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• Misturadas: as rimas não se enquadram em nenhum dos esquemas 
apresentados.
Quando passo por diante de teus olhos, rima A
Falando com a fingida animação, rima B
Oculto na folhagem das palavras rima C
A flor do coração. rima B
KOLOD , Helena. Altivez. In: Poemas do amor impossível. 
Curitiba: Criar Edições, 2002. p. 47. (Fragmento).
Temos, por fim, que considerar a possibilidade de não ocorrer rima entre 
os versos de um poema. Nesse caso, diz-se que os versos são brancos.
Não há nunca testemunhas. Há desatentos. Curiosos, muitos.
Quem reconhece o drama, quando se precipita, sem máscara?
Se morro de amor, todos o ignoram
e negam. O próprio amor se desconhece e maltrata.
O próprio amor se esconde, ao jeito dos bichos caçados;
não está certo de ser amor, há tanto lavou a memória
das impurezas de barro e folha em que repousava. E resta,
perdida no ar, por que melhor se conserve,
uma particular tristeza, a imprimir seu selo nas nuvens.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Tarde de maio. 
In: Antologia poética. 48. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 233. 
(Fragmento). 
Ainda assim, eu me levanto 
Este poema, um dos mais famosos de Maya Angelou, aborda a questão do preconceito racial.
De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se como a maré.
Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de meus antepassados,
Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto 
Eu me levanto. 
ANGELOU, Maya. Still I rise. Tradução de Mauro Catopodis. (Fragmento). 
Disponível em: <http://www.palavrarte.com/Poesia_Mundo_Trad/ 
poepelomun_eua_maya_poemas.htm>. Acesso em: 22 set. 2009.
Você pode me riscar da História
Com mentiras lançadas ao ar.
Pode me jogar contra o chão de terra,
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.
[...]
Pode me atirar palavras afiadas,
Dilacerar-me com seu olhar,
Você pode me matar em nome do ódio,
Mas ainda assim, como o ar, eu vou me levantar.
[...]
Da favela, da humilhação imposta pela cor
Eu me levanto
TEXTO PARA ANÁLISE
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 1. Transcreva em seu caderno os versos em que o tema do poema esteja 
explicitado.
Como o eu lírico aborda esse tema? Justifique com versos do poe-ff
ma.
 2. Como o eu lírico reage ao preconceito? Que qualidades podem ser 
identificadas em seu comportamento?
Em seu caderno, associe as qualidades que você identificou a ff
alguma(s) passagem(ns) do texto.
 3. É possível, a partir da leitura do poema, construir uma imagem do 
eu lírico. Que experiências pode ter tido alguém que diz coisas como 
essas? 
Explique como você formou tal imagem.ff
 4. Explique os recursos de linguagem presentes no poema que marcam 
a resistência do eu lírico diante de seu interlocutor.
 5. Releia. 
“Sou um oceano negro, profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se como a maré.
Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade”
Explique por que esses versos podem ser interpretados como um ff
manifesto de orgulho pela própria raça e de esperança no futuro. 
Nascida Marguerite John-
son, em Saint Louis, Missouri, 
em 4 de abril de 1928, Maya 
Angelou é, hoje, uma das 
mais populares e conhecidas 
poetas norte-americanas. É 
também produtora, diretora, 
apresentadora, atriz, cantora, 
militante dos direitos civis, 
além de realizar outras ativi-
dades relacionadas ao meio 
cultural. 
 Maya Angelou, 2003.
Jogo de ideias
Neste capítulo, além de estudar características da lírica, você viu 
como o conceito de herói se transformou ao longo do tempo. Obser-
vou também que essa transformação está relacionada ao contexto 
em que os poemas épicos e as narrativas foram concebidos. Se, na 
Antiguidade, o herói assume características sobre-humanas, do século 
XIX em diante, ele se humaniza para se aproximar mais dos leitores 
que acompanham suas aventuras.
E hoje, como se caracterizam nossos heróis? Em equipe, você vai 
fazer uma pesquisa em jornais e revistas para iden-
tificar as características do herói contemporâneo. 
Procure, no material consultado, respostas para 
as seguintes perguntas:
que tipo de ação é vista, hoje, como “heroica”? ff
que requisitos deve ter o herói contemporâ-ff
neo (físicos, emocionais, sociais, etc.)?
que aspectos o diferenciam e o aproximam ff
dos perfis de herói “clássico” e “moderno” 
apresentados neste capítulo?
O resultado dessa pesquisa deverá ser registrado 
por escrito. Use esse registro para debater as questões 
em classe. Oralmente, trace com seus colegas um pa-
ralelo entre os heróis de ontem e de hoje.
fazer uma pesquisa em jornais e revistas para iden-
tificar as características do herói contemporâneo. 
O resultado dessa pesquisa deverá ser registrado 
por escrito. Use esse registro para debater as questões 
em classe. Oralmente, trace com seus colegas um pa-
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CONEXÕES
 http://www.terra.com.br/voltaire/antiga/ 
antiga.htm
Site dedicado à história antiga e medieval, com al-
gumas informações a respeito da guerra de Troia e da 
obra de Homero.
 http://warj.med.br/cgi-bin/mapasite.htm
Site sobre cultura grega na Antiguidade, permite que 
sejam feitas pesquisas sobre arte, cultura, filosofia, mi-
tologia, geografia e história gregas, entre outros tópicos 
interessantes; destaque para os verbetes sobre poesia 
épica e lírica.
 http://www.paideuma.net/eneida.htm
Site sobre Virgílio, o poeta latino e autor da Eneida. Há 
uma biografia, resumo da Eneida e apresentação dos 
conteúdos dos cantos. Destaque para o artigo sobre a 
poesia épica latina.
 http://www.releituras.com
Site voltado para a apresentação de textos variados 
de escritores diversos. Destaque para as informações 
sobre os autores e textos selecionados. Textos dos 
maiores nomes da poesia brasileira podem ser encon-
trados aqui. 
O selo Luz da Cidade reuniu, na coleção Poesia Falada, 
gravações famosas de alguns dos melhores poemas de 
autores brasileiros declamados pelos próprios poetas 
ou por atores conhecidos. 
 O tom de Adélia Prado. 
Belo Horizonte: Karmim, 2000.
Nesse CD, Adélia Prado declama poemas de seu livro 
Oráculos de maio acompanhada pela trilha sonora de 
Mauro Rodrigues. 
 Vinícius de Moraes por Odete Lara. 
Rio de Janeiro: Luz da Cidade, 1998. 
(Poesia Falada, v. 5).
Destaque para os conhecidos sonetos de separa-
ção e de fidelidade, além do belíssimo poema “Pátria 
minha”.
 Affonso Romano de Sant’anna por 
Tônia Carrero. 
Rio de Janeiro: Luz da Cidade, 1998. 
(Poesia Falada, v. 3).
Destaque para o poema “Epitáfio para o séc. XX”, em 
que Affonso Romano faz uma releitura dos acontecimen-
tos mais marcantes do século XX.
 Mitos gregos, de Robert Graves. 
São Paulo: Madras, 2004.
Livro que aborda o universo mitológico dos deuses 
e heróis da Grécia Antiga, informando o leitor sobre os 
elementos fascinantes dessa cultura que nos influencia 
até hoje.
 Grécia e Roma, de Pedro Paulo Abreu Funari. 
São Paulo: Contexto, 2001. 
(Coleção Repensando a História).
Livro que discute a importância de estudarmos, hoje, a 
Antiguidade Clássica. O autor demonstra como a cultura 
greco-romana está muito presente em nosso cotidiano: 
no direito, na política, na estrutura de pensamento, na 
linguagem.
 Deuses e heróis da mitologia grega e latina, de 
Odile Gandon. 
São Paulo: Martins Fontes, 2000.
 As mais belas históriasda Antiguidade Clássica, 
de Gustav Schwab. 
São Paulo: Paz e Terra, 1996. 3 v.
Versões romanceadas dos mitos gregos e romanos, 
recontados pelo autor, um estudioso dos clássicos. Leitura 
fácil e instigante.
 A poesia lírica, de Salete de Almeida Cara. 
São Paulo: Ática, 1985. 
Livro que tem por objetivo apresentar o conceito de 
poesia lírica e suas transformações no decorrer da 
História.
 Versos, sons e ritmos, de Norma Goldstein. 
São Paulo: Ática, 1985. 
Livro que apresenta os principais recursos sonoros de 
que se vale o texto poético.
 Troia, de Wolfgang Petersen. 
EUA, 2004.
Adaptação para o cinema do poema épico de Homero. Em 
1193 a.C., Páris, filho do rei de Troia, rapta Helena, esposa 
de Menelau, um dos reis gregos. Esse acontecimento 
dá início a uma sangrenta batalha que, por mais de uma 
década, opõe gregos e troianos. 
 Matrix, de Andy Wachowski e Larry Wachowski. 
EUA, 1999.
Filme de ficção científica que conta a história de 
Thomas Anderson, um jovem programador de com-
putadores predestinado a ser o herói de uma saga 
fantástica. Ele seria o messias, anunciado em uma 
antiga profecia, único humano capaz de vencer a guerra 
contra a Matrix, um sistema de máquinas inteligentes 
que domina o mundo. Quando aceita a missão que lhe 
foi confiada, adota o nome de Neo e dá início à guerra 
contra as máquinas.
 Para navegar
 Para assistir
 Para ler e pesquisar
 Para ouvir
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