Prévia do material em texto
Jacarezinho 2018 KLEBER ROCHA ALVES INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ LICENCIATURA EM QUÍMICA A IMPORTÂNCIA DE ATIVIDADES PRÁTICAS NO ENSINO DE QUÍMICA: NA BUSCA DE MELHORES RESULTADOS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Jacarezinho 2018 A IMPORTÂNCIA DE ATIVIDADES PRÁTICAS NO ENSINO DE QUÍMICA: NA BUSCA DE MELHORES RESULTADOS NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Estágio Curricular Supervisionado apresentado ao Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Jacarezinho, como requisito parcial de avaliação no Curso Superior de Licenciatura em Química. Orientador: Prof João Leonardo Violin. KLEBER ROCHA ALVES SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3 1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA .......................................................................... 4 1.2 JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 5 1.3 OBJETIVOS .......................................................................................................... 5 1.3.1 Objetivo Geral............................................................................................ 5 1.3.2 Objetivos Específicos ................................................................................ 5 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................... 6 2.1 CIÊNCIAS NO 9º ANO ...................................................................................... 7 2.2 QUÍMICA NO ENSINO MÉDIO .......................................................................... 9 2.1.1 Importância da Experimentação no Processo de Ensino Aprendizagem da Química. ............................................................................................................. 10 3 METODOLOGIA – ESTRATÉGIA DE AÇÃO ........................................................ 12 4 RESULTADOS ESPERADOS............................................................................... 13 4.1 ANÁLISES DOS QUESTIONÁRIOS ............................................................... 13 Gráfico 1 - Distribuição dos alunos em relação ao interesse da aula prática ..... 13 Gráfico 2 - Distribuição dos alunos pelo valor atribuído a aula prática enquanto facilitador de aprendizagem. .............................................................................. 14 Gráfico 3 - Distribuição dos alunos pelo interesse em terem mais aulas práticas. ........................................................................................................................... 15 Gráfico 4 - Distribuição dos alunos pela motivação evidenciada pelo estudo de química/física a partir da apresentação da aula prática. .................................... 15 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 16 REFERÊNCIAS ....................................................................................... 17 3 1 INTRODUÇÃO O papel da escola constitui-se em preparar o aluno para as diversas situações da vida, porém atualmente a educação está sendo muito criticada pois há alguns anos, e cada vez mais, vem se buscando alternativas de tornar os métodos de aprendizagem mais significativos, que promovam a autonomia das pessoas e, principalmente, desperte o interesse dos estudantes em aprender. Para tanto, se faz necessário à utilização de diferentes métodos e estratégias para o desempenho do processo de ensino-aprendizagem, interligando os conteúdos abordados em sala de aula, às vivências dos alunos e com os avanços tecnológicos. A Metodologia Tradicional de Ensino ainda está muito enraizada nas escolas, devido ao fato de ter sido o pilar para tantos outros métodos de ensino, e por ainda apresentar grande significância no processo de ensino e aprendizagem. É neste método que o professor, aparentemente, adquire melhor controle sobre a turma e os conhecimentos são transmitidos historicamente pelo professor. A ideia construtivista de ensino abrange uma grande variedade de aulas, principalmente aquelas que envolvem o aluno diretamente com o conhecimento, onde se valorizam os conhecimentos prévios e se coloca o aluno frente a frente com os objetos em estudo. A escola de hoje é uma mescla entre estas duas metodologias, e muitos acreditam que esta possa ser uma grande parceria, uma vez que a prática sem o envolvimento da teoria, não tem tanta significância. Obvio que o método tradicional aplicado hoje já sofreu muitas alterações, a sala de aula é muito mais flexível, e o contato professor-aluno muito mais próximo. Atividades práticas podem ser grandes aliadas no momento de apresentar um assunto, reforça-lo ou torná-lo mais significativo apresentando uma grande contribuição para a aprendizagem. Segundo os autores Ataíde e Silva (2011) para uma aula prática ser desenvolvida, não é necessária a utilização de um laboratório completo, pois com certeza a atividade se tornará muito mais significativa, se o aluno a realizar utilizando materiais que estão ao seu alcance no dia a dia, uma vez que as atividades desenvolvidas na escola não tem a mesma função das realizadas por um cientista. 4 Por isso o professor tem a importante função de planejar atividades práticas que facilitam a compreensão dos conteúdos teóricos aos alunos, estimulando-os a questionar, responder e observar. Até mesmo quando aplicada após a teoria, a prática serve para reforçar ou provar o que foi exposto. Leite et al. (2005) destaca que quando a atividade prática compreende um conteúdo já trabalhado em sala de aula, o aluno tende a ampliar sua reflexão sobre os fenômenos que acontecem à sua volta e isso pode gerar, consequentemente, discussões durante as aulas fazendo com que os alunos, além de exporem suas ideias, aprendam a respeitar as opiniões de seus colegas de sala. Segundo Piaget, os estudantes adquirem muito mais conhecimento através de situações concretas, e as experimentações constituem um grande instrumento de aprendizagem, pois através delas os alunos observam, pensam e agem. O uso de atividades práticas promove maior interação entre professor e alunos, e o aprendizado tornam-se muito mais significativo, e consequentemente aumentam a satisfação do aluno em querer aprender. Um aluno que tem um bom desempenho na escola, automaticamente terá uma maior autoestima. Este trabalho visou mostrar que, o uso de atividades práticas como sendo uma alternativa para promover um melhor desempenho na aprendizagem, na disciplina de ciências em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental e na disciplina de química em uma turma do 2º do ensino médio. 1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA Em uma das aulas de estágio de observação, onde os alunos estavam apresentando um trabalho de pesquisa sobre a fabricação de bomba caseira, a professora questionou aos estagiários presentes sobre a possibilidade de eles apresentarem uma aula prática. Então a partir daí foi elaborado um cronograma para a realização dessa aula. A mesma foi realizada no laboratório de ciências da escola, e durante a apresentação notou-se um grande entusiasmos dos alunos diante de uma metodologia nova de ensino, na qual foi nitidamente notado que a prática atrelado com conteúdo teórico trouxe uma melhora no aprendizado daqueles alunos, a partir 5 dessa aula surgiu a ideia do projeto presente, onde os próprios alunos iriam desenvolver e apresentar uma aula prática relacionado com o conteúdo que eles estavam aprendendo. 1.2 JUSTIFICATIVA O projeto tem intuito de despertar o interesseaos alunos com a prática no ensino de ciências e química, para que o mesmo tenha um olhar inovador no que se refere aos respectivos estudos da química/física. 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Objetivo Geral Avaliar o uso de Atividades Práticas para promover um melhor desempenho na aprendizagem do conteúdo de Química e Física na disciplina de Ciências em uma turma de 9º ano B e disciplina de química em uma turma do 2º ano A do período matutino, da Escola Pública Estadual Anésio de Almeida Leite da cidade de Jacarezinho-PR. 1.3.2 Objetivos Específicos Realizar através de levantamento dos dados que a atividade prática, trabalhada em conjunto com a teoria, propicia uma aprendizagem mais significativa, bem como estimula o aluno a se interessar pelos conteúdos de Química e Física, nas disciplinas de ciências e Química. 6 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A sociedade, ao longo do tempo, vem conduzindo a trajetória da Educação, operando diretamente sobre a evolução das Instituições de Ensino. É imprescindível que a escola esteja preparada para lidar com questões sociais, conforme Bauman (2001) estaríamos hoje, vivenciando uma sociedade líquida, caracterizada pela dificuldade em manter suas formas e estabilidade e por alicerçar- se em construções e desconstruções permanentes, sofrendo metamorfoses constantes. Mas como a escola poderá se firmar dentro deste contexto? As escolas de Ensino Básico tem a função de estimular o desenvolvimento das habilidades dos estudantes de sentir, pensar e agir, sendo o professor o grande intermediador desses processos. Nesse sentido, para Bertel (2011), o professor deve seguir as perspectivas dos alunos, deve acolher seus pensamentos, sentimentos e ações. Sabemos que para atingirmos estas intenções devemos focar nos objetivos de ensino, através do planejamento escolar, do trabalho coletivo entre professores e alunos e da boa relação entre equipe diretiva e pedagógica. Rodrigues et. al (2011), relata que a metodologia tradicional, centrada na preocupação com o “ensinar”, continua predominando nas práticas pedagógicas, apesar do notável avanço de metodologias mais modernas, centradas na preocupação com a “aprendizagem”, tendo como foco o aluno. Marilene L. Wall (2008) destaca em seus estudos, que as ações educativas que desenvolvemos e a metodologia que utilizamos podem ajudar os alunos a se libertarem de valores e crenças, que os impossibilitam de desenvolverem-se enquanto seres humanos, e dos meios didáticos que tenham por intenção manter os alunos em situação de dependência, tornando os mesmos manipulados, sujeitos à normas e regras injustas. Em escolas públicas, muitas vezes, é preciso lidar com uma realidade que nem sempre favorecem a aprendizagem como, salas superlotadas, alunos desinteressados, pais que não participam da vida escolar de seus filhos, precárias condições financeiras e materiais dos centros de ensino. Então, aos professores resta buscar metodologias, ou apenas atividades alternativas que tornem suas aulas mais atrativas, com alunos mais motivados e participativos. 7 As atividades práticas veem ao encontro desta crescente necessidade de se criar condições favoráveis ao aprendizado e ao desenvolvimento do potencial individual do estudante e do grupo. Porém Cruz (2008), diz que não há necessidade de laboratório e materiais sofisticados para a realização de muitas experimentações, sabe-se que algumas precisam de reagentes, materiais de segurança e ambiente mais controlado e seguro, porém, podemos utilizar materiais alternativos na ausência do ideal. Os professores devem buscar estas atividades experimentais, pois estas ativam de forma significativa a curiosidade do estudante, conduzindo-o a comprometer-se com seu aprendizado. 2.1 CIÊNCIAS NO 9º ANO O ensino de ciências vem sendo alvo de estudos, principalmente nas últimas décadas, explorando-se mais a questão prática e tecnológica aplicadas neste ensino. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais(PCN), a Ciência nas séries fundamentais objetiva mostrar um corpo de conhecimentos importantes para a compreensão do mundo e das transformações que nele ocorrem, percebendo o homem como parte integrante do universo. No entanto, cabe à escola definir os conteúdos essenciais e a escolha de metodologias apropriadas a realidade do estudante, pois os conteúdos de Ciências do 9º ano divergem, abruptamente, dos demais trabalhados nos anos anteriores. Ciências no Ensino Fundamental é uma disciplina ampla, que se divide em conhecimentos da área de biologia, de física e de química, com fundamento experimental. Até o 8º ano do Ensino Fundamental os assuntos desenvolvidos são ligados principalmente à área da Biologia. No 9º ano deste Ensino se trabalham os conteúdos mais específicos de Química e Física, como afirmação a seguir: [...] preservam-se duas tradições herdadas das décadas anteriores e que contradizem o alardeado princípio da interdisciplinaridade. A primeira delas é que, nas quatro séries iniciais, ocorre incidência predominante e relativamente constante dos temas: seres vivos, meio ambiente, recursos naturais, corpo 8 humano e saúde e bem estar. A segunda é que, nas quatro séries finais, há predominância de diferentes campos de conhecimento em cada série: na 5ª série, Geociências [...]; na 6ª e 7ª Séries, Biociências; na 8ª Série, Física e Químicas tratadas em blocos independentes. (AMARAL, 2000) A grande maioria dos livros didáticos de Ciências para o 9º ano traz unidades exclusivas aos conteúdos de Química e Física, sendo estes conteúdos herdados dos propósitos do ensino de meados do século XX, quando até então houve, oficialmente, a predominância do modelo tradicional de ensino caracterizada pela transmissão-recepção de informações (MILARÉ, 2008). “A área de Ciências Naturais é apresentada dentro de uma tradição consagrada, na qual o mundo natural é estudado de forma fragmentada, como uma sucessão linear de conteúdos isolados” (Lottermann, 2012). Na maioria das escolas, cada um dos temas, química e física, são trabalhados em semestres separados, e desvinculados de todos os demais temas já estudados na disciplina. Em alguns casos, ainda as escolas possuem dois professores, cada um deles especializado em uma das disciplinas. Os conteúdos, em geral, são os mesmos do Ensino médio, muito extensos e pelo curto prazo, trabalhados muito superficialmente. Juntando todos estes fatores, os alunos ficam expostos a uma nova visão e prática da disciplina, o que, na maioria das vezes acarreta grande dificuldade do desenvolvimento da aprendizagem e baixo rendimento do aluno. As autoras Zanon e Palharini (1995), ressaltam que não são recentes as preocupações em relação à ineficiência da formação em química ao longo do ensino fundamental, na maioria das escolas a química é resumida a conteúdos, o que tem gerado uma carência generalizada de familiarização com a área, uma espécie de analfabetismo químico que deixa lacunas na formação dos cidadãos e cidadãs. O uso de atividades práticas no Ensino Fundamental vem sendo inserido gradativamente, colaborando para a familiarização do aluno com o conteúdo. Rosito (2003) destaca que a utilização de atividades experimentais é essencial para a aprendizagem científica, pois é um conjunto de conhecimentos individuais ou específicos que constituem uma série de aquisições vantajosas ao aluno. 9 Milaré (2008) lembra que “devido ao grau de complexidade e de abstração que alguns conteúdos de Química podem alcançar, é necessário que o professor tome cuidado na abordagem destes assuntos no Ensino Fundamental”. O docente deve esperar de seus alunos apenas o início do desenvolvimento de um “pensamento químico” e não força-los a compreender e memorizar detalhes complexos. Milaré e Alves Filho defendemque em Ciências do Ensino Fundamental, o papel do estudo da Química/Física é o de criar suporte e ajudar a responder questões necessárias na complementação dos conhecimentos ensinados, e nessa perspectiva os conhecimentos químicos e fisicos deveriam ser inseridos como ferramenta para a compreensão de temas ou situações vivenciadas pela sociedade. Devemos, como professores, apresentar aos estudantes a ideia de ciência, como um processo permanentemente em construção, pois historicamente a Química apresenta um caráter de ciência investigativa. 2.2 QUÍMICA NO ENSINO MÉDIO De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do Ensino Médio, na escola, de modo geral, o indivíduo interage com um conhecimento essencialmente acadêmico, principalmente através da transmissão de informações, supondo que o estudante, memorizando-as passivamente, adquira o “conhecimento acumulado”. A promoção do conhecimento químico em escala mundial, nestes últimos quarenta anos, incorporou novas abordagens, objetivando a formação de futuros cientistas, de cidadãos mais conscientes e também o desenvolvimento de conhecimentos aplicáveis ao sistema produtivo, industrial e agrícola. Apesar disso, no Brasil, a abordagem da Química escolar continua praticamente a mesma. Embora às vezes “maquiada” com uma aparência de modernidade, a essência permanece a mesma, priorizando-se as informações desligadas da realidade vivida pelos alunos e pelos professores (MEC/SEF, 1997). O aprendizado de Química pelos alunos de Ensino Médio implica 10 que eles compreendam as transformações químicas que ocorrem no mundo físico de forma abrangente e integrada e assim possam julgar com fundamentos as informações advindas da tradição cultural, da mídia e da própria escola e tomar decisões autonomamente, enquanto indivíduos e cidadãos. Esse aprendizado deve possibilitar ao aluno a compreensão tanto dos processos químicos em si quanto da construção de um conhecimento científico em estreita relação com as aplicações tecnológicas e suas implicações ambientais, sociais, políticas e econômicas. Tal a importância da presença da Química em um Ensino Médio compreendido na perspectiva de uma Educação Básica (ZANON et. al., 2004). De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio(PCN) (1997) as competências e habilidades a serem desenvolvidas no Ensino de Química são: representação e comunicação, investigação e compreensão e contextualização sócio-cultural. 2.1.1 Importância da Experimentação no Processo de Ensino Aprendizagem da Química. A experimentação no Ensino de Química, no processo de ensino aprendizagem tem sua importância justificada quando se considera sua função pedagógica de auxiliar o aluno na compreensão de fenômenos e conceitos químicos. A clara necessidade dos alunos se relacionarem com os fenômenos sobre os quais se referem os conceitos justifica a experimentação como parte do contexto escolar, sem que represente uma ruptura entre a teoria e a prática (PLICAS et. al., 2010). Ela permite que os alunos manipulem objetos e ideias e negociem significados entre si e com o professor durante a aula. É importante que as aulas práticas sejam conduzidas de forma agradável para que não se tornem uma competição entre os grupos e, sim, uma troca de ideias e conceitos ao serem discutidos os resultados. A função do experimento é fazer com que a teoria se torne realidade, poderíamos pensar que, como atividade educacional isso poderia ser feito em vários níveis, dependendo do conteúdo, da metodologia adotada ou dos objetivos que se quer com a atividade (BUENO et. al., 2007). A experimentação pode ser utilizada para demonstrar os conteúdos trabalhados, mas utilizar a experimentação na resolução de problemas pode tornar a ação do educando mais ativa. No entanto, para isso, é necessário 11 desafiá-los com problemas reais; motiválos e ajudá-los a superar os problemas que parecem intransponíveis; permitir a cooperação e o trabalho em grupo; avaliar não numa perspectiva de apenas dar uma nota, mas na intenção de criar ações que intervenham na aprendizagem (GUIMARAES, 1999). Para finalizar podemos concluir que a realização de experimentos ajuda a aproximar a química vista na sala de aula do cotidiano dos alunos, tornando assim as aulas mais dinâmicas, pois ela está relacionada às necessidades básicas dos seres humanos como: alimentação, vestuário, saúde, moradias, transporte entre outros e todo o mundo deve compreender isso tudo, ou seja, o ensino de química deve desenvolver nos alunos a capacidade de compreender os fenômenos químicos presente em seu dia-a-dia (FARIAS et. al., 2009). 12 3 METODOLOGIA – ESTRATÉGIA DE AÇÃO O projeto iniciou – se a partir dos seguintes passos: Reunião com professores e equipe pedagógica, para a realização do projeto; Apontamento e discussões sobre as atividades experimentais que tivesses possibilidades de serem desenvolvidas; Definição, testes e/ou aprimoramento de experimentos a serem utilizados, considerando que as atividades práticas fossem simples, interessantes, e que utilizassem matérias de fácil aquisição e baixo custo e, principalmente, que estivessem adequados aos alunos pertencentes ao ensino fundamental (9º ano) e ensino médio; Determinação das atividades experimentais que pudessem ser expostas durante as apresentações, atentando-se para a organização de cronograma da realização, bem como a correlação entre os fenômenos/ transformações, aos assuntos teóricos apresentados/ estudados na disciplina de Ciências (foco – Química/Física); Destacam-se para realização de todos os experimentos materiais simples, de fácil aquisição e manipulação e de baixo custo, como: água, repolho, vinagre, hidróxido de sódio - “soda cáustica” (NaOH), balões, vela, bicarbonato de sódio, permanganato de potássio (KMnO4) e naftalina; O projeto foi realizado no laboratório de ciências da escola. 13 4 RESULTADOS ESPERADOS Os resultados esperados foram muitos satisfatórios, tendo em vista que houve uma participação unânime dos alunos nas apresentações das aulas práticas sendo um total de 48 alunos que participaram desse projeto sendo 24 alunos do 9º ano (ensino fundamental) e 24 alunos do 2º ano ensino médio, e após isso foram aplicados alguns questionários em relação às experiências vividas. 4.1 ANÁLISES DOS QUESTIONÁRIOS Dentre os 48 alunos que participaram do projeto, 92% consideram a aula prática como muito interessante e 8% como sendo interessante. Conforme (Gráfico 1). Isso demonstra que essa nova característica de ensino teve uma grande aceitação diante dos alunos. No entanto, vale a pena ressaltar que, algumas vezes, esta característica desaparece diante de uma metodologia tradicionalista com a qual o ensino de química e física é abordado em sala de aula. Na qual geralmente, o professor utiliza como recurso pedagógico apenas o quadro-negro e o giz, isso leva os alunos a verem a disciplina como monótona e chata. Gráfico 1 - Distribuição dos alunos em relação ao interesse da aula prática Fonte: Dados dos autores. 14 Verificou-se também que 96% acham que a aula prática é uma forma muito interessante de ajudar a aprender os conteúdos de química/física (Gráfico 2). Portanto, utilizar experimentação no ensino de química sempre foi e continua sendo uma das alternativas mais interessantes para estimular o aluno a se interessar pelo estudo da química (GIORDAN, 1999). E estes experimentos não precisam ser nada complexos, pode ser experimentos bem simples, pois, o uso de experimentos simples contribui para que os alunos adotem uma postura mais crítica e empreendedora (DIAS et al., 2003). Gráfico 2 - Distribuição dos alunos pelo valor atribuído a aula práticaenquanto facilitador de aprendizagem. Fonte: Dados dos autores. O estímulo e o interesse que os alunos demostraram pela apresentação são comprovados pelo fato de 100% dos alunos querer mais apresentações deste tipo (Gráfico 3). Portanto, é possível manter uma interação entre aluno e conteúdo de uma maneira mais divertida, dinâmica e agradável, ou seja, o aluno poderia aprender sem aquela obrigação da sala de aula, sendo assim ele poderia aprender mais e quem sabe poderia aprender até mais fácil, pois ele estaria fazendo aquilo que ele gosta e quando uma pessoa faz algo que gosta ela se entrega e faz bem feito. 15 Gráfico 3 - Distribuição dos alunos pelo interesse em terem mais aulas práticas. Fonte: Dados dos autores. Ao ser questionado se a apresentação dessa aula prática tinha despertado o interesse em estudar química/física, 67% consideraram que a apresentação motivou muito (Gráfico 4). Isso mostra que apresentação dos conteúdos de maneira mais interativa, participativa e com efeitos visuais pode ser uma ferramenta muito importante para despertar e motivar os alunos para o estudo da química/física. Gráfico 4 - Distribuição dos alunos pela motivação evidenciada pelo estudo de química/física a partir da apresentação da aula prática. Fonte: Dados dos autores. 16 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O projeto apresentou-se como uma estratégia positiva para apresentação de experiências simples que podem ser realizadas de forma demonstrativa e interativa, que utilizem matérias de baixo custo visando relacionar fenômenos/transformações do cotidiano aos conteúdos de química/física, despertando interesse dos alunos das séries iniciais a esta ciência tão importante e presente no cotidiano de todos. Espera-se que a partir desse, futuramente, os alunos, que participaram dessa nova metodologia, tenham maior facilidade e interesse pela aprendizagem dos conteúdos relacionados à Química. 17 REFERÊNCIAS AMARAL, I. A. Currículo de Ciências: das tendências clássicas aos movimentos atuais de renovação. In: BARRETO, E. S. S. (org). Os currículos do Ensino Fundamental para as Escolas Brasileiras. 2 ed. Campinas, SP: Autores associados; São Paulo: Fundação Carlos Chagas, p.201-232, 2000. ATAIDE, M. C. E. S.; SILVA, B. V. C. As metodologias de ensino de ciências: contribuições da experimentação e da história e filosofia da ciência. HOLOS, Ano 27, vol.4.p.171-178, 2011. BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: 1997. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: 1997. CRUZ, Dalva Aparecida da. Atividades prático-experimentais: tendências e perspectivas. Dia a dia educação. Londrina, 2008. DIAS, M. V.; GUIMARÃES, P.I. C. e MERÇON, F. Corantes naturais: Extração e emprego como indicadores de pH. Química nova na Escola, n. 17, p. 27-30, 2003. GIORDAN, M. O papel da experimentação no ensino de Ciências. Química nova na escola, no 10, p. 43-49, 1999. LEITE, A. C. S.; SILVA, P. A. B.; VAZ, A. C. R. A importância das aulas práticas para alunos jovens e adultos: uma abordagem investigativa sobre a percepção dos alunos do PROEF II. Revista Ensaio, Minas Gerais, v. 7, n. especial, dez. 2005 LOTTERMANN, Caroline L. A Inserção da Química no Ensino de Ciências Naturais: um olhar sobre Livros Didáticos no Ensino Fundamental. XVI ENQ/X EDUQUI, 2013. 18 MILARÉ, T., e ALVES FILHO, J. P. A Química Disciplinar em Ciências do 9º Ano. Química Nova na Escola, São Paulo, v. 32, n. 1, fevereiro 2010. MILARÉ, T.; ALVES FILHO, J.. Ciências no nono ano do Ensino Fundamental: da disciplinaridade à alfabetização científica e tecnológica. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, América do Norte, v. 1213, n.10, 2010. RODRIGUES, L. P. et. al. O Tradicional e o Moderno quanto à didática no Ensino Superior. Revista Científica do ITPAC, Araguaína, v.4, n.3, Pub.5, Julho 2011. ROSITO, B. A. O ensino de ciências e a experimentação. In: MORAES, R. e or. Construtivismo e ensino de ciências reflexões epistemológicas e metodológicas. 2 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS. 2003, p. 195-208. WALL, Marilene L.; PRADO, Marta L.; CARRARO, Telma E. A experiência de realizar um Estágio Docência aplicando Metodologias Ativas. Acta Paul Enferm, v. 21,n. 3, p. 515-519, 2008. ZANON, Lenir B.; PALHARINI, Eliane M. A química no Ensino Fundamental de Ciências, Química Nova na Escola, n.2, p. 15-19, 1995.