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Máquinas Ferramentas Forças e Potência de usinagem 1-Força de Usinagem •Força de Corte (Fc), Força de avanço (Ff) e Força Passiva (Fp) •Podem ser medidas de forma relativamente fácil durante a usinagem! •Dinamômetros: Extensômetros (strain gages) ou Piezoelétricos. Prof. Sérgio Rabelo2 1-Força de Usinagem Dinamômetros Fresadora Torno Prof. Sérgio Rabelo3 2-Forças de usinagem Relação entre as componentes da força de usinagem Prof. Sérgio Rabelo4 •Material da Peça: De uma maneira geral, quanto maior a resistência do material a usinar, maior a resistência ao cisalhamento nos planos de cisalhamento e, portanto maior a força de usinagem . •Material da ferramenta: A afinidade química do material da ferramenta com o material da peça pode promover um forte atrito na zona secundária e a força de usinagem poderá ser aumentada. Se a tendência for diminuir o atrito na interface (ferramentas revestidas), a força de usinagem será diminuída. •Geometria da ferramenta: O ângulo mais influente é o de saída. Uma redução deste ângulo tende a aumentar a área de contato cavaco-ferramenta e impor uma maior restrição ao escorregamento do cavaco por sobre a superfície de saída, aumentando a força de usinagem. •Estado de afiação da ferramenta: O desgaste da ferramenta de corte, pode alterar a geometria da ferramenta, porém o efeito maior é devido ao aumento da área de contato com o cavaco/peça com o crescimento do desgaste. Isto faz aumentar a força de usinagem. •Uso de fluído de corte: O uso de fluído de corte, como lubrificante, reduz a área de contato cavaco-ferramenta e diminui a força de usinagem. Quando prevalece uma ação refrigerante, pode aumentar a força de usinagem, por promover um aumento da resistência ao cisalhamento do material pela redução da temperatura. 2-Forças de usinagem Principais fatores que influenciam. Prof. Sérgio Rabelo5 •A força Fc na direção de corte, necessária para cortar uma área de cavacos de 1 mm² que possui uma espessura de 1 mm. •O valor ks é diferente para os seis grupos de materiais e também varia dentro de cada grupo. 3-Conceito: Pressão específica de corte kS P: Aço M: Aço Inox K: Ferro Fundido N: Não Ferrosos S: Super-Ligas H: Mat. Endurecidos Prof. Sérgio Rabelo6 Cálculo da Pressão Específica de Corte 3-Conceito: Pressão específica de corte A pressão específica de corte, Ks, é definida como a relação entre a força de corte, Fc, e a área da seção de corte, A: 𝐾𝑠 = 𝐹𝐶 𝐴 expressa em N/mm2 ou kgf/mm2 com A = ap . fn = b . h, nos casos de ferramentas sem arredondamento das pontas. A fn a p 𝑏 = 𝑎𝑝 𝑠𝑒𝑛𝐾𝑟 ℎ = 𝑓𝑛 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝐾𝑟 Largura equivalente: Espessura equivalente: Prof. Sérgio Rabelo7 f Ângulos da Ferramenta Geometria da Seção de corte Fatores que influenciam. 3-Conceito: Pressão específica de corte Prof. Sérgio Rabelo8 z = a/b KS KS0.4 KS1 0.4 1.0 Kienzle deduziu uma relação bastante precisa e simples: O valor ks1 é válido para uma pastilha neutra com um ângulo de saída, γ0= 0°; outros valores devem ser considerados para compensar isto. Onde z : coeficiente angular da reta Ks1: Pressão esp. corte unitária São os coeficientes propostos por Kienzle, obtidos de forma experimental. Correção da Pressão Específica de Corte em função da espessura do cavaco 3-Conceito: Pressão específica de corte KS = KS1 . h1-z Prof. Sérgio Rabelo9 3-Conceito: Pressão específica de corte Correção da Pressão Específica de Corte em função da variação de: •Ângulo de saída γ: para cada grau de diminuição ou aumento em relação ao γ utilizado nos ensaios para o levantamento do Ks1 tabelado, deve-se aumentar ou diminuir o valor em 1%. •Dureza do material: executar um ajuste proporcional para a dureza do material em relação à dureza do material utilizado nos ensaios para o levantamento do Ks1 tabelado. •Fluído de corte: Aplicar fatores de correção em função do tipo de fluído de corte empregado na usinagem. Em geral o levantamento do Ks1 é executado em ensaios de usinagem a seco, ou seja na pior condição de usinagem. Além destes, na literatura são apresentados outros fatores que podem ser considerados para correção: Vc, K, λ, raio de ponta da pastilha, desgaste na ferramenta e existência de quebra cavacos. Prof. Sérgio Rabelo10 4-Cálculo das Forças de Usinagem Relação de Kienzle para o cálculo da Força de Corte FC: FC = KS1 . h1-z . b Onde: • KS1: valor de pressão específica de corte na direção de Corte; • (1-z): coeficiente de correção para Fc em função da espessura do cavaco; • h é a espessura equivalente do cavaco; • b é a largura equivalente do cavaco. A fn a p 𝑏 = 𝑎𝑝 𝑠𝑒𝑛𝐾𝑟 ℎ = 𝑓𝑛 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝐾𝑟 Prof. Sérgio Rabelo11 Podemos estabelecer equações semelhantes às de Kienzle para o cálculo das forças de Avanço e Passiva (Profundidade): Força de Avanço Ff: Ff = Kf1 . h1-x . b Força Passiva Fp: Fp = Kp1 . h1-y . b Onde: Kf1 e Kp1 são os valores de pressão específica de corte na direção de avanço e profundidade, respectivamente; (1-x) e (1-y) são os coeficientes para força de avanço e profundidade. 4-Cálculo das Forças de Usinagem Prof. Sérgio Rabelo12 5- Potências de usinagem Uma máquina ferramenta consome potência para girar seu eixo-árvore e executar o movimento de corte junto com o movimento de avanço. Podemos estabelecer relações para as potências de corte e avanço em função das Fc , Ff , Vc e Vf : Potência de corte: Pc = Fc . Vc [kW] (3.7) 60.103 Para Fc em (N) e Vc em (m/min) Potência de avanço: Pf = Ff . Vf [kW] (3.8) 60.106 Para Ff em (N) e Vf em (mm/min) 𝑷𝑪 𝑷𝑭 = ~𝟏𝟒𝟎 Prof. Sérgio Rabelo13 Toda máquina de usinagem possui limitações de POTÊNCIA E TORQUE. No caso de uma máquina de usinagem multitarefa: •Potência do eixo árvore principal •Torque do eixo árvore principal •Potência do fuso de ferramentas acionadas •Torque do fuso de ferramentas acionadas Máquinas 6- OTIMIZAÇÃO de dados de corte em cálculos de usinagem Prof. Sérgio Rabelo14 Curvas de potência e torque de um motor elétrico: P P P Máquinas 6- OTIMIZAÇÃO de dados de corte em cálculos de usinagem Prof. Sérgio Rabelo15 6- Premissas e recomendações para OTIMIZAÇÃO de dados de corte em cálculos de usinagem a) Limite de uso da aresta de corte da pastilha ou inserto. • Usar o apmax quando disponível no catálogo. • Não sobrecarregar a aresta da pastilha. b) Limites de Vc e fn para uma determinada vida (T) de ferramenta. • Em geral nos catálogos T=15min. • Exemplo: fn 0,05 0,2 [mm/rot] Vc 650 440 [m/min ] *para outros valores de Vc interpolar Prof. Sérgio Rabelo16 6- Premissas e recomendações para OTIMIZAÇÃO de dados de corte em cálculos de usinagem c) Limitações da máquina. • Pdisp = PM . ηt • Mt = f(Máquina) d) Regras de máxima economia e máxima vida da ferramenta. • Usinar com o menor número de passes possível. • Utilizar o maior avanço possível. • Utilizar a maior profundidade de corte ap possível. e) Considerar quando possível o trabalho em regime de plena carga. • Trabalhar no intervalo de 50 a 90% PM. (depende da empresa) f) Ferramenta. • Usar o suporte-ferramenta mais conveniente ou o disponível no almoxarifado. • Usar a pastilha (inserto) mais conveniente ou o disponível no almoxarifado. Prof. Sérgio Rabelo17 6- Premissas e recomendações para OTIMIZAÇÃO de dados de corte em cálculos de usinagem g) Acabamento • Rugosidade é o parâmetro principal Prof. Sérgio Rabelo18 Exemplo de cálculo Máquina Ferramenta Torno CNC – 11 kW (rendimento 90%) – suporte 20x20 mm Operação: Torneamento de desbaste Material: Aço ABNT 1020 Dureza: 220 HB Ferramenta: Vida = 15 minutos, Raio de ponta = 0,8 mm Ângulo de posição = 95 Ângulo de saída = -6 Classe do material da ferramenta: P20 Profundidade decorte inicial = 2,5 mm 19 Prof. Sérgio Rabelo Desenho da peça 20 Prof. Sérgio Rabelo •Operação mais comum no fresamento; •Pode ser realizado usando uma ampla gama de diferentes ferramentas; •As fresas com um ângulo de posição de 45º são usadas com mais frequência; Faceamento 7- Força de corte e Potência no Fresamento Fresamento de perfil-Simples •O fresamento de perfis envolve o fresamento com múltiplos eixos de formatos côncavos e convexos em duas ou três dimensões; Prof. Sérgio Rabelo23 Dois métodos aplicados em geral: •Através da espessura média do cavaco (derivado de Kienzle); O mais empregado atualmente. •Momento torçor máximo Ambos podendo ser aplicados para: •Fresamento frontal ou de topo; •Fresamento tangencial 7- Força de corte e Potência no Fresamento Prof. Sérgio Rabelo24 fz vf Seção do cavaco i f Espessura do cavaco 8-Determinação teórica da pressão específica de corte no fresamento IMPORTANTE: •Cavaco IRREGULAR •h0 até hmax •FC=0 até FC=máx •NÃO CONTÍNUO Prof. Sérgio Rabelo25 fz ae ae ae ae ae m φ0 φ 8-Determinação teórica da pressão específica de corte no fresamento Espessura do cavaco hmax= fz . senϕ0 •O cálculo pelo hmáx leva a uma superestimativa de valores! •Devemos usar a média: hm Prof. Sérgio Rabelo26 fz vf Seção do cavaco i f Espessura MÉDIA do cavaco hm 8-Determinação teórica da pressão específica de corte no fresamento Pelo teorema do valor médio, temos que: h m ℎ𝑚 = ℎ.𝑑𝜑 𝜑𝑓 𝜑 𝑖 𝜑𝑓 − 𝜑𝑖 = 1 𝜑𝑓 − 𝜑𝑖 𝑓𝑧 . 𝑠𝑒𝑛𝐾𝑟 . 𝑠𝑒𝑛𝜑 𝑑𝜑 𝜑𝑓 𝜑 𝑖 Kr ap Prof. Sérgio Rabelo27 8-Determinação teórica da pressão específica de corte no fresamento Executando as substituições e simplificações adequadas chegamos em: •hm para o fresamento tangencial: •hm para o fresamento frontal ou de topo: ℎ𝑚 = 360 × 𝑓𝑧 × 𝑎𝑒 𝜋 × 𝜑𝑓 × 𝐷 ℎ𝑚 = 360 × 𝑓𝑧 × 𝑠𝑒𝑛𝐾𝑟 × 𝑏 𝜋 × 𝜑𝑓 − 𝜑𝑖 × 𝐷𝑀 A pressão específica de corte então será uma média: KSM = KS1corrig x hm -z Prof. Sérgio Rabelo28 9-Força de Corte e Potência de Corte no Fresamento De maneira geral a Força de Corte média e Potência de Corte média no fresamento em função da espessura média do cavaco é dada por: FCM = KSM x ap x ae [N] PCM = KSM x ap x ae x Vf [kW] 6 x 107 Onde: KSM dado em em N/mm2 ap: profundidade de corte em mm ae: largura de corte em mm Vf: velocidade de avanço dada por: Vf = n . fz . Zd em mm/min fz: avanço por dente da fresa em mm/dente Zd: número de dentes da fresa n: rotação da fresa em RPM Prof. Sérgio Rabelo29 Exemplo de cálculo Deseja-se estimar o esforço e potência de corte para o faceamento de uma superfície plana de uma peça que mede 200 mm x 150 mm, usando como ferramenta um cabeçote fresador de diâmetro 63 mm e seis arestas e ângulo de posição de 45º e ângulo de saída de -6º . Sabe-se que: O material é aço ABNT 4320 – HB = 175 A fresa avança transversalmente ao final da cada passada longitudinal de 0,6 vezes o seu diâmetro. Profundidade de corte = 2,5 mm Classe da Pastilha – P10 Prof. Sérgio Rabelo 30 E s c a re a d o r R e b a ix a d o r B ro c a d e c e n tr o B ro q u e a d o r B ro c a e s c a lo n a d a B ro c a c a n h ã o A la rg a d o r B ro c a c o m u m Alta Pressão Ligueta de arraste Diâmetro Comp. Canal Corpo Comprimento total Ângulo da ponta Diâmetro da broca Aresta Ângulo Lateral de Helice Haste de fixação Lingueta de extração Haste cônica Aresta Principal •A ferramenta mais empregada para a produção de furos cilíndricos é a broca helicoidal. Variações da operação de furação Rebaixo 10- OPERAÇÃO DE FURAÇÃO •A usinagem de furos com brocas é basicamente uma operação de desbaste, sendo utilizado em seguida a esta, outras operações para conferir as características de acabamento e precisão requeridas. Ângulo de ponta Prof. Sérgio Rabelo31 Brocas de metal duro Inteiriça 10- OPERAÇÃO DE FURAÇÃO Brocas Modernas: Broca de Insertos Broca de MD inteiriça Prof. Sérgio Rabelo32 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Força de Avanço e Momento torçor Para brocas com afiação normal, as forças e os momentos, que atuam na ferramenta podem ser de três origens: •a resistência do material ao corte pelas duas arestas principais. •a resistência ao esmagamento e corte do material pela aresta transversal. •o atrito entre a broca e o furo, e o atrito entre o cavaco e as superfícies de saída e do furo. Prof. Sérgio Rabelo33 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Velocidade de Corte e Força de Corte Vc máx Vc=0 A aresta transversal não tem capacidade de corte, promove o “esmagamento” do material na ponta. Fc máx Fc=0 Vc= n . π . D 1.000 D Prof. Sérgio Rabelo34 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Velocidade de Avanço e Força de Avanço Vf Vf Ff 1 Ff2 Ff = Ff1 + Ff2+ Ff3 Grande parcela da força de avanço se dá devido ao “esmagamento” do material na ponta. Ff3 Atrito Prof. Sérgio Rabelo35 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Força de Avanço Em termos percentuais a força de avanço Ff se divide em: • 40 a 50 % devido às arestas principais • 45 a 58 % devido à aresta transversal • 2 a 5 % devido ao atrito da aresta lateral e guia da broca Prof. Sérgio Rabelo36 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Momento Torçor Fc Fc •Admite-se que a distribuição da força de corte ao longo das duas arestas principais seja simétrica e desta forma o momento torçor para a furação em CHEIO será: FC D/2 D/4 Prof. Sérgio Rabelo37 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Momento Torçor Fc Fc D •Admite-se que a distribuição da força de corte ao longo das duas arestas principais seja simétrica e desta forma o momento torçor para a furação COM PRÉ-FURO será: d0 FC Prof. Sérgio Rabelo38 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Momento torçor Em termos percentuais o Momento torçor se divide em: •70 a 90 % devido às arestas principais •3 a 10 % devido à aresta transversal • 5 a 20 % devido ao atrito Prof. Sérgio Rabelo39 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Estimativa da força de corte 𝑏 = 𝑎𝑝 𝑠𝑒𝑛 𝜑 2 = 𝐷 2 × 𝑠𝑒𝑛 𝜑 2 ℎ = 𝑓𝑛 2 × 𝑠𝑒𝑛 𝜑 2 𝑏 = 𝑎𝑝 𝑠𝑒𝑛 𝜑 2 = 𝐷 − 𝐷0 2 × 𝑠𝑒𝑛 𝜑 2 ℎ = 𝑓𝑛 2 × 𝑠𝑒𝑛 𝜑 2 Sendo para Furação em cheio: E para Furação com pré-furo: FC = KS1 . h1-z . b Prof. Sérgio Rabelo40 11- CONDIÇÕES DE CORTE NA FURAÇÃO •Estimativa da força de corte Considerando broca normal com duas arestas de corte: •Teremos para furação em cheio a força em cada aresta dada por: •Em com pré-furo a força em cada aresta dada por: 𝐹𝑐 = 𝐾𝑠1. 𝐷 − 𝑑0 2 𝑠𝑒𝑛 𝜑/2 . 𝑓𝑛 2 . 𝑠𝑒𝑛𝜑/2 1−𝑧 𝐹𝑐 = 𝐾𝑠1 . 𝐷 2 𝑠𝑒𝑛 𝜑/2 . 𝑓𝑛 2 . 𝑠𝑒𝑛𝜑/2 1−𝑧 Prof. Sérgio Rabelo41 12- FORMULAÇÕES PARA ESTIMATIVAS DE USINAGEM FURAÇÃO A partir destas análises, vários pesquisadores propuseram formulações para estimativas de forças de avanço: •Kienzle •Kronenberg •Horst L.A. Daar •Spur •Sandvik, entre outros... •Estimativa da força de AVANÇO Prof. Sérgio Rabelo42