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Capítulo 20416 39. Um homem de massa m H = 60 kg está ini- cialmente parado numa extremidade de um barco de massa m B = 120 kg, o qual está também parado, como ilustra a figu- ra. O homem, en- tão, caminha até a outra extremidade. Desprezando a resis- tência da água ao movimento do barco, calcule o desloca- mento do barco. Resolução: Desprezando a resistência da água, podemos con- siderar o sistema homem + barco como isolado e assim impor a conservação da quantidade de movimento. Vamos supor que o deslocamento do homem se dê com velocidade constante. Assim, enquanto o homem move-se para a direita com velocidade v H , o barco move-se para a esquerda com velocidade v B . O sistema estava inicialmen- te em repouso e, portanto, com quantidade de movimento nula. Para que a quantidade de movi- mento continue nula, devemos ter: m B · v B = m H · v H Mas: v B = x Δt e v H = 6,0 – x Δt . Substituindo na equação acima: m B x Δt = m H 6,0 – x Δt ⇒ ⇒ 120 · x = 60(6,0 – x) ⇒ x = 2,0 m Consideramos a hipótese de que as velocidades tenham sido constantes; porém, no capítulo 22, veremos que a resposta teria sido a mesma caso as velocidades não fossem constantes. 40. Um homem de massa 80 kg está inicialmente em repouso na extremidade de um vagão de massa 720 kg e comprimento L = 18 m, como ilustra a figura. L O homem anda até a outra extremidade do vagão e para. Desprezando o atrito do vagão com o solo, determine: a) o deslocamento do homem em relação ao solo; b) o deslocamento do vagão em relação ao solo. 41. A figura a ilustra uma situação em que uma bala de massa m 1 = 0,015 kg é disparada, com velo- cidade horizontal de módulo v 1 = 400 m/s. Ao mesmo tempo, uma bola de massa m 2 = 1,6 kg move-se sobre a mesa com velocidade de módulo v 2 = 5,0 m/s, em trajetória perpendicular à traje- tória da bala. A bala e a bola atingem o ponto P simultaneamente, ficando a bala alojada na bola, isto é, após a colisão a bala e a bola passam a constituir um único corpo. Determine a veloci- dade do conjunto logo após a colisão. v 2 v 1 P Figura a. Resolução: Vamos considerar como sistema o conjunto for- mado pela bala e pela bola. A situação da bala, aqui, é semelhante à situação da melancia no Exemplo 8. O peso da bala é uma força externa não anulada. Porém, o seu efeito é só na vertical; na horizontal podemos dizer que não há forças externas atuando e, assim, podemos impor a conservação da quantidade de movimento na horizontal. Na figura b temos uma visão “de cima” da situa- ção antes da colisão. A bala move-se sobre a reta r, e a bola, sobre a reta s. A bala tem quantidade de movimento Q 1 , e a bola tem quantidade de movimento Q 2 , sendo: |Q 1 | = m 1 · v 1 = (0,015 kg)(400 m/s) |Q 1 |= 6,0 kg · m/s |Q 2 | = m 2 · v 2 = (1,6 kg)(5,0 m/s) = 8,0 kg · m/s (s) (r)Pbala bola v 1 Q 1 Q 2 v 2 Figura b. Z a p t L u iZ a u g u s t o R ib e iR o L u iZ a u g u s t o R ib e iR o Z a p t 6,0 m 6,0 – x x 6,0 v H v B Quantidade de movimento e impulso 417 A quantidade de movimento do sistema antes da colisão é o vetor Q i (fig. c), tal que: |Q i |2 = |Q 1 |2 + |Q 2 |2 = (6,0)2 + (8,0)2 Portanto: |Q i | = 10 kg · m/s θ Q 2 Q 1 Q i Figura c. A direção de Q i pode ser dada por: tg θ = |Q 1 | |Q 2 | = 6 8 = 0,75 isto é, θ = arc tg 0,75 ≅ 37° Após a colisão, o conjunto, de massa m = m 1 + m 2 , move-se sobre a reta t (fig. d), com velocidade v f e quantidade de movimento Q f . θ (s) (r) (t) v f Q f = Q i Figura d. Como a quantidade de movimento inicial (Q i ) deve ser igual à quantidade de movimento final (Q f ), temos: Q f = Q i e o ângulo θ da figura d é o mesmo ângulo θ da figura c: |Q f | = |Q i | ⇒ (m 1 + m 2 ) · |v f | = |Q i | ⇒ ⇒ (1,615) · |v f | = 10 ⇒ |v f | ≅ 6,2 m/s 42. Um nêutron (n), que estava em repouso na origem de um sistema de coordenadas xy (fig. a), desintegra-se em três partículas: um próton, um elétron e um neutrino. O próton (p) segue ao longo do eixo y (fig. b) com velocidade de módulo v P = 1,8 ∙ 103 m/s, e o elétron (e) segue ao longo do eixo x com velocidade de módulo v e = 4,4 ∙ 106 m/s. v = 0 n x y Figura a. x y p e v e v p Figura b. Determine a quantidade de movimento do neutri- no sabendo que as massas do próton e do elétron são respectivamente iguais a 1,67 ∙ 10–27 kg e 9,11 ∙ 10–31 kg. 43. Um carrinho A, de massa 9,0 kg, move-se inicial- mente com velocidade constante v 1 = 6,0 m/s sobre trilhos retos e horizontais (fig. a). Num determinado instante um bloco B, de massa 1,0 kg, cai verticalmente sobre o carrinho (fig. b). Desprezando os atritos, calcule a velocidade final do conjunto. v 1 A Figura a. A v = ? B Figura b. 44. Um motorista de caminhão teve uma ideia de mover seu veículo sem gastar combustível. Ele ouviu falar que os ímãs atraem o ferro. Como a carcaça de seu caminhão é feita de ferro, ele pensou na montagem representada abaixo. Será que funciona? ’m‹ N S iL u st R a ç õ es : Za pt Capítulo 20418 Exercícios de Reforço 45. Um núcleo do átomo de urânio-235, inicialmente em repouso (fig. a), decai emitindo uma partícu- la α (fig. b) cuja velocidade é v 1 = 1,5 ∙ 104 m/s. Após a emissão, o urânio-235 transforma-se em um núcleo de tório-231, que recua com velocida- de v 2 . O urânio-235 tem em seu núcleo um total de 235 partículas (entre prótons e nêutrons); o átomo de tório-231 tem em seu núcleo 231 par- tículas (entre prótons e nêutrons). A partícula α é um núcleo de hélio, possuindo um total de 4 partículas (2 prótons e 2 nêutrons). Lembrando que as massas do próton e do nêutron são prati- camente iguais, calcule o valor de v 2 . 235U Figura a. 231Th α v 1 v 2 Figura b. 46. (Unicamp-SP) Suponha que o esquilo do filme A era do gelo tenha desenvolvido uma técnica para recolher nozes durante o percurso para sua toca. Ele desliza por uma rampa até atingir a superfície plana com velocidade de 10 m/s. Uma vez nessa superfície, o esquilo passa a apanhar nozes em seu percurso. Todo o movimento se dá sobre o gelo, de forma que o atrito pode ser desprezado. A massa do esquilo é de 600 g e a massa de uma noz é de 40 g. a) Qual é a velocidade do esquilo após recolher 5 nozes? b) Calcule a variação da energia cinética do conjunto formado pelo esquilo e pelas nozes entre o início e o final da coleta das 5 nozes. 47. Uma bola A, de massa 2,0 kg e velocidade v 1 , choca-se frontalmente com outra bola B, ini- cialmente em repouso (fig. a). Após a colisão as bolas movem-se na mesma direção de v 1 , com velocidades v 2 e v 3 , como ilustra a figura b. São dados: v 1 = 7,0 m/s; v 2 = 3,0 m/s; v 3 = 1,0 m/s. v = 0 antes BA v 1 Figura a. depois B v 2 v 3A Figura b. Calcule: a) a massa de B; b) a energia cinética do sistema antes da colisão; c) a energia cinética do sistema após a colisão; d) a variação de energia cinética do sistema. 48. (UE-RJ) Uma partícula X desloca-se com velocida- de constante v 0 = 3,0 ∙ 107 m/s, frontalmente ao encontro da partícula Y, que está em repouso, de modo que ambas só interajam durante a colisão. A figura representa a posição das partículas no instante t = 0. 0,30 m YX v 0 a) Depois de quanto tempo ocorrerá a colisão entre as partículas? b) Após a colisão as partículas movem-se na mesma direção e sentido de v 0 , de modo que a velocidade de X é 1 3 da velocidade inicial v 0 e 1 4 da velocidade adquirida por Y. Calcule a razão entre a massa de X e a massa de Y. 49. (UE-PI) Colisões (ou choques) entre corpos em sistemas isolados de forças externas são extre- mamente comuns, tanto em sistemas macroscó- picos (colisões entre bolas de bilhar, entre carros etc.) quanto em sistemas microscópicos (colisões entre átomos, ou entre partículas elementares).Nestas colisões, podemos afirmar que: a) a energia cinética sempre se conserva. b) sempre há perdas de massa. c) a quantidade de movimento sempre se con- serva. d) sempre há inversão nos sentidos dos movi- mentos das partículas envolvidas. e) as forças conservativas atuantes no sistema sempre levam à conservação da grandeza físi- ca impulso. 50. (Vunesp-SP) Um madeireiro tem a infeliz ideia de praticar tiro ao alvo disparando seu revólver contra um tronco de árvore caído no solo. Os projéteis alojam-se no tronco que fica novamente imóvel no solo. Nessa situação, considerando um dos disparos, pode-se afirmar que a quantidade de movimento do sistema projétil-tronco: a) não se conserva, porque a energia cinética do projétil se transforma em calor. iL u st R a ç õ es : Za pt