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alfaconcursos.com.br MUDE SUA VIDA! 3 ROMANCES REGIONALISTAS Os chamados romances “regionalistas” são também construídos a partir daquele nacionalismo que constitui uma das idéias chaves do autor. Alencar vê as regiões “de fora”, mesmo quando escreve “O sertanejo”, cuja realidade devia conhecer bem. Não está interessado em revelar o cerne de um mundo diferenciado do litoral. Pelo contrario, quer integrar as regiões ao corpo de uma nação centralizada, sob o comando das elites imperiais. Alencar torna-se o porta-voz artístico da unificação nacional. E o resultado é uma literatura mítica, celebratória dos encantos regionais, porem insuficiente para descrever as peculiaridades e o atraso das províncias periféricas do país. ROMANCES HISTORICOS E INDIANISTAS Os romances localizados no passado histórico tem uma intenção simbólica. Deveriam, no plano literário, representar “poeticamente”, isto é, miticamente, as nossas origens e a nossa formação como povo. As narrativas indianistas delimitam-se por uma valorização do nativo enquanto elemento útil para a civilização branca. A tal idéia misturam-se outros dados, tais como o culto da natureza, o gosto pelo exótico e o distanciamento do real, porque os índios, Peri, Iracema, Jaguarê, etc., vivem no espaço da idealização auto justificatória das elites. FIXAÇÃO 1. O Romance Urbano ou Romance de Costumes designam as obras que retratam o Brasil, principalmente o Rio de Janeiro, no Segundo Reinado (1831-1840). Apontam os aspectos da vida urbana e dos costumes burgueses. Esses romances abordam as intrigas amorosas e as desigualdades econômicas. O fim é, invariavelmente, feliz e com a vitória do amor. O romance Lucíola pertence à chamada fase urbana da produção ficcional de José de Alencar. Nesse livro: a) o autor discute a desigualdade social no meio urbano. b) o autor mostra a prostituição como um grave problema social urbano. c) não há uma típica narrativa romântica, pois o autor fala da prostituição, que é um tema naturalista. d) não existe a presença do amor; há apenas promiscuidade sexual. e) o autor focaliza o drama da prostituição na esfera do indivíduo, mostrando a diferença entre o ser e o parecer. LEIA. “Vocês mulheres têm isso de comum com as flores, que umas são filhas da sombra e abrem com a noite, e outras são filhas da luz e carecem do Sol. Aurélia é como estas; nasceu para a riqueza. Quando admirava a sua formosura naquela salinha térrea de Santa Tereza, parecia-me que ela vivia ali exilada. Faltava o diadema, o trono, as galas, a multidão submissa; mas a rainha ali estava em todo o seu esplendor. Deus a destinara à opulência.” https://www.alfaconcursos.com.br/ alfaconcursos.com.br MUDE SUA VIDA! 4 2. Do texto depreende-se que: a) romances românticos regionalistas, como Senhora, exaltam a beleza natural feminina. b) os romances realistas de Aluísio Azevedo denunciam o artificialismo da beleza feminina. c) as obras modernistas têm, entre outros, o objetivo de criticar a submissão da mulher à riqueza material. d) a linguagem descritiva dos escritores naturalistas caracteriza a sensualidade e a espiritualidade da mulher. e) a personagem feminina foi caracterizada sob a perspectiva idealizadora típica dos autores românticos. 3. (FUVEST) Ao final da narrativa, Ceci decide permanecer na selva com Peri: “— Peri não pode viver junto de sua irmã na cidade dos brancos, sua irmã fica com ele no deserto, no meio da floresta.” A decisão de Ceci traduz: a) a supremacia da cultura indígena sobre a branca europeia. b) a capacidade de renúncia da mulher que, por amor, submete-se a intensos sacrifícios. c) a impossibilidade de Peri habitar a cidade, entre os civilizados. d) o entrelaçamento da civilização branca europeia e da cultura natural indígena. e) o reconhecimento de que o ambiente natural é o espaço perfeito para a realização amorosa. https://www.alfaconcursos.com.br/