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Obesidade na Infância

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20/01/2017
1
Doenças Crônicas Não
Transmissíveis - DCNT
Prof. Lílian Gonçalves Teixeira
Universidade Federal de Lavras
Obesidade na Infância
De quem é a 
culpa???
Vídeo!!
Obesidade na Infância
Obesidade
exógena na
infânciaIntrodução de 
alimentos
complementares
inapropriados
Emprego de 
fórmulas
lácteas diluídas
de modo
incorreto
Inadequada
relação ou
dinâmica
familiar
Distúrbios do 
comportamento
alimentar
Interrupção
precoce do 
aleitamento
materno
Obesidade na Infância
Estudo longitudinal, 2000 (Pontos de corte: P85 e P95, CDC) 
• Meninas
o 40%-59,9% obesas aos 5-12 anos
o 60% obesas > 12 anos
• Meninos
o 20%-39,9% obesos aos 4-12 anos
o Mais de 60% obesos > 12 anos
Adultos obesos
30-39 anos
20/01/2017
2
Epidemiologia
Países desenvolvidos:
•  prevalência do sobrepeso e da obesidade - adultos, 
crianças e adolescentes. 
• 31,5% crianças norte-americanas: excesso de gordura
corporal 
• 15,8% crianças (6-11a) 
• 16,1% adolescentes (12-19a)
IMC/I > P95
Epidemiologia
Países em desenvolvimento:
•  prevalência do sobrepeso e da obesidade
OMS, 2016
Epidemiologia - Brasil
Ministério da Saúde, Vigitel, 2011
20/01/2017
3
Epidemiologia
Brasil - Crianças: 10,8-33,3%
SBP, 2011 
Obesidade na
infância e 
adolescência –
Manual de 
Orientação
Ingestão energética
Excessiva 
(rica em açúcares e gorduras)
Baixo 
Gasto 
energético
Obesidade
Fisiopatologia
Fatores
genéticos
Fatores
ambientais
Fatores
comportamentais
Fatores
endócrinos
20/01/2017
4
Fisiopatologia
Obesidade e Inflamação
(Ouchi et al, 2011)
Resumindo
Na obesidade ocorre…
Aumento do tamanho e/ou número de adipócitos
Aumento do infiltrado de macrófagos no tecido adiposo
Aumento de adipocinas pró-inflamatórias: TNF, IL6, leptina, 
resistina, entre outras
Diminuição de adiponectina
Resistência insulínica
Fisiopatologia
Participação do vínculo entre mãe e filho
Obesidade - forte ligação com aspectos emocionais dos 
indivíduos e suas vivências psíquicas prévias
Ser humano - desde o nascimento - dependente de outro 
que possa ser capaz de cuidar dele e de suprir suas
necessidades básicas - mãe
Fisiopatologia
Participação do vínculo entre mãe e filho
Mãe que amamenta
• Fome
• Necessidade de amor
Vínculo mãe/filho
20/01/2017
5
Fisiopatologia
Participação do vínculo entre mãe e filho
Amamentação durante momentos de tensão da mãe :
• Choro, angústia, alteração psicológica – período de 
mudanças profundas (hormonais, físicas, emocionais)
• Filho mamando e imerso no turbilhão emocional
materno: captação dos sentimentos maternos
• Criança: associação sentimento negativo - ato de 
alimentar-se 
Fisiopatologia
Participação do vínculo entre mãe e filho
Mães que trabalham fora:
• Superalimentação do filho – sem sinais de fome
oCompensação da ausência
oGuloseimas para a criança – adocicar o 
sentimento ansioso e acalmar desconsolo
• Criança: aprederá a anestesiar-se do desamparo –
uso de alimentos energéticos
Prevenção
 Pré-natal 
 Crescimento
 Escola
 Família
 Comunidade
Prevenção é a 
melhor 
opção!!!!
Prevenção
Pré-natal 
Identificar os fatores de risco familiares:
• diabetes melito
• doenças cardiovasculares
• hipertensão arterial 
• dislipidemias
• determinados tipos de câncer
Avaliar e monitorar o estado nutricional da gestante. 
Orientar sobre a alimentação adequada à gestante. 
20/01/2017
6
Prevenção
Crescimento
Avaliar e monitorar o ganho ponderal e a velocidade de 
crescimento estatural da criança
Estimular aleitamento materno exclusivo (até 6 meses) e 
aleitamento complementar (até 2 anos). 
Orientar os pais quanto aos sinais de saciedade do lactente:
• parar de mamar
• fechar a boca
• desviar a face 
• brincar com o mamilo ou
morde ̂-lo
• dormir
Prevenção
Crescimento
Educar os pais para reconhecerem e aceitarem a 
saciedade da criança maior – criança saudável tem 
capacidade de auto-regular sua ingestão
Orientar sobre a alimentação complementar de acordo
com as necessidades nutricionais e o desenvolvimento da 
criança. 
Ressaltar a importância da qualidade da alimentação
Prevenção
Crescimento
Pais - Educação nutricional dos filhos:
• Estabelecer e fazê-los cumprir os horários das refeições
• Não pular refeições nem substituí-las por lanches
• Dar orientações sobre mastigar bem os alimentos
• Realizar as refeições em ambiente calmo e com a 
televisão desligada
• Limitar o consumo de alimentos de elevado teor
calórico, como salgadinhos, doces, frituras e 
refrigerantes. 
Prevenção
Crescimento
Estimular e orientar o lazer ativo: 
• Lactentes: Rolar, engatinhar, andar. 
• Pré-escolares: passeios ao ar livre, andar de bicicleta, 
jogar bola, correr, brincar com o cachorro, pular
corda. 
• Escolar e adolescente: recreação, esportes em geral e 
atividade física programada. 
20/01/2017
7
Prevenção
Crescimento
Informar sobre a evolução normal do comportamento
alimentar da criança – evitar insegurança ou
desinformação dos pais
Limitar o tempo de lazer passivo a, no máximo, duas horas
por dia, controlando os horários de TV, computador e 
videogame 
Prevenção
Família
Avaliar e orientar toda a família sobre hábitos alimentares
saudáveis
Abordar questões relativas ao vínculo mãe/filho
Estimular a adesão dos pais a um estilo de vida ativo. 
Prevenção
Escola
Educar e capacitar os diversos profissionais envolvidos com 
a criança. 
Inserção da educação nutricional no currículo escolar.
Promoção de atividades físicas programadas e com metas. 
Envolvimento ativo da família. 
Prevenção
Escola
Orientar os pais sobre o controle da merenda escolar:
• Avaliação dos alimentos oferecidos na cantina, os
lanches preparados em casa, lanches comprados na
escola:
oquantidade de colesterol, gordura saturada, 
sal, açúcar
20/01/2017
8
Prevenção
Comunidade
Estimular os pais a reivindicar uma comunidade mais
ativa. 
Reivindicação de áreas de lazer e de esporte disponíveis
no bairro. 
Promoção de eventos de lazer ativo e esportivo. 
Prevenção
SBP, 2011 
Obesidade na
infância e 
adolescência –
Manual de 
Orientação
Morbidades associadas à obesidade
• Síndrome metabólica
• Hipertensão arterial
• Dislipidemias
• Resistência Insulínica e Diabetes 
melitos
• Doença hepática
• Apneia do sono
• Ortopédicas
• Dermatológicas
• Alteração do metabolismo
ósseo
Consequências
psicológicas
20/01/2017
9
Diagnóstico
História (anamnese)
Dados antropométricos: exame físico
Exames bioquímicos – avaliação da repercussões
metabólicas
Diagnóstico - anamnese
História da obesidade:
• idade de início
• relação com fatores desencadeantes
• tentativas anteriores de tratamento
• percepção da família quanto ao problema
Diagnóstico - anamnese
Antecedentes pessoais
• alto ou baixo peso ao nascer
• ganho de peso acentuado no primeiro ano de vida
• uso de medicamentos
Diagnóstico - anamnese
Antecedentes familiares
• obesidade
• doença cardiovascular precoce
• hipertensão arterial 
• dislipidemias
• diabetes
• tabagismo
20/01/2017
10
Diagnóstico - anamnese
Antecedentes alimentares:
• tempo de aleitamento materno
• introdução da alimentação complementar
Diagnóstico - anamnese
Hábitos alimentares:
• Inquérito alimentar habitual 
• Recordatório de 24 horas
• QFA
Diagnóstico - anamnese
Hábitos alimentares:
• Dinâmica da refeição: 
oonde é realizada
o com ou sem a presença de pais e irmãos
ohorários, intervalos e tempo gasto
o ingestão concomitante de líquidos
omastigação
Ministério da 
Saúde, 2014
20/01/2017
11
Diagnóstico –dados antropométricos
Peso
Altura
Índice de Massa Corporal (IMC) = Peso (kg)
[altura (m)]2
Outras: 
• Pregas cutâneas
• Circunferencias cintura e abdominal
Diagnóstico –dados antropométricos
Índices:
• Estaturapara Idade (E/I)
• Peso para Idade (P/I)
• Peso para Estatura (P/E)
• Índice de Massa Corporal para Idade (IMC/I)
Diagnóstico –dados antropométricos
Ministério da Saúde, 2014
20/01/2017
12
Diagnóstico –dados antropométricos
 Adolescentes
Diagnóstico –dados antropométricos
Ministério da Saúde, 2014
Diagnóstico – exames bioquímicos
Glicemia
SBP, 2011 Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação
Diagnóstico – exames bioquímicos
Dislipidemias
Sociedade Brasileira de Pediatria, 2011; V Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemia, 2013
20/01/2017
13
Diagnóstico
Hipertensão Arterial
VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2010
Diagnóstico
Hipertensão Arterial
Fonte: The 4th report on the 
Diagnosis, Evaluation, and 
Treatment of High Blood Pressure 
in Children and Adolescents , 
2005 
Diagnóstico
Hipertensão Arterial
• Menina 14 anos – 158cm (P25)
• PA: 110/70 
• PA: 122/78 
• PA: 130/85
Diagnóstico
Hipertensão Arterial
Fonte: The 4th report on the 
Diagnosis, Evaluation, and 
Treatment of High Blood Pressure 
in Children and Adolescents , 
2005 
110:70 – P50-P90 - normotensa
122:78 – P90-P95 - limítrofe
130:85 – P95-P99 - hipertensa
20/01/2017
14
Morbidades associadas à obesidade
Síndrome Metabólica
• Conjunto de anormalidades metabólicas que aumentam o 
risco de desenvolvimento de diabetes melitos e doenças
cardiovasculares
Obesidade
abdominal
 Triglicérides
 HDL-
colesterol
Hipertensão
arterial
Hiperglicemia de 
jejum
SBP, 2011 Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação
Morbidades associadas à obesidade
Síndrome Metabólica
• Em crianças e adolescentes até 16 anos
20/01/2017
15
Tratamento
Ministério da Saúde, 2014
Ministério da Saúde, 2014
Tratamento Tratamento
20/01/2017
16
Tratamento nutricional
Objetivo:
• Manutenção do crescimento e saúde ótimos, evitando
ou tratando as repercussões metabólicas provenientes
do excesso de gordura corporal, aumentando a auto-
estima, e acima de tudo, criando um hábito de vida
saudável.
Tratamento nutricional
 Anamnese alimentar e avaliação do comportamento
• Identificar atitudes: mastigação rápida, ausência de 
horários, omissão de refeições, comer assistindo TV, 
excesso de tempo em vídeo game, etc e atividade física 
regular
 Esclarecer conceitos inadequados e mudanças de 
comportamento
Tratamento nutricional
 Mudanças na qualidade
• Inserção de alimentos anteriormente não habituais de 
importância nutricional
 Redução quantitativa dos alimentos em excesso
• Reduzir o consumo energético sempre com cuidado de 
não prejudicar o crescimento / desenvolvimento
Tratamento nutricional
Manutenção
• A própria criança ou família utiliza as informações 
adquiridas para se adaptar a novas situações
20/01/2017
17
Tratamento nutricional
Sociedade Brasileira de Pediatria, 2008; Ministério da Saúde, 2014
P 97
Tratamento nutricional
Associação Americana de Medicina, 2007
Faixa etária
Entre 2 e 05 anos p 85 a p94 (sem 
fatores de risco)
Manter velocidade de ganho de peso
p ≥ 95 (sem 
fatores de risco)
Manter ou diminuir gradualmente o peso
p ≥ 95 Manter ou diminuir gradualmente o peso (Se 
IMC > 21 kg/m2, recomenda-se a perda de peso 
de 0,5 kg/mês)
Entre 06 e 11 anos p 85 a p94 (sem 
fatores de risco)
Manter velocidade de ganho de peso
P 85 a p94 (com 
fatores de risco)
Manter o peso ou diminuir gradualmente o 
peso 
p 95 a p 99 Perda gradual de peso (0,5 kg/mês)
p ≥ 99 Perda de peso (máximo 0,9 kg/mês)
Tratamento nutricional
Energia
Fórmula ideal para cálculo de enegia para crianças e 
adolescentes – Usar fórmula específica (OMS, 2002)
 Crianças e Adolescentes – 3 a 18 anos – sobrepeso e 
obesidade
• Masculino
• BEE = 420 – 33,5 x I + 16,7 x P + 418,9 x A
• Feminino
• BEE = 516 – 26,8 x I + 12,4 x P + 347 x A
I: Idade (anos)
P: Peso (kg)
A: Altura (m)
Tratamento nutricional
Energia
Fórmula ideal para cálculo de enegia para crianças e 
adolescentes – Usar fórmula específica (OMS, 2002)
 Crianças e Adolescentes – 3 a 18 anos – sobrepeso e 
obesidade
• Masculino
• TEE = 114 – 50,9 x I + NAF x [19,5 x P + 1161,4 x A]
• Feminino
• TEE = 389 – 41,2 x I + NAF x [15 x P + 701,6 x A]
I: Idade (anos)
NAF: nível
atividade física
P: Peso (kg)
A: Altura (m)
20/01/2017
18
Tratamento nutricional
Energia
Fórmula ideal para cálculo de enegia para crianças e 
adolescentes – Usar fórmula específica (OMS, 2002)
 Coeficiente de atividade física
Nível Atividade física Coeficiente de NAF
Masculino Feminino
Sedentário 1,0 1,0
Leve 1,12 1,18
Moderada 1,24 1,35
Intensa 1,45 1,60
Tratamento Nutricional
Energia
Leve:
• Atividades sedentárias
• Permanência na escola por diversas horas
• Locomoção por meio de veículos
• Atividades de lazer pouco esforço (TV, leitura, 
computador)
Tratamento Nutricional
Energia
Intensa:
• Atividades vigorosas
• Locomoção por meio de caminhadas ou bicicleta
• Atividades com alta demanda de energia
• Exercícios que exigem muito esforço físico
Moderada:
• Mais extenuantes que leve e menos vigorosa que intensa
Tratamento nutricional
Energia
Perda ponderal 5-10%
• Melhora no níveis de leptina
• Aumento de HDL
• Dimunuição de LDL
• Melhora na resistência insulínica
20/01/2017
19
Tratamento nutricional
Energia
 Cálculo perda peso
• Perda ponderal de 500g/mês
o 7700kcal = 1kg
o 0,5kg = 3850kcal/mês = 128kcal/dia
Tratamento nutricional
Macronutrientes
NCEP, 1992
Nutriente Ingestão recomendada
Dieta passo 1 Dieta passo 2
Lipídios totais < 30% VET < 30% VET
AG saturados < 10% VET < 7% VET
AG poli-insaturados > 10% VET > 10% VET
AG monoinsaturados restante restante
Colesterol < 300mg/dia < 200mg/dia
Carboidratos 55% do VET 55% do VET
Sacarose < 20% dos CHOs < 20% dos CHOs
Proteína 15-20% do VET 15-20% do VET
Açúcares
simples: 
máximo 10% 
do VET (OMS, 
2015)
Tratamento nutricional
Macronutrientes
Lipídios:
• Restrição: apenas para > de 2 anos de idade
• Dieta passo 1: 
oCrianças com alterações limítrofes no perfil lipídico
o Início do tratamento de crianças com valores mais
elevados no perfíl lipídico
• Dieta passo 2:
oCrianças que permanecem com alterações lipídcas
após 9 meses de adesão à dieta passo 1.
Tratamento nutricional
Macronutrientes
Carboidratos:
Dieta rica em fibras
• > saciedade com < densidade energética
• > tempo de mastigação – ativação do centro
hipotalâmico da saciedade
• Retardo do esvaziamento gástrico – sensação de 
plenitude pós-prandial
• βGlucana – efeito hipocolesterolêmico
20/01/2017
20
Tratamento nutricional
Vitaminas e Minerais
Atenção especial:
 Fundamentais para crescimento infantil
• Ferro, Zinco, Cálcio, Vit. A, Vit. C
Antioxidantes:
• Vit. E, Cromo, Selênio
Vitaminas lipossóluveis – se restrição de lipídeos
Tratamento medicamento
Obesidade
SBP, 2011 Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação
Tratamento nutricional
 Em caso de Hipertensão Arterial:
O tratamento não medicamentoso deve ser recomendado a 
partir do percentil 90 de PA sistólica ou diastólica, 
correspondente à hipertensão limítrofe
20/01/2017
21
Tratamento nutricional
 Em caso de Hipertensão Arterial:
 Restrição da ingestão de sódio (sal)
 1 g de sal – 40% de sódio (400mg) e 60% de cloro (600mg)
 Recomendação de Na (DRI) (3 a 8 anos)
• 1200 mg (3 a 08 anos)
• 3 g de sal (NaCl)
Magnésio e Potássio: auxiliam controle da PA
Rica em fibras e nos minerais potássio e magnésio.
Alta relação poli-insaturado/ saturado
Tratamento medicamentoso
 Em caso de Hipertensão Arterial:
• Considerar medicamentos anti-hipertensivos:
o Não respondem ao tratamento não medicamentoso,
o Evidência de lesão em órgãos-alvo ou fatores de risco
conhecidos, como diabetes,
Não há estudos de longo prazo sobre o uso de anti-hipertensivos 
na infância ou na adolescência
20/01/2017
22
Tratamento nutricional
 Em caso de Diabetes tipo 2 ou alteração glicêmica:
 Energia: Em geralnormocalórica adequada para a idade
 Carboidrato: 45 a 55%
• sacarose (até 10%) 
• frutose: não se recomenda adição nos alimentos
• fibra: idade + 5 a 10g (até 25g)
Tratamento nutricional
 Em caso de Diabetes tipo 2 ou alteração glicêmica:
 Lipídeos: Até 30%
• <7% AGS 
• <10% AGPI 
• Completar AGMI (até 20 %) 
 Proteina 10–20%
Tratamento nutricional
 Em caso de Diabetes tipo 2 ou alteração glicêmica:
 Uso de adoçantes
• Uso de adoçantes por crianças não está bem 
estabelecido 
• Considera-se segura - doses recomendadas respeitadas 
(aspartame, acessulfame K, sucralose, stévia, sacarina –
aprovados pelo FDA)
20/01/2017
23
Tratamento nutricional
 Em caso de Diabetes tipo 2 ou alteração glicêmica:
 Uso de adoçantes
• Não devem ser utilizados indiscriminadamente na 
alimentação infantil, pois não se sabe ao certo quais são 
os seus efeitos a longo prazo
• Ajustar a proporção de carboidratos em relação ao valor 
energético total da dieta
Tratamento nutricional
 Em caso de Dislipidemias:
20/01/2017
24
SBP, 2011 Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação
Tratamento nutricional
SBP, 2011 Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação
Tratamento nutricional
Características físicas
Fracionamento: mínimo 6 refeições por dia
Consistência: vegetais crus e frutas com casca e bagaço
Líquidos: estimular consumo de água no intervalo das 
refeições, limitando uso durante as mesmas
Estimular consumo de frutas e hortaliças
Atividade física
Praticar diariamente atividade física moderada ou vigorosa
durante 60 minutos, no mínimo. 
A atividade física para crianças deve ser lúdica. 
Diminuir o tempo tomado com atividades sedentárias (TV, 
videogames, computador, tempo ao telefone): máximo duas
horas por dia
20/01/2017
25
Cuidados e ações complementares
Participação de equipe multidisciplinar
Estabelecimento de metas a serem seguidas de forma 
participativa pela criança e familía
Estímulo à atividade física agradável
Redução do número de horas diante da TV, computadores e 
video-games – máximo 2 horas por dia
Cuidados e ações complementares
Desencorajar alimentação em frente à televisão
Estimular oferta do prato já pronto
Evitar alimentos disponíveis em locais diversos da casa
Evitar compra de guloseimas
Cuidados e ações complementares
Desmitificar a figura da dieta e uso de produtos diet e light –
reforçar importância da mudança gradual de hábitos
destorcidos
Constituição participativa de esquema de alimentação –
estimular conhecimento de grupos alimentares e sua
importância
Oferta de opções de lanches salgados e doces saudáveis
Cuidados e ações complementares
Elaboração de refeições coloridas, atraentes, saborosas –
atender recomendações
Valorização de cada conquista, reconhecimento do esforço, 
sem cobranças, pressões e recompensas por parte da família
e da equipe
20/01/2017
26
Referências
• Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia Obesidade na infância
e adolescência – Manual de Orientação / São Paulo, 2008. 
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção 
Básica.Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : obesidade / 
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,Departamento de Atenção Básica. 
– Brasília : Ministério da Saúde, 2014.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica.Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de 
saúde : Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – Brasília, 
2011 
• Brasil. Vigitel brasil 2011: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças
crônicas por inquérito telefônico. 2011 
• The 4th report on the Diagnosis, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure in 
Children and Adolescents , 2005 
• VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010; 95(1 supl.1): 1-51 
Accioly, E. et al. Nutrição em obstetrícia e pediatria – 2a edição – Rio de Janeiro: 
Cultura Médica: Guanabara Koogan, 2009
• Organização Mundial de Saúde. Report of the commission on ending Childhood
obesity. 2016
• Weffort, V.R.S., Lamounier, J.A. Nutrição em pediatria - da neonatologia à
adolescência. São Paulo: Manole, 2009.

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