dedo indicador. Girar os 
dedos no sentido horário e anti-horário, palpando toda a parede retal, 
procurando nódulos, sensibilidade, irregularidades e impactação fecal.

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