Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FACENS - Fichamento 1 
Entregue em: 27/03/2024 
Aluno: Isabella da Silva Almeida (graduação, Arquitetura e Urbanismo) 
RA: 223423 
Texto: Capítulo I e IV “A Condição Pós Moderna”, David Harvey 
Disciplina: AQ504TUM1 - Teoria e História da Arquitetura IV 
Docente: Marco Antonio Leite Massari 
 
FICHAMENTO 
- A narrativa reflete mudanças na abordagem dos problemas urbanos e Raban oferece 
em seu livro "Soft City", uma visão pessoal da vida em Londres nos anos 70, querendo 
mostrar uma visão diferente da vida naquela época. 
- O texto tem uma importância que transcende o mero relato histórico, pois foi 
concebido durante um período de transição na abordagem dos problemas urbanos, 
tanto nos círculos populares quanto acadêmicos. Este texto foi precursor de um novo 
tipo de discurso que ajudou a disseminar termos como "gentrificação" e "yuppie" na 
descrição da vida urbana. 
- Contrapõe a ideia de uma cidade rigidamente estratificada à visão da cidade como um 
"empório de estilos" em constante mudança. 
- Raban desafiou a ideia de que a cidade estava sendo dominada pela racionalização, 
recusa a concepção de uma cidade rigidamente dividida por ocupação e classe, 
apresentando um cenário caracterizado pelo individualismo e empreendedorismo, onde 
a distinção social é largamente influenciada pela posse e pela aparência. 
- Os pós-modernistas veem o espaço urbano como algo independente e autônomo, 
moldado por objetivos estéticos, em contraste com a visão modernista de espaço 
moldado para propósitos sociais. 
- O autor aponta para uma tensão entre a liberdade proporcionada pela cidade e a 
vulnerabilidade à psicose e ao totalitarismo. 
- Ele achava que a cidade era mais sobre imagens e sinais do que sobre produção em 
massa. O autor destaca a plasticidade da identidade pessoal na cidade, onde os 
habitantes têm uma liberdade relativa para moldar sua própria imagem e assumir 
diferentes papéis. 
-No entanto, ele reconhece que essa liberdade também traz desafios, como a ameaça 
da violência urbana e a dificuldade em decifrar os códigos sociais. 
- A obra reflete influências do pós-modernismo, especialmente em sua ênfase na 
pluralidade, na fragmentação e na rejeição dos padrões de realidade ou 
“metanarrativas”. Ele questiona a ideia de uma história humana universal e enfatiza a 
diversidade de estilos de vida e linguagens. 
O ambiente construído é considerado um elemento vital na experiência urbana, sendo a 
arquitetura e o projeto urbanos vistos como linguagem que comunica valores e 
significados. 
- O pós-modernismo é caracterizado por uma reação a esse modernismo, enfatizando a 
irreverência, a heterogeneidade e a fragmentação em contraste com a busca por 
padrões e universalidade. 
- O texto considera o pós-modernismo como uma ruptura com o modernismo, 
especialmente no que diz respeito ao planejamento e desenvolvimento urbano. 
Enquanto o modernismo enfatizava grandes planos urbanos tecnologicamente racionais 
e eficientes, o pós-modernismo adota uma abordagem mais fragmentada, valorizando a 
diversidade e a história locais. 
- Esse movimento abraça um ecletismo de estilos arquitetônicos e busca ser sensível às 
tradições locais, gerando formas arquitetônicas altamente personalizadas. 
-Apesar das críticas, reconhece-se que as soluções modernistas para os desafios pós-
guerra contribuíram para reconstruir rapidamente as cidades e melhorar as condições 
de vida, mas também resultaram em padronização e uniformidade. 
O texto expõe as críticas de Jane Jacobs à reconstrução urbana do pós-guerra, 
destacando sua visão de que muitos projetos arquitetônicos e urbanos foram 
desastrosos para as cidades, resultando em habitações de baixa qualidade, centros 
culturais inadequados e vias expressas que desfiguravam o ambiente urbano. 
- É enfatizado a importância das novas tecnologias na libertação dos arquitetos e 
planejadores urbanos das restrições do passado, possibilitando uma abordagem mais 
flexível e adaptável à diversidade urbana. 
-Em suma, o pós-modernismo na arquitetura e no planejamento urbano reflete uma 
mudança de paradigma em relação ao modernismo, o novo movimento surge como uma 
resposta a essas muitas críticas, buscando formas de expressar a diversidade urbana e 
criticando a tendência dos planejadores de impor uniformidade e ordem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resenha Crítica 
Soft City, de Jonathan Raban, é uma obra que mergulha nas complexidades da vida 
urbana de Londres nos anos 70, oferecendo uma narrativa profundamente pessoal e ao 
mesmo tempo acadêmica sobre o tema. Raban apresenta a cidade como um espaço 
vibrante e em constante transformação, desafiando visões anteriores de uma Londres 
desprovida de vida e monótona como há na imaginação. Ele argumenta vigorosamente 
contra a noção de uma cidade rigidamente estratificada por ocupação e classe, 
enfatizando em vez disso a importância do individualismo e do empreendedorismo na 
formação da identidade urbana. 
É notado em Soft City uma antecipação do pós-modernismo como uma força cultural e 
intelectual emergente. Raban questiona as metanarrativas e destaca a diversidade de 
estilos de vida e linguagens na cidade, refletindo influências do pensamento pós-
moderno. Ele não apenas descreve a cidade como um espaço físico, mas também como 
um palco para a representação das identidades e individualidades. 
Entretanto, pode ser criticado por sua visão às vezes idealizada da cidade e por sua falta 
de consideração de questões como desigualdade social e exclusão urbana, que são 
assuntos emergentes. Raban tende a retratar a cidade como um espaço de 
oportunidades ilimitadas, sem abordar com a importância necessária as barreiras e 
desigualdades que muitos habitantes urbanos enfrentam. 
O capítulo 2 “Passagem Da Modernidade À Pós-Modernidade” oferece uma análise 
perspicaz sobre os fatores econômicos, ideológicos e tecnológicos que influenciaram a 
arquitetura pós-moderna, além de trazer à tona importantes críticas ao movimento 
modernista e seus desdobramentos urbanos. Inicia contextualizando a influência dos 
custos e da eficiência na arquitetura, destacando sua importância, especialmente para 
as populações menos favorecidas, coisa que não é vista em Soft City. 
No texto, o autor aponta para a influência poderosa do capital corporativo na moldagem 
das paisagens urbanas, destacando como monumentos e edifícios emblemáticos muitas 
vezes serviram como expressões de poder e status, em vez de atender às necessidades 
reais das comunidades. 
Além disso, uma das contribuições mais significativas do texto é a revisitação das críticas 
de Jane Jacobs à reconstrução urbana do pós-guerra. Ao destacar os problemas gerados 
por projetos urbanos mal concebidos, como habitações de baixa qualidade e centros 
culturais inadequados, onde o autor reforça a importância de uma abordagem mais 
sensível à diversidade e complexidade das cidades. 
Portanto, a crítica trazida pelo texto, especialmente através das obras de Jacobs, ressalta 
os problemas resultantes da falta de compreensão das cidades por parte dos 
planejadores urbanos, e aponta para a alienação e inadequação de projetos 
habitacionais e culturais, que muitas vezes resultam em espaços desolados e 
desprovidos de vitalidade urbana.

Mais conteúdos dessa disciplina