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S4 - Estratégias de hidratação de acordo com o quadro clínico e tipo de paciente


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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
VÍTOR BELTRÃO DE CARVALHO MOURA MARQUES
 TURMA 37
ESTRATÉGIAS DE HIDRATAÇÃO DE ACORDO COM O QUADRO CLÍNICO E TIPO DE PACIENTE
TERESINA-PI
 2024
VÍTOR BELTRÃO DE CARVALHO MOURA MARQUES
ESTRATÉGIAS DE HIDRATAÇÃO DE ACORDO COM O CASO CLÍNICO E TIPO DE PACIENTE
Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia de Informação e Comunicação como requisito parcial para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos e Integrados.
Orientadores: Prof. Dr.Gustavo / Prof. Dra.Juscelia
TERESINA-PI
 2024
Primeiro é necessário identificar o estado de hidratação em que se encontra o paciente em questão e dessa forma aplicar o plano de reidratação adequado para o caso. Esse processo envolve a avaliação do estado geral do paciente, se ele está bem alerta, irritado, intranquilo, comatoso ou hipotônico, se os olhos se encontram normais, fundos ou muito fundos e secos, se há lágrimas ou não, e se ao oferecer água ao paciente se ele bebe normalmente, sem sede, se bebe rápido e avidamente em um estado sedento ou se bebe mal ou até não é capaz de beber. Além disso, pode-se explorar outros sinais no paciente como o sinal de prega, e ver se ele desaparece rapidamente, lentamente ou muito lentamente em conjunto com a avaliação do pulso do paciente, se está cheio, rápido, fraco, muito fraco ou ausente.
Após a avaliação e pesquisa de todas essas características avalia-se o paciente aplica-se os plano de reidratação adequado para cada caso, esse planos são:
Plano A: o paciente encontra-se em bom estado geral, olhos normais, lágrimas presentes, bebe normalmente, o sinal da prega desaparece rapidamente e o pulso está cheio. Com essas características o paciente está sem sinais de desidratação. Neste cenário, é crucial aumentar a ingestão de líquidos para evitar a desidratação. Recomenda-se a ingestão de líquidos caseiros ou solução de reidratação oral após cada episódio de diarreia. Além disso, é fundamental manter uma alimentação regular para prevenir a desnutrição. Caso não haja melhora após dois dias ou se houver qualquer sinal de alerta, como agravamento da diarreia, falta de apetite, vômitos persistentes, presença de sangue nas fezes ou aumento da sede, é importante buscar assistência médica imediatamente. Além disso, é importante instruir os familiares sobre como identificar sinais de desidratação.
Plano B: o paciente encontra-se irritado, intranquilo, com olhos fundos, lágrimas ausentes, sedento, bebe rápido e avidamente, o sinal da prega desaparece lentamente e o pulso está rápido e fraco. Se o paciente apresentar dois ou mais desses sinais ele está com desidratação. Nesta situação, a desidratação é abordada na Unidade Básica de Saúde (UBS) através da administração de solução de reidratação oral. Se os sintomas de desidratação diminuírem, o Plano A deve ser seguido. Caso a desidratação persista, a inserção de sonda nasogástrica é recomendada. Se o quadro evoluir para desidratação grave, o Plano C deve ser implementado.
Plano C: o paciente encontra-se comatoso, olhos muito fundos e secos, lágrimas ausentes, bebe água mal ou não é capaz de beber, o sinal da prega desaparece muito lentamente (mais de 2 segundos) e o pulso está muito fraco ou ausente. Se o paciente apresentar dois ou mais sinais, o paciente está com desidratação grave. Neste caso, o Plano C consiste em duas fases para todas as faixas etárias:
Na Fase Rápida, para crianças com menos de 5 anos, conhecida como fase de expansão, é administrado Soro Fisiológico a 0,9% em uma dosagem inicial de 20 ml/kg de peso corporal. Esta dosagem deve ser repetida até que os sinais clínicos de hidratação sejam alcançados, sendo reavaliados após cada ciclo de expansão, que tem duração de 30 minutos. Para recém-nascidos e pacientes com doenças cardíacas graves, a dose inicial é de 10 ml/kg de peso.
Para crianças com mais de 5 anos, também na fase de expansão, a dosagem inicial é de 30 ml/kg de Soro Fisiológico a 0,9%, seguida de 70 ml/kg de Ringer Lactato ou Solução Polieletrolítica, administrados ao longo de 2 horas e 30 minutos.
Na Fase de Manutenção e Reposição, para todas as idades, é administrado Soro Glicosado a 5% misturado com Soro Fisiológico a 0,9%, na proporção de 4:1 para manutenção e 1:1 para reposição. A dosagem varia de acordo com o peso corporal, com incrementos para pacientes com peso superior a 10 kg e 20 kg. Além disso, é adicionado KCl a 10% na proporção de 2 ml para cada 100 ml de solução de manutenção.
Quando o paciente puder ingerir líquidos, geralmente após 2 a 3 horas do início da reidratação intravenosa, a reidratação oral com SRO deve ser iniciada, mantendo-se a reidratação intravenosa. A reidratação intravenosa só deve ser interrompida quando o paciente puder ingerir SRO em quantidade suficiente para manter a hidratação.
É importante observar o paciente por pelo menos seis horas e mantê-lo na unidade até que seja capaz de fazer a reidratação oral adequadamente.
É crucial notar que a ingestão de SRO deve ser maior nas primeiras 24 horas de tratamento.
REFERÊNCIAS
Ministério da Saúde (Brasil). Manejo do paciente com diarreia: avaliação do estado de hidratação do paciente. Brasília, DF; 2023. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf. Acesso em: 07/03/2024
Ministério da Saúde (Brasil) Pequenos Cuidados: Uma grande proteção; Avaliação do estado de hidratação do paciente. Brasília, DF; 2023. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pequenos_cuidados_grande_protecao_habitos.pdf. Acesso em: 07/03/2024

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