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SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA Professora: Mayara Evangelista de Andrade Algumas considerações sobre a adolescência ● A adolescência é uma etapa da vida que vai dos 10 aos 19 anos de idade, sendo um período de intensas transformações biopsicossociais, em que o indivíduo procura definir seu papel dentro da sociedade em que está inserido. ● A adolescência ganhou evidência pelos problemas sociais associados a esta fase da vida. Um conjunto de práticas classificadas como comportamentos de risco – tais como sexo sem proteção, consumo de álcool e outras drogas e a exposição a violências – passaram a demandar olhares pormenorizados e políticas específicas. Algumas considerações sobre adolescência A puberdade é o componente biológico desta fase, mediado por modificações hormonais. Já a adolescência, caracteriza-se pelas modificações decorrentes das alterações hormonais que ocorrem na puberdade, identificadas principalmente por crescimento rápido, surgimento das características sexuais secundárias, conscientização da sexualidade, estruturação da personalidade, adaptação ambiental e integração social. A adolescência é tida como a transição da infância para a vida adulta, acarretando importantes transformações biológicas, cognitivas, emocionais e sociais. Essa trajetória é marcada por crescente autonomia e independência em relação à família, bem como pela experimentação de novos comportamentos e vivências. Paralelamente, observa-se, na atualidade, maior exposição a fatores de risco para a saúde, como uso de tabaco, consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo (WHO,2016) Fases da adolescência Etapa inicial, dos 10 aos 14 anos : Máxima identificação com o grupo de iguais. Puberdade e início das experiências sexuais. Modificação da imagem corporal. Menor interesse nos pais, amizades do mesmo sexo. Necessidade de privacidade Adaptação às modificações corporais. Etapa média, dos 15 aos 17 anos: Etapa final, dos 17 aos 20 anos: Surgimento de valores e comportamento adulto, reaproximação dos pais. Relacionamento mais afetuoso e íntimo. Busca de estabilidade social e econômica. O acompanhamento da fase da adolescência demanda uma abordagem em que se: ❑ Mantenha o sigilo e a privacidade do adolescente. ❑ Atente para as alterações físicas e puberais. ❑ Avalie globalmente a saúde física e psicossocial. ❑ Dê apoio aos que se afastam do “normal”. ❑ Verifique como estão as interações com a escola, família e seus ‘iguais’. ❑ Identifique comportamentos de risco. SEXUALIDADE A sexualidade manifesta-se no ser humano como um fenômeno biológico, psicológico e social que influencia o seu modo de estar, compreender e viver o mundo como ser sexuado: homem e mulher. É um fenômeno plural que não é e não está dado apenas pela natureza. Sexualidade na adolescência É importante ressaltar que os(as) adolescentes e os(as) jovens têm direito de ter acesso a informações e educação em saúde sexual e saúde reprodutiva e de ter acesso a meios e métodos que os auxiliem a evitar uma gravidez não planejada e prevenir-se contra as doenças sexualmente transmissíveis/HIV-AIDS, respeitando-se a sua liberdade de escolha. A pouca informação nesse aspecto da saúde sexual leva muitos adolescentes a emitirem conceitos distorcidos TABUS ACERCA DA SEXUALIDADE ❑ MASTURBAÇÃO ❑ CULTURA HETERONORMATIVA ❑ GÊNEROS SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA ● Os adolescentes dão início à vida sexual entre os 15 e 16 anos; ● Uma boa assistência à saúde sexual e reprodutiva da adolescente envolve o conhecimento das vivências sexuais nessa fase, as quais ocorrem nos mais diversos formatos: relações homoafetivas, heteroafetivas, ambas, ou diferentes, que podem ser transitórias ou permanentes, conforme o grau de tolerância da sociedade em que a adolescente vive Fatores que favorecem a iniciação sexual precoce Biológico Impulso sexual associado à elevação dos androgênios na adrenarca Psíquicos e emocionais Prova de amor ao parceiro Aumentar a intimidade emocional com o parceiro Pressão do parceiro Baixa autoestima e insegurança Violência sexual (abuso sexual) Ambientais Baixa condição socioeconômica Ser filha de mãe adolescente Falta de monitoramento dos pais Pais separados Pais negligentes Lares conflituosos Conflito dos pais e com os pais Viver com apenas um dos pais Baixo nível escolar Deficiência de políticas públicas de cuidado à saúde sexual do adolescente. Ausência de programas de educação sexual na escola Desconhecimento do adolescente sobre DSTs/SIDA Influência do meio; amigas que iniciaram a vida sexual Falta de emprego, uso de drogas e álcool Estímulo sexual precoce na mídia Fatores de proteção contra a sexarca precoce RELIGIOSIDADE EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA Monitoramento dos pais ASSISTÊNCIA A ADOLESCENTES COM ÊNFASE EM SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA Os serviços de saúde devem oferecer um atendimento integral, antes mesmo do início da vida sexual garantindo: • Atendimento que dê apoio, sem emitir juízo de valor Confidencialidade Privacidade Medidas educativas sobre saúde sexual para a adolescente Esclarecer que o sexo é fonte lícita de prazer para ser vivenciado por meio do autoerotismo ou do compartilhamento com outra pessoa; Esclarecer sobre a anatomia da genitália, medidas higiênicas, tipos de hímen, possibilidade de dor e sangramento na primeira relação e fases da resposta sexual, desejo/excitação, orgasmo; Informar que é importante postergar a relação sexual para os 16 anos ou mais, para prevenir problemas de saúde física e mental para a adolescente; Informar sobre contágio das ISTs/AIDS. O conhecimento sobre essas doenças contribui para postergar a sexarca e reduzir o sexo desprotegido; Intermediar a discussão entre pais e adolescente sobre temas sexuais. DIRETRIZES PARA ABORDAGEM EM SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA NA ADOLESCÊNCIA Prevenir, através de informação e discussão de temas, antes do início da vida sexual ativa - Vincular informação à reflexão Sensibilizar e informar sobre prevenção em IST/AIDS e métodos contraceptivos Associar a prevenção à vida e ao prazer Não doutrinar e sim fazer interlocução Possibilitar a educação entre pares Incluir os adolescentes do sexo masculino nas discussões sobre sexualidade, saúde reprodutiva, contracepção e paternidade futura Participação efetiva dos adolescentes como agentes multiplicadores Agir intersetorialmente Trabalhar em perspectivas de curto, médio e longo prazo ASSISTÊNCIA A ADOLESCENTES EM SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA Pressupõe: Atenção especial às faixas etárias mais precoces (10 a 14 anos), principalmente, quando na região de cobertura se registra aumento da gestação nesta faixa etária; Avaliação integral da (o) adolescente, incluindo avaliação psicossocial; Atendimento para ambos os sexos, atribuindo também responsabilidade aos adolescentes do sexo masculino quanto à concepção e anticoncepção; Os adolescentes devem ser o centro de interesse na entrevista. A presença de pais ou familiares , em algum momento da consulta, deve ser decidida junto com o/a adolescente; ASSISTÊNCIA A ADOLESCENTES EM SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA Pressupõe: Discussão sobre sexualidade e sobre comportamento sexual responsável, direitos e deveres sexuais e reprodutivos; Prevenção de IST/HIV, enfocando sexo seguro e dupla proteção; Reflexão sobre questões de gênero, relações intergeracionais e relações afetivas e sociais Discussão sobre o uso de drogas e violência, principalmente a violência sexual; Incentivar a participação juvenil nas ações educativas e preventivas – protagonismo juvenil É importante considerar que... ❑ 16 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos se tornam mães cada ano; ❑ A gravidez na adolescência é mais comum em meninas pobres e com menos estudos e aquelas que vivem em áreas rurais ; ❑ Apesar doprogresso, a gravidez na adolescência continua aumentando em algumas regiões em desenvolvimento; FATORES MULTICAUSAIS RELACIONADOS À GRAVIDEZ ENTRE ADOLESCENTES Desejo da adolescente Falta de informação Limitado acesso e dificuldades na negociação do uso de preservativos e outros métodos contraceptivos Violência doméstica e de gênero Desagregação familiar CONSEQUÊNCIAS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Maiores riscos para a saúde da mãe por motivos bio-psicossociais; Maiores riscos para a saúde dos bebês: Os bebês de mães adolescentes têm mais probabilidades de morrer, de ter baixo peso ao nascer e sofrer efeitos de doenças a longo prazo. Diante dos desafios e contexto, muitas adolescentes recorrem ao aborto provocado e muitas vezes em condições inseguras A gravidez na adolescência reforça o círculo vicioso da pobreza e a doença: as mães adolescentes em muitos lugares abandonam ou são obrigadas a abandonarem a escola, e são menos propensas que seus parceiros para desenvolver suas habilidades e competências vocacionais. ACOMPANHAMENTO DA GESTANTE ADOLESCENTE Equipe Multidisciplinar; Rotina estabelecida no PN convencional e profilaxia das complicações psicossociais. Reuniões com as adolescentes grávidas, seus parceiros, mães adolescentes quefrequentaram o grupo anteriormente. Nas reuniões: esclarecimento das modificações gravídicas mais comuns, aspectosobstétricos e psicossociais, importância do PN, cuidados que deve ter consigo mesma e como bebê, importância do aleitamento materno e do planejamento reprodutivo. Refletir sobre temas: família, prevenção de recidiva de gravidez indesejada ou nãointencional, incentivo à retomada ou continuidade de seus estudos, valorização da autoestima. SEGUIMENTO PÓS-NATAL DA MÃE ADOLESCENTE A 1ª consulta da mãe e de seu filho deve ser o mais precoce possível; nasemana seguinte à alta; Nesse atendimento, também avalia-se a maturidade da jovem, dando-lheapoio e segurança, valorizando sua capacidade de ser boa mãe, apesar dapouca idade, enfatizando a importância do aleitamento materno exclusivo edo planejamento reprodutivo; Orientação sobre a possibilidade de ocorrer outra gravidez, apesar de estarem amamentando, e orientação sobre método anticoncepcional seguro; Incentivo à importância da presença do parceiro nas consultas e nas açõeseducativas. REFERÊNCIAS ● BRASIL. Organização Pan-Americana da Saúde. Ministério da Saúde. Saúde e sexualidade de adolescentes. Construindo equidade no SUS. Brasília, DF: OPAS, MS, 2017. ● MAROLA, Caroline Andreia Garrido; SANCHES, Carolina Silva Munhoz; CARDOSO, Lucila Moraes. Formação de conceitos em sexualidade na adolescência e suas influências. Psicol. educ., São Paulo , n. 33, p. 95-118, dez. 2011 . Slide 1: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA Slide 2: Algumas considerações sobre a adolescência Slide 3: Algumas considerações sobre adolescência Slide 4: Fases da adolescência Slide 5: O acompanhamento da fase da adolescência demanda uma abordagem em que se: Slide 6: SEXUALIDADE Slide 7: Sexualidade na adolescência Slide 8: TABUS ACERCA DA SEXUALIDADE Slide 9: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA Slide 10: Fatores que favorecem a iniciação sexual precoce Slide 11: Fatores de proteção contra a sexarca precoce Slide 12: ASSISTÊNCIA A ADOLESCENTES COM ÊNFASE EM SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA Slide 13: Medidas educativas sobre saúde sexual para a adolescente Slide 14: DIRETRIZES PARA ABORDAGEM EM SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA NA ADOLESCÊNCIA Slide 15: ASSISTÊNCIA A ADOLESCENTES EM SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA Slide 16: ASSISTÊNCIA A ADOLESCENTES EM SAÚDE SEXUAL E SAÚDE REPRODUTIVA Slide 17: É importante considerar que... Slide 18: FATORES MULTICAUSAIS RELACIONADOS À GRAVIDEZ ENTRE ADOLESCENTES Slide 19: CONSEQUÊNCIAS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Slide 20: ACOMPANHAMENTO DA GESTANTE ADOLESCENTE Slide 21: SEGUIMENTO PÓS-NATAL DA MÃE ADOLESCENTE Slide 22: REFERÊNCIAS