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GEOGRAFIA 3ª. série DE OLHO NO CONTEÚDO • Antiga URSS – dividiu-se em 15 países: 10 na Europa (Rússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, Moldávia, Geórgia, Armênia e Azerbaijão) e os outros 5 na Ásia (Cazaquistão, Turcomenistão, Tadjiquistão, Quirguistão e Uzbequistão). • Antiga Iugoslávia – dividiu-se em 7 países: Sérvia, Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Macedônia e Kosovo (que ainda não é reconhecido por toda a comunidade internacional como indepen- dente). • Antiga Checoslováquia – dividiu-se em 2 países: República Tcheca e Eslováquia. • Alemanha – reunificou-se em 1990, marcando o desaparecimento das antigas Alemanha Ocidental e Ale- manha Oriental. GEOPOLÍTICA Na virada da década de 1980 para a de 1990, o período da Guerra Fria chegou ao fim, dando origem à chamada Nova Ordem Mundial. Foi um período de grandes transformações, já que as características desses dois contextos geopolíticos são bastante distintas. Mesmo após o fim da Guerra Fria, a economia planificada com forte participação estatal, típica do modelo socialista, ainda é aplicada em alguns países, como a China (que adota um modelo híbrido entre a economia de mercado e a centrali- zação política), Cuba (que desde o governo de Raul Castro vive um processo de abertura econômica parcial) e, sobretudo, a Coreia do Norte, que, por não permitir qualquer tipo de transição e enfrentar um severo embargo econômico, se tornou um dos países mais isolados do mundo. Alterações territoriais ocorridas na Europa com o fim da Guerra Fria: GUERRA FRIA NOVA ORDEM MUNDIAL Bipolarização, com 2 superpotências: EUA e URSS. Multipolarização econômica e supremacia militar dos EUA. 2 blocos com projetos econômicos e ideológicos antagônicos: capitalista e socialista – alianças militares: OTAN × Pacto de Varsóvia. Com o desmantelamento do bloco soviético, quase todos os países do mun- do passaram a adotar o Capitalismo. Principais destaques: • corrida espacial; • corrida armamentista; • disputa acirrada por áreas de influência no mundo periférico; • divisões territoriais explícitas, simbolizadas no Muro de Berlim. Principais destaques: • consolidação da globalização; • fortalecimento das instituições multilaterais; • blocos econômicos; • ascensão dos países emergentes. 172 3ª. série A identificação e interpretação dos principais conflitos verificados internacionalmente é um tema de grande relevância nos concursos vestibulares. Quanto à sua natureza, podemos classificar os conflitos em alguns grupos importantes. Confira os principais exemplos: • Conflitos separatistas de cunho étnico-nacionalista • Irlanda do Norte: comunidade católica, minoritária e mais empobrecida do que a protestante, deseja separar-se do Reino Unido e reunificar-se com a República da Irlanda, que está independente desde 1921. • Quebec: muitos franco-canadenses não se identificam culturalmente com a porção anglo-canadense das demais províncias do Canadá e ainda sonham com a independência. • Espanha: regiões separatistas como a Catalunha e o País Basco, cujas nacionalidades são distintas, embora gozem de relativa autonomia, pleiteiam a independência total. • Kosovo: região de maioria albanesa e muçulmana cuja independência ainda não é reconhecida pela Sérvia e alguns outros aliados (como a Rússia), pois os sérvios, que são cristãos ortodoxos, consideram-na o berço de sua civilização. • Curdistão: região que abrange territórios como Turquia, Síria, Iraque e Irã, habitados pela maior nação sem estado do planeta (os curdos: uma população de mais de 30 milhões de pessoas), que tenta se aproveitar do cenário caótico da guerra da Síria para fortalecer sua luta por independência. • ex-URSS: há diversas regiões separatistas, como a Chechênia (situada no Cáucaso), que busca a independência da Rússia, ou localidades em outros países hoje independentes, mas habitadas majoritariamente por cidadãos de origem russa, como o leste da Ucrânia. Foi desse país que a península da Crimeia, habitada majoritariamente por russos, desmembrou-se e anexou-se à Rússia em 2014, em um processo que não obteve pleno reconhecimento internacional. • Conflitos históricos de cunho religioso, nacionalista e territorial • Palestina: o Estado Árabe Palestino, de população islâmica, que abrange os territórios da Cisjordânia e Faixa de Gaza e não é reconhecido pela totalidade da comunidade internacional, ainda permanece em boa parte ocupado por Israel, de população majoritariamente judaica. Entre as temáticas mais controversas da questão estão o controle sobre a ci- dade de Jerusalém, a colonização de terras palestinas promovida por Israel, a repatriação dos milhões de refugiados palestinos e a construção do Muro da Cisjordânia. • Tibete: região habitada por uma nação distinta da chinesa – os tibetanos –, que foi incorporada ao território chinês em 1950. Sendo eles budistas muito espiritualizados e liderados pelo Dalai Lama, que vive no exílio e é considerado um inimigo pelo governo chinês, os tibetanos reivindicam autonomia cultural e religiosa. A China também tem que lidar com outras situações de tensão geopolítica interna, como o separatismo da província de Sinkiang, situada no no- roeste do país, que possui maioria muçulmana, e também em sua campanha para recuperar o controle sobre Taiwan, a antiga China Nacionalista, que abrigou os dissidentes da revolução chinesa de 1949, e que até hoje é considerada pelo governo chinês uma “província rebelde”. • Cachemira: região muito rica em recursos naturais disputada desde o período da Guerra Fria por China (país ateu) e, sobretudo, Índia (maioria hinduísta) e Paquistão (maioria muçulmana), cuja posse de armamentos nucleares não regulamentados pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear agrega muita insegurança em uma fronteira marcada por grande tensão. Uma das principais sequelas geopolíticas ainda remanescentes do período da Guerra Fria é a divisão das Coreias. O crescente antagonismo de interesses entre EUA e URSS após o fim da Segunda Guerra Mundial con- duziu à divisão da Península Coreana, que não foi aceita pelo norte socialista, levando à Guerra da Coreia (1950 a 1953). Oficialmente, essa guerra nunca terminou (houve um armistício que perdura até hoje) e a fronteira entre os países, estabelecida com base no paralelo 38°N e que conta com a Zona Desmilitarizada da Coreia (uma faixa de 238 km de extensão por 4 km de largura), é um dos locais de maior tensão geopolítica do planeta. Nos últimos anos, a questão da Coreia do Norte representou um grande desafio para a política externa do governo estadunidense, sobretudo por conta dos riscos representados pelo programa nuclear norte-coreano – tema que tende a aparecer de forma recorrente nos vestibulares em geral e no Enem. 173 Geografia Livro de atividades • Conflitos com forte atuação de grupos fundamentalistas e/ou terroristas • Guerra da Síria: desenvolvida pelo confronto de três forças principais – tropas do governo de Bashar al-Assad, que, embora seja alauita (uma facção islâmica mais próxima da dos xiitas, o que explica Assad contar com o apoio de lide- ranças xiitas regionais importantes, como o governo do Irã), comanda um estado laico com fortes vínculos históricos com a Rússia; tropas sunitas rebeldes, que tentam derrubá-lo com o apoio de Estados Unidos e Israel, entre outros aliados regionais; tropas fundamentalistas do Estado Islâmico, uma organização sunita dissidente da rede Al Qaeda, que tentou formar um califado no Oriente Médio, sobretudo em territórios do norte do Iraque e da Síria (região tradi- cionalmente habitada pelos curdos, que lutaram contra o Estado Islâmico). Em meados de 2020, a guerra caminhava para a vitória das tropas governistas e os territórios do Estado Islâmico já haviam sido quase totalmente recuperados. Guerra da Síria em novembro de 2019 Fonte: KARADAG, Bulend. Para entender a geopolítica da guerra na Síria. Disponível em: https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/para-en-tender-a-geopolitica-da-guerra-na-siria/. Acesso em: 30 set. 2020. Adaptação. • Guerra do Afeganistão: travada entre a milícia fundamentalista dos Talibãs contra a coalizão que as retirou do poder em 2001, quando os Estados Unidos os retaliaram por darem abrigo a integrantes da rede Al Qaeda, que promoveu os ataques de 11 de setembro daquele ano. • Guerra no Iêmen: com forte presença da rede Al Qaeda e enfrentamentos entre facções islâmicas xiitas e sunitas. • Norte da África: além do conflito na Líbia, que envolve diversas facções – algumas de cunho fundamentalista – que lutam pelo poder desde a deposição do ditador Muamar Kadafi, cujo governo era laico, durante a Primavera Árabe, há grupos extremistas islâmicos em atuação em diversos países, sobretudo na Nigéria (grupo Boko Haram, associa- do ao Estado Islâmico), Mali, Somália e Sudão do Sul. • Mianmar: conflito envolvendo fundamentalistas budistas que contam com amparo governamental e reprimem a mi- noria da etnia Rohingya, que é muçulmana. O conflito produziu um dos maiores deslocamentos de refugiados da atualidade, com milhares de rohingyas fugindo, sobretudo para Bangladesh. Jo ão M ig ue l A lv es M or ei ra 174 3ª. série Além dos conflitos já mencionados, outra questão que produz grande tensão em algumas regiões do planeta é o avanço da xenofobia, sobretudo nos principais espaços de atração para as migrações internacionais. Nos Estados Unidos, esse tema foi um dos mais controvertidos na gestão de Donald Trump, que se elegeu prometendo combater a imigração de lati- nos e construir um muro na fronteira com o México. Na Europa, a questão migratória foi decisiva para o Brexit (processo de saída do Reino Unido da União Europeia) e é central na argumentação do crescente número de militantes e partidos políticos de extrema-direita, muitos de caráter neofascista, que ameaçam a União Europeia e exigem o fechamento das rotas migra- tórias. As principais penetram pelo Mediterrâneo, no sul da Itália (com destaque para a ilha de Lampedusa) e no Mar Egeu, vindo da Turquia, ou ainda envolvem os deslocamentos intracontinentais de migrantes oriundos dos países do leste europeu em direção às principais potências da Europa Ocidental. Sobretudo no caso europeu, os nacionalistas contrários à imigração utilizam como argumento a vulnerabilidade ao ter- rorismo. Essa associação, realizada sem maior reflexão sobre o conjunto de fatores envolvidos, é bastante incongruente e controversa. No entanto, é fato que o território europeu vem sendo alvo de sucessivos ataques terroristas no século XXI. Vários deles foram realizados por redes islâmicas fundamentalistas, como a Al Qaeda e o Estado Islâmico. Entre outros ataques, a Al Qaeda assumiu os atentados ocorridos em trens de Madri (2004), ônibus e metrôs de Londres (2005) e contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris (2015). O atentado ocorrido em Nice, em 2016, quando um caminhão foi lançado sobre a multidão matando 86 pessoas e ferindo outras centenas, foi reivindicado pelo Estado Islâmico. No entanto, o terrorismo de extrema-direita, desencadeado por neofascistas, também está presente na Europa, como nos atentados ocorridos em Oslo, na Noruega, em 2011, realizados por um xenófobo supremacista branco. Nos EUA, as ações de supremacistas de extrema-direita também já produziram muitas vítimas em atentados, sendo re- correntes os casos de atiradores atacando pessoas em eventos, escolas e outros locais. O terrorismo pode ser manifestado por extremistas ideológicos e religiosos de orientações diversas. Na América Latina, o principal destaque no que se refere às tensões geopolíticas do período mais recente foi a pa- cificação da Colômbia, que esteve por mais de 4 décadas em guerra civil, obtida após o acordo de paz fechado entre o governo colombiano e a principal organização militar guerrilheira, as Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Em contraponto, a vizinha Venezuela vive um período de grande instabilidade econômica e política – que também se reflete em situações de violência e fez com que milhares de pessoas se tornassem refugiadas, que buscaram abrigo em países vizinhos, inclusive no Brasil – desencadeado após a morte do presidente Hugo Chávez em 2013. O atual governo represen- tante, do mesmo grupo político de Chávez, enfrenta grandes pressões de opositores internos, apoiados por boa parte da classe empresarial do país e pelos EUA. Mesmo assim, com apoio em alguns setores populares e utilizando mão de ferro para concentrar o poder por meio de manobras políticas controversas, ele ainda vem se mantendo no governo, mesmo com a grande deterioração econômica e social do país nos últimos anos. A ONU e outras instituições multilaterais Na tentativa de mediar as relações internacionais e promover a cooperação entre os povos, as Nações Unidas foram criadas ao fim da Segunda Guerra Mundial para substituir a antiga Liga das Nações. As principais instâncias de debate da ONU são: • Assembleia Geral: todos os países podem se manifestar e votar. No entanto, as decisões aprovadas têm caráter apenas recomendatório e não compulsório. • Conselho de Segurança: formado por 15 membros, dos quais 5 são permanentes e possuem o direito de vetar as deci- sões – EUA, Reino Unido, França, Rússia e China. Os demais são rotativos, assumindo mandatos de 2 anos. É o Conse- lho de Segurança que pode aprovar medidas de caráter intervencionista, como a imposição de embargos e a autorização para ações militares. Além da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, a ONU apresenta uma série de instituições conectadas às suas estruturas, que atuam nos mais diversos ramos em caráter internacional. Entre os principais exemplos estão: a OMS (Orga- nização Mundial da Saúde), que comandou a luta internacional contra a pandemia da Covid-19; a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância); a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura); o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados); a Corte Internacional de Justiça; a OMC (Organização Mundial do Comércio); e instituições financeiras, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial. A estruturação de organizações multilaterais de parceria entre países é uma das marcas do tempo atual. No mundo globalizado, a busca por objetivos comuns leva à formação de diversos tipos de blocos e acordos. No início do século XXI, um dos que mais ganhou destaque foi o BRICS (sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), grupo que envolve os principais países emergentes do mundo. As articulações do BRICS, além de fortalecerem as relações entre esses países em âmbito político e comercial, permitiram uma melhor atuação de todos eles como bloco no cenário geopolítico internacional, fazendo frente aos tradicionais polos de poder centralizados nos Estados Unidos, União Europeia e Japão. Entre outras iniciativas, por exemplo, o BRICS lançou o banco BRICS, ou NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), que desde 2014 se 175 Geografia Livro de atividades Países que, juntamente à União Europeia, integram o G-20: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Ar- gentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia. O G-20 ampliou debates que antes ficavam restritos ao G-7 (o grupo que originalmente reunia as sete maiores economias do planeta – situação atualmente defasada, já que, por exemplo, a China não o integra). Durante um determinado período após o final da Guerra Fria, o G-7 passou a ser G-8, com a incorporação da Rússia, em uma tentativa de aproximar os russos geopoliticamente dos interesses ocidentais. No entanto, após a anexação unilateral do território ucraniano da Crimeia pela Rússia em 2014, os russos foram expulsos do G-8 em retaliação. A ECONOMIA NO MUNDO GLOBALIZADO Entre as principais características do mundo globalizado estão: • intensa expansãomundial das atividades comerciais e financeiras; • intercâmbios econômicos entre os países e as populações; • profundas inovações tecnológicas e conexão em rede a partir do aperfeiçoamento da internet; • circulação de informações e capitais em tempo real por todo o planeta; • virtualidade das relações. Para compreender melhor o funcionamento do mundo globalizado, é preciso estar familiarizado com a geografia das redes. Elas são sistemas integrados caracterizados pelas conexões e pelos fluxos entre os elementos que as compõem. As redes podem ser virtuais, como as conexões de telefonia, ou físicas, como os traçados das vias de transporte. As novas tecnologias desenvolvidas a partir da 3.ª e da 4.ª Revolução Industrial, sobretudo a informática e o fortaleci- mento das redes, proporcionaram a consolidação do que é chamado hoje de MTCI (Meio Técnico-Científico-Informacional), marcado pela profunda integração entre a ciência e a técnica. O conhecimento, na atualidade mais do que em qualquer outro período da história da humanidade, é um dos elementos mais valorizados pelo mercado. Por isso, tornou-se tão importante o fenômeno geográfico do surgimento dos tecnopolos, ou seja, centros de produção de alta tecnologia, onde empresas usufruem de espaços de formação de mão de obra altamente qualificada. Entre os mais conhecidos tecnopolos mundiais estão o Vale do Silício, situado nas imediações da cidade de São Francisco, na Califórnia, que reúne muitas das principais empresas de informática do mundo. No Brasil, um dos principais tecnopolos se situa no eixo entre as cidades de Campinas e São José dos Campos, com destaque no desenvolvimento de indústrias sofisticadas, como biogenética e aeroespacial, aproveitando a mão de obra especializada formada nos importantes centros universitários ali existentes. Outra importante marca do mundo globalizado é o distanciamento cada vez maior entre a economia real e a virtual. O ca- pital produtivo, aquele vinculado diretamente à produção e gerador da maioria dos empregos no mercado de trabalho, mo- vimenta um volume financeiro cada vez menor em relação ao capital especulativo, vinculado à comercialização de títulos e papéis nas bolsas de valores, e que encontra espaços privilegiados para se proliferar nos chamados paraísos fiscais – locais onde a fiscalização sobre a origem dos recursos financeiros é mais branda, facilitando inúmeras possibilidades, inclusive de lavagem de dinheiro obtido por fontes ilícitas, como a corrupção ou o narcotráfico. Desde o fim da Guerra Fria, os países já vinham percebendo as dificuldades de atuar isoladamente no cenário complexo do mundo globalizado. A principal tendência que se verificou desde então foi a consolidação dos blocos econômicos já existentes e a formação de novos blocos. apresenta como uma alternativa de financiamento ao mundo periférico e emergente em relação ao FMI e ao Banco Mundial, cujos interesses estão profundamente vinculados aos dos países desenvolvidos. No mundo rico, uma das principais instituições multilaterais é a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvi- mento Econômico), fundada em 1961 e que conta atualmente com 37 países, a maioria deles desenvolvidos. O Brasil vem se candidatando a ingressar na OCDE nos últimos anos. Do ponto de vista econômico, a presença do Brasil no G-20 pode facilitar sua entrada na OCDE. O G-20 foi criado em 1999 e é integrado pelos principais países desenvolvidos e emergentes do planeta e pela União Europeia. 176 3ª. série Tipos de blocos econômicos: A União Europeia foi o bloco econômico que mais avançou entre os existentes no mundo. No entanto, apenas 19 dos atuais 27 países signatários (depois do Brexit) se incluem na chamada Zona do Euro. O bloco enfrenta um de seus momen- tos mais desafiadores desde que foi formado, com o avanço, como já foi dito, do discurso nacionalista antibloco em diversos países europeus. O antigo Nafta foi recentemente reformulado e rebatizado, passando a chamar USMCA (iniciais de Estados Unidos, México e Canadá). As reformas, no entanto, não proporcionaram a superação das disparidades evidentes nos benefícios que o bloco ofe- rece aos Estados Unidos (principalmente) e ao Canadá, em comparação com o que o México realmente ganha nessa associação. O Mercosul é integrado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai (estados fundadores) e a Venezuela (que ingressou em 2012, mas está suspensa por divergências políticas no bloco), tendo na Bolívia um provável futuro integrante, já que ela está em estado de adesão. Os demais países sul-americanos são considerados associados. Um dos desafios recentes do Mer- cosul é consolidar o acordo firmado com a União Europeia, que enfrenta dificuldades sobretudo pelas críticas de diversos países europeus à política ambiental brasileira. Outros dos principais blocos em atividade no mundo são: • Apec (Cooperação Econômica da Ásia e Pacífico): integrada por 20 países da América, Ásia e Oceania. • Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático): integrada por 10 países. • Comunidade Andina: integrada por 5 países sul-americanos. • UA (União Africana): integrada por 53 países africanos. • SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral): integrada por 14 países do centro e sul africanos. Comércio mundial – o papel do Brasil e os desafios da OMC O expressivo desenvolvimento tecnológico das vias de comunicação e o barateamento dos sistemas de transporte internacional no mundo globalizado impulsionaram substancialmente o comércio mundial. Assim, no atual contexto, faz mais sentido tratar das polarizações desencadeadas por disputas comerciais do que das meramente geopolíticas de cunho ideológico, como ocorria no período da Guerra Fria. Nesse sentido, o papel desempenhado atualmente pela OMC, instituição criada em 1995 para regulamentar os acordos que regem o comércio mundial, é extremamente estratégico, na tentativa de mediar os conflitos de interesse. O principal deles, que atualmente afeta toda a economia mundial, é entre os EUA e a China. Depois que se tornou o maior país-fábrica do planeta e passou a incorporar tecnologias cada vez mais sofisticadas na produção científica e industrial, a China vem abocanhando fatias cada vez mais expressivas do mercado mundial, inclusive dentro dos EUA, que, como a maioria dos demais países do mundo, tem muitas dificuldades para competir com os produtos chineses. Um dos desafios da OMC é reduzir o protecionismo, estratégia comumente adotada por muitos países para reduzirem sua vulnerabilidade no mercado mundial. As políticas protecionistas envolvem a imposição de barreiras e impostos aos pro- dutos importados e o fornecimento de expressivos subsídios aos produtores locais, visando dar-lhes melhores condições de competição no mercado. Atualmente, a OMC enfrenta o desafio de desemperrar a chamada Rodada de Doha, que teve início no Catar em 2001 e ainda ocupa boa parte dos debates entre os países signatários sem que haja a superação dos impasses, e que, entre outros temas, trata exatamente da questão do protecionismo. Em geral, o mundo periférico reivindica que os países ricos reduzam suas políticas protecionistas, que prejudicam sobretudo aqueles cujas economias dependem expres- sivamente da exportação de commodities (produtos primários cuja cotação é estabelecida pelo mercado internacional). Mesmo que o Brasil possua a economia mais diversificada do que a de outros exportadores de commodities, como a maioria dos países africanos, elas representam uma importante parcela das exportações brasileiras. Essa condição revela a manutenção da incorporação histórica do país na Divisão Internacional do Trabalho como grande fornecedor de matérias-primas e importador de produtos de maior tecnologia, que persiste desde o período colonial. Em 2018, 50% das ZONA DE LIVRE COMÉRCIO Tarifas alfandegárias reduzidas ou eliminadas. Ex.: USMCA (antigo Nafta). UNIÃO ADUANEIRA Além da redução de tarifas, negocia-se em bloco com outrospaíses ou blocos. Ex.: Mercosul (em seu atual estágio). MERCADO COMUM Vai além da união aduaneira ao facilitar a circula- ção de pessoas, capitais e serviços no bloco. Ex.: projeto futuro do Mercosul. UNIÃO MONETÁRIA Integração econômica, política e nas estratégias de defesa, com criação de uma moeda única. Ex.: União Europeia. 177 Geografia Livro de atividades Exemplos de produtos para cada categoria de classificação: • Produtos primários: soja, milho, algodão, frutas, carne crua e congelada, minério de ferro, alumínio, etc. • Semimanufaturados: açúcar de cana, óleo de soja, celulose, borracha (sintética e artificial), couro, sucos, ferro fundido e ligas de ferro, etc. • Manufaturados: automóveis e peças, plásticos, calçados, óleos combustíveis, papel, máquinas, equipa- mentos elétricos e eletrônicos, etanol, móveis, instrumentos de medida, medicamentos, etc. A China é, atualmente, o maior parceiro comercial brasileiro, tanto em exportações como nas importações. Como o Brasil exporta mais para os chineses, sobretudo commodities agropecuárias, do que importa os seus produtos, a balança comercial entre os dois países é favorável ao Brasil. Depois da China, os principais destinos das exportações brasileiras em 2019 foram a União Europeia, os Estados Unidos e a Argentina. O crescimento do comércio no mundo global, como já foi dito, está diretamente atrelado à eficiência das redes multi- modais de transporte. A maior parte do transporte de cargas na atualidade é feita por via marítima. O fluxo de mercadorias transportadas nas rotas oceânicas envolve um volume que se aproxima dos 10 bilhões de toneladas por ano. O transporte marítimo e a operação dos portos foram facilitados por meio de uma invenção simples: a adoção do sistema de contêineres, cuja praticidade facilita o embarque, a acomodação nos navios e portos e o desembarque de mercadorias. As principais rotas marítimas de comércio concentram-se no Atlântico Norte e no Pacífico Norte. Observe, no mapa a seguir, a distribuição dos principais fluxos de comércio marítimo e de locais estratégicos dessa rede, como os canais do Panamá e de Suez. Pontos estratégicos e principais rotas marítimas Fonte: MEROLA, Vivian F. M. Os portos na nova economia global: uma proposta de gestão ambiental estratégica para promoção da sustentabili- dade e saúde em cidades portuárias. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6140/tde-09022018-171955/publico/VivianFer- nandaMendesMerolaORIGINAL.pdf. Acesso em: 30 set. 2020. Adaptação. Lu ci an o D an ie l T ul io exportações brasileiras era de produtos básicos; 36% de produtos manufaturados; 13% de produtos semimanufaturados e 1% de outras modalidades. 178 3ª. série Os maiores portos do mundo na atualidade situam-se na Ásia, com destaque para os de Xangai, o de Ningbo-Zhoushan (China) e o de Cingapura. Fora da Ásia, o maior porto em operação continua sendo o de Roterdã, situado na foz do Rio Reno, na Holanda. No Brasil, o maior porto em volume total de cargas é o de Santos. O porto de Paranaguá também se destaca por ser o maior porto graneleiro não apenas do Brasil, mas de toda a América Latina. A navegação fluvial também é de grande importância para muitos países do mundo, sobretudo aqueles que possuem extensos trechos de rios de planície, como EUA, Canadá, China ou os países europeus. No Brasil, os sistemas de hidrovias ainda são limitados e subutilizados. Os principais são a hidrovia Tietê-Paraná, inserida na Bacia Platina e importante no es- coamento de grãos, e as vias de transporte fluvial instaladas na bacia amazônica, que representam a principal modalidade de transporte local. O transporte aéreo também teve grande impulso nas últimas décadas, tornando-se mais acessível a uma parcela da população que antes não sabia o que era viajar de avião e também adquirindo maior importância no transporte de cargas. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, conforme a sigla em inglês), somente entre 2012 e 2017, o número de passageiros transportados aumentou de 2,98 bilhões para quase 4 bilhões. O contexto da pandemia de 2020, no entanto, impactou expressivamente esse segmento do mercado mundial, levando inclusive diversas empresas aéreas à falência. Quanto aos transportes terrestres, o modal ferroviário tem grande importância em muitas regiões do mundo desenvol- vido, como a Europa e a América Anglo Saxônica, e em alguns países do BRICS, sobretudo a Índia e a Rússia. No Brasil, lamentavelmente, a rede de transporte ferroviário é quase insignificante quando comparada às mais importantes do mundo. O Brasil, desde sua industrialização no século XX, fez a opção pelo modal rodoviário, que é o mais caro e um dos mais po- luentes dos sistemas de transporte de pessoas e cargas. GEOGRAFIA AMBIENTAL Poucas questões dependem tanto do avanço da diplomacia internacional e do fortalecimento das instituições multilate- rais na atualidade como a ambiental. O enfrentamento dos principais problemas ambientais mundiais exige a cooperação entre países e a troca de tecnologias, que comumente esbarram nos impasses sobre o custeio de programas que possam ser, de fato, efetivos, ou mesmo na dificuldade de superação de modelos de vida e desenvolvimento que se estruturaram sobre a depredação insustentável dos recursos naturais. Desde o advento do ambientalismo moderno, ocorrido a partir da década de 1960, as Nações Unidas se tornaram o principal espaço de debates sobre o tema. A ONU já promoveu diversas conferências mundiais sobre o meio ambiente – algumas delas ocorridas no Brasil. As principais foram: • Estocolmo (1972): marcada pela visão ecomalthusiana difundida pelo Clube de Roma. A principal contribuição dessa conferência foi a criação do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Clube de Roma: grupo de debates surgido na capital italiana em 1968, que reunia cientistas e políticos dispostos a discutir, de forma inédita até então, os problemas ambientais e os incipientes estudos em ecologia. Embora pioneiros no reconhecimento dos limites ambientais do planeta, eles estavam fortemente influenciados pela perspectiva neomalthusiana, que estava muito em voga na década de 1960 por conta do contexto de expressivo crescimento populacio- nal no período pós-Guerra. Por isso, acabaram cometendo o equívoco de não questionar o desenvolvimento predatório associado, sobretudo, aos países ricos e direcionaram suas críticas e propostas para a questão do elevado crescimento populacional, pois em sua visão era o excesso de pessoas que estaria pres- sionando os limites do planeta. Isso fez com que as maiores responsabilidades recaíssem sobre os países mais pobres, onde havia crescimento populacional descontrolado. • Convenção de Viena (1985) e Protocolo de Montreal (1987): trataram do acordo internacional realizado para impedir a emissão de gases que agridem a camada de ozônio. 179 Geografia Livro de atividades • Rio de Janeiro (1992): também conhecida como Eco-92, essa conferência é considerada a mais importante e a que trouxe mais avanços ao debate ecopolítico internacional. Nela foi consolidada uma nova visão sobre os problemas ambientais, baseada no conceito de desenvolvimento sustentável, que havia norteado o relatório Nosso Futuro Comum (também conhecido por Relatório Brundtland, que era o sobrenome da norueguesa que o coordenou em 1987). De acordo com o Relatório Brundtland, “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilida- de de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades”. O conceito parte do princípio de que as nações que se desenvolveram economicamente no planeta, sobretudo após a Revolução Industrial, fizeram-no a partir de um modelo de desenvolvimento extremamente impactante e predatório – portanto, “insustentável” – para a natureza. Assim, seria catastrófico que os demais paí- ses que desejam se desenvolver copiassem o modeloadotado anteriormente. O que deveria nortear as perspectivas de desenvolvimento seria o conceito da sustentabilidade, extraído da Biologia. Até porque essa ciência demonstra que qualquer espécie que não viva de forma sustentável tende a desaparecer, já que os recursos do planeta são limitados. Se fosse aplicado corretamente, o conceito de desenvolvimento sustentável faria com que a economia tivesse que se adap- tar às perspectivas da Ecologia, e não o oposto, como ainda ocorre na maioria das situações e países. • Kyoto (1987): local onde foi lançado o primeiro acordo internacional, que vinha sendo debatido desde a Rio-92, sobre a limitação da emissão de gases do efeito estufa. Embora tenha fracassado, o Protocolo de Kyoto até hoje permanece sendo uma importante referência nas políticas de enfrentamento ao aquecimento global, como o Mecanismo de Desen- volvimento Limpo (MDL), que estabeleceu normas para o funcionamento de um mercado de créditos de emissões de carbono entre os países signatários. • Joanesburgo (2002): também conhecida como Rio+10, a conferência foi considerada um fracasso ecodiplomático, já que foram registrados poucos avanços em relação à conferência do Rio de Janeiro. • Rio de Janeiro (2012): também conhecida como Rio+20, a conferência teve resultados controversos, já que, embora te- nha registrado alguns avanços, como no tema da proteção dos oceanos, escancarou o fracasso do Protocolo de Kyoto. • Paris (2015): também conhecida como COP-21 (as COPs são reedições da Conferência das Partes da Convenção-Qua- dro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas), marcou o lançamento do Acordo de Paris, que substituiu o Protocolo de Kyoto como a grande aposta diplomática internacional para enfrentar a mudança climática. Ao contrário do Protocolo de Kyoto, que tinha metas compulsórias de redu- ção de emissões de GEE (gases do efeito estufa) para os países signatários e previa um sistema punitivo àqueles que não as cumprissem (baseado no MDL), o Acordo de Paris é considerado bem mais brando em suas normas, já que os próprios países apresentaram as metas que pretendem atingir nas próximas dé- cadas e não há clareza sobre o que acontece a cada um deles caso as metas não sejam atingidas. Em 2019, os EUA, que já não tinham ratificado o Protocolo de Kyoto, oficializaram a decisão de abandonar o Acordo de Paris até novembro de 2020. A saída dos EUA é um duro golpe na luta contra o aquecimento global, pois trata-se de um dos países que mais emitem GEE no planeta e sua decisão pode influenciar outros países a fazerem o mesmo, como ocorreu no Protocolo de Kyoto. 180 3ª. série A questão da mudança climática O planeta Terra, assim como alguns outros do Sistema Solar, possui um efeito estufa natural. D iv an zi r P ad ilh a. 2 00 9. D ig ita l. Fonte: FUCCI, Victor H. Estudo de caso sobre o registro público estadual de emissões de gases de efeito estufa no estado do Paraná. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/52343/R%20-%20E%20-%20VICTOR%20HUGO%20FUCCI.pdf?- sequence=1. Acesso em: 30 set. 2020. Embora o principal gás do efeito estufa seja o vapor-d’água, sua presença na atmosfera está condicionada pelo ciclo hidrológico, e os efeitos que ele produz tendem a ser mais imediatos e pontuais do que aqueles decorrentes do acúmulo de metano (CH4) e, principalmente, dióxido de carbono (CO2). O carbono existente no planeta também está vinculado a um ciclo, no entanto ele foi alterado pelas ações antrópicas. Desde o advento da era industrial, a humanidade está acessando depósitos carboníferos que estavam acondicionados no subsolo terrestre (portanto, fora do ciclo atmosférico, há milhões de anos) e os trazendo à superfície, sobretudo na forma de carvão mineral e petróleo, para serem queimados para a geração de energia. Dessa forma, a concentração de carbono na atmosfera vem aumentando de forma substancial, sobretudo nos últimos cem anos. Estudos paleoclimáticos revelam que essa concentração se manteve abaixo das 300 ppm (partes por milhão) nos últimos 650 mil anos. No entanto, desde meados do século XX, essa barreira foi ultrapassada e, em 2013, superou as 400 ppm e continua aumentando. Atualmente, já está comprovado que esse excesso de carbono não tem origem magmá- tica (o que descarta a hipótese de que ele seria decorrente de um suposto período com uma quantidade maior de erupções vulcânicas), mas sim fóssil. Também está comprovada a relação direta entre a concentração de carbono na atmosfera e a temperatura média do planeta – embora haja uma série de outros fatores que também interfiram nas dinâmicas do clima, em relações bastante complexas. O tema ainda não é plenamente consensual, mas a imensa maioria da comunidade científica atualmente está convencida de que a mudança climática que está em curso decorre da presença excessiva de GEE na at- mosfera, cuja elevação na concentração decorre das ações antrópicas. A Paleoclimatologia é uma ciência relativamente recente que permite que os pesquisadores, utilizando amos- tras de gelo obtidas em geleiras muito antigas, consigam estabelecer quais eram as condições químicas e cli- máticas da atmosfera em tempos remotos. Já foram obtidas amostras de gelo de 650 mil anos atrás em geleiras da Antártica. Efeito estufa A B C B – Alguma radiação solar é refletida pela Terra e atmosfera de volta ao espaço C – Parte da radiação infravermelha (calor) é refletida pela superfície da Terra, mas não regressa ao espaço, pois é refletida de novo e absorvida pela camada de gases de estufa que envolve o planeta. O efeito é o aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera A – A radiação solar atravessa a atmosfera. A maior parte da radiação é absorvida pela superfície terrestre e aquece-a ATMOSFERA 181 Geografia Livro de atividades A temperatura média do planeta, que em seu ciclo natural leva aproximadamente 40 mil anos para subir ou descer em torno de 5 °C, elevou-se em 0,5 °C apenas no século XX e outros 0,7 °C desde o início do século XXI. Essa mudança pro- duz alterações distintas no planeta: nas latitudes mais altas, o aquecimento registrado foi mais elevado do que nas regiões situadas nas proximidades da Linha do Equador. As consequências associadas à mudança climática são múltiplas, uma vez que uma única delas desencadeia uma série de outras. Entre as principais que vêm sendo verificadas podem ser apontadas: • aumento de energia acumulada na atmosfera, tornando os climas mais extremos e a alternância entre períodos de inten- so calor, frio, chuvas e secas se torne mais marcante; • derretimento de geleiras mais acentuado do que no ciclo natural, sobretudo no Polo Norte; • elevação do nível médio dos oceanos, que pode subir 1 m (ou mais) até 2100, colocando países insulares, como as Maldivas, e determinadas áreas litorâneas em risco; • elevação da temperatura de águas oceânicas em determinadas regiões, favorecendo a formação de furacões mais for- tes, maiores e mais frequentes e prejudicando os corais; • descongelamento do permafrost – uma área extensa e profunda de solo congelado, muito rica em matéria orgânica, que ocupa as regiões próximas aos polos, sobretudo as circunvizinhas ao Círculo Polar Ártico, que são bem mais abundantes; • mais instabilidade nas regiões montanhosas pela incidência de chuvas orográficas mais extremas, aumentando os riscos de deslizamentos de encostas; • maior frequência de enchentes em vales, seja pelo transporte periódico de volumes mais intensos de água, seja pela maior dificuldade de descarga nos oceanos; • incontáveis prejuízos à biodiversidade, com milhares de espécies necessitando de adaptação para sobreviver e outras tantas ameaçadas de extinção. As Nações Unidas criaram o IPCC (Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas) em 1988, com o objetivo que ele se transformasse no principal espaço para a compilação de estudos realizados por pesquisadores de todo o mundo sobre a mudança climática.Os relatórios periodicamente publicados pelo órgão se tornaram referência para acompanhar a evolução do problema e orientar a busca de soluções. Há um consenso entre os cientistas que um acréscimo de 2 °C na temperatura média do planeta em um período de tem- po tão curto seria catastrófico em muitos sentidos. Como o século XX já registrou a elevação de 0,5 °C, os debates que vêm sendo conduzidos desde a Rio-92 apontam para a necessidade de que no século XXI o aquecimento seja contido dentro do limite de mais 1,5 °C. Esse é o principal objetivo do Acordo de Paris. Previsões mais pessimistas, no entanto, alertam que, sobretudo pela falta de medidas mais efetivas e imediatas, esse aquecimento poderia se aproximar dos 5 °C até 2100. Outros temas ambientais recorrentes nos vestibulares de SP e MG A temática ambiental tem aparecido com frequência nos principais concursos vestibulares e no Enem. Uma tendência é associá-la a outros temas, como geografia agrária, urbana, econômica e da população. Nesse sentido, convém estar atento aos desdobramentos decorrentes de graves problemas ambientais, tal como a migração de refugiados climáticos ou os prejuízos socioeconômicos associados à poluição, sobretudo para as comunidades mais vulneráveis. Um dos problemas ambientais mais graves da atualidade cujos impactos se refletem em múltiplos setores é o compro- metimento dos recursos hídricos disponíveis. A água potável que está disponível para o consumo imediato dos seres vivos na Terra representa apenas 0,016% do total da água existente no planeta. O restante está nos oceanos (97,2%), geleiras (2,15%), depósitos subterrâneos (0,62%) e atmosfera. Mesmo assim, se considerarmos que nesse percentual proporcionalmente pequeno estão inseridos todos os volumes das águas fluviais e lagos do mundo, observaremos que ainda há muita água disponível para as necessidades humanas e da biodiversidade. O problema é que boa parte dela já está poluída e, já há muito tempo, o ritmo de consumo e poluição é superior ao da reciclagem, mesmo considerando o conjunto expressivo de técnicas de tratamento atualmente em operação. Dessa forma, gerenciar os recursos hídricos disponíveis torna-se, a cada dia, uma condição mais necessária para a susten- tabilidade e para nossa sobrevivência, já que não vivemos sem água. De acordo com a ONU, a quantidade mínima de água necessária por pessoa para atender a todas as suarefs demandas é de 1 700 m³/ano. Abaixo disso configuram-se situações de estresse hídrico (entre 1 000 e 1 700 m³/ano), escassez hídrica (entre 500 e 1 000 m³/ano) e escassez absoluta (abaixo de 500 m³/ano). 182 3ª. série Quanto ao consumo de água demandado por setores distintos, temos como médias mundiais aproximadas: • consumo agropecuário: 70% (tendendo a ser maior nos países periféricos); • consumo industrial: 20% (tendendo a ser maior nos paí- ses centrais); • consumo doméstico: 10% (tendendo a ser maior nos países centrais). O cenário de crescente escassez hídrica e o comparti- lhamento de recursos transfronteiriços (bacias fluviais, lagos e aquíferos) tem produzido o aumento substancial de con- flitos pelo controle das águas. A ONU registra a existência de dezenas de situações de tensão entre países por conta dessa questão e há alguns estudiosos que apontam para a possibilidade das guerras pela água se tornarem um dos de- safios geopolíticos mais marcantes do atual século, seguin- do o exemplo do que ocorreu com o petróleo no século XX. Alguns exemplos de conflitos pela água são: • há muita tensão entre Etiópia, Sudão e Egito por conta da instalação de barragens na bacia do Rio Nilo; • o mesmo ocorre entre Turquia, Síria e Iraque, por conta de projetos de irrigação na bacia do Rio Eufrates; • a população da Bolívia se rebelou em 2000 por conta de uma desastrosa política de privatização das águas, gerando o que ficou conhecido como a Guerra da Água; • o mesmo ocorreu na Índia em 2006, tendo como alvo a ação predatória e poluente de uma indústria estrangeira de refrigerantes. Como pano de fundo de muitos desses conflitos, está o conflito de interesses entre, de um lado, alguns governantes e as grandes corporações transnacionais que atuam nesse setor estratégico, para quem a água se torna cada vez mais uma fonte de lucros, e, de outro lado, ativistas por direitos humanos e a população mais vulnerável, que defendem que o acesso à água para suprir as necessidades básicas é um direito de todos os seres vivos, que não pode ser cerceado por questões econômicas. O antagonismo entre as duas vi- sões, no entanto, só se justifica pelo cenário de escassez crescente, que tende a consolidar a água como a principal commodity do século XXI. Outro tema que ganhou ainda mais relevância no cenário da mudança climática, sobretudo por envolver diretamente o Brasil, é o do desflorestamento. Entre as florestas tropicais e equatoriais do planeta, a Amazônia ainda é a mais preservada, contando com aproxi- madamente 80% de sua área original conservada. No Vale do Congo (África) e na região do sudeste asiático, sobretudo nas florestas da Indonésia, o desmatamento já atingiu pro- porções maiores. Mesmo no Brasil, há outros ecossistemas muito mais desmatados do que a Floresta Amazônica, como a Mata Atlântica (que atualmente possui menos de 10% de sua área original), o Cerrado (que foi diretamente impactado As ilhas de calor formadas sobre as grandes cidades podem produzir diferenças de até 10 °C entre a porção central e a periferia urbana. Isso ocorre porque: pela expansão do agronegócio, sobretudo o cultivo de soja) e a Mata das Araucárias, que praticamente foi extinta na se- gunda metade do século XX. No entanto, no que se refere à Floresta Amazônica, é importante observar que: • a área que já foi desmatada, mesmo parecendo propor- cionalmente pequena, é muito grande, já que a floresta é gigantesca; • esse desmatamento concentrou-se nas últimas décadas; • a recuperação de boa parte da área desmatada, ao con- trário do que ocorre em outros ecossistemas, é pratica- mente inviável. O ritmo do desmatamento amazônico, que vinha caindo desde o início do atual século, voltou a acelerar nos últimos anos, tornando-se um tema sensível não apenas de organi- zações ambientalistas brasileiras e mundiais, mas também da comunidade internacional. O controle das queimadas representa o principal problema brasileiro para cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris. Um dos de- safios é equacionar o conflito de interesses entre, de um lado, os preservacionistas e as comunidades locais, sobre- tudo indígenas, e, de outro, os representantes do agrone- gócio nacional, que anseiam pela expansão das fronteiras agrícolas brasileiras para a Região Amazônica, mesmo que ela não seja ideal para a produção por conta dos solos frá- geis. Embora extremamente estratégico para a economia brasileira, o setor do agronegócio tende a estar envolvido também em outras controvérsias ambientais, como o uso excessivo de agrotóxicos e o manejo inadequado dos recur- sos hídricos. Há muitos problemas ambientais nos espaços urbanos. A ecologia das grandes metrópoles é outro tema da geogra- fia ambiental fartamente cobrado em concursos vestibula- res. Uma grande área urbana produz expressivas alterações nos sistemas naturais. Entre as principais destacam-se: • retificação, canalização, poluição e assoreamento de rios; • impermeabilização dos solos e excessiva perfuração para a instalação de poços artesianos, alterando subs- tancialmente o ciclo hidrológico; • deslocamentos de terra para a escavação de túneis e galerias e para a construção de aterros; • redução expressiva da cobertura vegetal; • alterações no microclima, na temperatura (ilha de calor), na umidade, na intensidade dos ventos e na formação de neblina, diretamente associados à concentração elevada de núcleos de condensação sobre a cidade. 183 Geografia Livro de atividades Outro grave problema ambiental registrado nascidades são as enchentes urbanas. Elas ocorrem por uma soma de fatores: • nas cidades, embora o ar seja mais seco do que no cam- po, a concentração das chuvas tende a ser maior; • a impermeabilização impede a infiltração natural da água, elevando o escoamento superficial; • o sistema de galerias, instalado para canalizar as águas para fora da malha urbana, muitas vezes é obsoleto ou está entupido por lixo; • a malha urbana tende a ocupar as áreas de várzea, que são a área de escape natural para os rios quando estes recebem acúmulo de volume de água. Você sabia? • que o ar nas cidades é mais seco do que no campo porque a transpiração é menor? • que, apesar disso, tende a chover mais e de forma mais concentrada nas cidades, por conta dos choques térmicos decorrentes da ilha de calor e pela maior presença de nú- cleos de condensação? • que a concentração de poluentes sobre a ci- dade reduz a quantidade de radiação solar que atinge o solo? Outros problemas socioambientais urbanos que pos- suem grande incidência nas grandes cidades brasileiras são os deslizamentos de encostas e a questão da destinação do lixo urbano. Os deslizamentos são fruto, em geral, da ocupação irre- gular das encostas urbanas e potencializados pelo fato de a urbanização brasileira ter se concentrado em áreas dobra- das próximas ao litoral, que é uma área extremamente úmi- da por conta da atuação de uma série de fatores climáticos. A elevada umidade do ar e o relevo dobrado produzem um elevado volume de chuvas orográficas, que incidem sobre áreas fortemente urbanizadas. Quanto ao lixo urbano, em 2010 foi sancionada a lei que extinguiria os lixões, dando prazo às prefeituras para que instalassem aterros sanitários nos municípios brasileiros que ainda não os possuíam. Tais prazos, no entanto, já foram prorrogados mais de uma vez e ainda há um percentual sig- nificativo de municípios brasileiros que não eliminaram seus antigos lixões. Finalizando esse resumo sobre a geografia ambiental, vale recordar alguns importantes acidentes ambientais que ocorreram recentemente no território brasileiro: • Em novembro de 2015, o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração no município de Mariana-MG produziu aquele que é considerado o maior desastre am- biental já ocorrido no Brasil, ocorrendo a contaminação de boa parte da bacia do Rio Doce, desde a região do acidente até a sua foz, no Espírito Santo. • Em janeiro de 2019, o rompimento de outra barragem em Minas Gerais, dessa vez no município de Brumadinho, embora tenha produzido impactos ambientais menores do que os de Mariana, foi o acidente que mais produziu mortes no país: 259 pessoas perderam a vida soterradas pela lama de rejeitos de mineração derramada. • Em setembro de 2019, uma extensa área do litoral nor- destino (e também alguns pontos do Sudeste) foi atingi- da por manchas de petróleo derramado em alto-mar. O desastre foi o maior derramamento de petróleo já regis- trado no país e, um ano depois, ainda não havia certeza sobre a origem do vazamento. • os poluentes formam um miniefeito estufa sobre a cidade; • há poucas áreas verdes e corpos hídricos para atenuar a amplitude térmica; • o albedo é potencializado em um labirinto de reflexões; • a própria cidade é uma emissora de calor, por conta da concentração de motores, gases aquecidos e até de pessoas. Os poluentes emitidos pela cidade formam uma abóbada de poluentes que pode atingir até 300 m de altitude. Quando a circulação vertical do ar é interrompida momentaneamente por fe- nômenos como o da inversão térmica (no qual uma camada de ar frio se instala abaixo do ar quente, impedindo a dispersão dos poluentes), o ar urbano se torna ainda mais nocivo aos seres vivos que ali habitam. • que, apesar disso, as cidades são mais quen- tes por conta da ilha de calor? • que muitas cidades apresentam o fenômeno da subsidência (afundamento lento) por con- ta da redução do volume de água subterrâ- nea? 184 3ª. série ATIVIDADES GEOPOLÍTICA b) a neutralidade do país diante da Guerra Fria, que caracterizou a segunda metade do século XX. c) a desmobilização de todos os contingentes mi- litares dentro e fora do país. d) a celebração das conquistas territoriais ocorri- das no século XIX e princípio do XX. e) a rejeição do militarismo, que marcara o país desde a segunda metade do século XIX. 3. (UFJF – MG) A disputa entre a Rússia e a Ucrânia pelo controle da Crimeia se agravou em fevereiro de 2014. No início de março, após a queda do en- tão presidente ucraniano Victor Ianukovici, Moscou enviou tropas para a República Autônoma da Cri- meia através do Mar Negro. Em 16 de março, a sua população aprovou por referendo a sua indepen- dência da Ucrânia, não reconhecida pelos EUA e pela União Europeia. No dia seguinte, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou decreto reconhecen- do a independência da península. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/03/ 1422015-entenda-porque-ucrania-e-russia-brigam-pelo-controle- -da-crimeia.shtml>. Acesso em 10/Out/2016. (Adaptado) (UNESP – SP) Leia o texto para responder às ques- tões 1 e 2. Enquanto os franceses e os britânicos tinham emer- gido da Primeira Guerra Mundial com um profundo trau- ma dos horrores da guerra e a convicção de que um novo conflito deveria, se possível, ser evitado, na Alema- nha só ocorreria algo parecido depois da Segunda Guer- ra Mundial. Os acontecimentos de 1945 levaram a uma profunda mudança na cultura popular e política da parte ocidental da Alemanha. Aos olhos desses alemães, a ex- trema violência de 1945 fez da Segunda Guerra Mundial “a guerra para acabar com todas as guerras”. (Richard Bessel. Alemanha, 1945, 2010. Adaptado.) 1. Entre os fatos que poderiam confirmar a interpreta- ção, oferecida pelo texto, sobre a atitude de fran- ceses e britânicos depois da Primeira Guerra Mun- dial, pode-se incluir a) a participação em um organismo internacional para a mediação de conflitos e o pacifismo que marcou a reação da França e da Grã-Bretanha à ascensão do nazismo. b) o fim da corrida armamentista entre as potên- cias do Ocidente e do Leste europeu e a elimi- nação dos arsenais alojados na Europa, na Ásia e no Norte da África. c) a repressão imediata e violenta, por França e Grã-Bretanha, a todos os projetos belicosos e autoritários que surgiram na Europa ao longo dos anos 1920 e 1930. d) o acordo para a constituição de uma polícia internacional, que vigiasse as movimentações militares das grandes potências e fosse coor- denada por um país não europeu, os Estados Unidos. e) a liberação, pela França e pela Grã-Bretanha, no decorrer das décadas de 1920 e 1930, de todas as suas colônias, para evitar o surgimento de guerras de emancipação nacional. 2. A mudança de mentalidade na Alemanha ociden- tal, ocorrida, segundo o texto, ao final da Segunda Guerra Mundial, envolveu, entre outros fatores, a) a decisão alemã de não voltar a se envolver em conflitos internacionais políticos ou diplomáticos. 185 Geografia Livro de atividades Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/06/ 1471046-russia-corta-provisao-de-gas-a-ucrania.shtml>. Acesso em 15/Out/2016. (Adaptado) Sobre a península da Crimeia, pode-se afirmar que: I. é uma região estratégica para a Rússia, pois lhe fornece acesso ao Mar Negro, facilitando o contro- le do canal que liga o Mar Negro ao Mar de Azov. II. cerca das 2 milhões de pessoas que residem na pe- nínsula da Crimeia, mais da metade se considera de origem russa e, inclusive, fala russo no dia a dia. III. cerca de 1/3 das exportações russas de gás à União Europeia passam pela Crimeia, e a Europa importa da Rússia cerca de um terço do gás que consome. Assinale a opção CORRETA: a) somente a alternativa I. b) somente a alternativa II. c) somente a alternativa III. d) somente as alternativas I e II. e) somente as alternativas II e III. 4. (UFU – MG) O conflito árabe-israelensee a questão da Palestina consistem num processo de caráter político, religioso, econômico e socioambiental. Considerando-se os recursos hídricos e a geopolí- tica local, é correto afirmar que, a) com a ocupação de territórios vizinhos, Israel teve acesso a novas fontes hídricas na Cisjor- dânia e no Rio Yarnuk, resolvendo o problema da falta de água. b) em todo o território original ocupado, a utiliza- ção da água subterrânea em Israel tem benefi- ciado os palestinos. c) para Israel, a água é um problema de segurança nacional e representa um dos maiores obstácu- los para um acordo de paz com os palestinos. d) para os judeus, primeiros sionistas que chega- ram à Palestina, a questão da água deixou de ter dimensão ideológica-religiosa. 5. (FEI – SP) A península foi dividida após a Segun- da Guerra Mundial, sendo que o Norte foi apoia- do pela URSS e o Sul pelos EUA. Posteriormente, as tropas da ONU lideradas pelos EUA entraram em confronto com o exército comunista chinês. A guerra continuou com confrontos na fronteira até 1953, quando o novo presidente dos Estados Uni- dos, Eisenhower, ofereceu a paz, mas ameaçou usar a bomba atômica se a China não aceitasse a oferta. Após o fim da guerra, o país acabou sen- do dividido tendo como base o paralelo 38°. O confronto deixou milhões de mortos civis e pode ser considerado como um dos mais importantes episódios da chamada Guerra Fria. Em termos da geografia política, a guerra propiciou: a) a divisão da Coreia em Coreia do Norte e Coreia do Sul. b) a criação de dois países na Península Industânica: a Índia e o Paquistão. c) a criação de dois novos países na península vietnamita: o Vietnã do Norte e o do Sul. d) a separação do Laos e do Camboja (Campuchea) na Península Indochinesa. e) o avanço do movimento separatista no Tibete na Caxemira. 6. (UEMG) A Espanha, assim como inúmeros outros Estados atual- mente constituídos, é um território multinacional, ou seja, é formada por várias nações ou por diversos grupos étnicos regionais com identidade nacional diferenciada àquela do país ao qual pertencem. Nesse sentido, esse território é um dos principais locais do mundo em que há movimentos se- paratistas, com um forte clamor pela independência local em busca da constituição de um novo país. Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/movi- mentos-separatistas-na-catalunha.htm>. Acesso em: 23 nov. 2017. Referente às diversas nacionalidades que coexis- tem no território estatal da Espanha, assinale a al- ternativa correta. a) A segunda maior comunidade populacional da Espanha é a Catalã, a qual só é inferior à comu- nidade Andaluzia. b) As comunidades autônomas na Espanha come- çaram a existir logo após o fim da Guerra Civil espanhola em 1939. c) Dentre as comunidades autônomas que lutam oficialmente pelo separatismo na Espanha, es- tão grupos étnicos Bascos, Catalães, Madrile- nhos e Galegos. d) O quadro Guernica de Pablo Picasso buscou representar exatamente a diversidade étnica espanhola durante a 1ª. Guerra Mundial. 186 3ª. série 7. (FUVEST – SP) Dois eventos marcaram a diplomacia brasileira em relação ao Oriente Médio no início de 2019. Um deles foi o voto contra a resolução da ONU que pedia a desocupação militar das Colinas de Golã e sua devolução à Síria. Outro evento foi o anúncio de transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, mesmo não tendo sido levada adiante até setembro de 2019. Em relação a esses eventos, é correto afirmar que eles represen- tam a) I ‐ uma aproximação do Brasil em relação à po- sição dos EUA. II ‐ um potencial distanciamento do Brasil em relação à posição da maioria dos países do Conselho de Segurança da ONU. b) I ‐ um distanciamento do Brasil em relação à posição da Palestina e uma aproximação em relação ao conjunto de países árabes. II ‐ uma potencial aproximação do Brasil em re- lação à posição da maioria dos países do Con- selho de Segurança da ONU. c) I ‐ um distanciamento do Brasil em relação à posição de Israel e uma aproximação em rela- ção aos palestinos. II ‐ um potencial distanciamento do Brasil em relação à posição da maioria dos países do Conselho de Segurança da ONU. d) I ‐ um distanciamento do Brasil em relação à posição dos EUA. II ‐ uma potencial aproximação do Brasil em re- lação à posição da maioria dos países do Con- selho de Segurança da ONU. e) I ‐ uma aproximação do Brasil em relação à po- sição da Síria. II ‐ um potencial distanciamento do Brasil em relação à posição da maioria dos países do Conselho de Segurança da ONU. 8. (FGV – SP) Nos Jogos Olímpicos de 1980, disputa- dos em Moscou, os Estados Unidos lideraram um boicote que levou diversos países a cancelarem sua participação. Em 1984, foi a vez dos soviéticos liderarem um boicote aos jogos disputados em Los Angeles. A esse respeito, é correto afirmar: a) Apesar da implementação da Glasnost e da Perestroika por Gorbatchev, as tensões decor- rentes da bipolarização ainda se mantinham acirradas e explicam esses boicotes sucessivos. b) O boicote dos Estados Unidos teve como prin- cipal argumento a invasão do Afeganistão pelas tropas soviéticas em 1979 e levou o governo americano a apoiar os rebeldes muçulmanos. c) O boicote da União Soviética aos jogos de Los Angeles teve como principal argumento a inva- são do Iraque pelas forças militares estaduni- denses. d) Os boicotes levaram ao maior estremecimento político entre Estados Unidos e União Soviética e quase precipitaram o conflito armado conhe- cido como a “crise dos mísseis”. e) Os países de terceiro mundo, liderados pela Índia, China e Brasil, lançaram um duro mani- festo contra União Soviética e Estados Unidos e também se negaram a participar dos Jogos de Moscou e Los Angeles. 9. (UNESP – SP) No dia 3 de junho de 2012, os jornais estamparam a notícia dos 60 anos de reinado da Rainha Elizabeth II. Ela foi coroada chefe de Estado da Grã-Bretanha e dos países da Comunidade Bri- tânica no dia 2 de junho de 1953. Assinale a alter- nativa que contém um acontecimento geopolítico ocorrido nos anos 1950, década em que a Rainha Elizabeth II assumiu o reinado. a) Ataque nuclear norte-americano ao Japão. b) Guerra da Coreia. c) Construção do Muro de Berlim. d) Criação da OPEP (Organização dos Países Ex- portadores de Petróleo). e) Dissolução da URSS. 10. (UNESP – SP) Coreia do Norte anuncia “estado de guerra” com a Coreia do Sul A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira [29.03.2013] o “estado de guerra” com a Coreia do Sul e que negociará qualquer questão entre os dois países sob esta base. “A partir de agora, as relações intercoreanas estão em estado de guerra e todas as questões entre as duas Coreias serão tratadas sob o protocolo de guerra”, declara um comunicado atribuído a todos os órgãos do governo norte-coreano. (http://noticias.uol.com.br. Adaptado.) A tensão observada entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul está associada a: a) divergências políticas e comerciais, sendo que sua origem se deu após a emergência Nova Or- dem Mundial. b) divergências comerciais e econômicas, sendo que sua origem remete ao período da Guerra Fria. c) divergências políticas e ideológicas, sendo que sua origem se deu após a emergência da Nova Ordem Mundial. 187 Geografia Livro de atividades d) divergências políticas e ideológicas, sendo que sua origem remete ao período da Guerra Fria. e) um incidente diplomático ocasional, que não corresponde à grande tradição pacifista exis- tente entre as Coreias. 11. (UFSCAR – SP) Existem controvérsias a respeito da nova ordem mundial. Para uns, ela seria uni ou mo- nopolar; para outros, ela seria multipolar. Conside- re o exposto e assinale a alternativa que é indiscu- tivelmente correta. a) O poderio militar norte-americano, sem compe- tidores, é um argumento a favor de definição da nova ordem como multipolar. b) A unificação europeia, a recuperação econô-mica do Japão e a enorme expansão da China são fatores que pesam a favor do argumento da monopolaridade da nova ordem mundial. c) O avanço da globalização fortalece a ideia de um mundo unipolar. d) O sucesso da primeira guerra do Golfo, de 1991, sugeriu momentaneamente que os Estados Uni- dos poderiam desempenhar o papel de superpo- tência solitária e com uma estratégia unilateral. e) O fato de alguns países – Japão, Índia, Brasil e África do Sul – pleitearem uma vaga permanen- te no Conselho de Segurança da ONU é mais um indicador da monopolaridade no sistema internacional. 12. (FUVEST – SP) Folha de S.Paulo, 19/12/2014. Tendo em vista o que a charge pretende expres- sar e a data de sua publicação, dentre as legen- das propostas abaixo, a mais adequada para essa charge é: a) Suspensão do embargo econômico a Cuba por parte dos EUA. b) Devolução aos cubanos da área ocupada pelos EUA em Guantánamo. c) Fim do embargo das exportações petrolíferas cubanas. d) Retomada das relações diplomáticas entre os EUA e Cuba. e) Transferência de todos os presos políticos de Guantánamo, para prisões norte-americanas. 13. (PUC-SP) Sobre a origem da divisão “Norte/Sul” do mundo: É em 1980 que nasce o par Norte/Sul, numa publicação do Banco Mundial (presidido por Willy Brandt) da Comissão Independente sobre os problemas de desenvolvimento in- ternacional, intitulado Norte-Sul: um programa de sobrevi- vência. Em seguida o termo se torna corrente e é utilizado tanto no domínio público quanto nos materiais escolares. (Transcrição de palestra de Christian Grataloup. Vida e morte do par Norte/Sul, In: Les Cafés Géographiques, 30/09/2015, http://cafe-geo. net/, acesso 25/10/2015) A expressão Norte/Sul, de largo uso atualmente, tem uma história que revela um aspecto das rela- ções internacionais. A esse respeito, pode ser afir- mado que a) ela substitui a divisão do mundo entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, isso porque houve uma queda grande da desigualdade en- tre os países do mundo. b) essa divisão é apenas uma frase de efeito, pois ao pretender distinguir os países ricos dos po- bres, comete uma confusão, pois vários dos pa- íses ricos do mundo estão no Sul. c) como expressão da moda, tem o mesmo signi- ficado que a oposição entre Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo, e entre países desenvolvidos e países subdesenvolvidos. d) foram as desigualdades existentes na escala mundial, entre os países, que deram origem à distinção entre Norte/Sul. 14. (UEMG) Sobre a Questão da Geopolítica mundial, afirma-se: I. Atualmente, verificam-se práticas de terrorismo in- ternacional como formas de contestação do poder do mundo Ocidental. II. A criação do Sudão do Sul teve como origem a guer- ra entre os Estados Chade e Sudão no século XXI. III. As atividades ilícitas em rede, ampliadas pela globali- zação, ameaçam a soberania dos Estados-nação. IV. O Estado Palestino mantém sua autonomia sobre a totalidade das regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. 188 3ª. série Estão corretas apenas as afirmativas a) I e II. b) I e III. c) II e IV. d) III e IV. 15. (FUVEST – SP) Observe, na imagem noturna obtida por satélite, os limites territoriais do país A e países fronteiriços. www.exame.com.br 25/02/2014. Adaptado. a) Identifique o país A e cite uma razão para o fato de esse país, comparativamente a seus frontei- riços, aparecer na imagem como se estivesse às escuras. b) Explique, citando ao menos dois argumentos de ordem geopolítica, por que os EUA e alguns pa- íses da Europa Ocidental consideram esse país uma ameaça global e regional 16. (MACKENZIE – SP) A respeito da crescente onda ter- rorista verificada no mundo após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, julgue as afirma- ções que se seguem: I. A Al-Qaeda (“a base”, em árabe) foi criada por Osama bin Laden na década de 1980. É formada, principalmente, por fundamentalistas islâmicos e árabes. Ao grupo são atribuídos os atentados terroristas nas embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998. II. Hezbollah representa o movimento libanês que surgiu na década de 1980. Luta contra a influência ocidental no mundo islâmico e se baseia na dou- trina do aiatolá Khomeini, que liderou a revolução islâmica no Irã. O grupo se notabilizou por meio de atentados a bomba e combates a Israel. III. O grupo Hamas foi criado em 1987 depois da se- gunda intifada (resistência israelense à ocupação do território palestino). Contrário à existência do Estado Palestino, usa suicidas para promover ata- ques terroristas aos assentamentos de seus rivais. IV. Jihad Islâmica, organização formada no Egito, em 1980, por jovens palestinos. Atacar alvos israelen- ses é uma forma de estancar o processo de paz entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). O grupo assumiu a autoria de um atentado suicida em 12 de agosto de 2001 em um restaurante no norte de Israel. Estão corretas: a) I e II, apenas. b) I, II e III, apenas. c) II e III, apenas. d) I, II e IV, apenas. e) I, II, III e IV. 17. (FUVEST – SP) Cada vez mais pessoas fogem da guerra, do terror e da miséria econômica que assolam algumas nações do Oriente Médio e da África. Elas arriscam suas vidas para chegar à Europa. Segundo estimativas da Agência da ONU para Refugiados, até novembro de 2015, mais de 850 mil refugiados e imigrantes haviam chegado por mar à Europa naquele ano. Garton Ash, Timothy. Europa e a volta dos muros. O Estado de S. Paulo, 29/11/2015. Adaptado. Sobre a questão dos refugiados, no final de 2015, considere as três afirmações seguintes: I. A criação de fronteiras políticas no continente africano, resultantes da partilha colonial, incrementou os confli- tos étnicos, corroborando o elevado número de refu- giados, como nos casos do Sudão e Sudão do Sul. II. Além das mortes em conflito armado, da intensi- ficação da pobreza e da insegurança alimentar, a guerra civil na Síria levou um contingente expressi- vo de refugiados para a Europa. 189 Geografia Livro de atividades III. A política do apartheid teve grande influência na Nigéria, país de origem do maior número de re- fugiados do continente africano, em decorrência desse movimento separatista. Está correto o que se afirma em a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 18. (MACKENZIE – SP) Observe os mapas: Mapa 1 Mapa 2 � Região da Caxemira � Colinas de Golan http://soinews2010.blogspot. com.br/2010/10/cdsi-discute- -questaodearmas menores.html http://www.midiaindependente. org/pt/blue/2012/03/504928. shtml Os mapas delimitam espaços geográficos em lití- gio na atualidade. Sob o ponto de vista geopolítico, podem-se destacar aspectos conflituosos seme- lhantes, dentre os quais: a) disputas por recursos minerais, especialmente imensas jazidas carboníferas, como também questões étnico-sociais. b) questões territoriais e disputas pelos recursos hídricos, já que as duas áreas possuem nascen- tes de importantes rios. c) disputas por áreas localizadas principalmente em pontos geográficos estratégicos favoráveis a determinados países, como também a saída para mares e oceanos. d) a divisão de suas fronteiras com importantes países emergentes, como também questões socioeconômicas milenares. e) disputas territoriais milenares devido à fertilida- de dos solos, como também as formações geo- lógicas estáveis que datam do Pré-cambriano. 19. (UNICAMP – SP) No período da Guerra Fria, os confli- tos geopolíticos implicavam riscos nucleares e ata- ques físicos a infraestruturas como estradas, redes elétricas ou gasodutos. Hoje, além dessas implica- ções, a Ciberguerra ou Guerra Fria Digital a) representa uma possibilidade real de interferên- cia em sistemas informacionais nacionais, mas seu uso efetivo mantém-se apenas como uma ameaça. b) baseia-se na capacidade integrada de sistemas computacionais espionaremgovernos antagô- nicos, com o objetivo de manipular informações de todo tipo. c) envolve o uso de softwares (malwares) e pro- gramas robôs para invadir redes sociais e com- putadores, mas nunca interferiu em processos eleitorais. d) visa ao controle da informação como uma for- ma de poder político, mas inexistem, no mundo, cibercomandos, ou seja, a quarta força armada. 20. (UNESP – SP) Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo dos Estados Unidos da Amé- rica aprovou uma série de medidas com o objetivo de proteger os cidadãos americanos da ameaça representada pelo terrorismo internacional. Entre as medidas adotadas pelo governo norte-america- no estão: a) a realização de acordos de cooperação militar e tecnológica com países aliados no combate ao terrorismo internacional; e a prisão imediata de árabes e muçulmanos que residissem nos Esta- dos Unidos. b) a realização de ataques preventivos a países suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a restrição da liberdade e dos direitos civis de suspeitos de associação com o terrorismo. c) a concessão de apoio logístico e financeiro a países que, autonomamente, pudessem com- bater grupos terroristas em seus territórios; e a preservação dos direitos civis de suspeitos de associação com o terrorismo, que residissem dentro ou fora dos Estados Unidos. d) a realização de ataques preventivos a países suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a fle- xibilização do ingresso nos Estados Unidos de pessoas oriundas de qualquer região do mundo. e) a realização de acordos de cooperação militar e tecnológica com países suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a preservação dos princípios de liberdade individual e autonomia dos povos. 21. (FUVEST – SP) O grupo Boko Haram, autor do sequestro, em abril de 2014, de mais de duzentas estudantes, que, posterior- mente, segundo os líderes do grupo, seriam vendidas, nasceu de uma seita que atraiu seguidores com um dis- curso crítico em relação ao regime local. Pregando um 190 3ª. série islã radical e rigoroso, Mohammed Yusuf, um dos funda- dores, acusava os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, de serem a fonte de todos os males sofridos pelo país. Boko Haram significa “a edu- cação ocidental é pecaminosa” em haussa, uma das lín- guas faladas no país. www.cartacapital.com.br. Acessado em 13/05/2014. Adaptado. O texto se refere: a) a uma dissidência da Al Qaeda no Iraque, que passou a atuar no país após a morte de Saddam Hussein. b) a um grupo terrorista atuante nos Emirados Ára- bes, país economicamente mais dinâmico da região. c) a uma seita religiosa sunita que atua no Sul da Líbia, em franca oposição aos xiitas. d) a um grupo muçulmano extremista, atuante no norte da Nigéria, região em que a maior parte da população vive na pobreza. e) ao principal grupo religioso da Etiópia, ligado ao regime político dos tuaregues, que atua em toda a região do Saara. 22. (UFLA – MG) EM 20 DE JULHO DE 1969, NEIL ARMSTRONG PISOU NA LUA A MISSÃO APOLLO 11 LEVOU UMA TRIPULAÇÃO DE TRÊS ASTRONAUTAS QUE ENTRARAM PARA A HISTÓRIA AO POUSAREM E EXPLORAREM A LUA PELA PRIMEIRA VEZ Disponível em https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/em-20-de- -julho-de-1969-neil-armstrong-pisou-na-lua-20072018, acesso em junho de 2019 A notícia veiculada na mídia no dia 20 de julho des- te ano comemorou os 50 anos da então chamada “Conquista da Lua”, evento que, por si só, signifi- cou um estrondoso feito tecnológico. No entanto, se aprofundarmos a análise sobre o fato em ques- tão, percebe-se que ele se situa em um contex- to histórico específico. Assinale a alternativa que situa CORRETAMENTE o fato ao contexto que lhe corresponde. a) A conquista da Lua no final dos anos 60 evi- denciou a corrida espacial durante o período da Guerra Fria. b) A conquista da Lua se incorporou ao processo de “militarização do espaço”, conhecido como “Guerra nas Estrelas”. c) A corrida espacial inaugurou uma nova etapa das “grandes navegações”, em uma alusão às “Grandes Navegações” dos séculos X e XI. d) A corrida espacial tem uma relação direta com a corrida armamentista na medida em que essa se remete à tecnologia bélica da Primeira Guer- ra Mundial. 23. (FGV – SP) O Sudão do Sul tornou um Estado inde- pendente em julho de 2011. Desde então, as rela- ções entre o Sudão e Sudão do Sul seguem mar- cadas por enfrentamentos armados e acusações mútuas. Sobre os fatores responsáveis pela tensão entre os dois países, leia as seguintes afirmações: I. Após a independência, o governo do Sudão do Sul optou por utilizar exclusivamente portos marítimos situados em seu próprio território para o escoa- mento de sua produção petrolífera. II. O governo do Sudão não reconheceu oficialmente a independência do Sudão do Sul, alegando fraude no plebiscito que a legitimou. III. Ambos os países reivindicam a posse de territórios ricos em petróleo situados na zona fronteiriça. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) II e III, apenas. c) II, apenas. d) III, apenas. e) I, II e III. 24. (FUVEST – SP) Considere as seguintes afirmações sobre a África Subsaariana. I. Um dos motivos que justificam os conflitos violen- tos, nessa parte do continente, é o da necessidade de controle dos recursos minerais aí abundantes. II. A violência e a impunidade aí presentes represen- tam desrespeito à Declaração dos Direitos Huma- nos e às Leis Internacionais sobre Refugiados. III. A assistência ao desenvolvimento dos países que a compõem foi incrementada em 40% pelos países ricos, entre os anos 1990-1999. IV. A África Subsaariana vem sofrendo limitações no desenvolvimento de sua produção local, devido ao fato de estar fora das prioridades dos mercados mundiais. Está correto apenas o que se afirma em: a) I e III. b) I, II e IV. c) II e III. d) II, III e IV. e) III e IV. 191 Geografia Livro de atividades 25. (IFSULDEMINAS – MG) Refugiados ganham a vida vendendo comida síria em São Paulo. Alguns eram médicos, engenheiros e conta- dores na Síria. Outros já trabalhavam como chefs ou pa- deiros. Por profissão ou necessidade, alguns refugiados estão ganhando a vida em São Paulo vendendo pratos típicos de seu país. Fonte: Flávia Mantovani e Paula Paiva Paulo, do G1 São Paulo, de 21/09/2015. Refugiados são: a) imigrantes com alto nível de especialização em busca de empregos de alto escalão em multina- cionais encontradas nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento. b) as pessoas que migram com suas famílias para os países do continente europeu e americano em busca de melhores condições de vida, de saúde e lazer a pedido do governo dos países de destino. c) as pessoas que migram, principalmente para países ricos, e sofrem aversão pela população nacional, que teme que os estrangeiros retirem seus empregos. d) as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos so- ciais e que não possam (ou não queiram) voltar para seu país de origem. 26. (UEMG) O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados-ACNUR emitiu comunicado mundial que identifica algumas razões que moti- vam o êxodo de asiáticos e africanos para a Eu- ropa. Com base num trabalho contínuo de acom- panhamento e avaliação, e também a partir dos resultados de discussões em grupo e do contato diário com refugiados na Jordânia, Líbano, Egito, Iraque e Síria, o ACNUR identificou os principais fatores que motivam os emigrantes a buscar refú- gio fora da região, principalmente na Europa. Considerando o fluxo populacional apresentado no trecho acima, e as informações vinculadas pela mí- dia, é CORRETO afirmar que a) a maioria dos deslocados sírios que viajaram para o Iraque possuem um sentimento de segu- rança e confiança em relação ao seu país. b) as pessoas dos grupos minoritários veema mi- gração como solução para a sua segurança físi- ca e socioeconômica. c) o agravamento que os refugiados enfrentam no exílio permite que as crianças continuem seus estudos regulares nos países europeus. d) o perigo do terrorismo islâmico e o assenta- mento demográfico no campo, salvo raras ex- ceções, promoveram um período de grande agitação nas cidades. 27. (UNICAMP – SP) Já foi dito que as religiões, todas elas sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana. (José Saramago, O Fator Deus, Folha de S. Paulo, 18/9/2001.) a) Considerando o texto acima, cite dois conflitos presentes no mundo atual que têm como justifi- cativa questões religiosas. b) Que outro importante aspecto pode explicar a natureza desses conflitos? 28. (FGV – SP) Para a revista britânica The Economist, “O Mun- do em 2017” apresentará um cenário sombrio. Na capa, um baralho de tarô faz referência aos pos- síveis impactos globais da plataforma de governo anunciada por Donald Trump em sua campanha. Na carta do Julgamento, o presidente norte-ameri- cano é retratado no topo do mundo, sentado sobre a bandeira americana, com um cetro e uma esfera, como se vê na imagem acima. 192 3ª. série As letras A, B e C identificam três diferentes territó- rios onde foram observadas manifestações sepa- ratistas ao longo do ano de 2014. Em dois desses territórios a questão separatista foi discutida politi- camente, segundo as leis de seus Estados. Em um deles foram registrados conflitos e a in- fluência de outros países. A esse respeito, assinale a alternativa correta. a) As letras A e C correspondem à Escócia e a Flandres, onde os Estados do Reino Unido e da Holanda permitem a discussão política do separatismo. A letra B corresponde à porção oriental da Ucrânia, onde o Estado enfrenta se- paratistas apoiados pela Rússia. b) As letras A e B correspondem à Valônia e ao País de Gales, onde a negociação política da Holanda e do Reino Unido discutem o separa- tismo. A letra C identifica a Crimeia, território ucraniano que foi incorporado pela Rússia após o uso de forças militares. c) As letras B e C identificam os territórios do país Basco e a Crimeia, onde os Estados da Espa- nha e da Rússia permitem as manifestações se- paratistas. A letra A corresponde à Irlanda do Norte, onde o Reino Unido sufocou separatistas católicos no conflito conhecido como “Domin- go Sangrento”. d) As letras A e C identificam Escócia e Catalu- nha, com a condução política das discussões separatistas pelos Estados do Reino Unido e da Espanha. A letra B corresponde ao leste da Ucrânia, onde as forças armadas do país repri- mem os separatistas apoiados pela Rússia. e) As letras A e C correspondem à região dos se- paratistas da Irlanda do Norte e Flandres, que negociam com os Estados do Reino Unido e da Bélgica. A letra B indica a Chechênia, território onde o separatismo é violentamente reprimido pelas forças armadas da Rússia. 30. (FUVEST – SP) Adap. Simielli, 2000. No mapa, está destacada a região habitada pelos ______________, que buscam construir um estado nacional. Assinale a alternativa que completa cor- retamente a frase. Com relação à interpretação da era Trump como uma ameaça global, assinale V para a afirmação verdadeira e F para a falsa. ( ) A intenção de os EUA abandonarem o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) é vista como uma defesa agressiva do protecio- nismo econômico. ( ) A promessa de construir um muro na fronteira entre os EUA e o México e de expulsar os imi- grantes ilegais do país é vista como o recrudes- cimento de um nacionalismo xenófobo. ( ) A pretensão de reverter o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas é vista como um reposi- cionamento do protagonismo norte-americano nas relações internacionais. Assinale a ordem correta. a) V– V – V. b) F – V – F. c) F – V – V. d) V – F – F. e) V – V – F. 29. (MACKENZIE – SP) Observe o mapa a seguir. 193 Geografia Livro de atividades a) Chechenos. b) Ossétios. c) Curdos. d) Tibetanos. e) Palestinos. 31. (UNESP – SP) O terrorismo atual utiliza as técnicas do espetáculo produzindo vídeos e montagens por vezes muito bem ela- borados. O controle dos meios de difusão de conteúdo é certamente outra novidade, possibilitada pelo advento da internet [...]. Por mais chocante que possa ser o conteúdo difundido pelo Estado Islâmico, sua forma é já reveladora de que a violência está subordinada a uma lógica espetacular. (Gabriel F. Zacarias. No espelho do terror: jihad e espetáculo, 2018.) O texto caracteriza o terrorismo atual como pecu- liar, pois este a) promove a inclusão digital de populações po- bres e amplia o acesso às novas ferramentas de comunicação e divulgação. b) combate a centralização do poder financeiro no Ocidente e direciona sua propaganda apenas aos seguidores e simpatizantes. c) rejeita a cultura ocidental do espetáculo e reite- ra valores e princípios originários de sociedades tradicionais do Oriente próximo. d) recorre a estratégias de ação de forte impacto visual e divulga suas atividades por meio das novas tecnologias. e) valoriza a violência como instrumento de trans- formação política e rejeita a adesão de pessoas nascidas no Ocidente. 32. (UFTM – MG) Observe o mapa a seguir para respon- der à questão. (Marcos Bernardinho de Carvalho, Diamantino Alves Correia Pereira, Geografias do Mundo – Redes e Fluxos.) Os países destacados no mapa constituíam, até 2013: a) a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar antiterrorista que reúne as maiores potências do Hemisfério Norte. b) a Zona do Euro, que reúne países nos quais a moeda da União Europeia pode circular e ser aceita junto com a moeda local. c) os países de OCDE (Org. para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), cuja missão é auxiliar economicamente os países mais pobres do globo. d) o G8 (Grupo dos Oito), bloco que une os sete países com as maiores economias do globo, além da Rússia, admitida em 1997 por sua im- portância geopolítica. e) os países desenvolvidos industrializados, que se caracterizam pelo alto investimento em tec- nologia e por apresentarem alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). 33. (UNESP – SP) O BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – vem negociando cuidadosamente o estabelecimento de mecanismos independentes de financiamento e es- tabilização, como o Arranjo Contingente de Reservas (Contingent Reserve Arrangement – CRA) e o Novo Ban- co de Desenvolvimento (New Development Bank – NDB). O primeiro será um fundo de estabilização entre os cin- co países; o segundo, um banco para financiamento de projetos de investimento no BRICS e outros países em desenvolvimento. (www.cartamaior.com.br. Adaptado.) O Arranjo Contingente de Reservas e o Novo Ban- co de Desenvolvimento procuram suprir a escas- sez de recursos nas economias emergentes. Tais iniciativas constituem uma alternativa: a) às instituições de crédito privadas, encerrando a sujeição econômica dos países emergentes e evitando a assinatura de termos regulatórios coercitivos sobre as práticas de produção. b) aos bancos centrais dos países do BRICS, re- duzindo os problemas econômicos de curto prazo e maximizando o poder de negociação do grupo. c) às instituições criadas na Conferência de Bretton Woods, definindo novos mecanismos de auto- defesa e estimulando o crescimento econômi- co. d) ao norte-americano Plano Marshall, elegendo com autonomia o destino da ajuda econômica e os investimentos públicos em áreas estratégicas. e) à hegemonia do Banco Mundial, deslocando o centro do sistema capitalista e os fluxos de in- formação para os países em desenvolvimento. 194 3ª. série 34. (FUVEST– SP) Leia o texto e observe a imagem. Numa guerra não se matam milhares de pessoas. Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pe- quenas memórias... Nós que aqui estamos, por vós esperamos. Direção de Marcelo Masagão. Brasil,1999. Foto de Nilúfer Demir, Bodrum. Turquia, 02/09/2015 A partir do texto e da imagem, pode-se afirmar cor- retamente que: a) a história das guerras se resume a um teatro de combates travados no front por estadistas e militares. b) os relatos que abordam os conflitos apenas com base nos tratados e armistícios são par- ciais e limitados. c) o fim dos impérios, a xenofobia e a consolida- ção do projeto federativo garantiram a paz mun- dial. d) a banalização da morte e a experiência do exí- lio expressam a retração dos nacionalismos nos séculos XX e XXI. e) as políticas de inclusão foram capazes de con- trolar os fluxos migratórios globais. 35. (UEMG) Durante a Conferência de São Francisco, realizada em junho de 1945 nos Estados Unidos, representantes de 50 países redigiram a carta das Nações Unidas, que daria origem, no mesmo ano, à Organização das Nações Unidas (ONU). Sobre a ONU e sua atuação, é INCORRETO afir- mar que: a) Os anos da Guerra Fria, sucessores aos da cria- ção da ONU, por dividirem o mundo em dois polos de influência distintos, limitaram o papel da organização no campo de segurança inter- nacional. b) A ação da ONU, devido à influência da Guerra Fria, se restringiu a intervenções de paz apenas quando estas não colidiam com os interesses das grandes potências que a manipulavam, assistindo passivamente, devido aos vetos do Conselho de Segurança, a conflitos que resul- taram em milhares de mortos. c) A primeira e maior missão de observação da ONU, que pedia um cessar-fogo em 1948, ocor- reu na região da Coreia do Sul e da Coreia do Norte. d) O Conselho de Segurança da ONU é atualmen- te composto por cinco membros permanentes e dez membros eleitos de dois em dois anos. Os membros permanentes são: Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China. 36. (ESPCEX – SP) China e Índia são dois gigantes que possuem inúmeras semelhanças, como, por exem- plo, o fato de serem os países mais populosos do mundo e fazerem parte dos chamados BRICS. Apesar disso, guardam inúmeras características que os diferenciam entre si. Sobre as diferenças entre esses dois gigantes, podemos citar os fatos de que, enquanto: I – a Índia baseia sua matriz energética no petró- leo e na energia nuclear, a China prioriza o gás natural e o carvão mineral. II – a China implantou um rígido programa de con- trole de natalidade, a Índia não tem demons- trado a mesma preocupação ao longo das últi- mas décadas. III – a China dispõe de uma maior diversidade cul- tural, a Índia possui uma cultura milenar, o que lhe garante maior homogeneidade étnica e lin- guística. IV – o modelo econômico chinês privilegiou a pro- dução industrial, a Índia está se convertendo numa economia de serviços, na qual se desta- cam setores como tecnologia da informação e biotecnologia. Assinale a alternativa que apresenta todas as afir- mativas corretas, dentre as listadas acima. a) I e II b) I e III d) II e IV e) I e IV c) II e III 37. (UNIMONTES – MG) Embora as atividades industriais na segunda metade do século XX tenham se dis- persado para áreas consideradas periféricas, o que se nota é que elas permanecem bastante 195 Geografia Livro de atividades concentradas nos países centrais onde há impor- tantes pesquisas em novas tecnologias, o merca- do é mais dinâmico e os recursos financeiros são abundantes. Considerando, nesse contexto, as indústrias nos países do G7, assinale a alternativa INCORRETA. a) A política imperialista dos Estados Unidos, atra- vés da expansão mundial das empresas multi- nacionais, fortaleceu a indústria estadunidense. b) A reunificação das duas Alemanhas, em 1990, revelou que as indústrias da porção oriental operavam com tecnologias arcaicas. 38. (ESPM – SP) Sobre a questão nacional e os respecti- vos movimentos separatistas dispostos pelo mun- do é correto afirmar que: a) A questão irlandesa, em que a forte minoria ca- tólica da Irlanda do Norte deseja a unificação com o Eire, ao sul. b) A maioria anglófona do Quebec deseja se sepa- rar do Canadá. c) O grupo separatista ETA reivindica a indepen- dência da Catalunha, na Espanha. d) A Chechênia, em que a maioria cristã protes- tante não deseja pertencer à Rússia de maioria ortodoxa. e) Os cipriotas do norte desejam-se separar da Turquia. 39. (UEMG) CONFLITOS MUNDIAIS CAUSADOS POR INTOLERÂNCIA Depois da II Guerra Mundial, a ONU adotou a De- claração Universal dos Direitos Humanos, que colocava em pauta o “respeito universal e observância dos di- reitos humanos e liberdades fundamentais para todos. [...]”. Passados muitos anos e outras muitas tentativas de garantir a liberdade e o respeito às diferenças, gran- de parte dos conflitos que hoje acontecem no mundo se misturam em uma complexa rede de fatores políticos, econômicos, religiosos e étnicos. Analise o seguinte quadro, que apresenta a nature- za de alguns conflitos geopolíticos que persistem no atual cenário mundial. PAÍS CONFLITO Afeganistão Disputa de poder político entre o grupo Talibã e a Alian- ça do Norte. Nigéria Intolerância entre muçulmanos que vivem no norte e cristãos que habitam as porções centro-sul. Iraque Combate entre diferentes milícias lideradas por grupos radicais Xiitas contra grupos Sunitas. Israel A criação de um futuro Estado Palestino, que afeta a Cisjordânia e parte oriental de Jerusalém. Sudão Grupos de refugiados que deixaram o país em função de guerrilhas motivadas por questões étnicas, entre muçulmanos e não muçulmanos. Tailândia Movimento Separatista do Sul, que criou uma atmosfe- ra de suspeita e tensão entre budistas e muçulmanos. (www.super.abril.com.br/blogs/superlistas. Acesso: 8/10/2012. Adaptado.) Qual é a natureza comum entre os conflitos apre- sentados? a) São países asiáticos que combatem, por meio de suas milícias, as imposições políticas de seus governos ditatoriais. b) São países africanos democráticos que preci- sam estabelecer políticas de negociação entre os diferentes grupos radicais. c) São países asiáticos e africanos que, por meio de seus processos atuais de redemocratização política, étnica e religiosa, vivem em constantes conflitos armados. d) São países asiáticos e africanos que convivem com situações de extrema intolerância ideológi- ca provocadas por diferenças religiosas. c) A entrada de capitais através do Plano Marshall e a ampliação de mercado consumidor foram decisivos para o desenvolvimento da indústria italiana no pós-Segunda Guerra Mundial. d) A abundância em recursos naturais e a política protecionista com predomínio de empresas es- tatais foram fatores determinantes para o cres- cimento da indústria japonesa, no período de 1950 a 1990. A ECONOMIA NO MUNDO GLOBALIZADO 196 3ª. série 40. (ESPM – SP) Fruto de uma guerra civil que perdurou de 1983 até 2005 quando foi assinado um acordo de paz e determinado um plebiscito sobre o futuro político, em 2011 nascia aquele que atualmente é o mais novo país do mundo, o 193.º membro da ONU. Trata-se do (da): a) Kossovo. b) Bósnia-Herzegóvina. c) Palestina. d) Sudão do Sul. e) Eritreia. 41. (UNESP – SP) Farc desejam sucesso e glória para seleção colombiana As Farc enviaram nesta quarta-feira [11.06.2014] uma mensagem ao técnico da seleção de futebol da Colômbia, José Pekerman, e aos jogadores para dese- jar “sucesso e glória” na Copa do Mundo, que começa amanhã. As Farc, que realizam diálogos de paz com o governo colombiano para tentar acabar com o conflito armado de mais de meio século, mostraram a admiração pela seleção e disseram que estarão com ela “nas horas boas e nas ruins” até o final. Os dirigentes que assinaram a carta admitiram que as Farc têm o sonho deo futebol poder brindá-los nesta época com um momento de ale- gria e de entretenimento “que modere as consciências e ajude a encontrar a melhor maneira do caminho da re- conciliação”. (http://exame.abril.com.br. Adaptado.) Dentre os aspectos que caracterizam o conflito ci- vil na Colômbia, é correto mencionar: a) as divergências políticas e ideológicas entre Es- tado, forças guerrilheiras e grupos paramilitares e a divisão do território colombiano em zonas de domínio militar dos agentes envolvidos no conflito. b) a união política e ideológica entre Estado, forças guerrilheiras e grupos paramilitares e a divisão do território colombiano em zonas de domínio militar dos agentes envolvidos no conflito. c) as divergências políticas e ideológicas entre Es- tado, forças guerrilheiras e grupos paramilitares e a unificação do território colombiano sob o domínio militar dos grupos paramilitares. d) a união política e ideológica entre Estado, for- ças guerrilheiras e grupos paramilitares e a uni- ficação do território colombiano sob o pleno domínio militar do Estado. e) as divergências políticas e ideológicas entre Es- tado, forças guerrilheiras e grupos paramilitares e a unificação do território colombiano sob o domínio militar das forças guerrilheiras. 42. (ESPM – SP) Em relação à crise político-territorial en- tre Ucrânia e Rússia, podemos afirmar que Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional htm. (acesso: 05/08/2014). a) A Rússia é contrária à saída da Ucrânia da União Europeia. b) A porção ocidental da Ucrânia é majoritaria- mente russa e desejosa de ingressar na União Europeia. c) A Rússia pretende instalar ogivas nucleares na Crimeia e a Ucrânia é contra. d) A porção leste da Ucrânia é área de atuação de separatistas russos. e) As grandes jazidas de petróleo da parte ociden- tal da Ucrânia, onde reside a maioria da popula- ção russa, é o fator de tensão maior. 43. (FUVEST – SP) Com base nas charges e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta. 197 Geografia Livro de atividades a) Apesar da grave crise econômica que atingiu alguns países da Zona do Euro, entre os quais a Grécia, outras nações ainda pleiteiam sua en- trada nesse Bloco. b) A ajuda financeira dirigida aos países da Zona do Euro e, em especial à Grécia, visou evitar o espalhamento, pelo mundo, dos efeitos da bol- ha imobiliária grega. c) Por causa de exigências dos credores respon- sáveis pela ajuda financeira à Zona do Euro, a Grécia foi temporariamente suspensa desse Bloco. d) Com a crise econômica na Zona do Euro, houve uma sensível diminuição dos fluxos turísticos internacionais para a Europa, causando desem- prego em massa, sobretudo na Grécia. e) Graças à rápida intervenção dos países-mem- bros, a grave crise econômica que atingiu a Zona do Euro restringiu-se à Grécia, França e Reino Unido. 44. (UFJF – MG) Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. Incerteza do Brexit ameaça provocar fuga de empresas do Reino Unido 19 de fevereiro de 2019 O anúncio de que a Honda fechará sua fábrica em Swindon, no sul da Inglaterra, onde trabalham cerca de 3.500 pessoas, agravou o temor que a incerteza pro- vocada pela saída do Reino Unido da União Europeia desencadeie uma fuga de empresas no país. Além da Honda e outras gigantes do setor automotivo, a Sony anunciou a transferência de sua sede europeia para Amsterdã na Holanda, e a Airbus alertou que pode deixar o Reino Unido em caso de um Brexit não negociado com a União Europeia. Muitas empresas com base no Reino Unido têm redes de fabricação internacional, nas quais alguns componentes cruzam o Canal da Mancha em am- bas as direções antes de serem montados no produto final, motivo pelo qual mudanças nos trâmites alfande- gários resultantes da saída do país da União Europeia podem afetar suas operações. Fonte: adaptado de http://exame.abril.com.br. Acesso em 19/08/2019. Com relação à questão da fuga de multinacionais do Reino Unido face ao Brexit, a alternativa COR- RETA é: a) Com a saída do Reino Unido da União Euro- peia, o país deixa de fazer parte de um espaço regional transnacional sem barreiras aos fluxos de mercadorias, o que pode impactar tanto as importações quanto as exportações das em- presas multinacionais. b) Especialistas consideram que a fuga das multi- nacionais no Reino Unido é um fenômeno tem- porário face ao temor do Brexit, pois a estabi- lidade econômica, a moeda forte e a oferta de força de trabalho qualificada no país são fatores suficientes para manter essas empresas em seu território. c) A saída do Reino Unido da União Europeia re- duziria, mediante políticas restritivas, o fluxo de trabalhadores imigrantes que são empregados como mão de obra barata pelas multinacionais, forçando o retorno de unidades de produção para os seus países de origem. d) O principal motivo pelo qual as multinacionais sediadas no Reino Unido temem o Brexit é que a proposta apresentada pelo governo britânico foi construída sem a participação da represen- tação dessas empresas, o que desencadeou a ativação de planos de transferência para outros países. e) As pequenas e médias empresas de base na- cional no Reino Unido se preocupam com a perda de mercados com a fuga das multinacio- nais em razão do temor com o Brexit, uma vez que as atividades exercidas por essas firmas são de apoio ou complementares àquelas reali- zadas pelas empresas estrangeiras. 45. (UNESP – SP) O comércio internacional tem sido marcado por uma proliferação sem precedentes de acordos preferenciais de comércio regionais, sub-regionais, inter-regionais e, em especial, bilaterais (denominados Acordos Preferen- ciais de Comércio – APC). Atualmente, são poucos os países que ainda não fazem parte desses acordos. Com o impasse nas negociações da Rodada Doha da OMC, a alternativa das principais economias do mundo, como Estados Unidos, União Europeia e China, foi buscar a ce- lebração de APC como forma de consolidar e ter aces- so a novos mercados. O receio de boa parte dos países 198 3ª. série desenvolvidos, de economias em transição e em desen- volvimento de perderem espaço em suas exportações levou-os a aderir maciçamente aos APC. (Umberto Celli Junior e Belisa E. Eleoterio. “O Brasil, o Mercosul e os acordos preferenciais de comércio”. In: Enrique Iglesias et al. (orgs.). Os desafios da América Latina no Século XXI, 2015.) É correto afirmar que a Rodada Doha, iniciada pela Organização Mundial do Comércio em 2001, cons- titui: a) um encontro multipolar que procura orientar o modo de produção e as questões relativas à or- ganização, distribuição e consumo nos países centrais e periféricos. b) uma reunião eletiva que busca regularizar os fluxos comerciais entre blocos econômicos e o seu período de duração. c) um conjunto normativo que procura regularizar a exportação de produtos desenvolvidos pelas economias periféricas sem o pagamento de royalties. d) uma cartilha de diretrizes que busca padronizar os custos de produção e os preços finais de produtos agrícolas básicos. e) um fórum internacional que objetiva solucionar impasses em questões tarifárias, sobre paten- tes e ações protecionistas entre países desen- volvidos e em desenvolvimento. 46. (PUC-SP) Se algum acordo de comércio tinha tudo para dar certo foi aquele firmado entre México, Estados Unidos e Canadá. Sancionado em 1994, o Acordo de Livre Co- mércio da América do Norte (NAFTA) criou o que era, na época, a maior área de livre-comércio do mundo, com 376 milhões de pessoas e um PIB de quase 9 trilhões de dólares. (Joseph E. Stiglitz. Globalização: como dar certo. São Paulo. Companhia das Letras, 2007, p. 137) Tendo em vista essa informação e considerando as questões comerciais da chamada globalização, pode ser dito que: a) esse acordo comercial, mesmo considerando as desigualdades entre México e EUA, foi bem- -sucedido e trouxe novas possibilidades à na- ção mexicana,algo que no contexto da globali- zação é praticamente o único caso de sucesso. b) esse pacto abriu o país mais rico do mundo ao México e assim esses países continuaram a sua história compartilhada, agora de forma institu- cionalizada, mostrando que países pobres se beneficiam com o livre-comércio. c) na era da globalização ocorrem vários pactos comerciais – regionais ou não, que nem sempre foram (e são) bem-sucedidos, e vários são vis- tos como contrários à lógica do livre-comércio, já que privilegiam os países-membros dos acor- dos. d) acordos comerciais regionais, como o citado, fracassaram em razão da condição desigual dos membros, e por isso só se insiste, no mun- do globalizado, em acordos e uniões com mem- bros mais homogêneos, como a União Europeia. e) tal como o Nafta, o Mercosul é bem-sucedido pela associação com os EUA formando a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), pois o sucesso está em combinar países de econo- mias de pesos e formas diferentes. 47. (UFLA – MG) MERCOSUL E UE FECHAM MAIOR ACORDO ENTRE BLOCOS DO MUNDO Fonte: Publicado em junho/2019. Disponível em https://www.noticia- sagricolas.com.br/noticias/politica-economia/237991-mercosul-eue- -fecham-maior-acordo-entre-blocos-do-mundo.html#.XR0iYetKgdU. Acesso em junho/2019 . A manchete em questão é um marco histórico re- cente em termos de acordos de comércio global. As alternativas abaixo indicam componentes deste universo, EXCETO: a) Balança comercial. b) Acordos multilaterais. c) Comércio internacional. d) Desemprego estrutural. 48. (UNIVAS – MG) Sobre o NAFTA: Observe as alterna- tivas e assinale a opção de acordo com as respos- tas. 1. Objetiva a união política entre os seus membros. 2. Constitui zona de livre-comércio entre os três países da América do Norte. 3. O México é o país-membro mais desenvolvido do bloco. 4. A desigualdade social entre os países ainda é o principal problema da integração. a) Quando as alternativas 1, 2 e 3 estiverem corretas. b) Quando as alternativas 1 e 3 estiverem corretas. c) Quando as alternativas 2 e 4 estiverem corretas. d) Quando somente a alternativa 4 estiver correta. e) Quando todas as alternativas estiverem corretas. 199 Geografia Livro de atividades 49. (FGV – SP) No decorrer do século XX, para a organi- zação de projetos de criação de blocos econômi- cos, foi necessário superar rivalidades históricas. Isto ocorreu na Europa e também na América do Sul, quando o Brasil e a Argentina deixaram de lado as disputas por hegemonia e engendraram um acordo, na década de 1980, que posteriormen- te originou o Mercosul. Estes exemplos permitem afirmar que: a) a herança colonial europeia dá maior flexibili- dade aos países sul-americanos no âmbito das relações políticas e econômicas. b) quando o objetivo é reduzir ou eliminar os des- níveis econômicos, as diferenças históricas são abandonadas. c) as questões de natureza étnico-culturais po- dem ser relevantes para o estabelecimento de relações comerciais. d) no contexto da globalização, as relações entre os Estados e as economias nacionais são mo- dificadas. e) as questões geopolíticas se tornam entraves quando os países procuram estabelecer rela- ções multilaterais. 50. (UFOP – MG) A mundialização da economia capitalista gerou a segmentação do espaço econômico mundial. Esta ca- racterística geográfica se expressa no final do século XX na formação de blocos econômicos em todo o mundo. OLIVEIRA, A. A mundialização do capitalismo e a geopolítica mundial no fim do século XX. In: ROSS, J. L. Sanches (org.). Geografia do Brasil, v. 3. São Paulo: EdUSP, 1996. p. 255. Sobre a formação dos blocos econômicos, assina- le a afirmativa INCORRETA. a) A Comunidade Comum Europeia (CEE) cons- titui-se no exemplo mais avançado desse pro- cesso de formação e unificação econômica. b) A CEE, também conhecida como União Euro- peia, está gerando um dos maiores mercados mundiais. c) Os blocos econômicos têm como objetivo esta- belecer regulamentos alfandegários e protecio- nistas, limitando o livre trânsito de mercadorias entre os países-membros. d) O MERCOSUL surgiu de um acordo entre Ar- gentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e pretendeu implantar a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre seus membros. 51. (UEMG) Leia o fragmento a seguir: [Esse grupo é formado por] países emergentes de grande expressão populacional e territorial, que, por apresentarem grande crescimento econômico e recur- sos produtivos, passaram a participar com maior inten- sidade da dinâmica global [especialmente, na primeira década do século XXI]. (...). Esse grupo já demonstrou que tem força econômica capaz de impor seus interes- ses no cenário global [pois] dispõem de consideráveis recursos econômicos, humanos e naturais e têm obti- do maior protagonismo político diante de organismos internacionais, como o FMI e o Banco Mundial. [Visan- do ampliar a cooperação entre seus membros foi cria- do um banco de reservas emergenciais para socor- ro econômico entre os participantes, se necessário]. Fonte: BALDRAIS, André. Ser protagonista – geografia. São Paulo. Edições SM. 2016. p. 115. Adaptado. O trecho descreve o grupo cuja sigla é: a) SADC. b) ASEAN. c) BRICS. d) APEC. 52. (UFMG) Há expectativas quanto ao desempenho atí- pico dos países emergentes na situação de crise que a economia mundial vem enfrentando. Esse fato, por si, já se constitui em novidade, pois essa categoria de países – os emergentes – nem sequer foi contemplada quando, ao final da Guerra Fria, se propôs a substituição da divisão do mundo em países de Primeiro, Segundo e Terceiro mundos pela divisão em países Centrais, Semiperiféricos e Periféricos. As características demográficas das populações dos países denominados emergentes já foram in- terpretadas como obstáculos ao desenvolvimento de suas economias. Hoje, essas características de- mográficas são consideradas vantagens em rela- ção aos países desenvolvidos da Europa mais du- ramente atingidos pela queda do poder de compra do mercado internacional. Considerando essas informações, I. CITE dois países que, como o Brasil, compõem o grupo dos emergentes. IDENTIFIQUE o continente em que cada um deles está localizado. País 1: _______________________________________ Continente em que está localizado: 200 3ª. série País 2: _______________________________________ Continente em que está localizado: II. RESPONDA: Em que categoria de países se incluem os emergentes: Centrais, Semiperiféricos ou Periféricos? APRESENTE duas razões que justificam sua resposta. Razão 1: _____________________________________ Razão 2: _____________________________________ III. CITE uma característica demográfica de populações dos países emergentes que esteja se constituindo em vantagem para os mesmos. EXPLIQUE como se dá o impacto dessa característica sobre a economia. Característica demográfica: Impacto sobre a economia: 53. (UFMG) Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão formam uma “´tríade” que domina grande parte da produção e da distri- buição da riqueza mundial. Os países da “tríade” são os polos estruturados da economia mundial, exercendo também a hegemonia financeira global. O domínio econômico mundial dos países centrais pode ser expresso pela presença, em seus territórios, das matrizes das principais empresas transnacionais, que recebem parte significativa dos lucros obtidos por suas filiais no exterior. TERRA, Lygia, ARAÚJO, Regina, GUIMARÃES, Raul. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2010. p. 624. Considerando as informações apresentadas no texto, e utilizando outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que os países da “tríade” destacam-se no cenário econômico mundial em três setores fundamentais: a) A modernização tecnológica, a formação homogênea de países com características culturais e políticas comuns e a intensidade de trocas comerciais.201 Geografia Livro de atividades b) O comando sobre a produção industrial, a in- tensidade das trocas comerciais e o controle sobre mercados financeiros. c) A existência de dinâmicas diferenciadas nas pe- riferias agropecuárias, a presença de filiais de transnacionais em seus territórios e o comando do capital financeiro. d) O comando estatal da modernização tecnológi- ca nos espaços rurais, a reestruturação da or- ganização industrial no pós-guerra e a presença das transnacionais. 54. (UNIFENAS – MG) O Rio Rhur, afluente do Rio Reno, é um dos mais importantes da Alemanha na Europa Ocidental, sendo que seu vale é uma área caracte- rizada: a) por uma atividade agrícola desenvolvida, onde se destacam o cultivo da beterraba açucareira e da cana-de-açúcar. b) pela presença de uma densa floresta ombrófila, tropical, tipicamente latifoliada. c) pela presença de um complexo urbano-indus- trial, onde, além de um grande número de ci- dades, se desenvolvem intensas atividades in- dustriais, ligadas principalmente à siderurgia e à mecânica pesada. d) por uma alta densidade de população rural, com elevado padrão socioeconômico, que se dedica à criação extensiva de gado bovino, vol- tada para a exportação de carne. e) pela presença de campos petrolíferos, explora- dos por empresas estatais alemãs, que, além da extração, refinam e exportam para a maioria dos países da UE (União Europeia). 55. (UEMG) A REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO A vida política e social foi profunda e irreversivelmen- te alterada pela redução brutal dos tempos de desloca- mento de matéria e informação. Os governos passaram a ter condições de controle efetivo sobre os territórios ao adquirirem a capacidade de emitir ordens, instanta- neamente, para agentes administrativos em lugares dis- tantes. TERRA, Lygia, ARAÚJO, Regina, GUIMARÃES, Raul.Conexões. Estudos de geografia geral e do Brasil Ed. Moderna. p.460. ASSEMBLEIA DA ONU APROVA PROPOSTA CONTRA ESPIONAGEM Resolução, que não é obrigatória, foi iniciada por Brasil e Alemanha após dados vazados por Snowden indicarem que os dois governos eram monitorados. Ne- nhum país é obrigado a adotar, mas quase 200 apoiaram uma resolução contra espionagem aprovada nesta quar- ta-feira pela Assembleia Geral da ONU. A proposta foi introduzida por Brasil e Alemanha, depois das alegações de que os governos dos dois países eram monitorados. O texto pede aos países que revejam procedimentos e legislação relacionados a programas de vigilância e pro- tejam a privacidade dos usuários de internet e outras formas de comunicação eletrônica. Também faz um ape- lo para que sejam criados ou mantidos mecanismos de controle independentes e efetivos, capazes de assegurar transparência e prestação de contas sobre os programas que interceptam dados pessoais. http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/assembleia-da-onu-aprova- proposta-contra-espionagem. Acesso em: 30/9/2015. O avanço da tecnologia foi sem dúvida um grande passo para a humanidade, porém cobra seu preço. Com base nos dois textos, podemos concluir que o avanço tecnológico: a) Trouxe benefícios exclusivos para os países ricos, criando uma separação entre países de- senvolvidos e subdesenvolvidos. b) Gerou a necessidade aos países de criarem leis e medidas de proteção à privacidade de seus órgãos, ações e cidadãos. c) Levou as empresas a ultrapassarem os limites regionais, atingindo mercados internacionais e equilibrando a economia global. d) Gera a invasão de privacidade de pessoas e entidades, sendo prática comum de todos os governos e maioria das empresas. 56. (UFJF – MG) Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. Especialistas dizem que concentração de poder por empresas de tecnologia pode prejudicar liberdade de expressão Publicado em 12/07/2019 O relator da ONU sobre liberdade de expressão, David Kaye, e organismos regionais de direitos humanos ex- pressaram preocupação nesta semana com as contí- nuas ameaças à diversidade e à independência da mí- dia. Especialistas alertaram ainda para a concentração de poder nas mãos de empresas de redes sociais — o que pode levar a um domínio do setor privado sobre os ambientes para a liberdade de expressão. Em pronun- ciamento, as autoridades no tema ressaltam que os mo- delos de negócio de algumas empresas de tecnologia di- gital — dependentes de publicidade — criam ambientes que também podem ser usados para a disseminação vi- ral de discursos de ódio e informações falsas. Para Kaye 202 3ª. série SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2013. p. 9. Adaptado. e representantes de organismos europeus, americanos e africanos, é necessário criar medidas regulatórias capa- zes de lidar com esse cenário. Fonte: Nações Unidas Brasil. Disponível em: https://nacoesunidas.org/ especialistas-dizem-que-concentracao-de-poder-por-empresas-detec- nologia-pode-prejudicar-liberdade-de-expressao/, acessado em 17/07/2019. A partir da reportagem acima, marque a alternativa CORRETA: a) Na atual fase do capitalismo, o progresso tec- nológico garante à população mundial o aces- so irrestrito à informação de base confiável. b) Os direitos humanos não deveriam ser um tema debatido pela Organização das Nações Unidas, pois estes são assegurados às popu- lações no interior de cada país-membro da or- ganização. c) Os discursos de ódio e as informações falsas difundidos por algumas empresas de tecnolo- gia digital não devem ser temas de preocupa- ção para a Organização das Nações Unidas. d) Em função dos avanços tecnológicos dos se- tores de informática e comunicação, as infor- mações falsas não influenciam a opinião das pessoas sobre determinado tema. e) A liberdade de expressão é fundamental para o estabelecimento da dignidade, do diálogo, da democracia e do respeito às diferenças de gê- nero, etnia e crença. 57. (PUC-SP) Quatro grandes desafios da ‘regionalização’ [MER- COSUL, p. ex.]: 1. Limitar a erosão a que está sendo submetido o Estado, mediante a recuperação da capaci- dade de regulação; 2. Recuperar o papel da acumulação capitalista nacional (privada e estatal), em relação à acu- mulação mundializada (corporações transnacionais) [...] para o desenvolvimento nacional; 3. Fortalecer o papel do setor privado nacional, com o propósito de que este se converta no ator modernizador, dinâmico e transfor- mador [...]; 4. Reverter as condições estruturais de sub- desenvolvimento e enfrentar as tendências objetivas ne- gativas da globalização. (Raúl BERNAL-MEZA. America del Sur en el sistema mundial hacia el siglo XXI [América do Sul no sistema mundial, no século XXI]. In: LIMA, Marcos Costa (org.). O lugar da América do Sul na nova ordem mundial. São Paulo: Cortez Editora, 2001. p. 35) Tendo como referência o texto e a relação do pro- cesso de integração regional com o processo de globalização, pode ser dito que a) não existe incompatibilidade entre os dois pro- cessos, e que, embora haja por vezes alguma contradição, os dois processos são, na essên- cia, complementares. b) o caminho para a superação do subdesenvolvi- mento é o da associação de capitais nacionais com capitais de escala global, no âmbito dos mercados regionais integrados. c) a globalização enfraquece os Estados nacio- nais e submete os capitais nacionais a regimes competitivos difíceis, o que pode ser combatido com mercados regionais regulamentados. d) a regulamentação imposta pela globalização tem sido positiva para os Estados nacionais, pois es- tes estavam se enfraquecendo como gestores econômicos e como referências políticas. e) a regionalização é uma ação antiglobalização, que termina sendo uma ação antiacumulação do capital, a favor da presença dominante do Estado no processo produtivo. 58. (UEMG) Analise a imagem a seguir: O objetivo da elaboração dessa representação car- tográfica é mostrar a) o quantitativo de habitantes residentes em cada uma das regiões do IBGE. b) a superioridade econômica dos estadosque compõem o Centro-Sul brasileiro. c) a desigualdade de gênero existente nas diver- sas Unidades da Federação do país. d) a expressividade produtiva das propriedades agroexportadoras nas macrorregiões geoeco- nômicas. 203 Geografia Livro de atividades Patrick Chappatte, «10 anos depois da entrada da China na OMC», Ge- nebra, Le Temps, 4 dezembro de 2011. A partir do texto e da charge, responda aos itens a seguir. A – Indique duas medidas que possibilitaram a abertura da economia chinesa, a partir do final dos anos 1970. B – Caracterize a China como potência econômi- ca, a partir da charge. C – Analise a ofensiva econômica que a China realiza na Ásia Central e, principalmente, na África, no século XXI. 60. (UFLA – MG) Ao longo da História da Humanidade, muitas foram as tentativas de classificação econômi- ca, com base em diversos critérios de entendimento das diferenças entre os países. A esse processo deu- -se o nome de regionalização. A mais recente é da era da globalização em que os países foram divididos em países centrais, países emergentes e países peri- féricos. Analise as proposições a seguir: I. A característica principal dos países desse grupo é a industrialização tardia. Exportam mercadorias pro- duzidas com baixo nível tecnológico e possuem um razoável mercado de consumo interno. Apresentam elevadas taxas de crescimento econômico. II. Os países desse grupo apresentaram elevado cres- cimento do PIB a partir dos anos 80. Isto se deve ao modelo de plataforma de exportação (atraíram multi- nacionais) associado à mão de obra barata, mas qua- lificada devido ao investimento em educação. III. Os países desse grupo, apesar de elevada renda per capita, indicadores sociais positivos e poucas desigualdades sociais internas vêm apresentando problemas como elevação do desemprego e am- pliação das ondas migratórias. 59. (FGV – SP) Em 40 anos, a China passou do subde- senvolvimento mais trágico à posição de segunda potência mundial. Desde o início da década de 1980, ela mantém taxas muito elevadas de cresci- mento econômico graças, principalmente, ao setor industrial. A China ingressou na Organização Mun- dial do Comércio, em 2001, e exerce, hoje, forte influência sobre a economia mundial. 204 3ª. série Assinale a alternativa que apresenta a classifica- ção CORRETA dos grupos de países associados às proposições: a) I – periféricos; II – centrais; III – centrais b) I – centrais; II – periféricos; III – emergentes c) I – emergentes; II – emergentes; III – centrais d) I – centrais; II – emergentes; III – periféricos 61. (FUVEST – SP) China contra-ataca tarifas americanas com uma das armas que mais irritam Trump O Banco Central da China, no dia 5 de agosto de 2019, permitiu que o yuan, moeda oficial do país, ultra- passasse pela primeira vez uma barreira de onze anos na relação com o dólar americano. A cotação do yuan ficou acima de 7 para 1, num claro contra-ataque de Pequim às novas tarifas anunciadas pelo presidente Trump sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses. O mercado teme que a medida provoque ainda mais a ira do presidente Trump, que acusa Pequim de desvalorizar artificialmente sua moeda para impulsionar as exportações. “Devido ao unilateralismo, ao _______(I)_____ comer- cial e às tarifas impostas à China, o yuan se depreciou em relação ao dólar americano, quebrando a barreira dos 7 para 1”, diz nota do Banco Central chinês. Disponível em https://www.gazetadopovo.com.br/ Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/internacional/. Adaptado. Considerando o excerto e o gráfico, responda: a) A palavra omitida no texto é um conceito que caracteriza a posição dos EUA ao tarifar os pro- dutos chineses. Qual é esse conceito? b) Utilizando elementos do gráfico, caracterize a relação comercial entre os EUA e a China. c) Explique como a desvalorização cambial do Yuan influencia a balança comercial entre esses países. 62. (IFSP) Leia o texto do historiador Mike Davis, para responder à questão. UM DIA CHUVOSO EM TIJUANA Em janeiro de 2005, Juana Tapia perdeu suas duas filhas para uma enchente repentina que atingiu Tijuana, uma cidade mexicana localizada na fronteira com os EUA. Os Tapia são catadores de papel na cidade. Tem- pestades de inverno são temidas em Tijuana porque grande parte dos habitantes mora em casas precárias erguidas nas encostas de morros erodidos. A cidade sustenta-se como plataforma manufatu- reira das gigantes maquiladoras, que estão localizadas em parques industriais modernos e bem planejados, in- distinguíveis de seus equivalentes ao norte da fronteira, com amplas ruas pavimentadas e um bom sistema de drenagem pluvial. Os bairros operários de Tijuana, por outro lado, terão de esperar décadas por uma urbani- zação decente. Embora paguem impostos municipais irrisórios, as maquiladoras consomem a maior parte do orçamento da cidade. Em outras palavras, a classe tra- balhadora de Tijuana subsidia as opulentas empresas no México. A verdadeira história do “desastre global” tem pouco a ver com falhas geológicas ou tempestades cataclísmi- cas. Ele se refere às condições sociais em que os pobres hoje residem. Há cerca de 1 bilhão de favelados no mun- do, um número que duplicará até 2020. É a crise habita- cional global, não as placas tectônicas ou o El Niño, que determina a sentença de morte dos miseráveis. (DAVIS, Mike. Apologia dos bárbaros. São Paulo: Boitempo, 2008, pp. 209-11. Adaptado) A respeito das chamadas plataformas industriais maquiladoras foram feitas as afirmativas a seguir. Verifique a sua validade. 205 Geografia Livro de atividades I. São zonas industriais situadas principalmente no nor- te do México, formadas principalmente por fábricas, comércios e serviços de capital nacional mexicano. II. As maquiladoras importam máquinas e matérias- -primas livres de impostos e fabricam peças ou produtos com baixos custos, os quais serão ex- portados para as indústrias norte-americanas, sob a bandeira do NAFTA. III. As fábricas dessa zona especial pagam salários elevados, o que tem gerado um grande desenvol- vimento social em Tijuana, atraindo migrações de todo o México e até mesmo dos EUA. São afirmativas válidas: a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III apenas. e) II, apenas. 63. (PUC Minas – MG) Com o avanço do processo de glo- balização, a industrialização estendeu-se a vários países e regiões do mundo, levando à superação do modelo clássico da Divisão Internacional do Trabalho, em que cabiam aos países ricos a produ- ção e a exportação de manufaturados e aos países pobres a produção e a exportação de matérias-pri- mas. No modelo atual, há uma tendência clara de deslocamento de alguns tipos de indústrias para países periféricos, atendendo a interesses econô- micos e estratégicos das grandes corporações. São exemplos de indústrias que, no processo de desconcentração industrial, privilegiaram sua lo- calização em alguns países periféricos da Ásia e América Latina, EXCETO: a) indústrias de base, como as siderúrgicas, me- talúrgicas ou petroquímicas, pelas vantagens locacionais oferecidas próximo às áreas produ- toras das matérias-primas. b) indústrias de bens de consumo não duráveis ou semiduráveis, como as indústrias de alimentos, bebida ou de vestuário, em virtude da elevada disponibilidade de mão de obra barata e da pro- ximidade dos mercados consumidores. c) indústrias de alta tecnologia, vinculadas a setores como a informática, telecomunicação por satélites e produtos aeroespaciais, que exigem mão de obra altamente qualificada e vinculação estreita com grandes centros de pesquisa e universidades. d) indústrias de bens de consumo duráveis como móveis, eletrodomésticos e automóveis, que, apesar de destinarem-se a um mercado consu- midor mais amplo, favoreceram-se de benefí- cios fiscais e de parcerias locais. 64. (MACKENZIE – SP) É preciso perceber três espécies de globalização,se quisermos escapar à crença de que este mundo, assim como nos é apresentado, é a única opção verdadeira: há o mundo tal como nos fazem vê-lo, com a globalização como fábula; o segundo é o mundo como ele é, com a globalização como perversidade; e o terceiro, o do mun- do como ele pode ser, o da outra globalização. Milton Santos, Por uma outra globalização De acordo com as ideias contidas no texto e os estudos de Globalização na Geografia, é correto afirmar que: a) as novas tecnologias de informação têm permi- tido maior acesso das pessoas aos conteúdos de jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Assim, a Globalização deixa de ser uma fábula, pois esses diferentes meios de informação re- tratam a realidade tal como ela é. b) a ampliação do crédito e as maiores facilidades de pagamentos proporcionaram um aumento no poder de compra de muitas pessoas. Assim, ricos e pobres se aproximaram muito em rela- ção ao poder aquisitivo. c) a livre circulação de pessoas entre diferentes países é uma realidade para todos. O fim do controle de fronteiras favorece as migrações internacionais sem maiores problemas de rejei- ção ou hostilidades aos imigrantes, principal- mente entre os países mais ricos. d) o aumento das desigualdades sociais é uma “perversidade” da Globalização. O uso das novas tecnologias de informação para organi- zação política mais justa é uma possibilidade oposta a esse processo. e) após o fim da Guerra Fria, o mundo tornou-se mais globalizado. As novas tecnologias de infor- mação e o crédito tornaram isso mais evidente. Assim, o uso dos termos Primeiro, Segundo e Terceiro mundos está mais apropriado aos nos- sos dias do que antes. 65. (UNESP – SP) O processo de mundialização do sis- tema capitalista sempre esteve apoiado na difusão de políticas econômicas e na constituição de de- terminadas lógicas geopolíticas e geoeconômicas de organização do espaço mundial. Constituem-se em política econômica e em lógica capitalista de ordenamento do espaço mundial no período atual: a) o keynesianismo e o colonialismo. b) o desenvolvimentismo e o neocolonialismo. 206 3ª. série c) o neoliberalismo e a globalização. d) o mercantilismo e a descolonização. e) o liberalismo e o imperialismo. 66. (FGV – SP) A partir da década de 1970, a informática e a eletrônica “diminuíram” o tempo e a distância e, graças à eficiência das novas tecnologias, torna- ram possível a flexibilização da produção. Sobre o modelo de produção flexível, assinale a afirmação correta. a) A participação dos funcionários nas decisões pos- sibilita a uniformização do processo produtivo. b) A eliminação de estoques permite a redução dos custos e o aumento da produtividade. c) A renovação da linha de montagem exige a con- tratação de numerosa mão de obra. d) A adoção das novas tecnologias mantém a pro- dução massificada e uniforme. e) A valorização do trabalho individual garante o controle de qualidade. 67. (UNICAMP – SP) Faz cerca de vinte anos que “globalização” se tornou uma palavra-chave para a organização de nossos pen- samentos no que respeita ao funcionamento do mundo. A palavra “globalização” entrou recentemente em nos- sos discursos e, mesmo entre muitos “progressistas” e “esquerdistas” do mundo capitalista avançado, palavras mais carregadas politicamente passaram a ter um papel secundário diante de “globalização”. A globalização pode ser vista como um processo, uma condição ou um tipo específico de projeto político. (Adaptado de David Harvey, Espaços de Esperança. São Paulo: Edições Loyola, 2006. p. 79.) a) Identifique uma característica política e uma cultural do processo de globalização. b) Quais as principais críticas econômicas dos movimentos antiglobalização? 68. (FUVEST – SP) É de grande relevância aqui o fato de que uma gran- de proporção do trânsito de internet do mundo passa pelos Estados Unidos (...). Isso significa que a NSA (a agência de segurança nacional dos EUA) poderia aces- sar uma quantidade alarmante de ligações telefônicas simplesmente escolhendo as instalações certas. O que é ainda mais inacreditável: essas instalações não passam de alguns prédios, conhecidos como “hotéis de teleco- municação”, que hospedam os principais centros de co- nexão de internet e telefonia do planeta todo. Stephen Graham, Cidades Sitiadas: o novo urbanismo militar, 2016. Adaptado. A respeito da configuração espacial e geopolítica retratada no excerto e no mapa, é possível afirmar que a) essa é a razão do grande déficit econômico dos Estados Unidos atualmente, uma vez que a maior parte dos negócios e transações é feita pela internet. b) essa situação explica o fato de que os Estados Unidos tenham, atualmente, a maior dívida pú- blica do planeta, já que os custos com o trata- mento de dados são muito altos. c) em um mundo cada vez mais dependente dos fluxos imateriais de informação, a presença de objetos técnicos fixos torna‐se irrelevante para a posição geopolítica dos Estados Unidos. d) o mapa representa, por meio do “trânsito de in- ternet” e do fluxo de “ligações telefônicas”, uma globalização que integrou completamente tanto os norte‐americanos quanto as populações da África. e) a presença de fixos, como algumas instalações de armazenagem e conexão, influencia a orien- tação de fluxos e dá aos EUA uma posição de destaque no contexto geopolítico. 207 Geografia Livro de atividades 69. (FUVEST – SP) O local e o global determinam-se reciprocamente, umas vezes de modo congruente e consequente, outras de modo desigual e desencontrado. Mesclam-se e tensionam-se singularidades, particularidades e universalidades. Conforme Anthony Giddens, “A globalização pode assim ser definida como a intensificação das relações sociais em escala mun- dial, que ligam localidades distantes de tal maneira que acontecimentos locais são modelados por eventos ocorrendo a muitas milhas de distância e vice-versa. Este é um processo dialético porque tais acontecimentos locais podem se deslocar numa direção inversa às relações muito distanciadas que os modelam. A transformação local é, assim, uma parte da globalização”. Octávio Ianni, Estudos Avançados. USP. São Paulo, 1994. Adaptado. Neste texto, escrito no final do século XX, o autor refere-se a um processo que persiste no século atual. A partir desse texto, pode-se inferir que esse processo leva à a) padronização da vida cotidiana. b) melhor distribuição de renda no planeta. c) intensificação do convívio e das relações afetivas presenciais. d) maior troca de saberes entre gerações. e) retração do ambientalismo como reação à sociedade de consumo. 70. (FGV – SP) As relações internacionais, no período que vai do lançamento das bombas atômicas no Japão à queda do muro de Berlim, pareciam simples. A ordem mundial era marcada pelo confronto entre as duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra. Após a queda do muro de Berlim e a desestruturação da União Soviética, o mundo está mais complexo e imprevisível. O surgimento de poderosas redes organizadas por novos atores deu origem a um planeta cultural, mode- lado segundo os valores ocidentais, que parece sem fronteiras. Com base no texto e no mapa, A – explique como a universalização dos fluxos comerciais e financeiros hierarquiza o espaço mundial; 208 3ª. série B – avalie a posição dos BRICS na ordem mundial multipolar; C – analise a afirmação segundo a qual vivemos em “um planeta cultural, modelado segundo os valores ocidentais, que parece sem fronteiras”. 71. (UEMG) Analise atentamente o gráfico abaixo e observe o processo que se desencadeou nas últimas décadas do século XX, e que foi decisivo para consolidar a presente fase do Capitalismo e da Divisão Internacional do Trabalho, chamada Globalização. BOLIGIAN, Levon e MARTINEZ, Garcia. Geografia – Espaço e Vivência. São Paulo: Ed. Saraiva, v.9 , p.19 Considerando as informações obtidas so- mente na leitura do gráfico, pode-se con- cluir CORRETAMENTEque a) a Globalização traz oculta a lógica da acumulação capitalista, baseada na crescente concentração de riquezas nas mãos da maioria dos países. b) a migração financeira dos bancos, bolsas de valores e dos grandes conglomerados mundiais fazem com que Estados sejam controlados pelo capital. c) os blocos econômicos são de importân- cia expressiva para o Fundo Monetário Internacional, em função da igualdade econômica existente entre os países membros. d) as transnacionais são empresas que conduzem suas estratégias de produção e funcionamento, limitando-se às suas próprias fronteiras. 72. (FDF – SP) Em 2009, tornou-se um desafio prioritário para a segurança a cyberguerra nacional dos EUA. As revelações de Edward Snowden e as reticências americanas em direção à regulamentação internacional do comportamento dos países no cyberespaço confirmaram que não se trata de uma orientação somente defensiva [dos EUA]. (Joseph Fitsanakis. A doutrina americana de cybersegurança In: Diplomatie [Revista Diplomacia]. Paris: Areori Group, outubro-novembro 2014. p. 26) 209 Geografia Livro de atividades Há um novo espaço onde as relações geopolíticas mundiais se manifestam. Chama-se cyberespaço. A esse respeito e tendo em vista as relações geopolíticas, é possível afirmar que: a) os TICs (tecnologias de informação e comunicação) se constituem no cyberespaço, espaço esse de abrangência limitada, envolvendo conflitos e espionagem nos países ricos. b) o que se define como cyberguerra são as ações de espionagem que ocorrem no cyberespaço entre a Rússia e os EUA, revivendo de certa forma a Guerra Fria. c) o cyberespaço abrange a escala mundial, mas não o conjunto das relações humanas, ficando restrito às relações políticas oficiais, e às de espionagem, que são clandestinas. d) o cyberespaço resulta dos avanços das TICs e é um espaço de relações mundiais e, mais que expressar conflitos geopolíticos, ele mesmo é razão de uma disputa conflituosa. e) países como o Brasil, cujos investimentos em TICs são frágeis e não permitem nossa inclusão do cyberes- paço, aos menos ficam livres de serem vítimas de espionagem. 73. (PUC-SP) Leia: ... a tecnologia com base em avançada teoria e pesquisa científica dominou o boom econômico da segunda metade do século XX, e não mais apenas no mundo desenvolvido. Sem a última palavra em genética, a Índia e a Indonésia não poderiam ter produzido alimentos suficientes para suas populações em explosão, e no fim do século a biotecnologia se tornara um elemento importante tanto na agricultura quanto na medicina. (Eric Hobsbawm. A Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 507) Em termos de reestruturação dos espaços, em suas diversas escalas, é correto afirmar que novos conheci- mentos vindos das pesquisas científicas produziram: a) uma diminuição expressiva das relações sociais no interior de um país, e mesmo entre as populações de países diferentes, em razão da multiplicação dos meios tecnológicos virtuais, que dispensam as viagens e os contatos. b) a ampliação significativa dos fluxos comerciais, como a diminuição do impacto das distâncias, em razão das novas tecnologias de transportes que alteraram as velocidades e a capacidade de carga. c) redução da extensão das áreas agricultáveis, na medida em que os aportes científicos na agricultura au- mentaram de tal modo a produtividade, que novos desmatamentos tornaram-se desnecessários. d) uma fragilização ainda maior das fontes de recursos naturais visto que as novas tecnologias automatiza- das da produção de bens materiais ampliaram a produção predadora e os impactos ambientais, como a poluição, por exemplo. e) uma eficiência muito maior na prospecção e exploração de fontes de energia fósseis, por meio das tec- nologias informatizadas, de modo a garantir para o planeta uma autossuficiência inédita nesse tipo de energia. 74. (FGV – SP) Serviços de atendimento ao consumidor, call centers e serviços de transcrição médica foram só o começo. A pos- sibilidade de terceirizar serviços graças às TICs (tecnologias de informação e comunicação) aumentou a cada dia a ca- pacidade de administrar os equipamentos físicos e as redes de computadores de empresas e de manter e desenvolver programas de negócios; [...] o que começou como arbitragem de salários ou simples corte de custos mandando para o exterior alguns empregos menores se tornou um enorme sistema projetado para transformar uma empresa em uma eficiente operação global. Nayan Chanda. Sem Fronteira. Rio de Janeiro: Record, 2011. p. 409. Sobre as novas condições geográficas da economia global propiciadas pelas TICs, é correto afirmar: a) A terceirização baseada nas TICs se restringe às áreas mais deprimidas economicamente dos países desenvolvidos, pois, nos países pobres, não há estrutura para isso. b) O fenômeno do deslocamento desses serviços remotos, com base nas TICs, está restrito aos países do Hemisfério Norte, pois são incomuns em países como o Brasil. 210 3ª. série c) O deslocamento geográfico dos serviços remotos busca, antes de salários menores, produzir o desenvol- vimento em regiões mais pobres, o que é um efeito desse sistema global. d) Call centers podem se localizar em áreas distantes dos usuários, por vezes noutro Hemisfério, o que mos- tra como as TICs participam de uma nova geografia do mundo. e) As TICs são acessíveis apenas às grandes corporações transnacionais e suas potencialidades são em- pregadas. 75. (MACKENZIE – SP) O mapa a seguir apresenta o mais antigo tecnopolo do mundo. A respeito do surgimento das cidades tecnopolos, é INCORRETO afirmar que: a) são regiões que concentram indústrias de alta tecnologia, centros de pesquisas e inovações tecnológicas abrigando grandes universidades capazes de garantir a formação de novos pesquisadores. b) o Vale do Silício localiza-se na Costa Oeste dos Estados Unidos no Estado da Califórnia. A concentração industrial estrutura-se em torno da Baía de São Francisco onde foram instaladas centenas de empresas dedicadas à produção de computadores e softwares de alta tecnologia. c) a cidade de Boston, na Costa Leste dos Estados Unidos, também representa um importante tecnopolo do país. Nessa região além da indústria bélica encontram-se diversas companhias que produzem tecnologia de ponta. d) no Japão, a ilha de Hokkaido abriga os dois maiores tecnopolos do país, Sapporo e Kushiro, especializa- dos em alta tecnologia informacional. e) na Índia, Bangalore representa um tecnopolo especializado em alta tecnologia e telecomunicações e é classificada como uma das dez cidades mais empreendedoras do mundo. 211 Geografia Livro de atividades GEOGRAFIA AMBIENTAL Disponível em <http://amanari.org.br>. Acesso em 11 abr. 2013. A ilustração apresenta o quantitativo médio de água utilizado como insumo para obtenção de vários produ- tos. Relacionando o conceito de “água virtual” com a atual Divisão Internacional do Trabalho, é INCORRETO afirmar que há um(a): a) apropriação indireta dos recursos hídricos pelos países centrais à medida que se demanda dos países periféricos a exportação de bens estratégicos. b) transferência de setores produtivos dispendiosos de água como forma de aliviar o estresse hídrico de áreas de alta densidade informacional. c) ascensão do valor das commodities nas principais bolsas de valores devido à relação entre gasto hídrico e preço de custo. d) ameaça social na configuração econômica contemporânea, caso ocorra a desvinculação da água en- quanto direito humano. e) ampliação da escassez hídrica na subperiferia mundial pela necessidade de revenda de produtos do setor primário. 77. (UEMG) AQUECIMENTO GLOBAL É o fenômeno responsável pelo aumento na temperatura da atmosfera terrestre e dos oceanos, nas últimas décadas. Os poluentes do ar se acumulam na atmosfera, formando uma capa cada vez mais grossa, que ‘segura’ o calor do sol, causando o aquecimento do planeta. Assinale a alternativa queNÃO APRESENTA uma consequência do aquecimento global: a) derretimento das geleiras, nos extremos da Terra. b) desflorestamento e queimadas das áreas de matas. c) secas severas, que causam maior escassez de água. d) aumento do nível do mar, causando inundações costeiras. 76. (CEFET – MG) A questão refere-se à imagem abaixo: 212 3ª. série 78. (UFU – MG) O crescimento econômico mundial pós- -Segunda Guerra foi propiciado, especialmente, pelo crescimento da atividade industrial que trou- xe, além do desenvolvimento, vários problemas ambientais, que comprometeram a qualidade de vida da população. Vários movimentos sociais re- uniram pessoas com preocupações com o futuro do planeta diante do modelo econômico vigente e, para discutir esses problemas, grandes conferên- cias internacionais foram organizadas. Analise as afirmativas abaixo sobre as conferên- cias internacionais. I. A Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo (1972), na Suécia, alertou sobre como as ações humanas estavam causan- do a degradação da natureza e criando graves riscos para o bem-estar e para a sobrevivência da humanidade. Dentre os resultados, foi elaborada uma Declaração de Princípios de Comportamento e Responsabilidade sobre o Meio Ambiente e um Plano de Ação, que convocava apenas os países subdesenvolvidos a propor soluções sobre os vá- rios problemas ambientais. II. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992), que ficou co- nhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92, realiza- da no Rio de Janeiro, teve, entre vários objetivos, examinar a situação ambiental desde 1972 e suas relações com o estilo de desenvolvimento econô- mico vigente. Esse evento organizado pela ONU rendeu uma série de tratados e acordos de grande importância, dentre eles, a Convenção do Clima e a Convenção da Biodiversidade. III. Em 2002, a ONU organizou mais um evento, ten- tando estabelecer ações globais de melhoria da qualidade de vida. O evento ficou conhecido como Rio+10, a Cúpula do Desenvolvimento Sustenta- do, que se realizou em Joanesburgo, África do Sul. Nesse evento, houve poucas deliberações, devido ao cenário de incertezas econômicas mundiais. IV. A Agenda 21 é um programa de ação, que obje- tiva promover, em escala planetária, um novo pa- drão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência eco- nômica. Trata-se de um documento consensual resultante de uma série de encontros promovidos pela Organização das Nações Unidas, com o tema “Meio Ambiente e suas Relações com o Desenvol- vimento”, assinado durante a Conferência de Esto- colmo. (www.fabianocartunista.com. Adaptado.) Assinale a alternativa que contém afirmações IN- CORRETAS. a) Apenas II e III. b) Apenas I, II e IV. c) Apenas I e IV. d) Apenas I, III e IV. 79. (UNESP – SP) Observe a charge. Cite quatro problemas ambientais gerados pela forma urbana de viver representada na charge. 213 Geografia Livro de atividades 80. (IFTM – MG) Fonte: http://karlacunha.com.br/tag/charges/, acesso em 20/11/2012. A CARTA DA TERRA Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve esco- lher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que o meio de uma diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na jus- tiça econômica e numa cultura de paz. Para chegar a esse propósito, é imperativo que, nós, os povos da terra, declaremos nossa responsabilidade uns para os outros, com grande comunidade da vida, e com as futuras ge- rações. (...) Preâmbulo da Carta da Terra. Em: www.eartcharter.org. Diante das questões ambientais e do desenvolvi- mento sustentável que permeiam as discussões da sociedade atual, assinale a opção correta: a) O conceito de desenvolvimento sustentável co- meçou a ser elaborado no início do século XVI, antes mesmo da Primeira Revolução Industrial. b) Em 1972, em Estocolmo, na Suécia, represen- tantes de 113 países reuniram-se para debater questões relativas ao meio ambiente. Este en- contro é considerado como a primeira mobiliza- ção em torno desse tema. c) Em 1992, o Rio de Janeiro abrigou a Conferên- cia das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92). Nesse encontro foi assinado o Protocolo de Kyoto por todos os pa- íses que participaram do evento. d) Em 2002, foi a vez do Egito abrigar a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentá- vel; nesse encontro foram discutidas somente questões relacionadas ao meio ambiente. Esse encontro recebeu a denominação de Rio+10, pois aconteceu 10 anos após a conferência do Rio-92. e) Em 2012, o Brasil foi o palco do encontro da maior conferência da ONU sobre desenvolvi- mento sustentável. Foram discutidas nessa ocasião a Agenda 21 e economia verde. Infe- lizmente, devido à crise econômica, países da União Europeia não participaram do evento. 81. (ESPM – SP) Em 1957 era assinado o importante Tratado de Roma que revolucionaria a economia regional eu- ropeia. Esse tratado: a) Criou a AELC, Associação Europeia de Livre Comércio para se contrapor ao MCE. b) Criou a União Europeia, que extinguiu todas as tarifas alfandegárias dos países do continente e que trouxe pela primeira vez na história a existên- cia de uma moeda única para diversos países. c) Criou o Benelux, movimento embrionário da União Europeia, composto inicialmente por Bél- gica, Holanda e Luxemburgo, mais tarde con- templado por outros países. d) Criou a Comunidade Econômica Europeia, composta inicialmente por seis países, mas dei- xando de fora a Grã-Bretanha, que se opusera ao bloco. e) Criou o Mercado Comum Europeu, composto pelas doze maiores economias europeias no contexto de regionalização que varria o mundo do pós-guerra. 82. (UFJF – MG) Leia o fragmento de texto abaixo. Com o aprofundamento da concorrência intercapitalista tem havido uma maior concentração e centralização do ca- pital, seja nos setores produtivos, seja no setor bancário e fi- nanceiro, o que concede maior importância para o papel das grandes corporações transacionais. Na realidade, confor- mam-se oligopólios mundiais, responsáveis pela dominação dos principais mercados, como é o caso no setor de com- putadores com apenas 10 empresas controlando 70% da produção, ou de 10 empresas que respondem por 82% da produção de automóveis, ou de 8 empresas que dominam 90% do processamento de dados, ou de 8 empresas que dominam 71% do setor petroquímico ou ainda de 7 empre- sas que respondem por 92% do setor de material de saúde. (CHESNAIS apud POCHMANN, Márcio. Economia global e a nova Divisão Internacional do Trabalho. Disponível em: < http://decon.edu.uy/ network/>. Acesso em: 16 nov. 2007.) 214 3ª. série a) Cite duas vantagens para as grandes corporações transnacionais formarem oligopólios. b) Cite e explique um efeito da ação dos oligopólios na economia dos países menos desenvolvidos. 83. (UEMG) Leia atentamente o texto a seguir: UMA POTÊNCIA REBELDE O Ocidente passou as últimas décadas esperando que o crescimento econômico mudasse a política chinesa – mas é a China que mudará a política mundial. Para o mundo inteiro, e especialmente para o Brasil, a ascensão da China como potên- cia econômica tem sido uma bênção. Até pouco mais de uma década atrás, a economia mundial dependia dos humores do consumidor americano para crescer – e afundava junto com ele, quando as coisas não iam bem nos Estados Unidos. Hoje, o cenário mudou, e para melhor. Após três décadas de crescimento espetacular, a China ganhou musculatura suficiente para sustentar o resto do mundo, enquanto osEstados Unidos vivem a maior recessão desde o pós-guerra. A economia chinesa cresceu 10,7% no último trimestre de 2009, mantendo a demanda por matérias-primas que tanto ajuda a impulsionar a economia brasileira. A resistência chinesa à crise financeira mundial tornou ainda mais popular a tese de que o país caminha para a supremacia econômica nas próximas décadas. A previsão é que a China ultrapassará os Estados Unidos no posto de maior produto interno bruto do planeta em 2027, mais de 20 anos antes do previsto no primeiro relatório que criou o termo BRIC para descrever a força dos maiores países emergentes (...). http://portalexame.abril.com.br – Acesso em 03/03/2010 (Texto adaptado) De acordo com o texto, assinale verdadeira (V) ou falsa (F) para as afirmativas abaixo. Depois, marque a alternativa solicitada. I. ( ) a China apresenta potencial produtivo para assegurar a economia mundial no futuro. II. ( ) o sistema capitalista da China se apresenta como fator preocupante para o mundo. III. ( ) os EUA estão caminhando para a perda da hegemonia global. IV. ( ) os parceiros comerciais emergentes da China são Índia, Brasil e Rússia. Estão CORRETAS as afirmativas dos itens a) I b) I, III e IV c) I e II d) I e IV 84. (FGV – SP) O país conseguiu tirar proveito da globalização, tornando-se fabricante mundial e expandindo drasticamente sua economia. Entretanto, com o crescimento de sua riqueza, a nova classe média agora pede ar e água limpos na medida em que seus desejos materiais prenunciam problemas para o meio ambiente, um impulso contraditório que os dirigentes têm dificuldade de acomodar. (CEO Exame, abril de 2012. Adaptado) O texto faz referência: a) à Rússia. b) à África do Sul. c) ao México. d) à China. e) ao Japão. 215 Geografia Livro de atividades 85. (ESPM – SP) Observe a tabela: Sede das maiores transnacionais do globo PAÍSES QUANTIDADE DE EMPRESAS PAÍSES QUANTIDADE DE EMPRESAS Estados Unidos 61 Itália 6 Japão 15 Brasil 6 Reino Unido 14 Federação Russa 6 França 14 Holanda 5 China 13 Espanha 5 Alemanha 11 Hong Kong 4 Suíça 10 Coreia do Sul 3 Austrália 7 Índia 3 Canadá 6 Suécia 2 Fonte: FORBES. The world’s biggest public companies. Disponível em: <http://www.forbes.com/global2000/list>. Acesso em: 19 fev. 2014. Analisando os dados, é correto afirmar que: a) Os BRICS estão representados na plenitude. b) O G7 está representado na plenitude. c) Os BRICS não estão representados. d) O IBAS não está representado. e) Todos os países representados pertencem à OCDE. 86. (UNESP – SP) O Sistema Nacional de Unidades de Conservação estimulou a criação de áreas de proteção am- biental integral com o controle unilateral do Estado sobre o seu território e os seus recursos. A implantação do referido sistema foi criticada a) pelas populações urbanas, por interromper o crescimento natural da mancha urbana em regiões periféri- cas. b) pelos governos locais, por minar a autonomia municipal no parcelamento do solo para a utilização em políticas de habitação. c) pelas populações tradicionais, que defendiam uma maior participação no processo de demarcação das unidades de conservação. d) por organizações ambientalistas internacionais, que se opunham às grandes dimensões das áreas ado- tadas pelo Estado. e) pelo capital especulativo, por desvalorizar as áreas do entorno que seriam vendidas no mercado imobili- ário. 87. (UNESP – SP) Alguns especialistas argumentam que deveria haver rótulos climáticos na comida, da mesma forma que há infor- mações sobre nutrição. Em teoria, os rótulos poderiam ajudar os consumidores a escolher produtos de baixo impacto ambiental e dariam aos agricultores e produtores mais incentivos para mudarem seus produtos. (The New York Times. “Como fazer compras, cozinhar e comer em um mundo que está aquecendo?”. www.folha.uol.com.br, 06.05.2019. Adaptado.) Considerando a proposta apresentada pelo excerto, um dado que poderia constar nos rótulos de alimentos seria a) o débito fluvial. b) a estrutura fundiária. c) o código florestal. d) a pegada de carbono. e) a diversidade ecológica. 216 3ª. série 88. (PUC-SP) Leia: O último registro confirmado de um puma cougar do Leste foi em 1938 e o animal em questão estava morto. Antes, um deles foi visto em Nova Brunswick, no Cana- dá, em 1932. O animal foi exterminado por imigrantes europeus, que o eliminavam sob a alegação de autopro- teção. Além disso, seu desaparecimento tem a ver com o desflorestamento ocorrido na região, que também le- vou a sua principal presa, o veado-de-cauda-branca, à extinção.” (Nos EUA, espécie de Puma é considerada oficialmente extinta). In: http://jornalggn.com.br/noticia/nos-eua-especie-de-puma- econsi- derada-oficialmente-extinta, acesso 27/10/2015) Esse, que já foi um dos mamíferos terrestres mais bem distribuídos no ocidente, foi completamente eli- minado, de acordo com o US Fish and Wildlife Ser- vice. Diante dessa ocorrência, é correto afirmar que a) o desflorestamento na América foi mais intenso e agressivo do que no velho continente euro- peu, daí as situações mais drásticas de extinção de grandes mamíferos. b) a inevitabilidade dessa extinção se explica pela incompatibilidade incontornável entre as neces- sidades produtivas da espécie humana e a pre- servação da natureza. c) embora com muitos recursos, as práticas de proteção à natureza nos EUA são muito inci- pientes, se comparadas, por exemplo, às prati- cadas no Brasil. d) a extinção ocorreu também, admite-se, pela au- sência de políticas de proteção, como a criação de áreas naturais protegidas, ainda incipientes no início do século XX. 89. (UFLA – MG) O Acordo de Paris (2015) é um tratado no âmbito da “Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima” que rege a redução de emis- são de gases estufa até 2020. As alternativas abai- xo indicam outros Encontros e Acordos ligados à questão ambiental, EXCETO: a) Rio+20 (2012). b) Protocolo de Kyoto (1997). c) Conferência de Potsdam (1945). d) Conferência de Copenhague (2009). 90. (UFJF – MG) Nas últimas décadas, a maioria das regiões do planeta tem registrado aumento da temperatura média (...). O aque- cimento global pode ser caracterizado tanto pela quantida- de quanto pelas taxas de aquecimento registradas durante um intervalo de tempo específico. (...) Um dos aspectos do aumento da temperatura média global é o modo diver- so pelo qual ela se expressa no espaço e no tempo. Um exemplo de variação no ritmo de aquecimento ao longo do tempo é o fato de algumas décadas registrarem aqueci- mento superior a outras. Por sua vez, a heterogeneidade espacial da taxa de aquecimento está ligada à influência dos diversos componentes do sistema climático. Extraído e adaptado de: Ciência e Clima. Disponível em https://ciencia- eclima.com.br/aquecimento-global-e-variabilidade-natural/. Acesso em 15/07/2019. Sobre a questão das mudanças climáticas é COR- RETO afirmar que: a) Nos últimos anos, a tendência negativa das temperaturas médias globais observadas apon- ta para a redução dos efeitos do aquecimento global, diminuindo os efeitos das mudanças cli- máticas no planeta. b) Observa-se, cada vez mais, que a queima de combustíveis fósseis e a consequente emissão dos gases do efeito estufa não são os respon- sáveis pelo aumento das temperaturas médias globais. c) Os fenômenos de variabilidade oceânico-at- mosféricos, como o El Niño Oscilação Sul (ENOS), são os responsáveis pela elevação das temperaturas no planeta por meio da transfe- rência de energia para a estratosfera. d) Com os oceanos e a atmosfera mais quentes, os eventos meteorológico-climáticos extremos tendem a ocorrer com maior frequência e menor intensidade. e) A diminuição da superfície de gelo e neve con- tribui para a redução da reflexão planetária, aumentando a capacidade de absorção de energia pela superfície e, consequentemente, intensificando o processo de irradiação. 91. (FUVEST – SP) Às vésperasda Cúpula do G20, que teve início em 07 de julho de 2017, em Hamburgo, na Alemanha, a chan- celer alemã, Angela Merkel, discursou no Parlamento e referiu se a atores políticos importantes no cenário mun- dial, conforme os trechos transcritos a seguir. Quem pen- sa que os problemas deste mundo podem ser resolvidos com o isolacionismo e o protecionismo está cometendo um enorme erro. Somente juntos podemos encontrar as respostas certas às questões centrais dos nossos tem- pos (...) Não podemos esperar até que a última pessoa na Terra esteja convencida da evidência científica das mudanças climáticas. Em outras palavras: o acordo cli- mático (de Paris) é irreversível e não negociável. www.jb.com.br/pais/notícias. 217 Geografia Livro de atividades TEIXEIRA, Wilson et al. (Orgs.). Decifrando a Terra. 2. ed. São Paulo: Cia Edi- tora Nacional, 2009. p. 451. Analise as três afirmações seguintes, quanto aos objetivos e ao teor desses trechos do discurso. I. Podem ser entendidos como uma crítica à saída dos EUA do acordo sobre as mudanças climáticas construído na COP21 de 2015, em Paris, à épo- ca assinado pelo ex-presidente Barack Obama. A saída foi justificada pelo atual presidente Donald Trump, afirmando que o acordo seria prejudicial à economia americana. II. Trata-se de um elogio à recente postura de algumas autoridades do Reino Unido, o qual, em seu proces- so denominado Brexit, pretende proteger a econo- mia britânica, mas sem afetar seus compromissos financeiros com o acordo de Paris de 2015 e os re- lacionados com as questões estratégicas coletivas da Comunidade Europeia. III. Faz se uma crítica direta à França, que, mesmo tendo sido a sede da COP21 de 2015, vem con- tinuamente desobedecendo a esse acordo, pois contraria as metas firmadas de emissão de CO2 em suas atividades industriais. Está correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 92. (UEMG) A propalada crise climática global atual tem, como uma de suas causas, a emissão de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera. A criação de Cré- ditos de Carbono foi umas das supostas saídas en- contradas para o problema. Sobre os Créditos de Carbono, informe se é ver- dadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) Cada Crédito de Carbono é equivalente a 1T (uma tonelada) de CO² não emitida ou retirada da atmosfera por um País. ( ) Os Créditos de Carbono foram criados, em 1997, no Japão, quando houve a assinatura do Protocolo de Kyoto pelos países que se comprometeram a assinar esse acordo. ( ) Os Estados Unidos, maior emissor de gases poluentes do mundo, lidera a aplicação das políticas definidas no Protocolo de Kyoto. ( ) Créditos de Carbono são certificados negociados como mercadorias nas bolsas de valores. a) F – V – F – V. b) V – F – V – F. c) V – V – F – V. d) V – F – F – F. 93. (UEMG) Analise os gráficos a seguir: Sobre o uso dos recursos hídricos pelas diversas atividades humanas, é correto afirmar que a) a utilização excessiva, no espaço agrário em desenvolvimento, deve-se à elevada produção por hectare das policulturas irrigadas. b) a reduzida parcela de consumo hídrico domés- tico no mundo demonstra a eficácia generaliza- da das políticas de educação ambiental. c) o aumento gradual no consumo do recurso está associado à universalização do acesso a este bem pela população mundial socialmente vul- nerável. d) o avanço do modo de vida consumista, no con- texto capitalista globalizado, tem resultado no aumento da apropriação da água por setores econômicos privados. 94. (UFJF – MG) Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/archive. Acesso em 14/08/2019. Fonte: https://i0.wp.com/cienciaeclima.com.br/wp-content/ uploads/2017/11/Floresta-e-agua-alexandre-beck.png?w=663&ssl=1. Aces- so em 14/08/2019. 218 3ª. série Com base nos conceitos usados nas tirinhas, mar- que a resposta CORRETA: a) As formações vegetais, sobretudo as florestais, contribuem para o fornecimento de água para a atmosfera e o processo de desmatamento na Floresta Amazônica pouco interfere na ocorrên- cia de chuvas em outras regiões do Brasil e da América do Sul. b) Rios voadores é o nome dado ao transporte de umidade feito pelos ventos que escoam entre 1500 e 3000 metros de altitude, a leste da Cor- dilheira do Andes, e que provocam a ocorrência de chuvas do centro até o sudeste do continen- te sul-americano. c) A cobertura vegetal possui papel fundamental no clima e na disponibilidade hídrica; dessa for- ma, preservar e restaurar as formações vegetais contribui para a intensificação do aquecimento global. d) O desmatamento da Floresta Amazônica mo- difica apenas o ciclo hidrológico local, pois as precipitações que ocorrem em outros locais da América do Sul dependem, apenas, da atuação de outros sistemas atmosféricos. e) Não existe relação entre a diminuição das áreas de vegetação natural e o comprometimento dos recursos hídricos, uma vez que os reservatórios de água são abastecidos pelas chuvas e pelos rios que são represados. 95. (FGV – SP) Leia o excerto. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira a saída de seu país do Acor- do de Paris sobre mudanças climáticas, mas prometeu negociar um retorno ou um novo acordo climático em termos que considere mais justos para os americanos. Ele disse que o atual documento traz desvantagens aos EUA para beneficiar outros países, e prometeu interrom- per a implementação de tudo que for legalmente possí- vel imediatamente. (www.g1.globo.com. 01.06.2017. Adaptado) Com base em seus conhecimentos acerca do Acordo de Paris e da economia norte-americana, é correto afirmar que a) o acordo fica fortalecido, uma vez que os EUA contribuem com 15% das emissões globais, e a indústria norte-americana está estagnada des- de 2008. b) a China ganha protagonismo, pois vem reduzin- do as emissões de poluentes devido à mudança da matriz energética. c) as grandes empresas globais do setor petrolífe- ro terão maior apoio do governo norte-america- no para continuar a exploração. d) o carvão mineral pode voltar a ser protagonis- ta na matriz de energia mundial, visto que polui menos que o gás natural. e) as emissões devem diminuir, pois o gás natural vem ganhando protagonismo nos países sub- desenvolvidos. 96. (UFU – MG) Foram necessários apenas 40 anos para que o quar- to maior lago do mundo, o Mar de Aral, na Ásia Central, secasse. O que antes eram 60 mil quilômetros quadra- dos de água, com profundidade de 40m em alguns lo- cais, evaporou. Agora, resta apenas 10% do lago. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias /2015/02/150226_mar_aral_gch_lab>. Acesso em: 24 de abr. 2017. Um fator responsável pela alteração ambiental apresentada foi a) o aumento significativo da evaporação da água do lago causado pelo aquecimento global. b) a destinação da água do lago em vultosos volu- mes para produção de energia hidrelétrica. c) o bombeamento descontrolado da água do lago para o abastecimento urbano. d) a utilização em grande escala da água dos rios que abasteciam o lago para irrigação agrícola. 97. (UFJF – MG) Considere o texto abaixo para respon- der à questão. Em dia mundial, a ONU (Organização das Nações Unidas) pede acesso universal a serviços de água e saneamento Publicado em 22/03/2019 Dirigentes da ONU pediram nesta sexta-feira (22), Dia Mundial da Água, que países ‘não deixem ninguém para trás’ no acesso a serviços de água potável e saneamento básico. Atualmente, estima-se que 2,1 bilhões de pes- soas no mundo vivam sem água própria para o consumo humano. Organização alerta que degradação ambiental, crescimento populacional e mudanças climáticas pode- rão agravar desafios de oferta e disponibilidade dos re- cursos hídricos. Fonte: <https://nacoesunidas.org/em-dia-mundial-onu-pede-acesso-uni- versal-a-servicos-de-agua-e-saneamento/>,acessado em 17/07/2019. Em relação aos problemas mundiais que envolvem o acesso à água e ao saneamento básico, marque a alternativa CORRETA: a) O acesso à água potável é uma questão liga- da apenas às condições climáticas vigentes em 219 Geografia Livro de atividades cada região do planeta e independe das condi- ções sociais, econômicas e políticas. b) As condições climáticas somadas aos aspectos sociais, econômicos e políticos de cada região do globo interferem decisivamente no acesso aos serviços de água e saneamento. c) A crise hídrica não é mais um problema isolado, embora só afete os países localizados nas regi- ões de climas áridos e semiáridos dos continen- tes africano e asiático. d) O texto apresenta uma visão otimista para a questão da água, pois o número de pessoas no mundo sem acesso à água adequada ao consu- mo humano é pequeno. e) Não se verifica no texto uma preocupação com a interferência antrópica no esgotamento dos recursos hídricos em escala mundial nas próxi- mas décadas. 98. (UNICAMP – SP) Em junho de 2017, o governo dos Estados Unidos da América (EUA) se retirou do “Acordo de Paris”, assinado em 2015 por 195 paí- ses. Sobre as medidas previstas no Acordo para a redução da emissão de gases do efeito estufa, e o motivo da saída dos Estados Unidos do referido acordo, é correto afirmar que a) são medidas deliberativas e os países signatá- rios pagarão multas pelo descumprimento das metas; os EUA não aceitam o papel da ONU na função de agente fiscalizador. b) são medidas propositivas e os países signa- tários deverão definir metas para os próximos anos; os EUA não concordam com o controle externo sobre suas fontes poluidoras. c) são medidas restritivas e os países signatários sofrerão punições políticas e econômicas se não atingirem as metas; os EUA não aprovam a presença da Rússia no acordo. d) são medidas normativas e os países signatários deverão definir as estratégias a serem adotadas; os EUA não aceitam assumir as mesmas respon- sabilidades da Índia, o maior poluidor do planeta. 99. (FUVEST – SP) No Brasil, várias cidades registram ocupação irregular de encostas em áreas sujeitas a deslizamentos de terra (também chamados de escorregamentos). O Instituto de Pesquisas Tec- nológicas (IPT) trabalha no levantamento, mapea- mento, recuperação e estabilização dessas áreas de risco. Um exemplo deste trabalho foram aque- les executados desde a década de 1970 referentes aos deslizamentos dos morros de Santos e São Vicente‐SP, cuja região é acometida há tempos por esses problemas, inclusive com a ocorrência de vítimas fatais. Para investigar os deslizamentos de terra nas áreas serranas tropicais brasileiras, o Instituto realizou levantamentos topográficos, geo- lógicos e geomorfológicos, estudando também a distribuição dos tipos de vegetação existentes e as categorias de ocupação urbana dos morros. Representação de deslizamento de terra (escorre- gamento) na região de Santos e São Vicente Disponível em https://www.ipt.br/. Adaptado. 2019. Baseando‐se nas informações do texto e na figura, é correto afirmar que a) as características topográficas, geológicas e geomorfológicas de uma área de risco estão naturalmente ligadas aos escorregamentos, sendo que estradas de terra minimizam a ocor- rência de deslizamentos. b) a ocorrência de escorregamentos é causada pela ação humana, cuja ocupação de encostas provoca o empobrecimento de solo, que acaba sendo mobilizado pela diminuição de fertilidade. c) o problema da ocupação de encostas e risco de escorregamentos inclui o contato entre a rocha e o solo, cuja facilidade de deslizamento é au- mentada em função da inclinação do terreno e da maior ocorrência de chuvas. d) os deslizamentos de terra fazem parte de um conjunto de fenômenos naturais pontuais e incomuns na superfície da crosta terrestre e, portanto, não participam da escultura do relevo continental e do modelado. e) os escorregamentos são causados em especial pelo fato de o solo tornar‐se mais leve que a ro- cha subjacente durante as chuvas prolongadas de verão, facilitando seu deslizamento ao longo das encostas pouco ou nada inclinadas. 220 3ª. série 100. (UFU – MG) [...] é um fenômeno natural e possibilita a vida huma- na na Terra. Parte da energia solar que chega ao planeta é refletida diretamente de volta ao espaço ao atingir o topo da atmosfera terrestre – e parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície da Terra [...]. Uma parcela des- se calor é irradiada de volta ao espaço, mas é bloquea- da pela presença de gases [...] que, apesar de deixarem passar a energia vinda do Sol (emitida em comprimentos de onda menores), são opacos à radiação terrestre, emi- tida em maiores comprimentos de onda. Essa diferença nos comprimentos de onda se deve às diferenças nas temperaturas do Sol e da superfície terrestre. Ministério do Meio Ambiente. Disponível em http://www.mma.gov.br/ informma/item/195. Acesso em 25.mar.2019. O processo descrito acima refere-se a) ao efeito estufa. b) ao aquecimento global. c) à camada de ozônio. d) à ilha de calor. 101. (FGV – SP) A questão climática vem preocupando a comunidade mundial nos últimos anos. Criou-se, inclusive, o termo “pegada ecológica”, o rastro dei- xado por uma comunidade em função de seu índi- ce de consumo, daí derivando os termos “pegada hídrica” e “pegada de carbono”, como se observa no gráfico a seguir. (Folha de S.Paulo, 13 nov. 2014) A partir das informações mostradas e demais co- nhecimentos sobre a situação dos países apresen- tados, é correto afirmar que a) é praticamente impossível para a China reduzir as emissões de carbono, mesmo após a assi- natura de acordos com os EUA, pois o país não dispõe de outras fontes energéticas. b) a redução da emissão de carbono pelos EUA é viável, pois o país vem utilizando cada vez mais derivados de xisto que não emitem carbono. c) a baixa pegada de carbono da França justifica- -se pelo elevado uso de energia hidrelétrica. d) grande parte da emissão de carbono observa- da na Índia e, principalmente, na China vem da queima de carvão, uma das principais fontes de energia utilizadas por esses países. e) as emissões do Brasil são relativamente baixas, pois grande parte da produção de energia está a cargo de fontes renováveis que não emitem carbono, como a solar e a eólica. 102. (FUVEST – SP) Boa parte da floresta amazônica bra- sileira cresce sobre solos pobres. Sua exuberância, portanto, deve‐se ao fato de que uma grande pro- porção dos nutrientes advindos da própria floresta retorna à vegetação. Quando se derruba a floresta de uma área de dezenas de quilômetros quadrados e, em seguida, ateia‐se fogo no local como prepa- ro para o plantio, esse ciclo é interrompido, o que causa uma série de efeitos. Identifique corretamente a relação dos efeitos men- cionados em I, II e III com a derrubada e a queima da floresta. a) I – Diminuição de curto prazo da fertilidade do solo pela queima da vegetação. II – Perda de biodiversidade pelo efeito direto do fogo sobre os animais silvestres. III – Diminuição da evaporação da água da chu- va que atinge o solo exposto. b) I – Aumento de curto prazo da fertilidade do solo pelo efeito direto do calor do fogo so- bre o solo superficial. II – Diminuição da diversidade de animais sil- vestres devido à remoção da vegetação. III – Diminuição da temperatura do solo exposto como efeito direto da remoção da vegetação. c) I – Aumento de curto prazo da fertilidade do solo pela deposição de cinzas. II – Perda de biodiversidade devido à remoção da vegetação. III – Aumento temporário da evaporação da água da chuva que atinge o solo exposto. 221 Geografia Livro de atividades d) I – Aumento de curto prazo da fertilidade do solo pelo efeito direto do calor do fogo so- bre o solo superficial. II – Perda de biodiversidade pelo efeito direto do fogo sobre a vegetação. III – Diminuição temporária de absorção daágua da chuva pelo solo exposto. e) I – Aumento de longo prazo da fertilidade do solo pela deposição de cinzas. II – Aumento da diversidade de animais silves- tres devido à remoção da vegetação. III – Aumento da erosão do solo exposto devido à remoção da vegetação. 103. (UFU – MG) Disponível em: <http://fa- landoaosmontes.blogspot. com.br/2015/11/protecao- -e-recomposicao-denas- centes.html> Acesso em: 19 de mar. 2017. c) as principais controladoras da SAMARCO são as empresas VALE e a anglo-australiana BHP Billiton. d) a destruição dos corpos hídricos se concentrou a montante do leito de vazão do Rio Doce. 105. (UFLA – MG) Observe o esquema abaixo: Nas camadas inferiores da tro- posfera, o ar resfria-se de baixo para cima, ou seja, quanto maior a altitude, menor é a temperatura. À medida que a superfície da ter- ra é aquecida pela energia solar, o ar também é aquecido, torna-se mais leve e sobe. Quando existem poluentes no ar próximo à super- fície, eles são dispersados com o ar mais quente. No entanto, eventualmente, como no caso de uma passagem de uma frente fria, pode acontecer um rá- pido resfriamento da superfície e, consequentemente, das camadas de ar mais baixas. Nessa situação, surge uma camada de ar resfriada repentinamente abaixo de outra mais quente. Assim, o ar mais frio e mais pesado da camada inferior acaba impedindo a dispersão dos poluentes, que passam a se con- centrar próximos à superfície. A retirada da cobertura vegetal nos ambientes ilus- trados na figura tende a produzir a) um crescimento do escoamento superficial. b) uma ampliação do processo de infiltração. c) um aumento do nível do lençol freático. d) uma redução do processo erosivo. 104. (UEMG) O acidente em Mariana ficou conhecido no Brasil como o maior desastre ambiental da história e deixou 19 pessoas mortas, além de destruir o distrito de Bento Rodrigues, contaminar a Bacia Hidrográfica do Rio Doce e comprometer o abastecimento de água e a produção de alimentos em diversas cidades da região. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-08/ juiz-suspende-acao-criminal-contra-mineradoras-por-acidente-em -mariana>. Acesso em: 21 nov. 2017. Sobre o rompimento da Barragem Fundão em Ma- riana, é correto afirmar que a) desastres socioambientais ligados às atividades mineradoras, no Brasil e no mundo, são fenôme- nos raros. b) os rejeitos contaminantes que acompanharam o rastro de morte na bacia hidrográfica do Rio Doce eram de bauxita e nióbio. O esquema e as informações apresentadas fazem referência ao seguinte impacto ambiental: a) Ilhas de calor. b) Inversão térmica. c) Aquecimento global. d) Buraco na camada de ozônio. 106. (UEMG) BANGCOC AFUNDA, EM MÉDIA, DEZ MILÍME- TROS POR ANO, SEGUNDO ESPECIALISTAS De acordo com as conclusões do estudo, Bangcoc afunda em média dez milímetros ao ano, embora haja certas áreas da capital que cheguem aos 20 milímetros”. Durante anos, a cidade foi chamada de “a Veneza do Leste” por sua complexa rede de canais provenientes das águas do rio Chao Phraya, sendo as embarcações a principal forma de transporte tanto humano como de mercadorias. A partir da década de 1950 as autoridades taparam grande parte dos canais por motivos higiênicos, mas ainda hoje restam alguns que sulcam a capital entre casas e mercados flutuantes. Esta obstrução de forma precipitada de canais é uma das causas pelas quais o solo tende a afundar-se com o peso dos inumeráveis edifícios que são erguidos na cidade, ressaltou o es- pecialista de recursos hídricos. “O controle urbanístico da cidade não é nada conveniente, com a construção 222 3ª. série A charge chama atenção para o seguinte impacto ambiental: a) Ilhas de calor. b) Inversão térmica. c) Aquecimento global. d) Buraco na camada de ozônio 108. (FUVEST – SP) Segundo relatório do Painel Intergo- vernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), inú- meras gigatoneladas de gases do efeito estufa de origem antropogênica (oriundos de atividades hu- manas) vêm sendo lançadas na atmosfera há sécu- los. A figura mostra as emissões em 2010 por setor econômico. http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/geologia/11_aguas_subterra- neas_d.htm A textura de um solo e sua aparência, ou “sensa- ção de toque” dependem de tamanhos relativos e formas das partículas, bem como da faixa ou distri- buição de tamanhos. Levando-se em consideração o tipo de solo na construção da paisagem urbana, da capital Tailandesa, e as informações obtidas no texto e ilustração acima, é CORRETO afirmar que refere-se a um tipo de solo a) arenoso, com baixo teor de matéria orgânica, pouca capacidade de retenção de água e me- nor escoamento superficial. b) argiloso que retém muita água, mais compacto e maior escoamento superficial. c) argiloso, de baixa porosidade, pouco arejado, impermeável e dificuldade de drenagem. d) arenoso que possui pequenos grãos, de bai- xa porosidade, pouco permeável e com maior fertilidade. 107. (UFLA – MG) Observe a charge abaixo: Com base na figura e em seus conhecimentos, aponte a afirmação correta. a) Os setores econômicos de Construção e Pro- dução de outras energias, juntos, possuem me- nores emissões de gases do efeito estufa antro- pogênicos do que o setor de Transporte, tendo como principal exemplo ocorrências no sudeste asiático. b) As maiores emissões de CH4 de origem an- tropogênica devem-se ao setor econômico da Agricultura e outros usos da terra, em razão das queimadas, principalmente no Brasil e em paí- ses africanos. c) As maiores emissões de gases do efeito estufa de origem antropogênica vinculadas à Produ- ção de eletricidade e calor ocorrem nos países de baixo IDH, pois estes não possuem políticas ambientais definidas. desenfreada de edifícios e com materiais não adequados ao tipo de solo da capital.” http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/bangcoc-afunda-10-milime- tros-por-ano-devido-a-erosao-do-solo-26/09/2015 Disponível em: http://www.humorpolitico.com.br/corrupcao/naufragio-do-ti- tanic-completa-100-anos/ Acesso em 19/10/2015 223 Geografia Livro de atividades d) Um quarto do conjunto de gases do efeito es- tufa de origem antropogênica lançados na at- mosfera é proveniente do setor econômico de Produção de eletricidade e calor, em que predo- mina a emissão do CO2, ocorrendo com grande intensidade nos EUA e na China. e) A Indústria possui parcela significativa na emissão de gases do efeito estufa de ori- gem antropogênica, na qual o N2O é o com- ponente majoritário na produção em re- finarias de petróleo do Oriente Médio e da Rússia. 109. (FUVEST – SP) Observe os mapas referentes à de- limitação da bacia hidrográfica do rio Xingu, com o detalhamento da parte sul, onde fica o Parque Indígena do Xingu (PIX). c) Dentre as grandes bacias hidrográficas amazô- nicas, a bacia hidrográfica do rio Xingu, na dis- posição leste-oeste, é uma das bacias da mar- gem esquerda do rio Amazonas com importante conectividade entre dois biomas brasileiros: a Caatinga e o bioma Amazônico, ambos biológi- ca e geologicamente diversos. d) O desmatamento, observado no mapa, é resul- tado da monocultura de babaçu, praticada pe- los indígenas que extraem seu óleo e vendem- -no para indústrias de cosméticos. e) O avanço do desmatamento nessa área deve-se às monoculturas de cana-de-açúcar e laranja, ambas cultivadas com variedades transgênicas adaptadas ao bioma Amazônico. 110. (UFU – MG) Com 317 anos, o distrito de Bento Rodrigues, na ci- dade mineira de Mariana, tinha história. O vilarejo de 600 habitantes fez parte da rota da Estrada Real no sécu- lo XVII e abrigava igrejas e monumentos de relevância cultural. Em 5 de novembro, em apenas onze minutos, um tsunami de 62 milhões de metros cúbicos de lama aniquilou Bento Rodrigues. A onda devastou outros sete distritos de Mariana e contaminou os rios Gualaxo do Norte, do Carmo e Doce. O destino final da lama é o mar do Espírito Santo, ondeo Rio Doce tem sua foz. O que causou a tragédia foi o rompimento de uma das barra- gens no complexo de Alegria, da mineradora Samarco. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/complemento/brasil/para-que- -nao-se-repita/>. Acesso em: 7 de jan. 2016. A barragem rompida em Mariana continha rejeito, o resíduo resultante da mineração de ferro, respon- sável por desencadear os seguintes impactos am- bientais, EXCETO: a) Acúmulo de sedimentos na calha fluvial. b) Alterações nos padrões de qualidade da água. c) Mortandade de animais, terrestres e aquáticos. d) Diminuição da vazão anual do rio. 111. (UNESP – SP) A população de Londres, com 12% da população total do Reino Unido, exige uma pegada ecológica de 21 milhões de hectares ou, simplesmente, toda a terra produtiva do Reino Unido. Em Vancouver, no Canadá, constatou-se que a área exigida para manter o nível de vida da população corresponde a 174 vezes a área de sua própria jurisdição. Um habitante de uma cidade típica da América do Norte tem uma pegada ecológica de 461 hectares, en- quanto na Índia a pegada ecológica per capita é de 45 hectares. Assim, o planeta sofre um impacto dez vezes Com relação às áreas delimitadas nos mapas, está correto o que se afirma em: a) Devido ao avanço do desmatamento nessa ba- cia hidrográfica nas últimas quatro décadas, processo iniciado pela atividade pecuária ao longo dos rios e seguido pelo avanço da mono- cultura de eucalipto, inviabilizam-se quaisquer ações de recuperação e de conservação do bioma Amazônico. b) O Parque Indígena do Xingu, criado principal- mente para proteger diversas etnias indígenas, atua hoje como inibidor do avanço do desma- tamento, função esperada para as diversas uni- dades de conservação previstas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação. 224 3ª. série maior quando nasce um bebê no primeiro mundo do que quando nasce um bebê na Índia, na China ou no Paquis- tão. Um malthusianismo cego, ainda hegemônico nas lides ambientalistas, está infelizmente muito mais preo- cupado com o controle da população na Índia do que com a injustiça ambiental que sustenta a injusta ordem de poder mundial. (Rogério Haesbaert da Costa e Carlos Walter Porto-Gonçalves. A nova desordem mundial, 2005. Adaptado.) No texto, os autores fazem uma crítica à abordagem malthusiana, que tende a considerar o tamanho da população como o fator principal do impacto sobre os recursos naturais existentes no planeta. Dessa forma, para se entender a atual “crise ambiental”, outros fatores, também importantes, devem ser le- vados em consideração, a saber, a) o tamanho dos territórios de cada país e a falta de conhecimento sobre a quantidade de recur- sos naturais de que cada população dispõe. b) o baixo nível de renda das populações dos pa- íses desenvolvidos e seu reduzido grau de de- senvolvimento tecnológico. c) o modelo de desenvolvimento econômico ado- tado pelos países e os padrões de consumo di- fundidos em escala mundial. d) o tamanho das populações dos países subde- senvolvidos e seu baixo nível de escolaridade. e) o baixo desenvolvimento técnico-científico dos países e a ausência de conhecimentos so- bre a finitude dos recursos naturais existentes no planeta. 112. (UFTM – MG) Assinale a alternativa que identifica a Conferência da ONU que pretendeu aprofundar as discussões e propostas favoráveis ao novo merca- do verde, com uso de energia limpa, e gerar so- luções para a diminuição da poluição. Paralelo a essa Conferência ocorreu a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, evento da sociedade civil para debater temas relacionados às causas estruturais da crise ambiental e ecológica. a) Rio 92, realizada em 1992, com um programa de ação, Agenda 21, para que todos os países pu- dessem adotar o desenvolvimento sustentável. b) Rio+20, realizada em junho de 2012, sobre De- senvolvimento Sustentável. c) Metas do Milênio, estabelecidas em 2000, com 8 metas. d) Protocolo de Quioto, realizado em 1997, no Ja- pão, quando a maioria dos países desenvolvi- dos firma o compromisso de reduzir as emis- sões de gás carbônico. e) Primeira Conferência Mundial sobre Meio Am- biente realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. 113. (FGV – SP) Paris será a sede, no final de novembro de 2015, da COP-21 (Conferência das Partes), em que se buscará a criação do novo acordo climático global para substituir o Protocolo de Kyoto e limitar o aumento na tempera- tura em 2 °C até 2100. Em novembro de 2014, Estados Unidos e China haviam fechado acordo para redução das emissões, com metas variáveis entre 2025 e 2050. Os países emergentes, no entanto, cobraram metas mais ambiciosas e claras. Todos os esforços feitos até agora para criar esboço do novo acordo climático têm esbarrado na divisão de dois blocos: países desenvol- vidos e em desenvolvimento. Ambos ainda estão preo- cupados com as responsabilidades que caberão a cada grupo nas ações para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. (www.socioambiental.org) A COP-21 será realizada entre novembro e dezem- bro de 2015 e é conhecida como a) Protocolo de Paris. b) Conferência do Clima. c) IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan- ças Climáticas). d) Protocolo do Desenvolvimento Sustentável. e) Rodada Doha. 114. (IFSP) Em setembro de 2013, o Painel Intergover- namental de Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) lançou um novo relatório sobre o aque- cimento global. O relatório apresenta projeções sobre o futuro do planeta e destaca que é “extre- mamente provável” que o aquecimento observado desde a metade do século XX seja resultado da influência humana no clima. É consenso entre os especialistas que as áreas mais pobres do plane- ta serão mais atingidas pelas mudanças climáticas em função das carências tecnológicas. Uma das áreas costumeiramente apontadas é: a) a África Subsaariana. b) o nordeste da Ásia. c) o oeste da América Latina. d) a Ásia oriental. e) o sul da América do Sul.