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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
FACULDADE DE DIREITO
DEPARTAMENTO DE DIREITO DO ESTADO
Curso: DIREITO ADMINISTRATIVO
Professor(es): Marcos Augusto Perez
ESTUDO DIRIGIDO 8: BENS PÚBLICOS
NOME DO ALUNO:........................................................................................................
NÚMERO USP: ......................................................................................................
GRUPO (Nome do Monitor): ................................
Examine as ementas abaixo selecionadas de julgados do Supremo Tribunal Federal, o texto indicado para a semana, a CF e a legislação pertinente e responda às seguintes perguntas:
• RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. IMPENHORABILIDADE DE SEUS BENS, RENDAS E SERVIÇOS. RECEPÇÃO DO ARTIGO 12 DO DECRETO-LEI Nº 509/69. EXECUÇÃO. OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. À empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública, é aplicável o privilégio da impenhorabilidade de seus bens, rendas e serviços. Recepção do artigo 12 do Decreto-lei nº 509/69 e não-incidência da restrição contida no artigo 173, § 1º, da Constituição Federal, que submete a empresa pública, a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica ao regime próprio das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. 2. Empresa pública que não exerce atividade econômica e presta serviço público da competência da União Federal e por ela mantido. Execução. Observância ao regime de precatório, sob pena de vulneração do disposto no artigo 100 da Constituição Federal. Recurso extraordinário conhecido e provido. (RE 220906, Relator(a):  Min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, julgado em 16/11/2000, DJ 14-11-2002 PP-00015 EMENT VOL-02091-03 PP-00430)
• Taxa de uso e ocupação de solo e espaço aéreo. Concessionárias de serviço público. Dever-poder e poder-dever. Instalação de equipamentos necessários à prestação de serviço público em bem público. Lei municipal 1.199/2002. Inconstitucionalidade. Violação. Arts. 21 e 22 da CB. Às empresas prestadoras de serviço público incumbe o dever-poder de prestar o serviço público. Para tanto a elas é atribuído, pelo poder concedente, o também dever-poder de usar o domínio público necessário à execução do serviço, bem como de promover desapropriações e constituir servidões de áreas por ele, poder concedente, declaradas de utilidade pública. As faixas de domínio público de vias públicas constituem bem público, inserido na categoria dos bens de uso comum do povo. Os bens de uso comum do povo são entendidos como propriedade pública. Tamanha é a intensidade da participação do bem de uso comum do povo na atividade administrativa que ele constitui, em si, o próprio serviço público (objeto de atividade administrativa) prestado pela administração. Ainda que os bens do domínio público e do patrimônio administrativo não tolerem o gravame das servidões, sujeitam-se, na situação a que respeitam os autos, aos efeitos da restrição decorrente da instalação, no solo, de equipamentos necessários à prestação de serviço público. A imposição dessa restrição não conduzindo à extinção de direitos, dela não decorre dever de indenizar. A CB define a competência exclusiva da União para explorar os serviços e instalações de energia elétrica (art. 21, XII, b) e privativa para legislar sobre a matéria (art. 22, IV). (RE 581.947, rel. min. Eros Grau, j. 27-5-2010, P, DJE de 27-8-2010, com repercussão geral.)
1) Qual a classificação de bens públicos adotada pelo Código Civil (considere, em especial, o disposto nos arts. 98 a 103) e quais os principais atributos dos bens públicos de acordo com a doutrina?
2) Os bens pertencentes às empresas públicas e às sociedades de economia mista são públicos ou privados? Você concorda com a posição do STF, no acórdão acima citado?
3) Há possibilidade de uso do viário urbano municipal (solo e subsolo) para instalação de redes de prestação de serviços públicos (p.ex., redes de distribuição de energia elétrica, de gás canalizado e de água, bem como de coleta de esgotos e de telecomunicações)? Esse uso deve ser gratuito?
4) João mora com sua família, há dez anos, em uma área de 125 metros quadrados na cidade de São Paulo. Como não possui o título de propriedade do imóvel, João procurou um advogado para “regularizar” a situação de sua moradia. Porém, ao realizar pesquisa no cartório de registro de imóveis competente, o advogado de João constatou que o referido imóvel é de propriedade da ECT – Correios. Nesse cenário é possível afirmar que João poderia obter o título de propriedade ou, eventualmente, algum direito de uso da propriedade para fins de moradia? A resposta seria a mesma se o imóvel pertencesse à Sabesp?
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