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CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Documento sobre concordância e regência na Educação Básica, com histórico institucional, sumário e introdução à BNCC (competências gerais), além de explicações sobre concordância verbal e nominal, seção sobre Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental e referências.

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1 
 
 
CONCORDANCIA E REGENCIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA 
1 
 
 
1. NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
Sumário 
Sumário ...................................................................................................................... 2 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3 
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR ............ 4 
CONCORDÂNCIA VERBAL ....................................................................................... 5 
LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS: PRÁTICAS 
DE LINGUAGEM, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES .................... 9 
1. ............................................................................................................................... 13 
CONCORDÂNCIA VERBAL E CONCORDÂNCIA NOMINAL ................................. 13 
2. A concordância verbal é estabelecida entre o verbo e o sujeito da oração. A 
concordância nominal é estabelecida entre o núcleo do sintagma nominal e os termos 
determinantes. .................................................................................................................. 13 
3. Concordância é um processo utilizado pela língua para marcar formalmente as 
relações de determinação ou dependência morfossintática existentes entre os termos 
dos sintagmas no interior das orações. ............................................................................ 13 
4. Essas relações morfossintáticas entre os termos de uma oração podem ser feitas por 
meio da concordância verbal (entre o verbo e o sujeito da oração) e nominal (entre 
o núcleo do sintagma nominal e seus termos determinantes). Vejamos cada uma das 
concordâncias: .................................................................................................................. 13 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 25 
 
 
 
 
 
3 
 
 
2. INTRODUÇÃO 
Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC 
devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez 
competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de 
aprendizagem e desenvolvimento. 
Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos 
(conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e sócio emocionais), 
atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno 
exercício da cidadania e do mundo do trabalho. 
Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educação deve 
afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade, 
tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada para a preservação 
da natureza” (BRASIL, 2013)3, mostrando-se também alinhada à Agenda 2030 da 
Organização das Nações Unidas (ONU)4. 
É imprescindível destacar que as competências gerais da BNCC, apresentadas 
a seguir, inter-relacionam-se e desdobram-se no tratamento didático proposto para as 
três etapas da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino 
Médio), articulando-se na construção de conhecimentos, no desenvolvimento de 
habilidades e na formação de atitudes e valores, nos termos da LDB. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
3. COMPETÊNCIAS GERAIS DA BASE NACIONAL COMUM 
CURRICULAR 
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo 
físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar 
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e 
inclusiva. 
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, 
incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, 
para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e 
criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes 
áreas. 
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às 
mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), 
corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, 
matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, 
ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao 
entendimento mútuo. 
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de 
forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as 
escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir 
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal 
e coletiva. 
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de 
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do 
mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu 
projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, 
negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e 
promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo 
5 
 
 
responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação 
ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, 
compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos 
outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se 
respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento 
e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, 
resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, 
democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 
 
4. CONCORDÂNCIA VERBAL 
Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito. Ele 
gostava daquele seu jeito carinhoso de ser./ Eles gostavam daquele seu jeito 
carinhoso de ser. Casos de concordância verbal: 
Sujeito simples 
Regra geral: O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa. Ex.: 
Nós vamos ao cinema. O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para 
concordar com o sujeito (nós). Casos especiais: 
a)O sujeito é um coletivo - o verbo fica no singular. Ex.: A multidão gritou pelo rádio. 
Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural. Ex.: 
A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs gritaram. 
b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) o verbo fica no singular 
ou vai para o plural. Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos 
foram à excursão. 
6 
 
 
c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do 
singular ou do plural). Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram 
silêncio. 
d) O sujeito é o pronome relativo "que" o verbo concorda com o antecedente do 
pronome. Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que derramamos o café. 
e) O sujeito é o pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular 
ou concordar com o antecedente do pronome. Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui 
eu quem derramei o café. 
f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de vós, quais de..., 
quantos de..., etc. - o verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou 
indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós). 
Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me punireis? Dicas: Com os pronomes 
interrogativos ou indefinidos no singular, o verbo concorda com eles em pessoa e 
número. Ex.: Qual de vós me punirá. 
g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural - se o sujeito não vier 
precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo, o 
verbo concordará com o artigo. 
Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados Unidos são a maior potência 
mundial. 
h) O sujeito é formado pelas expressões: mais de um, menos de dois, cerca de..., etc. 
o verbo concorda com o numeral. 
Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./ Mais de cinco alunos não 
compareceram à aula. 
i) O sujeito é constituído pelas expressões: a maioria, a maior parte, grande parte, etc. 
- o verbo poderá ser usado no singular (concordância lógica) ou no plural 
(concordância atrativa). 
Ex.: A maioria dos candidatos desistiu./ A maioria dos candidatos desistiram. 
7 
 
 
j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido coletivo) - o verbo poderá ser 
usado no singular ou plural, se este vier afastado do substantivo. 
Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em casa./ A gente da 
cidade, temendo a violência da rua, permanecem em casa. 
Sujeito composto 
Regra geral: O verbo vai para o plural. Ex.: João e Maria foram passear no bosque. 
Casos especiais: 
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais diferentes - o verbo 
ficará no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 
1ª, 2ª e 3ª pessoa. Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa 
plural) amigos. O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª. 
Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural) amigos. O 
verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª. No caso acima, também 
é comum a concordância do verbo com a terceira pessoa. 
Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural) Se o sujeito estiver posposto, 
permite-se também a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo. 
Ex.: Irei eu e minhas amigas. 
b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou ligados por e - o 
verbo concordará com os dois núcleos. 
Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé. Se o sujeito estiver posposto, permite-se 
a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo. 
Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga. 
c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no singular - o verbo 
poderá ficar no plural (concordância lógica) ou no singular (concordância atrativa). 
Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar./ A angústia e ansiedade 
não o ajudava a se concentrar. 
8 
 
 
d) Quando há gradação entre os núcleos - o verbo pode concordar com todos os 
núcleos (lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo. 
Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam./ Uma palavra, um gesto, um olhar 
bastava. 
e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo, ninguém... - o verbo 
concordará com o aposto resumidor. 
Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveu. 
f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões: um e outro, nem um nem 
outro... - o verbo poderá ficar no singular ou no plural. 
Ex.: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram. 
g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou - o verbo irá para o singular 
quando a idéia for de exclusão, e para o plural quando for de inclusão. Pedro ou 
Antônio ganhará o prêmio. 
(exclusão) A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (adição, 
inclusão) 
h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas (tanto... como/ 
assim... como/ não só... mas também, etc.) - o que comumente ocorre é o verbo ir 
para o plural, embora o singular seja aceitável se os núcleos estiverem no singular. 
Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em São Paulo. 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
5. LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS 
FINAIS: PRÁTICAS DE LINGUAGEM, OBJETOS DE 
CONHECIMENTO E HABILIDADES 
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, o adolescente/jovem participa com 
maior criticidade de situações comunicativas diversificadas, interagindo com um 
número de interlocutores cada vez mais amplo, inclusive no contexto escolar, no qual 
se amplia o número de professores responsáveis por cada um dos componentes 
curriculares. Essa mudança em relação aos anos iniciais favorece não só o 
aprofundamento de conhecimentos relativos às áreas, como também o surgimento do 
desafio de aproximar esses múltiplos conhecimentos. A continuidade da formação 
para a autonomia se fortalece nessa etapa, na qual os jovens assumem maior 
protagonismo em práticas de linguagem realizadas dentro e fora da escola. 
No componente Língua Portuguesa, amplia-se o contato dos estudantes com 
gêneros textuais relacionados a vários campos de atuação e a várias disciplinas, 
partindo-se de práticas de linguagem já vivenciadas pelos jovens para a ampliação 
dessas práticas, em direção a novas experiências. 
Como consequência do trabalho realizado em etapas anteriores de 
escolarização, os adolescentes e jovens já conhecem e fazem uso de gêneros que 
circulam nos campos das práticas artístico-literárias, de estudo e pesquisa, 
jornalístico/midiático, de atuação na vida pública e campo da vida pessoal, cidadãs, 
investigativas. 
Aprofunda-se, nessa etapa, o tratamento dos gêneros que circulam na esfera 
pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública. No primeiro 
campo, os gêneros jornalísticos – informativos e opinativos – e os publicitários são 
privilegiados, com foco em estratégias linguístico-discursivas e semióticas voltadas 
para a argumentação e persuasão. Para além dos gêneros, são consideradas práticas 
contemporâneas de curtir, comentar, redistribuir, publicar notícias, curar etc. e 
tematizadas questões polêmicas envolvendo as dinâmicas das redes sociais e os 
interesses que movem a esfera jornalística-midiática. A questão da confiabilidade da 
informação, da proliferação de fake news, da manipulação de fatos e opiniões têm 
destaque e muitas das habilidades se relacionam com a comparação e análise de 
notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de 
10 
 
 
notícias e com o exercício da curadoria, estando previsto o uso de ferramentas digitais 
de curadoria. A proliferação do discurso de ódio também é tematizada em todos os 
anos e habilidades relativas ao trato e respeito com o diferente e com a participação 
ética e respeitosa 
Em discussões e debates de ideias são consideradas. Além das habilidades de 
leitura e produçãode textos já consagradas para o impresso são contempladas 
habilidades para o trato com o hipertexto e também com ferramentas de edição de 
textos, áudio e vídeo e produções que podem prever postagem de novos conteúdos 
locais que possam ser significativos para a escola ou comunidade ou apreciações e 
réplicas a publicações feitas por outros. Trata-se de promover uma formação que faça 
frente a fenômenos como o da pós-verdade, o efeito bolha e proliferação de discursos 
de ódio, que possa promover uma sensibilidade para com os fatos que afetam 
drasticamente a vida de pessoas e prever um trato ético com o debate de ideias. 
Como já destacado, além dos gêneros jornalísticos, também são considerados 
nesse campo os publicitários, estando previsto o tratamento de diferentes peças 
publicitárias, envolvidas em campanhas, para além do anúncio publicitário e a 
propaganda impressa, o que supõe habilidades para lidar com a multissemiose dos 
textos e com as várias mídias. Análise dos mecanismos e persuasão ganham 
destaque, o que também pode ajudar a promover um consumo consciente. 
No campo de atuação da vida pública ganham destaque os gêneros legais e 
normativos – abrindo-se espaço para aqueles que regulam a convivência em 
sociedade, como regimentos (da escola, da sala de aula) e estatutos e códigos 
(Estatuto da Criança e do Adolescente e Código de Defesa do Consumidor, Código 
Nacional de Trânsito etc.), até os de ordem mais geral, como a Constituição e a 
Declaração dos Direitos Humanos, sempre tomados a partir de seus contextos de 
produção, o que contextualiza e confere significado a seus preceitos. Trata-se de 
promover uma consciência dos direitos, uma valorização dos direitos humanos e a 
formação de uma ética da responsabilidade (o outro tem direito a uma vida digna tanto 
quanto eu tenho). 
Ainda nesse campo, estão presentes gêneros reivindicatórios e propositivos e 
habilidades ligadas a seu trato. A exploração de canais de participação, inclusive 
digitais, também é prevista. Aqui também a discussão e o debate de ideias e propostas 
11 
 
 
assume um lugar de destaque. Assim, não se trata de promover o silenciamento de 
vozes dissonantes, mas antes de explicitá-las, de convocá-las para o debate, analisá-
las, confrontá-las, de forma a propiciar uma autonomia de pensamento, pautada pela 
ética, como convém a Estados democráticos. Nesse sentido, também são propostas 
análises linguísticas e semióticas de textos vinculados a formas políticas não 
institucionalizadas, movimentos de várias naturezas, coletivos, produções artísticas, 
intervenções urbanas etc. 
No campo das práticas investigativas, há uma ênfase nos gêneros didático-
expositivos, impressos ou digitais, do 6º ao 9º ano, sendo a progressão dos 
conhecimentos marcada pela indicação do que se operacionaliza na leitura, escrita, 
oralidade. Nesse processo, procedimentos e gêneros de apoio à compreensão são 
propostos em todos os anos. Esses textos servirão de base para a reelaboração de 
conhecimentos, a partir da elaboração de textos-síntese, como quadro-sinópticos, 
esquemas, gráficos, infográficos, tabelas, resumos, entre outros, que permitem o 
processamento e a organização de conhecimentos em práticas de estudo e de dados 
levantados em diferentes fontes de pesquisa. Será dada ênfase especial a 
procedimentos de busca, tratamento e análise de dados e informações e a formas 
variadas de registro e socialização de estudos e pesquisas, que envolvem não só os 
gêneros já consagrados, como apresentação oral e ensaio escolar, como também 
outros gêneros da cultura digital – relatos multimidiáticos, verbetes de enciclopédias 
colaborativas, vídeos-minuto etc. Trata-se de fomentar uma formação que possibilite 
o trato crítico e criterioso das informações e dados. 
No âmbito do Campo artístico-literário, trata-se de possibilitar o contato com as 
manifestações artísticas em geral, e, de forma particular e especial, com a arte literária 
e de oferecer as condições para que se possa reconhecer, valorizar e fruir essas 
manifestações. Está em jogo a continuidade da formação do leitor literário, com 
especial destaque para o desenvolvimento da fruição, de modo a evidenciar a 
condição estética desse tipo de leitura e de escrita. Para que a função utilitária da 
literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, 
transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de 
– um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos 
textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas 
demandas e de firmar pactos de leitura. Para tanto, as habilidades, no que tange à 
12 
 
 
formação literária, envolvem conhecimentos de gêneros narrativos e poéticos que 
podem ser desenvolvidos em função dessa apreciação e que dizem respeito, no caso 
da narrativa literária, a seus elementos (espaço, tempo, personagens); às escolhas 
que constituem o estilo nos textos, na configuração do tempo e do espaço e na 
construção dos personagens; aos diferentes modos de se contar uma história (em 
primeira ou terceira pessoa, por meio de um narrador personagem, com pleno ou 
parcial domínio dos acontecimentos); à polifonia própria das narrativas, que oferecem 
níveis de complexidade a serem explorados em cada ano da escolaridade; ao fôlego 
dos textos. No caso da poesia, destacam-se, inicialmente, os efeitos de sentido 
produzidos por recursos de diferentes naturezas, para depois se alcançar a dimensão 
imagética, constituída de processos metafóricos e metonímicos muito presentes na 
linguagem poética. 
Ressalta-se, ainda, a proposição de objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento que concorrem para a capacidade dos estudantes de relacionarem 
textos, percebendo os efeitos de sentidos decorrentes da intertextualidade temática e 
da polifonia resultante da inserção – explícita ou não – de diferentes vozes nos textos. 
A relação entre textos e vozes se expressa, também, nas práticas de 
compartilhamento que promovem a escuta e a produção de textos, de diferentes 
gêneros e em diferentes mídias, que se prestam à expressão das preferências e das 
apreciações do que foi lido/ouvido/assistido. 
Por fim, destaque-se a relevância desse campo para o exercício da empatia e 
do diálogo, tendo em vista a potência da arte e da literatura como expedientes que 
permitem o contato com diversificados valores, comportamentos, crenças, desejos e 
conflitos, o que contribui para reconhecer e compreender modos distintos de ser e 
estar no mundo e, pelo reconhecimento do que é diverso, compreender a si mesmo e 
desenvolver uma atitude de respeito e valorização do que é diferente. 
Outros gêneros, além daqueles cuja abordagem é sugerida na BNCC, podem 
e devem ser incorporados aos currículos das escolas e, assim como já salientado, os 
gêneros podem ser contemplados em anos diferentes dos indicados. 
Também, como já mencionado, nos Anos Finais do Ensino Fundamental, os 
conhecimentos sobre a língua, sobre as demais semioses e sobre a norma-padrão se 
articulam aos demais eixos em que se organizam os objetivos de aprendizagem e 
13 
 
 
desenvolvimento de Língua Portuguesa. Dessa forma, as abordagens linguística, 
metalinguística e reflexiva ocorrem sempre a favor da prática de linguagem que está 
em evidência nos eixos de leitura, escrita ou oralidade. 
Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma-padrão não 
devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de 
linguagem, mas como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da 
língua no contexto dessas práticas. A seleção de habilidades na BNCC está 
relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa 
apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro. 
Alguns desses objetivos, sobretudo aqueles que dizem respeitoà norma, são 
transversais a toda a base de Língua Portuguesa. O conhecimento da ortografia, da 
pontuação, da acentuação, por exemplo, deve estar presente ao longo de toda 
escolaridade, abordados conforme o ano da escolaridade. Assume-se, na BNCC de 
Língua Portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das 
regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos 
habituais e mais complexos. 
 
6. CONCORDÂNCIA VERBAL E CONCORDÂNCIA NOMINAL 
1. A concordância verbal é estabelecida entre o verbo e o sujeito da 
oração. A concordância nominal é estabelecida entre o núcleo do sintagma 
nominal e os termos determinantes. 
2. Concordância é um processo utilizado pela língua para marcar 
formalmente as relações 
de determinação ou dependência morfossintática existentes entre os 
termos dos sintagmas no interior das orações. 
3. Essas relações morfossintáticas entre os termos de uma 
oração podem ser feitas por meio da concordância verbal (entre o verbo e 
o sujeito da oração) e nominal (entre o núcleo do sintagma nominal e seus 
termos determinantes). Vejamos cada uma das concordâncias: 
 
 
14 
 
 
Concordância Nominal 
A concordância nominal é estabelecida entre o núcleo de um sintagma 
nominal em suas flexões de gênero (masculino e feminino) e número (singular e 
plural) e todos os termos que o determinam. 
 
Observe o exemplo: As tigelas dos gatos são antigas – Núcleo do Sintagma 
 
 
Regra geral de concordância nominal 
Os adjetivos, pronomes, artigos, numerais e particípios (sintagmas 
nominas determinantes) concordam em gênero e número com o núcleo 
do sintagma nominal que determinam, isto é, flexionam-se em gênero e número de 
acordo com as flexões do elemento substantivo (substantivo, pronome ou numeral 
substantivo) a que se referem. 
 
 
Sintagmas nominais determinantes 
 Adjetivos 
 Pronomes adjetivos 
 Artigos 
 Numerais 
 Particípios 
 
 
Sintagmas nominais determinados 
 Substantivos 
 Pronomes 
 Numerais substantivos 
 
Lembre-se de que os sintagmas nominais determinantes concordam 
em gênero e número com os sintagmas nominais determinados. 
 
15 
 
 
Veja o exemplo: 
Bonitas são as flores do meu jardim. 
 
Casos especiais de concordância nominal 
→ Adjetivos pospostos aos substantivos 
 
 
Modificação de dois ou mais substantivos 
Quando um ou mais adjetivos modificam dois ou mais substantivos que os 
antecedem, há duas possibilidades de concordância. 
a) O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo. 
Exemplo: 
O macaco e a onça enfurecida foram para a parte de trás da jaula. 
macaco: substantivo masculino, singular 
onça: substantivo feminino, singular 
 
enfurecida: adjetivo feminino, singular. 
Note que, nesse caso, entendemos que o adjetivo refere-se somente ao segundo 
substantivo – onça (enfurecida). 
 
b) O adjetivo flexiona-se no plural. 
Exemplo: 
 
O macaco e a onça enfurecidos foram para a parte de trás da jaula. 
 
macaco: substantivo masculino, singular 
onça: substantivo feminino, singular 
 
enfurecidos: adjetivo masculino, plural. 
 
Note que, nesse caso, entendemos que o adjetivo se refere a todos os 
substantivos (macaco e onça) que o antecedem. 
 
16 
 
 
Lembre-se de que, na Língua Portuguesa, caso os substantivos a serem 
modificados por um adjetivo no plural sejam de gêneros (feminino e masculino) 
diferentes, a concordância é feita no masculino. 
 
Exemplo: 
As meninas do 6º B e o menino do 7º A são encrenqueiros. 
Modificação de substantivos que expressam gradação de sentido 
Quando há uma sequência de substantivos no singular cujo 
encandeamento sugere a ideia de gradação, os adjetivos podem ser flexionados 
no plural ou concordarem em número com o substantivo mais próximo. 
 
Exemplos: 
Gostaria de pedir frango e costela bem passados. 
Gostaria de pedir frango e costela bem passada. 
Note que a opção pela concordância no singular enfatiza a ideia de gradação, já que 
destaca a última palavra da sequência. 
 
→ Adjetivos antepostos aos substantivos 
 
Modificação de dois ou mais substantivos 
 
Quando os adjetivos concordam em gênero e número com o primeiro 
substantivo da sequência. 
Exemplos: 
Gosto de comer deliciosos cajus, mangas e graviolas no verão. 
Gosto de comer deliciosos cajus, manga e graviola no verão. 
Note que, no segundo exemplo, o adjetivo masculino plural caracteriza apenas 
o substantivo masculino plural 'cajus'. 
 
Modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco 
 
a) Os adjetivos devem ser flexionados no plural. 
17 
 
 
 
As maravilhosas Maria da Silva e Lúcia Vieira são nossas melhores vendedoras. 
Maravilhosas: adjetivo feminino no plural. 
Maria da Silva e Lúcia Vieira: substantivos femininos. 
 
 
Adjetivos na função de predicativo 
Devemos flexionar o adjetivo no plural quando este desempenha a função 
sintática de predicativo de um sujeito ou objeto cujo núcleo seja ocupado por mais 
de um substantivo. 
 
Exemplo: 
A mãe e a filha pareciam tristes com aquela situação. 
Mãe e filha: sujeito composto. 
Tristes: predicativo do sujeito. 
 
 
Casos específicos 
 
 Obrigado/obrigada 
 
Como o agradecimento sugere certa adjetivação, obrigado ou 
obrigada devem concordar com a pessoa que fala, ou seja, com aquela que está 
agradecendo. Mulheres dizem obrigada, homens dizem obrigado. 
 
Exemplo: 
Mariana disse obrigada a todos os convidados. 
 
 Menos 
 
18 
 
 
Tanto na função de pronome adjetivo quanto na função de advérbio, 'menos' é 
sempre invariável. Isso significa que a flexão de gênero não é possível e, portanto, 
a palavra “menas” não existe na nossa língua. 
Exemplo: 
Ela é menos questionadora do que ele. 
 
 Mesmo e próprio 
 
Os pronomes de reforço, como são chamados, devem concordar em gênero 
e número com a pessoa a que fazem referência. 
Exemplos: 
As alunas mesmas que organizaram o evento. 
Eles próprios construíram suas casas neste condomínio. 
 Meio/Meia 
 
A palavra 'meio' pode ser utilizada como numeral ou como advérbio, dependendo da 
palavra que a modifica. 
 
a) Quando determina um substantivo, ela funciona como um numeral adjetivo e, 
portanto, deve concordar em gênero com o substantivo. 
Exemplo: 
Adicione meia colher de açúcar. 
 
b) Quando modifica um adjetivo, sua função é de advérbio e, portanto, é invariável. 
Exemplo: 
Marisa é meio gastadeira, e seu marido está desempregado. 
 
 Bastante 
 
A palavra 'bastante' pode ocupar a função de adjetivo ou advérbio, dependendo da 
palavra que a modifica. 
 
19 
 
 
a) Quando modifica um substantivo, tem valor de adjetivo e, portanto, deve 
concordar em número com o substantivo a que se refere. 
Exemplo: 
Os meninos ficaram bastantes doentes com a mud ança no clima. 
 
b) Quando ela modifica um adjetivo, sua função e de advérbio e, portanto, 
é invariável. 
Exemplo: 
João considerou bastante difíceis as questões do simulado. 
 
 Anexo e incluso 
 
Anexo e incluso são adjetivos que devem concordar com o substantivo que 
modificam. 
Exemplos: 
Segue anexo o documento solicitado. 
Segue anexa a fotografia para cadastro. 
Os alunos estão inclusos no programa de assistência estudantil. 
A pasta de materiais está inclusa no valor da matrícula. 
 
 É proibido, é bom e é necessário 
 
Essas expressões adjetivas devem concordar com o substantivo que as modifica. 
Existem dois casos. 
 
a) O adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo caso 
o substantivo, que atua como núcleo do sujeito da oração, venha precedido 
de artigo ou outro elemento determinante. 
Exemplos: 
A sabedoria é necessária, sobretudo nos momentos mais difíceis. 
É proibida a entrada de crianças com menos de 1,20 m. 
A receita do frango caipira com polenta é muito boa. 
20 
 
 
 
b) O adjetivo deve permanecer no masculino singular quando o substantivo,que 
atua como núcleo do sujeito da oração, não é precedido por qualquer outro 
elemento que o determine. 
Exemplos: 
É proibido bebida destilada na festa. 
É necessário inteligência na resolução do problema. 
 
 Concordância Verbal 
A concordância verbal é estabelecida entre o verbo, em suas flexões de 
número (plural e singular) e pessoa (1ª, 2ª e 3ª), e o sujeito da oração com o qual 
ele se relaciona. 
Observe o exemplo: 
Eles me propuseram um acordo. 
 ↨ ↨ 
 ↨ verbo (núcleo do predicativo) 3ª pessoa do plural 
 ↨ 
Pronome pessoal 
(núcleo do sujeito) 
3ª pessoa do plural 
 
 Sintagma verbal 
Em alguns casos, o sujeito aparece após o verbo, o que não afeta as relações 
de concordância. O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e 
pessoa. 
Observe o exemplo: 
O prêmio do concurso ganharam todos os alunos inscritos. 
 ↨ ↨ 
 ↨ substantivo (núcleo do sujeito) 
 ↨ 3ª pessoa do plural (eles) 
 ↨ 
 verbo transitivo direto 
21 
 
 
 (núcleo do predicado) 
 3ª pessoa do plural 
 Sintagma verbal 
 
Casos especiais de concordância verbal com sujeito simples 
 Expressões partitivas + substantivo/pronome: 
Quando o sujeito apresenta expressão partitiva, ou seja, aquela que sugere uma 
“parte de alguma coisa”, seguida de substantivo ou pronome no plural, 
o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural. 
Exemplos: 
A maioria dos alunos não estuda para o simulado. 
O verbo ficou no singular porque a concordância foi feita com 
o substantivo 'maioria', que é o núcleo do sujeito da oração. 
A maioria dos alunos não estudam para o simulado. 
O verbo passa para o plural caso a concordância seja feita com o substantivo que 
sucede a expressão partitiva, no núcleo do adjunto adnominal. 
 Porcentagem 
Quando o sujeito apresenta apenas a expressão numérica de uma porcentagem, 
o verbo deve concordar com o valor da expressão numérica. 
Exemplos: 
 27% deixaram de ir às urnas neste ano. 
Apenas 73% compareceram às urnas neste ano. 
Aqueles 27% que não votaram terão que se justificar no TRE. 
Quando a expressão indicativa de porcentagem for seguida de um substantivo, 
transforma-se em uma expressão partitiva e, por isso, o verbo poderá concordar com 
o numeral ou com o substantivo. 
Exemplo: 
 1% dos eleitores votaram nulo. 
 1% dos eleitores votou nulo. 
 Expressões fracionárias 
Em expressões fracionárias, o verbo deve concordar com o numerador (o número 
que aparece acima do traço) da fração. 
22 
 
 
Exemplo: 
No município de Tajuí, 1/3 dos eleitores é homem , ou seja, 2/3 são mulhere s. 
 Expressão indicativa de quantidade aproximada 
Quando o sujeito é constituído de qualquer expressão que indique quantidade 
aproximada, como mais de, menos de, perto de, cerca de, etc., seguida de numeral, 
o verbo concorda com o substantivo que segue essa expressão. 
Exemplos: 
Cerca de vinte e sete artistas prestigiaram o evento. 
Mais de um aluno ficou de recuperação em Matemática. 
Uma semana e um dia se passaram e ainda não tenho notícias dele. 
 
Pronomes relativos 
 Pronome relativo 'que' 
a) Quando o pronome relativo 'que' atua como sujeito e introduz uma oração 
subordinada adjetiva, o verbo deverá concordar em número e pessoa com 
o termo da oração principal ao qual o pronome relativo faz referência. 
Exemplo: 
Foi Joana que fez esse bolo. 
b) Quando o pronome relativo 'que' for antecedido, na oração principal, pela 
expressão 'um(a) do(a)', o verbo da oração adjetiva vai para o plural. 
Exemplo: 
Pastor alemão é uma das raças caninas que melhor vigiam residênc ias. 
c) Quando a intenção é a de destacar o sujeito do grupo, o verbo deve ser utilizado 
no singular. 
Exemplo: 
 Pastor alemão é uma das raças caninas que mais vigia residências. 
 Pronome relativo 'quem' 
Quando o sujeito da oração é o pronome relativo 'quem', o verbo pode concordar 
com o antecedente do pronome ou com o próprio nome na 3ª pessoa do singular 
(ele/a). 
Exemplo: 
Fui eu quem reservou/reservei a hospedagem. 
23 
 
 
 Pronomes indefinidos e interrogativos 
a) Quando o sujeito apresenta expressões construídas com pronomes 
indefinidos ou interrogativos no plural, seguidos de preposição 'de' e 
dos pronomes 'nós' e 'vós', o verbo é flexionado no plural, mas pode também 
concordar em pessoa tanto com o pronome indefinido – na 3ª pessoa – como com 
o pronome pessoal. 
Exemplo: 
Alguns de nós poderão/poderemos saber a verdade ainda hoje. 
b) Quando o pronome indefinido ou interrogativo estiver no singular, 
o verbo concordará com a pessoa pronominal – 3ª do singular. 
Exemplo: 
Nenhum de nós merece sofrer. 
 Pronomes de tratamento 
Quando o sujeito é constituído de um pronome de tratamento, o verbo vai sempre 
para a 3ª pessoa (singular ou plural), dependendo do número do pronome. 
Exemplo: 
Desejo que Vossa(s) Excelência(s) tenha(m) um excelente dia. 
 
Substantivos 
a) Quando o núcleo do sujeito é um substantivo coletivo, o verbo deve estar 
no singular. 
Exemplo: 
O cardume seguiu a jangada durante vinte minutos. 
b) Quando o núcleo do sujeito é um substantivo que apresenta forma plural, mas 
tem sentido singular, o verbo deve permanecer no singular. 
Exemplo: 
Férias é essencial para todo trabalhador e estudante. 
c) Quando o substantivo é antecedido por determinante, o verbo passará para 
o plural. 
Exemplo: 
Meus óculos são indispensáveis para que eu consiga trabalhar. 
24 
 
 
d) Quando o núcleo do sujeito é constituído de um substantivo próprio que 
apresenta forma plural, o verbo fica no singular caso o substantivo não seja 
antecedido por um determinante. 
Exemplo: 
Amores possíveis é o melhor filme nacional que já vi. 
e) Quando o substantivo próprio for antecedido por determinante – artigo, 
pronome ou numeral, o verbo irá para o plural. 
Exemplo: 
Os Estados Unidos são o destino perfeito para quem é consumista. 
 
Casos especiais com sujeitos compostos 
 Sujeito Posposto 
a) Quando o sujeito composto é posposto ao verbo, há duas possibilidades de 
realizar a concordância. A primeira é o verbo no plural concordando com todos 
os núcleos; a segunda é o verbo no singular concordando apenas com 
o núcleo mais próximo caso ele esteja no singular. 
Exemplos: 
Entraram na sala o professor e os alunos. 
Entrou na sala o professor e os alunos. 
Veja também os casos de concordâncias especiais dos verbos ser, haver e fazer. 
 A concordância é uma relação de determinação ou dependência 
morfossintática e pode ocorrer com relação ao nome ou ao verbo 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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situações. São Paulo: Ática, 1987. 
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______. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos 
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Brasília: MEC/ Semtec, 2002. 
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CHARTIER, R. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na entre os séculos 
XIV e XVIII. Trad. Mary del Priore. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1994. 
CHIAPPINI, L. Literatura: como? por quê? para quê? In: _____. Reinvenção da 
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Versiani e Enid Yatsuda Frederico. Berlim, 15/08/2005. 
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ECO, U. O texto, o prazer, o consumo. In: _____. Sobre os espelhos e outros ensaios. 
[Trad.] Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. 
______. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. Trad. 
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______. Sobre algumas funções da literatura. In: _____. Sobre a literatura2. ed. Rio 
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