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Apostila sobre as meninges do encéfalo, com ênfase na dura-máter: folhetos, aderência ao crânio, formação de pregas (foice do cérebro, tenda do cerebelo, foice do cerebelo, diafragma da sela), cavidades (cavo trigeminal) e seios da dura-máter.

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3 
ENVOLTÓRIOS 
DO	SNC 
LANNc – UFOB 
2022.1 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
 
 
I. Meninges no encéfalo 
1. Dura-máter 
Envoltórios do SNC 
 
Introdução 
 
Todo o sistema nervoso central, desde o crânio até a região sacral, é envolvido por membranas 
conjuntivas fibrosas denominadas meninges, sendo elas: dura-máter, pia-máter e aracnoide. A 
dura-máter é a mais espessa, razão pela qual é também chamada paquimeninge (=meninge grossa). 
As outras duas, que no embrião constituem um só folheto são, por vezes, consideradas como uma 
formação única, a leptomeninge (=meninges finas). 
O conhecimento sobre essas estruturas é muito importante, não só para a compreensão de seu 
importante papel de proteção dos centros nervosos, mas também porque elas podem ser 
acometidas por processos patológicos, como infecções (meningites) ou tumores (meningiomas). 
Além do mais, o acesso cirúrgico ao sistema nervoso central envolve, necessariamente, contato com 
as meninges, o que toma o seu conhecimento muito importante para o neurocirurgião. 
 
 
 
 
A dura-máter (DM) é a meninge mais externa e mais espessa, uma vez que é formada por fibras 
colágenas. Diferentemente da dura-máter da medula, a encefálica possui dois folhetos, um externo 
e outro interno, dos quais somente o interno continua com a DM espinal. O folheto externo é 
intimamente aderido ao crânio e não possui capacidade osteogênica. Ou seja, em casos de fratura 
ou perdas ósseas na abóboda craniana, não há uma boa regeneração desse folheto (externo). Essa 
característica é benéfica, uma vez que a formação de calos ósseos na superfície interna dos ossos, 
constituiria um fator de irritação do SNC. 
 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
Em virtude da alta aderência da dura-máter aos ossos do crânio, não existe no encéfalo um espaço 
epidural, como na medula. Por isso, quando ocorre o descolamento do folheto externo DM da face 
interna do crânio, há a formação de hematomas epidurais. 
 
Hematoma epidural, localizado sempre entre o crânio e da dura-máter. 
A dura-máter, ao contrário das outras meninges, é ricamente inervada. Como o encéfalo não possui 
terminações nervosas sensitivas, toda a sensibilidade intracraniana se localiza na dura-máter e nos 
vasos sanguíneos, sendo eles os responsáveis, portanto, pela maioria das dores de cabeça. 
 
1.1 Pregas da dura-máter 
 
Em algumas áreas, o folheto interno da dura-máter destaca-se do externo para formar pregas que 
dividem a cavidade craniana em compartimentos que se comunicam amplamente. As principais 
pregas são as seguintes: 
 
1. Foice do cérebro: é um septo vertical mediano em forma de foice, que ocupa a fissura 
longitudinal do cérebro, separando os dois hemisférios cerebrais 
 
2. Tenda do cerebelo: septo transversal entre os lobos occipitais e o cerebelo, separando a 
fossa posterior da fossa média do crânio; bem como dividindo a cavidade craniana em um 
compartimento superior, ou supratentorial, e outro inferior, ou infratentorial. Esta divisão é de 
grande importância clínica, pois a sintomatologia das afecções supratentoriais (sobretudo os 
tumores) é muito diferente das infratentoriais. A incisura da tenda (a borda anterior livre da 
tenda do cerebelo) ajusta-se ao mesencéfalo e lesões nessa região podem afetar o 
mesencéfalo e os nervos troclear e oculomotor, que nele se originam. 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
 
 
 
 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
 
 
3. Foice do cerebelo: pequeno septo vertical mediano, situado abaixo da tenda do cerebelo, 
entre os dois hemisférios cerebelares. 
 
 
 
 
4. Diafragma da sela: lâmina horizontal que fecha superiormente a sela túrcica, deixando apenas 
um pequeno orifício para a passagem da haste hipofisária. Por causa dela, quando se retira o 
encéfalo de um cadáver, esta haste geralmente se rompe, ficando a hipófise dentro da sela 
túrcica. O diafragma da sela isola e protege a hipófise, mas dificulta a cirurgia desta glândula. 
 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
1.2 Cavidades da dura-máter 
Em determinadas áreas, os dois folhetos da dura-máter do encéfalo separam-se, formando 
cavidades. Uma delas é o cavo trigeminal (de Meckel), ou loja do gânglio trigeminal, que 
contém o gânglio Trigeminal. 
 
 
Outras cavidades são os seios da dura-máter, os quais são revestidos de endotélio e contêm 
sangue. Eles localizam-se principalmente ao longo da inserção das pregas da dura-máter. 
 
1.3 Seios da dura-máter 
 
São canais venosos revestidos de endotélio e situados entre os dois folhetos da DM encefálica. 
O sangue proveniente das veias do encéfalo e do globo ocular é drenado para os seios da 
dura-máter e destes para as veias jugulares internas. Os seios comunicam-se com veias da 
superfície externa do crânio através de veias emissárias, que percorrem forames ou 
canalículos que lhes são próprios, nos ossos do crânio. Esses seios venosos são divididos em 
seios da abóboda cranina e seios da base do crânio. 
 
Os seios da abóbada craniana são os seguintes: 
 
a) seio sagital superior – 
• Ímpar e mediano 
• Percorre a margem de inserção da foice do cérebro 
• Termina próximo à protuberância occipital interna, na chamada confluência dos 
seios. 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
OBS.: A confluência dos seios é formada pelo seio sagital superior, seio reto, seio occipital e pelo 
início dos seios transversos direito e esquerdo. Ou seja, é como se fosse um “encontro” dos seios da 
dura máter. 
 
b) seio sagital inferior 
• Situa-se na margem livre da foice do cérebro 
• Termina no seio reto 
 
c) seio reto 
• Localiza-se ao longo da linha de união entre a foice do cérebro e a tenda doce-
rebelo. 
• Recebe, em sua extremidade anterior, o seio sagital inferior e a veia cerebral magna 
• Termina na confluência dos seios; 
 
d) seio transverso 
• É par e dispõe-se de cada lado ao longo da inserção da tenda do cerebelo no osso 
occipital, 
• Parte da confluência dos seios e vai até o osso temporal, onde passa a ser 
denominado seio sigmoide. 
 
 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
Já os seios venosos da base do crânio são os seguintes: 
a) Seio cavernoso 
• Localizado em cada lado do osso esfenoide e da sela túrcica 
• Recebe sangue vindo das veias oftálmicas, superior e central e algumas outras veias 
do cérebro 
• Os seios cavernosos se comunicam através do seio intercavernoso (envolve a 
hipófise) 
• É atravessado pela artéria carotídea interna e pelo nervo abducente (VI). Próximo à 
sua parede lateral, passam os nervos troclear, oculomotor e ramo oftálmico do nervo 
trigêmeo 
b) Seio petroso superior 
• Localizado em cada lado ao longo da inserção da tenda do cerebelo 
• Drena o sangue do seio cavernoso para o seio sigmoide 
c) Seio petroso inferior 
• Percorre o sulco petroso inferior até o forame jugular, onde se insere na veia jugular. 
d) Plexo basilar 
• Ímpar 
• Comunica-se com os seios petroso inferior e cavernoso 
 
 
 
 
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2. Aracnoide 
 
 
É uma membrana muito delicada, justaposta à dura-máter, da qual se separa por um espaço 
virtual, o espaço subdural, contendo pequena quantidade de líquido necessário à lubrificação 
das superfícies de contato das duas membranas. 
 
A aracnoide separa-se da pia-máter pelo espaço subaracnóideo (Figura 8.4), que contém o 
liquido cerebroespinhal, ou líquor, havendo ampla comunicação entre o espaço subaracnóideo 
do encéfalo e da medula (Figura 8.1). 
 
 
 
 
Consideram-se também como pertencendo à aracnoide as delicadas trabéculas que 
atravessam o espaço para se ligar à pia-máter, e que são denominadas trabéculas 
aracnoideas. Estas trabéculas lembram, em aspecto, uma teia de aranha, donde o nome de 
aracnoide, semelhante à aranha. 
 
 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
2.1 Cisternas subaracnóideas 
A aracnoide justapõe-se à dura-máter e ambas acompanham apenas grosseiramente a 
superfície do encéfalo. A pia-máter, entretanto, adere intimamente a esta superfície, que 
acompanha em todos os giros, sulcos e depressões do encéfalo.Desse modo, a distância 
entre as duas membranas, ou seja, a profundidade do espaço subaracnóideo é variável, 
sendo muito pequena no cume dos giros e grande nas áreas onde parte do encéfalo se 
afasta da parede craniana. Formam-se assim, nessas áreas, dilatações do espaço 
subaracnóideo, as cisternas subaracnóideas, que contêm grande quantidade de líquor. 
 
 
As cisternas mais importantes são as seguintes: 
a) cisterna cerebelo-medular ou cisterna magna: ocupa o espaço entre a face inferior do 
cerebelo, o teto do IV ventrículo e a face dorsal do bulbo (Figura 8.5). É utilizada para 
obtenção de líquor através das punções suboccipitais. 
b) cisterna pontina: situada ventralmente à ponte 
c) cisterna interpeduncular: localizada na fossa interpeduncular (Figura 8.5); 
d) cisterna quiasmática: situada adiante do quiasma óptico (Figura 8.5); 
e) cisterna superior (cisterna da veia cerebral magna): situada dorsalmente ao teto do 
mesencéfalo, entre o cerebelo e o esplênio do corpo caloso 
f) cisterna da fossa lateral do cérebro: corresponde à depressão formada pelo sulco 
lateral de cada hemisfério. 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
Facilitando: Cisternas subaracnóideas são espaços entre a aracnoide e a pia-máter, 
preenchidos por líquor. Estão na base do crânio, na região lombar e nos sulcos (onde vão 
ser menores, mas existem). 
 
 
2.2 Granulações aracnoideas 
São pequenos tubos da aracnoide que penetram nos seios da dura-máter, principalmente 
no Seio Sagital Superior. São responsáveis pela absorção do líquor que cai no sangue. 
 
Facilitando: "Granulações aracnoideas é onde o líquor é absorvido do sangue, é como se 
fosse um "dedinho" da aracnoide." 
 
Obs.: Corpos de Pacchioni à no adulto e no idoso, as granulações se tornam muito 
grandes, às vezes. Podem ser calcificadas e podem deixar impressões na abóboda 
craniana, quando passam a ser chamadas de Corpos de Pacchioni. 
 
 
 
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3. Pia-máter 
A pia-máter é a mais interna das meninges, aderindo intimamente à superfície do 
encéfalo e da medula, cujos relevos e depressões acompanha, descendo até o fundo dos 
sulcos cerebrais. É o que dá resistência aos órgãos nervosos, uma vez que o tecido 
nervoso é de consistência muito mole. 
 
 
Sua porção mais profunda recebe numerosos prolongamentos dos astrócitos do tecido 
nervoso, constituindo assim a membrana pio-glial. 
A pia-máter acompanha os vasos que penetram no tecido nervoso a partir do espaço 
subaracnóideo, formando a parede externa dos espaços perivasculares. Nestes espaços 
existem prolongamentos do espaço subaracnóideo, contendo líquor, que forma um 
manguito protetor em tomo dos vasos, muito importante para amortecer o efeito da 
pulsação das artérias ou picos de pressão sobre o tecido circunvizinho. O fato de as artérias 
estarem imersas em líquor no espaço subaracnóideo também reduz o efeito da pulsação. 
Os espaços perivasculares envolvem os vasos mais calibrosos até uma pequena distância 
e terminam por fusão da pia com a adventícia do vaso. As arteríolas que penetram no 
parênquima são envolvidas até alguns milímetros. As pequenas arteríolas são envolvidas 
até o nível capilar por pés-vasculares dos astrócitos do tecido nervoso. 
Facilitando: A pia-máter está colada no cérebro, inclusive nas reentrâncias dele. É a "pele" 
do cérebro. Ela até acompanha a entrada dos vasos no cérebro. Existe um espaço entre 
a pia máter do cérebro e a dos vasos; esse espaço é chamado de espaço de Virchow-Robin 
ou espaços perivasculares (têm várias funções, como: impedir transmissão de pulsação 
dos vasos; funciona como sistema linfático etc.). 
 
 
Dura máter 
Aracnoide 
Pia máter 
 
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II. Meninges na medula espinal 
3. Pia-máter 
2. Aracnoide 
1. Dura-máter 
 
 
 
 
 
A dura-máter espinhal envolve toda a medula, como se fosse um dedo de luva, o saco 
durai. Cranialmente, a dura-máter espinhal continua com a dura-máter craniana, 
caudalmente termina em um fundo-de-saco no nível da vértebra S2. Prolongamentos 
laterais da dura-máter embainham as raízes dos nervos espinhais, continuando com o 
tecido conjuntivo (epineuro) que envolve estes nervos. Os orifícios necessários à 
passagem de raízes ficam então obliterados, não permitindo a saída de líquor. 
 
 
 
A aracnoide espinhal se dispõe entre a dura-máter e a pia-máter. Compreende um folheto 
justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas, as trabéculas aracnoideas, que 
unem este folheto à pia-máter. Ou seja, não há diferenças em relação à aracnoide 
craniana. 
 
 
A pia-máter adere intimamente ao tecido nervoso da superfície da medula e penetra na 
fissura mediana anterior. 
Quando a medula termina no cone medular, a pia-máter continua caudalmente, formando 
um filamento esbranquiçado denominado filamento terminal. Este filamento perfura o 
fundo do saco dural e continua caudalmente até o hiato sacral. Ao atravessar o saco 
dural, o filamento terminal recebe vários prolongamentos da dura-máter e o conjunto 
passa a ser denominado filamento da dura-máter espinhal. Este, ao inserir-se no 
periósteo da superfície dorsal do cóccix, constitui o ligamento coccígeo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. Espaços entre as meninges 
 
Em relação às meninges que envolvem a medula, existem três cavidades ou espaços: 
epidural, subdural e subaracnóideo. 
Espaço Localização Conteúdo 
Epidural (extradural) Entre a dura-máter e o 
periósteo do canal vertebral 
Tecido adiposo e plexo 
venoso vertebral interno 
Subdural Espaço virtual entre a dura-
máter e a aracnoide 
Pequena quantidade de 
líquor 
Subaracnóideo Entre aracnoide e pia-máter Líquor 
 
 
O espaço epidural, ou extradural, situa-se entre a dura-máter e o periósteo do canal 
vertebral. Contém tecido adiposo e um grande número de veias que constituem o plexo 
venoso vertebral interno. 
O espaço subdural, situado entre a dura-máter e a aracnoide, é uma fenda estreita 
contendo pequena quantidade de líquido, suficiente apenas para evitar a aderência das 
paredes. 
O espaço subaracnóideo é o mais importante e contém uma quantidade razoavelmente 
grande de líquido cerebroespinhal ou líquor. 
 
 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
 
 
 
 
 
 
 
LANNc - Monitoria 2022.1 
5. Correlações clínicas 
 
O saco dural e a aracnoide que o acompanha terminam em S2, ao passo que a medula 
termina mais acima, em L2. Entre estes dois níveis, o espaço subaracnóideo é maior, 
contém maior quantidade de líquor e nele se encontram apenas o filamento terminal e as 
raízes que formam a cauda equina, não havendo, portanto, perigo de lesão da medula. 
 
Esta área é ideal para a introdução de uma agulha no espaço subaracnóideo (Figura 4.6), 
o que é feito com as seguintes finalidades: 
a) retirada de líquor para fins terapêuticos ou de diagnóstico nas punções lombares 
(ou raquidianas); 
b) medida da pressão do líquor; 
c) Uso de contraste radiológico 
d) Introdução de anestésicos nas chamadas anestesias raquidianas, como será visto 
mais à frente; 
e) Administração de medicamentos. 
 
5.1.1 Anestesias nos espaços meníngeos 
 
1. Raquidianas: o anestésico é introduzido no espaço subaracnóideo por meio de 
uma agulha que penetra no espaço entre as vértebras L2-L3, L3-L4 ou L4-L5. Em 
seu trajeto, a agulha perfura sucessivamente: 
i. a pele e a tela subcutânea 
ii. o ligamento interespinhoso 
iii. o ligamento amarelo 
iv. a dura-máter 
v. a aracnoide. 
 
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Certifica-se que a agulha atingiu o espaço subaracnóideo pela presença do líquor que 
goteja de sua extremidade. 
 
2. Epidurais (ou peridurais): São feitas geralmente na região lombar, introduzindo-se 
o anestésico no espaço epidural, onde ele se difunde e atinge os forames 
intervertebrais, pelos quais passam as raízes dos nervos espinhais. 
Confirma-se que a ponta da agulha atingiu o espaço epidural quando se observa 
súbita baixa de resistência, indicando que ela acabou de perfuraro ligamento amarelo. 
Essas anestesias não apresentam alguns dos inconvenientes das anestesias 
raquidianas, como o aparecimento frequente de dores de cabeça, que resultam da 
perfuração da dura-máter e de vazamento de líquor. Entretanto. Elas exigem 
habilidade técnica muito maior e hoje são usadas quase somente em partos. 
 
 
 
 
 
Material produzido pelos (melhores) monitores: Anna Caroline 
Reis, Caio Dourado, Gustavo Calais, Marcos da Rocha, Maria 
Juliana Bezerra, Pedro Castro e Rafael Attiê.

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