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Monitoria – SOI I
Mariana Bleza
APG 16
Reparação Tecidual
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Reparação Tecidual
Monitoria – SOI I
Mariana Bleza
APG 16
VISÃO GERAL
• É a própria resposta inflamatória que também inicia o 
processo de reparo;
• Trata-se da restauração da arquitetura e função do
tecido após a lesão;
• Pode acontecer por regeneração do tecido ou 
formação de cicatriz.
• REGENERAÇÃO:
- Tecido volta ao estado normal;
- Proliferação de células residuais não lesadas;
- Epitélios que se reproduzem rapidamente (pele,
intestinos, fígado).
• FORMAÇÃO DE CICATRIZ:
- Tecidos lesados são incapazes de se regenerar;
- Tecidos gravemente lesados;
- Deposição de tecido conjuntivo (fibrose);
- Células não voltam ao normal, mas fornece estabilidade 
estrutural.
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APG 16
FASE INFLAMATÓRIA
- Hemostasia + Resposta inflamatória aguda;
- Objetiva limitar a extensão da lesão;
- Interrupção do sangramento, combate à contaminação;
- É a lesão do endotélio que deflagra o processo de cicatrização, com a exposição do colágeno, 
estimulando a agregação plaquetária;
- Os neutrófilos e macrófagos são responsáveis pela fagócitose de bactérias presentes na região, 
além de produzirem citocinas;
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APG 16
FASE PROLIFERATIVA
• É a proliferação celular, sempre orientada por fatores
de crescimento;
• ANGIOGÊNESE, FIBROPLASIA E EPITELIZAÇÃO;
• Dependente da integridade da matriz extracelular
(MEC);
• Quais células se proliferam no reparo tecidual?
1. Células restantes do tecido lesado;
2. Células endoteliais (novos vasos);
3. Fibroblastos (preencher defeitos).
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APG 16
TECIDOS LÁBEIS:
- Dividem-se continuamente;
- Células continuamente perdidas e substituídas pela
maturação de células-tronco e por proliferação de células 
maduras;
- Células da medula óssea, pele, cavidade oral, vagina,
útero, glândulas exócrinas, TGI, trato urinário.
TECIDOS ESTÁVEIS:
- Células quiescentes (baixa atividade replicativa);
- Proliferam-se em resposta a lesão ou perda de massa;
- Fígado, rins e pâncreas;
- Células endoteliais, fibroblastos e células musculares 
lisas → Importantes na cura de feridas.
TECIDOS PERMANENTES:
- São terminalmente diferenciadas e não proliferativas;
- Neurônios e células musculares cardíacas;
- Replicação e diferenciação limitada (porém insuficiente 
para regenerar o tecido lesado).
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Mariana Bleza
APG 16
CÉLULAS-TRONCO
• Principalmente nos epitélios da pele e do TGI, que se
dividem continuamente;
• As células-tronco localizam-se próximas à camada
basal do epitélio e se diferenciam quando migram para 
camadas superiores do epitélio.
• PROPRIEDADES: capacidade de autorrenovação +
replicação assimétrica.
• Células-tronco embrionárias: mais indiferenciadas / 
extensa capacidade de renovação / podem formar 
células dos 3 folhetos germinativos.
• Células-tronco adultas: menos indiferenciadas / mais 
limitadas / potencial de linhagem restrito.
• Presentes em microambientes especializados
chamados de nichos de célula-tronco.
• As células-tronco da medula são usadas para o 
tratamento de leucemia e linfomas.
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Mariana Bleza
APG 16
FATORES DE CRESCIMENTO
• Proteínas que estimulam a sobrevivência e a proliferação de várias células e podem promover
migração, diferenciação e outras respostas;
• Ligam-se a receptores específicos e influenciam a expressão de genes;
• Alguns são produzidos por macrófagos e linfócitos;
• Outros são produzidos por células do parênquima ou estroma em resposta à lesão;
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APG 16
MATRIZ EXTRACELULAR
• O reparo tecidual também depende das interações entre as células e os componentes da MEC;
• Complexo de várias proteínas que se arranjam em uma rede que circunda as células e constitui
uma proporção significativa em qualquer tecido.
• Está em constante remodelamento;
• MATRIZ INTERSTICIAL: espaços entre as células de tecido conjuntivo (colágenos, fibronectina,
elastina, proteoglicanos...)
• MEMBRANA BASAL: mais organizado, abaixo do epitélio, tende a formar uma rede semelhante a
uma tela de arame.
- Colágenos e elastinas: proteínas fibrosas estruturais (resistência à tensão e flexibilidade);
- Proteoglicanos e hialuronan: géis hidratados (elasticidade e lubrificação);
- Glicoproteinas de adesão: conectam os elementos da matriz uns aos outros e às células.
FUNÇÕES DA MATRIZ EXTRACELULAR: suporte mecânico / controle da proliferação celular /
arcabouço para renovação tecidual / estabelecimento de microambientes teciduais.
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APG 16
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APG 16
FORMAÇÃO DA CICATRIZ
- Início dentro de 24 horas após a lesão;
1. Formação de novos vasos (angiogênese).
2. Migração e proliferação de fibroblastos e
deposição de tecido conjuntivo que, junto com a
abundância de vasos e leucócitos dispersos, tem
aparência granular e rósea, sendo chamado de
tecido de granulação (3 – 5 dias).
3. Maturação e reorganização do tecido fibroso
(remodelamento) para produzir uma cicatriz
fibrosa estável.
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ANGIOGÊNESE
- Desenvolvimento de novos vasos a partir de vasos preexistentes;
- Essencial para cura, para o desenvolvimento de circulação colateral em locais de isquemia e para
permitir o aumento de tumores;
- O processo de angiogênese envolve uma série de fatores de crescimento, de interações célula-
célula, interações com as proteínas da MEC e enzimas teciduais.
- Os fatores de crescimento mais importantes são o VEGF (estimula a migração e proliferação de
células endoteliais + vasodilatação pelo NO) e o fator de crescimento fibroblástico básico (FGF-
2).
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ATIVAÇÃO DE FIBROBLASTOS e 
DEPOSIÇÃO DE TECIDO CONJUNTIVO
1. Migração e proliferação de fibroblastos para o local da lesão:
- Orientadas por fatores de crescimento;
- Esses fatores são produzidos principalmente pelos macrófagos.
- Com a progressão da cura → Fibroblastos assumem um fenótipo mais sintetizador (aumentam a
deposição de MEC) → Principalmente colágeno (3 – 5 dias) → Resistência.
- Com a maturação da cicatriz, ocorre uma regressão vascular progressiva que, finalmente,
transforma o tecido de granulação, altamente vascularizado, em uma cicatriz amplamente
avascular e pálida.
- Fator de crescimento transformador beta (TGF-beta): estimula a produção de colágeno,
fibronectina e proteoglicanos, inibe a degradação do colágeno e é uma citocina anti-inflamatória.
- Fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF): promove a migração e a proliferação de
fibroblastos e células musculares lisas.
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REMODELAMENTO DO TECIDO CONJUNTIVO
- A degradação dos colágenos e de
outros componentes da matriz é
realizada por uma família de
metaloproteinases (MMPs), que são
dependentes de zinco para a sua
atividade;
- Produzidos por vários tipos celulares
(fibroblastos, macrófagos, neutrófilos...);
- Durante a cicatrização, as MMPs são
ativadas para remodelar a MEC
depositada
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FATORES QUE INFLUENCIAM O REPARO TECIDUAL
INFECÇÃO:
- Causa mais importante do retardo da cura;
- Prolonga a inflamação;
- Aumenta a lesão local.
NUTRIÇÃO:
- Deficiência proteica e de vitamina C → Inibe a síntese de colágeno e retarda a cicatrização.
- Dietas hipocalóricas aumentam a proteólise;
- Vitamina A também ajuda na cicatrização;
- Vitamina K é essencial para a coagulação;
HIPÓXIA TECIDUAL E ANEMIA:
- A cicatrização precisa de oxigênio pra acontecer;
- Doenças cardiopulmonares;
- Anemia;
- Tabagismo → Aumento de CO e vasoconstrição.
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APG 16
FATORES QUE INFLUENCIAM O REPARO TECIDUAL
GLICOCORTICOIDES:
- São anti-inflamatórios;
- Podem diminuir a cicatrização;
- Inibem a produção de TGF-beta e diminuem a 
fibrose.
DIABETES MELITTUS:
- Todas as fases prejudicadas;
- Neuropatia,aterosclerose e maior predisposição à
infecção;
IDADE AVANÇADA:
- Idosos tem uma cicatrização mais lenta;
- Qualidade e quantidade das fibras colágenas 
pioram com o tempo
FATORES MECÂNICOS;
CORPOS ESTRANHOS;
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FERIDAS AGUDAS:
- Cciatrização ordenada em tempo hábil;
- Resultado anatômico e funcional satisfatório.
FERIDAS CRÔNICAS:
- Úlceras venosas e de decúbito;
- Cicatrização estaciona na fase inflamatória;
FECHAMENTO PRIMÁRIO OU POR 1ª INTENÇÃO:
- Fechada por qualquer um desses mecanismos: 
(1) aproximação de seus bordos através de sutura; 
(2) utilização de enxertos cutâneos; ou 
(3) emprego de retalhos. 
- Rápida epitelização e mínima formação de tecido de granulação;
- Melhor resultado estético.;
- Recomendada em ferida sem contaminação e localizada em área bem vascularizada;
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APG 16
FECHAMENTO SECUNDÁRIO OU POR 2ª 
INTENÇÃO:
- Ferida é deixada propositadamente aberta;
- Dependente da granulação;
- O fechamento secundário é recomendado 
em algumas situações como biópsias de 
pele, cirurgias em canal anal ou margem 
anal e feridas com alto grau de 
contaminação;
FECHAMENTO PRIMÁRIO TARDIO OU POR
3ª INTENÇÃO:
- A ferida inicialmente é deixada aberta, 
geralmente por apresentar contaminação 
grosseira;
- Em seguida, a infecção local é tratada com 
desbridamentos repetidos, somados ou não 
à antibioticoterapia. 
- Após alguns dias, a ferida é fechada 
mecanicamente através de sutura, enxertos 
cutâneos ou retalhos.
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CICATRIZAÇÃO ANORMAL
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CICATRIZAÇÃO ANORMAL
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Obrigada!

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