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Curso: Enfermagem
7º Período
Disciplina: Saúde da Mulher II
Prof. ME. Jayran Almeida
RESOLUÇÃO COFEN Nº 516/2016 – ALTERADA PELAS RESOLUÇÕES COFEN NºS 524/2016 E 672/2021
Normatiza a atuação e a responsabilidade do Enfermeiro, Enfermeiro Obstetra e Obstetriz na assistência às gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos nos 
Serviços de Obstetrícia, 
Centros de Parto Normal e/ou 
Casas de Parto e 
demais locais onde ocorra essa assistência e estabelecer critérios para registro de títulos de Enfermeiro Obstetra e Obstetriz no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem
RESOLUÇÃO COFEN Nº 672/2021
Altera a Resolução Cofen nº 516, de 23 de junho de 2016, 
Art. 1° Alterar o § 3º do art. 1º da Resolução Cofen 516, de 23 de junho de 2016, publicada no Diário Oficial da União nº 121, em 27 de junho de 2016, Seção 1, páginas 92/93, que passará a ter a seguinte redação:
“§ 3º Para a atuação do Enfermeiro generalista nos Serviços de Obstetrícia, Centros de Parto Normal e/ou Casas de Parto, e para o Registro de Título de Obstetriz e o de pós-graduação Stricto ou Lato Sensu, de Enfermeiro Obstetra no Conselho Federal de Enfermagem, além do disposto em outros normativos do Cofen.......
RESOLUÇÃO COFEN Nº 568/2018 – ALTERADA PELA RESOLUÇÃO COFEN Nº 606/2019
Aprova o Regulamento dos Consultórios de Enfermagem e Clínicas de Enfermagem.
*Anexos incluídos pela Resolução Cofen nº 606/2019.
Art. 1º Regulamentar o funcionamento dos Consultórios e Clínicas de Enfermagem.
Art. 2º Os Consultórios e Clínicas de Enfermagem ficam obrigados a providenciar e manter registro no Conselho Regional de Enfermagem que tenha jurisdição sobre a região de seu respectivo funcionamento.
Art. 3º Os Enfermeiros, quando da atuação em Consultórios e Clínicas de Enfermagem, poderão realizar as atividades e competências regulamentadas pela Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, pelo Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, e pelas Resoluções do Conselho Federal de Enfermagem.
RESOLUÇÃO COFEN Nº 736 DE 17 DE JANEIRO DE 2024
Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem.
Art. 1º O Processo de Enfermagem-PE, deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em todo contexto socioambiental, em que ocorre o cuidado de Enfermagem.
Art. 2º O Processo de Enfermagem deve estar fundamentado em suporte teórico, que podem estar associados entre si, como: 
Teorias e Modelos de Cuidado, 
Sistemas de Linguagens Padronizadas, 
Instrumentos de avaliação de predição de risco validados, 
Protocolos baseados em evidências e outros conhecimentos correlatos, 
como estruturas teóricas conceituais e operacionais que fornecem propriedades descritivas, explicativas, preditivas e prescritivas que lhe servem de base.
1º Avaliação de Enfermagem
3º Planejamento de Enfermagem
2º Diagnóstico de Enfermagem
4º Implementação de Enfermagem
5º Evolução de Enfermagem
1º Avaliação de Enfermagem 
Compreende a coleta de dados subjetivos (entrevista) e objetivos (exame físico) inicial e contínua pertinentes à saúde da pessoa, da família, coletividade e grupos especiais, realizada mediante auxílio de técnicas (laboratorial e de imagem, testes clínicos, escalas de avaliação validadas, protocolos institucionais e outros) para a obtenção de informações sobre as necessidades do cuidado de Enfermagem e saúde relevantes para a prática;
2º Diagnóstico de Enfermagem 
Compreende a identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para melhorar comportamentos de saúde. Estes representam o julgamento clínico das informações obtidas sobre as necessidades do cuidado de Enfermagem e saúde da pessoa, família, coletividade ou grupos especiais;
3º Planejamento de Enfermagem 
Compreende o desenvolvimento de um plano assistencial direcionado para à pessoa, família, coletividade, grupos especiais, e compartilhado com os sujeitos do cuidado e equipe de Enfermagem e saúde. Deverá envolver:
I – Priorização de Diagnósticos de Enfermagem;
II – Determinação de resultados (quantitativos e/ou qualitativos) esperados e exequíveis de enfermagem e de saúde;
3º Planejamento de Enfermagem 
III – Tomada de decisão terapêutica, declarada pela prescrição de enfermagem das intervenções, ações/atividades e protocolos assistenciais.
4º Implementação de Enfermagem 
Compreende a realização das intervenções, ações e atividades previstas no planejamento assistencial, pela equipe de enfermagem, respeitando as resoluções/pareceres do Conselho Federal e Conselhos Regionais de Enfermagem quanto a competência técnica de cada profissional, por meio da colaboração e comunicação contínua, inclusive com a checagem quanto à execução da prescrição de enfermagem, e apoiados nos seguintes padrões:
4º Implementação de Enfermagem 
I – Padrões de cuidados de Enfermagem: cuidados autônomos do Enfermeiro, ou seja, prescritos pelo enfermeiro de forma independente, e realizados pelo Enfermeiro, por Técnico de enfermagem ou por Auxiliar de Enfermagem, observadas as competências técnicas de cada profissional e os preceitos legais da profissão;
4º Implementação de Enfermagem
II – Padrões de cuidados Interprofissionais: cuidados colaborativos com as demais profissões de saúde;
III – Padrões de cuidados em Programas de Saúde: cuidados advindos de protocolos assistenciais, tais como prescrição de medicamentos padronizados nos programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição, bem como a solicitação de exames de rotina e complementares.
5º Evolução de Enfermagem
Compreende a avaliação dos resultados alcançados de enfermagem e saúde da pessoa, família, coletividade e grupos especiais. Esta etapa permite a análise e a revisão de todo o Processo de Enfermagem.
Art. 6º Ao enfermeiro, observadas as disposições da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e do Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, no processo de enfermagem cabe-lhe privativamente o Diagnóstico de Enfermagem e a Prescrição de Enfermagem.
Art. 7º Os Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, em conformidade com o disposto na Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e do Decreto 94.406, de 08 de junho de 1987, que a regulamenta, participam do Processo de Enfermagem, com Anotações de Enfermagem, bem como na implementação dos cuidados prescritos e sua checagem, sob a supervisão e orientação do Enfermeiro.
RESOLUÇÃO COFEN Nº 737 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2024
Normatiza a atuação do Enfermeiro Obstétrico e Obstetriz na
assistência à mulher, recém-nascido e família no Parto Domiciliar Planejado.
Art. 1º Aprovar a norma técnica referente à atuação do Enfermeiro Obstétrico ou Obstetriz no Parto Domiciliar Planejado, conforme o anexo desta Resolução.
Art. 2º Os procedimentos previstos da norma técnica supraditada devem ser desenvolvidos no ato da assistência em cumprimento às etapas do Processo de Enfermagem, cabendo-lhe a prescrição, administração e procedimentos acerca a assistência ao Parto Domiciliar Planejado, com base em protocolos assistenciais.
Art. 3º No âmbito da equipe de Enfermagem, a atuação no Parto Domiciliar Planejado, é privativa do Enfermeiro Obstétrico ou Obstetriz observadas as disposições legais da profissão.
Art. 4º Toda equipe de Parto Domiciliar Planejado deve ter uma responsável técnica de Enfermagem registrada no Coren com jurisdição na área onde ocorre o exercício da equipe.
ANEXO I DA RESOLUÇÃO Nº 737/2024
NORMA TÉCNICA DA ATUAÇÃO DA ENFERMEIRO OBSTETRICO E OBSTETRIZ NO PARTO DOMICILIAR PLANEJADO
A assistência ao Parto Domiciliar Planejado pelo Enfermeiro Obstétrico ou Obstetriz deve ser baseada em evidências científicas, pautada pelos princípios de humanização, de respeito à autonomia e protagonismo da mulher, da compreensão do parto e nascimento como eventos fisiológicos e familiares.
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
O QUE É VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA?
A violência obstétrica atinge diretamente as mulheres e pode ocorrer durante a gestação, parto e
pós-parto. É o desrespeito à mulher, à sua autonomia, ao seu corpo e aos seus processos reprodutivos, podendo manifestar-se por meio de violência verbal, física ou sexual e pela adoção de intervenções e procedimentos desnecessários e/ou sem evidências científicas. Afeta negativamente a qualidade de vida das mulheres, ocasionando abalos emocionais, traumas, depressão, dificuldades na vida sexual, entre outros. 
QUEM PODE PRATICAR A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA CONTRA A MULHER?
A violência obstétrica é praticada por quem realiza a assistência obstétrica.
Médicos(as), enfermeiros(as), técnicos(as) em enfermagem, obstetrizes ou qualquer outro profissional que preste em algum momento esse tipo de assistência pode ser autor da mencionada violência. 
ALGUNS EXEMPLOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: 
• xingamentos, humilhações, comentários constrangedores em razão da cor, da raça, da etnia, da religião, da orientação sexual, da idade, da classe social, do número de filhos etc.;
• episiotomia (“pique” no parto vaginal) sem necessidade, sem anestesia ou sem informar à mulher;
• ocitocina (“sorinho”) sem necessidade;
• manobra de Kristeller (pressão sobre a barriga da mulher para empurrar o bebê); 
ALGUNS EXEMPLOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: 
• lavagem intestinal durante o trabalho de parto;
• raspagem dos pelos pubianos;
• amarrar a mulher durante o parto ou impedi-la de se movimentar;
• não permitir que a mulher escolha sua posição de parto, obrigando-a a parir deitada com a barriga para cima e pernas levantadas;
• impedir a mulher de se alimentar e beber água durante o trabalho de parto;
ALGUNS EXEMPLOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: 
• negar anestesia, inclusive no parto normal;
• toques realizados muitas vezes, por mais de uma pessoa, sem o esclarecimento e consentimento da mulher; 
• dificultar o aleitamento materno na primeira hora;
• Impedir o contato imediato, pele a pele do bebê com a mãe, após o nascimento sem motivo esclarecido à mulher;
• proibir o acompanhante que é de escolha livre da mulher;
• cirurgia cesariana desnecessária e sem informar à mulher sobre seus riscos. 
DOULAS, você conhece?
As doulas cuidam do bem-estar físico e emocional da mulher durante a gestação, trabalho de parto, parto e pós-parto. 
NÃO EXECUTAM PROCEDIMENTO TÉCNICO! 
As pesquisas demonstram que a presença das doulas reduz o número de cirurgias cesarianas a pedido, diminui o tempo de trabalho de parto e os pedidos de anestesia e também facilita o vínculo entre mães e bebês no pós-parto.
SE EU TIVER UMA DOULA ME ACOMPANHANDO DURANTE O TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO, NÃO PODEREI ESCOLHER UM(A) ACOMPANHANTE?
Pode sim! 
A doula não se confunde com o (a) acompanhante da lei nº 11.108/2005. Assim, a mulher pode ter a companhia de uma doula durante o trabalho de parto, parto e pós-parto e de mais uma pessoa de sua livre escolha (acompanhante).
Estímulo ao Parto Normal -
ANS – RN nº 368/2015 
A importância do estímulo ao parto normal.
▪ A taxa de cesarianas na saúde suplementar é de 84% e na saúde pública chega a 40%; não há justificativas clínicas para taxas tão elevadas
▪ São números alarmantes encontrados no Brasil
▪ Quando não tem indicação médica, a cesárea ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe
▪ Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade
Resolução Normativa nº 398/2016
Dispõe sobre a Obrigatoriedade de Credenciamento de Enfermeiros Obstétricos e Obstetrizes por Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde e Hospitais que Constituem suas Redes e sobre a Obrigatoriedade de os Médicos Entregarem a Nota de Orientação à Gestante.
art. 1º.....
Parágrafo único. As Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde e os Hospitais que constituem suas redes, se, onde e quando viável, deverão contratar e possibilitar a atuação de enfermeiros obstétricos e obstetrizes no acompanhamento do trabalho de parto e do próprio parto, mantendo atualizada a relação de profissionais contratados para livre consulta das beneficiárias.

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