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2. O diálogo tem início quando Wanda pede a Darryl para varrer a calçada. 
Como ele reage a esse pedido?
 3. A resposta de Darryl dá início a uma disputa entre ele e Wanda. 
Por quê?
a) A última fala de Darryl pretende resolver o impasse criado pela disputa. 
Com base nessa fala, identifique qual seria a expectativa dele. 
b) Qual é o argumento definitivo de Wanda?
c) Por que esse argumento convence Darryl a varrer a calçada?
 4. No jogo de pôquer, o ás é a carta mais valiosa do baralho. Com base 
nessa informação, como se pode interpretar o texto que aparece no 
último quadrinho: “O parto é o ás na manga de uma mulher”?
Funções sintáticas
O verbo é a classe de palavras que, sintaticamente, ocupa o núcleo de 
um dos termos essenciais da oração, o predicado. Essa função é desem-
penhada pelo verbo nos diferentes tipos de predicado verbal.
• Núcleo de um predicado verbal: Eduardo come pipocas.
• Núcleo de um predicado verbo-nominal: Os alunos acharam a prova 
difícil.
No caso dos predicados nominais, o verbo é de ligação e desempenha 
a função de um elemento copulativo entre o predicativo e o sujeito a que 
ele se refere: Aquele pobre animal está doente.
A estrutura interna das formas verbais
As formas verbais são formadas por uma estrutura morfológica 
complexa, que se caracteriza pela combinação, a um radical, de uma 
vogal temática e de desinências modo-temporais e desinências número- 
-pessoais.
Tome nota
Verbo é a palavra que pode variar em número, pessoa, modo, tempo e voz, 
indicando ações, processos, estados, mudanças de estado e manifestação 
de fenômenos da natureza.
A tira apresenta uma situação muito comum na vida doméstica: a 
discussão para definir quem será responsável pela execução de uma 
determinada tarefa (varrer a calçada, lavar os pratos, cozinhar, etc.). No 
diálogo entre Darryl e anda, várias dessas ações realizadas no passado 
são resgatadas por ambos para justificar o fato de não ser a sua vez 
de varrer a calçada. 
A referência a ações e a marcação de tempo passado, no texto, são 
feitas por meio de verbos.
Classe de palavras associada à identificação de acontecimentos e es-
tados, o verbo confere um caráter dinâmico aos enunciados, pelo fato de 
permitir localizar, no tempo, fatos, ações e situações. Por isso, desempenha 
função oposta à dos nomes, que fazem uma referência estática aos seres, 
sem indicação de relações temporais.
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Observe.
A estrutura morfológica interna das formas verbais pode ser resumida 
pela seguinte “fórmula”:
V = R + VT + SMT + SNP
Nessa representação, V corresponde ao verbo, R ao radical, VT à vogal 
temática, SMT ao sufixo ou desinência modo-temporal e SNP ao sufixo ou 
desinência número-pessoal.
 exceção do radical, que é de ocorrência obrigatória, os demais morfe-
mas podem por vezes não ocorrer em algumas das formas dos paradigmas 
verbais (em trabalh-o, por exemplo, ocorrem apenas o radical e o sufixo 
número-pessoal de 1a pessoa do singular, ficando vazias as demais posições 
morfológicas).
Ao radical verbal já combinado com a vogal temática, dá-se o nome de 
tema verbal.
Com relação à posição que a sílaba tônica pode ocupar nas formas 
verbais, é interessante observar que ora ela é uma das sílabas do radical, 
ora é uma sílaba que está fora do radical. No primeiro caso, a forma verbal 
é chamada de rizotônica (trabalh-as), palavra que significa “tônica na raiz”. 
No segundo caso, a forma verbal é arrizotônica (trabalh-a-mos, trabalh-a-rá), 
palavra que significa “sem a tônica na raiz”.
As conjugações verbais•	
trabalh-a-sse-m
A desinência (ou sufixo) 
modo-temporal indica que 
o verbo está flexionado no 
modo Subjuntivo, no pretéri-
to imperfeito.
A desinência (ou sufixo) 
número-pessoal indica que 
o verbo está flexionado na 3a 
pessoa do plural.
O radical verbal é o morfe-
ma portador de um conteúdo 
lexical específico. É ele que 
traduz o conteú do semânti-
co da ação nomeada.
A vogal temática é o morfe-
ma gramatical que identifica 
a classe ou conjugação a que 
pertencem os verbos.
Forma rizotônica
Sílaba tônica no radical
Forma arrizotônica
Sílaba tônica fora do radical
Existem três conjugações verbais em português. A 1a conjugação, indi-
cada pela vogal temática -a- (falar, amar, jogar, digitar, enrolar); a 2a conju-
gação, indicada pela vogal temática -e- (beber, ver, nascer, trazer, viver); e a 
3a conjugação, indicada pela vogal temática -i- (partir, vir, fugir, exigir, rir).
Veremos, mais adiante, a conjugação completa de verbos regulares das 
três conjugações e aprenderemos, a partir de algumas de suas formas, 
como derivar diferentes tempos verbais.
Tome nota
Conjugar um verbo significa apresentar todas as formas em que um deter-
minado radical pode se manifestar ao flexionar-se, isto é, ao receber a vogal 
temática da conjugação ou classe a que pertence, e os sufixos de modo-tempo 
e sufixos de número-pessoa.
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Flexões verbais
Os verbos variam em número, pessoa, modo, tempo, voz e aspecto.
Número•	
As formas verbais variam quanto ao número, pois podem apresentar-se 
no singular ou no plural a depender da relação que se estabelece entre 
elas e as formas nominais a que se referem.
Se fizerem referência a apenas um ser, estarão no singular. Se a 
referência for a mais de um ser, estarão no plural. Assim, trabalha é 
uma forma verbal no singular, enquanto trabalham é uma forma verbal 
no plural.
Pessoa•	
Também são formalmente marcadas, nas formas verbais, as chamadas 
pessoas do discurso, que já estudamos com relação aos pronomes. Por esse 
motivo, diz-se que a forma verbal está na 1a pessoa, se fizer referência à 
primeira pessoa do discurso, a pessoa que fala (eu trabalho, nós trabalha-
mos). Diz-se que está na 2a pessoa, se fizer referência à segunda pessoa 
do discurso, a pessoa com quem se fala (tu trabalhas, vós trabalhais). Diz- 
-se que o verbo está na 3a pessoa, se fizer referência à terceira pessoa do 
discurso, a pessoa de quem se fala, ou seja, o referente do discurso (ele/
ela trabalha, eles/elas trabalham).
Com relação à manifestação formal das pessoas discursivas nos 
pronomes e nos verbos, é importante que você se recorde de algo que 
já dissemos ao estudarmos os pronomes pessoais. Na maioria das va-
riedades do português do Brasil, a segunda pessoa discursiva é indicada 
pelo pronome de tratamento você/vocês, e não pelos pronomes pessoais 
tu/vós. Isso tem consequências formais importantes, pois as formas 
verbais que se associam aos pronomes você/vocês são de 3a pessoa. 
Apesar de se manifestarem formalmente na 3a pessoa (você trabalha, 
vocês trabalham), a referência que fazem é à segunda pessoa do discurso, 
aquela com quem se fala.
pronomes pessoais
ele/ela, eles/elas
de quem se fala
3a pessoa
que fala
pronomes pessoais
eu, nós
1a pessoa
Pessoas do discurso
pronomes pessoais
tu, vós
com quem se fala
2a pessoa
Forma 
3a pessoa
Referência 
2a pessoa
Pronomes de tratamento
você, vocês, o senhor/a senhora, 
os senhores/as senhoras (e outros)
O verbo pôr e seus 
derivados
O verbo pôr é conside-
rado um verbo da 2a conju-
gação, embora apresente 
o Infinitivo sem a vogal 
temática -e- dessa conju-
gação. Isso se deve ao fato 
de que essa vogal, presente 
em um estágio anterior da 
língua em que o Infinitivo 
desse verbo era poer, foi 
eliminada por um processo 
fonológico que afetou a for-
ma do Infinitivo (a evolução 
dessa palavra, do latim ao 
português atual, foi: ponere 
> põer > poer > pôr). A queda 
da vogal temática fez com 
que esseverbo passasse a 
ser, na língua, o único que 
não a apresenta explícita 
no Infinitivo. Ela se mani-
festa, no entanto, em várias 
outras formas do verbo pôr, 
como pus-e-mos, pus-e-ra, 
pus-e-ssem, etc.
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