Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

História da psicologia no sistema de
saúde pública
A presença da psicologia no sistema de saúde pública no Brasil remonta às décadas de 1970 e 1980,
quando profissionais da área começaram a ser inseridos em equipes multidisciplinares nos serviços de
saúde. Esse movimento acompanhou uma transformação mais ampla no modelo de atenção à saúde,
com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a adoção de uma abordagem integral e humanizada
do cuidado.
Inicialmente, os psicólogos atuavam predominantemente em hospitais e ambulatórios, voltados
principalmente para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Ao longo dos anos, sua
atuação foi ampliada para outros níveis de atenção, como a atenção básica e os centros de atenção
psicossocial (CAPS), buscando abranger uma gama mais diversa de demandas em saúde mental e
psicossocial.
A consolidação da psicologia no SUS foi impulsionada por políticas públicas, como
a Política Nacional de Saúde Mental, que reconheceu o papel fundamental dos
psicólogos na promoção da saúde e na prevenção e tratamento de transtornos
mentais. Além disso, a implementação da Estratégia Saúde da Família, com sua
abordagem comunitária e integral, também contribuiu para a maior inserção dos
profissionais de psicologia no sistema público de saúde.
Atualmente, a psicologia se faz presente em diversos níveis e serviços do SUS, atuando em conjunto
com outras áreas da saúde para oferecer uma atenção integral e humanizada aos usuários. Esse
processo de consolidação da psicologia no sistema público de saúde reflete a compreensão gradual da
importância dos aspectos psicológicos e sociais na determinação do processo saúde-doença.
Princípios da Política Nacional de Saúde
Mental
A Política Nacional de Saúde Mental no Brasil é orientada por uma série de princípios fundamentais que
visam garantir o acesso universal e integral aos serviços de saúde mental, com foco na valorização da
dignidade humana, autonomia e cidadania das pessoas em sofrimento psíquico.
Desinstitucionalização e Desospitalização: Prioridade para serviços de base comunitária e
substitutivos à internação psiquiátrica tradicional, promovendo a reintegração social das pessoas
com transtornos mentais.
1.
Universalidade e Equidade: Acesso gratuito e igualitário aos serviços de saúde mental,
independentemente de raça, gênero, idade ou condição socioeconômica.
2.
Intersetorialidade e Integralidade: Integração das ações de saúde mental com outras políticas
públicas, como assistência social, educação, trabalho e justiça, garantindo atenção integral às
necessidades dos usuários.
3.
Respeito à Diversidade e à Não Discriminação: Reconhecimento da diversidade cultural, étnica, de
gênero, orientação sexual e outras, visando eliminar qualquer forma de estigma e preconceito.
4.
Participação Social e Controle Democrático: Envolvimento da comunidade, familiares e usuários na
gestão e no monitoramento dos serviços de saúde mental.
5.
Esses princípios norteiam a atuação dos profissionais de saúde mental, incluindo os psicólogos, na
construção de uma rede de atenção psicossocial inclusiva, humanizada e orientada à reabilitação
psicossocial e à promoção da saúde mental da população.

Mais conteúdos dessa disciplina