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Enfermeira Esp. Nalitha Raideé Nunes 
PE 
Processo de 
Enfermagem
Os Técnicos e Auxiliares de Enfermagem devem
possuir capacidade de assumir a responsabilidade
do cuidado, interagindo com a clientela (pessoa,
família ou coletividade), considerando suas
necessidades e escolhas, valorizando sua
autonomia para assumir sua própria saúde, e agir
mobilizando conhecimentos, habilidades e atitudes
requeridos pela natureza do trabalho da
Enfermagem, tais como:
Introdução
COMPETÊNCIAS TÉCNICAS: capacidade de dominar os conteúdos das ações, das regras e dos procedimentos
da área específica de trabalho, as habilidades para compreender os processos e lidar com os equipamentos, a
capacidade de entender os sistemas e as redes de relações, a capacidade de obter e usar as informações.
COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS OU METÓDICAS: capacidade de planejarem-se, de organizarem-se, de
estabelecer métodos próprios, de gerenciar seu tempo e espaço de trabalho, desenvolvendo a flexibilidade no
processo de trabalho, exercitando a criatividade, utilizando os seus conhecimentos nas diversas situações
encontradas no mundo do trabalho e a capacidade de transferir conhecimentos da vida cotidiana para o
ambiente de trabalho e vice-versa.
COMPETÊNCIAS COMUNICATIVAS: capacidade de expressão e comunicação com seu grupo, superiores
hierárquicos ou subordinados, de cooperação, de trabalho em equipe, desenvolvendo a prática do diálogo, o
exercício da negociação e a comunicação interpessoal.
COMPETÊNCIAS SÓCIO-POLÍTICAS: capacidade de refletir sobre a esfera do mundo do trabalho, de ter
consciência da qualidade e das implicações éticas do seu trabalho, de ter autonomia de ação, compromisso
social e de desenvolver o exercício da cidadania, estando aberto às mudanças, desenvolvendo a autoestima e
autovalorização.
Resolução COFEN 
358/2009 foi 
ALTERADA PARA: 
736/24
01
“O Processo de Enfermagem é definido como um
instrumento metodológico que orienta o cuidado
profissional de Enfermagem e a documentação
da prática profissional. Propicia a organização e
direção ao cuidado de enfermagem, sendo a
essência, o instrumento e a metodologia da
prática de enfermagem”
PROCESSO DE 
ENFERMAGEM
Art. 4º O Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e 
recorrentes:
§ 1º – Avaliação de Enfermagem – compreende a coleta de dados subjetivos (entrevista) e objetivos (exame 
físico) inicial e contínua pertinentes à saúde da pessoa, da família, coletividade e grupos especiais, realizada 
mediante auxílio de técnicas (laboratorial e de imagem, testes clínicos, escalas de avaliação validadas, 
protocolos institucionais e outros) para a obtenção de informações sobre as necessidades do cuidado de 
Enfermagem e saúde relevantes para a prática;
§ 2º – Diagnóstico de Enfermagem – compreende a identificação de problemas existentes, condições de 
vulnerabilidades ou disposições para melhorar comportamentos de saúde. Estes representam o julgamento 
clínico das informações obtidas sobre as necessidades do cuidado de Enfermagem e saúde da pessoa, família, 
coletividade ou grupos especiais;
§ 3º – Planejamento de Enfermagem – compreende o desenvolvimento de um plano assistencial direcionado 
para à pessoa, família, coletividade, grupos especiais, e compartilhado com os sujeitos do cuidado e equipe de 
Enfermagem e saúde. Deverá envolver:
I – Priorização de Diagnósticos de Enfermagem;
II – Determinação de resultados (quantitativos e/ou qualitativos) esperados e exequíveis de enfermagem e de 
saúde;
III – Tomada de decisão terapêutica, declarada pela prescrição de enfermagem das intervenções, 
ações/atividades e protocolos assistenciais.
§ 4º – Implementação de enfermagem – compreende a realização das intervenções, ações e atividades
previstas no planejamento assistencial, pela equipe de enfermagem, respeitando as resoluções/pareceres
do Conselho Federal e Conselhos Regionais de Enfermagem quanto a competência técnica de cada
profissional, por meio da colaboração e comunicação contínua, inclusive com a checagem quanto à
execução da prescrição de enfermagem, e apoiados nos seguintes padrões:
I – Padrões de cuidados de Enfermagem: cuidados autônomos do Enfermeiro, ou seja, prescritos pelo
enfermeiro de forma independente, e realizados pelo Enfermeiro, por Técnico de enfermagem ou por
Auxiliar de Enfermagem, observadas as competências técnicas de cada profissional e os preceitos legais da
profissão;
II – Padrões de cuidados Interprofissionais: cuidados colaborativos com as demais profissões de saúde;
III – Padrões de cuidados em Programas de Saúde: cuidados advindos de protocolos assistenciais, tais
como prescrição de medicamentos padronizados nos programas de saúde pública e em rotina aprovada
pela instituição, bem como a solicitação de exames de rotina e complementares.
§ 5º – Evolução de Enfermagem – compreende a avaliação dos resultados alcançados de enfermagem e 
saúde da pessoa, família, coletividade e grupos especiais. Esta etapa permite a análise e a revisão de todo 
o Processo de Enfermagem.
‘
A anotação de enfermagem trata-se de um
registro pontual, que visa garantir o registro
da situação em que o paciente se encontra
naquele momento, dos procedimentos de
enfermagem realizados ou não realizados e
das observações feitas. A anotação de
enfermagem pode ser realizada pelo
enfermeiro, técnico ou auxiliar de
enfermagem.
Anotação de 
Enfermagem
Exemplo de uma admissão adulto
16:00h Paciente admitido na clinica médica com queixas de febre alta 39oC+Êmese+Cefaléia. O mesmo veio de própria
residência de carro próprio, acompanhado pela filha. Apresenta-se lúcido, orientado, verbaliza, deambula, sono alterado
devido as queixas apresentadas acima, diurese e dejeções presentes, nega Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes
Mellitus (DM) e doença crônica. Não faz uso de remédio contínuo. Refere ter alergia a penicilina e a abacaxi. Nega ter
tabagista e etilista. Em uso de AVP em MSE.
Perguntas norteadoras para anotações de enfermagem para paciente adulto:
1-Estado geral (lúcido, orientado, verbaliza, deambula)
2- Dormiu bem?(sono)
3- Diurese e dejeções?(fez xixi e cocô hj?)
4- Ingesta hídrica? (tomou água?)
5- Dieta? (está se alimentando?)
6- Medicado? (tomou todas as medicações conforme prescrição médica?)
7-Tem acompanhante?
8- Queixas? (dor?, enjoo?, vômito?, tontura?, essas coisas?)
16:00h Paciente admitido na clinica médica com
queixas de febre alta 39oC+Êmese+Cefaléia. O
mesmo veio de própria residência de carro próprio,
acompanhado pela filha. Apresenta-se lúcido,
orientado, verbaliza, deambula, sono alterado devido
as queixas apresentadas acima, diurese e dejeções
presentes, nega Hipertensão Arterial Sistêmica
(HAS), Diabetes Mellitus (DM) e doença crônica.
Não faz uso de remédio contínuo. Refere ter alergia
a penicilina e a abacaxi. Nega ter tabagista e etilista.
Em uso de AVP em MSE.
Exemplo de admissão pediátrica
18:00h Menor admitido na clinica pediátrica acompanhado pela genitora, com queixa de
gastralgia+ febre 38,5oC+ desnutrição, encaminhado do PSF ou UBS do seu bairro (coloca o
nome). Apresenta-se choroso, febril, agitado. Nega alergia medicamentosa e alimentar. Nega
doença crônica, não faz uso de remédio contínuo. Não aceitou bem a dieta oferecida, pouca
ingesta hídrica, diurese presente, dejeções ausentes há +- 02 dias, sono alterado. Em uso de
AVP em MSD, segue aos cuidados da equipe de enfermagem.
Gastralgia - dor no estômago
AVP- Acesso Venoso Periférico
MSD- Membro Superior Direto
VAMOS 
TREINAR???
História clínica
Paciente masculino, 54 anos, negro, natural e procedente de Fortaleza/CE,
vendedor ambulante, há 06 dias iniciou quadro de febre de 38,7°C associada a
calafrios e tosse produtiva, com secreção purulenta. Relata ainda dispneia, que
atualmente impossibilita moderados esforços, e perda ponderal de 3kg. Nega dor
torácica, sudorese, hemoptise, edema ou outros sintomas associados.
Previamentehígido. Tabagista (32 maços-ano) e etilista social. Nega histórico
familiar de doenças pulmonares ou neoplasias.
	Slide 1: PE Processo de Enfermagem
	Slide 2: Introdução
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	Slide 4: Resolução COFEN 358/2009 foi ALTERADA PARA: 736/24
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	Slide 9: Anotação de Enfermagem
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	Slide 13: VAMOS TREINAR???
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