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A DOUTRINA DA SALVAÇÃO Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Romanos 1:16 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8-9 A palavra “salvação” significa, em primeiro lugar, ser tirado de um perigo, livrar-se, escapar. A Bíblia fala da salvação como a libertação do tremendo perigo de uma vida sem Deus (cf. A t 26.18; C l 1.13). Tradução da palavra grega soterion, tem a significação de “tomar ao estado perfeito”, ou “restaurar o que a queda causou”. A salvação desfaz, assim, as obras do Diabo (cf. 1 Jo 3.8). “EURICO BERGSTEN” Pag.162 Salvação é uma milagrosa transformação espiritual, operada na alma e na vida — no caráter — de toda a pessoa que, pela fé, recebe Jesus Cristo como seu único Salvador pessoal (E f 2.8,9; 2 Co 5.17; Jo 1.12; 3.5) TEOLOGIA SISTEMÁTICA PENTECOSTAL PAG. 334 2 Coríntios 5:17: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. João 1:12: Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; João 3:5: Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. A salvação provoca uma transformação total em nossa vida e em nossas relações com Deus, dando-nos uma nova posição no mundo, perante o Inimigo. As experiências recebidas pela salvação se expressam por diferentes nomes, em cada um dos quais se vê um aspecto diferente dessa transformação por que passa o salvo. Vejamos esses nomes: ARREPENDIMENTO, CONVERSÃO, REGENERAÇÃO, JUSTIFICAÇÃO, SANTIFICAÇÃO (GLORIFICAÇÃO) Na experiência Humana A Salvação é individual. A Salvação experimental tem 3 tempos Passado, Presente e Futuro. ARREPENDIEMENTO: O arrependimento expressa uma grande transformação no interior do homem, gerando nele remorso e tristeza pelo mal que praticou, levando-o a pedir perdão a Deus e implorando força para viver uma nova vida. Arrependimento e conversão constituem uma só experiência, porém exprimem dois lados dela (cf. A t 3.19) Arrependimento: tema da pregação no início do Cristianismo João Batista pregou o arrependimento (cf. Mt 3.2). Jesus pregou arrependimento. Os apóstolos pregaram arrependimento (cf. A t 2.38), e “Deus anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam” (cf. A t 17.30). 4 .2 .0 arrependimento surge como resultado de um despertamento 4.2.1. Arrependimento — operado pelo Espírito O Espírito Santo opera o arrependimento, aplicando-o à obra de Cristo na vida do homem, convencendo-o do pecado, da justiça de Cristo e do juízo vindouro (cf. Jo 16.8,9). O arrependimento também resulta da pregação da Palavra de Deus (cf. Mt 12.41). Quando Deus manifesta-se aos homens, estes sentem-se humilhados, quebrantados e prontos a se arrependerem (cf. Jó 42.5,6). CONVERSÃO: A conversão e o arrependimento andam juntos (cf. A t 3.19 e 26.20). Enquanto o arrependimento se refere à mudança total do sentimento do homem e à sua nova atitude para com Deus, a conversão expressa a nova posição para com o mundo, e representa, nesse sentido, uma mudança da situação: o homem que vinha andando no caminho largo para a perdição, muda repentinamente a direção e passa a andar no caminho estreito para o céu (cf. Mt 7.13,14; Lc 13.24,25). 5.1. A Conversão É A Porta Para O Reino De Deus – A Bíblia diz: “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus” (Mt 18.3). Jesus disse que aqueles que não entram pela porta são ladrões (cf. Jo 10.7-9). A conversão é indispensável, pois ninguém pode servir a dois senhores (cf. Mt 6.24). Os Resultados Da Conversão - Um novo testemunho (cf. G1 1.22-24; Mt 5.16; 1 Pe 4.1-4). Novas bênçãos (cf. A t 3.19): os tempos do refrigério chegaram. Tudo aquilo que antes impedia as bênçãos foi tirado pela conversão. Uma nova incumbência: “Quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22.32). Um novo alvo: o céu! Os convertidos poderão entrar no Reino de Deus (cf. Mt 18.3; Lc 23.43). REGENERAÇÃO A regeneração expressa a experiência do recebimento da nova vida, da vida eterna. Isso acontece quando o homem se encontra com Deus na busca da salvação. Esse é um assunto profundo que contém ensinos substanciais. O que significa a regeneração, (Novo nascimento): significa o ato sobrenatural em que o homem é gerado por Deus (cf. 1 Jo 5.18) para ser seu filho (cf. Jo 1.12) e participante da natureza divina (cf. 2 Pe 1.4) É a entrada no reino: O novo nascimento significa a entrada do homem no Reino de Deus (cf. Jo 3.3). Ninguém pode ser contado como cidadão antes de nascer. Do mesmo modo, ninguém pode pertencer ao Reino de Deus antes de nascer de novo. A Bíblia diz: “O Senhor, ao fazer descrição dos povos, dirá: Este é nascido ali” (SI 87.6). São os nascidos de novo que são inscritos no Livro da Vida (cf. Lc 10.20 É UM MILAGRE Nenhum homem pode, através de suas faculdades mentais (cf. 1 Co 2.14), compreender o novo nascimento. Até Nicodemos, um príncipe (cf. Jo 3.1) e mestre em Israel (cf. Jo 3.10), não entendeu a significação dessa afirmativa. Por isso perguntou a Jesus: “Porventura, pode tomar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?” (Jo 3.4) É por meio de um milagre que o homem passa de um estado inferior, o terreno, para um estado superior, o celestial! E um verdadeiro milagre quando o homem, pela regeneração, passa de pecador miserável e condenável para cidadão do Reino de Deus, por ter sido tomado uma nova criatura (cf. 2 C o 5.17) que se assentará nos lugares celestiais em Cristo (cf. Ef 2.6). O novo nascimento é um milagre porque se trata da vivificação de um homem morto no pecado (cf.Ef 2.1-4; C l 2.13; 1 Tm 5.6) e separado de Deus pela ignorância e pela dureza de coração (cf. Ef 4.19), que agora, regenerado, ressuscita juntamente com Cristo para uma nova vida (cf.Ef 2.5,6). Esta experiência aparece na Bíblia sob diferentes nomes: • Nascer de novo (cf. Jo 3.3). • Nascer da água e do Espírito (cf. Jo 3.6). • Criado em Jesus Cristo (cf. Ef 4.24; Cl 3.10). “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). • Sendo de novo gerados (cf. 1 Pe 1.3). • Nascido de Deus (cf. 1 Jo 3.9; 5.18; 4.7); “de Deus é gerado” (1 Jo 5.18); “dele nascido” (l Jo 2.29). O novo nascimento é operado pela vontade de Deus (cf. Jo 1.13). E Deus quem realiza a obra, conforme a sua vontade, e isso pelo poder do Espírito Santo. Toda a Trindade opera na realização do novo nascimento: O Espírito Santo é o agente que leva o homem ao novo nascimento. Ele faz isso convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo (cf. Jo 16.8,9). Abre-lhe a mente e o entendimento para compreender a vontade de Deus (cf. 2 Co 4.6; 1 Tm 2-4). Despertando-lhe o desejo de ser salvo. JUSTIFICAÇÃO - “Justificação é um ato da graça de Deus, pelo qual Ele imputa à pessoa que crê em Jesus a justiça de Cristo, declarando-a justa”. Deus, na justificação, trata o homem arrependido conforme os méritos da pessoa de seu Mediador, Jesus Cristo. Enquanto “regeneração” expressa a nova natureza que o homem recebe pela salvação, justificação se refere à sua nova posição jurídica, diante da justiça divina. A POSIÇÃO DO HOMEM PECADOR DIANTE DA JUSTIÇA DE DEUS A Bíblia afirma: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Todos são culpados (cf. Rm 3.9), ninguém é justo (cf. Rm 3.10; Jó 25.4), todos os pecados estão escritos no livro de Deus (cf. Ap 20.12) e também registrados na sua consciência (cf. Jr 17.1). Todos estão debaixo da condenação (cf. Rm 3.19; 2.2,3; 1 Tm 5.24). Nenhum homem tem condições próprias para livrar-se da sua culpa. Adão e Eva procuraram fazer vestes, mas isso não resolveu o seu problema diante de Deus (cf. Gn 3.7-10). Nem mesmo o sacrifício inventado por Caim foi eficiente (cf. Gn 4.3; Is64.6). Boas obras não justificam o homem diante de Deus (cf. G12.16; Ef 2.8,9). Jesus disse que “se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus” (Mt 5.20). E a justiça dos fariseus se baseava em obras próprias (cf. Lc 18.14). 1 8 0 SOTERIOLOGIA - A DOUTRINA DA SALVAÇÃO Não existe ser algum em todo o universo que tenha condições de justificar o homem diante de Deus. Por isso todas as religiões, em todo o mundo, que procuram justificar o homem diante de Deus por obras são falhas; não produzem justificação. Diante dessa situação triste e desesperadora, o homem pergunta: “Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24) e: “Como se justificaria o homem para com Deus?” (Jó 9.2) A Bíblia responde: “Esta é a herança dos servos do Senhor e a sua justiça que vem de mim, diz o Senhor” (Is 54.17). 7.3. Cristo é a nossa justiça 7.3.1. A justiça de Deus é perfeita e imutável Deus jamais pode usar “dois pesos e duas medidas”. Ele feriria a sua justiça caso perdoasse ao pecador sem um meio eficaz de perdão, porque disse: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). 7.3.2. Deus providenciou um sacrifício perfeito Deus então, no seu grande amor, providenciou o sacrifício do seu próprio Filho para, por esse ato, satisfazer a justa exigência da justiça divina (cf. Jo 3.16). Isso foi possível porque: Jesus, para ser mediador entre Deus e os homens, tinha de ser homem (cf. Fp 2.6-8; Hb 2.14). Jesus tinha de tomar sobre si a culpa dos homens. (cf. 2 Co 5.21) (cf. G13.13) (Lc 22.42). Jesus morreu cumprindo a sentença que nossos pecados mereciam. O justo morreu pelos injustos (cf. 1 Pe 3.18). Ele levou as nossas transgressões (cf. Is 53.10,4,5). Aniquilou-se o nosso pecado pelo seu sacrifício, o sacrifício de si mesmo (cf. Hb 9.26; Ef 5.2), e proporcionou, assim, condições para a remissão dos nossos pecados e para a nossa justificação Jesus tornou-se a nossa justiça (cf. Jr 23.6) Ele é a nossa justiça porque tudo o que fez, fez por nós, em nosso favor, como o nosso substituto diante de Deus e da Lei. A Bíblia diz que “por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” (Rm 4.24,25). Quando Jesus verteu o seu sangue nesse sacrifício inigualável, abriu-se a fonte da graça para a justificação de todo aquele que nEle crê (Rm 5.9; 1 Pe 1.18,19; Cl 1.20) SANTIFICAÇÃO - Podemos estudar a santificação sob vários aspectos, que, juntos, nos dão uma compreensão mais ampla dessa doutrina que a Bíblia afirma ser a vontade de Deus: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Ts 4 3). Santificação é, em primeiro lugar, a continuação da obra salvadora na vida do crente. A Bíblia afirma: “Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o Dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6). Essa “boa obra” começou pela salvação, quando recebemos a Jesus como nosso Salvador (cf. Jo 1.12). Ele entrou na nossa vida (cf. Ap 3.20; G 12.20) e nós morremos para o mundo (cf. C l 3.1-3), ocasião em que nos tomamos participantes de uma nova natureza (cf. 2 Pe 1.4). Afinal, “tudo se fez novo” (2 Co 5.17). A mesma obra é agora aperfeiçoada pela santificação, através da qual Deus faz com que a nova natureza recebida pela salvação domine a velha natureza, para que a carne não receba mais ocasião (cf. G1 5.13). A Doutrina da Salvação Dessa maneira Jesus fica formado em nós (cf. G1 4.19) e nós tomamos um mesmo espírito com o Senhor (cf. 1 Co 6.17). João Batista se expressou sobre isso: “E necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). Desta maneira, a vida de Jesus se manifestará em nossa carne mortal (cf. 2 Co 4-10,11; G12.19) e isso terá influência santificadora em toda a nossa maneira de viver (cf. 1 Pe 1.15,16). A nossa vida tomou-se agora distinguidamente honesta (cf. 1 Ts 4.12) e com moral elevada (cf. 1 Ts 4.3,4). A santificação significa uma separação do mal. (Lv 20.26, cf. 2 Co 6.14-16, 2 Co 6.17-18) A santificação significa também uma separação para Deus. ((Jo 17.19, ) A santificação também significa um revestimento da plenitude de Cristo (0 Cl 2.2; cf. Ef 1.23, Ef 3.19) Deus também nos santifica pelo poder do Espírito Santo que nos é dado (cf. Lc 24 49). A Bíblia diz: “Quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade” (Jo 16.13). Isso também significa que o Espírito Santo leva o crente a buscar a santificação (cf. 2 Ts 2.13). Nisso Ele opera como uma luz que “tudo manifesta” (cf. Ef 5.13) e como um fogo que queima a impureza (cf. Is 6.4-7; Ml 3.3). O Espírito Santo ajuda o crente a subjugar a sua carne diante da vontade do Senhor (cf. Gl 5.16-18,25) e vivifica a Palavra de Deus (cf. Jo 6.63). GLORIFICAÇÃO - a glorificação ocorrerá no dia da segunda vinda de Cristo. Nesse dia os corpos de todos os santos de todas as épocas serão ressuscitados dentre os mortos. Já aqueles que estiverem vivos, terão seus corpos transformados, de corruptível, para incorruptível. Todos os santos receberão no mesmo momento um corpo semelhante ao de Cristo. Paulo escreve que essa transformação ocorrerá “num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta” (1 Coríntios 15:12-58; cf. 2 Coríntios 5:1-5; Filipenses 3:20-21). Escrevendo aos cristãos de Tessalônica, o mesmo apóstolo ensina que a alma dos crentes que já morreram está com Cristo, enquanto seus corpos estão na sepultura. Mas Deus não deixará seus corpos mortos definitivamente. Quando Cristo voltar, Ele trará consigo aqueles que nele descansam (1 Tessalonicenses 4:14). Por isso seus corpos serão ressuscitados para serem unidos às suas respectivas almas (1 Tessalonicenses 4:16). SALVAÇÃO EM 3 TEMPOS: PASSADO: Fomos salvos pela obra da justificação de cristo em nós (1 Coríntios 6.11, Romanos 8.30,33, Romanos 5.1, Romanos 3.23,24) O crente FOI definitivamente salvo (da culpa e penalidade do pecado Lc 7:50; 1Co 1:18; 2Co 2:15; Ef 2:5,8; 2Ti 1:9) PRESENTE: Somos salvos pela obra santificadora de cristo em nós (2 Coríntios 7.1, 1 Tessalonicenses 5.23, 1 João 2.6, Filipenses 2.12) ESTÁ SENDO salvo (do hábito e dominante poder do pecado Rm 6:14; Fp 1:19; 2:12,13; 2Ts 2:13; Rm 8:2; Gl 2:19,20; 2Co 3:18), FUTURO Seremos salvos pela obra da glorificação de cristo em nós (1 João 3.2, Romanos 8.23, Romanos 13.11, Hebreus 9.27,28) E SERÁ salvo (da presença do pecado e para a completa conformidade a Cristo Rm 13:11; He 10:36; 1Pe 1:5; 1Jo 3:2):