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Profª Drª. Maria Anastácia Maia Carbonesi Temas Sociais Contemporâneo Èmile Durkheim Karl Marx Max Weber Pensamento Social Clássico “(...), estamos mergulhados numa atmosfera de idéias e de sentimentos coletivos que não podemos modificar à vontade; e é sôbre (sic) idéias e sentimentos dêsse (sic) gênero que repousam as práticas educativas.” (Durkheim, 1972: p.60) ÈMILE DURKHEIM (1858-1917) Concepção de Sociedade NORMAS DE AÇÃO PENSAMENTOS SENTIMENTOS Indivíduo Núcleo Familiar Religião Ambiente de Trabalho Escola Estruturas Sociais Etc... 4 Fatos Sociais EXTERIORES COERCITIVOS FATO SOCIAL Maneira de pensar, sentir e agir de uma sociedade que se desenvolve a partir do processo de incorporação das normas, regras e regulamentos cristalizando as Instituições Sociais Função da divisão do trabalho Estabelecer um sentimento de solidariedade entre as pessoas Solidariedade Orgânica Fazem coisas diferentes Solidariedade Mecânica Fazem coisas iguais EDUCAÇÃO SOCIALIZAÇÃO COESÃO SOCIAL Aprender a ser membro do seu meio social ANOMIA: Ausência ou Enfraquecimento das Regras e Normas ANOMIA E MUDANÇA SOCIAL “O modo de produção da vida material domina em geral o desenvolvimento da vida social, política e intelectual. Não é a consciência dos homens que determina sua existência, mas ao contrário é sua existência social que determina sua consciência.” (Contribuição à Crítica da Economia Política, Introdução, Obras. p 272) Concepção de Sociedade Não se pode pensar as relações sociais separadamente das condições materiais KARL MARX (1818 – 1883) CLASSES SOCIAIS CAPITALISTA PROLETÁRIO CLASSE SOCIAL Grupo de indivíduos que ocupam uma mesma posição nas relações de produção MAIS-VALIA Mais-valia absoluta Mais-valia relativa JORNADA DE TRABALHO Trabalho necessário Trabalho excedente ALIENAÇÃO Consciência falsa do mundo em que vivem IDEOLOGIA Sistema ordenado de ideias, concepções, normas e regras Jornada de trabalho 9 à12 anos – 2hs 13 à 15 anos – 4hs 16 à 17 anos – 6hs NOVO HOMEM AUTÔNOMO AUTOCENTRADO AUTOCONSCIÊNTE “(..) Por trás de todas as discussões atuais sobre as bases do sistema educacional, se oculta em algum aspecto mais decisivo a luta dos ‘especialistas’ contra o tipo mais antigo de ‘homem culto’ (...)” WEBER, Burocracia. Objeto de estudo AÇÃO SOCIAL Ocorre quando um indivíduo leva os outros em consideração no momento de tomar uma atitude, praticar uma ação. Concepção de Sociedade É o resultado de uma enorme e inesgotável nuvem de interações interindividuais. É aquilo que se veicula entre os indivíduos O INDIVÍDUO E AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS Agir em comunidade É comporta-se com base na expectativa de que os outros também se comportem de um determinado modo Agir em sociedade É um agir em comunidade no qual as expectativas se baseiam nos regulamentos sociais vigentes INSTITUIÇÕES SOCIAIS Permite que sejamos capazes de prever quais serão os passos mais prováveis das outras pessoas, tornando o mundo que nos cerca inteligível QUADRO NORMATIVO INSTITUCIONALIZAÇÃO As leis geralmente se fundamentam num consenso social sobre estes pontos de vista compartilhados Educação: um processo especializado com o objetivo de tornar o indivíduo um perito Pedagogia do treinamento: mecanismo de ascensão social; busca por riquezas materiais e obtenção de status CULTURA E SOCIEDADE (Sebastião Vila Nova, 2000) Sociedades não-humanas Padrões de comportamento são constantes durante os anos. Sociedades humanas Padrões de comportamento e suas formas de organização social são extremamente mutáveis no tempo e no espaço CULTURA Animais não-humanos - (Linguagem estados emocionais) Padrões de comportamento transmitida pela herança biológica. Animal humano – (Rico em possibilidade de comunicação) Padrões de comportamento classificados pelo sistema BIO-SOCIO-CULTURAL-PSICOLOGICO O que caracteriza a sociedade humana é precisamente a cultura CULTURA Tudo o que resulta da criação humana. Que vai de ideias a artefatos ENCULTURAÇÃO/SOCIALIZAÇÃO Interiorização da cultura pelo indivíduo Cultura material Constituída dos artefatos e objetos em geral Cultura não-material Domínio das ideias (Crenças, Conhecimentos, Técnicas, Valores, Normas..) Subcultura Parte de uma cultura, distinta dessa última pela posse de crenças, valores, normas e padrões de comportamento exclusivos, mas dependente do todo através da participação de elementos culturais comum ao todo ESTERIÓTIPOS Rotulações sociais Podem ser negativos ou positivos Podem valorizar como depreciar São imagens pré-estabelecidas para todos os indivíduos pertencentes a alguma categoria social mediante a atribuição generalizada de qualidade de caráter positivo ou negativo 27 CONTROLE SOCIAL (Sebastião Vila Nova, 2000) CONTROLE SOCIAL É o meio básico de controle social - Comportamento socialmente aprovado. Assimilação de: VALORES, CRENÇAS E NORMAS É qualquer meio de levar as pessoas a se comportarem de forma socialmente aprovada SOCIALIZAÇÃO Controle Social - Eficiente Recompensas (Sanções Positivas) Punições (Sanções Negativas) Conduta socialmente aceita. Cumprimento Infrações das normas sociais. Infração Sanções Negativas Formais e Ritualizadas Informais Instrumento universal de controle social Previstos nos Códigos Legais Instrumento universal de controle social Aplicada pela própria comunidade (Ostracismo – Punição Social) Processo de Socialização – Imposição do Conformismo Almoço Café da Manhã Sentar NORMAS: Alcance e Aplicação Aplicação Algumas normas se aplicam a todos os indivíduos outras não. Usadas em determinadas situações pode não ter aplicabilidade em outra. Alcance Normas Explicitas Transmitidas por meio da linguagem Normas Implícitas Passada de uma geração a outra (Comportamento Padronizado) Normas Padrões de Comportamento Expectativa de Comportamento Tipo de ação regular do outro – O Cumprimento Associamos esta determinada regularidade a determinada situação – O Encontro Expectativas Prescritivas - Morais Diz respeito ao que os indivíduos DEVEM fazer, como DEVEM agir Expectativas Preditivas - Factuais Dizem respeito ao que, de ANTEMÃO, conhecemos a respeito das pessoas e do modo como elas tendem a se comportar independentemente das normas sociais. Expectativa Prescritivas Expectativa Preditiva PAPEIS SOCIAIS (Sebastião Vila Nova, 2000) STATUS E PAPÉIS - (O homem como ocupante de posições) STATUS - Localização do indivíduo na hierarquia social. OCUPANTE DE POSIÇÃO Direitos Deveres STATUS ATRIBUÍDO E ADQUIRIDO STATUS ATRIBUÍDO Status Adquirido Posições ocupadas independentemente da vontade dos indivíduos. Posições ocupadas em razões de uma opção individual. Status Específicos Cada uma das posições que o indivíduo ocupa simultaneamente Status Principal Tende a ser o seu status ocupacional/profissional (Atribuído ou Adquirido) PAPÉIS, GRUPOS e INSTITUIÇÕES Nenhum papel social existe isoladamente Todo papel social está relacionado a outros papéis Cada um dos complexos de papéis interdependentes pertencem a INSTITUIÇÕES, a GRUPOS determinados As pessoas são portadoras de expectativas de comportamento socialmente padronizado apenas enquanto ocupante de posições CONFLITO DENTRO DO PAPEL É o que resulta da contradição entre expectativas referentes a uma mesma posição. CONFLITO ENTRE PAPÉIS Resulta da contradição entre expectativas referentes a duas ou mais posições ocupadas por um mesmo indivíduo. DIREITOS HUMANOS (Eduardo R. Rabenhorst) O que significa “ter um direito” ? É a possibilidade de agir ou o poder de exigir uma conduta dos outros, tanto uma ação quanto uma omissão. (Artigo 5º) Todo brasileiro tem Direito à liberdade de expressão Possibilidade de Expressar livremente nossas convicções religiosas (Agir) Podemos exigir que os outros não criem obstáculos à nossaliberdade de culto (Exigir) 39 PODER PÚBLICO DIREITOS (Eficácia) DIREITOS DEVER Direitos Existentes e Deveres Correlatos Dizer que existe um Dever correspondente a um Direito não significa que os direitos possuem EFICÁCIA Indignação Moral Punição Jurídica Antes Hoje Instrumentos Jurídicos Tratados Declarações Pactos Convenções Etc.. Instrumentos Extrajurídicos Movimentos Sociais Associações de Moradores Partidos Políticos Sindicatos Etc.. DE ONDE VEM OS DIREITOS ? Decorre das normas jurídicas existentes na sociedade ou dos acordos que firmamos com os outros Filosofia (Direitos) O que é o ser humano Como deve ser a sua relação com os outros seres humanos História da Maldade Humana é Longa e Assustadora Milhões de Negros Escravos Milhões de Índios dizimados Milhões de Judeus mortos 43 OS DIREITOS HUMANOS São direitos que possuímos pelo simples fato de sermos humanos Valor Especial Estado (Redução da Criminalidade) Direito à vida Direito à Integridade Física Sujeito de Direito (Individual ou Coletivo SUJEITOS E OBJETOS DOS DIREITOS HUMANOS Quem dispõe de um direito Assunto ou matéria do qual o Direito trata Objeto de Direito Própria Liberdade em questão “Bem jurídico protegido” 45 Processo de expansão dos: História dos Direitos Humanos Sujeitos de Direito Objetos Correspondentes Século XVIII Direitos Civis e Políticos “Direitos-liberdade” Etc... Sujeito: O Indivíduo Objeto: Liberdade Individual ESTADO Século XIX Direitos Sociais, Econômicos e Culturais “Direitos-prestação” Direito Coletivo (Distribuição de recursos sociais) Sujeito: O Coletivo Direito de ir e vir Século XX Direitos Difusos Não tem sujeito específico (Interessam à Humanidade) O mais rico em termos de expansão dos direitos humanos Direitos Exóticos Século XX Direitos Humanos Clássicos Direitos Humanos Contemporâneos Não valorizavam os elementos de diferenciação de um indivíduo com relação ao outro (gênero, idade, raça, etc.) Vislumbra os sujeitos de forma concreta e particular, inseridos numa estrutura social e historicamente situados (crianças, mulheres, etc.) Dignidade Humana Dignidade é o valor que atribuímos aos seres humanos em função de nossas crenças sobre o modo como os mesmos devem ser tratados Atos bárbaros contra a humanidade levaram a formar a convicção de que os homens precisam ser reconhecidos como titulares de direitos básicos DIREITOS HUMANOS NO BRASIL DIREITOS HUMANOS NO BRASIL Direitos Humanos ultrapassa largamente a esfera penal DIREITOS HUMANOS NO BRASIL Luta pelos direitos das pessoas encarceradas Defesa do meio ambiente Grupo de Apoio Jurídico às Organizações Populares “Assim como a amizade e o amor, os direitos humanos precisam ser cultivados, pois não existe qualquer garantia de que este importante patrimônio moral da humanidade permaneça intocável” Eduardo Rabenhorst DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL (Tânia Regina de Luca, 2003) DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL Os debates em torno da Cidadania, tal como a entendemos hoje, surgiram no interior de Estados nacionais, sobre o impacto das transformações sociais introduzidas pelo Capitalismo Presença do trabalhador na cena política Desempenhou papel central na concretização de mecanismos mais amplos de participação na vida pública Como forma de busca por uma divisão mais justa e igualitária da riqueza social Brasil Instauração do mercado livre de trabalho data do final do século XIX Abolição da Escravidão Proclamação da República Constituição 1891 Estendeu o direito de votar e ser votado a todo cidadão brasileiro do sexo masculino maior de 21 anos – Exceto: mendigos, analfabetos, praças e religiosos Direitos civis consagrados nos 31 incisos do artigo 72 Não houve qualquer menção aos direitos de natureza social Limitava-se a reconhecer o direito ao livre exercício de qualquer profissão – Não atribuía ao Congresso Nacional competência para legislar sobre o tema Patronato 1920 A taxa de analfabetismo girava em torno de 70% Os direitos civis e políticos era uma ficção jurídica Não sofria nenhum freio institucional Podia fazer valer seus interesses e impor suas condições no momento de contratar a força de trabalho Impacto da presença do Assalariado como Ator Político Projetos antagônicos e/ou questionadores da ordem vigente Organização e Mobilização Operária Poder Público Patronato (Apoio das forças policiais) Proteção das fábricas Perseguição e prisão a lideranças Apreensão de jornais Destruição de gráficas Algumas Legislações sobre o Tema 1919 Reconhecia a obrigação do empregador em indenizar o operário em caso de Acidente no Trabalho 1925 Estabelecia o direito dos trabalhadores urbanos a 15 dias de Descanso Anual remunerado 1927 Proibia o Trabalho de Crianças com menor de 14 anos e estipulava jornada de 6 horas até os 18 anos de idade Quando o sucesso do empresariado não atingia o patamar desejado, apesar de toda pressão, ignoravam-se as determinações previstas em lei Voto O direito de participar da vida pública não foi exercida pela imensa maioria que estavam aptos a fazê-los Direitos Civis Esbaravam no predomínio dos latifúndios e no poder dos grandes proprietários, que seguiam atuando como senhores quase absolutos Os Trabalhadores Urbanos Exigiam: O direito de organização, manifestação e greve Limite à livre atuação do capital Melhores condições de vida e trabalho Primeiras Décadas Republicanas Era Vargas 1930 Criação do Ministério do Trabalho, Industria e Comércio Reivindicações (Movimento Organizado) Tornaram-se objeto de Normatização e Fiscalização por parte do Judiciário Culminou com a aprovação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - 1943 Estado Novo – Constituição de 1937 Marcado por evidente retrocesso nos direitos civis e políticos Foi decretado estado de guerra – Foi suspendido as garantias asseguradas na Constituição de 1934 A liberdade individual estava subordinada aos detentores do poder Os sindicatos passam a ser órgãos técnico e consultivo destinado a colaborar com o poder público Os partidos políticos foram dissolvidos Estado Novo – Constituição de 1937 As greves foram proibidas Censura aos meios de comunicação Pena de morte Fechamento do Senado e da Câmara O Interregno Democrático 1) O restabelecimento do jogo democrático 2) A elaboração da nova Constituição 1946 Recolocam em cena os direitos civis e políticos Os partidos políticos foram reorganizados O voto foi estendido a todos os brasileiros e brasileiras alfabetizados, maiores de 18 anos Os analfabetos não votavam – 60% da população Houve a substituição dos meeiros e arrendatários por diaristas, os chamados “boias-frias” Contexto de 1964 Supressão dos direitos civis e políticos Extinção dos partidos Cassação de mandatos Fechamento do poder Legislativo Instituição de eleições indiretas para os cargos do executivo Forte controle aos meios de comunicação Uma era plena de direitos? Constituição 1988 Simbolicamente, marcou o restabelecimento do Estado Democrático O direito de voto foi universalizado – Facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos que tiveram a sua cidadania politica reconhecida Os direitos civis foram amplamente assegurados pelo artigo 5º e seus mais de 70 incisos Vedada a interferência e/ou a intervenção do poder público nas entidades sindicais Ampliação dos Direitos Sociais Constituição 1988 Introdução da licença à maternidade Abono de férias Fixação do salário mínimo como o menor patamar de aposentadorias e pensões Concessão, aos deficientes e idosos com mais de 65 anos – Independente de terem ou não contribuído com a previdência Ministério Público / Constituição 1988 Deixou de ser parte do poder Executivo Tornou-se uma instituição independente, com garantias de autonomia funcional e administrativa Atuação - Ministério Público Proteção do patrimônio público Meio Ambiente Direitos do Consumidor Direitos sociais Direitos difusos e coletivos CIDADANIA AMBIENTAL (MaurícioWaldman, 2003) Natureza e Sociedade como Espaço de Cidadania Cidadania Ambiental Apenas recentemente ingressou no temário de grupos, povos e classes sociais Originariamente Hoje Movimentos Ambientalistas Agendas de Estado ONGs População Tradicional Grupos rurais e urbanos Sindicatos Empresas Associações comunitárias Administração Pública Crise no Passado Crise Atual Sucedidas pela revitalização do entorno natural circundante Não sugere nenhuma recuperação posterior ao esgotamento do ciclo biológico do ecossistema Coloca-se como fato objetivo a possibilidade da extinção total da vida no planeta terra Problemas Ecológicos Rediscussão minuciosa dos Paradigmas que tem orientado a Humanidade nos últimos séculos Cidadania Ambiental É indissociável de uma contextualização social e cultural, em qualquer plano, perspectivas e sistemas de relações Meio Ambiente Se configura como: Direito Difuso “é sempre um bem coletivo, insuscetível de divisão, a satisfação de um interessado implica necessariamente a satisfação de todos” Paulo Machado Antes Hoje Movimento Ecologista Esposa bandeiras abrangentemente globais Revisão da relação Homem-Natureza Coloca-se como uma prioridade para a construção da noção de Cidadania Ambiental BRASIL Portentoso Patrimônio Natural Índice alarmante de Depredação da Natureza Cidadania, Desequilíbrio e Percepção da Natureza Conceitos Culturalmente Introjetados Repensados Entendimento do meio natural brasileiro Criação de estratégias para a preservação Meio Ambiente Visão de Mundo Estão estreitamente ligados – Fundamental para explicar as atitudes que tomamos em relação a natureza Deseducação Quanto a percepção do ambiente Originários de modelos culturais desenvolvidos por países colonizadores Socialização Explica a presença marcante no imaginário infantil (Bichos de Pelúcia) própria dos países temperados do Norte Faunístico Nacional Anestesia a opinião pública quanto aos problemas ambientais realmente existentes no seu cotidiano Faunístico Nacional Industria Cultural Causam grande impacto na percepção da natureza e nas atitudes assumidas pelos cidadãos Imaginário Dominante – Chama a Atenção Montanhas Serras Mata Atlântica Valorização de paisagens distantes e sem presença humana. O domínio de ecossistemas onde a presença humana é restrita ou mesmo inexistente Principais Problemas Ambientais Tem como palco as cidades, as grandes aglomerações – Aspectos ambientais estão solenemente Ausentes Depredação Ambiental Caos Urbano Nacional Inseparável Comprometimento do abastecimento de água doce Assoreamento da rede hídrica e reservatórios Contaminação das águas da represa Destinação dos resíduos sólidos Na ausência dessa compreensão, as proposições ambientalistas tornam-se simplesmente elitistas e desfocadas dos problemas que acometem o nosso país. Custo Ambiental O Brasil detém 12% da água superficial do planeta O Brasil ocupa a 1ª posição mundial quanto à disponibilidade de água doce A poluição, a irregular oferta natural de água, a falta de planejamento urbano e a reprodução das desigualdades suscitam um quadro bastante difícil para o Brasil Não basta sermos detentores de muita água. É fundamental garantir usufruto prioritário para o próprio país, sob pena de o Brasil transformar-se em Provedor do produto à Custa da Sede de seus Habitantes Construindo a Cidadania Ambiental Uma cidadania autêntica se constrói com base na realidade Um mundo melhor não será alcançado apenas com melhores salários, mas principalmente com melhor qualidade de vida Uma visão abrangente de cidadania, configura em responsabilidades compartilhadas difundidas nos mais diversos recortes sociais, políticos e econômicos A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da terra e uns dos outros, ou ariscar a nossa destruição e da diversidade da vida CIDADANIA E ACESSO À JUSTIÇA (Rosângela Cavalcante, 1999) Acesso à Justiça Mecanismo essencial para a efetivação dos direitos de Cidadania As Dimensões Civil, Politica e Social da Cidadania A Cidadania Tem assumido várias formas em função de diferentes contextos históricos Tem se prestado a diversas interpretações CIDADANIA A Cidadania tem origem no Palco social, quando se funda a Nação e se organiza o Estado, pelo estabelecimento de uma Constituição Consiste no conjunto de Direitos e Obrigações legais conferidos aos indivíduos, na qualidade de cidadão Ancorado no Pensamento Liberal Clássico Significa fazer Parte de uma Comunidade mais ampla, é identificar-se com uma Nação particular e ter Direitos - garantidos pelo Estado correspondente – e Deveres para com a Coletividade na qual se está inserido Ser Cidadão Deveres de Cidadania Se a Cidadania é invocada em defesa dos Direitos, as Obrigações correspondentes da cidadania não podem ser ignoradas. Deveres de Cidadania Exigem que os Atos dos indivíduos sejam inspirados por um senso geral de Responsabilidade para com o Bem-estar da Comunidade A Transformação Histórica do Conceito de Acesso à Justiça Acesso à Justiça É considerado um mecanismo de extrema importância para a Concretização de todo o conjunto de Direitos de Cidadania Instituições de Justiça Desempenham um importante papel para a efetivação dos Direitos Direitos Sem mecanismos que façam impor os seus respeito, podem se resumir em meras declarações Separação do Direitos de Cidadania Resultado da diferenciação institucional ocorrida nas sociedades modernas – (Marshall) Cidadania Civil Cidadania Política Cidadania Social É garantida pelo sistema legal Faz parte das instituições representativas dos governos locais e nacionais Esta ligada, ao sistema educacional e aos serviços de saúde e de assistência social Direito de Acesso à Justiça Direito de Acesso à Justiça Antes Hoje Direito Formal do individuo que teve algum direito violado de propor ou contestas uma ação O Estado, permanecia passivo com relação a problemas tais como a aptidão de uma pessoa para reconhecer os seus direitos e defende-los adequadamente na prática Passa a ser exigido como um Direito Social, um direito cuja negação acarretaria a de todos os demais Cobra-se do Estado uma ação positiva, no sentido de tornar efetivos os direitos proclamados Estudos comparativo e científico identificam “três ondas de reforma” no “movimento de acesso à justiça” nas modernas democracias ocidentais 1) A garantia de assistência jurídica para o pobre 2) A representação dos direitos difusos 3) A informalização do procedimento de resolução de conflito 1) A garantia de assistência jurídica para o pobre Representação legal dos pobres – Assistência jurídica tratada como uma questão pública e que constituísse uma das tarefas fundamentais do Estado 2) A representação dos direitos difusos Defesa da extensão direitos para grupos ou categorias 3) A informalização do procedimento de resolução de conflito Fórmulas para simplificação dos procedimentos da justiça estatal e/ou criação de formas extrajudiciais de resolução de conflitos O Sistema de Justiça Questão da Prestação de Justiça pelos Órgãos do Sistema Formal 1) Discussões acerca dos obstáculos internos que impedem uma rápida solução para as demandas que chegam a essas instituições 2) Debate em torno das inúmeras dificuldades da maior parte da população ao efetivo acesso à justiça Questão 1 Excesso de formalidade nos procedimentos judiciais Falta de recursos materiais Má formação profissional Número insuficiente de juízes, promotores, delegados, etc. Questão 2 A distância dos cidadãos em relação aos órgãos encarregados pela administração de justiça não se explica apenas por obstáculos Econômicos, mas também Sociais e Culturais. Diante desse quadro, muitas pessoas optam por não levar as suas controvérsias ao referido sistema Existem inúmeros obstáculos como despesas judiciais elevadas e excesso de formalidade para constituição de prova Muitos desistem no meio do caminho - Dessa forma, a maior parcelada população fica impossibilitada de fazer com que suas questões sejam apreciadas pela justiça formal PENSAMENTO ÉTICO (Sílvio Gallo, 2014) ÉTICA E CIVILIZAÇÃO – A FELICIDADE Os seres humanos agem conscientemente, e cada um é senhor de sua própria vida O QUE FAZER EM DETERMINADA SITUAÇÃO? Devo agir impulsivamente? Devo analisar cuidadosamente as possibilidades? Devo analisar cuidadosamente as consequências? Identifica-se o bem viver e o bem agir com: SER FELIZ SER FELIZ Valores que sustentam nossas ações Toda produção histórica dos seres humanos consiste em criar condições para que o homem seja: FELIZ O processo civilizatório iniciou-se como a promessa da FELICIDADE No que os seres humanos se diferem dos outros animais? Pensar Falar Trabalhar Amar RACIONALIDADE Planejar Ação Realizar Escolhas Julgar Escolhas Determinar Valores Origem da Ação ESCOLHA Raiz da Escolha DESEJO Sensação Pode-se identificar três coisas que controlam a ação: (Sensação, Desejo e Razão) Desejo Razão Não é principio para julgar a ação, pois também os outros animais possuem sensação, mas não participam da ação Força motriz, o impulso gerador de todas as nossas ações Guia, conduz o desejo ao encontro do objeto Ação É um movimento deliberado. Os homens diferem dos outros animais porque são capazes de fazer escolhas DESEJO Força motriz, impulso gerador de todas as nossas Ações Realizar Escolha Eleger objeto para desejo O CRITÉRIO das escolhas é sempre RACIONAL O MOTIVO das escolhas é sempre impulsionada pelo DESEJO O exercício da LIBERDADE é a capacidade de ESCOLHER A capacidade Racional de realizar escolhas permite-nos afirmar a nossa condição de LIBERDADE O Exercício da Liberdade é a capacidade de ESCOLHER É a ESCOLHA que define o CARÁTER de um ser humano Ações Desumanas Foram praticadas por SERES HUMANOS 1) As exigências individuais por LIBERDADE Em meio ao conflito irreconciliável entre: 2) As restrições impostas pelos Regulamentos Sociais Podemos criar condições para instaurar uma: ÉTICA DA BELEZA Fazer da vida uma obra de arte Criar condições para que cada um produza sua própria vida Como sujeitos de nossa vida, podemos esculpir/pintar a nossa liberdade, construir nossa própria existência Ética Instância Individual Civilização Instância Coletiva LIBERDADE (Sílvio Gallo, 2014) LIBERDADE O Conde de Montecristo “Gastei cinco anos da minha vida em busca da Liberdade, e tudo o que encontrei foi a cela de outro homem” A busca da liberdade, mesmo quando colocamos nela todas as nossas forças, mesmo quando fazemos dela o nosso único projeto de vida, o verdadeiro sentido da existência, resulta apenas na constatação da falta de Liberdade de todos, sofrida não apenas por nós, mas por todos aqueles que nos rodeiam. Liberdade x Determinismo Teciam os fios da vida dos mortais determinando suas ações - Parcas Capacidade de escolher entre o bem e o mal livre-arbítrio Seu caminho já está traçado Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique, E ninguém que não entenda Cecília Meireles JEAN-PAUL SARTRE O homem é essencialmente livre Liberdade e Escolha Não pode abdicar da liberdade Ou eu escolho ou não escolho Liberdade e Situação LIBERDADE VIVIDA Sujeita as condições do dia a dia É uma liberdade situada Liberdade em determinadas situações e não em outras A possibilidade de liberdade é construída a cada momento SE SOU LIVRE SOU RESPONSÁVEL A escolha transforma-se em ato Liberdade e Responsabilidade Todo ato tem consequências, resultados Escolha – Ação – Resultado - Responsabilidade Liberdade e Sociedade LIBERDADE LIMITADA Vida em sociedade Liberdade do outro – Não existe liberdade absoluta Viver junto é conviver e não apenas coabitar Liberdade e responsabilidade andam sempre juntas Mikhail Bakunin “A liberdade do outro eleva a minha ao infinito” JEAN-PAUL SARTRE “Só posso ser livre se todos aqueles que convivem comigo também forem livres” “Minha liberdade não termina onde começa a do outro, mas ambas começam juntas e, uma completando a outra, podem crescer ao infinito” (SARTRE) ESTÉTICA: ARTE E VIDA COTIDIANA (Sílvio Gallo, 2014) ESTÉTICA Sentimento ESTÉTICA: ARTE E VIDA COTIDIANA Sentido Percepção Estética – Área da Filosofia que estuda a arte e suas relações com os seres humanos Biopsicossociais Tendência de se manifestar no mundo de maneira ESTÉTICA, procurando estabelecer em sua vida uma relação de beleza com tudo que o cerca Literatura Arte: fundamento do mundo Música Pintura Escultura Ao construir algo – qualquer coisa - o criador está dando livre vazão ao seu IMAGINÁRIO, tornando reais os seus DESEJOS, FANTASIAS e SONHOS Representava a vida pela Farsa - Risos A tragédia e a representação da vida Representava a vida como drama - Emoção Felicidade Infelicidade Paz Conflito Tristeza Alegria TEATRO Palco da Vida Ordem Caos Ascenção Declínio Plural TRAGÉDIA - TEATRO Singular Razão Imagem Lucidez Embriaguez Luz Noite Aparência Essência Loucura Música Beleza Feiura VIDA Jogo eterno de Contrários que se divertem brincando conosco – O caminho ascendente e descendente são um e o mesmo ESTÉTICA DE SI (Sílvio Gallo, 2014) Travessia no Tempo ESTÉTICA DE SI (Nascimento e Morte) A VIDA Oceano da Vida Imprimir formas A ética como estética da existência Esculpir contornos Criar estilo Criar uma forma de viver Criar um jeito de ser feliz Dar forma à vida é uma tarefa ÉTICA que nos compete como seres humanos Estilo Instrumento com ponteira usado para escrever, sobre a camada de cera das tábuas Estilo e singularidade de cada um PONTA ESPÁTULA Uso para escrever Uso para apagar Escrever Desejos na tábua do mundo Corrigir os erros e seguir em frente Para conduzir o Barco da Vida, é preciso Coragem e Determinação O Estilo é um compromisso entre as duas práticas possíveis: a Ponta e a Espátula Nada é certo Imposição de limites a nossa vontade Se a vida deve ser melhor NAVEGAR É PRECISO Alçar ÂNCORAS e NAVEGAR é a exigência ÉTICA fundamental Fazer da VIDA uma OBRA DE ARTE é a nossa DIREÇÃO ÉTICA E CIDADANIA NA SOCIEDADE TECNOLÓGICA (Sílvio Gallo, 2014) Quais seriam os limites para a ação do homem? Sondas e naves enviam informações detalhadas dos mais longínquos planetas do sistema solar Aviões cruzam os ares a velocidades inimagináveis. A medicina faz grandes progressos Mata milhões de pessoas. Não foi encontrado vacina Doenças há muito erradicadas, vicejam apenas em condições de miséria Matam milhares de pessoas nas regiões mais pobres do planeta Será que o homem, quanto mais produz conhecimento sobre a natureza, mas perde o controle sobre sua própria vida? Os Três Momentos de Geração da Sociedade Tecnológica Renascimento – XIV a XVI Significou uma grande ruptura com o mundo da Idade Média. Weber chamou de: “Desencantamento do Mundo” Idade Média Renascimento Mundo é sagrado Não cabe ao homem interferir O homem era para tomar conta da criação divina Deus não habita o mundo O Mundo deixa de ser sagrado O homem podia examinar à vontade Revolução Industrial– XVIII Pode ser compreendida como a realização das possibilidades tecnológicas abertas com o Renascimento e com o Método Científico Revolução Industrial Automação do Trabalho Humano A força física que o homem dispendia no Trabalho foi substituída pela energia da máquina, movida pelo vapor e, depois, pela eletricidade Se teria mais Tempo Livre, pois, com as máquinas, a produtividade do trabalho aumentava incrivelmente O homem começa a trabalhar junto com a máquina A velocidade do trabalho já não é definida pelo homem, mas pela máquina O “tempo humano”, marcado pelos ritmos biológicos, é substituído pelo “tempo da máquina”, marcado pelos ponteiros do relógio A pessoa dorme e acorda no momento definido pela fabrica, não mais quando sente sono. A pessoa não come quando sente fome, mas no horário determinado A pessoa não para de trabalhar quando jáestá cansada, mas apenas no final do seu expediente Talvez a principal consequência da Revolução Industrial tenha sido a mecanização do tempo, e todas as decorrências que ela tem para a vida humana Automação da Sociedade - XX O Tempo da Máquina se acelera quase ao infinito Os computadores processam milhões de informações num tempo inimaginável por nós O Tempo Humano encontra-se ainda mais distante; as pessoas tem de se subordinar cada vez mais aos ritmos impostos pelas máquinas A Crise do Valores no Mundo Contemporâneo Tempos Modernos Experimentamos uma Inversão dos Valores Morais que são o fundamento da ética O desenvolvimento da ciência, e da tecnologia, foi tão rápido, grande e intenso que assumiu dimensões inimagináveis Diante desse espantoso e vertiginoso desenvolvimento, o HOMEM foi empalidecido, perdendo sua posição central Psicanalista: Erich Frömm Caracterizou nossa sociedade como aquela que dá mais importância ter do que ao ser Valor Fundamental Ser Humano Dinheiro - Lucro O que vou ganhar com isso? No Campo da Ciência Com o crescimento da velocidade da produção de conhecimentos científicos, ela acaba por “Atropelar” o Ser Humano Uma coisa é você precisa dominar determinados conhecimentos para resolver certos problemas Outra, muito diferente, é correr atrás de mais conhecimentos simplesmente para ter mais conhecimentos Isso só foi possível porque, no centro dos valores, não estava a promoção da vida humana, mas o lucro e o desenvolvimento do conhecimento Ética, cidadania e possibilidades de futuro Os Valores São criações humanas e não entidades abstratas e universais, válidas em qualquer tempo e lugar Singularidade Criatividade Devem ser preservadas em meio à coletividade “ Quando elejo a mim mesmo, estou escolhendo toda a humanidade” Sartre Quando resolvo construir minha vida com singularidade, como uma obra de arte, estou assumindo que esta condição é possível para todo e qualquer ser humano Se resolvermos agir como sujeitos de nossa vida e de nosso mundo, podemos pintar os quadros que nossa criatividade permitir Se colocarmos o ser humano como valor fundamental, a ciência e a tecnologia podem nos permitir ações antes impossíveis O futuro está aberto! Conhecimento científico – Reflexões éticas (Cortella) O que podemos e não podemos fazer Sobre o que devemos e não devemos admitir O que queremos e não queremos aceitar “Ciência sem consciência não passa de ruína da alma” (François Rabelais) BYUNG-CHUL HAN Além da sociedade disciplinar Sociedade Disciplinar (Foucault) Hospitais Asilos Presídios Os sujeitos da sociedade disciplinar são chamados de: “Sujeitos da obediência” Sociedade do Desempenho (Século XXI) Academias de fitness Prédios de escritórios Bancos Aeroportos Shopping centers Laboratório de genética Clínica de estética Os sujeitos dessa sociedade são chamados de: “Sujeitos de desempenho e produção” (São Empresários de si mesmo) Quarteis Fábricas Sociedade Disciplinar (Foucault) Sociedade da Negatividade É determinada pela Negatividade da proibição O verbo modal negativo que a domina é o não-ter-o-direito Ao dever inere uma negatividade, a negatividade da coerção A sociedade disciplinar está dominada pelo Não Sua negatividade gera loucos e delinquentes Sociedade do Desempenho Sociedade da Positividade Vai de desvinculando cada vez mais da negatividade O poder ilimitado é o verbo modal positivo da sociedade do desempenho No lugar de proibições, mandamento ou lei, entram projetos, iniciativa e motivações O plural coletivo da afirmação “Yes, we can” (Sim, nós podemos), expressa precisamente o caráter de positividade da sociedade do desempenho A sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados Mudança de Paradigma Para elevar a produtividade, o paradigma da disciplina é substituído pelo paradigma do desempenho, pelo esquema positivo do poder A positividade do PODER é bem mais eficiente que a negatividade do DEVER O inconsciente social do dever troca de registro para o registro do poder O sujeito de desempenho é mais rápido e mais produtivo que o sujeito da obediência O poder, porém, não cancela o dever. O sujeito do desempenho continua disciplinado. Não há ruptura; há apenas continuidade A Depressão – Alain Ehrenberg (Economia do si mesmo) O modelo disciplinar de controle comportamental, que, autoritária e proibitivamente estabeleceu seu papel às Classes sociais e aos dois Gêneros foi substituído Pela Norma que incita cada um a iniciativa pessoal – Cada um se comprometa a tornar-se ele mesmo O depressivo não está cheio, no limite, mas está esgotado pelo esforço de ter de ser ele mesmo O que nos torna depressivos seria o imperativo de obedecer a nós mesmos A depressão é a expressão patológica do fracasso do homem pós-moderno em ser ele mesmo Depressão do Esgotamento O que causa não é o imperativo de obedecer apenas a si mesmo, mas a Pressão do Desempenho Simdrome de Burnout Não expressa o si mesmo esgotado, mas antes a alma consumida A depressão se expande ali onde os mandatos e as proibições da sociedade disciplinada dão lugar a responsabilidade própria e a iniciativa O que torna doente, na realidade, não é o excesso e responsabilidade e iniciativa, mas o imperativo do desempenho como um novo mandato da sociedade pós-moderna do trabalho O Homem Depressivo– Alain Ehrenberg É aquele animal laborans que explora a si mesmo, sem qualquer coação estranha É agressor e vítima ao mesmo tempo O sujeito do desempenho encontra-se em guerra consigo mesmo O depressivo é o inválido dessa guerra internalizada A depressão é o adoecimento de uma sociedade que sofre sob o excesso de positividade A depressão reflete aquela sociedade que está em guerra consigo mesma A depressão é de principio um cansaço de fazer e de poder A lamúria do individuo depressivo de que “Nada é possível” só se torna possível numa sociedade que crê que “Nada é impossível” Excesso de trabalho e Desempenho Agudiza-se numa autoexploração É mais eficiente que a exploração do outro, pois caminha de mãos dada com o sentimento de liberdade O explorador é ao mesmo tempo explorado Agressor e vítima não podem mais se distinguir Os adoecidos psíquicos da sociedade de desempenho são precisamente as manifestações patológicas dessa Liberdade Paradoxal Liberdade Paradoxal Sociedade do Desempenho Yes, we can” (Sim, nós podemos) “Hoje o indivíduo se explora e acredita que isso é realização” Sociedade do cansaço Sociedade da transparência Capitalismo e impulso de morte Louvor a terra: uma viagem ao jardim Favor fechar os olhos: em busca de um outro tempo Bom entretenimento No enxame da perspectiva digital A salvação do belo Sociedade paliativa Agonia do Eros Favor fechar os olhos O desaparecimento dos rituais Não-coisas desaparecimento do mundo da vida BYUNG-CHUL HAN