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Quando a perfuração atinge a reserva e o poço é finalizado, é preciso 
iniciar o fluxo ascendente de petróleo. Para isso, procede-se da seguinte 
maneira:
• em rochas-reservatório calcárias, bombeia-se ácido para o interior do poço e 
para fora das perfurações, para que os canais no calcário sejam dissolvidos e 
conduzam o petróleo para o poço;
• em rochas-reservatório de arenito, um fluido contendo agentes de escoramen-
to (areia, casca de noz, bolotas de alumínio) é bombeado para o poço e para 
fora das perfurações. A pressão desses fluidos provoca pequenas fraturas no 
arenito que permitem que o petróleo vaze para o poço. Agentes de escoramen-
to mantêm essas fraturas abertas.
Tão logo o petróleo esteja fluindo, a torre de perfuração é removida do local 
e uma bomba é colocada sobre a cabeça do poço de prospecção.
Algumas vezes, o petróleo pode não fluir para cima por causa da sua alta 
viscosidade (resistência ao escoamento). Nesse caso, é preciso injetar vapor 
de água aquecido sob pressão por meio de um segundo poço, cavado no 
reservatório. 
O calor do vapor diminui a viscosidade do petróleo, e a pressão ajuda a em-
purrá-lo para cima no poço. Esse processo é chamado recuperação intensificada 
de petróleo.
Processo de inundação com vaporBomba de prospecção
As ilustrações 
estão fora de 
escala. Cores 
fantasia.
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2. contrapeso
1. motor
4. vareta polida
3. cabeça de poço
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3
4
revestimento
cimento
vareta de 
sucção
tubulação
bomba
areia oleosa
argila
água
quente
argila
vapor
petróleo 
aquecido
Capítulo 360
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Exploração na camada pré-sal
A camada pré-sal, descoberta em 2007, é uma grande jazida de petróleo localizada entre 
5 km e 7 km abaixo do leito do mar e abaixo de uma extensa camada de sal de 2 km de espessura.
Essa jazida se estende por uma faixa de 800 km entre os estados do Espírito Santo e Santa 
Catarina e fica a uma distância da costa entre 100 km e 300 km.
Estima-se que o volume de petróleo existente na camada pré-sal seja de 50 bilhões de barris 
(cada barril equivale a cerca de 159 L de petróleo).
Além da grande profundidade e das condições difíceis de trabalho no oceano, os geólogos e 
engenheiros precisam vencer vários desafios para acessar esse petróleo:
• Logística: transporte de pessoal especializado para essas posições.
• Tecnológica: desenvolvimento de equipamento capaz de perfurar ao mesmo tempo a rocha dura 
e a camada de sal viscosa e instável antes de chegar ao petróleo.
• Financeira: preço do petróleo que compense o investimento (o preço atual – U$ 46,17 o barril, 
aproximadamente 159 L, em 13 de abril de 2016 – não compensa).
Curiosidade
Lâmina de água
Fica entre a 
superfície e o chão 
marinho. É o 
primeiro desafio a 
ser vencido. 
A Petrobras já 
perfurou 1,8 km na 
bacia de Santos, 
cuja profundidade 
chega a 3 km.
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Camadas de água, terra e sal
Perigo salino
Ao perfurar um poço nesta camada 
corre-se o risco de 
desmoronamento, por isso 
as equipes precisam ser rápidas 
ao fazer o revestimento.
Camada pós-sal
Rochas sedimentares, formadas 
com sedimentos como calcário e 
arenito, formam a coluna sob o sal 
com mais de 2 km de extensão. 
Na bacia de Campos, RJ, o petróleo 
está nessa camada.
Camada pré-sal
O petróleo e o gás estão 
misturados nos poros das 
rochas carbonáticas que 
compõem essa coluna. Elas 
foram formadas há mais de 
115 milhões de anos.
Camada de sal
Formada há cerca 
de 113 milhões de 
anos durante uma 
grande evaporação 
no oceano. É sólida.
Conhecidas como árvores de natal, as 
válvulas que prendem as tubulações no 
início do poço terão de ser mais resistentes.
Fonte (ilustração): GEOBAU: caracteres/
sobre Geografia e afins. Disponível em: 
<http://marcosbau.com.br/geobrasil-2/
entenda-o-pre-sal/>. 
Acesso em: 27 fev. 2013.
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A ilustração 
está fora de 
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Petróleo, hulha e madeira 61
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O refino do petróleo
Quando é retirado do subsolo o petróleo bruto ou cru está cheio de impurezas, 
como areia, argila, pedaços de rocha, água salgada ou salobra. Para livrá-lo desses 
materiais, submete-se o petróleo, inicialmente, a dois processos mecânicos de 
purificação: decantação e filtração.
• Decantação: Processo utilizado para separar o petróleo da água salgada. O petró-
leo é menos denso que a água, portanto, quando a mistura é deixada em repouso, 
a água se acumula na parte inferior e o petróleo, na parte superior.
• Filtração: Utilizado para separar as impurezas sólidas do petróleo bruto, como 
areia e argila.
Ao final desses dois processos, o petróleo cru é encaminhado para o refino, 
que consiste na separação de uma mistura complexa de hidrocarbonetos em 
misturas mais simples, com um número menor de componentes, chamadas de 
frações do petróleo.
A obtenção das frações do petróleo é feita por meio dos seguintes processos 
físicos e químicos: destilação fracionada e destilação a vácuo.
Destilação fracionada
Trata-se da separação dos componentes do petróleo com base na diferença 
de faixa de temperatura de ebulição das diferentes frações. E é feita em uma 
coluna de aço cheia de obstáculos em seu interior. O petróleo é preaquecido e 
introduzido próximo à base dessa coluna. As substâncias de menor temperatu-
ra de ebulição conseguem atravessar esses obstáculos e chegar ao topo dela. 
Nesta etapa, são recolhidos, principalmente, gás, gasolina, nafta e querosene.
Já as frações mais pesadas não conseguem chegar ao topo da coluna, acumu-
lando-se em diversos níveis dela. 
Destilação a vácuo
As frações que não foram separadas na primeira destilação são levadas para 
outra coluna e submetidas a uma pressão inferior à atmosférica. Isso possibilita 
que as frações mais pesadas entrem em ebulição em temperaturas mais baixas, 
evitando que moléculas de cadeia longa se quebrem por causa do aquecimento. 
Nesta etapa são recolhidos produtos como a graxa, parafinas, óleos lubrificantes 
e betume (utilizado no asfaltamento e na produção de impermeabilizantes).
O petróleo bruto 
natural é um líquido 
viscoso e escuro.
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Capítulo 362
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