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9/9
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA GRANDE DOURADOS
Curso: Serviço Social 
Semestre: 05º 
Disciplina: Política Setorial da Saúde e do Idoso
ATIVIDADES: aulas 1 a 4
Professor: Cibeli G. Cardozo
ORIENTAÇÕES 
A ATIVIDADE DEVE SER DESENVOLVIDA INDIVIDUALMENTE;
NÃO É PERMITIDO CÓPIAS DE SITES DA INTERNET;
ATIVIDADES PLAGIADAS SERÃO ZERADAS.
1º) A trajetória histórica da Saúde no Brasil, é apresentada através de quatro momentos distintos, quais são eles? Comente cada um.
A trajetória histórica da Saúde no Brasil pode ser dividida em quatro momentos distintos:
Período Pré-Colonial e Colonial (1500-1808): Durante essa fase, os povos indígenas já possuíam seus próprios sistemas de medicina tradicional. Com a chegada dos colonizadores portugueses, houve um choque entre essas práticas e a medicina europeia. Os primeiros hospitais foram construídos, mas geralmente eram destinados aos colonizadores e não à população indígena ou escravizada.
Império (1808-1889): Com a chegada da Família Real ao Brasil em 1808, ocorreram algumas melhorias na saúde pública, como a criação de escolas médicas e hospitais. Entretanto, o sistema de saúde ainda era precário e não alcançava as camadas mais pobres da população. A medicina continuava a ser praticada de forma empírica em muitas regiões.
República Velha (1889-1930): Nesse período, houve esforços para aprimorar o sistema de saúde, incluindo a criação do Instituto Oswaldo Cruz e do Instituto Butantan. No entanto, os serviços de saúde ainda eram insuficientes e inacessíveis para a maioria da população, que vivia em condições precárias de higiene e saneamento.
Era Vargas e Pós-Vargas (1930 até o presente): O governo de Getúlio Vargas (1930-1945) marcou um grande avanço na saúde pública brasileira com a criação do Ministério da Educação e Saúde, posteriormente dividido em Ministério da Saúde e Ministério da Educação. O sistema de saúde foi se expandindo, incluindo a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, que visava garantir atendimento universal e gratuito. Desde então, o SUS tem passado por desafios e melhorias constantes, com a busca pela universalização do acesso aos serviços de saúde.
Cada um desses momentos reflete mudanças e avanços na história da saúde no Brasil, mas também destaca as desigualdades e desafios persistentes em garantir cuidados de saúde de qualidade para toda a população. A implementação e melhoria contínua do SUS são esforços em curso para enfrentar essas questões e promover uma saúde mais equitativa no país.
1.1 O que representou a 8º Conferência Nacional de Saúde?
A 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, representou um marco importante na história da saúde pública no Brasil. Ela foi um evento crucial que teve várias repercussões significativas, incluindo.
Democratização da Saúde: A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um espaço de debate e participação democrática em que representantes da sociedade civil, profissionais de saúde e autoridades governamentais discutiram as políticas de saúde do país. Isso representou um avanço na democratização do processo decisório em saúde, envolvendo diversos setores da sociedade na formulação das políticas de saúde.
Sistema Único de Saúde (SUS): Durante a conferência, houve um forte apoio à criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que posteriormente foi consagrado na Constituição de 1988. O SUS é um sistema público e universal de saúde que garante o acesso de todos os cidadãos brasileiros aos serviços de saúde, independentemente de sua condição econômica. A 8ª Conferência teve um papel fundamental na consolidação dos princípios que orientam o SUS, como universalidade, integralidade e equidade.
Participação Popular: A conferência enfatizou a importância da participação popular na definição das políticas de saúde. Ela reconheceu que a população deve ter voz ativa na tomada de decisões relacionadas à saúde e na fiscalização do sistema de saúde.
Controle Social: A 8ª Conferência Nacional de Saúde também fortaleceu os conselhos de saúde em todos os níveis (municipais, estaduais e federal) como mecanismos de controle social e participação ativa da sociedade na gestão das políticas de saúde.
Financiamento da Saúde: Durante a conferência, foi debatida a necessidade de recursos adequados para o financiamento do sistema de saúde. Isso levou à criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) como uma fonte adicional de financiamento para a saúde.
A 8ª Conferência Nacional de Saúde representou um momento histórico em que os princípios do SUS foram consolidados, a participação popular foi fortalecida e a saúde tornou-se um direito fundamental para todos os brasileiros. Seus resultados influenciaram diretamente a criação e a consolidação do sistema de saúde pública do Brasil.
1.2 Qual foi a proposta principal do Movimento de Reforma Sanitária Brasileira? 
 A proposta principal do Movimento de Reforma Sanitária Brasileira era a transformação do sistema de saúde do Brasil, visando garantir o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde, baseado em princípios de equidade, integralidade e participação social. Em linhas gerais, as principais propostas e objetivos desse movimento eram:
Criação do Sistema Único de Saúde (SUS): O Movimento de Reforma Sanitária foi fundamental na luta pela criação do SUS. O sistema foi consagrado na Constituição de 1988 e se tornou o pilar central do sistema de saúde brasileiro. O SUS visa assegurar o acesso de todos os cidadãos brasileiros aos serviços de saúde, independentemente de sua condição econômica, garantindo atendimento gratuito e de qualidade.
Universalização do Acesso: Uma das principais metas do movimento era garantir que todos os brasileiros tivessem acesso à saúde, independentemente de sua renda ou local de residência. Isso significava superar a desigualdade no acesso aos serviços de saúde.
Participação Popular: O movimento defendia a participação ativa da sociedade civil na formulação, implementação e fiscalização das políticas de saúde. Isso resultou na criação de conselhos de saúde em todos os níveis (municipais, estaduais e federal), nos quais representantes da sociedade podem contribuir para a gestão e o controle social do SUS.
Ênfase na Prevenção e Promoção da Saúde: A Reforma Sanitária Brasileira também enfatizava a importância da prevenção de doenças e promoção da saúde, não apenas do tratamento de enfermidades. Isso levou a uma mudança de enfoque no sistema de saúde, com ações de promoção da saúde e prevenção de doenças ganhando destaque.
Descentralização: O movimento propunha a descentralização da gestão do sistema de saúde, permitindo que municípios e estados tivessem maior autonomia na organização e prestação de serviços de saúde, desde que estivessem alinhados com os princípios e diretrizes do SUS.
Financiamento Adequado: A Reforma Sanitária defendia a necessidade de recursos financeiros adequados para o sistema de saúde, buscando fontes de financiamento sustentáveis, como a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
O Movimento de Reforma Sanitária Brasileira foi uma mobilização social e política que teve como proposta principal a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a garantia do direito à saúde para todos os brasileiros, com base em princípios de equidade, integralidade, participação social e descentralização. Suas contribuições foram fundamentais para a transformação do sistema de saúde no Brasil.
1.3 Do que tratam os artigos 196 até 200 da CF de 1988? 
Os artigos 196 até 200 da Constituição Federal de 1988 tratam especificamente das diretrizes e princípios que regem o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Esses artigos estabelecem as bases legais para o sistema de saúde público brasileiro e definem os princípios e diretrizes que orientam a prestação de serviços de saúde no país. Aqui está um resumo do que cada um desses artigos aborda:
Artigo 196: Este artigo estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à reduçãodo risco de doenças e de outros agravos, bem como o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Artigo 197: Este artigo trata da organização do sistema público de saúde, destacando que o Sistema Único de Saúde (SUS) é descentralizado, com direção única em cada esfera de governo (municipal, estadual e federal). Ele também menciona a participação da comunidade na gestão do SUS por meio dos conselhos e conferências de saúde.
Artigo 198: Este artigo estabelece que as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada, com o objetivo de garantir a integralidade da assistência, ou seja, a oferta de serviços que atendam a todas as necessidades de saúde da população.
Artigo 199: Este artigo trata do financiamento do SUS e estabelece que a saúde é financiada com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, além de outras fontes. Também destaca a participação complementar das instituições privadas na assistência à saúde, de acordo com as diretrizes do SUS.
Artigo 200: Este artigo aborda a atuação do SUS na promoção, proteção e recuperação da saúde. Ele menciona a assistência integral à saúde, a organização de referência e contrarreferência, a participação da comunidade e a cooperação técnica entre os diferentes níveis de governo.
Os artigos 196 até 200 da Constituição Federal de 1988 estabelecem os fundamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, garantindo o direito à saúde como um dever do Estado e definindo os princípios e diretrizes que orientam a organização, o financiamento e a prestação de serviços de saúde no país. O SUS é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo e tem como objetivo proporcionar acesso universal e igualitário aos serviços de saúde para todos os cidadãos brasileiros.
2º) Com qual finalidade foi aprovada a Lei nº 8.080? 
 A Lei nº 8.080, promulgada em 19 de setembro de 1990, foi aprovada com a finalidade de regulamentar o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, estabelecendo as diretrizes e os princípios que norteariam a organização, o funcionamento e a prestação de serviços de saúde no país. Essa lei é fundamental para a operacionalização do SUS e define as bases legais que garantem o acesso universal, igualitário e integral à assistência à saúde no Brasil.
Entre os principais objetivos e finalidades da Lei nº 8.080 estão:
Regulamentação do SUS: A lei estabelece as diretrizes e os princípios que orientam o SUS, incluindo a universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social. Ela define como o sistema deve ser organizado e operado em todos os níveis de governo (municipal, estadual e federal).
Definição de Responsabilidades: A lei define as responsabilidades de cada esfera de governo na gestão e financiamento do SUS, bem como as atribuições dos conselhos de saúde e das conferências de saúde.
Garantia de Acesso e Assistência: A Lei nº 8.080 estabelece que o SUS deve garantir o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. Ela também prevê a organização de uma rede regionalizada e hierarquizada de serviços de saúde.
Participação Social: A lei enfatiza a participação da comunidade na gestão do SUS por meio dos conselhos e conferências de saúde, garantindo que a população tenha voz nas decisões relacionadas à saúde.
Financiamento: A lei estabelece as fontes de financiamento do SUS, incluindo recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, bem como recursos advindos de outras fontes.
Cooperação Técnica: A Lei nº 8.080 prevê a cooperação técnica entre as diferentes esferas de governo e entre o setor público e privado na prestação de serviços de saúde.
A Lei nº 8.080 foi aprovada com o propósito de criar um arcabouço legal que garantisse a operacionalização do SUS e assegurasse o direito à saúde para todos os cidadãos brasileiros, estabelecendo as bases para uma assistência à saúde pública universal, integral, equitativa e de qualidade no Brasil.
2.1 Quais são os princípios e diretrizes do SUS?
 O Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil é regido por uma série de princípios e diretrizes estabelecidos pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei nº 8.080/1990. Esses princípios e diretrizes são fundamentais para orientar a organização e a operacionalização do SUS. A seguir, estão os principais princípios e diretrizes do SUS.
Princípios do SUS - Universalidade: Significa que todos os cidadãos brasileiros têm direito ao acesso igualitário e universal aos serviços de saúde, sem discriminação ou restrições, garantindo atendimento integral a todas as pessoas.
Integralidade: Refere-se à garantia de que o SUS deve oferecer ações e serviços de saúde que abranjam todas as necessidades de saúde dos indivíduos, incluindo promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, de forma integrada.
Equidade: O princípio da equidade busca reduzir as desigualdades em saúde, garantindo que as pessoas recebam os cuidados necessários de acordo com suas necessidades individuais, independentemente de sua condição socioeconômica, geográfica, étnica, ou qualquer outra forma de discriminação.
Descentralização: O SUS é organizado de forma descentralizada, com gestão compartilhada entre os diferentes níveis de governo (municipal, estadual e federal), buscando uma maior proximidade com as necessidades e demandas da população em cada região.
Diretrizes do SUS - Regionalização e Hierarquização: O SUS organiza os serviços de saúde em uma rede regionalizada e hierarquizada, de modo a garantir o acesso da população a serviços de diferentes complexidades, com uma referência e contrarreferência bem definidas.
Participação da Comunidade: A participação da comunidade é incentivada por meio dos conselhos e conferências de saúde, permitindo que a sociedade civil participe ativamente na formulação, implementação e fiscalização das políticas de saúde.
Financiamento Adequado: A lei estabelece as fontes de financiamento do SUS, determinando que recursos da seguridade social, da União, dos estados e municípios devem ser destinados ao sistema, bem como outras fontes de financiamento que garantam sua sustentabilidade.
Atenção Primária: A atenção primária à saúde é considerada a porta de entrada do sistema e é fundamental para o cuidado integral. O SUS promove a criação de equipes de saúde da família e unidades básicas de saúde para fortalecer a atenção primária.
Humanização da Assistência: Busca-se a humanização nos serviços de saúde, com atendimento digno e respeitoso aos usuários, valorizando a ética e a qualidade no atendimento.
Participação Complementar: O SUS admite a participação complementar de serviços privados, desde que obedecidas as diretrizes e princípios do sistema, principalmente a universalidade e a integralidade.
Esses princípios e diretrizes formam a base do SUS e orientam a política de saúde no Brasil, visando garantir o acesso universal, igualitário e integral aos serviços de saúde, promovendo a equidade e a participação da sociedade na gestão do sistema.
2.2 Quais são as atribuições do:
a) Ministério da Saúde:
 O Ministério da Saúde tem como área de competência: a política nacional de saúde, a coordenação e a fiscalização do Sistema Único de Saúde (SUS), a saúde ambiental e as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva, inclusive a dos trabalhadores e índios, as informações em saúde.
b) Secretaria Estadual de Saúde:
 Participa da formulação das políticas e ações de saúde, presta apoio aos municípios em articulação com o conselho estadual e participa da Comissão Inter gestores Bipartite (CIB) para aprovar e implementar o plano estadual de saúde
c) Secretaria Municipal de Saúde:
 Traçar diretrizes para elaboração de planos de saúde. Examinar e encaminhar propostas, denúncias e queixas. Emitir pareceres em consultas. Acompanhar e fiscalizar odesenvolvimento de ações e serviços de saúde.
3º) Leia a seção 2 da aula 03, pesquise artigos que tratam da Política de Saúde Mental no Brasil e elabore um texto ressaltando a importância do Movimento de Reforma Psiquiátrico no Brasil (cite as mudanças proporcionadas, o texto deve conter o mínimo de 10 linhas).
A Reforma Psiquiátrica no Brasil representa um marco na história da saúde mental do país, desencadeando mudanças profundas no tratamento de transtornos mentais e na forma como a sociedade lida com essa questão. Este movimento, iniciado na década de 1980, foi fundamental para superar o modelo asilar e institucionalizado que prevalecia até então.
Entre as mudanças proporcionadas pelo Movimento de Reforma Psiquiátrica, destacam-se: Desinstitucionalização: A redução gradual dos hospitais psiquiátricos e a transferência de pacientes para serviços comunitários foram marcos da Reforma. Isso permitiu que as pessoas com transtornos mentais fossem tratadas em um ambiente menos restritivo e isolado, promovendo sua reintegração à sociedade.
Atenção Psicossocial: A Reforma valorizou uma abordagem mais humanizada e integral da saúde mental, considerando o contexto social e psicológico dos pacientes. O foco passou a ser o cuidado baseado na comunidade e na assistência multidisciplinar.
Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): A criação dos CAPS foi um avanço significativo, oferecendo serviços de saúde mental em locais com estrutura mais adequada, equipe multidisciplinar e atendimento mais próximo às necessidades dos pacientes.
Legislação e Direitos: A Reforma Psiquiátrica impulsionou a criação da Lei nº 10.216/2001, que estabelece os direitos das pessoas com transtornos mentais, proibindo práticas desumanas e promovendo tratamento baseado na dignidade e autonomia.
Redução do Estigma: Ao abrir o diálogo sobre saúde mental e promover uma abordagem mais respeitosa, a Reforma contribuiu para reduzir o estigma associado às doenças mentais.
Inclusão Social: O movimento buscou a inclusão das pessoas com transtornos mentais na sociedade, estimulando sua participação ativa no trabalho, na educação e em outras esferas da vida social.
Acolhimento e Escuta Qualificada: Priorizou o acolhimento e a escuta qualificada dos usuários, promovendo uma relação terapêutica baseada na confiança e no respeito mútuo.
 	Combate à Violência e Coerção: Buscou reduzir práticas de violência, coerção e isolamento nos tratamentos, promovendo o respeito aos direitos humanos e a dignidade das pessoas com transtornos mentais.
A Reforma Psiquiátrica no Brasil continua sendo um processo em evolução, e muitos desafios ainda persistem. No entanto, seus avanços têm contribuído significativamente para uma abordagem mais humanizada, inclusiva e respeitosa da saúde mental, influenciando as políticas de saúde mental em todo o mundo e incentivando a promoção de uma sociedade mais consciente sobre as questões relacionadas à saúde mental.
O Movimento de Reforma Psiquiátrica no Brasil foi essencial para transformar o paradigma da assistência em saúde mental. Ao priorizar a desinstitucionalização, a atenção psicossocial e o respeito aos direitos humanos, ele promoveu uma abordagem mais humana e inclusiva no tratamento de transtornos mentais. Essas mudanças não apenas beneficiaram os indivíduos com transtornos mentais, mas também contribuíram para uma sociedade mais consciente e solidária em relação à saúde mental, destituindo o estigma e promovendo a inclusão e o cuidado humanizado.
4º) O trabalho dos assistentes sociais na saúde, em contraposição a um trabalho espontâneo e/ou instintivo, exige uma série de requisitos, quais são eles?
O trabalho dos assistentes sociais na área de saúde é uma profissão que requer habilidades específicas e um conjunto de requisitos profissionais para ser realizado de maneira eficaz. Alguns dos requisitos e características essenciais para o exercício da profissão de assistente social na saúde incluem:
Formação Acadêmica: Para se tornar um assistente social na saúde, é necessário obter um diploma de graduação em Serviço Social reconhecido por uma instituição de ensino superior. A formação acadêmica proporciona a base teórica e prática necessária para a profissão.
Ética Profissional: Os assistentes sociais devem aderir a um rigoroso código de ética profissional, que inclui o respeito aos direitos e à dignidade dos clientes, a confidencialidade e a busca pelo bem-estar dos beneficiários dos serviços.
Habilidade de Comunicação: Uma comunicação eficaz é fundamental para entender as necessidades dos clientes, estabelecer relacionamentos empáticos e transmitir informações relevantes. Os assistentes sociais devem ser bons ouvintes e comunicadores.
Empatia e Sensibilidade: Trabalhar com pessoas em situações de vulnerabilidade requer empatia e sensibilidade para compreender suas dificuldades, traumas e necessidades emocionais.
Capacidade de Avaliação: Os assistentes sociais devem ser capazes de avaliar as condições sociais, econômicas, emocionais e de saúde dos clientes para desenvolver planos de intervenção adequados.
Conhecimento da Legislação: É importante ter conhecimento das políticas públicas de saúde, bem como das leis e regulamentos que afetam a prestação de serviços de saúde.
Trabalho em Equipe: Os assistentes sociais frequentemente trabalham em equipes multidisciplinares, portanto, é fundamental a capacidade de colaborar e coordenar esforços com outros profissionais de saúde.
Capacidade de Planejamento e Organização: A organização é fundamental para lidar com uma carga de trabalho diversificada e atender a múltiplos casos e responsabilidades.
Atualização Profissional: A área de saúde está em constante evolução, por isso, é importante que os assistentes sociais se mantenham atualizados sobre novas abordagens, técnicas e políticas de saúde.
Advocacia e Promoção da Justiça Social: Os assistentes sociais na saúde muitas vezes atuam como defensores dos direitos dos pacientes e da justiça social, buscando garantir o acesso igualitário aos serviços de saúde.
Esses requisitos e características são essenciais para o trabalho dos assistentes sociais na saúde, pois eles desempenham um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, na promoção da saúde e no enfrentamento das desigualdades sociais que afetam a saúde das comunidades atendidas.
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