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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa. O material didático no ensino de língua estrangeira: definições,
modalidades papéis. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades, v. 8, n. 30, p. 1-14, 2009.
Conceitos Comentários
(compreensão da leitura)
Definição de materiais
didáticos
● “Tomlinson ([1998] 2004c:
xi) define como material
didático “qualquer coisa
que ajude a ensinar
aprendizes de línguas”.”
(p. 4)
● “Em trabalho posterior,
Tomlinson ([2001] 2004f:
66) define o material
didático como “qualquer
coisa que possa ser
usado para facilitar a
aprendizagem de uma
língua”.” (p. 4)
● “Salas (2004, p. 2), de
forma similar a Tomlinson,
define os materiais como
“qualquer coisa
empregada por
professores e alunos para
facilitar a aprendizagem”.”
(p. 5)
● “Na definição de
Tomlinson ([2001] 2004f),
os materiais seriam
instrumentos mais
diretamente a serviço dos
professores, ao passo que
a definição proposta por
Salas (2004) indicaria os
materiais a serviço tanto
de professores e dos
alunos. Faz-se pertinente
salientar que as relações
entre os materiais, os
professores e as
tarefas/conteúdos de
ensino são dinâmicas,
influenciando-se
continuamente, conforme
De acordo com as definições
trazidas por Vilaça, pode-se
compreender que o material
didático tem por objetivo facilitar,
apoiar o ensino/aprendizagem de
conteúdos. Para tal, o material
pode ser empregado tanto por
professor quanto por alunos e
deve auxiliar tanto um, como o
outro de modo contínuo. Isto é, o
material didático pode ser
auxiliador tanto do ensinar,
quanto do aprender, pois estão
ambos interligados.
Assim, o material didático não é
somente o livro didático, mas
também: atividades fotocopiadas
pelo professor, resumos, vídeos,
CDs, atividades elaboradas pelo
professor, apresentações em
slides, etc.
discutido em Holden &
Rogers (2002), Harmer
(2003) e Malley, ([2001]
2004) e Freitas (2008).”
(p. 5)
Destaque dos LDs ● “Embora o papel
prestigiado do livro
didático, retratado nas
discussões teórica e nas
pesquisas, seja
perfeitamente
compreensível, devido
ao seu amplo emprego, é
preciso cuidado para que
isto não promova uma
compreensão estreita
sobre o que seja um
material didático.” (p. 6)
● “...como o
ensino-aprendizagem de
línguas tem sofrido, de
uma maneira ou de
outra, a influência do
LD2, era de se esperar
que os linguistas
aplicados lhe
concedessem um espaço
grande nos seus estudos
e nas revistas da área.
Cabe lembrar aqui que,
não raro, o(s) livro(s)
didático(s)
corresponde(m) à única
fonte de consulta e de
leitura dos professores e
dos alunos...(
CORACINI, 1999b, p.17)”
(p. 6)
Vilaça aborda o destaque que o
livro didático (LD) normalmente
recebe ao se falar de material
didático. Segundo o autor, isso
ocorre por fatores como: a
publicação do livro didático por
uma editora, por ele ser objeto de
discussões e pesquisa de muitos
pesquisadores - e também pela
falta de pesquisa e discussão
acerca do material didático em
sua forma ampla. Além disso,
outro ponto discutido pelo autor, é
que o livro didático é, muitas
vezes, tido como o norteador das
aulas em várias escolas (e até
como a metodologia das
escolas), enquanto os outros
materiais acabam como
“suportes”, ou “extras”, ou sequer
são ganham espaço na sala de
aula.
Papéis dos MDs 1. “Conforme foi discutido
anteriormente, a função
básica de um material
didático é auxiliar o
processo de
ensino/aprendizagem
(DUBIN & OLSHTAIN,
1996; HARMER, 2003;
Novamente, Vilaça retoma o
conceito de MD e destaca sua
função como auxiliador do
ensino/aprendizagem. Isto é, o
material como ferramenta que
pode contribuir para que o
ensino-aprendizagem ocorra de
modo prazeroso, bem-sucedido e
SALAS, 2004;
TOMLINSON, [1998]
2004c, TÍLIO, 2008,
entre outros).” (p. 7)
2. “Cunningsworth (1995, p.
7) defende que o livro
didático tem “múltiplos
papéis”:
● Recurso para a
apresentação de
materiais (falado e
escrito)
● Fonte de atividades
para prática do aluno
e interação
comunicativa
● Fonte de referência
para os alunos sobre
gramática,
vocabulário,
pronúncia, etc
● Programa de ensino
● Recursos para uma
aprendizagem
autodirecionada ou
trabalho de
auto-acesso
● Suporte para os
professores menos
experientes que
ainda precisam
adquirir confiança” (p.
7)
3. “Enquanto fonte de
referência
(CUNNINGSWORTH,
1995), autores
reconhecem que, no
ensino de línguas
estrangeiras, há uma
grande valorização de
materiais elaborados e
produzidos em países na
qual a língua-alvo é
falada como língua
materna (HOLDEN &
ROGERS, 2002; TILIO,
2008).” (p. 8)
de forma significativa e rápido, se
possível.
Em seguida, Vilaça apresenta os
papéis do livro didático segundo
Cunningsworth (1995) e
questiona alguns desses tópicos.
Para Vilaça, é questionável que
se coloque o livro como único
recurso e fonte de atividades,
visto que o livro didático por si só
é, geralmente, bastante limitado
em quantidade e qualidade.
Assim, é necessário que tanto
professor, quanto aluno saibam
que o LD não detém toda a
informação existente sobre
determinados assuntos e que
dependerá do professor e do
aluno aprofundar-se nesses
conhecimentos. Para tal, o
professor deverá sempre avaliar
a necessidade de se trazer outros
materiais para aprofundamento,
adaptar o conteúdo trazido.
Outro ponto questionado por
VIlaça é a de que o autor do LD
deve decidir o que abordar ou
não em um livro e que se deve
empregar outros materiais junto
do livro didático, de modo a
enriquecer a prática pedagógica.
Em seguida, Vilaça critica a
grande valorização que muitas
vezes se dá aos materiais e
autores de dos países na qual a
língua-alvo é falada como a
língua materna. O autor justifica
que a exclusão das demais
nacionalidades, é como
afirmarmos falta de qualidade
nelas - como se apenas o país
em que a língua-alvo é falada
tivesse valor.
4. “Assim, conforme
apontado em Coracini
(1996c), os livros
didáticos podem
contribuir para a
transmissão de
ideologias vigentes.” (p.
9)
5. “A relação entre livros
didáticos e programas de
ensino é bastante
estreita (DUBIN &
OLSHTAIN, 1986;
CUNNINGSWORTH,
1995; SHELDON, 1988;
HARMER, 2003; SALAS,
2004). Salas (2004, p. 3)
afirma que o livro
didático e o programa de
ensino constituem a
espinha dorsal de um
curso de línguas.” (p. 9)
“Sheldon (1988) destaca
que o livro didático é a
coração visível de um
programa de ensino de
língua inglesa.” (p. 10)
“Esta prática colabora
para a metáfora da
regência do livro
discutida em Souza
(1999b, p. 94 e 95) e
Freitas (2008). As
pesquisadoras apontam
que, em alguns
contextos, espera-se que
o professor atue de
forma semelhante a um
regente, condutor ou
controlador do livro
didático. Reforçando esta
posição, Holden e Roger
(2002) afirmam que o
livro didático é a forma
de material que mais
influencia os
Logo após, o autor cita Coracini
(1996c) para afirmar que, além de
tudo, livros didáticos podem
contribuir com a transmissão das
diferentes ideologias. Assim,
materiais de diferentes lugares
transmitirá diferentes ideologias,
culturas, expressões, etc; além
de representatividade linguística.
Em seguida, Vilaça afirma que,
muitas vezes, o livro didático é
tido como a metodologia de
ensino das escolas e que o
professor fica preso somente ao
livro. O autor, inclusive, menciona
que o professor acaba agindo
como um “condutor” ou “regente”
do livro por conta disso. Logo, ele
aborda a necessidade de que o
professor enxergue o LD como
um suporte e que tenha a
liberdade para aprimorar sua
prática pedagógica com outros
materiais didáticos, com outros
recursos. O livro não deve ser o
fio condutor do
ensino-aprendizagem, mas um
auxiliador. Para tal, é necessário
que seja autônomo e ativo e se
promova um ambiente de
aprendizado também autônomo e
ativo para o aluno, em que ele
possa participar das aulas e
aprenda a aprender.
O autor conclui o artigo,
afirmando que é necessário que
hajam mais discussões e estudos
acerca do que é material didático
e como ele pode cooperar com a
prática pedagógica.
professores.” (p.10)
6. ““Essa preocupação com
o desenvolvimento do
aprendizado autônomo é
particularmente
importante,
considerando-seque
estaremos
desenvolvendo, então, o
aprender a aprender,
suporte para um melhor
resultado da
aprendizagem não só na
área de línguas, mas em
diferentes campos de
conhecimento.”
(NICOLAIDES &
FERNADES, 2003: 48)”
(p. 10)

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