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Questões resolvidas

É fundamental que o professor realize um planejamento de sua prática para propor atividades que contemplem os saberes e as experiências de seus alunos. Nesse sentido, segundo Magalhães et al. (2012), marque a alternativa correta que descreve a finalidade do planejamento em sala de aula:
A) Promover a aplicação de sequências didáticas e projetos didáticos.
B) Facilitar o trabalho do professor na realização de um planejamento único.
C) Auxiliar o professor a fazer escolhas, organizar a rotina, definir objetivos, traçar aonde se deseja chegar e o que é necessário ensinar.
D) Propor aos alunos atividades que eles apenas executem.
E) Deixar que os alunos escolham exclusivamente o que desejam aprender.

De acordo com os autores, qual etapa é responsável por identificar os conhecimentos dos alunos para planejar as intervenções a serem realizadas?
A) Apresentação da situação.
B) Produção inicial.
C) Módulos.
D) Produção final.
E) Caracterização da realidade.

Marque a alternativa que apresenta a proposta do trabalho interdisciplinar:
A) Envolver as diferentes áreas do currículo de forma integrada.
B) Trabalhar com a alfabetização e o letramento no componente curricular Língua Portuguesa.
C) Integrar os projetos didáticos e as sequências didáticas a fim de especificar uma área do conhecimento.
D) Explorar os conteúdos por meio de atividades relacionadas ao contexto do aluno.
E) Ampliar os conhecimentos relativos à apropriação do sistema de escrita alfabética.

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Questões resolvidas

É fundamental que o professor realize um planejamento de sua prática para propor atividades que contemplem os saberes e as experiências de seus alunos. Nesse sentido, segundo Magalhães et al. (2012), marque a alternativa correta que descreve a finalidade do planejamento em sala de aula:
A) Promover a aplicação de sequências didáticas e projetos didáticos.
B) Facilitar o trabalho do professor na realização de um planejamento único.
C) Auxiliar o professor a fazer escolhas, organizar a rotina, definir objetivos, traçar aonde se deseja chegar e o que é necessário ensinar.
D) Propor aos alunos atividades que eles apenas executem.
E) Deixar que os alunos escolham exclusivamente o que desejam aprender.

De acordo com os autores, qual etapa é responsável por identificar os conhecimentos dos alunos para planejar as intervenções a serem realizadas?
A) Apresentação da situação.
B) Produção inicial.
C) Módulos.
D) Produção final.
E) Caracterização da realidade.

Marque a alternativa que apresenta a proposta do trabalho interdisciplinar:
A) Envolver as diferentes áreas do currículo de forma integrada.
B) Trabalhar com a alfabetização e o letramento no componente curricular Língua Portuguesa.
C) Integrar os projetos didáticos e as sequências didáticas a fim de especificar uma área do conhecimento.
D) Explorar os conteúdos por meio de atividades relacionadas ao contexto do aluno.
E) Ampliar os conhecimentos relativos à apropriação do sistema de escrita alfabética.

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A Sequência Didática
Apresentação
Desde os primeiros anos do ensino fundamental são discutidas questões referentes ao 
planejamento docente e às formas de currículo que integrem a alfabetização e o letramento aos 
demais componentes curriculares e áreas do conhecimento. Pensando nisso, serão discutidas 
algumas características da proposta das sequências didáticas e dos projetos didáticos, como 
importantes ferramentas para proporcionar a construção dos conhecimentos gradativamente, de 
forma conjunta e significativa.
Ao elaborar as sequências e os projetos didáticos, o professor poderá incluir atividades diversas 
como leitura, pesquisas, aula dialogada, produções textuais, aulas práticas, entre outras, a fim de 
organizar de maneira sistemática atividades que girem em torno de um gênero textual.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer como se constituem as sequências didáticas 
no processo de alfabetização e letramento e sua importância na integração dos diferentes 
componentes curriculares, como forma de articular concepções e apresentar, de maneira 
sistematizada e contextualizada, sugestões de práticas e possibilidades cotidianas de trabalho em 
sala de aula, com vistas à progressão das capacidades previstas no ciclo da alfabetização.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar a alfabetização e o letramento a partir da sequência didática.•
Reconhecer a importância da sequência didática integrando diferentes componentes 
curriculares.
•
Analisar projetos didáticos e sequências didáticas para turmas de alfabetização.•
Infográfico
Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) apontam que a sequência didática tem o objetivo de auxiliar o 
aluno a dominar mais efetivamente um gênero de texto, relacionando-o às situações do cotidiano. 
Portanto, o trabalho deve ser organizado a partir de atividades com diferentes gêneros textuais que 
a criança ainda não domina, contribuindo para aprimorar sua capacidade de ler e escrever.
Nesse sentido, para melhor exemplificar, os autores criaram um esquema que define como as 
sequências didáticas devem ser elaboradas.
No infográfico você pode acompanhar quais são estas etapas e qual é a finalidade de cada uma 
delas durante a realização e execução das atividades propostas.
Conteúdo do Livro
A aprendizagem pensada sob o enfoque dos projetos e sequências didáticas é um importante 
instrumento a serviço do professor, pois, dessa forma, é possível instigar os alunos a resolver 
problemas, buscar soluções, refletir sobre questões relacionadas ao seu cotidiano e ampliar seus 
conhecimentos em torno do objeto de estudo.
Na obra Alfabetização e letramento, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, leia o capítulo A 
sequência didática, que traz uma discussão acerca das sequências didáticas, destacando sua 
importância na integração com as demais áreas do conhecimento e componentes curriculares.
Boa leitura. 
ALFABETIZAÇÃO 
E 
LETRAMENTO
Fabiola dos Santos 
Kucybala
A sequência didática
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar a alfabetização e o letramento a partir da sequência didática.
  Reconhecer a importância da sequência didática integrando diferentes 
componentes curriculares.
  Analisar projetos didáticos e sequências didáticas para turmas de 
alfabetização.
Introdução
Desde os primeiros anos do ensino fundamental, são discutidas questões 
referentes ao planejamento docente e às formas de currículo que integram 
a alfabetização e o letramento aos demais componentes curriculares. Por 
isso, é importante que você conheça algumas características das sequ-
ências didáticas e dos projetos didáticos. Como você pode imaginar, eles 
são importantes ferramentas para que a construção dos conhecimentos 
ocorra de forma gradativa, conjunta, significativa e interdisciplinar.
Neste capítulo, você vai estudar as sequências didáticas no processo 
de alfabetização e letramento, bem como sua importância na integração 
das diferentes áreas do conhecimento. Da mesma forma, vai analisar 
alguns projetos e sequências didáticas nas turmas de alfabetização como 
forma de articular concepções e verificar sugestões de práticas e possi-
bilidades cotidianas de trabalho em sala de aula.
Alfabetização e letramento a partir 
da sequência didática
Muitos são os desafi os e questionamentos relacionados à complexa e insti-
gante tarefa de alfabetizar e letrar. As situações que permeiam esse processo, 
o modo como ele deve ser realizado e a forma como a criança se apropria 
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do sistema de escrita alfabética constituem pontos fundamentais para você 
pensar a aprendizagem na perspectiva do alfabetizar letrando.
Contudo, para que todo esse processo seja significativo, é necessário que 
você, como professor, pense no planejamento de sua prática. A ideia é realizar 
atividades que levem em consideração os conhecimentos das crianças e os usos 
sociais da língua escrita, de modo que sejam propiciadas vivências e práticas de 
leitura, além da apropriação da cultura escrita. Nesse sentido, o planejamento, 
segundo Magalhães et al. (2012), auxilia o professor a fazer escolhas coerentes, 
organizar a rotina da turma, delimitar objetivos, saber aonde deseja chegar e 
o que é necessário ensinar aos alunos no decorrer do ano letivo.
Nesse planejamento, as sequências didáticas surgem como importante 
ferramenta a favor do professor, pois permitem o estudo de determinados temas 
nas diferentes áreas do conhecimento de forma interdisciplinar, visando a um 
trabalho pautado no diálogo, na interação e na integração. As atividades, nessa 
concepção, são organizadas de acordo com os objetivos que o professor deseja 
alcançar, envolvendo atividades de aprendizagem e avaliação nos diferentes 
níveis de escolaridade em que a criança se encontra.
De acordo com Dubeux e Souza (2012a, p. 27), a sequência didática é 
[...] um trabalho pedagógico organizado de forma sequencial, estruturado 
pelo professor para um determinado tempo, trabalhando-se com conteúdos 
relacionados a um mesmo tema, a um gênero textual específico, uma brin-
cadeira ou uma forma de expressão artística.
Partindo desse pressuposto, a sequência didática possibilita que o professor 
planeje e desenvolva sua prática pedagógica considerando a aprendizagem do aluno. 
Consiste, ainda, em trabalhar os conteúdos específicos, de modo a pensar em passos 
ou etapas que tornem esse processo mais efetivo e significativo (NERY, 2007).
É importante você notar que o professor vai delinear e nortear seu pla-
nejamento levando em consideração o engajamento da turma nas atividades 
propostas, de maneira que os alunos possam participar, definir projetos de 
escrita e discutir acerca das formas como as tarefas serão realizadas em sala de 
aula. No entanto, a definição das atividades, da ordem e da sequência em que 
esse planejamento será posto em prática fica a cargo do professor. Dubeux e 
Souza (2012a, p. 28) destacam que é o professor “[...] quem monitora o processo 
todo, sabendo quais atividades articular, quais atividades vêm antes de outras 
e o nível de aprofundamento do conteúdo selecionado”.
Pensando na temática alfabetização e na proposta voltada ao ensino da 
língua, Dolz, Noverraz e Scheuwly (2004) apontam que a sequência didá-
A sequência didática2
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tica tem o objetivo de auxiliar o aluno a dominar de forma mais efetiva um 
gênero de texto, relacionando-os às situações do cotidiano, de forma que 
o trabalho seja organizado a partir de atividades com diferentes gêneros 
textuais que a criança ainda não domine, contribuindo para aprimorar sua 
capacidade de ler e escrever.
Para os autores, na elaboração de uma sequência didática, deve-se obedecer 
a um esquema que traga de forma sequenciada os seguintes componentes: 
apresentação da situação, produção inicial,módulo 1, módulo 2, módulo N 
e produção final. Você vai conhecer todos eles de forma detalhada ao longo 
deste capítulo. A seguir, na Figura 1, veja a estrutura do esquema proposto 
por Dolz, Noverraz e Scheuwly (2004).
Figura 1. Esquema de sequência didática.
Fonte: Adaptada de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004, p. 98).
A apresentação da situação consiste em expor aos alunos a produção de 
um gênero textual que será desenvolvido e trabalhado em sala de aula. Essa 
tarefa, seja ela oral ou escrita, auxiliará a criança na preparação da produção 
inicial dos gêneros que serão trabalhados a partir de módulos e na concretização 
da produção final que se pretende alcançar. Nessa fase, deve ficar claro qual 
gênero será trabalhado, a quem se dirige essa produção, qual o suporte material 
utilizado, quem são os participantes envolvidos e quais seus conhecimentos 
acerca do conteúdo que será abordado.
Na etapa inicial da sequência didática, é fundamental que o aluno perceba a 
importância dos conteúdos a serem trabalhados e o que se espera deles ao longo 
do processo. Nesse sentido, a escolha dos temas e objetivos deve ser clara, de 
maneira que sejam proporcionados desafios e atividades diversificadas a partir da 
escolha dos gêneros textuais que serão utilizados. Além disso, é primordial que esse 
processo de construção de saberes envolva situações de representatividade para a 
criança, de modo que as atividades de linguagem sejam definidas e executadas.
3A sequência didática
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A partir dessa apresentação da situação inicial e do gênero a ser trabalhado, 
o professor solicita aos alunos a produção inicial, oral ou escrita, que consiste 
num primeiro encontro da criança com o gênero, seja de forma individual ou 
dirigida à turma como um todo.
Por meio dela, é possível avaliar os conhecimentos das crianças e as inter-
venções que precisam ser realizadas, bem como indicar as necessidades de 
aprendizagem acerca do gênero proposto e as capacidades que ainda precisam 
ser desenvolvidas. Essa produção norteará a organização da sequência das 
atividades posteriores, de forma que elas sejam contextualizadas e possibilitem 
que os conhecimentos acerca da estrutura e da função daquele gênero em 
questão sejam aprofundados e ampliados.
A partir dessa produção inicial e da avaliação do professor acerca dos pro-
blemas e dificuldades encontrados pelos alunos, é necessário então pensar nas 
atividades e exercícios que serão realizados ao longo do trabalho. Os módulos, 
nesse sentido, consistem na utilização de diferentes instrumentos que auxiliem 
o aluno a aprimorar o domínio do gênero estudado de forma sistematizada.
Dubeux e Souza (2012a, p. 29) trazem como exemplo prático o trabalho 
a partir do gênero carta de reclamação para a direção de uma escola. “São 
trabalhados os diversos componentes desse gênero, de forma que o ensino 
simplifica e distingue o que o aluno vai aprender até chegar à produção final”. 
Esses componentes do gênero serão aprofundados e abordados a partir das 
atividades desenvolvidas nos módulos, cujo objetivo principal é possibilitar 
situações que permitam o envolvimento da criança com a leitura e a escrita 
de diferentes gêneros textuais.
Durante a elaboração dos módulos ou também das chamadas oficinas, Dolz, 
Noverraz e Scheuwly (2004) destacam que é importante o professor elaborar 
os conteúdos e oferecer aos alunos recursos que os levem a compreender a 
estrutura do gênero que está sendo aperfeiçoado. Os alunos também devem 
entender as demandas necessárias para sua aplicação, a fim de evidenciar as 
aprendizagens obtidas ao longo do processo.
Os autores ainda destacam que no decorrer desse trabalho, conforme o 
aluno vai se apropriando e construindo conhecimentos acerca do gênero 
trabalhado, o professor vai listando, elencando, registrando as aprendizagens, 
pontuando e fazendo observações pertinentes que contribuam para enrique-
cer o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, é importante que as 
atividades ocorram alternadamente, ora de forma individual, ora em grupos, 
e que envolvam situações de leitura, escrita e oralidade.
Por fim, por meio da produção final, será possível investigar as apren-
dizagens obtidas ao longo do processo. Nessa produção, serão apresentados 
A sequência didática4
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de forma prática os conhecimentos adquiridos pelos alunos. Ao professor, 
cabe definir uma produção que contemple e agregue o que foi aprendido e 
trabalhado em cada módulo, avaliando as produções realizadas.
Como você viu até aqui, as sequências didáticas, assim como o planeja-
mento da prática docente, são importantes ferramentas a serviço da educação. 
Segundo Nery (2007, p. 111):
O (a) professor (a) planeja seu curso, levando em conta o plano/projeto da 
escola e as crianças concretas de sua turma: seus conhecimentos, interesses, 
necessidades. Considera ainda as condições reais de seu trabalho, sua trajetória 
profissional, bem como os objetivos pedagógicos para os estudantes dos anos 
iniciais do ensino fundamental.
Nesse sentido, para que esse planejamento contemple os conhecimentos dos 
alunos, é necessário organizar o trabalho de forma flexível e criar oportunidades 
diferenciadas de envolvimento dos estudantes no processo escolar. Além disso, 
promover o engajamento das crianças e de suas aprendizagens nos espaços 
coletivos possibilita um diálogo e uma participação de todos os envolvidos, 
enriquecendo o aprendizado das crianças e ressignificando a prática docente.
A revista Nova Escola realizou uma reportagem sobre a importância de se fazer um 
planejamento em que sejam criadas situações didáticas variadas que levem a turma a 
um ano de aprendizagens. Nesse sentido, a reportagem apresenta algumas respostas 
às dúvidas inerentes ao planejamento, à elaboração e à implementação de uma 
sequência didática, mostrando a partir de exemplos práticos o que é necessário levar 
em consideração em cada etapa do processo. Confira a reportagem no link a seguir.
https://goo.gl/tiWSf1
A importância da sequência didática na 
integração de diferentes componentes 
curriculares
A sequência didática favorece a integração das diferentes áreas do conheci-
mento e promove a interação entre as disciplinas, aproximando as crianças 
5A sequência didática
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da realidade e do contexto em que estão inseridas. Nessa perspectiva, Pessoa 
(2015) destaca como um aspecto importante das sequências didáticas a pos-
sibilidade de desenvolver um trabalho interdisciplinar e contemplar, por meio 
de atividades diversifi cadas e articuladas, variados componentes curriculares. 
Além disso, as sequências ajudam o professor no planejamento de situações 
que facilitam a construção dos conhecimentos pelos alunos.
Contudo, é essencial que você aprofunde sua compreensão sobre a con-
cepção de currículo nos anos iniciais do ensino fundamental, bem como que 
perceba a importância de desenvolver um diálogo entre as diferentes áreas do 
conhecimento. Essas são questões relevantes a serem discutidas, principalmente 
no que se refere ao processo de alfabetização e letramento.
Diante desse contexto, Souza (2012, p. 6) aponta alguns questionamentos 
importantes a respeito do currículo. “O que é? Para que serve? A quem se 
destina? Como se constrói? Como se implementa?”. Para responder a essas 
indagações, é importante, antes de tudo, “[...] conhecer as crianças, saber quais 
são os seus interesses e preferências, suas formas de aprender, suas facilidades 
e dificuldades, como é seu grupo familiar e social, sua vida dentro e fora da 
escola” (CORSINO, 2007, p. 58).
Nesse sentido, o professor, ao desenvolver o currículo e as atividades 
propostas para a turma, precisa, além de conhecer a sua clientela, ter um olhar 
sensível sobre cada criança. Corsino (2007) acrescenta ainda que é necessário 
ter disponibilidade para observar, indagar, articularos saberes dos alunos 
com os objetivos das diferentes áreas do currículo e organizar a sua prática 
pedagógica de forma flexível e aberta ao novo.
A autora também utiliza o termo “flexibilidade” para sugerir que o pro-
fessor, ao planejar suas aulas, deve levar em consideração os conhecimentos, 
as indagações, os questionamentos e as falas de todos os envolvidos. Ao fazer 
isso, ele está adaptando o seu planejamento e a sua prática ao contexto e aos 
interesses da turma, promovendo trocas mútuas e ampliando os conhecimentos 
e saberes decorrentes desse processo.
Para iniciar as discussões sobre currículo, Lima (2007) acrescenta que o 
educador necessita adequar a prática pedagógica às possibilidades de aprendiza-
gem e desenvolvimento dos alunos, visando a promover espaços de socialização 
do conhecimento e ampliação de novos saberes derivados não somente das 
experiências cotidianas, mas de outras áreas do conhecimento.
[...] os currículos não são conteúdos prontos a serem passados aos alunos. São 
uma construção e seleção de conhecimentos e práticas produzidas em contextos 
concretos e em dinâmicas sociais, políticas e culturais, intelectuais e pedagó-
A sequência didática6
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gicas. Conhecimentos e práticas expostos às novas dinâmicas e reinterpretados 
em cada contexto histórico. As indagações revelam que há entendimento de 
que os currículos são orientados pela dinâmica da Sociedade. Cabe a nós, 
como profissionais da Educação, encontrar respostas (LIMA, 2007, p. 9).
Nesse sentido, ao se discutir o currículo na alfabetização, é necessário 
pensar nele como um instrumento de formação humana. Com base nele, o 
professor, por meio de situações que problematizem conhecimentos, pode pla-
nejar, propor e coordenar atividades significativas e desafiadoras. É importante, 
contudo, que haja objetivos claros do que se deseja alcançar com o trabalho, 
a fim de ampliar as experiências e práticas sociais, culturais e pedagógicas.
Corsino (2007, p. 59) acrescenta que “[...] o conhecimento é uma cons-
trução coletiva e é na troca dos sentidos construídos, no diálogo e na valo-
rização das diferentes vozes que circulam nos espaços de interação que a 
aprendizagem vai se dando”.
Portanto, parte-se aqui do pressuposto do conhecimento como interação 
coletiva e da importância de se construir uma proposta de currículo dinâmico 
que contemple diferentes saberes e áreas do conhecimento. Torna-se funda-
mental, nesse sentido, integrar os componentes curriculares como forma de 
transformar e articular o ensino e de propiciar condições para que as crianças 
se tornem sujeitos capazes de questionar, refletir e se posicionar frente às 
situações demandadas, independentemente da área em que se encontram.
Nesse contexto, o termo “interdisciplinaridade” surge nas propostas 
curriculares das escolas visando a integrar o ensino e as atividades implemen-
tadas pelos educadores. Mas, afinal, você sabe o que significa esse conceito? 
Segundo o dicionário Aurélio, interdisciplinaridade é quando o ensino é: 
estabelece relações entre duas ou mais disciplinas ou áreas do conhecimento, 
para melhorar o processo de aprendizagem e, consequentemente, a relação 
entre professor e aluno. A interdisciplinaridade, assim, nasce como uma 
proposta pedagógica cujo objetivo é envolver as diferentes áreas do currículo 
de forma integrada, proporcionando atividades de interação, colaboração e 
participação entre os envolvidos nesse processo.
Essa participação do sujeito envolve as interações decorrentes dos conhe-
cimentos apresentados pelos envolvidos, e isso não se limita apenas ao que 
é aprendido dentro da escola, mas também envolve o que ocorre fora dela. O 
desafio do professor, principalmente nos anos iniciais do ensino fundamental, 
é desenvolver e promover atividades voltadas à alfabetização e ao letramento, 
articulando-as com as demais áreas do conhecimento, de maneira que haja 
uma consonância entre elas e que os conteúdos e habilidades abordados sejam 
contemplados. Desse modo, Corsino (2007) destaca que a organização peda-
7A sequência didática
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gógica deve envolver e articular os conhecimentos das crianças acerca das 
diferentes áreas do currículo, que envolvem os saberes referentes a ciências 
sociais, ciências naturais, noções lógico-matemáticas e linguagens.
Souza (2012, p. 9) destaca que:
Uma abordagem interdisciplinar no tratamento da diversidade de temáticas 
relacionadas às diversas áreas do saber constitui, portanto, algo de extrema 
relevância e tal concepção propicia a concordância de que o tempo escolar 
não deve ser dividido por áreas de conhecimento. O desejo é a integração 
dessas diferentes áreas.
Seguindo a proposta interdisciplinar de integração entre os componentes 
curriculares, a sequência didática e os projetos pedagógicos assumem um 
papel importante para o trabalho do professor que busca articular os diferentes 
conhecimentos. Corsino (2007, p. 65) destaca que, além de ser “[...] uma forma 
de vincular o aprendizado escolar aos interesses e preocupações das crianças, 
aos problemas emergentes na sociedade em que vivemos, à realidade fora da 
escola e às questões culturais do grupo”, as sequências didáticas e os projetos 
ainda “[...] vão além dos limites do currículo, pois os temas eleitos podem ser 
explorados de forma ampla e interdisciplinar”.
A autora ainda afirma que esse trabalho pode ser aprofundado a partir de 
pesquisas, buscas de informações, experiências e práticas que contemplem 
visitas, entrevistas e questionários. Além disso, o professor tem a possibilidade 
de orientar as atividades de registro dos dados que podem ser conduzidas 
individualmente, em pequenos grupos ou na turma como um todo. Tais ati-
vidades ocorrem no sentido de promover a pesquisa, o diálogo, a curiosidade 
e a criatividade dos envolvidos, contribuindo para que os alunos participem 
ativamente e busquem respostas às indagações que surgem durante o trabalho, 
transformando, nesse sentido, a aprendizagem em um desafio coletivo.
Quando a interdisciplinaridade se volta à alfabetização, Souza (2012) 
destaca que é preciso pensar em atividades que permitam à criança ampliar 
seus conhecimentos relativos ao domínio e à apropriação do sistema de es-
crita alfabética. Além disso, é necessário oferecer a ela a possibilidade de 
responder adequadamente às demandas sociais, bem como proporcionar a 
sua participação em experiências variadas de leitura e escrita, por meio da 
diversidade de gêneros textuais, visando ao desenvolvimento das capacidades 
para a compreensão e a apropriação do sistema de escrita alfabética.
Nesse sentido, ao integrar as diferentes áreas do conhecimento na alfabeti-
zação, é necessário realizar um trabalho em que as crianças sejam encorajadas 
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a pensar, discutir, dialogar e refletir acerca do currículo. Para isso, o professor 
precisa levar em consideração seus interesses, sentimentos e experiências, 
possibilitando o convívio em grupo, as descobertas e as tomadas de decisões.
Análise de projetos didáticos e sequências 
didáticas para turmas de alfabetização
Ao elaborar projetos didáticos e sequências didáticas, é importante conhecer 
como eles são constituídos, quais são as suas características estruturais e quais 
são as possibilidades de trabalho pedagógico a partir da integração das demais 
áreas do conhecimento, sob uma perspectiva interdisciplinar.
Por esse motivo, antes de descrever, relatar e analisar algumas práticas de 
professores que adequaram as suas rotinas e atividades pedagógicas a partir 
do trabalho com projetos e sequências didáticas, você vai ver o que compõe 
esse trabalho e o que é necessário pensar quando a proposta está voltada para 
turmas de alfabetização.
Veja primeiro a descrição e a análise dos projetos didáticos. Segundo Nery 
(2007, p. 119):
Essa modalidadede organização do trabalho pedagógico prevê um produto 
final cujo planejamento tem objetivos claros, dimensionamento do tempo, 
divisão de tarefas e, por fim, a avaliação final em função do que pretendia. 
Tudo isso feito de forma compartilhada e com cada estudante tendo autonomia 
pessoal e responsabilidade coletiva para o bom desenvolvimento do projeto.
Corsino (2007, p. 65) complementa que os projetos, nessa perspectiva, “[...] 
caminham conforme os interesses das crianças e a disponibilidade de recursos 
que a escola e a comunidade oferecem”. É importante, então, que as temáticas 
partam de questionamentos, indagações e desejos do grupo, levando em consi-
deração o contato com práticas sociais reais, a interação entre os envolvidos e a 
ampliação dos conhecimentos acerca dos assuntos explorados durante o trabalho.
Uma das características do projeto didático é que se baseia em um trabalho 
conjunto entre professores e alunos. Todas as etapas, num primeiro momento, são 
planejadas e mediadas pelo professor. Depois, são combinadas e acompanhadas 
pelas crianças, para que elas possam se envolver ativamente em todo o processo. 
A ideia é que enriqueçam as aprendizagens a partir de questionamentos, suges-
tões e indagações, a fim de desenvolver o espírito crítico, reflexivo, investigativo 
e transformador, bem como a cooperação, o interesse e a curiosidade.
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Dubeux e Teles (2012b, p. 14) destacam que: “[...] os projetos aprofundam 
conteúdos de estudo que começam com uma ideia e são desenvolvidos durante 
um período, envolvendo situações concretas que levam a reflexões resultantes 
destas”. As autoras ainda complementam dizendo que se considera um bom 
projeto “[...] aquele que possibilita às crianças interagirem entre elas, discu-
tindo, decidindo, dialogando, resolvendo conflitos e estabelecendo regras 
e metas” (DUBEUX; TELES, 2012b, p. 14).. Nesse sentido, é importante 
você notar que os projetos vêm ao encontro da proposta da interdisciplina-
ridade, pois eles ocorrem a partir da integração entre as diversas áreas do 
conhecimento, de modo que a criança é levada a compreender o mundo em 
que está inserida.
Outra questão importante referenciada por Dubeux e Teles (2012b) é que 
os projetos didáticos são uma modalidade promotora do letramento na escola. 
Afinal, por meio deles a criança tem contato com diferentes gêneros textuais 
nas mais variadas áreas do conhecimento e é envolvida em situações de ensino 
que favorecem a apropriação do sistema de escrita alfabética.
Para elaborar um projeto, é necessário seguir algumas etapas importantes. 
Dubeux e Teles (2012b) apresentam um projeto didático realizado pelo professor 
Sidney em uma escola municipal localizada em Jaboatão dos Guararapes, 
Pernambuco. O projeto tem como proposta que as crianças do primeiro ano 
do ensino fundamental conheçam e ampliem os conhecimentos acerca dos 
nomes e perfis dos animais de estimação. O projeto do professor é composto 
e organizado da seguinte forma:
  objetivo geral;
  objetivos específicos;
  produto final;
  disciplinas envolvidas;
  descrição dos momentos/etapas planejados.
Seguindo essa organização, o professor deu início ao projeto a partir 
da leitura de livros sobre o assunto, explorando especificamente o gênero 
poema. O trabalho contou com a participação e o envolvimento dos alu-
nos durante a sua realização e contemplou atividades nas áreas de língua 
portuguesa (leitura, escrita, produção de poemas), matemática (contagem 
e tabulação de dados a partir de tabelas e gráficos) e ciências naturais 
(características dos animais de estimação). Como culminância e produto 
final foi organizada uma exposição, na sala de aula, de um acervo temático 
produzido pela turma.
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Seguindo a proposta de interdisciplinaridade, outra forma de trabalho são 
as sequências didáticas, que abrem possibilidades de desenvolver atividades 
articuladas com os variados componentes curriculares. Pessoa (2015, p. 66) 
complementa que: “O trabalho interdisciplinar pode aproximar o estudante 
de sua realidade mais ampla, auxiliando na compreensão da complexidade 
que norteia o objeto de estudo e favorecendo uma formação mais crítica”.
O trabalho com sequências didáticas, nesse sentido, permite que o aluno se 
envolva ativamente na proposta. Por meio de situações de aprendizagem, ele é 
estimulado a refletir e discutir sobre os conhecimentos obtidos, sistematizando-
-os e buscando novos saberes.
Pessoa (2015) apresenta uma proposta de sequência didática aplicada pela
professora Verônica a uma turma de terceiro ano do ensino fundamental em uma
escola do município de Recife, Pernambuco. A proposta da professora foi baseada 
nos princípios de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e tinha como objetivo inicial
que os alunos produzissem cartazes educativos referentes à alimentação saudável.
A partir da apresentação da proposta, a professora trabalhou com as característi-
cas e os elementos constituintes do gênero textual cartaz educativo, proporcionando
aos alunos conhecimentos acerca da temática e do gênero específico. As atividades
desenvolvidas com a turma contemplaram discussões sobre temas relacionados à
saúde, à construção e à análise de frases de efeito contidas nos cartazes, culminando
no planejamento de uma campanha educativa de conscientização.
É possível, portanto, afirmar que tanto os projetos didáticos quanto as 
sequências didáticas são propostas de trabalho que visam à integração entre os 
componentes curriculares. Além de envolverem as áreas de conhecimento, as 
sequências e os projetos contribuem para que os alunos participem ativamente 
da elaboração e da execução. Ao mesmo tempo, os estudantes ampliam seus 
conhecimentos sobre o objeto estudado e são instigados a resolver problemas, 
buscar soluções, refletir sobre questões relacionadas ao seu cotidiano e articular 
práticas escolares a práticas não escolares.
CORSINO, P. As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento. In: BEAUCHAMP, J.; 
PAGEL, S. D.; NASCIMENTO, A. R. do (Org.). Ensino fundamental de nove anos: orientações 
para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: Ministério da Educação, 2007.
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apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, B. et al. Gêneros orais e escritos 
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didáticos. In: BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Pacto Nacional pela Alfabetização na 
Idade Certa: planejando a alfabetização: integrando diferentes áreas do conhecimento: 
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Disponível em: <http://www.piraquara.pr.gov.br/aprefeitura/secretariaseorgaos/
educacao/uploadAddress/Unidade_06_Ano_01[3637].pdf>. Acesso em: 11 maio 2018.
DUBEUX, M. H. S.; SOUZA, I. P. de. Organização do trabalho pedagógico por sequências 
didáticas. In: BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Pacto Nacional pela Alfabetização na 
Idade Certa: planejando a alfabetização; integrando diferentes áreas do conhecimento: 
projetos didáticos e sequências didáticas: ano 1, unidade 06. Brasília: MEC, SEB, 2012a. 
Disponível em: <http://www.piraquara.pr.gov.br/aprefeitura/secretariaseorgaos/
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Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: planejando a alfabetização: integrando 
diferentes áreas do conhecimento: projetos didáticos e sequências didáticas: ano 1, 
unidade 6. Brasília: MEC, SEB, 2012. Disponível em: <http://www.piraquara.pr.gov.br/
aprefeitura/secretariaseorgaos/educacao/uploadAddress/Unidade_06_Ano_01[3637].
pdf>. Acesso em: 11 maio 2018.
Leitura recomendada
MEIRELLES, E. Como organizar sequências didáticas. Nova Escola, fev. 2014. Dispo-
nível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1493/como-organizar-sequencias-
-didaticas>. Acesso em: 11 maio 2018.
13A sequência didática
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Dica do Professor
Antes de dar início à elaboração das sequências didáticas, é importante que o professor pense no 
planejamento de sua prática, buscando a realização de atividades que levem em consideração os 
conhecimentos das crianças e os usos sociais da língua escrita.
Nesse sentido, a Dica do Professor busca apresentar a importância de sequências e projetos na 
articulação e integração das áreas do conhecimento, bem como apresentar o papel do professor e 
do aluno na sua elaboração e execução.
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Exercícios
1) É fundamental que o professor realize um planejamento de sua prática para propor 
atividades que contemplem os saberes e as experiências de seus alunos. Nesse sentido, 
segundo Magalhães et al. (2012), marque a alternativa correta que descreve a finalidade do 
planejamento em sala de aula:
A) Promover a aplicação de sequências didáticas e projetos didáticos.
B) Facilitar o trabalho do professor na realização de um planejamento único.
C) Auxiliar o professor a fazer escolhas, organizar a rotina, definir objetivos, traçar aonde se 
deseja chegar e o que é necessário ensinar.
D) Propor aos alunos atividades que eles apenas executem.
E) Deixar que os alunos escolham exclusivamente o que desejam aprender.
2) Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) propõem um esquema que deve ser levado em 
consideração ao se elaborar uma sequência didática. De acordo com os autores, qual etapa é 
responsável por identificar os conhecimentos dos alunos para planejar as intervenções a 
serem realizadas?
A) Apresentação da situação.
B) Produção inicial.
C) Módulos.
D) Produção final.
E) Caracterização da realidade.
3) Marque a alternativa que apresenta a proposta do trabalho interdisciplinar:
A) Envolver as diferentes áreas do currículo de forma integrada. 
B) Trabalhar com a alfabetização e o letramento no componente curricular Língua Portuguesa.
C) Integrar os projetos didáticos e as sequências didáticas a fim de especificar uma área do 
conhecimento.
D) Explorar os conteúdos por meio de atividades relacionadas ao contexto do aluno.
E) Ampliar os conhecimentos relativos à apropriação do sistema de escrita alfabética.
4) Como deve ser o currículo nos anos iniciais do ensino fundamental?
A) Construir um currículo pronto, que deve ser apresentado aos alunos logo que se inicia o ano 
letivo, de modo que o professor possa executá-lo fielmente como está no papel.
B) Contemplar exclusivamente atividades referentes a leitura e escrita.
C) Orientar a elaboração do currículo a partir das demandas da escola.
D) Incentivar que os alunos construam novos saberes derivados não somente das experiências 
cotidianas, mas também de outras áreas do conhecimento.
E) Relacionar teoria e prática.
5) Marque a alternativa que apresenta uma das características dos projetos didáticos:
A) O professor é responsável pela sua elaboração, e os alunos seguem as orientações do 
professor, que mede as aprendizagens.
B) As crianças elaboram e executam de forma autônoma todas as etapas do projeto, sem a 
necessidade de interlocutores ou mediadores.
C) Os projetos devem ser planejados desde o início até a sua execução. No entanto, não há a 
necessidade de ter uma culminância ou um produto final.
D) As temáticas partem de questionamentos, indagações e desejos do grupo, levando em 
consideração o contato com práticas sociais reais e a interação entre os envolvidos.
E) Os projetos têm um prazo definido para início e conclusão, que deve ser seguido 
rigorosamente pelos envolvidos.
Na prática
O trabalho com projetos e sequências didáticas vêm ao encontro da proposta da 
interdisciplinaridade, pois se dá a partir da integração entre as diversas áreas do conhecimento, de 
forma que a criança é levada a compreender o mundo em que está inserida.
Partindo desse pressuposto, veja uma sugestão de projeto que você pode praticar em sala de aula.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Como trabalhar com projetos didáticos na alfabetização
Leia a reportagem onde a Nova Escola apresenta como trabalhar com projetos didáticos na 
alfabetização, de forma que os alunos sejam estimulados a analisar e refletir sobre o sistema de 
escrita alfabética.
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Sequência didática para ensino fundamental
O vídeo a seguir apresenta sugestões de como trabalhar a sequência didática e a organização dos 
conteúdos a partir de um tema gerador que perpassa as diversas áreas do conhecimento, 
contribuindo para que os alunos ampliem suas aprendizagens de maneira autônoma, livre e 
significativa.
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https://novaescola.org.br/conteudo/2488/como-trabalhar-com-projetos-didaticos-na-alfabetizacao
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