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Curso: Direito 
semestre: 2024.1
Prof. Washington Perozim
@washingtonperozim
Tutela executiva e 
procedimentos 
especiais no Processo 
Civil 
Aula 2 
Horário: 19:00 hs às 20:40 hs
1. O conteúdo audiovisual a seguir é para uso 
exclusivamente acadêmico e está protegido pelas leis 
de propriedade intelectual, sendo vedada sua cessão 
ou outra forma de utilização não autorizada, no todo 
ou de qualquer parte. 
2. Para que a sua participação na aula seja computada 
como presença é importante que informe seu nome 
completo de RA, caso isso ainda não tenha ocorrido, 
realize neste momento:
Ex: “João Silva 2908029” 
Avisos importantes 
1. Tutelas executivas;
judicial;
2. Títulos executivos
extrajudicial.
3. Título executivo judicial: cumprimento de
sentença (arts.513 a 538, CPC);
Resumo aula 1 
4. Títulos executivos extrajudiciais: processo 
de execução (arts. 771 a 925, CPC);
5. Principais características (atributos) dos 
títulos executivos extrajudiciais:
certeza;
liquidez e;
exigibilidade;
6. Rol do art. 784, do CPC.
Implementações trazidas pela Lei nª
14.711, de 30.10.2023
O art. 8º, da Lei nº 14.711/23 acresceu ao
texto do art. 784, do CPC o inc. XI-A e o § 4º
A alteração do rol do art. 784, CPC 
pela Lei nº 14.711/23 
O inc. “XI-A” trouxe para o rol do art. 784
mais um título de crédito, qual seja: o
“contrato de contra garantia” (CCG)
Obs: Você encontrará maiores informações
cobre o CCG no anexo desta aula.
Veja a nova redação:
art. 784, CPC:
(...)
XI-A. o contrato de contragarantia ou
qualquer outro instrumento que materialize o
direito de ressarcimento da seguradora
contra tomadores de seguro-garantia e seus
garantidores
O § 4º, resolveu a polêmica sobre a força
dos títulos executivos extrajudiciais
assinados digitalmente, reconhecendo a
eficácia para fins da legislação
Veja a nova redação:
art. 784, CPC:
(...)
§ 4º Nos títulos executivos constituídos ou
atestados por meio eletrônico, é admitida
qualquer modalidade de assinatura
eletrônica prevista em lei, dispensada a
assinatura de testemunhas quando sua
integridade for conferida por provedor de
assinatura.
a) Princípio da autonomia do processo de 
execução
Enquanto a sentença deverá se submeter a
um procedimento incidental (cumprimento de
sentença) os títulos executivos extrajudiciais,
a sentença arbitral, estrangeira ou penal
condenatória, deverá ser executadas em
processo autônomo.
Princípios gerais da execução 
b) Princípio da patrimonialidade 
(art. 789, CPC) 
O devedor responderá “com todos os seus
bens presentes e futuros para o cumprimento
de suas obrigações, salvo as restrições
estabelecidas em lei”.
c) Princípio do exato adimplemento
Este princípio faz com que a execução tente,
da melhor maneira possível, trazer ao credor
o mesmo benefício (crédito, etc.) que ele
receberia na hipótese de cumprimento da
obrigação.
Tanto, que até as custas e despesas
processuais são atribuídas são acrescidas ao
saldo devedor
Rios (2024, p. 13) ensina que o princípio em
análise também protege o devedor, pois,
evita que a execução prossiga além daquilo
que realmente seja suficiente para satisfazer
o crédito perseguido pelo credor.
d) Princípio da disponibilidade do 
processo pelo credor 
Na execução ou no cumprimento de
sentença, o credor pode (desde que não
existam embargos do devedor ou
impugnação ao cumprimento de sentença)
desistir do processo sem anuência do
devedor.
Existindo embargos da execução ou
impugnação ao cumprimento de sentença, o
devedor deverá anuir com a desistência
requerida pelo credor.
e) Princípio da utilidade 
A execução deverá trazer alguma vantagem
para o exequente (pagamento total ou
parcial).
É proibida a manutenção do procedimento
apenas em prejuízo do devedor, sem reverter
nenhum resultado útil ao credor (vide p. ex.
art. 836, CPC)
art. 836, CPC: Não se levará a efeito a
penhora quando ficar evidente que o produto
da execução dos bens encontrados será
totalmente absorvido pelo pagamento das
custas da execução.
f) Princípio da menor onerosidade 
(art. 805, CPC) 
O juiz deverá, se houver vários bens ou
meios equivalentes para se atingir a
satisfação da execução, estabelecer aquele
que cause menos ônus para o executado.
Rios (2024, p. 15) destaca que a execução
“não pode ser utilizada pelo exequente para
impor ao executado desnecessários
incômodos, humilhações ou ofensas” e, para
tanto, o juiz deverá conduzir o processo na
“busca da satisfação do exequente, mas se
ônus desnecessários ao executado.”
g) Princípio do contraditório 
Este princípio constitucional também é
encontrado no processo de execução, não
de forma tão ampla quanto em um processo
de conhecimento, contudo, em inúmeras
hipóteses e momentos processuais, o
devedor poderá se manifestar na defesa de
seus interesses.
Ex: objeção (exceção) de pré-executividade;
manifestação sobre a conta de liquidação;
impugnação à penhora incidente sobre bens,
etc.
Obs: A principal forma de defesa do devedor
é através dos embargos da execução (arts.
914 a 920, CPC), procedimento autônomo que
que possui natureza “processo de
conhecimento”.
Em um processo de conhecimento, o juiz,
mediante o desenvolvimento de atos
cognitivos “dirá quem tem razão, declarará
qual o direito aplicável aos litigantes e imporá
uma regra de conduta” (Rios, 2024, p. 17).
Atos executivos e atos cognitivos 
Nos atos executivos, o juiz não buscará
saber qual a parte “tem razão”, mas, sim,
determinará o cumprimento de uma ordem
para fins de satisfazer a execução, conforme
o disposto no art. 782, CPC.
Ex. Citação para pagamento do débito em 72
hs; penhora de um determinado bem ou
direito, etc.
Para que um credor possa exigir o seu
direito, mediante uma tutela executiva, é
necessário, conforme a regra do art. 786,
CPC, o inadimplemento obrigacional, razão
pela qual, p. ex. o título executivo
extrajudicial se tornará exigível.
Interesse de agir em um processo de 
execução 
art. 786, CPC: a execução pode ser
instaurada caso o devedor não satisfaça a
obrigação líquida, certa e exigível,
consubstanciada em título executivo.
Parágrafo único. A necessidade de simples
operações aritméticas para apurar o crédito
exequendo, não retira a liquidez da
obrigação constante no título. (gn)
exequente(s);
(art. 778, CPC)
Partes
executado(s).
(art. 779, CPC)
. 
Partes no processo de execução 
Bueno (2019, p. 637) leciona que “exequente é
quem, afirmando-se credor, pede para si a
tutela jurisdicional executiva”, enquanto que
o executado, é aquele contra “quem se
pretende a prática dos atos tendentes à
prestação da tutela (...) executiva”.
. 
Segundo Dinamarco (2019, p. 139) o exequente
e o executado são as partes principais do
processo ou fase de execução (...)”
O art. 778, do CPC, em seu caput afirma que
será considerado exequente o “credor a
quem a lei confere o título”, contudo, além
dele (credor), outras pessoas poderão ser
consideradas “partes” por disposição de lei
ou por sucessão/transmissão dos direitos,
conforme as normas estabelecidas no
próprio dispositivo legal.
. 
Outras pessoas poderão ser partes 
no processo de execução 
art. 778, § 1º, CPC:
Podem promover a execução forçada ou nela
prosseguir, em sucessão ao exequente
originário:
(...)
Obs: a sucessão prevista no § 1º é
independente do consentimento do devedor
executado.
Sucessão do exequente
a) Ministério público, nos casos que a lei
determinar (legitimidade extraordinária);
b) O espólio, os herdeiros ou sucessores do
credor, sempre que, por morte deste, lhe for
transmitido o direito resultante do título
executivo (legitimidade ordinária);
c) O cessionário, quando o direito resultante
do título executivo lhe foi transferido por ato
inter vivos (legitimidade ordinária);
d) O sub-rogado, nos casos de sub-rogação
legal ou convencional (legitimidade
ordinária); (vide arts. 346 e 347, CC)p. ex. Fiador [art. 794, § 2º, CPC], avalista
[em relação aos títulos de crédito], etc.)
art. 779, CPC:
a) O espólio, os herdeiros, ou sucessores do
devedor;
b) O novo devedor que assumiu, com o
consentimento do credor, a obrigação
resultante do título executivo;
Sucessão do executado 
c) O fiador do débito constante no título
executivo;
d) O responsável titular do bem vinculado por
garantia real ao pagamento do débito (ex.
caução de imóvel de terceiro oferecido como
garantia locatícia [art. 38, § 1º, da Lei nº
8.245/91);
e) O responsável tributário definido pela lei.
A execução poderá ser promovida por um ou
por vários credores previstos no título
executivo extrajudicial (litisconsórcio ativo
facultativo);
A execução poderá ser promovida contra um,
vários ou contra todos os devedores
previstos no título executivo extrajudicial
(litisconsórcio passivo facultativo).
. 
Pluralidade de partes na execução: 
litisconsórcio 
Rios (2024, p. 38) lembra que, nas hipóteses de
execução por quantia certa contra devedor
solvente, “o litisconsórcio será sempre
facultativo, porque as somas em dinheiro
sempre serão divisíveis” e, podem ser
exigidas contra um dos devedores.
Contudo, a mesma regra não se aplica para
as execuções de “obrigação de fazer”, pois
se aquela obrigação for indivisível, ou seja,
que só pode ser cumprida em conjunto, por
todos os devedores, o litisconsórcio será
“necessário.”
A regra de competência para a execução dos
títulos extrajudiciais está prevista no art. 781,
do CPC.
Competência relativa
Competência para a distribuição e 
tramitação da execução 
a) Foro do domicílio do executado;
b) Foro de eleição do contrato;
c) Foro da situação dos bens que se
sujeitarão à execução;
Obs. 1 Caso o devedor tenha mais de um
domicílio, poderá ser executado em qualquer
um, a critério do exequente;
Obs. 2 Havendo mais de um devedor, com
diferentes domicílios, a execução poderá ser
proposta no foro de qualquer deles, mediante
escolha do exequente;
Obs. 3 A execução ainda poderá ser
proposta no foro do lugar em que se praticou
o ato ou em que ocorreu o fato que deu
origem ao título, mesmo que nele o devedor
não resida mais.
BUENO, Cássio Scarpinella. Manual de
direito processual civil. 5ª ed. São Paulo:
Saraiva jur, 2019.
DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições
de direito processual civil, Vol. IV Direito
da empresa. 4ª ed. rev. atual. São Paulo:
Malheiros, 2019.
Referências
GONÇALVES, Marcos Vinícius Rios. Curso de direito
processual civil: Execução, processos nos tribunais e
meios de impugnações das decisões. 17ª ed. São Paulo:
Saraiva jur, 2024.
POLETTO, Gladimir Adriani. Controvérsias atuais a
propósito do seguro garantia, in. GOLDBERG, Ilan;
JUNQUEIRA, Thiago (Coord). Temas atuais de
Dirietos do Seguros. Tomo II, p. 458-484. 1ª ed.
São Paulo: Thonson Reuters Brasil, 2020.
THEODORO JR. Humberto. Curso de direito processual
civil: Vol. III, 50ª ed. rev. atual. ampl. Rio de Janeiro:
Saraiva, 2017.
Referências
Anexo I 
Contrato de garantia e 
Contrato de Contra 
Garantia (CCG) 
Segundo Poleto (2020, p. 465) o contrato de
garantia é uma modalidade de contrato que
deriva dos tradicionais seguros de dano e
integral o rol daqueles denominados “riscos
financeiros.
Tem como objetivo “assegurar as perdas
decorrentes do não cumprimento de
obrigações assumidas em contrato, em
conformidade com o objeto da apólice.”
Geralmente é utilizado em contratos de
infraestrutura, construção civil, etc.
Partes do contrato:
Contratante: segurado (empreendedor);
Contratada: seguradora;
Tomador: construtor (responsável pela
realização da obra);
Contrato de contra garantia (CCG):
Contrato, através do qual a seguradora
obterá uma garantia adicional, ao assumir a
responsabilidade de cumprir as obrigações
de um tomador construtor/devedor) perante
um credor (segurado), caso aquele não
cumpra suas obrigações.
O legislador ao criar o inc. XI-A, do art. 784,
CPC atribuiu a este contrato a natureza de
título executivo extrajudicial
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	Slide 2: Prof. Washington Perozim @washingtonperozim 
	Slide 3: Avisos importantes 
	Slide 4: Resumo aula 1 
	Slide 5
	Slide 6: A alteração do rol do art. 784, CPC pela Lei nº 14.711/23 
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	Slide 11: Princípios gerais da execução 
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	Slide 23
	Slide 24: Atos executivos e atos cognitivos 
	Slide 25
	Slide 26: Interesse de agir em um processo de execução 
	Slide 27
	Slide 28: Partes no processo de execução 
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31: Outras pessoas poderão ser partes no processo de execução 
	Slide 32: Sucessão do exequente
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35: Sucessão do executado 
	Slide 36
	Slide 37: Pluralidade de partes na execução: litisconsórcio 
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40: Competência para a distribuição e tramitação da execução 
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43: Referências
	Slide 44: Referências
	Slide 45: Anexo I 
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49
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