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2 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP ICS. Instituto de Ciências da Saúde Amanda Rangel de Sousa Santos R.A 2149625 Relatório de Estágio Obrigatório Supervisionado em Nutrição Clínica Clínica de Saúde Unip SANTOS 2024 Amanda Rangel de Sousa Santos R.A 2149625 Relatório de Estágio Obrigatório Supervisionado em Nutrição Clínica Clínica de Saúde Unip Relatório de Estágio Curricular Supervisionado em Nutrição Clínica – Clínica de Saúde Unip, realizado como parte dos requisitos para obtenção de Título de Bacharel em Nutrição entregue a Universidade Paulista – UNIP. Orientadoras: Nutricionista Mestre Claudia Sousa Alonso e Nutricionista Glória Adriano Supervisora: Nutricionista Mestre Jenifer Bom SANTOS 2024 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 4 2 DESENVOLVIMENTO 6 2.1 Descrição da Universidade: 6 2.2 Descrição do local do estágio: 6 2.3 Organização do Atendimento Nutricional: 6 2.4 Objetivos do Atendimento Nutricional na Clínica: 7 3 Descrição das atividades desenvolvidas no período de estágio: 8 3.1 Perfil da População Atendida: 9 3.2 Atendimento Individual: 10 4 Artigos Científico discutidos durante o período de estágio 13 5 Materiais desenvolvidos durante o estágio: Receitas 16 Referências 21 ESTUDO DE CASO: RETOCOLITE ULCERATIVA 23 6 Introdução 24 6.1 Histórico do Paciente: 24 6.2 Avaliação Nutricional: 24 6.3 Descrição da Patologia: 25 6.4 Epidemiologia da Doença: 26 6.5 Incidência do crescimento da doença: 26 6.6 Fisiopatologia da doença: 27 6.7 Quadro Clínico dos Portadores da RCU: 29 6.8 Diagnóstico: 30 6.9 Tratamento da patologia: 32 6.9.1 Objetivo do estudo: 34 7 Desenvolvimento 36 8 Avaliação do Estado Nutricional 38 8.2.1 Cálculo e Resultado do IMC: 41 8.2.2 Tabela de Classificação Segundo IMC: 41 8.2.3 Circunferência do Braço (CB): 41 8.2.4 Circunferência Muscular do Braço (CMB) 42 8.2.5 Circunferência do Tríceps (PCT): 43 8.2.6 Classificação Dobra Cutânea Subescapular (DCSE): 44 8.2.7 Razão Cintura/Quadril: Resultados: 45 9 Recordatório Alimentar: 45 10 Cardápio Proposto: 47 11 Discussão e Diagnóstico do Estado Nutricional do Paciente: 48 12 Conduta e Prescrição Nutricional: 48 12.1 Prescrição Dietoterápica: 49 13 Conclusão do Tratamento Dietoterápico 51 14 Orientações Nutricionais: 52 REFERENCIAS 54 INTRODUÇÃO O nutricionista desempenha um papel fundamental em ambulatórios nutricionais, oferecendo uma variedade de serviços para promover a saúde e o bem-estar dos pacientes. As referências na literatura destacam várias áreas de atuação e técnicas utilizadas pelo nutricionista nesse contexto. Em termos de avaliação nutricional, o nutricionista emprega uma variedade de métodos, como avaliação antropométrica, análise da ingestão alimentar, exames laboratoriais e avaliação clínica, para determinar o estado nutricional dos pacientes. Essas avaliações são fundamentais para identificar deficiências nutricionais, excessos alimentares, alterações metabólicas e outras condições relacionadas à nutrição. Os inquéritos alimentares são ferramentas comuns utilizadas pelo nutricionista para avaliar os hábitos alimentares dos pacientes. Métodos como o recordatório de 24 horas, o registro alimentar e o questionário de frequência alimentar são empregados para obter informações detalhadas sobre a ingestão dietética habitual do paciente, preferências alimentares, horários das refeições e outros hábitos relacionados à alimentação. Com base nas informações coletadas durante a avaliação nutricional e nos inquéritos alimentares, o nutricionista desenvolve planos alimentares individualizados, levando em consideração as necessidades nutricionais específicas de cada paciente. Esses planos incluem recomendações sobre a composição da dieta, como distribuição de macronutrientes, seleção de alimentos, tamanho das porções e estratégias para alcançar metas de saúde, como perda de peso, controle de doenças crônicas ou melhoria do desempenho esportivo. Além disso, o nutricionista fornece orientações práticas e educacionais para ajudar os pacientes a implementar e manter as mudanças dietéticas recomendadas. Isso pode incluir informações sobre compras de alimentos saudáveis, preparação de refeições, leitura de rótulos nutricionais, técnicas de cozimento saudáveis e estratégias para superar desafios comuns relacionados à alimentação. Numerosos estudos na literatura destacam a eficácia do atendimento nutricional em ambulatórios para melhorar os resultados de saúde, como controle de peso, melhoria dos marcadores metabólicos, prevenção de doenças crônicas e promoção do bem-estar geral. O papel do nutricionista é fundamental na promoção de hábitos alimentares saudáveis, fornecendo suporte individualizado e empregando técnicas baseadas em evidências para ajudar os pacientes a alcançar seus objetivos nutricionais e de saúde. (CRN3, CFN, 2021) DESENVOLVIMENTO 2.1 Descrição da Universidade: A Universidade Paulista (UNIP) é uma instituição de ensino superior privada que oferece uma ampla gama de cursos, incluindo graduação, pós-graduação, especializações, mestrado e doutorado, em formatos presencial, semipresencial e a distância (EAD). Este estágio prático supervisionado foi conduzido no campo da saúde, especificamente na Clínica de Saúde Unip da unidade de Santos, focando em uma das seis áreas de atuação do nutricionista: a Nutrição Clínica. 1.2 Descrição do local do estágio: O estágio foi realizado na Clínica de Saúde Unip, localizado na Av. Ana Costa, 65, na Vila Matias, no município de Santos. Estruturada em um edifício, onde estudantes da universidade podem estar tendo sua primeira experiência de contato com atendimento especializado em seu campo de estudo. A clínica escola é dividida nas seguintes especialidades: Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Biomedicina. Localizada em diferentes andares, com equipamentos adequados para o uso cotidiano e auxiliar para aprendizagem e atendimentos dos estudantes. Localizado no 4° andar, o ambulatório de Nutrição é composto por: dois consultórios nos quais os atendimentos são realizados e as supervisora e orientadoras do estágio têm seus escritórios situados na sala ao meio, onde podem observar e acompanhar cada atendimento realizado pelos estudantes. A clínica é especializada em atendimentos para casos de Doença Inflamatória Intestinal, onde atuam a supervisora do estágio Nutricionista Mestra Jenifer Bom; e as orientadoras: Nutricionista Mestra Claudia Sousa Alonso e a Nutricionista Glória Adriano. 2.3 Organização do Atendimento Nutricional: O agendamento de consultas para os pacientes é realizado através de ligações na Clínica de Saúde Unip, cujo horário de funcionamento é das 08:00 às 17:00, de terça a sexta-feira. Os pacientes são encaminhados para a clínica por meio de indicações de postos de saúde, entidades, conhecidos, clínicas da UNIP, hospitais, entre outros. Para garantir a padronização dos atendimentos clínicos, é seguido um protocolo representado onde o paciente faz o agendamento: AGENDAMENTO PRIMEIRA CONSULTA PRIMEIRO RETORNO SEGUNDO RETORNO 2.4 Objetivos do Atendimento Nutricional na Clínica: O objetivo do atendimento em nutrição é multifacetado e abrangente, visando promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos por meio de intervenções alimentares adequadas e personalizadas. Uma das metas primordiais é avaliar e monitorar o estado nutricional dos pacientes, identificando deficiências, excessos ou desequilíbrios alimentares que possam impactar sua saúde. Além disso, busca-se elaborar planos alimentares individualizados, levando em consideração as necessidades nutricionais específicas de cada pessoa, levando em conta fatores como idade, sexo, condições de saúde e estilo de vida. A educação nutricional é uma parte essencial do atendimento, fornecendo informações e orientações sobre hábitos alimentares saudáveis, escolhas alimentares adequadas e técnicas de preparação de alimentos nutritivos. O objetivo do atendimento nutricional especializado em doença inflamatória intestinal (DII), como a doença de Crohne a colite ulcerativa, é fornecer orientações alimentares personalizadas para ajudar a controlar os sintomas, prevenir deficiências nutricionais e promover a saúde gastrointestinal. Isso inclui: 1. O alívio dos sintomas, onde são desenvolvidos planos alimentares que minimizem os sintomas como dor abdominal, diarreia e desconforto digestivo; 2. A modulação da inflamação. onde identificamos os alimentos que possam aumentar a inflamação e evitar ou limitar seu consumo, enquanto promove uma dieta anti-inflamatória rica em nutrientes; 3. A manutenção do estado nutricional, para garantir a ingestão adequada de nutrientes essenciais para prevenir deficiências, especialmente durante períodos de crise ou quando há restrições dietéticas. 4. O suporte à cicatrização e reparação do trato gastrointestinal, onde recomendamos alimentos que possam ajudar a reduzir a inflamação intestinal e promover a cicatrização de feridas no revestimento do intestino. 5. A gestão do peso, para ajudar os pacientes a alcançar ou manter um peso saudável, já que a DII pode afetar o apetite, a absorção de nutrientes e o metabolismo. 6. Melhoria na qualidade de vida, onde fornecemos o suporte nutricional para ajudar os pacientes a lidar com os desafios emocionais e psicossociais associados à doença, promovendo assim uma melhor qualidade de vida. O atendimento nutricional especializado em DII é realizado por nutricionistas com experiência nessa área, que trabalham em conjunto com outros profissionais de saúde, como gastroenterologistas, para oferecer um cuidado integrado e abrangente aos pacientes. Em resumo, o objetivo do atendimento em nutrição é promover a saúde, prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida dos pacientes por meio de estratégias alimentares individualizadas, educativas e baseadas em evidências científicas. Descrição das atividades desenvolvidas no período de estágio: Nos atendimentos realizados na Clínica de Saúde Unip, seguimos todos os protocolos orientados para ter uma padronização nas consultas, onde se deve calibrar a balança mecânica antes do seu uso e verificar se as outras estão aptas para o uso. Na primeira consulta, é recolhido todos os dados do paciente através da ficha de anamnese, para assim, obter conhecimento do paciente, onde são informados seus dados, sua(s) patologia(s), antecedentes clínicos familiares, hábitos intestinal e urinário, preferencias alimentares, alergias e intolerâncias etc. Logo após, é feito o recordatório de 24 horas dos pacientes, onde será verificado seu dia alimentar. Posteriormente, são aferidas as medidas antropométricas como: peso e altura através da balança mecânica; as medias da circunferência da cintura (CC), circunferência do abdômen (CA), circunferência do quadril (CQ); circunferência do braço (CB) com a utilização da fita métrica; e as medidas da dobra cutânea bicipal (PCB); dobra cutânea tricipal (PCT); dobra cutânea supra ilíaca (PCSI) e dobra cutânea subescapular (PCSE) com a utilização do adipômetro. Após feita a anamnese e as aferições de medidas e dobras, o aluno é orientado a explicar para a nutricionista sobre o paciente atendido, onde será feita a finalização do atendimento. Logo após, são feitos os cálculos e classificação do estado nutricional e, também, o cálculo do recordatório de 24 horas do paciente. As informações são discutidas com a nutricionistas para melhor adequação da dieta. Após 7 dias, o plano alimentar, individual e personalizado, é enviado para o paciente através do WhatsApp, onde estão os alimentos e suas substituições, junto com os horários mais adequados. O retorno é agendado para 30 dias, para melhor observação da evolução do paciente. 1. Perfil da População Atendida: Durante o período de estágio que ocorreu de 20/02/2024 a 22/03/2024, um total de 15 pacientes foram atendidos. Eles procuraram ajuda para melhorar sua saúde física, mental e comportamental e, buscando assistência para algumas patologias especificas. Total de Pacientes Atendidos: 15 Sexo feminino: 8 Sexo Masculino: 7 Fonte: Clínica de Saúde Unip, 2024 Fonte: Clínica de Saúde Unip, 2024 Fonte: Clínica de Saúde Unip, 2024 3.2 Atendimento Individual: Durante o estágio, realizei o atendimento de 4 pacientes, sendo 2 casos de Doença Inflamatória Intestinal (DII), 1 caso de Artrite Reumatoide (Reumatismo) e 1 caso de Emagrecimento. Caso 1: A paciente A.G.C, sexo feminino, 56 anos, casa, artesã. Procurou retornou ao ambulatório para emagrecimento e melhora na qualidade de vida. Durante o exame físico, não foram observadas alterações significativas em relação às condições médicas pré-existentes. Ela possui histórico família de pressão alta e câncer, além do histórico pessoal de pressão alta, para o qual faz o uso de Losartana e hidroclorotiazida. A paciente também passou por cirurgia para aplicação de placa e pino nas pernas. Iniciou o uso de reposição hormonal com Ostreogel e ultragestan. Paciente com estado nutricional adequado indicado pelo índice de massa corporal (IMC), dentro da faixa considerada saudável (22,1kg/m²). Foi orientado a adotar uma abordagem mais equilibrada, que inclua uma alimentação variada e atividade física regular. A dieta deve ser balanceada, com variações de alimentos e deixando o prato atrativo, incluindo mais verduras e frutas na alimentação. Foi orientado também uma maior ingestão de água diária. Conduta Dietoterápica: Dieta de 2.000 kcal/dia, promovendo um déficit energético para promover a perda de peso, reduzindo as calorias moderadamente, onde tem menos propensão de causar deficiências nutricionais. Dieta hiperproteica, onde a porcentagem de proteínas foi aumentada para 25% das calorias totais, para a preservação da massa muscular. Os carboidratos foram ajustados para 40%, para fornecer energia e os lipídios foram ajustados para 35% das calorias totais, priorizando fontes saudáveis para a saúde. Caso 2: Paciente R.F.A, sexo masculino, 16 anos, solteiro, estudante. Retornou ao consultório após um período de 5 anos, procurando assistência profissional para reeducação alimentar e emagrecimento. Portador da Doença de Crohn, está preste a iniciar o uso do medicamento biológico Adalimumabe (HUMIRA), além de já utilizar o medicamento imunossupressor Azatioprina (50g, três vezes ao dia) desde 2020. Atualmente, não está em acompanhamento psicológico desde julho de 2023, demonstrando sinais de ansiedade e, em certos momentos, recorre a alimentação, como forma de lidar com as emoções. Durante o exame físico não foram observadas alterações em relação às condições médicas pré-existentes, indicando uma estabilidade geral do quadro clínico. Conduta Dietoterápica: Dieta de 2.200 Kcal/dia, Hipocalórica, com o objetivo de promover a perda de peso, criando um déficit energético que pode ajudar na redução do peso corporal, desde que seja combinado com o aumento na atividade física e mudança do estilo de vida. Hierproteica, onde pode aumentar a sensação de saciedade, reduzir o apetite e preservar a massa muscular durante a perda de peso. Normolipídica, para a manutenção do consumo adequado de gorduras, essencial para a saúde cardiovascular e hormonal. Optando por fonte de gorduras saudáveis. Normoglicídica, para controlar a ingestão de carboidratos, optando por opções integrais e rica em fibras. Caso 3: Paciente P.A.M, sexo masculino, 55 anos, casado, motorista de aplicativo. Procurou auxílio da nutrição para tratar da Retocolite e buscar orientação nutricional para emagrecimento. Faz uso das medicações: Hirador, Presati, Hidrocloritizida e Glifagem, além do remédio biológico Adalimumabe (HUMIRA). Está em tratamento desde 2006, e atualmente, está em investigação para uma possível Doença de Cronh. Passou por uma cirurgia de fistula e, dois meses atrás, foi submetido a remoção de dois pólipos consideráveis. Além, nos último 6 a 7 meses, teve uma perda de peso significativa, passando de 115 para 87 kg, devido a uma crise da doença. Paciente com estado nutricional de Obesidade GrauI (imc = 32,36), indicando excesso de peso. Com base na sua avaliação nutricional, o plano dietoterápico foi elaborado para promover uma perda de peso saudável e controlar os sintomas adversos da Retocolite, incluindo fibras alimentares, vitaminas e minerais fundamentais para regularização do trânsito intestinal e fornecer suporte nutricional. Conduta Dietoterápica: Dieta de 1.700 kcal, Hiperproteica, para fornecer aminoácidos essenciais necessários para manutenção da massa muscular, garantindo uma ingestão adequada de proteínas dentro da faixa de 20-25% das calorias totais. Normoglicídica, para uma distribuição equilibrada de carboidratos, garantindo um fornecimento constante de energia, estando dentro da faixa recomendada de 45-50% das calorias totais. Normolipídica, para o consumo de gorduras saudáveis essenciais para a saúde cardiovascular e redução da inflamação. O plano inclui faixa recomendada de 25-30% das calorias totais. Normocalórica, fornecendo a ingestão calórica necessária para atender as necessidades energéticas do paciente. Caso 4: Um paciente do sexo masculino, com 73 anos de idade, denominado M.S, casado e professor, procurou assistência nutricional devido ao diagnóstico de reumatismo, o qual está limitando sua capacidade de exercício físico devido a dores articulares. Há antecedentes familiares da doença, sendo que sua filha, de 30 anos, também apresenta quadro semelhante. Ele está em tratamento com medicamento manipulado e suplementação de vitamina D e C, ambos administrados uma vez ao dia. O paciente apresenta estado nutricional de sobrepeso, com um índice de massa corporal (IMC) de 25. Durante o exame físico, não foram observadas alterações significativas em relação às condições médicas prévias, indicando estabilidade geral do quadro clínico. Um plano dietético foi elaborado e proposto para mitigar os sintomas da doença. Conduta Dietoterápica: Dieta de 1.900 kcal/dia, Normoproteica, fornecendo de 15-20% das calorias totais das proteínas, garantindo uma ingestão adequada de aminoácidos necessários para recuperação de tecidos e funções imunológicas. Normocalórica, fornecendo uma quantidade de calorias necessárias para atender as necessidades energéticas do paciente. Normolipídica, representando de 25-30% das calorias totais, caracterizada pela ingestão equilibrada de gorduras saudáveis. Normoglicídica, representando 45-55% das calorias totais, fornecendo uma quantidade e qualidade equilibrada de carboidratos, evitando picos e quedas bruscas nos níveis de glicose. Artigos Científico discutidos durante o período de estágio 1. Ingestão adequada de ovos por dia O consumo recomendado de ovos diários varia dependendo de fatores individuais, como idade, estado de saúde e estilo de vida. No entanto, com base em evidências atuais, a maioria dos especialistas concorda que o consumo moderado de ovos é seguro e pode fornecer benefícios à saúde quando incorporado em uma dieta equilibrada. Estudos sugerem que consumir até um ovo por dia, geralmente não está associado a um aumento significativo no risco de doenças cardiovasculares ou metabólicas em indivíduos saudáveis (Shin et al., 2013). Além disso, os ovos são uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade, vitaminas essenciais e minerais, como vitamina D, vitamina b12 e colina, que desempenham papéis importantes na saúde óssea, função cerebral e desenvolvimento fetal (Fuller et al., 2015). No entanto, considerando fatores individuais, histórico de saúde, níveis de colesterol e preferências alimentes, é importante determinar a ingestão adequada de ovos. Pessoas com condições médicas especificas, como diabetes ou doenças cardiovasculares, devem procurar um profissional de saúde para a personalizar o consumo ideal de ovos. Em suma, o consumo de um ovo por dia, pode fazer parte de uma dieta saudável e equilibrada para a maioria das pessoas, desde que combinado com uma variedade de outros alimentos nutritivos e em consonância com as recomendações individuais de saúde. 1.5 Óleos na Alimentação: Compreendo suas diferenças e impacto na saúde Os óleos desempenham um papel importante na alimentação, fornecendo nutrientes essenciais e contribuindo para o sabor e textura dos alimentos. No entanto, a variedade de óleos disponíveis pode gerar dúvidas sobre qual é o melhor para a saúde. As diferenças entre eles residem principalmente em sua composição de ácidos graxos e seus efeitos na saúde. O óleo de coco, amplamente promovido por seus benefícios á saúde, é rico em ácidos graxos saturados, que tem sido associado ao aumento do colesterol LDL e ao risco elevado de doenças cardiovasculares. Estudos, como a revisão de Eyres et al 2016, ressaltam a importância do seu consumo, considerando seu impacto negativo no perfil lipídico. Por outro lado, óleos como o azeite de oliva, rico em ácidos graxos monoinsaturados, tem sido associado a benefícios para a saúde cardiovascular. Pesquisas, como meta-análise de Shin et al (2013), destacam que o seu consumo regular pode reduzir o risco de doenças cardíacas e melhorar o perfil lipídico. Além disso, os óleos de canola e o de girassol, são ricos em ácidos graxos poli-insaturados, também considerados opções saudáveis devido aos seus efeitos benéficos na redução do colesterol LDL e na promoção da saúde cardiovascular. Em resumo, a escolha do óleo ideal, depende de fatores, incluindo as preferências pessoais e as necessidades de saúde do indivíduo. Sempre é recomendado buscar orientação profissional para fazer escolhas alimentares ideais e garantir uma dieta equilibrada e saudável. 1.6 Os malefícios do sal rosa da himalaia O sal rosa da himalaia ganhou popularidade como uma “alternativa mais saudável” ao sal refinado comum. No entanto, uma análise mais aprofundada revela que o consumo excessivo deste tipo de sal pode ter impactos negativos na saúde. Embora frequentemente seja promovido como uma fonte de minerais e oligoelemento benefícios, estudos, como o de Vormann et all (2017), questionam a quantidade desses nutrientes realmente presentes neste tipo de sal. A pesquisa sugere que a quantidade de minerais do sal é insignificante em comparação com outras fontes alimentares, o que torna o consumo deste tipo de sal menos benéficos a saúde. Além disso, o sal da himalaia é composto principalmente de cloreto de sódio, como qualquer outro tipo de sal, e seu consumo em excesso pode levar a problemas de saúde similares ao sal refinado comum. Estudos de Farguhar et al (2015), demonstram que p consumo elevado de sal está associado a um maior risco de hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e outros problemas de saúde. Em conclusão, embora seja frequentemente comercializado como uma opção mais saudável, evidencias sugerem que o seu consumo em excesso pode ter os mesmos malefícios à saúde que os sal comum. 1.7 Açúcares Versus Adoçantes Os açúcares, como a sacarose e a frutose, são carboidratos mais simples encontrados naturalmente em uma variedade de alimentos, incluindo frutas, vegetais e produtos processados. Estudo, como de Yang et al. (2014), associam o consumo excessivo de açúcares adicionados a um maior risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Além disso, o consumo de açúcares pode contribuir para o desenvolvimento de cáries dentarias e outros problemas bucais, como indicado por estudos, como o de Moynihan e Petersen (2014). Em contraste, os adoçantes, como sucralose e o aspartame, são substâncias projetadas para fornecer um sabor doce sem as calorias dos açúcares. Pesquisas, como a revisão de Miler e Pérez (2014), sugerem que o consumo moderado de adoçantes não calóricos pode ser uma estratégia eficaz para reduzir a ingestão de açúcares e ajudar no controle do peso em indivíduos que desejam perder peso. Há preocupações sobre os potenciais efeitos adversos dos adoçantes. Estudos, como o de Suez et al (2014), indicam que o consumo de adoçantes artificiais pode alterar a composição da microbiota intestinal e estar associado a um aumento do risco de obesidade, resistênciaà insulina e intolerância á glicose em algumas pessoas. Em suma, tanto os açúcares quanto os adoçantes têm implicações na saúde, e a escolha deve ser feita com base em evidências e considerações individuais. No entanto, são necessárias mais pesquisas para entender completamente os efeitos dos adoçantes na saúde a longo prazo. Materiais desenvolvidos durante o estágio: Receitas ESPAGUETE DE ABOBRINHA COM ALMONDEGAS DE FRANGO Ingredientes: 1 unidade de Abobrinhas ½ Peito de Frango Moído Cebola picada (a gosto) Alho Picado (a gosto) 4 colheres de Farinha de Aveia 2 Ovos batidos com o garfo 150 ml Molho de tomate caseiro ou pronto 50g Queijo parmesão ralado 1 colher Azeite Sal a gosto MODO DE PREPARO: 1. Corte as abobrinhas em formato de espaguete usando um espiralizador ou fatiador de legumes. 2. Em uma tigela, misture o peito de frango moído, a cebola, o alho, a farinha de aveia, o ovo, o sal. 3. Modele almondegas com a mistura de frango e leve-as ao forno pré-aquecido para assar até dourar 4. Enquanto isso, aqueça o molho de tomate em uma panela 5. Em outra panela, aqueça um pouco de azeite e refogue o espaguete de abobrinha por alguns minutos até ficar macio 6. Sirva o espaguete de abobrinha com molho de tomate e as almondegas de frango por cima 7. Polvilhe queijo parmesão ralado antes de servir. PÃO DE AVEIA INGREDIENTES: 3 ovos 2 colheres de sopa de iorgut natural 6 colheres de sopa de aveia ou farelo 1 pitada de sal ½ colher de sopa de fermento ou a medida da tampa MODO DE PREPARO: Mistura tudo, coloque em uma forma de pão. Leve ao forno por mais ou menos 30 minutos TORTA DE FRANGO DE FRIGIDEIRA INGREDIENTES: 1 ovo 1 colher de iogurte natural 2 colheres de Farinha de Aveia 50g de frango cozido, temperado e desfiado 1 pitada de sal 1 colher de café de fermento Queijo mussarela para rechear (opcional) MODO DE PREPARO: Misture tudo e ponha na frigideira antiaderente (não precisa untar) Vire dos dois lados para assar. BOLO DE LARANJA SEM GLÚTEN E LACTOSE INGREDIENTES: 4 ovos (separe as claras da gema) 1 colher de sopa de açúcar demerara 200g de farinha de arroz 30g de polvilho doce 150g de cenoura crua picada 100ml de Iogurte natural 200ml de suco de laranja 1 colher de sopa rasa de fermento MODO DE PREPARO: 1. Bata as claras em uma batedeira 2. Vá adicionando o açúcar até formar um merengue, reserve 3. No liquidificador, bata o suco de laranja, a cenoura, as gemas e o Iogurte. 4. Transfira para uma tigela. 5. Adicione a farinha de arroz, o polvilho e o fermento. Misture bem 6. Vá adicionando o merengue aos poucos e mexendo delicadamente. 7. Transfira para uma forma e leve ao forno por 30 minutos à 200° graus. SMOOTHIE DE BANANA COM AVEIA INGREDIENTES: 1 banana madura, cortada em pedaços 1/2 xícara de leite (pode ser leite de vaca, leite de amêndoas, leite de coco ou outro de sua preferência) 1/4 xícara de aveia em flocos (use aveia tradicional ou sem glúten, conforme necessário) 1 colher de chá de mel ou xarope de bordo (opcional, para adoçar) Cubos de gelo (opcional, para uma consistência mais gelada) Uma pitada de canela em pó (opcional, para um toque de sabor extra) MODO DE PREPARO: 1. Em um liquidificador, adicione a banana, o leite, a aveia e o mel ou xarope de bordo, se estiver usando. 2. Se desejar uma consistência mais espessa, adicione menos leite. Se preferir mais líquido, adicione mais leite. 3. Opcionalmente, adicione cubos de gelo para uma consistência mais gelada. 4. Adicione uma pitada de canela em pó, se desejar. 5. Bata todos os ingredientes até obter uma mistura cremosa e homogênea. 6. Despeje o smoothie em um copo e sirva imediatamente. PANQUECA DE MILHO INGREDIENTES: 1 colher de sopa de flocão ¼ de xícara de água em temperatura ambiente 1 ovo 1 pitada de sal Recheio a sua escolha MODO DE PREPARO Misture os flocos de milho com a água e aguarde 5 minutos para hidratar Acrescente o sal e o ovo, misture bem Despeje a massa em uma frigideira antiaderente pré-aquecida Mantenha em fogo baixo até firmar Vire e coloque o recheio de sua preferência CREPIOCA DE LEGUMES INGREDIENTES: 1 ovo cenoura ralada a gosto Abobrinha a gosto 3 colheres de sopa de tapioca ½ colher de sopa de café de sal MODO DE PREPARO Rale a cenoura e a abobrinha e leve para assar em uma frigideira antiaderente. Deixe assar em fogo até que desgrude da panela, vire o outro lado para assar, depois vire novamente e recheie. Referências Yang Q, Zhang Z, Gregg EW, Flanders WD, Merritt R, Hu FB. Added Sugar Intake and Cardiovascular Diseases Mortality Among US Adults. 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Atherosclerosis. 2020;298:36-48. doi:10.1016/j.atherosclerosis.2019.11.012 Amanda Rangel de Sousa Santos R.A 2149625 ESTUDO DE CASO RETOCOLITE ULCERATIVA Estudo de caso referente ao estágio obrigatório na área de nutrição clínica, apresentado a Universidade Paulista - Unip Orientadora: Nutricionista Mestre Claudia Sousa Alonso e Nutricionista Gloria Adriano Supervisora do Estágio: Nutricionista Mestre Jenifer Bom SANTOS 2024 Introdução Paciente P.A.M, 55 anos, casado e de etnianegra, que não consome álcool nem tabaco e trabalha como motorista de aplicativo, compareceu ao consultório em 05/03/2024. Ele tem um histórico de Retocolite Ulcerativa desde 2006 e está sendo investigado para possível doença de Crohn. O retorno está agendado para o dia 20/03/2024. Histórico do Paciente: O paciente relatou que, entre 6 e 7 meses atras, estava pesando 115 kg, com uma altura de 1,66m, o que resulta em um índice de massa corporal (IMC) anterior de 41,81 kg/m². Ele não mencionou quaisquer preocupações alimentares ou restrições. Desde o início do ano até a data da consulta, ele observou uma perda de peso, agora pesando 89 kg (IMC= 32,32 kgm²), o que significa uma perda de 26 kg, dizendo não ter nenhuma relação com a condição patológica, apenas com mudanças de hábitos alimentares. O paciente iniciou a terapia nutricional na Clínica de Saúde Unip, sem a necessidade de suplementos, com o objetivo de adotar uma alimentação mais saudável visando melhorar sua qualidade de vida. Ele expressou também o desejo de alcançar um estado nutricional adequado, caso fosse necessário submeter-se a uma cirurgia. Avaliação Nutricional: Durante a consulta, procedemos com a avaliação antropométrica, que incluiu a medição do peso, altura, circunferência da cintura, circunferência do quadril, circunferência do braço e da panturrilha. Além disso, realizamos a mensuração das dobras cutâneas da região bicipal, tricipal e subescapular (não foi possível observar a circunferência supra ilíaca) e conduzimos o teste da cadeira, onde foi notado fadiga. Também registramos o recordatório alimentar de 24 horas. A nutricionista solicitou os exames bioquímicos mais recentes, pois o paciente não os trouxe para a consulta. Adicionalmente, empregamos a avaliação da semiologia como uma abordagem subjetiva para avaliação nutricional, examinando aspectos como a aparência dos cabelos, dos olhos, a tonalidade da pele, e o estado das unhas, entre outros. Descrição da Patologia: A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal (DII) crônica que afeta predominantemente o cólon e o reto. É caracterizada pela inflamação e ulceração da mucosa intestinal, resultando em sintomas como diarreia sanguinolenta, dor abdominal, urgência fecal e perda de peso. A RCU é considerada uma doença autoimune de etiologia multifatorial, envolvendo interações complexas entre fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Seu curso clínico é variável, com períodos de remissão e exacerbação dos sintomas (Torres J, Mehandru S, Colombel JF, Peyrin-Biroulet L. Crohn’s disease. Lancet,2017) A epidemiologia da RCU varia geograficamente, com incidência e prevalência mais altas observadas em regiões industrializadas, como Europa, América do Norte e Oceania. Estudos epidemiológicos sugerem que a RCU é mais comum em países desenvolvidos e em populações de ascendência caucasiana. No entanto, a incidência está aumentando em países em desenvolvimento, possivelmente devido a mudanças no estilo de vida e fatores ambientais (Kaplan GG, Ng SC, 2016). Fatores de risco para o desenvolvimento da RCU incluem história familiar de DII, predisposição genética, tabagismo, uso de contraceptivos orais, dieta rica em gordura e proteína animal, bem como história de infecções intestinais prévias. Estudos genéticos identificaram várias variantes genéticas associadas à suscetibilidade à RCU, destacando o papel da predisposição genética na patogênese da doença (Ananthakrishnan NA, 2015). O diagnóstico da RCU baseia-se em uma combinação de história clínica, exame físico, exames laboratoriais e endoscopia com biópsia. O tratamento visa induzir e manter a remissão dos sintomas, reduzir a inflamação e prevenir complicações a longo prazo. Isso pode envolver o uso de medicamentos anti-inflamatórios, imunossupressores, biológicos e terapias dirigidas ao microbioma intestinal (Ungaro R, Mehandru S, Allen PB, Peyrin-Biroulet L, Colombel JF, 2017). Complicações da RCU incluem mega colón tóxico, perfuração intestinal, sangramento grave, colangite esclerosante primária, câncer colorretal e comprometimento da qualidade de vida. O risco de câncer colorretal está aumentado em pacientes com RCU de longa duração e extensão colônica. Abordagens de manejo multidisciplinares, incluindo suporte psicossocial, educação do paciente, monitoramento regular e acompanhamento médico, são essenciais para otimizar os resultados clínicos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com RCU (Baumgart DC, Sandborn WJ, 2012). 6.4 Epidemiologia da Doença: A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta predominantemente o cólon e o reto. Estima-se que a prevalência da RCU varie entre 35 e 250 casos por 100.000 pessoas em países industrializados, como Europa, América do Norte e Oceania (Ungaro et al., 2017) A incidência anual da RCU varia de 0,5 a 24,5 casos por 100.000 pessoas. No entanto, esses números podem ser influenciados por fatores como genética, estilo de vida e ambiente (Kaplan GG, Ng SC et al., 2015) Podendo afetar pessoas de todas as idades, é mais comum em adultos jovens, com pico de incidência entre 30 e 40 anos. No entanto, casos de RCU também podem ocorrer em crianças e idosos (Ananthakrishnan NA et. al 2015) Afeta homens e mulheres igualmente, com uma distribuição equitativa entre os sexos. No entanto, algumas diferenças de gênero podem ser observadas em relação à gravidade da doença e resposta ao tratamento. Além dos fatores genéticos, vários fatores de risco foram associados ao desenvolvimento da RCU, incluindo história familiar de DII, tabagismo, uso de contraceptivos orais, dieta rica em gordura e proteína animal, bem como história de infecções intestinais prévias. 6. Incidência do crescimento da doença: A incidência do crescimento da retocolite ulcerativa (RCU) tem sido objeto de estudo em diversas populações ao redor do mundo. Estudos epidemiológicos têm revelado uma tendência de aumento na incidência da RCU ao longo do tempo, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Por exemplo, um estudo realizado em Taiwan relatou um aumento significativo na incidência de RCU entre 1998 e 2008, refletindo uma tendência global de crescimento da doença (Ng SC, Tang W, Ching JY, 2013). Da mesma forma, estudos na Escandinávia têm mostrado um aumento na incidência de RCU nas últimas décadas. Um estudo dinamarquês encontrou um aumento na incidência de RCU de 1979 a 1988, com uma taxa anual de crescimento de 3,9% (Burisch J, Munkholm P. et al., 2015). Além disso, uma análise epidemiológica realizada na Noruega também relatou um aumento na incidência de RCU durante o período de 1960 a 1990 (Moum B, Ekbom A, Vatn MH, 1996). Esses dados sugerem que a incidência da RCU está aumentando em várias partes do mundo, possivelmente devido a uma combinação de fatores ambientais, mudanças no estilo de vida e melhorias na detecção e diagnóstico da doença. Por exemplo, mudanças na dieta, aumento do estresse e maior exposição a agentes ambientais podem estar contribuindo para o aumento da incidência da RCU em algumas populações (Ananthakrishnan NA, Khalili H, Konijeti GG, 2013) Além disso, avanços na tecnologia de diagnóstico, como a colonoscopia e a endoscopia, podem estar levando a uma detecção mais precoce da RCU, resultando em taxas aparentemente mais altas de incidência. A conscientização crescente sobre os sintomas da RCU e o aumento do acesso aos cuidados de saúde também podem estar contribuindo para o aumento dos diagnósticos. No entanto, é importante ressaltar que a incidência da RCU pode variar entre diferentes regiões geográficas e grupos étnicos. Por exemplo, estudos sugerem que a incidência da RCU é mais alta em populações de ascendência caucasiana em comparação com outras etnias (Molodecky NA, Kaplan GG, 2010) Em resumo, estudos epidemiológicos sugerem que a incidência da retocolite ulcerativa está aumentando em várias partes do mundo, refletindo uma tendência global de crescimento da doença. No entanto, mais pesquisas são necessáriaspara entender completamente os fatores subjacentes a esse aumento e desenvolver estratégias eficazes de prevenção e manejo da RCU. 6.6 Fisiopatologia da doença: Em suma, a fisiopatologia da retocolite ulcerativa (RCU) é complexa e envolve uma interação entre fatores genéticos, imunológicos, ambientais e microbianos. A compreensão dos mecanismos subjacentes à RCU é crucial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas eficazes e para melhorar o manejo da doença. Estudos têm fornecido insights significativos sobre os processos patofisiológicos envolvidos na RCU, desde a disfunção da barreira epitelial até a resposta imune desregulada e a disbiose intestinal. A integridade da barreira epitelial do intestino desempenha um papel fundamental na proteção contra a penetração de agentes patogênicos e na regulação da resposta imune. Em pacientes com RCU, a disfunção da barreira epitelial pode levar à permeabilidade aumentada do intestino, permitindo a entrada de antígenos e micro-organismos luminais, o que desencadeia uma resposta inflamatória. (Khor B, Gardet A, Xavier RJ, 2011) A inflamação na RCU é caracterizada por uma resposta imune desregulada, com ativação de células inflamatórias, como linfócitos T, macrófagos e células dendríticas. Estudos têm demonstrado que a produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias, como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), interleucina-6 (IL-6) e interleucina-1β (IL-1β), desempenha um papel crucial na patogênese da RCU, promovendo a inflamação crônica e a destruição tecidual (Neurath MF, 2014) Além disso, a disfunção do sistema imunológico inato e adaptativo tem sido implicada na fisiopatologia da RCU. Anormalidades na função das células T regulatórias (Tregs), que desempenham um papel na supressão da resposta imune, têm sido observadas em pacientes com RCU, contribuindo para a resposta inflamatória exacerbada (Saruta M, Yu QT, Fleshner PR, 2007) A disbiose intestinal, caracterizada por alterações na composição e função da microbiota intestinal, também desempenha um papel importante na fisiopatologia da RCU. Estudos têm demonstrado que pacientes com RCU apresentam uma diminuição na diversidade microbiana e um aumento na abundância de bactérias patogênicas, como Escherichia coli e Fusobacterium spp., que podem modular a resposta imune e promover a inflamação intestinal (. Manichanh C, Borruel N, Casellas F, Guarner F, 2012) Além disso, evidências sugerem que a resposta imune aberrante na RCU pode ser desencadeada por antígenos microbianos específicos, como componentes de parede celular bacteriana e produtos metabólicos microbianos. Esses antígenos podem ativar as células imunes do hospedeiro e desencadear uma resposta inflamatória exacerbada, levando à lesão tecidual e sintomas clínicos da RCU. A fisiopatologia da retocolite ulcerativa é multifacetada e envolve uma interação complexa entre fatores genéticos, imunológicos, ambientais e microbianos. A disfunção da barreira epitelial, a resposta imune desregulada e a disbiose intestinal desempenham papéis cruciais na patogênese da doença. Uma compreensão mais profunda desses mecanismos subjacentes é essencial para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas e estratégias de manejo da RCU. 6.7 Quadro Clínico dos Portadores da RCU: O quadro clínico dos portadores de retocolite ulcerativa (RCU) é variável e pode incluir uma ampla gama de sintomas, que variam em gravidade e intensidade. Os sintomas da RCU são predominantemente relacionados ao trato gastrointestinal, mas também podem afetar outros sistemas do corpo. Compreender o quadro clínico da RCU é essencial para o diagnóstico precoce, manejo adequado e melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Um dos sintomas mais comuns da RCU é a diarreia sanguinolenta, que é resultado da inflamação e ulceração da mucosa intestinal. A presença de sangue nas fezes é uma característica distintiva da RCU e geralmente indica atividade inflamatória no cólon e reto (Cohen RD, Woseth DM, Thisted RA, Hanauer SB, 2000). Outros sintomas gastrointestinais comuns incluem dor abdominal, cólicas abdominais e urgência fecal. A dor abdominal pode variar de leve a grave e geralmente é localizada na região inferior do abdômen. A urgência fecal refere-se à necessidade repentina e intensa de evacuar, muitas vezes acompanhada pela incapacidade de controlar as fezes (Lewis JD, Chuai S, Nessel L, Lichtenstein GR, Aberra FN, Ellenberg JH, 2008) Além dos sintomas gastrointestinais, os pacientes com RCU podem experimentar perda de peso inexplicada devido à má absorção de nutrientes, diminuição do apetite e restrições dietéticas. A desnutrição é uma complicação comum da RCU e pode contribuir para a deterioração do estado nutricional e agravamento dos sintomas (Jones DW, Finlayson SR, 2014) Manifestações extra intestinais também podem ocorrer em pacientes com RCU, afetando sistemas como a pele, articulações, olhos e fígado. Por exemplo, a eritema nodoso, uma forma de inflamação dos tecidos subcutâneos, é uma manifestação cutânea comum da RCU. Além disso, a artrite associada à RCU pode causar dor e inflamação nas articulações, afetando a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes. Complicações graves da RCU incluem mega colón tóxico, perfuração intestinal, sangramento grave e aumento do risco de câncer colorretal. O mega colón tóxico é uma complicação potencialmente fatal caracterizada por dilatação excessiva do cólon e comprometimento da função motora. A perfuração intestinal pode ocorrer como resultado da inflamação grave e ulceração da mucosa intestinal, levando à disseminação de conteúdo fecal na cavidade abdominal e peritonite. Além disso, a inflamação crônica na RCU está associada a um risco aumentado de desenvolvimento de câncer colorretal. Estudos têm demonstrado que pacientes com RCU de longa duração e extensão colônica têm um risco significativamente maior de desenvolver neoplasias malignas em comparação com a população em geral. Portanto, o rastreamento e monitoramento regular são essenciais para detectar precocemente as alterações neoplásicas e prevenir complicações relacionadas ao câncer. 6.8 Diagnóstico: O diagnóstico da retocolite ulcerativa (RCU) envolve uma abordagem multidisciplinar que combina história clínica detalhada, exame físico, exames laboratoriais e procedimentos endoscópicos. A identificação precoce e precisa da RCU é crucial para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações a longo prazo. Os principais aspectos do diagnóstico da RCU, com base em evidências científicas disponíveis. 1. Anamnese e história clínica: O primeiro passo no diagnóstico da RCU é uma entrevista detalhada com o paciente para avaliar os sintomas presentes, sua duração e gravidade. Os sintomas característicos da RCU incluem diarreia sanguinolenta, dor abdominal, urgência fecal e perda de peso inexplicada. Uma história clínica completa também deve incluir informações sobre história familiar de doença inflamatória intestinal (DII) e possíveis fatores de risco, como tabagismo e uso de medicamentos (Mowat C, Cole A, Windsor A, 2011). 2. Exame físico: O exame físico pode revelar sinais sugestivos de inflamação intestinal, como sensibilidade abdominal, distensão abdominal e presença de massas palpáveis. Além disso, os pacientes com RCU podem apresentar sinais extra intestinais, como eritema nodoso, artrite e lesões oculares. Um exame retal digital também é realizado para avaliar o estado do reto e detectar a presença de sangue nas fezes (Colombel JF, Mahadevan U, 2017) 3. Exames laboratoriais: Vários exames laboratoriais podem ser úteis no diagnóstico e monitoramento da RCU. Isso inclui exames de sangue para avaliar os níveis de hemoglobina, contagem de glóbulos brancos, taxa de sedimentação de eritrócitos (VHS) e marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa (PCR) e a calprotectina fecal. Além disso, exames de fezes podem ser realizados para detectar a presença de sangue oculto e infecções gastrointestinais (D'Haens G, Ferrante M, Vermeire S, 2012). 4. Colonoscopia e sigmoidoscopia:A colonoscopia com biópsia é considerada o padrão ouro para o diagnóstico da RCU, permitindo uma avaliação direta da mucosa intestinal e a confirmação histológica da inflamação. Durante a colonoscopia, o médico pode observar áreas de ulceração, inflamação e sangramento no cólon e reto. A sigmoidoscopia, que envolve a inserção de um endoscópio flexível no reto e cólon sigmoide, também pode ser realizada para avaliar o grau e a extensão da doença (Lichtenstein GR, Loftus Jr EV, Isaacs KL, 2018) 5. Testes de imagem: Em alguns casos, testes de imagem, como a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM), podem ser realizados para avaliar complicações relacionadas à RCU, como megacólon tóxico, perfuração intestinal e doença perianal. Esses exames podem fornecer informações adicionais sobre a extensão da inflamação e auxiliar no planejamento do tratamento (Kornbluth A, Sachar DB.2004) O diagnóstico da retocolite ulcerativa requer uma abordagem abrangente que combina história clínica detalhada, exame físico, exames laboratoriais e procedimentos endoscópicos. A colonoscopia com biópsia é essencial para confirmar o diagnóstico, enquanto outros testes, como exames de sangue e testes de imagem, podem ajudar a avaliar a gravidade da doença e identificar complicações associadas. 6.9 Tratamento da patologia: O tratamento da retocolite ulcerativa (RCU) visa controlar a inflamação, aliviar os sintomas, induzir e manter a remissão, prevenir recidivas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A abordagem terapêutica é individualizada e baseada na gravidade da doença, extensão da inflamação, resposta ao tratamento e preferências do paciente. Algumas das principais opções de tratamento da RCU, com base em evidências são: · Terapia medicamentosa: Os medicamentos são a pedra angular do tratamento da RCU e podem incluir aminossalicilatos, corticosteroides, imunossupressores, biológicos e agentes anti-integrina. Os aminossalicilatos, como a mesalazina e a sulfassalazina, são frequentemente utilizados como tratamento de primeira linha para indução e manutenção da remissão leve a moderada da RCU, com evidências sólidas de eficácia e segurança (Feuerstein JD, Isaacs KL, Schneider Y, Siddique SM, Falck-Ytter Y, Singh S, 2020). · Corticosteroides: Os corticosteroides, como a prednisona e a budesonida, são frequentemente prescritos para o tratamento de surtos agudos de RCU moderada a grave. No entanto, seu uso a longo prazo é limitado devido aos efeitos colaterais adversos, como supressão adrenal, osteoporose e aumento do risco de infecções. Portanto, os corticosteroides são geralmente usados apenas como tratamento de curto prazo para indução da remissão (Lichtenstein GR, Loftus Jr EV, Isaacs KL, Regueiro MD, Gerson LB, Sands BE, 2018) · Imunossupressores: Os imunossupressores, como a azatioprina, o 6-mercaptopurina e o tacrolimo, são frequentemente prescritos como terapia de manutenção em pacientes com RCU refratária aos aminossalicilatos ou corticosteroides. Esses medicamentos podem ajudar a reduzir a inflamação e prevenir recidivas, mas requerem monitoramento regular devido ao risco de efeitos colaterais, como mielossupressão e hepatotoxicidade (Rubin DT, Ananthakrishnan AN, Siegel CA, Sauer BG, Long MD, 2019) · Terapia biológica: Os agentes biológicos, como os inibidores do fator de necrose tumoral alfa (anti-TNF) e os agentes anti-integrina, revolucionaram o tratamento da RCU, especialmente em pacientes refratários aos tratamentos convencionais. Medicamentos como o infliximabe, adalimumabe, golimumabe e vedolizumabe têm demonstrado eficácia na indução e manutenção da remissão em pacientes com RCU moderada a grave (Loftus Jr EV, Feagan BG, Panaccione R) · Cirurgia: A cirurgia é reservada para pacientes com RCU grave ou complicada, que não respondem ao tratamento medicamentoso ou desenvolvem complicações como megacólon tóxico, perfuração intestinal ou câncer colorretal. A colectomia total com bolsa ileal-anal (pouch de J-pouch) é o procedimento cirúrgico mais comum realizado em pacientes com RCU refratária, proporcionando alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida (Lightner AL, Shen B, 2017). Além dos tratamentos convencionais mencionados anteriormente, existem outras abordagens terapêuticas que podem ser consideradas no manejo da retocolite ulcerativa (RCU), especialmente em pacientes com doença leve a moderada ou como terapias complementares. Algumas dessas opções incluem: · Terapia nutricional: A dieta desempenha um papel importante no manejo da RCU, e certos padrões alimentares, como a dieta pobre em FODMAPs (fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis), podem ajudar a reduzir os sintomas em alguns pacientes. Além disso, a suplementação com probióticos e prebióticos pode ser benéfica para restaurar a saúde da microbiota intestinal e reduzir a inflamação (Levine A, Rhodes JM, Lindsay JO, 2020) · Terapia complementar e alternativa (TCA): Algumas terapias complementares, como acupuntura, yoga, hipnose e meditação, têm sido estudadas como opções de tratamento para pacientes com RCU. Embora os dados sejam limitados, algumas evidências sugerem que essas terapias podem ajudar a reduzir o estresse, melhorar o bem-estar psicológico e aliviar os sintomas da RCU em alguns pacientes (Jedel S, Hoffman A, Merriman P, 2014). · Terapia psicológica: O estresse e a ansiedade podem desempenhar um papel na exacerbação dos sintomas da RCU, portanto, a terapia cognitivo-comportamental (TCC), a terapia de relaxamento e outras intervenções psicológicas podem ser úteis para ajudar os pacientes a lidar com o estresse e melhorar sua qualidade de vida (Mikocka-Walus A, Knowles SR, Keefer L, Graff L, 2016) · Transplante fecal: O transplante fecal, que envolve a transferência de microbiota fecal de um doador saudável para o intestino do receptor, emergiu como uma opção promissora de tratamento para pacientes com RCU refratária ao tratamento convencional. Estudos preliminares sugerem que o transplante fecal pode ajudar a restaurar a diversidade microbiana e reduzir a inflamação intestinal em alguns pacientes com RCU (Costello SP, Hughes PA, Waters O, 2019). · Terapia cirúrgica minimamente invasiva: Além da colectomia tradicional, existem técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, que podem ser utilizadas no tratamento da RCU, especialmente em pacientes selecionados com doença localizada e sem complicações. Essas abordagens cirúrgicas podem oferecer benefícios, como tempo de recuperação mais curto, menor dor pós-operatória e menor taxa de complicações (Althans A, Walker A, Schmid M, 2018). Em resumo, além dos tratamentos convencionais, como medicamentos e cirurgia, há outras opções terapêuticas que podem ser consideradas no manejo da retocolite ulcerativa. A escolha do tratamento depende das necessidades individuais do paciente, gravidade da doença e resposta ao tratamento. 6.9.1 Objetivo do estudo: O tratamento da Retocolite Ulcerativa (RCU) envolve uma abordagem multidisciplinar, na qual o cuidado nutricional desempenha um papel fundamental. A influência significativa da dieta na modulação da inflamação intestinal, na prevenção de deficiências nutricionais e no gerenciamento dos sintomas da doença é amplamente respaldada pela literatura científica, como evidenciado por diversos estudos relevantes. Um estudo de revisão sistemática realizado por Sanchez-Munoz e colaboradores (2014) destacou que dietas ricas em fibras insolúveis e baixas em gorduras saturadas e açúcares refinados podem ajudar a reduzir a inflamação e melhorar os sintomas em pacientes com RCU. Essas descobertas são consistentes com a pesquisa conduzida por Levine et al. (2017), que demonstrou os benefícios da suplementação de ácidos graxos ômega-3 na redução da atividade inflamatória e na melhoria da qualidade de vida em pacientes com doença inflamatória intestinal, incluindo RCU. Além disso, um estudo clínico randomizado conduzido por Hart e colaboradores (2018) investigouos efeitos da dieta de exclusão de alimentos com efeitos imunogênicos em pacientes com RCU, observando uma redução significativa nos sintomas e na inflamação intestinal após a implementação da dieta. Isso ressalta a importância de intervenções dietéticas personalizadas no manejo da RCU, conforme enfatizado pela pesquisa de Rajendran et al. (2016), que destaca a importância da suplementação de micronutrientes para prevenir deficiências nutricionais em pacientes com RCU. Estudos longitudinais, como o realizado por Jowett et al. (2011), investigaram a associação entre o consumo de fibras e o risco de exacerbações da RCU, concluindo que uma dieta rica em fibras solúveis pode reduzir a frequência e a gravidade das crises. Cabré et al. (2013) destacaram a importância da avaliação nutricional regular em pacientes com RCU para identificar deficiências nutricionais e implementar intervenções dietéticas adequadas. Além disso, estudos de revisão, como o realizado por Han et al. (2018), analisaram os efeitos das dietas com baixo teor de FODMAPs na melhoria dos sintomas gastrointestinais em pacientes com doença inflamatória intestinal, incluindo RCU. Khalili et al. (2016) investigaram a associação entre o consumo de carne vermelha e o risco de desenvolvimento e exacerbação da RCU, fornecendo evidências para recomendações dietéticas específicas na prevenção e no manejo da doença. Ananthakrishnan (2015) examinou o papel da microbiota intestinal na patogênese da RCU e destacou o potencial das intervenções dietéticas na modulação da composição e da função da microbiota. Finalmente, a pesquisa de Hou et al. (2020) explorou os efeitos da dieta mediterrânea na redução da atividade inflamatória e na melhoria dos sintomas em pacientes com RCU, destacando seu potencial como estratégia terapêutica complementar. Esses estudos destacam a importância crucial do cuidado nutricional no tratamento da Retocolite Ulcerativa, evidenciando a necessidade de intervenções dietéticas personalizadas e baseadas em evidências para otimizar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes. Em suma, os estudos revisados destacam de forma consistente e abrangente a importância crucial do cuidado nutricional no tratamento da Retocolite Ulcerativa (RCU). A influência significativa da dieta na modulação da inflamação intestinal, na prevenção de deficiências nutricionais e no gerenciamento dos sintomas da doença é amplamente respaldada pela literatura científica. Através de uma abordagem multidisciplinar, os pacientes com RCU podem se beneficiar de intervenções dietéticas personalizadas, adaptadas às suas necessidades individuais e baseadas em evidências científicas. Desde dietas ricas em fibras insolúveis e ácidos graxos ômega-3 até estratégias de exclusão de alimentos com efeitos imunogênicos, as opções nutricionais oferecem uma ampla gama de abordagens para melhorar a qualidade de vida e controlar os sintomas da RCU. Desenvolvimento 1. Histórico Social: O Sr. P.A.M, de 55 anos, é casado há mais de duas décadas e tem quatro filhos. Ele trabalha como motorista de aplicativo, fazendo suas primeiras refeições em casa, mas durante suas jornadas de trabalho à tarde e à noite, consome pequenas refeições na lanchonete do Paulo's e almoça em um restaurante em São Vicente, cujo nome ele não recorda. Não pratica atividades físicas, não fuma e não é um consumidor de álcool. Seu sono é regular, dormindo cerca de 5 horas por dia, mas variando de acordo com suas viagens de trabalho, que podem chegar a 12 horas por dia. Por ser adotado, o Sr. P.A.M não tem conhecimento do histórico clínico familiar. Ele é portador de Retocolite Ulcerativa e hipertensão, para os quais toma medicamentos prescritos, incluindo Hirador, Presati, Glifagem e Hidrocloretizida. Em 1992, ele passou por uma cirurgia de fístula e, em 2004, fez a retirada da vesícula. Desde 2006, ele faz uso do medicamento biológico Adalimumabe (HUMIRA) e suplementa com Fisiolgem. Além disso, ele tomou Comboldate para próstata dilatada por 2 anos. Emocionalmente, o Sr. P.A.M enfrenta constrangimentos devido aos sintomas de sua condição de saúde, como constipação, flatulência e a necessidade frequente de ir ao banheiro, o que já o impediu de frequentar certos lugares. Ele também demonstra ansiedade e medo em relação a cirurgias futuras devido a traumas passados, incluindo experiências desagradáveis com acesso intravenoso e procedimentos invasivos. Embora tenha conhecimento técnico sobre procedimentos médicos devido a sua experiência na área da saúde, ele ainda sente aflição em relação a intubações e sondas nasais, o que contribui para suas crises de ansiedade. Apesar disso, o Sr. P.A.M pretende iniciar acompanhamento psicológico para lidar com suas questões emocionais. 1. Tratamento Medicamentoso e Efeitos Colaterais: O tratamento do Sr. P.A.M., um paciente de 55 anos diagnosticado com Retocolite Ulcerativa (RCU), envolve uma combinação de medicamentos prescritos para controlar sua condição e outras condições de saúde relacionadas. Dentre os medicamentos que ele toma regularmente, destacam-se aqueles destinados ao controle da hipertensão arterial, uma condição comum em pacientes com RCU. Hirador: Este medicamento, também conhecido como hidroclorotiazida, é um diurético tiazídico usado para tratar a hipertensão. Seus efeitos colaterais podem incluir desequilíbrios eletrolíticos, como hipocalemia (baixos níveis de potássio no sangue), hiponatremia (baixos níveis de sódio no sangue) e hipomagnesemia (baixos níveis de magnésio no sangue). A diarreia também é um efeito colateral comum, o que pode ser preocupante para pacientes com RCU devido à sensibilidade intestinal aumentada. Presati: Ou losartana potássica, é um antagonista do receptor de angiotensina II usado no tratamento da hipertensão. Seus efeitos colaterais incluem tonturas, fadiga, dor de cabeça, náuseas e diarreia. Assim como o Hirador, a diarreia pode ser um sintoma problemático para pacientes com RCU. Glifage: é um medicamento amplamente utilizado para tratar o diabetes tipo 2. Sua principal função é ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue, reduzindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina. Embora geralmente bem tolerado, alguns pacientes podem experimentar efeitos colaterais leves, como desconforto gastrointestinal Hidrocloretizida: Este medicamento é outro diurético tiazídico usado para tratar a hipertensão. Seus efeitos colaterais são semelhantes aos do Hirador e podem incluir desequilíbrios eletrolíticos, tonturas, fraqueza, cãibras musculares e distúrbios gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreia. Adalimumabe (HUMIRA): Este medicamento biológico é um anticorpo monoclonal usados para controlar a inflamação na RCU. Seus efeitos colaterais podem incluir reações no local da injeção, como vermelhidão, inchaço e coceira, além de infecções respiratórias, dor de cabeça, náuseas e fadiga. A supressão do sistema imunológico também é uma preocupação, pois pode aumentar o risco de infecções em pacientes com RCU. Fisiogen: é um suplemento utilizado para corrigir deficiências de eletrólitos e reidratar o corpo. Com sua formulação equilibrada de sais minerais essenciais, como sódio, potássio e magnésio, ele é indicado em situações de desidratação, diarreia ou após atividades físicas intensas. Além de ajudar a restaurar o equilíbrio eletrolítico, o pode aliviar sintomas como fadiga, fraqueza e cãibras musculares. Embora efeitos colaterais sejam raros, alguns usuários podem experimentar desconforto gastrointestinal leve, como náuseas ou diarreia. Combodart: é um medicamento indicado para tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB) em homens. Sua fórmula combina dutasterida e tansulosina, ajudando a reduzir o tamanho da próstata e aliviar os sintomas urinários associados à condição. Embora seja eficaz, pode causar efeitos colaterais, incluindo tonturas, dor de cabeça, diminuição da libido, problemas de ejaculação e disfunção erétil. Em casos raros, pode afetar a pressão arterial e levar aopriapismo. Avaliação do Estado Nutricional O diagnóstico médico, a RCU é uma condição crônica que afeta o cólon e o reto, resultando em inflamação intestinal recorrente. Essa condição demanda uma abordagem cuidadosa da dieta, pois certos alimentos podem desencadear sintomas e exacerbar a inflamação. Além disso, o paciente P.A.M. também enfrenta a hipertensão arterial, uma condição comum que requer medicação para controle. Os medicamentos anti-hipertensivos prescritos podem ter efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas e diarreia, que precisam ser considerados na prescrição dietética. A análise de suas características antropométricas revela um quadro preocupante. Com um peso de 89 kg, altura de 1,66 m e um IMC de 32,36 kg/m², o Sr. P.A.M. está classificado como Obesidade Grau I. Além disso, sua relação de cintura/quadril elevada e circunferência abdominal aumentada indicam um risco muito alto de desenvolver doenças cardiovasculares, como doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral. Dessa forma, é importante que o plano alimentar seja cuidadosamente elaborado para promover a saúde intestinal, controlar a inflamação, auxiliar na perda de peso e reduzir o risco cardiovascular. Recomenda-se uma dieta balanceada, rica em fibras, vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras, e com restrição de gorduras saturadas, açúcares refinados e alimentos processados. É fundamental que receba acompanhamento nutricional regular para monitorar seu progresso, ajustar sua dieta conforme necessário e garantir que ele esteja recebendo todos os nutrientes essenciais para sua saúde e bem-estar. Além disso, a coordenação com sua equipe médica, incluindo seu gastroenterologista e cardiologista, é crucial para um tratamento integrado e abrangente. Por fim, é importante ressaltar que a jornada para uma melhora na saúde nutricional e controle de suas condições médicas exigirá comprometimento, educação e apoio contínuo. Com uma abordagem multidisciplinar e focada no paciente, ele poderá alcançar seus objetivos de saúde e qualidade de vida. 1.10 Semiologia: O exame físico de semiologia é uma parte fundamental da avaliação clínica realizada pelo médico durante a consulta com o paciente. Ele consiste em uma série de etapas e técnicas que permitem ao médico avaliar diferentes sistemas do corpo, identificar sinais de doença e obter informações sobre o estado de saúde do paciente. Além disso, o exame físico também pode ajudar a estabelecer uma relação médico-paciente sólida, promovendo a confiança e o conforto do paciente durante a consulta. No paciente P.A.M, os resultados das observações foram: Cabelos: Observou-se ausência completa de cabelo na região craniana. Olhos: Não foram observadas anormalidades nos olhos Pele: A pele do paciente foi considerada normal, sem lesões aparentes. Unhas: As unhas do paciente estavam dentro dos parâmetros normais, sem evidência de patologias. 1.11 Antropometria: Medidas Resultados Data: 05/03/2024 Idade (anos) 55 anos Peso (kg) 89 Altura (m)/(m)² 1,66 IMC (kg/m²) 32,36 Classificação Obesidade Grau I C. Cintura 112 C. Quadril 109 Relação ICQ 1,02 Classificação Muito Alto CA (cm) 121 Classificação Risco Muito Alto CB (cm) 34 Classificação Eutrofia CMB (cm) 27,09 Classificação Normal C. Punho 16 Compleição Física 10,37 (Média) AMBc (cm²) 58,42 Classificação Normalidade AGB (cm²) 25,99 Classificação Normal PCT 22 Classificação Obesidade PCSE 23,6 Classificação Eutrofia PCB 20 T.Cadeira 9 (Fadiga) Tabela 1Fonte: Clínica de Saúde Unip 8.2.1 Cálculo e Resultado do IMC: Resultado do IMC Classificação IMC (kg/m²) = Peso (kg) Altura (m)² IMC = 89 1,66² IMC = 89 2,75 IMC = 32,32 kg/m² Obesidade Grau I Fonte: Quetelet, 1836 8.2.2 Tabela de Classificação Segundo IMC: Classificação IMC (kg/m²) Baixo Peso < 18,5 Eutrofia 18,5 – 24,9 Sobrepeso 25,0 – 29,9 Obesidade Grau I 30,0 – 34,9 Obesidade Grau II 35,0 – 39,9 Obesidade Grau III ≥ 40,0 Fonte: WHO, 1997 8.2.3 Circunferência do Braço (CB): Resultado Classificação Cb obtida = 34 cm Cb Percentil 75 = 34,3 cm < P5 Desnutrição P5 – P15 Risco para Desnutrição P15 – P85 Eutrofia >85 Obesidade ou Musculatura Desenvolvida Fonte: Frisanchol, 1990 Tabela de Distribuição de circunferência do braço (CB) segundo idade para homens. 8.2.4 Circunferência Muscular do Braço (CMB) Resultado Classificação CMB (cm) = CB (cm) – (0,314 x PCT (mm)) CMB = 34 – (0,314 x 22) CMB = 34 – 6.908 CMB = 24,0 cm Percentil P10 = 23,5 < P5 Déficite de Massa Magra P5 – P10 Risco de déficit de massa magra P10 – P90 Normal >P90 Obesidade ou Musculatura Desenvolvida Fonte: Harrison et al., 1988; Frisancho, 1981; Frisancho 1990 Tabela de Distribuição de circunferência muscular do braço (CMB) segundo idade para homens. 8.2.5 Circunferência do Tríceps (PCT): Resultados Classificação PCT obtida = 22 cm Percentil P90 = 20,5 < P5 Desnutrição P5 – P15 Risco para Desnutrição P15 – P85 Eutrofia >P85 Obesidade Fonte: Frisancho, 1990 Tabela de Percentis da DCT (mm) segundo idade para homens: 8.2.6 Classificação Dobra Cutânea Subescapular (DCSE): Resultados Classificação DCSE obtida = 20 cm Percentil = 75 <P5 Desnutrição P5 – P15 Risco para Desnutrição P15 – P85 Eutrofia >P85 Obesidade Fonte: Frisancho, 1990 Tabela de percentis de DCSE (mm) de acordo com idade para homens: 8.2.7 Razão Cintura/Quadril: Resultados: Resultados Classificação ICQ = Circunferência da Cintura (cm) Circunferência do Quadril (cm) ICQ = 112 109 ICQ = 1,02 cm 50 – 59 >1,02 = Muito Alto Fonte: Adaptado Bray e Gray (1988) Tabela de Classificação Cintura/Quadril: Tabela Classificação de Riscos de Doenças Cardiovasculares: Obs: Paciente se encontra na classificação de Risco Muito Aumentado, com a circunferência abdominal de 102 cm. Recordatório Alimentar: O primeiro recordatório de 24 horas de P.A.M, observa-se que ele não possui uma rotina de horários, pois o trabalho é variável, não comendo sempre em sua casa e a maior parte do tempo, fazendo lanches pela rua. Não se alimentando da quantidade de proteínas suficientes, com poucas variações e déficits em nutrientes. Hora/Local Alimentos/Bebidas Quantidades Café da Manhã 05:30h Pão de forma integral 4 fatias Manteiga 2 pontas de facas Total: 423 kcal Café com açúcar demerara 1 xicara de chá Almoço 14:30h Arroz integral 1 colher de servir Purê de batata 1 colher de servir Total: 514 kcal Filé de tilápia 2 filés médios Lanche 17:00h Croissant recheado com carne louca 1 unidade + 50g de proteína Total: 467 kcal Café com açúcar cristal 1 xicara de chá Jantar 19:00h Sanduiche natural de atum 2 unidades + 70g de proteína Torradas 4 unidades Manteiga 4 pontas de facas Total: 483 kcal Limonada 1 copo americano Total Recordatório 24 horas: 1.887 kcal/dia Fonte: Software Macros, DRI, 2006 Os valores nutricionais encontrados nesse recordatório, foram obtidos através da utilização do aplicativo software Macros, onde os valores obtidos foram: Fatos Nutricionais Total Calorias Totais: 1887 kcal Gordura (g) 60g Carboidratos (g) 241g Proteínas (g) 79g Vitamina A (mg) 0g Vitamina C (mg) 6,5g Cálcio (mg) 0g Ferro (mg) 0g Fonte: Software Macros Cardápio Proposto: Refeição Itens Qtde. (Medidas Caseiras) Substituições Desejum 06:00h Café sem açúcar 1 xicara Café com leite integral ou desnatado (1 xicara) ou Chás claros (camomila, erva doce, hortelã) (1 xícara) ou Vitamina de frutas (1 copo de requeijão) Pão francês 1 unidade Pão de forma tradicional/integral (2 fatias) ou pão francês integral (1 unidade) ou torrada tradicional/integral (4 unidades) ou tapioca (4 colheres de sopa rasa) ou cuscuz (6 colheresde sopa) ou biscoito de arroz integral (5 unidades) Ovos mexidos 2 unidades Dica: o preparo dos ovos pode ser variado (mexido, cozido ou omelete) Patê de frango ou atum (2 colheres de sopa) ou queijo muçarela (2 fatias) ou queijo minas (2 fatias médias) ou requeijão light (1 colher de sopa) Lanche da Manhã 10:00h Misto quente 1 unidade Pão francês com patê de frango/atum (1 unidade) ou wrap saudável com queijo branco (1 unidade + 1 fatia média) ou Bolinhos de legumes (2 unidades) ou Bolinhos de quinoa com legumes (4 unidades) ou Bolinho de espinafre e queijo (4 unidades) ou Bolinhas de frango com batata doce (4 unidades) ou Bolinhos de abóbora (3 unidades) Frutas ½ unidade Podendo ser a fruta da sua preferência ou suco natural dela, sem adição de açúcar Almoço 13:00h Jantar 19:00h Legumes e hortaliças cozidas Escolha de duas a três opções Beterraba cozida (1 colher de servir) ou cenoura cozida (1 colher de servir) ou chuchu refogado (1 colher de servir) ou abobrinha refogada (1 colher de servir) ou couve-flor refogada (1 colher de servir) ou couve refogada (1 colher de servir) ou espinafre refogado (1 colher de servir) ou repolho refogado (1 colher de servir) Arroz branco bem cozido 4 colheres de sopa Purê de mandioca/ mandioquinha/batata doce/inhame/cenoura/abóbora/cará (½ colher de servir) ou mandioca/ mandioquinha/batata doce/inhame/cenoura/cará bem cozidos (3 a 4 unidades) ou Espaguete de abobrinha/palmito/cenoura (2 colheres de servir) ou polenta cremosa (2 ½ colheres de servir) ou macarrão (2 colheres de servir) Feijão ou caldo de feijão 1 concha Feijão preto (1 concha) ou grão de bico cozido (1 concha) ou lentilha cozida (1 concha) Podendo ser em forma de caldo sem grão Filé de frango 2 filés médios Filé de frango grelhado (1 filé médio) ou frango desfiado (4 colheres de sopa) ou carne moída (4 colheres de sopa) ou filé de peixe grelhado (1 unidade média) ou hamburguer de patinho caseiro (1 unidade) ou omelete (2 ovos) ou ovos cozidos/mexidos (2 unidades) ou sobrecoxa assada (1 unidade grande) Lanche da Tarde 15:00h Pão de aveia com pasta de frango/atum 1 unidade Panqueca de milho com húmus de grão de bico (1 unidade) ou Pão de batata com frango desfiado com requeijão light (1 unidade) ou Panqueca de Banana (1 unidade) ou Wrap saudável com ricota light (1 unidade) ou Crepioca de legumes (1 unidade) ou Bolinhos de abóbora (3 unidades) ou biscoito de polvilho (5 unidades) ou biscoito de arroz (4 unidades) Café preto sem açúcar 1 xicara Café com leite integral/desnatado (1 xícara) ou Chás claros (camomila, erva doce, hortelã, erva cidreira) (1 xicara) Ceia 21:00h Frutas 1 unidade Abacaxi (1 fatia média) ou Maçã (1 unidade) ou banana (1 unidade) ou Goiaba (1 unidade) ou tangerina (1 unidade) ou Laranja (1 unidade) ou Morango (6 unidades) ou Uvas (10 unidades) ou Melão (1 fatia) Mamão papaya (½ unidade) ou kiwi (1 unidade) Iogurte natural 1 unidade Iogurte de frutas (1 unidade) ou granola (1 colher de sopa) ou Psyllium (2 colheres de sopa ao dia) ou aveia farelo/flocos (1 colher de sopa) ou mel (1 colher de sopa) ou chia (1 colher de sopa) ou farinha de linhaça (1 colher de sopa) Discussão e Diagnóstico do Estado Nutricional do Paciente: Segundo os resultados obtidos através da antropometria do paciente, na primeira consulta, a classificação do estado nutricional através do imc, foi constatado que sua classificação está em Obesidade Grau I e com um grande risco para doenças cárdio vasculares, com a sua circunferência abdominal acima de 100 cm. Não foi possível calcular as somatórias das 4 dobras, pois o paciente se encontra com uma hernia umbilical enorme, dificultando a medição da Dobra Cutânea Supra ilíaca (PCSI). Conduta e Prescrição Nutricional: De primeiro momento, o paciente foi orientado a melhorar a sua alimentação e organizar sua rotina de acordo com o horário de trabalho, onde ele passa grande parte da tarde dirigindo. Foi orientado a, quando fizer refeições fora de casa, ou levar lanches ou escolher sempre a comida do qual possa se servir e de fontes confiáveis dele. Foi solicitado que trouxesse os exames mais recentes. 1. Prescrição Dietoterápica: A dieta do paciente foi realizada de acordo com as informações adquiridas durante o momento da consulta. Para a adequação do valor total da dieta, foram utilizadas as seguintes fórmulas: Fórmula do cálculo do Gasto Energético Total, segundo gênero, idade (a partir dos 19 anos), nível de atividade física (NAF), peso corporal, estatura e classificação de IMC de sobrepeso e obesidade. Fator de Atividade Física: O fato utilizado foi de 1,0 (sedentário), pois ele não faz nenhum exercício físico durante o dia ou a semana, dados momentos, passa12 horas dirigindo entre Santos e São Paulo. GET = 1.086 – (10,1 x idade (anos)) + NAF x (13,7 x peso (kg)) + 416 x altura (m)) GET = 1.086 – (10,1 x 55) + 1,0 x (13,7 x 89) + 416 x 1,66 GET = 1.086 – 555,5 + 1,0 x 1.219,3 + 690,56 GET = 530,45 + 1.219,3 + 690,56 GET = 2.440,31 Kcal Institute of Medice, 2002 Fórmula Revisada de Harris Benedict para homens: TMB = 88,362 + (13,397 x peso (kg)) + (4,799 x altura (cm)) – (5,677 x idade) TMB = 88,362 + (13,397 x 89) + 4,799 x 166 – 5,677 x 55 TMB = 88,362 + 1.192,33 + 796,63 – 312,23 TMB = 2.077,32 = 312,23 TMB = 1.765,09 Kcal Fonte: Harris Benedict Atualizada PTN = 89 kg x 1,2g = 106,8g 1.700 kcal ---- 100% 106,8 x 4 kcal = 427,2 kcal 427,2 kcal ----- x 1.700 x = 427,2 x 100 1.700 x = 42.720 X = 42.720 = 25,1 % 1.700 LiP = 30% 1.700 kcal ---- 100% X ------30% 510 kcal = 56,6g 100 x = 1.700 x 30 9 kcal 100 x = 51.000 X = 51.000 = 510 Kcal 100 CHO = 45% 1.700 kcal ----- 100% X ----- 45% 765 kcal = 191,25g 100 x = 1.700 x 45 4 kcal 100 x = 76.500 X = 76.500 = 765 kcal 100 Fonte: Fórmula de Bolso A distribuição dos Macronutrientes e Micronutrientes – Dieta de 1.700 kcal Macronutrientes Energia 1.700 kcal Proteina 106,8g 427,2 kcal 25,1% Carboidratos 191,2g 510 kcal 30% Lipídios 56,6g 765 kcal 45% Fonte: Dris Micronutrientes Gord. Saturada 9,93g Vitamina C 130,21mg Gord. Monoinsaturada 12,43g Vitamina B1 1,76mg Gord. Polinsaturada 12,64g Vitamina E 19,12mg Colesterol 685,9g Vitamina B6 4,06mg Fibra 23,31g Vitamina D 1,14mg Sódio 3.813,74mg Potássio 4.342,29mg Cálcio 838,73mg Magnésio 450,89mg Zinco 10,09mg Selênio 130,77mg Vitamina A 1838,27mg Folato 308,47mg Fonte: Sofware EasyDiet Conclusão do Tratamento Dietoterápico Em conclusão, para o paciente P.A.M., diagnosticado com Retocolite Ulcerativa (RCU) e hipertensão arterial, uma abordagemdietoterápica cuidadosa é essencial para melhorar sua qualidade de vida e controlar suas condições médicas. A dieta deve ser adaptada para minimizar a inflamação intestinal, evitar alimentos desencadeantes de sintomas da RCU e promover a perda de peso saudável para reduzir o risco cardiovascular. Recomenda-se uma dieta balanceada, rica em fibras, vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras, com restrição de gorduras saturadas, açúcares refinados e alimentos processados. Além disso, o paciente deve receber acompanhamento nutricional regular para monitorar seu progresso, ajustar a dieta conforme necessário e garantir que ele esteja recebendo todos os nutrientes essenciais. A coordenação com a equipe médica é fundamental para um tratamento integrado e abrangente. Com essa abordagem multidisciplinar, o paciente P.A.M. pode alcançar uma melhora significativa em sua saúde nutricional e bem-estar geral. Considerando o quadro clínico do paciente a dieta ideal deve ser adaptada para atender às necessidades específicas de sua condição médica, a dieta deve ser Normoproteica onde irá fornecer uma quantidade adequada de proteínas para as necessidades individuais do paciente, sem excessos. Normocalorica, para fornecer energia adequada para as necessidades do corpo sem excessos. O paciente apresenta obesidade, é importante controlar a ingestão calórica para promover a perda de peso saudável e reduzir o risco cardiovascular. Normolipidica, fornecendo uma quantidade adequada de gorduras, incluindo ácidos graxos essenciais, sem exceder as recomendações diárias. No caso do paciente P.A.M., que apresenta risco cardiovascular devido à obesidade e hipertensão arterial, é importante limitar a ingestão de gorduras saturadas e trans, que podem aumentar o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares. Em vez disso, deve-se enfatizar o consumo de gorduras insaturadas, como aquelas encontradas em peixes, nozes, sementes e abacate. Normoglicidica, fornecendo uma quantidade adequada de carboidratos, sem excessos, como grãos integrais, legumes e vegetais, que são digeridos mais lentamente e não causam picos de glicose no sangue. Isso é particularmente importante para pacientes com RCU, pois alimentos ricos em açúcares refinados podem aumentar a inflamação intestinal e piorar os sintomas Portanto, a dieta do paciente P.A.M. deve ser cuidadosamente planejada para garantir que seja normoproteica, normocalórica, normolipídica e normoglicídica, atendendo às suas necessidades específicas de saúde e promovendo uma melhor qualidade de vida. É fundamental que ele receba acompanhamento nutricional regular para monitorar seu progresso e fazer os ajustes necessários na dieta conforme sua condição médica. Orientações Nutricionais: Planeje as refeições: Dedique um tempo para planejar suas refeições com antecedência, incluindo opções nutritivas e adequadas para sua condição. Isso ajudará a evitar escolhas alimentares impulsivas e garantirá uma dieta equilibrada ao longo do dia. Alimentação Regular: Tente manter uma rotina regular de alimentação, comendo em intervalos regulares ao longo do dia. Isso pode ajudar a controlar os sintomas da RCU e manter os níveis de energia estáveis. Inclua alimentos ricos em fibras: Priorize o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais, legumes e grãos integrais. As fibras podem ajudar a regular o trânsito intestinal e melhorar a saúde digestiva. Hidratação: Mantenha-se bem hidratado ao longo do dia, bebendo água regularmente. A hidratação adequada é importante para a saúde intestinal e pode ajudar a prevenir a constipação, um sintoma comum da RCU. Atenção aos sinais do corpo: Esteja atento aos sinais do seu corpo e como diferentes alimentos afetam seus sintomas. Faça ajustes na sua dieta conforme necessário, evitando alimentos que desencadeiem desconforto ou piora dos sintomas da RCU. Controle da ansiedade: Encontre maneiras saudáveis de lidar com a ansiedade, como praticar técnicas de relaxamento, meditação, exercícios físicos ou hobbies que tragam prazer. O estresse e a ansiedade podem desencadear ou piorar os sintomas da RCU, portanto, é importante encontrar formas eficazes de gerenciá-lo. Pratique atividade física: Procure incluir atividades físicas regulares em sua rotina, conforme permitido pelo seu estado de saúde. A atividade física pode ajudar a promover a saúde digestiva, controlar o peso e reduzir o risco cardiovascular associado à hipertensão arterial. Supervisão continua: Mantenha um acompanhamento regular com seus profissionais de saúde, incluindo seu gastroenterologista e nutricionista. Eles podem fornecer orientações personalizadas e ajustar seu plano de tratamento de acordo com suas necessidades individuais. REFERENCIAS Academy of Nutrition and Dietetics. (2017). Nutrition Care Process and Model: ADA Evidence Analysis Library. Escott-Stump, S. (Ed.). (2015). Nutrition and Diagnosis-Related Care. Lippincott Williams & Wilkins. Mahan, L. K., & Raymond, J. L. (Eds.). (2016). Krause's Food & the Nutrition Care Process. 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