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Jacarezinho 
2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
KLEBER ROCHA ALVES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ 
LICENCIATURA EM QUÍMICA 
A IMPORTÂNCIA DE ATIVIDADES PRÁTICAS NO 
ENSINO DE QUÍMICA: NA BUSCA DE MELHORES 
RESULTADOS NO PROCESSO ENSINO 
APRENDIZAGEM 
 
 
 
Jacarezinho 
2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DE ATIVIDADES PRÁTICAS NO 
ENSINO DE QUÍMICA: NA BUSCA DE MELHORES 
RESULTADOS NO PROCESSO ENSINO 
APRENDIZAGEM 
 
 
Estágio Curricular Supervisionado apresentado ao 
Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus
Jacarezinho, como requisito parcial de avaliação no 
Curso Superior de Licenciatura em Química. 
 
Orientador: Prof João Leonardo Violin. 
 
KLEBER ROCHA ALVES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3 
1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA .......................................................................... 4 
1.2 JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 5 
1.3 OBJETIVOS .......................................................................................................... 5 
1.3.1 Objetivo Geral............................................................................................ 5 
1.3.2 Objetivos Específicos ................................................................................ 5 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................... 6 
2.1 CIÊNCIAS NO 9º ANO ...................................................................................... 7 
2.2 QUÍMICA NO ENSINO MÉDIO .......................................................................... 9 
2.1.1 Importância da Experimentação no Processo de Ensino Aprendizagem da 
Química. ............................................................................................................. 10 
3 METODOLOGIA – ESTRATÉGIA DE AÇÃO ........................................................ 12 
4 RESULTADOS ESPERADOS............................................................................... 13 
4.1 ANÁLISES DOS QUESTIONÁRIOS ............................................................... 13 
Gráfico 1 - Distribuição dos alunos em relação ao interesse da aula prática ..... 13 
Gráfico 2 - Distribuição dos alunos pelo valor atribuído a aula prática enquanto 
facilitador de aprendizagem. .............................................................................. 14 
Gráfico 3 - Distribuição dos alunos pelo interesse em terem mais aulas práticas.
 ........................................................................................................................... 15 
Gráfico 4 - Distribuição dos alunos pela motivação evidenciada pelo estudo de 
química/física a partir da apresentação da aula prática. .................................... 15 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 16 
REFERÊNCIAS ....................................................................................... 17 
 
 
 
 
 
 
3 
1 INTRODUÇÃO 
O papel da escola constitui-se em preparar o aluno para as diversas 
situações da vida, porém atualmente a educação está sendo muito criticada pois há 
alguns anos, e cada vez mais, vem se buscando alternativas de tornar os métodos 
de aprendizagem mais significativos, que promovam a autonomia das pessoas e, 
principalmente, desperte o interesse dos estudantes em aprender. 
Para tanto, se faz necessário à utilização de diferentes métodos e 
estratégias para o desempenho do processo de ensino-aprendizagem, interligando 
os conteúdos abordados em sala de aula, às vivências dos alunos e com os avanços 
tecnológicos. 
A Metodologia Tradicional de Ensino ainda está muito enraizada nas 
escolas, devido ao fato de ter sido o pilar para tantos outros métodos de ensino, e 
por ainda apresentar grande significância no processo de ensino e aprendizagem. É 
neste método que o professor, aparentemente, adquire melhor controle sobre a 
turma e os conhecimentos são transmitidos historicamente pelo professor. 
A ideia construtivista de ensino abrange uma grande variedade de 
aulas, principalmente aquelas que envolvem o aluno diretamente com o 
conhecimento, onde se valorizam os conhecimentos prévios e se coloca o aluno 
frente a frente com os objetos em estudo. 
A escola de hoje é uma mescla entre estas duas metodologias, e 
muitos acreditam que esta possa ser uma grande parceria, uma vez que a prática 
sem o envolvimento da teoria, não tem tanta significância. Obvio que o método 
tradicional aplicado hoje já sofreu muitas alterações, a sala de aula é muito mais 
flexível, e o contato professor-aluno muito mais próximo. 
Atividades práticas podem ser grandes aliadas no momento de 
apresentar um assunto, reforça-lo ou torná-lo mais significativo apresentando uma 
grande contribuição para a aprendizagem. 
Segundo os autores Ataíde e Silva (2011) para uma aula prática ser 
desenvolvida, não é necessária a utilização de um laboratório completo, pois com 
certeza a atividade se tornará muito mais significativa, se o aluno a realizar utilizando 
materiais que estão ao seu alcance no dia a dia, uma vez que as atividades 
desenvolvidas na escola não tem a mesma função das realizadas por um cientista. 
 
 
 
 
 
4 
Por isso o professor tem a importante função de planejar atividades 
práticas que facilitam a compreensão dos conteúdos teóricos aos alunos, 
estimulando-os a questionar, responder e observar. Até mesmo quando aplicada 
após a teoria, a prática serve para reforçar ou provar o que foi exposto. 
Leite et al. (2005) destaca que quando a atividade prática 
compreende um conteúdo já trabalhado em sala de aula, o aluno tende a ampliar 
sua reflexão sobre os fenômenos que acontecem à sua volta e isso pode gerar, 
consequentemente, discussões durante as aulas fazendo com que os alunos, além 
de exporem suas ideias, aprendam a respeitar as opiniões de seus colegas de sala. 
Segundo Piaget, os estudantes adquirem muito mais conhecimento 
através de situações concretas, e as experimentações constituem um grande 
instrumento de aprendizagem, pois através delas os alunos observam, pensam e 
agem. O uso de atividades práticas promove maior interação entre professor e 
alunos, e o aprendizado tornam-se muito mais significativo, e consequentemente 
aumentam a satisfação do aluno em querer aprender. Um aluno que tem um bom 
desempenho na escola, automaticamente terá uma maior autoestima. 
Este trabalho visou mostrar que, o uso de atividades práticas como 
sendo uma alternativa para promover um melhor desempenho na aprendizagem, na 
disciplina de ciências em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental e na 
disciplina de química em uma turma do 2º do ensino médio. 
 
1.1 CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA 
Em uma das aulas de estágio de observação, onde os alunos 
estavam apresentando um trabalho de pesquisa sobre a fabricação de bomba 
caseira, a professora questionou aos estagiários presentes sobre a possibilidade de 
eles apresentarem uma aula prática. Então a partir daí foi elaborado um cronograma 
para a realização dessa aula. 
A mesma foi realizada no laboratório de ciências da escola, e 
durante a apresentação notou-se um grande entusiasmos dos alunos diante de uma 
metodologia nova de ensino, na qual foi nitidamente notado que a prática atrelado 
com conteúdo teórico trouxe uma melhora no aprendizado daqueles alunos, a partir 
 
 
 
 
 
5 
dessa aula surgiu a ideia do projeto presente, onde os próprios alunos iriam 
desenvolver e apresentar uma aula prática relacionado com o conteúdo que eles 
estavam aprendendo. 
 
1.2 JUSTIFICATIVA 
 
O projeto tem intuito de despertar o interesseaos alunos com a 
prática no ensino de ciências e química, para que o mesmo tenha um olhar inovador 
no que se refere aos respectivos estudos da química/física. 
 
1.3 OBJETIVOS 
 
1.3.1 Objetivo Geral 
Avaliar o uso de Atividades Práticas para promover um melhor 
desempenho na aprendizagem do conteúdo de Química e Física na disciplina de 
Ciências em uma turma de 9º ano B e disciplina de química em uma turma do 2º ano 
A do período matutino, da Escola Pública Estadual Anésio de Almeida Leite da 
cidade de Jacarezinho-PR. 
 
1.3.2 Objetivos Específicos 
Realizar através de levantamento dos dados que a atividade prática, 
trabalhada em conjunto com a teoria, propicia uma aprendizagem mais significativa, 
bem como estimula o aluno a se interessar pelos conteúdos de Química e Física, 
nas disciplinas de ciências e Química. 
 
 
 
 
 
6 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
A sociedade, ao longo do tempo, vem conduzindo a trajetória da 
Educação, operando diretamente sobre a evolução das Instituições de Ensino. É 
imprescindível que a escola esteja preparada para lidar com questões sociais, 
conforme Bauman (2001) estaríamos hoje, vivenciando uma sociedade líquida, 
caracterizada pela dificuldade em manter suas formas e estabilidade e por alicerçar-
se em construções e desconstruções permanentes, sofrendo metamorfoses 
constantes. Mas como a escola poderá se firmar dentro deste contexto? As escolas 
de Ensino Básico tem a função de estimular o desenvolvimento das habilidades dos 
estudantes de sentir, pensar e agir, sendo o professor o grande intermediador 
desses processos. Nesse sentido, para Bertel (2011), o professor deve seguir as 
perspectivas dos alunos, deve acolher seus pensamentos, sentimentos e ações. 
Sabemos que para atingirmos estas intenções devemos focar nos objetivos de 
ensino, através do planejamento escolar, do trabalho coletivo entre professores e 
alunos e da boa relação entre equipe diretiva e pedagógica. 
Rodrigues et. al (2011), relata que a metodologia tradicional, 
centrada na preocupação com o “ensinar”, continua predominando nas práticas 
pedagógicas, apesar do notável avanço de metodologias mais modernas, centradas 
na preocupação com a “aprendizagem”, tendo como foco o aluno. 
Marilene L. Wall (2008) destaca em seus estudos, que as ações 
educativas que desenvolvemos e a metodologia que utilizamos podem ajudar os 
alunos a se libertarem de valores e crenças, que os impossibilitam de 
desenvolverem-se enquanto seres humanos, e dos meios didáticos que tenham por 
intenção manter os alunos em situação de dependência, tornando os mesmos 
manipulados, sujeitos à normas e regras injustas. 
Em escolas públicas, muitas vezes, é preciso lidar com uma 
realidade que nem sempre favorecem a aprendizagem como, salas superlotadas, 
alunos desinteressados, pais que não participam da vida escolar de seus filhos, 
precárias condições financeiras e materiais dos centros de ensino. Então, aos 
professores resta buscar metodologias, ou apenas atividades alternativas que 
tornem suas aulas mais atrativas, com alunos mais motivados e participativos. 
 
 
 
 
 
 
7 
As atividades práticas veem ao encontro desta crescente 
necessidade de se criar condições favoráveis ao aprendizado e ao desenvolvimento 
do potencial individual do estudante e do grupo. 
Porém Cruz (2008), diz que não há necessidade de laboratório e 
materiais sofisticados para a realização de muitas experimentações, sabe-se que 
algumas precisam de reagentes, materiais de segurança e ambiente mais controlado 
e seguro, porém, podemos utilizar materiais alternativos na ausência do ideal. 
Os professores devem buscar estas atividades experimentais, pois 
estas ativam de forma significativa a curiosidade do estudante, conduzindo-o a 
comprometer-se com seu aprendizado. 
 
2.1 CIÊNCIAS NO 9º ANO 
O ensino de ciências vem sendo alvo de estudos, principalmente nas 
últimas décadas, explorando-se mais a questão prática e tecnológica aplicadas 
neste ensino. 
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais(PCN), a Ciência nas 
séries fundamentais objetiva mostrar um corpo de conhecimentos importantes para a 
compreensão do mundo e das transformações que nele ocorrem, percebendo o 
homem como parte integrante do universo. 
No entanto, cabe à escola definir os conteúdos essenciais e a 
escolha de metodologias apropriadas a realidade do estudante, pois os conteúdos 
de Ciências do 9º ano divergem, abruptamente, dos demais trabalhados nos anos 
anteriores. 
 Ciências no Ensino Fundamental é uma disciplina ampla, que se 
divide em conhecimentos da área de biologia, de física e de química, com 
fundamento experimental. 
Até o 8º ano do Ensino Fundamental os assuntos desenvolvidos são 
ligados principalmente à área da Biologia. No 9º ano deste Ensino se trabalham os 
conteúdos mais específicos de Química e Física, como afirmação a seguir: 
 
[...] preservam-se duas tradições herdadas das 
décadas anteriores e que contradizem o alardeado 
princípio da interdisciplinaridade. A primeira delas é 
que, nas quatro séries iniciais, ocorre incidência 
predominante e relativamente constante dos temas: 
seres vivos, meio ambiente, recursos naturais, corpo 
 
 
 
 
 
8 
humano e saúde e bem estar. A segunda é que, nas 
quatro séries finais, há predominância de diferentes 
campos de conhecimento em cada série: na 5ª série, 
Geociências [...]; na 6ª e 7ª Séries, Biociências; na 8ª 
Série, Física e Químicas tratadas em blocos 
independentes. (AMARAL, 2000) 
 
A grande maioria dos livros didáticos de Ciências para o 9º ano traz 
unidades exclusivas aos conteúdos de Química e Física, sendo estes conteúdos 
herdados dos propósitos do ensino de meados do século XX, quando até então 
houve, oficialmente, a predominância do modelo tradicional de ensino caracterizada 
pela transmissão-recepção de informações (MILARÉ, 2008). 
“A área de Ciências Naturais é apresentada dentro de uma tradição 
consagrada, na qual o mundo natural é estudado de forma fragmentada, como uma 
sucessão linear de conteúdos isolados” (Lottermann, 2012). 
Na maioria das escolas, cada um dos temas, química e física, são 
trabalhados em semestres separados, e desvinculados de todos os demais temas já 
estudados na disciplina. Em alguns casos, ainda as escolas possuem dois 
professores, cada um deles especializado em uma das disciplinas. Os conteúdos, 
em geral, são os mesmos do Ensino médio, muito extensos e pelo curto prazo, 
trabalhados muito superficialmente. Juntando todos estes fatores, os alunos ficam 
expostos a uma nova visão e prática da disciplina, o que, na maioria das vezes 
acarreta grande dificuldade do desenvolvimento da aprendizagem e baixo 
rendimento do aluno. 
As autoras Zanon e Palharini (1995), ressaltam que não são 
recentes as preocupações em relação à ineficiência da formação em química ao 
longo do ensino fundamental, na maioria das escolas a química é resumida a 
conteúdos, o que tem gerado uma carência generalizada de familiarização com a 
área, uma espécie de analfabetismo químico que deixa lacunas na formação dos 
cidadãos e cidadãs. 
O uso de atividades práticas no Ensino Fundamental vem sendo 
inserido gradativamente, colaborando para a familiarização do aluno com o 
conteúdo. Rosito (2003) destaca que a utilização de atividades experimentais é 
essencial para a aprendizagem científica, pois é um conjunto de conhecimentos 
individuais ou específicos que constituem uma série de aquisições vantajosas ao 
aluno. 
 
 
 
 
 
9 
Milaré (2008) lembra que “devido ao grau de complexidade e de 
abstração que alguns conteúdos de Química podem alcançar, é necessário que o 
professor tome cuidado na abordagem destes assuntos no Ensino Fundamental”. O 
docente deve esperar de seus alunos apenas o início do desenvolvimento de um 
“pensamento químico” e não força-los a compreender e memorizar detalhes 
complexos. 
Milaré e Alves Filho defendemque em Ciências do Ensino 
Fundamental, o papel do estudo da Química/Física é o de criar suporte e ajudar a 
responder questões necessárias na complementação dos conhecimentos ensinados, 
e nessa perspectiva os conhecimentos químicos e fisicos deveriam ser inseridos 
como ferramenta para a compreensão de temas ou situações vivenciadas pela 
sociedade. 
Devemos, como professores, apresentar aos estudantes a ideia de 
ciência, como um processo permanentemente em construção, pois historicamente a 
Química apresenta um caráter de ciência investigativa. 
 
 
2.2 QUÍMICA NO ENSINO MÉDIO 
 
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do 
Ensino Médio, na escola, de modo geral, o indivíduo interage com um conhecimento 
essencialmente acadêmico, principalmente através da transmissão de informações, 
supondo que o estudante, memorizando-as passivamente, adquira o “conhecimento 
acumulado”. 
A promoção do conhecimento químico em escala mundial, nestes 
últimos quarenta anos, incorporou novas abordagens, objetivando a formação de 
futuros cientistas, de cidadãos mais conscientes e também o desenvolvimento de 
conhecimentos aplicáveis ao sistema produtivo, industrial e agrícola. Apesar disso, 
no Brasil, a abordagem da Química escolar continua praticamente a mesma. Embora 
às vezes “maquiada” com uma aparência de modernidade, a essência permanece a 
mesma, priorizando-se as informações desligadas da realidade vivida pelos alunos e 
pelos professores (MEC/SEF, 1997). 
O aprendizado de Química pelos alunos de Ensino Médio implica 
 
 
 
 
 
10
que eles compreendam as transformações químicas que ocorrem no mundo físico 
de forma abrangente e integrada e assim possam julgar com fundamentos as 
informações advindas da tradição cultural, da mídia e da própria escola e tomar 
decisões autonomamente, enquanto indivíduos e cidadãos. Esse aprendizado deve 
possibilitar ao aluno a compreensão tanto dos processos químicos em si quanto da 
construção de um conhecimento científico em estreita relação com as aplicações 
tecnológicas e suas implicações ambientais, sociais, políticas e econômicas. Tal a 
importância da presença da Química em um Ensino Médio compreendido na 
perspectiva de uma Educação Básica (ZANON et. al., 2004). De acordo com os 
Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio(PCN) (1997) as competências e 
habilidades a serem desenvolvidas no Ensino de Química são: representação e 
comunicação, investigação e compreensão e contextualização sócio-cultural. 
2.1.1 Importância da Experimentação no Processo de Ensino Aprendizagem da 
Química. 
 A experimentação no Ensino de Química, no processo de ensino 
aprendizagem tem sua importância justificada quando se considera sua função 
pedagógica de auxiliar o aluno na compreensão de fenômenos e conceitos 
químicos. 
 A clara necessidade dos alunos se relacionarem com os fenômenos 
sobre os quais se referem os conceitos justifica a experimentação como parte do 
contexto escolar, sem que represente uma ruptura entre a teoria e a prática (PLICAS 
et. al., 2010). Ela permite que os alunos manipulem objetos e ideias e negociem 
significados entre si e com o professor durante a aula. 
É importante que as aulas práticas sejam conduzidas de forma 
agradável para que não se tornem uma competição entre os grupos e, sim, uma 
troca de ideias e conceitos ao serem discutidos os resultados. A função do 
experimento é fazer com que a teoria se torne realidade, poderíamos pensar que, 
como atividade educacional isso poderia ser feito em vários níveis, dependendo do 
conteúdo, da metodologia adotada ou dos objetivos que se quer com a atividade 
(BUENO et. al., 2007). A experimentação pode ser utilizada para demonstrar os 
conteúdos trabalhados, mas utilizar a experimentação na resolução de problemas 
pode tornar a ação do educando mais ativa. No entanto, para isso, é necessário 
 
 
 
 
 
11
desafiá-los com problemas reais; motiválos e ajudá-los a superar os problemas que 
parecem intransponíveis; permitir a cooperação e o trabalho em grupo; avaliar não 
numa perspectiva de apenas dar uma nota, mas na intenção de criar ações que 
intervenham na aprendizagem (GUIMARAES, 1999). 
Para finalizar podemos concluir que a realização de experimentos 
ajuda a aproximar a química vista na sala de aula do cotidiano dos alunos, tornando 
assim as aulas mais dinâmicas, pois ela está relacionada às necessidades básicas 
dos seres humanos como: alimentação, vestuário, saúde, moradias, transporte entre 
outros e todo o mundo deve compreender isso tudo, ou seja, o ensino de química 
deve desenvolver nos alunos a capacidade de compreender os fenômenos químicos 
presente em seu dia-a-dia (FARIAS et. al., 2009). 
 
 
 
 
 
 
 
12
3 METODOLOGIA – ESTRATÉGIA DE AÇÃO 
O projeto iniciou – se a partir dos seguintes passos: 
 Reunião com professores e equipe pedagógica, para a 
realização do projeto; 
 Apontamento e discussões sobre as atividades experimentais 
que tivesses possibilidades de serem desenvolvidas; 
 Definição, testes e/ou aprimoramento de experimentos a serem 
utilizados, considerando que as atividades práticas fossem simples, interessantes, e 
que utilizassem matérias de fácil aquisição e baixo custo e, principalmente, que 
estivessem adequados aos alunos pertencentes ao ensino fundamental (9º ano) e 
ensino médio; 
 Determinação das atividades experimentais que pudessem ser 
expostas durante as apresentações, atentando-se para a organização de 
cronograma da realização, bem como a correlação entre os fenômenos/ 
transformações, aos assuntos teóricos apresentados/ estudados na disciplina de 
Ciências (foco – Química/Física); 
 Destacam-se para realização de todos os experimentos 
materiais simples, de fácil aquisição e manipulação e de baixo custo, como: água, 
repolho, vinagre, hidróxido de sódio - “soda cáustica” (NaOH), balões, vela, 
bicarbonato de sódio, permanganato de potássio (KMnO4) e naftalina; 
 O projeto foi realizado no laboratório de ciências da escola. 
 
 
 
 
 
 
 
13
4 RESULTADOS ESPERADOS 
 
Os resultados esperados foram muitos satisfatórios, tendo em vista 
que houve uma participação unânime dos alunos nas apresentações das aulas 
práticas sendo um total de 48 alunos que participaram desse projeto sendo 24 
alunos do 9º ano (ensino fundamental) e 24 alunos do 2º ano ensino médio, e após 
isso foram aplicados alguns questionários em relação às experiências vividas. 
 
4.1 ANÁLISES DOS QUESTIONÁRIOS 
Dentre os 48 alunos que participaram do projeto, 92% consideram a 
aula prática como muito interessante e 8% como sendo interessante. Conforme 
(Gráfico 1). 
Isso demonstra que essa nova característica de ensino teve uma 
grande aceitação diante dos alunos. No entanto, vale a pena ressaltar que, algumas 
vezes, esta característica desaparece diante de uma metodologia tradicionalista com 
a qual o ensino de química e física é abordado em sala de aula. Na qual geralmente, 
o professor utiliza como recurso pedagógico apenas o quadro-negro e o giz, isso 
leva os alunos a verem a disciplina como monótona e chata. 
 
Gráfico 1 - Distribuição dos alunos em relação ao interesse da aula prática 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Dados dos autores. 
 
 
 
 
 
14
Verificou-se também que 96% acham que a aula prática é uma 
forma muito interessante de ajudar a aprender os conteúdos de química/física 
(Gráfico 2). 
Portanto, utilizar experimentação no ensino de química sempre foi e 
continua sendo uma das alternativas mais interessantes para estimular o aluno a se 
interessar pelo estudo da química (GIORDAN, 1999). E estes experimentos não 
precisam ser nada complexos, pode ser experimentos bem simples, pois, o uso de 
experimentos simples contribui para que os alunos adotem uma postura mais crítica 
e empreendedora (DIAS et al., 2003). 
 
Gráfico 2 - Distribuição dos alunos pelo valor atribuído a aula práticaenquanto 
facilitador de aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Dados dos autores. 
 
 
O estímulo e o interesse que os alunos demostraram pela 
apresentação são comprovados pelo fato de 100% dos alunos querer mais 
apresentações deste tipo (Gráfico 3). Portanto, é possível manter uma interação 
entre aluno e conteúdo de uma maneira mais divertida, dinâmica e agradável, ou 
seja, o aluno poderia aprender sem aquela obrigação da sala de aula, sendo assim 
ele poderia aprender mais e quem sabe poderia aprender até mais fácil, pois ele 
estaria fazendo aquilo que ele gosta e quando uma pessoa faz algo que gosta ela se 
entrega e faz bem feito. 
 
 
 
 
 
15
 
Gráfico 3 - Distribuição dos alunos pelo interesse em terem mais aulas práticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Dados dos autores. 
 
Ao ser questionado se a apresentação dessa aula prática tinha 
despertado o interesse em estudar química/física, 67% consideraram que a 
apresentação motivou muito (Gráfico 4). Isso mostra que apresentação dos 
conteúdos de maneira mais interativa, participativa e com efeitos visuais pode ser 
uma ferramenta muito importante para despertar e motivar os alunos para o estudo 
da química/física. 
 
Gráfico 4 - Distribuição dos alunos pela motivação evidenciada pelo estudo de 
química/física a partir da apresentação da aula prática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Dados dos autores. 
 
 
 
 
 
 
16
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O projeto apresentou-se como uma estratégia positiva para 
apresentação de experiências simples que podem ser realizadas de forma 
demonstrativa e interativa, que utilizem matérias de baixo custo visando relacionar 
fenômenos/transformações do cotidiano aos conteúdos de química/física, 
despertando interesse dos alunos das séries iniciais a esta ciência tão importante e 
presente no cotidiano de todos. Espera-se que a partir desse, futuramente, os 
alunos, que participaram dessa nova metodologia, tenham maior facilidade e 
interesse pela aprendizagem dos conteúdos relacionados à Química. 
 
 
 
 
 
 
17
REFERÊNCIAS 
AMARAL, I. A. Currículo de Ciências: das tendências clássicas aos movimentos 
atuais de renovação. In: BARRETO, E. S. S. (org). Os currículos do Ensino 
Fundamental para as Escolas Brasileiras. 2 ed. Campinas, SP: Autores 
associados; São Paulo: Fundação Carlos Chagas, p.201-232, 2000. 
ATAIDE, M. C. E. S.; SILVA, B. V. C. As metodologias de ensino de ciências: 
contribuições da experimentação e da história e filosofia da ciência. HOLOS, Ano 27, 
vol.4.p.171-178, 2011. 
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de 
Janeiro: Jorge Zahar, 2001. 
BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. 
Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: 1997. 
BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. 
Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: 1997. 
CRUZ, Dalva Aparecida da. Atividades prático-experimentais: tendências e 
perspectivas. Dia a dia educação. Londrina, 2008. 
DIAS, M. V.; GUIMARÃES, P.I. C. e MERÇON, F. Corantes naturais: Extração e 
emprego como indicadores de pH. Química nova na Escola, n. 17, p. 27-30, 2003. 
GIORDAN, M. O papel da experimentação no ensino de Ciências. Química nova na 
escola, no 10, p. 43-49, 1999. 
LEITE, A. C. S.; SILVA, P. A. B.; VAZ, A. C. R. A importância das aulas práticas para 
alunos jovens e adultos: uma abordagem investigativa sobre a percepção dos alunos 
do PROEF II. Revista Ensaio, Minas Gerais, v. 7, n. especial, dez. 2005 
LOTTERMANN, Caroline L. A Inserção da Química no Ensino de Ciências Naturais: 
um olhar sobre Livros Didáticos no Ensino Fundamental. XVI ENQ/X EDUQUI, 2013. 
 
 
 
 
 
18
MILARÉ, T., e ALVES FILHO, J. P. A Química Disciplinar em Ciências do 9º Ano. 
Química Nova na Escola, São Paulo, v. 32, n. 1, fevereiro 2010. 
MILARÉ, T.; ALVES FILHO, J.. Ciências no nono ano do Ensino Fundamental: da 
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