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Capítulo 16458 119. (Unifor-CE) Quando uma ambulância, com sire- ne ligada, se aproxima de um observador, este percebe: a) aumento da intensidade sonora e da frequên- cia. b) aumento da intensidade sonora e diminui- ção da frequência. c) mesma intensidade sonora e mesma fre- quência. d) diminuição da altura e variação no timbre sonoro. e) variação no timbre e manutenção da altura. 120. (Fuvest-SP) Considere uma onda sonora com comprimento de onda 1 m que se propaga com uma velocidade de 300 m/s. a) Qual é a frequência do som emitido? b) Qual é a frequência detectada por um obser- vador movendo-se com uma velocidade de 50 m/s em sentido oposto ao de propagação da onda? 121. (U. F. Juiz de Fora-MG) Um trem se aproxima, apitando, a uma velocidade de 10 m/s em relação à plataforma de uma estação. A fre- quência sonora do apito do trem é 1,0 kHz, como medida pelo maquinista. Considerando a velocidade do som no ar como 330 m/s, podemos afirmar que um passageiro parado na plataforma ouviria o som com um compri- mento de onda de: a) 0,32 m b) 0,33 m c) 0,34 m d) 33 m e) 340 m 122. (PUC-SP) Uma fonte sonora em repouso, situa- da no ar, emite uma nota com frequência de 440 Hz. Um observador, movendo-se sobre uma reta que passa pela fonte, escuta a nota com frequência de 880 Hz. Supondo a velocidade de propagação do som no ar igual a 340 m/s, podemos afirmar que o observador: a) aproxima-se da fonte com velocidade de 340 m/s. b) afasta-se da fonte com velocidade de 340 m/s. c) aproxima-se da fonte com velocidade de 640 m/s. d) afasta-se da fonte com velocidade de 640 m/s. e) aproxima-se da fonte com velocidade de 880 m/s. 123. Um observador aproxima-se de uma fonte sono- ra (F) em repouso. O som ouvido pelo obser- vador é mais grave ou mais agudo que o som emitido por F? 124. (UF-RJ) Considere uma estrela de uma galáxia distante da nossa e que, mesmo assim, conse- guimos observar sua luz usando um potente telescópio. Além disso, essa estrela está se afastando de nosso planeta com uma velo- cidade considerável e constante. Em relação à luz que observamos da estrela, podemos afirmar que: a) o movimento da estrela não altera em nada o comprimento de onda que observamos da luz emitida pela estrela. b) as estrelas apenas possuem movimento de rotação em torno de seu eixo e não de trans- lação. c) as estrelas não se movem em hipótese nenhuma. d) há uma mudança no comprimento de onda da luz que observamos devido ao movimen- to da estrela. e) o comprimento de onda observado da luz da estrela irá depender do tempo de observação dela. 125. (U. F. Juiz de Fora-MG) Quando observamos a luz emitida por átomos de oxigênio num labo- ratório, notamos que existe uma linha espectral com uma determinada frequência f, em que esta emissão é muito intensa. Entretanto, ao obser- varmos a luz emitida por átomos de oxigênio de galáxias distantes, notamos que esta linha espectral desloca-se no sentido de menores fre- quências do espectro. Sobre esse fato, podemos afirmar: a) Devido à diminuição na frequência, observa- mos que a luz torna-se azul. b) Esta alteração na frequência ocorre porque a galáxia está se aproximando da Terra. c) Esta alteração na frequência ocorre porque a galáxia está se afastando da Terra. d) Isto ocorre porque, durante o tempo em que viaja da galáxia até a Terra, grande parte da luz é absorvida pela poeira interestelar, diminuindo, portanto, a frequência. Ondas 459 e) Isto indica que a galáxia observada é mais fria que a Terra e assim a luz emitida torna- se vermelha. 126. (Aman-RJ) Uma pessoa ouve o som produzi- do pela sirene de uma ambulância, com uma frequência aparente de 1 100 Hz e de 900 Hz, respectivamente, quando a ambulância se aproxima e se afasta da pessoa. Sendo a velo- cidade do som no ar igual a 340 m ∙ s–1, a velocidade da ambulância vale: a) 20 m ∙ s–1 b) 17 m ∙ s–1 c) 34 km ∙ h–1 d) 34 m ∙ s–1 e) 68 km ∙ h–1 127. (UF-PA) Um automóvel de corrida movia-se em uma parte retilínea do circuito de Las Vegas. Um observador, sentado à beira do circuito, ouvia o som produzido pelas explosões do motor. Após o automóvel ultrapassar o obser- vador, este passou a ouvir o som das explosões uma oitava contígua à do inicial. Sendo a velocidade do som 340 m/s, a velocidade do automóvel em km/h será: a) 390 b) 400 c) 408 d) 486 e) 498 128. (FAAP-SP) Uma fonte sonora emitindo uma nota de frequência 400 Hz está se deslocan- do para oeste com velocidade de 20 m/s. Um observador dirige-se para leste da fonte com velocidade de 30 m/s. O vento está soprando de leste com 45 m/s, e a velocidade do som no ar parado é de 340 m/s. Pergunta-se: qual a frequência da nota recebida pelo observa- dor? 129. (UF-RN) Um maestro divertia-se com o seu filho no carrossel de um parque de diversões, enquanto o alto-falante do parque tocava uma música. Tendo a orelha muito sensível a variações de frequências, o maestro percebeu que, enquanto o carrossel girava, os sons emitidos pelo alto-falante se tornavam mais graves ou mais agudos, dependendo da posi- ção do carrossel. A figura a seguir representa o alto-falante do parque e o carrossel girando nas suas proxi- midades. Nela são indicados os pontos I, II, III e IV; em dois desses pontos, o maestro percebeu mudanças na frequência do som emitido. alto-falante carrossel IV II I III O maestro percebeu que o som era mais grave e mais agudo, respectivamente, nos pontos: a) II e IV b) II e III c) I e IV d) I e III 130. (Fuvest-SP) Uma onda sonora considerada plana, proveniente de uma sirene em repou- so, propaga-se no ar parado, na direção hori- zontal, com velocidade v igual a 330 m/s e comprimento de onda igual a 16,5 cm. Na região em que a onda está se propagando, um atleta corre, em uma pista horizontal, com velocidade u igual a 6,60 m/s, formando um ângulo de 60° com a direção de propagação da onda. v u 60° frentes de onda O som que o atleta ouve tem frequência apro- ximada de: a) 1 960 Hz b) 1 980 Hz c) 2 000 Hz d) 2 020 Hz e) 2 040 Hz Capítulo 16460 12. Ondas de choque Vamos agora analisar a situação em que a velocidade da fonte (v F ) é maior que a velocidade da onda (v). Na figura 73a reproduzimos uma situação já nossa conhecida: a fonte F move-se para a direita, com velocidade v F tal que v F < v. No lado direito há uma diminuição no valor de λ e no lado esquerdo há um aumento no valor de λ. Figura 74. Ondas de choque produzidas na água. F v v v v v v v F t F 0 t = 0 vt B θ θ Figura 75. Quando v F torna-se igual a v (fig. 73b), as cristas emitidas se empilham sobre a fonte F. Para um observador situado à esquerda, continuam válidas as equações do Efeito Doppler, mas à direita não. Se v F ficar maior que v, a fonte ultrapassa as cristas que ela produz e as cristas se sobrepõem de tal maneira que se forma a configuração representada na figura 73c, com uma superfície de onda na forma de V (na representação bidimensional) na qual se concentra uma grande quantidade de energia e, por isso, é chamada onda de choque. A figura 74 representa um experimento realizado em um recipiente com água (de baixa profundidade). Uma haste oscila verticalmente ao mesmo tempo que se move para a direita com velocidade v F tal que v F > v. Tomando como base a figura 75, suponhamos que, no instante t = 0, a fonte esteja em F 0 . Depois de um tempo t, a crista terá percorrido uma distância F 0 B = vt, enquanto a fonte terá percorrido a distância F 0 F = v F t. O ângulo θ assinalado na figura é chamado ângulo de Mach, em homenagem ao físico austríaco Ernst Mach (1838-1916), que foi o primeiro a analisar esse fenômeno. No triângulo retângulo F 0 BF, temos: sen θ = F 0 B F 0 F = vt v F t ou sen θ = v vF 41 Assim: ângulo de Mach = arc sen v v F Consideremos agora um corpo que se move no ar com ve- locidade maior que a do som (velocidade supersônica). Pode ser uma bala de fuzil ou um avião. Nesse caso, a onda de choque, em vez de ser um V, é uma superfície cônica (fig. 76), chamada cone de Mach, e cuja abertura (2θ) é o dobro do ângulo de Mach. Quando a onda de choque atinge um obser- vador, este ouve um estrondo forte e de curta duração (como se fosse uma explosão), que é denominado estrondo sônico. Se o avião estiver voando a baixa altitude, a onda de choque pode causar danos a objetos, como, por exemplo, quebrar vidraças. Depois que a onda de choque passar e o observador ficar no interior do cone, ouvirá um som cuja frequência pode ser calculada pelas equações do Efeito Doppler. θ onda de choque avião supersônico Figura 76. Z A P T Z A P T LU iZ A U g U S T O R iB E iR O LU iZ A U g U S T O R iB E iR O v v v v v v ondas de choque θvF v F v F vF v F Figura 73. (a) v F < v (b) v F = v (c) v F > v