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COMANDO DA AERONÁUTICA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA CORPO DE ALUNOS MANUAL DO ALUNO 2024 MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA PORTARIA EEAR N° 629/SECCA, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2023. Protocolo COMAER nº 67540.025140/2023-59 Aprova a 8ª Edição do Manual do Aluno da Escola de Especialistas de Aeronáutica. O COMANDANTE DA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso I do Art. 13 do Regulamento da Escola de Especialistas de Aeronáutica (ROCA 21-79), aprovado pela Portaria GABAER nº 398/GC3, de 20 de outubro de 2022, e de acordo com o Regulamento de Administração da Aeronáutica, na forma eletrônica (RADA-e), aprovado pela Portaria GABAER nº 25/GC3, de 21 de janeiro de 2021, resolve: Art. 1º Aprovar a 8ª Edição do Manual do Aluno da Escola de Especialistas de Aeronáutica. Art. 2º Esta portaria entra em vigor a partir do dia 2 de janeiro de 2024. Art. 3º. Fica revogada a Portaria EEAR nº 514/SECCA, de 03 de janeiro de 2023, publicada no Boletim Interno Ostensivo nº 8, de 12 de janeiro de 2023. Brig Ar ANTONIO MARCOS GODOY SOARES MIONI RODRIGUES Comandante da EEAR Intencionalmente em branco SÚMARIO PORTARIA EEAR N° 629/SECCA, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2023.................................3 1 - PREFÁCIO..............................................................................................................................9 2 - CÓDIGO DE HONRA DO ALUNO DA EEAR.................................................................10 2.1 - DISCIPLINA...............................................................................................................10 2.2 - AMOR..........................................................................................................................10 2.3 - CORAGEM..................................................................................................................10 3 - LEMA DO ALUNO ESPECIALISTA................................................................................10 4 - PROGRAMA DE FORMAÇÃO E FORTALECIMENTO DE VALORES...................11 5 - DEVERES DO ALUNO DA EEAR.....................................................................................12 6 - CONDUTA NOS ÔNIBUS PÚBLICOS E DA SAEEAR..................................................17 7 - CONDUTA AO RECEBER VISITAS.................................................................................18 8 - USO E ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS.................................................................19 9 - CONDUTA NO RANCHO...................................................................................................19 10 - ALOJAMENTOS E INSTALAÇÕES SANITÁRIAS.....................................................20 11 - CONDUTA NA DIVISÃO DE ENSINO DE FORMAÇÃO............................................25 12 - CONDUTA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E NAS COMPETIÇÕES DESPORTIVAS..........................................................................................................................26 13 - PROCEDIMENTOS REPROVÁVEIS E PROIBIDOS..................................................28 14 - CONDUTA EM LOCAIS PÚBLICOS..............................................................................31 15 - DESLOCAMENTOS DE TURMAS DE INSTRUÇÃO..................................................32 16 - CONDUTA APÓS LICENCIAMENTOS.........................................................................34 17 - CONDUTA EM CASO DE DOENÇA, BAIXA E ALTA DE HOSPITAL OU FALECIMENTO DE FAMILIAR............................................................................................35 18 - CONDUTAS EM SITUAÇÕES DIVERSAS....................................................................36 19 - MÍDIAS SOCIAIS...............................................................................................................40 20 - CONDUTA NA CANTINA................................................................................................42 21 - CONSTITUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE FORMAÇÃO............................................43 21.1 - ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO MILITAR (EAM)........................................................43 21.2 - PROGRAMA DE TREINAMENTO MILITAR (PTM)...............................................43 21.3 - PROGRAMA DE TREINAMENTO DE LIDERANÇA (PTL)...................................44 22 - CADEIA DE LIDERANÇA DO CORPO DE ALUNOS.................................................44 22.1 - CONCEITUAÇÃO....................................................................................................44 22.2 - CONSTITUIÇÃO DA CADEIA DE LIDERANÇA:...................................................44 22.3 - ESTADO-MAIOR DE ALUNOS................................................................................45 22.4 - RESPONSABILIDADES DA CADEIA DE LIDERANÇA.........................................45 22.5 - DOS DEVERES DO LÍDER DO CORPO DE ALUNOS..........................................46 22.6 - DOS DEVERES DO VICE-LÍDER DO CORPO DE ALUNOS................................46 22.7 - DOS DEVERES DOS AUXILIARES DE ESQUADRÃO..........................................46 23 - SISTEMA ESPECIAL DISCIPLINAR.............................................................................48 23.1 - TRABALHOS DE ESTUDO E PESQUISA...............................................................49 23.2 - PRÉ-ALVORADA......................................................................................................49 23.3 - LICENCIAMENTO NÃO CONCEDIDO..................................................................50 23.4 - REPREENSÃO..........................................................................................................50 23.5 - DETENÇÃO..............................................................................................................50 23.6 - PRISÃO.....................................................................................................................51 23.7 - HORÁRIOS DE INÍCIO E TÉRMINO DAS PUNIÇÕES.........................................52 23.8 - DISPOSIÇÕES GERAIS...........................................................................................52 24 - APRESENTAÇÃO PESSOAL...........................................................................................52 24.1 - INTRODUÇÃO.........................................................................................................53 24.2 - APRESENTAÇÃO QUANDO UNIFORMIZADO.....................................................53 24.3 - USO DE ACESSÓRIOS............................................................................................56 25 - INSIGNIAS, BREVÊS E ADORNOS................................................................................59 25.1 - INSÍGNIAS DE MÉRITO..........................................................................................59 25.2 - INSÍGNIAS ESPECIAIS............................................................................................60 25.3 - INSÍGNIAS DA LIDERANÇA...................................................................................60 25.3.1. MATERIAL..............................................................................................................61 25.3.2. USO.........................................................................................................................61 25.4 - DISTINTIVO DE INSTRUTOR DE TIRO.................................................................61 25.5 - CORDÃO VERMELHO COM APITO......................................................................62 25.6 - CORDÃO BRANCO DO PRIMEIRO COLOCADO DA 4ª CFS..............................62 26 - EMBLEMAS DE ESQUADRÃO E ESPECIALIDADE.................................................62 26.1 - EMBLEMAS DE ESQUADRÃO...............................................................................62 26.2 - EMBLEMA DE ESPECIALIDADE (ICA 903-1):.....................................................6427 - PREVENÇÃO DE RABDOMIÓLISE.............................................................................65 27.1 - APRESENTAÇÃO DO CONTEXTO.........................................................................65 28 - CONDUTA SEXUAL E RELACIONAMENTO AFETIVO..........................................67 28.1 - INTRODUÇÃO.........................................................................................................67 28.2 - CONCEITUAÇÃO....................................................................................................67 28.3 - FUNDAMENTAÇÃO LEGAL...................................................................................69 28.4 - EXEMPLOS DE CONDUTAS IMPRÓPRIAS..........................................................70 28.5 - SITUAÇÃO DA VÍTIMA...........................................................................................71 28.6 - SUGESTÕES QUANTO AO QUE FAZER...............................................................71 28.7 - COMO PROVAR.......................................................................................................72 28.8 - COMO COMBATER O ASSÉDIO SEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO......73 28.9 - IMPORTUNAÇÃO SEXUAL.....................................................................................74 28.10 - RELACIONAMENTO AFETIVO............................................................................74 29 - CONSIDERAÇÕES EM RELAÇÃO À PREVENÇÃO E COMBATE AO USO INDEVIDO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NO ÂMBITO DO COMAER...............76 30 - MEDICAMENTOS E SUPLEMENTOS..........................................................................80 31 - CONCLUSÃO......................................................................................................................81 32 - ATUALIZAÇÕES E MEMORANDOS............................................................................82 33 - TELEFONES E ENDEREÇOS..........................................................................................83 34 - INSÍGNIAS DE POSTOS E GRADUAÇÕES..................................................................84 35 - PERSONALIDADES DA AERONÁUTICA BRASILEIRA..........................................85 36 - MISSÃO, VISÃO E VALORES DA FAB.........................................................................86 Intencionalmente em branco Manual do Aluno 2024 9/86 1 - PREFÁCIO Prezado aluno, é com grande satisfação que nos dirigimos a você, parabenizando-o pela sua escolha e pelo sucesso alcançado no exame de admissão, conquista importante para o início de sua vida profissional. Este manual tem por finalidade padronizar procedimentos e orientar ações, comportamentos e condutas que devem ser seguidos pelos alunos da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). As atividades das quais você participará, ao ser matriculado na EEAR, representarão inúmeras novidades em termos de rotina, conduta e postura às quais, provavelmente, você não esteja acostumado. Mesmo aqueles oriundos da vida militar constatarão sensíveis diferenças em relação às suas experiências anteriores. Por vezes, algumas informações contidas neste manual poderão lhe parecer óbvias ou redundantes, contudo é importante que você as conheça e as aplique, pois elas padronizam ações, procedimentos e comportamentos inerentes ao profissional militar. Este Manual é uma fonte de consulta constante, porém não é a única. No decorrer do Curso ou Estágio, você terá aulas acerca de normas, diretrizes, regulamentos e leis que fundamentarão sua vida. Assim, este Manual pode ser compreendido como uma introdução ao estudo destas disciplinas. O conhecimento deste Manual é obrigatório para o aluno da EEAR, por isso, caso você não compreenda qualquer parte de seu conteúdo, deverá procurar a “Sargenteação” de seu Esquadrão, as Seções de Doutrina ou de Instrução Militar, a fim de obter os devidos esclarecimentos. Por fim, seja bem-vindo ao Berço dos Especialistas da Força Aérea Brasileira e tenha certeza de que seu esforço e dedicação serão recompensados. Corpo de Alunos 10/86 Manual do Aluno 2024 2 - CÓDIGO DE HONRA DO ALUNO DA EEAR O Código de Honra do Aluno da EEAR abrange um segmento dos valores morais e éticos constituintes dos fundamentos da vida militar. É composto dos preceitos básicos a serem desenvolvidos e professados consciente e concretamente pelos alunos, como forma objetiva de se prepararem para o atendimento das exigências a que serão submetidos na carreira. Com base no conteúdo da letra da Canção do Especialista, três são os preceitos básicos que regem a conduta do Aluno da EEAR. 2.1 - DISCIPLINA É a obediência às regras e aos superiores. A vida militar, com suas peculiaridades da caserna, tem como pilar o binômio disciplina e hierarquia. 2.2 - AMOR É concebido como: amor a Deus, amor à Pátria, amor à instituição, amor para consigo mesmo e amor à família. 2.3 - CORAGEM É por excelência, uma virtude militar. É um estado de espírito que nos leva a enfrentar conscientemente o perigo, mercê dos obstáculos, das dificuldades e do medo que possamos ter. Trata-se de um misto de energia, espírito de decisão, persistência pelo objetivo, integridade e resolução. 3 - LEMA DO ALUNO ESPECIALISTA Conforme descrito no Distintivo de Organização Militar (DOM) da Escola de Especialistas de Aeronáutica, que é composto de um Escudo Português, com a sigla da Organização, “EEAR”, tendo no Coração uma águia, em amarelo, de asas abertas, pousada e armada, representando o símbolo tradicional da aviação, sendo que as asas que Manual do Aluno 2024 11/86 ladeiam o Escudo, procuram, de forma estilizada, representar as divisas de Sargento, militar formado pelo Estabelecimento. Em contrachefe, onde pousa a águia, encontra-se um pergaminho em azul, com a divisa em prata: “AD ASTRA ET ULTRA”, sendo traduzindo livremente para AOS ASTROS E ALÉM. Frase esta que simboliza que o voo do Sargento Especialista não termina nos astros, indo além, isto é, que não para, procurando sempre a busca da perfeição. Traduzindo o sentimento de se aprimorar durante sua carreira para desempenhar cada vez melhor sua função. 4 - PROGRAMA DE FORMAÇÃO E FORTALECIMENTO DE VALORES O PFV constitui um conjunto de atividades desenvolvidas por todos os setores da EEAR, de maneira a trabalhar os valores necessários ao militar da Força Aérea Brasileira e reconhecer os heróis que por ela passaram, enobrecendo o espírito e as atitudes daqueles que são a atividade-fim desta Escola. A comissão do PFV da GUARNAE-GW é aprovada por Portaria do Comandante da EEAR. Ao Aluno(a) Especialista, é esperado que ele(a) seja o exemplo da vivência integral dessas tradições e valores, portanto algumas responsabilidades lhe são atribuídas: Os cuidados em relação à apresentação pessoal e à conduta (maneiras de pensar, agir e falar) devem sempre estar alinhados com os valores preconizados no PFV. Portar-se de maneira correta e digna em qualquer situação, buscando sempre ser um exemplo de disciplina, dedicação e respeito aos seus superiores hierárquicos, pares e subordinados. Assim como diz o nosso lema, AD ASTRA ET ULTRA, o Aluno Especialista não deve contentar-se com o seu desempenho mínimo, 12/86 Manual do Aluno 2024 buscando a perfeição com intuito contribuir, após formado, para a missão da Força Aérea Brasileirada melhor maneira possível. Ao ser observada, por exemplo, uma conduta inadequada de algum Aluno mais moderno, no âmbito da EEAR ou fora dela, é obrigação do Aluno mais antigo fazer, imediatamente, as correções necessárias, emitindo orientações. O Aluno que estiver sendo corrigido deverá ser informado do motivo da correção e orientado. 5 - DEVERES DO ALUNO DA EEAR 5.1 - Conhecer e cumprir as normas de condutas constantes neste Manual, sendo obrigatório o seu porte apenas no período de adaptação. 5.2 - Cobrar dos alunos mais modernos as normas constantes neste Manual. 5.3 - Conhecer a rotina prevista na NPA do Corpo de Alunos. 5.4 - Observar os pilares de nossa Instituição: DISCIPLINA e HIERARQUIA, em qualquer ambiente ou situação. 5.5 - Apresentar-se de maneira correta, sem emoção na voz e utilizando palavras adequadas. A apresentação individual padrão a ser feita pelo aluno deve obedecer à seguinte sequência: a) para apresentar-se, toma a posição de "sentido", mantendo a distância de um aperto de mão, faz a continência e diz, em voz claramente audível e sem gritar, seu grau hierárquico, nome de guerra e série que pertence, desfazendo a continência e, em seguida, diz o motivo da apresentação, permanecendo na posição de "sentido", até que lhe seja autorizado tomar a posição de "descansar", ao comando de "à vontade"; b) para se retirar da presença de um superior, o aluno presta a continência individual idêntica à da apresentação e pede permissão para se retirar, uma vez concedida a permissão, o aluno faz "meia- volta", rompendo marcha em seguida; Manual do Aluno 2024 13/86 c) na impossibilidade de executar "meia-volta", em função de algum obstáculo físico, o aluno executa "esquerda-volver" ou "direita- volver" para seguir destino; e d) quando da apresentação de tropa, o aluno deverá verbalizar tal como o exemplo a seguir: "Apresento a tropa em forma, com xx faltas, pronta para início de instrução. 5.6 - Prestar a continência regulamentar, além das autoridades previstas no RCONT, aos alunos Líder e Vice-líder do CA, todas as vezes que os encontrar. Para a 4ª série do CFS, as continências supracitadas são dispensadas. 5.7 - Solicitar permissão ao mais antigo ao adentrar em recinto fechado no interior da Organização Militar. 5.8 - Saudar seus superiores hierárquicos com cumprimento verbal (“Bom dia!”, “Boa tarde!” ou “Boa noite!”) ou prestando a continência individual, em qualquer situação ou local, quando estiver em traje civil. Nos locais fora da administração militar, não há necessidade de solicitar permissão, de maneira formal, para entrar ou permanecer no recinto. 5.9 - Cumprimentar o mais antigo presente, quando fardado, fazendo-lhe a continência. No caso de tratar-se de local público, não há necessidade de solicitar permissão, de maneira formal, para entrar ou permanecer no local. Caso o aluno já esteja no interior de um estabelecimento e entrar um superior, o aluno deverá prestar-lhe a continência. 5.10 - Permanecer com a cobertura em locais “descobertos”. Para efeito do uso da cobertura, os corredores da DEF, o interior de viaturas, os toldos de pontos de ônibus, as áreas externas dos galpões de ensino e as coberturas dos ranchos A e B são considerados “descobertos”. 5.11 - Comparecer com 5 minutos de antecedência a todas as instruções programadas, nas quais deve prestar a máxima atenção e esforçar-se em obter o melhor aproveitamento possível. 14/86 Manual do Aluno 2024 5.12 - Comparecer com 5 minutos de antecedência às consultas agendadas pelo Grupo de Saúde de Guaratinguetá, bem como aos agendamentos relativos à inspeção de saúde. 5.13 - Comunicar o destino ao chefe de turma, durante o período de aulas previsto no Quadro de Trabalho Semanal, caso haja necessidade de se ausentar. 5.14 - Desativar quaisquer alarmes nos relógios durante as instruções, palestras, reuniões, formaturas ou qualquer outro evento cuja participação seja obrigatória. 5.15 - Sentar-se com atitude condizente com as boas maneiras e somente em locais destinados a esse fim. 5.16 - Zelar pela limpeza, conservação e arrumação das instalações, equipamentos e materiais que utilize. 5.17 - Devolver ao proprietário todo objeto ou material encontrado no interior da EEAR. Caso não haja identificação, deverá ser entregue na sala do Aluno de Dia. 5.18 - Atender, ao ser chamado por superior hierárquico, de forma ágil e solícita. 5.19 - Portar sempre o cartão de identidade. A exceção para o porte obrigatório da identidade são as instruções de EF, ATF e aquelas orientadas pelo instrutor antecipadamente. 5.20 - Comunicar imediatamente ao Esquadrão ocorrência de extravio da cédula de identidade. Providenciar junto ao órgão de segurança pública, com a maior brevidade, o boletim de ocorrência. 5.21 - Verificar sempre a correção de seus dados pessoais em todas as relações ou documentos de seu conhecimento. 5.22 - Conhecer as NPA afetas aos serviços, Quadros de Trabalho Semanal (QTS), relações de consultas médicas/odontológicas, escalas de serviço ou outras escalas, ordens expedidas pelo Comandante do CA, Subcomandante do CA e do seu Esquadrão. Manual do Aluno 2024 15/86 5.23 - Comunicar-se com o Oficial de Permanência ao CA ou com o Oficial de Dia à EEAR nas situações de emergência, fora do horário de expediente. 5.24 - Ser discreto ao presenciar um militar mais antigo ser admoestado por superior, devendo pedir permissão e retirar-se do local e evitar comentários sobre o fato. 5.25 - Respeitar os horários estabelecidos em NPA relativos à permanência nos clubes e centros de tradição. Casos extraordinários devem ser levados ao conhecimento do oficial orientador da SAEEAR ou, quando fora do expediente, ao Oficial de Permanência ao CA, para tomada das providências cabíveis. 5.26 - Desenvolver e cultivar o hábito de se preocupar com a conservação, higiene e segurança das instalações. No que se refere à segurança, deve ter cautela ao prestar informações pessoais ou de colegas a terceiros, principalmente, por telefone e mídias sociais. 5.27 - Comparecer a todas as atividades escolares e executar as respectivas atividades extraclasses que forem propostas em QTS. 5.28 - Atender às convocações e determinações de autoridade competente. 5.29 - Concorrer, como auxiliar e a título de aprendizado, aos serviços de escala da Unidade, conforme a série e a especialidade que estiver cursando. O serviço de escala visa preparar o futuro sargento para a supervisão das praças responsáveis pelos serviços de segurança das OM do COMAER. 5.30 - Cumprir os horários das atividades previstas em QTS, pernoites, paradas diárias e revistas de licenciamento, atentando para estar presente com antecedência mínima de 5 minutos. 5.31 - Ser honesto e verdadeiro ao ser questionado por superior hierárquico. 16/86 Manual do Aluno 2024 5.32 - Agir com responsabilidade no cumprimento de serviço ou missão que lhe seja confiada. 5.33 - Manter a higiene e boa apresentação pessoal. 5.34 - Zelar por todo material que lhe seja confiado. Para alguns materiais será feito “cautela” (documento que responsabiliza o usuário pela guarda do material). 5.35 - Desenvolver emanter o cuidado com a saúde pessoal e coletiva, cooperando com a promoção da saúde e com a prevenção de doenças. 5.36 - Manter-se atento a sintomas de doenças transmissíveis. 5.37 - Desenvolver e manter o espírito de camaradagem e espírito de corpo. 5.38 - Obedecer às regras gerais de condutas sociais, morais e culturalmente aceitas. 5.39 - Zelar pela ética e pundonor militar. 5.40 - Apresentar-se sempre de maneira digna e correta, quer na Escola, quer fora dela, de modo a manter sempre elevado o conceito da EEAR e da Força Aérea Brasileira perante a sociedade brasileira. 5.41 - Zelar pelo bom convívio com os colegas e pela prática dos bons costumes. 5.42 - Trajar o “uniforme do dia” em consonância com o RUMAER. Observar o disposto no QTS do Corpo de Alunos. 5.43 - Zelar pela manutenção da aptidão intelectual, da higidez física e da idoneidade moral. 5.44 - Relatar, via FOBS, quando presenciar alunos mais modernos descumprindo normas regulamentares e as dispostas neste Manual. 5.45 - Evitar tratar de assuntos afetos à administração militar ou de missões militares em local público ou na presença de estranhos. 5.46 - Trajar-se em conformidade com o RUMAER quando for a qualquer Organização Militar. No caso de encontrar-se em Manual do Aluno 2024 17/86 “Representação” deverá usar o uniforme estabelecido na Ordem de Missão, e no caso de estar na situação de convidado deverá trajar o uniforme equivalente ao que tenha sido especificado no convite. 5.47 - É responsabilidade dos alunos do Esquadrão mais moderno manter a Praça do Especialista limpa. 5.48 - É incumbência dos alunos do Esquadrão mais moderno, antes da parada diária, secar as poças d’água no pátio do CA. 5.49 - Saudar os Servidores Civis da EEAR (Professores do CA e da DEF) com cumprimento verbal (“Bom dia!”, “Boa tarde!” ou “Boa noite!”), em qualquer situação ou local. 5.50 - Conhecer o “Valor do mês” relativo ao Programa de Formação e Fortalecimento de Valores (PFV). 6 - CONDUTA NOS ÔNIBUS PÚBLICOS E DA SAEEAR 6.1 - A conduta do aluno da EEAR no interior de viaturas militares, nos ônibus fretados pela SAEEAR ou quando em representação deve ser condizente com os bons costumes e ao decoro da classe. 6.2 - Manifestações explícitas de comportamentos decorrentes de relacionamento afetivo estão proibidas nos ônibus fretados pela SAEEAR. 6.3 - Deve-se obedecer às normas ou às instruções de utilização do meio de transporte, evitando incomodar as demais pessoas. 6.4 - Portar-se de maneira correta, com atitude digna de uma pessoa educada, priorizando os assentos do veículo aos idosos, portadores de necessidades especiais, senhoras, gestantes, pessoas com crianças no colo e crianças. 6.5 - Evitar subir ou descer de veículos em movimento, resguardando-se de possíveis acidentes ou tornar-se alvo de hilaridade pública. 6.6 - Evitar despertar a atenção geral com atitudes exageradas e conversas em voz alta. Seja moderado e discreto, evite ser o “centro das atenções”. 18/86 Manual do Aluno 2024 6.7 - Manter-se em trajes condizentes, respeitando as orientações repassadas pelo aluno fiscal do ônibus fretado pela SAEEAR, acatando os horários estabelecidos para embarque e retorno de licenciamento. 7 - CONDUTA AO RECEBER VISITAS 7.1 - Orientar ao visitante que, para ingresso na EEAR, faz-se necessário a identificação pela equipe de serviço do Portão da Guarda. 7.2 - Informar à equipe de serviço os dados do visitante e o provável horário de chegada à EEAR. 7.3 - As visitas deverão ocorrer nos dias não úteis, das 09 h às 18 h. 7.4 - É proibida a visitação aos alojamentos e às áreas restritas ao aluno. No caso de o aluno receber a visita de militar que possa ter acesso a determinados setores da Administração que sejam proibidos ao aluno, este deve aguardar do lado de fora. 7.5 - Nos dias úteis, as visitas devem se restringir aos casos excepcionais e com prévia autorização do Comandante do Corpo de Alunos. Tal autorização deverá chegar ao Oficial de Permanência ao CA ou Sargento de Dia. Os visitantes deverão aguardar na sala do Aluno de Dia até o aluno visitado comparecer. 7.6 - Ao receber a visita na Sala do Aluno de Dia, em dia útil ou não útil, o aluno deverá permanecer na Praça do Especialista. 7.7 - É proibido a entrega de alimentos por familiar aos alunos. 7.8 - Os alunos deverão alertar seus familiares acerca da utilização de trajes condizentes com as normas previstas na OM, quando em visitas, bem como do fiel cumprimento dos horários estabelecidos. 7.9 - Os alunos deverão orientar os visitantes para a obediência aos limites de velocidade no interior da Escola, conforme sinalização. 7.10 - Os alunos deverão orientar os visitantes para estacionar o carro nas imediações da Sala do Aluno de Dia. Manual do Aluno 2024 19/86 8 - USO E ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS 8.1 - Os alunos devem estacionar seus veículos apenas nos locais permitidos. 8.2 - Todo aluno que possuir veículo automotor deverá cadastrá-lo no setor responsável do GSD-GW. Veículos não cadastrados poderão ser impedidos de adentrar ou de permanecer no interior da OM. 8.3 - O cartão de identificação de veículo fornecido pelo GSD-GW deve ficar visível no veículo quando no interior da EEAR. 8.4 - Deve-se atentar para as leis de trânsito, com ênfase no cumprimento dos limites de velocidade, uso de equipamentos obrigatórios, respeito às sinalizações, preferências de passagem, utilização de capacete (quando de motocicletas) e NÃO utilização de celular ao volante. 8.5 - O aluno deverá estar com a CNH e toda a documentação de seu veículo em dia. 8.6 - Fica proibido, nos dias úteis, o acesso e a permanência de alunos no interior de veículos estacionados no CA, salvo mediante autorização do Comandante do Esquadrão ou, em casos excepcionais, do Oficial de Permanência ao CA, sendo vedada, em qualquer circunstância, a presença de mais de um aluno no interior do veículo. 9 - CONDUTA NO RANCHO 9.1 - Caso tenha se arraçoado, deve comparecer ao rancho no horário da refeição constante na NPA de Rotina do Corpo de Alunos. O não comparecimento pode ser tratado como transgressão disciplinar. 9.2 - O aluno que não estiver arraçoado, não poderá adentrar ao rancho. 9.3 - Quando em refeições festivas, com a presença do Comandante da EEAR ou com oficiais convidados, os alunos somente poderão deixar as mesas após o mais antigo presente retirar-se do local, salvo orientação diferente por parte do Comandante 20/86 Manual do Aluno 2024 do CA, do Subcomandante do CA ou do Comandante do Esquadrão. 9.4 - Por ocasião da presença do Comandante da EEAR no refeitório, os alunos devem estar atentos ao comando de “Rancho, Atenção!”, dado pelo primeiro que o avistar. Em seguida deverá anunciar o posto e a função. Nessa situação, todos deverão cessar a conversação e permanecer em silêncio, na posição em que estiverem, até o comando de “À vontade!”. 9.5 - É vedado a qualquer aluno de serviço premiar ou favorecer outro aluno para ingresso no refeitório. 9.6 - Aguardar na posição de descansar, atrás da cadeira e com o prato sobre a mesa. Assim que a mesma estiver completa, mediante permissão do mais antigo daquela mesa, todos se sentam e iniciam suas refeições.9.7 - Ao deixar a mesa, solicitar permissão ao mais antigo e levar consigo os talheres, prato e copo, entregando-os no balcão destinado a esse fim. 9.8 - Alimentar-se à vontade, porém, com moderação, evitando-se o desperdício de alimentos. 9.9 - Quando desejar apresentar alguma reclamação ou sanar dúvidas sobre o serviço do rancho, dirigir-se à equipe de serviço. 9.10 - Não é permitido, entrar na cozinha, despensa ou outras dependências da Seção de Aprovisionamento. 9.11 - O aluno não poderá levar nenhum tipo de alimento/utensílio do rancho, exceto os destinados à colação. 9.12 - O aluno após terminar sua refeição deverá atentar-se para recolher os restos de alimentos sobre a mesa no local o qual ocupou. 10 - ALOJAMENTOS E INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 10.1 - O alojamento é uma dependência coletiva para repouso e vestiário do aluno. Sendo assim, merece especial atenção e cuidado, devendo estar sempre limpo, arrumado e arejado. Manual do Aluno 2024 21/86 10.2 - Por ocasião da entrada de oficial, suboficial ou sargento entre a alvorada e a revista do recolher, o primeiro aluno que o avistar, comandará, de forma que todos os presentes possam ouvir: “Atenção alojamento!” “Encontra-se presente o (posto/graduação, nome de guerra do militar que está entrando e cargo que exerce)”. Imediatamente, todos os alunos que estiverem no interior do alojamento voltam sua atenção para o militar. Se deitados, levantam-se e aguardam suas instruções em silêncio. Ao comando de “À vontade!”, os alunos voltam aos seus afazeres, mantêm silêncio e ficam atentos para qualquer questionamento ou orientação. Evitar que diversos alunos fiquem repetindo o comando de “Atenção alojamento!”. 10.3 - Especial atenção deve ser dispensada à arrumação da cama, que deverá estar com a colcha limpa e esticada, travesseiro envolvido pela colcha e a manta dobrada na cabeceira contrária ao travesseiro. 10.4 - O aluno deverá manter o armário limpo e organizado. Deve separar os uniformes 5°, 6°, 7° e 10° RUMAER em cabides, roupas íntimas em necessaires, material de higiene e alimentos (quando permitido pelo Esquadrão) protegidos em recipientes hermeticamente fechados. Calçados e roupa suja deverão ocupar a parte inferior do armário. 10.5 - Ao aluno fica, terminantemente, proibido fazer uso de suplementos vitamínicos (proteínas em geral, whey protein, hiper calóricos, aminoácidos em geral, BCAA, glutamina, creatina, etc.) e estimulantes energéticos à base de cafeína e taurina, sem a receita de um médico ou nutricionista do GSAU- GW, devendo informar e apresentar a receita à Secretaria do Comando de seu Esquadrão, a fim de receber a autorização para manter os produtos no armário. 10.6 - As “Sargenteações” dos Esquadrões complementarão as informações referentes à padronização sobre arrumação de armário, cama e disposição de malas conforme a estrutura de cada alojamento. Cabe ressaltar que as malas deverão ser guardadas somente nos locais indicados pela sargenteação. 22/86 Manual do Aluno 2024 10.7 - Todos os dias haverá revista de alojamento pela “Sargenteação” com o objetivo de fortalecer a disciplina relacionada a limpeza e capricho na arrumação de pertences pessoais. 10.8 - É vedado pendurar roupas no alojamento no período de instrução. Mediante autorização do Comandante de cada Esquadrão, apenas as toalhas poderão permanecer na parte externa do armário, desde que limpas e dispostas de maneira organizada. 10.9 - É proibida a “instalação” de varal improvisado dentro do alojamento ou em suas adjacências, tais como “hall” ou sacada. Também não é permitido colocar roupas para secar próximas aos ventiladores. 10.10 - É proibido transitar de pijama, roupas íntimas, trajes civis incompletos ou com o uniforme incompleto pelas lavanderias, sacadas, escadas, áreas administrativas e “halls” dos alojamentos. 10.11 - Evitar brincadeiras, trotes, jogos ou quaisquer outras atividades cuja execução seja perigosa ou incompatível com a área e a organização do alojamento. 10.12 - Respeitar o toque de silêncio, não acendendo luzes ou fazendo barulho. 10.13 - O armário deve ser mantido trancado. Lembre-se de que uma cópia da chave deverá ficar no claviculário do Esquadrão, não estando autorizado o uso de cadeado segredo. 10.14 - Não mexer em objetos ou armários sem autorização do dono. Caso encontre qualquer objeto e não consiga identificar seu proprietário, leve-o imediatamente ao seu “sargenteante”. 10.15 - Somente poderão entrar nos alojamentos durante o expediente com a autorização do Comandante ou sargento do Esquadrão, devendo para isso utilizar apenas a porta frontal do prédio. Cabe ressaltar que o ingresso no prédio do Esquadrão só será permitido através da porta frontal do prédio, sendo proibido o ingresso no alojamento pelas portas de emergência. Manual do Aluno 2024 23/86 10.16 - O aluno não deve deixar objetos pessoais fora do armário, salvo quando autorizado pelo Comandante do Esquadrão. 10.17 - Aparelhos de som e vídeo ou outros dispositivos eletrônicos, quando autorizado o uso no interior do alojamento pelo Comandante de Esquadrão, deverão ser utilizados conforme as regras de condutas sociais aceitas pela coletividade e dentro de um gradiente de volume aceitável e moderado, sem incomodar os companheiros de alojamento, inclusive nos dias não úteis ou de meio expediente. Durante o expediente e após o toque de silêncio, ainda que haja concordância da coletividade, estes aparelhos deverão permanecer desligados. Observação: É proibido escutar músicas que façam apologia à violência, criminalidade, ideias ou atos libidinosos e que contenham palavras de baixo calão no interior do alojamento. 10.18 - Exceto no intervalo do almoço, o aluno não deve se deitar durante o horário de expediente previsto no “Quadro de Trabalho Semanal” (QTS). 10.19 - São proibidos o acesso e a permanência na entrada dos alojamentos do sexo oposto. 10.20 - É proibido o acesso de qualquer pessoa “estranha” aos alojamentos, inclusive alunos de outros esquadrões, exceto a equipe de serviço ou quando a pessoa estiver acompanhada / autorizada pela “sargenteação” responsável pelo referido alojamento, devendo, em ambos os casos, permanecer nele o estritamente necessário para o cumprimento da sua tarefa. 10.21 - Caso seja necessário adentrar alojamento do sexo oposto o aluno deverá acionar a campainha, bater a porta e aguardar um integrante daquele alojamento para transmitir as orientações necessárias. 10.22 - Nos dias em que não houver expediente, o acesso de equipes de serviço ou manutenção no alojamento de sexo oposto deverá ser feito somente após a evacuação total, sob a orientação do Sargento de Dia ao CA. 10.23 - Ao ausentar-se do alojamento, o aluno deverá deixar o armário trancado, luzes apagadas, torneiras fechadas, vasos 24/86 Manual do Aluno 2024 sanitários asseados, portas dos banheiros fechadas e assoalho seco e limpo. 10.24 - As janelas devem permanecer abertas sob quaisquer condições climáticas, assegurando o fluxo de ventilação adequado a todo alojamento. 10.25 - Para evitar sobrecarga na rede elétrica, são proibidas quaisquer instalações clandestinas ou modificações de tomadas ou equipamentos sem a autorizaçãoe mensuração da carga pelo pessoal da Seção de Eletricidade dos Serviços Gerais. Deve-se atentar para o uso comedido de ferros de passar, secadores de cabelo, aparelhos de “chapinha” e outros, especialmente aqueles que produzem calor, sob risco de incidentes com a rede elétrica. 10.26 - Não permitir que as lixeiras dos sanitários, alojamentos e arredores do prédio fiquem transbordando e sem sacos apropriados. 10.27 - As roupas deverão ser lavadas apenas nas lavanderias, não sendo permitido o uso dos lavatórios para esta finalidade. 10.28 - Usar os lavatórios e banheiros exclusivamente para as finalidades a que se destinam, lembrando que a má utilização dos aparelhos sanitários propicia a transmissão de doenças infectocontagiosas. 10.29 - Concorrer para a limpeza, boa apresentação e higiene dos sanitários, não sujando paredes, portas ou pisos, lembrando-se de dar descarga logo após a utilização. 10.30 - Não descartar papel higiênico e outros detritos, tais como copo plástico, tubo de pasta, invólucro de sabonete, cotonete, absorvente íntimo e outros objetos nos vasos sanitários para evitar o entupimento das canalizações de esgoto. 10.31 - Cuidar para que os fios de cabelo que por ventura se desprendam no banheiro sejam retirados e depositados nas lixeiras, o acúmulo indevido destes fios no encanamento causa entupimento. Manual do Aluno 2024 25/86 10.32 - Jamais fique em pé ou agachado sobre o assento sanitário, pois isso pode causar ferimentos graves caso o vaso sanitário venha a se quebrar. 10.33 - Não permanecer nas sacadas quando estiver ocorrendo instrução próxima ao seu prédio, em virtude de despertar a atenção dos instruendos e causar impressão negativa. 10.34 - Não é permitido ao aluno pernoitar em alojamento distinto ao seu, salvo nos casos autorizados pelo Comando do Corpo de Alunos ou quando em cumprimento de escala de serviço. 11 - CONDUTA NA DIVISÃO DE ENSINO DE FORMAÇÃO 11.1 - Cumprir e fiscalizar o cumprimento das normas estabelecidas pela Divisão de Ensino de Formação. 11.2 - Os chefes de turmas deverão estar com as turmas prontas antes da hora prevista para o início da aula ou outra atividade. 11.3 - A retirada de faltas, sob a responsabilidade do chefe de turma, deverá ser rigorosa e em conformidade com a NPA em vigor. 11.4 - Apresentação de turma ao professor civil: o chefe de turma posicionará a turma em “DESCANSAR” e informará que a turma está pronta para a instrução, com ou sem faltas. Ao final da instrução, serão adotados os mesmos procedimentos, estando a retirada do local condicionada à autorização do professor. 11.5 - Não se deve ingerir alimentos, mascar chiclete, pentear-se ou ocupar-se com outras leituras durante a instrução. 11.6 - As solicitações de esclarecimentos sobre o assunto ministrado deverão ser feitas sempre com respeito e consideração. 11.7 - Não danificar a pintura das instalações, carteiras escolares, equipamentos e outros itens de auxílio à instrução. 11.8 - No início da aula, a turma aguarda o instrutor no local de instrução e, ao final da aula, a turma aguarda que o instrutor saia primeiro. 11.9 - Após a aula, a sala deve ser mantida arrumada, sem que se altere a disposição prevista das cadeiras ou mesas. 26/86 Manual do Aluno 2024 11.10 - Satisfazer as necessidades fisiológicas antes de ser iniciada qualquer atividade, evitando, dessa forma, saídas durante a aula. Contudo, se for necessário dirigir-se ao sanitário, escolher o momento oportuno e, de forma discreta, solicitar autorização. 11.11 - Usar convenientemente bebedouros, banheiros e outras áreas comuns, zelando pela conservação, limpeza e economia de recursos. 11.12 - Observar rigorosa probidade na execução de quaisquer provas ou trabalhos escolares. O uso de quaisquer recursos ilícitos (cola) é incompatível com a dignidade e o decoro militar e poderá resultar no desligamento do Curso/Estágio. A “cola” é uma maneira desonesta de se obter êxito! Trata-se de deslealdade com os pares e também com os instrutores e professores. 11.13 - É vedado o uso de equipamentos eletrônicos, incluindo o celular, durante as instruções e intervalos de aulas. Exceção para acompanhamento de problema de saúde de familiar, sendo, nesses casos, necessária a autorização pelo Comandante do Esquadrão. 11.14 - Conforme consta no Estatuto dos Militares, as Praças Especiais devem dedicar-se inteiramente aos estudos e ao aprendizado técnico-profissional. Dessa forma, o aluno da EEAR deve esforçar-se para manter a máxima atenção durante as instruções. 12 - CONDUTA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E NAS COMPETIÇÕES DESPORTIVAS 12.1 - Atentar para a correta composição do uso do 9º uniforme. Quando não estiver praticando efetivamente corrida individual, o aluno deverá manter sempre a camiseta vestida e por dentro do calção, bem como usar o tênis na cor branca. Nas corridas ou na prática de esportes, poderá ser autorizada a utilização de tênis apropriado a cada caso. 12.2 - Estar com o 9° RUMAER ao fazer uso da piscina para lazer. É vedado o uso de piscina estando sozinho. A Seção de Educação Manual do Aluno 2024 27/86 Física poderá implementar normas específicas acerca desse assunto. 12.3 - As corridas deverão ser, preferencialmente, acompanhadas. Quando sozinho, o aluno deverá usar somente as vias permitidas. 12.4 - Efetuar o trajeto no sentido contrário da via, com o objetivo de facilitar a visualização de veículos. Deslocar-se no lado externo da via, com o objetivo de prover espaço seguro para a passagem dos veículos. 12.5 - Ao correr em grupo, atentar para não obstruir a via por completo. 12.6 - À noite, o único trajeto permitido para corrida é a Alameda São Paulo, tendo como limites o Portão da Guarda e o Ginásio. 12.7 - Respeitar o adversário qualquer que seja o resultado, mantendo o espírito desportivo. 12.8 - Manter o índice de massa corporal (IMC) ideal, tanto pela manutenção da saúde, quanto pela apresentação pessoal. Caso tenha dúvidas para realizar treinamento físico, procurar a Seção de Educação Física para obter orientações. 12.9 - O aluno que porventura seja identificado com dificuldades para acompanhar o programa de Educação Física estabelecido para o CA poderá ser submetido a treinamentos extras nos finais de semana, supervisionados pela SEF. 12.10 - Fica autorizada a utilização do abrigo do 9° uniforme de maneira incompleta (somente o agasalho ou a calça) e da camisa para fora nas práticas de corridas individuais, desde que o aluno esteja utilizando a camisa prevista no uniforme. Para o caso de qualquer outra situação, deverá utilizar o abrigo completo e a camisa para dentro. 12.11 - Não é autorizado ao aluno dirigir-se à área das Vilas residenciais da EEAR, mesmo em corridas individuais em dias úteis e dias não úteis. 12.12 - Para correr individualmente, fora do contexto de instrução supervisionada, em qualquer dia da semana no interior da 28/86 Manual do Aluno 2024 EEAR, os alunos deverão utilizar os seguintes locais: 1- pista de atletismo do campo central, somente até as 17 h 30 min e não poderá realizar tal prática sozinho, deve haver, no mínimo, mais um aluno acompanhando no local; e 2- da guarda até o Ginásio, via alameda São Paulo,somente até às 22 h. 12.13 - Ao correr nos itinerários supracitados, o aluno deverá trajar o 9º Unif. RUMAER, não sendo autorizado a correr de 10º Unif. RUMAER e fazê-lo de modo a permanecer próximo à calçada, de modo a evitar quaisquer possíveis acidentes com os carros que trafegam na via. 12.14 - O aluno poderá andar de bicicleta nos trajetos compreendidos entre (Guarda x CA, via alameda São Paulo). 12.15 - É terminantemente proibido a qualquer aluno ir além do Hotel de trânsito, ingressando nas imediações do “Mirante do ar” ou na área do Exercício de Campanha. 12.16 - É proibido aos alunos a prática de corrida nos dias chuvosos. 12.17 - Durante os TF / ATF ou mesmo em momentos fora do expediente, está proibido que o aluno forme grupamentos comandados por outros alunos para a prática da corrida. As corridas em forma serão autorizadas mediante participação do Instrutor / Professor junto à tropa. 13 - PROCEDIMENTOS REPROVÁVEIS E PROIBIDOS 13.1 - Eximir-se de assumir responsabilidade pelos seus atos, faltar com a verdade (mentir), “colar” em atividades avaliadas, agir de maneira que macule a honra e o caráter ou que afrontem as obrigações e deveres militares, constituem transgressão grave e podem resultar no desligamento do Curso/Estágio. 13.2 - Travar disputa, rixa ou luta corporal com seu companheiro, subordinado, superior ou civil, dentro ou fora da Escola. 13.3 - Permanecer deitado após o toque de alvorada. 13.4 - Solicitar carona em via terrestre, fardado ou não. Manual do Aluno 2024 29/86 13.5 - Dirigir-se à Seção de Apoio Aéreo para solicitar vaga em aeronave militar sem autorização do Comandante de Esquadrão. 13.6 - Envolver autoridade civil ou militar na busca de solução de problemas pessoais sem a autorização ou conhecimento do Comandante de Esquadrão. 13.7 - Introduzir ou fazer uso de bebida alcoólica no interior da EEAR. 13.8 - Fazer uso de entorpecentes dentro ou fora da EEAR. 13.9 - Não devem ser feitas “gozações”, trotes e imposição de apelidos ou quaisquer outras atitudes ofensivas, inclusive no uso de redes sociais ou quaisquer outras mídias digitais (cyberbullying). 13.10 - Sentar-se no chão, calçada ou outros locais que para isso não se destinem, exceto quando em determinadas instruções militares. 13.11 - Permanecer encostado ou com os pés nas paredes, muretas, placas e árvores. 13.12 - Entortar galhos ou subir em árvores frutíferas para apanhar frutas. 13.13 - Frequentar bares ou ambientes que desabonem o decoro da classe. 13.14 - Usar expressões de baixo calão ou gestos incompatíveis com a boa conduta militar dentro ou fora da EEAR. 13.15 - Alegar qualquer pretexto sem o devido amparo legal para se eximir de participar de formaturas ou de escalas. 13.16 - Utilizar meios ilícitos ou dispositivos eletrônicos para ter qualquer tipo de acesso a alojamento do sexo oposto. 13.17 - Dirigir viaturas oficiais sem autorização publicada em boletim interno. 13.18 - Fazer manutenção ou lavar carros nas adjacências dos alojamentos ou de qualquer outra área da administração. 30/86 Manual do Aluno 2024 13.19 - Utilizar-se de recursos de informática ou de quaisquer outros recursos da administração para fins particulares, inclusive acessos a contas de correio eletrônico (e-mail) ou acessos indevidos à Internet. 13.20 - Fazer ou intermediar qualquer tipo de comércio. 13.21 - Transitar pela EEAR consumindo qualquer tipo de bebida ou alimento. 13.22 - Fumar em local diferente do centro da Praça do Especialista. 13.23 - Sobrepor a qualquer uniforme, objetos de sociedades particulares, associações religiosas ou políticas, medalhas desportivas, chaveiros e outros adornos que possam descaracterizar o uniforme. 13.24 - Adentrar o alojamento antes das 16 h 30 min, exceto se estiver de serviço ou autorizado pelos instrutores de seu Esquadrão. 13.25 - Apresentar ofício disciplinar ou FOBS contra militar mais moderno sem fundamento. 13.26 - Colocar avisos ou propagandas em quadros de avisos ou murais sem autorização. 13.27 - Portar aparelho celular ou dispositivo de comunicação durante os turnos de instrução e seus respectivos intervalos, bem como durante qualquer atividade ligada à instrução, formatura, cumprimento de punição ou serviço, mesmo fora do horário do expediente normal. O uso de dispositivos eletrônicos em sala de aula obedecerá a regras específicas e somente quando orientado ou supervisionado pelo instrutor. 13.28 - Portar aparelho celular preso à cintura por dentro da calça. 13.29 - Solicitar entrega de gêneros alimentícios por meio de comércio cujo funcionamento não seja autorizado. 13.30 - “Puxar”, durante os deslocamentos de tropa, canções que façam apologia à: a ) violência e criminalidade; b ) ideias ou atos libidinosos; Manual do Aluno 2024 31/86 c ) quaisquer formas de discriminação; d ) ideias ou atos ofensivos às Forças Armadas ou à sociedade; e ) ideologias terroristas ou extremistas contrárias às instituições democráticas; e f ) ofensas ou menosprezo ou que tratem de maneira pejorativa instrutores, especialidades, colegas, outros Esquadrões ou outras Instituições. “Se os hinos e gritos de guerra são técnicas importantes que garantem a motivação e a cadência na prática de atividades militares, é inconcebível que as letras entoadas contrariem nossos valores. Reitero que não serão admitidos temas que explicitem ou sugiram preconceito ou discriminação de qualquer espécie, em especial aqueles que atentem contra a honra e a dignidade humana.” Boletim Periódico nº 02/15, de 18 ABR 2015 13.31 - Rasurar documentos, formulários e livros de serviço. Rasurar significa alterar, apagar ou corrigir algo escrito, o que pode comprometer a veracidade, a autenticidade e a integridade dos registros. 13.32 - Sair do alojamento após o toque de silêncio, salvo para fins médicos, de serviço, deslocamento para a Divisão de Ensino de Formação para fins de estudo e utilização do bebedouro. 13.33 - Revistar tropa do sexo oposto. 13.34 - Entrar ou permanecer em áreas reservadas sem autorização. As áreas reservadas são aquelas que não são destinadas ao atendimento do aluno e não têm relação com sua rotina. Exemplo: interior de seções administrativas/operacionais da Escola, vilas militares, etc. 14 - CONDUTA EM LOCAIS PÚBLICOS 14.1 - O aluno, quando transita por locais públicos, além de responder por sua individualidade, representa toda nossa coletividade. Desta forma, o CA, a EEAR, o COMAER e os 32/86 Manual do Aluno 2024 militares em geral poderão estar representados por um único aluno. Diante dessa responsabilidade, nos locais ou estabelecimentos públicos o aluno deverá acatar leis vigentes, conhecer e aplicar as regras de convívio social em que se encontre e agir sempre de maneira respeitosa com todos. 14.2 - Não é permitida a presença de apenas dois alunos de qualquer sexo em locais ermos, com pouca luminosidade ou sala com portas fechadas. Isso inclui estudo na Divisão de Ensino de Formação após as 22 horas, prática desportiva fora do período de instrução, uso das salas da SAEEAR, bancos, centros de tradições, etc. 14.3 - Não se envolver em distúrbios civis ou em quaisquer manifestações coletivas. Manter-se afastado de aglomerações, comícios e congêneres. 14.4 - Não se pronunciaracerca de notícias ou comentários que possam envolver assuntos ou situações relacionadas a EEAR, essas questões serão respondidas pelo Setor de Comunicação Social. 14.5 - Quando uniformizado, mantenha o garbo militar e a mais correta conduta, quer a serviço, quer a passeio. 14.6 - Corrigir colegas ou subordinados que estejam mal uniformizados ou agindo de maneira inadequada e comprometendo a boa imagem do aluno da EEAR. 14.7 - Recomenda-se prudência ao organizar eventos fora da EEAR. Atentar para o respeito ao horário de silêncio e para as regras de convívio social do local. 15 - DESLOCAMENTOS DE TURMAS DE INSTRUÇÃO 15.1 - Deve ser evitado o deslocamento de tropas de alunos pela Alameda São Paulo. Os comandantes de fração de tropa, quando deslocando suas respectivas tropas, deverão conduzi- las pelas alamedas internas e somente cruzar a Alameda São Paulo. Exceção será o deslocamento em direção ao CTE. 15.2 - Sempre que uma tropa estiver atrasada para uma instrução ou reunião, o deslocamento deverá ser em “passo acelerado”. Manual do Aluno 2024 33/86 15.3 - Os deslocamentos de alunos pelas vilas residenciais somente serão permitidos quando fazendo parte de tropa, durante a instrução de Educação Física, supervisionados por instrutor ou professor; ou quando seguindo ou retornando de uma instrução programada. 15.4 - Quando houver instrução com a presença de todo o Esquadrão, deve-se atentar para que ruas, corredores ou passagens fiquem livres. O procedimento será deslocar a tropa para um local seguro e comandar o avançar por colunas para o interior do local da instrução. 15.5 - Após a chegada ao local de instrução ou reunião, a ocupação dos lugares deverá ser ágil e preenchendo os assentos disponíveis a partir das primeiras fileiras. 15.6 - A tropa mais moderna deverá franquear a passagem à tropa mais antiga nos locais de convergência. Nessa passagem, uma tropa não deverá se aproximar excessivamente da outra. 15.7 - Os “gritos de guerra” evidenciam o moral da tropa e o espírito de corpo de seus integrantes, por isso os comandos de “fora de forma” de tropas de alunos devem ser enérgicos e com a seguinte padronização: a ) formação por Esquadrão: “nome ou cor” do Esquadrão; b ) formação por Esquadrilha: “letra” da Esquadrilha; c ) formação por especialidade: “nome” da especialidade; d ) formação por turma de instrução: “letra” da turma; e e ) formação não especificada nos subitens anteriores: “Brasil!”. Para o “fora de forma”, o rompimento de marcha deverá ser realizado somente após o “grito de guerra”. Ressalta-se que não haverá brado algum quando o comandante de tropa romper marcha para o seu próprio “fora de forma”. 15.8 - Quando estiver ocorrendo uma instrução ou reunião sob a cobertura dos refeitórios, no pátio do CA ou em frente aos esquadrões, a tropa que se desloca próximo a esses locais 34/86 Manual do Aluno 2024 deverá suspender as canções até ultrapassar as imediações do local. 16 - CONDUTA APÓS LICENCIAMENTOS 16.1 - A forma de liberação para os licenciamentos, de modo geral, estará definida no QTS. Os licenciamentos poderão ser das seguintes maneiras: a ) mediante os toques de corneta padronizados, devendo, nestes casos, os alunos aguardarem dentro dos respectivos alojamentos; b ) mediante “formatura de licenciamento”, com revista de uniforme; ou c ) outra maneira definida pelo Comandante do CA ou seu substituto. 16.2 - Fica autorizado o uso do traje civil apenas no trajeto compreendido entre o alojamento e o ponto de ônibus ou estacionamento. Os alunos que estejam licenciados não deverão permanecer no pátio do CA em traje civil durante a realização de qualquer instrução. 16.3 - Para evitar atrasos aos ônibus fretados pela SAEEAR, os alunos poderão realizar um “lanche rápido” na cantina em traje à paisana. Fica subentendido que “lanche rápido” é quando o aluno dispõe de pouco tempo para esperar, o que implica no fato de o aluno NÃO se sentar às mesas. 16.4 - Não é permitida a presença do aluno no interior da cantina em traje civil em qualquer outra situação a não ser a descrita no item anterior. 16.5 - É obrigatório declarar junto ao Esquadrão, quando em gozo de férias ou licença, o endereço completo onde poderá ser localizado e no mínimo um telefone para eventuais contatos de emergência, além de outros dados que porventura sejam solicitados. 16.6 - Apresentar-se, devidamente fardado, na secretaria de seu Esquadrão, por conclusão de férias ou licenças. Manual do Aluno 2024 35/86 16.7 - Comunicar imediatamente à EEAR quando houver impossibilidade de comparecer no horário ou data prevista. 16.8 - No caso de rematrícula, o aluno deverá se apresentar formalmente ao Comandante de Esquadrão, informar sua situação e cumprir os trâmites administrativos. 17 - CONDUTA EM CASO DE DOENÇA, BAIXA E ALTA DE HOSPITAL OU FALECIMENTO DE FAMILIAR 17.1 - Em casos NÃO urgentes: a ) em horário de expediente: o aluno comunica ao chefe de turma, dirige-se à Sala do Aluno de Dia ao CA (na ida e na volta) e, posteriormente, ao Posto Médico do CA. Caso seja agendado algum exame ou consulta no ambulatório ou hospital pelo médico do Posto Médico do CA em outro horário, o aluno deverá, novamente, informar ao chefe de turma. Em ambos os casos, o aluno retorna para o local da instrução; e b ) fora do horário de expediente: o aluno apresenta-se na Sala do Aluno de Dia ao CA para ciência da equipe de serviço e dirige- se ao hospital. Após ser atendido, apresenta-se novamente na Sala do Aluno de Dia. 17.2 - Em casos urgentes: providenciar o acionamento de ambulância, se for o caso, e, tão logo possível, comunicar à “sargenteação” do Esquadrão e à Sala do Aluno de Dia. 17.3 - Quando baixar em qualquer hospital fora da EEAR, deverá envidar esforços para comunicar-se, no prazo de 48 horas, com a Sala do Aluno de Dia ao CA ou com Oficial de Dia à EEAR, informando, com detalhes, o hospital onde se encontra. 17.4 - Ao receber alta hospitalar, apresentar-se ao Comando do Esquadrão, durante o expediente, ou ao Sargento de Dia ao CA caso seja fora do expediente. 17.5 - A simulação de moléstia sujeitará o aluno à punição disciplinar por tentativa de iludir superior hierárquico. 17.6 - Em caso de falecimento de familiar, informar imediatamente à Sala do Aluno de Dia ao CA ou ao Oficial de Dia à EEAR. 36/86 Manual do Aluno 2024 Deverá também, o mais breve possível, entrar em contato com o Comando do Esquadrão. Ao retornar para a Escola, trazer cópia do atestado de óbito, para comprovação do direito ao luto. 17.7 - Caso o aluno venha a se envolver em qualquer tipo de acidente, deverá comunicar ao seu Comandante de Esquadrão e procurar o Grupo de Saúde de Guaratinguetá (GSAU-GW), por meio do Posto Médico do CA, para verificar a necessidade ou não de ser submetido à perícia médica para emissão do Atestado Sanitário de Origem (ASO). 17.8 - Nos casos em que a dispensa médica descaracterize o uniforme do dia, o Comando do Esquadrão poderá autorizar o uso do abrigo de educação física. 17.9 - Incorrerá em transgressão disciplinar grave o aluno com restrição para prática de atividade física ou ordem unida prescrita ou homologada por médico do COMAER, que for participar de tais atividades ou treinamentosfísicos. 17.10 - Os chefes de turmas deverão colocar falta nas fichas de frequência para os discentes que tiverem prescrição proibindo a prática de atividades físicas e ordem unida. 17.11 - Os alunos devem respeitar as áreas reservadas do hospital e não entrar ou permanecer nelas sem autorização. As áreas reservadas são aquelas que não são destinadas ao atendimento médico, como almoxarifados, salas administrativas, alojamentos, refeitórios, etc. 17.12 - O aluno que obtiver uma dispensa médica deve estar de posse do respectivo documento, assinado pelo médico responsável e dentro do prazo de validade. 18 - CONDUTAS EM SITUAÇÕES DIVERSAS 18.1 - Quando receber uma ordem de um superior hierárquico, após sua execução, deverá providenciar meios para informar o seu resultado ao superior (feedback). 18.2 - Os alunos que apresentarem dificuldades na assimilação de instruções típicas da atividade militar poderão ser submetidos a Manual do Aluno 2024 37/86 treinamentos extras, em períodos noturnos ou finais de semana, a título de instrução complementar ou reforço na aprendizagem. 18.3 - A “colação” (lanche fornecido pelo rancho) deverá ser obrigatoriamente retirada no horário previsto e consumida nos horários de intervalo. 18.4 - Observar as normas previstas para utilização do clube dos alunos ou outras instalações destinadas a lazer e atividades extracurriculares. 18.5 - A realização de eventos comemorativos no clube dos alunos e nos centros será mediante autorização do Comandante de Esquadrão, devendo-se observar que NÃO poderá haver bebidas alcoólicas e a equipe de serviço deverá ser notificada. 18.6 - Os alunos que, por algum motivo, estejam dispensados de participar da parada diária do CA, não deverão transitar por nenhuma parte do pátio do CA durante sua realização, devendo permanecer no espaço entre a SEF e o Posto Médico do CA. 18.7 - Ao dirigir-se à piscina ou academia de musculação, a toalha deverá ser conduzida dobrada em uma das mãos. É proibido conduzir a toalha sobre os ombros ou amarrada à cintura. 18.8 - É proibida a participação de alunos da EEAR, a título de representação, em eventos sociais sem a expressa autorização do Comandante do Corpo de Alunos. 18.9 - Cada aluno é responsável pela preservação dos materiais de uso pessoal recebidos, tais como armário, cama tipo beliche, colchão, roupa de cama e outros. 18.10 - Dirigir-se às vilas residenciais nos dias não úteis somente quando convidado por algum morador. Nos dias úteis, em casos de eventos festivos, comemorações ou outros eventos programados, poderá comparecer somente com a autorização do Comandante de seu Esquadrão. 18.11 - Quando chegar atrasado a qualquer reunião ou instrução em auditório ou outro local, não deverá interrompê-la para solicitar autorização. Nessa situação, de maneira discreta, deverá sentar- se na poltrona da última fileira do setor que estiver sendo 38/86 Manual do Aluno 2024 utilizado e, ao final da instrução, apresentar-se ao Aluno de Dia ao Esquadrão correspondente ou chefe da turma, informando o motivo do seu atraso. 18.12 - Transitar pelas dependências do Comando do Esquadrão, do Comando do CA ou do Comando da EEAR somente quando autorizado. Para tratar de assuntos relativos à administração ou de caráter particular com o Comandante, Chefe ou Diretor de uma OM, é necessário que todo militar observe a cadeia de comando. 18.13 - Ao presenciar ou se envolver em qualquer ocorrência de caráter disciplinar, deverá comunicar o fato, via FOBS. 18.14 - Nos casos de enfermidades em que o médico do COMAER prescreva dispensa total do serviço, o aluno deverá procurar o Comandante do Esquadrão para orientações. 18.15 - A guia de saída extraordinária é uma concessão do Comandante do Esquadrão. Quando for estritamente necessário, o aluno poderá solicitá-la para se ausentar da instrução para tratar de assunto de seu interesse. Nessa situação, o aluno assume conhecer: a ) a programação de aula relativa ao(s) dia(s) dispensado(s), bem como o calendário de provas; b ) a não reposição das aulas perdidas em decorrência desta saída extraordinária; e c ) o seu limite de faltas, que não serão abonadas. 18.16 - Todas as atividades do aluno na EEAR têm finalidade de instrução e de formação militar, fazendo parte dessa formação determinar que o aluno siga a cadeia hierárquica na busca de soluções para suas necessidades. É proibida, portanto, a interferência de familiares (civis ou militares) visando resolver problemas administrativos e internos do Corpo de Alunos, tais como trocas de escala de serviço, saídas extraordinárias, comissões de formatura, horários de licenciamento e outras atividades inerentes ao período de formação. 18.17 - O aluno da EEAR deverá conhecer: Manual do Aluno 2024 39/86 a ) o Comandante da Aeronáutica; b ) o Comandante da EEAR; c ) o Comandante do CA; d ) o Subcomandante do CA; e ) os Chefes de Divisões da EEAR; f ) os oficiais, professores, suboficiais e sargentos do CA; g ) os alunos Líder e Vice-Líder do CA, os Auxiliares de seu Esquadrão e o Presidente da SAEEAR; h ) o conteúdo deste Manual; i ) os hinos e canções do hinário do CA; j ) o Código de Honra do Aluno da EEAR; k ) os postos e graduações das três Forças Armadas; l ) o Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica, Marechal do Ar Alberto Santos Dumont; m ) o Patrono da Força Aérea, Marechal do Ar Eduardo Gomes; e n ) o 1º Ministro da Aeronáutica: Doutor Joaquim Pedro Salgado Filho. 18.18 - Fica estritamente proibido adentrar à Secretaria dos Esquadrões (Sargenteação) fora do horário de expediente. 18.19 - A realização de eventos comemorativos com instrutores da Divisão de Ensino e Formação (DEF) será permitida somente mediante autorização prévia do Comando do CA, solicitada via cadeia de comando. 18.20 - Todas as vezes que o aluno da EEAR observar Graduado/Oficial em forma por algum motivo, deverá correr. Principalmente no horário de início de expediente, quando o efetivo do CA entra em forma para retirar faltas, sob a cobertura do Rancho “Alpha”. 40/86 Manual do Aluno 2024 18.21 - O aluno que for dispensado da escala de serviço, por motivos de saúde, durante o final de semana, somente poderá deixar as dependências da Escola com autorização do Comandante do CA. 19 - MÍDIAS SOCIAIS 19.1 - Nos dias atuais, tem sido rotina o uso de sites de relacionamento, de comunidades virtuais e de redes sociais pelas pessoas de todas as idades e de toda índole. 19.2 - Considerando que a profissão militar é, por sua natureza, uma atividade diretamente vinculada à segurança, é importante que o aluno da EEAR compreenda que, quando expõe dados e informações ligadas ao seu trabalho, sua rotina ou informações intrínsecas ao quartel, está violando regras de segurança. 19.3 - No campo da “tecnologia da informação”, existe um termo conhecido como “engenharia social”. A engenharia social consiste em técnicas reais ou virtuais utilizadas com a finalidade de obter acesso e informações importantes e/ou sigilosas em organizações ou sistemas por meio da ilusão ou exploração da confiança das pessoas. Os principais canais utilizados para acesso a este tipo de ataque são os sites de relacionamento, as comunidades virtuais e as redes sociais. 19.4 - É possívelreduzir as vulnerabilidades quanto ao acesso a sites de redes sociais tomando os seguintes cuidados: a ) desconfiar, inclusive dos amigos, e não clicar em todo conteúdo oferecido; b ) obedecer à política de uso da internet da Organização em que trabalha; c ) atentar quanto à instalação de aplicativos e pensar duas vezes antes de utilizar a geolocalização”; d ) não publicar ou encaminhar mensagens falsas ou danosas a qualquer pessoa ou instituição; Manual do Aluno 2024 41/86 e ) não se utilizar do anonimato criando perfis falsos para se manifestar nas mídias sociais; f ) não publicar, compartilhar, comentar ou curtir postagens polêmicas que possam fomentar desordem social ou ainda gerar comentários ofensivos à FAB ou a outras instituições; g ) não publicar conteúdos de caráter íntimo que atente contra o decoro; h ) não fazer, no ambiente virtual, o que não faria no ambiente real; i ) não obter vantagens de qualquer tipo, financeiras ou não, utilizando a posição de militar em perfil pessoal na internet; j ) não criticar a Instituição, bem como seus superiores, pares ou subordinados; k ) não publicar imagens/vídeos, portando ou utilizando armamento militar; l ) não publicar imagens/vídeos no interior dos alojamentos; m ) não realizar qualquer transmissão ao vivo (live stream) do interior das Organizações Militares do COMAER; n ) publicar, em redes sociais, apenas as informações e as imagens institucionais das Organizações Militares, ou seja, aquelas que estão dispostas nos sites oficiais da FAB ou que se refiram à sua atividade-fim, à sua importância histórica ou à sua beleza arquitetônica, evitando, absolutamente, a exposição de informações que prejudiquem a segurança, a credibilidade e a integridade das Organizações Militares e de seus membros; o ) não publicar imagens/vídeos de si mesmo ou de qualquer outro aluno, trajando, de forma incompleta, uniforme militar previsto no RUMAER; p ) não publicar imagens ingerindo bebidas alcoólicas ou apresentando indícios de embriaguez; 42/86 Manual do Aluno 2024 q ) atentar ao falar sobre a FAB, porque o discurso pode ser interpretado como uma posição oficial da Instituição. “Falar sobre a FAB”, sim; “Falar pela FAB”, não. Lembre-se: fardado ou não, você representa a Instituição. 19.5 - Não postar ou curtir quaisquer mensagens que possam envolver ou caracterizar censura a ato de superior hierárquico, inclusive quando feitas em “tom irônico”. Vale lembrar que o militar “não deixa de ser militar” por estar em ambientes virtuais. 19.6 - No uso de sites ou aplicativos relacionados às mídias sociais, o aluno NÃO deverá “curtir” ou colocar comentários, fotos ou vídeos que possam expor: a ) instalações cuja segurança deva ser preservada; b ) exercícios militares, instruções teóricas ou práticas sem o conhecimento dos respectivos instrutores; c ) armamentos ou postos de serviço; d ) instrutores ou colegas em situações que possam causar constrangimentos ou que desrespeitem o direito à privacidade; e e ) episódios e/ou acontecimentos envolvendo a instrução ou a administração que estejam sob investigação interna, ao qual tenha tido acesso. 19.7 - É imprescindível que os alunos encerrem suas sessões (‘logoff’) em todos os sistemas, e-mails, equipamentos de informática e quaisquer outros recursos de rede imediatamente após o uso ou em caso de ausência. Esta diretriz é crucial para a proteção de dados confidenciais e para impedir o acesso não autorizado por terceiros. A inobservância desta diretriz poderá acarretar sanções disciplinares ou legais. 20 - CONDUTA NA CANTINA 20.1 - Prestar a continência regulamentar em quaisquer dos ambientes da cantina, inclusive quando seu superior estiver fora da cantina. No caso de o aluno encontrar-se sentado, Manual do Aluno 2024 43/86 deverá, de forma respeitosa, olhar e cumprimentar seus superiores com “aceno de cabeça”. 20.2 - No caso de passagem de tropa ou por ocasião do hasteamento ou arriação do Pavilhão Nacional o aluno deverá prestar a continência regulamentar conforme estabelecido no RCONT. 20.3 - Após o licenciamento, para evitar atrasos aos ônibus fretados pela SAEEAR, os alunos poderão realizar um “lanche rápido” na cantina em traje à paisana. Fica subentendido que “lanche rápido” é quando o aluno dispõe de pouco tempo para esperar, o que implica no fato de o aluno NÃO se sentar às mesas. 20.4 - Não é permitida a presença do aluno no interior da cantina em traje civil em qualquer outra situação a não a descrita no item anterior. 21 - CONSTITUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE FORMAÇÃO 21.1 - ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO MILITAR (EAM) O EAM tem por objetivo adaptar o jovem, que inicia sua jornada acadêmica, à vida da caserna e às peculiaridades da instituição, por meio de um programa de treinamento doutrinário, físico e militar estimulando o gosto pela profissão, o espírito de corpo, a disciplina e a organização, desenvolvendo, ainda, o hábito da atividade física e do estudo, dentre outras virtudes militares, com base nos mais elevados princípios éticos e morais, visando à integração do futuro Aluno ao restante do Corpo. 21.1.1. SERVIÇO DE ESCALA Durante o EAM o estagiário concorrerá ao serviço de Plantão de Alojamento do seu esquadrão e, se for o caso, também de seus prédios anexos. O aluno somente passará a concorrer na escala de serviço de Plantão de Alojamento dos demais esquadrões no primeiro dia útil após o término do EAM. 21.2 - PROGRAMA DE TREINAMENTO MILITAR (PTM) Programa de treinamento físico e doutrinário a ser cumprido pelos estagiários e alunos da EEAR. O referido programa é aplicado durante a primeira metade do curso ou estágio ao qual o discente estiver 44/86 Manual do Aluno 2024 matriculado e visa à preparação do futuro sargento para ações que exijam pronta resposta e resistência à fadiga. O objetivo é estimular o desenvolvimento da autodisciplina, a compreensão de autoridade e hierarquia, o sentimento de camaradagem e criar fortes laços de dever e lealdade para com a instituição e o país. Durante este programa, o Aluno é constantemente exigido nos aspectos de coragem, tenacidade e entusiasmo. Esta fase se inicia com o Estágio de Adaptação Militar. 21.3 - PROGRAMA DE TREINAMENTO DE LIDERANÇA (PTL) O referido programa é aplicado apenas para os alunos da 4ª Série do curso ou estágio ao qual o discente estiver matriculado e visa à preparação do futuro sargento para exercer liderança de pequenas frações de tropa. É nesta fase que o Aluno desenvolve sua capacidade de comunicação e relacionamento humano, necessárias ao papel de liderança ao qual está destinado. O Aluno será então contextualizado, compreendendo sua situação na formação dos graduados da FAB, sabendo que espera-se que o seu comportamento influencie os novos discentes a internalizarem os valores apresentados no PFV. 22 - CADEIA DE LIDERANÇA DO CORPO DE ALUNOS 22.1 - CONCEITUAÇÃO É composta por alunos da 4ª Série, selecionados pelo Comando de seu Esquadrão, tem como atribuição transmitir diretrizes, normas e costumes vigentes na instituição aos alunos dos Esquadrões mais modernos, atuando como elo entre o Comando do Corpo de Alunos e os seus discentes. Os alunos da 4ª Série, quando empregados no PTL, deverão estar cônsciosde que serão vistos como modelos pelos alunos dos demais Esquadrões, pelo exemplo de integridade e correção que os mais antigos representam. Sendo assim, devem enfatizar a educação através da persuasão e do comportamento cooperativo no desempenho das missões de que participe junto com os mais modernos ou das quais esses devam participar. 22.2 - CONSTITUIÇÃO DA CADEIA DE LIDERANÇA: Manual do Aluno 2024 45/86 a ) Líder do Corpo de Alunos; b ) Vice-líder do Corpo de Alunos; e c ) Auxiliares de Esquadrão. 22.3 - ESTADO-MAIOR DE ALUNOS Os alunos Líder e Vice-Líder do CA, os Auxiliares de Esquadrão e o Presidente da SAEEAR compõem o Estado-Maior de Alunos. O Estado-Maior tem como atribuição fiscalizar a atuação dos demais membros da Cadeia de Liderança, orientando-os a fim de que se atinjam os objetivos propostos no PTM, no PTL, no PFV e no EAM. Os alunos componentes do Estado-Maior têm, como prerrogativas: a ) formar ao lado esquerdo do palanque dos instrutores durante as paradas diárias do Corpo de Alunos; b ) permanecer fora de forma apenas durante as chamadas rotineiras e os deslocamentos do Corpo de Alunos, exceto quando houver ordem superior para permanecer na tropa; e c ) não concorrer às escalas de serviço. 22.4 - RESPONSABILIDADES DA CADEIA DE LIDERANÇA A Cadeia de Liderança tem um papel extremamente importante para o êxito da aplicação do PTM e do PTL estabelecidos pela Seção de Doutrina, uma vez que auxiliam na execução dos respectivos programas, sendo supervisionados pelos oficiais e sargentos do CA. Participar ativamente do Programa de Formação de Valores, capitaneados pela Seção de Doutrina, com intuito de internalizar esses valores em si próprios e nos demais alunos. Orientar seus liderados a fim de que se atinjam os objetivos propostos pelo Comando do CA, e que todos os procedimentos previstos no Manual do Aluno e regulamentos em vigor sejam ensinados e, posteriormente, verificados quanto a sua execução. Fiscalizar a atuação dos demais alunos para assegurar que a conduta dos mesmos seja orientada, corrigida constantemente e aplicada em conformidade com os documentos doutrinários e com as orientações dos oficiais do CA. 46/86 Manual do Aluno 2024 22.5 - DOS DEVERES DO LÍDER DO CORPO DE ALUNOS Exercer, efetivamente, sua liderança sobre os demais alunos em todas as situações. Adotar postura e conduta dignas que denotem a honradez que a função de Líder lhe impõe e servir como exemplo para os demais alunos. Orientar e fiscalizar o desempenho e a atuação dos demais componentes da Cadeia de Liderança dentro dos limites preconizados. Acompanhar de perto a rotina do Corpo de Alunos, procurando assessorar o Comando do Corpo de Alunos, por meio do Comando de seu Esquadrão, sobre problemas eventuais de relevância para a coletividade dos alunos. Manter-se atualizado em relação às instruções da Seção de Doutrina e às diretrizes do comando, no tocante ao PTM e PTL. Exigir dos demais alunos atitudes que venham a solidificar a disciplina no âmbito do Corpo de Alunos, relatando aquelas que contrariarem tais orientações. Tomar a iniciativa de apresentar o Corpo de Alunos em todas as situações em que tal procedimento se fizer necessário. 22.6 - DOS DEVERES DO VICE-LÍDER DO CORPO DE ALUNOS Auxiliar o Líder do Corpo de Alunos nas tarefas e atribuições relativas à Cadeia de Liderança, bem como substituir o Líder do Corpo de Alunos na ausência deste. 22.7 - DOS DEVERES DOS AUXILIARES DE ESQUADRÃO Manter ligação constante com o Comando do Esquadrão, procurando assessorá-lo em todos os assuntos do seu nível. Agir como elo entre o Comando do Esquadrão, a Cadeia de Liderança e os alunos do Esquadrão, transmitindo ordens, auxiliando no doutrinamento e levando ao Comando do Esquadrão os assuntos dos seus liderados considerados relevantes. Acompanhar de perto a rotina dos seus liderados, procurando assessorar o Líder do Corpo de Alunos sobre problemas eventuais julgados de relevância para a coletividade. Manual do Aluno 2024 47/86 Colaborar na coordenação de atividades extracurriculares planejadas pelo Comando do Esquadrão. Orientar o Esquadrão ao qual Auxilia quanto aos procedimentos, avisos e determinações emanados do Comando, fazendo com que sejam cumpridos efetivamente. Exigir dos alunos o cumprimento dos procedimentos previstos no Manual do Aluno, relatando por meio de FOBS as alterações dos alunos de seu Esquadrão. 22.8 - CRITÉRIOS PARA INDICAÇÃO À LIDERANÇA O Líder do Corpo de Alunos é o primeiro colocado da 4ª Série do CFS, de acordo com o Plano de Avaliação da EEAR. O Vice-Líder do Corpo de Alunos é o segundo colocado da 4ª Série do CFS, de acordo com o Plano de Avaliação da EEAR. Os Auxiliares de Esquadrão serão alunos da 4ª Série do CFS (um do sexo masculino e outro do feminino por esquadrão) que, independentemente de especialidade ou de antiguidade, destacaram-se, ao longo das séries anteriores, pelo seu desempenho global e que satisfaçam aos seguintes requisitos: Preferencialmente: a ) possuir o Mérito Especialista; e b ) possuir média acima de 8,00. Obrigatoriamente: a ) possuir higidez física adequada à função; b ) possuir o Mérito Militar; c ) ter sido indicado pelo Comando de seu Esquadrão; e d ) ter seu nome aprovado pelo Comandante do CA. Os adaptadores serão alunos da 4ª Série do CFS indicados pelo Comandante de Esquadrão, observando o perfil militar e o histórico do militar, respeitando o quantitativo demandado pela SIMCA. 48/86 Manual do Aluno 2024 O Presidente da SAEEAR será escolhido por votação dos alunos da sociedade, quando na 3ª Série do CFS e deverá ter seu nome aprovado pelo Comandante do Esquadrão e pelo Comandante do CA. As Diretorias da SAEEAR, bem como as Diretorias dos Centros de Tradições Regionais (CTG, CTNN e CTMG) serão indicadas pelos associados e, posteriormente, submetidas à aprovação do respectivo Comandante de Esquadrão. Qualquer componente que venha, no decorrer de sua função, a cometer transgressão disciplinar que atente contra os preceitos basilares do militarismo, ou que tenha um desempenho insuficiente ou inadequado no exercício de sua função, poderá ser substituído. A supervisão do trabalho da Cadeia de Liderança cabe à Seção de Doutrina do Corpo de Alunos, em coordenação com os Comandos dos Esquadrões. 23 - SISTEMA ESPECIAL DISCIPLINAR O Sistema Especial Disciplinar é aplicado ao Aluno Especialista no intuito de familiarizá-lo com as regras de conduta, primando sempre pela manutenção da disciplina e hierarquia, visando adaptá-lo as normas disciplinares contidas no RDAER, conforme previsto na Lei nº 6.880/80 (Estatuto dos Militares). Na aplicação das punições disciplinares serão considerados os dispositivos constantes do RDAER, em consonância com o disposto na ICA 111-6, que regulamenta a sistemática de apuração de transgressão e aplicação de punição disciplinar. São punições disciplinares previstas no RDAER: a ) repreensão; b ) detenção; c ) prisão; d ) desligamento do curso; e ) licenciamento a bem da disciplina (praças sem estabilidade); e Manual do Aluno 2024 49/86 f ) exclusão a bem da disciplina (praças estabilizadas). Poderão, ainda, serem impostas aos alunos da EEAR outrasmedidas administrativas, com a finalidade de promover a sua reeducação, quando a conduta praticada enquadrar-se, tão somente, como irregular, mas não chegar a constituir transgressão disciplinar ou crime, com base no Art. 18 do RDAER. Poderão ser adotadas as seguintes medidas administrativas em relação às condutas irregulares praticadas por alunos, não enquadradas como transgressão disciplinar ou crime: a ) trabalhos de estudo e pesquisa; b ) serviço extra, visando o reforço de aprendizagem; c ) revista de uniforme, realizada por sargenteante, visando o reforço da correta utilização do fardamento; d ) pré-alvorada; e ) licenciamento NÃO concedido; e f ) treinamento de prontidão militar. A forma de advertência relacionada na letra “d” do item anterior será detalhada em Ordem de Instrução específica. 23.1 - TRABALHOS DE ESTUDO E PESQUISA A fim de corrigir pequenos desvios de comportamento, principalmente quando for verificado que a conduta irregular deu-se por falta de sedimentação dos conhecimentos transmitidos, poderá ser cobrada do aluno a elaboração de um estudo, por escrito, a respeito do tema que originou a irregularidade. O prazo para a elaboração da pesquisa deverá ser de 3 a 5 dias, sendo recomendável que o aluno realize o trabalho aos finais de semana, sem prejuízo do licenciamento e da rotina acadêmica. Caso julgado oportuno, o aluno poderá vir a apresentar para o restante de seu Esquadrão por ocasião de DCE. 23.2 - PRÉ-ALVORADA 50/86 Manual do Aluno 2024 Determinar a apresentação do aluno à Sala do Aluno de Dia até 30 minutos antes da alvorada, por um período determinado de no máximo 5 dias úteis. O Comando dos Esquadrões têm autonomia para aplicar a Pré-Alvorada. Horários anteriores ao citado deverão ter prévia autorização do Comandante do CA. A retirada de faltas será realizada pelo Aluno Permanência à Sala do Aluno de Dia. 23.3 - LICENCIAMENTO NÃO CONCEDIDO O aluno submete-se ao regime de internato ao longo de sua formação. Desta forma, o Licenciamento Não Concedido é concessão do Comandante do CA, o LNC é a retirada temporária da concessão para se ausentar da EEAR, aplicada ao aluno pelo Comandante do seu Esquadrão, por ser um ato discricionário do Comandante, este procedimento não necessita de Processo de Apuração de Transgressão Disciplinar (PATD). Quando no cumprimento de LNC, o aluno deverá se restringir à área administrativa da EEAR, seguindo os limites e rotas previstos na NPA de Rotina. O uniforme para o cumprimento das revistas de verificação do LNC será o 7º C completo. O aluno poderá utilizar a SAEEAR, o Clube dos Alunos, o CTG, o CTNN, o CTMG, a cantina e outros recintos similares, podendo, ainda, utilizar-se das salas de aula da DEF para estudar nos horários compreendidos entre as revistas e chamadas, bem como praticar atividades físicas. No entanto, deverá comparecer às chamadas de verificação, conforme previsto na NPA de Rotina. 23.4 - REPREENSÃO A repreensão verbal poderá ser acompanha de uma Medida Disciplinar Especial, esta punição deve apenas ser registrada no histórico do aluno em seu esquadrão. A repreensão por Escrito não acarreta nenhum tipo de privação ao aluno durante os dias úteis e não úteis. Esta punição deve ser publicada em boletim interno. 23.5 - DETENÇÃO Manual do Aluno 2024 51/86 Quando no cumprimento de detenção, o aluno deverá se restringir à área administrativa do CA, limitados pela Lagoa do Brigadeiro, Alameda São Paulo, Alameda Bahia e Academia do CA. O uniforme para o cumprimento da Detenção será o 7º C completo, após o término das atividades diárias, nos dias úteis, e durante toda a rotina nos dias não-úteis. Nos dias úteis, o aluno só poderá se ausentar dos limites do CA para o cumprimento de atividades curriculares programadas. O aluno detido permanece em seu alojamento, ausentando-se apenas para ir ao refeitório e revistas de verificação de presença; não poderá participar das atividades dos Clubes do CA tampouco utilizar-se da academia e a Sociedade dos Alunos. Comparecer às revistas de verificação de presença de cumprimento de punição, conforme listado abaixo: a ) Hasteamento do Pavilhão Nacional; b ) Almoço; c ) Arriamento do Pavilhão Nacional; e d ) Pernoite da Equipe de Serviço. Nos dias úteis, o aluno deverá se apresentar ao Sargento de Dia ao término das instruções, sem prejuízo a quaisquer instruções programadas em QTS. 23.6 - PRISÃO Quando no cumprimento de Prisão, o aluno deverá permanecer na sala anexa à Sala do Aluno de Dia, ausentando-se apenas para entrar em forma nas verificações de presença de cumprimento punição e nos deslocamentos para o refeitório. O uniforme previsto para o cumprimento da prisão deverá ser o 10º uniforme completo. Comparecer às revistas de verificação de presença de punição, conforme listado abaixo: a ) Hasteamento do Pavilhão Nacional; 52/86 Manual do Aluno 2024 b ) Almoço; c ) Arriamento do Pavilhão Nacional; e d ) Pernoite da equipe de serviço. Nos dias úteis, o aluno deverá se apresentar ao Sargento de Dia ao CA ao término das instruções, sem prejuízo a quaisquer instruções programadas em QTS. 23.7 - HORÁRIOS DE INÍCIO E TÉRMINO DAS PUNIÇÕES A punição inicia às 8 h do primeiro dia da punição e encerra às 8 h do dia seguinte ao último dia da punição. Os alunos deverão observar se a grade de punidos ou a relação de Licenciamento Não Concedido contém os seus respectivos nomes. Não poderá ser considerado o cumprimento da punição se não houver grade nominal de punidos assinado no dia do início da punição. 23.8 - DISPOSIÇÕES GERAIS Para qualquer uma das apresentações, o mais antigo dos punidos coloca os demais em forma, antes do horário previsto, em frente a Sala do Aluno de Dia. Cabe ao ALCA estar presente em todas as revistas e lançar estas alterações no livro de serviço, caso haja impossibilidade de cumprir os horários previstos. Ao punido com detenção ou prisão é permitido ir ao Grupo de Saúde de Guaratinguetá (GSAU-GW) apenas por problemas de saúde própria, consultas ou em apoio a outrem, devendo ser dada a ciência ao ALCA do ocorrido, imediatamente, após o fato. Caso o aluno detido seja de Esquadrão mais antigo que o ALCA, ele se apresentará ao Sargento de Dia ao CA. Somente o Comandante do CA/Subcomandante do CA ou, na ausência destes, os Comandantes de Esquadrão, tem autonomia para dispensar o aluno punido de qualquer apresentação que o mesmo deva cumprir de acordo com este Manual. É proibido ao aluno tirar serviço enquanto cumpre punição ou licenciamento não concedido. 24 - APRESENTAÇÃO PESSOAL Manual do Aluno 2024 53/86 24.1 - INTRODUÇÃO Em conformidade com o RUMAER, este Manual complementa orientações quanto à apresentação pessoal para as praças especiais matriculadas na EEAR. 24.2 - APRESENTAÇÃO QUANDO UNIFORMIZADO É vedado o uso de tatuagem no corpo com símbolo ou inscrição que afete a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro exigido aos integrantes das Forças Armadas que faça alusão a: a ) ideologia terrorista ou extremista contrária às instituições democráticas ou que pregue ou incite a violência ou a criminalidade; b ) discriminação ou preconceito de raça, credo, sexo ou origem; c ) ideia ou ato libidinoso; e d ) ideia ou ato ofensivo às instituições, sociedade, etnias, grupos ou indivíduos. É vedadoo uso de qualquer tipo de tatuagem na região da cabeça, do rosto e da face anterior do pescoço que comprometa a segurança do aluno. É vedado o uso de escarificações em partes do corpo que fiquem visíveis com o uso do uniforme. Os aplicativos do tipo “piercing” que estejam localizados em partes do corpo que fiquem à mostra quando trajando uniformes previstos no RUMAER, inclusive aqueles previstos para a prática de Educação Física, deverão ser removidos. É vedado o uso de lentes de contato coloridas ou que apresentem desenhos, mesmo que de grau. É autorizado o uso do guarda-chuva em conformidade com o RUMAER (guarda-chuva na cor preta, exceto quando estiver em forma ou compondo equipe de serviço). Entretanto, esse uso deverá ser individual, não sendo permitido mais que um aluno sob o mesmo guarda-chuva. 54/86 Manual do Aluno 2024 24.3 PRESCRIÇÕES PARA AS ALUNAS Em ocasiões especiais, quando autorizado pelo Comandante do Corpo de Alunos, o seguimento feminino poderá utilizar maquiagem. A maquiagem deve ser usada com moderação, em tons discretos e compatíveis com a cor da pele da militar. Deverá ser observada a harmonia e a estética, sempre em conformidade com o nível de formalidade e adequação exigidos pelo ambiente ou evento. Nesse contexto, são permitidas maquiagens mais elaboradas em bailes, representações e eventos comemorativos. Não sendo autorizado o uso de maquiagens permanentes (Ex: cílios permanentes, sobrancelhas de rena, contornos de boca e olhos, etc.). As unhas devem ser tratadas e, se pintadas, deverá ser utilizado apenas esmalte de cor transparente, sem desenhos ou enfeites, sendo seu comprimento máximo limitado pelo alinhamento com a ponta dos dedos. No âmbito do Corpo de Alunos, as alunas podem adotar o corte de cabelo curto e o penteado tipo coque. Não será permitido o uso de máquina zero, sendo no mínimo de número 2. Os demais cortes e penteados, previstos no RUMAER, poderão ser utilizados mediante autorização do Comandante do Corpo de Alunos. Será permitido o uso de trança simples, conforme padrões previstos no RUMAER. Nessa situação, os dias serão determinados pelo Comandante do Corpo de Alunos. Utilizando o penteado tipo coque, a aluna poderá utilizar “tic-tac”, na cor preta, para prender os fios que ficarem soltos. Nessa situação, a aluna não poderá ter partes do cabelo rapado, como nuca, lateral da cabeça ou região frontal. Utilizando o penteado tipo coque a aluna deverá prender todo o cabelo uniformemente até a confecção do coque, não podendo haver tranças, penteados ou qualquer coisa que altere a linearidade natural dos fios até a confecção do coque. O Comandante do CA poderá permitir o uso dos demais penteados tipo rabo de cavalo e tipo trança única nos seguintes casos: Manual do Aluno 2024 55/86 a ) no uso do 9º uniforme, ou ainda, quando utilizando abrigos que representem a OM da militar em competições esportivas; b ) no uso do 10º uniforme, quando em campanha ou exercício operacional ou instruções e atividades operacionais do Galpões de SGS e SBO, desde que observada a segurança operacional e do trabalho, sendo vedada sua utilização nos serviços de guarda; e c ) com o 8º uniforme, colocando, quando em atividade aérea, o rabo de cavalo ou trança única para dentro do macacão de voo, desde que o comprimento do cabelo permita. No caso de cabelo curto, assim entendido aquele cujo comprimento fique acima da gola do uniforme, este pode ser usado solto em qualquer circunstância, observando-se que, quando com cobertura, as orelhas devem ficar à mostra. Para fins de padronização, o cabelo deve ser preso com “tic-tac”, na cor preta, de forma que o mesmo não recaia sobre o rosto. As militares devem abster-se do uso de penteados exagerados (a altura da massa de cabelo, medida a partir do couro cabeludo, não deve exceder cinco centímetros), de penteados que cubram a testa, ainda que parcialmente (franja), e do uso de quaisquer postiços, adereços ou “glitter”, inclusive em eventos sociais. A coloração artificial do cabelo deve ser feita com moderação, utilizando-se apenas tons de cores naturais de cabelo e respeitando a harmonia e a discrição necessária e compatível com o uso do uniforme. Quando necessário prender e/ou moldar os cabelos, deve-se usar grampos simples, elásticos, fivelas discretas e/ou rede, todos pretos ou na cor do cabelo, sem enfeites e/ou brilhos. Nos exercícios de prontidão militar, caracterizados pelo acionamento após o Toque de Silêncio, as alunas poderão usar o penteado tipo “rabo de cavalo”, devendo o comprimento do cabelo seguir as regras previstas no RUMAER. Em Exercícios de Campanha ou outros exercícios operacionais, por motivo de segurança, poderá ser determinado o uso de “rabo de cavalo”, trança única e a utilização de touca protetora. Nesse caso, o cabelo deverá ser preso com uma série de elásticos da cor mais próxima à do 56/86 Manual do Aluno 2024 cabelo, colocados ao longo de todo seu comprimento, de maneira que fique totalmente preso. Não é permitido o uso de saias extremamente justas, acima dos joelhos ou com cintura baixa. Não é permitido o uso de calças extremamente justas. 24.4 PRESCRIÇÕES PARA OS ALUNOS Por ocasião do retorno de férias, o aluno deverá se apresentar com o corte padrão (pente “número um” nas laterais e nuca e pente “número dois” na parte superior da cabeça). O tamanho do corte do cabelo, desde o início do período da adaptação até o evento dos “100 Dias” na 4ª Série, deverá ser realizado utilizando máquina com pente nº 1 nas laterais e máquina com pente nº 2 no restante, sem fazer o “pezinho”. Contudo, após o evento “100 Dias”, poderá ser autorizado, a critério do Comandante do CA, o corte com máquina com pente nº 2 nas laterais e máquina com pente nº 4 no restante, podendo fazer o “pezinho” do cabelo. A costeleta (porção de barba e cabelo que se deixa crescer na parte lateral do rosto) deve ser mantida a dois centímetros abaixo do ponto superior de união da orelha com a cabeça, conservando sua largura natural (é vedado o estreitamento da costeleta). É vedado o uso: a ) de bigode; b ) de brincos; c ) de barba, cavanhaque ou barbicha; e d ) de raspar a cabeça com “máquina zero” ou navalha, exceto se prescrito por oficial médico, por motivos clínicos. No caso de necessidade do uso de corte de cabelo e/ou barba, com a finalidade de encobrir lesão fisionômica, o militar deverá requerer autorização por escrito e fundamentada em parecer clínico ao respectivo Comandante de Esquadrão, que encaminhará o caso ao Comandante do CA. Caso haja necessidade, o militar deverá ser novamente identificado. 24.3 - USO DE ACESSÓRIOS Manual do Aluno 2024 57/86 24.3.1. É PERMITIDO: Relógio em tamanho e modelo discretos e funcionais, em qualquer pulso, na cor preta ou prateada. Aliança, na cor prateada ou dourada. Óculos de grau, devendo ser observada a discrição quanto ao formato e cor. As lentes NÃO poderão ser espelhadas ou coloridas e a armação deverá ser dourada, prateada ou outra cor em tom escuro, preservando a discrição. Óculos escuros desde que mediante receita médica, devendo ser entregue uma cópia da receita na secretaria do respectivo Esquadrão e observar o disposto no item anterior. NÃO épermitido o uso preso ao uniforme ou sobre a cabeça. Colar metálico no pescoço desde que tenha apenas uma volta, na cor dourada e/ou prateada, com espessura máxima de meio centímetro, e que possua, ou não, um pingente com, no máximo, um e meio centímetro de largura por um e meio centímetro de altura. Fones de ouvido, em tamanho discreto, nas cores preta ou branca, devendo ser usado apenas durante a prática individual de atividade física ou utilizando computadores e videogames da SAEEAR, fora das jornadas de instrução. Além disso, o dispositivo eletrônico poderá ser utilizado em estudo individual noturno, no interior da sala de aula. Mochila preta, sendo admitidos pequenos detalhes, em cores neutras, podendo ser carregada às costas, ou ao ombro, exclusivamente, nos 8º, 9º, 10º e 11º uniformes. Esta autorização não se aplica a militares em formaturas ou compondo equipe de serviço. Exclusivamente quando o militar estiver se deslocando em motocicleta ou bicicleta, é autorizado o uso de mochila às costas, ou ao ombro, em qualquer uniforme. Protetor solar sem cor e manteiga de cacau. Apenas às alunas do PTL: um par de brincos (um em cada orelha), devendo ser inteiramente prata ou dourado, com ou sem pérola, desde que sejam pequenos e discretos, sem argolas nem pingentes. Os brincos não devem ultrapassar o tamanho do lóbulo da orelha. Para os homens é vedada a utilização de brincos. 24.3.2. NÃO É PERMITIDO O USO: 58/86 Manual do Aluno 2024 Chaveiro ou chave pendurada no cinto. “Gloss” ou outros tipos de hidratantes labiais com brilho, exceto em caso de indicação médica. Peça de qualquer material aplicada na parte inferior da perna próxima ao pé, conhecida como “tornozeleira”. Uniformes demasiadamente ajustados ao corpo. As calças não poderão ter cintura baixa; devendo deixar aparecer, no máximo, cinco botões da canícula. No caso das saias, não poderão ser acima dos joelhos ou com cintura baixa. “Smartwatch” ou “smartphone” em instrução, serviço, reuniões, “briefings” ou qualquer outra atividade programada. 24.3.3. USO DE TRAJES CIVIS É proibido conduzir veículo no interior da EEAR de chinelos ou sem camisa. É proibido o uso de camisas com dizeres impróprios ou que afrontem o decoro e os bons costumes. Aos alunos, no âmbito de qualquer Organização Militar (OM), fica proibido o uso de: a ) bonés, toucas, chinelos e similares; b ) bermudas e shorts; e c ) camisetas sem mangas. Às alunas, no âmbito de qualquer OM, fica proibido o uso de: a ) blusas com decotes ousados que deixem à mostra o contorno dos seios, podendo ser usado top ou faixa por baixo da blusa para cobrir o decote; b ) blusas que deixem as costas descobertas abaixo da linha das axilas; c ) blusas transparentes; d ) peças que exponham roupa íntima; Manual do Aluno 2024 59/86 e ) blusas que deixem qualquer parte do abdômen à mostra; f ) calças justas que definam a silhueta do corpo ou calças de “lycra”; g ) saias ou vestidos com comprimento acima da linha do joelho; e h ) O uso de bonés, toucas e chinelos. 25 - INSIGNIAS, BREVÊS E ADORNOS 25.1 - INSÍGNIAS DE MÉRITO A insígnia de Mérito Militar será utilizada pelos alunos das 3ª e 4ª séries que obtiverem os maiores graus no Conceito de Doutrina Militar, que avalia o espírito militar, o caráter, o decoro, a capacidade física, a apresentação pessoal e a disciplina. A quantidade de insígnias será correspondente a 10% (dez por cento) do efetivo de cada série. A insígnia de Mérito Intelectual será distribuída para até 10% do efetivo de cada série (2ª, 3ª e 4ª séries), sendo utilizados os seguintes critérios: alunos primeiros colocados de cada especialidade e na sequência os demais alunos de acordo com a classificação geral. A insígnia de Mérito Desportivo será utilizada pelo aluno considerado pela Seção de Educação Física como o atleta padrão das 2ª, 3ª e 4ª séries. A insígnia de Mérito Especialista será utilizada pelos alunos que obtiverem as insígnias de Mérito Militar e Intelectual simultaneamente. 60/86 Manual do Aluno 2024 25.2 - INSÍGNIAS ESPECIAIS A Insígnia Especial da Sociedade dos Alunos – SAEEAR será outorgada aos alunos da última série do CFS, integrantes da diretoria da SAEEAR. MATERIAL: Metal. USO: No bolso direito, centralizada, nos uniformes: 3º, 4º, 5º, 6º e 7º RUMAER. Conforme são utilizados os distintivos de cursos de carreira nos militares formados. 25.2.1. 25.3 - INSÍGNIAS DA LIDERANÇA A Insígnia de Líder do Corpo de Alunos será outorgada ao aluno primeiro colocado na classificação geral da 3ª para a 4ª série do CFS. A Insígnia de Vice-Líder do Corpo de Alunos será outorgada ao aluno segundo colocado na classificação geral da 3ª para a 4ª série do CFS. Manual do Aluno 2024 61/86 A Insígnia de Auxiliar de Esquadrão será outorgada aos alunos da 4ª série do CFS escolhidos para a função de Auxiliares de Esquadrão e ao Presidente da SAEEAR. 25.3.1. MATERIAL 3º, 4º, 5º, 6º e 7º RUMAER: Metal dourado para a insígnia de Líder do CA e metal prateado para as demais Insígnias da Liderança. No 10º RUMAER: Confeccionado em tecido de brim verde-oliva, medindo 18 mm por 60 mm, com as engrenagens e a estrela em linha “amarelo ouro” para o Líder do CA, linha branca para o Vice-líder do CA e em linha preta para as demais Insígnias da Liderança. 25.3.2. USO No bolso superior esquerdo, centralizada a 2 mm acima da costura superior nos uniformes: 3º, 4º, 5º, 6º e 7º RUMAER. No 10º RUMAER deverá ser centralizada a 2 mm acima da tarjeta com o bordado Força Aérea. 25.4 - DISTINTIVO DE INSTRUTOR DE TIRO O distintivo de Instrutor de Tiro poderá ser utilizado pelos alunos dos cursos BMB e SGS após a conclusão do Estágio. Ambas as especialidades, somente poderão utilizar o distintivo na 4ª série. 62/86 Manual do Aluno 2024 O distintivo tipo brevê poderá ser utilizado nos 5º, 7º e 10º Uniformes (tecido para o 10º e metal para os demais) e deverá ser aposto a 5 milímetros acima da tarjeta de Força Aérea ou em posição equivalente ou a 1 centímetro acima da fileira superior de insígnias da Liderança/Barretas. O brevê do tipo dístico com a inscrição “INSTRUTOR DE TIRO” deverá ser aposto a um centímetro da costura do ombro da manga direita da gandola do 10º uniforme e confeccionado no padrão de baixa visibilidade. 25.5 - CORDÃO VERMELHO COM APITO O cordão vermelho com apito poderá ser utilizado pelos alunos da especialidade de SBO após a conclusão da última avaliação da especialidade na 3ª Série, em cerimônia realizada no GSBO. Será utilizado no ombro direito. Cabe ressaltar que o aluno não poderá utilizar o cordão vermelho quando estiver em forma com todo o Esquadrão, nas paradas diárias e nos treinamentos de formaturas, nas instruções/palestras com todo o esquadrão ou com todo o Corpo de Alunos e durante o cumprimento dos serviços de escala. Portanto, tal utilização deverá ocorrer apenas durante as instruções supervisionadas pelo galpão GSBO. 25.6 - CORDÃO BRANCO DO PRIMEIRO COLOCADO DA 4ª CFS O cordão branco será utilizado pelo aluno primeiro colocado na classificação geral da 3ª para 4ª série, após receber o estandarte da Escola de Especialistas de Aeronáutica. Será utilizado no ombro direito. 26 - EMBLEMAS DEESQUADRÃO E ESPECIALIDADE 26.1 - EMBLEMAS DE ESQUADRÃO O emblema deverá ser circular, com borda externa na cor preta. Em sua bordadura deverão constar os dísticos “CORPO DE ALUNOS DA EEAR” na parte superior, ocupando a metade superior do emblema, com todas as letras na cor preta e em fundo branco e o “NOME” do Esquadrão, na parte inferior, nas cores do Esquadrão (preta para o Esquadrão Branco) em fundo branco. O restante da bordadura, não preenchido por estes dísticos, deverá ter faixas em verde e amarelo. Manual do Aluno 2024 63/86 O limite externo do emblema deverá ter o seu diâmetro com medida igual a 7 (sete) centímetros. A borda deverá ter 1/18 avos do diâmetro (5 mm). O emblema deverá ser submetido à aprovação do Comandante do Corpo de Alunos da Escola de Especialistas de Aeronáutica. Para a utilização no 10º uniforme as cores deverão ser no padrão de “baixa visibilidade”, bordado na cor preta, podendo conter apenas tonalidades de verde compatíveis com o 10º RUMAER. Para o uso no 10º uniforme o Emblema de Esquadrão deverá se posicionar no local do DOM (bolso esquerdo). Para o uso nos 8º e 11º B o Emblema de Esquadrão deverá ser utilizado no bolso direito. 64/86 Manual do Aluno 2024 26.2 - EMBLEMA DE ESPECIALIDADE (ICA 903-1): Podem ser utilizados nos uniformes 8º de voo e 11º B (macacão de manutenção). No 8º uniforme o Emblema de Especialidade deverá ser utilizado no bolso esquerdo, no local onde é utilizado o distintivo de operacionalidade pelos militares formados. No 11º B o Emblema de Especialidade deverá ser utilizado a 2 mm, centralizado, acima no bolso esquerdo. O emblema deverá ser circular, com borda externa na cor preta. Em sua bordadura deverão constar os dísticos “NOME DA ESPECIALIDADE” na parte superior e o “NOME” do Esquadrão com seu ano de matrícula, na parte inferior, fundo na cor do Esquadrão, letra preta para os Esquadrões Amarelo, Branco e Prata e letra branca para os Esquadrões Azul e Verde. A arte utilizada no centro do Emblema é livre, devendo apenas conter o símbolo da Especialidade inserido na mesma. O limite externo do emblema deverá ter o seu diâmetro com medida igual a 7 (sete) centímetros. A borda deverá ter 1/18 avos do diâmetro (5 mm). O emblema deverá ser submetido à aprovação do Encarregado do respectivo Galpão de Especialidade. Manual do Aluno 2024 65/86 27 - PREVENÇÃO DE RABDOMIÓLISE 27.1 - APRESENTAÇÃO DO CONTEXTO O estresse celular é uma conjuntura do organismo onde a célula trabalha sem ter o apoio logístico (macro e micronutrientes, água, repouso e alimentação) necessário à realização do esforço ao qual está sendo solicitada, induzindo desequilíbrios orgânicos no organismo e, em alguns casos, levando até mesmo à morte. A rabdomiólise é uma síndrome grave que decorre da lesão muscular (miólise) direta ou indireta. É um resultado do rompimento das fibras musculares, que liberam seu conteúdo para a corrente sanguínea. Esse processo pode afetar principalmente os rins, que não conseguem remover os resíduos concentrados na urina. A rabdomiólise pode ser causada por diferentes fatores, como consumo excessivo de álcool e traumas, porém no meio militar está mais relacionada com a atividade física intensa em condições climáticas desfavoráveis. Dentre as causas mais conhecidas em exercícios militares está a liberação no sangue uma substância chamada mioglobina, que é uma proteína relacionada à hemoglobina. Quando a mioglobina é liberada após lesão do músculo, é filtrada para fora do pelos rins, que pode causar uma insuficiência renal aguda. 66/86 Manual do Aluno 2024 Exercício intenso em excesso, insolação ou desidratação podem desencadear a síndrome da rabdomiólise. Os sintomas mais comuns de rabdomiólise incluem fraqueza muscular, hematomas, dores musculares, desidratação e urina escura. O aluno deve estar sempre atento aos sintomas e informar sempre o mais antigo presente na atividade ou instrução, caso note alguma discrepância na coloração da sua urina, acompanhado de outros sintomas relacionados que denotem o quadro clínico de rabdomiólise. O aluno fica terminantemente proibido de fazer o uso de suplementos vitamínicos (Proteínas em geral, whey protein, hipercalóricos, aminoácidos em geral, BCAA, glutamina, creatina, etc.) e estimulantes energéticos a base de cafeína e taurina, sem a receita de um médico ou nutricionista da escola de especialistas, devendo informar e apresentar a receita a secretaria do comando de seu esquadrão. O uso de suplementos pode sobrecarregar os rins e associados a atividade física intensa, condições de temperatura e umidade, aumentam as chances de ocorrer um quadro clínico de rabdomiólise. O aluno deve suspender todo e qualquer suplementação, mesmo que com receita médica um mês antes de qualquer atividade prática que envolvam exercícios físicos intensos como por exemplo os Exercícios de Campanha, disciplinas como Táticas de Combate Terrestre 4 ou qualquer outra atividade que envolva grande desgaste físico. Atentar quanto ao uso de medicamentos, pois estes também podem ocasionar uma sobrecarga dos rins e corroborar para o agravamento de Manual do Aluno 2024 67/86 um quadro clínico rabdomiólise, dessa forma fica proibido o consumo de medicamentos por conta própria em atividades de campanha e em exercícios militares. 28 - CONDUTA SEXUAL E RELACIONAMENTO AFETIVO 28.1 - INTRODUÇÃO Em decorrência da consolidação do ingresso da mulher no mercado de trabalho, a compreensão de questões ligadas ao tema “assédio sexual” torna-se essencial para a manutenção de um ambiente sadio, e de mútuo respeito e que possibilite o desenvolvimento profissional. Pesquisas revelam que a maior incidência de casos de assédio sexual tem o homem como agente e a mulher como destinatária. Todavia, também pode ocorrer entre pessoas do mesmo sexo ou da mulher destinada ao homem. As instituições militares não estão isentas da possibilidade de sofrerem as consequências advindas do problema que envolve o presente tema, devendo procurar respaldar-se ética, técnica e legalmente para solucionar eventuais questões que possam ocorrer no seu ambiente de formação ou de trabalho. A inclusão da mulher nas Forças Armadas tem resultado no convívio entre homens e mulheres em diversos cenários, sendo que, no período de formação militar, na maioria dos casos, isso acontece em regime de semi-internato. Assim, a finalidade desta seção é proporcionar conhecimentos e valores aos alunos acerca desse tema, de forma que possam conviver em um ambiente misto de forma madura e profissional, tanto durante o período de formação quanto após formado, nas diversas Organizações. 28.2 - CONCEITUAÇÃO 28.2.1. CARACTERÍSTICAS O assédio sexual no local de trabalho consiste em “cantadas” explícitas ou constantes “insinuações” com conotação sexual, sem a concordância da vítima. É importante que esta “NÃO concordância” sempre deve ser manifesta de forma firme e clara por parte da pessoa afetada. A principal característica do assédio sexual é quando o agente age de maneira insistente com a intenção de obter favores sexuais. Trata-se, 68/86Manual do Aluno 2024 também, de uma forma de agressão moral e psicológica, visto que, via de regra, afeta a honra, expõe o(a) destinatário(a) a situações vexatórias e provoca insegurança profissional pelo receio de se perder o emprego, sofrer perseguições ou quaisquer outras “retaliações” que afetem o desenvolvimento profissional. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), quaisquer insinuações, contatos físicos forçados, propostas ou pedidos impertinentes, entre outros, podem ser considerados como assédio sexual, desde que apresentem pelo menos uma das seguintes características: a ) ser claramente uma condição para dar ou manter o emprego; b ) influir nas promoções ou na carreira do assediado; c ) humilhar, insultar ou intimidar a vítima; e d ) prejudicar o desempenho profissional. Em síntese, o assédio sexual no trabalho é sempre um ato de poder, sendo o assediador um superior hierárquico da pessoa assediada. Trata- se de uma insinuação ou proposta sexual insistente e inoportuna e rejeitada pela outra parte. Essa insinuação ou proposta pode ser verbal, gestual ou física. O assédio sexual apresenta ainda os seguintes elementos: a ) sujeitos: agente (assediador) e destinatário (assediado); b ) conduta de natureza sexual; c ) rejeição à conduta do agente; d ) reiteração da conduta; e e ) relação de emprego ou de hierarquia. Em relação ao requisito da repetição da conduta, pode ser excepcionalmente desnecessário para a configuração do assédio sexual, nos casos em que o ato, ainda que praticado uma única vez, seja de natureza grave. Manual do Aluno 2024 69/86 28.2.2. DIFERENCIAÇÕES É importante compreender que galanteios e elogios acompanhados de certas sutilezas, a priori, não caracterizam o assédio sexual. Existem três elementos que distinguem a “paquera” ou “cantada” do assédio sexual: a inconveniência, a insistência e a coerção baseada na condição hierárquica. Quando estes galanteios e elogios são livremente aceitos ou se não são rechaçados, fica descaracterizado o assédio, podendo, inclusive, vir a caracterizar a “reciprocidade”. A paquera ou a “cantada” não produz nenhuma forma de constrangimento, receio de demissão ou qualquer outra forma de prejuízo na carreira. Isso porque quem é paquerado ou recebe uma cantada pode até não se sentir confortável ou lisonjeado com a situação, mas o fato não lhe causa nenhum tipo de incômodo. Nesse ponto é importante que ambos sejam profissionais e maduros para avaliarem a situação. O que diferencia o assédio sexual das condutas de aproximação com intenção afetiva (ou sexual) é a insistência mesmo após ter ficado clara a ausência de reciprocidade. Também não se caracteriza como assédio sexual o sexo forçado, caracterizado pelo uso de violência ou força física, pois isso tipifica outras formas de crime, como o estupro, por exemplo. 28.3 - FUNDAMENTAÇÃO LEGAL A Lei n. 10.224, de 15 de maio de 2001, introduziu no Código Penal o artigo 216-A, criminalizando o assédio sexual nas relações de trabalho e de ascendência. Essa lei define o assédio sexual nos seguintes termos: “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”, e fixa pena de detenção de um a dois anos para o assediador. Nos termos da lei em vigor, o sujeito ativo do crime deve ser necessariamente superior hierárquico, excluindo aqueles que exercem a mesma função ou cargo inferior. Assim, o que caracteriza o assédio na legislação brasileira é, principalmente, a relação de sujeição da vítima. Entretanto, existe a possibilidade de se caracterizar o assédio sexual também entre colegas do mesmo nível hierárquico, haja vista que o assediante poderia influenciar, mesmo que indiretamente, na carreira ou 70/86 Manual do Aluno 2024 nas condições de trabalho do assediado (assédio por intimidação). Exemplo: um caso em que um subordinado fosse o detentor de uma informação que pudesse prejudicar a carreira do chefe e usa isso como argumento para assediar o superior. Também é importante esclarecer que o assédio sexual pode não acontecer somente nas relações de trabalho ou quando esteja presente o “vínculo empregatício”. Isso pode acontecer quando um profissional constrange outrem com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se de sua ascendência “inerente ao exercício” de sua função ou cargo. Exemplo: um instrutor de uma autoescola que oferecesse vantagem no curso em troca de favores sexuais. Outro aspecto que deve ficar claro é que não há necessidade da conduta ser praticada no local de trabalho. O que se exige para configurar o crime de assédio sexual é que tenha relação com o trabalho. Exemplo: Uma conduta grave em uma viagem decorrente de um compromisso de trabalho. 28.4 - EXEMPLOS DE CONDUTAS IMPRÓPRIAS A configuração do assédio sexual não ocorre apenas por meio de contato físico, são várias as condutas que podem constituir o assédio. Não é simples relacionar todas as condutas que podem configurar o assédio sexual. Como exemplo, entretanto, podem ser citadas as seguintes ações, quando frequentes e contra a manifesta vontade da vítima: a ) tentativa de “compra” de favores sexuais da vítima, oferecendo benefícios em troca; b ) contatos físicos propositais e desnecessários (normalmente, acontecem de forma sutil); c ) convites ou propostas indecentes ou com conotação sexual; d ) promessa de demissão ou promoção com conotação sexual; e ) mensagens eletrônicas com conotação sexual; f ) insistente “oferecimento” de carona; g ) exposição de publicações obscenas; Manual do Aluno 2024 71/86 h ) assuntos picantes ou íntimos; i ) piadas de conotação sexual; j ) intimidações ou ameaças; k ) cantadas mais agressivas; e l ) gesticulação obscena. 28.5 - SITUAÇÃO DA VÍTIMA Por diversos motivos, raramente as vítimas denunciam o assédio sexual. As principais razões são o medo e a vergonha. Muitas vezes, surgem comentários no sentido de que o assédio tenha ocorrido por culpa da própria vítima, o que afeta sua idoneidade. Destacam-se os fatores abaixo: a ) receio de represálias, retaliações, perda do emprego, rebaixamento, transferência, exposição ao ridículo frente aos colegas e familiares; b ) vergonha perante os colegas e os familiares, afetando, em alguns casos, a estabilidade conjugal; c ) tendência a acreditar que não existem maneiras eficazes para solucionar o problema; e d ) dificuldades de falar e introspecção, podendo levar à depressão. 28.6 - SUGESTÕES QUANTO AO QUE FAZER É importante que se ponderem as consequências de uma atitude precipitada, em que não se tenha certeza de que esteja ocorrendo o assédio. Deve-se ponderar sobre a responsabilidade social e legal ao se fazer qualquer denúncia. Vale lembrar que o ônus da prova recai sobre quem faz a acusação ou denúncia. É recomendável avaliar as consequências para as duas partes. O melhor a ser feito é procurar uma conversa franca e sem animosidades. 72/86 Manual do Aluno 2024 Não restando dúvidas de que se está diante de uma situação em que estejam presentes fortes indícios de assédio sexual, podem ser adotadas as seguintes medidas: a ) levar ao Comandante do Esquadrão; b ) respondera qualquer questionamento do assediador de maneira profissional, limitando-se ao estritamente necessário; c ) manter um relatório detalhado dos acontecimentos e das evidências que caracterizem o assédio; d ) NÃO responder mensagens eletrônicas que não tenham vínculo com o trabalho; e ) procurar reunir possíveis provas (bilhetes, “presentinhos”, dentre outros); f ) comunicar a chefia hierarquicamente superior ao assediador, se houver; g ) evitar permanecer sozinho(a) com o assediador no mesmo ambiente; h ) dizer “NÃO” ao assediador de forma clara e direta; e i ) arrolar colegas que possam ser testemunhas. 28.7 - COMO PROVAR A obtenção de prova para configuração de assédio sexual é bastante difícil. Condutas com conotação sexual, via de regra, acontecem entre duas pessoas e às escondidas. Porém, para a punição do assediador, serão necessárias as provas aceitas no campo jurídico, visto que se está falando de um crime tipificado em lei. Cabe ressaltar que o ônus da prova recai sobre a vítima. Ao serem tomadas providências pela vítima, é importante saber que, em primeiro lugar, é necessária a clara demonstração do desconforto com a conduta do assediador, devendo ficar evidente a ausência de reciprocidade. A sustentação deve ser fundamentada com provas habitualmente aceitas em Juízo. A palavra da vítima, embora seja importante, não é acolhida como única prova do assédio. Manual do Aluno 2024 73/86 Exemplos de provas indiretas que podem ser configuradas através das atitudes do assediante: a ) designação para realizar tarefas sem importância ou incompatíveis com a função; b ) piadas ou comentários com finalidade de desqualificar o assediado; c ) ameaça ou a efetiva transferência para setor de menor destaque; d ) discriminação nas ocasiões de recebimento de prêmios ou bônus; e ) críticas ou advertências constantes e em público; e f ) avaliação profissional efetuada de forma negativa. 28.8 - COMO COMBATER O ASSÉDIO SEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO A primeira coisa a se fazer para combater o assédio é procurar manter um bom ambiente de trabalho; “brincadeiras” tipicamente masculinas são desnecessárias no trabalho, principalmente quando houver companheiras no mesmo setor. Igualmente, “piadinhas” e fotos eróticas são proibidas. É obrigação da empresa ou da instituição assegurar um ambiente de trabalho baseado no respeito a todo o seu quadro de colaboradores. O empregador ou administrador deve considerar a possibilidade de realizar investimentos na qualificação de pessoal, incluindo a elevação dos padrões éticos da equipe. No âmbito do Serviço Público, além do aspecto legal, o assediador pode receber punições disciplinares, de acordo com o regramento próprio. No caso dos militares, são aplicáveis o Estatuto dos Militares, o RDAER e outros regulamentos. Outra maneira bastante eficaz é a Instituição adotar um “código de ética ou de conduta” de conhecimento ostensivo e de aplicação compulsória por todos os seus integrantes e aplicado em conjunto com programas de 74/86 Manual do Aluno 2024 treinamento, campanhas educativas e fixação de regras para apuração de denúncias. 28.9 - IMPORTUNAÇÃO SEXUAL Com a ocorrência de diversos casos de importunação sexual em ambientes públicos, a Lei n. 13.718, de 24 de setembro de 2018, trouxe alterações no Código Penal. Essa lei tipifica o crime de “Importunação Sexual”, definindo-o como segue: “Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”. Outra alteração introduzida por essa lei foi a criminalização da “Divulgação de cenas de estupro de vulnerável e de cenas de sexo ou de pornografia”. Essa alteração encontra-se no Art. 218-C: Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática –, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia. A lei prevê aumento da pena caso essa divulgação seja feita por quem “[...] mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação”. Alerta-se para as consequências e responsabilidades em relação ao compartilhamento de vídeos e imagens dessa natureza por meio dos diversos canais digitais (mídias sociais em seus diversos formatos). As orientações relativas ao tema “assédio sexual” também são aplicáveis a este tópico, destacando-se que, diferente do assédio, a importunação sexual não faz menção a relações de hierarquia. 28.10 - RELACIONAMENTO AFETIVO Desde que seja observado o respeito aos ditames inerentes à profissão militar, tais como manutenção da disciplina, do decoro da classe, da discrição e do pundonor militar (sentimento de dignidade e de respeito pela profissão), não há impedimento ao relacionamento afetivo. Todavia, deve-se atentar que NÃO são permitidas quaisquer manifestações ou evidências de relacionamento afetivo no interior da Manual do Aluno 2024 75/86 OM e na região da ponte de acesso à EEAR, visando preservar a imagem da Instituição, dos alunos e o decoro da classe. É proibido aos alunos da EEAR manifestarem, explicitamente, comportamentos decorrentes de relacionamento afetivo por meio de gestos ou atitudes, tais como mãos dadas, beijos, abraços, apertos de mão prolongados ou qualquer outro tipo de manifestação de intimidade, enquanto no interior da EEAR ou de quaisquer outras Organizações Militares. Ainda que fora do ambiente militar, esta proibição deve ser observada quando os envolvidos estiverem em missão de representação (fardados ou à paisana) ou se estiverem fardados (mesmo não estando em missão de representação). Não é permitida a permanência de aluno e aluna, sentados ou não, em locais ermos e com pouca luminosidade, bem como a permanência em local fechado. São recomendadas as seguintes práticas: a ) ponderar a possibilidade de o relacionamento não durar. E, caso isso ocorra, o convívio com a outra pessoa deverá continuar de maneira civilizada e produtiva, mantendo-se o profissionalismo acima de eventuais decepções. No caso do relacionamento afetivo durante o período de formação, é conveniente cogitar a possibilidade de que, ao término do Curso ou Estágio, os envolvidos sejam classificados em localidades diferentes; b ) avaliar os riscos de eventual ocorrência de gravidez. É imprescindível que se tenha consciência de que paternidade e maternidade devem ser assumidas de forma responsável, familiar e social. Caso isso venha a ocorrer durante o período de formação, poderá comprometer a conclusão do Curso ou Estágio; c ) evitar o isolamento do convívio com outros colegas. Os encontros do casal deverão ocorrer fora do horário do expediente, observando-se a discrição; d ) evitar os encontros demorados e trocas de afeto no ambiente de trabalho ou quando representando a Instituição; e ) evitar comentários com outros colegas sobre as particularidades do relacionamento; e 76/86 Manual do Aluno 2024 f ) levar o caso ao conhecimento das respectivas chefias. No caso do aluno, estacomunicação será feita ao Comandante de Esquadrão. Estas normas são aplicáveis fora da EEAR ou em qualquer outra OM, estando fardado ou não. Nos licenciamentos, quando estiver fora da EEAR e das OM do COMAER, o aluno deverá seguir as regras de convívio social aceitas pela sociedade brasileira. Para tal, deve pautar-se sempre pelas práticas e normas contidas neste Manual. 29 - CONSIDERAÇÕES EM RELAÇÃO À PREVENÇÃO E COMBATE AO USO INDEVIDO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NO ÂMBITO DO COMAER O uso de drogas na atualidade é uma preocupação mundial. A situação extrapola questões individuais, passando a ser uma questão de saúde pública, em decorrência dos evidentes e graves prejuízos que o uso destas substâncias causa às diversas Instituições e sociedade como um todo. No ambiente militar, o uso de drogas traz consequências ainda mais danosas, ferindo a hierarquia e disciplina, e colocando em risco a segurança individual e também coletiva, podendo, ainda, macular a imagem Institucional. No Código Penal Militar, os crimes de uso e tráfico de drogas encontram previsão conjunta no Art. 290, não havendo distinção entre as condutas do tráfico e do porte de drogas para consumo pessoal. Todavia, salienta-se que a legislação penal comum, a Lei nº 11.343/2006, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD), estabelece a distinção entre o uso e o tráfico em seus artigos 28 e 33. A fim de estabelecer os principais termos previstos nas legislações do COMAER, seguem algumas conceituações: -Droga: qualquer substância não produzida pelo organismo e que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais dos seus sistemas, causando alterações em seu funcionamento e sendo capaz de causar dependência ou controle especial. Manual do Aluno 2024 77/86 -Substâncias Psicoativas (SPA): Substâncias que podem modificar as funções mentais do indivíduo, com reflexos no seu comportamento, apresentando intensidade variável, mesmo quando utilizada em pequenas quantidades. -Substâncias Psicoativas Ilícitas: Substâncias cuja posse, uso e comércio são proibidos por meio de legislação nacional em vigor. -Substâncias Psicoativas Lícitas: Substâncias cuja posse, uso e comércio são permitidos por meio de legislação nacional vigente. -Uso abusivo: padrão episódico de abuso de consumo de substância psicoativa em geral em quantidade elevada e se constitui numa situação intermediária entre o uso esporádico e dependência. -Uso indevido: Padrão episódico de abuso no consumo de substância psicoativa associada ao não cumprimento de regras vigentes no meio social (Código de Trânsito, Lei de Tóxicos, bem como aos termos do que está preestabelecido nos regulamentos e normas da Força Aérea). -Exame Toxicológico de Substâncias Psicoativas (ETSP): pesquisa de elementos e substâncias químicas relacionadas às SPA. Os materiais para análise poderão ser: sangue, urina, saliva, ar expirado, cabelos, pêlos corpóreos ou raspas de unhas. Os exames têm como objetivo a detecção de álcool, anfetaminas e derivados e metabólitos de cocaína, maconha e opiáceos. A prevenção do uso indevido de substâncias psicoativas ilícitas no CA é realizada por meio de campanhas educativas e exames toxicológicos em militares em serviço ativo. As inspeções de saúde periódicas para verificação de aptidão de desempenho de atividades profissionais do pessoal militar da Aeronáutica deverão contemplar os ETSP. Os ETSP também serão realizados de forma inopinada, que poderão ser: -direcionados: em caso de alterações clínicas que justifiquem o exame ou quando houver indícios do uso de substâncias psicoativas ilícitas; e -por amostragem: realizados por sorteio ou escalas. O Comandante da EEAR poderá solicitar, também, para qualquer Aluno, a realização do ETSP, em qualquer momento que julgue necessário. 78/86 Manual do Aluno 2024 Caso o selecionado se negue a realizar o exame, o referido militar será afastado de suas atividades e encaminhado para inspeção de saúde, sem prejuízo das sanções disciplinares vinculadas ao não cumprimento de ordens. Outros exames toxicológicos poderão ser solicitados, a critério médico, quando julgados necessários para complementar a avaliação clínica. Ao tomar conhecimento do uso indevido de SPA, em efetivo sob sua subordinação, o Comandante deverá abrir sindicância para averiguar se o fato se trata de transgressão disciplinar ou se há indícios de crime militar. Os seguintes indicadores estão associados ao abuso e à dependência química: -absenteísmo; -comprometimento da produtividade, da qualidade do trabalho e do desempenho escolar; -mudanças no comportamento e no estilo de vida; -problemas de ordem educacional; -problemas de ordem emocional; -problemas de ordem médica; -problemas familiares; -problemas financeiros; e -problemas policiais e judiciais. Os principais fatores de risco para o Aluno a serem considerados são: -baixa autoestima; -presença de transtornos psiquiátricos; -dificuldade nos relacionamentos interpessoais; -situações de vulnerabilidade social e/ou violência familiar; -falta de pertencimento social e valorização da pessoa em seus contextos sociais e interpessoais (família, comunidade e trabalhos); -vínculos negativos com pessoas; Manual do Aluno 2024 79/86 -falta de informações adequadas sobre as substâncias psicoativas e seus efeitos; -experiência de frustração; -desmotivação e desengajamento em relação às atividades; -facilidade de acesso a álcool e substâncias psicoativas fora do ambiente de trabalho; -histórico familiar de uso e/ou abuso de substâncias psicoativas; e -ausência de relações de cooperação entre a família e a Organização Militar (OM). Na eventualidade de positividade de exame toxicológico durante o curso de formação de militar de carreira, este será desligado e licenciado ex- officio das Forças Armadas. Caso algum aluno observe ou tome conhecimento de qualquer outro militar fazendo uso de substâncias psicoativas ilícitas deverá, obrigatoriamente, levar tal informação ao conhecimento do Comando do Esquadrão, Seção de Doutrina ou Comando do CA. Maiores esclarecimentos podem ser verificados por meio dos seguintes documentos, cuja leitura é obrigatória a todos os Alunos: PORTARIA GM-MD Nº 3.795, DE 11 DE JULHO DE 2022, PUBLICADA NA SEÇÃO 1 DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 131, DE 13 DE JULHO DE 2022; DCA 160-1: PLANO DE ENFRENTAMENTO AO USO DE DROGAS NO COMANDO DA AERONÁUTICA; NSCA 29-1: AÇÕES ADMINISTRATIVAS PREVISTAS FRENTE AO CONSUMO ILÍCITO OU INDEVIDO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVA EM EFETIVO DO COMAER; e NSCA 160-14: ABORDAGEM DO USO INDEVIDO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NA AERONÁUTICA 80/86 Manual do Aluno 2024 30 - MEDICAMENTOS E SUPLEMENTOS Para fins deste Manual, e em consonância com os principais termos previstos nas legislações do COMAER, ficam estabelecidas as seguintes definições para o CA: Esteróides Anabolizantes: Drogas controladas com características androgênicas (masculinizantes) e anabolizantes (estimuladoras do crescimento) semelhantes à testosterona, que é o principal hormônio masculino; Medicamento: Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico; Receita: Prescrição escrita de medicamento, contendo orientação de uso para o paciente efetuada por profissional legalmentehabilitado; e Suplemento: Alimentos que servem para complementar com nutrientes, a dieta diária de uma pessoa saudável, em casos em que sua ingestão, a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer suplementação, não podendo substituir os alimentos, nem serem considerados como dieta exclusiva. Todo medicamento classificado como “Venda sob Prescrição Médica” só pode ser comprado e utilizado pelos alunos com receita médica emitida pelo GSAU-GW. Durante o uso, o aluno deve guardar consigo uma cópia da receita médica de todo o medicamento classificado como “Venda sob Prescrição Médica”. Ao aluno fica terminantemente proibido o uso e a posse de qualquer Suplemento Alimentar (energéticos, proteicos, compensadores, repositores, aminoácidos, compostos termogênicos, estimulantes, pré- hormonais, vitaminas e minerais, e outros); exceto para os casos de prescrição emitida por Médico ou Nutricionista do GSAU-GW. O Aluno deve guardar consigo uma cópia da prescrição de todo Suplemento Alimentar em uso. É proibido o uso de Esteroides Anabolizantes, exceto por indicação médica, devendo a receita médica seguir os conformes da Lei nº 9.965 de 27 de abril de 2000. Manual do Aluno 2024 81/86 A Escola de Especialistas de Aeronáutica, reforçando os princípios éticos defendidos pelo Estatuto dos Militares e as ações previstas em NSCA 29-1, NSCA 38-21 e NSCA 160-14, pode submeter os Alunos a ETSP (Exame Toxicológico de Substâncias Psicoativas) a qualquer momento. Em caso de positividade para quaisquer SPA (Substâncias Psicoativas) ilícitas ou Esteroides Anabolizantes sem prescrição médica em Alunos, será instaurada sindicância pelo Comandante da EEAR para investigação das circunstâncias envolvendo o fato. Caso seja confirmado o uso indevido dessas substâncias, torna-se incompatível a permanência do aluno no Curso ou Estágio de Formação de Sargentos. 31 - CONCLUSÃO Esta seção não esgota o assunto em virtude de sua complexidade e grande quantidade de variáveis. Todavia, o conteúdo apresentado é suficiente para balizar o convívio em ambiente misto por toda a carreira. Caso permaneça alguma dúvida após essa leitura, ela poderá ser sanada pelos instrutores. Por fim, é importante relembrar que a profissão militar exige elevado grau de comprometimento com os preceitos da ética e dos valores aceitos pela sociedade, por isso é imposta aos militares a obrigação de zelar pelo bom nome das Forças Armadas. Dessa forma, recomenda-se que cada um contribua para que, tanto no ambiente de trabalho quanto fora dele, seja observado o princípio da “Valorização do Homem”, valor destacado como lema no âmbito da Força Aérea. 82/86 Manual do Aluno 2024 32 - ATUALIZAÇÕES E MEMORANDOS Este anexo tem a finalidade de que cada aluno fique responsável por manter o seu manual sempre atualizado. Sempre que for aprovada qualquer alteração de norma de conduta ou orientação que deva ser aplicada de forma padronizada no âmbito do CA, haverá uma divulgação por meio de memorando do Comandante do Corpo de Alunos para cada Esquadrão, o qual, disponibilizará os seus conteúdos por meio de quadros de avisos. Nº MEMO DATA SEÇÃO REDAÇÃO Manual do Aluno 2024 83/86 33 - TELEFONES E ENDEREÇOS PABX: (12) 2131-7400 Sala do AL de Dia 7687/7688 Esq. Verde 7683 Oficial de Dia 7699 Esq. Amarelo 7673 Médico de Dia 7494 Esq. Azul 7675 Contra incêndio 8899 Esq. Branco 7677 Hospital – Portaria 8489 Esq. Prata 7680 Odontoclínica 7501 SOE 8323/5789 84/86 Manual do Aluno 2024 34 - INSÍGNIAS DE POSTOS E GRADUAÇÕES Manual do Aluno 2024 85/86 35 - PERSONALIDADES DA AERONÁUTICA BRASILEIRA Marechal do Ar EDUARDO GOMES Patrono da Força Aérea Marechal do Ar ALBERTO SANTOS DUMONT Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Doutor JOAQUIM PEDRO SALGADO FILHO 1º Ministro da Aeronáutica 86/86 Manual do Aluno 2024 36 - MISSÃO, VISÃO E VALORES DA FAB Manual do Aluno 2024 85/86 86/86 Manual do Aluno 2024 COMANDO DA AERONÁUTICA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA CORPO DE ALUNOS MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA PORTARIA EEAR N° 629/SECCA, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2023. Protocolo COMAER nº 67540.025140/2023-59 Aprova a 8ª Edição do Manual do Aluno da Escola de Especialistas de Aeronáutica. O COMANDANTE DA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso I do Art. 13 do Regulamento da Escola de Especialistas de Aeronáutica (ROCA 21-79), aprovado pela Portaria GABAER nº 398/GC3, de 20 de outubro de 2022, e de acordo com o Regulamento de Administração da Aeronáutica, na forma eletrônica (RADA-e), aprovado pela Portaria GABAER nº 25/GC3, de 21 de janeiro de 2021, resolve: Art. 1º Aprovar a 8ª Edição do Manual do Aluno da Escola de Especialistas de Aeronáutica. Art. 2º Esta portaria entra em vigor a partir do dia 2 de janeiro de 2024. Art. 3º. Fica revogada a Portaria EEAR nº 514/SECCA, de 03 de janeiro de 2023, publicada no Boletim Interno Ostensivo nº 8, de 12 de janeiro de 2023. Brig Ar ANTONIO MARCOS GODOY SOARES MIONI RODRIGUES Comandante da EEAR Intencionalmente em branco SÚMARIO Intencionalmente em branco 1 - PREFÁCIO Prezado aluno, é com grande satisfação que nos dirigimos a você, parabenizando-o pela sua escolha e pelo sucesso alcançado no exame de admissão, conquista importante para o início de sua vida profissional. Este manual tem por finalidade padronizar procedimentos e orientar ações, comportamentos e condutas que devem ser seguidos pelos alunos da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). As atividades das quais você participará, ao ser matriculado na EEAR, representarão inúmeras novidades em termos de rotina, conduta e postura às quais, provavelmente, você não esteja acostumado. Mesmo aqueles oriundos da vida militar constatarão sensíveis diferenças em relação às suas experiências anteriores. Por vezes, algumas informações contidas neste manual poderão lhe parecer óbvias ou redundantes, contudo é importante que você as conheça e as aplique, pois elas padronizam ações, procedimentos e comportamentos inerentes ao profissional militar. Este Manual é uma fonte de consulta constante, porém não é a única. No decorrer do Curso ou Estágio, você terá aulas acerca de normas, diretrizes, regulamentos e leis que fundamentarão sua vida. Assim, este Manual pode ser compreendido como uma introdução ao estudo destas disciplinas. O conhecimento deste Manual é obrigatório para o aluno da EEAR, por isso, caso você não compreenda qualquer parte de seu conteúdo, deverá procurar a “Sargenteação” de seu Esquadrão, as Seções de Doutrina ou de Instrução Militar, a fim de obter os devidos esclarecimentos. Por fim, seja bem-vindo ao Berço dos Especialistas da Força Aérea Brasileira e tenha certeza de que seu esforço e dedicação serão recompensados. Corpo de Alunos 2 - CÓDIGO DE HONRA DO ALUNO DA EEAR O Código de Honra do Aluno da EEAR abrange um segmento dos valores morais e éticos constituintes dos fundamentos da vida militar. É composto dos preceitos básicos a serem desenvolvidos e professados consciente e concretamente pelos alunos, como forma objetiva de se prepararem para o atendimento das exigências a que serão submetidos nacarreira. Com base no conteúdo da letra da Canção do Especialista, três são os preceitos básicos que regem a conduta do Aluno da EEAR. 2.1 - DISCIPLINA É a obediência às regras e aos superiores. A vida militar, com suas peculiaridades da caserna, tem como pilar o binômio disciplina e hierarquia. 2.2 - AMOR É concebido como: amor a Deus, amor à Pátria, amor à instituição, amor para consigo mesmo e amor à família. 2.3 - CORAGEM É por excelência, uma virtude militar. É um estado de espírito que nos leva a enfrentar conscientemente o perigo, mercê dos obstáculos, das dificuldades e do medo que possamos ter. Trata-se de um misto de energia, espírito de decisão, persistência pelo objetivo, integridade e resolução. 3 - LEMA DO ALUNO ESPECIALISTA Conforme descrito no Distintivo de Organização Militar (DOM) da Escola de Especialistas de Aeronáutica, que é composto de um Escudo Português, com a sigla da Organização, “EEAR”, tendo no Coração uma águia, em amarelo, de asas abertas, pousada e armada, representando o símbolo tradicional da aviação, sendo que as asas que ladeiam o Escudo, procuram, de forma estilizada, representar as divisas de Sargento, militar formado pelo Estabelecimento. Em contrachefe, onde pousa a águia, encontra-se um pergaminho em azul, com a divisa em prata: “AD ASTRA ET ULTRA”, sendo traduzindo livremente para AOS ASTROS E ALÉM. Frase esta que simboliza que o voo do Sargento Especialista não termina nos astros, indo além, isto é, que não para, procurando sempre a busca da perfeição. Traduzindo o sentimento de se aprimorar durante sua carreira para desempenhar cada vez melhor sua função. 4 - PROGRAMA DE FORMAÇÃO E FORTALECIMENTO DE VALORES O PFV constitui um conjunto de atividades desenvolvidas por todos os setores da EEAR, de maneira a trabalhar os valores necessários ao militar da Força Aérea Brasileira e reconhecer os heróis que por ela passaram, enobrecendo o espírito e as atitudes daqueles que são a atividade-fim desta Escola. A comissão do PFV da GUARNAE-GW é aprovada por Portaria do Comandante da EEAR. Ao Aluno(a) Especialista, é esperado que ele(a) seja o exemplo da vivência integral dessas tradições e valores, portanto algumas responsabilidades lhe são atribuídas: Os cuidados em relação à apresentação pessoal e à conduta (maneiras de pensar, agir e falar) devem sempre estar alinhados com os valores preconizados no PFV. Portar-se de maneira correta e digna em qualquer situação, buscando sempre ser um exemplo de disciplina, dedicação e respeito aos seus superiores hierárquicos, pares e subordinados. Assim como diz o nosso lema, AD ASTRA ET ULTRA, o Aluno Especialista não deve contentar-se com o seu desempenho mínimo, buscando a perfeição com intuito contribuir, após formado, para a missão da Força Aérea Brasileira da melhor maneira possível. Ao ser observada, por exemplo, uma conduta inadequada de algum Aluno mais moderno, no âmbito da EEAR ou fora dela, é obrigação do Aluno mais antigo fazer, imediatamente, as correções necessárias, emitindo orientações. O Aluno que estiver sendo corrigido deverá ser informado do motivo da correção e orientado. 5 - DEVERES DO ALUNO DA EEAR 5.1 - Conhecer e cumprir as normas de condutas constantes neste Manual, sendo obrigatório o seu porte apenas no período de adaptação. 5.2 - Cobrar dos alunos mais modernos as normas constantes neste Manual. 5.3 - Conhecer a rotina prevista na NPA do Corpo de Alunos. 5.4 - Observar os pilares de nossa Instituição: DISCIPLINA e HIERARQUIA, em qualquer ambiente ou situação. 5.5 - Apresentar-se de maneira correta, sem emoção na voz e utilizando palavras adequadas. A apresentação individual padrão a ser feita pelo aluno deve obedecer à seguinte sequência: a) para apresentar-se, toma a posição de "sentido", mantendo a distância de um aperto de mão, faz a continência e diz, em voz claramente audível e sem gritar, seu grau hierárquico, nome de guerra e série que pertence, desfazendo a continência e, em seguida, diz o motivo da apresentação, permanecendo na posição de "sentido", até que lhe seja autorizado tomar a posição de "descansar", ao comando de "à vontade"; b) para se retirar da presença de um superior, o aluno presta a continência individual idêntica à da apresentação e pede permissão para se retirar, uma vez concedida a permissão, o aluno faz "meia-volta", rompendo marcha em seguida; c) na impossibilidade de executar "meia-volta", em função de algum obstáculo físico, o aluno executa "esquerda-volver" ou "direita-volver" para seguir destino; e d) quando da apresentação de tropa, o aluno deverá verbalizar tal como o exemplo a seguir: "Apresento a tropa em forma, com xx faltas, pronta para início de instrução. 5.6 - Prestar a continência regulamentar, além das autoridades previstas no RCONT, aos alunos Líder e Vice-líder do CA, todas as vezes que os encontrar. Para a 4ª série do CFS, as continências supracitadas são dispensadas. 5.7 - Solicitar permissão ao mais antigo ao adentrar em recinto fechado no interior da Organização Militar. 5.8 - Saudar seus superiores hierárquicos com cumprimento verbal (“Bom dia!”, “Boa tarde!” ou “Boa noite!”) ou prestando a continência individual, em qualquer situação ou local, quando estiver em traje civil. Nos locais fora da administração militar, não há necessidade de solicitar permissão, de maneira formal, para entrar ou permanecer no recinto. 5.9 - Cumprimentar o mais antigo presente, quando fardado, fazendo-lhe a continência. No caso de tratar-se de local público, não há necessidade de solicitar permissão, de maneira formal, para entrar ou permanecer no local. Caso o aluno já esteja no interior de um estabelecimento e entrar um superior, o aluno deverá prestar-lhe a continência. 5.10 - Permanecer com a cobertura em locais “descobertos”. Para efeito do uso da cobertura, os corredores da DEF, o interior de viaturas, os toldos de pontos de ônibus, as áreas externas dos galpões de ensino e as coberturas dos ranchos A e B são considerados “descobertos”. 5.11 - Comparecer com 5 minutos de antecedência a todas as instruções programadas, nas quais deve prestar a máxima atenção e esforçar-se em obter o melhor aproveitamento possível. 5.12 - Comparecer com 5 minutos de antecedência às consultas agendadas pelo Grupo de Saúde de Guaratinguetá, bem como aos agendamentos relativos à inspeção de saúde. 5.13 - Comunicar o destino ao chefe de turma, durante o período de aulas previsto no Quadro de Trabalho Semanal, caso haja necessidade de se ausentar. 5.14 - Desativar quaisquer alarmes nos relógios durante as instruções, palestras, reuniões, formaturas ou qualquer outro evento cuja participação seja obrigatória. 5.15 - Sentar-se com atitude condizente com as boas maneiras e somente em locais destinados a esse fim. 5.16 - Zelar pela limpeza, conservação e arrumação das instalações, equipamentos e materiais que utilize. 5.17 - Devolver ao proprietário todo objeto ou material encontrado no interior da EEAR. Caso não haja identificação, deverá ser entregue na sala do Aluno de Dia. 5.18 - Atender, ao ser chamado por superior hierárquico, de forma ágil e solícita. 5.19 - Portar sempre o cartão de identidade. A exceção para o porte obrigatório da identidade são as instruções de EF, ATF e aquelas orientadas pelo instrutor antecipadamente. 5.20 - Comunicar imediatamente ao Esquadrão ocorrência de extravio da cédula de identidade. Providenciar junto ao órgão de segurança pública, com a maior brevidade, o boletim de ocorrência. 5.21 - Verificar sempre a correção de seus dados pessoais em todas as relações ou documentos de seu conhecimento. 5.22 - Conhecer as NPA afetas aos serviços, Quadros de Trabalho Semanal (QTS), relações de consultas médicas/odontológicas, escalas de serviço ou outras escalas, ordens expedidas pelo Comandante do CA, Subcomandante do CA e do seu Esquadrão. 5.23 - Comunicar-se com o Oficial de Permanência ao CA ou com o Oficial de Dia à EEAR nas situações de emergência, fora do horário de expediente. 5.24 - Ser discreto ao presenciarum militar mais antigo ser admoestado por superior, devendo pedir permissão e retirar-se do local e evitar comentários sobre o fato. 5.25 - Respeitar os horários estabelecidos em NPA relativos à permanência nos clubes e centros de tradição. Casos extraordinários devem ser levados ao conhecimento do oficial orientador da SAEEAR ou, quando fora do expediente, ao Oficial de Permanência ao CA, para tomada das providências cabíveis. 5.26 - Desenvolver e cultivar o hábito de se preocupar com a conservação, higiene e segurança das instalações. No que se refere à segurança, deve ter cautela ao prestar informações pessoais ou de colegas a terceiros, principalmente, por telefone e mídias sociais. 5.27 - Comparecer a todas as atividades escolares e executar as respectivas atividades extraclasses que forem propostas em QTS. 5.28 - Atender às convocações e determinações de autoridade competente. 5.29 - Concorrer, como auxiliar e a título de aprendizado, aos serviços de escala da Unidade, conforme a série e a especialidade que estiver cursando. O serviço de escala visa preparar o futuro sargento para a supervisão das praças responsáveis pelos serviços de segurança das OM do COMAER. 5.30 - Cumprir os horários das atividades previstas em QTS, pernoites, paradas diárias e revistas de licenciamento, atentando para estar presente com antecedência mínima de 5 minutos. 5.31 - Ser honesto e verdadeiro ao ser questionado por superior hierárquico. 5.32 - Agir com responsabilidade no cumprimento de serviço ou missão que lhe seja confiada. 5.33 - Manter a higiene e boa apresentação pessoal. 5.34 - Zelar por todo material que lhe seja confiado. Para alguns materiais será feito “cautela” (documento que responsabiliza o usuário pela guarda do material). 5.35 - Desenvolver e manter o cuidado com a saúde pessoal e coletiva, cooperando com a promoção da saúde e com a prevenção de doenças. 5.36 - Manter-se atento a sintomas de doenças transmissíveis. 5.37 - Desenvolver e manter o espírito de camaradagem e espírito de corpo. 5.38 - Obedecer às regras gerais de condutas sociais, morais e culturalmente aceitas. 5.39 - Zelar pela ética e pundonor militar. 5.40 - Apresentar-se sempre de maneira digna e correta, quer na Escola, quer fora dela, de modo a manter sempre elevado o conceito da EEAR e da Força Aérea Brasileira perante a sociedade brasileira. 5.41 - Zelar pelo bom convívio com os colegas e pela prática dos bons costumes. 5.42 - Trajar o “uniforme do dia” em consonância com o RUMAER. Observar o disposto no QTS do Corpo de Alunos. 5.43 - Zelar pela manutenção da aptidão intelectual, da higidez física e da idoneidade moral. 5.44 - Relatar, via FOBS, quando presenciar alunos mais modernos descumprindo normas regulamentares e as dispostas neste Manual. 5.45 - Evitar tratar de assuntos afetos à administração militar ou de missões militares em local público ou na presença de estranhos. 5.46 - Trajar-se em conformidade com o RUMAER quando for a qualquer Organização Militar. No caso de encontrar-se em “Representação” deverá usar o uniforme estabelecido na Ordem de Missão, e no caso de estar na situação de convidado deverá trajar o uniforme equivalente ao que tenha sido especificado no convite. 5.47 - É responsabilidade dos alunos do Esquadrão mais moderno manter a Praça do Especialista limpa. 5.48 - É incumbência dos alunos do Esquadrão mais moderno, antes da parada diária, secar as poças d’água no pátio do CA. 5.49 - Saudar os Servidores Civis da EEAR (Professores do CA e da DEF) com cumprimento verbal (“Bom dia!”, “Boa tarde!” ou “Boa noite!”), em qualquer situação ou local. 5.50 - Conhecer o “Valor do mês” relativo ao Programa de Formação e Fortalecimento de Valores (PFV). 6 - CONDUTA NOS ÔNIBUS PÚBLICOS E DA SAEEAR 6.1 - A conduta do aluno da EEAR no interior de viaturas militares, nos ônibus fretados pela SAEEAR ou quando em representação deve ser condizente com os bons costumes e ao decoro da classe. 6.2 - Manifestações explícitas de comportamentos decorrentes de relacionamento afetivo estão proibidas nos ônibus fretados pela SAEEAR. 6.3 - Deve-se obedecer às normas ou às instruções de utilização do meio de transporte, evitando incomodar as demais pessoas. 6.4 - Portar-se de maneira correta, com atitude digna de uma pessoa educada, priorizando os assentos do veículo aos idosos, portadores de necessidades especiais, senhoras, gestantes, pessoas com crianças no colo e crianças. 6.5 - Evitar subir ou descer de veículos em movimento, resguardando-se de possíveis acidentes ou tornar-se alvo de hilaridade pública. 6.6 - Evitar despertar a atenção geral com atitudes exageradas e conversas em voz alta. Seja moderado e discreto, evite ser o “centro das atenções”. 6.7 - Manter-se em trajes condizentes, respeitando as orientações repassadas pelo aluno fiscal do ônibus fretado pela SAEEAR, acatando os horários estabelecidos para embarque e retorno de licenciamento. 7 - CONDUTA AO RECEBER VISITAS 7.1 - Orientar ao visitante que, para ingresso na EEAR, faz-se necessário a identificação pela equipe de serviço do Portão da Guarda. 7.2 - Informar à equipe de serviço os dados do visitante e o provável horário de chegada à EEAR. 7.3 - As visitas deverão ocorrer nos dias não úteis, das 09 h às 18 h. 7.4 - É proibida a visitação aos alojamentos e às áreas restritas ao aluno. No caso de o aluno receber a visita de militar que possa ter acesso a determinados setores da Administração que sejam proibidos ao aluno, este deve aguardar do lado de fora. 7.5 - Nos dias úteis, as visitas devem se restringir aos casos excepcionais e com prévia autorização do Comandante do Corpo de Alunos. Tal autorização deverá chegar ao Oficial de Permanência ao CA ou Sargento de Dia. Os visitantes deverão aguardar na sala do Aluno de Dia até o aluno visitado comparecer. 7.6 - Ao receber a visita na Sala do Aluno de Dia, em dia útil ou não útil, o aluno deverá permanecer na Praça do Especialista. 7.7 - É proibido a entrega de alimentos por familiar aos alunos. 7.8 - Os alunos deverão alertar seus familiares acerca da utilização de trajes condizentes com as normas previstas na OM, quando em visitas, bem como do fiel cumprimento dos horários estabelecidos. 7.9 - Os alunos deverão orientar os visitantes para a obediência aos limites de velocidade no interior da Escola, conforme sinalização. 7.10 - Os alunos deverão orientar os visitantes para estacionar o carro nas imediações da Sala do Aluno de Dia. 8 - USO E ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS 8.1 - Os alunos devem estacionar seus veículos apenas nos locais permitidos. 8.2 - Todo aluno que possuir veículo automotor deverá cadastrá-lo no setor responsável do GSD-GW. Veículos não cadastrados poderão ser impedidos de adentrar ou de permanecer no interior da OM. 8.3 - O cartão de identificação de veículo fornecido pelo GSD-GW deve ficar visível no veículo quando no interior da EEAR. 8.4 - Deve-se atentar para as leis de trânsito, com ênfase no cumprimento dos limites de velocidade, uso de equipamentos obrigatórios, respeito às sinalizações, preferências de passagem, utilização de capacete (quando de motocicletas) e NÃO utilização de celular ao volante. 8.5 - O aluno deverá estar com a CNH e toda a documentação de seu veículo em dia. 8.6 - Fica proibido, nos dias úteis, o acesso e a permanência de alunos no interior de veículos estacionados no CA, salvo mediante autorização do Comandante do Esquadrão ou, em casos excepcionais, do Oficial de Permanência ao CA, sendo vedada, em qualquer circunstância, a presença de mais de um aluno no interior do veículo. 9 - CONDUTA NO RANCHO 9.1 - Caso tenha se arraçoado, deve comparecer ao rancho no horário da refeição constante na NPA de Rotina do Corpo de Alunos. O não comparecimento pode ser tratado como transgressão disciplinar. 9.2 - O aluno que não estiver arraçoado, não poderá adentrar ao rancho. 9.3 - Quando em refeições festivas, com a presença do Comandante da EEAR ou com oficiais convidados, os alunos somente poderão deixar as mesasapós o mais antigo presente retirar-se do local, salvo orientação diferente por parte do Comandante do CA, do Subcomandante do CA ou do Comandante do Esquadrão. 9.4 - Por ocasião da presença do Comandante da EEAR no refeitório, os alunos devem estar atentos ao comando de “Rancho, Atenção!”, dado pelo primeiro que o avistar. Em seguida deverá anunciar o posto e a função. Nessa situação, todos deverão cessar a conversação e permanecer em silêncio, na posição em que estiverem, até o comando de “À vontade!”. 9.5 - É vedado a qualquer aluno de serviço premiar ou favorecer outro aluno para ingresso no refeitório. 9.6 - Aguardar na posição de descansar, atrás da cadeira e com o prato sobre a mesa. Assim que a mesma estiver completa, mediante permissão do mais antigo daquela mesa, todos se sentam e iniciam suas refeições. 9.7 - Ao deixar a mesa, solicitar permissão ao mais antigo e levar consigo os talheres, prato e copo, entregando-os no balcão destinado a esse fim. 9.8 - Alimentar-se à vontade, porém, com moderação, evitando-se o desperdício de alimentos. 9.9 - Quando desejar apresentar alguma reclamação ou sanar dúvidas sobre o serviço do rancho, dirigir-se à equipe de serviço. 9.10 - Não é permitido, entrar na cozinha, despensa ou outras dependências da Seção de Aprovisionamento. 9.11 - O aluno não poderá levar nenhum tipo de alimento/utensílio do rancho, exceto os destinados à colação. 9.12 - O aluno após terminar sua refeição deverá atentar-se para recolher os restos de alimentos sobre a mesa no local o qual ocupou. 10 - ALOJAMENTOS E INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 10.1 - O alojamento é uma dependência coletiva para repouso e vestiário do aluno. Sendo assim, merece especial atenção e cuidado, devendo estar sempre limpo, arrumado e arejado. 10.2 - Por ocasião da entrada de oficial, suboficial ou sargento entre a alvorada e a revista do recolher, o primeiro aluno que o avistar, comandará, de forma que todos os presentes possam ouvir: “Atenção alojamento!” “Encontra-se presente o (posto/graduação, nome de guerra do militar que está entrando e cargo que exerce)”. Imediatamente, todos os alunos que estiverem no interior do alojamento voltam sua atenção para o militar. Se deitados, levantam-se e aguardam suas instruções em silêncio. Ao comando de “À vontade!”, os alunos voltam aos seus afazeres, mantêm silêncio e ficam atentos para qualquer questionamento ou orientação. Evitar que diversos alunos fiquem repetindo o comando de “Atenção alojamento!”. 10.3 - Especial atenção deve ser dispensada à arrumação da cama, que deverá estar com a colcha limpa e esticada, travesseiro envolvido pela colcha e a manta dobrada na cabeceira contrária ao travesseiro. 10.4 - O aluno deverá manter o armário limpo e organizado. Deve separar os uniformes 5°, 6°, 7° e 10° RUMAER em cabides, roupas íntimas em necessaires, material de higiene e alimentos (quando permitido pelo Esquadrão) protegidos em recipientes hermeticamente fechados. Calçados e roupa suja deverão ocupar a parte inferior do armário. 10.5 - Ao aluno fica, terminantemente, proibido fazer uso de suplementos vitamínicos (proteínas em geral, whey protein, hiper calóricos, aminoácidos em geral, BCAA, glutamina, creatina, etc.) e estimulantes energéticos à base de cafeína e taurina, sem a receita de um médico ou nutricionista do GSAU-GW, devendo informar e apresentar a receita à Secretaria do Comando de seu Esquadrão, a fim de receber a autorização para manter os produtos no armário. 10.6 - As “Sargenteações” dos Esquadrões complementarão as informações referentes à padronização sobre arrumação de armário, cama e disposição de malas conforme a estrutura de cada alojamento. Cabe ressaltar que as malas deverão ser guardadas somente nos locais indicados pela sargenteação. 10.7 - Todos os dias haverá revista de alojamento pela “Sargenteação” com o objetivo de fortalecer a disciplina relacionada a limpeza e capricho na arrumação de pertences pessoais. 10.8 - É vedado pendurar roupas no alojamento no período de instrução. Mediante autorização do Comandante de cada Esquadrão, apenas as toalhas poderão permanecer na parte externa do armário, desde que limpas e dispostas de maneira organizada. 10.9 - É proibida a “instalação” de varal improvisado dentro do alojamento ou em suas adjacências, tais como “hall” ou sacada. Também não é permitido colocar roupas para secar próximas aos ventiladores. 10.10 - É proibido transitar de pijama, roupas íntimas, trajes civis incompletos ou com o uniforme incompleto pelas lavanderias, sacadas, escadas, áreas administrativas e “halls” dos alojamentos. 10.11 - Evitar brincadeiras, trotes, jogos ou quaisquer outras atividades cuja execução seja perigosa ou incompatível com a área e a organização do alojamento. 10.12 - Respeitar o toque de silêncio, não acendendo luzes ou fazendo barulho. 10.13 - O armário deve ser mantido trancado. Lembre-se de que uma cópia da chave deverá ficar no claviculário do Esquadrão, não estando autorizado o uso de cadeado segredo. 10.14 - Não mexer em objetos ou armários sem autorização do dono. Caso encontre qualquer objeto e não consiga identificar seu proprietário, leve-o imediatamente ao seu “sargenteante”. 10.15 - Somente poderão entrar nos alojamentos durante o expediente com a autorização do Comandante ou sargento do Esquadrão, devendo para isso utilizar apenas a porta frontal do prédio. Cabe ressaltar que o ingresso no prédio do Esquadrão só será permitido através da porta frontal do prédio, sendo proibido o ingresso no alojamento pelas portas de emergência. 10.16 - O aluno não deve deixar objetos pessoais fora do armário, salvo quando autorizado pelo Comandante do Esquadrão. 10.17 - Aparelhos de som e vídeo ou outros dispositivos eletrônicos, quando autorizado o uso no interior do alojamento pelo Comandante de Esquadrão, deverão ser utilizados conforme as regras de condutas sociais aceitas pela coletividade e dentro de um gradiente de volume aceitável e moderado, sem incomodar os companheiros de alojamento, inclusive nos dias não úteis ou de meio expediente. Durante o expediente e após o toque de silêncio, ainda que haja concordância da coletividade, estes aparelhos deverão permanecer desligados. Observação: É proibido escutar músicas que façam apologia à violência, criminalidade, ideias ou atos libidinosos e que contenham palavras de baixo calão no interior do alojamento. 10.18 - Exceto no intervalo do almoço, o aluno não deve se deitar durante o horário de expediente previsto no “Quadro de Trabalho Semanal” (QTS). 10.19 - São proibidos o acesso e a permanência na entrada dos alojamentos do sexo oposto. 10.20 - É proibido o acesso de qualquer pessoa “estranha” aos alojamentos, inclusive alunos de outros esquadrões, exceto a equipe de serviço ou quando a pessoa estiver acompanhada / autorizada pela “sargenteação” responsável pelo referido alojamento, devendo, em ambos os casos, permanecer nele o estritamente necessário para o cumprimento da sua tarefa. 10.21 - Caso seja necessário adentrar alojamento do sexo oposto o aluno deverá acionar a campainha, bater a porta e aguardar um integrante daquele alojamento para transmitir as orientações necessárias. 10.22 - Nos dias em que não houver expediente, o acesso de equipes de serviço ou manutenção no alojamento de sexo oposto deverá ser feito somente após a evacuação total, sob a orientação do Sargento de Dia ao CA. 10.23 - Ao ausentar-se do alojamento, o aluno deverá deixar o armário trancado, luzes apagadas, torneiras fechadas, vasos sanitários asseados, portas dos banheiros fechadas e assoalho seco e limpo. 10.24 - As janelas devem permanecer abertas sob quaisquer condições climáticas, assegurando o fluxo de ventilação adequado a todo alojamento. 10.25 - Para evitar sobrecarga na rede elétrica, são proibidas quaisquer instalações clandestinas ou modificações de tomadas ou equipamentos sem a autorização e mensuração da carga pelo pessoal da Seção de Eletricidade dos Serviços Gerais. Deve-se atentar para o uso comedido de ferros de passar,secadores de cabelo, aparelhos de “chapinha” e outros, especialmente aqueles que produzem calor, sob risco de incidentes com a rede elétrica. 10.26 - Não permitir que as lixeiras dos sanitários, alojamentos e arredores do prédio fiquem transbordando e sem sacos apropriados. 10.27 - As roupas deverão ser lavadas apenas nas lavanderias, não sendo permitido o uso dos lavatórios para esta finalidade. 10.28 - Usar os lavatórios e banheiros exclusivamente para as finalidades a que se destinam, lembrando que a má utilização dos aparelhos sanitários propicia a transmissão de doenças infectocontagiosas. 10.29 - Concorrer para a limpeza, boa apresentação e higiene dos sanitários, não sujando paredes, portas ou pisos, lembrando-se de dar descarga logo após a utilização. 10.30 - Não descartar papel higiênico e outros detritos, tais como copo plástico, tubo de pasta, invólucro de sabonete, cotonete, absorvente íntimo e outros objetos nos vasos sanitários para evitar o entupimento das canalizações de esgoto. 10.31 - Cuidar para que os fios de cabelo que por ventura se desprendam no banheiro sejam retirados e depositados nas lixeiras, o acúmulo indevido destes fios no encanamento causa entupimento. 10.32 - Jamais fique em pé ou agachado sobre o assento sanitário, pois isso pode causar ferimentos graves caso o vaso sanitário venha a se quebrar. 10.33 - Não permanecer nas sacadas quando estiver ocorrendo instrução próxima ao seu prédio, em virtude de despertar a atenção dos instruendos e causar impressão negativa. 10.34 - Não é permitido ao aluno pernoitar em alojamento distinto ao seu, salvo nos casos autorizados pelo Comando do Corpo de Alunos ou quando em cumprimento de escala de serviço. 11 - CONDUTA NA DIVISÃO DE ENSINO DE FORMAÇÃO 11.1 - Cumprir e fiscalizar o cumprimento das normas estabelecidas pela Divisão de Ensino de Formação. 11.2 - Os chefes de turmas deverão estar com as turmas prontas antes da hora prevista para o início da aula ou outra atividade. 11.3 - A retirada de faltas, sob a responsabilidade do chefe de turma, deverá ser rigorosa e em conformidade com a NPA em vigor. 11.4 - Apresentação de turma ao professor civil: o chefe de turma posicionará a turma em “DESCANSAR” e informará que a turma está pronta para a instrução, com ou sem faltas. Ao final da instrução, serão adotados os mesmos procedimentos, estando a retirada do local condicionada à autorização do professor. 11.5 - Não se deve ingerir alimentos, mascar chiclete, pentear-se ou ocupar-se com outras leituras durante a instrução. 11.6 - As solicitações de esclarecimentos sobre o assunto ministrado deverão ser feitas sempre com respeito e consideração. 11.7 - Não danificar a pintura das instalações, carteiras escolares, equipamentos e outros itens de auxílio à instrução. 11.8 - No início da aula, a turma aguarda o instrutor no local de instrução e, ao final da aula, a turma aguarda que o instrutor saia primeiro. 11.9 - Após a aula, a sala deve ser mantida arrumada, sem que se altere a disposição prevista das cadeiras ou mesas. 11.10 - Satisfazer as necessidades fisiológicas antes de ser iniciada qualquer atividade, evitando, dessa forma, saídas durante a aula. Contudo, se for necessário dirigir-se ao sanitário, escolher o momento oportuno e, de forma discreta, solicitar autorização. 11.11 - Usar convenientemente bebedouros, banheiros e outras áreas comuns, zelando pela conservação, limpeza e economia de recursos. 11.12 - Observar rigorosa probidade na execução de quaisquer provas ou trabalhos escolares. O uso de quaisquer recursos ilícitos (cola) é incompatível com a dignidade e o decoro militar e poderá resultar no desligamento do Curso/Estágio. A “cola” é uma maneira desonesta de se obter êxito! Trata-se de deslealdade com os pares e também com os instrutores e professores. 11.13 - É vedado o uso de equipamentos eletrônicos, incluindo o celular, durante as instruções e intervalos de aulas. Exceção para acompanhamento de problema de saúde de familiar, sendo, nesses casos, necessária a autorização pelo Comandante do Esquadrão. 11.14 - Conforme consta no Estatuto dos Militares, as Praças Especiais devem dedicar-se inteiramente aos estudos e ao aprendizado técnico-profissional. Dessa forma, o aluno da EEAR deve esforçar-se para manter a máxima atenção durante as instruções. 12 - CONDUTA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E NAS COMPETIÇÕES DESPORTIVAS 12.1 - Atentar para a correta composição do uso do 9º uniforme. Quando não estiver praticando efetivamente corrida individual, o aluno deverá manter sempre a camiseta vestida e por dentro do calção, bem como usar o tênis na cor branca. Nas corridas ou na prática de esportes, poderá ser autorizada a utilização de tênis apropriado a cada caso. 12.2 - Estar com o 9° RUMAER ao fazer uso da piscina para lazer. É vedado o uso de piscina estando sozinho. A Seção de Educação Física poderá implementar normas específicas acerca desse assunto. 12.3 - As corridas deverão ser, preferencialmente, acompanhadas. Quando sozinho, o aluno deverá usar somente as vias permitidas. 12.4 - Efetuar o trajeto no sentido contrário da via, com o objetivo de facilitar a visualização de veículos. Deslocar-se no lado externo da via, com o objetivo de prover espaço seguro para a passagem dos veículos. 12.5 - Ao correr em grupo, atentar para não obstruir a via por completo. 12.6 - À noite, o único trajeto permitido para corrida é a Alameda São Paulo, tendo como limites o Portão da Guarda e o Ginásio. 12.7 - Respeitar o adversário qualquer que seja o resultado, mantendo o espírito desportivo. 12.8 - Manter o índice de massa corporal (IMC) ideal, tanto pela manutenção da saúde, quanto pela apresentação pessoal. Caso tenha dúvidas para realizar treinamento físico, procurar a Seção de Educação Física para obter orientações. 12.9 - O aluno que porventura seja identificado com dificuldades para acompanhar o programa de Educação Física estabelecido para o CA poderá ser submetido a treinamentos extras nos finais de semana, supervisionados pela SEF. 12.10 - Fica autorizada a utilização do abrigo do 9° uniforme de maneira incompleta (somente o agasalho ou a calça) e da camisa para fora nas práticas de corridas individuais, desde que o aluno esteja utilizando a camisa prevista no uniforme. Para o caso de qualquer outra situação, deverá utilizar o abrigo completo e a camisa para dentro. 12.11 - Não é autorizado ao aluno dirigir-se à área das Vilas residenciais da EEAR, mesmo em corridas individuais em dias úteis e dias não úteis. 12.12 - Para correr individualmente, fora do contexto de instrução supervisionada, em qualquer dia da semana no interior da EEAR, os alunos deverão utilizar os seguintes locais: 1- pista de atletismo do campo central, somente até as 17 h 30 min e não poderá realizar tal prática sozinho, deve haver, no mínimo, mais um aluno acompanhando no local; e 2- da guarda até o Ginásio, via alameda São Paulo, somente até às 22 h. 12.13 - Ao correr nos itinerários supracitados, o aluno deverá trajar o 9º Unif. RUMAER, não sendo autorizado a correr de 10º Unif. RUMAER e fazê-lo de modo a permanecer próximo à calçada, de modo a evitar quaisquer possíveis acidentes com os carros que trafegam na via. 12.14 - O aluno poderá andar de bicicleta nos trajetos compreendidos entre (Guarda x CA, via alameda São Paulo). 12.15 - É terminantemente proibido a qualquer aluno ir além do Hotel de trânsito, ingressando nas imediações do “Mirante do ar” ou na área do Exercício de Campanha. 12.16 - É proibido aos alunos a prática de corrida nos dias chuvosos. 12.17 - Durante os TF / ATF ou mesmo em momentos fora do expediente, está proibido que o aluno forme grupamentos comandados por outros alunos para a prática da corrida. As corridas em forma serão autorizadas mediante participação do Instrutor / Professor junto à tropa. 13 - PROCEDIMENTOS REPROVÁVEIS E PROIBIDOS 13.1 - Eximir-se de assumir responsabilidade pelos seus atos, faltar com a verdade (mentir), “colar” em atividades avaliadas, agir de maneiraque macule a honra e o caráter ou que afrontem as obrigações e deveres militares, constituem transgressão grave e podem resultar no desligamento do Curso/Estágio. 13.2 - Travar disputa, rixa ou luta corporal com seu companheiro, subordinado, superior ou civil, dentro ou fora da Escola. 13.3 - Permanecer deitado após o toque de alvorada. 13.4 - Solicitar carona em via terrestre, fardado ou não. 13.5 - Dirigir-se à Seção de Apoio Aéreo para solicitar vaga em aeronave militar sem autorização do Comandante de Esquadrão. 13.6 - Envolver autoridade civil ou militar na busca de solução de problemas pessoais sem a autorização ou conhecimento do Comandante de Esquadrão. 13.7 - Introduzir ou fazer uso de bebida alcoólica no interior da EEAR. 13.8 - Fazer uso de entorpecentes dentro ou fora da EEAR. 13.9 - Não devem ser feitas “gozações”, trotes e imposição de apelidos ou quaisquer outras atitudes ofensivas, inclusive no uso de redes sociais ou quaisquer outras mídias digitais (cyberbullying). 13.10 - Sentar-se no chão, calçada ou outros locais que para isso não se destinem, exceto quando em determinadas instruções militares. 13.11 - Permanecer encostado ou com os pés nas paredes, muretas, placas e árvores. 13.12 - Entortar galhos ou subir em árvores frutíferas para apanhar frutas. 13.13 - Frequentar bares ou ambientes que desabonem o decoro da classe. 13.14 - Usar expressões de baixo calão ou gestos incompatíveis com a boa conduta militar dentro ou fora da EEAR. 13.15 - Alegar qualquer pretexto sem o devido amparo legal para se eximir de participar de formaturas ou de escalas. 13.16 - Utilizar meios ilícitos ou dispositivos eletrônicos para ter qualquer tipo de acesso a alojamento do sexo oposto. 13.17 - Dirigir viaturas oficiais sem autorização publicada em boletim interno. 13.18 - Fazer manutenção ou lavar carros nas adjacências dos alojamentos ou de qualquer outra área da administração. 13.19 - Utilizar-se de recursos de informática ou de quaisquer outros recursos da administração para fins particulares, inclusive acessos a contas de correio eletrônico (e-mail) ou acessos indevidos à Internet. 13.20 - Fazer ou intermediar qualquer tipo de comércio. 13.21 - Transitar pela EEAR consumindo qualquer tipo de bebida ou alimento. 13.22 - Fumar em local diferente do centro da Praça do Especialista. 13.23 - Sobrepor a qualquer uniforme, objetos de sociedades particulares, associações religiosas ou políticas, medalhas desportivas, chaveiros e outros adornos que possam descaracterizar o uniforme. 13.24 - Adentrar o alojamento antes das 16 h 30 min, exceto se estiver de serviço ou autorizado pelos instrutores de seu Esquadrão. 13.25 - Apresentar ofício disciplinar ou FOBS contra militar mais moderno sem fundamento. 13.26 - Colocar avisos ou propagandas em quadros de avisos ou murais sem autorização. 13.27 - Portar aparelho celular ou dispositivo de comunicação durante os turnos de instrução e seus respectivos intervalos, bem como durante qualquer atividade ligada à instrução, formatura, cumprimento de punição ou serviço, mesmo fora do horário do expediente normal. O uso de dispositivos eletrônicos em sala de aula obedecerá a regras específicas e somente quando orientado ou supervisionado pelo instrutor. 13.28 - Portar aparelho celular preso à cintura por dentro da calça. 13.29 - Solicitar entrega de gêneros alimentícios por meio de comércio cujo funcionamento não seja autorizado. 13.30 - “Puxar”, durante os deslocamentos de tropa, canções que façam apologia à: “Se os hinos e gritos de guerra são técnicas importantes que garantem a motivação e a cadência na prática de atividades militares, é inconcebível que as letras entoadas contrariem nossos valores. Reitero que não serão admitidos temas que explicitem ou sugiram preconceito ou discriminação de qualquer espécie, em especial aqueles que atentem contra a honra e a dignidade humana.” Boletim Periódico nº 02/15, de 18 ABR 2015 13.31 - Rasurar documentos, formulários e livros de serviço. Rasurar significa alterar, apagar ou corrigir algo escrito, o que pode comprometer a veracidade, a autenticidade e a integridade dos registros. 13.32 - Sair do alojamento após o toque de silêncio, salvo para fins médicos, de serviço, deslocamento para a Divisão de Ensino de Formação para fins de estudo e utilização do bebedouro. 13.33 - Revistar tropa do sexo oposto. 13.34 - Entrar ou permanecer em áreas reservadas sem autorização. As áreas reservadas são aquelas que não são destinadas ao atendimento do aluno e não têm relação com sua rotina. Exemplo: interior de seções administrativas/operacionais da Escola, vilas militares, etc. 14 - CONDUTA EM LOCAIS PÚBLICOS 14.1 - O aluno, quando transita por locais públicos, além de responder por sua individualidade, representa toda nossa coletividade. Desta forma, o CA, a EEAR, o COMAER e os militares em geral poderão estar representados por um único aluno. Diante dessa responsabilidade, nos locais ou estabelecimentos públicos o aluno deverá acatar leis vigentes, conhecer e aplicar as regras de convívio social em que se encontre e agir sempre de maneira respeitosa com todos. 14.2 - Não é permitida a presença de apenas dois alunos de qualquer sexo em locais ermos, com pouca luminosidade ou sala com portas fechadas. Isso inclui estudo na Divisão de Ensino de Formação após as 22 horas, prática desportiva fora do período de instrução, uso das salas da SAEEAR, bancos, centros de tradições, etc. 14.3 - Não se envolver em distúrbios civis ou em quaisquer manifestações coletivas. Manter-se afastado de aglomerações, comícios e congêneres. 14.4 - Não se pronunciar acerca de notícias ou comentários que possam envolver assuntos ou situações relacionadas a EEAR, essas questões serão respondidas pelo Setor de Comunicação Social. 14.5 - Quando uniformizado, mantenha o garbo militar e a mais correta conduta, quer a serviço, quer a passeio. 14.6 - Corrigir colegas ou subordinados que estejam mal uniformizados ou agindo de maneira inadequada e comprometendo a boa imagem do aluno da EEAR. 14.7 - Recomenda-se prudência ao organizar eventos fora da EEAR. Atentar para o respeito ao horário de silêncio e para as regras de convívio social do local. 15 - DESLOCAMENTOS DE TURMAS DE INSTRUÇÃO 15.1 - Deve ser evitado o deslocamento de tropas de alunos pela Alameda São Paulo. Os comandantes de fração de tropa, quando deslocando suas respectivas tropas, deverão conduzi-las pelas alamedas internas e somente cruzar a Alameda São Paulo. Exceção será o deslocamento em direção ao CTE. 15.2 - Sempre que uma tropa estiver atrasada para uma instrução ou reunião, o deslocamento deverá ser em “passo acelerado”. 15.3 - Os deslocamentos de alunos pelas vilas residenciais somente serão permitidos quando fazendo parte de tropa, durante a instrução de Educação Física, supervisionados por instrutor ou professor; ou quando seguindo ou retornando de uma instrução programada. 15.4 - Quando houver instrução com a presença de todo o Esquadrão, deve-se atentar para que ruas, corredores ou passagens fiquem livres. O procedimento será deslocar a tropa para um local seguro e comandar o avançar por colunas para o interior do local da instrução. 15.5 - Após a chegada ao local de instrução ou reunião, a ocupação dos lugares deverá ser ágil e preenchendo os assentos disponíveis a partir das primeiras fileiras. 15.6 - A tropa mais moderna deverá franquear a passagem à tropa mais antiga nos locais de convergência. Nessa passagem, uma tropa não deverá se aproximar excessivamente da outra. 15.7 - Os “gritos de guerra” evidenciam o moral da tropa e o espírito de corpo de seus integrantes, por isso os comandos de “fora de forma” de tropas de alunos devem ser enérgicos e com a seguinte padronização: 15.8 - Quando estiver ocorrendo uma instrução ou reunião sob a cobertura dos refeitórios, no pátio do CA ou em frente aos esquadrões, a tropa que se desloca próximo a esses locais deverá suspender as canções até ultrapassar as imediações do local. 16 - CONDUTAAPÓS LICENCIAMENTOS 16.1 - A forma de liberação para os licenciamentos, de modo geral, estará definida no QTS. Os licenciamentos poderão ser das seguintes maneiras: 16.2 - Fica autorizado o uso do traje civil apenas no trajeto compreendido entre o alojamento e o ponto de ônibus ou estacionamento. Os alunos que estejam licenciados não deverão permanecer no pátio do CA em traje civil durante a realização de qualquer instrução. 16.3 - Para evitar atrasos aos ônibus fretados pela SAEEAR, os alunos poderão realizar um “lanche rápido” na cantina em traje à paisana. Fica subentendido que “lanche rápido” é quando o aluno dispõe de pouco tempo para esperar, o que implica no fato de o aluno NÃO se sentar às mesas. 16.4 - Não é permitida a presença do aluno no interior da cantina em traje civil em qualquer outra situação a não ser a descrita no item anterior. 16.5 - É obrigatório declarar junto ao Esquadrão, quando em gozo de férias ou licença, o endereço completo onde poderá ser localizado e no mínimo um telefone para eventuais contatos de emergência, além de outros dados que porventura sejam solicitados. 16.6 - Apresentar-se, devidamente fardado, na secretaria de seu Esquadrão, por conclusão de férias ou licenças. 16.7 - Comunicar imediatamente à EEAR quando houver impossibilidade de comparecer no horário ou data prevista. 16.8 - No caso de rematrícula, o aluno deverá se apresentar formalmente ao Comandante de Esquadrão, informar sua situação e cumprir os trâmites administrativos. 17 - CONDUTA EM CASO DE DOENÇA, BAIXA E ALTA DE HOSPITAL OU FALECIMENTO DE FAMILIAR 17.1 - Em casos NÃO urgentes: 17.2 - Em casos urgentes: providenciar o acionamento de ambulância, se for o caso, e, tão logo possível, comunicar à “sargenteação” do Esquadrão e à Sala do Aluno de Dia. 17.3 - Quando baixar em qualquer hospital fora da EEAR, deverá envidar esforços para comunicar-se, no prazo de 48 horas, com a Sala do Aluno de Dia ao CA ou com Oficial de Dia à EEAR, informando, com detalhes, o hospital onde se encontra. 17.4 - Ao receber alta hospitalar, apresentar-se ao Comando do Esquadrão, durante o expediente, ou ao Sargento de Dia ao CA caso seja fora do expediente. 17.5 - A simulação de moléstia sujeitará o aluno à punição disciplinar por tentativa de iludir superior hierárquico. 17.6 - Em caso de falecimento de familiar, informar imediatamente à Sala do Aluno de Dia ao CA ou ao Oficial de Dia à EEAR. Deverá também, o mais breve possível, entrar em contato com o Comando do Esquadrão. Ao retornar para a Escola, trazer cópia do atestado de óbito, para comprovação do direito ao luto. 17.7 - Caso o aluno venha a se envolver em qualquer tipo de acidente, deverá comunicar ao seu Comandante de Esquadrão e procurar o Grupo de Saúde de Guaratinguetá (GSAU-GW), por meio do Posto Médico do CA, para verificar a necessidade ou não de ser submetido à perícia médica para emissão do Atestado Sanitário de Origem (ASO). 17.8 - Nos casos em que a dispensa médica descaracterize o uniforme do dia, o Comando do Esquadrão poderá autorizar o uso do abrigo de educação física. 17.9 - Incorrerá em transgressão disciplinar grave o aluno com restrição para prática de atividade física ou ordem unida prescrita ou homologada por médico do COMAER, que for participar de tais atividades ou treinamentos físicos. 17.10 - Os chefes de turmas deverão colocar falta nas fichas de frequência para os discentes que tiverem prescrição proibindo a prática de atividades físicas e ordem unida. 17.11 - Os alunos devem respeitar as áreas reservadas do hospital e não entrar ou permanecer nelas sem autorização. As áreas reservadas são aquelas que não são destinadas ao atendimento médico, como almoxarifados, salas administrativas, alojamentos, refeitórios, etc. 17.12 - O aluno que obtiver uma dispensa médica deve estar de posse do respectivo documento, assinado pelo médico responsável e dentro do prazo de validade. 18 - CONDUTAS EM SITUAÇÕES DIVERSAS 18.1 - Quando receber uma ordem de um superior hierárquico, após sua execução, deverá providenciar meios para informar o seu resultado ao superior (feedback). 18.2 - Os alunos que apresentarem dificuldades na assimilação de instruções típicas da atividade militar poderão ser submetidos a treinamentos extras, em períodos noturnos ou finais de semana, a título de instrução complementar ou reforço na aprendizagem. 18.3 - A “colação” (lanche fornecido pelo rancho) deverá ser obrigatoriamente retirada no horário previsto e consumida nos horários de intervalo. 18.4 - Observar as normas previstas para utilização do clube dos alunos ou outras instalações destinadas a lazer e atividades extracurriculares. 18.5 - A realização de eventos comemorativos no clube dos alunos e nos centros será mediante autorização do Comandante de Esquadrão, devendo-se observar que NÃO poderá haver bebidas alcoólicas e a equipe de serviço deverá ser notificada. 18.6 - Os alunos que, por algum motivo, estejam dispensados de participar da parada diária do CA, não deverão transitar por nenhuma parte do pátio do CA durante sua realização, devendo permanecer no espaço entre a SEF e o Posto Médico do CA. 18.7 - Ao dirigir-se à piscina ou academia de musculação, a toalha deverá ser conduzida dobrada em uma das mãos. É proibido conduzir a toalha sobre os ombros ou amarrada à cintura. 18.8 - É proibida a participação de alunos da EEAR, a título de representação, em eventos sociais sem a expressa autorização do Comandante do Corpo de Alunos. 18.9 - Cada aluno é responsável pela preservação dos materiais de uso pessoal recebidos, tais como armário, cama tipo beliche, colchão, roupa de cama e outros. 18.10 - Dirigir-se às vilas residenciais nos dias não úteis somente quando convidado por algum morador. Nos dias úteis, em casos de eventos festivos, comemorações ou outros eventos programados, poderá comparecer somente com a autorização do Comandante de seu Esquadrão. 18.11 - Quando chegar atrasado a qualquer reunião ou instrução em auditório ou outro local, não deverá interrompê-la para solicitar autorização. Nessa situação, de maneira discreta, deverá sentar-se na poltrona da última fileira do setor que estiver sendo utilizado e, ao final da instrução, apresentar-se ao Aluno de Dia ao Esquadrão correspondente ou chefe da turma, informando o motivo do seu atraso. 18.12 - Transitar pelas dependências do Comando do Esquadrão, do Comando do CA ou do Comando da EEAR somente quando autorizado. Para tratar de assuntos relativos à administração ou de caráter particular com o Comandante, Chefe ou Diretor de uma OM, é necessário que todo militar observe a cadeia de comando. 18.13 - Ao presenciar ou se envolver em qualquer ocorrência de caráter disciplinar, deverá comunicar o fato, via FOBS. 18.14 - Nos casos de enfermidades em que o médico do COMAER prescreva dispensa total do serviço, o aluno deverá procurar o Comandante do Esquadrão para orientações. 18.15 - A guia de saída extraordinária é uma concessão do Comandante do Esquadrão. Quando for estritamente necessário, o aluno poderá solicitá-la para se ausentar da instrução para tratar de assunto de seu interesse. Nessa situação, o aluno assume conhecer: 18.16 - Todas as atividades do aluno na EEAR têm finalidade de instrução e de formação militar, fazendo parte dessa formação determinar que o aluno siga a cadeia hierárquica na busca de soluções para suas necessidades. É proibida, portanto, a interferência de familiares (civis ou militares) visando resolver problemas administrativos e internos do Corpo de Alunos, tais como trocas de escala de serviço, saídas extraordinárias, comissões de formatura, horários de licenciamento e outras atividades inerentes ao período de formação. 18.17 - O aluno da EEAR deverá conhecer: 18.18 - Fica estritamente proibido adentrar à Secretaria dos Esquadrões (Sargenteação) fora do horário de expediente. 18.19 - A realização de eventos comemorativos com instrutores da Divisão de Ensino e Formação (DEF) será permitida somente mediante autorização prévia do Comandodo CA, solicitada via cadeia de comando. 18.20 - Todas as vezes que o aluno da EEAR observar Graduado/Oficial em forma por algum motivo, deverá correr. Principalmente no horário de início de expediente, quando o efetivo do CA entra em forma para retirar faltas, sob a cobertura do Rancho “Alpha”. 18.21 - O aluno que for dispensado da escala de serviço, por motivos de saúde, durante o final de semana, somente poderá deixar as dependências da Escola com autorização do Comandante do CA. 19 - MÍDIAS SOCIAIS 19.1 - Nos dias atuais, tem sido rotina o uso de sites de relacionamento, de comunidades virtuais e de redes sociais pelas pessoas de todas as idades e de toda índole. 19.2 - Considerando que a profissão militar é, por sua natureza, uma atividade diretamente vinculada à segurança, é importante que o aluno da EEAR compreenda que, quando expõe dados e informações ligadas ao seu trabalho, sua rotina ou informações intrínsecas ao quartel, está violando regras de segurança. 19.3 - No campo da “tecnologia da informação”, existe um termo conhecido como “engenharia social”. A engenharia social consiste em técnicas reais ou virtuais utilizadas com a finalidade de obter acesso e informações importantes e/ou sigilosas em organizações ou sistemas por meio da ilusão ou exploração da confiança das pessoas. Os principais canais utilizados para acesso a este tipo de ataque são os sites de relacionamento, as comunidades virtuais e as redes sociais. 19.4 - É possível reduzir as vulnerabilidades quanto ao acesso a sites de redes sociais tomando os seguintes cuidados: 19.5 - Não postar ou curtir quaisquer mensagens que possam envolver ou caracterizar censura a ato de superior hierárquico, inclusive quando feitas em “tom irônico”. Vale lembrar que o militar “não deixa de ser militar” por estar em ambientes virtuais. 19.6 - No uso de sites ou aplicativos relacionados às mídias sociais, o aluno NÃO deverá “curtir” ou colocar comentários, fotos ou vídeos que possam expor: 19.7 - É imprescindível que os alunos encerrem suas sessões (‘logoff’) em todos os sistemas, e-mails, equipamentos de informática e quaisquer outros recursos de rede imediatamente após o uso ou em caso de ausência. Esta diretriz é crucial para a proteção de dados confidenciais e para impedir o acesso não autorizado por terceiros. A inobservância desta diretriz poderá acarretar sanções disciplinares ou legais. 20 - CONDUTA NA CANTINA 20.1 - Prestar a continência regulamentar em quaisquer dos ambientes da cantina, inclusive quando seu superior estiver fora da cantina. No caso de o aluno encontrar-se sentado, deverá, de forma respeitosa, olhar e cumprimentar seus superiores com “aceno de cabeça”. 20.2 - No caso de passagem de tropa ou por ocasião do hasteamento ou arriação do Pavilhão Nacional o aluno deverá prestar a continência regulamentar conforme estabelecido no RCONT. 20.3 - Após o licenciamento, para evitar atrasos aos ônibus fretados pela SAEEAR, os alunos poderão realizar um “lanche rápido” na cantina em traje à paisana. Fica subentendido que “lanche rápido” é quando o aluno dispõe de pouco tempo para esperar, o que implica no fato de o aluno NÃO se sentar às mesas. 20.4 - Não é permitida a presença do aluno no interior da cantina em traje civil em qualquer outra situação a não a descrita no item anterior. 21 - CONSTITUIÇÃO DOS PROGRAMAS DE FORMAÇÃO 21.1 - ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO MILITAR (EAM) O EAM tem por objetivo adaptar o jovem, que inicia sua jornada acadêmica, à vida da caserna e às peculiaridades da instituição, por meio de um programa de treinamento doutrinário, físico e militar estimulando o gosto pela profissão, o espírito de corpo, a disciplina e a organização, desenvolvendo, ainda, o hábito da atividade física e do estudo, dentre outras virtudes militares, com base nos mais elevados princípios éticos e morais, visando à integração do futuro Aluno ao restante do Corpo. 21.1.1. SERVIÇO DE ESCALA Durante o EAM o estagiário concorrerá ao serviço de Plantão de Alojamento do seu esquadrão e, se for o caso, também de seus prédios anexos. O aluno somente passará a concorrer na escala de serviço de Plantão de Alojamento dos demais esquadrões no primeiro dia útil após o término do EAM. 21.2 - PROGRAMA DE TREINAMENTO MILITAR (PTM) Programa de treinamento físico e doutrinário a ser cumprido pelos estagiários e alunos da EEAR. O referido programa é aplicado durante a primeira metade do curso ou estágio ao qual o discente estiver matriculado e visa à preparação do futuro sargento para ações que exijam pronta resposta e resistência à fadiga. O objetivo é estimular o desenvolvimento da autodisciplina, a compreensão de autoridade e hierarquia, o sentimento de camaradagem e criar fortes laços de dever e lealdade para com a instituição e o país. Durante este programa, o Aluno é constantemente exigido nos aspectos de coragem, tenacidade e entusiasmo. Esta fase se inicia com o Estágio de Adaptação Militar. 21.3 - PROGRAMA DE TREINAMENTO DE LIDERANÇA (PTL) O referido programa é aplicado apenas para os alunos da 4ª Série do curso ou estágio ao qual o discente estiver matriculado e visa à preparação do futuro sargento para exercer liderança de pequenas frações de tropa. É nesta fase que o Aluno desenvolve sua capacidade de comunicação e relacionamento humano, necessárias ao papel de liderança ao qual está destinado. O Aluno será então contextualizado, compreendendo sua situação na formação dos graduados da FAB, sabendo que espera-se que o seu comportamento influencie os novos discentes a internalizarem os valores apresentados no PFV. 22 - CADEIA DE LIDERANÇA DO CORPO DE ALUNOS 22.1 - CONCEITUAÇÃO É composta por alunos da 4ª Série, selecionados pelo Comando de seu Esquadrão, tem como atribuição transmitir diretrizes, normas e costumes vigentes na instituição aos alunos dos Esquadrões mais modernos, atuando como elo entre o Comando do Corpo de Alunos e os seus discentes. Os alunos da 4ª Série, quando empregados no PTL, deverão estar cônscios de que serão vistos como modelos pelos alunos dos demais Esquadrões, pelo exemplo de integridade e correção que os mais antigos representam. Sendo assim, devem enfatizar a educação através da persuasão e do comportamento cooperativo no desempenho das missões de que participe junto com os mais modernos ou das quais esses devam participar. 22.2 - CONSTITUIÇÃO DA CADEIA DE LIDERANÇA: 22.3 - ESTADO-MAIOR DE ALUNOS Os alunos Líder e Vice-Líder do CA, os Auxiliares de Esquadrão e o Presidente da SAEEAR compõem o Estado-Maior de Alunos. O Estado-Maior tem como atribuição fiscalizar a atuação dos demais membros da Cadeia de Liderança, orientando-os a fim de que se atinjam os objetivos propostos no PTM, no PTL, no PFV e no EAM. Os alunos componentes do Estado-Maior têm, como prerrogativas: 22.4 - RESPONSABILIDADES DA CADEIA DE LIDERANÇA A Cadeia de Liderança tem um papel extremamente importante para o êxito da aplicação do PTM e do PTL estabelecidos pela Seção de Doutrina, uma vez que auxiliam na execução dos respectivos programas, sendo supervisionados pelos oficiais e sargentos do CA. Participar ativamente do Programa de Formação de Valores, capitaneados pela Seção de Doutrina, com intuito de internalizar esses valores em si próprios e nos demais alunos. Orientar seus liderados a fim de que se atinjam os objetivos propostos pelo Comando do CA, e que todos os procedimentos previstos no Manual do Aluno e regulamentos em vigor sejam ensinados e, posteriormente, verificados quanto a sua execução. Fiscalizar a atuação dos demais alunos para assegurar que a conduta dos mesmos seja orientada, corrigida constantemente e aplicada em conformidade com os documentos doutrinários e com as orientações dos oficiais do CA. 22.5 - DOS DEVERES DO LÍDER DO CORPO DE ALUNOS Exercer, efetivamente, sua liderança sobre os demais alunos em todas as situações. Adotar postura e conduta dignas que denotem a honradez que a função de Líder lhe impõe e servir como exemplo para os demais alunos. Orientar e fiscalizaro desempenho e a atuação dos demais componentes da Cadeia de Liderança dentro dos limites preconizados. Acompanhar de perto a rotina do Corpo de Alunos, procurando assessorar o Comando do Corpo de Alunos, por meio do Comando de seu Esquadrão, sobre problemas eventuais de relevância para a coletividade dos alunos. Manter-se atualizado em relação às instruções da Seção de Doutrina e às diretrizes do comando, no tocante ao PTM e PTL. Exigir dos demais alunos atitudes que venham a solidificar a disciplina no âmbito do Corpo de Alunos, relatando aquelas que contrariarem tais orientações. Tomar a iniciativa de apresentar o Corpo de Alunos em todas as situações em que tal procedimento se fizer necessário. 22.6 - DOS DEVERES DO VICE-LÍDER DO CORPO DE ALUNOS Auxiliar o Líder do Corpo de Alunos nas tarefas e atribuições relativas à Cadeia de Liderança, bem como substituir o Líder do Corpo de Alunos na ausência deste. 22.7 - DOS DEVERES DOS AUXILIARES DE ESQUADRÃO Manter ligação constante com o Comando do Esquadrão, procurando assessorá-lo em todos os assuntos do seu nível. Agir como elo entre o Comando do Esquadrão, a Cadeia de Liderança e os alunos do Esquadrão, transmitindo ordens, auxiliando no doutrinamento e levando ao Comando do Esquadrão os assuntos dos seus liderados considerados relevantes. Acompanhar de perto a rotina dos seus liderados, procurando assessorar o Líder do Corpo de Alunos sobre problemas eventuais julgados de relevância para a coletividade. Colaborar na coordenação de atividades extracurriculares planejadas pelo Comando do Esquadrão. Orientar o Esquadrão ao qual Auxilia quanto aos procedimentos, avisos e determinações emanados do Comando, fazendo com que sejam cumpridos efetivamente. Exigir dos alunos o cumprimento dos procedimentos previstos no Manual do Aluno, relatando por meio de FOBS as alterações dos alunos de seu Esquadrão. 22.8 - CRITÉRIOS PARA INDICAÇÃO À LIDERANÇA O Líder do Corpo de Alunos é o primeiro colocado da 4ª Série do CFS, de acordo com o Plano de Avaliação da EEAR. O Vice-Líder do Corpo de Alunos é o segundo colocado da 4ª Série do CFS, de acordo com o Plano de Avaliação da EEAR. Os Auxiliares de Esquadrão serão alunos da 4ª Série do CFS (um do sexo masculino e outro do feminino por esquadrão) que, independentemente de especialidade ou de antiguidade, destacaram-se, ao longo das séries anteriores, pelo seu desempenho global e que satisfaçam aos seguintes requisitos: Preferencialmente: Obrigatoriamente: Os adaptadores serão alunos da 4ª Série do CFS indicados pelo Comandante de Esquadrão, observando o perfil militar e o histórico do militar, respeitando o quantitativo demandado pela SIMCA. O Presidente da SAEEAR será escolhido por votação dos alunos da sociedade, quando na 3ª Série do CFS e deverá ter seu nome aprovado pelo Comandante do Esquadrão e pelo Comandante do CA. As Diretorias da SAEEAR, bem como as Diretorias dos Centros de Tradições Regionais (CTG, CTNN e CTMG) serão indicadas pelos associados e, posteriormente, submetidas à aprovação do respectivo Comandante de Esquadrão. Qualquer componente que venha, no decorrer de sua função, a cometer transgressão disciplinar que atente contra os preceitos basilares do militarismo, ou que tenha um desempenho insuficiente ou inadequado no exercício de sua função, poderá ser substituído. A supervisão do trabalho da Cadeia de Liderança cabe à Seção de Doutrina do Corpo de Alunos, em coordenação com os Comandos dos Esquadrões. 23 - SISTEMA ESPECIAL DISCIPLINAR O Sistema Especial Disciplinar é aplicado ao Aluno Especialista no intuito de familiarizá-lo com as regras de conduta, primando sempre pela manutenção da disciplina e hierarquia, visando adaptá-lo as normas disciplinares contidas no RDAER, conforme previsto na Lei nº 6.880/80 (Estatuto dos Militares). Na aplicação das punições disciplinares serão considerados os dispositivos constantes do RDAER, em consonância com o disposto na ICA 111-6, que regulamenta a sistemática de apuração de transgressão e aplicação de punição disciplinar. São punições disciplinares previstas no RDAER: Poderão, ainda, serem impostas aos alunos da EEAR outras medidas administrativas, com a finalidade de promover a sua reeducação, quando a conduta praticada enquadrar-se, tão somente, como irregular, mas não chegar a constituir transgressão disciplinar ou crime, com base no Art. 18 do RDAER. Poderão ser adotadas as seguintes medidas administrativas em relação às condutas irregulares praticadas por alunos, não enquadradas como transgressão disciplinar ou crime: A forma de advertência relacionada na letra “d” do item anterior será detalhada em Ordem de Instrução específica. 23.1 - TRABALHOS DE ESTUDO E PESQUISA A fim de corrigir pequenos desvios de comportamento, principalmente quando for verificado que a conduta irregular deu-se por falta de sedimentação dos conhecimentos transmitidos, poderá ser cobrada do aluno a elaboração de um estudo, por escrito, a respeito do tema que originou a irregularidade. O prazo para a elaboração da pesquisa deverá ser de 3 a 5 dias, sendo recomendável que o aluno realize o trabalho aos finais de semana, sem prejuízo do licenciamento e da rotina acadêmica. Caso julgado oportuno, o aluno poderá vir a apresentar para o restante de seu Esquadrão por ocasião de DCE. 23.2 - PRÉ-ALVORADA Determinar a apresentação do aluno à Sala do Aluno de Dia até 30 minutos antes da alvorada, por um período determinado de no máximo 5 dias úteis. O Comando dos Esquadrões têm autonomia para aplicar a Pré-Alvorada. Horários anteriores ao citado deverão ter prévia autorização do Comandante do CA. A retirada de faltas será realizada pelo Aluno Permanência à Sala do Aluno de Dia. 23.3 - LICENCIAMENTO NÃO CONCEDIDO O aluno submete-se ao regime de internato ao longo de sua formação. Desta forma, o Licenciamento Não Concedido é concessão do Comandante do CA, o LNC é a retirada temporária da concessão para se ausentar da EEAR, aplicada ao aluno pelo Comandante do seu Esquadrão, por ser um ato discricionário do Comandante, este procedimento não necessita de Processo de Apuração de Transgressão Disciplinar (PATD). Quando no cumprimento de LNC, o aluno deverá se restringir à área administrativa da EEAR, seguindo os limites e rotas previstos na NPA de Rotina. O uniforme para o cumprimento das revistas de verificação do LNC será o 7º C completo. O aluno poderá utilizar a SAEEAR, o Clube dos Alunos, o CTG, o CTNN, o CTMG, a cantina e outros recintos similares, podendo, ainda, utilizar-se das salas de aula da DEF para estudar nos horários compreendidos entre as revistas e chamadas, bem como praticar atividades físicas. No entanto, deverá comparecer às chamadas de verificação, conforme previsto na NPA de Rotina. 23.4 - REPREENSÃO A repreensão verbal poderá ser acompanha de uma Medida Disciplinar Especial, esta punição deve apenas ser registrada no histórico do aluno em seu esquadrão. A repreensão por Escrito não acarreta nenhum tipo de privação ao aluno durante os dias úteis e não úteis. Esta punição deve ser publicada em boletim interno. 23.5 - DETENÇÃO Quando no cumprimento de detenção, o aluno deverá se restringir à área administrativa do CA, limitados pela Lagoa do Brigadeiro, Alameda São Paulo, Alameda Bahia e Academia do CA. O uniforme para o cumprimento da Detenção será o 7º C completo, após o término das atividades diárias, nos dias úteis, e durante toda a rotina nos dias não-úteis. Nos dias úteis, o aluno só poderá se ausentar dos limites do CA para o cumprimento de atividades curriculares programadas. O aluno detido permanece em seu alojamento, ausentando-se apenas para ir ao refeitório e revistas de verificação de presença; não poderá participar das atividades dos Clubes do CA tampouco utilizar-se da academia e a Sociedade dos Alunos. Comparecer às revistas de verificação de presença de cumprimento de punição, conforme listado abaixo: Nos dias úteis, o aluno deverá se apresentar ao Sargento de Dia ao término das instruções, semprejuízo a quaisquer instruções programadas em QTS. 23.6 - PRISÃO Quando no cumprimento de Prisão, o aluno deverá permanecer na sala anexa à Sala do Aluno de Dia, ausentando-se apenas para entrar em forma nas verificações de presença de cumprimento punição e nos deslocamentos para o refeitório. O uniforme previsto para o cumprimento da prisão deverá ser o 10º uniforme completo. Comparecer às revistas de verificação de presença de punição, conforme listado abaixo: Nos dias úteis, o aluno deverá se apresentar ao Sargento de Dia ao CA ao término das instruções, sem prejuízo a quaisquer instruções programadas em QTS. 23.7 - HORÁRIOS DE INÍCIO E TÉRMINO DAS PUNIÇÕES A punição inicia às 8 h do primeiro dia da punição e encerra às 8 h do dia seguinte ao último dia da punição. Os alunos deverão observar se a grade de punidos ou a relação de Licenciamento Não Concedido contém os seus respectivos nomes. Não poderá ser considerado o cumprimento da punição se não houver grade nominal de punidos assinado no dia do início da punição. 23.8 - DISPOSIÇÕES GERAIS Para qualquer uma das apresentações, o mais antigo dos punidos coloca os demais em forma, antes do horário previsto, em frente a Sala do Aluno de Dia. Cabe ao ALCA estar presente em todas as revistas e lançar estas alterações no livro de serviço, caso haja impossibilidade de cumprir os horários previstos. Ao punido com detenção ou prisão é permitido ir ao Grupo de Saúde de Guaratinguetá (GSAU-GW) apenas por problemas de saúde própria, consultas ou em apoio a outrem, devendo ser dada a ciência ao ALCA do ocorrido, imediatamente, após o fato. Caso o aluno detido seja de Esquadrão mais antigo que o ALCA, ele se apresentará ao Sargento de Dia ao CA. Somente o Comandante do CA/Subcomandante do CA ou, na ausência destes, os Comandantes de Esquadrão, tem autonomia para dispensar o aluno punido de qualquer apresentação que o mesmo deva cumprir de acordo com este Manual. É proibido ao aluno tirar serviço enquanto cumpre punição ou licenciamento não concedido. 24 - APRESENTAÇÃO PESSOAL 24.1 - INTRODUÇÃO Em conformidade com o RUMAER, este Manual complementa orientações quanto à apresentação pessoal para as praças especiais matriculadas na EEAR. 24.2 - APRESENTAÇÃO QUANDO UNIFORMIZADO É vedado o uso de tatuagem no corpo com símbolo ou inscrição que afete a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro exigido aos integrantes das Forças Armadas que faça alusão a: É vedado o uso de qualquer tipo de tatuagem na região da cabeça, do rosto e da face anterior do pescoço que comprometa a segurança do aluno. É vedado o uso de escarificações em partes do corpo que fiquem visíveis com o uso do uniforme. Os aplicativos do tipo “piercing” que estejam localizados em partes do corpo que fiquem à mostra quando trajando uniformes previstos no RUMAER, inclusive aqueles previstos para a prática de Educação Física, deverão ser removidos. É vedado o uso de lentes de contato coloridas ou que apresentem desenhos, mesmo que de grau. É autorizado o uso do guarda-chuva em conformidade com o RUMAER (guarda-chuva na cor preta, exceto quando estiver em forma ou compondo equipe de serviço). Entretanto, esse uso deverá ser individual, não sendo permitido mais que um aluno sob o mesmo guarda-chuva. 24.3 PRESCRIÇÕES PARA AS ALUNAS Em ocasiões especiais, quando autorizado pelo Comandante do Corpo de Alunos, o seguimento feminino poderá utilizar maquiagem. A maquiagem deve ser usada com moderação, em tons discretos e compatíveis com a cor da pele da militar. Deverá ser observada a harmonia e a estética, sempre em conformidade com o nível de formalidade e adequação exigidos pelo ambiente ou evento. Nesse contexto, são permitidas maquiagens mais elaboradas em bailes, representações e eventos comemorativos. Não sendo autorizado o uso de maquiagens permanentes (Ex: cílios permanentes, sobrancelhas de rena, contornos de boca e olhos, etc.). As unhas devem ser tratadas e, se pintadas, deverá ser utilizado apenas esmalte de cor transparente, sem desenhos ou enfeites, sendo seu comprimento máximo limitado pelo alinhamento com a ponta dos dedos. No âmbito do Corpo de Alunos, as alunas podem adotar o corte de cabelo curto e o penteado tipo coque. Não será permitido o uso de máquina zero, sendo no mínimo de número 2. Os demais cortes e penteados, previstos no RUMAER, poderão ser utilizados mediante autorização do Comandante do Corpo de Alunos. Será permitido o uso de trança simples, conforme padrões previstos no RUMAER. Nessa situação, os dias serão determinados pelo Comandante do Corpo de Alunos. Utilizando o penteado tipo coque, a aluna poderá utilizar “tic-tac”, na cor preta, para prender os fios que ficarem soltos. Nessa situação, a aluna não poderá ter partes do cabelo rapado, como nuca, lateral da cabeça ou região frontal. Utilizando o penteado tipo coque a aluna deverá prender todo o cabelo uniformemente até a confecção do coque, não podendo haver tranças, penteados ou qualquer coisa que altere a linearidade natural dos fios até a confecção do coque. O Comandante do CA poderá permitir o uso dos demais penteados tipo rabo de cavalo e tipo trança única nos seguintes casos: No caso de cabelo curto, assim entendido aquele cujo comprimento fique acima da gola do uniforme, este pode ser usado solto em qualquer circunstância, observando-se que, quando com cobertura, as orelhas devem ficar à mostra. Para fins de padronização, o cabelo deve ser preso com “tic-tac”, na cor preta, de forma que o mesmo não recaia sobre o rosto. As militares devem abster-se do uso de penteados exagerados (a altura da massa de cabelo, medida a partir do couro cabeludo, não deve exceder cinco centímetros), de penteados que cubram a testa, ainda que parcialmente (franja), e do uso de quaisquer postiços, adereços ou “glitter”, inclusive em eventos sociais. A coloração artificial do cabelo deve ser feita com moderação, utilizando-se apenas tons de cores naturais de cabelo e respeitando a harmonia e a discrição necessária e compatível com o uso do uniforme. Quando necessário prender e/ou moldar os cabelos, deve-se usar grampos simples, elásticos, fivelas discretas e/ou rede, todos pretos ou na cor do cabelo, sem enfeites e/ou brilhos. Nos exercícios de prontidão militar, caracterizados pelo acionamento após o Toque de Silêncio, as alunas poderão usar o penteado tipo “rabo de cavalo”, devendo o comprimento do cabelo seguir as regras previstas no RUMAER. Em Exercícios de Campanha ou outros exercícios operacionais, por motivo de segurança, poderá ser determinado o uso de “rabo de cavalo”, trança única e a utilização de touca protetora. Nesse caso, o cabelo deverá ser preso com uma série de elásticos da cor mais próxima à do cabelo, colocados ao longo de todo seu comprimento, de maneira que fique totalmente preso. Não é permitido o uso de saias extremamente justas, acima dos joelhos ou com cintura baixa. Não é permitido o uso de calças extremamente justas. 24.4 PRESCRIÇÕES PARA OS ALUNOS Por ocasião do retorno de férias, o aluno deverá se apresentar com o corte padrão (pente “número um” nas laterais e nuca e pente “número dois” na parte superior da cabeça). O tamanho do corte do cabelo, desde o início do período da adaptação até o evento dos “100 Dias” na 4ª Série, deverá ser realizado utilizando máquina com pente nº 1 nas laterais e máquina com pente nº 2 no restante, sem fazer o “pezinho”. Contudo, após o evento “100 Dias”, poderá ser autorizado, a critério do Comandante do CA, o corte com máquina com pente nº 2 nas laterais e máquina com pente nº 4 no restante, podendo fazer o “pezinho” do cabelo. A costeleta (porção de barba e cabelo que se deixa crescer na parte lateral do rosto) deve ser mantida a dois centímetros abaixo do ponto superior de união da orelha com a cabeça, conservando sua largura natural (é vedado o estreitamento da costeleta). É vedado o uso: No caso de necessidade do uso de corte de cabelo e/ou barba, com a finalidade de encobrir lesão fisionômica, o militar deverárequerer autorização por escrito e fundamentada em parecer clínico ao respectivo Comandante de Esquadrão, que encaminhará o caso ao Comandante do CA. Caso haja necessidade, o militar deverá ser novamente identificado. 24.3 - USO DE ACESSÓRIOS 24.3.1. É PERMITIDO: Relógio em tamanho e modelo discretos e funcionais, em qualquer pulso, na cor preta ou prateada. Aliança, na cor prateada ou dourada. Óculos de grau, devendo ser observada a discrição quanto ao formato e cor. As lentes NÃO poderão ser espelhadas ou coloridas e a armação deverá ser dourada, prateada ou outra cor em tom escuro, preservando a discrição. Óculos escuros desde que mediante receita médica, devendo ser entregue uma cópia da receita na secretaria do respectivo Esquadrão e observar o disposto no item anterior. NÃO é permitido o uso preso ao uniforme ou sobre a cabeça. Colar metálico no pescoço desde que tenha apenas uma volta, na cor dourada e/ou prateada, com espessura máxima de meio centímetro, e que possua, ou não, um pingente com, no máximo, um e meio centímetro de largura por um e meio centímetro de altura. Fones de ouvido, em tamanho discreto, nas cores preta ou branca, devendo ser usado apenas durante a prática individual de atividade física ou utilizando computadores e videogames da SAEEAR, fora das jornadas de instrução. Além disso, o dispositivo eletrônico poderá ser utilizado em estudo individual noturno, no interior da sala de aula. Mochila preta, sendo admitidos pequenos detalhes, em cores neutras, podendo ser carregada às costas, ou ao ombro, exclusivamente, nos 8º, 9º, 10º e 11º uniformes. Esta autorização não se aplica a militares em formaturas ou compondo equipe de serviço. Exclusivamente quando o militar estiver se deslocando em motocicleta ou bicicleta, é autorizado o uso de mochila às costas, ou ao ombro, em qualquer uniforme. Protetor solar sem cor e manteiga de cacau. Apenas às alunas do PTL: um par de brincos (um em cada orelha), devendo ser inteiramente prata ou dourado, com ou sem pérola, desde que sejam pequenos e discretos, sem argolas nem pingentes. Os brincos não devem ultrapassar o tamanho do lóbulo da orelha. Para os homens é vedada a utilização de brincos. 24.3.2. NÃO É PERMITIDO O USO: Chaveiro ou chave pendurada no cinto. “Gloss” ou outros tipos de hidratantes labiais com brilho, exceto em caso de indicação médica. Peça de qualquer material aplicada na parte inferior da perna próxima ao pé, conhecida como “tornozeleira”. Uniformes demasiadamente ajustados ao corpo. As calças não poderão ter cintura baixa; devendo deixar aparecer, no máximo, cinco botões da canícula. No caso das saias, não poderão ser acima dos joelhos ou com cintura baixa. “Smartwatch” ou “smartphone” em instrução, serviço, reuniões, “briefings” ou qualquer outra atividade programada. 24.3.3. USO DE TRAJES CIVIS É proibido conduzir veículo no interior da EEAR de chinelos ou sem camisa. É proibido o uso de camisas com dizeres impróprios ou que afrontem o decoro e os bons costumes. Aos alunos, no âmbito de qualquer Organização Militar (OM), fica proibido o uso de: Às alunas, no âmbito de qualquer OM, fica proibido o uso de: 25 - INSIGNIAS, BREVÊS E ADORNOS 25.1 - INSÍGNIAS DE MÉRITO A insígnia de Mérito Militar será utilizada pelos alunos das 3ª e 4ª séries que obtiverem os maiores graus no Conceito de Doutrina Militar, que avalia o espírito militar, o caráter, o decoro, a capacidade física, a apresentação pessoal e a disciplina. A quantidade de insígnias será correspondente a 10% (dez por cento) do efetivo de cada série. A insígnia de Mérito Intelectual será distribuída para até 10% do efetivo de cada série (2ª, 3ª e 4ª séries), sendo utilizados os seguintes critérios: alunos primeiros colocados de cada especialidade e na sequência os demais alunos de acordo com a classificação geral. A insígnia de Mérito Desportivo será utilizada pelo aluno considerado pela Seção de Educação Física como o atleta padrão das 2ª, 3ª e 4ª séries. A insígnia de Mérito Especialista será utilizada pelos alunos que obtiverem as insígnias de Mérito Militar e Intelectual simultaneamente. 25.2 - INSÍGNIAS ESPECIAIS A Insígnia Especial da Sociedade dos Alunos – SAEEAR será outorgada aos alunos da última série do CFS, integrantes da diretoria da SAEEAR. MATERIAL: Metal. USO: No bolso direito, centralizada, nos uniformes: 3º, 4º, 5º, 6º e 7º RUMAER. Conforme são utilizados os distintivos de cursos de carreira nos militares formados. 25.2.1. 25.3 - INSÍGNIAS DA LIDERANÇA A Insígnia de Líder do Corpo de Alunos será outorgada ao aluno primeiro colocado na classificação geral da 3ª para a 4ª série do CFS. A Insígnia de Vice-Líder do Corpo de Alunos será outorgada ao aluno segundo colocado na classificação geral da 3ª para a 4ª série do CFS. A Insígnia de Auxiliar de Esquadrão será outorgada aos alunos da 4ª série do CFS escolhidos para a função de Auxiliares de Esquadrão e ao Presidente da SAEEAR. 25.3.1. MATERIAL 3º, 4º, 5º, 6º e 7º RUMAER: Metal dourado para a insígnia de Líder do CA e metal prateado para as demais Insígnias da Liderança. No 10º RUMAER: Confeccionado em tecido de brim verde-oliva, medindo 18 mm por 60 mm, com as engrenagens e a estrela em linha “amarelo ouro” para o Líder do CA, linha branca para o Vice-líder do CA e em linha preta para as demais Insígnias da Liderança. 25.3.2. USO No bolso superior esquerdo, centralizada a 2 mm acima da costura superior nos uniformes: 3º, 4º, 5º, 6º e 7º RUMAER. No 10º RUMAER deverá ser centralizada a 2 mm acima da tarjeta com o bordado Força Aérea. 25.4 - DISTINTIVO DE INSTRUTOR DE TIRO O distintivo de Instrutor de Tiro poderá ser utilizado pelos alunos dos cursos BMB e SGS após a conclusão do Estágio. Ambas as especialidades, somente poderão utilizar o distintivo na 4ª série. O distintivo tipo brevê poderá ser utilizado nos 5º, 7º e 10º Uniformes (tecido para o 10º e metal para os demais) e deverá ser aposto a 5 milímetros acima da tarjeta de Força Aérea ou em posição equivalente ou a 1 centímetro acima da fileira superior de insígnias da Liderança/Barretas. O brevê do tipo dístico com a inscrição “INSTRUTOR DE TIRO” deverá ser aposto a um centímetro da costura do ombro da manga direita da gandola do 10º uniforme e confeccionado no padrão de baixa visibilidade. 25.5 - CORDÃO VERMELHO COM APITO O cordão vermelho com apito poderá ser utilizado pelos alunos da especialidade de SBO após a conclusão da última avaliação da especialidade na 3ª Série, em cerimônia realizada no GSBO. Será utilizado no ombro direito. Cabe ressaltar que o aluno não poderá utilizar o cordão vermelho quando estiver em forma com todo o Esquadrão, nas paradas diárias e nos treinamentos de formaturas, nas instruções/palestras com todo o esquadrão ou com todo o Corpo de Alunos e durante o cumprimento dos serviços de escala. Portanto, tal utilização deverá ocorrer apenas durante as instruções supervisionadas pelo galpão GSBO. 25.6 - CORDÃO BRANCO DO PRIMEIRO COLOCADO DA 4ª CFS O cordão branco será utilizado pelo aluno primeiro colocado na classificação geral da 3ª para 4ª série, após receber o estandarte da Escola de Especialistas de Aeronáutica. Será utilizado no ombro direito. 26 - EMBLEMAS DE ESQUADRÃO E ESPECIALIDADE 26.1 - EMBLEMAS DE ESQUADRÃO O emblema deverá ser circular, com borda externa na cor preta. Em sua bordadura deverão constar os dísticos “CORPO DE ALUNOS DA EEAR” na parte superior, ocupando a metade superior do emblema, com todas as letras na cor preta e em fundo branco e o “NOME” do Esquadrão, na parte inferior, nas cores do Esquadrão (preta para o Esquadrão Branco) em fundo branco. O restante da bordadura, não preenchido por estes dísticos, deverá ter faixas em verde e amarelo. O limite externo do emblema deverá ter o seu diâmetro com medida igual a 7 (sete) centímetros. A borda deverá ter 1/18 avos do diâmetro (5 mm). O emblema deverá ser submetido à aprovação do Comandante do Corpo de Alunos da Escola de Especialistas de Aeronáutica. Para a utilizaçãono 10º uniforme as cores deverão ser no padrão de “baixa visibilidade”, bordado na cor preta, podendo conter apenas tonalidades de verde compatíveis com o 10º RUMAER. Para o uso no 10º uniforme o Emblema de Esquadrão deverá se posicionar no local do DOM (bolso esquerdo). Para o uso nos 8º e 11º B o Emblema de Esquadrão deverá ser utilizado no bolso direito. 26.2 - EMBLEMA DE ESPECIALIDADE (ICA 903-1): Podem ser utilizados nos uniformes 8º de voo e 11º B (macacão de manutenção). No 8º uniforme o Emblema de Especialidade deverá ser utilizado no bolso esquerdo, no local onde é utilizado o distintivo de operacionalidade pelos militares formados. No 11º B o Emblema de Especialidade deverá ser utilizado a 2 mm, centralizado, acima no bolso esquerdo. O emblema deverá ser circular, com borda externa na cor preta. Em sua bordadura deverão constar os dísticos “NOME DA ESPECIALIDADE” na parte superior e o “NOME” do Esquadrão com seu ano de matrícula, na parte inferior, fundo na cor do Esquadrão, letra preta para os Esquadrões Amarelo, Branco e Prata e letra branca para os Esquadrões Azul e Verde. A arte utilizada no centro do Emblema é livre, devendo apenas conter o símbolo da Especialidade inserido na mesma. O limite externo do emblema deverá ter o seu diâmetro com medida igual a 7 (sete) centímetros. A borda deverá ter 1/18 avos do diâmetro (5 mm). O emblema deverá ser submetido à aprovação do Encarregado do respectivo Galpão de Especialidade. 27 - PREVENÇÃO DE RABDOMIÓLISE 27.1 - APRESENTAÇÃO DO CONTEXTO O estresse celular é uma conjuntura do organismo onde a célula trabalha sem ter o apoio logístico (macro e micronutrientes, água, repouso e alimentação) necessário à realização do esforço ao qual está sendo solicitada, induzindo desequilíbrios orgânicos no organismo e, em alguns casos, levando até mesmo à morte. A rabdomiólise é uma síndrome grave que decorre da lesão muscular (miólise) direta ou indireta. É um resultado do rompimento das fibras musculares, que liberam seu conteúdo para a corrente sanguínea. Esse processo pode afetar principalmente os rins, que não conseguem remover os resíduos concentrados na urina. A rabdomiólise pode ser causada por diferentes fatores, como consumo excessivo de álcool e traumas, porém no meio militar está mais relacionada com a atividade física intensa em condições climáticas desfavoráveis. Dentre as causas mais conhecidas em exercícios militares está a liberação no sangue uma substância chamada mioglobina, que é uma proteína relacionada à hemoglobina. Quando a mioglobina é liberada após lesão do músculo, é filtrada para fora do pelos rins, que pode causar uma insuficiência renal aguda. Exercício intenso em excesso, insolação ou desidratação podem desencadear a síndrome da rabdomiólise. Os sintomas mais comuns de rabdomiólise incluem fraqueza muscular, hematomas, dores musculares, desidratação e urina escura. O aluno deve estar sempre atento aos sintomas e informar sempre o mais antigo presente na atividade ou instrução, caso note alguma discrepância na coloração da sua urina, acompanhado de outros sintomas relacionados que denotem o quadro clínico de rabdomiólise. O aluno fica terminantemente proibido de fazer o uso de suplementos vitamínicos (Proteínas em geral, whey protein, hipercalóricos, aminoácidos em geral, BCAA, glutamina, creatina, etc.) e estimulantes energéticos a base de cafeína e taurina, sem a receita de um médico ou nutricionista da escola de especialistas, devendo informar e apresentar a receita a secretaria do comando de seu esquadrão. O uso de suplementos pode sobrecarregar os rins e associados a atividade física intensa, condições de temperatura e umidade, aumentam as chances de ocorrer um quadro clínico de rabdomiólise. O aluno deve suspender todo e qualquer suplementação, mesmo que com receita médica um mês antes de qualquer atividade prática que envolvam exercícios físicos intensos como por exemplo os Exercícios de Campanha, disciplinas como Táticas de Combate Terrestre 4 ou qualquer outra atividade que envolva grande desgaste físico. Atentar quanto ao uso de medicamentos, pois estes também podem ocasionar uma sobrecarga dos rins e corroborar para o agravamento de um quadro clínico rabdomiólise, dessa forma fica proibido o consumo de medicamentos por conta própria em atividades de campanha e em exercícios militares. 28 - CONDUTA SEXUAL E RELACIONAMENTO AFETIVO 28.1 - INTRODUÇÃO Em decorrência da consolidação do ingresso da mulher no mercado de trabalho, a compreensão de questões ligadas ao tema “assédio sexual” torna-se essencial para a manutenção de um ambiente sadio, e de mútuo respeito e que possibilite o desenvolvimento profissional. Pesquisas revelam que a maior incidência de casos de assédio sexual tem o homem como agente e a mulher como destinatária. Todavia, também pode ocorrer entre pessoas do mesmo sexo ou da mulher destinada ao homem. As instituições militares não estão isentas da possibilidade de sofrerem as consequências advindas do problema que envolve o presente tema, devendo procurar respaldar-se ética, técnica e legalmente para solucionar eventuais questões que possam ocorrer no seu ambiente de formação ou de trabalho. A inclusão da mulher nas Forças Armadas tem resultado no convívio entre homens e mulheres em diversos cenários, sendo que, no período de formação militar, na maioria dos casos, isso acontece em regime de semi-internato. Assim, a finalidade desta seção é proporcionar conhecimentos e valores aos alunos acerca desse tema, de forma que possam conviver em um ambiente misto de forma madura e profissional, tanto durante o período de formação quanto após formado, nas diversas Organizações. 28.2 - CONCEITUAÇÃO 28.2.1. CARACTERÍSTICAS O assédio sexual no local de trabalho consiste em “cantadas” explícitas ou constantes “insinuações” com conotação sexual, sem a concordância da vítima. É importante que esta “NÃO concordância” sempre deve ser manifesta de forma firme e clara por parte da pessoa afetada. A principal característica do assédio sexual é quando o agente age de maneira insistente com a intenção de obter favores sexuais. Trata-se, também, de uma forma de agressão moral e psicológica, visto que, via de regra, afeta a honra, expõe o(a) destinatário(a) a situações vexatórias e provoca insegurança profissional pelo receio de se perder o emprego, sofrer perseguições ou quaisquer outras “retaliações” que afetem o desenvolvimento profissional. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), quaisquer insinuações, contatos físicos forçados, propostas ou pedidos impertinentes, entre outros, podem ser considerados como assédio sexual, desde que apresentem pelo menos uma das seguintes características: Em síntese, o assédio sexual no trabalho é sempre um ato de poder, sendo o assediador um superior hierárquico da pessoa assediada. Trata-se de uma insinuação ou proposta sexual insistente e inoportuna e rejeitada pela outra parte. Essa insinuação ou proposta pode ser verbal, gestual ou física. O assédio sexual apresenta ainda os seguintes elementos: Em relação ao requisito da repetição da conduta, pode ser excepcionalmente desnecessário para a configuração do assédio sexual, nos casos em que o ato, ainda que praticado uma única vez, seja de natureza grave. 28.2.2. DIFERENCIAÇÕES É importante compreender que galanteios e elogios acompanhados de certas sutilezas, a priori, não caracterizam o assédio sexual. Existem três elementos que distinguem a “paquera” ou “cantada” do assédio sexual: a inconveniência, a insistência e a coerção baseada na condição hierárquica. Quando estes galanteios e elogios são livremente aceitos ou se não são rechaçados, fica descaracterizado o assédio, podendo, inclusive, vir a caracterizar a “reciprocidade”. A paquera ou a “cantada” não produz nenhuma forma de constrangimento, receio de demissão ou qualquer outra forma de prejuízo na carreira. Isso porque quem é paquerado ou recebe uma cantada pode até não se sentir confortável ou lisonjeadocom a situação, mas o fato não lhe causa nenhum tipo de incômodo. Nesse ponto é importante que ambos sejam profissionais e maduros para avaliarem a situação. O que diferencia o assédio sexual das condutas de aproximação com intenção afetiva (ou sexual) é a insistência mesmo após ter ficado clara a ausência de reciprocidade. Também não se caracteriza como assédio sexual o sexo forçado, caracterizado pelo uso de violência ou força física, pois isso tipifica outras formas de crime, como o estupro, por exemplo. 28.3 - FUNDAMENTAÇÃO LEGAL A Lei n. 10.224, de 15 de maio de 2001, introduziu no Código Penal o artigo 216-A, criminalizando o assédio sexual nas relações de trabalho e de ascendência. Essa lei define o assédio sexual nos seguintes termos: “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”, e fixa pena de detenção de um a dois anos para o assediador. Nos termos da lei em vigor, o sujeito ativo do crime deve ser necessariamente superior hierárquico, excluindo aqueles que exercem a mesma função ou cargo inferior. Assim, o que caracteriza o assédio na legislação brasileira é, principalmente, a relação de sujeição da vítima. Entretanto, existe a possibilidade de se caracterizar o assédio sexual também entre colegas do mesmo nível hierárquico, haja vista que o assediante poderia influenciar, mesmo que indiretamente, na carreira ou nas condições de trabalho do assediado (assédio por intimidação). Exemplo: um caso em que um subordinado fosse o detentor de uma informação que pudesse prejudicar a carreira do chefe e usa isso como argumento para assediar o superior. Também é importante esclarecer que o assédio sexual pode não acontecer somente nas relações de trabalho ou quando esteja presente o “vínculo empregatício”. Isso pode acontecer quando um profissional constrange outrem com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se de sua ascendência “inerente ao exercício” de sua função ou cargo. Exemplo: um instrutor de uma autoescola que oferecesse vantagem no curso em troca de favores sexuais. Outro aspecto que deve ficar claro é que não há necessidade da conduta ser praticada no local de trabalho. O que se exige para configurar o crime de assédio sexual é que tenha relação com o trabalho. Exemplo: Uma conduta grave em uma viagem decorrente de um compromisso de trabalho. 28.4 - EXEMPLOS DE CONDUTAS IMPRÓPRIAS A configuração do assédio sexual não ocorre apenas por meio de contato físico, são várias as condutas que podem constituir o assédio. Não é simples relacionar todas as condutas que podem configurar o assédio sexual. Como exemplo, entretanto, podem ser citadas as seguintes ações, quando frequentes e contra a manifesta vontade da vítima: 28.5 - SITUAÇÃO DA VÍTIMA Por diversos motivos, raramente as vítimas denunciam o assédio sexual. As principais razões são o medo e a vergonha. Muitas vezes, surgem comentários no sentido de que o assédio tenha ocorrido por culpa da própria vítima, o que afeta sua idoneidade. Destacam-se os fatores abaixo: 28.6 - SUGESTÕES QUANTO AO QUE FAZER É importante que se ponderem as consequências de uma atitude precipitada, em que não se tenha certeza de que esteja ocorrendo o assédio. Deve-se ponderar sobre a responsabilidade social e legal ao se fazer qualquer denúncia. Vale lembrar que o ônus da prova recai sobre quem faz a acusação ou denúncia. É recomendável avaliar as consequências para as duas partes. O melhor a ser feito é procurar uma conversa franca e sem animosidades. Não restando dúvidas de que se está diante de uma situação em que estejam presentes fortes indícios de assédio sexual, podem ser adotadas as seguintes medidas: 28.7 - COMO PROVAR A obtenção de prova para configuração de assédio sexual é bastante difícil. Condutas com conotação sexual, via de regra, acontecem entre duas pessoas e às escondidas. Porém, para a punição do assediador, serão necessárias as provas aceitas no campo jurídico, visto que se está falando de um crime tipificado em lei. Cabe ressaltar que o ônus da prova recai sobre a vítima. Ao serem tomadas providências pela vítima, é importante saber que, em primeiro lugar, é necessária a clara demonstração do desconforto com a conduta do assediador, devendo ficar evidente a ausência de reciprocidade. A sustentação deve ser fundamentada com provas habitualmente aceitas em Juízo. A palavra da vítima, embora seja importante, não é acolhida como única prova do assédio. Exemplos de provas indiretas que podem ser configuradas através das atitudes do assediante: 28.8 - COMO COMBATER O ASSÉDIO SEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO A primeira coisa a se fazer para combater o assédio é procurar manter um bom ambiente de trabalho; “brincadeiras” tipicamente masculinas são desnecessárias no trabalho, principalmente quando houver companheiras no mesmo setor. Igualmente, “piadinhas” e fotos eróticas são proibidas. É obrigação da empresa ou da instituição assegurar um ambiente de trabalho baseado no respeito a todo o seu quadro de colaboradores. O empregador ou administrador deve considerar a possibilidade de realizar investimentos na qualificação de pessoal, incluindo a elevação dos padrões éticos da equipe. No âmbito do Serviço Público, além do aspecto legal, o assediador pode receber punições disciplinares, de acordo com o regramento próprio. No caso dos militares, são aplicáveis o Estatuto dos Militares, o RDAER e outros regulamentos. Outra maneira bastante eficaz é a Instituição adotar um “código de ética ou de conduta” de conhecimento ostensivo e de aplicação compulsória por todos os seus integrantes e aplicado em conjunto com programas de treinamento, campanhas educativas e fixação de regras para apuração de denúncias. 28.9 - IMPORTUNAÇÃO SEXUAL Com a ocorrência de diversos casos de importunação sexual em ambientes públicos, a Lei n. 13.718, de 24 de setembro de 2018, trouxe alterações no Código Penal. Essa lei tipifica o crime de “Importunação Sexual”, definindo-o como segue: “Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”. Outra alteração introduzida por essa lei foi a criminalização da “Divulgação de cenas de estupro de vulnerável e de cenas de sexo ou de pornografia”. Essa alteração encontra-se no Art. 218-C: Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática –, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia. A lei prevê aumento da pena caso essa divulgação seja feita por quem “[...] mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação”. Alerta-se para as consequências e responsabilidades em relação ao compartilhamento de vídeos e imagens dessa natureza por meio dos diversos canais digitais (mídias sociais em seus diversos formatos). As orientações relativas ao tema “assédio sexual” também são aplicáveis a este tópico, destacando-se que, diferente do assédio, a importunação sexual não faz menção a relações de hierarquia. 28.10 - RELACIONAMENTO AFETIVO Desde que seja observado o respeito aos ditames inerentes à profissão militar, tais como manutenção da disciplina, do decoro da classe, da discrição e do pundonor militar (sentimento de dignidade e de respeito pela profissão), não há impedimento ao relacionamento afetivo. Todavia, deve-se atentar que NÃO são permitidas quaisquer manifestações ou evidências de relacionamento afetivo no interior da OM e na região da ponte de acesso à EEAR, visando preservar a imagem da Instituição, dos alunos e o decoro da classe. É proibido aosalunos da EEAR manifestarem, explicitamente, comportamentos decorrentes de relacionamento afetivo por meio de gestos ou atitudes, tais como mãos dadas, beijos, abraços, apertos de mão prolongados ou qualquer outro tipo de manifestação de intimidade, enquanto no interior da EEAR ou de quaisquer outras Organizações Militares. Ainda que fora do ambiente militar, esta proibição deve ser observada quando os envolvidos estiverem em missão de representação (fardados ou à paisana) ou se estiverem fardados (mesmo não estando em missão de representação). Não é permitida a permanência de aluno e aluna, sentados ou não, em locais ermos e com pouca luminosidade, bem como a permanência em local fechado. São recomendadas as seguintes práticas: Estas normas são aplicáveis fora da EEAR ou em qualquer outra OM, estando fardado ou não. Nos licenciamentos, quando estiver fora da EEAR e das OM do COMAER, o aluno deverá seguir as regras de convívio social aceitas pela sociedade brasileira. Para tal, deve pautar-se sempre pelas práticas e normas contidas neste Manual. 29 - CONSIDERAÇÕES EM RELAÇÃO À PREVENÇÃO E COMBATE AO USO INDEVIDO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NO ÂMBITO DO COMAER O uso de drogas na atualidade é uma preocupação mundial. A situação extrapola questões individuais, passando a ser uma questão de saúde pública, em decorrência dos evidentes e graves prejuízos que o uso destas substâncias causa às diversas Instituições e sociedade como um todo. No ambiente militar, o uso de drogas traz consequências ainda mais danosas, ferindo a hierarquia e disciplina, e colocando em risco a segurança individual e também coletiva, podendo, ainda, macular a imagem Institucional. No Código Penal Militar, os crimes de uso e tráfico de drogas encontram previsão conjunta no Art. 290, não havendo distinção entre as condutas do tráfico e do porte de drogas para consumo pessoal. Todavia, salienta-se que a legislação penal comum, a Lei nº 11.343/2006, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD), estabelece a distinção entre o uso e o tráfico em seus artigos 28 e 33. A fim de estabelecer os principais termos previstos nas legislações do COMAER, seguem algumas conceituações: -Droga: qualquer substância não produzida pelo organismo e que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais dos seus sistemas, causando alterações em seu funcionamento e sendo capaz de causar dependência ou controle especial. -Substâncias Psicoativas (SPA): Substâncias que podem modificar as funções mentais do indivíduo, com reflexos no seu comportamento, apresentando intensidade variável, mesmo quando utilizada em pequenas quantidades. -Substâncias Psicoativas Ilícitas: Substâncias cuja posse, uso e comércio são proibidos por meio de legislação nacional em vigor. -Substâncias Psicoativas Lícitas: Substâncias cuja posse, uso e comércio são permitidos por meio de legislação nacional vigente. -Uso abusivo: padrão episódico de abuso de consumo de substância psicoativa em geral em quantidade elevada e se constitui numa situação intermediária entre o uso esporádico e dependência. -Uso indevido: Padrão episódico de abuso no consumo de substância psicoativa associada ao não cumprimento de regras vigentes no meio social (Código de Trânsito, Lei de Tóxicos, bem como aos termos do que está preestabelecido nos regulamentos e normas da Força Aérea). -Exame Toxicológico de Substâncias Psicoativas (ETSP): pesquisa de elementos e substâncias químicas relacionadas às SPA. Os materiais para análise poderão ser: sangue, urina, saliva, ar expirado, cabelos, pêlos corpóreos ou raspas de unhas. Os exames têm como objetivo a detecção de álcool, anfetaminas e derivados e metabólitos de cocaína, maconha e opiáceos. A prevenção do uso indevido de substâncias psicoativas ilícitas no CA é realizada por meio de campanhas educativas e exames toxicológicos em militares em serviço ativo. As inspeções de saúde periódicas para verificação de aptidão de desempenho de atividades profissionais do pessoal militar da Aeronáutica deverão contemplar os ETSP. Os ETSP também serão realizados de forma inopinada, que poderão ser: -direcionados: em caso de alterações clínicas que justifiquem o exame ou quando houver indícios do uso de substâncias psicoativas ilícitas; e -por amostragem: realizados por sorteio ou escalas. O Comandante da EEAR poderá solicitar, também, para qualquer Aluno, a realização do ETSP, em qualquer momento que julgue necessário. Caso o selecionado se negue a realizar o exame, o referido militar será afastado de suas atividades e encaminhado para inspeção de saúde, sem prejuízo das sanções disciplinares vinculadas ao não cumprimento de ordens. Outros exames toxicológicos poderão ser solicitados, a critério médico, quando julgados necessários para complementar a avaliação clínica. Ao tomar conhecimento do uso indevido de SPA, em efetivo sob sua subordinação, o Comandante deverá abrir sindicância para averiguar se o fato se trata de transgressão disciplinar ou se há indícios de crime militar. Os seguintes indicadores estão associados ao abuso e à dependência química: -absenteísmo; -comprometimento da produtividade, da qualidade do trabalho e do desempenho escolar; -mudanças no comportamento e no estilo de vida; -problemas de ordem educacional; -problemas de ordem emocional; -problemas de ordem médica; -problemas familiares; -problemas financeiros; e -problemas policiais e judiciais. Os principais fatores de risco para o Aluno a serem considerados são: -baixa autoestima; -presença de transtornos psiquiátricos; -dificuldade nos relacionamentos interpessoais; -situações de vulnerabilidade social e/ou violência familiar; -falta de pertencimento social e valorização da pessoa em seus contextos sociais e interpessoais (família, comunidade e trabalhos); -vínculos negativos com pessoas; -falta de informações adequadas sobre as substâncias psicoativas e seus efeitos; -experiência de frustração; -desmotivação e desengajamento em relação às atividades; -facilidade de acesso a álcool e substâncias psicoativas fora do ambiente de trabalho; -histórico familiar de uso e/ou abuso de substâncias psicoativas; e -ausência de relações de cooperação entre a família e a Organização Militar (OM). Na eventualidade de positividade de exame toxicológico durante o curso de formação de militar de carreira, este será desligado e licenciado ex-officio das Forças Armadas. Caso algum aluno observe ou tome conhecimento de qualquer outro militar fazendo uso de substâncias psicoativas ilícitas deverá, obrigatoriamente, levar tal informação ao conhecimento do Comando do Esquadrão, Seção de Doutrina ou Comando do CA. Maiores esclarecimentos podem ser verificados por meio dos seguintes documentos, cuja leitura é obrigatória a todos os Alunos: PORTARIA GM-MD Nº 3.795, DE 11 DE JULHO DE 2022, PUBLICADA NA SEÇÃO 1 DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 131, DE 13 DE JULHO DE 2022; DCA 160-1: PLANO DE ENFRENTAMENTO AO USO DE DROGAS NO COMANDO DA AERONÁUTICA; NSCA 29-1: AÇÕES ADMINISTRATIVAS PREVISTAS FRENTE AO CONSUMO ILÍCITO OU INDEVIDO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVA EM EFETIVO DO COMAER; e NSCA 160-14: ABORDAGEM DO USO INDEVIDO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NA AERONÁUTICA 30 - MEDICAMENTOS E SUPLEMENTOS Para fins deste Manual, e em consonância com os principais termos previstos nas legislações do COMAER, ficam estabelecidas as seguintes definições para o CA: Esteróides Anabolizantes: Drogas controladas com características androgênicas (masculinizantes) e anabolizantes (estimuladoras do crescimento) semelhantes à testosterona, que é o principal hormônio masculino; Medicamento: Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico; Receita: Prescrição escrita de medicamento, contendo orientação de uso para o paciente efetuada por profissional legalmente habilitado; e Suplemento: Alimentos que servem para complementar com nutrientes, a dieta diária de uma pessoa saudável, em casosem que sua ingestão, a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer suplementação, não podendo substituir os alimentos, nem serem considerados como dieta exclusiva. Todo medicamento classificado como “Venda sob Prescrição Médica” só pode ser comprado e utilizado pelos alunos com receita médica emitida pelo GSAU-GW. Durante o uso, o aluno deve guardar consigo uma cópia da receita médica de todo o medicamento classificado como “Venda sob Prescrição Médica”. Ao aluno fica terminantemente proibido o uso e a posse de qualquer Suplemento Alimentar (energéticos, proteicos, compensadores, repositores, aminoácidos, compostos termogênicos, estimulantes, pré-hormonais, vitaminas e minerais, e outros); exceto para os casos de prescrição emitida por Médico ou Nutricionista do GSAU-GW. O Aluno deve guardar consigo uma cópia da prescrição de todo Suplemento Alimentar em uso. É proibido o uso de Esteroides Anabolizantes, exceto por indicação médica, devendo a receita médica seguir os conformes da Lei nº 9.965 de 27 de abril de 2000. A Escola de Especialistas de Aeronáutica, reforçando os princípios éticos defendidos pelo Estatuto dos Militares e as ações previstas em NSCA 29-1, NSCA 38-21 e NSCA 160-14, pode submeter os Alunos a ETSP (Exame Toxicológico de Substâncias Psicoativas) a qualquer momento. Em caso de positividade para quaisquer SPA (Substâncias Psicoativas) ilícitas ou Esteroides Anabolizantes sem prescrição médica em Alunos, será instaurada sindicância pelo Comandante da EEAR para investigação das circunstâncias envolvendo o fato. Caso seja confirmado o uso indevido dessas substâncias, torna-se incompatível a permanência do aluno no Curso ou Estágio de Formação de Sargentos. 31 - CONCLUSÃO Esta seção não esgota o assunto em virtude de sua complexidade e grande quantidade de variáveis. Todavia, o conteúdo apresentado é suficiente para balizar o convívio em ambiente misto por toda a carreira. Caso permaneça alguma dúvida após essa leitura, ela poderá ser sanada pelos instrutores. Por fim, é importante relembrar que a profissão militar exige elevado grau de comprometimento com os preceitos da ética e dos valores aceitos pela sociedade, por isso é imposta aos militares a obrigação de zelar pelo bom nome das Forças Armadas. Dessa forma, recomenda-se que cada um contribua para que, tanto no ambiente de trabalho quanto fora dele, seja observado o princípio da “Valorização do Homem”, valor destacado como lema no âmbito da Força Aérea. 32 - ATUALIZAÇÕES E MEMORANDOS Este anexo tem a finalidade de que cada aluno fique responsável por manter o seu manual sempre atualizado. Sempre que for aprovada qualquer alteração de norma de conduta ou orientação que deva ser aplicada de forma padronizada no âmbito do CA, haverá uma divulgação por meio de memorando do Comandante do Corpo de Alunos para cada Esquadrão, o qual, disponibilizará os seus conteúdos por meio de quadros de avisos. Nº MEMO DATA SEÇÃO REDAÇÃO 33 - TELEFONES E ENDEREÇOS PABX: (12) 2131-7400 Sala do AL de Dia 7687/7688 Esq. Verde 7683 Oficial de Dia 7699 Esq. Amarelo 7673 Médico de Dia 7494 Esq. Azul 7675 Contra incêndio 8899 Esq. Branco 7677 Hospital – Portaria 8489 Esq. Prata 7680 Odontoclínica 7501 SOE 8323/5789 34 - INSÍGNIAS DE POSTOS E GRADUAÇÕES 35 - PERSONALIDADES DA AERONÁUTICA BRASILEIRA Marechal do Ar EDUARDO GOMES Patrono da Força Aérea Marechal do Ar ALBERTO SANTOS DUMONT Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica Doutor JOAQUIM PEDRO SALGADO FILHO 1º Ministro da Aeronáutica 36 - MISSÃO, VISÃO E VALORES DA FAB