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Classificação das obrigações 
O Direito das Obrigações, atualidade do sistema jurídico brasileiro, compreende as relações jurídicas do direito privado,de caráter pessoal, nas quais o titular do direito (CREDOR) e possa exigir cumprimento do dever correlato de prestar, respondendo o sujeito do dever (DEVEDOR) com seu patrimônio.
 
Objeto da obrigação é a prestação, e o objeto da prestação é sempre uma ação ou omissão do devedor: um fazer de sentido amplo(DAR) ou um não fazer (abstenção) que se prometeu.
A relação jurídica obrigacional, cada vez mais tem sido vista como
uma relação jurídica de cooperação, permeada pela boa-fé, devendo haver lealdade, confiança, fidelidade, honestidade com o propósito de cumprimento das obrigações.
 
 Fontes do Direito
Todos os meios através dos quais se formam ou se estabelecem as normas jurídicas (Ex a lei)
Fontes das Obrigações em nosso Código Civil:
1) o contrato
2) a declaração unilateral de vontade: (Ex. promessa de recompensa)
3) o ato ilícito
 ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
 na relação jurídica obrigacional é possível identificar três elementos essenciais que a compõem:
Elemento subjetivo: composto pelos sujeitos da relação jurídica obrigacional
(credor ou sujeito ativo e devedor ou sujeito passivo)
Elemento objetivo: relacionado ao objeto da relação jurídica (prestação)
Elemento abstrato: (imaterial ou espiritual) atinente ao vínculo jurídico que
une os sujeitos da relação jurídica.
1. Obrigações de dar
Tem por objeto prestações de coisas, consistem na atividade de dar(transferindo-se a propriedade da coisa), entregar(transferindo-se a posse ou a detenção da coisa) ou restituir( quando o credor recupera a posse ou a detenção da coisa entregue ao devedor) 
subdividem-se, em obrigações de dar coisa certa( arts. 233 a 242 do CC/2002) e de dar a coisa incerta( arts.243 a 246 do CC/2002).
1.2 Obrigação de dar a coisa certa 
 Nessa modalidade de obrigação, o devedor obriga-se de dar, entregar ou restituir a coisa específica, certa e determinada.
EX.1: Um carro marca X, placa 5555, ano 2019…
EX.2: Animal reprodutor bovino da raça nelore, com peso de de 17.9 arrobas
O credor não está obrigado a receber outra COISA senão aquelas descritas no título da obrigação.
 É clara a dicção do art. 313 do CC “O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa.”
Aplica-se, também, para as obrigações de dar coisa certa, o princípio jurídico de que o acessório segue o principal( acessorium sequitur principale). Dessa forma, não resultando o contrário do título ou das circunstâncias do caso, o devedor não poderá se negar a dar ao credor aqueles bens que, sem integrar a coisa principal, secundam-na por acessoriedade( art. 233 CC)
EX: Obrigando-se a transferir a propriedade da casa (imóvel por acessão artificial), estarão incluídas as benfeitorias realizadas (acessórias da coisa principal), se o contrário não resultar do contrato ou das próprias circunstâncias.
O devedor não pode (de forma unilateral) modificar o objeto da prestação da mesma forma o credor não pode exigir coisa diferente, ainda que menos valiosa. Mas pode haver um acordo entre ambos.
O DEVEDOR DEVE ENTREGAR OU RESTITUIR AO CREDOR A COISA CERTA
A transferência do domínio: dos móveis faz-se pela tradição/entrega do objeto
dos imóveis faz-se pela tradição solene/pelo registro na matrícula junto ao
competente Registro de Imóveis.
O art. 1.267 do CC assevera, em sua primeira parte, que “A propriedade das
coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição.”
Ou seja, é necessário que essa entrega se realize. Ex. compra e venda, comodato
O registro (uma tradição solene), utilizada para transferência do domínio de bens
imóveis (Art. 1.245, do CC). “Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o
registro do título translativo no Registro de Imóveis.”
Enquanto não ocorrer a tradição, a coisa continuará pertencendo ao devedor.
Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos
e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir,
poderá o devedor resolver a obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os
pendentes.
Ex. se o objeto da obrigação for um animal, e este der cria, o devedor não
poderá ser constrangido a entregá­-la. Poderá exigir o aumento do preço, caso
não haja previsão de que a cria seria adquirida juntamente com o animal.
“O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda
que mais valiosa” (Art. 313 do CC)
O devedor não pode (de forma unilateral) modificar o objeto da prestação (CC, art.313).
 
 Em caso de Perda ou Perecimento( Prejuízo total) podem ocorrer:
a) se a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição (da entrega da coisa), ou pendente condição suspensiva (o negócio encontra-se subordinado a um acontecimento futuro e incerto: o casamento do devedor, por exemplo), fica resolvida a obrigação para ambas as partes, suportando o prejuízo o proprietário da coisa que ainda não a havia alienado (art. 234, parte inicial, do CC/2002); 
b) se a coisa se perder, por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente (valor da coisa), mais perdas e danos (art. 234, parte final, do CC/2002). Nesse caso, suportará a perda o causador do dano, já que terá de indenizar a outra parte. Imagine a hipótese de o devedor, por culpa ou dolo, haver destruído o bem que devia restituir.
 Em caso de Deterioração(PREJUÍZO PARCIAL): 
a) se a coisa se deteriora sem culpa do devedor, poderá o credor, a seu critério, resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu (art. 235 do CC/2002); 
b) se a coisa se deteriora por culpa do devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, a indenização pelas perdas e danos (art. 236 do CC/2002). 
 Da perda/perecimento total da coisa (Art. 234 do CC)
a) Perda da coisa sem culpa do devedor: antes da tradição, ou pendente a
condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes
b) Perda da coisa por culpa do devedor: se a perda resultar de culpa do
devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
SE A OBRIGAÇÃO FOR DE RESTITUIR:
A)Se a coisa se perder sem culpa do devedor- “Art. 238. Se a obrigação for de
restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos
até o dia da perda.”
B)Se a coisa se perder por culpa do devedor: “Art. 239. Se a coisa se perder por
culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas e danos.”
Obs,: embora a lei não preveja, é possível que o credor opte em ficar com a
coisa e receber perdas e danos pela deterioração.
 
 2. OBRIGAÇÃO DE DAR COISA INCERTA:
A obrigação de dar coisa incerta tem objeto indeterminado, mas o objeto da obrigação vai permanecer indefinidamente indeterminado. Ele precisa ser determinável, sendo determinado, então, posteriormente, quando se conhecer sua qualidade.
Art. 243. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
A prestação deixa de ser genérica e passa a ser determinada quando
ocorre escolha (a denominação dada é concentração de débito ou
concentração de prestação devida).
Mas a quem caberia a escolha? Ao credor ou ao devedor?
Por princípio, o Código Civil, em quase todas as suas normas, prefere o devedor, quando a vontade das partes não houver estipulado a quem assiste determinado direito.
Essa liberdade de escolha, todavia, não é absoluta, uma vez que o devedor não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a dar a melhor.
Art. 244. Nas coisas determinadaspelo gênero e pela quantidade, a escolha
pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas
não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
A prestação é inicialmente indeterminada, não poderá o devedor, antes de efetuada a sua escolha — isto é, antes da concentração do débito —, alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito
Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração
da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
3. Das Obrigações de Fazer
Nas obrigações de fazer interessa ao credor a própria atividade do devedor.
“Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que
recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível.”
A depender da possibilidade ou não de o serviço ser prestado por terceiro, a prestação do fato poderá ser fungível ou infungível. A prestação poderá ser:
a) Personalíssima- (intuitu personae), infungível ou imaterial (CC, arts. 247 e 248)-
quando convencionado que o devedor deve cumpri pessoalmente a prestação, ou se
a própria natureza desta impedir a sua substituição.
A infungibilidade pode decorrer da própria natureza da prestação (Ex pintor
consagrado)
 b)Impessoal, fungível ou material (CC, art. 249). quando não há tal exigência, não se
trata de ato ou serviço cuja execução depende de qualidades pessoais do devedor,
podendo ser realizado por terceiro.
Será fungível quando não houver restrição negocial no sentido de que o serviço seja realizado por outrem
Também pode a obrigação de fazer decorrer de um con­trato preliminar e consistir
em emitir declaração de vontade (Ex. escritura de um imóvel no compromisso de
compra e venda)
Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação;
Se a prestação do fato tornar-se impossível por culpa do devedor ,responderá por perdas e danos.
Em situações urgentes e sendo fungível a prestação, o credor não precisará de autorização judicial para que um terceiro execute a tarefa. Já para as prestações personalíssimas – não poderá haver a substituição sem a prévia concordância do credor.
 3.1 Das Obrigações de Não Fazer
A obrigação de não fazer tem por objeto uma prestação negativa, um comportamento omissivo do devedor. 
O devedor descumpre a obrigação ao realizar o comportamento que se obrigara a abster
Se o inadimplemento resultou de evento estranho à vontade do devedor, isto é, sem culpa sua, extingue-se a obrigação, sem perdas e danos. Trata-se, portanto, de um descumprimento fortuito (não culposo) da obrigação de não fazer. 
“Art. 250. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar”
Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
“Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos. Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido”.
 4. Obrigações solidárias
Existe solidariedade quando, na mesma obrigação, concorre uma pluralidade de credores, cada um com direito à dívida toda (solidariedade ativa), ou uma pluralidade de devedores, cada um obrigado à dívida por inteiro (solidariedade passiva). 
a) solidariedade ativa(todos com direito à toda a dívida)
b) solidariedade passiva(todos, cada um por si, obrigados pela dívida inteira)
 SOLIDARIEDADE ATIVA
Qualquer dos credores tem a faculdade de exigir do devedor a prestação por inteiro, e a prestação efetuada pelo devedor a qualquer deles libera-o em face de todos os outros credores Há uma relação jurídica interna entre os credores, a qual é irrelevante para o devedor, já que este, pagando a soma devida, exonera-se perante todos. 
E aquele que recebeu todo o pagamento passa a responder perante os demais credores pelas partes de cada um.
ex: A, B e C são credores de D. Nos termos do contrato (título da obrigação), o devedor deverá pagar a quantia de R$ 300.000,00, havendo sido estipulada a solidariedade ativa entre os credores da relação obrigacional. Assim, qualquer dos três credores — A, B ou C — poderá exigir toda a dívida de D, ficando, é claro, aquele que recebeu o pagamento adstrito a entregar aos demais as suas quotas-partes respectivas. Mas note que, se o devedor pagar a qualquer dos credores, exonera-se. Nada impede, outrossim, que dois dos credores, ou até mesmo todos os três, cobrem integralmente a obrigação pactuada.
Art. 267. Cada um dos credores solidários tem direito a
exigir do devedor o cumprimento da prestação por inteiro.
Art. 268. Enquanto alguns dos credores solidários não
demandarem o devedor comum, a qualquer daqueles
poderá este pagar.
Art. 270. Se um dos credores solidários falecer deixando
herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e
receber a quota do crédito que corresponder ao seu
quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível.
O credor que tiver remitido (perdoado) a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba.
Exemplificando: A, B e C são credores solidários de D. C perdoou toda a dívida de R$ 300.000,00. De tal forma, não havendo participado da remissão, os outros credores poderão exigir daquele que perdoou (C) as quotas-partes que lhes caibam (R$ 100.000,00 para A e R$ 100.000,00 para B). 
 SOLIDARIEDADE PASSIVA
Solidariedade passiva quando, em determinada obrigação, concorre uma pluralidade de devedores, cada um deles obrigado ao pagamento de toda a dívida. 
Ex: A, B e C são devedores de D. Nos termos do contrato, os devedores encontram-se coobrigados solidariamente (solidariedade passiva) a pagar ao credor a quantia de R$ 300.000,00. Assim, o credor poderá exigir de qualquer dos três devedores toda a soma devida, e não apenas um terço de cada um. Nada impede, outrossim, que o credor demande dois dos devedores, ou, até mesmo, todos os três, conjuntamente, cobrando-lhes toda a soma devida ou parte dela. 
· O que caracteriza essa modalidade de obrigação solidária é exatamente o fato de qualquer dos devedores estar obrigado ao pagamento de toda a dívida
· 
O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores,
parcial ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial,
todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo
resto.(Art.275)
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele
obtida não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da
quantia paga ou relevada.
Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre
um dos devedores solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos
outros sem consentimento destes.
Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores
solidários, subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas
perdas e danos só responde o culpado.
Art. 280. Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação
tenha sido proposta somente contra um; mas o culpado responde aos outros
pela obrigação acrescida.
O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou
de todos os devedores. (Art. 282)
Parágrafo único. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais
devedores, subsistirá a dos demais.
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a
exigir de cada um dos co-devedores a sua quota, dividindo-se
igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-seiguais, no débito, as partes de todos os co-devedores.
Art. 284. No caso de rateio entre os co-devedores, contribuirão também os
exonerados da solidariedade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao
insolvente.
Art. 285. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores,
responderá este por toda ela para com aquele que pagar.
 Responsabilidade/obrigação subsidiária
há um débito originário de uma pessoa e a outra tem apenas a responsabilidade pelo
débito.Primeiro se busca que o devedor pague/cumpra a obrigação. É a questão da responsabilidade patrimonial subsidiária.
 Obrigações alternativas ou disjuntivas
elas têm por objeto duas ou mais obrigações, sendo que se o devedor cumprir apenas umas delas, já se desonera da obrigação. São prestações excludentes entre si.
Exemplo: A, devedor, libera-se pagando um touro reprodutor ou um carro a B, credor. Nada impede, outrossim, que as prestações sejam, na perspectiva da classificação básica, de natureza diversa: a entrega de uma joia ou a prestação de um serviço. 
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra
coisa não se estipulou.
§ 1 o Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e
parte em outra.
§ 2 o Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção
poderá ser exercida em cada período.
§ 3 o No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre
eles, decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
§ 4 o Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder
exercê-la, caberá ao juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.
Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de
obrigação ou se tornada inexeqüível, subsistirá o débito quanto à
outra.
Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma
das prestações, não competindo ao credor a escolha, ficará aquele
obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais as
perdas e danos que o caso determinar.
Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações
tornar-se impossível por culpa do devedor, o credor terá direito de
exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas e
danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem
inexeqüíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas,
além da indenização por perdas e danos.
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do
devedor, extinguir-se-á a obrigação.
 Obrigações divisíveis e indivisíveis
as primeiras permitem o cumprimento fracionado e ou parcial da prestação, já as indivisíveis só podem ser cumpridas por
inteiro.
As obrigações de não fazer são, em regra, indivisíveis.
Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta
presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores
ou devedores. (Art. 257)
A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato
não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou
dada a razão determinante do negócio jurídico.(Art.258)
As indivisíveis podem ser: 1) natural ou material (ex entrega de um cavalo) 2)
legal ou jurídica (Ex. módulo rural, 3) convencional (por vontade das partes)
Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível,
cada um será obrigado pela dívida toda.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do
credor em relação aos outros coobrigados.
Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a
dívida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
I - a todos conjuntamente;
II - a um, dando este caução de ratificação dos outros credores.
Art. 261. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos
outros assistirá o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no
total.
 TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES
1) Cessão de crédito
A cessão de crédito consiste em um negócio jurídico por meio do qual o credor (cedente) transmite total ou parcialmente o seu crédito a um terceiro (cessionário), mantendo-se a relação obrigacional primitiva com o mesmo devedor (cedido).
2) Cessão de débito (assunção de dívida)
A cessão de débito ou assunção de dívida consiste em um negócio jurídico por meio do qual o devedor, com o expresso consentimento do credor, transmite a um terceiro a sua obrigação. Cuida-se de uma transferência debitória, com mudança subjetiva na relação obrigacional.
3) Cessão de contrato
a cessão de crédito substitui uma das partes na obrigação apenas do lado ativo, e em um único aspecto da relação jurídica, o mesmo ocorrendo pelo lado passivo na assunção de dívida.
As obrigações podem ser transferidas, ativa (crédito) e passivamente
(débitos) A transmissibilidade das obrigações e sua importância para a economia.
1) Cessão de crédito- consiste em um negócio jurídico por meio do qual o CEDENTE/CREDOR, transmite total ou parcialmente o seu crédito a um TERCEIRO/CESSIONÁRIO, ficando mantida a relação obrigacional originária (primitiva) com o mesmo DEVEDOR/CEDIDO.
É na maioria das vezes negócio jurídico oneroso, porém a transmissão
gratuita do crédito é possível.
“Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a
natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula
proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar
do instrumento da obrigação.”
A cessão de crédito não poderá ocorrer em três hipóteses:
· Caso a natureza da obrigação seja incompatível com a cessão. Ex.
· Caso haja vedação legal. Ex. Caso haja cláusula contratual proibitiva
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se
todos os seus acessórios.
Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se
não celebrar-se mediante instrumento público, ou instrumento particular
revestido das solenidades do § 1 o do art. 654.
Ou seja, só valerá em relação a terceiros se for realizada mediante
instrumento público ou instrumento particular (que deve conter a indicação
do lugar onde foi passado, a qualificação do outorgante e do outorgado, a
data e o objetivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes
conferidos)
Obs. Em ambos os casos faz-se necessário o registro do ato para que gere
efeitos erga omnes.
Tanto a cessão de direitos hereditários como de créditos hipotecários só se realiza através de instrumento público.
 2) Cessão de débito (assunção de dívida)
 
Negócio jurídico por meio do qual o devedor (com expresso consentimento do
credor) transmite a um terceiro a sua obrigação.
Obs. o silêncio do credor é tomado como recusa, não se aplicando a máxima
de que o silencia é o consentimento.
Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o
consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo,
salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que
consinta na assunção da dívida, interpretando-se o seu silêncio como
recusa.
Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se
extintas, a partir da assunção da dívida, as garantias especiais por ele
originariamente dadas ao credor.
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o
débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por
terceiros, exceto se este conhecia o vício que inquinava a obrigação.
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que
competiam ao devedor primitivo.
Art. 303. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o
pagamento do crédito garantido; se o credor, notificado, não impugnar em
trintadias a transferência do débito, entender-se-á dado o assentimento.
 3) Cessão de contrato: 
trata-se de negócio jurídico em que o cedente transfere a sua posição contratual, que compreende débitos e créditos.
Para isso é necessário:
a) que haja a celebração de um negócio jurídico entre cedentes e cessionários
B) que a cessão seja global- toda a integralidade
C) que haja a anuência expressa do cedido.
Desde que não haja cláusula proibitiva ou mesmo que não seja obrigação
personalíssima que não admite cessão e que a outra parte consinta é possível
haver a cessão de contrato.
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