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Prof. Sérgio Rabelo
Máquinas Ferramenta
Introdução a Usinagem. Operações básicas
1
2
A USINAGEM é um dos processos de fabricação onde
através do arranque de CAVACO (material da peça)
podemos produzir com várias operações uma infinidade
de peças mecânicas com precisão dimensional, para que
atenda sua finalidade de uso.
Processos de Usinagem
3
Usinagem:
Vantagem: fabricação de produtos com alto 
grau de acabamento superficial e precisão.
Desvantagem: produtos com media resistência 
mecânica, necessitam de tratamento térmico.
Exemplos: eixos e engrenagens.
Processo de Usinagem
Fonte: Norelem (2018)
Prof. Sérgio Rabelo4
Classificação de peças usinadas
(a)com geometria de revolução, em geral eixos;
(b)sem geometria de revolução, um bloco ou uma peça plana;
Prof. Sérgio Rabelo5
Operações de Usinagem e Geometria da Peça
Cada operação de usinagem produz uma geometria
característica em virtude de dois fatores:
1. Movimentos relativos entre a peça e a ferramenta:
• Na geração, a geometria da peça é determinada
pela trajetória do avanço da ferramenta de corte.
2. Forma da ferramenta de corte:
• Na formação, a forma da peça é criada pela
geometria da ferramenta de corte.
Prof. Sérgio Rabelo6
Operações de Usinagem e Geometria da Peça
Geração de formas em usinagem:
(a) torneamento cilíndrico, (b) torneamento cônico, (c) torneamento
curvilíneo, (d) fresamento cilíndrico tangencial, e (e) fresamento de
um perfil com fresa de topo.
Groover (2014)
Prof. Sérgio Rabelo7
Operações de Usinagem e Geometria da Peça
Formação para criar formas em usinagem: 
(a) perfilamento radial, (b) furação, (c) roscamento no torno, e (d) 
ranhuramento.
Groover (2014)
(c) (d) 
Prof. Sérgio Rabelo8
Visão Geral da Tecnologia de Usinagem
Cada um desempenha um papel fundamental no processo!
Serão estudados individualmente para cada processo de usinagem.
Componentes constituintes de um processo de usinagem:
• Peça a ser usinada;
• Máquina de usinagem;
• Ferramenta de Usinagem.
• Condições de corte ou Parâmetros de usinagem
Prof. Sérgio Rabelo9
Visão Geral da Tecnologia de Usinagem
(c) 
(d) 
Para executar uma operação de usinagem, é necessário movimento 
relativo entre a ferramenta e a peça:
• Movimento primário: realizado a uma determinada velocidade de 
corte Vc associada a uma rotação n da peça ou ferramenta;
• Movimento secundário: a ferramenta deve ser movimentada de um 
lado a outro da peça. Esse percurso é percorrido de forma muito 
mais lenta e é chamado de avanço fn.
• A outra dimensão do corte é a penetração da ferramenta de corte 
abaixo da superfície original, chamada profundidade de corte ap.
A velocidade de corte, o avanço e a profundidade de corte, em 
conjunto, são chamados condições de corte e formam as três 
dimensões do processo de usinagem.
Prof. Sérgio Rabelo10
Processo de Torneamento
Processo de usinagem em que uma ferramenta monocortante
remove material da superfície de uma peça que gira.
• A ferramenta avança linearmente em uma direção paralela ao eixo de
rotação para gerar a geometria cilíndrica;
Vc
n
fn
ap
Prof. Sérgio Rabelo11
Processo de Torneamento
Processo de usinagem em que uma ferramenta monocortante
remove material da superfície de uma peça que gira.
• O torneamento é realizado em uma máquina-ferramenta denominada 
torno, que fornece a potência necessária para tornear a peça a uma 
determinada profundidade de corte em uma velocidade de rotação e 
taxa de avanço.
Torno Mecânico Tormax 30
Vídeo do Quickturn Mazak
Romi (2018)Mazak (2018)
https://www.youtube.com/watch?v=inrEnpOBi74
Prof. Sérgio Rabelo 12
Fonte: Sandvik (2018)
Ferramentas Modernas de Torneamento
Externo Canal
Roscar Suportes e 
Pastilhas
Suporte
Pastilha 
ou Inserto
13
v
c
v
f
ve
Movimentos que causam diretamente a retirada de cavaco 
na:
•Direção de corte: movimento de corte na direção 
instantânea da Vc.
•Direção de avanço: movimento de avanço na direção 
instantânea da Vf.
•Direção efetiva: movimento efetivo de corte na direção 
instantânea da Ve.
Processo de Torneamento
Movimentos e geometrias associados ao torneamento:
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo14
Processo de Torneamento
Movimentos e geometrias associados ao torneamento:
• VC: Velocidade de Corte em geral definida em m/min;
• fn: taxa de avanço ou simplesmente avanço definido em mm/rot;
• ap: profundidade de corte definida em mm;
Groover (2014)
V
C
ap
fn
15
Velocidade de corte (Vc ) é a velocidade instantânea do ponto de referência da aresta 
cortante da ferramenta, segundo a direção e o sentido do corte.
VC = π. d. n/ 1000 [m/min]
Onde:
d = diâmetro da peça ou da ferramenta em mm
n = número de rotações por minuto (rpm)
Velocidade de avanço (Vf) é a velocidade instantânea do ponto de referência da aresta 
cortante da ferramenta, segundo a direção e o sentido de avanço. 
Vf = fn . n [mm/min]
Onde:
fn = avanço em mm/rot (mm por rotação)
n = número de rotações por minuto
Velocidade efetiva de corte (Ve) é a velocidade instantânea do ponto de referência da 
aresta cortante da ferramenta, segundo a direção e o sentido efetivo 
do corte. É calculada VETORIALMENTE:
→ → →
Ve = VC + Vf [m/min] 
Velocidades no torneamento
Processo de Torneamento
Movimentos e geometrias associados ao torneamento:
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo16
Processo de Torneamento
Condições de corte no torneamento:
• O tempo para usinar de uma extremidade da peça até a outra no 
comprimento L em uma passada (i=1) é dado por:
𝑡𝐶 =
𝐿
𝑉𝑓
=
𝐿
𝑓𝑛 ∙ 𝑛
em que tC = tempo de corte, min; L = comprimento da peça, mm; fn = 
avanço, mm/rot e n = rotação, rpm.
V
C
ap
fn
*Na prática, uma pequena distância (folga – f0)
geralmente é somada ao comprimento da peça,
no início e final, para permitir a aproximação e
o afastamento da ferramenta. Quando não
informada considerar zero.
Prof. Sérgio Rabelo17
Processo de Torneamento
Condições de corte no torneamento:
• A taxa volumétrica de remoção de material (cavacos) é um importante 
indicador de produtividade e pode ser determinada pela seguinte equação:
𝜑𝑅𝑀 = 𝑉𝐶 ∙ 𝑎𝑝 ∙ 𝑓𝑛
em que φRM = taxa de remoção de material, em geral: mm3/min
*Ao utilizar essa equação, as unidades para fn são expressas 
simplesmente por mm; de fato, despreza-se o aspecto de rotação do 
torneamento. Além disso, deve-se tomar cuidado para assegurar que as 
unidades para a velocidade sejam consistentes com as de avanço e 
profundidade de corte.
Prof. Sérgio Rabelo18
Processo de Torneamento
Variações de processo no torno:
Groover (2014)
a) faceamento
b) torneamento cônico
c) torneamento 
curvilíneo
d) perfilamento radial
e) Chanframento
f) Sangramento
g) rosqueamento no 
torno
h) 
Broqueamento/Mandrilamento
i) Furação
j) Recartilhado
Prof. Sérgio Rabelo19
Processo de Torneamento
Exercício 1
Uma operação de torneamento é feita em uma peça cilíndrica de 200 mm de 
diâmetro e 700 mm de comprimento. A velocidade de corte é 120 m/min, 
avanço = 0,32 mm/rot, e a profundidade de corte = 0,80 mm. Determine: (a) 
rotação da peça, (b) velocidade de avanço, (c) o tempo de corte e (d) a taxa 
de remoção de material.
VC
ap
fn
Prof. Sérgio Rabelo20
Processo de Torneamento
Diagrama de um torno mecânico indicando seus principais componentes
Groover (2014)
Prof. Sérgio Rabelo21
Processo de Torneamento
Principais sistemas de fixação do torno:
Groover (2014)
(a) entre pontas fazendo uso de um arrastador, (b) placa de três castanhas, (c) 
pinça e (d) placa plana para peças não cilíndricas (4 castanhas).
Prof. Sérgio Rabelo22
Processo de Torneamento
Torno CNC moderno:
• Executa as mesmas operações que um torno convencional 
mecânico.
Só que muito mais rápido e preciso...!!!
Romi (2018)Mazak (2018)
Prof. Sérgio Rabelo23
Processode Torneamento
Torno CNC moderno:
https://www.youtube.com/watch?v=HRyHNu1Uscc
https://www.youtube.com/watch?v=dsSo5qOGk6c
Usinagens diversas em CNC:
Usinagem pesada em CNC:
Prof. Sérgio Rabelo24
Processo de Furação
O processo de furação, é uma operação de usinagem realizada 
para criar um furo circular em uma peça. 
• A furação é geralmente realizada com ferramenta rotativa cilíndrica, que 
tem duas arestas de corte na sua extremidade útil;
• Essa ferramenta é chamada broca.
25
E
s
c
a
re
a
d
o
r
R
e
b
a
ix
a
d
o
r
B
ro
c
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d
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B
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B
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c
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B
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c
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a
n
h
ã
o
A
la
rg
a
d
o
r
B
ro
c
a
c
o
m
u
m
Alta Pressão
Ligueta de arraste
Diâmetro
Comp. Canal
Corpo
Comprimento total
Ângulo da ponta
Diâmetro da broca
Aresta Ângulo
Lateral de Helice
Haste de fixação
Lingueta
de extração Haste cônica
Aresta
Principal
•A ferramenta mais empregada
para a produção de furos
cilíndricos é a broca helicoidal.
Variações da operação de furação
Rebaixo
•A usinagem de furos com brocas é
basicamente uma operação de
DESBASTE, sendo utilizado em seguida a
esta, outras operações para conferir as
características de acabamento e precisão
requeridas.
Ângulo
de ponta
Processo de Furação
Operação de furação:
Prof. Sérgio Rabelo
26
Dimensões principais da Broca helicoidal
Processo de Furação
Prof. Sérgio Rabelo
27
Tipo N –Normal:
Para usinagem de aço ligado, ferro fundido, níquel e
ligas de alumínio. Cavaco curto
Tipo H – Materiais duros
Para usinagem de materiais duros e frágeis como
ferro fundido de dureza superior a 240 Brinell, ligas
de magnésio, baquelite, mármore.
Tipo W– Para materiais moles
Para usinagem de cobre, aluminio , ligas de zinco e
plasticos.
Tipos de Brocas
As Brocas helicoidais são classificadas pelo seu diâmetro externo (tolerância h8) e pelo 
seu angulo de hélice que podem ser:
Processo de Furação
Prof. Sérgio Rabelo
28
Brocas de metal 
duro Inteiriça
Processo de Furação
Brocas modernas:
Fonte: Sandvik (2018)
Prof. Sérgio Rabelo
29
Broca com Pastilhas Intercambiáveis de Metal duro
Processo de Furação
Brocas modernas:
Canal de 
refrigeração interno
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo30
Processo de Furação
Principais operações relacionadas ao processo de furação:
Alargamento. Usado para fornecer uma tolerância mais
apertada ao furo, bem como melhorar o acabamento da
superfície. A ferramenta é chamada alargador e apresenta
geralmente arestas retas.
Rosqueamento com macho. Esta operação é realizada com
uma ferramenta chamada macho, utilizada para usinar roscas
internas em um furo.
Rebaixamento. A operação efetua um furo escalonado, ou seja,
um diâmetro maior é feito na parte do furo realizado
previamente. É usado, por exemplo, para fazer um rebaixo a fim
de posicionar a cabeça de um parafuso de tal forma que ele não
fique exposto na superfície da peça. A ferramenta é chamada
rebaixador.
Prof. Sérgio Rabelo31
Processo de Furação
Principais operações relacionadas ao processo de furação:
Escareamento. De forma similar à furação escalonada, esta
operação realiza um rebaixo em forma de cone e é usado
para posicionar parafusos com cabeça chata, por exemplo. A
ferramenta é chamada escareador.
Furação de centro. A operação realiza um furo inicial para
dar maior precisão da localização da furação subsequente, ou
seja, realizar uma centragem para o próximo furo. A
ferramenta é chamada broca de centro.
Prof. Sérgio Rabelo32
Processo de Furação
• A furação é habitualmente realizada em uma furadeira, embora outras 
máquinas-ferramenta também executem essa operação.
Fonte: KONE (2018)
Furadeira de coluna
Furadeira de radial
Sistemas de Fixação para 
Fresadoras 
• Morsas
Processo de Furação
Prof. Sérgio Rabelo33
Sistemas de Fixação para 
Fresadoras 
• Garras de aperto
Processo de Furação
Prof. Sérgio Rabelo34
Prof. Sérgio Rabelo35
Furadeira CNC 
moderna:
Processo de Furação
36
Movimentos de corte e geometria das operações de furação
A broca gira e avança na direção da peça parada a fim de realizar um 
orifício, cujo diâmetro é igual ao diâmetro da broca.
Processo de Furação
Fonte: Machado (2018)
Prof. Sérgio Rabelo
37
Movimentos de corte e geometria das operações de furação
A broca gira e avança na direção da peça parada a fim de realizar um 
orifício, cujo diâmetro é igual ao diâmetro da broca.
Processo de Furação
Fonte: Groover (2018)
(a) furo passante (b) furo cego
φφ
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo38
Processo de Furação
Condições de corte na Furação:
• A rotação está relacionada com a velocidade tangencial no diâmetro externo da broca 
segundo a equação:
𝑛 =
𝑉𝑐 ∙ 1000
𝜋 ∙ 𝐷
em que n = rotação, rpm; VC = velocidade de corte, m/min; e D = diâmetro da broca, 
mm.
• O avanço fn na furação é especificado em mm/rot. Como geralmente existem 
duas arestas de corte na ponta da broca, cada aresta cortante trabalha na 
metade do avanço. O avanço por rotação pode ser convertido em velocidade de 
avanço:
𝑉𝑓 = 𝑓𝑛 ∙ 𝑛
em que Vf = velocidade de avanço, mm/min; fn = avanço por rotação, mm/rot; n = 
rotação.
Prof. Sérgio Rabelo39
Processo de Furação
Condições de corte na Furação:
• O tempo para usinar um furo na peça é dado por:
Passante: 𝑡𝐶 =
𝑡+𝐴
𝑉𝑓
=
𝑡+𝐴
𝑓𝑛∙𝑛
Furo cego: 𝑡𝐶 =
𝑝+𝐴
𝑉𝑓
=
𝑝+𝐴
𝑓𝑛∙𝑛
em que tC = tempo de corte, min; fn = avanço, mm/rot e n = rotação, rpm.
*Neste caso devemos
considerar também a saída da
ponta da broca.
Prof. Sérgio Rabelo40
Processo de Furação
Condições de corte na Furação:
A taxa de remoção de material na furação é determinada como:
𝜑𝑅𝑀 =
𝑉𝐶 ∙ 𝐷 − 𝑑0 ∙ 𝑓𝑛
4
em que VC = velocidade de Corte, m/min; fn = avanço por rotação, mm/rot; 
D = Ø broca em uso, d0= Ø de um pré-furo;
• Essa equação é válida apenas após a entrada da ponta da broca e exclui 
a altura da aproximação;
• É comum em operações de furação com broca helicoidal convencional a 
execução de uma furação prévia com um diâmetro de broca menor para 
aliviar o esforço da broca maior (será explicado em mais detalhes nas 
próximas aulas...);
Prof. Sérgio Rabelo41
Processo de Furação
Exercício 2
Uma operação de furação é feita para criar um furo passante em uma chapa de 
aço com 15mm de espessura. Os dados de usinagem indicam velocidade de 
corte igual a 30 m/min, avanço de 0,22mm/rot. A broca helicoidal de 20mm de 
diâmetro tem um ângulo de ponta de 118°.
Determine: (a) a rotação da broca, (b) a velocidade de avanço da broca, (c) o 
tempo de corte, (d) a taxa de remoção do material depois que a broca alcançar 
o diâmetro total.
ROSCAMENTO com ferramenta
ROSCAMENTO é um processo de usinagem com remoção de cavaco para
produção de roscas internas ou externas em peças.
42
Furo Roscado por macho
n
f
Processo de Roscamento
Prof. Sérgio Rabelo
43
Roscas Internas:
•As roscas internas necessitam sempre de um furo prévio para serem
executadas.
•Sua execução é sempre feita a través de uma ferramenta chamada macho que
penetrando no furo executa os filetes da rosca conforme mostram as figuras.
Ø Furo prévio
Processo de Roscamento
Prof. Sérgio Rabelo
44
MACHO PARA ROSCAR
A figura abaixo mostra um macho com seus detalhes.
Processo de Roscamento
Prof. Sérgio Rabelo
45
Machos Manuais Machos para Máquinas 
Processo de Roscamento
Prof. Sérgio Rabelo
46
Processo de Roscamento
Prof. Sérgio Rabelo
47
O furo na peça ao lado é roscado com uma 
rosca M20 normal.
Executar a operação de furação e roscamento. 
Pede-se: Calcular o tempo de corte de furação 
e o tempo de corte para a fase de roscamento.
São dados:
Broca: VC=33m/min, fn=0,12mm/rot
Macho: VC=15m/min
Processo de Roscamento
Exercício 3
M20
3
5
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo48
Processo de Mandrilamento
Processo de usinagem semelhante em termos técnicos ao
torneamento.Diferença entre mandrilamento e torneamento:
• O mandrilamento é realizado no DIÂMETRO INTERNO de um FURO
EXISTENTE;
• O torneamento é realizado no diâmetro externo de um cilindro existente;
• Podemos considerar o mandrilamento como uma operação de
torneamento interno.
Prof. Sérgio Rabelo49
Processo de Mandrilamento
Processo de usinagem semelhante em termos técnicos ao
torneamento.
Máquinas Mandriladoras:
• Horizontal ou Vertical - refere-se à orientação do eixo de rotação do fuso
PRINCIPAL da máquina.
• Geralmente em peças de grandes dimensões que não podem ser
usinadas em fresadoras ou outras máquinas.
Mandriladora
Horizontal
Fonte: DEBMAQ 
(2018)
Prof. Sérgio Rabelo50
Processo de Mandrilamento
Processo de usinagem semelhante em termos técnicos ao
torneamento.
• Para CÁLCULOS utilizamos o MESMO formulário do torneamento
externo;
• Ferramentas são adaptadas à máquina ou geometria da operação;
Ferramenta para usinagem 
de furos cilíndricos interna.
Ferramenta especial para Mandriladora.
51
*Com um “click”, incrementos ultra-precisos de 2 µm no Ø, sem 
tirar a ferramenta da máquina!
CABEÇOTES DE MANDRILAR COM AJUSTE MICROMÉTRICO
Processo de Mandrilamento
Fonte: ROMI (2018)
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo52
Processo de Fresamento
O fresamento é a operação de usinagem em que a peça avança em 
direção a uma ferramenta rotativa cilíndrica com várias arestas de corte, ou 
o inverso.
• A ferramenta de corte, no fresamento, é 
chamada fresa, e as arestas de corte são 
chamadas dentes.
• A máquina-ferramenta convencional que realiza 
essa operação é uma fresadora.
Prof. Sérgio Rabelo53
Processo de Fresamento
• A forma geométrica criada pelo fresamento é em geral uma superfície
plana.
• Outras formas geométricas podem ser criadas pela trajetória da
ferramenta ou pela geometria da ferramenta de corte.
• Devido à grande variedade de formas possíveis e às suas altas taxas
de produção, o fresamento é uma das operações de usinagem mais
versáteis e muito utilizadas.
• O fresamento é uma operação de usinagem com interrupções, ou seja,
os dentes da fresa entram e saem da peça a cada revolução. Essa ação
de corte interrompido expõe os dentes a forças cíclicas de impacto e a
choque térmico em cada rotação.
54
Processo de Fresamento
Existem dois tipos básicos de fresamento: 
(a) fresamento periférico ou tangencial
(b) fresamento frontal ou de topo
O eixo da fresa, é perpendicular à 
superfície que está sendo fresada.
O eixo da ferramenta é paralelo à 
superfície a ser usinada.
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo55
Processo de Fresamento
Fresamento periférico ou tangencial:
(a) fresamento tangencial de face
(b) fresamento de canais
(c) fresamento de rasgos
(d) fresamento de rasgos paralelos
(e) fresamento de perfil.
Prof. Sérgio Rabelo56
Processo de Fresamento
Fresamento frontal ou de topo:
(a) fresamento de faceamento convencional
(b) fresamento de faceamento parcial
(c) fresamento de topo
(d) fresamento de borda
(e) fresamento de cavidades
(f) fresamento de superfícies curvas
Prof. Sérgio Rabelo57
Processo de Fresamento
58
•Operação mais comum no fresamento;
•Pode ser realizado usando uma ampla gama 
de diferentes ferramentas;
•As fresas com um ângulo de posição de 45º 
são usadas com mais frequência;
Faceamento
Processo de Fresamento
Prof. Sérgio Rabelo
59
http://www.sandvik.coromant.com
Fresamento de perfil-Simples
•O fresamento de perfis envolve o fresamento com múltiplos eixos de formatos 
côncavos e convexos em duas ou três dimensões;
•Quanto maior e mais complicada a peça mais complexa é a configuração da 
máquina;
•O processo de usinagem deve ser dividido em pelo menos três tipos de 
operação:
Desbaste/semidesbaste
Semiacabamento
Acabamento.
Processo de Fresamento
Prof. Sérgio Rabelo
60
Fresamento de Perfil 
Complexo
•Preferência por fresas 
esféricas.
Processo de Fresamento
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo61
Processo de Fresamento
No fresamento, a direção de rotação da fresa em relação à direção do 
avanço distingue duas situações de fresamento: DISCORDANTE e 
CONCORDANTE.
DISCORDANTE:
• a direção do movimento dos dentes da fresa está em oposição à direção 
de avanço da peça. O fresamento ocorre “contra o avanço”;
• o cavaco formado por cada dente de corte começa muito fino, e sua 
espessura aumenta à medida que a fresa gira;
• no fresamento discordante, a força de corte tem 
a tendência de levantar a peça quando os dentes 
deixam o material;
• existe a tendência de se eliminar as folgas no fuso
da máquina de usinagem.
Prof. Sérgio Rabelo62
Processo de Fresamento
No fresamento, a direção de rotação da fresa em relação à direção do 
avanço distingue duas situações de fresamento: DISCORDANTE e 
CONCORDANTE.
CONCORDANTE:
• a direção da passagem do dente pela peça é a mesma da direção do avanço 
quando o dente corta a peça. O fresamento ocorre “a favor do avanço”;
• no fresamento concordante o cavaco inicia com a máxima espessura e 
diminui ao longo da passagem do dente;
• o comprimento de um cavaco no fresamento 
concordante é menor que no discordante;
• o dente está envolvido no corte por menos tempo, 
o que tende a aumentar a vida da ferramenta;
• a força de corte está orientada contra a peça, 
tendendo a empurrá-la contra a mesa da fresadora.
retoque ou acabamento
63
http://www.sandvik.coromant.com
Furos, Cavidades e Rasgos
Processo de Fresamento
Prof. Sérgio Rabelo
64
Movimentos de corte e geometria das operações
No fresamento
Processo de Fresamento
•Velocidade de corte (Vc )
•Velocidade de avanço (Vf)
•Velocidade efetiva de corte 
(Ve)
Movimentos que causam diretamente a retirada de cavaco na:
•Direção de corte: movimento de corte na direção instantânea da Vc.
•Direção de avanço: movimento de avanço na direção instantânea da Vf.
•Direção efetiva: movimento efetivo de corte na direção instantânea da Ve.
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo65
Processo de Fresamento
Condições de corte no fresamento:
• A velocidade de corte é função do diâmetro externo D da fresa. Ela pode ser 
convertida em rotação:
𝑛 =
𝑉𝑐 ∙ 1000
𝜋 ∙ 𝐷
• O avanço no fresamento geralmente é utilizado como avanço por dente fz
(mm/dente ou mm/faca), que pode ser convertido em velocidade de avanço 
levando-se em conta a rotação e o número de dentes da fresa, como segue:
𝑉𝑓 = 𝑓𝑧 ∙ 𝑍𝑑 ∙ 𝑛
em que Vf = velocidade de avanço, mm/min; n = velocidade de rotação em rpm; Zd = 
número de dentes da fresa; e fz é o avanço por dente em mm/dente.
Prof. Sérgio Rabelo
Processo de Fresamento
Condições de corte no fresamento:
• A taxa de remoção de cavaco no fresamento é determinada usando o produto da 
área da seção transversal de corte e a velocidade de avanço.
• Em uma operação de fresamento periférico ou tangencial que corta uma peça com 
largura b e profundidade ap, temos:
𝜑𝑅𝑀 = 𝑉𝑓 ∙ 𝑏 ∙ 𝑎𝑒
• Em uma operação de fresamento frontal ou de topo
que corta uma peça com largura ae e profundidade ap, temos:
𝜑𝑅𝑀 = 𝑉𝑓 ∙ 𝑎𝑒 ∙ 𝑎𝑝
ae
Vf
b
Vf
ap
ae
66
67
Processo de Fresamento
Condições de corte no fresamento:
• O tempo para usinar o comprimento L da peça em uma passada até a outra é 
dado por:
𝑡𝐶 =
𝐿 + 𝐴
𝑉𝑓
em que tC = tempo de corte, min; L = comprimento da peça cilíndrica, mm; 
Vf = velocidade de avanço, mm/min.
• De maneira geral quando não indicado, trabalhar com: 𝐴 =
𝐷
2
ae
A
Posição no fim do corte
Prof. Sérgio Rabelo
Prof. Sérgio Rabelo68
Uma operação de fresamento periférico é realizada em uma superfície de topo
de uma peça retangular com 400mm de comprimento, 150mm de largura e
60mm de espessura. A fresa tem 80 mm de diâmetro e 5 dentes. A velocidade
de corte = 70 m/min, avanço por dente = 0,25 mm/dente, largura de corte = 5,0
mm. Determine: (a) o tempo de corte real para realizar um passe sobre a
superfície e (b) a máxima taxa de remoção de cavaco duranteo corte.
Processo de Fresamento
Exercício 4
Direção de Avanço400
150
60
Prof. Sérgio Rabelo69
Processo de Fresamento
Principais máquinas fresadoras:
Fresadora Ferramenteira
Fonte: Groover (2014)
Fonte: Kone (2018)
Prof. Sérgio Rabelo70
Processo de Fresamento
Principais máquinas fresadoras:
Universal com mesa divisora Universal com mesa torpedo 
Fonte: Groover (2014)
Fonte: Kone (2018)
Sistemas de Fixação para 
Fresadoras 
• Morsas
Processo de Fresamento
Prof. Sérgio Rabelo71
Sistemas de Fixação para 
Fresadoras 
• Garras de aperto
Processo de Fresamento
Prof. Sérgio Rabelo72
Sistemas de Fixação para 
Fresadoras 
• Placas Magnéticas
• *Peças metálicas
Processo de Fresamento
Prof. Sérgio Rabelo73
Prof. Sérgio Rabelo 74
Processo de Fresamento
Ferramentas 
inteiriças
Ferramentas 
inteiriças
Ferramentas de inserto/pastilha
Prof. Sérgio Rabelo75
Processo de Fresamento
Fresadora CNC moderna = Centro de Usinagem
Fonte: Kone (2018)

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