Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Representação arquitetônica e artística 
do objeto
APRESENTAÇÃO
O desenho de observação consiste na observação real do objeto tridimensional. Na técnica de 
observação in loco, apreende-se do objeto aquilo que é mais relevante, capta-se a sua essência. 
Nesse processo, contamos com a ajuda de outras técnicas, das habilidades de percepção para 
desenhar, dos posicionamentos do papel e do desenhista. O desenho de observação, além de 
propiciar o desenvolvimento de seu próprio traçado, produz um resultado personalizado, bem 
gestual e muito expressivo em todos os seus elementos: as linhas, os preenchimentos, a luz e a 
sombra. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar a técnica de desenho de observação.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer técnicas e exercícios auxiliares para o desenvolvimento do desenho de 
observação.
•
Construir um desenho de observação.•
Compor seu próprio passo a passo de desenho de observação.•
DESAFIO
Que tal fazermos o desenho de observação de uma das paredes da sala de estar da sua casa?
Para este exercício da técnica de desenho de observação, precisaremos de: 
- folhas de papel sulfite 
- fita adesiva 
- lápis macio (a partir do 4B)
Prenda com fita adesiva a folha sulfite na sua prancheta de desenho para que ela não saia da 
posição colocada. Os objetos ou o cenário a ser desenhado deve estar a pelo menos um braço 
seu de distância.
E a parede, já escolheu? Sugiro a parede em que fica o televisor. Não se preocupe em 
representar tudo em detalhes e com precisão, apenas trace as linhas dos objetos tentando 
aproximar suas proporções, seus tamanhos e o espaçamento entre eles.
Acomode-se no sofá bem em frente, pegue sua prancheta e vamos desenhar!
INFOGRÁFICO
Observe no infográfico os passos a serem seguidos até chegar no desenho personalizado gestual 
e expressivo.
 
CONTEÚDO DO LIVRO
O desenho amplia as possibilidades de representação e até mesmo de atuação de profissionais de 
áreas criativas como paisagistas, designer de interiores, designers de moda, produto, arquitetos, 
Imagem 5
ilustradores, pintores, entre outros. Dominar esse artifício se torna essencial no exercício dessas 
profissões. O desenho de observação é parte introdutória no desenvolvimento da representação 
arquitetônica e artística. Para desenvolvê-lo é possível usar de métodos, técnicas e dicas para um 
melhor aproveitamento. 
No capítulo Representação arquitetônica e artística do objeto, da Obra Desenho e Plástica, você 
vai encontrar maneiras práticas de desenvolver o desenho de observação e ainda conceber o seu 
desenho compondo seu próprio processo. 
Boa leitura.
DESENHO E 
PLÁSTICA
Marina Otte
Representação 
arquitetônica e 
artística do objeto
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Reconhecer técnicas e exercícios auxiliares para o desenvolvimento 
do desenho de observação.
  Construir um desenho de observação.
  Compor seu próprio passo a passo de desenho de observação.
Introdução
Os desenhos nas cavernas mostram o quão antiga é essa habilidade. Os 
rabiscos então representados retratavam o cotidiano a partir da obser-
vação do mundo de quem os executava.
Dessa forma, o desenho de observação caminha com a evolução do homem 
e é um dos processos iniciais do desenvolvimento da aptidão do desenhista. 
Assim, quanto mais praticado, mais o desenho de observação evolui e ajuda 
o profissional que depende dessa competência em seu trabalho. 
Neste capítulo, você vai conhecer formas complementares para 
desenvolver seus desenhos de observação, aliando-as com a melhor 
maneira de elaborá-los para, depois, realizar seu próprio processo com 
independência.
1 O exercício das técnicas de representação
O desenho é ferramenta básica para profi ssionais que precisam representar ideias 
concebidas no campo da imaginação e que devem ser concretizadas na sequên-
cia: “O desenho amplia suas possibilidades, criando a fluência necessária para 
que o processo criativo seja mais intuitivo e dinâmico” (BAJZEK, 2019, p. 13).
Assim, o desenho pode ser uma simulação de uma ideia ou a representa-
ção de uma realidade; via de regra, em um primeiro momento, é mais fácil 
representar aquilo que já se conhece do que tentar descrever por meio de uma 
ilustração aquilo que está na mente de alguém.
Por isso, dentro do processo de aprendizagem de áreas que envolvem o 
desenvolvimento de desenhos para representar ideias, tem início a prática de 
representação pelo desenho de observação, que é uma das primeiras etapas 
de aprendizagem das técnicas de representação.
A observação direta e desenho do real “[...] é certamente um dos exercícios 
mais prazerosos e enriquecedores que alguém pode buscar no campo das 
artes” (BAJZEK, 2019, p. 141). Diante disso, é conveniente que o profissional 
de design, arquitetura, paisagismo, entre outros, esteja inteirado de técnicas 
e exercícios que o auxiliem no processo de representação. 
Vários exercícios e técnicas ajudam a melhorar esse processo e, por isso, 
inúmeros autores descrevem técnicas específicas. A seguir, veremos algumas 
dessas técnicas, especificamente as de desenho de contorno, desenho de 
contorno às cegas, desenho de contornos modificados e formatos positivo e 
negativo.
Desenho de contorno
A percepção do espaço e dos objetos ocorre por meio da visualização dos 
limites desses elementos, que, ao serem replicados, são representados por seus 
contornos. Por isso, é muito importante a conscientização das linhas que os 
formam e as várias maneiras de executar o seu desenho.
Conforme descreve Ching (2012), o desenho de contornos favorece a acui-
dade visual e, de certa forma, a sensibilidade do tato, visto que observamos 
a partir do nosso olho a forma a ser reproduzida e desenhamos com a mão 
tocando uma superfície, deslizando sobre o papel e estimulando o tato.
Para praticar esse desenho, deve-se observar muito aquilo que será retratado. 
A fim de estimular o início do trabalho, é interessante escolher algo de que 
se goste muito, mas mais simples; por exemplo, uma árvore isolada ou uma 
garrafa solitária. A partir disso, separa-se um lápis bem apontado ou uma 
caneta e, considerando os limites da inspiração, reproduz-se da forma mais 
simples somente o contorno principal (Figura 1).
Representação arquitetônica e artística do objeto2
Figura 1. Desenho do contorno de uma palmeira a partir da observação do real.
Fonte: fotomak/Shutterstock.com; LivDeco/Shutterstock.com.
Escolha um objeto bem iluminado e com contraste com o fundo para facilitar a de-
finição do limite.
Desenho de contorno às cegas
A partir da consciência da existência e da observação dos contornos, é possível 
praticar outros exercícios. O desenho de contorno às cegas consiste em eliminar 
um gesto automático: olhar para a execução da ilustração.
Para esse exercício, deve-se fixar o olho no objeto que está sendo reprodu-
zido, acompanhar seus contornos e, na mesma hora, desenhar no papel sem 
olhar para ele. Caso se sinta necessidade, pode-se girar o corpo em um ângulo 
diferente da cabeça para retirar o papel do campo de visão.
É preciso observar lentamente cada curva do objeto e apoiar o lápis ou 
a caneta sobre o papel, acompanhando com a mão o percurso que os olhos 
fazem. O objetivo não é a reprodução exata, mas, sim, a tomada de consciência 
3Representação arquitetônica e artística do objeto
sobre as texturas e nuances que, às vezes, perdem-se ao mudar o olho entre 
o objeto real e a reprodução na folha.
Não é preciso pensar, apenas sentir e reproduzir no mesmo instante que 
se visualiza. O desenho, ao final, terá proporções estranhas e provavelmente 
algumas linhas ficarão sobrepostas, mas o que se deve observar é a reprodução 
das texturas, formas e volumes parciais (Figura 2).
Figura 2. Desenho às cegas com olho fixo no objeto real e como resul-
tado desenho sem proporção, mascom reprodução de formas e texturas.
Fonte: Ching (2012, p. 19).
Desenho de contornos modificados
O desenho de contornos modifi cados é uma segunda etapa do desenho de 
contornos às cegas. Inicia-se com o contorno às cegas, mas se determina 
intervalos de conferência e ajustes ao desenho — é importante que seja uma 
segunda etapa, para que se treine a percepção e o poder de observação de 
formas diferenciadas.
Representação arquitetônica e artística do objeto4
Uma dica é, por exemplo, no desenho de uma folhagem com várias flores, 
determinar a cada flor o intervalo de conferência; depois, passar esses períodos 
de conferência para as folhagens e, então, para o vaso. Os detalhes e a maneira 
como a forma se configura vão ficando cada vez mais observáveis (Figura 3).
Nesse sentido, é importante o que Ching (2012, p. 20) destaca: “Não se 
preocupe com as proporções do conjunto. Com experiência e prática, em 
determinado momento desenvolvemos a habilidade de registrar cada contorno 
de nosso tema, de guardar uma imagem dessa linha em nossa mente, de 
visualizá-la na superfície de desenho e de, então, registrá-la”.
Figura 3. Desenho de contornos modificados: há algumas 
semelhanças especialmente com o formato das pétalas.
Fonte: Ching (2012, p. 20).
Desenho de formatos positivos e negativos
Quando observamos uma fi gura, há uma relação entre ela e o fundo diante do 
qual está disposta. Essa relação entre fi gura, fundo e seus contrastes facilita a 
determinação dos limites do objeto, a partir dos quais acabamos desenhando.
5Representação arquitetônica e artística do objeto
Tão importante quanto a figura, conhecida como “positivo”, é o fundo, 
conhecido como “negativo”. Para esse exercício, o foco está nos vazios, ou 
seja, nos negativos. Para executá-lo, deve-se procurar no local de estudo um 
objeto que tenha partes vazadas em sua superfície.
Na Figura 4, temos como exemplo uma cadeira. Não se deve olhar para as 
partes de madeira, mas, sim, para os espaços em branco do fundo. Pode-se começar 
desenhando, em vez do encosto, cada um dos 4 triângulos que formam o vazio do 
espaldar. Na sequência, pode-se desenhar o retângulo abaixo dos triângulos ainda 
no encosto e, depois, cada um dos retângulos que se formam entre cada um dos pés.
Figura 4. Vazios a serem observados para o desenho 
do negativo.
Fonte: photka/Shutterstock.com.
Nesta seção, a partir das técnicas de treino de desenhos, você pôde perceber 
como é importante observar o objeto, o fundo, seus contornos — todos esses 
elementos fazem parte do processo de desenvolvimento da capacidade de desenho 
à mão livre e de melhoria da percepção dos objetos, cenários e composições.
A seguir, você verá detalhes específicos para o desenvolvimento do desenho 
de observação.
Representação arquitetônica e artística do objeto6
2 As bases do desenho de observação
Um desenho de observação é a reprodução de uma imagem real sob o ponto 
de vista do desenhista. Segundo Gouveia (1998, documento on-line), trata-
-se de um desenho que “[...] tende a ser considerado como representação 
mimética da realidade visiva; [...] diferente de uma representação analógica 
direta, mecânica, como, por exemplo, a fotografi a, manifesta-se como uma 
análise e uma seleção dos aspectos inerentes ao lugar, enquanto possibili-
dades projetivas”.
Em um primeiro momento, pode-se considerar que tirar uma foto seria 
bem mais rápido e eficiente para reproduzir uma imagem, mas “[...] a câmera 
não edita uma imagem para mostrar o que é importante ao olho humano. Ela 
é limitada pela maneira na qual a imagem foi enquadrada e pelo tipo de lente 
utilizada” (WATERMAN, 2011, p. 114).
Antes de mais nada, um dos significados da palavra observar, segundo o 
Dicionário Dicio Online, é analisar (OBSERVAR, 2020). Um bom desenho 
de observação começa com uma análise profunda da composição que será 
reproduzida. Ao longo da reprodução, essa análise vai gerando novos olhares 
e entendimentos sobre a imagem que está sendo reproduzida.
A percepção do que será retratado é essencial e, com o tempo, o olhar se 
torna diferente e passa a perceber elementos das formas que não percebia até 
então. Nesse processo, algumas dicas são essenciais para a construção de um 
desenho de observação.
Primeiro, é importante escolher os materiais: um papel de tamanho A3 ou 
A4, carvão ou lápis ou caneta e um apoio são itens básicos para os primeiros 
desenhos de observação. No entanto, escolher um material que ajude a linha 
que será desenhada a fluir é bastante pessoal. 
Apesar de a maneira para segurar o equipamento de desenho também ser 
pessoal, pode-se tentar variadas empunhaduras. A primeira dica é não deixar 
o braço apoiado sobre a mesa: o cotovelo deve ficar solto para permitir um 
movimento mais amplo e solto. A empunhadura tradicional (Figura 5a) é a 
mesma da escrita com a mão apoiada sobre o papel: limita os movimentos, 
mas pode ser usada. Outra empunhadura faz com que somente um ou dois 
dedos toquem no papel (Figura 5b), dando mais liberdade para a execução 
dos desenhos (CURTIS, 2015).
7Representação arquitetônica e artística do objeto
Figura 5. (a) Empunhadura tradicional e (b) empunhadura com a mão mais livre.
Fonte: Syda Productions/Shutterstock.com.
O apoio do desenho é importante: pode ser uma mesa, uma mesa inclinada 
(prancheta) ou um cavalete, que tem uma grande vantagem essencial para o 
desenho de observação, um novo olhar. “Ficar de pé também possibilita que 
você se afaste periodicamente do seu desenho [...]. A simples mudança na 
posição relativa permite a você que olhe para seu desenho e o avalie com um 
surpreendente novo olhar” (CURTIS, 2015, p. 17).
Por outro lado, ao realizar o desenho em si, é essencial manter-se em uma 
posição fixa para enxergar os mesmo ângulos e detalhes do cenário escolhido: “A 
composição de uma cena em perspectiva implica nos posicionarmos em um ponto 
de vista favorável e decidir como enquadrar o que vemos” (CHING, 2017, p. 226).
Para os primeiros desenhos de observação, pode-se começar com pequenos 
objetos de casa. Depois, começa-se a compor um cenário com mais de um 
objeto, colocando-os a, no mínimo, um braço de distância do papel em que 
se vai desenhar.
Para construir o desenho de observação, começa-se desenhando as linhas 
gerais dos objetos, percebendo seus limites. Nesse ponto e ao longo de toda 
a execução do desenho de observação, é preciso observar o relacionamento 
entre os objetos: qual objeto está na frente, nos lados, no fundo, a distância 
entre eles e as linhas — a partir do desenho de um deles, pode-se iniciar o 
desenho do próximo objeto.
Na Figura 6, veja que o topo da jarra menor à esquerda está na altura da 
alça da jarra maior. Essas relações ajudam a manter a proporção do desenho 
ao longo de sua execução.
Depois, pode-se começar a preencher os detalhes dos objetos; se for um pão, por 
exemplo, é o momento de desenhar a espessura da casca. Captando a essência dos 
objetos, não é preciso reproduzir todos os detalhes, enquanto outros são essenciais 
para caracterizá-los — e isso também faz parte do processo de observação.
Representação arquitetônica e artística do objeto8
Na sequência, faz-se o preenchimento dos objetos, que podem ser sombras 
neles mesmos, mas também deve-se avaliar e representar as texturas. 
Figura 6. Sequência de desenho de observação: note a textura dada para o pão parecer 
rugoso e as jarras parecerem lisas.
Fonte: Cernecka Natalja/Shutterstock.com.
O desenho de observação é uma construção com alguns elementos in-
dispensáveis, mas, ainda sim, é possível fazer escolhas para sua realização. 
Tanto os materiais quanto a posição de execução e o conceito final podem ser 
adaptados a peculiaridades do executor da ilustração. É importante ressaltar 
que o exemplo apresentado na Figura 6 não é fixo: é muito comum que o 
desenhista desenvolva o seu passo a passo, que será discutido a seguir.
A percepção é uma experiência unificada e se dá por meio dos sentidos — não é algo 
concreto,mas é essencial para o desenvolvimento dos desenhos. Saiba mais sobre a 
percepção no link a seguir.
https://qrgo.page.link/3Li84
9Representação arquitetônica e artística do objeto
3 A individualidade no desenho de observação
Nas áreas de atuação profi ssional criativas, o desenho de observação também 
se diferencia de uma foto por ter a possibilidade de deixar a marca registrada 
de quem os executou. É comum, dentro das possibilidades de execução, que 
o profi ssional crie seu próprio passo a passo.
Para individualizar o desenho de observação, é importante, depois de treinar 
a representação com objetos ou conjunto de objetos, passar a desenhar temas 
sobre sua área de atuação. Paisagistas, designers de interiores e arquitetos 
desenham grandes espaços, e essa característica determinará algumas escolhas.
Para isso, deve-se escolher primeiro o material de preferência pessoal, mas, 
para essas áreas, devido à necessidade de precisão, na maioria das vezes, lápis 
ou caneta são utilizados. O carvão, por exemplo, não é um material muito 
preciso — não é errado utilizá-lo, mas, em um primeiro momento, pode difi-
cultar a representação. A cor também pode ser um elemento essencial nessas 
áreas, mas nem todo o desenho precisa ser colorido.
A escolha pela coloração também ajuda a individualizar o desenho e, por 
isso, é importante testar materiais e possibilidades e escolher algo que agrade, 
decidindo quando colorir ou não. 
Alguns dos materiais mais comuns para uso da cor nos desenhos são giz pastel, lápis 
de cor, aquarela e hidrocores.
O papel em formato A3 é o ideal pelo tamanho das cenas a serem represen-
tadas em áreas como design de interiores, arquitetura e paisagismo, e o tipo 
de papel a ser escolhido depende do material que será utilizado no desenho. 
Para o uso posterior com aquarela, por exemplo, deve-se utilizar um papel de 
maior gramatura, que aceite água sem enrugar.
Representação arquitetônica e artística do objeto10
Uma grande questão nesse contexto é o apoio: se for um espaço interno, 
é possível desenhar em um cavalete de pé, mas estudando a possibilidade 
de fazê-lo em áreas externas. Em relação a isso, é comum que o desenhista 
dessas áreas opte por uma prancheta simples e prática para poder levar com 
mais facilidade aos locais externos.
As proporções para desenhos nessas áreas são essenciais, e o desenhista 
pode fazer uso de dois recursos: uma moldura, para decidir o enquadramento 
e observar as proporções, e um lápis para medir. A moldura ou visor é de 
simples confecção, conforme descreve Ching (2012, p. 29):
[...] pode ser construído cortando-se cuidadosamente um retângulo de 8 × 
10 cm no meio de uma folha de papelão de 21 × 29,7 cm (formato A4) cinza- 
-escuro ou preta. Divide-se a abertura ao meio, vertical e horizontalmente, 
com dois fios escuros fixados com fita adesiva. O visor criado nos ajuda a 
compor uma vista e a estimar a posição e a direção dos contornos. O mais 
importante é que, olhando através desta abertura retangular com apenas um 
olho, a imagem ótica efetivamente se achata, o que nos torna mais cientes 
da unidade entre os formatos positivos da matéria e os formatos negativos 
dos espaços.
Neste ponto, é importante decidir que enquadramento se deseja dar ao 
desenho: pode-se preencher o papel como um todo, com a cena completa ou 
preenchê-lo inteiramente com um detalhe da cena. É possível, ainda, deixar 
um espaço em branco entre o limite do papel e o desenho, dando a sensação 
de totalidade da imagem representada — isso também será uma decisão do 
desenhista e incrementará seu passo a passo.
Além disso, para medir os elementos da cena a ser desenhada, é possível 
utilizar o comprimento do lápis: basta segurar o lápis com a mão e estender 
bem o braço, de modo que se garanta que a forma de medir permanecerá a 
mesma, ou seja, terá a mesma proporção. O lápis vai estar perpendicular à 
linha de visão e a medida do objeto estará entre a ponta do lápis e o dedão, 
que pode ser movimentado até que se encaixe a medida pretendida — fechar 
um dos olhos ajudar a aumentar a precisão (Figura 7).
11Representação arquitetônica e artística do objeto
Figura 7. Lápis como elemento de medição.
Fonte: Daniel Besik/Shutterstock.com.
Ao enquadrar, é importante verificar se o desenho será na horizontal ou 
na vertical, o que terá conexão direta com as proporções da cena. O desenho 
de uma igreja, que, geralmente, passa uma sensação de verticalidade e impo-
nência, terá essa sensação potencializada com o papel na vertical, tipo retrato.
Algumas cenas pedem o uso do papel na horizontal ou formato paisagem. 
Esse tipo de arranjo dá mais amplitude lateral e mais sensação de estabilidade, 
e, por vezes, a decisão de passar a sensação é do próprio desenhista, pois 
“[...] outras cenas terão proporções que dependerão daquilo que decidirmos 
enfatizar na imagem” (CHING, 2017, p. 226).
Com o enquadramento feito e o início da medição com o lápis, deve-se 
decidir que tipo de linha utilizar, pois se trata de um elemento primário e 
importante no desenvolvimento de desenhos de observação. Basicamente, 
existem dois tipos de linhas: a gestual e a descritiva (BAJZEK, 2019). A linha 
descritiva define o contorno da forma de maneira narrativa e precisa, é firme 
contínua e constante, além de clara e direta — é ótima para representar elemen-
tos arquitetônicos, detalhes de decoração e é utilizada quando a importância 
real do objeto é maior que o restante da cena. Já a linha gestual é mais usada 
quando se pretende dar ênfase às conexões entre os elementos; é uma linha 
mais leve e solta e pode ter aspecto irregular (BAJZEK, 2019) (Figura 8).
Representação arquitetônica e artística do objeto12
Figura 8. (a) Desenhos com linhas gestuais em preto e branco; (b) desenho com linha 
descritiva e colorido.
Fonte: Leggitt (2004, p. 24).
Essas grandes áreas representadas em desenhos de observação de design 
de interiores, arquitetura e paisagismo dependem muito do posicionamento do 
autor e da escolha do recorte da cena. Por isso, “[...] é extremamente importante 
manter a posição de observação fixa durante todo o processo de desenho a fim 
de criar representações precisas de recuos planos com os instrumentos para 
medir ângulos” (CURTIS, 2015, p. 56).
Neste capítulo, você viu maneiras de treinar seus desenho e dicas básicas 
para o desenvolvimento de desenhos de observação, uma aptidão que pode 
ser desenvolvida e aprimorada. Esse desenvolvimento é processual, e cada 
etapa é importante, deve ser cumprida e levará o desenhista à excelência em 
sua profissão.
13Representação arquitetônica e artística do objeto
BAJZEK, E. Técnicas da ilustração à mão livre: do ambiente construído à paisagem urbana. 
São Paulo: Gustavo Gili, 2019.
CHING, F. D. K. Desenho para arquitetos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.
CHING, F. D. K. Representação gráfica em arquitetura. Porto Alegre: Bookman, 2017.
CURTIS, B. Desenho de observação. 2. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015. E-book.
GOUVEIA, A. P. S. O croqui do arquiteto e o ensino do desenho. 1998. Tese (Doutorado em 
Estruturas Ambientais Urbanas) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade 
de São Paulo, São Paulo, 1998. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponi-
veis/16/16131/tde-03052010-090659/pt-br.php. Acesso em: 27 fev. 2020.
LEGGITT, J. Desenho de arquitetura: técnicas e atalhos que usam tecnologia. Porto 
Alegre: Bookman, 2004.
OBSERVAR. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2020. Disponível 
em: https://www.dicio.com.br/observar/. Acesso em: 27 fev. 2020.
WATERMAN, T. Fundamentos de paisagismo. Porto Alegre: Bookman, 2011.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidadedas informações referidas em tais links.
Representação arquitetônica e artística do objeto14
 
DICA DO PROFESSOR
O vídeo mostra o passo a passo da construção do desenho de observação de um conjunto de 
objetos de construção simples: uma taça, um recipiente para alimentos e uma garrafa. O tempo e 
o treino possibilitará o desenvolvimento de seu próprio passo a passo da técnica. Assista ao 
vídeo!
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
EXERCÍCIOS
1) Desenhar com rapidez ajuda a estimular o processamento perceptual do pensamento 
e restringe o processamento lógico. Para optar por uma alternativa desta questão, 
você deverá construir os desenhos antes, seguindo as instruções. 
- Selecione um grupo de três objetos de linhas simples e sem muitos detalhes e monte 
um cenário. 
- Desenhe-os com a observação e cronometre quanto tempo você levou para 
representar os três objetos. 
- Diminua o tempo para 2 minutos, depois para 1 minuto e 30 segundos, depois para 1 
minuto e finalmente para 30 segundos. 
Todos os objetos da cena devem ser desenhados por completo. Observe seus desenhos 
e identifique a alternativa CORRETA. 
A) Nos desenhos de menor tempo, muitas formas dos objetos que formam o conjunto são 
dispensadas.
B) O número de traços do desenho permanece igual conforme o tempo diminui.
C) No desenho de menor tempo, a desenvoltura do gesto para desenhar a cena é prejudicada.
D) O primeiro desenho apresenta mais detalhes dos objetos da cena.
Acabamos por desenhar só o essencial do conjunto, em virtude do tempo, e apreendemos de cada objeto aquilo que melhor lhe representa. Na imagem a seguir você vê o desenho cronometrado em 2 minutos. Imagem 6
Diminui, pois, em um espaço mais curto de tempo, representamos apenas os traços que definem o objeto tal qual o conhecemos. Na imagem a seguir você vê o desenho cronometrado em 1 minuto e 30 segundos. Imagem 7
Conforme treinamos, estudamos os objetos da cena e, no último desenho, já estamos familiarizados. Na imagem a seguir você vê o desenho cronometrado em 30 segundos. Imagem 8
Tivemos mais tempo para desenhá-los e nos ocuparmos com os pormenores. Na imagem a seguir você vê o desenho sem tempo cronometrado. Imagem 9
E) Conforme o tempo diminui, o desenho da cena torna-se duro e inflexível.
2) O desenho de contorno às cegas consiste em desenhar sem tirar os olhos do objeto 
desenhado, ou seja, sem observar a superfície do papel. Para optar por uma 
alternativa desta questão, você deverá construir os desenhos antes, seguindo as 
instruções. 
- Selecione um objeto de dificuldade média para desenhar, algo não muito simples, 
mas não cheio de detalhes. 
- Desenhe usando a técnica auxiliar de contorno às cegas. 
Observe seus desenhos e identifique a alternativa CORRETA. 
A) O resultado do desenho às cegas é próximo ao do desenho de observação.
B) O desenho às cegas prejudica a autoconfiança para desenhar.
C) O desenho às cegas é um desenho que produz versões criativas de objetos cujo desenho já 
é bem tradicional.
D) No desenho às cegas, perdemos a noção do espaço, o que prejudica a ação de desenhar.
E) O desenho às cegas, mesmo nessa condição, deve produzir um resultado muito próximo à 
realidade do objeto.
O desenho de observação é sempre um processo progressivo de estimativa, avaliação e 
correção em relação ao objeto desenhado.
3) 
Ao contrário, o desenho torna-se mais solto e espontâneo. Na imagem a seguir você vê o desenho cronometrado em 1 minuto. Imagem 10
O desenho às cegas normalmente produz um resultado de linhas soltas e desencontradas. Nas imagens a seguir você vê o desenho de observação e o desenho às cegas. Imagem 11
Ao contrário; no momento em que não olhamos o que estamos desenhando, perdemos o compromisso de uma representação exata do objeto. Imagem 12
O desenho às cegas normalmente produz um resultado de linhas soltas e desencontradas. Nas imagens a seguir você vê o desenho de observação e o desenho às cegas.
Ao contrário, treinamos a espacialidade do desenho, buscando a localização no espaço visual da folha de papel dos componentes do objeto, o que nos torna mais ágeis para desenhar.
O desenho às cegas não tem compromisso com a realidade do objeto; logo, seus resultados produzem linhas e formas de livre expressão.
Com base no desenho, qual é a alternativa que corresponde ao correto significado da frase 
acima?
A) Se treinarmos bastante o desenho de observação, não erraremos mais ao desenhar.
B) Por estimativa, entendemos a correspondência entre o que vemos e o que transferimos para 
o papel.
C) Por avaliação, compreendemos apreciar ou não apreciar o desenho.
D) Por correção, entendemos usar a borracha e apagar o desenho.
E) As formas incorretas devem ser apagadas com borracha do desenho final.
Avalie o desenho de observação da cafeteira Arno Dolce Gusto e responda:  4) 
Desenhar é um processo contínuo de erros e acertos.
Um desenho jamais consegue reproduzir a realidade, ele apenas pode tornar visíveis nossas percepções da realidade.
Por avaliação, compreendemos avaliar as habilidades de percepção do desenho.
Correção quer dizer corrigir o traçado no próprio desenho.
O desenho tem caráter de desenho artístico com características que o tornam naturais: linhas auxiliares, erros, borrões e manchas.
 
O que devemos observar quando avaliamos um desenho de observação? 
A) A reprodução fidedigna do objeto desenhado.
B) O perfeito acabamento do desenho final.
C) O fator estético.
D) Devemos observar se a essência do objeto foi captada no desenho.
E) As medidas condizentes com a realidade.
5) Para construirmos um desenho de observação de qualidade, quais habilidades são 
necessárias? 
A) Seguir tutoriais de desenho de observação.
B) Treinar a percepção das bordas, dos espaços, dos relacionamentos, da luz e sombra e do 
todo do objeto.
C) Captar no objeto todos os seus elementos de composição e passá-los para o papel.
D) Observar os elementos de composição do objeto, somente.
E) Elaborar seu próprio roteiro de desenho de observação.
NA PRÁTICA
Camila é arquiteta está em viagem de férias. Depois de um dia intenso de passeios, a bateria do 
Devemos observar se a essência do objeto foi captada no desenho.
O desenho de observação tem caráter de croqui, de desenho artístico, e borrões e manchas caracterizam essa técnica.
Devemos observar as habilidades de percepção do desenho: percepção das bordas, dos espaços, dos relacionamentos, da luz e sombra e do todo.
O desenho de observação não é uma réplica fiel da realidade e, nele, devemos reconhecer o objeto desenhado com as características que lhe são essenciais.
O desenho de observação não é um desenho técnico, portanto, não deve se manter fiel às medidas reais, mas à sua proporção.
Cada um desenvolve sua própria maneira de proceder em relação ao desenho.
Treinar as habilidades básicas para desenhar, como a percepção das bordas, dos espaços, dos relacionamentos, da luz e sombra e do todo do objeto.
A qualidade de um bom desenho de observação não é medida pela quantidade de detalhes do desenho, mas pela percepção da sua essência, daquilo que torna o objeto reconhecível como aquele objeto.
Partes componentes do objeto, cores e texturas são importantes, acompanhado do treino da percepção das bordas, dos espaços, dos relacionamentos, da luz e sombra e do todo do objeto.
O treino do desenho propicia o desenvolvimento de um passo a passo próprio que resultará em um desenho solto e personalizado. Porém, se não soubermos perceber o objeto, suas bordas, espaços, relacionamentos, luz e sombra e seu todo, de nada adianta ter um roteiro próprio.
telefone que ela usava para registrar a cidade descarregou.
A última parada é um grande centro de eventos e convenções, o mesmo projeto que seu 
escritório está desenvolvendo para um cliente. Camila passeia atentamente pela obra e percebe 
que muitos recursos utilizados ali poderiam resolver seus problemas de projeto no Brasil.
E agora?!De volta para casa, Camila apresenta no escritório as novas possibilidades que podem solucionar 
e adiantar a obra do centro de eventos. O cliente, claro, ficou muito satisfeito e já deixou Camila 
responsável pelo próximo projeto!
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Como fazer: desenho de observação/maçã
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Desenhe Tudo. Desenho de observação
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Desenho de observação
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!

Mais conteúdos dessa disciplina