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GEOGRAFIA
3ª. série
DE OLHO NO CONTEÚDO 
• Antiga URSS – dividiu-se em 15 países: 10 na Europa (Rússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, 
Moldávia, Geórgia, Armênia e Azerbaijão) e os outros 5 na Ásia (Cazaquistão, Turcomenistão, Tadjiquistão, 
Quirguistão e Uzbequistão).
• Antiga Iugoslávia – dividiu-se em 7 países: Sérvia, Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, 
Macedônia e Kosovo (que ainda não é reconhecido por toda a comunidade internacional como indepen-
dente).
• Antiga Checoslováquia – dividiu-se em 2 países: República Tcheca e Eslováquia.
• Alemanha – reunificou-se em 1990, marcando o desaparecimento das antigas Alemanha Ocidental e Ale-
manha Oriental.
GEOPOLÍTICA
Na virada da década de 1980 para a de 1990, o período da Guerra Fria chegou ao fim, dando origem à chamada Nova 
Ordem Mundial. Foi um período de grandes transformações, já que as características desses dois contextos geopolíticos 
são bastante distintas.
Mesmo após o fim da Guerra Fria, a economia planificada com forte participação estatal, típica do modelo socialista, 
ainda é aplicada em alguns países, como a China (que adota um modelo híbrido entre a economia de mercado e a centrali-
zação política), Cuba (que desde o governo de Raul Castro vive um processo de abertura econômica parcial) e, sobretudo, a 
Coreia do Norte, que, por não permitir qualquer tipo de transição e enfrentar um severo embargo econômico, se tornou um 
dos países mais isolados do mundo. 
Alterações territoriais ocorridas na Europa com o fim da Guerra Fria:
GUERRA FRIA NOVA ORDEM MUNDIAL
Bipolarização, com 2 superpotências: EUA e URSS. Multipolarização econômica e supremacia militar dos EUA.
2 blocos com projetos econômicos e ideológicos antagônicos: capitalista 
e socialista – alianças militares: OTAN × Pacto de Varsóvia.
Com o desmantelamento do bloco soviético, quase todos os países do mun-
do passaram a adotar o Capitalismo.
Principais destaques:
• corrida espacial;
• corrida armamentista;
• disputa acirrada por áreas de influência no mundo periférico;
• divisões territoriais explícitas, simbolizadas no Muro de Berlim.
Principais destaques:
• consolidação da globalização;
• fortalecimento das instituições multilaterais;
• blocos econômicos;
• ascensão dos países emergentes.
172 3ª. série
A identificação e interpretação dos principais conflitos verificados internacionalmente é um tema de grande relevância 
nos concursos vestibulares.
Quanto à sua natureza, podemos classificar os conflitos em alguns grupos importantes. Confira os principais exemplos:
• Conflitos separatistas de cunho étnico-nacionalista
• Irlanda do Norte: comunidade católica, minoritária e mais empobrecida do que a protestante, deseja separar-se do 
Reino Unido e reunificar-se com a República da Irlanda, que está independente desde 1921.
• Quebec: muitos franco-canadenses não se identificam culturalmente com a porção anglo-canadense das demais 
províncias do Canadá e ainda sonham com a independência.
• Espanha: regiões separatistas como a Catalunha e o País Basco, cujas nacionalidades são distintas, embora gozem 
de relativa autonomia, pleiteiam a independência total.
• Kosovo: região de maioria albanesa e muçulmana cuja independência ainda não é reconhecida pela Sérvia e alguns 
outros aliados (como a Rússia), pois os sérvios, que são cristãos ortodoxos, consideram-na o berço de sua civilização.
• Curdistão: região que abrange territórios como Turquia, Síria, Iraque e Irã, habitados pela maior nação sem estado do 
planeta (os curdos: uma população de mais de 30 milhões de pessoas), que tenta se aproveitar do cenário caótico da 
guerra da Síria para fortalecer sua luta por independência.
• ex-URSS: há diversas regiões separatistas, como a Chechênia (situada no Cáucaso), que busca a independência 
da Rússia, ou localidades em outros países hoje independentes, mas habitadas majoritariamente por cidadãos de 
origem russa, como o leste da Ucrânia. Foi desse país que a península da Crimeia, habitada majoritariamente por 
russos, desmembrou-se e anexou-se à Rússia em 2014, em um processo que não obteve pleno reconhecimento 
internacional. 
• Conflitos históricos de cunho religioso, nacionalista e territorial
• Palestina: o Estado Árabe Palestino, de população islâmica, que abrange os territórios da Cisjordânia e Faixa de Gaza 
e não é reconhecido pela totalidade da comunidade internacional, ainda permanece em boa parte ocupado por Israel, 
de população majoritariamente judaica. Entre as temáticas mais controversas da questão estão o controle sobre a ci-
dade de Jerusalém, a colonização de terras palestinas promovida por Israel, a repatriação dos milhões de refugiados 
palestinos e a construção do Muro da Cisjordânia.
• Tibete: região habitada por uma nação distinta da chinesa – os tibetanos –, que foi incorporada ao território chinês em 
1950. Sendo eles budistas muito espiritualizados e liderados pelo Dalai Lama, que vive no exílio e é considerado um 
inimigo pelo governo chinês, os tibetanos reivindicam autonomia cultural e religiosa. A China também tem que lidar 
com outras situações de tensão geopolítica interna, como o separatismo da província de Sinkiang, situada no no-
roeste do país, que possui maioria muçulmana, e também em sua campanha para recuperar o controle sobre Taiwan, 
a antiga China Nacionalista, que abrigou os dissidentes da revolução chinesa de 1949, e que até hoje é considerada 
pelo governo chinês uma “província rebelde”. 
• Cachemira: região muito rica em recursos naturais disputada desde o período da Guerra Fria por China (país ateu) 
e, sobretudo, Índia (maioria hinduísta) e Paquistão (maioria muçulmana), cuja posse de armamentos nucleares não 
regulamentados pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear agrega muita insegurança em uma fronteira marcada por 
grande tensão.
Uma das principais sequelas geopolíticas ainda remanescentes do período da Guerra Fria é a divisão das 
Coreias. O crescente antagonismo de interesses entre EUA e URSS após o fim da Segunda Guerra Mundial con-
duziu à divisão da Península Coreana, que não foi aceita pelo norte socialista, levando à Guerra da Coreia (1950 a 
1953). Oficialmente, essa guerra nunca terminou (houve um armistício que perdura até hoje) e a fronteira entre os 
países, estabelecida com base no paralelo 38°N e que conta com a Zona Desmilitarizada da Coreia (uma faixa de 
238 km de extensão por 4 km de largura), é um dos locais de maior tensão geopolítica do planeta. Nos últimos anos, 
a questão da Coreia do Norte representou um grande desafio para a política externa do governo estadunidense, 
sobretudo por conta dos riscos representados pelo programa nuclear norte-coreano – tema que tende a aparecer 
de forma recorrente nos vestibulares em geral e no Enem. 
173
Geografia
Livro de atividades
• Conflitos com forte atuação de grupos fundamentalistas e/ou terroristas
• Guerra da Síria: desenvolvida pelo confronto de três forças principais – tropas do governo de Bashar al-Assad, que, 
embora seja alauita (uma facção islâmica mais próxima da dos xiitas, o que explica Assad contar com o apoio de lide-
ranças xiitas regionais importantes, como o governo do Irã), comanda um estado laico com fortes vínculos históricos 
com a Rússia; tropas sunitas rebeldes, que tentam derrubá-lo com o apoio de Estados Unidos e Israel, entre outros 
aliados regionais; tropas fundamentalistas do Estado Islâmico, uma organização sunita dissidente da rede Al Qaeda, 
que tentou formar um califado no Oriente Médio, sobretudo em territórios do norte do Iraque e da Síria (região tradi-
cionalmente habitada pelos curdos, que lutaram contra o Estado Islâmico). Em meados de 2020, a guerra caminhava 
para a vitória das tropas governistas e os territórios do Estado Islâmico já haviam sido quase totalmente recuperados.
Guerra da Síria em novembro de 2019
Fonte: KARADAG, Bulend. Para entender a geopolítica da guerra na Síria. Disponível em: https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/para-en-tender-a-geopolitica-da-guerra-na-siria/. Acesso em: 30 set. 2020. Adaptação.
• Guerra do Afeganistão: travada entre a milícia fundamentalista dos Talibãs contra a coalizão que as retirou do poder 
em 2001, quando os Estados Unidos os retaliaram por darem abrigo a integrantes da rede Al Qaeda, que promoveu 
os ataques de 11 de setembro daquele ano.
• Guerra no Iêmen: com forte presença da rede Al Qaeda e enfrentamentos entre facções islâmicas xiitas e sunitas. 
• Norte da África: além do conflito na Líbia, que envolve diversas facções – algumas de cunho fundamentalista – que 
lutam pelo poder desde a deposição do ditador Muamar Kadafi, cujo governo era laico, durante a Primavera Árabe, 
há grupos extremistas islâmicos em atuação em diversos países, sobretudo na Nigéria (grupo Boko Haram, associa-
do ao Estado Islâmico), Mali, Somália e Sudão do Sul. 
• Mianmar: conflito envolvendo fundamentalistas budistas que contam com amparo governamental e reprimem a mi-
noria da etnia Rohingya, que é muçulmana. O conflito produziu um dos maiores deslocamentos de refugiados da 
atualidade, com milhares de rohingyas fugindo, sobretudo para Bangladesh.
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174 3ª. série
Além dos conflitos já mencionados, outra questão que produz grande tensão em algumas regiões do planeta é o avanço 
da xenofobia, sobretudo nos principais espaços de atração para as migrações internacionais. Nos Estados Unidos, esse 
tema foi um dos mais controvertidos na gestão de Donald Trump, que se elegeu prometendo combater a imigração de lati-
nos e construir um muro na fronteira com o México. Na Europa, a questão migratória foi decisiva para o Brexit (processo de 
saída do Reino Unido da União Europeia) e é central na argumentação do crescente número de militantes e partidos políticos 
de extrema-direita, muitos de caráter neofascista, que ameaçam a União Europeia e exigem o fechamento das rotas migra-
tórias. As principais penetram pelo Mediterrâneo, no sul da Itália (com destaque para a ilha de Lampedusa) e no Mar Egeu, 
vindo da Turquia, ou ainda envolvem os deslocamentos intracontinentais de migrantes oriundos dos países do leste europeu 
em direção às principais potências da Europa Ocidental.
Sobretudo no caso europeu, os nacionalistas contrários à imigração utilizam como argumento a vulnerabilidade ao ter-
rorismo. Essa associação, realizada sem maior reflexão sobre o conjunto de fatores envolvidos, é bastante incongruente e 
controversa. No entanto, é fato que o território europeu vem sendo alvo de sucessivos ataques terroristas no século XXI. 
Vários deles foram realizados por redes islâmicas fundamentalistas, como a Al Qaeda e o Estado Islâmico. Entre outros 
ataques, a Al Qaeda assumiu os atentados ocorridos em trens de Madri (2004), ônibus e metrôs de Londres (2005) e contra 
o jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris (2015). O atentado ocorrido em Nice, em 2016, quando um caminhão foi 
lançado sobre a multidão matando 86 pessoas e ferindo outras centenas, foi reivindicado pelo Estado Islâmico. No entanto, 
o terrorismo de extrema-direita, desencadeado por neofascistas, também está presente na Europa, como nos atentados 
ocorridos em Oslo, na Noruega, em 2011, realizados por um xenófobo supremacista branco.
Nos EUA, as ações de supremacistas de extrema-direita também já produziram muitas vítimas em atentados, sendo re-
correntes os casos de atiradores atacando pessoas em eventos, escolas e outros locais. O terrorismo pode ser manifestado 
por extremistas ideológicos e religiosos de orientações diversas. 
Na América Latina, o principal destaque no que se refere às tensões geopolíticas do período mais recente foi a pa-
cificação da Colômbia, que esteve por mais de 4 décadas em guerra civil, obtida após o acordo de paz fechado entre o 
governo colombiano e a principal organização militar guerrilheira, as Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. 
Em contraponto, a vizinha Venezuela vive um período de grande instabilidade econômica e política – que também se reflete 
em situações de violência e fez com que milhares de pessoas se tornassem refugiadas, que buscaram abrigo em países 
vizinhos, inclusive no Brasil – desencadeado após a morte do presidente Hugo Chávez em 2013. O atual governo represen-
tante, do mesmo grupo político de Chávez, enfrenta grandes pressões de opositores internos, apoiados por boa parte da 
classe empresarial do país e pelos EUA. Mesmo assim, com apoio em alguns setores populares e utilizando mão de ferro 
para concentrar o poder por meio de manobras políticas controversas, ele ainda vem se mantendo no governo, mesmo com 
a grande deterioração econômica e social do país nos últimos anos. 
A ONU e outras instituições multilaterais
Na tentativa de mediar as relações internacionais e promover a cooperação entre os povos, as Nações Unidas foram criadas 
ao fim da Segunda Guerra Mundial para substituir a antiga Liga das Nações. As principais instâncias de debate da ONU são: 
• Assembleia Geral: todos os países podem se manifestar e votar. No entanto, as decisões aprovadas têm caráter apenas 
recomendatório e não compulsório.
• Conselho de Segurança: formado por 15 membros, dos quais 5 são permanentes e possuem o direito de vetar as deci-
sões – EUA, Reino Unido, França, Rússia e China. Os demais são rotativos, assumindo mandatos de 2 anos. É o Conse-
lho de Segurança que pode aprovar medidas de caráter intervencionista, como a imposição de embargos e a autorização 
para ações militares. 
Além da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, a ONU apresenta uma série de instituições conectadas às suas 
estruturas, que atuam nos mais diversos ramos em caráter internacional. Entre os principais exemplos estão: a OMS (Orga-
nização Mundial da Saúde), que comandou a luta internacional contra a pandemia da Covid-19; a Unicef (Fundo das Nações 
Unidas para a Infância); a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura); o Acnur (Alto 
Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados); a Corte Internacional de Justiça; a OMC (Organização Mundial do 
Comércio); e instituições financeiras, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial.
A estruturação de organizações multilaterais de parceria entre países é uma das marcas do tempo atual. No mundo 
globalizado, a busca por objetivos comuns leva à formação de diversos tipos de blocos e acordos. No início do século XXI, 
um dos que mais ganhou destaque foi o BRICS (sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), grupo que envolve os 
principais países emergentes do mundo. As articulações do BRICS, além de fortalecerem as relações entre esses países em 
âmbito político e comercial, permitiram uma melhor atuação de todos eles como bloco no cenário geopolítico internacional, 
fazendo frente aos tradicionais polos de poder centralizados nos Estados Unidos, União Europeia e Japão. Entre outras 
iniciativas, por exemplo, o BRICS lançou o banco BRICS, ou NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), que desde 2014 se 
175
Geografia
Livro de atividades
Países que, juntamente à União Europeia, integram o G-20: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Ar-
gentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, 
México, Reino Unido, Rússia e Turquia.
O G-20 ampliou debates que antes ficavam restritos ao G-7 (o grupo que originalmente reunia as sete maiores economias 
do planeta – situação atualmente defasada, já que, por exemplo, a China não o integra). Durante um determinado período 
após o final da Guerra Fria, o G-7 passou a ser G-8, com a incorporação da Rússia, em uma tentativa de aproximar os russos 
geopoliticamente dos interesses ocidentais. No entanto, após a anexação unilateral do território ucraniano da Crimeia pela 
Rússia em 2014, os russos foram expulsos do G-8 em retaliação. 
A ECONOMIA NO MUNDO GLOBALIZADO 
Entre as principais características do mundo globalizado estão:
• intensa expansãomundial das atividades comerciais e financeiras;
• intercâmbios econômicos entre os países e as populações;
• profundas inovações tecnológicas e conexão em rede a partir do aperfeiçoamento da internet;
• circulação de informações e capitais em tempo real por todo o planeta;
• virtualidade das relações.
Para compreender melhor o funcionamento do mundo globalizado, é preciso estar familiarizado com a geografia das 
redes. Elas são sistemas integrados caracterizados pelas conexões e pelos fluxos entre os elementos que as compõem. As 
redes podem ser virtuais, como as conexões de telefonia, ou físicas, como os traçados das vias de transporte.
As novas tecnologias desenvolvidas a partir da 3.ª e da 4.ª Revolução Industrial, sobretudo a informática e o fortaleci-
mento das redes, proporcionaram a consolidação do que é chamado hoje de MTCI (Meio Técnico-Científico-Informacional), 
marcado pela profunda integração entre a ciência e a técnica. O conhecimento, na atualidade mais do que em qualquer outro 
período da história da humanidade, é um dos elementos mais valorizados pelo mercado. Por isso, tornou-se tão importante 
o fenômeno geográfico do surgimento dos tecnopolos, ou seja, centros de produção de alta tecnologia, onde empresas 
usufruem de espaços de formação de mão de obra altamente qualificada. Entre os mais conhecidos tecnopolos mundiais 
estão o Vale do Silício, situado nas imediações da cidade de São Francisco, na Califórnia, que reúne muitas das principais 
empresas de informática do mundo. No Brasil, um dos principais tecnopolos se situa no eixo entre as cidades de Campinas 
e São José dos Campos, com destaque no desenvolvimento de indústrias sofisticadas, como biogenética e aeroespacial, 
aproveitando a mão de obra especializada formada nos importantes centros universitários ali existentes.
Outra importante marca do mundo globalizado é o distanciamento cada vez maior entre a economia real e a virtual. O ca-
pital produtivo, aquele vinculado diretamente à produção e gerador da maioria dos empregos no mercado de trabalho, mo-
vimenta um volume financeiro cada vez menor em relação ao capital especulativo, vinculado à comercialização de títulos e 
papéis nas bolsas de valores, e que encontra espaços privilegiados para se proliferar nos chamados paraísos fiscais – locais 
onde a fiscalização sobre a origem dos recursos financeiros é mais branda, facilitando inúmeras possibilidades, inclusive de 
lavagem de dinheiro obtido por fontes ilícitas, como a corrupção ou o narcotráfico.
Desde o fim da Guerra Fria, os países já vinham percebendo as dificuldades de atuar isoladamente no cenário complexo 
do mundo globalizado. A principal tendência que se verificou desde então foi a consolidação dos blocos econômicos já 
existentes e a formação de novos blocos.
apresenta como uma alternativa de financiamento ao mundo periférico e emergente em relação ao FMI e ao Banco Mundial, 
cujos interesses estão profundamente vinculados aos dos países desenvolvidos. 
No mundo rico, uma das principais instituições multilaterais é a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvi-
mento Econômico), fundada em 1961 e que conta atualmente com 37 países, a maioria deles desenvolvidos. O Brasil vem 
se candidatando a ingressar na OCDE nos últimos anos. 
Do ponto de vista econômico, a presença do Brasil no G-20 pode facilitar sua entrada na OCDE. O G-20 foi criado em 
1999 e é integrado pelos principais países desenvolvidos e emergentes do planeta e pela União Europeia. 
176 3ª. série
Tipos de blocos econômicos:
A União Europeia foi o bloco econômico que mais avançou entre os existentes no mundo. No entanto, apenas 19 dos 
atuais 27 países signatários (depois do Brexit) se incluem na chamada Zona do Euro. O bloco enfrenta um de seus momen-
tos mais desafiadores desde que foi formado, com o avanço, como já foi dito, do discurso nacionalista antibloco em diversos 
países europeus.
O antigo Nafta foi recentemente reformulado e rebatizado, passando a chamar USMCA (iniciais de Estados Unidos, México e 
Canadá). As reformas, no entanto, não proporcionaram a superação das disparidades evidentes nos benefícios que o bloco ofe-
rece aos Estados Unidos (principalmente) e ao Canadá, em comparação com o que o México realmente ganha nessa associação.
O Mercosul é integrado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai (estados fundadores) e a Venezuela (que ingressou em 
2012, mas está suspensa por divergências políticas no bloco), tendo na Bolívia um provável futuro integrante, já que ela está 
em estado de adesão. Os demais países sul-americanos são considerados associados. Um dos desafios recentes do Mer-
cosul é consolidar o acordo firmado com a União Europeia, que enfrenta dificuldades sobretudo pelas críticas de diversos 
países europeus à política ambiental brasileira.
Outros dos principais blocos em atividade no mundo são:
• Apec (Cooperação Econômica da Ásia e Pacífico): integrada por 20 países da América, Ásia e Oceania.
• Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático): integrada por 10 países. 
• Comunidade Andina: integrada por 5 países sul-americanos.
• UA (União Africana): integrada por 53 países africanos.
• SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral): integrada por 14 países do centro e sul africanos.
Comércio mundial – o papel do Brasil e os desafios da OMC
O expressivo desenvolvimento tecnológico das vias de comunicação e o barateamento dos sistemas de transporte 
internacional no mundo globalizado impulsionaram substancialmente o comércio mundial. Assim, no atual contexto, faz 
mais sentido tratar das polarizações desencadeadas por disputas comerciais do que das meramente geopolíticas de cunho 
ideológico, como ocorria no período da Guerra Fria. 
Nesse sentido, o papel desempenhado atualmente pela OMC, instituição criada em 1995 para regulamentar os acordos 
que regem o comércio mundial, é extremamente estratégico, na tentativa de mediar os conflitos de interesse. O principal 
deles, que atualmente afeta toda a economia mundial, é entre os EUA e a China. Depois que se tornou o maior país-fábrica 
do planeta e passou a incorporar tecnologias cada vez mais sofisticadas na produção científica e industrial, a China vem 
abocanhando fatias cada vez mais expressivas do mercado mundial, inclusive dentro dos EUA, que, como a maioria dos 
demais países do mundo, tem muitas dificuldades para competir com os produtos chineses.
Um dos desafios da OMC é reduzir o protecionismo, estratégia comumente adotada por muitos países para reduzirem 
sua vulnerabilidade no mercado mundial. As políticas protecionistas envolvem a imposição de barreiras e impostos aos pro-
dutos importados e o fornecimento de expressivos subsídios aos produtores locais, visando dar-lhes melhores condições de 
competição no mercado. Atualmente, a OMC enfrenta o desafio de desemperrar a chamada Rodada de Doha, que teve início 
no Catar em 2001 e ainda ocupa boa parte dos debates entre os países signatários sem que haja a superação dos impasses, 
e que, entre outros temas, trata exatamente da questão do protecionismo. Em geral, o mundo periférico reivindica que os 
países ricos reduzam suas políticas protecionistas, que prejudicam sobretudo aqueles cujas economias dependem expres-
sivamente da exportação de commodities (produtos primários cuja cotação é estabelecida pelo mercado internacional).
Mesmo que o Brasil possua a economia mais diversificada do que a de outros exportadores de commodities, como 
a maioria dos países africanos, elas representam uma importante parcela das exportações brasileiras. Essa condição 
revela a manutenção da incorporação histórica do país na Divisão Internacional do Trabalho como grande fornecedor de 
matérias-primas e importador de produtos de maior tecnologia, que persiste desde o período colonial. Em 2018, 50% das 
ZONA DE LIVRE COMÉRCIO Tarifas alfandegárias reduzidas ou eliminadas. Ex.: USMCA (antigo Nafta).
UNIÃO ADUANEIRA
Além da redução de tarifas, negocia-se em bloco 
com outrospaíses ou blocos.
Ex.: Mercosul (em seu atual estágio).
MERCADO COMUM
Vai além da união aduaneira ao facilitar a circula-
ção de pessoas, capitais e serviços no bloco.
Ex.: projeto futuro do Mercosul.
UNIÃO MONETÁRIA
Integração econômica, política e nas estratégias de 
defesa, com criação de uma moeda única.
Ex.: União Europeia.
177
Geografia
Livro de atividades
Exemplos de produtos para cada categoria de classificação:
• Produtos primários: soja, milho, algodão, frutas, carne crua e congelada, minério de ferro, alumínio, etc. 
• Semimanufaturados: açúcar de cana, óleo de soja, celulose, borracha (sintética e artificial), couro, sucos, 
ferro fundido e ligas de ferro, etc.
• Manufaturados: automóveis e peças, plásticos, calçados, óleos combustíveis, papel, máquinas, equipa-
mentos elétricos e eletrônicos, etanol, móveis, instrumentos de medida, medicamentos, etc.
A China é, atualmente, o maior parceiro comercial brasileiro, tanto em exportações como nas importações. Como o 
Brasil exporta mais para os chineses, sobretudo commodities agropecuárias, do que importa os seus produtos, a balança 
comercial entre os dois países é favorável ao Brasil. Depois da China, os principais destinos das exportações brasileiras em 
2019 foram a União Europeia, os Estados Unidos e a Argentina.
O crescimento do comércio no mundo global, como já foi dito, está diretamente atrelado à eficiência das redes multi-
modais de transporte. A maior parte do transporte de cargas na atualidade é feita por via marítima. O fluxo de mercadorias 
transportadas nas rotas oceânicas envolve um volume que se aproxima dos 10 bilhões de toneladas por ano. O transporte 
marítimo e a operação dos portos foram facilitados por meio de uma invenção simples: a adoção do sistema de contêineres, 
cuja praticidade facilita o embarque, a acomodação nos navios e portos e o desembarque de mercadorias.
As principais rotas marítimas de comércio concentram-se no Atlântico Norte e no Pacífico Norte. Observe, no mapa a 
seguir, a distribuição dos principais fluxos de comércio marítimo e de locais estratégicos dessa rede, como os canais do 
Panamá e de Suez.
Pontos estratégicos e principais rotas marítimas
Fonte: MEROLA, Vivian F. M. Os portos na nova economia global: uma proposta de gestão ambiental estratégica para promoção da sustentabili-
dade e saúde em cidades portuárias. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6140/tde-09022018-171955/publico/VivianFer-
nandaMendesMerolaORIGINAL.pdf. Acesso em: 30 set. 2020. Adaptação.
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exportações brasileiras era de produtos básicos; 36% de produtos manufaturados; 13% de produtos semimanufaturados 
e 1% de outras modalidades.
178 3ª. série
Os maiores portos do mundo na atualidade situam-se na Ásia, com destaque para os de Xangai, o de Ningbo-Zhoushan 
(China) e o de Cingapura. Fora da Ásia, o maior porto em operação continua sendo o de Roterdã, situado na foz do Rio Reno, 
na Holanda. No Brasil, o maior porto em volume total de cargas é o de Santos. O porto de Paranaguá também se destaca 
por ser o maior porto graneleiro não apenas do Brasil, mas de toda a América Latina.
A navegação fluvial também é de grande importância para muitos países do mundo, sobretudo aqueles que possuem 
extensos trechos de rios de planície, como EUA, Canadá, China ou os países europeus. No Brasil, os sistemas de hidrovias 
ainda são limitados e subutilizados. Os principais são a hidrovia Tietê-Paraná, inserida na Bacia Platina e importante no es-
coamento de grãos, e as vias de transporte fluvial instaladas na bacia amazônica, que representam a principal modalidade 
de transporte local.
O transporte aéreo também teve grande impulso nas últimas décadas, tornando-se mais acessível a uma parcela da 
população que antes não sabia o que era viajar de avião e também adquirindo maior importância no transporte de cargas. 
De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, conforme a sigla em inglês), somente entre 2012 e 
2017, o número de passageiros transportados aumentou de 2,98 bilhões para quase 4 bilhões. O contexto da pandemia 
de 2020, no entanto, impactou expressivamente esse segmento do mercado mundial, levando inclusive diversas empresas 
aéreas à falência. 
Quanto aos transportes terrestres, o modal ferroviário tem grande importância em muitas regiões do mundo desenvol-
vido, como a Europa e a América Anglo Saxônica, e em alguns países do BRICS, sobretudo a Índia e a Rússia. No Brasil, 
lamentavelmente, a rede de transporte ferroviário é quase insignificante quando comparada às mais importantes do mundo. 
O Brasil, desde sua industrialização no século XX, fez a opção pelo modal rodoviário, que é o mais caro e um dos mais po-
luentes dos sistemas de transporte de pessoas e cargas. 
GEOGRAFIA AMBIENTAL 
Poucas questões dependem tanto do avanço da diplomacia internacional e do fortalecimento das instituições multilate-
rais na atualidade como a ambiental. O enfrentamento dos principais problemas ambientais mundiais exige a cooperação 
entre países e a troca de tecnologias, que comumente esbarram nos impasses sobre o custeio de programas que possam 
ser, de fato, efetivos, ou mesmo na dificuldade de superação de modelos de vida e desenvolvimento que se estruturaram 
sobre a depredação insustentável dos recursos naturais.
Desde o advento do ambientalismo moderno, ocorrido a partir da década de 1960, as Nações Unidas se tornaram o 
principal espaço de debates sobre o tema. A ONU já promoveu diversas conferências mundiais sobre o meio ambiente – 
algumas delas ocorridas no Brasil. As principais foram:
• Estocolmo (1972): marcada pela visão ecomalthusiana difundida pelo Clube de Roma. A principal contribuição dessa 
conferência foi a criação do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Clube de Roma: grupo de debates surgido na capital italiana em 1968, que 
reunia cientistas e políticos dispostos a discutir, de forma inédita até então, os 
problemas ambientais e os incipientes estudos em ecologia. Embora pioneiros 
no reconhecimento dos limites ambientais do planeta, eles estavam fortemente 
influenciados pela perspectiva neomalthusiana, que estava muito em voga na 
década de 1960 por conta do contexto de expressivo crescimento populacio-
nal no período pós-Guerra. Por isso, acabaram cometendo o equívoco de não 
questionar o desenvolvimento predatório associado, sobretudo, aos países ricos 
e direcionaram suas críticas e propostas para a questão do elevado crescimento 
populacional, pois em sua visão era o excesso de pessoas que estaria pres-
sionando os limites do planeta. Isso fez com que as maiores responsabilidades 
recaíssem sobre os países mais pobres, onde havia crescimento populacional 
descontrolado.
• Convenção de Viena (1985) e Protocolo de Montreal (1987): trataram do acordo internacional realizado para impedir a 
emissão de gases que agridem a camada de ozônio.
179
Geografia
Livro de atividades
• Rio de Janeiro (1992): também conhecida como Eco-92, essa conferência é considerada a mais importante e a que 
trouxe mais avanços ao debate ecopolítico internacional. Nela foi consolidada uma nova visão sobre os problemas 
ambientais, baseada no conceito de desenvolvimento sustentável, que havia norteado o relatório Nosso Futuro Comum 
(também conhecido por Relatório Brundtland, que era o sobrenome da norueguesa que o coordenou em 1987).
De acordo com o Relatório Brundtland, “O desenvolvimento sustentável é 
aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilida-
de de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades”. O conceito 
parte do princípio de que as nações que se desenvolveram economicamente 
no planeta, sobretudo após a Revolução Industrial, fizeram-no a partir de um 
modelo de desenvolvimento extremamente impactante e predatório – portanto, 
“insustentável” – para a natureza. Assim, seria catastrófico que os demais paí-
ses que desejam se desenvolver copiassem o modeloadotado anteriormente. 
O que deveria nortear as perspectivas de desenvolvimento seria o conceito da 
sustentabilidade, extraído da Biologia. Até porque essa ciência demonstra que 
qualquer espécie que não viva de forma sustentável tende a desaparecer, já que 
os recursos do planeta são limitados. Se fosse aplicado corretamente, o conceito 
de desenvolvimento sustentável faria com que a economia tivesse que se adap-
tar às perspectivas da Ecologia, e não o oposto, como ainda ocorre na maioria 
das situações e países.
• Kyoto (1987): local onde foi lançado o primeiro acordo internacional, que vinha sendo debatido desde a Rio-92, sobre 
a limitação da emissão de gases do efeito estufa. Embora tenha fracassado, o Protocolo de Kyoto até hoje permanece 
sendo uma importante referência nas políticas de enfrentamento ao aquecimento global, como o Mecanismo de Desen-
volvimento Limpo (MDL), que estabeleceu normas para o funcionamento de um mercado de créditos de emissões de 
carbono entre os países signatários.
• Joanesburgo (2002): também conhecida como Rio+10, a conferência foi considerada um fracasso ecodiplomático, já que 
foram registrados poucos avanços em relação à conferência do Rio de Janeiro.
• Rio de Janeiro (2012): também conhecida como Rio+20, a conferência teve resultados controversos, já que, embora te-
nha registrado alguns avanços, como no tema da proteção dos oceanos, escancarou o fracasso do Protocolo de Kyoto. 
• Paris (2015): também conhecida como COP-21 (as COPs são reedições da Conferência das Partes da Convenção-Qua-
dro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas), marcou o lançamento do Acordo de Paris, que substituiu o 
Protocolo de Kyoto como a grande aposta diplomática internacional para enfrentar a mudança climática.
Ao contrário do Protocolo de Kyoto, que tinha metas compulsórias de redu-
ção de emissões de GEE (gases do efeito estufa) para os países signatários e 
previa um sistema punitivo àqueles que não as cumprissem (baseado no MDL), 
o Acordo de Paris é considerado bem mais brando em suas normas, já que os 
próprios países apresentaram as metas que pretendem atingir nas próximas dé-
cadas e não há clareza sobre o que acontece a cada um deles caso as metas 
não sejam atingidas. Em 2019, os EUA, que já não tinham ratificado o Protocolo 
de Kyoto, oficializaram a decisão de abandonar o Acordo de Paris até novembro 
de 2020. A saída dos EUA é um duro golpe na luta contra o aquecimento global, 
pois trata-se de um dos países que mais emitem GEE no planeta e sua decisão 
pode influenciar outros países a fazerem o mesmo, como ocorreu no Protocolo 
de Kyoto.
180 3ª. série
A questão da mudança climática 
O planeta Terra, assim como alguns outros do Sistema Solar, possui um efeito estufa natural. 
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Fonte: FUCCI, Victor H. Estudo de caso sobre o registro público estadual de emissões de gases de efeito estufa no estado do Paraná. 
Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/52343/R%20-%20E%20-%20VICTOR%20HUGO%20FUCCI.pdf?-
sequence=1. Acesso em: 30 set. 2020.
Embora o principal gás do efeito estufa seja o vapor-d’água, sua presença na atmosfera está condicionada pelo ciclo 
hidrológico, e os efeitos que ele produz tendem a ser mais imediatos e pontuais do que aqueles decorrentes do acúmulo 
de metano (CH4) e, principalmente, dióxido de carbono (CO2). O carbono existente no planeta também está vinculado a um 
ciclo, no entanto ele foi alterado pelas ações antrópicas. Desde o advento da era industrial, a humanidade está acessando 
depósitos carboníferos que estavam acondicionados no subsolo terrestre (portanto, fora do ciclo atmosférico, há milhões de 
anos) e os trazendo à superfície, sobretudo na forma de carvão mineral e petróleo, para serem queimados para a geração 
de energia.
Dessa forma, a concentração de carbono na atmosfera vem aumentando de forma substancial, sobretudo nos últimos 
cem anos. Estudos paleoclimáticos revelam que essa concentração se manteve abaixo das 300 ppm (partes por milhão) 
nos últimos 650 mil anos. No entanto, desde meados do século XX, essa barreira foi ultrapassada e, em 2013, superou as 
400 ppm e continua aumentando. Atualmente, já está comprovado que esse excesso de carbono não tem origem magmá-
tica (o que descarta a hipótese de que ele seria decorrente de um suposto período com uma quantidade maior de erupções 
vulcânicas), mas sim fóssil. Também está comprovada a relação direta entre a concentração de carbono na atmosfera e a 
temperatura média do planeta – embora haja uma série de outros fatores que também interfiram nas dinâmicas do clima, em 
relações bastante complexas. O tema ainda não é plenamente consensual, mas a imensa maioria da comunidade científica 
atualmente está convencida de que a mudança climática que está em curso decorre da presença excessiva de GEE na at-
mosfera, cuja elevação na concentração decorre das ações antrópicas.
A Paleoclimatologia é uma ciência relativamente recente que permite que os pesquisadores, utilizando amos-
tras de gelo obtidas em geleiras muito antigas, consigam estabelecer quais eram as condições químicas e cli-
máticas da atmosfera em tempos remotos. Já foram obtidas amostras de gelo de 650 mil anos atrás em geleiras 
da Antártica.
Efeito estufa
A
B
C
B – Alguma radiação solar é 
refletida pela Terra e atmosfera 
de volta ao espaço
C – Parte da radiação infravermelha (calor) 
é refletida pela superfície da Terra, mas não 
regressa ao espaço, pois é refletida de novo e 
absorvida pela camada de gases de estufa que 
envolve o planeta. O efeito é o aquecimento da 
superfície terrestre e da atmosfera
A – A radiação solar 
atravessa a atmosfera. 
A maior parte da 
radiação é absorvida 
pela superfície 
terrestre e aquece-a
ATMOSFERA
181
Geografia
Livro de atividades
A temperatura média do planeta, que em seu ciclo natural leva aproximadamente 40 mil anos para subir ou descer em 
torno de 5 °C, elevou-se em 0,5 °C apenas no século XX e outros 0,7 °C desde o início do século XXI. Essa mudança pro-
duz alterações distintas no planeta: nas latitudes mais altas, o aquecimento registrado foi mais elevado do que nas regiões 
situadas nas proximidades da Linha do Equador. As consequências associadas à mudança climática são múltiplas, uma vez 
que uma única delas desencadeia uma série de outras. Entre as principais que vêm sendo verificadas podem ser apontadas:
• aumento de energia acumulada na atmosfera, tornando os climas mais extremos e a alternância entre períodos de inten-
so calor, frio, chuvas e secas se torne mais marcante;
• derretimento de geleiras mais acentuado do que no ciclo natural, sobretudo no Polo Norte;
• elevação do nível médio dos oceanos, que pode subir 1 m (ou mais) até 2100, colocando países insulares, como as 
Maldivas, e determinadas áreas litorâneas em risco;
• elevação da temperatura de águas oceânicas em determinadas regiões, favorecendo a formação de furacões mais for-
tes, maiores e mais frequentes e prejudicando os corais; 
• descongelamento do permafrost – uma área extensa e profunda de solo congelado, muito rica em matéria orgânica, que 
ocupa as regiões próximas aos polos, sobretudo as circunvizinhas ao Círculo Polar Ártico, que são bem mais abundantes;
• mais instabilidade nas regiões montanhosas pela incidência de chuvas orográficas mais extremas, aumentando os riscos 
de deslizamentos de encostas;
• maior frequência de enchentes em vales, seja pelo transporte periódico de volumes mais intensos de água, seja pela 
maior dificuldade de descarga nos oceanos;
• incontáveis prejuízos à biodiversidade, com milhares de espécies necessitando de adaptação para sobreviver e outras 
tantas ameaçadas de extinção. 
As Nações Unidas criaram o IPCC (Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas) em 1988, com o objetivo 
que ele se transformasse no principal espaço para a compilação de estudos realizados por pesquisadores de todo o mundo 
sobre a mudança climática.Os relatórios periodicamente publicados pelo órgão se tornaram referência para acompanhar a 
evolução do problema e orientar a busca de soluções. 
Há um consenso entre os cientistas que um acréscimo de 2 °C na temperatura média do planeta em um período de tem-
po tão curto seria catastrófico em muitos sentidos. Como o século XX já registrou a elevação de 0,5 °C, os debates que vêm 
sendo conduzidos desde a Rio-92 apontam para a necessidade de que no século XXI o aquecimento seja contido dentro 
do limite de mais 1,5 °C. Esse é o principal objetivo do Acordo de Paris. Previsões mais pessimistas, no entanto, alertam 
que, sobretudo pela falta de medidas mais efetivas e imediatas, esse aquecimento poderia se aproximar dos 5 °C até 2100. 
Outros temas ambientais recorrentes nos vestibulares de SP e MG
A temática ambiental tem aparecido com frequência nos principais concursos vestibulares e no Enem. Uma tendência é 
associá-la a outros temas, como geografia agrária, urbana, econômica e da população. Nesse sentido, convém estar atento 
aos desdobramentos decorrentes de graves problemas ambientais, tal como a migração de refugiados climáticos ou os 
prejuízos socioeconômicos associados à poluição, sobretudo para as comunidades mais vulneráveis. 
Um dos problemas ambientais mais graves da atualidade cujos impactos se refletem em múltiplos setores é o compro-
metimento dos recursos hídricos disponíveis. A água potável que está disponível para o consumo imediato dos seres vivos 
na Terra representa apenas 0,016% do total da água existente no planeta. O restante está nos oceanos (97,2%), geleiras 
(2,15%), depósitos subterrâneos (0,62%) e atmosfera.
Mesmo assim, se considerarmos que nesse percentual proporcionalmente pequeno estão inseridos todos os volumes 
das águas fluviais e lagos do mundo, observaremos que ainda há muita água disponível para as necessidades humanas e 
da biodiversidade. O problema é que boa parte dela já está poluída e, já há muito tempo, o ritmo de consumo e poluição é 
superior ao da reciclagem, mesmo considerando o conjunto expressivo de técnicas de tratamento atualmente em operação. 
Dessa forma, gerenciar os recursos hídricos disponíveis torna-se, a cada dia, uma condição mais necessária para a susten-
tabilidade e para nossa sobrevivência, já que não vivemos sem água.
De acordo com a ONU, a quantidade mínima de água necessária por pessoa para atender a todas as suarefs 
demandas é de 1 700 m³/ano. Abaixo disso configuram-se situações de estresse hídrico (entre 1 000 e 1 700 m³/ano), 
escassez hídrica (entre 500 e 1 000 m³/ano) e escassez absoluta (abaixo de 500 m³/ano).
182 3ª. série
Quanto ao consumo de água demandado por setores 
distintos, temos como médias mundiais aproximadas:
• consumo agropecuário: 70% (tendendo a ser maior nos 
países periféricos);
• consumo industrial: 20% (tendendo a ser maior nos paí-
ses centrais);
• consumo doméstico: 10% (tendendo a ser maior nos 
países centrais).
O cenário de crescente escassez hídrica e o comparti-
lhamento de recursos transfronteiriços (bacias fluviais, lagos 
e aquíferos) tem produzido o aumento substancial de con-
flitos pelo controle das águas. A ONU registra a existência 
de dezenas de situações de tensão entre países por conta 
dessa questão e há alguns estudiosos que apontam para a 
possibilidade das guerras pela água se tornarem um dos de-
safios geopolíticos mais marcantes do atual século, seguin-
do o exemplo do que ocorreu com o petróleo no século XX.
Alguns exemplos de conflitos pela água são:
• há muita tensão entre Etiópia, Sudão e Egito por conta 
da instalação de barragens na bacia do Rio Nilo;
• o mesmo ocorre entre Turquia, Síria e Iraque, por conta 
de projetos de irrigação na bacia do Rio Eufrates;
• a população da Bolívia se rebelou em 2000 por conta 
de uma desastrosa política de privatização das águas, 
gerando o que ficou conhecido como a Guerra da Água;
• o mesmo ocorreu na Índia em 2006, tendo como alvo a 
ação predatória e poluente de uma indústria estrangeira 
de refrigerantes. 
Como pano de fundo de muitos desses conflitos, está o 
conflito de interesses entre, de um lado, alguns governantes 
e as grandes corporações transnacionais que atuam nesse 
setor estratégico, para quem a água se torna cada vez mais 
uma fonte de lucros, e, de outro lado, ativistas por direitos 
humanos e a população mais vulnerável, que defendem que 
o acesso à água para suprir as necessidades básicas é um 
direito de todos os seres vivos, que não pode ser cerceado 
por questões econômicas. O antagonismo entre as duas vi-
sões, no entanto, só se justifica pelo cenário de escassez 
crescente, que tende a consolidar a água como a principal 
commodity do século XXI.
Outro tema que ganhou ainda mais relevância no cenário 
da mudança climática, sobretudo por envolver diretamente 
o Brasil, é o do desflorestamento. 
Entre as florestas tropicais e equatoriais do planeta, a 
Amazônia ainda é a mais preservada, contando com aproxi-
madamente 80% de sua área original conservada. No Vale 
do Congo (África) e na região do sudeste asiático, sobretudo 
nas florestas da Indonésia, o desmatamento já atingiu pro-
porções maiores. Mesmo no Brasil, há outros ecossistemas 
muito mais desmatados do que a Floresta Amazônica, como 
a Mata Atlântica (que atualmente possui menos de 10% de 
sua área original), o Cerrado (que foi diretamente impactado 
As ilhas de calor formadas sobre as grandes 
cidades podem produzir diferenças de até 10 °C 
entre a porção central e a periferia urbana. Isso 
ocorre porque:
pela expansão do agronegócio, sobretudo o cultivo de soja) 
e a Mata das Araucárias, que praticamente foi extinta na se-
gunda metade do século XX. No entanto, no que se refere à 
Floresta Amazônica, é importante observar que:
• a área que já foi desmatada, mesmo parecendo propor-
cionalmente pequena, é muito grande, já que a floresta 
é gigantesca;
• esse desmatamento concentrou-se nas últimas décadas;
• a recuperação de boa parte da área desmatada, ao con-
trário do que ocorre em outros ecossistemas, é pratica-
mente inviável.
O ritmo do desmatamento amazônico, que vinha caindo 
desde o início do atual século, voltou a acelerar nos últimos 
anos, tornando-se um tema sensível não apenas de organi-
zações ambientalistas brasileiras e mundiais, mas também 
da comunidade internacional. O controle das queimadas 
representa o principal problema brasileiro para cumprir os 
compromissos assumidos no Acordo de Paris. Um dos de-
safios é equacionar o conflito de interesses entre, de um 
lado, os preservacionistas e as comunidades locais, sobre-
tudo indígenas, e, de outro, os representantes do agrone-
gócio nacional, que anseiam pela expansão das fronteiras 
agrícolas brasileiras para a Região Amazônica, mesmo que 
ela não seja ideal para a produção por conta dos solos frá-
geis. Embora extremamente estratégico para a economia 
brasileira, o setor do agronegócio tende a estar envolvido 
também em outras controvérsias ambientais, como o uso 
excessivo de agrotóxicos e o manejo inadequado dos recur-
sos hídricos.
Há muitos problemas ambientais nos espaços urbanos. 
A ecologia das grandes metrópoles é outro tema da geogra-
fia ambiental fartamente cobrado em concursos vestibula-
res. Uma grande área urbana produz expressivas alterações 
nos sistemas naturais. Entre as principais destacam-se:
• retificação, canalização, poluição e assoreamento de rios;
• impermeabilização dos solos e excessiva perfuração 
para a instalação de poços artesianos, alterando subs-
tancialmente o ciclo hidrológico;
• deslocamentos de terra para a escavação de túneis e 
galerias e para a construção de aterros;
• redução expressiva da cobertura vegetal;
• alterações no microclima, na temperatura (ilha de calor), 
na umidade, na intensidade dos ventos e na formação de 
neblina, diretamente associados à concentração elevada 
de núcleos de condensação sobre a cidade. 
183
Geografia
Livro de atividades
Outro grave problema ambiental registrado nascidades 
são as enchentes urbanas. Elas ocorrem por uma soma de 
fatores:
• nas cidades, embora o ar seja mais seco do que no cam-
po, a concentração das chuvas tende a ser maior;
• a impermeabilização impede a infiltração natural da 
água, elevando o escoamento superficial;
• o sistema de galerias, instalado para canalizar as águas 
para fora da malha urbana, muitas vezes é obsoleto ou 
está entupido por lixo;
• a malha urbana tende a ocupar as áreas de várzea, que 
são a área de escape natural para os rios quando estes 
recebem acúmulo de volume de água.
Você sabia?
• que o ar nas cidades é mais seco do que no 
campo porque a transpiração é menor?
• que, apesar disso, tende a chover mais e de 
forma mais concentrada nas cidades, por 
conta dos choques térmicos decorrentes da 
ilha de calor e pela maior presença de nú-
cleos de condensação?
• que a concentração de poluentes sobre a ci-
dade reduz a quantidade de radiação solar 
que atinge o solo?
Outros problemas socioambientais urbanos que pos-
suem grande incidência nas grandes cidades brasileiras são 
os deslizamentos de encostas e a questão da destinação do 
lixo urbano. 
Os deslizamentos são fruto, em geral, da ocupação irre-
gular das encostas urbanas e potencializados pelo fato de a 
urbanização brasileira ter se concentrado em áreas dobra-
das próximas ao litoral, que é uma área extremamente úmi-
da por conta da atuação de uma série de fatores climáticos. 
A elevada umidade do ar e o relevo dobrado produzem um 
elevado volume de chuvas orográficas, que incidem sobre 
áreas fortemente urbanizadas.
Quanto ao lixo urbano, em 2010 foi sancionada a lei que 
extinguiria os lixões, dando prazo às prefeituras para que 
instalassem aterros sanitários nos municípios brasileiros que 
ainda não os possuíam. Tais prazos, no entanto, já foram 
prorrogados mais de uma vez e ainda há um percentual sig-
nificativo de municípios brasileiros que não eliminaram seus 
antigos lixões.
Finalizando esse resumo sobre a geografia ambiental, 
vale recordar alguns importantes acidentes ambientais que 
ocorreram recentemente no território brasileiro:
• Em novembro de 2015, o rompimento de uma barragem 
de rejeitos de mineração no município de Mariana-MG 
produziu aquele que é considerado o maior desastre am-
biental já ocorrido no Brasil, ocorrendo a contaminação 
de boa parte da bacia do Rio Doce, desde a região do 
acidente até a sua foz, no Espírito Santo.
• Em janeiro de 2019, o rompimento de outra barragem em 
Minas Gerais, dessa vez no município de Brumadinho, 
embora tenha produzido impactos ambientais menores 
do que os de Mariana, foi o acidente que mais produziu 
mortes no país: 259 pessoas perderam a vida soterradas 
pela lama de rejeitos de mineração derramada.
• Em setembro de 2019, uma extensa área do litoral nor-
destino (e também alguns pontos do Sudeste) foi atingi-
da por manchas de petróleo derramado em alto-mar. O 
desastre foi o maior derramamento de petróleo já regis-
trado no país e, um ano depois, ainda não havia certeza 
sobre a origem do vazamento.
• os poluentes formam um miniefeito estufa 
sobre a cidade;
• há poucas áreas verdes e corpos hídricos 
para atenuar a amplitude térmica;
• o albedo é potencializado em um labirinto 
de reflexões;
• a própria cidade é uma emissora de calor, 
por conta da concentração de motores, 
gases aquecidos e até de pessoas.
Os poluentes emitidos pela cidade formam 
uma abóbada de poluentes que pode atingir até 
300 m de altitude. Quando a circulação vertical 
do ar é interrompida momentaneamente por fe-
nômenos como o da inversão térmica (no qual 
uma camada de ar frio se instala abaixo do ar 
quente, impedindo a dispersão dos poluentes), o 
ar urbano se torna ainda mais nocivo aos seres 
vivos que ali habitam.
• que, apesar disso, as cidades são mais quen-
tes por conta da ilha de calor?
• que muitas cidades apresentam o fenômeno 
da subsidência (afundamento lento) por con-
ta da redução do volume de água subterrâ-
nea?
184 3ª. série
ATIVIDADES
GEOPOLÍTICA
b) a neutralidade do país diante da Guerra Fria, que 
caracterizou a segunda metade do século XX. 
c) a desmobilização de todos os contingentes mi-
litares dentro e fora do país. 
d) a celebração das conquistas territoriais ocorri-
das no século XIX e princípio do XX. 
e) a rejeição do militarismo, que marcara o país 
desde a segunda metade do século XIX.
3. (UFJF – MG) A disputa entre a Rússia e a Ucrânia 
pelo controle da Crimeia se agravou em fevereiro 
de 2014. No início de março, após a queda do en-
tão presidente ucraniano Victor Ianukovici, Moscou 
enviou tropas para a República Autônoma da Cri-
meia através do Mar Negro. Em 16 de março, a sua 
população aprovou por referendo a sua indepen-
dência da Ucrânia, não reconhecida pelos EUA e 
pela União Europeia. No dia seguinte, o presidente 
russo, Vladimir Putin, assinou decreto reconhecen-
do a independência da península.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/03/
1422015-entenda-porque-ucrania-e-russia-brigam-pelo-controle-
-da-crimeia.shtml>. Acesso em 10/Out/2016. (Adaptado)
(UNESP – SP) Leia o texto para responder às ques-
tões 1 e 2. 
Enquanto os franceses e os britânicos tinham emer-
gido da Primeira Guerra Mundial com um profundo trau-
ma dos horrores da guerra e a convicção de que um 
novo conflito deveria, se possível, ser evitado, na Alema-
nha só ocorreria algo parecido depois da Segunda Guer-
ra Mundial. Os acontecimentos de 1945 levaram a uma 
profunda mudança na cultura popular e política da parte 
ocidental da Alemanha. Aos olhos desses alemães, a ex-
trema violência de 1945 fez da Segunda Guerra Mundial 
“a guerra para acabar com todas as guerras”. 
(Richard Bessel. Alemanha, 1945, 2010. Adaptado.)
1. Entre os fatos que poderiam confirmar a interpreta-
ção, oferecida pelo texto, sobre a atitude de fran-
ceses e britânicos depois da Primeira Guerra Mun-
dial, pode-se incluir
a) a participação em um organismo internacional 
para a mediação de conflitos e o pacifismo que 
marcou a reação da França e da Grã-Bretanha 
à ascensão do nazismo. 
b) o fim da corrida armamentista entre as potên-
cias do Ocidente e do Leste europeu e a elimi-
nação dos arsenais alojados na Europa, na Ásia 
e no Norte da África. 
c) a repressão imediata e violenta, por França e 
Grã-Bretanha, a todos os projetos belicosos e 
autoritários que surgiram na Europa ao longo 
dos anos 1920 e 1930. 
d) o acordo para a constituição de uma polícia 
internacional, que vigiasse as movimentações 
militares das grandes potências e fosse coor-
denada por um país não europeu, os Estados 
Unidos. 
e) a liberação, pela França e pela Grã-Bretanha, 
no decorrer das décadas de 1920 e 1930, de 
todas as suas colônias, para evitar o surgimento 
de guerras de emancipação nacional.
2. A mudança de mentalidade na Alemanha ociden-
tal, ocorrida, segundo o texto, ao final da Segunda 
Guerra Mundial, envolveu, entre outros fatores,
a) a decisão alemã de não voltar a se envolver em 
conflitos internacionais políticos ou diplomáticos. 
185
Geografia
Livro de atividades
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/06/
1471046-russia-corta-provisao-de-gas-a-ucrania.shtml>. 
Acesso em 15/Out/2016. (Adaptado)
Sobre a península da Crimeia, pode-se afirmar que: 
 I. é uma região estratégica para a Rússia, pois lhe 
fornece acesso ao Mar Negro, facilitando o contro-
le do canal que liga o Mar Negro ao Mar de Azov. 
 II. cerca das 2 milhões de pessoas que residem na pe-
nínsula da Crimeia, mais da metade se considera 
de origem russa e, inclusive, fala russo no dia a dia. 
 III. cerca de 1/3 das exportações russas de gás à 
União Europeia passam pela Crimeia, e a Europa 
importa da Rússia cerca de um terço do gás que 
consome. 
Assinale a opção CORRETA: 
a) somente a alternativa I. 
b) somente a alternativa II. 
c) somente a alternativa III. 
d) somente as alternativas I e II. 
e) somente as alternativas II e III.
4. (UFU – MG) O conflito árabe-israelensee a questão 
da Palestina consistem num processo de caráter 
político, religioso, econômico e socioambiental. 
Considerando-se os recursos hídricos e a geopolí-
tica local, é correto afirmar que, 
a) com a ocupação de territórios vizinhos, Israel 
teve acesso a novas fontes hídricas na Cisjor-
dânia e no Rio Yarnuk, resolvendo o problema 
da falta de água. 
b) em todo o território original ocupado, a utiliza-
ção da água subterrânea em Israel tem benefi-
ciado os palestinos. 
c) para Israel, a água é um problema de segurança 
nacional e representa um dos maiores obstácu-
los para um acordo de paz com os palestinos. 
d) para os judeus, primeiros sionistas que chega-
ram à Palestina, a questão da água deixou de 
ter dimensão ideológica-religiosa.
5. (FEI – SP) A península foi dividida após a Segun-
da Guerra Mundial, sendo que o Norte foi apoia-
do pela URSS e o Sul pelos EUA. Posteriormente, 
as tropas da ONU lideradas pelos EUA entraram 
em confronto com o exército comunista chinês. A 
guerra continuou com confrontos na fronteira até 
1953, quando o novo presidente dos Estados Uni-
dos, Eisenhower, ofereceu a paz, mas ameaçou 
usar a bomba atômica se a China não aceitasse 
a oferta. Após o fim da guerra, o país acabou sen-
do dividido tendo como base o paralelo 38°. O 
confronto deixou milhões de mortos civis e pode 
ser considerado como um dos mais importantes 
episódios da chamada Guerra Fria. Em termos da 
geografia política, a guerra propiciou:
a) a divisão da Coreia em Coreia do Norte e Coreia 
do Sul.
b) a criação de dois países na Península Industânica: 
a Índia e o Paquistão. 
c) a criação de dois novos países na península 
vietnamita: o Vietnã do Norte e o do Sul. 
d) a separação do Laos e do Camboja (Campuchea) 
na Península Indochinesa. 
e) o avanço do movimento separatista no Tibete 
na Caxemira.
6. (UEMG)
A Espanha, assim como inúmeros outros Estados atual-
mente constituídos, é um território multinacional, ou seja, é 
formada por várias nações ou por diversos grupos étnicos 
regionais com identidade nacional diferenciada àquela do 
país ao qual pertencem. Nesse sentido, esse território é um 
dos principais locais do mundo em que há movimentos se-
paratistas, com um forte clamor pela independência local 
em busca da constituição de um novo país. 
Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/movi-
mentos-separatistas-na-catalunha.htm>. Acesso em: 23 nov. 2017.
Referente às diversas nacionalidades que coexis-
tem no território estatal da Espanha, assinale a al-
ternativa correta. 
a) A segunda maior comunidade populacional da 
Espanha é a Catalã, a qual só é inferior à comu-
nidade Andaluzia. 
b) As comunidades autônomas na Espanha come-
çaram a existir logo após o fim da Guerra Civil 
espanhola em 1939. 
c) Dentre as comunidades autônomas que lutam 
oficialmente pelo separatismo na Espanha, es-
tão grupos étnicos Bascos, Catalães, Madrile-
nhos e Galegos. 
d) O quadro Guernica de Pablo Picasso buscou 
representar exatamente a diversidade étnica 
espanhola durante a 1ª. Guerra Mundial.
186 3ª. série
7. (FUVEST – SP) Dois eventos marcaram a diplomacia 
brasileira em relação ao Oriente Médio no início de 
2019. Um deles foi o voto contra a resolução da 
ONU que pedia a desocupação militar das Colinas 
de Golã e sua devolução à Síria. Outro evento foi 
o anúncio de transferência da embaixada brasileira 
de Tel Aviv para Jerusalém, mesmo não tendo sido 
levada adiante até setembro de 2019. Em relação a 
esses eventos, é correto afirmar que eles represen-
tam 
a) I ‐ uma aproximação do Brasil em relação à po-
sição dos EUA. 
II  ‐ um potencial distanciamento do Brasil em 
relação à posição da maioria dos países do 
Conselho de Segurança da ONU. 
b) I  ‐ um distanciamento do Brasil em relação à 
posição da Palestina e uma aproximação em 
relação ao conjunto de países árabes. 
II ‐ uma potencial aproximação do Brasil em re-
lação à posição da maioria dos países do Con-
selho de Segurança da ONU. 
c) I ‐ um distanciamento do Brasil em relação à 
posição de Israel e uma aproximação em rela-
ção aos palestinos. 
II  ‐ um potencial distanciamento do Brasil em 
relação à posição da maioria dos países do 
Conselho de Segurança da ONU. 
d) I ‐ um distanciamento do Brasil em relação à 
posição dos EUA. 
II ‐ uma potencial aproximação do Brasil em re-
lação à posição da maioria dos países do Con-
selho de Segurança da ONU.
e) I ‐ uma aproximação do Brasil em relação à po-
sição da Síria. 
II  ‐ um potencial distanciamento do Brasil em 
relação à posição da maioria dos países do 
Conselho de Segurança da ONU.
8. (FGV – SP) Nos Jogos Olímpicos de 1980, disputa-
dos em Moscou, os Estados Unidos lideraram um 
boicote que levou diversos países a cancelarem 
sua participação. Em 1984, foi a vez dos soviéticos 
liderarem um boicote aos jogos disputados em Los 
Angeles. A esse respeito, é correto afirmar: 
a) Apesar da implementação da Glasnost e da 
Perestroika por Gorbatchev, as tensões decor-
rentes da bipolarização ainda se mantinham 
acirradas e explicam esses boicotes sucessivos. 
b) O boicote dos Estados Unidos teve como prin-
cipal argumento a invasão do Afeganistão pelas 
tropas soviéticas em 1979 e levou o governo 
americano a apoiar os rebeldes muçulmanos. 
c) O boicote da União Soviética aos jogos de Los 
Angeles teve como principal argumento a inva-
são do Iraque pelas forças militares estaduni-
denses. 
d) Os boicotes levaram ao maior estremecimento 
político entre Estados Unidos e União Soviética 
e quase precipitaram o conflito armado conhe-
cido como a “crise dos mísseis”. 
e) Os países de terceiro mundo, liderados pela 
Índia, China e Brasil, lançaram um duro mani-
festo contra União Soviética e Estados Unidos e 
também se negaram a participar dos Jogos de 
Moscou e Los Angeles. 
9. (UNESP – SP) No dia 3 de junho de 2012, os jornais 
estamparam a notícia dos 60 anos de reinado da 
Rainha Elizabeth II. Ela foi coroada chefe de Estado 
da Grã-Bretanha e dos países da Comunidade Bri-
tânica no dia 2 de junho de 1953. Assinale a alter-
nativa que contém um acontecimento geopolítico 
ocorrido nos anos 1950, década em que a Rainha 
Elizabeth II assumiu o reinado. 
a) Ataque nuclear norte-americano ao Japão. 
b) Guerra da Coreia. 
c) Construção do Muro de Berlim. 
d) Criação da OPEP (Organização dos Países Ex-
portadores de Petróleo). 
e) Dissolução da URSS.
10. (UNESP – SP) 
Coreia do Norte anuncia “estado de guerra” 
com a Coreia do Sul
A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira 
[29.03.2013] o “estado de guerra” com a Coreia do Sul e 
que negociará qualquer questão entre os dois países sob 
esta base. “A partir de agora, as relações intercoreanas 
estão em estado de guerra e todas as questões entre as 
duas Coreias serão tratadas sob o protocolo de guerra”, 
declara um comunicado atribuído a todos os órgãos do 
governo norte-coreano. 
(http://noticias.uol.com.br. Adaptado.) 
A tensão observada entre a Coreia do Norte e a 
Coreia do Sul está associada a: 
a) divergências políticas e comerciais, sendo que 
sua origem se deu após a emergência Nova Or-
dem Mundial.
b) divergências comerciais e econômicas, sendo 
que sua origem remete ao período da Guerra Fria. 
c) divergências políticas e ideológicas, sendo que 
sua origem se deu após a emergência da Nova 
Ordem Mundial. 
187
Geografia
Livro de atividades
d) divergências políticas e ideológicas, sendo que 
sua origem remete ao período da Guerra Fria. 
e) um incidente diplomático ocasional, que não 
corresponde à grande tradição pacifista exis-
tente entre as Coreias.
11. (UFSCAR – SP) Existem controvérsias a respeito da 
nova ordem mundial. Para uns, ela seria uni ou mo-
nopolar; para outros, ela seria multipolar. Conside-
re o exposto e assinale a alternativa que é indiscu-
tivelmente correta. 
a) O poderio militar norte-americano, sem compe-
tidores, é um argumento a favor de definição da 
nova ordem como multipolar. 
b) A unificação europeia, a recuperação econô-mica do Japão e a enorme expansão da China 
são fatores que pesam a favor do argumento da 
monopolaridade da nova ordem mundial. 
c) O avanço da globalização fortalece a ideia de 
um mundo unipolar. 
d) O sucesso da primeira guerra do Golfo, de 1991, 
sugeriu momentaneamente que os Estados Uni-
dos poderiam desempenhar o papel de superpo-
tência solitária e com uma estratégia unilateral. 
e) O fato de alguns países – Japão, Índia, Brasil e 
África do Sul – pleitearem uma vaga permanen-
te no Conselho de Segurança da ONU é mais 
um indicador da monopolaridade no sistema 
internacional.
12. (FUVEST – SP)
Folha de S.Paulo, 19/12/2014.
Tendo em vista o que a charge pretende expres-
sar e a data de sua publicação, dentre as legen-
das propostas abaixo, a mais adequada para essa 
charge é: 
a) Suspensão do embargo econômico a Cuba por 
parte dos EUA. 
b) Devolução aos cubanos da área ocupada pelos 
EUA em Guantánamo. 
c) Fim do embargo das exportações petrolíferas 
cubanas. 
d) Retomada das relações diplomáticas entre os 
EUA e Cuba. 
e) Transferência de todos os presos políticos de 
Guantánamo, para prisões norte-americanas.
13. (PUC-SP) 
Sobre a origem da divisão “Norte/Sul” do mundo: É 
em 1980 que nasce o par Norte/Sul, numa publicação do 
Banco Mundial (presidido por Willy Brandt) da Comissão 
Independente sobre os problemas de desenvolvimento in-
ternacional, intitulado Norte-Sul: um programa de sobrevi-
vência. Em seguida o termo se torna corrente e é utilizado 
tanto no domínio público quanto nos materiais escolares.
(Transcrição de palestra de Christian Grataloup. Vida e morte do par 
Norte/Sul, In: Les Cafés Géographiques, 30/09/2015, 
http://cafe-geo. net/, acesso 25/10/2015)
A expressão Norte/Sul, de largo uso atualmente, 
tem uma história que revela um aspecto das rela-
ções internacionais. A esse respeito, pode ser afir-
mado que 
a) ela substitui a divisão do mundo entre países 
desenvolvidos e subdesenvolvidos, isso porque 
houve uma queda grande da desigualdade en-
tre os países do mundo. 
b) essa divisão é apenas uma frase de efeito, pois 
ao pretender distinguir os países ricos dos po-
bres, comete uma confusão, pois vários dos pa-
íses ricos do mundo estão no Sul. 
c) como expressão da moda, tem o mesmo signi-
ficado que a oposição entre Primeiro, Segundo 
e Terceiro Mundo, e entre países desenvolvidos 
e países subdesenvolvidos. 
d) foram as desigualdades existentes na escala 
mundial, entre os países, que deram origem à 
distinção entre Norte/Sul.
14. (UEMG) Sobre a Questão da Geopolítica mundial, 
afirma-se: 
 I. Atualmente, verificam-se práticas de terrorismo in-
ternacional como formas de contestação do poder 
do mundo Ocidental. 
 II. A criação do Sudão do Sul teve como origem a guer-
ra entre os Estados Chade e Sudão no século XXI. 
 III. As atividades ilícitas em rede, ampliadas pela globali-
zação, ameaçam a soberania dos Estados-nação. 
 IV. O Estado Palestino mantém sua autonomia sobre 
a totalidade das regiões da Cisjordânia e da Faixa 
de Gaza.
188 3ª. série
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV.
15. (FUVEST – SP) Observe, na imagem noturna obtida 
por satélite, os limites territoriais do país A e países 
fronteiriços.
www.exame.com.br 25/02/2014. Adaptado.
a) Identifique o país A e cite uma razão para o fato 
de esse país, comparativamente a seus frontei-
riços, aparecer na imagem como se estivesse 
às escuras. 
b) Explique, citando ao menos dois argumentos de 
ordem geopolítica, por que os EUA e alguns pa-
íses da Europa Ocidental consideram esse país 
uma ameaça global e regional 
16. (MACKENZIE – SP) A respeito da crescente onda ter-
rorista verificada no mundo após os atentados de 
11 de setembro de 2001 nos EUA, julgue as afirma-
ções que se seguem: 
 I. A Al-Qaeda (“a base”, em árabe) foi criada por 
Osama bin Laden na década de 1980. É formada, 
principalmente, por fundamentalistas islâmicos 
e árabes. Ao grupo são atribuídos os atentados 
terroristas nas embaixadas norte-americanas no 
Quênia e na Tanzânia em 1998. 
 II. Hezbollah representa o movimento libanês que 
surgiu na década de 1980. Luta contra a influência 
ocidental no mundo islâmico e se baseia na dou-
trina do aiatolá Khomeini, que liderou a revolução 
islâmica no Irã. O grupo se notabilizou por meio de 
atentados a bomba e combates a Israel. 
 III. O grupo Hamas foi criado em 1987 depois da se-
gunda intifada (resistência israelense à ocupação 
do território palestino). Contrário à existência do 
Estado Palestino, usa suicidas para promover ata-
ques terroristas aos assentamentos de seus rivais. 
 IV. Jihad Islâmica, organização formada no Egito, em 
1980, por jovens palestinos. Atacar alvos israelen-
ses é uma forma de estancar o processo de paz 
entre Israel e a Organização para a Libertação da 
Palestina (OLP). O grupo assumiu a autoria de um 
atentado suicida em 12 de agosto de 2001 em um 
restaurante no norte de Israel. 
Estão corretas: 
a) I e II, apenas. 
b) I, II e III, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I, II e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV.
17. (FUVEST – SP)
Cada vez mais pessoas fogem da guerra, do terror 
e da miséria econômica que assolam algumas nações 
do Oriente Médio e da África. Elas arriscam suas vidas 
para chegar à Europa. Segundo estimativas da Agência 
da ONU para Refugiados, até novembro de 2015, mais 
de 850 mil refugiados e imigrantes haviam chegado por 
mar à Europa naquele ano. 
Garton Ash, Timothy. Europa e a volta dos muros. O Estado de S. Paulo, 
29/11/2015. Adaptado.
Sobre a questão dos refugiados, no final de 2015, 
considere as três afirmações seguintes: 
 I. A criação de fronteiras políticas no continente africano, 
resultantes da partilha colonial, incrementou os confli-
tos étnicos, corroborando o elevado número de refu-
giados, como nos casos do Sudão e Sudão do Sul. 
 II. Além das mortes em conflito armado, da intensi-
ficação da pobreza e da insegurança alimentar, a 
guerra civil na Síria levou um contingente expressi-
vo de refugiados para a Europa. 
189
Geografia
Livro de atividades
 III. A política do apartheid teve grande influência na 
Nigéria, país de origem do maior número de re-
fugiados do continente africano, em decorrência 
desse movimento separatista. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III.
18. (MACKENZIE – SP) Observe os mapas:
Mapa 1 Mapa 2
 � Região da Caxemira � Colinas de Golan
http://soinews2010.blogspot.
com.br/2010/10/cdsi-discute-
-questaodearmas menores.html
http://www.midiaindependente. 
org/pt/blue/2012/03/504928.
shtml
Os mapas delimitam espaços geográficos em lití-
gio na atualidade. Sob o ponto de vista geopolítico, 
podem-se destacar aspectos conflituosos seme-
lhantes, dentre os quais: 
a) disputas por recursos minerais, especialmente 
imensas jazidas carboníferas, como também 
questões étnico-sociais. 
b) questões territoriais e disputas pelos recursos 
hídricos, já que as duas áreas possuem nascen-
tes de importantes rios. 
c) disputas por áreas localizadas principalmente 
em pontos geográficos estratégicos favoráveis 
a determinados países, como também a saída 
para mares e oceanos. 
d) a divisão de suas fronteiras com importantes 
países emergentes, como também questões 
socioeconômicas milenares. 
e) disputas territoriais milenares devido à fertilida-
de dos solos, como também as formações geo-
lógicas estáveis que datam do Pré-cambriano.
19. (UNICAMP – SP) No período da Guerra Fria, os confli-
tos geopolíticos implicavam riscos nucleares e ata-
ques físicos a infraestruturas como estradas, redes 
elétricas ou gasodutos. Hoje, além dessas implica-
ções, a Ciberguerra ou Guerra Fria Digital 
a) representa uma possibilidade real de interferên-
cia em sistemas informacionais nacionais, mas 
seu uso efetivo mantém-se apenas como uma 
ameaça. 
b) baseia-se na capacidade integrada de sistemas 
computacionais espionaremgovernos antagô-
nicos, com o objetivo de manipular informações 
de todo tipo. 
c) envolve o uso de softwares (malwares) e pro-
gramas robôs para invadir redes sociais e com-
putadores, mas nunca interferiu em processos 
eleitorais. 
d) visa ao controle da informação como uma for-
ma de poder político, mas inexistem, no mundo, 
cibercomandos, ou seja, a quarta força armada.
20. (UNESP – SP) Após os atentados de 11 de setembro 
de 2001, o governo dos Estados Unidos da Amé-
rica aprovou uma série de medidas com o objetivo 
de proteger os cidadãos americanos da ameaça 
representada pelo terrorismo internacional. Entre 
as medidas adotadas pelo governo norte-america-
no estão: 
a) a realização de acordos de cooperação militar e 
tecnológica com países aliados no combate ao 
terrorismo internacional; e a prisão imediata de 
árabes e muçulmanos que residissem nos Esta-
dos Unidos. 
b) a realização de ataques preventivos a países 
suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a 
restrição da liberdade e dos direitos civis de 
suspeitos de associação com o terrorismo. 
c) a concessão de apoio logístico e financeiro a 
países que, autonomamente, pudessem com-
bater grupos terroristas em seus territórios; e a 
preservação dos direitos civis de suspeitos de 
associação com o terrorismo, que residissem 
dentro ou fora dos Estados Unidos. 
d) a realização de ataques preventivos a países 
suspeitos de sediarem grupos terroristas; e a fle-
xibilização do ingresso nos Estados Unidos de 
pessoas oriundas de qualquer região do mundo. 
e) a realização de acordos de cooperação militar e 
tecnológica com países suspeitos de sediarem 
grupos terroristas; e a preservação dos princípios 
de liberdade individual e autonomia dos povos.
21. (FUVEST – SP) 
O grupo Boko Haram, autor do sequestro, em abril de 
2014, de mais de duzentas estudantes, que, posterior-
mente, segundo os líderes do grupo, seriam vendidas, 
nasceu de uma seita que atraiu seguidores com um dis-
curso crítico em relação ao regime local. Pregando um
190 3ª. série
islã radical e rigoroso, Mohammed Yusuf, um dos funda-
dores, acusava os valores ocidentais, instaurados pelos 
colonizadores britânicos, de serem a fonte de todos os 
males sofridos pelo país. Boko Haram significa “a edu-
cação ocidental é pecaminosa” em haussa, uma das lín-
guas faladas no país. 
www.cartacapital.com.br. Acessado em 13/05/2014. Adaptado.
O texto se refere: 
a) a uma dissidência da Al Qaeda no Iraque, que 
passou a atuar no país após a morte de Saddam 
Hussein. 
b) a um grupo terrorista atuante nos Emirados Ára-
bes, país economicamente mais dinâmico da 
região. 
c) a uma seita religiosa sunita que atua no Sul da 
Líbia, em franca oposição aos xiitas. 
d) a um grupo muçulmano extremista, atuante no 
norte da Nigéria, região em que a maior parte da 
população vive na pobreza. 
e) ao principal grupo religioso da Etiópia, ligado 
ao regime político dos tuaregues, que atua em 
toda a região do Saara.
22. (UFLA – MG)
EM 20 DE JULHO DE 1969, 
NEIL ARMSTRONG PISOU NA LUA
A MISSÃO APOLLO 11 LEVOU UMA TRIPULAÇÃO 
DE TRÊS ASTRONAUTAS QUE ENTRARAM PARA A 
HISTÓRIA AO POUSAREM E EXPLORAREM A LUA 
PELA PRIMEIRA VEZ 
Disponível em https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/em-20-de-
-julho-de-1969-neil-armstrong-pisou-na-lua-20072018, 
acesso em junho de 2019 
A notícia veiculada na mídia no dia 20 de julho des-
te ano comemorou os 50 anos da então chamada 
“Conquista da Lua”, evento que, por si só, signifi-
cou um estrondoso feito tecnológico. No entanto, 
se aprofundarmos a análise sobre o fato em ques-
tão, percebe-se que ele se situa em um contex-
to histórico específico. Assinale a alternativa que 
situa CORRETAMENTE o fato ao contexto que lhe 
corresponde. 
a) A conquista da Lua no final dos anos 60 evi-
denciou a corrida espacial durante o período da 
Guerra Fria. 
b) A conquista da Lua se incorporou ao processo 
de “militarização do espaço”, conhecido como 
“Guerra nas Estrelas”. 
c) A corrida espacial inaugurou uma nova etapa 
das “grandes navegações”, em uma alusão às 
“Grandes Navegações” dos séculos X e XI. 
d) A corrida espacial tem uma relação direta com 
a corrida armamentista na medida em que essa 
se remete à tecnologia bélica da Primeira Guer-
ra Mundial.
23. (FGV – SP) O Sudão do Sul tornou um Estado inde-
pendente em julho de 2011. Desde então, as rela-
ções entre o Sudão e Sudão do Sul seguem mar-
cadas por enfrentamentos armados e acusações 
mútuas. Sobre os fatores responsáveis pela tensão 
entre os dois países, leia as seguintes afirmações: 
 I. Após a independência, o governo do Sudão do Sul 
optou por utilizar exclusivamente portos marítimos 
situados em seu próprio território para o escoa-
mento de sua produção petrolífera. 
 II. O governo do Sudão não reconheceu oficialmente 
a independência do Sudão do Sul, alegando fraude 
no plebiscito que a legitimou. 
 III. Ambos os países reivindicam a posse de territórios 
ricos em petróleo situados na zona fronteiriça. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas.
b) II e III, apenas. 
c) II, apenas.
d) III, apenas.
e) I, II e III.
24. (FUVEST – SP) Considere as seguintes afirmações 
sobre a África Subsaariana. 
 I. Um dos motivos que justificam os conflitos violen-
tos, nessa parte do continente, é o da necessidade 
de controle dos recursos minerais aí abundantes. 
 II. A violência e a impunidade aí presentes represen-
tam desrespeito à Declaração dos Direitos Huma-
nos e às Leis Internacionais sobre Refugiados. 
 III. A assistência ao desenvolvimento dos países que 
a compõem foi incrementada em 40% pelos países 
ricos, entre os anos 1990-1999. 
 IV. A África Subsaariana vem sofrendo limitações no 
desenvolvimento de sua produção local, devido ao 
fato de estar fora das prioridades dos mercados 
mundiais. 
Está correto apenas o que se afirma em: 
a) I e III. 
b) I, II e IV. 
c) II e III. 
d) II, III e IV. 
e) III e IV.
191
Geografia
Livro de atividades
25. (IFSULDEMINAS – MG) 
Refugiados ganham a vida vendendo comida síria em 
São Paulo. Alguns eram médicos, engenheiros e conta-
dores na Síria. Outros já trabalhavam como chefs ou pa-
deiros. Por profissão ou necessidade, alguns refugiados 
estão ganhando a vida em São Paulo vendendo pratos 
típicos de seu país. 
Fonte: Flávia Mantovani e Paula Paiva Paulo, do G1 São Paulo, 
de 21/09/2015.
Refugiados são: 
a) imigrantes com alto nível de especialização em 
busca de empregos de alto escalão em multina-
cionais encontradas nos países desenvolvidos 
ou em desenvolvimento. 
b) as pessoas que migram com suas famílias para 
os países do continente europeu e americano em 
busca de melhores condições de vida, de saúde e 
lazer a pedido do governo dos países de destino. 
c) as pessoas que migram, principalmente para 
países ricos, e sofrem aversão pela população 
nacional, que teme que os estrangeiros retirem 
seus empregos.
d) as pessoas que se encontram fora do seu país 
por causa de fundado temor de perseguição 
por motivos de raça, religião, nacionalidade, 
opinião política ou participação em grupos so-
ciais e que não possam (ou não queiram) voltar 
para seu país de origem.
26. (UEMG) O Alto Comissariado das Nações Unidas 
para os Refugiados-ACNUR emitiu comunicado 
mundial que identifica algumas razões que moti-
vam o êxodo de asiáticos e africanos para a Eu-
ropa. Com base num trabalho contínuo de acom-
panhamento e avaliação, e também a partir dos 
resultados de discussões em grupo e do contato 
diário com refugiados na Jordânia, Líbano, Egito, 
Iraque e Síria, o ACNUR identificou os principais 
fatores que motivam os emigrantes a buscar refú-
gio fora da região, principalmente na Europa. 
Considerando o fluxo populacional apresentado no 
trecho acima, e as informações vinculadas pela mí-
dia, é CORRETO afirmar que 
a) a maioria dos deslocados sírios que viajaram 
para o Iraque possuem um sentimento de segu-
rança e confiança em relação ao seu país. 
b) as pessoas dos grupos minoritários veema mi-
gração como solução para a sua segurança físi-
ca e socioeconômica. 
c) o agravamento que os refugiados enfrentam no 
exílio permite que as crianças continuem seus 
estudos regulares nos países europeus. 
d) o perigo do terrorismo islâmico e o assenta-
mento demográfico no campo, salvo raras ex-
ceções, promoveram um período de grande 
agitação nas cidades.
27. (UNICAMP – SP) 
Já foi dito que as religiões, todas elas sem exceção, 
nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, 
que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de 
sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas 
violências físicas e espirituais que constituem um dos 
mais tenebrosos capítulos da miserável história humana. 
(José Saramago, O Fator Deus, Folha de S. Paulo, 18/9/2001.)
a) Considerando o texto acima, cite dois conflitos 
presentes no mundo atual que têm como justifi-
cativa questões religiosas. 
b) Que outro importante aspecto pode explicar a 
natureza desses conflitos? 
28. (FGV – SP)
Para a revista britânica The Economist, “O Mun-
do em 2017” apresentará um cenário sombrio. Na 
capa, um baralho de tarô faz referência aos pos-
síveis impactos globais da plataforma de governo 
anunciada por Donald Trump em sua campanha. 
Na carta do Julgamento, o presidente norte-ameri-
cano é retratado no topo do mundo, sentado sobre 
a bandeira americana, com um cetro e uma esfera, 
como se vê na imagem acima. 
192 3ª. série
As letras A, B e C identificam três diferentes territó-
rios onde foram observadas manifestações sepa-
ratistas ao longo do ano de 2014. Em dois desses 
territórios a questão separatista foi discutida politi-
camente, segundo as leis de seus Estados.
Em um deles foram registrados conflitos e a in-
fluência de outros países. A esse respeito, assinale 
a alternativa correta. 
a) As letras A e C correspondem à Escócia e a 
Flandres, onde os Estados do Reino Unido e 
da Holanda permitem a discussão política do 
separatismo. A letra B corresponde à porção 
oriental da Ucrânia, onde o Estado enfrenta se-
paratistas apoiados pela Rússia.
b) As letras A e B correspondem à Valônia e ao 
País de Gales, onde a negociação política da 
Holanda e do Reino Unido discutem o separa-
tismo. A letra C identifica a Crimeia, território 
ucraniano que foi incorporado pela Rússia após 
o uso de forças militares. 
c) As letras B e C identificam os territórios do país 
Basco e a Crimeia, onde os Estados da Espa-
nha e da Rússia permitem as manifestações se-
paratistas. A letra A corresponde à Irlanda do 
Norte, onde o Reino Unido sufocou separatistas 
católicos no conflito conhecido como “Domin-
go Sangrento”. 
d) As letras A e C identificam Escócia e Catalu-
nha, com a condução política das discussões 
separatistas pelos Estados do Reino Unido e 
da Espanha. A letra B corresponde ao leste da 
Ucrânia, onde as forças armadas do país repri-
mem os separatistas apoiados pela Rússia. 
e) As letras A e C correspondem à região dos se-
paratistas da Irlanda do Norte e Flandres, que 
negociam com os Estados do Reino Unido e da 
Bélgica. A letra B indica a Chechênia, território 
onde o separatismo é violentamente reprimido 
pelas forças armadas da Rússia.
30. (FUVEST – SP)
Adap. Simielli, 2000.
No mapa, está destacada a região habitada pelos 
______________, que buscam construir um estado 
nacional. Assinale a alternativa que completa cor-
retamente a frase. 
Com relação à interpretação da era Trump como 
uma ameaça global, assinale V para a afirmação 
verdadeira e F para a falsa. 
( ) A intenção de os EUA abandonarem o Acordo 
de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) 
é vista como uma defesa agressiva do protecio-
nismo econômico. 
( ) A promessa de construir um muro na fronteira 
entre os EUA e o México e de expulsar os imi-
grantes ilegais do país é vista como o recrudes-
cimento de um nacionalismo xenófobo. 
( ) A pretensão de reverter o Acordo de Paris sobre 
mudanças climáticas é vista como um reposi-
cionamento do protagonismo norte-americano 
nas relações internacionais. 
Assinale a ordem correta. 
a) V– V – V. 
b) F – V – F. 
c) F – V – V. 
d) V – F – F. 
e) V – V – F.
29. (MACKENZIE – SP) Observe o mapa a seguir.
193
Geografia
Livro de atividades
a) Chechenos. 
b) Ossétios.
c) Curdos.
d) Tibetanos. 
e) Palestinos.
31. (UNESP – SP)
O terrorismo atual utiliza as técnicas do espetáculo 
produzindo vídeos e montagens por vezes muito bem ela-
borados. O controle dos meios de difusão de conteúdo é 
certamente outra novidade, possibilitada pelo advento da 
internet [...]. Por mais chocante que possa ser o conteúdo 
difundido pelo Estado Islâmico, sua forma é já reveladora de 
que a violência está subordinada a uma lógica espetacular. 
(Gabriel F. Zacarias. No espelho do terror: jihad e espetáculo, 2018.)
O texto caracteriza o terrorismo atual como pecu-
liar, pois este 
a) promove a inclusão digital de populações po-
bres e amplia o acesso às novas ferramentas de 
comunicação e divulgação. 
b) combate a centralização do poder financeiro no 
Ocidente e direciona sua propaganda apenas 
aos seguidores e simpatizantes. 
c) rejeita a cultura ocidental do espetáculo e reite-
ra valores e princípios originários de sociedades 
tradicionais do Oriente próximo. 
d) recorre a estratégias de ação de forte impacto 
visual e divulga suas atividades por meio das 
novas tecnologias. 
e) valoriza a violência como instrumento de trans-
formação política e rejeita a adesão de pessoas 
nascidas no Ocidente.
32. (UFTM – MG) Observe o mapa a seguir para respon-
der à questão.
(Marcos Bernardinho de Carvalho, Diamantino Alves Correia Pereira, 
Geografias do Mundo – Redes e Fluxos.)
Os países destacados no mapa constituíam, até 
2013: 
a) a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico 
Norte), aliança militar antiterrorista que reúne as 
maiores potências do Hemisfério Norte.
b) a Zona do Euro, que reúne países nos quais a 
moeda da União Europeia pode circular e ser 
aceita junto com a moeda local. 
c) os países de OCDE (Org. para a Cooperação 
e Desenvolvimento Econômico), cuja missão é 
auxiliar economicamente os países mais pobres 
do globo. 
d) o G8 (Grupo dos Oito), bloco que une os sete 
países com as maiores economias do globo, 
além da Rússia, admitida em 1997 por sua im-
portância geopolítica. 
e) os países desenvolvidos industrializados, que 
se caracterizam pelo alto investimento em tec-
nologia e por apresentarem alto IDH (Índice de 
Desenvolvimento Humano).
33. (UNESP – SP) 
O BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul 
– vem negociando cuidadosamente o estabelecimento 
de mecanismos independentes de financiamento e es-
tabilização, como o Arranjo Contingente de Reservas 
(Contingent Reserve Arrangement – CRA) e o Novo Ban-
co de Desenvolvimento (New Development Bank – NDB). 
O primeiro será um fundo de estabilização entre os cin-
co países; o segundo, um banco para financiamento de 
projetos de investimento no BRICS e outros países em 
desenvolvimento.
(www.cartamaior.com.br. Adaptado.)
O Arranjo Contingente de Reservas e o Novo Ban-
co de Desenvolvimento procuram suprir a escas-
sez de recursos nas economias emergentes. Tais 
iniciativas constituem uma alternativa: 
a) às instituições de crédito privadas, encerrando 
a sujeição econômica dos países emergentes 
e evitando a assinatura de termos regulatórios 
coercitivos sobre as práticas de produção. 
b) aos bancos centrais dos países do BRICS, re-
duzindo os problemas econômicos de curto 
prazo e maximizando o poder de negociação 
do grupo. 
c) às instituições criadas na Conferência de Bretton 
Woods, definindo novos mecanismos de auto-
defesa e estimulando o crescimento econômi-
co. 
d) ao norte-americano Plano Marshall, elegendo 
com autonomia o destino da ajuda econômica e 
os investimentos públicos em áreas estratégicas. 
e) à hegemonia do Banco Mundial, deslocando o 
centro do sistema capitalista e os fluxos de in-
formação para os países em desenvolvimento.
194 3ª. série
34. (FUVEST– SP) Leia o texto e observe a imagem.
Numa guerra não se matam milhares de pessoas. 
Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, 
outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pe-
quenas memórias...
Nós que aqui estamos, por vós esperamos. 
Direção de Marcelo Masagão. Brasil,1999.
Foto de Nilúfer Demir, Bodrum. Turquia, 02/09/2015
A partir do texto e da imagem, pode-se afirmar cor-
retamente que:
a) a história das guerras se resume a um teatro 
de combates travados no front por estadistas 
e militares.
b) os relatos que abordam os conflitos apenas 
com base nos tratados e armistícios são par-
ciais e limitados.
c) o fim dos impérios, a xenofobia e a consolida-
ção do projeto federativo garantiram a paz mun-
dial.
d) a banalização da morte e a experiência do exí-
lio expressam a retração dos nacionalismos nos 
séculos XX e XXI.
e) as políticas de inclusão foram capazes de con-
trolar os fluxos migratórios globais.
35. (UEMG) Durante a Conferência de São Francisco, 
realizada em junho de 1945 nos Estados Unidos, 
representantes de 50 países redigiram a carta das 
Nações Unidas, que daria origem, no mesmo ano, 
à Organização das Nações Unidas (ONU).
Sobre a ONU e sua atuação, é INCORRETO afir-
mar que:
a) Os anos da Guerra Fria, sucessores aos da cria-
ção da ONU, por dividirem o mundo em dois 
polos de influência distintos, limitaram o papel 
da organização no campo de segurança inter-
nacional.
b) A ação da ONU, devido à influência da Guerra 
Fria, se restringiu a intervenções de paz apenas 
quando estas não colidiam com os interesses 
das grandes potências que a manipulavam, 
assistindo passivamente, devido aos vetos do 
Conselho de Segurança, a conflitos que resul-
taram em milhares de mortos.
c) A primeira e maior missão de observação da 
ONU, que pedia um cessar-fogo em 1948, ocor-
reu na região da Coreia do Sul e da Coreia do 
Norte.
d) O Conselho de Segurança da ONU é atualmen-
te composto por cinco membros permanentes e 
dez membros eleitos de dois em dois anos. Os 
membros permanentes são: Estados Unidos, 
Rússia, Inglaterra, França e China.
36. (ESPCEX – SP) China e Índia são dois gigantes que 
possuem inúmeras semelhanças, como, por exem-
plo, o fato de serem os países mais populosos do 
mundo e fazerem parte dos chamados BRICS. 
Apesar disso, guardam inúmeras características 
que os diferenciam entre si. Sobre as diferenças 
entre esses dois gigantes, podemos citar os fatos 
de que, enquanto:
I – a Índia baseia sua matriz energética no petró-
leo e na energia nuclear, a China prioriza o gás 
natural e o carvão mineral.
II – a China implantou um rígido programa de con-
trole de natalidade, a Índia não tem demons-
trado a mesma preocupação ao longo das últi-
mas décadas.
III – a China dispõe de uma maior diversidade cul-
tural, a Índia possui uma cultura milenar, o que 
lhe garante maior homogeneidade étnica e lin-
guística.
IV – o modelo econômico chinês privilegiou a pro-
dução industrial, a Índia está se convertendo 
numa economia de serviços, na qual se desta-
cam setores como tecnologia da informação e 
biotecnologia.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afir-
mativas corretas, dentre as listadas acima.
a) I e II
b) I e III
d) II e IV
e) I e IV
c) II e III
37. (UNIMONTES – MG) Embora as atividades industriais 
na segunda metade do século XX tenham se dis-
persado para áreas consideradas periféricas, o 
que se nota é que elas permanecem bastante 
195
Geografia
Livro de atividades
concentradas nos países centrais onde há impor-
tantes pesquisas em novas tecnologias, o merca-
do é mais dinâmico e os recursos financeiros são 
abundantes.
Considerando, nesse contexto, as indústrias nos 
países do G7, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) A política imperialista dos Estados Unidos, atra-
vés da expansão mundial das empresas multi-
nacionais, fortaleceu a indústria estadunidense. 
b) A reunificação das duas Alemanhas, em 1990, 
revelou que as indústrias da porção oriental 
operavam com tecnologias arcaicas. 
38. (ESPM – SP) Sobre a questão nacional e os respecti-
vos movimentos separatistas dispostos pelo mun-
do é correto afirmar que:
a) A questão irlandesa, em que a forte minoria ca-
tólica da Irlanda do Norte deseja a unificação 
com o Eire, ao sul.
b) A maioria anglófona do Quebec deseja se sepa-
rar do Canadá.
c) O grupo separatista ETA reivindica a indepen-
dência da Catalunha, na Espanha.
d) A Chechênia, em que a maioria cristã protes-
tante não deseja pertencer à Rússia de maioria 
ortodoxa.
e) Os cipriotas do norte desejam-se separar da 
Turquia.
39. (UEMG)
CONFLITOS MUNDIAIS CAUSADOS 
POR INTOLERÂNCIA
Depois da II Guerra Mundial, a ONU adotou a De-
claração Universal dos Direitos Humanos, que colocava 
em pauta o “respeito universal e observância dos di-
reitos humanos e liberdades fundamentais para todos. 
[...]”. Passados muitos anos e outras muitas tentativas 
de garantir a liberdade e o respeito às diferenças, gran-
de parte dos conflitos que hoje acontecem no mundo se 
misturam em uma complexa rede de fatores políticos, 
econômicos, religiosos e étnicos. 
Analise o seguinte quadro, que apresenta a nature-
za de alguns conflitos geopolíticos que persistem 
no atual cenário mundial.
PAÍS CONFLITO
Afeganistão
Disputa de poder político entre o grupo Talibã e a Alian-
ça do Norte.
Nigéria
Intolerância entre muçulmanos que vivem no norte e 
cristãos que habitam as porções centro-sul.
Iraque
Combate entre diferentes milícias lideradas por grupos 
radicais Xiitas contra grupos Sunitas.
Israel
A criação de um futuro Estado Palestino, que afeta a 
Cisjordânia e parte oriental de Jerusalém.
Sudão
Grupos de refugiados que deixaram o país em função 
de guerrilhas motivadas por questões étnicas, entre 
muçulmanos e não muçulmanos.
Tailândia
Movimento Separatista do Sul, que criou uma atmosfe-
ra de suspeita e tensão entre budistas e muçulmanos.
(www.super.abril.com.br/blogs/superlistas. Acesso: 8/10/2012. Adaptado.)
Qual é a natureza comum entre os conflitos apre-
sentados? 
a) São países asiáticos que combatem, por meio 
de suas milícias, as imposições políticas de 
seus governos ditatoriais. 
b) São países africanos democráticos que preci-
sam estabelecer políticas de negociação entre 
os diferentes grupos radicais. 
c) São países asiáticos e africanos que, por meio 
de seus processos atuais de redemocratização 
política, étnica e religiosa, vivem em constantes 
conflitos armados. 
d) São países asiáticos e africanos que convivem 
com situações de extrema intolerância ideológi-
ca provocadas por diferenças religiosas.
c) A entrada de capitais através do Plano Marshall 
e a ampliação de mercado consumidor foram 
decisivos para o desenvolvimento da indústria 
italiana no pós-Segunda Guerra Mundial. 
d) A abundância em recursos naturais e a política 
protecionista com predomínio de empresas es-
tatais foram fatores determinantes para o cres-
cimento da indústria japonesa, no período de 
1950 a 1990.
A ECONOMIA NO MUNDO GLOBALIZADO
196 3ª. série
40. (ESPM – SP) Fruto de uma guerra civil que perdurou 
de 1983 até 2005 quando foi assinado um acordo 
de paz e determinado um plebiscito sobre o futuro 
político, em 2011 nascia aquele que atualmente é 
o mais novo país do mundo, o 193.º membro da 
ONU. Trata-se do (da):
a) Kossovo.
b) Bósnia-Herzegóvina.
c) Palestina.
d) Sudão do Sul.
e) Eritreia.
41. (UNESP – SP)
Farc desejam sucesso e glória 
para seleção colombiana
As Farc enviaram nesta quarta-feira [11.06.2014] 
uma mensagem ao técnico da seleção de futebol da 
Colômbia, José Pekerman, e aos jogadores para dese-
jar “sucesso e glória” na Copa do Mundo, que começa 
amanhã. As Farc, que realizam diálogos de paz com o 
governo colombiano para tentar acabar com o conflito 
armado de mais de meio século, mostraram a admiração 
pela seleção e disseram que estarão com ela “nas horas 
boas e nas ruins” até o final. Os dirigentes que assinaram 
a carta admitiram que as Farc têm o sonho deo futebol 
poder brindá-los nesta época com um momento de ale-
gria e de entretenimento “que modere as consciências e 
ajude a encontrar a melhor maneira do caminho da re-
conciliação”.
(http://exame.abril.com.br. Adaptado.)
Dentre os aspectos que caracterizam o conflito ci-
vil na Colômbia, é correto mencionar:
a) as divergências políticas e ideológicas entre Es-
tado, forças guerrilheiras e grupos paramilitares 
e a divisão do território colombiano em zonas 
de domínio militar dos agentes envolvidos no 
conflito.
b) a união política e ideológica entre Estado, forças 
guerrilheiras e grupos paramilitares e a divisão 
do território colombiano em zonas de domínio 
militar dos agentes envolvidos no conflito.
c) as divergências políticas e ideológicas entre Es-
tado, forças guerrilheiras e grupos paramilitares 
e a unificação do território colombiano sob o 
domínio militar dos grupos paramilitares.
d) a união política e ideológica entre Estado, for-
ças guerrilheiras e grupos paramilitares e a uni-
ficação do território colombiano sob o pleno 
domínio militar do Estado.
e) as divergências políticas e ideológicas entre Es-
tado, forças guerrilheiras e grupos paramilitares 
e a unificação do território colombiano sob o 
domínio militar das forças guerrilheiras.
42. (ESPM – SP) Em relação à crise político-territorial en-
tre Ucrânia e Rússia, podemos afirmar que
Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional htm. 
(acesso: 05/08/2014).
a) A Rússia é contrária à saída da Ucrânia da União 
Europeia.
b) A porção ocidental da Ucrânia é majoritaria-
mente russa e desejosa de ingressar na União 
Europeia.
c) A Rússia pretende instalar ogivas nucleares na 
Crimeia e a Ucrânia é contra.
d) A porção leste da Ucrânia é área de atuação de 
separatistas russos.
e) As grandes jazidas de petróleo da parte ociden-
tal da Ucrânia, onde reside a maioria da popula-
ção russa, é o fator de tensão maior.
43. (FUVEST – SP)
Com base nas charges e em seus conhecimentos, 
assinale a alternativa correta. 
197
Geografia
Livro de atividades
a) Apesar da grave crise econômica que atingiu 
alguns países da Zona do Euro, entre os quais 
a Grécia, outras nações ainda pleiteiam sua en-
trada nesse Bloco.
b) A ajuda financeira dirigida aos países da Zona 
do Euro e, em especial à Grécia, visou evitar o 
espalhamento, pelo mundo, dos efeitos da bol-
ha imobiliária grega. 
c) Por causa de exigências dos credores respon-
sáveis pela ajuda financeira à Zona do Euro, 
a Grécia foi temporariamente suspensa desse 
Bloco. 
d) Com a crise econômica na Zona do Euro, houve 
uma sensível diminuição dos fluxos turísticos 
internacionais para a Europa, causando desem-
prego em massa, sobretudo na Grécia.
e) Graças à rápida intervenção dos países-mem-
bros, a grave crise econômica que atingiu a 
Zona do Euro restringiu-se à Grécia, França e 
Reino Unido.
44. (UFJF – MG)
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. 
Incerteza do Brexit ameaça provocar fuga de 
empresas do Reino Unido
19 de fevereiro de 2019 
O anúncio de que a Honda fechará sua fábrica em 
Swindon, no sul da Inglaterra, onde trabalham cerca de 
3.500 pessoas, agravou o temor que a incerteza pro-
vocada pela saída do Reino Unido da União Europeia 
desencadeie uma fuga de empresas no país. Além da 
Honda e outras gigantes do setor automotivo, a Sony 
anunciou a transferência de sua sede europeia para 
Amsterdã na Holanda, e a Airbus alertou que pode deixar 
o Reino Unido em caso de um Brexit não negociado com 
a União Europeia. Muitas empresas com base no Reino 
Unido têm redes de fabricação internacional, nas quais 
alguns componentes cruzam o Canal da Mancha em am-
bas as direções antes de serem montados no produto 
final, motivo pelo qual mudanças nos trâmites alfande-
gários resultantes da saída do país da União Europeia 
podem afetar suas operações. 
Fonte: adaptado de http://exame.abril.com.br. Acesso em 19/08/2019.
Com relação à questão da fuga de multinacionais 
do Reino Unido face ao Brexit, a alternativa COR-
RETA é: 
a) Com a saída do Reino Unido da União Euro-
peia, o país deixa de fazer parte de um espaço 
regional transnacional sem barreiras aos fluxos 
de mercadorias, o que pode impactar tanto as 
importações quanto as exportações das em-
presas multinacionais. 
b) Especialistas consideram que a fuga das multi-
nacionais no Reino Unido é um fenômeno tem-
porário face ao temor do Brexit, pois a estabi-
lidade econômica, a moeda forte e a oferta de 
força de trabalho qualificada no país são fatores 
suficientes para manter essas empresas em seu 
território. 
c) A saída do Reino Unido da União Europeia re-
duziria, mediante políticas restritivas, o fluxo de 
trabalhadores imigrantes que são empregados 
como mão de obra barata pelas multinacionais, 
forçando o retorno de unidades de produção 
para os seus países de origem. 
d) O principal motivo pelo qual as multinacionais 
sediadas no Reino Unido temem o Brexit é que 
a proposta apresentada pelo governo britânico 
foi construída sem a participação da represen-
tação dessas empresas, o que desencadeou a 
ativação de planos de transferência para outros 
países. 
e) As pequenas e médias empresas de base na-
cional no Reino Unido se preocupam com a 
perda de mercados com a fuga das multinacio-
nais em razão do temor com o Brexit, uma vez 
que as atividades exercidas por essas firmas 
são de apoio ou complementares àquelas reali-
zadas pelas empresas estrangeiras.
45. (UNESP – SP) 
O comércio internacional tem sido marcado por uma 
proliferação sem precedentes de acordos preferenciais 
de comércio regionais, sub-regionais, inter-regionais e, 
em especial, bilaterais (denominados Acordos Preferen-
ciais de Comércio – APC). Atualmente, são poucos os 
países que ainda não fazem parte desses acordos. Com 
o impasse nas negociações da Rodada Doha da OMC, 
a alternativa das principais economias do mundo, como 
Estados Unidos, União Europeia e China, foi buscar a ce-
lebração de APC como forma de consolidar e ter aces-
so a novos mercados. O receio de boa parte dos países 
198 3ª. série
desenvolvidos, de economias em transição e em desen-
volvimento de perderem espaço em suas exportações 
levou-os a aderir maciçamente aos APC. 
(Umberto Celli Junior e Belisa E. Eleoterio. “O Brasil, o Mercosul e os 
acordos preferenciais de comércio”. In: Enrique Iglesias et al. (orgs.). Os 
desafios da América Latina no Século XXI, 2015.)
É correto afirmar que a Rodada Doha, iniciada pela 
Organização Mundial do Comércio em 2001, cons-
titui: 
a) um encontro multipolar que procura orientar o 
modo de produção e as questões relativas à or-
ganização, distribuição e consumo nos países 
centrais e periféricos. 
b) uma reunião eletiva que busca regularizar os 
fluxos comerciais entre blocos econômicos e o 
seu período de duração. 
c) um conjunto normativo que procura regularizar 
a exportação de produtos desenvolvidos pelas 
economias periféricas sem o pagamento de 
royalties. 
d) uma cartilha de diretrizes que busca padronizar 
os custos de produção e os preços finais de 
produtos agrícolas básicos. 
e) um fórum internacional que objetiva solucionar 
impasses em questões tarifárias, sobre paten-
tes e ações protecionistas entre países desen-
volvidos e em desenvolvimento.
46. (PUC-SP) 
Se algum acordo de comércio tinha tudo para dar 
certo foi aquele firmado entre México, Estados Unidos 
e Canadá. Sancionado em 1994, o Acordo de Livre Co-
mércio da América do Norte (NAFTA) criou o que era, na 
época, a maior área de livre-comércio do mundo, com 
376 milhões de pessoas e um PIB de quase 9 trilhões 
de dólares. 
(Joseph E. Stiglitz. Globalização: como dar certo. São Paulo. 
Companhia das Letras, 2007, p. 137) 
Tendo em vista essa informação e considerando 
as questões comerciais da chamada globalização, 
pode ser dito que: 
a) esse acordo comercial, mesmo considerando 
as desigualdades entre México e EUA, foi bem-
-sucedido e trouxe novas possibilidades à na-
ção mexicana,algo que no contexto da globali-
zação é praticamente o único caso de sucesso.
b) esse pacto abriu o país mais rico do mundo ao 
México e assim esses países continuaram a sua 
história compartilhada, agora de forma institu-
cionalizada, mostrando que países pobres se 
beneficiam com o livre-comércio. 
c) na era da globalização ocorrem vários pactos 
comerciais – regionais ou não, que nem sempre 
foram (e são) bem-sucedidos, e vários são vis-
tos como contrários à lógica do livre-comércio, 
já que privilegiam os países-membros dos acor-
dos. 
d) acordos comerciais regionais, como o citado, 
fracassaram em razão da condição desigual 
dos membros, e por isso só se insiste, no mun-
do globalizado, em acordos e uniões com mem-
bros mais homogêneos, como a União Europeia. 
e) tal como o Nafta, o Mercosul é bem-sucedido 
pela associação com os EUA formando a ALCA 
(Área de Livre Comércio das Américas), pois o 
sucesso está em combinar países de econo-
mias de pesos e formas diferentes.
47. (UFLA – MG)
MERCOSUL E UE FECHAM MAIOR ACORDO 
ENTRE BLOCOS DO MUNDO
Fonte: Publicado em junho/2019. Disponível em https://www.noticia-
sagricolas.com.br/noticias/politica-economia/237991-mercosul-eue-
-fecham-maior-acordo-entre-blocos-do-mundo.html#.XR0iYetKgdU. 
Acesso em junho/2019 .
A manchete em questão é um marco histórico re-
cente em termos de acordos de comércio global. 
As alternativas abaixo indicam componentes deste 
universo, EXCETO: 
a) Balança comercial. 
b) Acordos multilaterais. 
c) Comércio internacional. 
d) Desemprego estrutural.
48. (UNIVAS – MG) Sobre o NAFTA: Observe as alterna-
tivas e assinale a opção de acordo com as respos-
tas. 
1. Objetiva a união política entre os seus membros. 
2. Constitui zona de livre-comércio entre os três 
países da América do Norte. 
3. O México é o país-membro mais desenvolvido 
do bloco. 
4. A desigualdade social entre os países ainda é o 
principal problema da integração. 
a) Quando as alternativas 1, 2 e 3 estiverem corretas.
b) Quando as alternativas 1 e 3 estiverem corretas. 
c) Quando as alternativas 2 e 4 estiverem corretas. 
d) Quando somente a alternativa 4 estiver correta. 
e) Quando todas as alternativas estiverem corretas.
199
Geografia
Livro de atividades
49. (FGV – SP) No decorrer do século XX, para a organi-
zação de projetos de criação de blocos econômi-
cos, foi necessário superar rivalidades históricas. 
Isto ocorreu na Europa e também na América do 
Sul, quando o Brasil e a Argentina deixaram de 
lado as disputas por hegemonia e engendraram 
um acordo, na década de 1980, que posteriormen-
te originou o Mercosul. 
Estes exemplos permitem afirmar que: 
a) a herança colonial europeia dá maior flexibili-
dade aos países sul-americanos no âmbito das 
relações políticas e econômicas. 
b) quando o objetivo é reduzir ou eliminar os des-
níveis econômicos, as diferenças históricas são 
abandonadas. 
c) as questões de natureza étnico-culturais po-
dem ser relevantes para o estabelecimento de 
relações comerciais. 
d) no contexto da globalização, as relações entre 
os Estados e as economias nacionais são mo-
dificadas. 
e) as questões geopolíticas se tornam entraves 
quando os países procuram estabelecer rela-
ções multilaterais.
50. (UFOP – MG) 
A mundialização da economia capitalista gerou a 
segmentação do espaço econômico mundial. Esta ca-
racterística geográfica se expressa no final do século XX 
na formação de blocos econômicos em todo o mundo. 
OLIVEIRA, A. A mundialização do capitalismo e a geopolítica mundial no 
fim do século XX. In: ROSS, J. L. Sanches (org.). Geografia do Brasil, 
v. 3. São Paulo: EdUSP, 1996. p. 255.
Sobre a formação dos blocos econômicos, assina-
le a afirmativa INCORRETA.
a) A Comunidade Comum Europeia (CEE) cons-
titui-se no exemplo mais avançado desse pro-
cesso de formação e unificação econômica. 
b) A CEE, também conhecida como União Euro-
peia, está gerando um dos maiores mercados 
mundiais. 
c) Os blocos econômicos têm como objetivo esta-
belecer regulamentos alfandegários e protecio-
nistas, limitando o livre trânsito de mercadorias 
entre os países-membros. 
d) O MERCOSUL surgiu de um acordo entre Ar-
gentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e pretendeu 
implantar a livre circulação de bens, serviços e 
fatores produtivos entre seus membros.
51. (UEMG) Leia o fragmento a seguir: 
[Esse grupo é formado por] países emergentes de 
grande expressão populacional e territorial, que, por 
apresentarem grande crescimento econômico e recur-
sos produtivos, passaram a participar com maior inten-
sidade da dinâmica global [especialmente, na primeira 
década do século XXI]. (...). Esse grupo já demonstrou 
que tem força econômica capaz de impor seus interes-
ses no cenário global [pois] dispõem de consideráveis 
recursos econômicos, humanos e naturais e têm obti-
do maior protagonismo político diante de organismos 
internacionais, como o FMI e o Banco Mundial. [Visan-
do ampliar a cooperação entre seus membros foi cria-
do um banco de reservas emergenciais para socor-
ro econômico entre os participantes, se necessário].
Fonte: BALDRAIS, André. Ser protagonista – geografia. São Paulo. 
Edições SM. 2016. p. 115. Adaptado.
O trecho descreve o grupo cuja sigla é: 
a) SADC.
b) ASEAN. 
c) BRICS. 
d) APEC.
52. (UFMG) Há expectativas quanto ao desempenho atí-
pico dos países emergentes na situação de crise 
que a economia mundial vem enfrentando. 
Esse fato, por si, já se constitui em novidade, pois 
essa categoria de países – os emergentes – nem 
sequer foi contemplada quando, ao final da Guerra 
Fria, se propôs a substituição da divisão do mundo 
em países de Primeiro, Segundo e Terceiro mundos 
pela divisão em países Centrais, Semiperiféricos e 
Periféricos. 
As características demográficas das populações 
dos países denominados emergentes já foram in-
terpretadas como obstáculos ao desenvolvimento 
de suas economias. Hoje, essas características de-
mográficas são consideradas vantagens em rela-
ção aos países desenvolvidos da Europa mais du-
ramente atingidos pela queda do poder de compra 
do mercado internacional.
Considerando essas informações,
 I. CITE dois países que, como o Brasil, compõem o 
grupo dos emergentes. IDENTIFIQUE o continente 
em que cada um deles está localizado. 
País 1: _______________________________________
Continente em que está localizado: 
200 3ª. série
País 2: _______________________________________
Continente em que está localizado:
 II. RESPONDA: 
Em que categoria de países se incluem os emergentes: Centrais, Semiperiféricos ou Periféricos? APRESENTE 
duas razões que justificam sua resposta. 
Razão 1: _____________________________________
Razão 2: _____________________________________
 III. CITE uma característica demográfica de populações dos países emergentes que esteja se constituindo em 
vantagem para os mesmos. EXPLIQUE como se dá o impacto dessa característica sobre a economia. 
Característica demográfica:
Impacto sobre a economia: 
53. (UFMG) 
Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão formam uma “´tríade” que domina grande parte da produção e da distri-
buição da riqueza mundial. Os países da “tríade” são os polos estruturados da economia mundial, exercendo também 
a hegemonia financeira global. O domínio econômico mundial dos países centrais pode ser expresso pela presença, em 
seus territórios, das matrizes das principais empresas transnacionais, que recebem parte significativa dos lucros obtidos 
por suas filiais no exterior. 
TERRA, Lygia, ARAÚJO, Regina, GUIMARÃES, Raul. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2010. p. 624.
Considerando as informações apresentadas no texto, e utilizando outros conhecimentos sobre o assunto, 
é CORRETO afirmar que os países da “tríade” destacam-se no cenário econômico mundial em três setores 
fundamentais:
a) A modernização tecnológica, a formação homogênea de países com características culturais e políticas 
comuns e a intensidade de trocas comerciais.201
Geografia
Livro de atividades
b) O comando sobre a produção industrial, a in-
tensidade das trocas comerciais e o controle 
sobre mercados financeiros. 
c) A existência de dinâmicas diferenciadas nas pe-
riferias agropecuárias, a presença de filiais de 
transnacionais em seus territórios e o comando 
do capital financeiro. 
d) O comando estatal da modernização tecnológi-
ca nos espaços rurais, a reestruturação da or-
ganização industrial no pós-guerra e a presença 
das transnacionais.
54. (UNIFENAS – MG) O Rio Rhur, afluente do Rio Reno, é 
um dos mais importantes da Alemanha na Europa 
Ocidental, sendo que seu vale é uma área caracte-
rizada: 
a) por uma atividade agrícola desenvolvida, onde 
se destacam o cultivo da beterraba açucareira e 
da cana-de-açúcar. 
b) pela presença de uma densa floresta ombrófila, 
tropical, tipicamente latifoliada. 
c) pela presença de um complexo urbano-indus-
trial, onde, além de um grande número de ci-
dades, se desenvolvem intensas atividades in-
dustriais, ligadas principalmente à siderurgia e à 
mecânica pesada. 
d) por uma alta densidade de população rural, 
com elevado padrão socioeconômico, que se 
dedica à criação extensiva de gado bovino, vol-
tada para a exportação de carne. 
e) pela presença de campos petrolíferos, explora-
dos por empresas estatais alemãs, que, além 
da extração, refinam e exportam para a maioria 
dos países da UE (União Europeia).
55. (UEMG)
A REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO
A vida política e social foi profunda e irreversivelmen-
te alterada pela redução brutal dos tempos de desloca-
mento de matéria e informação. Os governos passaram 
a ter condições de controle efetivo sobre os territórios 
ao adquirirem a capacidade de emitir ordens, instanta-
neamente, para agentes administrativos em lugares dis-
tantes. 
TERRA, Lygia, ARAÚJO, Regina, GUIMARÃES, Raul.Conexões. 
Estudos de geografia geral e do Brasil Ed. Moderna. p.460.
ASSEMBLEIA DA ONU APROVA PROPOSTA 
CONTRA ESPIONAGEM
Resolução, que não é obrigatória, foi iniciada por 
Brasil e Alemanha após dados vazados por Snowden 
indicarem que os dois governos eram monitorados. Ne-
nhum país é obrigado a adotar, mas quase 200 apoiaram 
uma resolução contra espionagem aprovada nesta quar-
ta-feira pela Assembleia Geral da ONU. A proposta foi 
introduzida por Brasil e Alemanha, depois das alegações 
de que os governos dos dois países eram monitorados. 
O texto pede aos países que revejam procedimentos e 
legislação relacionados a programas de vigilância e pro-
tejam a privacidade dos usuários de internet e outras 
formas de comunicação eletrônica. Também faz um ape-
lo para que sejam criados ou mantidos mecanismos de 
controle independentes e efetivos, capazes de assegurar 
transparência e prestação de contas sobre os programas 
que interceptam dados pessoais. 
http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/assembleia-da-onu-aprova-
proposta-contra-espionagem. Acesso em: 30/9/2015.
O avanço da tecnologia foi sem dúvida um grande 
passo para a humanidade, porém cobra seu preço.
Com base nos dois textos, podemos concluir que 
o avanço tecnológico:
a) Trouxe benefícios exclusivos para os países 
ricos, criando uma separação entre países de-
senvolvidos e subdesenvolvidos. 
b) Gerou a necessidade aos países de criarem leis 
e medidas de proteção à privacidade de seus 
órgãos, ações e cidadãos. 
c) Levou as empresas a ultrapassarem os limites 
regionais, atingindo mercados internacionais e 
equilibrando a economia global. 
d) Gera a invasão de privacidade de pessoas e 
entidades, sendo prática comum de todos os 
governos e maioria das empresas.
56. (UFJF – MG)
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. 
Especialistas dizem que concentração de 
poder por empresas de tecnologia pode 
prejudicar liberdade de expressão
Publicado em 12/07/2019 
O relator da ONU sobre liberdade de expressão, David 
Kaye, e organismos regionais de direitos humanos ex-
pressaram preocupação nesta semana com as contí-
nuas ameaças à diversidade e à independência da mí-
dia. Especialistas alertaram ainda para a concentração 
de poder nas mãos de empresas de redes sociais — o 
que pode levar a um domínio do setor privado sobre os 
ambientes para a liberdade de expressão. Em pronun-
ciamento, as autoridades no tema ressaltam que os mo-
delos de negócio de algumas empresas de tecnologia di-
gital — dependentes de publicidade — criam ambientes 
que também podem ser usados para a disseminação vi-
ral de discursos de ódio e informações falsas. Para Kaye 
202 3ª. série
SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2013. p. 9. Adaptado.
e representantes de organismos europeus, americanos e 
africanos, é necessário criar medidas regulatórias capa-
zes de lidar com esse cenário.
Fonte: Nações Unidas Brasil. Disponível em: https://nacoesunidas.org/
especialistas-dizem-que-concentracao-de-poder-por-empresas-detec-
nologia-pode-prejudicar-liberdade-de-expressao/, 
acessado em 17/07/2019.
A partir da reportagem acima, marque a alternativa 
CORRETA: 
a) Na atual fase do capitalismo, o progresso tec-
nológico garante à população mundial o aces-
so irrestrito à informação de base confiável. 
b) Os direitos humanos não deveriam ser um 
tema debatido pela Organização das Nações 
Unidas, pois estes são assegurados às popu-
lações no interior de cada país-membro da or-
ganização. 
c) Os discursos de ódio e as informações falsas 
difundidos por algumas empresas de tecnolo-
gia digital não devem ser temas de preocupa-
ção para a Organização das Nações Unidas. 
d) Em função dos avanços tecnológicos dos se-
tores de informática e comunicação, as infor-
mações falsas não influenciam a opinião das 
pessoas sobre determinado tema. 
e) A liberdade de expressão é fundamental para o 
estabelecimento da dignidade, do diálogo, da 
democracia e do respeito às diferenças de gê-
nero, etnia e crença.
57. (PUC-SP) 
Quatro grandes desafios da ‘regionalização’ [MER-
COSUL, p. ex.]: 1. Limitar a erosão a que está sendo 
submetido o Estado, mediante a recuperação da capaci-
dade de regulação; 2. Recuperar o papel da acumulação 
capitalista nacional (privada e estatal), em relação à acu-
mulação mundializada (corporações transnacionais) [...] 
para o desenvolvimento nacional; 3. Fortalecer o papel 
do setor privado nacional, com o propósito de que este 
se converta no ator modernizador, dinâmico e transfor-
mador [...]; 4. Reverter as condições estruturais de sub-
desenvolvimento e enfrentar as tendências objetivas ne-
gativas da globalização. 
(Raúl BERNAL-MEZA. America del Sur en el sistema mundial hacia el 
siglo XXI [América do Sul no sistema mundial, no século XXI]. In: LIMA, 
Marcos Costa (org.). O lugar da América do Sul na nova ordem mundial. 
São Paulo: Cortez Editora, 2001. p. 35) 
Tendo como referência o texto e a relação do pro-
cesso de integração regional com o processo de 
globalização, pode ser dito que 
a) não existe incompatibilidade entre os dois pro-
cessos, e que, embora haja por vezes alguma 
contradição, os dois processos são, na essên-
cia, complementares. 
b) o caminho para a superação do subdesenvolvi-
mento é o da associação de capitais nacionais 
com capitais de escala global, no âmbito dos 
mercados regionais integrados. 
c) a globalização enfraquece os Estados nacio-
nais e submete os capitais nacionais a regimes 
competitivos difíceis, o que pode ser combatido 
com mercados regionais regulamentados.
d) a regulamentação imposta pela globalização tem 
sido positiva para os Estados nacionais, pois es-
tes estavam se enfraquecendo como gestores 
econômicos e como referências políticas. 
e) a regionalização é uma ação antiglobalização, 
que termina sendo uma ação antiacumulação 
do capital, a favor da presença dominante do 
Estado no processo produtivo.
58. (UEMG)
Analise a imagem a seguir:
O objetivo da elaboração dessa representação car-
tográfica é mostrar
a) o quantitativo de habitantes residentes em cada 
uma das regiões do IBGE. 
b) a superioridade econômica dos estadosque 
compõem o Centro-Sul brasileiro. 
c) a desigualdade de gênero existente nas diver-
sas Unidades da Federação do país. 
d) a expressividade produtiva das propriedades 
agroexportadoras nas macrorregiões geoeco-
nômicas.
203
Geografia
Livro de atividades
Patrick Chappatte, «10 anos depois da entrada da China na OMC», Ge-
nebra, Le Temps, 4 dezembro de 2011.
A partir do texto e da charge, responda aos itens 
a seguir.
A – Indique duas medidas que possibilitaram a 
abertura da economia chinesa, a partir do final dos 
anos 1970. 
B – Caracterize a China como potência econômi-
ca, a partir da charge.
C – Analise a ofensiva econômica que a China 
realiza na Ásia Central e, principalmente, na África, 
no século XXI.
60. (UFLA – MG) Ao longo da História da Humanidade, 
muitas foram as tentativas de classificação econômi-
ca, com base em diversos critérios de entendimento 
das diferenças entre os países. A esse processo deu-
-se o nome de regionalização. A mais recente é da 
era da globalização em que os países foram divididos 
em países centrais, países emergentes e países peri-
féricos. Analise as proposições a seguir: 
 I. A característica principal dos países desse grupo é 
a industrialização tardia. Exportam mercadorias pro-
duzidas com baixo nível tecnológico e possuem um 
razoável mercado de consumo interno. Apresentam 
elevadas taxas de crescimento econômico. 
 II. Os países desse grupo apresentaram elevado cres-
cimento do PIB a partir dos anos 80. Isto se deve ao 
modelo de plataforma de exportação (atraíram multi-
nacionais) associado à mão de obra barata, mas qua-
lificada devido ao investimento em educação. 
 III. Os países desse grupo, apesar de elevada renda 
per capita, indicadores sociais positivos e poucas 
desigualdades sociais internas vêm apresentando 
problemas como elevação do desemprego e am-
pliação das ondas migratórias.
59. (FGV – SP) Em 40 anos, a China passou do subde-
senvolvimento mais trágico à posição de segunda 
potência mundial. Desde o início da década de 
1980, ela mantém taxas muito elevadas de cresci-
mento econômico graças, principalmente, ao setor 
industrial. A China ingressou na Organização Mun-
dial do Comércio, em 2001, e exerce, hoje, forte 
influência sobre a economia mundial.
204 3ª. série
Assinale a alternativa que apresenta a classifica-
ção CORRETA dos grupos de países associados 
às proposições: 
a) I – periféricos; II – centrais; III – centrais 
b) I – centrais; II – periféricos; III – emergentes 
c) I – emergentes; II – emergentes; III – centrais 
d) I – centrais; II – emergentes; III – periféricos
61. (FUVEST – SP)
China contra-ataca tarifas americanas com uma 
das armas que mais irritam Trump
O Banco Central da China, no dia 5 de agosto de 
2019, permitiu que o yuan, moeda oficial do país, ultra-
passasse pela primeira vez uma barreira de onze anos na 
relação com o dólar americano. A cotação do yuan ficou 
acima de 7 para 1, num claro contra-ataque de Pequim 
às novas tarifas anunciadas pelo presidente Trump sobre 
US$ 300 bilhões em produtos chineses.
O mercado teme que a medida provoque ainda mais a 
ira do presidente Trump, que acusa Pequim de desvalorizar 
artificialmente sua moeda para impulsionar as exportações.
“Devido ao unilateralismo, ao _______(I)_____ comer-
cial e às tarifas impostas à China, o yuan se depreciou 
em relação ao dólar americano, quebrando a barreira 
dos 7 para 1”, diz nota do Banco Central chinês.
Disponível em https://www.gazetadopovo.com.br/ 
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/internacional/. Adaptado.
Considerando o excerto e o gráfico, responda: 
a) A palavra omitida no texto é um conceito que 
caracteriza a posição dos EUA ao tarifar os pro-
dutos chineses. Qual é esse conceito? 
b) Utilizando elementos do gráfico, caracterize a 
relação comercial entre os EUA e a China. 
c) Explique como a desvalorização cambial do 
Yuan influencia a balança comercial entre esses 
países.
62. (IFSP) Leia o texto do historiador Mike Davis, para 
responder à questão.
UM DIA CHUVOSO EM TIJUANA
Em janeiro de 2005, Juana Tapia perdeu suas duas 
filhas para uma enchente repentina que atingiu Tijuana, 
uma cidade mexicana localizada na fronteira com os 
EUA. Os Tapia são catadores de papel na cidade. Tem-
pestades de inverno são temidas em Tijuana porque 
grande parte dos habitantes mora em casas precárias 
erguidas nas encostas de morros erodidos. 
A cidade sustenta-se como plataforma manufatu-
reira das gigantes maquiladoras, que estão localizadas 
em parques industriais modernos e bem planejados, in-
distinguíveis de seus equivalentes ao norte da fronteira, 
com amplas ruas pavimentadas e um bom sistema de 
drenagem pluvial. Os bairros operários de Tijuana, por 
outro lado, terão de esperar décadas por uma urbani-
zação decente. Embora paguem impostos municipais 
irrisórios, as maquiladoras consomem a maior parte do 
orçamento da cidade. Em outras palavras, a classe tra-
balhadora de Tijuana subsidia as opulentas empresas no 
México. 
A verdadeira história do “desastre global” tem pouco 
a ver com falhas geológicas ou tempestades cataclísmi-
cas. Ele se refere às condições sociais em que os pobres 
hoje residem. Há cerca de 1 bilhão de favelados no mun-
do, um número que duplicará até 2020. É a crise habita-
cional global, não as placas tectônicas ou o El Niño, que 
determina a sentença de morte dos miseráveis. 
(DAVIS, Mike. Apologia dos bárbaros. São Paulo: Boitempo, 2008, 
pp. 209-11. Adaptado)
A respeito das chamadas plataformas industriais 
maquiladoras foram feitas as afirmativas a seguir. 
Verifique a sua validade. 
205
Geografia
Livro de atividades
 I. São zonas industriais situadas principalmente no nor-
te do México, formadas principalmente por fábricas, 
comércios e serviços de capital nacional mexicano.
 II. As maquiladoras importam máquinas e matérias-
-primas livres de impostos e fabricam peças ou 
produtos com baixos custos, os quais serão ex-
portados para as indústrias norte-americanas, sob 
a bandeira do NAFTA. 
III. As fábricas dessa zona especial pagam salários 
elevados, o que tem gerado um grande desenvol-
vimento social em Tijuana, atraindo migrações de 
todo o México e até mesmo dos EUA. 
São afirmativas válidas: 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas. 
d) II e III apenas.
e) II, apenas.
63. (PUC Minas – MG) Com o avanço do processo de glo-
balização, a industrialização estendeu-se a vários 
países e regiões do mundo, levando à superação 
do modelo clássico da Divisão Internacional do 
Trabalho, em que cabiam aos países ricos a produ-
ção e a exportação de manufaturados e aos países 
pobres a produção e a exportação de matérias-pri-
mas. No modelo atual, há uma tendência clara de 
deslocamento de alguns tipos de indústrias para 
países periféricos, atendendo a interesses econô-
micos e estratégicos das grandes corporações. 
São exemplos de indústrias que, no processo de 
desconcentração industrial, privilegiaram sua lo-
calização em alguns países periféricos da Ásia e 
América Latina, EXCETO: 
a) indústrias de base, como as siderúrgicas, me-
talúrgicas ou petroquímicas, pelas vantagens 
locacionais oferecidas próximo às áreas produ-
toras das matérias-primas. 
b) indústrias de bens de consumo não duráveis ou 
semiduráveis, como as indústrias de alimentos, 
bebida ou de vestuário, em virtude da elevada 
disponibilidade de mão de obra barata e da pro-
ximidade dos mercados consumidores. 
c) indústrias de alta tecnologia, vinculadas a setores 
como a informática, telecomunicação por satélites 
e produtos aeroespaciais, que exigem mão de obra 
altamente qualificada e vinculação estreita com 
grandes centros de pesquisa e universidades. 
d) indústrias de bens de consumo duráveis como 
móveis, eletrodomésticos e automóveis, que, 
apesar de destinarem-se a um mercado consu-
midor mais amplo, favoreceram-se de benefí-
cios fiscais e de parcerias locais.
64. (MACKENZIE – SP)
É preciso perceber três espécies de globalização,se 
quisermos escapar à crença de que este mundo, assim 
como nos é apresentado, é a única opção verdadeira: há 
o mundo tal como nos fazem vê-lo, com a globalização 
como fábula; o segundo é o mundo como ele é, com a 
globalização como perversidade; e o terceiro, o do mun-
do como ele pode ser, o da outra globalização. 
Milton Santos, Por uma outra globalização
De acordo com as ideias contidas no texto e os 
estudos de Globalização na Geografia, é correto 
afirmar que: 
a) as novas tecnologias de informação têm permi-
tido maior acesso das pessoas aos conteúdos 
de jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. 
Assim, a Globalização deixa de ser uma fábula, 
pois esses diferentes meios de informação re-
tratam a realidade tal como ela é. 
b) a ampliação do crédito e as maiores facilidades 
de pagamentos proporcionaram um aumento 
no poder de compra de muitas pessoas. Assim, 
ricos e pobres se aproximaram muito em rela-
ção ao poder aquisitivo. 
c) a livre circulação de pessoas entre diferentes 
países é uma realidade para todos. O fim do 
controle de fronteiras favorece as migrações 
internacionais sem maiores problemas de rejei-
ção ou hostilidades aos imigrantes, principal-
mente entre os países mais ricos. 
d) o aumento das desigualdades sociais é uma 
“perversidade” da Globalização. O uso das 
novas tecnologias de informação para organi-
zação política mais justa é uma possibilidade 
oposta a esse processo. 
e) após o fim da Guerra Fria, o mundo tornou-se 
mais globalizado. As novas tecnologias de infor-
mação e o crédito tornaram isso mais evidente. 
Assim, o uso dos termos Primeiro, Segundo e 
Terceiro mundos está mais apropriado aos nos-
sos dias do que antes.
65. (UNESP – SP) O processo de mundialização do sis-
tema capitalista sempre esteve apoiado na difusão 
de políticas econômicas e na constituição de de-
terminadas lógicas geopolíticas e geoeconômicas 
de organização do espaço mundial. Constituem-se 
em política econômica e em lógica capitalista de 
ordenamento do espaço mundial no período atual: 
a) o keynesianismo e o colonialismo.
b) o desenvolvimentismo e o neocolonialismo. 
206 3ª. série
c) o neoliberalismo e a globalização. 
d) o mercantilismo e a descolonização. 
e) o liberalismo e o imperialismo.
66. (FGV – SP) A partir da década de 1970, a informática 
e a eletrônica “diminuíram” o tempo e a distância 
e, graças à eficiência das novas tecnologias, torna-
ram possível a flexibilização da produção. 
Sobre o modelo de produção flexível, assinale a 
afirmação correta. 
a) A participação dos funcionários nas decisões pos-
sibilita a uniformização do processo produtivo. 
b) A eliminação de estoques permite a redução 
dos custos e o aumento da produtividade. 
c) A renovação da linha de montagem exige a con-
tratação de numerosa mão de obra. 
d) A adoção das novas tecnologias mantém a pro-
dução massificada e uniforme. 
e) A valorização do trabalho individual garante o 
controle de qualidade.
67. (UNICAMP – SP) 
Faz cerca de vinte anos que “globalização” se tornou 
uma palavra-chave para a organização de nossos pen-
samentos no que respeita ao funcionamento do mundo. 
A palavra “globalização” entrou recentemente em nos-
sos discursos e, mesmo entre muitos “progressistas” e 
“esquerdistas” do mundo capitalista avançado, palavras 
mais carregadas politicamente passaram a ter um papel 
secundário diante de “globalização”. A globalização pode 
ser vista como um processo, uma condição ou um tipo 
específico de projeto político. 
(Adaptado de David Harvey, Espaços de Esperança. São Paulo: Edições 
Loyola, 2006. p. 79.)
a) Identifique uma característica política e uma 
cultural do processo de globalização. 
b) Quais as principais críticas econômicas dos 
movimentos antiglobalização? 
68. (FUVEST – SP)
É de grande relevância aqui o fato de que uma gran-
de proporção do trânsito de internet do mundo passa 
pelos Estados Unidos (...). Isso significa que a NSA (a 
agência de segurança nacional dos EUA) poderia aces-
sar uma quantidade alarmante de ligações telefônicas 
simplesmente escolhendo as instalações certas. O que é 
ainda mais inacreditável: essas instalações não passam 
de alguns prédios, conhecidos como “hotéis de teleco-
municação”, que hospedam os principais centros de co-
nexão de internet e telefonia do planeta todo.
Stephen Graham, Cidades Sitiadas: o novo urbanismo militar, 2016. Adaptado. 
A respeito da configuração espacial e geopolítica 
retratada no excerto e no mapa, é possível afirmar 
que
a) essa é a razão do grande déficit econômico 
dos Estados Unidos atualmente, uma vez que 
a maior parte dos negócios e transações é feita 
pela internet. 
b) essa situação explica o fato de que os Estados 
Unidos tenham, atualmente, a maior dívida pú-
blica do planeta, já que os custos com o trata-
mento de dados são muito altos.
c) em um mundo cada vez mais dependente dos 
fluxos imateriais de informação, a presença de 
objetos técnicos fixos torna‐se irrelevante para 
a posição geopolítica dos Estados Unidos.
d) o mapa representa, por meio do “trânsito de in-
ternet” e do fluxo de “ligações telefônicas”, uma 
globalização que integrou completamente tanto 
os norte‐americanos quanto as populações da 
África. 
e) a presença de fixos, como algumas instalações 
de armazenagem e conexão, influencia a orien-
tação de fluxos e dá aos EUA uma posição de 
destaque no contexto geopolítico.
207
Geografia
Livro de atividades
69. (FUVEST – SP) 
O local e o global determinam-se reciprocamente, umas vezes de modo congruente e consequente, outras de modo 
desigual e desencontrado. Mesclam-se e tensionam-se singularidades, particularidades e universalidades. Conforme 
Anthony Giddens, “A globalização pode assim ser definida como a intensificação das relações sociais em escala mun-
dial, que ligam localidades distantes de tal maneira que acontecimentos locais são modelados por eventos ocorrendo 
a muitas milhas de distância e vice-versa. Este é um processo dialético porque tais acontecimentos locais podem se 
deslocar numa direção inversa às relações muito distanciadas que os modelam. A transformação local é, assim, uma 
parte da globalização”. 
Octávio Ianni, Estudos Avançados. USP. São Paulo, 1994. Adaptado.
Neste texto, escrito no final do século XX, o autor refere-se a um processo que persiste no século atual. A 
partir desse texto, pode-se inferir que esse processo leva à 
a) padronização da vida cotidiana. 
b) melhor distribuição de renda no planeta. 
c) intensificação do convívio e das relações afetivas presenciais. 
d) maior troca de saberes entre gerações. 
e) retração do ambientalismo como reação à sociedade de consumo.
70. (FGV – SP)
As relações internacionais, no período que vai do lançamento das bombas atômicas no Japão à queda do muro de 
Berlim, pareciam simples. A ordem mundial era marcada pelo confronto entre as duas superpotências que emergiram da 
Segunda Guerra. Após a queda do muro de Berlim e a desestruturação da União Soviética, o mundo está mais complexo 
e imprevisível. O surgimento de poderosas redes organizadas por novos atores deu origem a um planeta cultural, mode-
lado segundo os valores ocidentais, que parece sem fronteiras.
Com base no texto e no mapa,
A – explique como a universalização dos 
fluxos comerciais e financeiros hierarquiza o 
espaço mundial;
 
208 3ª. série
B – avalie a posição dos BRICS na ordem mundial multipolar;
C – analise a afirmação segundo a qual vivemos em “um planeta cultural, modelado segundo os valores 
ocidentais, que parece sem fronteiras”. 
71. (UEMG) Analise atentamente o gráfico abaixo e observe o processo que se desencadeou nas últimas décadas 
do século XX, e que foi decisivo para consolidar a presente fase do Capitalismo e da Divisão Internacional do 
Trabalho, chamada Globalização.
BOLIGIAN, Levon e MARTINEZ, Garcia. Geografia – Espaço e Vivência. São Paulo: Ed. 
Saraiva, v.9 , p.19
Considerando as informações obtidas so-
mente na leitura do gráfico, pode-se con-
cluir CORRETAMENTEque 
a) a Globalização traz oculta a lógica da 
acumulação capitalista, baseada na 
crescente concentração de riquezas nas 
mãos da maioria dos países. 
b) a migração financeira dos bancos, bolsas 
de valores e dos grandes conglomerados 
mundiais fazem com que Estados sejam 
controlados pelo capital. 
c) os blocos econômicos são de importân-
cia expressiva para o Fundo Monetário 
Internacional, em função da igualdade 
econômica existente entre os países 
membros. 
d) as transnacionais são empresas que 
conduzem suas estratégias de produção 
e funcionamento, limitando-se às suas 
próprias fronteiras.
72. (FDF – SP) 
Em 2009, tornou-se um desafio prioritário para a segurança a cyberguerra nacional dos EUA. As revelações de Edward 
Snowden e as reticências americanas em direção à regulamentação internacional do comportamento dos países no 
cyberespaço confirmaram que não se trata de uma orientação somente defensiva [dos EUA]. 
(Joseph Fitsanakis. A doutrina americana de cybersegurança In: Diplomatie [Revista Diplomacia]. Paris: Areori Group, outubro-novembro 2014. p. 26)
209
Geografia
Livro de atividades
Há um novo espaço onde as relações geopolíticas mundiais se manifestam. Chama-se cyberespaço. A esse 
respeito e tendo em vista as relações geopolíticas, é possível afirmar que: 
a) os TICs (tecnologias de informação e comunicação) se constituem no cyberespaço, espaço esse de 
abrangência limitada, envolvendo conflitos e espionagem nos países ricos. 
b) o que se define como cyberguerra são as ações de espionagem que ocorrem no cyberespaço entre a 
Rússia e os EUA, revivendo de certa forma a Guerra Fria. 
c) o cyberespaço abrange a escala mundial, mas não o conjunto das relações humanas, ficando restrito às 
relações políticas oficiais, e às de espionagem, que são clandestinas. 
d) o cyberespaço resulta dos avanços das TICs e é um espaço de relações mundiais e, mais que expressar 
conflitos geopolíticos, ele mesmo é razão de uma disputa conflituosa. 
e) países como o Brasil, cujos investimentos em TICs são frágeis e não permitem nossa inclusão do cyberes-
paço, aos menos ficam livres de serem vítimas de espionagem.
73. (PUC-SP) Leia: 
... a tecnologia com base em avançada teoria e pesquisa científica dominou o boom econômico da segunda metade 
do século XX, e não mais apenas no mundo desenvolvido. Sem a última palavra em genética, a Índia e a Indonésia não 
poderiam ter produzido alimentos suficientes para suas populações em explosão, e no fim do século a biotecnologia se 
tornara um elemento importante tanto na agricultura quanto na medicina.
(Eric Hobsbawm. A Era dos extremos. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1995. p. 507)
Em termos de reestruturação dos espaços, em suas diversas escalas, é correto afirmar que novos conheci-
mentos vindos das pesquisas científicas produziram: 
a) uma diminuição expressiva das relações sociais no interior de um país, e mesmo entre as populações de 
países diferentes, em razão da multiplicação dos meios tecnológicos virtuais, que dispensam as viagens 
e os contatos. 
b) a ampliação significativa dos fluxos comerciais, como a diminuição do impacto das distâncias, em razão 
das novas tecnologias de transportes que alteraram as velocidades e a capacidade de carga.
c) redução da extensão das áreas agricultáveis, na medida em que os aportes científicos na agricultura au-
mentaram de tal modo a produtividade, que novos desmatamentos tornaram-se desnecessários. 
d) uma fragilização ainda maior das fontes de recursos naturais visto que as novas tecnologias automatiza-
das da produção de bens materiais ampliaram a produção predadora e os impactos ambientais, como a 
poluição, por exemplo. 
e) uma eficiência muito maior na prospecção e exploração de fontes de energia fósseis, por meio das tec-
nologias informatizadas, de modo a garantir para o planeta uma autossuficiência inédita nesse tipo de 
energia.
74. (FGV – SP) 
Serviços de atendimento ao consumidor, call centers e serviços de transcrição médica foram só o começo. A pos-
sibilidade de terceirizar serviços graças às TICs (tecnologias de informação e comunicação) aumentou a cada dia a ca-
pacidade de administrar os equipamentos físicos e as redes de computadores de empresas e de manter e desenvolver 
programas de negócios; [...] o que começou como arbitragem de salários ou simples corte de custos mandando para 
o exterior alguns empregos menores se tornou um enorme sistema projetado para transformar uma empresa em uma 
eficiente operação global.
Nayan Chanda. Sem Fronteira. Rio de Janeiro: Record, 2011. p. 409.
Sobre as novas condições geográficas da economia global propiciadas pelas TICs, é correto afirmar: 
a) A terceirização baseada nas TICs se restringe às áreas mais deprimidas economicamente dos países 
desenvolvidos, pois, nos países pobres, não há estrutura para isso. 
b) O fenômeno do deslocamento desses serviços remotos, com base nas TICs, está restrito aos países do 
Hemisfério Norte, pois são incomuns em países como o Brasil. 
210 3ª. série
c) O deslocamento geográfico dos serviços remotos busca, antes de salários menores, produzir o desenvol-
vimento em regiões mais pobres, o que é um efeito desse sistema global. 
d) Call centers podem se localizar em áreas distantes dos usuários, por vezes noutro Hemisfério, o que mos-
tra como as TICs participam de uma nova geografia do mundo. 
e) As TICs são acessíveis apenas às grandes corporações transnacionais e suas potencialidades são em-
pregadas.
75. (MACKENZIE – SP) O mapa a seguir apresenta o mais antigo tecnopolo do mundo.
A respeito do surgimento das cidades tecnopolos, é INCORRETO afirmar que: 
a) são regiões que concentram indústrias de alta tecnologia, centros de pesquisas e inovações tecnológicas 
abrigando grandes universidades capazes de garantir a formação de novos pesquisadores. 
b) o Vale do Silício localiza-se na Costa Oeste dos Estados Unidos no Estado da Califórnia. A concentração 
industrial estrutura-se em torno da Baía de São Francisco onde foram instaladas centenas de empresas 
dedicadas à produção de computadores e softwares de alta tecnologia. 
c) a cidade de Boston, na Costa Leste dos Estados Unidos, também representa um importante tecnopolo do 
país. Nessa região além da indústria bélica encontram-se diversas companhias que produzem tecnologia 
de ponta. 
d) no Japão, a ilha de Hokkaido abriga os dois maiores tecnopolos do país, Sapporo e Kushiro, especializa-
dos em alta tecnologia informacional. 
e) na Índia, Bangalore representa um tecnopolo especializado em alta tecnologia e telecomunicações e é 
classificada como uma das dez cidades mais empreendedoras do mundo.
211
Geografia
Livro de atividades
GEOGRAFIA AMBIENTAL 
Disponível em <http://amanari.org.br>. Acesso em 11 abr. 2013.
A ilustração apresenta o quantitativo médio de água utilizado como insumo para obtenção de vários produ-
tos. Relacionando o conceito de “água virtual” com a atual Divisão Internacional do Trabalho, é INCORRETO 
afirmar que há um(a): 
a) apropriação indireta dos recursos hídricos pelos países centrais à medida que se demanda dos países 
periféricos a exportação de bens estratégicos.
b) transferência de setores produtivos dispendiosos de água como forma de aliviar o estresse hídrico de 
áreas de alta densidade informacional. 
c) ascensão do valor das commodities nas principais bolsas de valores devido à relação entre gasto hídrico 
e preço de custo.
d) ameaça social na configuração econômica contemporânea, caso ocorra a desvinculação da água en-
quanto direito humano.
e) ampliação da escassez hídrica na subperiferia mundial pela necessidade de revenda de produtos do setor 
primário.
77. (UEMG)
AQUECIMENTO GLOBAL
É o fenômeno responsável pelo aumento na temperatura da atmosfera terrestre e dos oceanos, nas últimas décadas. 
Os poluentes do ar se acumulam na atmosfera, formando uma capa cada vez mais grossa, que ‘segura’ o calor do sol, 
causando o aquecimento do planeta. 
Assinale a alternativa queNÃO APRESENTA uma consequência do aquecimento global: 
a) derretimento das geleiras, nos extremos da Terra.
b) desflorestamento e queimadas das áreas de matas. 
c) secas severas, que causam maior escassez de água. 
d) aumento do nível do mar, causando inundações costeiras.
76. (CEFET – MG) A questão refere-se à imagem abaixo:
212 3ª. série
78. (UFU – MG) O crescimento econômico mundial pós-
-Segunda Guerra foi propiciado, especialmente, 
pelo crescimento da atividade industrial que trou-
xe, além do desenvolvimento, vários problemas 
ambientais, que comprometeram a qualidade de 
vida da população. Vários movimentos sociais re-
uniram pessoas com preocupações com o futuro 
do planeta diante do modelo econômico vigente e, 
para discutir esses problemas, grandes conferên-
cias internacionais foram organizadas. 
Analise as afirmativas abaixo sobre as conferên-
cias internacionais. 
 I. A Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, 
realizada em Estocolmo (1972), na Suécia, alertou 
sobre como as ações humanas estavam causan-
do a degradação da natureza e criando graves 
riscos para o bem-estar e para a sobrevivência da 
humanidade. Dentre os resultados, foi elaborada 
uma Declaração de Princípios de Comportamento 
e Responsabilidade sobre o Meio Ambiente e um 
Plano de Ação, que convocava apenas os países 
subdesenvolvidos a propor soluções sobre os vá-
rios problemas ambientais. 
 II. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio 
Ambiente e Desenvolvimento (1992), que ficou co-
nhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92, realiza-
da no Rio de Janeiro, teve, entre vários objetivos, 
examinar a situação ambiental desde 1972 e suas 
relações com o estilo de desenvolvimento econô-
mico vigente. Esse evento organizado pela ONU 
rendeu uma série de tratados e acordos de grande 
importância, dentre eles, a Convenção do Clima e 
a Convenção da Biodiversidade. 
 III. Em 2002, a ONU organizou mais um evento, ten-
tando estabelecer ações globais de melhoria da 
qualidade de vida. O evento ficou conhecido como 
Rio+10, a Cúpula do Desenvolvimento Sustenta-
do, que se realizou em Joanesburgo, África do Sul. 
Nesse evento, houve poucas deliberações, devido 
ao cenário de incertezas econômicas mundiais. 
 IV. A Agenda 21 é um programa de ação, que obje-
tiva promover, em escala planetária, um novo pa-
drão de desenvolvimento, conciliando métodos de 
proteção ambiental, justiça social e eficiência eco-
nômica. Trata-se de um documento consensual 
resultante de uma série de encontros promovidos 
pela Organização das Nações Unidas, com o tema 
“Meio Ambiente e suas Relações com o Desenvol-
vimento”, assinado durante a Conferência de Esto-
colmo. 
(www.fabianocartunista.com. Adaptado.)
Assinale a alternativa que contém afirmações IN-
CORRETAS.
a) Apenas II e III.
b) Apenas I, II e IV.
c) Apenas I e IV. 
d) Apenas I, III e IV.
79. (UNESP – SP) Observe a charge.
Cite quatro problemas ambientais gerados pela 
forma urbana de viver representada na charge. 
 
 
213
Geografia
Livro de atividades
80. (IFTM – MG)
Fonte: http://karlacunha.com.br/tag/charges/, acesso em 20/11/2012.
A CARTA DA TERRA
Estamos diante de um momento crítico na história 
da Terra, numa época em que a humanidade deve esco-
lher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada 
vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao 
mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. 
Para seguir adiante, devemos reconhecer que o meio de 
uma diversidade de culturas e formas de vida, somos 
uma família humana e uma comunidade terrestre com 
um destino comum. Devemos somar forças para gerar 
uma sociedade sustentável global baseada no respeito 
pela natureza, nos direitos humanos universais, na jus-
tiça econômica e numa cultura de paz. Para chegar a 
esse propósito, é imperativo que, nós, os povos da terra, 
declaremos nossa responsabilidade uns para os outros, 
com grande comunidade da vida, e com as futuras ge-
rações. (...) 
Preâmbulo da Carta da Terra. Em: www.eartcharter.org.
Diante das questões ambientais e do desenvolvi-
mento sustentável que permeiam as discussões da 
sociedade atual, assinale a opção correta: 
a) O conceito de desenvolvimento sustentável co-
meçou a ser elaborado no início do século XVI, 
antes mesmo da Primeira Revolução Industrial. 
b) Em 1972, em Estocolmo, na Suécia, represen-
tantes de 113 países reuniram-se para debater 
questões relativas ao meio ambiente. Este en-
contro é considerado como a primeira mobiliza-
ção em torno desse tema. 
c) Em 1992, o Rio de Janeiro abrigou a Conferên-
cia das Nações Unidas sobre o Ambiente e o 
Desenvolvimento (Rio-92). Nesse encontro foi 
assinado o Protocolo de Kyoto por todos os pa-
íses que participaram do evento. 
d) Em 2002, foi a vez do Egito abrigar a Cúpula 
Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentá-
vel; nesse encontro foram discutidas somente 
questões relacionadas ao meio ambiente. Esse 
encontro recebeu a denominação de Rio+10, 
pois aconteceu 10 anos após a conferência do 
Rio-92. 
e) Em 2012, o Brasil foi o palco do encontro da 
maior conferência da ONU sobre desenvolvi-
mento sustentável. Foram discutidas nessa 
ocasião a Agenda 21 e economia verde. Infe-
lizmente, devido à crise econômica, países da 
União Europeia não participaram do evento.
81. (ESPM – SP)
Em 1957 era assinado o importante Tratado de 
Roma que revolucionaria a economia regional eu-
ropeia. Esse tratado: 
a) Criou a AELC, Associação Europeia de Livre 
Comércio para se contrapor ao MCE. 
b) Criou a União Europeia, que extinguiu todas as 
tarifas alfandegárias dos países do continente e 
que trouxe pela primeira vez na história a existên-
cia de uma moeda única para diversos países. 
c) Criou o Benelux, movimento embrionário da 
União Europeia, composto inicialmente por Bél-
gica, Holanda e Luxemburgo, mais tarde con-
templado por outros países. 
d) Criou a Comunidade Econômica Europeia, 
composta inicialmente por seis países, mas dei-
xando de fora a Grã-Bretanha, que se opusera 
ao bloco. 
e) Criou o Mercado Comum Europeu, composto 
pelas doze maiores economias europeias no 
contexto de regionalização que varria o mundo 
do pós-guerra.
82. (UFJF – MG) Leia o fragmento de texto abaixo.
Com o aprofundamento da concorrência intercapitalista 
tem havido uma maior concentração e centralização do ca-
pital, seja nos setores produtivos, seja no setor bancário e fi-
nanceiro, o que concede maior importância para o papel das 
grandes corporações transacionais. Na realidade, confor-
mam-se oligopólios mundiais, responsáveis pela dominação 
dos principais mercados, como é o caso no setor de com-
putadores com apenas 10 empresas controlando 70% da 
produção, ou de 10 empresas que respondem por 82% da 
produção de automóveis, ou de 8 empresas que dominam 
90% do processamento de dados, ou de 8 empresas que 
dominam 71% do setor petroquímico ou ainda de 7 empre-
sas que respondem por 92% do setor de material de saúde.
(CHESNAIS apud POCHMANN, Márcio. Economia global e a nova Divisão 
Internacional do Trabalho. Disponível em: < http://decon.edu.uy/
network/>. Acesso em: 16 nov. 2007.)
214 3ª. série
a) Cite duas vantagens para as grandes corporações transnacionais formarem oligopólios. 
b) Cite e explique um efeito da ação dos oligopólios na economia dos países menos desenvolvidos.
83. (UEMG)
Leia atentamente o texto a seguir:
UMA POTÊNCIA REBELDE
O Ocidente passou as últimas décadas esperando que o crescimento econômico mudasse a política chinesa – mas é a 
China que mudará a política mundial. Para o mundo inteiro, e especialmente para o Brasil, a ascensão da China como potên-
cia econômica tem sido uma bênção. Até pouco mais de uma década atrás, a economia mundial dependia dos humores do 
consumidor americano para crescer – e afundava junto com ele, quando as coisas não iam bem nos Estados Unidos. Hoje, o 
cenário mudou, e para melhor. Após três décadas de crescimento espetacular, a China ganhou musculatura suficiente para 
sustentar o resto do mundo, enquanto osEstados Unidos vivem a maior recessão desde o pós-guerra. A economia chinesa 
cresceu 10,7% no último trimestre de 2009, mantendo a demanda por matérias-primas que tanto ajuda a impulsionar a 
economia brasileira. A resistência chinesa à crise financeira mundial tornou ainda mais popular a tese de que o país caminha 
para a supremacia econômica nas próximas décadas. A previsão é que a China ultrapassará os Estados Unidos no posto de 
maior produto interno bruto do planeta em 2027, mais de 20 anos antes do previsto no primeiro relatório que criou o termo 
BRIC para descrever a força dos maiores países emergentes (...). 
http://portalexame.abril.com.br – Acesso em 03/03/2010 (Texto adaptado)
De acordo com o texto, assinale verdadeira (V) ou falsa (F) para as afirmativas abaixo. 
Depois, marque a alternativa solicitada.
 I. ( ) a China apresenta potencial produtivo para assegurar a economia mundial no futuro.
 II. ( ) o sistema capitalista da China se apresenta como fator preocupante para o mundo. 
 III. ( ) os EUA estão caminhando para a perda da hegemonia global.
 IV. ( ) os parceiros comerciais emergentes da China são Índia, Brasil e Rússia.
Estão CORRETAS as afirmativas dos itens
a) I b) I, III e IV c) I e II d) I e IV
84. (FGV – SP) 
O país conseguiu tirar proveito da globalização, tornando-se fabricante mundial e expandindo drasticamente sua 
economia. Entretanto, com o crescimento de sua riqueza, a nova classe média agora pede ar e água limpos na medida 
em que seus desejos materiais prenunciam problemas para o meio ambiente, um impulso contraditório que os dirigentes 
têm dificuldade de acomodar.
(CEO Exame, abril de 2012. Adaptado)
O texto faz referência:
a) à Rússia.
b) à África do Sul.
c) ao México.
d) à China.
e) ao Japão.
215
Geografia
Livro de atividades
85. (ESPM – SP) Observe a tabela:
Sede das maiores transnacionais do globo
PAÍSES QUANTIDADE DE EMPRESAS PAÍSES QUANTIDADE DE EMPRESAS
Estados Unidos 61 Itália 6
Japão 15 Brasil 6
Reino Unido 14 Federação Russa 6
França 14 Holanda 5
China 13 Espanha 5
Alemanha 11 Hong Kong 4
Suíça 10 Coreia do Sul 3
Austrália 7 Índia 3
Canadá 6 Suécia 2
Fonte: FORBES. The world’s biggest public companies. Disponível em: <http://www.forbes.com/global2000/list>. Acesso em: 19 fev. 2014.
Analisando os dados, é correto afirmar que:
a) Os BRICS estão representados na plenitude.
b) O G7 está representado na plenitude.
c) Os BRICS não estão representados.
d) O IBAS não está representado.
e) Todos os países representados pertencem à OCDE.
86. (UNESP – SP) O Sistema Nacional de Unidades de Conservação estimulou a criação de áreas de proteção am-
biental integral com o controle unilateral do Estado sobre o seu território e os seus recursos. A implantação 
do referido sistema foi criticada
a) pelas populações urbanas, por interromper o crescimento natural da mancha urbana em regiões periféri-
cas. 
b) pelos governos locais, por minar a autonomia municipal no parcelamento do solo para a utilização em 
políticas de habitação. 
c) pelas populações tradicionais, que defendiam uma maior participação no processo de demarcação das 
unidades de conservação. 
d) por organizações ambientalistas internacionais, que se opunham às grandes dimensões das áreas ado-
tadas pelo Estado. 
e) pelo capital especulativo, por desvalorizar as áreas do entorno que seriam vendidas no mercado imobili-
ário.
87. (UNESP – SP) 
Alguns especialistas argumentam que deveria haver rótulos climáticos na comida, da mesma forma que há infor-
mações sobre nutrição. Em teoria, os rótulos poderiam ajudar os consumidores a escolher produtos de baixo impacto 
ambiental e dariam aos agricultores e produtores mais incentivos para mudarem seus produtos. 
(The New York Times. “Como fazer compras, cozinhar e comer em um mundo que está aquecendo?”. www.folha.uol.com.br, 06.05.2019. Adaptado.)
Considerando a proposta apresentada pelo excerto, um dado que poderia constar nos rótulos de alimentos 
seria
a) o débito fluvial.
b) a estrutura fundiária.
c) o código florestal.
d) a pegada de carbono.
e) a diversidade ecológica. 
216 3ª. série
88. (PUC-SP) Leia: 
O último registro confirmado de um puma cougar do 
Leste foi em 1938 e o animal em questão estava morto. 
Antes, um deles foi visto em Nova Brunswick, no Cana-
dá, em 1932. O animal foi exterminado por imigrantes 
europeus, que o eliminavam sob a alegação de autopro-
teção. Além disso, seu desaparecimento tem a ver com 
o desflorestamento ocorrido na região, que também le-
vou a sua principal presa, o veado-de-cauda-branca, à 
extinção.” (Nos EUA, espécie de Puma é considerada 
oficialmente extinta). 
In: http://jornalggn.com.br/noticia/nos-eua-especie-de-puma- econsi-
derada-oficialmente-extinta, acesso 27/10/2015)
Esse, que já foi um dos mamíferos terrestres mais 
bem distribuídos no ocidente, foi completamente eli-
minado, de acordo com o US Fish and Wildlife Ser-
vice. Diante dessa ocorrência, é correto afirmar que 
a) o desflorestamento na América foi mais intenso 
e agressivo do que no velho continente euro-
peu, daí as situações mais drásticas de extinção 
de grandes mamíferos. 
b) a inevitabilidade dessa extinção se explica pela 
incompatibilidade incontornável entre as neces-
sidades produtivas da espécie humana e a pre-
servação da natureza. 
c) embora com muitos recursos, as práticas de 
proteção à natureza nos EUA são muito inci-
pientes, se comparadas, por exemplo, às prati-
cadas no Brasil. 
d) a extinção ocorreu também, admite-se, pela au-
sência de políticas de proteção, como a criação 
de áreas naturais protegidas, ainda incipientes 
no início do século XX.
89. (UFLA – MG)
O Acordo de Paris (2015) é um tratado no âmbito 
da “Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre 
a Mudança do Clima” que rege a redução de emis-
são de gases estufa até 2020. As alternativas abai-
xo indicam outros Encontros e Acordos ligados à 
questão ambiental, EXCETO: 
a) Rio+20 (2012). 
b) Protocolo de Kyoto (1997). 
c) Conferência de Potsdam (1945). 
d) Conferência de Copenhague (2009).
90. (UFJF – MG)
Nas últimas décadas, a maioria das regiões do planeta 
tem registrado aumento da temperatura média (...). O aque-
cimento global pode ser caracterizado tanto pela quantida-
de quanto pelas taxas de aquecimento registradas durante 
um intervalo de tempo específico. (...) Um dos aspectos 
do aumento da temperatura média global é o modo diver-
so pelo qual ela se expressa no espaço e no tempo. Um 
exemplo de variação no ritmo de aquecimento ao longo do 
tempo é o fato de algumas décadas registrarem aqueci-
mento superior a outras. Por sua vez, a heterogeneidade 
espacial da taxa de aquecimento está ligada à influência 
dos diversos componentes do sistema climático.
Extraído e adaptado de: Ciência e Clima. Disponível em https://ciencia-
eclima.com.br/aquecimento-global-e-variabilidade-natural/. 
Acesso em 15/07/2019.
Sobre a questão das mudanças climáticas é COR-
RETO afirmar que: 
a) Nos últimos anos, a tendência negativa das 
temperaturas médias globais observadas apon-
ta para a redução dos efeitos do aquecimento 
global, diminuindo os efeitos das mudanças cli-
máticas no planeta.
b) Observa-se, cada vez mais, que a queima de 
combustíveis fósseis e a consequente emissão 
dos gases do efeito estufa não são os respon-
sáveis pelo aumento das temperaturas médias 
globais. 
c) Os fenômenos de variabilidade oceânico-at-
mosféricos, como o El Niño Oscilação Sul 
(ENOS), são os responsáveis pela elevação das 
temperaturas no planeta por meio da transfe-
rência de energia para a estratosfera. 
d) Com os oceanos e a atmosfera mais quentes, 
os eventos meteorológico-climáticos extremos 
tendem a ocorrer com maior frequência e menor 
intensidade. 
e) A diminuição da superfície de gelo e neve con-
tribui para a redução da reflexão planetária, 
aumentando a capacidade de absorção de 
energia pela superfície e, consequentemente, 
intensificando o processo de irradiação.
91. (FUVEST – SP)
Às vésperasda Cúpula do G20, que teve início em 07 
de julho de 2017, em Hamburgo, na Alemanha, a chan-
celer alemã, Angela Merkel, discursou no Parlamento e 
referiu se a atores políticos importantes no cenário mun-
dial, conforme os trechos transcritos a seguir. Quem pen-
sa que os problemas deste mundo podem ser resolvidos 
com o isolacionismo e o protecionismo está cometendo 
um enorme erro. Somente juntos podemos encontrar as 
respostas certas às questões centrais dos nossos tem-
pos (...) Não podemos esperar até que a última pessoa 
na Terra esteja convencida da evidência científica das 
mudanças climáticas. Em outras palavras: o acordo cli-
mático (de Paris) é irreversível e não negociável.
www.jb.com.br/pais/notícias.
217
Geografia
Livro de atividades
TEIXEIRA, Wilson et al. (Orgs.). Decifrando a Terra. 2. ed. São Paulo: Cia Edi-
tora Nacional, 2009. p. 451.
Analise as três afirmações seguintes, quanto aos 
objetivos e ao teor desses trechos do discurso. 
 I. Podem ser entendidos como uma crítica à saída 
dos EUA do acordo sobre as mudanças climáticas 
construído na COP21 de 2015, em Paris, à épo-
ca assinado pelo ex-presidente Barack Obama. A 
saída foi justificada pelo atual presidente Donald 
Trump, afirmando que o acordo seria prejudicial à 
economia americana.
 II. Trata-se de um elogio à recente postura de algumas 
autoridades do Reino Unido, o qual, em seu proces-
so denominado Brexit, pretende proteger a econo-
mia britânica, mas sem afetar seus compromissos 
financeiros com o acordo de Paris de 2015 e os re-
lacionados com as questões estratégicas coletivas 
da Comunidade Europeia. 
 III. Faz se uma crítica direta à França, que, mesmo 
tendo sido a sede da COP21 de 2015, vem con-
tinuamente desobedecendo a esse acordo, pois 
contraria as metas firmadas de emissão de CO2 em 
suas atividades industriais. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III.
92. (UEMG) A propalada crise climática global atual tem, 
como uma de suas causas, a emissão de dióxido 
de carbono (CO²) na atmosfera. A criação de Cré-
ditos de Carbono foi umas das supostas saídas en-
contradas para o problema. 
Sobre os Créditos de Carbono, informe se é ver-
dadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e 
assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Cada Crédito de Carbono é equivalente a 1T 
(uma tonelada) de CO² não emitida ou retirada 
da atmosfera por um País. 
( ) Os Créditos de Carbono foram criados, em 
1997, no Japão, quando houve a assinatura 
do Protocolo de Kyoto pelos países que se 
comprometeram a assinar esse acordo. 
( ) Os Estados Unidos, maior emissor de gases 
poluentes do mundo, lidera a aplicação das 
políticas definidas no Protocolo de Kyoto. 
( ) Créditos de Carbono são certificados 
negociados como mercadorias nas bolsas de 
valores.
a) F – V – F – V. 
b) V – F – V – F. 
c) V – V – F – V. 
d) V – F – F – F.
93. (UEMG) Analise os gráficos a seguir:
Sobre o uso dos recursos hídricos pelas diversas 
atividades humanas, é correto afirmar que 
a) a utilização excessiva, no espaço agrário em 
desenvolvimento, deve-se à elevada produção 
por hectare das policulturas irrigadas. 
b) a reduzida parcela de consumo hídrico domés-
tico no mundo demonstra a eficácia generaliza-
da das políticas de educação ambiental. 
c) o aumento gradual no consumo do recurso está 
associado à universalização do acesso a este 
bem pela população mundial socialmente vul-
nerável. 
d) o avanço do modo de vida consumista, no con-
texto capitalista globalizado, tem resultado no 
aumento da apropriação da água por setores 
econômicos privados.
94. (UFJF – MG)
Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/archive. Acesso em 14/08/2019.
Fonte: https://i0.wp.com/cienciaeclima.com.br/wp-content/
uploads/2017/11/Floresta-e-agua-alexandre-beck.png?w=663&ssl=1. Aces-
so em 14/08/2019.
218 3ª. série
Com base nos conceitos usados nas tirinhas, mar-
que a resposta CORRETA: 
a) As formações vegetais, sobretudo as florestais, 
contribuem para o fornecimento de água para 
a atmosfera e o processo de desmatamento na 
Floresta Amazônica pouco interfere na ocorrên-
cia de chuvas em outras regiões do Brasil e da 
América do Sul. 
b) Rios voadores é o nome dado ao transporte de 
umidade feito pelos ventos que escoam entre 
1500 e 3000 metros de altitude, a leste da Cor-
dilheira do Andes, e que provocam a ocorrência 
de chuvas do centro até o sudeste do continen-
te sul-americano. 
c) A cobertura vegetal possui papel fundamental 
no clima e na disponibilidade hídrica; dessa for-
ma, preservar e restaurar as formações vegetais 
contribui para a intensificação do aquecimento 
global. 
d) O desmatamento da Floresta Amazônica mo-
difica apenas o ciclo hidrológico local, pois as 
precipitações que ocorrem em outros locais da 
América do Sul dependem, apenas, da atuação 
de outros sistemas atmosféricos. 
e) Não existe relação entre a diminuição das áreas 
de vegetação natural e o comprometimento dos 
recursos hídricos, uma vez que os reservatórios 
de água são abastecidos pelas chuvas e pelos 
rios que são represados. 
95. (FGV – SP) Leia o excerto. 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 
anunciou nesta quinta-feira a saída de seu país do Acor-
do de Paris sobre mudanças climáticas, mas prometeu 
negociar um retorno ou um novo acordo climático em 
termos que considere mais justos para os americanos. 
Ele disse que o atual documento traz desvantagens aos 
EUA para beneficiar outros países, e prometeu interrom-
per a implementação de tudo que for legalmente possí-
vel imediatamente. 
(www.g1.globo.com. 01.06.2017. Adaptado)
Com base em seus conhecimentos acerca do 
Acordo de Paris e da economia norte-americana, é 
correto afirmar que 
a) o acordo fica fortalecido, uma vez que os EUA 
contribuem com 15% das emissões globais, e a 
indústria norte-americana está estagnada des-
de 2008. 
b) a China ganha protagonismo, pois vem reduzin-
do as emissões de poluentes devido à mudança 
da matriz energética. 
c) as grandes empresas globais do setor petrolífe-
ro terão maior apoio do governo norte-america-
no para continuar a exploração. 
d) o carvão mineral pode voltar a ser protagonis-
ta na matriz de energia mundial, visto que polui 
menos que o gás natural. 
e) as emissões devem diminuir, pois o gás natural 
vem ganhando protagonismo nos países sub-
desenvolvidos.
96. (UFU – MG)
Foram necessários apenas 40 anos para que o quar-
to maior lago do mundo, o Mar de Aral, na Ásia Central, 
secasse. O que antes eram 60 mil quilômetros quadra-
dos de água, com profundidade de 40m em alguns lo-
cais, evaporou. Agora, resta apenas 10% do lago. 
Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias 
/2015/02/150226_mar_aral_gch_lab>. Acesso em: 24 de abr. 2017.
Um fator responsável pela alteração ambiental 
apresentada foi 
a) o aumento significativo da evaporação da água 
do lago causado pelo aquecimento global. 
b) a destinação da água do lago em vultosos volu-
mes para produção de energia hidrelétrica. 
c) o bombeamento descontrolado da água do lago 
para o abastecimento urbano. 
d) a utilização em grande escala da água dos rios 
que abasteciam o lago para irrigação agrícola.
97. (UFJF – MG) Considere o texto abaixo para respon-
der à questão. 
Em dia mundial, a ONU (Organização das Nações 
Unidas) pede acesso universal a serviços de 
água e saneamento
Publicado em 22/03/2019 
Dirigentes da ONU pediram nesta sexta-feira (22), Dia 
Mundial da Água, que países ‘não deixem ninguém para 
trás’ no acesso a serviços de água potável e saneamento 
básico. Atualmente, estima-se que 2,1 bilhões de pes-
soas no mundo vivam sem água própria para o consumo 
humano. Organização alerta que degradação ambiental, 
crescimento populacional e mudanças climáticas pode-
rão agravar desafios de oferta e disponibilidade dos re-
cursos hídricos.
Fonte: <https://nacoesunidas.org/em-dia-mundial-onu-pede-acesso-uni-
versal-a-servicos-de-agua-e-saneamento/>,acessado em 17/07/2019.
Em relação aos problemas mundiais que envolvem 
o acesso à água e ao saneamento básico, marque 
a alternativa CORRETA: 
a) O acesso à água potável é uma questão liga-
da apenas às condições climáticas vigentes em 
219
Geografia
Livro de atividades
cada região do planeta e independe das condi-
ções sociais, econômicas e políticas. 
b) As condições climáticas somadas aos aspectos 
sociais, econômicos e políticos de cada região 
do globo interferem decisivamente no acesso 
aos serviços de água e saneamento. 
c) A crise hídrica não é mais um problema isolado, 
embora só afete os países localizados nas regi-
ões de climas áridos e semiáridos dos continen-
tes africano e asiático. 
d) O texto apresenta uma visão otimista para a 
questão da água, pois o número de pessoas no 
mundo sem acesso à água adequada ao consu-
mo humano é pequeno. 
e) Não se verifica no texto uma preocupação com 
a interferência antrópica no esgotamento dos 
recursos hídricos em escala mundial nas próxi-
mas décadas.
98. (UNICAMP – SP) Em junho de 2017, o governo dos 
Estados Unidos da América (EUA) se retirou do 
“Acordo de Paris”, assinado em 2015 por 195 paí-
ses. Sobre as medidas previstas no Acordo para a 
redução da emissão de gases do efeito estufa, e 
o motivo da saída dos Estados Unidos do referido 
acordo, é correto afirmar que 
a) são medidas deliberativas e os países signatá-
rios pagarão multas pelo descumprimento das 
metas; os EUA não aceitam o papel da ONU na 
função de agente fiscalizador.
b) são medidas propositivas e os países signa-
tários deverão definir metas para os próximos 
anos; os EUA não concordam com o controle 
externo sobre suas fontes poluidoras.
c) são medidas restritivas e os países signatários 
sofrerão punições políticas e econômicas se 
não atingirem as metas; os EUA não aprovam a 
presença da Rússia no acordo. 
d) são medidas normativas e os países signatários 
deverão definir as estratégias a serem adotadas; 
os EUA não aceitam assumir as mesmas respon-
sabilidades da Índia, o maior poluidor do planeta.
99. (FUVEST – SP) No Brasil, várias cidades registram 
ocupação irregular de encostas em áreas sujeitas 
a deslizamentos de terra (também chamados de 
escorregamentos). O Instituto de Pesquisas Tec-
nológicas (IPT) trabalha no levantamento, mapea-
mento, recuperação e estabilização dessas áreas 
de risco. Um exemplo deste trabalho foram aque-
les executados desde a década de 1970 referentes 
aos deslizamentos dos morros de Santos e São 
Vicente‐SP, cuja região é acometida há tempos 
por esses problemas, inclusive com a ocorrência 
de vítimas fatais. Para investigar os deslizamentos 
de terra nas áreas serranas tropicais brasileiras, o 
Instituto realizou levantamentos topográficos, geo-
lógicos e geomorfológicos, estudando também a 
distribuição dos tipos de vegetação existentes e as 
categorias de ocupação urbana dos morros.
Representação de deslizamento de terra (escorre-
gamento) na região de Santos e São Vicente
Disponível em https://www.ipt.br/. Adaptado. 2019.
Baseando‐se nas informações do texto e na figura, 
é correto afirmar que
a) as características topográficas, geológicas e 
geomorfológicas de uma área de risco estão 
naturalmente ligadas aos escorregamentos, 
sendo que estradas de terra minimizam a ocor-
rência de deslizamentos.
b) a ocorrência de escorregamentos é causada 
pela ação humana, cuja ocupação de encostas 
provoca o empobrecimento de solo, que acaba 
sendo mobilizado pela diminuição de fertilidade.
c) o problema da ocupação de encostas e risco de 
escorregamentos inclui o contato entre a rocha 
e o solo, cuja facilidade de deslizamento é au-
mentada em função da inclinação do terreno e 
da maior ocorrência de chuvas.
d) os deslizamentos de terra fazem parte de um 
conjunto de fenômenos naturais pontuais e 
incomuns na superfície da crosta terrestre e, 
portanto, não participam da escultura do relevo 
continental e do modelado.
e) os escorregamentos são causados em especial 
pelo fato de o solo tornar‐se mais leve que a ro-
cha subjacente durante as chuvas prolongadas 
de verão, facilitando seu deslizamento ao longo 
das encostas pouco ou nada inclinadas.
220 3ª. série
100. (UFU – MG)
[...] é um fenômeno natural e possibilita a vida huma-
na na Terra. Parte da energia solar que chega ao planeta 
é refletida diretamente de volta ao espaço ao atingir o 
topo da atmosfera terrestre – e parte é absorvida pelos 
oceanos e pela superfície da Terra [...]. Uma parcela des-
se calor é irradiada de volta ao espaço, mas é bloquea-
da pela presença de gases [...] que, apesar de deixarem 
passar a energia vinda do Sol (emitida em comprimentos 
de onda menores), são opacos à radiação terrestre, emi-
tida em maiores comprimentos de onda. Essa diferença 
nos comprimentos de onda se deve às diferenças nas 
temperaturas do Sol e da superfície terrestre.
Ministério do Meio Ambiente. Disponível em http://www.mma.gov.br/
informma/item/195. Acesso em 25.mar.2019.
O processo descrito acima refere-se 
a) ao efeito estufa. 
b) ao aquecimento global. 
c) à camada de ozônio. 
d) à ilha de calor.
101. (FGV – SP) A questão climática vem preocupando a 
comunidade mundial nos últimos anos. Criou-se, 
inclusive, o termo “pegada ecológica”, o rastro dei-
xado por uma comunidade em função de seu índi-
ce de consumo, daí derivando os termos “pegada 
hídrica” e “pegada de carbono”, como se observa 
no gráfico a seguir.
(Folha de S.Paulo, 13 nov. 2014)
A partir das informações mostradas e demais co-
nhecimentos sobre a situação dos países apresen-
tados, é correto afirmar que 
a) é praticamente impossível para a China reduzir 
as emissões de carbono, mesmo após a assi-
natura de acordos com os EUA, pois o país não 
dispõe de outras fontes energéticas. 
b) a redução da emissão de carbono pelos EUA é 
viável, pois o país vem utilizando cada vez mais 
derivados de xisto que não emitem carbono. 
c) a baixa pegada de carbono da França justifica-
-se pelo elevado uso de energia hidrelétrica. 
d) grande parte da emissão de carbono observa-
da na Índia e, principalmente, na China vem da 
queima de carvão, uma das principais fontes de 
energia utilizadas por esses países. 
e) as emissões do Brasil são relativamente baixas, 
pois grande parte da produção de energia está 
a cargo de fontes renováveis que não emitem 
carbono, como a solar e a eólica.
102. (FUVEST – SP) Boa parte da floresta amazônica bra-
sileira cresce sobre solos pobres. Sua exuberância, 
portanto, deve‐se ao fato de que uma grande pro-
porção dos nutrientes advindos da própria floresta 
retorna à vegetação. Quando se derruba a floresta 
de uma área de dezenas de quilômetros quadrados 
e, em seguida, ateia‐se fogo no local como prepa-
ro para o plantio, esse ciclo é interrompido, o que 
causa uma série de efeitos.
Identifique corretamente a relação dos efeitos men-
cionados em I, II e III com a derrubada e a queima 
da floresta.
a) I – Diminuição de curto prazo da fertilidade do 
solo pela queima da vegetação.
II – Perda de biodiversidade pelo efeito direto 
do fogo sobre os animais silvestres.
III – Diminuição da evaporação da água da chu-
va que atinge o solo exposto.
b) I – Aumento de curto prazo da fertilidade do 
solo pelo efeito direto do calor do fogo so-
bre o solo superficial.
II – Diminuição da diversidade de animais sil-
vestres devido à remoção da vegetação.
III – Diminuição da temperatura do solo exposto 
como efeito direto da remoção da vegetação.
c) I – Aumento de curto prazo da fertilidade do 
solo pela deposição de cinzas.
II – Perda de biodiversidade devido à remoção 
da vegetação.
III – Aumento temporário da evaporação da 
água da chuva que atinge o solo exposto.
221
Geografia
Livro de atividades
d) I – Aumento de curto prazo da fertilidade do 
solo pelo efeito direto do calor do fogo so-
bre o solo superficial.
II – Perda de biodiversidade pelo efeito direto 
do fogo sobre a vegetação.
III – Diminuição temporária de absorção daágua 
da chuva pelo solo exposto.
e) I – Aumento de longo prazo da fertilidade do 
solo pela deposição de cinzas.
II – Aumento da diversidade de animais silves-
tres devido à remoção da vegetação.
III – Aumento da erosão do solo exposto devido 
à remoção da vegetação.
103. (UFU – MG)
Disponível em: <http://fa-
landoaosmontes.blogspot.
com.br/2015/11/protecao-
-e-recomposicao-denas-
centes.html> Acesso em: 
19 de mar. 2017.
c) as principais controladoras da SAMARCO são as 
empresas VALE e a anglo-australiana BHP Billiton. 
d) a destruição dos corpos hídricos se concentrou 
a montante do leito de vazão do Rio Doce.
105. (UFLA – MG) Observe o esquema abaixo:
Nas camadas inferiores da tro-
posfera, o ar resfria-se de baixo 
para cima, ou seja, quanto maior 
a altitude, menor é a temperatura. 
À medida que a superfície da ter-
ra é aquecida pela energia solar, 
o ar também é aquecido, torna-se 
mais leve e sobe. Quando existem 
poluentes no ar próximo à super-
fície, eles são dispersados com o 
ar mais quente. 
No entanto, eventualmente, como 
no caso de uma passagem de uma 
frente fria, pode acontecer um rá-
pido resfriamento da superfície e, 
consequentemente, das camadas 
de ar mais baixas. Nessa situação, 
surge uma camada de ar resfriada 
repentinamente abaixo de outra 
mais quente. Assim, o ar mais frio 
e mais pesado da camada inferior 
acaba impedindo a dispersão dos 
poluentes, que passam a se con-
centrar próximos à superfície.
A retirada da cobertura vegetal nos ambientes ilus-
trados na figura tende a produzir 
a) um crescimento do escoamento superficial. 
b) uma ampliação do processo de infiltração. 
c) um aumento do nível do lençol freático. 
d) uma redução do processo erosivo.
104. (UEMG)
O acidente em Mariana ficou conhecido no Brasil 
como o maior desastre ambiental da história e deixou 
19 pessoas mortas, além de destruir o distrito de Bento 
Rodrigues, contaminar a Bacia Hidrográfica do Rio Doce 
e comprometer o abastecimento de água e a produção 
de alimentos em diversas cidades da região.
Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-08/
juiz-suspende-acao-criminal-contra-mineradoras-por-acidente-em 
-mariana>. Acesso em: 21 nov. 2017.
Sobre o rompimento da Barragem Fundão em Ma-
riana, é correto afirmar que 
a) desastres socioambientais ligados às atividades 
mineradoras, no Brasil e no mundo, são fenôme-
nos raros. 
b) os rejeitos contaminantes que acompanharam 
o rastro de morte na bacia hidrográfica do Rio 
Doce eram de bauxita e nióbio. 
O esquema e as informações apresentadas fazem 
referência ao seguinte impacto ambiental: 
a) Ilhas de calor. 
b) Inversão térmica. 
c) Aquecimento global. 
d) Buraco na camada de ozônio.
106. (UEMG)
BANGCOC AFUNDA, EM MÉDIA, DEZ MILÍME-
TROS POR ANO, SEGUNDO ESPECIALISTAS
De acordo com as conclusões do estudo, Bangcoc 
afunda em média dez milímetros ao ano, embora haja 
certas áreas da capital que cheguem aos 20 milímetros”. 
Durante anos, a cidade foi chamada de “a Veneza do 
Leste” por sua complexa rede de canais provenientes 
das águas do rio Chao Phraya, sendo as embarcações 
a principal forma de transporte tanto humano como de 
mercadorias. A partir da década de 1950 as autoridades 
taparam grande parte dos canais por motivos higiênicos, 
mas ainda hoje restam alguns que sulcam a capital entre 
casas e mercados flutuantes. Esta obstrução de forma 
precipitada de canais é uma das causas pelas quais o 
solo tende a afundar-se com o peso dos inumeráveis 
edifícios que são erguidos na cidade, ressaltou o es-
pecialista de recursos hídricos. “O controle urbanístico 
da cidade não é nada conveniente, com a construção 
222 3ª. série
A charge chama atenção para o seguinte impacto 
ambiental: 
a) Ilhas de calor. 
b) Inversão térmica. 
c) Aquecimento global. 
d) Buraco na camada de ozônio
108. (FUVEST – SP) Segundo relatório do Painel Intergo-
vernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), inú-
meras gigatoneladas de gases do efeito estufa de 
origem antropogênica (oriundos de atividades hu-
manas) vêm sendo lançadas na atmosfera há sécu-
los. A figura mostra as emissões em 2010 por setor 
econômico.
http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/geologia/11_aguas_subterra-
neas_d.htm
A textura de um solo e sua aparência, ou “sensa-
ção de toque” dependem de tamanhos relativos e 
formas das partículas, bem como da faixa ou distri-
buição de tamanhos. Levando-se em consideração 
o tipo de solo na construção da paisagem urbana, 
da capital Tailandesa, e as informações obtidas no 
texto e ilustração acima, é CORRETO afirmar que 
refere-se a um tipo de solo
a) arenoso, com baixo teor de matéria orgânica, 
pouca capacidade de retenção de água e me-
nor escoamento superficial. 
b) argiloso que retém muita água, mais compacto 
e maior escoamento superficial. 
c) argiloso, de baixa porosidade, pouco arejado, 
impermeável e dificuldade de drenagem. 
d) arenoso que possui pequenos grãos, de bai-
xa porosidade, pouco permeável e com maior 
fertilidade.
107. (UFLA – MG) Observe a charge abaixo:
Com base na figura e em seus conhecimentos, 
aponte a afirmação correta.
a) Os setores econômicos de Construção e Pro-
dução de outras energias, juntos, possuem me-
nores emissões de gases do efeito estufa antro-
pogênicos do que o setor de Transporte, tendo 
como principal exemplo ocorrências no sudeste 
asiático. 
b) As maiores emissões de CH4 de origem an-
tropogênica devem-se ao setor econômico da 
Agricultura e outros usos da terra, em razão das 
queimadas, principalmente no Brasil e em paí-
ses africanos.
c) As maiores emissões de gases do efeito estufa 
de origem antropogênica vinculadas à Produ-
ção de eletricidade e calor ocorrem nos países 
de baixo IDH, pois estes não possuem políticas 
ambientais definidas. 
desenfreada de edifícios e com materiais não adequados 
ao tipo de solo da capital.”
http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/bangcoc-afunda-10-milime-
tros-por-ano-devido-a-erosao-do-solo-26/09/2015
Disponível em: http://www.humorpolitico.com.br/corrupcao/naufragio-do-ti-
tanic-completa-100-anos/ Acesso em 19/10/2015
223
Geografia
Livro de atividades
d) Um quarto do conjunto de gases do efeito es-
tufa de origem antropogênica lançados na at-
mosfera é proveniente do setor econômico de 
Produção de eletricidade e calor, em que predo-
mina a emissão do CO2, ocorrendo com grande 
intensidade nos EUA e na China. 
e) A Indústria possui parcela significativa na 
emissão de gases do efeito estufa de ori-
gem antropogênica, na qual o N2O é o com-
ponente majoritário na produção em re-
finarias de petróleo do Oriente Médio e 
da Rússia.
109. (FUVEST – SP) Observe os mapas referentes à de-
limitação da bacia hidrográfica do rio Xingu, com 
o detalhamento da parte sul, onde fica o Parque 
Indígena do Xingu (PIX).
c) Dentre as grandes bacias hidrográficas amazô-
nicas, a bacia hidrográfica do rio Xingu, na dis-
posição leste-oeste, é uma das bacias da mar-
gem esquerda do rio Amazonas com importante 
conectividade entre dois biomas brasileiros: a 
Caatinga e o bioma Amazônico, ambos biológi-
ca e geologicamente diversos. 
d) O desmatamento, observado no mapa, é resul-
tado da monocultura de babaçu, praticada pe-
los indígenas que extraem seu óleo e vendem-
-no para indústrias de cosméticos. 
e) O avanço do desmatamento nessa área deve-se 
às monoculturas de cana-de-açúcar e laranja, 
ambas cultivadas com variedades transgênicas 
adaptadas ao bioma Amazônico.
110. (UFU – MG)
Com 317 anos, o distrito de Bento Rodrigues, na ci-
dade mineira de Mariana, tinha história. O vilarejo de 600 
habitantes fez parte da rota da Estrada Real no sécu-
lo XVII e abrigava igrejas e monumentos de relevância 
cultural. Em 5 de novembro, em apenas onze minutos, 
um tsunami de 62 milhões de metros cúbicos de lama 
aniquilou Bento Rodrigues. A onda devastou outros sete 
distritos de Mariana e contaminou os rios Gualaxo do 
Norte, do Carmo e Doce. O destino final da lama é o mar 
do Espírito Santo, ondeo Rio Doce tem sua foz. O que 
causou a tragédia foi o rompimento de uma das barra-
gens no complexo de Alegria, da mineradora Samarco. 
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/complemento/brasil/para-que-
-nao-se-repita/>. Acesso em: 7 de jan. 2016.
A barragem rompida em Mariana continha rejeito, 
o resíduo resultante da mineração de ferro, respon-
sável por desencadear os seguintes impactos am-
bientais, EXCETO: 
a) Acúmulo de sedimentos na calha fluvial. 
b) Alterações nos padrões de qualidade da água. 
c) Mortandade de animais, terrestres e aquáticos.
d) Diminuição da vazão anual do rio.
111. (UNESP – SP) 
A população de Londres, com 12% da população 
total do Reino Unido, exige uma pegada ecológica de 
21 milhões de hectares ou, simplesmente, toda a terra 
produtiva do Reino Unido. Em Vancouver, no Canadá, 
constatou-se que a área exigida para manter o nível de 
vida da população corresponde a 174 vezes a área de 
sua própria jurisdição.
Um habitante de uma cidade típica da América do 
Norte tem uma pegada ecológica de 461 hectares, en-
quanto na Índia a pegada ecológica per capita é de 45 
hectares. Assim, o planeta sofre um impacto dez vezes 
Com relação às áreas delimitadas nos mapas, está 
correto o que se afirma em:
a) Devido ao avanço do desmatamento nessa ba-
cia hidrográfica nas últimas quatro décadas, 
processo iniciado pela atividade pecuária ao 
longo dos rios e seguido pelo avanço da mono-
cultura de eucalipto, inviabilizam-se quaisquer 
ações de recuperação e de conservação do 
bioma Amazônico.
b) O Parque Indígena do Xingu, criado principal-
mente para proteger diversas etnias indígenas, 
atua hoje como inibidor do avanço do desma-
tamento, função esperada para as diversas uni-
dades de conservação previstas pelo Sistema 
Nacional de Unidades de Conservação. 
224 3ª. série
maior quando nasce um bebê no primeiro mundo do que 
quando nasce um bebê na Índia, na China ou no Paquis-
tão. Um malthusianismo cego, ainda hegemônico nas 
lides ambientalistas, está infelizmente muito mais preo-
cupado com o controle da população na Índia do que 
com a injustiça ambiental que sustenta a injusta ordem 
de poder mundial.
(Rogério Haesbaert da Costa e Carlos Walter Porto-Gonçalves. 
A nova desordem mundial, 2005. Adaptado.)
No texto, os autores fazem uma crítica à abordagem 
malthusiana, que tende a considerar o tamanho da 
população como o fator principal do impacto sobre 
os recursos naturais existentes no planeta. Dessa 
forma, para se entender a atual “crise ambiental”, 
outros fatores, também importantes, devem ser le-
vados em consideração, a saber,
a) o tamanho dos territórios de cada país e a falta 
de conhecimento sobre a quantidade de recur-
sos naturais de que cada população dispõe.
b) o baixo nível de renda das populações dos pa-
íses desenvolvidos e seu reduzido grau de de-
senvolvimento tecnológico.
c) o modelo de desenvolvimento econômico ado-
tado pelos países e os padrões de consumo di-
fundidos em escala mundial.
d) o tamanho das populações dos países subde-
senvolvidos e seu baixo nível de escolaridade.
e) o baixo desenvolvimento técnico-científico 
dos países e a ausência de conhecimentos so-
bre a finitude dos recursos naturais existentes 
no planeta.
112. (UFTM – MG) Assinale a alternativa que identifica a 
Conferência da ONU que pretendeu aprofundar as 
discussões e propostas favoráveis ao novo merca-
do verde, com uso de energia limpa, e gerar so-
luções para a diminuição da poluição. Paralelo a 
essa Conferência ocorreu a Cúpula dos Povos por 
Justiça Social e Ambiental, evento da sociedade 
civil para debater temas relacionados às causas 
estruturais da crise ambiental e ecológica.
a) Rio 92, realizada em 1992, com um programa de 
ação, Agenda 21, para que todos os países pu-
dessem adotar o desenvolvimento sustentável.
b) Rio+20, realizada em junho de 2012, sobre De-
senvolvimento Sustentável.
c) Metas do Milênio, estabelecidas em 2000, com 
8 metas.
d) Protocolo de Quioto, realizado em 1997, no Ja-
pão, quando a maioria dos países desenvolvi-
dos firma o compromisso de reduzir as emis-
sões de gás carbônico.
e) Primeira Conferência Mundial sobre Meio Am-
biente realizada em 1972, em Estocolmo, na 
Suécia.
113. (FGV – SP)
Paris será a sede, no final de novembro de 2015, da 
COP-21 (Conferência das Partes), em que se buscará a 
criação do novo acordo climático global para substituir 
o Protocolo de Kyoto e limitar o aumento na tempera-
tura em 2 °C até 2100. Em novembro de 2014, Estados 
Unidos e China haviam fechado acordo para redução 
das emissões, com metas variáveis entre 2025 e 2050. 
Os países emergentes, no entanto, cobraram metas 
mais ambiciosas e claras. Todos os esforços feitos até 
agora para criar esboço do novo acordo climático têm 
esbarrado na divisão de dois blocos: países desenvol-
vidos e em desenvolvimento. Ambos ainda estão preo-
cupados com as responsabilidades que caberão a cada 
grupo nas ações para reduzir as emissões de gases do 
efeito estufa.
(www.socioambiental.org)
A COP-21 será realizada entre novembro e dezem-
bro de 2015 e é conhecida como
a) Protocolo de Paris.
b) Conferência do Clima.
c) IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan-
ças Climáticas).
d) Protocolo do Desenvolvimento Sustentável.
e) Rodada Doha.
114. (IFSP) Em setembro de 2013, o Painel Intergover-
namental de Mudança Climática (IPCC, na sigla 
em inglês) lançou um novo relatório sobre o aque-
cimento global. O relatório apresenta projeções 
sobre o futuro do planeta e destaca que é “extre-
mamente provável” que o aquecimento observado 
desde a metade do século XX seja resultado da 
influência humana no clima. É consenso entre os 
especialistas que as áreas mais pobres do plane-
ta serão mais atingidas pelas mudanças climáticas 
em função das carências tecnológicas. Uma das 
áreas costumeiramente apontadas é:
a) a África Subsaariana. 
b) o nordeste da Ásia. 
c) o oeste da América Latina. 
d) a Ásia oriental. 
e) o sul da América do Sul.

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