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Profª Drª. Maria Anastácia Maia Carbonesi 
Temas Sociais Contemporâneo
Èmile Durkheim 
Karl Marx
Max Weber
Pensamento Social Clássico
“(...), estamos mergulhados numa atmosfera de idéias e de sentimentos coletivos que não podemos modificar à vontade; e é sôbre (sic) idéias e sentimentos dêsse (sic) gênero que repousam as práticas educativas.”
(Durkheim, 1972: p.60)
ÈMILE DURKHEIM (1858-1917)
Concepção de Sociedade
 NORMAS DE AÇÃO
 PENSAMENTOS
 SENTIMENTOS
Indivíduo
Núcleo Familiar
Religião
Ambiente de Trabalho
Escola
Estruturas Sociais
Etc...
4
Fatos Sociais
 EXTERIORES
 COERCITIVOS
FATO SOCIAL
Maneira de pensar, sentir e agir de uma sociedade que se desenvolve a partir do processo de incorporação das normas, regras e regulamentos cristalizando as Instituições Sociais
Função da divisão do trabalho
Estabelecer um sentimento de solidariedade entre as pessoas
Solidariedade Orgânica
Fazem coisas diferentes
Solidariedade Mecânica
Fazem coisas iguais
EDUCAÇÃO
SOCIALIZAÇÃO
COESÃO SOCIAL
Aprender a ser membro do seu meio social
ANOMIA: Ausência ou Enfraquecimento das Regras e Normas 
ANOMIA E MUDANÇA SOCIAL
“O modo de produção da vida material domina em geral o desenvolvimento da vida social, política e intelectual. Não é a consciência dos homens que determina sua existência, mas ao contrário é sua existência social que determina sua consciência.”
(Contribuição à Crítica da Economia Política, Introdução, Obras. p 272)
Concepção de Sociedade
Não se pode pensar as relações sociais separadamente das condições materiais
KARL MARX (1818 – 1883)
CLASSES SOCIAIS
 CAPITALISTA
 PROLETÁRIO
CLASSE SOCIAL
Grupo de indivíduos que ocupam uma mesma posição nas relações de produção
MAIS-VALIA
 Mais-valia absoluta
 Mais-valia relativa
JORNADA DE TRABALHO
 Trabalho necessário
 Trabalho excedente
ALIENAÇÃO
Consciência falsa do mundo em que vivem
IDEOLOGIA
Sistema ordenado de ideias, concepções, normas e regras
Jornada de trabalho
 9 à12 anos – 2hs
 13 à 15 anos – 4hs
 16 à 17 anos – 6hs
NOVO HOMEM
 AUTÔNOMO
 AUTOCENTRADO
 AUTOCONSCIÊNTE
“(..) Por trás de todas as discussões atuais sobre as bases do sistema educacional, se oculta em algum aspecto mais decisivo a luta dos ‘especialistas’ contra o tipo mais antigo de ‘homem culto’ (...)”
WEBER, Burocracia.
Objeto de estudo
AÇÃO SOCIAL
Ocorre quando um indivíduo leva os outros em consideração no momento de tomar uma atitude, praticar uma ação. 
Concepção de Sociedade
É o resultado de uma enorme e inesgotável nuvem de interações interindividuais. É aquilo que se veicula entre os indivíduos
O INDIVÍDUO E AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS
Agir em comunidade
É comporta-se com base na expectativa de que os outros também se comportem de um determinado modo
Agir em sociedade
É um agir em comunidade no qual as expectativas se baseiam nos regulamentos sociais vigentes
INSTITUIÇÕES SOCIAIS
Permite que sejamos capazes de prever quais serão os passos mais prováveis das outras pessoas, tornando o mundo que nos cerca inteligível
QUADRO NORMATIVO
INSTITUCIONALIZAÇÃO
 As leis geralmente se fundamentam num consenso social sobre estes pontos de vista compartilhados
Educação: um processo especializado com o objetivo de tornar o indivíduo um perito
Pedagogia do treinamento: mecanismo de ascensão social; busca por riquezas materiais e obtenção de status
CULTURA E SOCIEDADE
(Sebastião Vila Nova, 2000)
Sociedades não-humanas
Padrões de comportamento são constantes durante os anos. 
Sociedades humanas
Padrões de comportamento e suas formas de organização social são extremamente mutáveis no tempo e no espaço 
CULTURA
Animais não-humanos - (Linguagem estados emocionais)
 Padrões de comportamento transmitida pela herança biológica.
Animal humano – (Rico em possibilidade de comunicação)
Padrões de comportamento classificados pelo sistema BIO-SOCIO-CULTURAL-PSICOLOGICO
 O que caracteriza a sociedade humana é precisamente a cultura
CULTURA
Tudo o que resulta da criação humana. Que vai de ideias a artefatos
ENCULTURAÇÃO/SOCIALIZAÇÃO
 Interiorização da cultura pelo indivíduo
Cultura material
 Constituída dos artefatos e objetos em geral
Cultura não-material
 Domínio das ideias (Crenças, Conhecimentos, Técnicas, Valores, Normas..)
Subcultura
 Parte de uma cultura, distinta dessa última pela posse de crenças, valores, normas e padrões de comportamento exclusivos, mas dependente do todo através da participação de elementos culturais comum ao todo
ESTERIÓTIPOS
 Rotulações sociais
Podem ser negativos ou positivos
Podem valorizar como depreciar
São imagens pré-estabelecidas para todos os indivíduos pertencentes a alguma categoria social mediante a atribuição generalizada de qualidade de caráter positivo ou negativo
27
CONTROLE SOCIAL
(Sebastião Vila Nova, 2000)
CONTROLE SOCIAL
É o meio básico de controle social - Comportamento socialmente aprovado. 
Assimilação de: VALORES, CRENÇAS E NORMAS
É qualquer meio de levar as pessoas a se comportarem de forma socialmente aprovada
SOCIALIZAÇÃO
Controle Social - Eficiente
Recompensas
(Sanções Positivas) 
Punições
(Sanções Negativas) 
Conduta socialmente aceita. Cumprimento
Infrações das normas sociais. Infração
Sanções Negativas
Formais e Ritualizadas
Informais
Instrumento universal de controle social
Previstos nos Códigos Legais
Instrumento universal de controle social
Aplicada pela própria comunidade
(Ostracismo – Punição Social)
Processo de Socialização – Imposição do Conformismo
Almoço 
Café da Manhã 
Sentar 
NORMAS: Alcance e Aplicação
Aplicação  
Algumas normas se aplicam a todos os indivíduos outras não. 
Usadas em determinadas situações pode não ter aplicabilidade em outra. 
Alcance  
Normas Explicitas 
Transmitidas por meio da linguagem
Normas Implícitas 
Passada de uma geração a outra 
(Comportamento Padronizado)
Normas
Padrões de Comportamento
Expectativa de Comportamento
Tipo de ação regular do outro – O Cumprimento
Associamos esta determinada regularidade a determinada situação – O Encontro
Expectativas Prescritivas - Morais
Diz respeito ao que os indivíduos DEVEM fazer, como DEVEM agir
Expectativas Preditivas - Factuais
Dizem respeito ao que, de ANTEMÃO, conhecemos a respeito das pessoas e do modo como elas tendem a se comportar independentemente das normas sociais. 
Expectativa Prescritivas
Expectativa Preditiva
PAPEIS SOCIAIS
(Sebastião Vila Nova, 2000)
STATUS E PAPÉIS - (O homem como ocupante de posições)
STATUS - Localização do indivíduo na hierarquia social.
OCUPANTE DE POSIÇÃO
Direitos
Deveres
	STATUS ATRIBUÍDO E ADQUIRIDO
STATUS ATRIBUÍDO
Status Adquirido
Posições ocupadas independentemente da vontade dos indivíduos. 
Posições ocupadas em razões de uma opção individual. 
Status Específicos
Cada uma das posições que o indivíduo ocupa simultaneamente
Status Principal
Tende a ser o seu status ocupacional/profissional
(Atribuído ou Adquirido)
PAPÉIS, GRUPOS e INSTITUIÇÕES
 Nenhum papel social existe isoladamente
Todo papel social está relacionado a outros papéis
Cada um dos complexos de papéis interdependentes pertencem a INSTITUIÇÕES, a GRUPOS determinados
As pessoas são portadoras de expectativas de comportamento socialmente padronizado apenas enquanto ocupante de posições
CONFLITO DENTRO DO PAPEL
É o que resulta da contradição entre expectativas referentes a uma mesma posição. 
CONFLITO ENTRE PAPÉIS
Resulta da contradição entre expectativas referentes a duas ou mais posições ocupadas por um mesmo indivíduo. 
DIREITOS HUMANOS
(Eduardo R. Rabenhorst)
O que significa “ter um direito” ?
É a possibilidade de agir ou o poder de exigir uma conduta dos outros, tanto uma ação quanto uma omissão.
(Artigo 5º)
Todo brasileiro tem Direito à liberdade de expressão
Possibilidade de Expressar livremente nossas convicções religiosas (Agir)
Podemos exigir que os outros não criem obstáculos à nossaliberdade de culto (Exigir)
39
PODER PÚBLICO
DIREITOS
(Eficácia)
DIREITOS
DEVER
Direitos Existentes e Deveres Correlatos
Dizer que existe um Dever correspondente a um Direito não significa que os direitos possuem EFICÁCIA
Indignação Moral
Punição Jurídica
Antes
Hoje
Instrumentos Jurídicos
Tratados
Declarações
Pactos
Convenções
Etc..
Instrumentos Extrajurídicos
Movimentos Sociais
Associações de Moradores
Partidos Políticos
Sindicatos
Etc..
DE ONDE VEM OS DIREITOS ?
Decorre das normas jurídicas existentes na sociedade ou dos acordos que firmamos com os outros
Filosofia 
(Direitos)
O que é o ser humano
Como deve ser a sua relação com os outros seres humanos
História da Maldade Humana é Longa e Assustadora
Milhões de Negros Escravos
Milhões de Índios dizimados
Milhões de Judeus mortos
43
OS DIREITOS HUMANOS
São direitos que possuímos pelo simples fato de sermos humanos
Valor Especial
Estado
(Redução da Criminalidade)
Direito à vida
Direito à Integridade Física
Sujeito de Direito
(Individual ou Coletivo
SUJEITOS E OBJETOS DOS DIREITOS HUMANOS
Quem dispõe de um direito
Assunto ou matéria do qual o Direito trata
Objeto de Direito
Própria Liberdade em questão
“Bem jurídico protegido”
45
Processo de expansão dos:
História dos Direitos Humanos
Sujeitos de Direito 
Objetos Correspondentes
Século XVIII
Direitos Civis e Políticos
“Direitos-liberdade”
Etc...
Sujeito: O Indivíduo
Objeto: Liberdade Individual
ESTADO
Século XIX
Direitos Sociais, Econômicos e Culturais
“Direitos-prestação”
Direito Coletivo
(Distribuição de recursos sociais)
Sujeito: O Coletivo
Direito de ir e vir
Século XX
Direitos Difusos
Não tem sujeito específico
(Interessam à Humanidade)
O mais rico em termos de expansão dos direitos humanos
Direitos Exóticos
Século XX
Direitos Humanos Clássicos
Direitos Humanos Contemporâneos
Não valorizavam os elementos de diferenciação de um indivíduo com relação ao outro (gênero, idade, raça, etc.)
Vislumbra os sujeitos de forma concreta e particular, inseridos numa estrutura social e historicamente situados (crianças, mulheres, etc.)
Dignidade Humana
Dignidade é o valor que atribuímos aos seres humanos em função de nossas crenças sobre o modo como os mesmos devem ser tratados
Atos bárbaros contra a humanidade levaram a formar a convicção de que os homens precisam ser reconhecidos como titulares de direitos básicos
DIREITOS HUMANOS NO BRASIL
DIREITOS HUMANOS NO BRASIL
Direitos Humanos ultrapassa largamente a esfera penal
DIREITOS HUMANOS NO BRASIL
Luta pelos direitos das pessoas encarceradas 
Defesa do meio ambiente
Grupo de Apoio Jurídico às Organizações Populares
“Assim como a amizade e o amor, os direitos humanos precisam ser cultivados, pois não existe qualquer garantia de que este importante patrimônio moral da humanidade permaneça intocável”
Eduardo Rabenhorst
DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL
(Tânia Regina de Luca, 2003)
DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL
Os debates em torno da Cidadania, tal como a entendemos hoje, surgiram no interior de Estados nacionais, sobre o impacto das transformações sociais introduzidas pelo Capitalismo
Presença do trabalhador na cena política
Desempenhou papel central na concretização de mecanismos mais amplos de participação na vida pública
Como forma de busca por uma divisão mais justa e igualitária da riqueza social
Brasil
Instauração do mercado livre de trabalho data do final do século XIX
Abolição da Escravidão
Proclamação da República
Constituição 1891
Estendeu o direito de votar e ser votado a todo cidadão brasileiro do sexo masculino maior de 21 anos – Exceto: mendigos, analfabetos, praças e religiosos
Direitos civis consagrados nos 31 incisos do artigo 72
Não houve qualquer menção aos direitos de natureza social
Limitava-se a reconhecer o direito ao livre exercício de qualquer profissão – Não atribuía ao Congresso Nacional competência para legislar sobre o tema
Patronato
1920
A taxa de analfabetismo girava em torno de 70%
Os direitos civis e políticos era uma ficção jurídica
 Não sofria nenhum freio institucional
Podia fazer valer seus interesses e impor suas condições no momento de contratar a força de trabalho
Impacto da presença do Assalariado como Ator Político
 Projetos antagônicos e/ou questionadores da ordem vigente
Organização e Mobilização Operária
Poder Público
Patronato
(Apoio das forças policiais)
Proteção das fábricas
Perseguição e prisão a lideranças
Apreensão de jornais
Destruição de gráficas
Algumas Legislações sobre o Tema
1919
 Reconhecia a obrigação do empregador em indenizar o operário em caso de Acidente no Trabalho
1925
 Estabelecia o direito dos trabalhadores urbanos a 15 dias de Descanso Anual remunerado
1927
 Proibia o Trabalho de Crianças com menor de 14 anos e estipulava jornada de 6 horas até os 18 anos de idade 
 Quando o sucesso do empresariado não atingia o patamar desejado, apesar de toda pressão, ignoravam-se as determinações previstas em lei
Voto
O direito de participar da vida pública não foi exercida pela imensa maioria que estavam aptos a fazê-los
Direitos Civis
Esbaravam no predomínio dos latifúndios e no poder dos grandes proprietários, que seguiam atuando como senhores quase absolutos
Os Trabalhadores Urbanos
Exigiam:
O direito de organização, manifestação e greve
Limite à livre atuação do capital
Melhores condições de vida e trabalho
Primeiras Décadas Republicanas
Era Vargas
1930
Criação do Ministério do Trabalho, Industria e Comércio
Reivindicações (Movimento Organizado)
Tornaram-se objeto de Normatização e Fiscalização por parte do Judiciário 
Culminou com a aprovação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - 1943
Estado Novo – Constituição de 1937
Marcado por evidente retrocesso nos direitos civis e políticos
Foi decretado estado de guerra – Foi suspendido as garantias asseguradas na Constituição de 1934
A liberdade individual estava subordinada aos detentores do poder
Os sindicatos passam a ser órgãos técnico e consultivo destinado a colaborar com o poder público
Os partidos políticos foram dissolvidos
Estado Novo – Constituição de 1937
As greves foram proibidas
Censura aos meios de comunicação
Pena de morte
Fechamento do Senado e da Câmara 
O Interregno Democrático
1) O restabelecimento do jogo democrático
2) A elaboração da nova Constituição 1946
Recolocam em cena os direitos civis e políticos
Os partidos políticos foram reorganizados
O voto foi estendido a todos os brasileiros e brasileiras alfabetizados, maiores de 18 anos
Os analfabetos não votavam – 60% da população
Houve a substituição dos meeiros e arrendatários por diaristas, os chamados “boias-frias”
Contexto de 1964
Supressão dos direitos civis e políticos
Extinção dos partidos
Cassação de mandatos
Fechamento do poder Legislativo
Instituição de eleições indiretas para os cargos do executivo
Forte controle aos meios de comunicação 
Uma era plena de direitos?
Constituição 1988
Simbolicamente, marcou o restabelecimento do Estado Democrático 
O direito de voto foi universalizado – Facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos que tiveram a sua cidadania politica reconhecida
Os direitos civis foram amplamente assegurados pelo artigo 5º e seus mais de 70 incisos
Vedada a interferência e/ou a intervenção do poder público nas entidades sindicais
Ampliação dos Direitos Sociais Constituição 1988
Introdução da licença à maternidade
Abono de férias
Fixação do salário mínimo como o menor patamar de aposentadorias e pensões
Concessão, aos deficientes e idosos com mais de 65 anos – Independente de terem ou não contribuído com a previdência
Ministério Público / Constituição 1988
Deixou de ser parte do poder Executivo
Tornou-se uma instituição independente, com garantias de autonomia funcional e administrativa
Atuação - Ministério Público
Proteção do patrimônio público
Meio Ambiente
Direitos do Consumidor
Direitos sociais
Direitos difusos e coletivos
CIDADANIA AMBIENTAL
(MaurícioWaldman, 2003)
Natureza e Sociedade como Espaço de Cidadania
 Cidadania 
Ambiental 
 Apenas recentemente ingressou no temário de grupos, povos e classes sociais 
Originariamente 
Hoje
 Movimentos Ambientalistas
 Agendas de Estado
ONGs
População Tradicional
Grupos rurais e urbanos
Sindicatos
Empresas
Associações comunitárias
Administração Pública
Crise no Passado
Crise Atual
Sucedidas pela revitalização do entorno natural circundante
Não sugere nenhuma recuperação posterior ao esgotamento do ciclo biológico do ecossistema
Coloca-se como fato objetivo a possibilidade da extinção total da vida no planeta terra
Problemas Ecológicos
Rediscussão minuciosa dos Paradigmas que tem orientado a Humanidade nos últimos séculos 
Cidadania Ambiental
É indissociável de uma contextualização social e cultural, em qualquer plano, perspectivas e sistemas de relações
Meio Ambiente
Se configura como: Direito Difuso
“é sempre um bem coletivo, insuscetível de divisão, a satisfação de um interessado implica necessariamente a satisfação de todos” Paulo Machado
Antes
Hoje
Movimento Ecologista
Esposa bandeiras abrangentemente globais
Revisão da relação Homem-Natureza
Coloca-se como uma prioridade para a construção da noção de Cidadania Ambiental
BRASIL
Portentoso Patrimônio Natural
Índice alarmante de Depredação da Natureza 
Cidadania, Desequilíbrio e Percepção da Natureza
Conceitos Culturalmente Introjetados
Repensados
Entendimento do meio natural brasileiro
Criação de estratégias para a preservação
Meio Ambiente
Visão de Mundo
Estão estreitamente ligados – Fundamental para explicar as atitudes que tomamos em relação a natureza
Deseducação
Quanto a percepção do ambiente
Originários de modelos culturais desenvolvidos por países colonizadores
Socialização
Explica a presença marcante no imaginário infantil (Bichos de Pelúcia) própria dos países temperados do Norte
Faunístico Nacional
Anestesia a opinião pública quanto aos problemas ambientais realmente existentes no seu cotidiano
Faunístico Nacional
Industria Cultural
Causam grande impacto na percepção da natureza e nas atitudes assumidas pelos cidadãos
Imaginário Dominante – Chama a Atenção
Montanhas
Serras
Mata Atlântica
Valorização de paisagens distantes e sem presença humana. O domínio de ecossistemas onde a presença humana é restrita ou mesmo inexistente
Principais Problemas Ambientais
Tem como palco as cidades, as grandes aglomerações – Aspectos ambientais estão solenemente Ausentes
Depredação 
Ambiental
Caos Urbano Nacional
Inseparável
Comprometimento do abastecimento de água doce
Assoreamento da rede hídrica e reservatórios
Contaminação das águas da represa
Destinação dos resíduos sólidos
Na ausência dessa compreensão, as proposições ambientalistas tornam-se simplesmente elitistas e desfocadas dos problemas que acometem o nosso país.
Custo Ambiental
O Brasil detém 12% da água superficial do planeta
O Brasil ocupa a 1ª posição mundial quanto à disponibilidade de água doce
A poluição, a irregular oferta natural de água, a falta de planejamento urbano e a reprodução das desigualdades suscitam um quadro bastante difícil para o Brasil
Não basta sermos detentores de muita água. É fundamental garantir usufruto prioritário para o próprio país, sob pena de o Brasil transformar-se em Provedor do produto à Custa da Sede de seus Habitantes
Construindo a Cidadania Ambiental
Uma cidadania autêntica se constrói com base na realidade
Um mundo melhor não será alcançado apenas com melhores salários, mas principalmente com melhor qualidade de vida
Uma visão abrangente de cidadania, configura em responsabilidades compartilhadas difundidas nos mais diversos recortes sociais, políticos e econômicos
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da terra e uns dos outros, ou ariscar a nossa destruição e da diversidade da vida 
CIDADANIA E ACESSO À JUSTIÇA
(Rosângela Cavalcante, 1999)
Acesso à Justiça
Mecanismo essencial para a efetivação dos direitos de Cidadania
As Dimensões Civil, Politica e Social da Cidadania
A Cidadania
Tem assumido várias formas em função de diferentes contextos históricos
Tem se prestado a diversas interpretações
CIDADANIA
A Cidadania tem origem no Palco social, quando se funda a Nação e se organiza o Estado, pelo estabelecimento de uma Constituição 
Consiste no conjunto de Direitos e Obrigações legais conferidos aos indivíduos, na qualidade de cidadão
Ancorado no Pensamento Liberal Clássico
Significa fazer Parte de uma Comunidade mais ampla, é identificar-se com uma Nação particular e ter Direitos - garantidos pelo Estado correspondente – e Deveres para com a Coletividade na qual se está inserido
Ser Cidadão
Deveres de Cidadania
Se a Cidadania é invocada em defesa dos Direitos, as Obrigações correspondentes da cidadania não podem ser ignoradas. 
Deveres de Cidadania
Exigem que os Atos dos indivíduos sejam inspirados por um senso geral de Responsabilidade para com o Bem-estar da Comunidade
A Transformação Histórica do Conceito de Acesso à Justiça
Acesso à Justiça
É considerado um mecanismo de extrema importância para a Concretização de todo o conjunto de Direitos de Cidadania
Instituições de Justiça
Desempenham um importante papel para a efetivação dos Direitos 
Direitos
Sem mecanismos que façam impor os seus respeito, podem se resumir em meras declarações
Separação do Direitos de Cidadania
Resultado da diferenciação institucional ocorrida nas sociedades modernas – (Marshall)
Cidadania Civil
Cidadania Política
Cidadania Social
É garantida pelo sistema legal
Faz parte das instituições representativas dos governos locais e nacionais
Esta ligada, ao sistema educacional e aos serviços de saúde e de assistência social
Direito de Acesso à Justiça 
Direito de Acesso à Justiça 
Antes
Hoje
Direito Formal do individuo que teve algum direito violado de propor ou contestas uma ação
O Estado, permanecia passivo com relação a problemas tais como a aptidão de uma pessoa para reconhecer os seus direitos e defende-los adequadamente na prática
Passa a ser exigido como um Direito Social, um direito cuja negação acarretaria a de todos os demais
Cobra-se do Estado uma ação positiva, no sentido de tornar efetivos os direitos proclamados
Estudos comparativo e científico identificam “três ondas de reforma” no “movimento de acesso à justiça” nas modernas democracias ocidentais
1) A garantia de assistência jurídica para o pobre
2) A representação dos direitos difusos
3) A informalização do procedimento de resolução de conflito
1) A garantia de assistência jurídica para o pobre
Representação legal dos pobres – Assistência jurídica tratada como uma questão pública e que constituísse uma das tarefas fundamentais do Estado 
2) A representação dos direitos difusos 
Defesa da extensão direitos para grupos ou categorias 
3) A informalização do procedimento de resolução de conflito
Fórmulas para simplificação dos procedimentos da justiça estatal e/ou criação de formas extrajudiciais de resolução de conflitos
O Sistema de Justiça
Questão da Prestação de Justiça pelos Órgãos do Sistema Formal
1) Discussões acerca dos obstáculos internos que impedem uma rápida solução para as demandas que chegam a essas instituições
2) Debate em torno das inúmeras dificuldades da maior parte da população ao efetivo acesso à justiça
Questão 1
Excesso de formalidade nos procedimentos judiciais
Falta de recursos materiais
Má formação profissional
Número insuficiente de juízes, promotores, delegados, etc.
Questão 2
A distância dos cidadãos em relação aos órgãos encarregados pela administração de justiça não se explica apenas por obstáculos Econômicos, mas também Sociais e Culturais.
Diante desse quadro, muitas pessoas optam por não levar as suas controvérsias ao referido sistema 
Existem inúmeros obstáculos como despesas judiciais elevadas e excesso de formalidade para constituição de prova
Muitos desistem no meio do caminho - Dessa forma, a maior parcelada população fica impossibilitada de fazer com que suas questões sejam apreciadas pela justiça formal
PENSAMENTO ÉTICO
(Sílvio Gallo, 2014)
ÉTICA E CIVILIZAÇÃO – A FELICIDADE
Os seres humanos agem conscientemente, e cada um é senhor de sua própria vida
O QUE FAZER EM DETERMINADA SITUAÇÃO?
Devo agir impulsivamente?
Devo analisar cuidadosamente as possibilidades?
Devo analisar cuidadosamente as consequências? 
Identifica-se o bem viver e o bem agir com: 
SER FELIZ
SER FELIZ
Valores que sustentam nossas ações
Toda produção histórica dos seres humanos consiste em criar condições para que o homem seja: FELIZ
O processo civilizatório iniciou-se como a promessa da FELICIDADE
 No que os seres humanos se diferem dos outros animais?
 Pensar
 Falar
 Trabalhar
 Amar
RACIONALIDADE
 Planejar Ação
 Realizar Escolhas
 Julgar Escolhas
 Determinar Valores
Origem da Ação
ESCOLHA
Raiz da Escolha
DESEJO
Sensação
Pode-se identificar três coisas que controlam a ação:
(Sensação, Desejo e Razão)
Desejo
Razão
Não é principio para julgar a ação, pois também os outros animais possuem sensação, mas não participam da ação
Força motriz, o impulso gerador de todas as nossas ações
Guia, conduz o desejo ao encontro do objeto
Ação
É um movimento deliberado. Os homens diferem dos outros animais porque são capazes de fazer escolhas
DESEJO
Força motriz, impulso gerador de todas as nossas Ações
Realizar Escolha
Eleger objeto para desejo
O CRITÉRIO das escolhas é sempre RACIONAL
O MOTIVO das escolhas é sempre impulsionada pelo DESEJO
O exercício da LIBERDADE é a capacidade de ESCOLHER
A capacidade Racional de realizar escolhas permite-nos afirmar a nossa condição de LIBERDADE
O Exercício da Liberdade é a capacidade de ESCOLHER
É a ESCOLHA que define o CARÁTER de um ser humano
Ações Desumanas
Foram praticadas por SERES HUMANOS
1) As exigências individuais por LIBERDADE
Em meio ao conflito irreconciliável entre:
2) As restrições impostas pelos Regulamentos Sociais
Podemos criar condições para instaurar uma:
		ÉTICA DA BELEZA
Fazer da vida uma obra de arte
Criar condições para que cada um produza sua própria vida
Como sujeitos de nossa vida, podemos esculpir/pintar a nossa liberdade, construir nossa própria existência
Ética
Instância Individual
Civilização 
 Instância Coletiva
LIBERDADE
(Sílvio Gallo, 2014)
LIBERDADE 
O Conde de Montecristo
“Gastei cinco anos da minha vida em busca da Liberdade, e tudo o que encontrei foi a cela de outro homem”
A busca da liberdade, mesmo quando colocamos nela todas as nossas forças, mesmo quando fazemos dela o nosso único projeto de vida, o verdadeiro sentido da existência, resulta apenas na constatação da falta de Liberdade de todos, sofrida não apenas por nós, mas por todos aqueles que nos rodeiam.
Liberdade x Determinismo
Teciam os fios da vida dos mortais determinando suas ações - Parcas
Capacidade de escolher entre o bem e o mal livre-arbítrio
Seu caminho já está traçado
Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta: 
que não há ninguém que explique,
E ninguém que não entenda
			
			Cecília Meireles
JEAN-PAUL SARTRE
O homem é essencialmente livre
Liberdade e Escolha
Não pode abdicar da liberdade
Ou eu escolho ou não escolho
Liberdade e Situação
LIBERDADE VIVIDA
Sujeita as condições do dia a dia
É uma liberdade situada
Liberdade em determinadas situações e não em outras
A possibilidade de liberdade é construída a cada momento
SE SOU LIVRE SOU RESPONSÁVEL
A escolha transforma-se em ato
Liberdade e Responsabilidade
Todo ato tem consequências, resultados
Escolha – Ação – Resultado - Responsabilidade
Liberdade e Sociedade
LIBERDADE LIMITADA
Vida em sociedade
Liberdade do outro – Não existe liberdade absoluta
Viver junto é conviver e não apenas coabitar
Liberdade e responsabilidade andam sempre juntas
Mikhail Bakunin
“A liberdade do outro eleva a minha ao infinito”
JEAN-PAUL SARTRE
“Só posso ser livre se todos aqueles que convivem comigo também forem livres”
“Minha liberdade não termina onde começa a do outro, mas ambas começam juntas e, uma completando a outra, podem crescer ao infinito” (SARTRE)
ESTÉTICA: ARTE E VIDA COTIDIANA
(Sílvio Gallo, 2014)
ESTÉTICA
Sentimento
ESTÉTICA: ARTE E VIDA COTIDIANA 
Sentido
Percepção
Estética – Área da Filosofia que estuda a arte e suas relações com os seres humanos
Biopsicossociais
Tendência de se manifestar no mundo de maneira ESTÉTICA, procurando estabelecer em sua vida uma relação de beleza com tudo que o cerca
Literatura
Arte: fundamento do mundo
Música
Pintura
Escultura
Ao construir algo – qualquer coisa - o criador está dando livre vazão ao seu IMAGINÁRIO, tornando reais os seus DESEJOS, FANTASIAS e SONHOS 
Representava a vida pela Farsa - Risos
A tragédia e a representação da vida
Representava a vida como drama - Emoção
Felicidade
Infelicidade
Paz
Conflito
Tristeza
Alegria
TEATRO
Palco da Vida
Ordem
Caos
Ascenção
Declínio
Plural
TRAGÉDIA - TEATRO
Singular
Razão
Imagem
Lucidez
Embriaguez
Luz
Noite
Aparência
Essência
Loucura
Música
Beleza
Feiura
VIDA
Jogo eterno de Contrários que se divertem brincando conosco – O caminho ascendente e descendente são um e o mesmo
ESTÉTICA DE SI
(Sílvio Gallo, 2014)
Travessia no Tempo
ESTÉTICA DE SI 
(Nascimento e Morte)
 A VIDA
Oceano da Vida
Imprimir formas 
A ética como estética da existência 
Esculpir contornos 
Criar estilo 
Criar uma forma de viver 
Criar um jeito de ser feliz 
Dar forma à vida é uma tarefa ÉTICA que nos compete como seres humanos
Estilo
Instrumento com ponteira usado para escrever, sobre a camada de cera das tábuas
Estilo e singularidade de cada um 
PONTA
ESPÁTULA
Uso para escrever
Uso para apagar
Escrever Desejos na tábua do mundo
Corrigir os erros e seguir em frente
Para conduzir o Barco da Vida, é preciso Coragem e Determinação 
O Estilo é um compromisso entre as duas práticas possíveis: a Ponta e a Espátula
Nada é certo
Imposição de limites a nossa vontade
Se a vida deve ser melhor
NAVEGAR É PRECISO
Alçar ÂNCORAS e NAVEGAR é a exigência ÉTICA fundamental
Fazer da VIDA uma OBRA DE ARTE é a nossa DIREÇÃO
ÉTICA E CIDADANIA NA SOCIEDADE TECNOLÓGICA
(Sílvio Gallo, 2014)
Quais seriam os limites para a ação do homem? 
Sondas e naves enviam informações detalhadas dos mais longínquos planetas do sistema solar
Aviões cruzam os ares a velocidades inimagináveis. A medicina faz grandes progressos 
Mata milhões de pessoas. Não foi encontrado vacina
Doenças há muito erradicadas, vicejam apenas em condições de miséria
Matam milhares de pessoas nas regiões mais pobres do planeta
Será que o homem, quanto mais produz conhecimento sobre a natureza, mas perde o controle sobre sua própria vida?
Os Três Momentos de Geração da Sociedade Tecnológica
Renascimento – XIV a XVI
Significou uma grande ruptura com o mundo da Idade Média. Weber chamou de: “Desencantamento do Mundo” 
Idade Média
Renascimento
Mundo é sagrado
Não cabe ao homem interferir
O homem era para tomar conta da criação divina 
Deus não habita o mundo
O Mundo deixa de ser sagrado
O homem podia examinar à vontade
Revolução Industrial– XVIII
Pode ser compreendida como a realização das possibilidades tecnológicas abertas com o Renascimento e com o Método Científico
Revolução Industrial
Automação do Trabalho Humano
A força física que o homem dispendia no Trabalho foi substituída pela energia da máquina, movida pelo vapor e, depois, pela eletricidade
Se teria mais Tempo Livre, pois, com as máquinas, a produtividade do trabalho aumentava incrivelmente
O homem começa a trabalhar junto com a máquina
A velocidade do trabalho já não é definida pelo homem, mas pela máquina
O “tempo humano”, marcado pelos ritmos biológicos, é substituído pelo “tempo da máquina”, marcado pelos ponteiros do relógio 
A pessoa dorme e acorda no momento definido pela fabrica, não mais quando sente sono. 
A pessoa não come quando sente fome, mas no horário determinado
A pessoa não para de trabalhar quando jáestá cansada, mas apenas no final do seu expediente
Talvez a principal consequência da Revolução Industrial tenha sido a mecanização do tempo, e todas as decorrências que ela tem para a vida humana
Automação da Sociedade - XX
O Tempo da Máquina se acelera quase ao infinito
Os computadores processam milhões de informações num tempo inimaginável por nós
O Tempo Humano encontra-se ainda mais distante; as pessoas tem de se subordinar cada vez mais aos ritmos impostos pelas máquinas 
A Crise do Valores no Mundo Contemporâneo
Tempos Modernos
Experimentamos uma Inversão dos Valores Morais que são o fundamento da ética
O desenvolvimento da ciência, e da tecnologia, foi tão rápido, grande e intenso que assumiu dimensões inimagináveis
Diante desse espantoso e vertiginoso desenvolvimento, o HOMEM foi empalidecido, perdendo sua posição central
Psicanalista: Erich Frömm
Caracterizou nossa sociedade como aquela que dá mais importância ter do que ao ser
Valor Fundamental
Ser Humano
Dinheiro - Lucro
O que vou ganhar com isso?
No Campo da Ciência
Com o crescimento da velocidade da produção de conhecimentos científicos, ela acaba por “Atropelar” o Ser Humano
Uma coisa é você precisa dominar determinados conhecimentos para resolver certos problemas
Outra, muito diferente, é correr atrás de mais conhecimentos simplesmente para ter mais conhecimentos
Isso só foi possível porque, no centro dos valores, não estava a promoção da vida humana, mas o lucro e o desenvolvimento do conhecimento
Ética, cidadania e possibilidades de futuro
Os Valores
São criações humanas e não entidades abstratas e universais, válidas em qualquer tempo e lugar
Singularidade Criatividade
Devem ser preservadas em meio à coletividade
“ Quando elejo a mim mesmo, estou escolhendo toda a humanidade” Sartre
Quando resolvo construir minha vida com singularidade, como uma obra de arte, estou assumindo que esta condição é possível para todo e qualquer ser humano
Se resolvermos agir como sujeitos de nossa vida e de nosso mundo, podemos pintar os quadros que nossa criatividade permitir 
Se colocarmos o ser humano como valor fundamental, a ciência e a tecnologia podem nos permitir ações antes impossíveis
O futuro está aberto!
Conhecimento científico – Reflexões éticas (Cortella)
O que podemos e não podemos fazer
Sobre o que devemos e não devemos admitir
 
O que queremos e não queremos aceitar
“Ciência sem consciência não passa de ruína da alma”
(François Rabelais)
BYUNG-CHUL HAN
Além da sociedade disciplinar
Sociedade Disciplinar
(Foucault)
Hospitais
Asilos
Presídios
Os sujeitos da sociedade disciplinar são chamados de: 
“Sujeitos da obediência”
Sociedade do Desempenho
(Século XXI)
Academias de fitness
Prédios de escritórios
Bancos
Aeroportos
Shopping centers
Laboratório de genética
Clínica de estética
Os sujeitos dessa sociedade são chamados de: 
“Sujeitos de desempenho e produção” 
(São Empresários de si mesmo)
Quarteis
Fábricas
Sociedade Disciplinar
(Foucault)
Sociedade da Negatividade
É determinada pela Negatividade da proibição
O verbo modal negativo que a domina é o não-ter-o-direito
Ao dever inere uma negatividade, a negatividade da coerção
A sociedade disciplinar está dominada pelo Não
Sua negatividade gera loucos e delinquentes
Sociedade do Desempenho
Sociedade da Positividade
Vai de desvinculando cada vez mais da negatividade
O poder ilimitado é o verbo modal positivo da sociedade do desempenho
No lugar de proibições, mandamento ou lei, entram projetos, iniciativa e motivações
O plural coletivo da afirmação “Yes, we can” (Sim, nós podemos), expressa precisamente o caráter de positividade da sociedade do desempenho
A sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados
Mudança de Paradigma
Para elevar a produtividade, o paradigma da disciplina é substituído pelo paradigma do desempenho, pelo esquema positivo do poder 
A positividade do PODER é bem mais eficiente que a negatividade do DEVER
O inconsciente social do dever troca de registro para o registro do poder
O sujeito de desempenho é mais rápido e mais produtivo que o sujeito da obediência
O poder, porém, não cancela o dever. O sujeito do desempenho continua disciplinado. Não há ruptura; há apenas continuidade
A Depressão – Alain Ehrenberg (Economia do si mesmo)
O modelo disciplinar de controle comportamental, que, autoritária e proibitivamente estabeleceu seu papel às Classes sociais e aos dois Gêneros foi substituído 
Pela Norma que incita cada um a iniciativa pessoal – Cada um se comprometa a tornar-se ele mesmo
O depressivo não está cheio, no limite, mas está esgotado pelo esforço de ter de ser ele mesmo
O que nos torna depressivos seria o imperativo de obedecer a nós mesmos 
A depressão é a expressão patológica do fracasso do homem pós-moderno em ser ele mesmo
Depressão do Esgotamento 
O que causa não é o imperativo de obedecer apenas a si mesmo, mas a Pressão do Desempenho 
Simdrome de Burnout
Não expressa o si mesmo esgotado, mas antes a alma consumida
A depressão se expande ali onde os mandatos e as proibições da sociedade disciplinada dão lugar a responsabilidade própria e a iniciativa
O que torna doente, na realidade, não é o excesso e responsabilidade e iniciativa, mas o imperativo do desempenho como um novo mandato da sociedade pós-moderna do trabalho
O Homem Depressivo– Alain Ehrenberg
É aquele animal laborans que explora a si mesmo, sem qualquer coação estranha
É agressor e vítima ao mesmo tempo
O sujeito do desempenho encontra-se em guerra consigo mesmo
O depressivo é o inválido dessa guerra internalizada
A depressão é o adoecimento de uma sociedade que sofre sob o excesso de positividade
A depressão reflete aquela sociedade que está em guerra consigo mesma
A depressão é de principio um cansaço de fazer e de poder
A lamúria do individuo depressivo de que “Nada é possível” só se torna possível numa sociedade que crê que “Nada é impossível” 
Excesso de trabalho e Desempenho
Agudiza-se numa autoexploração
É mais eficiente que a exploração do outro, pois caminha de mãos dada com o sentimento de liberdade
O explorador é ao mesmo tempo explorado
Agressor e vítima não podem mais se distinguir
Os adoecidos psíquicos da sociedade de desempenho são precisamente as manifestações patológicas dessa Liberdade Paradoxal
Liberdade Paradoxal
Sociedade do Desempenho
Yes, we can” (Sim, nós podemos) 
“Hoje o indivíduo se explora e acredita que isso é realização”
Sociedade do cansaço
Sociedade da transparência
Capitalismo e impulso de morte
Louvor a terra: uma viagem ao jardim
Favor fechar os olhos: em busca de um outro tempo
Bom entretenimento
No enxame da perspectiva digital
A salvação do belo
Sociedade paliativa
Agonia do Eros
Favor fechar os olhos
O desaparecimento dos rituais
Não-coisas desaparecimento do mundo da vida
BYUNG-CHUL HAN

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