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Aula sobre relações de parentesco e reconhecimento de filhos: distingue filhos havidos dentro e fora do casamento, explica reconhecimento voluntário e judicial, enumera modos (registro, escritura pública, escrito particular, testamento, manifestação perante o juiz), efeitos e irreversibilidade.

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AULA 09
Tema: 
RELAÇÕES DE PARENTESCO:
Do reconhecimento dos filhos
D I R E I T O C I V I L I V - F A M Í L I A
RELAÇÕES DE 
PARENTESCO
• Os filhos de pais casados não precisam ser 
reconhecidos, pois a paternidade, pelo sistema do 
Código Civil, decorre do casamento dos pais. Se estes 
são casados e, por desídia ou outra razão, não 
providenciam o registro do filho, assegura-se a este a 
ação de prova de filiação (CC, art. 1.606).
• O filho havido fora do casamento, porém, não é 
beneficiado pela presunção legal de paternidade que 
favorece aqueles. Embora entre ele e seu pai exista o 
vínculo biológico, falta o vínculo jurídico de 
parentesco, que só surge com o reconhecimento. Se 
tal ato não se realiza voluntariamente, assegura-se ao 
filho o reconhecimento judicial por meio da ação de 
investigação de paternidade.
Filiação havida fora do casamento
• Antigamente havia distinção de filhos legítimos e 
ilegítimos. 
• Inexiste essa condição, pois o art. 227, § 6º, da 
Constituição proíbe qualquer distinção entre os 
filhos, havidos ou não do casamento, inclusive no 
tocante às designações. 
• A expressão “filho ilegítimo” foi substituída por 
“filho havido fora do casamento” (art. 1º da Lei n. 
8.560/92; CC, arts. 1.607, 1.609 e 1.611). Este 
pode ser reconhecido pelos pais, conjunta ou 
separadamente (CC, art. 1.607), pessoalmente ou 
por procurador com poderes especiais.
FILHOS LEGITIMOS E ILEGÍTIMOS
• O reconhecimento é ato personalíssimo. Efetuado 
por um dos pais, só em relação a ele produz efeito, 
não se dando ao filho reconhecido qualquer direito 
perante o outro genitor.
• O reconhecimento de filho pode ser voluntário, 
também denominado “perfilhação”, ou judicial, 
também chamado de “coativo” ou “forçado”, que se 
realiza por meio de ação de investigação de 
paternidade. Qualquer que seja a sua forma, o ato
de reconhecimento é declaratório, pois não cria a 
paternidade, mas apenas declara uma realidade 
fática, da qual o direito extrai consequências
DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS
VOLUNTÁRIO
(perfilhação)
JUDICIAL
(coativo ou forçado)
RECONHECIMENTO 
VOLUNTÁRIO
• São cinco os modos de reconhecimento dos filhos. 
Qualquer que seja a forma, será sempre irrevogável
(CC, arts. 1.609 e 1.610). 
• Embora o testamento seja essencialmente 
revogável, não poderá sê-lo na parte em que o 
testador reconheceu o filho havido de relação 
extramatrimonial.
Reconhecimento voluntário
REGISTRO DE 
NASCIMENTO
ESCRITURA PUBLICA ESCRITO PARTICULAR
TESTAMENTO
PERANTE QUALQUER 
JUIZO
a) No registro do nascimento, no próprio termo, mediante declaração por um ou 
por ambos os pais. Se o filho já estiver registrado em nome de um deles, o outro 
também poderá fazer o reconhecimento no próprio termo, mediante averbação por 
determinação judicial, ou a pedido da parte, como prescreve o art. 1.609, I, do 
Código Civil.
b) Poderá o genitor, se o preferir, efetuar o reconhecimento por escritura pública ou 
escrito particular, que também serão averbados. A escritura pode ser lavrada 
especificamente para o reconhecimento, ou este pode fazer-se incidentemente em 
escritura que tenha outros objetivos imediatos, desde que a manifestação seja 
expressa e não deixe margem a nenhuma dúvida.
c) O reconhecimento voluntário de filho pode ser feito, igualmente, por escrito 
particular, a ser arquivado em cartório (CC, art. 1.609, II). 
Como a lei não especifica a espécie de documento ou escrito particular, o 
reconhecimento pode ser feito em declaração escrita, em carta e até mesmo em 
mensagem eletrônica, desde que não paire dúvida sobre a autoria e sobre sua 
autenticidade.
d) O testamento também pode ser aproveitado para reconhecimento voluntário de 
filho, ainda que incidentalmente manifestado (CC, art. 1.609, III). 
e) O reconhecimento pode ser feito inclusive “por manifestação direta e expressa 
perante o juiz, ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto único e principal 
do ato que o contém” (CC, art. 1.609, IV).
O reconhecimento voluntário 
(perfilhação) pode ser feito:
CÓDIGO CIVIL
Art. 1.609. O reconhecimento dos filhos havidos fora 
do casamento é irrevogável e será feito:
I - no registro do nascimento;
II - por escritura pública ou escrito particular, a ser 
arquivado em cartório;
III - por testamento, ainda que incidentalmente 
manifestado;
IV - por manifestação direta e expressa perante o juiz, 
ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto 
único e principal do ato que o contém.
Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o 
nascimento do filho ou ser posterior ao seu 
falecimento, se ele deixar descendentes.
Dispõe o art. 1.614 do Código Civil que “o filho maior não 
pode ser reconhecido sem o seu consentimento, e o menor 
pode impugnar o reconhecimento, nos quatro anos que se 
seguirem à maioridade, ou à emancipação”.
Não vale, assim, o reconhecimento do filho maior sem a sua 
anuência, mas esta pode ser dada posteriormente, sanando-se a 
omissão.
Se menor de idade, poderá o filho impugnar o reconhecimento no 
quatriênio que se seguir à aquisição da capacidade civil, por meio da 
ação de contestação ou impugnação de reconhecimento. Na referida 
ação, poderá alegar a incapacidade do reconhecente ou inveracidade 
ou falsidade da afirmação da paternidade ou maternidade. 
Oposições ao reconhecimento voluntário
CÓDIGO CIVIL
Art. 1.607. O filho havido fora do casamento pode ser reconhecido 
pelos pais, conjunta ou separadamente.
Art. 1.608. Quando a maternidade constar do termo do nascimento do 
filho, a mãe só poderá contestá-la, provando a falsidade do termo, ou das 
declarações nele contidas.
Art. 1.609. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é
irrevogável e será feito:
I - no registro do nascimento;
II - por escritura pública ou escrito particular, a ser arquivado em cartório;
III - por testamento, ainda que incidentalmente manifestado;
IV - por manifestação direta e expressa perante o juiz, ainda que o 
reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o 
contém.
Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho 
ou ser posterior ao seu falecimento, se ele deixar descendentes.
Art. 1.610. O reconhecimento não pode ser revogado, nem mesmo quando
feito em testamento.
CÓDIGO CIVIL
Art. 1.611. O filho havido fora do casamento, reconhecido por um dos
cônjuges, não poderá residir no lar conjugal sem o consentimento do outro.
Art. 1.612. O filho reconhecido, enquanto menor, ficará sob a guarda do 
genitor que o reconheceu, e, se ambos o reconheceram e não houver acordo, 
sob a de quem melhor atender aos interesses do menor.
Art. 1.613. São ineficazes a condição e o termo apostos ao ato de 
reconhecimento do filho.
Art. 1.614. O filho maior não pode ser reconhecido sem o seu 
consentimento, e o menor pode impugnar o reconhecimento, nos quatro anos 
que se seguirem à maioridade, ou à emancipação.
Art. 1.615. Qualquer pessoa, que justo interesse tenha, pode contestar a ação 
de investigação de paternidade, ou maternidade.
Art. 1.616. A sentença que julgar procedente a ação de investigação
produzirá os mesmos efeitos do reconhecimento; mas poderá ordenar que o
filho se crie e eduque fora da companhia dos pais ou daquele que lhe
contestou essa qualidade.
Art. 1.617. A filiação materna ou paterna pode resultar de casamento 
declarado nulo, ainda mesmo sem as condições do putativo.
RECONHECIMENTO 
JUDICIAL
RECONHECIMENTO JUDICIAL
• O filho não reconhecido voluntariamente pode obter o reconhecimento 
judicial, forçado ou coativo, por meio da ação de investigação de 
paternidade, que é ação de estado, de natureza declaratória e
imprescritível.
• Trata-se de direito personalíssimo e indisponível. Dispõe efetivamente o art. 
27 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/90): “O 
reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e 
imprescritível, podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem 
qualquer restrição, observado osegredo de Justiça”.
• Os efeitos da sentença que declara a paternidade são os mesmos do 
reconhecimento voluntário e também ex tunc: retroagem à data do 
nascimento (CC, art. 1.616). 
• Quando se trata de ação de investigação de paternidade cumulada com 
pedido de alimentos, tem aplicação a Súmula 277 do Superior Tribunal de 
Justiça, verbis: “Julgada procedente a investigação de paternidade, os 
alimentos são devidos a partir da citação”.
LEGITIMIDADE PARA AÇÃO
• A legitimidade ativa para o ajuizamento da ação de investigação de
paternidade é do filho. O reconhecimento do estado de filiação é direito 
personalíssimo, por isso, a ação é privativa dele. Se menor, será 
representado pela mãe ou tutor.
• É de se admitir o litisconsórcio ativo facultativo dos filhos da mesma mãe 
na investigação de paternidade do mesmo suposto genitor.
• Não há empeço a que o filho adotivo intente ação de investigação de 
paternidade em face do pai biológico, de caráter declaratório e 
satisfativo do seu interesse pessoal.
• A legitimidade passiva recai no suposto pai ou na suposta mãe, 
dependendo de quem está sendo investigado. Se o demandado já for 
falecido, a ação deverá ser dirigida contra os seus herdeiros. Havendo 
descendentes ou ascendentes, o cônjuge do falecido não participará da 
ação, se não concorrer com estes à herança, salvo como representante de 
filho menor.
FATOS QUE ADMITEM A 
INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
• A ação de investigação de paternidade pode ser ajuizada, sem 
restrição, por qualquer filho havido fora do casamento. 
• Antes, com o CC/1916 era necessário a existência de outras provas 
para comprovação da paternidade, como a existência de relações 
sexuais da mãe com o suposto pai, escritos ou convivência. A 
negativa do suposto pai aliada a prova de plúrimos 
relacionamentos sexuais da mãe eram o bastante para trazer a 
improcedência da ação.
• Atualmente, com o exame de DNA e seu grau quase absoluto de 
certeza, não é mais possível afastar a paternidade com essas 
exceções opostas pelo réu, nem mesmo a pluralidade de parceiros 
sexuais. Hoje o exame traz a paternidade biológica certeira. 
• Por essa razão, o Código Civil de 2002 não especifica os casos em 
que cabe a investigação da paternidade. Poderá ser requerido, 
assim, como único meio de prova, o exame hematológico.
FATOS QUE ADMITEM A 
INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
• Atualmente continuam válidos os demais meios de 
prova disponíveis no diploma processual civil para a 
determinação da paternidade, que poderão ser 
utilizados quando o exame hematológico não puder ser 
realizado por alguma razão, ou para corroborar a certeza 
científica.
• Importante: ninguém pode ser constrangido a fornecer 
amostras do seu sangue para a realização da prova 
pericial. No entanto, a negativa do réu pode levar o juiz, 
a quem a prova é endereçada, a interpretá-la de forma 
desfavorável àquele, máxime havendo outros elementos 
indiciários. 
• Vide: arts. 231, 232 do CC + sumula 301 do STJ.
RECUSA DO EXAME DE DNA
Posicionamento da legislação e do Judiciário.
• CODIGO CIVIL
Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico 
necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa.
Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá 
suprir a prova que se pretendia obter com o exame.
• STJ, Súmula 301:
“Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se 
ao exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade”
ATENÇÃO: essa presunção não é absoluta.
Deve ser analisado em conjunto com outros meios de prova e 
admite-se prova em contrário (presunção iuris tantum).
• TJ/MG proclamou que, “em ação de investigação de paternidade, a recusa do 
investigado em se submeter à realização do exame de DNA é um forte indício de 
veracidade dos fatos alegados. Porém, não pode a paternidade ser declarada apenas 
com base nesta recusa, principalmente quando fartamente comprovada nos autos a 
exceptio plurium concubentium”.
• Em comentários ao aludido acórdão, ponderou Zeno Veloso que “a recusa de se 
submeter ao exame de DNA – até porque se funda em garantia individual, inscrita 
na Constituição, insisto em relembrar – só pode levar à presunção ficta da 
paternidade observado o contexto, o conjunto probatório. A recusa ao exame pode
ser um reforço de prova, mas, sozinha, não deve ser considerada prova bastante
para declarar a existência do vínculo da paternidade”.
• A propósito, a Lei n. 12.004, de 29 de julho de 2009, mandou acrescer à Lei n. 8.560, 
de 29 de dezembro de 1992, o art. 2º-A, cujo § 1º assim dispõe: “A recusa do réu em 
se submeter ao exame de código genético – DNA gerará a presunção da 
paternidade, a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório”.
RECUSA DO EXAME DE DNA
Posicionamento da legislação e do Judiciário.
LEITURA RECOMENDADA: Lei 8560/1992 - que regula a 
investigação da paternidade. 
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE MATERNIDADE
• A ação de investigação de maternidade, embora rara, uma vez 
que mater semper certa est, é reconhecida ao filho, que pode 
endereçá-la contra a mãe ou seus herdeiros, pois os arts. 1.606 e 
1.616 do Código Civil não fazem nenhuma distinção ou limitação 
à investigação da filiação.
• O art. 364 do Código Civil de 1916 impedia o seu ajuizamento 
quando tivesse por fim atribuir prole ilegítima à mulher casada 
ou incestuosa à solteira. Tais restrições não mais subsistem, em 
face da atual Constituição, do citado art. 27 do Estatuto da 
Criança e do Adolescente e dos mencionados dispositivos do 
Código Civil de 2002. Assim, pode hoje o filho, mesmo aquele 
considerado incestuoso pelo Código de 1916, mover ação de 
investigação de maternidade sem qualquer restrição, seja sua 
mãe solteira ou casada.
MEIOS DE PROVA
• Todos os meios de prova são admissíveis nas ações de filiação,
especialmente as biológicas, consideradas hoje as mais importantes. 
• Com o progresso científico e a invenção do teste de DNA, a paternidade 
ou maternidade pode ser determinada com absoluta certeza, tornando-
se obsoletos todos os métodos científicos até então empregados para 
estabelecer a filiação. 
• O exame de DNA é hoje, sem dúvida, a prova central, a prova mestra na 
investigação filial, chegando a um resultado matemático superior a 
99,9999%. Faz-se mister, no entanto, que seja realizado com todos os 
cuidados recomendáveis, não só no tocante à escolha de laboratório 
idôneo e competente, dotado de profissionais com habilitação 
específica, como também na coleta do material. É fundamental que tal 
coleta seja acompanhada pelos assistentes técnicos indicados pelas 
partes e o material bem conservado e perfeitamente identificado. Se 
tais cautelas não forem tomadas o laudo pode ser impugnado, dada a 
possibilidade de erro.
MEIOS DE PROVA
• A prova pericial genética, embora importante, não é o único meio 
hábil para a comprovação da filiação, mesmo porque nem 
sempre se torna possível a sua realização. Tem-se decidido que 
diante da ausência do exame de DNA, admitem-se outros tipos 
probatórios, como o documental e o testemunhal. Tais provas 
servem ainda para corroborar a prova técnica, reforçando a certeza 
científica, ou para contradizê-la, exigindo a realização de novo 
exame, em laboratório diverso.
• O STJ reconhece que a recusa ao exame de DNA aliado a
comprovação de relacionamento sexual entre o investigado e a
genitora gera a presunção da paternidade alegada nos autos (VIDE 
SUMULA 301). A mesma presunção, no entanto, não pode ser 
estendidas em caso de recusa de outros ascendentes ou 
descendentes em fazer o DNA, por se tratar de direito 
personalíssimo e indisponível.
• Falar sobre: semelhança física, posse do estado de filho.
EFEITO DO RECONHECIMENTO DOS 
FILHOS FORA DO CASAMENTO
EFEITOS 
PATRIMONIAIS
EFEITOS SOCIAIS E 
MORAIS
ALTERAÇÃO DO 
SOBRENOME E 
REGISTRO DE 
NASCIMENTO
SE MENOR: 
SUJEITA-SE AO 
PODER FAMILIAR
DIREITOS 
RECIPROCOS DE 
ALIMENTOS
SUCESSÃO
EFEITO DO RECONHECIMENTO DOS 
FILHOS FORA DO CASAMENTO
• O reconhecimento produz efeitosde natureza patrimonial e 
de cunho moral. O principal deles é estabelecer a relação 
jurídica de parentesco entre pai e filho. Embora se produzam 
a partir do momento de sua realização, são, porém, 
retroativos ou retro-operantes (ex tunc), gerando as suas 
consequências, não da data do ato, mas retroagindo “até o dia 
do nascimento do filho, ou mesmo de sua concepção, se isto 
condisser com seus interesses”.
• Com o reconhecimento, o filho ingressa na família do genitor e
passa a usar o sobrenome deste. O registro de nascimento 
deve ser, pois, alterado, para que dele venham a constar os 
dados atualizados sobre sua ascendência. Se menor, sujeita-se 
ao poder familiar, ficando os pais submetidos ao dever de 
sustentá-lo, de tê-lo sob sua guarda e de educá-lo (CC, art. 
1.566, IV). Entre o pai e o filho reconhecido há direitos 
recíprocos aos alimentos (CC, art. 1.696) e à sucessão (art. 
1.829, I e II).
QUESTÕES ESPECÍFICAS
• Apesar do art. 1.661 do CC/02 dispor sobre o consentimento do outro cônjuge para que 
o filho fora do casamento possa residir no lar conjugal, isso não pode atribuir qualquer 
tratamento diferenciado ou distinção aos filhos. 
• O filho ficará na guarda do genitor que o reconheceu. Na hipótese de ambos os 
genitores reconhecerem o menor, aquele que não detiver a guarda não deixará de ter o 
poder familiar, cabendo-lhe o direito de visitar e ter o filho em sua companhia, fiscalizar 
sua educação e demais direitos e deveres daí decorrentes.
• O reconhecimento é incondicional: não se pode subordiná-lo a condição, ou a termo (CC, 
art. 1.613). É vedado ao pai subordinar a eficácia do reconhecimento a determinada data 
ou a determinado período, afastando-se, assim, a temporariedade do ato.
• Todas as questões do menor devem ser tomadas à luz do princípio do melhor interesse 
da criança.
• O reconhecimento, seja voluntário, seja judicial, tem validade erga omnes.
• Proclama o art. 1.609 do Código Civil que “o reconhecimento dos filhos havidos fora do 
casamento é irrevogável”. A irrevogabilidade não se confunde, todavia, com a 
anulabilidade do ato, que pode ser arguida pelo reconhecente ou seus herdeiros, sob 
fundamento de qualquer dos defeitos que maculam os atos jurídicos.
• Dispõe o art. 1.616 do Código Civil, por fim, que “a sentença que julgar procedente a 
ação de investigação produzirá os mesmos efeitos do reconhecimento; mas poderá 
ordenar que o filho se crie e eduque fora da companhia dos pais ou daquele que lhe 
contestou essa qualidade”. O dispositivo permite, portanto, que, em nome do melhor 
interesse da criança, ela possa permanecer na companhia de quem a acolheu e criou.
LEITURA RECOMENDADA
• ARTIGO NO SITE DO IBDFAM.
• TEMA: Reprodução humana assistida: conflito entre 
direito a identidade genética versus direito ao sigilo do 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso 
de direito civil, volume 6: direito de família. 12. ed. ampliada e 
atualizada. São Paulo: Saraiva Educação, 2022. [BIBLIOTECA 
VIRTUAL]
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro, volume 6: 
direito de família. 20. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2023. 
[BIBLIOTECA VIRTUAL].
DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. 11.ed., 
rev., atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 
2016.
CONTATO
• VIA E-MAIL INSTITUCIONAL
ALYNNE.COSTA@UNINORTEAC.EDU.BR
mailto:ALYNNE.COSTA@UNINORTEAC.EDU.BR
	Slide 1: AULA 09
	Slide 2
	Slide 3: Filiação havida fora do casamento
	Slide 4: FILHOS LEGITIMOS E ILEGÍTIMOS
	Slide 5: DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS
	Slide 6
	Slide 7: Reconhecimento voluntário
	Slide 8: O reconhecimento voluntário (perfilhação) pode ser feito:
	Slide 9: CÓDIGO CIVIL
	Slide 10: Oposições ao reconhecimento voluntário
	Slide 11: CÓDIGO CIVIL
	Slide 12: CÓDIGO CIVIL
	Slide 13
	Slide 14: RECONHECIMENTO JUDICIAL
	Slide 15: LEGITIMIDADE PARA AÇÃO
	Slide 16: FATOS QUE ADMITEM A INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
	Slide 17: FATOS QUE ADMITEM A INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
	Slide 18: RECUSA DO EXAME DE DNA Posicionamento da legislação e do Judiciário.
	Slide 19: RECUSA DO EXAME DE DNA Posicionamento da legislação e do Judiciário.
	Slide 20: AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE MATERNIDADE
	Slide 21: MEIOS DE PROVA
	Slide 22: MEIOS DE PROVA
	Slide 23: EFEITO DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS FORA DO CASAMENTO
	Slide 24: EFEITO DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS FORA DO CASAMENTO
	Slide 25: QUESTÕES ESPECÍFICAS
	Slide 26: LEITURA RECOMENDADA
	Slide 27: REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
	Slide 28: CONTATO

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