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QUESTÃO PRÁTICO PROFISSIONAL - RESPOSTAS
1) Seria possível sim a interposição de ação de alimentos em face dos avós maternos também, uma vez que todos tem como obrigação prestar esse auxilio ao vinculo familiar, como trata os arts. 1694 e 1695 do Código Civil.
2) Nos termos do art. 1698 do Código Civil, "se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato". Assim na ausência do auxílio por parte do pai, caberá pleitear os alimentos aos avós paternos.
3) Que tal obrigação de prestar alimentos é divisível a todos os avós, haja vista que o art. 1698 do Código Civil destaca que sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide.
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE GONÇALVES/MG
(10 linhas)
ANA LUA GONÇALVES, nacionalidade, solteira, professora, inscrita sob o CPF de n° xxx-xx e RG xxx, residente e domiciliada na Rua das Árvores, número 51, bairro XX, na cidade de Gonçalves / MG, endereço eletrônico, vem respeitosamente através de seu advogado devidamente constituído, com endereço profissional na Rua XX, n° X, bairro XX, cidade/UF, e-mail, propor
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
em face de PAULO COUTO SOARES, nacionalidade, estado civil, motorista, inscrito sob CPF de n° xxx-xx e RG xxx, residente e domiciliada na Rua xxx, número xx, bairro xx, na cidade de Gonçalves / MG, endereço eletrônico, pelos fatos e fundamentos a seguir:
I DA JUSTIÇA GRATUITA
A requerente declara conforme documento em anexo, que sua atual condição econômica não permite demandar em juízo sem prejuízo do seu sustento próprio e da sua família, uma vez que encontra se desempregada e não possui renda, pelo que pede os benefícios da justiça gratuita previstos na Carta Constitucional de 1988, e mais precisamente no artigo 98 e seguintes do Código de Processo Civil.
II DOS FATOS
Ana Lua Gonçalves contratou Paulo Couto Soares para transportá-la, juntamente com sua filha Pérola Gonçalves, menor impúbere, 07 anos de idade, no dia 11 de setembro de 2020, do Município de Gonçalves, pequena cidade no interior do Estado de Minas Gerais, onde ambos são domiciliados, até a capital do Estado de São Paulo. No referido dia, Pérola concorreria na finalíssima de um grande concurso televisivo de talentos musicais “Super VOZ”, assistido pelo país inteiro, com outros dois candidatos ao prêmio de 1(hum) milhão de reais, além de um contrato para lançamento de um CD solo, estimado em 15.000,00 (quinze mil reais). O referido concurso contou com cerca de vinte mil inscritos, dentre qual só restaram a filha da reclamante e mais duas crianças. Paulo que costuma fazer o transporte de amigos nas horas vagas, em seu veículo particular, para complementar sua renda; recebeu o pagamento de Ana Lua, no valor de R$500,00 (quinhentos reais) antecipado, no ato da contratação realizada há quinze dias e confirmou no dia anterior que estava tudo certo para a viagem.
Todavia, na manhã do dia 11 de setembro de 2020, o mesmo se recordou de que se esquecera de fazer a manutenção periódica de seu veículo, motivo pelo qual não considerou seguro pegar a estrada. Assim, no horário marcado para a viagem, o mesmo entrou em contato telefônico com Ana Lua e comunicou a mesma que, infelizmente, não poderia transportá-la juntamente com a filha naquele dia. 
Ana Lua, desesperada, tentou, sem sucesso, outros meios de transporte e, em virtude do ocorrido Pérola acabou não realizando a viagem até São Paulo e, assim, perdendo a grande finalíssima do tão sonhando concurso, que certamente mudaria sua vida. Ainda hoje a criança Pérola encontra se extremamente abalada com o ocorrido e inclusive está fazendo tratamento psicológico. 
III DO DIREITO
	Como trata o Art. 5° da Constituição Federal de 1988, em seus parágrafos V, X e XXXII:
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
Sendo possível constatar que devido ao inadimplemento da obrigação do reclamado no acordo com a reclamante, houve a exposição da reclamante e sua filha menor a grande estresse emocional e psicológico, no qual se torna impossível calcular as perdas geradas.
	Podemos citar o Código Civil, no que tange as obrigações, tendo o reclamado a oportunidade de averiguar as condições necessárias para a prestação do serviço por ele vendido, uma vez que não o fez em tempo hábil, incorre sobre as sanções do art. 247:
Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível.
	Ainda a luz do Código Civil, no que tange ao transporte de pessoas, temos por força de lei a reparação de danos incorridas a responsabilidade do transportador. E no art. 737 do mesmo dispositivo legal podemos aferir que estipulado o horário e itinerário no contrato celebrado com a devida antecedência como no caso concreto que o transportador respondera por perdas e danos causados:
Art. 737. O transportador está sujeito aos horários e itinerários previstos, sob pena de responder por perdas e danos, salvo motivo de força maior.
IV DOS PEDIDOS
	Ante o exposto requer:
a) a concessão do benefício de justiça gratuita a reclamante;
b) citação do réu para audiência e apresentação de sua contra razão sob pena de incorrer em revelia o não comparecimento;
c) condenação do réu a pagar indenização por danos morais a serem estipulados por este juízo;
d) e condenação do réu ao pagamento das custas processuais bem como os honorários advocatícios.
PROVAS
Protesta provar o alegado mediante todos os meios de prova em Direito admitidas, conforme art. 369 do Código de Processo Civil.
Dá a causa o valor de R$ 100.000,00 (Cem mil reais)
Termos em que, pede deferimento.
LOCAL E DATA
ADVOGADO
OAB/UF

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