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(
GRADUAÇÃO
 
CURSO
 
DE
 
PSICOLOGIA
Técnicas Projetivas e Expressivas
 Profª
 
Esp.
 
Maria
 
Aparecida
 
da
 
Silva
)
1
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 
EXPRESSIVAS
HTP
 
(HOUSE-TREE-
PERSON)
Teste
 
do
 
Desenho
 
da
 
CASA-ÁRVORE-
PESSOA
O
 
Teste
 
HTP
 
é
 
um
 
instrumento
 
de
 
avaliação
 
psicológica
 
de
 
uso
 
exclusivo da categoria profissional dos psicólogos e somente por eles pode ser adquirido,
 
aplicado
 
e
 
corrigido
 
(Lei
 
Federal
 
4.119/62).
 
Esse
 
material
 
tem fins exclusivamente acadêmicos e 
não pode ser compartilhado
, seja parcial ou totalmente.
)
2
 (
10
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Desenho:
Uma
 
das formas
 
mais
 
antigas
 
de
 
comunicação.
A partir do século XX passou a ser usado como técnica para investigar habilidades cognitivas
 
e
 
características
 
emocionais
 
e
 
da
 
personalidade.
É uma forma de manifestação dos aspectos inconscientes da 
personalidade.
Ao
 
realizar
 
o
 
sujeito
 
expõe
 
seu
 
mundo
 
interno
 
(fantasias,
 
desejos,
impulsos,
 
medos,
 
ansiedades
 
e
 
conflitos).
O sujeito utiliza do repertório de imagens e vivências registradas em sua experiência
 
e revela as maneiras que desenvolveu para lidar com as situações de vida.
O estímulo propicia a representação dos sentimentos e das características de personalidade.
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
3
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
)
4
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
House-Tree-Person
 
Test
 
(HTP)
 
–
 
conhecido
 
no
 
Brasil
 
como Teste do Desenho da Casa-Árvore-Pessoa.
Criado
 
por
 
John
 
N.
 
Buck
 
em
 
1948.
Técnica
 
expressiva
 
e
 
projetiva
 
para
 
avaliação
 
da
 
personalidade.
Visa
 
obter
 
informações
 
acerca
 
da
 
sensibilidade,
 
da
 
maturidade e da integração da personalidade
 
do indivíduo,
 
bem como sua forma de interagir com as outras pessoas e com o ambiente.
O
 
HTP
 
tem
 
poucos
 
relatos
 
sobre
 
sua
 
história.
Os
 
estudos
 
sobre
 
o
 
HTP
 
são
 
escassos
 
na
 
literatura,
 
e
 
sobre
suas
 
propriedades
 
psicométricas.
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
5
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
População:
Destinado
 
a
 
indivíduos
 
a
 
partir
 
de
 
8
 
anos de
 
idade.
É
 
mais
 
comumente aplicado
 
em
 
crianças.
Duração:
média de 30 a 90 minutos (depende do número de fases realizadas), mas não há um limite de tempo.
Ambiente:
Sala
 
silenciosa e
 
sem
 
distrações,
 
preferencialmente
 
com
 
uma
 
mesa.
Usuários
 
do
 
teste:
Devem ter sido treinados e supervisionados na aplicação individual de instrumentos clínicos para crianças e adultos.
(Buck,2009)
)
6
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Aplicação
 
em
 
4
 
fases:
Não
 
verbal
 
–
 
desenho
 
à
 
mão
 
livre
 
acromático
 
da
 
casa,
 
árvore
 
e
pessoa
 
(opcional
 
o
 
desenho
 
da
 
pessoa
 
do
 
sexo
 
oposto).
Inquérito
 
estruturado
 
de
 
cada
 
desenho
 
acromático.
Desenho
 
à
 
mão
 
livre,
 
cromático
 
(com
 
gizes
 
de
 
cera)
 
da
 
casa,
 
árvore e pessoa (talvez também do sexo oposto).
Inquérito
 
estruturado
 
de
 
cada
 
desenho
 
cromático.
(Buck, 
2009)
)
7
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Materiais:
Acromático
 
–
 
3
 
folhas
 
de
 
papel
 
sulfite
 
branco
 
(A4
 
ou
 
ofício),
 
vários
 
lápis
pretos
 
nº
 
2,
 
borracha
 
macia
 
e
 
apontador.
Cromático – 3 folhas de papel sulfite branco (A4 ou ofício), borracha e apontador,
 
giz
 
de
 
cera
 
(pelo
 
menos
 
8
 
cores
 
de
 
crayons:
 
vermelho,
 
verde, amarelo, azul, marrom, preto, roxo e laranja).
Protocolo
 
de
 
interpretação
 
(preferencialmente
 
um
 
para
 
fase
 
acromática
 
e outro para a fase cromática): nele está uma Lista de Conceitos Interpretativos comuns para cada desenho. Consiste em um material auxiliar de fácil consulta.
Relógio
 
ou
 
cronômetro
 
–
 
para
 
anotar
 
tempo
 
de
 
latência
 
e
 total.
(Buck, 
2009)
)
8
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Administração
 
propriamente
 
dita:
Preencher
 
o
 
protocolo
 
com
 
informações
 
pessoais
 
do
 
cliente
 
e
 
seguir
 
as instruções do manual.
Comportamento
 
do
 
examinador:
O
 
examinador
 
não
 
demonstra
 
surpresa
 
ou
 
choque
 
diante
 
das
 
reações
 
ou verbalizações
 
do
 
examinando,
 
procurando
 
manter
 
a
 
postura
 
mais
 
neutra possível.
 
O
 
examinador
 
poderá
 
dizer
 
palavras
 
de
 
estímulo
 
se
 
sentir
 
que
 
é necessário, sem alterar as instruções específicas do teste.
Posição
 
do
 
papel:
Casa:
 
horizontal
Árvore:
 
vertical
Pessoa:
 
vertical
(Buck, 
2009)
)
9
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Critérios
 
a
 
serem
 
considerados
 
para
 
aplicação
 
do
 HTP:
Adequado
 
conhecimento
 
técnico
 
e
 
teórico
 
do
 
aplicador,
 
sobretudo no que se refere às técnicas projetivas;
Ambiente
 
facilitador
 
para
 
a
 
aplicação;
Adequada
 
administração
 
do
 
rapport;
Aplicação
 
individual.
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
10
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Primeira
 
fase:
Propõe-se a realização de três desenhos sequenciais (uma casa, uma árvore e uma pessoa).
Devem
 
ser
 
desenhados à mão
 
livre,
 
em folhas separadas, utilizando papel A4, lápis preto nº 2 e borracha.
Pode
 
solicitar
 
um
 
desenho
 
adicional
 
de
 
uma pessoa
 
do sexo oposto ao já desenhado.
Essa fase é não verbal, criativa e quase completamente não 
estruturada.
(Buck, 
2009)
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
11
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Segunda
 
fase:
Conduzir um inquérito na perspectiva de explorar as características e as descrições de cada um dos desenhos.
Essa fase é verbal, aperceptiva e mais formalmente estruturada, tendo uma lista de perguntas que devem ser 
realizadas.
Podem ser feitas perguntas adicionais que não constem no protocolo para clarificar as respostas do sujeito e tornar o entendimento dos desenhos mais completo.
É importante que as perguntas sejam realizadas após a conclusão de todos os desenhos, tendo em vista que
 
podem influenciar o examinando.
(Buck, 
2009)
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
12
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Terceira
 
e
 
quarta
 
fase:
Aplicar
 
a
 
versão
 
cromática
 
(facultativa).
São
 
realizados
 
os
 
mesmos
 
procedimentos
 
solicitando
 
mais
três
 
(ou
 
quatro)
 
desenhos
 
sequenciais
 
e
 
coloridos.
Fornecer
 
ao
 
menos
 
oito
 
cores
 
de
 
giz
 
de
 
cera
 
(vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, violeta, marrom e preto).
Para
 
o
 
inquérito
 
da
 
versão
 
cromática
 
fazer
 
perguntas
 
específicas, destacadas com um asterisco no protocolo.
Alguns
 
autores
 
apontam
 
que
 
os
 
desenhos
 
cromáticos
 
atingem camadas mais profundas da personalidade.
(Buck, 
2009)
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
13
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Durante
 
a
 
aplicação
 
do
 
HTP:
Caso o individuo demonstre preocupação em relação à sua capacidade
 
para desenhar, enfatize que o H-T-P não é um teste de habilidades artísticas e que o desenho deve ser, apenas, fruto de seu maior esforço.
Comece a cronometrar assim que tiver terminado de dar as instruções e considerar que o individuo entende bem a tarefa.
Enquanto
 
o
 
desenho
 
estiver
 
sendo
 
completado, 
anote:
A latência inicial (intervalo de tempo entre o final das instruções e o cliente
 
realmente começar o desenho);
Ordem
 
dos
 
detalhes
 desenhados;
Duração
 
das
 
pausas
 
e
 
detalhe
 
específico
 
desenhado
 
quando
 
a
 
pausa
 
ocorrer;
Qualquer verbalização espontânea ou demonstração de emoção e o detalhe que estiver sendo desenhado quando essas ocorrerem;
O
 
tempo
 
total
 
utilizado
 
para
 
completar
 
o
 
desenho.
Esse
 
material
 
é
 
anotado
 
como
 
Observações
 
Gerais
 
na
página
 
1
 
do
 
Protocolo
 
de
 
Interpretação.
)
14
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Desenho
 
da
 
casa:
Entregar
 
somente
 
a
 
folha
 
de
 
desenho
 
da
 
casa
 
na
 
horizontal com a palavra “casa” no topo e solicitar que faça este desenho a mão livre.
Instrução: 
“Eu quero que você desenhe uma 
casa
. Você
 pode desenhar o tipo de 
casa 
quequiser. Faça o melhor que puder. Você pode apagar o quanto quiser e pode levar o tempo que precisar, Apenas faça o melhor possível.”
(Buck,
 
2009)
)
15
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Desenho
 
da
 
árvore:
Recolher a folha do desenho anterior e aguardar, e somente a folha relativa à árvore deve ser apresentada na vertical, também com a palavra “árvore” centralizada no topo. Repetir de modo semelhante os procedimentos da casa.
Desenho
 
da 
pessoa:
A folha relativa à pessoa deve ser apresentada na vertical, também com a palavra “pessoa” centralizada no topo. Repetir de modo semelhante os procedimentos do desenho da casa.
Desenho da pessoa do sexo oposto (ao desenhado 
anteriormente):

 
Desenho opcional (irá aumentar de 10 a 15 minutos a duração da sessão do H-T-P. Repetir os mesmos procedimentos utilizados para o desenho da pessoa.
)
16
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Interpretação do HTP é realizada por informações obtidas por uma tríade de fontes:
Elementos
 
gráficos
 
produzidos
 
pelo
 
indivíduo
 
(desenhos);
Conteúdo
 
verbal
 
(oriundo
 
do
 
inquérito);
Observação
 
(comportamento
 
do
 
indivíduo
 
ao
 
longo
 
da
 
aplicação).
O protocolo oferece uma lista de conceitos interpretativos para cada desenho, associados a possíveis características psicopatológicas da personalidade.
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
17
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Interpretação
 
do
 
HTP –
 
critérios
 
de
 
avaliação
 
dos
 
desenhos:
Aspectos
 
gerais
 
do
 
desenho
 
(atitude;
 
tempo;
 
latência
 
e
 
pausas; capacidade crítica e rasuras; comentários);
Proporção
 
(tamanho
 
do
 
desenho
 
em
 
relação
 
à
 
folha
 
e
 
dos
 
itens
em
 
relação
 
ao
 
desenho);
Perspectiva
 
(localização
 
e
 
posição
 
na
 
página,
 
uso
 
de
 
margens, transparências e movimentos);
Detalhes
 
(presença,
 
ausência,
 
ênfase,
 
dimensão
 
e
 
caraterísticas dos detalhes);
Uso
 
adequado
 
de
 
cores
 
(este
 
último,
 
analisado
 
quando
 
é
proposta
 
a
 
aplicação
 
dos
 
desenhos
 
cromáticos).
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
18
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Proposta
 
do
 
HTP
 
aprovada
 
pelo
 
Sistema
 
de
 
Avaliação
 
dos Testes Psicológicos (SATEPSI):
Sugere
 
avaliação
 
menos
 
detalhada
 
e
 
mais
 
global
 
do
 
desenho.
Dessa
 
forma
 
evita-se
 
interpretações
 
pouco
 
consistentes
 
baseadas
 
na análise do item.
Nenhum
 
item
 
sozinho
 
define
 
qualquer força
 
ou
 
fraqueza
 
do
 
sujeito
 
e poucos itens tem um único significado, por isso nenhum deles pode ser visto isoladamente.
A análise global dos elementos dos desenhos tem-se apresentado apropriada para a compreensão dos aspectos psicopatológicos e das características
 
gerais
 
da
 
personalidade,
 
sobretudo
 
quando
 
comparada às análises de itens específicos dos desenhos.
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
19
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Propriedades
 
psicométricas
 
do
 
instrumento:
No
 
manual
 
há
 
a
 
identificação
 
de
 
“referências
 
complementares
sobre
 
o
 
HTP
 
no
 
Brasil”
 
com
 
relação
 
de
 
trabalhos
 
realizados.
O
 
instrumento
 
não
 
contém
 
estudos
 
de
 
validade,
 
precisão
 
e normatização para a população brasileira.
Foram
 
identificados
 
dois
 
estudos
 
que
 
abordam
 
as
 
propriedades psicométricas do instrumento.
Técnica
 
bastante
 
utilizada
 
no
 
Brasil,
 
porém
 
apresenta
 
limitações
em
 
suas
 
características
 
psicométricas.
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
20
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Interpretação
Atribuição
 
dos
 
significados
 
cabíveis;
De
 
acordo
 
com
 
o
 
tema
 
proposto
 
para
 
o
 
desenho;
Pode-se
 
levar
 
em
 
conta
 
o
 
significado
 
funcional
 
das
 
várias
 
partes
 envolvidas;
Partindo-se
 
de
 
uma
 
análise
 
fenomenológica
 
para
 
uma
 
abordagem
 
simbólica em maior ou menor grau;
Traço
 
gráfico
 
isolado
 
nada
 
significa,
 
deve
 
ser
 
considerado
 
em
 
conexão
 
com
os
 
demais
 
e
 
no
 
contexto
 
geral
 
do
 
desenho;
Impressão
 
global
 
que
 
o
 
produto
 
gráfico
 
pode
 
provocar,
 
dando
 
as coordenadas para a
 
integração dos aspectos mais significativos.
(Borsa,
 
Lins
 
e
 
Cardoso,
 
2018)
)
21
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Folha
 
de
 papel
O
 
ambiente
Linhas
 
básicas
da
 
interpretação
Desenho
O
 individuo
)
22
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Observações
 
Gerais
Atitude:
 
aceitação
 
ou
 
rejeição
 
(a
 
recusa
 
em
 
desenhar
 
pode
 
expressar
 
uma autocrítica profunda);
Capacidade
 
crítica
 
e
 
rasuras
 
=
 
conflito;
Comentários
 
espontâneos:
 
insegurança,
 
tentativa
 
de
 
estruturar
 
a
 
situação; comentário excessivo = preocupação (observar qual parte do desenho se 
refere);
Tempo:
 
rapidez
 
incomum
 
=
 
se
 
livrar
 
de
 
uma
 
tarefa
 
desagradável;
 
tempo excessivo = relutância ou conflito;
Pausa:
 
atentar-se
 
para
 
a
 
duração
 
das
 
pausas
 
e
 
a
 
figura
 
ou
 
partes dela
 
que estiver sendo desenhada já que essa pode representar a origem de um 
conflito;
Latência inicial (intervalo de tempo entre o final das instruções e
 
início do
 
desenho):
 
maior
 
de
 
30
 
segundos
 
= conflito / psicopatia.
(Buck, 
2009)
)
23
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Interpretação
 
dos
 
aspectos
 
expressivos
A
 
folha
 
de
 
papel
 
é
 
considerada
 
com
 
ambiente
 
delimitado
 
pelas
 
bordas, que significa o ambiente psicossocial.
A
 
maneira
 
como
 
maneja
 
a
 
folha
 
terá
 
significado
 
próprio.
 
Isto
 
é,
 
se
 
ele foca
 
virando
 
a
 
folha
 
e
 
não
 
sabe
 
como
 
começar,
 
significa
 
que
 
não
 
está bem posicionado com o meio ambiente.
Em
 
geral,
 
as
 
crianças
 
fazem
 
todos
 
os
 
desenhos
 
na
 
horizontal
 
e
 
os
 
adultos fazem a casa na horizontal e os demais na vertical.
A
 
execução
 
do
 
desenho,
 
de
 
modo
 
geral,
 
representa
 
o
 
mundo
 
exterior e, os desenhos, seriam a forma pela qual nos expressamos no mundo.
(Buck, 
2009)
)
24
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
LOCALIZAÇÃO
 
DO
 
DESENHO
 
NA
 
PÁGINA
Significado
 
geral:
O
 
lugar
 
onde
 
o
 
sujeito
 
coloca
 
seu
 
desenho
 
revela
 
muito
 
de
 
sua
 
orientação geral no
 
ambiente e consigo próprio.
Folha
 
=
 
campo
 
vital
Esse
 
campo
 
está
 
orientado
 
no
 
tempo
 
e
 
no
 
espaço
:
TEMPO
:
 
passado,
 
presente,
 futuro
ESPAÇO
:
 
quadrantes
 
I,
 
II,
 
III
 
e
 
IV
)
25
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
LOCALIZAÇÃO
 
DO
 
DESENHO
 
NA
 
PÁGINA
TEMPO
ESPAÇO
IV
I
III
II
passado
futuro
quadrantes
presente
)
26
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Perspectiva
O
 
planejamento
 
do espaço
 
no desenho indica
 
capacidade
 
de
 
compreender e
 
reagir
com
 
sucesso
 
aos
 
aspectos
 
mais
 
complexos,
 
e
 
exigentes
 
da
 vida.
A
 
localização
 
horizontal
 
para
 
a
 
esquerda
 
do
 
desenho
 
indica
 
maior
 
probabilidade
 
de comportar-se impulsivamente, buscando satisfação imediata de necessidades, preocupação com o passado e forte interesse em si mesmo.
Quanto
 
mais
 
a
 
direita o
 
desenho,
 
maior
 
a
 
probabilidade
 
de
 
estabilidade
 
e
 
controle
 
de impulsos, além de preocupação com o futuro.
Em
 
relação
 
a
 
localização
 
vertical
 
da
 
página,
 
quanto
 
mais
 
abaixo
 
do
 
ponto
 
médio
 
da
folha,
 
maiores
 
chances
 
do
 
individuo
 
sentir-se
 
inseguro
 
e
 
inadequado.
Quanto
 
mais
 
acima
 
do
 
ponto
 
médio,
 
maior
 
a
 
probabilidade
 
de
 
lutar
 
por
 
objetivos inatingíveis e buscar satisfação na fantasia.
A
 
seguir
 
quadro
 
com
 
informações
 
sobre
 
o
 
uso
 
de
 
diferentes
 
perspectivas,
 
ou
 
partes da folha ou maneiras diversas de representação do desenho.
(Resende,
 
2019)
)
27
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
IV
Área
 
das
 
lembranças:
Área dos 
projetos
:
I
Passividade,
 
atitude
 
de 
expectativa
Previsão,
 
planejamento para
 
o
diante da vida, inibição, reserva,
futuro,
 
contato
 
ativo
 
com
 
a 
nostalgia, desejo de retornar ao
realidade.
passado
 
e/ou
 
permanecer
 
absorto
em
 
fantasia.III
II
Área
 
dos
 
conflitos
:
Área
 
das
 
necessidades
:
Regressão,
 
conflitos,
 
fixação
 
em
estágios
 
mais
 
primitivos.
Impulsividade,
 
teimosia,
predominância
 
de
 
desejos
instintivos
 
(é
 
pouco 
usado).
)
28
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
IV
I
III
II
Desenho
 
na
 
metade
 
superior
(área
 
entre
 
IV
 
e
 
I):
Tendência
 
a
 
buscar
 
satisfação
 
na fantasia
 
ou
 
na
 
intelectualizacão.
Busca por objetivos 
possivelmente inatingíveis.
Tendência a
 
manter-se
 
distante
 
e
inacessível.
)
29
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
IV
I
Desenho
 
na
 
metade
 
inferior
(área
 
entre
 
II
 
e
 
III):
III
II




Orientação
 
para
 
o
 
concreto,
 preso
à
 realidade.
Humor
 
mais
 
deprimido.
Quanto mais em baixo maior a insegurança e o sentimento de 
inadequação.
Desenhos que ultrapassam a margem inferior da folha tendem a se sentir esmagadoramente oprimidos, angustiados.
)
30
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
IV
I
III
II
Desenho
 
na
 
metade
 
direita
 
(área
entre
 
I
 
e
 II):

 
Comportamento
 
mais
 
controlável
 
e 
estável.
Satisfação
 
em
 
aspectos
 
intelectuais.
Preocupação
 
maior
 
com
 
o
 
futuro
 
e
 
com as pessoas que estão ao seu lado.
Quanto mais para a direita maior a propensão
 
para
 
adiar
 
suas
 
satisfações
 
e controlar rigidamente o 
comportamento.
)
31
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
IV
I
Desenho
 
na
 
metade
 
esquerda
(área
 
entre
 
III
 
e
 
IV):

 
Tendência
 
à
 
impulsividade.
III
II



Busca
 
de
 
satisfação
 
imediata
 
de
suas necessidades. Preocupação
 
com
 
o
 
passado. Interesse em si mesmo.
)
32
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Localização
 
Central
:

 
Se o desenho é muito centralizado há uma
 
tendência
 
à
 
rigidez
 
e
 
inflexibilidade para compensar suas ansiedades e 
insegurança.
)
33
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Rotação
 
da
 
posição
 
da
 
página
Ou seja realizar o desenho com a folha numa posição diferente ao modo
 
como
 
lhe
 
foi
 
entregue,
 
por
 
exemplo,
 
colocar
 
a
 
folha
 
na
 
vertical para desenhar a casa.
Indica
 
tendências
 
agressivas
 
e/ou
 
negativistas,
 
comportamento
 
mais comum em pessoas oposicionistas, predispostas a guardar ressentimento em relação às pessoas e tornar-se hostil.
)
34
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Uso
 
da
 
margem
 
da
 
folha
 
(desenhos
 
congente
 
às
 
margens)
Está relacionado ao uso desviante de qualquer uma das margens, representando a
 
amputação
 
de
 
parte
 
do
 
desenho
 
devido
 
a
 
relutância em desenhar, devido a associações desagradáveis, ou medo de ações independentes e necessidade de apoio.
Desenho
 
cortado
 
na
 
base
 
da
 
página:
 
repressão
 
(para
 
manter
 
a
 
integridade da personalidade), forte potencial para ações explosivas.
Desenho
 
cortado
 
na
 
margem
 
esquerda:
 
fixação
 
no
 
passado
 
e
 
medo
 
do 
futuro.
Desenho
 
cortado na
 
margem
 
direita:
 
desejo
 
de
 
escapar
 
para
 
o
 
futuro.
Desenho
 
na
 
borda do
 
papel
 (parte do
 
desenho
 
toca
 
a
 
margem,
 
mas
 
não parece se estender para além dela:
Uso
 
da
 
margem
 
superior:
 
fixação
 
no
 
pensamento
 
e
 
na
 
fantasia
 
como
 
fonte de satisfação.
Uso
 
da
 
margem
 
inferior:
 
depressão
 
e
 
tendência
 
a comportar-se
 
de
maneira
 
a
 
concreta
 
e
 
desprovida
 
de
 
imaginação.
)
35
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Relação
 
com
 
o
 
observador e
 
Posição
Os
 
desenhos
 
são
 
usualmente
 
representado como
 
se
 
estivessem
 
no
 
mesmo nível do
 
observador. Os desvios podem ser quando são desenhados como vistos de cima ou de baixo.
Visão
 
de
 
pássaro
 
(desenho
 
visto
 
de
 
cima):
 
rejeição
 
e
 
distanciamento
 
da situação, com sentimento compensatório de superioridade.
Visão
 
de
 
minhoca
 
(desenho
 
visto
 
de
 
baixo):
 
sensação
 
de
 
rejeição,
 
perda 
de
valor,
 
baixa
 
autoestima
 
e
 
inferioridade.
A distância aparente em relação ao observador
 (normalmente sugerida pelo
 
tamanho
 
muito
 
pequeno
 
do
 
desenho,
 
localização
 
do
 
desenho
 
no
 
alto de uma colina ou em um vale profundo, ou por grande número de detalhes localizados entre o observador e o objeto desenhada) – forte necessidade de manter-se afastado e inacessível.
)
36
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Posição
 
do
 
desenho
Os
 
desenhos
 
geralmente
 
estão
 
de
 
frente
 
para
 
o
 
observador,
 
mas
 
com
 
uma sugestão
 
de
 
profundidade ou,
 
alternativamente,
 
são
 
desenhados
 
em
 
perfis 
parciais.
Ausência
 
de
 
qualquer
 
sugestão
 
de
 
profundidade:
 estilo
 
rígido,
 
inflexível
 
e intransigente para não se desorganizar e compensar sentimentos de inadequação e de insegurança.
Perfil
 
completo,
 
sem
 
sugestão
 
de
 
que
 
existe
 
um
 
outro
 
lado:
 
fortes
 
tendências oposicionistas e de afastamento. Mais frequentemente produzidos por pessoas desconfiadas e que experienciam estados paranoicos.
Considerando
 
a
 
linha de
 
solo:
Desenhada
 
como
 
uma
 
colina:
 
pode
 
representar
 
sentimentos
 
de
 
isolamento,
 
dependência
ou
 
de
 
exposição,
 
ou
 
de
 
exibicionismo
 
(analisar
 
de
 
acordo
 
com
 
o
 caso).
Inclinada
 
para
 
baixo
 
e
 
para
 
a
 
direita:
 
a
 
pessoa
 
pode
 
sentir
 
que
 
o
 
futuro
 
é
 
incerto e talvez perigoso.
)
37
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Transparências:
Indica
 
falha
 
grave
 
na
 
função
 
crítica,
 
com
 
tendência
 
a
 
realizar
 
interpretações equivocadas da realidade, com percepções errôneas de si mesmo e das ações dos outros.
Aponta
 
perda
 
de
 
contato
 
com
 
a
 
realidade, o
 
que
 
é
 
típico
 
em
 
pessoas
 
mais 
desajustadas.
Em
 
pessoas
 
relativamente
 
adaptadas
 
ou
 
sem
 
qualquer
 
indício
 
de
 
deficiência mental, a transparência pode indicar eventuais falhas ao reconhecer os limites do comportamento adequado em algumas situações.
O
 
significado patológico
 
pode
 
ser
 
avaliado pelo seu
 
número e
 
gravidade.
)
38
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Movimento
–
 
A interpretação envolve a intensidade ou a violência do movimento, o prazer ou desprazer envolvidos no movimento e o grau em que o movimento
 
é
 
voluntário
 
(pessoa
 
em
 
movimento,
 
forças
 
devastadoras da natureza como furacão, ventanias, tsunami).
)
39
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Consistência
Espera-se que a qualidade geral de cada desenho seja semelhante. O significado
 
da
 
variação
 
na
 
qualidade do
 
desenho
 
depende
 
dos
 
detalhes desviantes e da magnitude da variação entre os desenhos ou entre os detalhes dos desenhos.
Deterioração
 
progressiva
 
da
 
casa
 
para
 
a
 
árvore
 
e
 
para
 
a
 
pessoa:
 geralmente acompanha cansaço ou negativismo crescente.
Melhora
 
na
 
qualidade da
 
casa
 
para
 
a
 
árvore
 
e
 
para
 
a
 
pessoa:
 
medo
 
inicial ou dificuldade de adaptação às situações novas ou desafiadoras. Essa melhora pode ocorrer inclusive dos desenhos acromáticos e persistir o aprimoramento até o último desenho da fase cromática.
)
40
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
Os detalhes em geral são divididos em essenciais, não essenciais, irrelevantes e bizarros. Dentre os aspectos dos detalhes é importante se atentar
 
para
 
a
 
dimensão,
 
sombreamento,
 
sequência,
 
ênfase
 
e
 
qualidade da linha. Os detalhes podem ser considerados como um índice de reconhecimento, de interesse e de reação aos elementos da vida diária.
Detalhes
 
Essenciais:
 mesmo
 
a
 
ausência
 
de
 
apenas
 
um
 
detalhe
 
essencial
 
deve ser vista como séria. Quanto mais detalhes essenciais estiverem faltando e mais desenhos estiverem envolvidos, maiores são as implicações
 
patológicas.
 
Na
 
casa
 
espera-se
 
uma
 
parede,
 
telhado, porta,
 
janela.
 
Na
 
árvore espera-se o tronco e um galho. Na pessoa, a cabeça, tronco, braços, pernas, traços faciais.
Uso
 
mínimo
 
(ou
 
abaixo
 
da
 
média):
 
particularmente
 
na
 
casa
 
e
 
árvore –
 
retraimento e/ou conflito na área representada ou simbolizada pelo
 
detalhe/desenho associado. Comum em indivíduosretardados, com
 
lesão cerebral, indivíduos retraídos ou deprimidos.
Uso excessivo: 
preocupação exagerada com o que pode ser representado
ou
 
simbolizado pelo detalhe em questão.
)
41
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
Detalhes
 
Não
 
Essenciais:
 na
 
casa
 
seria cortina,
 
calhas,
 
venezianas;
 
na árvore poderia ser
 
casca,
 
folhas soltas, frutas; na
 
pessoa
 
poderia ser detalhes da roupa.
Uso
 
limitado:
 
bom
 
contato
 
com
 
a
 
realidade
 
e
 
uma
 
interação
 
sensível,
 
provavelmente
 
bem
 
equilibrada com o ambiente.
Uso excessivo:
 
preocupação exagerada com o ambiente ou com a área simbolizada ou
 
representada
 
pelos
 
detalhes
 
usados
 
ou
 
por
 
suas
 
associações.
 
Os
 
obsessivo-compulsivos
 
tendem a desenhar um maior número de detalhes deste tipo.
Detalhes
 
irrelevantes
Usados de forma limitada: 
insegurança básica moderada ou uma necessidade de
 
estruturação
 
da
 
situação
 
de
 
maneira
 
mais
 
segura.
 
Arbustos
 
desenhados
 
próximo
 
à
 
casa;
 
pássaros em árvore ou no céu; animal de estimação com a pessoa.
Usados
 
excessivamente:
 
ansiedade
 
“flutuante
 
livre”
 
existente
 
ou
 
potencial
 
na
 
área
 
simbolizada pelo detalhe. Pode indicar forte necessidade de afastamento,
 
especialmente se tendem a suplantar o tema principal do desenho.
Nuvens
, por exemplo, representam uma ansiedade generalizada em
relação
 
ao objeto desenhado.
)
42
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
Detalhes
 
irrelevantes
Pessoas em estado maníaco: 
geralmente desenham grande número de detalhes
 
irrelevantes
 
e,
 
frequentemente,
 
incluem
 
palavras,
 
comentários
 
e
 
títulos.
 
Quanto
 
melhor
 
esses detalhes estiverem organizados e quanto mais próximos estiverem do objeto do
 
desenho, maior a probabilidade de que a ansiedade esteja bem canalizada e bem
 
controlada. Quanto
 
mais exagerar o objeto do desenho, maior a indicação de potencial
 
para
 
patologia.
Sol:
 
parece representam
 
a
 
figura
 
de
 
maior
 
autoridade
 
ou
 
de
 
maior
 
“valência”
 
emocional
dentro
 
do
 
ambiente
 
do
 
individuo,
 
especialmente
 
quando
 
o
 
sol
 
for
 
muito
 
grande.
Detalhes
 
bizarros:
 
contato
 
com
 
a
 
realidade
 
gravemente
 
comprometido
 
e indícios de psicopatologia. Exemplos: pernas sustentando uma casa ou traços faciais desenhados no sol.
Dimensão
 
do
 
detalhe:
 
uni
 
e
 
bidimensionais
 
tendem
 
a
 
indicar
 
baixa
capacidade
 
mental
 
ou
 
lesão
 
cerebral.
 
Exceção:
 
“figura
 
palito
da
 
árvore
 
ou
 
da
 
pessoa.
)
43
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
Sombreamento
 
do
 
detalhe
Saudáveis:
 
produzidos
 
de
 
forma
 
rápida,
 
leve
 
e
 
com
 
poucos
 
rabiscos
 
casuais,
 
envolvem
 
abstração e certa quantidade de sensibilidade ao ambiente. O individuo não volta a
 
sombrear ou a reforçar.
Patologia:
 
sombreado
 
produzido
 
lentamente
 
com
 
atenção
 
e
 
força
 
excessivas
 
ou
 
sem
 
respeitar os contornos; indicam ansiedade e conflito.
Sequência do
 
detalhe:
 qualquer desvio
 
em
 
relação à
 
sequência do
 
desenho indica
 
patologia
 
potencial. Espera-se
 
na
 
casa
 
que
 
se
 
inicie com
 
o
 
telhado
 
ou com a linha de solo, somente depois a parede, porta e janela. Na árvore seria o
 
tronco, galho
 
e copa
 
ou
 
copa,
 
galhos e
 
tronco. Na pessoa,
 
espera-se que inicie com a cabeça e detalhes faciais.
Desvios: 
ordem de apresentação pouco comum, retorno compulsivo para algo que foi
 
previamente
 
desenhado,
 
apagar
 
e
 
redesenhar
 
algo
 
previamente
 
desenhado
 
ou
 
repetição
 
de um detalhe.
Regra:
 
não
 
se
 
retorna aos
 
detalhes
 
que
 
já
 
foram completados.
 
São vários
 
detalhes
 
parecidos
 
forem
 
desenhados
 
–
 
como
 
uma
 
série
 
de
 
janelas
 
–
 
eles
 
serão finalizados antes que outro tipo de detalhe seja introduzidos.
)
44
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
Ênfase no detalhe:
 ansiedade ou conflito relacionados ao detalhe em questão,
 
que
 
muitas
 
vezes
 
a
 
pessoa
 
expressa
 
por
 
meio
 
de
 
comentários
 
ou por meio de omissões no desenho.
Comentários
 
ou
 
expressões emocionais
 
claras,
 
sequencias
 
pouco
 
comuns
 
em
 
volta
 
daquele
 
detalhe,
 
excesso
 
de
 
rasuras,
 
lentidão
 
ao
 
desenhar
 
o
 
detalhe,
 
combinações
 
bizarras e por lesões desenhadas (cicatrizes por exemplo).
Omissão
 
ou
 
não
 
completamento
 
de
 
um
 
detalhe
 
ou
 
a
 
recusa
 
em
 
comentar
 
sobre
 
ele
 
também pode ser interpretadas como ênfase naquele detalhe.
)
45
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Qualidade
 
da
 
linha
Uma pessoa média tem pouca dificuldade para desenhar linhas relativamente
 
retas.
 
Os
 
ângulos
 
são
 
geralmente
 
bem
 
definidos
 
e
 
as
 
linhas curvas fluem livremente e de modo controlado. Em geral a Casa requer apenas linhas retas; a Pessoa
 
necessita de
 
muitas linhas curvas; a
 
Árvore requer uma combinação de ambas. Variações para o desenho todo: indicadoras de patologia. Linhas rabiscadas: deterioração orgânica.
Falhas
 
na
 
coordenação
 
motora:
 
desajustamento
 
funcional
 
da
 
personalidade ou desordem do SNC.
Traçados extremamente leves:
 quando usados em todo o desenho aponta para
 
sentimento
 
de
 
inadequação, indecisão ou
 
medo
 
de
 
derrota. Linhas que se
 
tornam
 
mais
 
fracas
 
à
 
medida que
 
a
 
sessão
 
progride indicam ansiedade ou depressão
 
generalizadas.
 
Linhas
 
fracas
 
usadas
 
somente
 
para
 
certos
 
detalhes podem estar relacionadas com relutância para desenhar esses
detalhes
 
por
 
causa
 
do
 
que
 
simbolizam.
 
Baixo
 
nível
 
de
 
energia; timidez; sentimentos de incapacidade; falta de confiança em si mesmo; em alguns casos, repressão dos impulsos.
)
46
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Qualidade
 
da
 
linha
Traçados fortes:
 desenhados com linhas pretas fortes sugerem tensão; quando usadas em todo desenho, essas linhas indicam problemas orgânicos. Se forem usadas em um detalhe específico, sugere uma fixação no
 
objeto
 
desenhado.
 
Se
 
formarem
 
o
 
contorno
 
da
 
maior
 
parte
 
do
 
desenho, e outras linhas dentro do desenho não são tão fortes, a pessoa pode estar lutando para manter a integridade do ego e estar desconfortavelmente consciente do fato. Se forem as linhas de solo e/ou as mais altas, a pessoa pode estar tentando estabelecer contato com a realidade e reprimir a tendência de obter satisfação na fantasia. Linha de solo muito forte – sentimentos de ansiedade nos relacionamentos.
Excesso de energia, vitalidade, iniciativa, decisão, confiança em si mesmo ou medo,
 
tensão,
 
insegurança,
 
agressividade
 
e
 
hostilidade
 
para
 
com
 
o
 
ambiente,
 
aguda
 
consciência
 
da necessidade de autocontrole, falta de adaptação com esforço para
manter
 
o
 
equilíbrio
 
da
 
personalidade,
 
ou
 
ainda,
 
expressão
 
de
 
isolamento
 
com necessidade de proteger-se de pressões externas.
)
47
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Qualidade
 
da
 
linha
Traçados
 
interrompidos:
 
normalmente
 
indicam
 
indecisão.
Linhas que são interrompidas e nunca são unidas:
 podem ser falhas no funcionamento do ego (escassez de recursos eficientes para lidar com situações
 
de
 
estresse
 
tanto
 
nas
 
relações
 
interpessoais
 
quanto
 
para
 
resolver problemas práticos).
Pressão da linha:
 analisa o nível de energia da pessoa. O tipo de linha e a pressão
 
do
 
traçado
 
indicam,
 
em
 
um
 
extremo,
 
energia,
 
vitalidade,
 
decisão
 
e iniciativa e, no outro, insegurança, falta de confiança em si e ansiedade.
Pressão
 
média:
 
boa
 
energia,
 
equilíbrio e
 vitalidade.
Variação
 
na
 
pressão:
 
flexibilidade,
 
capacidade
 
de
 
adaptação
 
ou
 
labilidade
 
de
 
humor,
 
instabilidade e impulsividade.
)
48
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Cor
O objetivo principal de aplicar o HTP colorido é fornecer uma estimativa da estabilidade das
 
respostas do
 
individuo.
 
Se
 
no
 
momento
 
da
 
escolha
 
da
 
cor
 
o individuo se mostra lento e indeciso maior será a probabilidade que o item tenha maior significadoque a média. Se no momento da aplicação o individuo usar
 
apenas a
 
cor
 
preta ou
 
marrom como
 
lápis isso
 
sugere
 
que
 
ele possui tendência a evitar emoções.
Adequação:
 
os
 
contornos
 
geralmente
 
são
 
pretos
 
ou
 
marrom,
 
já
 
a
 
coloração de certos detalhes é tão estabelecida que qualquer violação na sua apresentação pode ser considerada significativa. Por exemplo, o sol geralmente é pintado de amarelo, quem pintá-lo de azul seria um dado 
relevante.
)
49
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Cor
Observações:
Usar
 
crayons
 
apenas
 
preto
 
ou
 
marrom
 
e
 
usá-los
 
como
 
lápis
 
tendência
 
para evitar emoções.
Pessoas
 
fortemente
 
emotivas
 
usam
 
muitas
 
cores.
Crianças
 
usam
 
mais cores do que
 
os
 
adultos.
Imaturas
 
usam
 
cores
 
mais
 
livremente
 
e
 
com
 
menos
 
crítica.
Mais
 
de
 
3/4
 
da
 
página
 
colorida
 
indica
 
falta
 
de
 
controle
 
adequado
 
da
 
expressão
emocional.
Se
 
as
 
cores
 
ultrapassarem
 
as
 
linhas
 
periféricas
 
há
 
tendência
 
a
 
responder impulsivamente e dificuldade de seguir limites ou regras.
O
 
sombreamento
 
é mais usado
 
nos desenhos
 
coloridos
 
do que
 
nos
 
acromáticos e, geralmente,
 
são
 
usadas
 
mais
 
cores
 
no
 
desenho
 
da
 
Pessoa
 
do
 
que
 
nos
 
da
 
Casa e da Árvore.
)
50
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
CASA
)
51
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
A 
CASA
Estimula uma mistura de associações conscientes e inconscientes referentes ao lar e às relações interpessoais íntimas. Em crianças parece salientar o ajustamento aos irmãos e aos pais, especialmente a mãe. Em adultos indica o ajustamento às situações domésticas em geral e, mais especificamente ao cônjuge e aos filhos (se tiver).
Dá uma indicação da capacidade do individuo para agir sob estresse e tensões nos relacionamentos humanos íntimos e familiares e para
 
analisar criticamente problemas criados pela situação do lar. Evidencia a acessibilidade, nível de contato com a realidade e grau de rigidez da pessoa no contexto da família.
)
52
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Vida
 
familiar
 
e
 
doméstica;
 
como
 
o
 
sujeito
 
se
 
sente
 
em
 
seu
 
meio.
“O desenho da casa dá uma indicação da capacidade do indivíduo para agir sobre estresse e tensões nos relacionamentos humanos íntimos e para analisar criticamente problemas criados pela situação no lar. As áreas de interpretação no desenho da casa geralmente referem-se 
à acessibilidade, nível de contato com a realidade e grau de rigidez do indivíduo
” (Buck,
 
2009, p.42)
“De um modo geral, pensa-se na casa como o lar e suas implicações, subentendendo
 
o clima
 
da vida
 
doméstica
 
e as
 
interrelações familiares, tanto na época atual como na infância” (Cunha, 2003, p.520).
)
53
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Telhado
 
e
 
Paredes:
Representam de forma rudimentar, a estrutura
 
psicológica do indivíduo. Os limites periféricos
 
da
 
personalidade
 
são
 
representados
 
pelos
 
limites
 
periféricos
 
da
 
parede
 
e do telhado. O telhado representa as áreas do pensamento e da fantasia.
Muita
 
ênfase
 
nessas
 
linhas
 
periféricas
 
podem
 
indicar
 
“contenção”,
 
esforço
consciente
 
para
 
manter
 
o 
controle.
Linhas periféricas fracas e inadequadas sugerem fraco controle dos impulsos ou necessidades,
 
ou
 
sentimento
 
de
 
incapacidade
 
de
 
lidar
 
com
 
as
 
pressões
 
familiares.
Chaminé:
Desenhada
 
com
 
facilidade
 
e
 
sem
 
distorções
 
ou
 
ênfase:
 
maturidade
 
e
 
equilíbrio sensual
 
satisfatório.
Omissão/ênfase
 
excessiva
 
não
 
representam
 
sério
 
desajustamento.
Pessoas
 
desajustadas
 
sexualmente
 
tendem
 
a
 
tratar
 
a
 
chaminé
 
como
 
um
 
símbolo 
fálico.
Abundância
 
de
 
fumaça:
 
considerável
 
tensão
 
interna,
 
presumivelmente ocasionada por relações insatisfatórias com aqueles com quem vive.
)
54
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Porta
 
e
 
Janelas
Usualmente
 
representam
 
acessibilidade,
 
disponibilidade
 
para
 
entrar
 
em
 
contato com as pessoas. As janelas constituem formas menos diretas e imediatas de interação com o ambiente do que a porta.
Ênfase
 
em
 
portas
 
dos
 
fundos
 
e
 
laterais:
 
parecem
 
enfatizar
 
evasão.
Ênfase
 
no
 
revestimento,
 
fechadura
 
e/ou
 
dobradiça
 
da
 
porta:
 
sugerem
 
medo, necessidade de se proteger ou pensamentos persecutórios.
Ênfase
 
na
 
maçaneta:
 
excesso
 
de
 
consciência
 
da
 
função
 
da
 
porta
 
(de contato
 
com
pessoas)
 
e/ou
 
preocupação
 
fálica.
Muitas
 
grades:
 
sentimento
 
de
 
que
 
o
 
quarto
 
atrás
 
da
 
janela
 
é uma
 
prisão.
Fechaduras
 
nas
 
janelas:
 
atitude
 
manifestamente
 
defensiva.
Muitas
 
janelas
 
descobertas:
 
contato
 
áspero
 
e
 
direto,
 
sem
 
tato
 
ou
 
delicadeza.
Casa
 
descrita
 
como
 ocupada:
Alto
 
grau
 
de
 
acessibilidade
 
tranquila.
Casa
 
descrita
 
como
 
desocupada:
Falta
 
de
 
defesa
 
do
 
ego,
 
fragilidade.
)
55
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
não
 
essenciais
Venezianas,
 
sombreamento
 
e
 
cortinas
 
que
 
não
 
estiverem
 
completamente
 
fechadas: interação com o ambiente conscientemente controlada,
 
acompanhada
 
por alguma ansiedade. Se os três forem usados, indícios de uma pessoa muito defensiva.
Se
 
algumas
 
janelas
 
forem
 
mostradas
 
com
 
sombras,
 
cortinas
 
ou
 
vidraças
 
e
 
outras
 
não, procure investigar no inquérito qual o cômodo tipo e quem ocupa. As respostas podem explicar o desvio.
Muitas
 
janelas
 
sombreadas
 
ou
 
com
 
cortinas:
 
preocupação
 
excessiva relativa
 
à interação com o ambiente.
Materiais
 
no
 
telhado:
 
Desde
 
contorno
 
meticuloso
 
de
 
cada
 
telha
 
até
 
rabiscos dispersos sugerindo a presença do material.
Materiais
 
não
 
compulsivamente
 
desenhados:
 
consciência
 
moderada
 
de
 
diferenciação
 da
superfície
 
e
 
boa
 
capacidade
 
para
 
interação
 
equilibrada
 
com
 
o
 
ambiente.
Detalhes
 
meticuloso:
 
tendências
 
obsessivo-
compulsivo.
Canos
 
(para
 
escoamento
 
da
 
água
 
no
 
telhado
 
e
 
calhas):
 
atitude
 
defensiva,
 
e normalmente suspeita, com esforço concomitante para canalizar
 
estímulos
 
desagradáveis.
)
56
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
irrelevantes
Arbustos
 
e
 
caminhos:
 
comuns
 
para
 
a
 
casa.
Arbustos
 
desenhados
 
perto
 
da
 
casa:
 
necessidade
 
de
 
erguer
 
barreiras
 
defensivas
 
ou
 
de
 
estabelecer contato com os outros de maneira mais formal.
Arbustos
 
também
 
podem
 
representar
 
pessoas
 
próximas.
Árvores:
 
muitas
 
vezes
 
representam
 
pessoas
 
que
 
possuem
 
fortes
 
valências positivas/negativas para a pessoa.
Uma árvore irrelevante desenhada próximo à casa pode representar o indivíduo que
 
rejeita
 
os
 
pais
 
e
 
prefere
 
ficar
 
do
 
lado
 
de
 
fora
 
ou
 
está
 
necessitando
 
de
 
sua
 
afeição/atenção.
Perto
 
da
 
casa
 
e
 
na
 
proximidade
 
imediata
 
dos
 
arbustos
 
(mais
 
tarde
 
identificados
 
como
 
irmãos) pode expressar necessidade de aceitação por parte de seus irmãos/irmãs.
Caminho:
 
facilmente
 
desenhado
 
e
 
bem
 
proporcional,
 
sugere
 
uma
 
pessoa
 
que
 
exerce controle tato no seu contato com os outros. Por outro lado, um longo caminho indica acessibilidade diminuída.
Degraus
,
 
às
 
vezes
 
conduzindo
 
a
 
uma
 
parede
 
vazia:
 
forte
 
ambivalência em fazer contato com pessoas muito próximas.
Nuvens:
 
ansiedade.
Montanhas:
 
atitude
 
defensiva
 
e
 
necessidade
 
de 
dependência.
)
57
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
irrelevantes
Chuva
 
e
 
neve:
 
forte
 
necessidade
 
em
 
expressar
 
sentimentos
 
de
 
estar
 
sendo submetido a pressões ambientais fortes e opressivas.
Sombreamento do detalhe:
 sombreamento normal inclui a representação do material
 
da
 
parede
 
e
 
de
 
linhas
 
cruzando
 
a
 
janela
 
para
 
representar
 
vidro.
 
Sombras desenhadas espontaneamente e antes que o sol seja desenhado pode indicar situação de conflito na qual a ansiedade é vivida no nível consciente.
Sequência
 
do
 
detalhe
 telhado,
 
paredes,uma
 
porta
 
e
 
uma
 
janela
 
ou
 
linha
 
de
 
solo, paredes de um telhado. Os inseguros desenham, às vezes, simetricamente (2 janelas, 2 chaminés, 2 portas, etc.).
Adequação
 
da
 
cor
Pode ser produzida em qualquer cor sem violar a realidade do ponto de vista cromático.
 
Tipicamente:
 
a
 
chaminé
 
é
 
vermelha,
 
preta ou
 
marrom;
 
a 
fumaça
 
é
 
preta ou marrom; o 
telhado
 é preto, verde, vermelho ou marrom; as 
paredes
são
 
pretas,
 
marrons,
 
verdes, vermelhas
 
ou
 
azuis;
 
as
 
venezianas
 
são
pretas,
 
verdes,
 
marrons,
 
azuis
 
ou
 
vermelhas.
)
58
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
ÁRVORE
)
59
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
A
 ÁRVORE
– 
Estimula mais as associações menos conscientes. Pode ser a expressão gráfica dos recursos eficientes que a pessoa dispõe para obter satisfação no (e do) seu ambiente, para enfrentar o mundo apesar dos dramas ou traumas vividos sem perder o contato com a realidade. A qualidade do desenho reflete a capacidade da pessoa para avaliar criticamente suas relações
 
com
 
o
 
ambiente,
 
sua
 
capacidade
 
para
 
suportar
 
as interações
 
e
 
as pressões sociais.
)
60
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Vida
 
e
 
crescimento,
 
relações
 
com
 
o
 
ambiente
 
para
 
obter
 satisfação.
A árvore, que parece estimular menos associações conscientes e mais associações subconscientes e inconscientes do que os outros dois desenhos, é uma
 
expressão
 
gráfica
 
da
 
experiência
 
de
 
equilíbrio
 
sentida
 
pelo
 
indivíduo e
 
da visão de seus recursos de personalidade para obter satisfação no e do 
ambiente.
A qualidade do desenho parece refletir uma capacidade do indivíduo para avaliar criticamente suas relações com o ambiente. Áreas adicionais de interpretação incluem o quadro subconsciente do indivíduo em relação ao seu desenvolvimento, contato com a realidade, sentimento de equilíbrio interpessoal e pressões interpessoais.
(Buck,
 
2009)
)
61
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Proporção
Árvore
 
muito
 
pequena:
 
fortes
 
sentimentos
 
de
 
inadequação/incompetência
 
para lidar com o ambiente.
Árvore muito grande:
 busca de satisfação supercompensatória
 
e/ou fantasia e sugere,
 
na melhor
 
das
 
hipóteses,
 
hipersensibilidade
 
(particularmente
 
uma
 
que
 
é cortada pelas margens da folha).
Tronco
 
muito
 
fino
 
ou
 
muito
 
pequeno
 
e
 
com
 
grande
 
estrutura
 
de
 
galhos
 
(ou
 
copa):
equilíbrio
 
precário
 
da
 
personalidade
 
por
 
causa
 
de
 
excessiva
 
busca
 
de
 satisfação.
Tronco muito grande e pequena estrutura de galhos:
 equilíbrio precário da personalidade
 
por
 
causa
 
da
 
frustração
 
gerada
 
pela
 
incapacidade
 
de
 
satisfazer fortes necessidades básicas.
Tronco
 
com
 
base
 
larga,
 
mas
 
que
 
se
 
torna
 
muito
 
fino
 
a
 
uma
 
pequena
 
distância
 
acima da base:
 ambiente sem estimulação calorosa e saudável.
Tronco
 
mais
 
estreito
 
na
 
base
 
do
 
que
 
em
 
um
 
ponto
 
mais
 
alto:
 
forte indicação
 
de
 
patologia.
 
Esforço
 
além
 
das
 
forças
 
do
 
individuo,
 
com possível colapso do controle do ego.
)
62
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
essenciais
Deve
 
ter
 
um
 
tronco
 
e
 
pelo
 
menos
 
um
 
galho.
Tronco:
 
sentimento
 
básico
 
de
 
poder.
Galhos:
 
recursos eficientes
 
para
 
lidar
 
com
 
as
 
pressões
 
do
 
meio
 
e
 
para
 
a
obtenção
 
de
 satisfação.
Detalhes
 
não
 
essenciais
Casca
 
desenhada
 
facilmente:
 interação
 
bem
 
equilibrada.
Casca
 
desenhada
 
com
 
linhas muito
 
pesadas
 
e
 
consistentes:
 
ansiedade.
Casca
 
desenhada
 
meticulosamente
 
e
 
cuidadosamente:
 
preocupação
 
com
sua
 
relação
 
com
 
o
 
ambiente
 presente.
Cicatrizes:
 
devem
 
ser
 
investigadas
 
durante
 
o
 
inquérito
 
(questão
 
43).
Folhas:
 podem
 
ser
 
cosméticas
 
ou
 funcionais.
Enfeites
 
(cosméticas):
 
decoram
 
e
 
cobrem
 
o
 
esqueleto
 
da
 árvore.
Funcionais:
 
servem
 
para
 
estabelecer
 
o
 
contato
 
mais
 
imediato
 
e
 
direto com o ambiente.
)
63
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
não
 
essenciais
Frutas:
 
desenhadas
 
normalmente
 
por
 
crianças
 
e,
 
ocasionalmente,
 
por mulheres grávidas.
Crianças
 
e
 
adolescentes:
 
desejo
 
de
 
realizar,
 
prosperar,
 
de
 
obter
 
sucesso
 
rápido, procura de boas recompensas, oportunismo, luta ou impaciência.
Adultos: fixação na infância ou adolescência, oportunismo, desejo de ver resultados
 
imediatos,
 
impaciência
 
e
 
necessidade
 
de
 
autoestima
 
(comum
 
em mulheres grávidas).
Se
 
a
 
fruta
 
está
 
caindo
 
ou
 
já
 
está
 
caída:
 
sugere
 
perda,
 
sentimento
 
de
 
rejeição,
 
de sacrifício, de renúncia, de frustração e de morte.
Raiz:
 
em
 
nível
 
superficial representa
 
a
 
fonte
 
de
 
satisfação
 
elementar
 
e
 
a estabilidade das forças da personalidade. Em nível mais profundo, representa impulsos básicos, elementares.
Que
 
penetram
 
fácil
 
e
 
delicadamente
 
no
 
solo:
 
bom
 
contato
 
com
a 
realidade.
Como
 
garras
 
que
 
parecem
 
agarrar
 
o
 
solo:
 
presença
 
de
 
atitudes agressivas e paranoicas.
)
 (
64
) (
32
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
irrelevantes
Pássaros
 
ou
 
animais:
 nos
 
galhos
 
ou
 
na
 
grama
 
ao
 
redor
 
da
 
base
 
do
 
tronco
 
são comuns.
 
Ocasionalmente
 
podem
 
representar
 
uma
 
pessoa
 
muito
 
significativa na vida do individuo.
Linha
 
de
 
solo
Formato de arco convexo (tipo em montanha): dependência materna, com sentimentos
 
de
 
isolamento
 
e
 
desamparo,
 
se
 
a
 
árvore
 
for
 
relativamente
 
pequena ou estiver inadequadamente organizada.
Forma
 
de
 
uma
 
caixa
 
sem
 
nenhuma
 
relação
 
com
 
a
 
árvore:
 
contato
 
inadequado com a realidade.
Árvore
 
de
 
Natal:
 
comum
 
para
 
crianças.
 
Adultos:
 
narcisismo,
 
tendências
regressivas
 
e
 
forte
 
necessidade
 
de
 
cuidado
 
e
 
proteção.
Árvores
 
adicionais:
 
para
 
crianças
 
são
 
identificadas
 
como
 
sendo o pai e a mãe (comum).
Ninhos:
 
desejo
 
de
 
proteção,
 
imaturidade,
 
dependência, imersão fantasia e concepção infantil do mundo.
)
65
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Adequação
 
da
 
cor
Troncos:
 
tendem
 
a
 
ser
 
desenhados
 
em
 
marrom e
 
preto.
Galhos:
 
marrom
 
e
 
preto.
Folhagem:
 
verde,
 
amarelo,
 
vermelho,
 
marrom
 
e
 
preto.
Frutas:
 
vermelho,
 
amarelo
 
e
 
verde.
Flores:
 
vermelho,
 
laranja,
 
azul
 
e
 
violeta.
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
PESSOA
)
67
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
A 
PESSOA
Estimula mais associações conscientes, incluindo a expressão direta da imagem corporal. Desperta sentimentos tão intensos que alguns paranoicos ou psicopatas podem se recusar
 
a fazê-los. A qualidade do desenho
 
reflete
 
a
 
capacidade
 
de
 
atuar
 
em relacionamentos.
 
Este
 
desenho também pode evocar o papel e atitude sexuais em relacionamento interpessoal
 
específico
 
ou a relacionamentos interpessoais em geral. Este desenho pode manifestar três tipos de projeções:
Autorretrato
Eu
 
ideal
 
ou
 
ideal
 
do 
ego
Pessoas
 
significativas
)
 (
68
) (
34
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Autorretrato;
 
relacionamento
 
interpessoal.
A pessoa desenhada estimula mais associações conscientes do que a casa ou a árvore, incluindo a expressão direta da imagem corporal. A qualidade do desenho reflete a capacidade do indivíduo para atuar em relacionamentos e para submeter o 
self 
e as relações interpessoais à avaliação crítica objetiva. Áreas adicionais de interpretação para o desenho da pessoa podem se referir
 
ao conceito do indivíduo de seu papel e atitude sexuais em relação a um relacionamento interpessoal específico ou a relacionamentos interpessoais em geral (Buck, 2009).
O desenho da pessoa revela o grau de ajustamento num nível psicossocial. Conforme Hammer (1991), o desenho da pessoa pode conter elementos do autorretrato
 
ou
 
de um 
self 
ideal,
 
embora possa resultar da percepção de outras pessoas significativas (Cunha, 2003).
)
69
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVASProporção
Diferença
 
acentuada
 
entre
 
o
 
lado
 
esquerdo
 
e
 
o
 
direito:
 confusão
 
no
 
papel
 
sexual, especificamente, e desequilíbrio da personalidade em geral.
Cabeça
 
muito
 
grande:
 pessoas
 
desajustadas
 
que colocam
 
ênfase
 
na
 
inteligência
 
ou
 na
fantasia
 
como
 
fonte
 
de
 
satisfação.
Cabeça
 
desproporcionalmente
 
pequena:
 
obsessivo-compulsivo
 
e
 
podem
 
representar uma negação do lugar de pensamentos dolorosos e sentimentos de culpa.
Olhos
 
pequenos:
 desejo
 
de ver
 
o
 
mínimo
 
possível.
Boca
 
muito
 
grande:
 
erotismo
 
oral
 
e/ou
 
tendências
 
agressivas
 
orais.
Pescoço
 
longo
 
e
 
fino:
 
características
 
esquizoides.
Tronco:
Desproporcionalmente
 
grande:
 
impulsos
 
insatisfeitos
 
que
 
a
 
pessoa
 
pode
 
sentir
 
intensamente.
Desproporcionalmente
 
pequeno:
 
negação
 
de
 
impulsos
 
do
 
corpo
 
e/ou
 
sentimentos de inferioridade.
Comprido
 
e
 
estreito:
 
conotações
 
esquizoides.
)
 (
70
) (
35
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Proporção
Ombros:
 
indicador
 
do
 
sentimento
 
de
 
força
 
básica
 
ou
 
poder,
 
tanto físico como psicológico.
Desproporcionalmente
 
grandes:
 
sentimentos
 
de
 
força
 
ou
 
muita
 
preocupação
 
acerca
 
da
 
necessidade de força ou poder.
Muito
 
pequenos:
 
sentimentos
 
de
 
inferioridade.
Desigualdade
 
no
 
tamanho:
 
desequilíbrio
 
da
 
personalidade.
Braços:
Muito
 
longos:
 
esforço
 
para
 
a
 
ambição
 
exagerada.
Muito
 
curtos:
 
ausência
 
de
 
esforço.
Largos:
 
sentimento
 
básico
 
de
 
força
 
para
 luta.
Finos:
 
sentimentos
 
de
 
fraqueza.
Mãos:
Grandes:
 
impulsividade
 
e
 
falta
 
de
 
capacidade
 
nos
 
aspectos
 
mais
 
refinados
 
do
 
convívio
 
social.
Pequenas:
 
relutância
 
para
 
estabelecer
 
contato
 
mais
 
íntimos
 
e
 
refinados
 
na convivência psicossocial.
)
71
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Proporção
Pernas:
Desproporcionalmente
 
longas:
 
forte
 
esforço
 
para
 
autonomia.
Muito
 
curtas:
 
sentimento
 
de
 
constrição.
Disparidade
 
no
 
tamanho:
 
ambivalência
 
relacionada
 
ao
 
esforço
 
para
 
autonomia
 
ou
 
independência.
Pés:
Muito
 
grandes:
 
necessidade
 
de
 
segurança,
 
necessidade
 
de
 
demonstrar
 
virilidade.
Desproporcionalmente
 
pequenos:
 
constrição
 
e
 
dependência.
)
 (
72
) (
36
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Perspectiva
Margens
 
da
 
página:
 
pernas
 
cortadas
 
pela
 
margem
 
inferior,
 
sentimento
 
quase esmagador de falta de autonomia.
Posição:
Totalmente de frente – sem sugestão de profundidade e os braços completamente
 
estendidos
 
em
 
ângulo
 
reto com
 
o tronco:
 
essencialmente
 
rígido
 
e
 
intransigente
 
e
 
que,
 
entretanto,
 
apresenta
 
profunda
 
necessidade
 
de
 
ocultar
 
sentimentos
 
de
 
inadequação
 
e
 
insegurança, com sugestão de prontidão para enfrentar tudo direta e firmemente.
Perfil
 
parcial:
 
apresentação
 
comum.
Perfil
 
completo
 
–
 
sem
 
nenhuma
 
sugestão
 
de
 
que
 
existe
 
outro
 
lado:
 
forte
 
retraimento
 
e
 
tendências
 
oposicionistas.
De costas: afastamento esquizo-paranoide, o individuo rejeita diretamente o convívio
 
psicossocial
 
e,
 
muitas
 
vezes,
 
a
 
realidade
 
também.
 
Dissimulação
 
dos
 
impulsos
 
“proibidos”,
 
culpa e vergonha.
Desenho
 
pedagógico
 
(ou
 
figura
 
palito):
 
grande
 
dificuldade
 
nas
 
relações
 
interpessoais ou expressão de desprezo e/ou hostilidade em relação
a
 
si
 
mesmo.
 
Comum
 
em
 
adolescentes
 
que
 
se
 
sentem
 
rejeitados.
)
73
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Perspectiva
Braços:
Relaxados
 
e
 
flexíveis:
 
bom
 
ajustamento.
Tensos,
 
mantidos
 
firmemente
 
colados
 
ao
 
corpo:
 
rigidez.
Cruzados
 
no
 
tórax:
 
desconfiança
 
e
 
atitude
 
hostis.
Atrás
 
das
 
costas:
 
relutância
 
em
 
conhecer
 
outros
 caminhos.
Cruzados
 
de
 
forma
 
que
 
as
 
mãos
 
estejam
 
dobradas
 
sobre
 
a
 
pélvis:
 
frequentemente
 
em
 
mulheres melancólicas em processo involutivo e desajustadas sexualmente.
Mãos
 
nos
 
bolsos:
 
evitação do
 
contato
 
mas
 
de modo
 
controlado.
Pernas:
Abertas:
 
desafio
 
e/ou
 
forte
 
necessidade
 
de
 
segurança.
Fortemente
 
unidas,
 
em
 
atitude
 
de
 
paralisia,
 
rigidez
 
e
 
tensão:
 
desajustamento
 
sexual.
Pés:
Ponta
 
dos
 
pés:
 
tênue
 
contato
 
com
 
a
 
realidade ou
 
forte desejo
 
de
 fuga.
Apontando
 
para
 
direções
 
opostas,
 
com
 
a
 
pessoa
 
totalmente
 
de
 
frente:
 
sentimentos
 
ambivalentes.
)
 (
74
) (
37
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
essenciais
A
 
pessoa
 
deve ter
 
uma
 
cabeça,
 
um
 
tronco,
 
duas
 
pernas
 
e dois
 
braços,
 
a
 
não
 
ser
 
que apenas um deles possa ser visto ou que a ausência seja explicada de algum modo (amputação, por exemplo).
Os
 
traços
 
faciais devem incluir dois
 
olhos, um nariz,
 
uma boca
 
e duas
 
orelhas, a não ser
 
que
 
a
 
posição
 
seja
 
tal que
 
as
 
orelhas
 
não
 
possam
 
ser
 
vistas,
 
ou
 
sua
 
ausência
 
seja explicada verbalmente (mutilação).
Cabeça:
 
área
 
de
 
inteligência,
 
controle
 
e
 
fantasia.
Olhos:
 
receptores
 
do
 
estímulo
 
visual; ocos
 
=
 
forte
 
evitação
 
de
 
estímulos
 
visuais 
desagradáveis.
Boca:
 receptora das sensações mais precoces de prazer; instrumento de agressão (dentes);
 
refere-se
 
às
 
tendências
 
captativas,
 
como
 
nutrição,
 
satisfação
 
da
 
libido
 
oral, relações sociais – dar e receber afeição e, mesmo, relações sexuais.
Nariz:
 
símbolo
 
fálico.
Orelhas:
 
passividade
 
(não
 
desenhada),
 
resistência
 
à
 
autoridade
 
(ênfase), sensibilidade à crítica (muito grandes), inferioridade (pontiagudas).
Queixo:
 
símbolo
 
de
 
masculinidade.
)
75
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Detalhes
 
essenciais
Pescoço:
 
indicador
 
da
 
coordenação
 
entre
 
a
 
cabeça
 
(área
 
de
 
controle)
 
e
 
o
 
corpo
 
(área dos impulsos); zona de conflito entre o controle
 
emocional e os impulsos corporais.
Tronco:
 
sede
 
das
 
necessidades
 
e
 
impulsos
 
físicos
 
básicos.
Braços:
 
instrumento
 
de
 
controle
 
ou
 
para
 
fazer
 
mudanças
 
no
 
ambiente.
Mãos:
 
instrumentos
 
mais
 
refinados
 
de
 
ações
 
(defensivas ou
 
ofensivas)
 
no 
ambiente.
Pernas:
 
locomoção;
 
visão
 
que
 
o
 
indivíduo
 
tem
 
de sua
 
autonomia
 
dentro
 
do
 
ambiente.
Pés:
 
instrumentos
 
mais
 
refinados
 
para
 
modificar
 
e
 
controlar
 
a
 
locomoção;
 
armas
 
de ataque; indicam a segurança geral do indivíduo, em caminhar no meio ambiente.
Ênfase
 
no
 
detalhe
Linha da
 
cintura:
 coordenadora
 
dos impulsos
 
de poder (parte
 
superior
 
do tronco)
 
e dos
 
impulsos
 
sexuais
 
(parte
 
inferior
 
do
 
tronco);
 
controladora
 
dos
 
impulsos
 
sexuais
 
e 
corporais.
Ênfase
 
em certos
 
itens
 
da
 roupa:
Cinto:
 
preocupação
 
e
 
interesse
 
sexual
 
excessivo.
Gravata:
 
preocupação
 
fálica
 
e
 
sentimento
 
de
 
impotência.
Multiplicidade
 
de
 
botões:
 
regressão.
)
76
 (
38
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Adequação
 
da
 
Cor
Contorno:
 
preto e
 
marrom.
Cabelos:
 
preto,
 
marrom,
 
amarelo
 
e
 vermelho.
Olhos:
 
azul,
 
marrom
 
e
 
preto.
Lábios:
 
vermelho
 
e
 
preto.
Ternos:
 
preto
 
e
 
marrom.
Sapatos:
 
preto,
 
marrom,
 
verde,
 
vermelho
 
e
 
azul.
Figuras
 
inacabadas
A
 
distorção
 
ou
 
omissão
 
de
 
qualquer
 
parte
 
da
 
figura
 
sugerem
 
conflito
 
que
 
podem
 
estar relacionados com a parte em questão. Exemplo: voyeuristas omitirem os olhos, pessoas muito inseguras não desenharem os braços.
)
77
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Gênero
 
oposto
 
desenhado
 
primeiro:
 
conflito
 
com
 
a
 
identificação
 
do
 
gênero.
Quando aparece, primeiro, o desenho de figura de sexo diferente do propósito, Hammer (1991) oferece as seguintes explicações: inversão sexual; confusão de identificação sexual; forte afeto ou dependência para com o genitor do sexo oposto; forte afeto ou dependência para com outro indivíduo do sexo oposto; regressão ou estágio narcisístico, onde se é ‘um só com a mãe’. (Campos, 1989, p.95)
)
78(
39
)
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
INQUÉRITO
 
POSTERIOR
 
AO
 
DESENHO
Pretende esclarecer aspectos obscuros dos desenhos e proporcionar ao individuo toda oportunidade de projetar sentimentos, necessidades, objetivos e atitudes por meio da
 
descrição
 
verbal
 
e
 
de
 
comentários
 
sobre
 
seus
 
desenhos.
As
 
respostas
 
dadas
 
durante
 
o
 
inquérito
 
devem
 
ser
 
avaliadas de acordo com diversas dimensões:
O
 
volume
 
de
 
respostas;
As
 
respostas
 
devem
 
ser
 
avaliadas
 
por
 
sua
 
relevância.
(Freitas
 
e
 
Cunha,
 
2003)
)
79
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Protocolo
 
de
 
Inquérito
O Protocolo de Interpretação do HTP pretende ser apenas um instrumento para ajudar o clínico a concentrar-se mais nas características relevantes dos desenhos do cliente para desenvolver uma interpretação clínica.
O Inquérito Posterior ao Desenho pretende esclarecer aspectos obscuros dos desenhos e proporcionar ao indivíduo toda oportunidade de projetar sentimentos, necessidades, objetivos e atitudes através da descrição verbal e de
 
comentários
 
sobre
 
seus
 
desenhos.
 
As
 
respostas
 
devem
 
ser
 
avaliadas
 
por
 
sua relevância. O grau em que as respostas, durante o inquérito, incluem material de autorreferência ou confabulações deve ser observado.
(Buck,
 2009)
)
80
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Protocolo
 
de
 
Inquérito
Material
 
complementar
 
e
 
auxiliar
 
na
 
compreensão
 
do
 
tipo
 
de
 
representação que o cliente fez;
Permite
 
a
 
observação
 
dos
 
modelos
 
e
 
expectativas
 
que
 
o
 
cliente
 
tem
 
do
 
futuro
 
e lembranças do passado;
Oferece uma
 
maior
 
clareza
 
das
 
ideias
 
e
 
fantasias;
Reforça ou contradiz aquilo que é expresso nos desenhos com a história relatada
 
(observar
 
situações,
 
aspectos
 
e
 
falas
 
recorrentes,
 
convergentes
 
e divergentes dos desenhos e respostas do inquérito);
Um ponto
 
de
 
extrema importância para observar
 
no
 
inquérito é o
 
item sobre “o
 
que
 
esta
 
casa
 
(árvore
 
ou
 
pessoa)
 
mais
 
necessita”,
 
pois
 
as
 
respostas
 
refletem diretamente as necessidades do cliente (externa ou interna, importante ou 
supérflua);
(Buck, 
2009)
)
81
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
Protocolo
 
de
 
Inquérito
Em relação à árvore o fato dela estar viva ou morta é fator importante de patologia
 
(verificar
 
o
 
motivo
 
da
 
morte,
 
se
 
refere-se
 
a
 
algo
 
terrível
 
que
 
o cliente mesmo fez - simboliza o quanto ele próprio se sente ameaçador);
Há aqueles que recusam ou
 
só
 
respondem 
“não
 
sei”
,
 
pode indicar dificuldades de falar sobre si mesmo, dificuldades para falar de coisas suas para os outros, baixa
 
autoestima,
 
dificuldade de
 
relacionamento
 
ou
 
timidez
 
pela
 
dificuldade de colocar para fora;
Questão 68 (Peça para o
 
cliente desenhar um sol
 
e uma linha de solo em cada desenho) – Suponha que o sol fosse uma pessoa que você conhece – quem seria?
 
=
 
a
 
resposta
 
pode
 
identificar as
 
fontes
 
de
 
calor
 
humano
 
para
 
o
 
indivíduo e
 
aquelas
 
percebidas como
 
dominadoras (sol
 
muito
 
grande);
 
porém
 
se
 
ninguém for identificado, o indivíduo pode apresentar extrema dificuldade de identificação com os outros (Buck, 2009, p.65)
(Buck,
 2009)
)
82
 (
TÉCNICAS
 
PROJETIVAS
 
E
 EXPRESSIVAS
REFERÊNCIAS
Borsa,
 
J.
 
C.;
 
Lins,
 
M.
 
R.
 
C.
 
&
 
Cardoso,
 
L.
 
M.
 
(2018).
 
Teste
 
da
 
Casa-Árvore-
Pessoa
(HTP)
 
na
 
avaliação
 
da
 
personalidade.
 
In
 
Hutz,
 
C.
 
S.;
 
Bandeira,
 
D.
 
R.
 
&
 
Trentini,
 C.
M. 
Avaliação psicológica da Inteligência e da personalidade. 
Porto Alegre: 
Artmed.
Buck, J. N (2009). 
H-T-P: casa-árvore-pessoa,
 
técnica projetiva de desenho:
 
guia de interpretação. (Tardivo, R. C. trad.); revisão de Alves, I. C. B. (2ºed.). São Paulo (SP): Vetor.
Freitas, N. K. & Cunha, J. A. (2003). Desenho da Casa, Árvore e Pessoa (HTP). In Cunha,
 
J.
 
A.
 
Psicodiagnóstico-V
.
 
(5.
 
ed.),
 
revisado e
 
ampliado.
 
Porto
 
Alegre
 
(RS): 
Artmed.
Hammer, E. F. (1991). 
Aplicações clínicas dos desenhos projetivos
. São Paulo (SP): Casa do Psicólogo.
)
83

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