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Roteiro de Aula Prática 
Código e nome da disciplina 
 
 
 
 
Título da Prática: 
 
 
 
 
Objetivos da aula (2 a 4) (apresentar as expectativas de aprendizagem do aluno ao final 
da atividade): 
 
1) Analisar a relação entre motivação e distúrbios alimentares; 
2) Identificar práticas comportamentais nocivas à saúde psicológica; 
3) Reconhecer a importância da valorização da diversidade e inclusão. 
4) 
 
Material necessário para a aula (equipamentos e insumos): 
 
Smartphones (de uso pessoal e de propriedade no aluno); 
Computador disponível para o aluno; 
Computador e data show (da instituição, disponível para apresentação da foto). 
 
Procedimentos (apresentar com clareza e objetividade a atividade a ser realizada): 
 
1. O docente deverá apresentar aos alunos uma foto de redes sociais, conforme 
observações ao final deste roteiro; 
2. O aluno deverá analisar os comentários de forma crítica; 
3. O docente deverá perguntar aos alunos “Qual a possível relação dos comentários 
com a motivação e os distúrbios alimentares? Qual o comportamento mais assertivo 
neste caso?”; 
4. Descrever os principais distúrbios alimentares; 
5. Explicar o comportamento de “body shaming” (exaltar pessoa pela forma física; 
ridicularizar ou zombar da aparência física de uma pessoa); 
6. Realizar discussão e apresentar as conclusões; 
7. A partir das conclusões, a turma deverá escrever um manifesto de diversidade e 
inclusão (1 lauda) com orientação do docente, que contemple o rechaço a qualquer 
comportamento preconceituoso e discriminatório. 
 
 
 
 
ARA1060 Proc. Psico. Básicos: Motivação, Pensamento e Linguagem 
 
Motivação e distúrbios alimentares 
 
Observações (colocar, caso necessário, os pontos de atenção referentes à atividade 
prática desenvolvida): 
 
O docente poderá escolher foto com comentários sobre o corpo em redes sociais de 
figura pública, a foto não pode ser em trajes íntimos, recomendamos ocultar os 
nomes dos perfis nos comentários. Sugerimos a foto a seguir. Disponível em: 
Instagram @ivetesangalo, publicada em 26/09/2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MOTIVAÇÃO E DISTÚRBIOS ALIMENTARES 
 
O "body shaming" é um comportamento que ocorre quando uma pessoa é 
exaltada ou ridicularizada por sua aparência física. Esse comportamento pode 
ocorrer por várias razões, incluindo preconceito, discriminação e padrões 
culturais de beleza. 
Pessoas que criticam as outras não são melhores que ninguém, porque não são 
menos humanas que as demais. Se você entende que defeitos são normais e 
comuns a todos os seres humanos, você também entende que o comentário 
negativo do outro diz mais sobre ele, do que sobre “você”. 
Quando uma pessoa é exaltada por sua aparência física, pode sentir-se elogiada 
e valorizada, o que pode gerar uma sensação de autoestima e confiança. No 
entanto, essa exaltação pode ter efeitos negativos a longo prazo, como a 
obsessão pela aparência física e a insegurança em relação a mudanças na 
aparência. 
Por outro lado, o "body shaming" negativo, quando uma pessoa é ridicularizada 
ou zombada por sua aparência física, pode causar sentimentos de desconforto, 
humilhação e baixa autoestima. Isso pode levar a problemas de saúde mental, 
como depressão, ansiedade e distúrbios alimentares. 
Em qualquer um dos casos, o "body shaming" é uma forma de discriminação e 
deve ser combatido por meio da promoção de uma cultura de respeito e 
aceitação da diversidade e da individualidade de cada um. A educação sobre o 
respeito ao corpo e a importância de valorizar a diversidade corporal é 
fundamental para acabar com o "body shaming". 
Existem alguns possíveis efeitos dos comentários sobre a motivação e os 
distúrbios alimentares. Por exemplo, comentários negativos ou críticos podem 
levar a sentimentos de inadequação, insegurança e baixa autoestima, que 
podem influenciar negativamente a motivação e aumentar o risco de desenvolver 
distúrbios alimentares. Além disso, os comentários que valorizam a magreza 
excessiva ou a imagem corporal perfeita podem reforçar ideais estéticos irreais 
e insalubres, que podem levar a comportamentos alimentares prejudiciais. 
Para lidar com essa situação, é importante abordar os comentários de forma 
empática e construtiva, sem julgar ou criticar a outra pessoa. Seja qual for o 
comportamento mais assertivo neste caso, é aconselhável enfatizar os efeitos 
negativos que os comentários podem ter sobre a saúde mental e física, e 
 
promover mensagens de autoaceitação e autoestima positivas. Além disso, 
buscar ajuda profissional, como a de um psicólogo ou nutricionista, pode ser 
essencial para lidar com os distúrbios alimentares e encontrar estratégias 
saudáveis e sustentáveis de cuidado com a saúde e a imagem corporal. 
Tipos de Transtornos Alimentares 
Os três tipos mais comuns são os seguintes: 
Anorexia Nervosa – O homem ou a mulher que sofrem de Anorexia nervosa 
normalmente tem um medo obsessivo de ganhar peso, recusa em manter um 
peso corporal saudável e uma percepção irreal da imagem corporal. Muitas 
pessoas com anorexia nervosa limitam ferozmente a quantidade de comida que 
consomem e se consideram com sobrepeso, mesmo quando estão claramente 
abaixo do peso. A anorexia pode ter efeitos prejudiciais à saúde, como danos 
cerebrais, insuficiência de múltiplos órgãos, perda óssea, dificuldades cardíacas 
e infertilidade. O risco de morte é maior em indivíduos com essa doença. 
Bulimia Nervosa – Este transtorno alimentar é caracterizado por compulsão 
alimentar repetida, seguida por comportamentos que compensam os excessos, 
como vômitos forçados, exercícios excessivos ou uso frequente de laxantes ou 
diuréticos. Homens e mulheres que sofrem de Bulimia podem temer o ganho de 
peso e sentem-se gravemente infelizes com o tamanho e a forma do corpo. O 
ciclo de compulsão alimentar e purgação é, tipicamente, realizado em segredo, 
criando sentimentos de vergonha, culpa e falta de controle. A Bulimia pode ter 
efeitos prejudiciais, como problemas gastrointestinais, desidratação grave e 
dificuldades cardíacas resultantes de um desequilíbrio eletrolítico. 
Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica – Indivíduos que sofrem de 
Transtorno da compulsão alimentar compulsiva frequentemente perdem o 
controle sobre sua alimentação. Diferentemente da Bulimia nervosa, no entanto, 
episódios de compulsão alimentar não são seguidos por comportamentos 
compensatórios, como purgação, jejum ou exercícios excessivos. Por causa 
disso, muitas pessoas que sofrem dessa condição podem ser obesas e com 
maior risco de desenvolver outras condições, como doença cardiovascular. 
Homens e mulheres que lutam contra esse distúrbio também podem 
experimentar sentimentos intensos de culpa, angústia e constrangimento 
relacionados à compulsão alimentar, o que poderia influenciar a progressão do 
distúrbio alimentar. Nos dias de hoje, a diversidade e a aceitação dos corpos têm 
sido cada vez mais discutidas e valorizadas em diversas esferas da sociedade.Essa mudança de perspectiva está sendo impulsionada por movimentos sociais 
e campanhas que defendem a ideia de que todos os corpos são belos e 
merecem ser respeitados. 
Uma das razões para esse movimento é que, historicamente, houve uma 
idealização da forma física em detrimento de outros tipos de corpos. Essa 
idealização foi promovida principalmente pela mídia e pela indústria da moda, 
que apresentavam corpos magros e atléticos como o padrão de beleza a ser 
seguido. Como resultado, muitas pessoas se sentiam pressionadas a se 
encaixar nesse padrão, o que levou a problemas de saúde mental, como 
distúrbios alimentares e baixa autoestima. 
No entanto, com a crescente conscientização sobre a importância da 
diversidade, as pessoas estão começando a entender que não há um único tipo 
de corpo que seja belo ou saudável. Em vez disso, cada pessoa tem sua própria 
forma física, que é única e deve ser respeitada. Isso significa que corpos de 
diferentes tamanhos, cores, formas e habilidades são igualmente valiosos e 
merecem ser celebrados. 
Além disso, a aceitação dos corpos não se limita apenas à aparência física. 
Também inclui a aceitação de diferentes identidades de gênero e orientações 
sexuais, bem como o respeito pela diversidade cultural e étnica. 
No entanto, embora a diversidade e a aceitação dos corpos estejam ganhando 
mais visibilidade e aceitação, ainda há muito trabalho a ser feito. A discriminação 
e o preconceito contra certos tipos de corpos e identidades ainda existem em 
muitas partes do mundo, e muitas pessoas ainda lutam para aceitar e amar seus 
próprios corpos. 
Portanto, é importante continuar promovendo a diversidade e a aceitação dos 
corpos, bem como educar as pessoas sobre os danos causados pelo ideal de 
beleza irrealista e restritivo. Afinal, a verdadeira beleza vem da diversidade e da 
individualidade de cada pessoa, e é importante que todos se sintam livres para 
expressar sua singularidade. 
Para que essa prática acabe é preciso que o julgamento constante sobre a 
aparência alheia diminua, e quando aprendemos a nos amar como somos, com 
nossos defeitos e qualidades, entendendo que somos mais do que a estética do 
nosso corpo. Dessa forma, é possível que nos tornemos menos críticos com as 
imperfeições das outras pessoas, pois, somos todos diferentes e todos temos o 
direito a ser respeitado. O corpo é só mais uma das diferenças que nos distingue 
 
um dos outros. A autoestima deve começar no nosso pensamento e sentimentos, 
não num espelho. E isso tem a ver com a forma como nos valorizamos a nós 
próprios enquanto pessoas, não apenas com o nosso corpo.

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