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1.Descreva duas atividades antrópicas poluidoras e seu modo de mitigar tais impactos ao ambiente enfatizando os bens e serviços relacionados. 2.Descreva duas características comportamentais e técnicas que facilitam o bom desempenho pessoal e que são esperadas em um profissional ambiental para solucionar problemas ambientais. 3.Exemplifique como uma empresa na qual você e sua equipe são do setor ambiental podem alcançar um alto desempenho econômico com inovações tecnológicas aliadas às práticas de proteção ambiental. Orientações: Lembre-se de que será necessário interagir com pelo menos dois colegas durante o fórum colaborativo. Comentários contendo apenas afirmações como "concordo", "entendi" ou "ótima contribuição" não serão 1. atividade das olarias: a atividade de produção de tijolos e telhas de barro causa impactos ambientais e a degradação do meio ambiente, com emissão de gases tóxicos pela queima da lenha, a erosão das áreas de coleta da argila utilizada na produção dos tijolos e telhas. Para mitigar esses impactos, pode-se: · Promover o reflorestamento, das áreas de locação de madeira; · Adotar um sistema de agrofloresta, modelos de plantio que imitam o bioma natural do local; 2 indústria têxtil: é a que mais gera efluentes líquidos, quando é descartado pode causar danos a água, ao solo e ao solo. · adicionar o processo de filtração de produtos químicos; · o uso de floculantes, coagulantes e carvão ativado; PASSO 2: A) O profissional de gestão ambiental deve estar atento à relação do ser humano com o meio ambiente. Ele deve se preocupar com o bom uso dos recursos naturais e em reduzir os impactos ambientais produzidos pela exploração do homem dos recursos naturais no uso da atividade exercida. B) O gestor ambiental deve também, acompanhar o processo de exploração dos recursos naturais para garantir que a técnica utilizada seja a mais adequada e gere menos impacto ao meio ambiente. Ele deve fazer uma análise sobre a área a ser explorada e elabora um planejamento de extração destes recursos, definindo as técnicas que serão utilizadas e também as ações a serem realizadas após a extração, no intuito de reverter os danos causados. PASSO 3 Cabe a uma gestão ambiental a adoção de tecnologias limpas e eficientes para reduzir o consumo de recursos naturais e minimizar a geração de resíduos. Bem como o monitoramento ambiental para acompanhar o desempenho e garantir a conformidade com os requisitos legais. Educação e conscientização ambiental para os colaboradores e partes interessadas. INTRODUÇÃO À GESTÃO AMBIENTAL NOÇÕES GERAIS DA PROFISSÃO Alyce Hélida Bastos de Sousa Iniciar OLÁ! Você está na unidade Noções gerais da profissão. Conheça aqui informações necessárias aos alunos e profissionais da área ambiental e correlatas, dentro de uma visão de conservação ambiental, na qual os recursos naturais disponíveis devem ser utilizados de forma racional, respeitando-se a sua capacidade suporte. Tendo em vista os problemas ambientais presenciados na vivência profissional e no seu cotidiano, cada profissional será capaz de gerir os recursos ambientais, com atitudes a gerar o menor impacto possível, ou mitigá-los, a fim de garantir a qualidade de vida para ele e para as demais formas de vida no planeta. Bons estudos! 1 Contextualização sobre a problemática ambiental As ações antrópicas têm provocado mudanças nos recursos ambientais disponíveis (ar, água, solo etc.) ocasionando, muitas vezes, em grandes prejuízos ao meio ambiente. Segundo Seiffert (2011), o ser humano percebeu que a forma de como gerencia seus processos produtivos, desde a Revolução Industrial, provoca problemas socioambientais, com um potencial crescente de impactos recorrentes, os quais afetam negativamente sua saúde e qualidade de vida. A polêmica sobre a necessidade de o homem repensar sua forma de vida em relação ao uso racional dos recursos naturais disponíveis no planeta, segundo a visão da sustentabilidade, não é um fato recente. Assista aí 1.1 Importância da área ambiental no mercado profissional O conhecimento de assuntos relacionados à área ambiental é hoje importante não somente para profissionais relacionadas a ela ou para ter informações sobre o assunto porque está cotidianamente nos meios de comunicação, mas, na maioria das vezes, origina-se da demanda do mercado profissional. Um profissional, de qualquer área de conhecimento, pode se deparar, determinada situação na carreira, com uma ação associada à Gestão Ambiental como a implantação da ISO 14001 em sua empresa, por exemplo, independentemente de qual seja seu setor de atuação (indústria ou serviços). A Norma ISO 14001 é um importante instrumento de gestão ambiental organizacional, na qual empresas apresentam essa certificação, de caráter voluntário, a fim de alcançar melhoria no seu desempenho ambiental sustentável, cada vez mais necessário em um mercado globalizado e competitivo. Profissionais das mais diversas áreas de conhecimento e aqueles envolvidos no processo de gestão ambiental (engenheiros, advogados, biólogos, administradores, geógrafos, geólogos, professores, cientistas ambientais etc.), tanto no âmbito de instituições públicas e privadas, bem como estudantes de graduação e pós-graduação, devem ter conhecimentos sobre as áreas correlatas à área ambiental como: · Ciências do Ambiente. · Introdução à Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental. · Desenvolvimento e Meio Ambiente. · Análise Ambiental. · Avaliação de Impactos Ambientais. · Licenciamento Ambiental. · Planejamento Ambiental. · Auditoria Ambiental. · Educação Ambiental. · Direito Ambiental. A finalidade é que estejam preparados para desenvolver suas atividades de forma a causar o mínimo de impactos possíveis sobre os recursos ambientais, objetivando a garantia da disponibilidade dos mesmos para as gerações atual e futuras, seguindo as premissas do desenvolvimento sustentável. O Relatório de Brundtaland, “Nosso Futuro Comum”, em 1987, definiu o conceito de desenvolvimento sustentável como um desenvolvimento capaz de suprir as necessidades das gerações presentes e futuras. A base de um profissional na área ambiental são os fundamentos de Engenharia, Biologia, Geologia, Geografia, Ecologia, Química, Física e Saúde Pública a fim de propiciar uma visão integrada do ambiente capaz de identificar, caracterizar, dimensionar, prevenir e mitigar os impactos que os sistemas ambientais estão continuamente submetidos. Para enfrentar esses desafios, é necessária uma integração de equipes multidisciplinares que contribuam para a identificação do problema a ser resolvido, tarefa precípua de qualquer profissional da área, (engenheiro e/ou gestor ambiental), objetivando alternativas tecnológicas otimizadas e adequadas dos pontos de vista ambiental, social e econômico. Por isso, o objetivo é introduzir o assunto gestão ambiental de forma holística, com ênfase no profissional que assume tal postura, a fim de propiciar a compreensão de alguns aspectos da vasta área de atuação, e estimule o conhecimento para garantir a implementação de soluções para problemas decorrentes da intervenção do homem sobre o meio ambiente, com vistas à sustentabilidade. 2 Mercado profissional e o desenvolvimento sustentável O World Employment and Social Outlook 2018: Greening with Jobs, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), aponta a criação de empregos na “economia verde” podendo alcançar até 24 milhões de postos de trabalho até 2030, como atividades relacionadas à reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura, que substituirão o modelo econômico tradicional de extração, fabricação, uso e disposição, desde que aplicadas as políticas adequadas. Economia Verde é um conjunto de ações no processo produtivo que contribuam para o desenvolvimento sustentável para melhoria da qualidade de vida, igualdade social, redução de riscos ambientais e escassez ecológica. Caracteriza-se por: eficiência no uso de recursos naturais, baixo carbono, inclusão social, reciclagem, energia renovável, reutilizaçãode bens e valoração da biodiversidade. No cenário atual de recursos naturais cada vez mais escassos, políticas públicas e econômicas de valorização de ações ambientais e a própria criação de uma consciência da população mundial à procura por serviços e produtos “ambientalmente corretos”, que causem um impacto positivo nas comunidades e no ambiente, agregam e fortalecem os empregos verdes, que vieram para ficar. Sendo assim, são necessárias medidas que capacitem os trabalhadores nestas novas profissões e fomentem as habilidades necessárias na transição para uma economia sustentável. Nesse contexto, imagine uma situação hipotética em que você faça parte de uma equipe multidisciplinar de gestores e engenheiros de uma multinacional de energia eólica com vários parques eólicos implantados e outros em fase de construção no litoral do nordeste brasileiro. O colegiado da empresa vem questionando quanto aos impactos socioambientais desse setor produtivo. Então, cabe a esta equipe fazer esse diagnóstico multidisciplinar para identificação dos impactos negativos. Embora seja de uma fonte renovável de energia, apresenta diversos impactos físicos, biológicos e sociais. Esse levantamento será fundamental para traçar estratégias sustentáveis para a empresa, por meio de adequações no processo produtivo e remodelamento dos programas ambientais existentes, como locais de implantação, fauna e floras afetadas, e população remanejada (se houver). No dia a dia de atividades, a equipe se depara com diversos aspectos e fatores ambientais a serem analisados. Algumas questões devem ser respondidas: · Quais são os fatores a serem observados para qualidade do ar, do solo e da água? · Como funciona a dinâmica desses recursos? · Como será que a comunidade ao redor está sendo beneficiada? · Há programas de educação ambiental? · Está afetando o turismo local? · Será que a sua empresa está causando danos, como poluição atmosférica, visual e sonora? A partir dessas respostas, a equipe obterá diversos dados que serão de extrema importância para que o projeto continue a ser desenvolvido. Clique para abrir a imagem no tamanho original Figura 1 - Um parque eólicoFonte: Natalia Macheda, Shutterstock, 2020. #PraCegoVer: Na figura há vários aerogeradores em um Parque eólico. 3 Classificação e entendimento sobre bens e serviços ambientais Bens e serviços ambientais refere-se àqueles cujos objetivos sejam a proteção do meio ambiente. O conjunto dos produtores nesse segmento forma a indústria ambiental em três categorias: 1 Equipamentos, instalações, instrumentos e outros materiais para controle e prevenção da poluição e recuperação do meio ambiente. 2 Indústrias ou empresas ligadas aos recursos naturais, como distribuição de água, venda de materiais recuperados e geração de energias de fontes alternativas, eólica, solar, entre outras. 3 Serviços ambientais, como gestão de resíduos, análises laboratoriais, descontaminação de áreas, consultoria e engenharia ambiental, programas de educação ambiental, implantação de sistemas de gestão ambiental. 4 Noções gerais da profissão: definição e histórico O alto nível dos impactos negativos das atividades produtivas, as exigências, legislação ambiental vigente e a crescente preferência dos consumidores por produtos considerados menos agressivos ao meio ambiente passaram a se configurar como grandes desafios para a sociedade organizada. Esse novo cenário evidenciou que a proteção ambiental deixou de ser considerada responsabilidade exclusiva dos órgãos oficiais de meio ambiente e passou a ser compartilhada por todos os demais setores da sociedade. Além disso, incorporou o conceito de responsabilidade social na gestão das empresas, fator que tem ampliado a demanda por profissionais qualificados para atuar na área de gerenciamento ambiental. Nas empresas, instituições e órgãos públicos ou privados, cristalizase a noção de eficácia nas funções técnicas e tecnológicas em relação aos impactos ambientais. O mercado de trabalho está em busca de profissionais capazes de resolver esses problemas. Responsabilidade compartilhada é conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental. Segundo Rodrigues (2004), para garantir o direito universal ao desenvolvimento sustentável deve ser incentivada uma visão mais abrangente e pluridisciplinar dos profissionais atuantes. O autor também defende que a engenharia ambiental deve ser estudada em um contexto mais político e levando em conta os principais problemas ambientais enfrentados na região, onde é possível discutir campos de ação do profissional em face aos novos paradigmas e desafios da sustentabilidade para o trabalho do profissional na área ambiental. 4.1 Histórico Na década de 1970, com o entendimento de desenvolvimento sustentável, os problemas da sociedade passaram a ser analisados de forma holística, gerando uma necessidade de uma nova postura ética, caracterizada pela responsabilidade socioambiental das gerações presentes e futuras. Destaca-se a Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, organizada pela ONU e realizada em Estocolmo (Suécia), em 1972. Nessa mesma década, nos EUA passou a ser exigida a realização de Estudos de Impactos Ambientais (EIA) como um pré-requisito à instalação de empreendimentos considerados potencialmente poluidores. Esse foi um dos primeiros passos no controle da expansão industrial para reduzir os impactos ainda na fase de projeto, sendo assim um dos principais instrumentos de gestão ambiental na esfera pública. A preocupação sobre as questões ambientais é relativamente nova no Brasil. Desde o início da década de 70 a influência das políticas públicas relacionadas ao meio ambiente refletiu na sanção da maior parte de nossas leis ambientais. No entanto, essas legislações não previam penas severas, já que a preocupação dos dirigentes políticos estava voltada, principalmente, para o crescimento econômico, o que fazia com que a fiscalização das agressões ambientais gerasse penas leves e não fossem eficientes. A Engenharia Ambiental teve seu início justamente em 05 de junho de 1972, quando houve a 1° Conferência Mundial sobre Meio Ambiente em Estocolmo, na Suécia. E é nesta data que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. A década de 1980 marcou o início do movimento ambientalista brasileiro. Foi um período de denúncias e conscientização, marcado por um avanço na realização de projetos voltados às áreas de proteção ambiental, gestão de bacias hidrográficas etc. Esse período ficou marcado também pela aprovação da Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA (LEI Nº. 6.938/81), considerada a norma federal mais importante na área ambiental. Ela traz os objetivos, mecanismos de formulação e aplicação da política ambiental, além dos instrumentos de gestão ambiental, como: · Licenciamento ambiental. · Estabelecimento de padrões de qualidade ambiental. · Sistema nacional de informações sobre o meio ambiente. · Penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental. · Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadoras dos recursos ambientais. · Instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental e seguro ambiental. Dessa Lei derivaram decretos, resoluções, políticas e normas que compõem o arcabouço legal ambiental brasileiro, tais como: · Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) decreto nº 3.179/99. · Política Nacional de Educação Ambiental (nº 9.795/99). · Política Nacional de Recursos Hídricos (nº 9.433/97). · Política Nacional dos Resíduos Sólidos (nº 12.305/2010). O artigo 225 da Constituição Federal de 1988, que versa sobre o meio ambiente, afirma que a responsabilidade de defesaé do poder público e da coletividade. O artigo 225 da Constituição Federal traz em seu texto o direito de todos sobre o meio e o dever de preservá-lo: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. (Art. 225, Capítulo VI da Constituição Federal de 1988). O agravamento dos problemas ambientais no Brasil está ligado ao processo de industrialização no país. 1. 2. 3. A urbanização acelerada e a desigualdade socioeconômica nas décadas seguinte aumentaram os problemas. Previous O manejo responsável dos recursos naturais beneficia e melhora a condição biológica e social da vida humana. Para que isso seja possível, é preciso orientar as ações antrópicas para a conservação e manutenção da qualidade ambiental. Os registros de desastres ambientais decorrentes das atividades antrópicas são associados às sociedades urbanas, especialmente àquelas que instauraram um poder estatal, centralizado e calculado no controle dos recursos hídricos, e que implantaram a monocultura em larga escala. As grandes obras de engenharia hidráulica realizadas na antiguidade oriental sinalizam os primeiros processos de desertificação provocados pelo homem. Então, cresce a procura de profissionais preocupados com o meio ambiente e que possam aplicar tecnologias a fim de garantir sua proteção. No Brasil, essa concepção inicial se deu após as legislações ambientais a fim de aplicá-las com mais eficiência, principalmente no que diz respeito a priorização do saneamento básico com ampliação de cobertura das redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O Curso de Engenharia Ambiental é recente no Brasil. No começo dos anos 80 surgiram os primeiros cursos de Engenharia Sanitária, em Florianópolis/SC, Belém/PA e Cuiabá/MT. Em 1992, quando houve a ECO 92 (2° Conferência Mundial do Meio Ambiente), realizada no Rio de Janeiro, assuntos para criação de novas profissões relacionadas ao meio ambiente foram abordadas, pois, embora o saneamento básico estava sendo implantando, outras vertentes relacionadas ao meio ambiente ainda estavam esquecidas. Assim, foi autorizado a criação do curso de Engenharia Ambiental no Brasil neste mesmo ano pela Fundação Universidade do Tocantins, em Palmas. A Engenharia Ambiental teve sua origem nos cursos baseados na Engenharia Civil. Não apenas a grade curricular, mas todo o corpo docente da ambiental era da civil. O Ministério da Educação e Cultura - MEC só reconheceu efetivamente o curso depois de ter turmas formadas. Esse fato levou, em 1996, ao reconhecimento do curso, quando a primeira turma se formou, em 31 de janeiro daquele ano em Palmas/TO. Assim, essa data foi considerada o Dia Nacional do Engenheiro Ambiental, que é comemorada como marco da área como reconhecimento técnico-profissional. Mesmo com a aprovação do MEC, o mercado de trabalho demorou a absorver este profissional. Após quatro anos da formação da primeira turma, em 2000, o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (CONFEA) - da qual a Arquitetura fazia parte - começou a aceitar registros dos profissionais de Engenharia Ambiental, através da resolução n° 447/2000. Então, a partir deste ano, a quantidade de Universidades e Faculdades oferecendo este curso vem crescendo, assim como a procura de estudantes em ingressar nesse curso. A partir de então, surgiram novos cursos em outras instituições de ensino. Grandes extensões de monocultura podem extinguir uma espécie e favorecer o crescimento populacional de outra. Vegetais e animais que se beneficiam dessa plantação ou cujos predadores foram exterminados podem se reproduzir de maneira desordenada, prejudicando a plantação e passando a agir como pragas. Para combater as pragas e garantir a colheita, a indústria química fornece agrotóxicos que, muitas vezes, envenenam as plantas, o solo e a água, colocando em risco a saúde e a vida de outras espécies, inclusive a humana. 4.2 Conceitos importantes A gestão ambiental é uma das áreas de atuação profissional que mais crescem no país. A engenharia ambiental, antes de tudo, é um curso de engenharia, com habilitação ambiental. O conceito de engenharia também está se ressignificando diante das mudanças da sociedade pela a incorporação da nova mentalidade ambiental, que cobra mudanças de comportamento do mercado que não se adequa a tais exigências. Conforme Gasparini (2010), o exercício da engenharia, visto como o domínio do poder e das forças da natureza em benefício da humanidade, passou a ser compreendido com significados mais abstratos e abrangentes, tais como qualidade de vida e desenvolvimento sustentável e, então, ser benefício da humanidade. Sendo assim, equilibrar tais demandas de atender às necessidades de uso e exploração de matéria prima, sem prejuízo para as fontes de recursos naturais e a manutenção da vida, justificou a criação dos cursos na área ambiental como de Engenharia Ambiental e/ou Sanitária, e os cursos superiores em Tecnologia em Gestão Ambiental e Tecnologia em Saneamento ambiental. Considerando as exigências do mercado educacional na capacitação de novos profissionais em educação nessa temática o Caderno Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia de 2010, vários eixos de estudos tecnológicos, tais como: · Controle e processos industriais. · Gestão e negócios. · Desenvolvimento educacional e social. · Informação e comunicação. · Infraestrutura. · Alimentícia. · Produção Cultural e design. · Produção Industrial. · Recursos naturais. · Segurança. · Ambiente e saúde. · Turismo, Hospitalidade e Lazer. Destaca-se o eixo tecnológico de ambiente e saúde, o qual aborda as tecnologias associadas à melhoria da qualidade de vida, à preservação e utilização da natureza, desenvolvimento e inovação do aparato tecnológico de suporte e atenção à saúde. Compreende as ações de proteção e preservação dos seres vivos e dos recursos naturais, da segurança de pessoas e comunidades, do controle e avaliação de risco e programas de educação ambiental. Tais ações vinculam–se ao suporte de sistemas, processos e métodos utilizados na análise, diagnóstico e gestão, provendo apoio aos profissionais da saúde nas intervenções e no processo saúde - doença de indivíduos, bem como propondo e gerenciando soluções tecnológicas mitigadoras e de avaliação e controle da segurança e dos recursos naturais. Pesquisa e inovação tecnológica, constante atualização e capacitação, fundamentadas nas ciências da vida, nas tecnologias físicas e nos processos gerenciais, são características comuns deste eixo. Segundo o MEC, a organização curricular dos cursos contempla conhecimentos relacionados a: · Biossegurança (principalmente para manipulação em laboratório). · Leitura e produção de textos técnicos. · Raciocínio lógico. · Ciência, tecnologia e inovação. · Investigação tecnológica. · Empreendedorismo. · Prospecção mercadológica e marketing. · Tecnologias de comunicação e informação. · Desenvolvimento interpessoal. · Legislação e políticas públicas (arcabouço legal). · Normas técnicas (CONAMAs, ABNT). · Saúde e segurança no trabalho (NRs - Normas regulamentadoras). · Gestão da qualidade (Sistema de Gestão da Qualidade – ISO 9001). · Responsabilidade e sustentabilidade social e ambiental (Sistemas de gestão Ambiental (SIG, SGA, auditorias ambientais, Analises dos Ciclos de Vida). · Qualidade de vida. · Ética profissional. 1. 2. 3. O profissional deverá ser um agente de propagação das tecnologias ambientais nas áreas produtivas das empresas públicas e privadas, bem como responsável técnico em órgãos governamentais, indústrias, empresas de consultoria e prefeituras municipais, sendo capaz de desempenhar atividades de aperfeiçoamento, implementação e controle dos processos de prevenção, conservação e recuperação ambiental, com habilidades e conhecimentos técnicocientíficos, capazes de absorver as mudanças e aprender de modo continuado. Previous Todos essasquestões estão relacionadas ao curso, onde o ensino é centrado no aluno, buscando incentiválo ao crescimento contínuo e propiciando o desenvolvimento de competências e habilidades a partir de fundamentos científicos dos processos de degradação do ambiente interno e externo aos empreendimentos, bem como de conhecimentos em gestão dos recursos naturais para solucionar os problemas causados pela intervenção do homem na natureza. Clique para abrir a imagem no tamanho original Figura 2 - Profissional coletando água para estudo de um ambiente poluídoFonte: cubephoto, Shutterstock, 2020. #PraCegoVer: Profissional de jaleco e luvas coletando água de ambiente poluído para análise. O profissional habilitado nos cursos de Engenharia Ambiental ou Tecnologia em Gestão Ambiental deve apresentar as seguintes competências: 1 Dominar os conhecimentos dos princípios de planejamento e controle, os fundamentos das tecnologias aplicadas ao meio ambiente, às técnicas e ferramentas da qualidade e gestão ambiental, aplicadas aos vários segmentos produtivos que caracterizam a economia nacional. 2 Estar apto a contribuir no desenvolvimento e na implementação de programas de gestão ambiental em empresas e outras organizações. 3 Ser capaz de avaliar os riscos e os impactos, no meio ambiente, das atividades econômicas desenvolvidas pela sociedade. 4 Interpretar, adaptar, contribuir ao surgimento de ações e atividades decorrentes de estratégias de desenvolvimento sustentável, com o uso de tecnologias limpas. 5 Atuar em projetos que contemplem a análise do ciclo de vida de produtos e a qualidade do ambiente de trabalho. 6 Implementar tecnologias limpas e conceber modelos de inovação tecnológica capazes de minimizar os impactos ambientais decorrentes das atividades produtivas. 7 Participar de projetos de caracterização e avaliação do desempenho e dos passivos ambientais. 8 Ser portavoz do tema ambiental, promovendo ações de comunicação e marketing ambiental. 9 Aplicar normas relativas à saúde, segurança e meio ambiente, visando à melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho. Assista aí 5 Objetivos dos cursos na área ambiental O Objetivo Geral é formar profissionais com competência para compreender e analisar os parâmetros sociais, tecnológicos, econômicos e produtivos que podem provocar impactos no ambiente interno e externo e, dessa forma, implantar soluções de correção e/ou de prevenção para a melhoria e conservação da qualidade ambiental. Já os objetivos específicos são: · Permitir a inserção de profissionais no mercado de trabalho, por estar apoiado em atividades que utilizarão as situações reais do setor produtivo e de serviços. · Proporcionar ao formado a possibilidade de atuar na área de controles ambientais (qualidade), em órgãos governamentais e não governamentais (ONGs), indústrias, empresas de serviços, consultorias e prefeituras municipais. · Incentivar a capacidade de gerenciamento das questões ambientais, presentes interna e externamente aos empreendimentos, tendo em vista o novo cenário do ambiente econômico e produtivo. · Promover o desenvolvimento da capacidade empreendedora e da compreensão do processo tecnológico, em suas causas e efeitos. · Desenvolver capacidades para a implementação, produção e inovação científicotecnológica, associadas às respectivas aplicações no mundo do trabalho. · Promover o desenvolvimento de competências profissionais tecnológicas, gerais e específicas, para a gestão de processos, e a produção de bens e serviços voltados às questões ambientais. · Propiciar a compreensão e a avaliação dos impactos sociais, econômicos e ambientais, resultantes da produção, gestão e incorporação de novas tecnologias. · Promover a capacidade de continuar aprendendo e de acompanhar as mudanças nas condições de trabalho, bem como propiciar o prosseguimento de estudos em cursos de pósgraduação. · Adotar a flexibilidade, a interdisciplinaridade, a contextualização e a atualização permanente dos cursos e seus currículos. · Garantir a identidade do perfil profissional de conclusão de curso e da respectiva organização curricular. Com isso, é importante mostrar a quantidade de funções que o gestor ambiental pode exercer, sempre visando o menor impacto ambiental e a melhor qualidade de vida para as pessoas. Assista aí É ISSO AÍ! Nesta unidade, você teve a oportunidade de: · Aprender como as questões ambientais influenciaram na percepção de um novo nicho de profissional. · Compreender as necessidades do mercado profissional tendo um profissional da área. · Entender sobre os bens e serviços ambientais que os profissionais podem atuar. · Compreender como o histórico da criação de cursos profissionalizantes da área ambiental, bem como suas competências profissionalizantes. · Conhecer os objetivos geral e específicos dos profissionais da área ambiental. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituição.htm. Acesso em: 12 de fevereiro de 2020. CALIJURI, M. C.; CUNHA, D. G. F. 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