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Aula 03
CNU (Bloco Temático 8 - Nível
Intermediário) Língua Portuguesa - 2024
(Pós-Edital)
Autor:
Equipe Português Estratégia
Concursos, Felipe Luccas
18 de Janeiro de 2024
14964078655 - Matheus C C Riani
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Aula 03
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Noções iniciais de pronomes 3
..............................................................................................................................................................................................2) Pronomes 4
..............................................................................................................................................................................................3) Colocação Pronominal 26
..............................................................................................................................................................................................4) Questões Comentadas - Pronome - Cesgranrio 35
..............................................................................................................................................................................................5) Questões Comentadas - Colocação pronominal - Cesgranrio 45
..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Pronome - Cesgranrio 73
..............................................................................................................................................................................................7) Lista de Questões - Colocação pronominal - Cesgranrio 80
..............................................................................................................................................................................................8) Nota de Observação 97
..............................................................................................................................................................................................9) Questões Comentadas - Pronomes - FCC 98
..............................................................................................................................................................................................10) Questões Comentadas - Colocação Pronominal - FCC 118
..............................................................................................................................................................................................11) Lista de Questões - Pronomes - FCC 131
..............................................................................................................................................................................................12) Lista de Questões - Colocação Pronominal - FCC 145
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NOÇÕES INICIAIS
Olá, pessoal!
Vamos estudar agora mais um pouco de Classes de Palavras. Nesta aula daremos enfoque aos Pronomes e à
Colocação dos pronomes átonos.
Normalmente, o que mais temos dificuldade é em relação à classificação dos Pronomes, em especial quando
nos deparamos com Pronomes Relativos, Indefinidos, Demonstrativos.... mas não se preocupe, traremos
questões que exemplificam seu uso.
Em se tratando de Colocação pronominal, tenha em mente que a maioria das Gramáticas traz como parte
do estudo da Sintaxe, mas, por uma questão didática, traremos nesta aula junto dos Pronomes.
Tenha em mente que Colocação Pronominal e refere-se diretamente à posição dos pronomes oblíquos na
oração. Para já aquecer, são pronomes pessoais oblíquos átonos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes
Nas provas de concurso, esses dois assuntos são bastante abordados pelas Bancas, por isso muito carinho e
atenção a esta aula!
Grande abraço e ótimos estudos!
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PRONOMES
Os pronomes são palavras que representam (substituem) ou acompanham (determinam) um termo
substantivo. Esses pronomes vão poder indicar pessoas, relações de posse, indefinição, quantidade,
familiaridade, localização no tempo, no espaço e no texto, entre outras.
Quando acompanham um substantivo, são classificados como “pronomes adjetivos” e quando substituem
um substantivo, são classificados como “pronomes substantivos”.
Ex: Estes livros são do Mario, aqueles são do Ricardo.
Verificamos que “estes” é um pronome adjetivo, pois modifica o substantivo “livros”.
Por outro lado, o pronome “aqueles” é classificado como pronome substantivo, pois não está ligado a um
substantivo, mas sim “na própria posição” do substantivo “livros”, que não aparece na oração, estando
apenas implícito, representado pelo pronome.
Vamos aos apontamentos principais sobre essa importante classe que lhe garantirá mais pontos em sua
prova.
Pronomes Interrogativos
Servem basicamente para fazer frases interrogativas diretas (com ponto de interrogação) ou indiretas (sem
ponto de interrogação, mas com “sentido/intenção de pergunta”).
São eles: “Que, Quem, Qual(is), Quantos”.
Ex: (O) que é aquilo? => nessa frase, “o” é expletivo e pode ser retirado
Quem é ele?
Qual a sua idade? / Quantos anos você tem?
Nas interrogativas indiretas, não temos o (?), mas a frase tem uma intenção interrogativa e normalmente
envolve verbos com sentido de dúvida “perguntar, indagar, desconhecer, ignorar”...
Ex: Perguntei o que era aquilo. Indaguei quem era ele.
Não sei qual sua idade. Desconheço quantos anos você tem.
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Observe a frase “O que é que ele fez”. Nesse caso apenas o primeiro “que” é pronome interrogativo. Os
termos sublinhados são expletivos, com finalidade de realce.
Pronomes Indefinidos
Os pronomes indefinidos são classes variáveis que se referem à 3ª pessoa do discurso e indicam quantidade,
sempre de maneira vaga.
São eles:
Ex: Recebi mais propostas e tantos elogios.
Muita gente não chegou a tempo de fazer a prova.
O professor tem pouco dinheiro.
Vamos tentar mais dieta, menos doces.
Nada é por acaso, tudo estava escrito.
Há também expressões de valor indefinido, as locuções pronominais indefinidas:
As palavras certo e bastante são pronomes indefinidos quando vêm antes do substantivo.
Quando vierem depois do substantivo, certo e bastante e serão adjetivos.
Veja a diferença
Ex: Quero certo modelo de carro x Quero o modelo certo de carro
(determinado) (adequado)
Tenho bastante dinheiro X Tenho dinheiro bastante
(muito) (suficiente)
NINGUÉM - NENHUM - ALGUÉM - ALGUM - ALGO - TODO - OUTRO
TANTO - QUANTO - MUITO - BASTANTE - CERTO - CADA - VÁRIOS
QUALQUER - TUDO - QUAL - OUTREM - NADA - MENOS - QUE - QUEM
UM (QUANDO EM PAR COM "OUTRO")
QUALQUER UM - CADA UM/ QUAL - QUEM QUER QUE
SEJA QUEM/ QUAL FOR - TUDO O MAIS - TODO (O) MUNDO
UM OU OUTRO - NEM UM NEM OUTRO...
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Atenção à palavra bastante,que pode ser confundida com um advérbio:
Cuidado com a ordem da expressão!
Tenho bastante talento.
Já temos bastantes aliados
(modifica substantivo => pronome indefinido. Tem sentido de "muito").
X
Já temos aliados bastantes
(modifica substantivo => adjetivo. Tem sentido de “suficientes”).
X
Sou bastante talentoso
(modifica adjetivo => advérbio)
Estudei bastante
(modifica verbo => advérbio)
(DPE-RS / 2022)
O direito, o processo decisório e os julgamentos são eminentemente de natureza humana e dependem do ser
humano para serem bem realizados. Assim, mesmo que os avanços tecnológicos sejam inevitáveis, todas as
inovações eletrônicas e virtuais devem sempre ser implementadas com parcimônia e vistas com muito
cuidado, não apenas para sempre permitirem o exercício de direitos e garantias, mas também para não
restringirem — e, sim, ampliarem — o acesso à justiça e, sobretudo, para manterem a insubstituível
humanidade da justiça.
No último parágrafo do texto, o emprego dos vocábulos “muito” e “sempre” enfatizam a opinião expressa
pelo autor.
Comentários:
Em “muito cuidado”, “muito” é pronome indefinido, pois modifica substantivo, com ideia de quantidade
vaga, imprecisa.
Por definição, advérbio é palavra invariável que modifica verbo (trabalho muito), adjetivo (muito bonito) ou
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outro advérbio (muito bem); não pode modificar substantivo. Questão incorreta.
(CGM JOÃO PESSOA / 2018)
Os sentidos originais do texto seriam alterados caso, em “...hierarquias que colocam certas pessoas (negros,
pobres e mulheres) implacavelmente debaixo da lei.”, a palavra “certas” fosse deslocada para
imediatamente após “pessoas”.
Comentários:
Veja a mudança de sentido que ocorreria com a inversão:
Certas pessoas (Certas é pronome indefinido, indicando pessoas indefinidas, algumas pessoas, quaisquer
pessoas).
Pessoas certas (Certas é adjetivo, indicando pessoas específicas, exatas, corretas). Questão correta.
(SEDF / 2017)
Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista naturalista, não faz
sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores.
A palavra “Qualquer” foi empregada no texto no sentido de toda.
Comentários:
Exato. O pronome indefinido “todo” antes de um substantivo, sem artigo, tem sentido geral, de “qualquer”.
Se inseríssemos um artigo, teríamos sentido de “completude”, “inteireza”: Toda a língua tem uma gramática
complexa. (a língua inteira, por completo, tem uma gramática complexa). Questão correta.
Pronomes Possessivos
Esses pronomes têm sentido de posse e geralmente aparecem em questões sobre ambiguidade ou
referência, pois podem se referir à:
Primeira pessoa do discurso: meu(s), minha(s), nosso(s) nossa(s);
Segunda pessoa do discurso: teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s);
Terceira pessoa do discurso: seu(s), sua(s).
É importante salientar que o pronome pessoal oblíquo (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) também pode ter
“valor” possessivo, ou seja, sentido de posse:
Ex: Apertou-lhe a mão (= sua mão);
Beijou-me a testa (= minha testa);
Penteou-lhes os cabelos (= cabelos delas).
Observe que o pronome oblíquo está preso ao verbo pelo hífen, mas sua relação sintática é com o
substantivo objeto da posse ("mão", "testa", "cabelos"). Trata-se de um adjunto adnominal.
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É importante saber que pronomes possessivos:
- Concordam com em gênero e número com o substantivo que vem depois dele.
- Vêm junto ao substantivo, são acessórios e têm função de adjunto adnominal.
Eu respeito o Português por sua importância na prova.
(importância “do Português")
Observe que “sua” é adjunto adnominal, pois vem junto ao nome "importância" e concorda com
ele em gênero (feminino), apesar de seu referente ser “Português”, palavra no masculino.
Perceba-se também sua função coesiva de retomar termos anteriores.
(TCE-RJ / 2022)
Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao
máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento
político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido
sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e
simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema
político.
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item.
No segundo período do terceiro parágrafo, a forma pronominal “sua” tem como referente o termo “essa
corrente”.
Comentários:
Vejamos o trecho e seus elementos:
a democracia talvez tenha tido sua época. Note que "sua", pronome pessoal, refere-se a "democracia" e está
flexionado no feminino por causa do termo que o acompanha, "época". Questão incorreta.
(SEFAZ-RS / 2018)
Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos setenta, um convite à viagem tem ainda o poder
de incendiar-me a fantasia.
Com relação ao trecho “incendiar-me a fantasia”, é correto interpretar a partícula “me” como o possuidor
de “fantasia”.
Comentários:
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Aqui, temos exemplo clássico de pronome pessoal com sentido possessivo:
Incendiar-me a fantasia equivale a “incendiar minha fantasia”. Questão correta.
(DPU / 2016 - Adaptada)
A partir de então, a chamada assistência judiciária praticamente evoluiu junto com o direito pátrio. Sua
importância atravessou os séculos, e ela passou a ser garantida nas cartas constitucionais.
O pronome “Sua” delimita o significado do substantivo “importância”, funcionando, na oração em que
ocorre, como um termo acessório.
Comentários:
O pronome sua de fato delimita o significado de “importância” pois equivale a “importância da assistência
judiciária”. Não é qualquer importância, é um importância específica, delimitada pelo pronome possessivo.
Esse pronome funciona como adjunto adnominal (está junto ao substantivo) que é termo acessório. Questão
correta.
Pronomes Demonstrativos
São pronomes demonstrativos:
Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem em relação às
pessoas do discurso (1ª pessoa: que fala; 2ª pessoa: para quem se fala / que ouve; 3ª pessoa: de quem se
fala), no tempo, no espaço e no texto.
Função Textual do Pronome: anáfora e catáfora
Como vimos, o pronome pode fazer referências dentro do texto.
Quando um pronome retoma algo que já foi mencionado antes, dizemos que tem função anafórica.
Quando anuncia ou se refere a algo que ainda está para ser dito, tem função catafórica.
Ex: Não gosto de estudar. Apesar disso, estudei muito.
Eu só pensava nisto: passar no concurso.
ESTE(S) - ESTA(S) - ESSE(S) - ESSA(S) - AQUELE(S) - AQUELA(S)
AQUELOUTRO(S) - AQUELAOUTRA(S) - ISTO - ISSO - AQUILO - O - A -
OS- AS - MESMO(S) - MESMA(S) - PRÓPRIO(S) - PRÓPRIA(S) - TAL -
TAIS - SEMELHANTE(S)...
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Nos casos acima, a referência é feita dentro do texto; então, podemos dizer que opronome tem função
endofórica. “Endo” significa “dentro”.
Na Aula sobre Coesão e Coerência trabalharemos com mais detalhes sobre esse assunto, ok?!
Função Exofórica (Dêitica):
Quando pronomes se referem a elementos fora do texto, como tempo e espaço (contexto externo ao texto
escrito em si), a gramática diz que eles têm função DÊITICA, ou exofórica (fora), nesse caso o valor semântico
vai depender da situação de produção do texto, de onde foi escrito, quando, por quem.
Ex: Neste país, neste momento, este autor que vos fala está deprimido.
A referência dos pronomes destacados dependerá de onde e quando a mensagem é lida. O pronome "este"
também remete a informação fora do texto, pois precisamos saber quem escreveu a frase. Então, tais
pronomes têm referência exofórica (“dêitica”).
Vejamos o uso dos demonstrativos indicando “tempo" e "espaço”:
Tempo:
✓ este(s), esta (s), isto: indicam tempo presente, período corrente
Ex: Este domingo vai ter jogo do Barcelona.
Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.
✓ esse(s), essa (s), isso: indicam passado recente ou futuro próximo
Ex: Esse domingo haverá jogo do Barcelona.
Ex: Nesse verão sofri demais com o calor.
✓ aquele(s), aquela (s), aquilo: indicam passado ou futuro distante
Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.
Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.
Espaço:
✓ este(s), esta (s), isto: apontam para referente perto do falante
Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maçiça.
Ex: Estes meus cabelos estão uma verdadeira palha.
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✓ esse(s), essa (s), isso: apontam para perto do ouvinte
Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça.
Ex: Isso é roupa que se vista num casamento? Troque-a já!
✓ aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para longe do falante/ouvinte
Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.
Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.
Quando apontam para o espaço, o referente está fora do texto, então dizemos que o pronome tem uso
“dêitico”.
Texto:
✓ este(s), esta (s), isto: apontam ao que será mencionado (anuncia)
Ex: Esta é sua nova senha: ynot.xp$%; memorize-a.
Ex: Isto era importante para ela: dinheiro, sucesso, prestígio.
✓ esse(s), essa (s), isso: apontam para o que já foi mencionado
Ex: João passou em primeiro lugar, esse cara é bom.
Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo).
✓ aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para o antecedente mais distante, enquanto este aponta para o
mais próximo:
Ex: João e Maria são concursados, esta do Bacen, aquele do TCU.
Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.
Podemos usar “este” para referência ao elemento anterior mais próximo, o que faz a oposição ao “esse” não
ser tão rigorosa na prática:
Ex: Precisamos respeitar o professor, pois este é um grande formador moral.
A prescrição rigorosa é que se use “este” para se referir ao ser mais próximo, em oposição ao “aquele”,
usado para o mais distante, no caso específico em que tenhamos dois referentes já mencionados. Devemos
também evitar usar “esse” ou ”isso” para algo que ainda vai ser dito.
Outros pronomes demonstrativos:
As palavras o, a, os, as também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente quando antecedem um
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==2537cb==
pronome relativo ou a preposição “DE”. Veja:
Ex: Entre as cuecas, comprei a de algodão. (aquela)
Entre as cuecas, comprei as que eram de algodão. (aquelas)
Quero o que estiver em promoção. (aquilo)
Sabia que devia estudar, mas não o fiz. (isso - estudar)
Ela parece legal, mas não o é. (isso – não é legal)
Não confunda!! Essas palavras também podem ser artigos definidos (a menina caiu) ou pronomes pessoais
(encontrei-as na praia).
Retomando os exemplos:
Entre as cuecas, comprei a de algodão. (aquela)
Entre as cuecas, comprei as que eram de algodão. (aquelas)
Há uma corrente minoritária, encabeçada principalmente pelos gramáticos Bechara e Celso
Pedro Luft, que consideram que o “a” é na verdade um artigo diante de um substantivo
implícito:
Entre as cuecas, comprei a [cueca] de algodão.
Entre as cuecas, comprei as [cuecas] que eram de algodão.
Mesmo sendo um entendimento minoritário, é importante trazer.
Aproveito para ressaltar que os pronomes em geral têm essa função de retomada de elementos anteriores
(função coesiva). Então, os pronomes pessoais, os possessivos, demonstrativos, os indefinidos se referem a
outras partes do texto, substituindo informação apresentada.
Além desses, há outros pronomes demonstrativos. Vejamos:
Não diga tais/semelhantes besteiras. (essas besteiras)
Sei que está triste, mas não diga tal. (não diga isso)
Ele próprio se demitiu. (ele em pessoa, sozinho; valor reforçativo)
Eu mesma cozinho a comida/ Cozinho do mesmo modo que minha mãe. (próprio, em pessoa
/ exato, igual).
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(MPE-GO / 2022) - Adaptada
“Este livro é sobre uma das ideias mais importantes da humanidade – a ideia do alfabeto – e a sua forma
mais difundida: o sistema de letras que você está lendo neste momento.”
Analise a afirmação sobre o elemento sublinhado nesse pequeno fragmento do texto 1:
O demonstrativo “neste” indica o momento em que foi escrito o texto.
Comentários:
Note que o pronome demonstrativo “neste” indica o momento em que o leitor está lendo o texto, e não em
que foi escrito. Questão incorreta.
(STM / 2018)
Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas máscaras
variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e Aurélios, os Morenos e
Torrinhas, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco de ofício [...].
Na linha 1, o emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua substituição
por nesse resultaria em incorreção gramatical.
Comentários:
O autor fala em primeira pessoa, em referência ao próprio escritório em que está, o escritório próximo.
Então, a forma correta é “neste”. O pronome “nesse” faria referência a um escritório próximo de quem
ouve. Questão correta.
(MPU / 2018)
Contudo, uma calamidade seria um caso de injustiça apenas se pudesse ter sido evitada, em especial se
aqueles que poderiam ter agido para tentar evitá-la tivessem deixado de fazê-lo. Entre os requisitos de uma
teoria da justiça inclui-se o de permitir que a razão influencie o diagnóstico da justiça e da injustiça.
Na expressão “fazê-lo” (l.3), a forma pronominal “lo” retoma a ideia de agir para tentar evitar uma
calamidade.
Comentários:
Sim. Aqui, temos o “pronome demonstrativo neutro":
Fazê-lo = Fazer isso (o que foi mencionado: agir para tentar evitar uma calamidade). Questão correta.
(TCE-PB / 2018 - Adaptada)
No trecho “O que faz com que a memória se torne seletiva não é o mundo atual, informatizado, rápido e
denso em informações. Ela o é por definição, já que sua porta de entrada é um funil poderoso”, o termo “o”
— em “Ela o é por definição” — remete ao elemento “um funil poderoso”.
Comentários:
Aqui, temos o “o” como pronome demonstrativo, retomando o adjetivo “seletiva”:
Ela o é por definição => Ela é seletiva por definição. Questão incorreta.
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Pronomes Relativos
Os principais são: que, o qual, cujo, quem, onde.
Esses pronomes retomam substantivos antecedentes, coisa ou pessoa, e, por isso, têm função coesiva
(retomar ou anunciar informação) e se prestam a evitar repetição.
Podem ser variáveis, quando se flexionam (gênero, número), ou invariáveis, quando trazem forma única.
Vejamos:
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
MASCULINOS
o qual (os quais)
cujo (cujos)
quanto (quantos)
FEMININOS
a qual (as quais)
cuja (cujas)
quanta (quantas)
quem
que
onde
Como disse, são ferramentas para evitar a repetição.
Vejamos um parágrafo escrito num mundo sem pronomes relativos:
O aluno foi aprovado. O aluno é primo de João. João tem mãe. A mãe de João é professora. A mãe
do João foi professora da menina. A menina roubava livros. Os livros eram caríssimos. Os livros foram
comprados numa loja distante. Havia muitos enfeites na loja. Perguntaram a várias pessoas a
localização da loja. As pessoas não souberam responder.
Vejam que tortura!! O texto não está articulado, não há elementos de coesão. A leitura fica truncada, sem
fluidez.
Agora vamos usar pronomes relativos para retomar os antecedentes e evitar toda essa repetição de termos:
O aluno que foi aprovado é primo de João, cuja mãe foi professora daquela menina que
roubava livros, os quais eram caríssimos e foram compradas numa loja onde havia muitos
enfeites. As pessoas a quem perguntaram a localização da loja não souberam responder.
Muito melhor, não acha?!
Vamos aos pontos mais importantes, que você deve saber para sua prova:
1- Os pronomes relativos introduzem orações subordinadas adjetivas, que levam esse nome por terem a
função de um adjetivo e, muitas vezes, podem ser substituídas diretamente por um adjetivo equivalente:
Ex: O menino estudioso passa = O menino que estuda muito passa.
Eu quero um carro potente = Eu quero um carro que seja potente.
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2- Como o “que” faz referência a um termo anterior, podemos dizer que tem função anafórica.
3- Os pronomes “que”, “o qual”, “os quais”, “a qual”, “as quais” são utilizados quando o antecedente for
coisa ou pessoa.
Destaco também que o pronome relativo “o qual” e suas variações muitas vezes é usado para desfazer
ambiguidades. Como ele varia, a concordância em gênero e número denuncia a que termo ele se refere.
Vejamos o exemplo:
Ex: A representante do partido, que é popular, foi elogiada.
Quem é popular? O “que” pode retomar representante ou partido. Fica a dúvida.
Agora, com a troca por um pronome relativo variável, a ambiguidade é desfeita:
Ex: A representante do partido, a qual é popular, foi elogiada.
Antes do relativo “que”, devemos usar preposição monossilábica (“a, com, de, em, por;
exceto sem e sob”).
Com preposições maiores (ou locuções prepositivas), usaremos os pronomes variáveis (o
qual, os quais, a qual, as quais).
Compare:
Este é o livro de que gostamos
x
Este é o livro sobre o qual falamos
Além disso, lembre-se: se há um nome ou verbo que peça preposição, esta deve vir obrigatoriamente antes
do pronome relativo.
A supressão dessa preposição causa erro:
Ex: Este é o livro que gostamos => Este é o livro de que gostamos
Este é o livro o qual falamos. => Este é o livro sobre o qual falamos.
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(PGE-AM / 2022)
Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-
lhe? (2º parágrafo).
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
(A) um médico e grãozinho de sandice.
(B) Quincas Borba e Rubião.
(C) Quincas Borba e grãozinho de sandice.
(D) grãozinho de sandice e Rubião.
(E) grãozinho de sandice e Quincas Borba
Comentários:
O que o médico achou? Um grão de sandice. Em quem? No Quincas Borba. Então, podemos dizer que o
pronome relativo "que" tem como antecedente o "grãozinho de sandice" e o "lhe" retoma "Quincas Borba".
Gabarito letra E.
(MP-CE / 2020)
Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças transmitidas por
alimentos a cada ano — metade delas são crianças com menos de 5 anos de idade. Os dados disponíveis
indicam que as doenças transmitidas por alimentos geram de US$ 700 mil a US$ 19 milhões em custos anuais
de saúde nos países do Caribe e mais de US$ 77 milhões nos Estados Unidos da América.
A substituição da expressão “metade delas” por cuja metade manteria a correção gramatical e a coesão do
texto.
Comentários:
Por regra, o pronome “cujo” deve vir entre substantivos, ligando possuidor e coisa possuída; então, não pode
ficar “solto” no texto, sem ligar esses dois elementos.
Em “cuja metade”, fica a dúvida: metade do quê? Metade de quem? Então, o pronome não está bem
utilizado. Poderia haver a leitura: metade do ano, metade dos alimentos, metade dos milhões...Questão
incorreta.
(POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO / 2018)
Em 2016, foram registrados 16 acidentes, com 303 vítimas fatais, e o último episódio, com um avião de
passageiros de maiores proporções: a queda do Avro RJ85, operado pela empresa LaMia, próximo de
Medellín, na Colômbia. O desastre, que completou um ano no último dia 28 de novembro, matou 71 pessoas,
em sua maior parte atletas do time brasileiro da Chapecoense.
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
A substituição do termo “que” por o qual prejudicaria a correção gramatical do texto.
Comentários:
O pronome relativo invariável “que” pode ser substituído pelos seus equivalentes variáveis, como “o qual, a
qual, os quais, as quais”. No caso, usaríamos “o qual”, para concordar no masculino singular com “desastre”.
Questão incorreta.
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4- O pronome “quem” se refere a pessoa ou ente personificado (visto como pessoa) e é precedido por
preposição (monossilábica ou não).
Ex: A pessoa de quem falei chegou. (substituição possível: “de que falei”, “da qual
falei”).
A pessoa por quem intervim não mostrou gratidão.
Em sentenças interrogativas, “quem” é pronome interrogativo: Quem gosta de acordar cedo?
Segundo Bechara, os pronomes relativos quem e onde podem aparecer com emprego
absoluto, sem referência a antecedentes, ou seja, sem “retomar ninguém”:
“Quem tudo quer tudo perde."
"Dize-me com quem andas e eu te direi quem és."
"Quem com ferro fere com ferro será ferido.”
"Moro onde mais me agrada.”
5- O pronome “cujo” tem como principais características:
✓ Indicar posse e sempre vir entre dois substantivos, possuidor e possuído;
✓ Não poder ser seguido nem precedido de artigo, mas poder ser antecedido por preposição; (Para
lembrar: nada de cujo o, cuja a, cujo os, cuja as...)
✓ Não pode ser diretamente substituído por outro pronome relativo.
Para achar o referente, pergunte ao termo seguinte: “de quem?”.
Ex: Vi o filme cujo diretor ganhou o Oscar. (diretor de quem? Do filme!)
Vi o rapaz a cujas pernas você se referiu. (pernas de quem? Do rapaz!)
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(DPE-RO / 2022)
Com a derrota de Hitler em 1945 e, portanto, o fim da Segunda Guerra Mundial, da qual o Brasil
participou contra as ditaduras nazifascistas — devido à entrada dos Estados Unidos da América no conflito,
liderando e coordenando os esforços de guerra dos países do Eixo dos Aliados —, o mundo foi tomado pelas
ideias democráticas, e o regime autoritário do Estado Novo (iniciado em 1937) já não se podia manter.
A correção gramatical e os sentidos do texto CG2A1-I seriam preservados com a substituição de “da qual”
por cuja.
Comentários:
O pronome “cujo” e suas variações não admitem substituição direta por nenhum outro. Além disso, não
admite artigo. Feita a substituição proposta pela banca, teríamos: “cuja o Brasil”, o que traz ainda erro de
concordância no gênero. Questão incorreta.
(TJ-PA / 2020 - Adaptado)
Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da família nuclear,
não se adéqua à realidade social do momento, em que as relações são caracterizadas por sua dinamicidade
e pluralidade. De acordo com o médico e psicanalista Jurandir Freire Costa, “família nem é mais um modo de
transmissão do patrimônio material; nem de perpetuação de nomes de linhagens; nem da tradição moral ou
religiosa; tampouco é a instituição que garante a estabilidade do lugar em que são educadas as crianças”.
Seria mantida a correção gramatical do texto CG1A1-I se o segmento “em que”, nas linhas 2 e 5, fosse
substituído, respectivamente, por no qual e onde.
Comentários:
Retomando os trechos, temos que:
Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da família nuclear,
não se adéqua à realidade social do momento, em que/no qual (retoma “momento”) as relações são
caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade.
tampouco e a instituição que garante a estabilidade do lugar em que/onde (retoma lugar físico) são educadas
as crianças.
Portanto, as substituições por "no qual" e "onde" são possíveis. Questão correta.
(CGE-CE / CONHECIMENTOS BÁSICOS / 2019)
Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados
administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império
babilônico”.
Muitos rincões do nosso país, ainda hoje, têm administradores públicos cujas as ações muito assemelham-
se as ações do imperador babilônico Nabucodonosor.
Comentários:
Lembre-se que não há artigo após o pronome "cujo", ou seja, não é possível dizer cujas as ações. Por isso,
Questão incorreta.
6- O pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda que virtual,
figurativo), com sentido de “posicionamento em”. Como preposição “em” também indica uma referência
locativa, podemos substituir “onde” por “em que” e por “no qual” e variações.
Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA.
A academia na qual/em que treino não tem aulas de MMA.
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Veja que é inadequado usar "onde" para outra referência que não seja lugar físico.
Ex: Essa é a hora onde o aluno se desespera.
✓ Ex: Essa é a hora em que/na qual o aluno se desespera.
O pronome relativo “aonde” é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “a”, com sentido de “em
direção a”.
Ex: Gosto da cidade aonde irei.
O pronome relativo arcaico “donde”, que equivale a “de onde”, é usado nos casos em que o verbo pede a
preposição “de”, com sentido de “procedência”.
Ex: O lugar donde você voltou é distante.
7- O pronome relativo “como” é usado quando o antecedente for palavra como forma, modo, maneira, jeito,
ou outra, com sentido de “modo”.
Ex: Não aceito o jeito como você fala comigo.
8- O pronome relativo “quando” é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de “tempo”.
Ex: Sinto saudade da época quando eu não tinha preocupações.
9- O pronome relativo “quanto” é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de “quantidade”.
Ex: Consegui tudo/tanto quanto queria, exceto tempo para desfrutar.
Reforçando: temos que ter atenção à preposição que o verbo/nome vai pedir, pois ela não deve ser
suprimida e vai aparecer antes do pronome relativo.
Lembre-se: temos que enxergar sintaticamente o pronome relativo como se fosse o próprio termo a que se
refere:
Ex: O menino a que me referi morreu. (referi-me “a” que => ao menino)
O escritor de cujos poemas gosto morreu. (gosto “de” cujos => dos poemas)
Esqueci o valor com quanto concordei. (concordei “com” quanto => com o
valor).
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(SEFAZ-AL / 2020)
Tem meia dúzia de atendentes, conheço dois ou três pelo nome, e o dono do lugar é sempre simpático comigo.
Sabe que gosto do seu negócio, que, se me mudasse de novo para lá, seria seu freguês. Mas também sei que
me vê como um tipo que há vinte anos vive na capital, que a essa altura é mais metropolitano que interiorano,
um cara talvez meio esquisito, ou apenas ridículo, que se interessa por coisas de que não precisa, coisas das
quais não entende.
A substituição da expressão “das quais” (3º parágrafo) por que preservaria tanto o sentido quanto a correção
gramatical do período.
Comentário
Note que na reescritura, a preposição é suprimida e o pronome “as quais” é substituído por “que”:
Entender as coisas => as coisas que entende.
Gramaticalmente, é possível.
Contudo, ocorre mudança de sentido:
"entender de alguma coisa" é o mesmo que dominar um conhecimento, ser um especialista.
"entender alguma coisa" significa saber o que algo é, ser capaz de compreender o que é alguma coisa.
Perceba essa diferença. Por isso, a reescrita não é possível. Questão incorreta.
(TCE MG / Conhecimentos Gerais / 2018 - Adaptada)
A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o
meio ambiente de que nossas vidas dependem....
Na linha 2, o termo “de que” poderia ser substituído, sem alteração da correção gramatical e dos sentidos
do texto, por "do qual".
Comentários:
O pronome invariável “que” tem como referente “meio ambiente”, então só poderíamos trocar por “do
qual”, masculino e singular, mantendo a correção. Questão correta.
Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento são formas de cortesia e reverência no trato com determinadas autoridades.
A cobrança normalmente se baseia no pronome adequado a cada autoridade ou aspectos de concordância
com as formas de tratamento.
Abaixo, registro os principais pronomes de tratamento, com suas abreviaturas. Normalmente o plural da
abreviatura é feito com acréscimo de um “s”.
Se quiser estudar esse tema a fundo e ler as dezenas de outros pronomes, recomendo consultar os Manuais
de Redação Oficial dos órgãos públicos, em especial da Presidência da República, do Senado Federal e do
Superior Tribunal de Justiça. Aqui, focaremos nos mais incidentes em prova:
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Vossa Senhoria (V. S.a ou V. S.as): usado para pessoas com um grau de prestígio maior. Usualmente,
os empregamos em textos escritos, como: correspondências, ofícios, requerimentos etc.
Vossa Excelência (V. Ex.a V. Ex.as): usado para autoridades de alto escalão:
Presidente da República,Senadores, Deputados, Embaixadores, Oficiais de Patente Superior à de
Coronel, Juízes de Direito, Ministros, Chefes de Poder.
Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.a Rev.ma V. Ex.as Rev.mas): usado para bispos e
arcebispos.
Vossa Eminência (V. Em.a V. Em.as): usado para cardeais.
Vossa Alteza (V. A. VV. AA.): usado para autoridades monárquicas em geral, príncipes, duques e
arquiduques. Para Imperador, Rei ou Rainha, usa-se Vossa Majestade (V. M. VV. MM.)
Vossa Santidade (V.S.): usado para o Papa.
Vossa Reverendíssima (V. Rev.ma V. Rev.mas ): usado para sacerdotes em geral.
Vossa Paternidade (V. P. VV. PP): usado para abades, superiores de conventos.
Vossa Magnificência (V. Mag.a V. Mag.as): usado para Reitores de universidades, acompanhado
pelo vocativo: Magnífico Reitor.
Aqui nos interessa principalmente saber sobre a concordância.
Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda pessoa gramatical (pessoa com quem se fala:
"vós"), a concordância é feita com a terceira pessoa, ou seja, com o núcleo sintático. Por essa razão, não
usamos pronome possessivo “vossa” com Vossa Excelência, usamos apenas o possessivo “seu” ou “sua”, por
exemplo.
Como assim?
O macete é pensar na concordância com o pronome “Você”.
Vejamos o exemplo do próprio Manual de Redação da Presidência:
Vossa senhoria nomeará seu substituto.
(E não Vosso ou Vossa. Concordância com senhoria, o núcleo da expressão.)
Os Adjetivos e Locuções de voz passiva concordam com o gênero (masculino/feminino) da pessoa a que se
refere, não com a o substantivo que compõe a locução (Excelência, Senhoria).
Ex: Maria, Vossa Excelência está muito cansada.
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Outro detalhe a ser lembrado:
Sua Excelência X Vossa Excelência
“Sua Excelência”:
- usamos para nos referirmos a uma terceira pessoa (de quem se fala);
- em regra, não há crase antes de pronome de tratamento: A Sua Excelência.
“Vossa Excelência”:
- usamos para nos referirmos diretamente à autoridade (com quem se fala).
Algumas formas de tratamento, como “Senhora”, “Dona”, “Senhorita”, “Madame”, “Doutora”, aceitam
artigo.
Pronomes Pessoais
Vamos às principais informações relevantes:
PESSOAS DO DISCURSO PRONOMES RETOS PRONOMES OBLÍQUOS
1ª pessoa do singular
2ª pessoa do singular
3ª pessoa do singular
Eu
Tu
Ele/Ela
me, mim, comigo
te, ti, contigo
se, si, o, a, lhe, consigo
1ª pessoa do plural
2ª pessoa do plural
3ª pessoa do plural
Nós
Vós
Eles/Elas
nos, conosco
vos, convosco
se, si, os, as, lhes, consigo
Pronomes pessoais retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) costumam substituir sujeito.
Ex: João é magro => Ele é magro.
Pronomes pessoais oblíquos átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos verbais: o, a,
os, as substituem somente objetos diretos (complemento sem preposição); me, te, se, nos, vos podem ser
objetos diretos ou indiretos (complemento com preposição), a depender da regência do verbo. Já o pronome
–lhe (s) tem função somente de objeto indireto.
Ex: Já lhe disse tudo. (disse a ele)
Informei-o de tudo. (informei a pessoa)
Você me agradou, mas não me convenceu. (agradou a mim)
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Os pronomes oblíquos tônicos são pronunciados com força e precedidos de preposição. Costumam ter
função de complemento.
São eles:
1a pessoa: mim, comigo (singular); nós, conosco (plural).
2a pessoa: ti, contigo (singular); vós, convosco (plural).
3a pessoa: si, consigo (singular ou plural); ele(a/s) (singular ou plural).
Ex: Fiquei preocupado contigo porque você deu a ele todo seu dinheiro.
O pronome reto, em regra não deve ser usado na função de objeto direto (complemento verbal sem
preposição). Por isso são condenadas estruturas como “Mata ele! Chama nós!”.
Contudo, é possível usar pronome reto como complemento direto, quando o pronome reto for modificado
por “todos”, “só”, “apenas” ou “numeral”. Esse uso é abonado por gramáticos do calibre de Celso Cunha,
Bechara, Faraco & Moura e Sacconi.
Ex: Encontrei ele só na festa. / Ex: Encontrei todos eles.
Encontrei eles dois na festa. / Ex: Encontrei apenas elas na festa.
Esses exemplos acima devem ser vistos com cautela, pois não são a regra!
Após a preposição “entre” em estrutura de reciprocidade, devemos usar pronomes
oblíquos tônicos, não retos.
Ex: Entre mim e ela não há segredos.
É melhor que não pairem dúvidas entre ti e ele.
Se o pronome for sujeito, podemos usar pronome reto:
Ex: Entre eu sair e você ficar, prefiro sair.
Após preposições acidentais e palavras denotativas, podemos também usar pronome
reto:
Ex: Com raiva, minha mãe maltrata até eu.
(até: palavra denotativa de inclusão)
A aprovação não virá até mim de graça. (até: preposição essencial)
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Regras para a união de pronomes oblíquos
Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos. Ao unir o
pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:
Quando os verbos são terminados em /r/, /s/, /z/ + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
Ex: Não pude dissuadir a menina = > dissuadi-la
Felicitamos as aprovadas. => Felicitamo-las
Fiz isso porque quis fazer isso => Fi-lo porque o quis.
Vamos pôr o menino de castigo => pô-lo de castigo
Quando os verbos são terminados em som nasal, como /m/, /ão/, /aos/, /õe/, /ões/ + o, os, a, as, teremos
simples acréscimo de /n/: no, nos, na, nas.
Ex: Viram a barata e mataram-na /
A mesa é cara, mas compraram-na na promoção.
Lembre-se: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos), seguidos do
pronome -nos, corta-se o /s/ final:
Ex: Alistamo-nos no quartel. Animemo-nos!
Em construções arcaicas, é possível fundir mais de um pronome, segundo a lógica a seguir:
Ex: Deu dinheiro a ela imediatamente => Deu-lho imediatamente
"Deu" algo (OD: o dinheiro => o) a alguém (OI: a ela => lhe)
Ofereceu a oportunidade a mim => Ofereceu-ma
"Ofereceu" algo (OD: a oportunidade => a) a alguém (OI: a mim => me)
Seguindo a mesma lógica, teremos contrações como: mo, ma, mos, mas, to, ta, tos, tas, lho, lha, lhos, lhas,
no-lo, no-los, no-la, nolas, vo-lo, vo-la, vo-los, vo-las.
Vejamos uma questão sobre isso.
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(IBAMA / 2022)
Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura e territorialidade são, de
certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é herança,
mas também um reaprendizado das relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um resultado obtido
por intermédio do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as práticas sociais, a cultura é
o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É por isso que as migrações agridem
o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e dura adaptação em seu novo lugar.
Desterritorialização é frequentemente outra palavra para significar alienação, estranhamento, que são,
também, desculturização.
Em “roubando-lhe parte doser”, a forma pronominal “lhe” transmite ideia de posse, indicando que as
migrações roubam parte do ser dos indivíduos.
Comentários:
Exatamente, o pronome oblíquo átono foi usado com valor/sentido possessivo: roubando parte dele/do
indivíduo. Questão correta.
(POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO / 2018)
O ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação comercial, de acordo com a organização holandesa
Aviation Safety Network (ASN). Foram dez acidentes — nenhum deles envolvendo linhas comerciais
regulares...
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
O vocábulo “deles” remete à expressão “dez acidentes”.
Comentários:
Os pronomes têm a propriedade de retomar e substituir termos anteriores. O pronome pessoal reto “eles”
se refere aos acidentes e foi contraído com a preposição “DE” (de + os acidentes => dez deles, dez entre os
acidentes que houve). Questão correta.
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Colocação pronominal é o tópico em que estudamos regras para posicionamento de pronomes
pessoais e também do pronome demonstrativo “o”.
Vamos finalmente aprender isso? Relembremos o básico:
As posições onde o pronome aparece recebem alguns nomes:
Pronome antes do verbo: Próclise (Hoje me escondi na mata)
Pronome depois do verbo: Ênclise (Escondi-me na mata)
Pronome no meio dos verbos: Mesóclise (Esconder-me-ia na mata)
Regra geral: palavra invariável (advérbios, conjunções subordinativas, alguns pronomes) antes do
verbo geralmente atrai pronome proclítico. Não vou listar aqui todas as palavras invariáveis da
galáxia. Basta lembrar que invariável significa que aquela palavra não se flexiona, não vai ao
feminino, nem ao plural...
Em suma, são palavras atrativas, exigindo pronome ANTES DO VERBO:
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Ex: Quando se precisa de ajuda, os amigos verdadeiros aparecem.
Ex: Embora me dedique à matéria, ainda tenho dificuldades.
Proibições gerais
● 1iniciar período com pronome oblíquo átono ou
● 2inserir pronome oblíquo átono após futuros (do presente e do pretérito) e particípio.
● além disso, recomenda-se não utilizar pronome átono para iniciar oração após vírgula ou
ponto e vírgula. (Ex. Ele não virá amanhã; me disse disse-me que estará ocupado.)
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==2537cb==
O que não for proibido, será aceito, simples assim. Veja abaixo construções inadequadas e
adequadas:
Me dá um cigarro?
Darei-te um presente.
Daria-te um presente
Tinha emprestado-lhe um dinheiro.
✔ Dá-me um cigarro.
✔ Dar-te-ei um presente.
✔ Dar-te-ia um presente
✔ Tinha-lhe/lhe emprestado um dinheiro.
(PETROBRAS / 2022)
Estaria mantida a correção gramatical do trecho “Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever
as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas. Professores carismáticos (como
Sócrates) se recusaram a escrever”, caso a posição do pronome “se”, em suas duas ocorrências,
fosse alterada de proclítica — como está no texto — para enclítica.
Comentários:
Nas duas ocorrências, não há palavra atrativa, nem proibição à ênclise. Portanto, é livre a posição
do pronome. As duas formas, proclítica ou enclítica, são corretas:
Os sacerdotes indianos se recusavam/recusavam-se a escrever
Professores carismáticos (como Sócrates) se recusaram/recusaram-se a escrever
Questão correta.
(MP-CE / 2020)
No trecho “É verdade que não se poderia contar com ela para nada”, o uso da próclise
justifica-se pela presença da palavra negativa “não”.
Comentários:
Exatamente. As palavras negativas (não, nunca, jamais, nem…) obrigam a próclise, isto é, o
pronome oblíquo átono deve ficar antes do verbo. Questão correta.
(CGE-CE / 2019)
Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são
encontrados administradores públicos cujas as ações em muito se assemelham as de
Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
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Comentários:
…cujas as ações… (não há artigo após cujas).
"Muito" é advérbio, portanto atrai o pronome átono (muito se assemelham).
Faltou acento indicativo de crase em "às (ações) de Nabucodonosor". Questão incorreta.
(PGE-PE / Analista Judiciário de Procuradoria / 2019)
Em razão disso, todos os países, lugares e pessoas passam a se comportar, isto é, a organizar sua
ação, como se tal “crise” fosse a mesma para todos e como se a receita para a afastar devesse
ser geralmente a mesma.
A correção gramatical do texto seria mantida caso, no trecho “passam a se comportar”, o
vocábulo “se” fosse deslocado para depois da forma verbal “comportar”, da seguinte maneira:
passam a comportar-se.
Comentários:
Sim. Não há palavra atrativa, então não há obrigação para próclise. Também não há verbo no
futuro nem no particípio, de modo que não há proibição para ênclise. Além disso, o verbo está
no infinitivo, de modo que a ênclise seria facultativa. Dessa forma, tanto faz a posição do
pronome antes ou depois do verbo:
“passam a se comportar”
“passam a comportar-se”. Questão correta.
(PGE-PE / 2019)
De acordo com Honneth, as demandas por direitos — como aqueles que se referem à igualdade
de gênero ou relacionados à orientação sexual —, advindas de um reconhecimento
anteriormente denegado, criam conflitos práticos indispensáveis para a mobilidade social.
Na linha 2, a correção gramatical do texto seria comprometida se o termo “se” fosse posicionado
após a forma verbal “referem”, da seguinte forma: referem-se.
Comentários:
Seria comprometida sim, pois o “que” é pronome relativo, uma palavra atrativa, então devemos
usar próclise, não ênclise.
como aqueles que se referem à igualdade de gênero. Questão correta.
(PC-SE / 2018)
Em “Mas não me deixe sentar”, a colocação do pronome “me” após a forma verbal “deixe” —
deixe-me — prejudicaria a correção gramatical do trecho.
Comentários:
“Não” é palavra negativa e atrai o pronome, então temos caso de próclise obrigatória. Questão
correta.
(TCM BA / 2018)
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Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto 1A1AAA caso se substituísse o
trecho
“Temendo-se” por Se temendo. (Temendo-se a naturalização da moral, moraliza-se a natureza...)
Comentários:
Não se pode iniciar oração com pronome oblíquo átono; em outras palavras, a próclise é
proibida em começo de oração. Questão incorreta.
(EMAP / 2018)
Sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto, o trecho “que ele poderia
ter-me absolvido” poderia ser assim reescrito: que ele poderia ter absolvido-me.
Comentários:
Não se pode usar pronome após verbo no particípio; este é um caso de ênclise proibida.
Questão incorreta.
(POLÍCIA FEDERAL / 2018)
A maioria dos laboratórios acredita que o acúmulo de trabalho é o maior problema que
enfrentam, e boa parte dos pedidos de aumento no orçamento baseia-se na dificuldade de dar
conta de tanto serviço.
No trecho “baseia-se na dificuldade”, a partícula “se” poderia ser anteposta à forma verbal
“baseia” sem prejuízo da correção gramatical do texto.
Comentários:
Nessa frase, não há nenhuma palavra atrativa (Conjunção subordinativa,Negativa, Advérbio,
Pronome Relativo/Indefinido/Interrogativo); tampouco há qualquer proibição para a ênclise (não
há verbo no futuro ou no particípio). Então, não há qualquer fator de obrigatoriedade ou
proibição, a posição do pronome é livre antes ou depois do verbo, tanto faz: “baseia-se ou se
baseia”. Questão correta.
(IHBDF / 2018)
Em 1988, o SUS passou a fazer parte da Constituição Federal. Nós nos tornamos o único país
com mais de 100 milhões de habitantes que ousou oferecer saúde para todos.
A correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse “nos tornamos” por
tornamo-nos.
Comentários:
Não temos início de oração nem temos verbo no futuro ou no particípio. Logo, não há restrição
para próclise nem para ênclise, tanto faz: “Nós nos tornamos” ou “Nós tornamo-nos”. Observe
que o “s” deve ser cortado quando o verbo termina em “mos” e vai ser seguido de “nos”.
Questão correta.
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Regras especiais
Por segurança, vamos ver aqui algumas “regrinhas” que fogem da lógica geral aplicável à maioria
das questões.
Embora a preferência da língua portuguesa seja a próclise, para verbo no infinitivo e verbos
separados por conjunções coordenativas, é livre a posição do pronome, antes ou depois.
Ex: Prefiro não te convidar/ convidar-te.
Ex: Cheguei ao local e me sentei e preparei-me para a prova.
Contudo, alguns conectivos aditivos e alternativos têm próclice recomendada:
Ex: Ora me expulsa, ora não me deixa ir embora.
Ex: Ricardo não só me incentiva, como também me inspira.
Ex: João não respeitou o horário nem se desculpou.
Em frases optativas (que expressam desejo, apelo, sentimento), a próclise é obrigatória:
Ex: Deus lhe pague.
Ex: Bons ventos o levem.
Entre a preposição em e o verbo no gerúndio, usa-se próclise:
Ex: Em se plantando tudo dá.
Ex: Em se tratando de vinhos, ele é uma autoridade.
Trata-se de uma expressão já cristalizada na língua.
Por motivo de eufonia (boa pronúncia), usa-se próclise com formas verbais monossilábicas ou
proparoxítonas:
Ex: Eu a vi ontem.
Ex: Nós lhes obedecíamos por medo.
Tais colocações soam melhor que “*eu vi-a ontem” e “*obedecíamos-lhes...”
Obs: Nas orações subordinadas, se houver um sujeito entre a palavra atrativa e o pronome,
entende-se que pode haver “atração remota”, isto é, a força atrativa se mantém e deve haver
próclise:
Ex: Enquanto protestos violentos se espalham pelas ruas, eu sigo acreditando.
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Mesmo havendo um termo (protestos violentos) entre a conjunção temporal enquanto — palavra
atrativa — e o verbo, a atração se mantém e ocorre a próclise. A verdade é que, em orações
subordinadas, usa-se próclise.
Por outro lado, se houver pausa, uma intercalação, esse distanciamento torna possível também a
ênclise:
Ex: ...Jamais, segundo pensam os economistas, se fizeram tantas despesas desnecessárias.
(também caberia ênclise: fizeram-se.)
Ex: ...Ele que, ao ver o cachorro brincando, se emocionou muito... (também caberia
ênclise: emocionou-se.)
(CFO / 2020)
Quem usa aparelho ortodôntico deve se preocupar mais com a limpeza dos dentes e da gengiva
e o uso do flúor, pois o aparelho retém muito restos de alimentos.
Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados do texto, julgue o item.
“deve se preocupar” por deve preocupar‐se
Comentário:
Após verbo no infinitivo, a ênclise é permitida também, mesmo se houver palavra atrativa.
Questão correta.
(SEPLAG-RECIFE / 2019)
O emprego das formas pronominais e verbais se dá de modo plenamente adequado na frase:
Eles haviam resguardado-se de planejar, e os imprevistos da operação acabaram tragando-lhes.
Comentários:
Resguardado é verbo no particípio e não pode haver pronome oblíquo átono após particípio.
Questão incorreta.
(SEPLAG-RECIFE / 2019)
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto
Se lhe proviessem como um pintor lírico, caso Deus assim lhe favorecesse, o poeta Mário
Quintana disporia-se a transfigurar o real.
Comentários:
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“Disporia” é verbo no futuro do pretérito e não cabe ênclise, o pronome não pode estar após o
verbo nesse caso. Questão incorreta.
Colocação pronominal na locução verbal
A locução verbal é formada de VERBO AUXILIAR + VERBO PRINCIPAL EM FORMA NOMINAL
(infinitivo, particípio, gerúndio). Só para relembrar:
Ex: Posso lhe dizer tudo. (locução com verbo no infinitivo – dizer)
Ex: Haviam-me enganado. (locução com verbo no particípio – enganado)
Ex: Ele estava testando-me sempre. (locução com verbo no gerúndio – testando)
Todas as regras e probições continuam válidas. Sem desrespeitar nenhuma das proibições
anteriores, o pronome pode vir antes, depois ou no meio1 da locução. Porém, se houver palavra
atrativa, o pronome não pode estar no meio com hífen, pois isso indicaria que estaria em ênclise
com o verbo auxiliar, quando, na verdade, ele só pode estar no meio por estar em próclise ao
verbo principal.
Não entendeu? Grave que nas locuções, se o pronome vier no meio, não pode ter hífen.
Vamos elucidar essa regra com alguns exemplos:
✔ Ex: Eu lhe estou emprestando dinheiro.
✔ Ex: Eu estou lhe emprestando dinheiro.
✔ Ex: Eu estou-lhe emprestando dinheiro.
✔ Ex: Eu estou emprestando-lhe dinheiro.
✔ Ex: Eu não lhe estou emprestando dinheiro. (o pronome está proclítico a “estou", verbo
auxiliar)
✔ Ex: Eu não estou lhe emprestando dinheiro. (o pronome está proclítico a “emprestando”,
verbo principal)
Ex: Eu não estou-lhe emprestando dinheiro. (Errado porque o pronome, com hífen, estaria
em ênclise com palavra atrativa obrigando próclise)
1- A gramática tradicional mais rígida recomenda evitar o pronome no meio da locução.
Contudo,“ a próclise ao verbo principal tem abono recente nas gramáticas brasileiras”.
O renomado gramático Celso Cunha oferece exemplos de pronome no meio da locução, com
hífen, quando NÃO HÁ PALAVRA ATRATIVA.
Ex: “Vão-me buscar, sem mastros e sem velas...”
Ex: “Ia-me esquecendo dela”
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Ex: “A cidade ia-se perdendo à medida que o veleiro rumava para São Pedro.
Ex: “Tenho-o trazido sempre...”
Cegalla traz os seguintes exemplos:
Ex: “Os presos tinham-se revoltado”.
Ex: “Não devo calar-me, ou não me devo calar, ou não devo me calar.” (no meio, sem
hífen!)
Ex: “Vou-me arrastando, ou vou me arrastando, ou vou arrastando-me.” (no meio, sem
hífen!)
Portanto, é possível que algumas questões não considerem correta a colocação do pronome
antes do verbo principal. Procure a melhor resposta!
Por fim, saliento que há muitas regrinhas e divergências nesse tema, mas o que realmente é
fundamental para a prova é MEMORIZAR AS PROIBIÇÕES E PALAVRAS ATRATIVAS.
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QUESTÕES COMENTADAS - PRONOME - CESGRANRIO
1. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”. A
reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
A) Atrás dos edifícios, com preguiça,o sol tinha escondido-se.
B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
Comentários:
A) É proibido o uso do pronome após verbos no particípio "escondido". A forma adequada é "o
sol tinha SE escondido" (próclise). Incorreta.
B) Basicamente, existem três possibilidades no que se refere à colocação pronominal, sendo elas:
próclise (pronome ANTES do verbo), mesóclise (pronome no MEIO do verbo) e ênclise (pronome
DEPOIS do verbo). Entretanto, aqui temos o pronome antes da preposição "a" e não se
relacionando diretamente com o verbo "esconder". Incorreta.
C) Exatamente o mesmo caso do item B, ou seja, não devemos colocar o pronome antes da
preposição "a". Incorreta.
D) É proibido iniciar a oração com pronome oblíquo átono . Incorreta.
E) Com verbos no infinitivo "esconder", é livre a posição do pronome, antes ou depois do verbo
(a SE esconder ou a esconder-SE). Alternativa correta. Gabarito letra E.
2. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com
a norma-padrão em:
A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava-lhe]
B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
D) Wando e Rô também frequentavam o bar. [frequentavam-nos]
E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se].
Comentários:
O pronome "lhe" deve ser usado para substituir um objeto indireto, porém não é o caso aqui
das letras A e C, uma vez que "tomar" e "beber" são verbos transitivos diretos. Podemos
eliminar essas alternativas.
A construção correta é "frequentavam-NO" e não "NOS", uma vez que esse pronome substitui
um termo no singular "bar". Eliminamos a letra D. Na letra E, não podemos usar o "se", uma vez
que não temos um caso de voz passiva sintética, ou seja, também podemos eliminar esse caso.
Ficamos com a letra B, pois quando os verbos são terminados em "R, S, Z + o, os, a, as",
teremos "lo, los, la, las". Gabarito letra B.
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3. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão
é: A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
Comentários:
A) Temos um caso no qual a colocação pronominal está perfeita, pois é proibido posicionar o
pronome oblíquo átono logo após a vírgula, ou seja, a ÊNCLISE foi usada corretamente
"cheirando-O". Alternativa correta.
B) É proibido o uso do pronome após verbos no futuro "seria" e também não podemos usar a
forma "LHE seria". A forma mais adequada é "seria útil A ELE(A) ter...". Incorreta.
C) É proibido iniciar oração com pronome oblíquo átono. A forma adequada é "fascinou-ME".
Incorreta.
D) O "que" é um pronome relativo cuja função é retomar o pronome demonstrativo "o" (O que
= AQUILO que), ou seja, o pronome relativo é uma clássica palavra atrativa e a forma adequada é
"o que LHE lembrou". Incorreta.
E) A conjunção "conforme" também é uma palavra atrativa, uma vez que as conjunções
subordinativas são palavras atrativas. A forma adequada é "conforme O abria". Incorreta.
Gabarito letra A.
4. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão
em: A) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
B) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
C) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
D) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
E) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
Comentários:
A) O referente do pronome "cujo" é sempre o termo seguinte "trabalho", ou seja, a
concordância deve ser feita com ele "DE CUJO [trabalho]" (singular). Incorreta.
B) O pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda
que virtual/figurativo), ou seja, não é o caso do trecho, pois o "conceito de arquitetura" não
representa um "lugar virtual". Incorreta.
C) Aqui, seria necessário o uso do pronome "cujos", projetando uma ideia de posse, e também a
retirada do artigo definido "os", uma vez que o "cujo" não pode ser seguido nem precedido de
artigo. Incorreta.
D) O pronome relativo "que" traz consigo um caráter genérico e pode ser usado para retomar
tanto um termo no singular quanto no plural. Alternativa correta.
E) Por fim, o pronome relativo deve concordar com o seu antecedente no masculino, ou seja, a
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forma adequada é "OS quais" e não "AS quais". Incorreta. Gabarito letra D.
5. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS / 2018)
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão
em:
A) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
B) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua
história.
C) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
D) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
E) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons
leitores. Comentários:
a) Incorreto. A palavra negativa "não" atrai a próclise (não se dedicam).
b) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise (quando alguém se
apresentar). c) Correto. A ênclise deve ser usada quando o verbo iniciar a oração.
d) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
e) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração
estiver no futuro do presente ou do pretérito.
Gabarito letra C.
6. (CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL / 2018)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da
agricultura para a subsistência da humanidade.
Comentários:
a) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise.
b) Incorreto. A conjunção subordinada "caso" atrai próclise.
c) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
d) Correto. A ênclise é permitida após verbo no infinitivo.
e) Incorreto. A palavra "nunca" atrai próclise.
Gabarito letra D.
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7. (CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/ 2018)
A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental.
A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as regras da
colocação pronominal, é:
A) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
B) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
C) O ser humano que molda-se à diferentes realidadesvive melhor.
D) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade
E) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da
felicidade. Comentários:
a) Incorreto. A palavra "ninguém" atrai próclise.
b) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está
correto.
c) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
d) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.
8. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/ 2018)
O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da
norma-padrão da língua em:
A) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
B) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.
C) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.
D) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
E) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter
fim. Comentários:
a) Incorreto. A palavra "poucos" atrai próclise.
b) Correto. A palavra "nunca" atrai próclise.
c) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
d) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.
9. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA
em: a) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
b) A ferida não se curava com os remédios.
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c) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
d) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
e) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
Comentários:
a) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
b) Correto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise (não a favorecia).
d) Correto. A palavra "imediatamente" atrai próclise.
e) Correto. A palavra "enquanto" atrai próclise.
Gabarito letra C.
10. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso das garrafas
plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.
b) O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas, mas, também, a
coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.
c) Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos os seres vivos,
assim como a toda a natureza.
d)Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância do saneamento,
mantendo-se as cidades mais limpas.
e) Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços dispensados para
manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "embora" atrai próclise
b) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "quando" atrai próclise.
d) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
e) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está
correto. Gabarito letra E.
11. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em:
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de
notícias falsas nas redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o
problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de
reprovação à prática de divulgação de inverdades.
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d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-se aos sites e redes
sociais com menos de 2 milhões de membros.
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
b) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
c) Correto. Usa-se ênclise após a vírgula.
d) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
e) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
Gabarito letra C.
12. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação do pronome átono em destaque está
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O mesmo ocorre em:
A) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
B) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
C) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
D) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
E) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
Comentários:
A) O "não" é uma palavra negativa e funciona como palavra atrativa, ou seja, a posição do
pronome "se" está perfeita (caso de próclise obrigatória). Alternativa correta.
B) É proibido o uso do pronome após verbos no futuro "perderia" e também não podemos usar
a forma "SE perderia" (iniciar a oração com pronome oblíquo átono). A forma mais adequada é
"perder-SE-ia o dinheiro...". Incorreta.
C) É proibido o uso do pronome após verbos no particípio "perdido". A forma adequada é
"tinham SE perdido" (próclise). Incorreta.
D) Temos um caso de voz passiva sintética e o pronome apassivador não pode iniciar a oração.
Logo, a forma adequada é "perdeu-SE o dinheiro = o dinheiro foi perdido". Incorreta.
E) O "que" é um pronome relativo e funciona como palavra atrativa. Logo, a próclise é
obrigatória "se o amigo que SE perdeu voltasse...". Incorreta. Gabarito letra A.
13. (Cesgranrio/Petrobras/Técnico de Administração e Controle Júnior /2018)
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos
onde haja convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com
as exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de
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convívio social.
B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a
necessidade de atingir a sustentabilidade.
C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à
vida humana.
E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.
Comentários:
Questão bastante direta da banca, pois ela pede para analisarmos apenas o uso clássico do
pronome "onde", ou seja, o pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente
indicar lugar físico (ainda que virtual/figurativo). Logo, analisando as opções disponíveis, ficamos
com a letra A, uma vez que nos outros casos não existe uma ideia de lugar físico. Temos apenas
os conceitos de "questões, modelos inovadores, ideias e propostas".
14. (Cesgranrio/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação
entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que
está em DESACORDO com os ditames da norma-padrão é:
A) É um autor sobre cujo passadopouco se sabe.
B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na
coletânea. Comentários:
Cuidado, pois a questão pede o item incorreto.
A) O pronome "cujo" está empregado corretamente, pois está entre dois substantivos "autor e
passado" e também pode ser precedido de preposição "sobre" (exigida pelo verbo "saber
SOBRE algo"). Correta.
B) O pronome relativo “ONDE” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda
que virtual/figurativo). Entretanto, isso não ocorre com o termo "ficção", ou seja, o uso correto
seria "QUE os escritores ou NA QUAL os escritores". Incorreta.
C) O pronome "quantas" retoma o substantivo feminino plural "livrarias" e está precedido da
preposição "por" exigida pelo verbo "passei POR algo/algum lugar". Correta.
D) O pronome "quem" retoma o substantivo masculino singular "autor" e está precedido da
preposição "de" exigida pelo verbo "falar DE algo/alguém". Correta.
E) O pronome "que" retoma o substantivo masculino plural "poemas" e está precedido da
preposição "por" exigida pelo verbo "interessar POR algo ". Correta. Gabarito letra B.
15. (CESGRANRIO / PETROBRAS / MÉDICO / 2017)
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Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está
corretamente colocado em:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo
2189. Comentários:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
Incorreto. Não se admite pronome oblíquo átono após verbo no futuro.
b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
Incorreto. O pronome deveria estar antes do verbo, por haver palavra atrativa
“que”. c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
Correto. Palavra negativa atrai próclise.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
Incorreto. Nas expressões com “em+gerúndio”, devemos usar próclise.
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
Incorreto. Não devemos iniciar período com pronome oblíquo átono. Gabarito letra
C.
16. (CESGRANRIO / PETROBRAS / TÉCNICO / 2017)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem-se.
b) Os cientistas nunca equivocaram-se a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
c) Quando as substâncias tóxicas alojam-se no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
d) Se as fontes de energia alternativa se esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
e) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha-se em dia com as
atividades físicas.
Comentários:
a) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “caso”, conjunção
subordinativa condicional.
b) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “não”.
c) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa temporal
“quando”.
d) Correta. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa condicional “se”.
e) Incorreta. Devemos usar próclise, pela presença do advérbio de tempo "sempre". Observe
que a Cesgranrio aplica muito aquela regra da atração remota, isto é, a próclise mesmo havendo
outro termo entre a palavra atrativa e o verbo. Gabarito letra D.
17. (CESGRANRIO / IBGE / AG. DE PESQUISAS / 2016)
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A posição do pronome se destacado atende às exigências da norma-padrão da língua
portuguesa em:
a) É preciso que os estados em que há maior degradação ambiental não neguem-se a tomar as
providências necessárias para enfrentar o problema.
b) Há uma grande pressão social para que as pessoas mantenham-se felizes e sintam-se
realizadas permanentemente.
c) Se os órgãos responsáveis pela proteção ambiental dedicarem-se mais a sua missão, as matas
brasileiras poderão sobreviver à degradação.
d) Quando os institutos de pesquisa se preocuparem em analisar o grau de felicidade da
população, descobrirão que os índices são muito baixos.
e) Livros de autoajuda fazem muito sucesso atualmente porque ensinam as pessoas a nunca
sentirem-se infelizes ao enfrentarem dificuldades.
Comentários:
a) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “não”.
b) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “que”.
c) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “Se”, conjunção
condicional.
d) Correto. A conjunção temporal “quando” atrai próclise.
e) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “nunca”. Gabarito letra D.
18. (CESGRANRIO / UNIRIO / ASS. EM ADM. / 2016)
O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em: a) Meu
caro, me não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório. b) As
pessoas não davam-se conta de que o tempo do carnaval era obrigatório. c) Quando o
tempo do carnaval era obrigatório, meu pai me levava a bailes à fantasia. d) O tempo do
carnaval era obrigatório, mas não havia deixado-me muitas lembranças. e) Os foliões
divertiriam-se mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório. Comentários:
a) Incorreto. Não devemos iniciar oração com pronome oblíquo átono.
b) Incorreto. A palavra negativa atrai próclise.
c) Correto. A próclise está correta, embora não seja obrigatória.
d) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no particípio.
e) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro do pretérito. Gabarito letra C.
19. (CESGRANRIO / UNIRIO / PEDAGOGO / 2016)
O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão,
em: a) O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
b) Sentirá-se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
c) O engraxate não queixou-se do calor.
d) Nunca observou-se tanta compaixão naquele homem.
e) Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.
Comentários:
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==2537cb==
a) Correta. A próclise é sempre a preferência, mesmo não havendo palavra
atrativa. b) Incorreta. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro.
c) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa “não”.
d) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa
“nunca”. e) Incorreta. Não podemos começar oração com pronome oblíquo átono.
Gabarito letra A.
20. (CESGRANRIO / IBGE / 2016)
No trecho do Texto I “onde restam apenas cerca de 10% da vegetação nativa original” (l. 6-7), a
palavra destacada foi empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da Língua
Portuguesa.
Do mesmo modo, o emprego do pronome relativo onde atende a essas exigências em:
a) A dependência de biomassa ocorre porque não há oferta de fontes industriais de energia nas
regiões onde as populações mais pobres vivem.
b) Os anos de 2009 a 2011 correspondem ao período onde a pesquisa foi realizada por meio de
entrevistas em vários estados do Nordeste.
c) Esses estudos devem ser complementados por estratégias onde possa ser evitado o
desmatamento provocado pelo uso doméstico da madeira.d) Na época onde o estudo foi realizado, a floresta encontrava-se profundamente reduzida e
fragmentada, devido ao desmatamento desordenado.
e) Alguns estudos parecem atender a uma preocupação bastante pertinente onde se podem
traçar estratégias de proteção ambiental.
Comentários:
O pronome relativo "onde" deve ser usado apenas para retomar ideia de lugar. Observem que
isso acontece apenas na letra A (regiões onde...). Nos demais casos, o pronome está empregado
de forma incorreta, uma vez que retoma "períodos, estratégias, época e pertinente". Gabarito
letra A.
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QUESTÕES COMENTADAS - COLOCAÇÃO PRONOMINAL -
CESGRANRIO
1. (CESGRANRIO - Esc (BANRISUL)/BANRISUL/2023)
Implantação do código de ética nas empresas
Desde a infância, estamos sujeitos à influência de nosso meio social, por intermédio da família,
da escola, dos amigos, dos meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta
com um conjunto de regras, normas e valores aceitos em seu grupo social. As palavras “ética” e
“moral” indicam costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos grupos sociais em
um contexto.
A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A
ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a
sociedade possa se tornar cada vez mais humana. Ela pode e deve ser incorporada pelos
indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana. Mas ela não é um conjunto de
verdades fixas, imutáveis. A ética se move historicamente, se amplia e se adensa. Para
entendermos como isso acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a
escravidão foi considerada "natural".
Ética é o que diz respeito à ação quando ela é refletida, pensada. A ética preocupa-se com o
certo e com o errado, mas não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela
promove um estilo de ação que procura refletir sobre o melhor modo de agir que não abale a
vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros.
As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem
como os valores e convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a
ética vem sendo vista como uma espécie de requisito para a sobrevivência das empresas no
mundo moderno e pode ser definida como a transparência nas relações e a preocupação com o
impacto das suas atividades na sociedade.
Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar
seus funcionários sobre a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética,
o qual se destina à proteção da imagem da companhia. É preciso, portanto, que haja uma
conscientização da importância de uma conduta ética ou mesmo a implantação de um código de
ética nas organizações, pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos
para o sucesso e para o bem comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da
empresa. Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da
empresa em face dos diferentes públicos com os quais interage. É da máxima importância que
seu conteúdo seja refletido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre respaldo na alta
administração da empresa, que, tanto quanto o último empregado contratado, tem a
responsabilidade de vivenciá-lo.
As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento
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profissional, lealdade mútua, respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança,
propriedade da informação, assédio profissional e sexual, alcoolismo, uso de drogas, entre
outros, são aspectos que costumam ser abordados em um Código de Ética. Cumprir horários,
entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada
são exemplos de atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que o funcionário valoriza
os princípios éticos da empresa ou da instituição.
O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores,
acionistas, investidores, comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode
estabelecer ações de responsabilidade social dirigidas ao desenvolvimento social de
comunidades vizinhas, bem como apoio a projetos de educação voltados ao crescimento pessoal
e profissional de jovens carentes. Também pode fazer referência à participação da empresa na
comunidade, dando diretrizes sobre as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera
pública, relações com o governo, entre outras.
Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas,
clientes, profissão, sociedade e para consigo próprio.
(MARTINS,Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: https://acervodigital. ufpr.br. Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.)
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) A conduta ética deve ser desenvolvida nas empresas por seus funcionários, para que
conservem-se solidários com seus colegas de trabalho, o que é vantajoso para a organização.
B) No último congresso de profissionais de educação, consideramos a discussão sobre ética tão
motivadora que decidimos que, no próximo ano, incluiremo-la nos currículos escolares.
C) Desde que implantou-se o código de ética em sua organização, aquela empresa obteve
resultados surpreendentes no mercado, uma vez que foi atingida a valorização de todos os
envolvidos.
D) Na sessão de abertura do simpósio destinado a discutir a importância das tecnologias de
informação, o responsável pelo evento apresentou a programação, mas isso não deixou-nos
interessados.
E) Para promover o uso de novas tecnologias pelos funcionários que se dedicam à informática,
precisamos incentivá-los constantemente com aumentos salariais.
COMENTÁRIO:
A única colocação pronominal correta consta na letra E:
e) Para promover o uso de novas tecnologias pelos funcionários que se dedicam à informática,
precisamos incentivá-los constantemente com aumentos salariais.
A forma "incentivar" está no infinitivo e termina em R, então devemos cortar o R e adicionar L:
incentivar os funcionários= incentivá-los
Importante ressaltar que, quando o verbo estiver no infinitivo não flexionado, como ocorre na
alternativa, a ênclise é correta mesmo havendo palavra atrativa.
Vejamos a correção das demais:
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a) A conduta ética deve ser desenvolvida nas empresas por seus funcionários, para que SE
conservem solidários com seus colegas de trabalho, o que é vantajoso para a organização.
"para que" é locução conjuntiva subordinativa adverbial, então é palavra atrativa; portanto,
obriga a próclise.
b) No último congresso de profissionais de educação, consideramos a discussão sobre ética tão
motivadora que decidimos que, no próximo ano, a incluiremos nos currículos escolares.
É proibida a ênclise com verbos no futuro.
OBS: Acrescente-se que, se houver uma intercalação após a palavra atrativa, a maioria dos
gramáticos consagrados entende que pode haver também ênclise.
Ex: Disse que, nos últimos dias, se arrependeu/arrependeu-se de tudo.
c) Desde que SE implantou o código de ética em sua organização, aquela empresa obteve
resultados surpreendentes no mercado, uma vez que foi atingida a valorização de todos os
envolvidos.
"desde que"é locução conjuntiva subordinativa adverbial, então é palavra atrativa; portanto,
obriga a próclise.
d) Na sessão de abertura do simpósio destinado a discutir a importância das tecnologias de
informação, o responsável pelo evento apresentou a programação, mas isso não NOS deixou
interessados.
"não" é palavra negativa, então é palavra atrativa; portanto, obriga a próclise.
Gabarito: E
2. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023)
A história do método braile
Ler no escuro. Quem já tentou sabe que é impossível. Mas foi exatamente a isso que um francês
chamado Louis Braille dedicou a vida. Nascido em Coupvray, uma pequena aldeia nos arredores
de Paris, em 1809, desde cedo ele mostrou muito interesse pelo trabalho do pai. Seus olhos azuis
brilhavam da admiração de vê-lo cortar, com extrema perícia, selas e arreios. Pouco depois de
completar 3 anos, o menino começou a brincar na selaria do pai, cortando pequenas tiras de
couro. Uma tarde, uma sovela, instrumento usado para perfurar o couro, escapou-lhe da mão e
atingiu o seu olho esquerdo. O resultado foi uma infecção que, seis meses depois, afetaria
também o olho direito. Aos 5 anos, o garoto estava completamente cego.
A tragédia não o impediu, porém, de frequentar a escola por dois anos e de se tornar ainda um
aluno brilhante. Por essa razão, ele ganhou uma bolsa de estudos no Instituto Nacional para
Jovens Cegos, em Paris, um colégio interno fundado por Valentin Haüy (1745-182. Além do
currículo normal, Haüy introduzira um sistema especial de alfabetização, no qual letras de forma
impressas em relevo, em papelão, eram reconhecidas pelos contornos. Desde o início do curso,
Braille destacou-se como o melhor aluno da turma e logo começou a ajudar os colegas. Em
1821, aos 12 anos, conheceu um método inventado pouco antes por Charles Barbier de La Serre,
oficial do Exército francês.
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O método Barbier, também chamado escrita noturna, era um código de pontos e traços em
relevo impressos também em papelão. Destinava-se a enviar ordens cifradas a sentinelas em
postos avançados. Estes decodificariam a mensagem até no escuro. Mas, como a ideia não
pegou na tropa, Barbier adaptou o método para a leitura de cegos, com o nome de grafia
sonora. O sistema permitia a comunicação entre os cegos, pois com ele era possível escrever,
algo que o método de Haüy não possibilitava. O de Barbier era fonético: registrava sons e não
letras. Dessa forma, as palavras não podiam ser soletradas. Além disso, o fato de um grande
número de sinais ser usado para uma única palavra tornava o sistema muito complicado. Apesar
dos inconvenientes, foi adotado como método auxiliar por Haüy.
Pesquisando a fundo a grafia sonora, Braille percebeu suas limitações e pôs-se a aperfeiçoá-la.
Em 1824, seu método estava pronto. Primeiro, eliminou os traços, para evitar erros de leitura: em
seguida, criou uma célula de seis pontos, divididos em duas colunas de três pontos cada, que
podem ser combinados de 63 maneiras diferentes. A posição dos pontos na célula está ao lado.
Em 1826, aos 17 anos, ainda estudante, Braille começou a dar aulas. Embora seu método fizesse
sucesso entre os alunos, não podia ensiná-lo na sala de aula, pois ainda não era reconhecido
oficialmente. Por isso, Braille dava aulas do revolucionário sistema escondido no quarto, que logo
se transformou numa segunda sala de aula.
O braile é lido passando-se a ponta dos dedos sobre os sinais de relevo. Normalmente se usa a
mão direita com um ou mais dedos, conforme a habilidade do leitor, enquanto a mão esquerda
procura o início da outra linha. Aplica-se a qualquer língua, sem exceção, e também à
estenografia, à música – Braille, por sinal, era ainda exímio pianista – e às notações científicas em
geral. A escrita é feita mediante o uso da reglete, também idealizada por Braille: trata-se de uma
régua especial, de duas linhas, com uma série de janelas de seis furos cada, correspondentes às
células braile.
Louis Braille morreu de tuberculose em 1852, com apenas 43 anos. Temia que seu método
desaparecesse com ele, mas, finalmente, em 1854 foi oficializado pelo governo francês. No ano
seguinte, foi apresentado ao mundo, na Exposição Internacional de Paris, por ordem do
imperador Napoleão III (1808-187, que programou ainda uma série de concertos de piano com
ex-alunos de Braille. O sucesso foi imediato, e o sistema se espalhou pelo mundo. Em 1952, o
governo francês transferiu os restos mortais de Braille para o Panthéon, em Paris, onde estão
sepultados os heróis nacionais.
(ATANES, Silvio. Super Interessante. Disponível em: https://super
.abril.]com.br/historia/. Acesso em: 23 out. 2022. Adaptado).
O pronome oblíquo átono está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
em:
A) Me surpreende a história de vida de Braille.
B) Seu método não trouxe-lhe reconhecimento em vida.
C) O menino cego aos cinco anos tornar-se-ia um herói nacional na França.
D) Quantos impressionaram-nos como Braille?
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E) Braille recebia os alunos e sempre auxiliava-os com o método criado.
COMENTÁRIO:
A banca "adora" cobrar pronomes pessoais, então vale a pena revisar os principais aspectos.
PRONOMES PESSOAIS
Retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles)>substituem sujeito: João é magro>Ele é magro.
Oblíquos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos:
o, a, os, as substituem somente objetos diretos. Já o pronome –lhe (s) tem função somente de
objeto indireto.
me, te, se, nos, vos podem ser objetos diretos ou indiretos, a depender da regência do verbo.
Ex: Já lhe disse tudo. (disse a ele)
Ex: Informei-o de tudo. (informei a pessoa de tudo)
Ex: Você me agradou, mas não me convenceu. (agradou a mim)
Regras para a união de pronomes oblíquos
Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos.
Ao unir o pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:
Quando os verbos são terminados em R, S, Z + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
● Não pude dissuadir a menina. (dissuadir + a > dissuadi-la)
● Felicitamos as aprovadas. (felicitamos + as > Felicitamo-las)
● Fiz isso porque quis fazer isso. (fiz + o > Fi-lo porque o quis)
● Vamos pôr o menino de castigo. (pôr + o> pô-lo de castigo)
Quando os verbos são terminados em som nasal, como m, ão, õe + o, os, a, as, teremos simples
acréscimo de no, nos, na, nas.
Ex: Viram a barata e mataram-na/A mesa é cara, mas compraram-na na promoção.
Um adendo: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos),
seguidos do pronome -nos, corta-se o S final:
Ex: Alistamo-nos no quartel. Animemo-nos!
Colocação Pronominal
Pronome antes do verbo: Próclise
Pronome depois do verbo: Ênclise
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Pronome no meio dos verbos: Mesóclise
São PALAVRAS ATRATIVAS, exigindo pronome ANTES DO VERBO (próclise):
Conjunções Subordinativas (que, se, embora, quando, como)
Palavras Negativas (não, nunca, jamais, ninguém...)
Advérbios e Palavras denotativas (aqui, agora, talvez, já, mais, que, apenas, hoje,
finalmente...)
Pronomes Relativos (que, os quais, cujas.)
Pronomes Indefinidos (nada, tudo, outras, certas, muitos)
Pronomes Interrogativos (Quem, que, qual...)
Ex: Quando se precisa de ajuda, os amigos verdadeiros aparecem.
Ex: Embora me dedique à matéria, ainda tenho dificuldades.
PARA GRAVAR: CNA PRII (Conjunções Subordinativas, Negativas, Pronomes Relativos,
Indefinidos/Interrogativos)Sempre me lembro da minha professora de inglês do CNA, Priscila! Rs...
OBS: COM VERBOS NO INFINITIVO, MESMO HAVENDO PALAVRA ATRATIVA, PODE HAVER
ÊNCLISE. A posição é FACULTATIVA.
Ex: Espero não me arrepender (próclise) ou Espero não arrepender-me. (ênclise)
Regra fundamental: Palavra invariável (advérbios, preposições, conjunções subornativas, alguns
pronomes) antes do verbo atrai pronome proclítico:
Pronomes Indefinidos (outras, certas, muitos.) e Relativos (os quais, cujas.) são atrativos mesmo
sendo variáveis .
Proibições gerais
1
iniciar oração com pronome oblíquo átono ou
2
inseri-lo após futuros (do presente e do pretérito) e particípio.
O que não for proibido será aceito, simples assim. Veja abaixo construções inadequadas e
adequadas:
Me dá um cigarro?
Darei-te um presente.
Tinha emprestado-lhe um dinheiro.
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Dá-me um cigarro.
Dar-te-ei um presente.
Tinha-lhe/lhe emprestado um dinheiro
Voltando à questão...
O pronome só está de acordo com a norma-padrão em:
c) O menino cego aos cinco anos tornar-se-ia um herói nacional na França.
O verbo no futuro não aceita ênclise, então foi usada a mesóclise, com o pronome no meio.
Vejamos a correção das demais:
a) SURPREENDE-ME a história de vida de Braille.
Não se inicia a oração com pronome oblíquo átono. Em termos mais técnicos, a próclise é
proibida no início de oração ou período.
b) Seu método não LHE TROUXE reconhecimento em vida.
"não" é palavra atrativa e obriga a próclise.
d) Quantos impressionaram-nos como Braille?
"Quantos" é pronome interrogativo; é palavra atrativa e obriga a próclise.
e) Braille recebia os alunos e sempre OS AUXILIAVA com o método criado.
"sempre" é advérbio; é palavra atrativa e obriga a próclise.
Gabarito: C
3. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023)
Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger
Vídeos que viralizam nas redes sociais mostrando figuras públicas em situações quase
inacreditáveis são verdadeiros? Afinal de contas tudo parece tão real... A resposta é não, pois se
trata de uma “deep fake”, “falsificação profunda” em português, que, como a tradução indica, é
tão bem feita que pode enganar até os mais atentos. Segundo estudo de uma empresa de
segurança, 65% dos brasileiros ignoram a sua existência e 71% não reconhecem quando um
vídeo foi editado digitalmente usando essa técnica.
O que muita gente não sabe, porém, é que esse tipo de golpe, além de manipular vídeos com
celebridades e políticos famosos, também prejudica empresas e cidadãos comuns, que podem
ser envolvidos em fraudes de identidade e extorsões.
“Deep fake pode ser definida como a criação de vídeos e áudios falsos por meio de inteligência
artificial”, explica um especialista de segurança cibernética e fraude. A prática costuma utilizar um
vídeo de referência e a face (ou corpo) de outra pessoa, que não fazia parte do vídeo original.
Criam-se áudios falsos, fazendo a inteligência artificial aprender como uma pessoa fala e, a partir
daí, obter uma montagem com outras falas, inclusive alterando os lábios para acompanhar as
palavras que são ditas.
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Esse processo vem evoluindo rapidamente, tornando cada vez mais difícil a sua identificação. Isso
ocorre porque as novas redes neurais (sistemas de computação que funcionam como neurônios
do cérebro humano), a evolução da capacidade de processamento e a redução de custos da
computação em nuvem têm facilitado o acesso a essa tecnologia, contribuindo para aumentar a
qualidade dos vídeos.
No entanto, os criminosos não precisam de tanto conhecimento e tecnologia para aplicar seus
golpes.
Isso porque deep fakes criadas para serem distribuídas por apps de mensagens não exigem tanta
qualidade. O perigo é que, para o cidadão comum, a deep fake pode ser o ponto de partida
para uma fraude financeira, entre outros problemas.
A recomendação para pessoas físicas se protegerem é diminuir a exposição de fotos com rostos
e vídeos pessoais na internet. “As redes sociais devem se manter configuradas como privadas, já
que fotos, áudios ou vídeos disponíveis publicamente podem ser utilizados para alimentar a
inteligência artificial e engendrar deep fakes.”
Além disso, ao receber um vídeo suspeito, observe se o rosto e os lábios da pessoa se movem
em conjunto com o que ela diz. Preste atenção se a fala parece contínua ou se em algum
momento apresenta cortes entre uma palavra e outra. E considere o contexto — ainda que
tecnicamente o vídeo esteja muito bem manipulado, avalie se faz sentido que aquela pessoa
diga o que parece dizer naquele momento.
(Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/unico. Acesso em: 20 out. 2022. Adaptado).
O pronome oblíquo átono em destaque está empregado de acordo com a norma-padrão em:
A) Convidaremo-lo para experimentar algumas novidades tecnológicas em oferta no interior da
loja.
B) Aquele funcionário, que foi aprovado no exame seletivo de uma instituição, para o cargo de
tecnólogo, estava em dúvida em aceitá-lo.
C) Os profissionais da informática, ao serem entrevistados sobre sua carreira, nunca cansavam-se
de citar as fontes em que poderiam encontrar novos conteúdos de interesse para a sua área.
D) Quando os produtos tecnológicos mantêm-se nas prateleiras das lojas por muito tempo, é
sinal de que despertaram pouca atenção das pessoas ou que o preço cobrado estava além das
possibilidades de compra dos interessados.
E) Se os pesquisadores especializados em conserto de computadores ou outros dispositivos
eletrônicos conservarem-se atualizados, a ciência que se dedica ao tratamento da informação
apresentará maior progresso.
COMENTÁRIO:
A colocação pronominal está correta em:
b) Aquele funcionário, que foi aprovado no exame seletivo de uma instituição, para o cargo de
tecnólogo, estava em dúvida em aceitá-lo.
O verbo "aceitar" está no infinitivo e termina em R; logo, o R deve ser cortado e adicionado o L.
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aceitar o cargo>aceitá-lo.
Vejamos a correção das demais:
a) CONVIDÁ-LO-EMOS para experimentar algumas novidades tecnológicas em oferta no interior
da loja.
Não se admite próclise no início da oração, nem ênclise com verbo no futuro. Portanto, a forma
utilizada foi a mesóclise, com pronome no meio do verbo.
c) Os profissionais da informática, ao serem entrevistados sobre sua carreira, nunca SE
CANSAVAM de citar as fontes em que poderiam encontrar novos conteúdos de interesse para a
sua área.
"nunca" é palavra negativa, obriga a próclise.
d) Quando os produtos tecnológicos SE MANTÊM nas prateleiras das lojas por muito tempo, é
sinal de que despertaram pouca atenção das pessoas ou que o preço cobrado estava além das
possibilidades de compra dos interessados.
"quando" é conjunção subordinativa e obriga a próclise.
OBS: mesmo havendo o sujeito "os produtos tecnológicos" no meio, entre a palavra atrativa
"quando" e o verbo, a obrigação da próclise se mantém, pois a oração é subordinada. A regra é
haver próclise na oração subordinada.
e) Se os pesquisadores especializados em conserto de computadores ou outros dispositivos
eletrônicos SE CONSERVAREM atualizados, a ciência que se dedica ao tratamento da informação
apresentará maior progresso.
Além de a oração ser subordinada, com conjunção subordinativa condicional, atraindo próclise, o
verbo está no futuro e não admite ênclise.
Gabarito: B
4. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023)
Pix: é o fim do dinheiro em espécie?O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do
DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção? E o velho cheque vai
resistir a esses novos tempos?
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma
pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em
detrimento do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O
Pix tem tudo para ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no
supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia. Mas a feira da
semana e os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que
escoram a circulação de papel-moeda no Brasil é a informalidade.
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para
receber o auxílio emergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há
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tempos: a enorme quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco
de dinheiro que entra no orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para
subsistência.
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o
time dos “sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você
conheça alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos
com cédulas simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa
turma, dinheiro vivo é dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o
dia virar para o boleto ser compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila
da lotérica.
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava
ficando para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa
lacuna.
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e
feriados.
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois
implica envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito
exclusivo de acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o
papelmoeda, mas para fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua
rotina, o uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá
ser descontinuado, mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não
“morreu” com a chegada do cartão.
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de
circulação, mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que
esse cenário se torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a
pouca familiaridade com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o
país que o próprio comércio incentiva o público mais resistente a aderir a ele.
(ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie-
brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado).
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
em:
A) As transações bancárias, atualmente, podem ser feitas pelo celular, a qualquer hora, para que
obtenha-se o ideal de maior eficiência e rapidez.
B) O cadastramento do Pix pode ser realizado em mais de uma instituição bancária, o que
considera-se benéfico para as pessoas que precisam diversificar suas operações financeiras.
C) Os cidadãos que se recusam a utilizar os serviços bancários para efetuar movimentações
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financeiras, por preferirem o uso de cédulas, encontram muita dificuldade para realizá-las.
d) Desde que implantou-se o Pix, as pessoas podem realizar até a compra de produtos
extremamente baratos por transferência bancária instantânea, porque esse sistema atingiu um
significativo grau de confiabilidade.
e) Embora tenham sido ampliadas as medidas de segurança tecnológica para a movimentação
bancária, não sentimo-nos confiantes para operar com grandes somas de dinheiro.
COMENTÁRIO:
O verbo "realizar" está no infinitivo e termina em R; logo, o R deve ser cortado e adicionado o L.
Realizar transações> Realizá-las
Vejamos as demais:
a) As transações bancárias, atualmente, podem ser feitas pelo celular, a qualquer hora, para que
SE OBTENHA o ideal de maior eficiência e rapidez.
"para que" é locução conjuntiva final, uma conjunção subordinativa, então obriga a próclise.
b) O cadastramento do Pix pode ser realizado em mais de uma instituição bancária, o que SE
CONSIDERA benéfico para as pessoas que precisam diversificar suas operações financeiras.
"que" é pronome relativo e obriga a próclise.
d) Desde que implantou-se o Pix, as pessoas podem realizar até a compra de produtos
extremamente baratos por transferência bancária instantânea, porque esse sistema atingiu um
significativo grau de confiabilidade.
"desde que" é locução conjuntiva temporal, uma conjunção subordinativa, então obriga a
próclise.
e) Embora tenham sido ampliadas as medidas de segurança tecnológica para a movimentação
bancária, não NOS SENTIMOS confiantes para operar com grandes somas de dinheiro.
"não" é palavra atrativa e obriga a próclise.
Gabarito: C
5. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente de Tecnologia/2023)
Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo
Ainda que não exista uma concepção única sobre o empreendedorismo social, de forma geral, o
conceito está relacionado ao ato de empreender ou inovar com o objetivo de alavancar causas
sociais e ambientais. A meta é transformar uma realidade, promover o bem-estar da sociedade e
agregar valor com cunho social.
Um empreendedor social produz bens e serviços que irão impactar positivamente a comunidade
em que ele está inserido e solucionar algum problema ou necessidade daquele grupo. Apesar de
poder ter retorno financeiro, os empreendimentos sociais analisam seu desempenho a partir do
impacto social gerado por sua atuação.
Vale ressaltar que, apesar de apresentarem muitas similaridades, empreendedorismo social e
negócio social não são sinônimos. O empreendedorismo social cria valor por meio da inovação,
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que gera uma transformação social. O foco não é o retorno financeiro, mas a resolução de
problemas sociais e o impacto positivo. Enquanto isso, os negócios sociais seguem a lógica
tradicional do mercado, porém com a ambição de gerar valor social.
Cinco características também são essenciais para a iniciativa: ser inovadora; realizável;
autossustentável; contar com a participação de diversos segmentos da sociedade, incluindo as
pessoas impactadas; e promover impacto social com resultados mensuráveis.
Quem tem interesse de atuar nessa área precisa trabalhar em grupo e formar parcerias, saber
lidar bem com as pessoas e buscar formas de trazerresultados de impacto social.
Além disso, o profissional precisa ter flexibilidade e vontade de explorar, pois é possível que ele
acabe exercendo um papel que não seja necessariamente na sua área de formação, ou que sua
atuação se transforme rapidamente, por conta do dinamismo e das necessidades do negócio.
(MENDES, T. Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo. Na prática, 7 jul. 2022.
Disponível em: https://www.napratica.org.br/empreendedorismo-social/. Acesso em: 2 set. 2022. Adaptado).
O pronome oblíquo destacado foi colocado na posição correta, segundo as exigências da
norma-padrão da língua portuguesa, em:
A) A área da saúde não encontra-se atendida em regiões afastadas dos grandes centros urbanos
nem em comunidades que vivem nas periferias das cidades.
B) A preocupação com o meio ambiente tem sido um dos segmentos mais relevantes do
empreendedorismo social, porque destina-se a transformar positivamente a sociedade.
C) Governantes que têm como missão viabilizar o acesso universal à educação pública de
qualidade sempre preocupam-se com ações de inovação e empreendedorismo.
D) Para uma iniciativa de empreendedorismo destinada à formação de educadores tornar-se
produtiva, é preciso identificar as necessidades do público-alvo de cada comunidade.
E) Quando os profissionais que atuam na área de empreendedorismo social sentem-se
desanimados, é preciso que eles avaliem todo o progresso que ajudaram a desenvolver.
COMENTÁRIO:
A colocação pronominal está correta em:
d) Para uma iniciativa de empreendedorismo destinada à formação de educadores TORNAR-SE
produtiva, é preciso identificar as necessidades do público-alvo de cada comunidade.
"tornar" está no infinitivo, admitiria próclise ou ênclise.
Vejamos as demais:
a) A área da saúde não SE ENCONTRA atendida em regiões afastadas dos grandes centros
urbanos nem em comunidades que vivem nas periferias das cidades.
"não" é palavra negativa e atrai próclise.
b) A preocupação com o meio ambiente tem sido um dos segmentos mais relevantes do
empreendedorismo social, porque SE DESTINA a transformar positivamente a sociedade.
"porque" é conjunção subordinativa causal e atrai próclise.
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c) Governantes que têm como missão viabilizar o acesso universal à educação pública de
qualidade sempre SE PREOCUPAM com ações de inovação e empreendedorismo.
"sempre" é advérbio e atrai próclise.
e) Quando os profissionais que atuam na área de empreendedorismo social sentem-se
desanimados, é preciso que eles avaliem todo o progresso que ajudaram a desenvolver.
"quando" é conjunção subordinativa, então atrai próclise.
OBS: A CESGRANRIO adota um entendimento bem específico de colocação pronominal: mesmo
havendo o sujeito " os profissionais que atuam na área de empreendedorismo social " no meio,
entre a palavra atrativa "quando" e o verbo, a obrigação da próclise se mantém, pois a oração é
subordinada. A regra é haver próclise na oração subordinada.
Gabarito: D
6. (CESGRANRIO - Adv (AgeRIO)/AgeRIO/2023)
A frase em que a colocação do pronome destacado NÃO obedece aos ditames da norma-padrão
é:
A) Feliz é quem se dá o direito de estar bem.
B) As pessoas nunca acostumam-se com a felicidade.
C) Agradar-nos-ia a ideia de que todos têm direito à paz.
D) Viver a vida intensamente é o que lhe confere sentido.
E) Afastando-nos de quem nos quer bem, saudamos a solidão.
COMENTÁRIO:
O único erro está em "nunca acostumam-se".
"nunca" é palavra negativa, então obriga a próclise: nunca se acostumam.
Gabarito: B
7. (CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022)
O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em:
A) Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer.
B) O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes.
C) A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs.
D) Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar.
E) Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes
cumprimentar.
Comentários:
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O cerne dessa questão é o uso do "lhe", que substitui termos preposicionados, equivale a "a
ele(A)(s)". Portanto, como complemento verbal, só pode substituir objeto indireto. Se o termo
não pede preposição, não podemos usar o "lhe" como complemento.
Somente o verbo "dar" prevê objeto indireto:
A) Quando (eles) perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes (a eles) dizer.
Os demais verbos (vencer, ver, esperar e cumprimentar) são todos transitivos diretos, então não
podemos usar o "lhe" como complemento. A forma correta seria usar "o", "a", "os", "as".
Gabarito: A
8. (CESGRANRIO / CAIXA ECONÔMICA / TÉCNICO / 2021)
A colocação do pronome oblíquo átono está em acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa em:
A) Poder-se-á levar a educação financeira para as salas de aula, o que será muito proveitoso.
B) Nos perguntam sempre sobre como gerir melhor a vida financeira.
C) As famílias nunca preocuparam-se com a educação financeira como parte da formação de seus
filhos.
D) Aqueles que relacionam-se bem com o dinheiro têm uma vida mais organizada.
E) Compreenderia-se melhor o desempenho da empresa, se o mercado fosse estudado.
Comentários:
Em "poder-se-á", temos mesóclise obrigatória, pois o verbo está no começo da oração (não
admite próclise) e está no futuro (não admite ênclise).
Corrijamos as demais:
B) Perguntam-nos sempre sobre como gerir melhor a vida financeira.
Não cabe próclise em início de oração
C) As famílias nunca se preocuparam com a educação financeira como parte da formação de seus
filhos.
Nunca é palavra negativa e atrai próclise.
D) Aqueles que se relacionam bem com o dinheiro têm uma vida mais organizada.
"que" é pronome relativo e atrai próclise.
E) Compreender-se-ia melhor o desempenho da empresa, se o mercado fosse estudado. ((temos
mesóclise obrigatória, pois o verbo está no começo da oração (não admite próclise) e está no
futuro (não admite ênclise)).
Gabarito: Letra A.
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9. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / ESCRITURÁRIO - PROVA B / 2021)
A colocação do pronome oblíquo átono destacado está de acordo com o que prevê a
norma-padrão da língua portuguesa no seguinte período:
A) Consideraria-se o QA mais importante que o QI há duas décadas?
B) Se busca investir naquilo que pode fazer a diferença entre a máquina e o homem.
C) As mudanças no mercado de trabalho jamais dar-se-ão sem investimento no capital humano.
D) Os candidatos que saem-se melhor nas entrevistas são contratados mais rapidamente.
E) Alguns se consideram mais preparados para enfrentar adversidades no trabalho do que em
família.
Comentários:
A) Considerar- se-ia o QA mais importante que o QI há duas décadas?
Não cabe ênclise com verbo no futuro.
B) Busca-se investir naquilo que pode fazer a diferença entre a máquina e o homem.
Não cabe próclise no início da oração.
C) As mudanças no mercado de trabalho jamais se darão sem investimento no capital humano.
"jamais" é palavra negativa e atrai próclise.
D) Os candidatos que se saem melhor nas entrevistas são contratados mais rapidamente.
"que" é palavra pronome relativo e atrai próclise.
E) Alguns se consideram mais preparados para enfrentar adversidades no trabalho do que em
família.
"Alguns" é palavra pronome indefinidoe atrai próclise.
Gabarito: Letra E.
10. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / ESCRITURÁRIO - PROVA C / 2021)
A colocação do pronome oblíquo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
A) O dinheiro não foi-me bastante.
B) O depósito só estará concretizado, se houver quem validá-lo.
C) Se você pudesse emprestar esse dinheiro, depositaria-o ainda esta semana?
D) Explique-me como funciona esse financiamento.
E) Me empreste seu cartão, que eu faço a transação hoje.
Comentários:
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A) O dinheiro não me foi bastante.
"não" é palavra atrativa e obriga a próclise.
B) O depósito só estará concretizado, se houver quem o valide.
"quem" é palavra atrativa e obriga a próclise.
C) Se você pudesse emprestar esse dinheiro, depositá-lo-ia ainda esta semana?
Não cabe ênclise com verbo no futuro do pretérito; por ser início da oração, a próclise seria
proibida e só caberia a mesóclise.
D) Explique-me como funciona esse financiamento.
Perfeito. Em início de oração, não caberia próclise.
E) Empreste-me seu cartão, que eu faço a transação hoje.
Em início de oração, não cabe próclise.
Gabarito: Letra D.
11. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / ESCRITURÁRIO - PROVA A / 2021)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
A) A associação brasileira de mercados financeiros publicou uma diretriz de segurança, na qual
mostra-se a necessidade de adequação de proteção de dados.
B) A segurança da informação já transformou-se em uma área estratégica para qualquer tipo de
empresa.
C) Naquele evento, ninguém tinha-se incomodado com o palestrante no início do debate a
respeito de privacidade digital.
D) Apesar das dificuldades encontradas, sempre referimo-nos com cuidado aos nossos dados
pessoais, como CPF, RG, e-mail, para proteção da vida privada.
E) Quando a privacidade dos dados bancários é mantida, como nos garantem as instituições,
ficamos tranquilos.
Comentários:
A) A associação brasileira de mercados financeiros publicou uma diretriz de segurança, na qual se
mostra a necessidade de adequação de proteção de dados.
"a qual" é pronome relativo e obriga a próclise.
B) A segurança da informação já se transformou em uma área estratégica para qualquer tipo de
empresa.
"já" é advérbio e obriga a próclise.
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C) Naquele evento, ninguém tinha se incomodado com o palestrante no início do debate a
respeito de privacidade digital.
Não pode haver hífen indicando ênclise, já que existe palavra atrativa, o pronome indefinido
"ninguém".
D) Apesar das dificuldades encontradas, sempre nos referimos com cuidado aos nossos dados
pessoais, como CPF, RG, e-mail, para proteção da vida privada.
"sempre" é advérbio e obriga a próclise.
E) Quando a privacidade dos dados bancários é mantida, como nos garantem as instituições,
ficamos tranquilos.
"como" é conjunção subordinativa e obriga a próclise.
Gabarito: Letra E.
12. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / AGENTE DE TECNOLOGIA / 2021)
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) No processo ensino-aprendizagem, o objetivo deve ser desenvolver aptidões para que os
alunos sempre mantenham-se em dia com os avanços da ciência.
B) Se reclama muito das dificuldades do ensino remoto devido a problemas de conexão.
C) Os profissionais da educação nunca cansam-se de estudar os conteúdos que possam
interessar os alunos nas aulas.
D) Para garantir o progresso dos estudantes, os professores sempre dedicam-se a pesquisar
novos métodos de ensino.
E) Quando as escolas se preocuparem em empregar novas metodologias no
ensino-aprendizagem, alcançarão melhores resultados.
Comentários:
Façamos as correções.
A) No processo ensino-aprendizagem, o objetivo deve ser desenvolver aptidões para que os
alunos sempre se mantenham em dia com os avanços da ciência.
"sempre" é advérbio e obriga a próclise.
B) Reclama-se muito das dificuldades do ensino remoto devido a problemas de conexão.
A próclise é proibida no início da oração.
C) Os profissionais da educação nunca se cansam de estudar os conteúdos que possam interessar
os alunos nas aulas.
"nunca" é advérbio e obriga a próclise.
D) Para garantir o progresso dos estudantes, os professores sempre se dedicam a pesquisar
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novos métodos de ensino.
"sempre" é advérbio e obriga a próclise.
E) Quando as escolas se preocuparem em empregar novas metodologias no
ensino-aprendizagem, alcançarão melhores resultados.
"quando" é conjunção subordinativa e obriga a próclise.
Gabarito: Letra E.
13. (CESGRANRIO / BANCO DA AMAZÔNIA / 2021)
Assim como no trecho “E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.” (l. 35-36), a
colocação do pronome destacado respeita a norma-padrão da língua portuguesa, em:
A) Pediria-lhes para considerar a possibilidade da eternidade.
B) A curiosidade não leva-nos a atitudes bobas e despropositadas.
C) O prazer que experimenta-se com o sabor dos doces é enorme.
D) Poucos se impressionam com a descoberta da possibilidade da eternidade.
E) Nos perguntamos até quando vamos sonhar com uma vida eterna de prazer.
Comentários:
Vejamos a forma adequada:
A) Pedir-lhes-ia para considerar a possibilidade da eternidade.
Não cabe ênclise com futuro do pretérito.
B) A curiosidade não nos leva a atitudes bobas e despropositadas.
"não" é palavra atrativa e obriga a próclise.
C) O prazer que se experimenta com o sabor dos doces é enorme.
"que", pronome relativo, é palavra atrativa e obriga a próclise.
D) Poucos se impressionam com a descoberta da possibilidade da eternidade.
"poucos", pronome indefinido, é palavra atrativa e obriga a próclise.
E) Perguntamo-nos até quando vamos sonhar com uma vida eterna de prazer.
Não cabe próclise em início de oração.
Gabarito: Letra D.
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14. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”. A
reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.
B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
Comentários:
A) É proibido o uso do pronome após verbos no particípio "escondido". A forma adequada é "o
sol tinha SE escondido" (próclise). Incorreta.
B) Basicamente, existem três possibilidades no que se refere à colocação pronominal, sendo elas:
próclise (pronome ANTES do verbo), mesóclise (pronome no MEIO do verbo) e ênclise (pronome
DEPOIS do verbo). Entretanto, aqui temos o pronome antes da preposição "a" e não se
relacionando diretamente com o verbo "esconder". Incorreta.
C) Exatamente o mesmo caso do item B, ou seja, não devemos colocar o pronome antes da
preposição "a". Incorreta.
D) É proibido iniciar a oração com pronome oblíquo átono . Incorreta.
E) Com verbos no infinitivo "esconder", é livre a posição do pronome, antes ou depois do verbo
(a SE esconder ou a esconder-SE). Alternativa correta. Gabarito letraE.
15. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com
a norma-padrão em:
A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava-lhe]
B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
D) Wando e Rô também frequentavam o bar. [frequentavam-nos]
E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se].
Comentários:
O pronome "lhe" deve ser usado para substituir um objeto indireto, porém não é o caso aqui das
letras A e C, uma vez que "tomar" e "beber" são verbos transitivos diretos. Podemos eliminar
essas alternativas.
A construção correta é "frequentavam-NO" e não "NOS", uma vez que esse pronome substitui
um termo no singular "bar". Eliminamos a letra D. Na letra E, não podemos usar o "se", uma vez
que não temos um caso de voz passiva sintética, ou seja, também podemos eliminar esse caso.
Ficamos com a letra B, pois quando os verbos são terminados em "R, S, Z + o, os, a, as", teremos
"lo, los, la, las". Gabarito letra B.
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16. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
Comentários:
A) Temos um caso no qual a colocação pronominal está perfeita, pois é proibido posicionar o
pronome oblíquo átono logo após a vírgula, ou seja, a ÊNCLISE foi usada corretamente
"cheirando-O". Alternativa correta.
B) É proibido o uso do pronome após verbos no futuro "seria" e também não podemos usar a
forma "LHE seria". A forma mais adequada é "seria útil A ELE(A) ter...". Incorreta.
C) É proibido iniciar oração com pronome oblíquo átono. A forma adequada é "fascinou-ME".
Incorreta.
D) O "que" é um pronome relativo cuja função é retomar o pronome demonstrativo "o" (O que
= AQUILO que), ou seja, o pronome relativo é uma clássica palavra atrativa e a forma adequada é
"o que LHE lembrou". Incorreta.
E) A conjunção "conforme" também é uma palavra atrativa, uma vez que as conjunções
subordinativas são palavras atrativas. A forma adequada é "conforme O abria". Incorreta.
Gabarito letra A.
17. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
A) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
B) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
C) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
D) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
E) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
Comentários:
A) O referente do pronome "cujo" é sempre o termo seguinte "trabalho", ou seja, a
concordância deve ser feita com ele "DE CUJO [trabalho]" (singular). Incorreta.
B) O pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda
que virtual/figurativo), ou seja, não é o caso do trecho, pois o "conceito de arquitetura" não
representa um "lugar virtual". Incorreta.
C) Aqui, seria necessário o uso do pronome "cujos", projetando uma ideia de posse, e também a
retirada do artigo definido "os", uma vez que o "cujo" não pode ser seguido nem precedido de
artigo. Incorreta.
D) O pronome relativo "que" traz consigo um caráter genérico e pode ser usado para retomar
tanto um termo no singular quanto no plural. Alternativa correta.
E) Por fim, o pronome relativo deve concordar com o seu antecedente no masculino, ou seja, a
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==2537cb==
forma adequada é "OS quais" e não "AS quais". Incorreta. Gabarito letra D.
18. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS / 2018)
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
B) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
C) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
D) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
E) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra negativa "não" atrai a próclise (não se dedicam).
b) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise (quando alguém se apresentar).
c) Correto. A ênclise deve ser usada quando o verbo iniciar a oração.
d) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
e) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
Gabarito letra C.
19. (CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL / 2018)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
A) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
B) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
C) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
D) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
E) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da agricultura
para a subsistência da humanidade.
Comentários:
a) Incorreto. A conjunção subordinada "quando" atrai próclise.
b) Incorreto. A conjunção subordinada "caso" atrai próclise.
c) Incorreto. Não se deve usar ênclise após verbo no particípio.
d) Correto. A ênclise é permitida após verbo no infinitivo.
e) Incorreto. A palavra "nunca" atrai próclise.
Gabarito letra D.
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20. (CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/ 2018)
A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental.
A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as regras da
colocação pronominal, é:
A) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
B) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
C) O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.
D) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade
E) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "ninguém" atrai próclise.
b) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
c) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
d) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.
21. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/ 2018)
O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da
norma-padrão da língua em:
A) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
B) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.
C) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.
D) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
E) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "poucos" atrai próclise.
b) Correto. A palavra "nunca" atraipróclise.
c) Incorreto. Devemos usar a mesóclise quando o verbo que aparecer no início da oração estiver
no futuro do presente ou do pretérito.
d) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
e) Incorreto. É proibido usar pronome oblíquo no início de oração.
Gabarito letra B.
22. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
A) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
B) A ferida não se curava com os remédios.
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C) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
D) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
E) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
Comentários:
a) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto.
b) Correto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise (não a favorecia).
d) Correto. A palavra "imediatamente" atrai próclise.
e) Correto. A palavra "enquanto" atrai próclise.
Gabarito letra C.
23. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
A) Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso das garrafas
plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.
B) O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas, mas, também, a
coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.
C) Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos os seres vivos,
assim como a toda a natureza.
D)Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância do saneamento,
mantendo-se as cidades mais limpas.
E) Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços dispensados para
manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "embora" atrai próclise
b) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
c) Incorreto. A palavra "quando" atrai próclise.
d) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
e) Correto. Não há palavra atrativa de próclise, logo o uso da ênclise está correto. Gabarito letra
E.
24. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em:
A) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de
notícias falsas nas redes sociais.
B) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o
problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
C) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de
reprovação à prática de divulgação de inverdades.
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D) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-se aos sites e redes
sociais com menos de 2 milhões de membros.
E) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
b) Incorreto. A palavra "sempre" atrai próclise.
c) Correto. Usa-se ênclise após a vírgula.
d) Incorreto. A palavra "não" atrai próclise.
e) Incorreto. A palavra "que" atrai próclise.
Gabarito letra C.
25. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação do pronome átono em destaque está de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O mesmo ocorre em:
A) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
B) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
C) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
D) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
E) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
Comentários:
A) O "não" é uma palavra negativa e funciona como palavra atrativa, ou seja, a posição do
pronome "se" está perfeita (caso de próclise obrigatória). Alternativa correta.
B) É proibido o uso do pronome após verbos no futuro "perderia" e também não podemos usar a
forma "SE perderia" (iniciar a oração com pronome oblíquo átono). A forma mais adequada é
"perder-SE-ia o dinheiro...". Incorreta.
C) É proibido o uso do pronome após verbos no particípio "perdido". A forma adequada é
"tinham SE perdido" (próclise). Incorreta.
D) Temos um caso de voz passiva sintética e o pronome apassivador não pode iniciar a oração.
Logo, a forma adequada é "perdeu-SE o dinheiro = o dinheiro foi perdido". Incorreta.
E) O "que" é um pronome relativo e funciona como palavra atrativa. Logo, a próclise é
obrigatória "se o amigo que SE perdeu voltasse...". Incorreta. Gabarito letra A.
26. (Cesgranrio/Petrobras/Técnico de Administração e Controle Júnior /2018) No trecho
“um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos onde haja
convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com as
exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de
convívio social.
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B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a
necessidade de atingir a sustentabilidade.
C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida
humana.
E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.
Comentários:
Questão bastante direta da banca, pois ela pede para analisarmos apenas o uso clássico do
pronome "onde", ou seja, o pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente
indicar lugar físico (ainda que virtual/figurativo). Logo, analisando as opções disponíveis, ficamos
com a letra A, uma vez que nos outros casos não existe uma ideia de lugar físico. Temos apenas
os conceitos de "questões, modelos inovadores, ideias e propostas".
27. (Cesgranrio/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação
entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que
está em DESACORDO com os ditames da norma-padrão é:
A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea. Comentários:
Cuidado, pois a questão pede o item incorreto.
A) O pronome "cujo" está empregado corretamente, pois está entre dois substantivos "autor e
passado" e também pode ser precedido de preposição "sobre" (exigida pelo verbo "saber
SOBRE algo"). Correta.
B) O pronome relativo “ONDE” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda
que virtual/figurativo). Entretanto, isso não ocorre com o termo "ficção", ou seja, o uso correto
seria "QUE os escritores ou NA QUAL os escritores". Incorreta.
C) O pronome "quantas" retoma o substantivo feminino plural "livrarias" e está precedido da
preposição "por" exigida pelo verbo "passei POR algo/algum lugar". Correta.
D) O pronome "quem" retoma o substantivo masculino singular "autor" e está precedido da
preposição "de" exigida pelo verbo "falar DE algo/alguém".Correta.
E) O pronome "que" retoma o substantivo masculino plural "poemas" e está precedido da
preposição "por" exigida pelo verbo "interessar POR algo ". Correta. Gabarito letra B.
28. (CESGRANRIO / PETROBRAS / MÉDICO / 2017)
Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está
corretamente colocado em:
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A) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
B) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
C) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
D) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
E) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
Comentários:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
Incorreto. Não se admite pronome oblíquo átono após verbo no futuro.
b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
Incorreto. O pronome deveria estar antes do verbo, por haver palavra atrativa “que”.
c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
Correto. Palavra negativa atrai próclise.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
Incorreto. Nas expressões com “em+gerúndio”, devemos usar próclise.
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189. Incorreto. Não
devemos iniciar período com pronome oblíquo átono. Gabarito letra C.
29. (CESGRANRIO / PETROBRAS / TÉCNICO / 2017)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
A) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem-se.
B) Os cientistas nunca equivocaram-se a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
C) Quando as substâncias tóxicas alojam-se no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
D) Se as fontes de energia alternativa se esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
E) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha-se em dia com as
atividades físicas.
Comentários:
a) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “caso”, conjunção
subordinativa condicional.
b) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “não”.
c) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa temporal
“quando”.
d) Correta. Devemos usar próclise, pela presença da conjunção subordinativa condicional “se”.
e) Incorreta. Devemos usar próclise, pela presença do advérbio de tempo "sempre". Observe
que a Cesgranrio aplica muito aquela regra da atração remota, isto é, a próclise mesmo havendo
outro termo entre a palavra atrativa e o verbo. Gabarito letra D.
30. (CESGRANRIO / IBGE / AG. DE PESQUISAS / 2016)
A posição do pronome se destacado atende às exigências da norma-padrão da língua
portuguesa em:
A) É preciso que os estados em que há maior degradação ambiental não neguem-se a tomar as
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providências necessárias para enfrentar o problema.
B) Há uma grande pressão social para que as pessoas mantenham-se felizes e sintam-se
realizadas permanentemente.
C) Se os órgãos responsáveis pela proteção ambiental dedicarem-se mais a sua missão, as matas
brasileiras poderão sobreviver à degradação.
D) Quando os institutos de pesquisa se preocuparem em analisar o grau de felicidade da
população, descobrirão que os índices são muito baixos.
E) Livros de autoajuda fazem muito sucesso atualmente porque ensinam as pessoas a nunca
sentirem-se infelizes ao enfrentarem dificuldades.
Comentários:
a) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “não”.
b) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “que”.
c) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra atrativa “Se”, conjunção
condicional.
d) Correto. A conjunção temporal “quando” atrai próclise.
e) Incorreto. Devemos usar próclise, pela presença da palavra negativa “nunca”. Gabarito letra D.
31. (CESGRANRIO / UNIRIO / ASS. EM ADM. / 2016)
O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) Meu caro, me não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório.
B) As pessoas não davam-se conta de que o tempo do carnaval era obrigatório.
C) Quando o tempo do carnaval era obrigatório, meu pai me levava a bailes à fantasia.
D) O tempo do carnaval era obrigatório, mas não havia deixado-me muitas lembranças.
E) Os foliões divertiriam-se mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório.
Comentários:
a) Incorreto. Não devemos iniciar oração com pronome oblíquo átono.
b) Incorreto. A palavra negativa atrai próclise.
c) Correto. A próclise está correta, embora não seja obrigatória.
d) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no particípio.
e) Incorreto. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro do pretérito. Gabarito letra C.
32. (CESGRANRIO / UNIRIO / PEDAGOGO / 2016)
O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:
A) O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
B) Sentirá-se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
C) O engraxate não queixou-se do calor.
D) Nunca observou-se tanta compaixão naquele homem.
E) Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.
Comentários:
a) Correta. A próclise é sempre a preferência, mesmo não havendo palavra atrativa.
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b) Incorreta. Não podemos ter ênclise com verbo no futuro.
c) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa “não”.
d) Incorreta. Temos caso de próclise obrigatória, pela presença da palavra negativa “nunca”.
e) Incorreta. Não podemos começar oração com pronome oblíquo átono. Gabarito letra A.
33. (CESGRANRIO / IBGE / 2016)
No trecho do Texto I “onde restam apenas cerca de 10% da vegetação nativa original” (l. 6-7), a
palavra destacada foi empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da Língua
Portuguesa.
Do mesmo modo, o emprego do pronome relativo onde atende a essas exigências em:
A) A dependência de biomassa ocorre porque não há oferta de fontes industriais de energia nas
regiões onde as populações mais pobres vivem.
B) Os anos de 2009 a 2011 correspondem ao período onde a pesquisa foi realizada por meio de
entrevistas em vários estados do Nordeste.
C) Esses estudos devem ser complementados por estratégias onde possa ser evitado o
desmatamento provocado pelo uso doméstico da madeira.
D) Na época onde o estudo foi realizado, a floresta encontrava-se profundamente reduzida e
fragmentada, devido ao desmatamento desordenado.
E) Alguns estudos parecem atender a uma preocupação bastante pertinente onde se podem
traçar estratégias de proteção ambiental.
Comentários:
O pronome relativo "onde" deve ser usado apenas para retomar ideia de lugar. Observem que
isso acontece apenas na letra A (regiões onde...). Nos demais casos, o pronome está empregado
de forma incorreta, uma vez que retoma "períodos, estratégias, época e pertinente". Gabarito
letra A.
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LISTA DE QUESTÕES - PRONOME - CESGRANRIO
1. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”. A
reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
2. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com
a norma-padrão em:
A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava-lhe]
B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
D) Wando e Rô também frequentavam o bar. [frequentavam-nos]
E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se].
3. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
4. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
A) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
B) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
C) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
D) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
E) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
5. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS / 2018)
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
b) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
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c) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
d) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
e) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.
6. (CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL / 2018)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
a) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
b) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
c) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
d) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
e) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da agricultura
para a subsistência da humanidade.
7. (CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/ 2018)
A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental.
A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as regras da
colocação pronominal, é:
a) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
b) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
c) O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.
d) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade
e) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade.
8. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/ 2018)
O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da
norma-padrão da língua em:
a) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
b) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.
c) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.
d) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
e) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.
9. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
a) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
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b) A ferida não se curava com os remédios.
c) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
d) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
e) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
10. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso das garrafas
plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.
b) O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas, mas, também, a
coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.
c) Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos os seres vivos,
assim como a toda a natureza.
d)Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância do saneamento,
mantendo-se as cidades mais limpas.
e) Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços dispensados para
manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.
11. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em:
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de
notícias falsas nas redes sociais.
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o
problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de
reprovação à prática de divulgação de inverdades.
d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-se aos sites e redes
sociais com menos de 2 milhões de membros.
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.
12. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação do pronome átono em destaque está de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O mesmo ocorre em:
A) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
B) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
C) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
D) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
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E) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
13. (Cesgranrio/Petrobras/Técnico de Administração e Controle Júnior /2018)
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos
onde haja convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com
as exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de
convívio social.
B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a
necessidade de atingir a sustentabilidade.
C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida
humana.
E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.
14. (Cesgranrio/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O pronome relativo tem a função de substituirum termo da oração anterior e estabelecer relação
entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que
está em DESACORDO com os ditames da norma-padrão é:
A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.
15. (CESGRANRIO / PETROBRAS / MÉDICO / 2017)
Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está
corretamente colocado em:
a) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
b) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
c) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
d) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
e) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
16. (CESGRANRIO / PETROBRAS / TÉCNICO / 2017)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
a) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem-se.
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b) Os cientistas nunca equivocaram-se a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
c) Quando as substâncias tóxicas alojam-se no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
d) Se as fontes de energia alternativa se esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
e) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha-se em dia com as
atividades físicas.
17. (CESGRANRIO / IBGE / AG. DE PESQUISAS / 2016)
A posição do pronome se destacado atende às exigências da norma-padrão da língua
portuguesa em:
a) É preciso que os estados em que há maior degradação ambiental não neguem-se a tomar as
providências necessárias para enfrentar o problema.
b) Há uma grande pressão social para que as pessoas mantenham-se felizes e sintam-se
realizadas permanentemente.
c) Se os órgãos responsáveis pela proteção ambiental dedicarem-se mais a sua missão, as matas
brasileiras poderão sobreviver à degradação.
d) Quando os institutos de pesquisa se preocuparem em analisar o grau de felicidade da
população, descobrirão que os índices são muito baixos.
e) Livros de autoajuda fazem muito sucesso atualmente porque ensinam as pessoas a nunca
sentirem-se infelizes ao enfrentarem dificuldades.
18. (CESGRANRIO / UNIRIO / ASS. EM ADM. / 2016)
O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a) Meu caro, me não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório.
b) As pessoas não davam-se conta de que o tempo do carnaval era obrigatório.
c) Quando o tempo do carnaval era obrigatório, meu pai me levava a bailes à fantasia.
d) O tempo do carnaval era obrigatório, mas não havia deixado-me muitas lembranças.
e) Os foliões divertiriam-se mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório.
19. (CESGRANRIO / UNIRIO / PEDAGOGO / 2016)
O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:
a) O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
b) Sentirá-se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
c) O engraxate não queixou-se do calor.
d) Nunca observou-se tanta compaixão naquele homem.
e) Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.
20. (CESGRANRIO / IBGE / 2016)
No trecho do Texto I “onde restam apenas cerca de 10% da vegetação nativa original” (l. 6-7), a
palavra destacada foi empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da Língua
Portuguesa.
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Do mesmo modo, o emprego do pronome relativo onde atende a essas exigências em:
a) A dependência de biomassa ocorre porque não há oferta de fontes industriais de energia nas
regiões onde as populações mais pobres vivem.
b) Os anos de 2009 a 2011 correspondem ao período onde a pesquisa foi realizada por meio de
entrevistas em vários estados do Nordeste.
c) Esses estudos devem ser complementados por estratégias onde possa ser evitado o
desmatamento provocado pelo uso doméstico da madeira.
d) Na época onde o estudo foi realizado, a floresta encontrava-se profundamente reduzida e
fragmentada, devido ao desmatamento desordenado.
e) Alguns estudos parecem atender a uma preocupação bastante pertinente onde se podem
traçar estratégias de proteção ambiental.
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==2537cb==
GABARITO
1. LETRA E
2. LETRA B
3. LETRA A
4. LETRA D
5. LETRA C
6. LETRA D
7. LETRA B
8. LETRA B
9. LETRA C
10. LETRA E
11. LETRA C
12. LETRA A
13. LETRA A
14. LETRA B
15. LETRA C
16. LETRA D
17. LETRA D
18. LETRA C
19. LETRA A
20. LETRA A
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LISTA DE QUESTÕES - COLOCAÇÃO PRONOMINAL - CESGRANRIO
1. (CESGRANRIO - Esc (BANRISUL)/BANRISUL/2023)
Implantação do código de ética nas empresas
Desde a infância, estamos sujeitos à influência de nosso meio social, por intermédio da família,
da escola, dos amigos, dos meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta
com um conjunto de regras, normas e valores aceitos em seu grupo social. As palavras “ética” e
“moral” indicam costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos grupos sociais em
um contexto.
A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A
ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a
sociedade possa se tornar cada vez mais humana. Ela pode e deve ser incorporada pelos
indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana. Mas ela não é um conjunto de
verdades fixas, imutáveis. A ética se move historicamente, se amplia e se adensa. Para
entendermos como isso acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a
escravidão foi considerada "natural".
Ética é o que diz respeito à ação quando ela é refletida, pensada. A ética preocupa-se com o
certo e com o errado, mas não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela
promove um estilo de ação que procura refletir sobre o melhor modo de agir que não abale a
vida em sociedade e não desrespeite a individualidade dos outros.
As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem
como os valores e convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a
ética vem sendo vista como uma espécie de requisito para a sobrevivência das empresas no
mundo moderno e pode ser definida como a transparência nas relações e a preocupação com o
impacto das suas atividades na sociedade.
Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar
seus funcionários sobre a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética,
o qual se destina à proteção da imagem da companhia. É preciso, portanto, que haja uma
conscientização da importância de uma conduta ética ou mesmo a implantação de um código de
ética nas organizações, pois a cada dia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos
para o sucesso e para o bem comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da
empresa. Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitara postura social da
empresa em face dos diferentes públicos com os quais interage. É da máxima importância que
seu conteúdo seja refletido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre respaldo na alta
administração da empresa, que, tanto quanto o último empregado contratado, tem a
responsabilidade de vivenciá-lo.
As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento
profissional, lealdade mútua, respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança,
propriedade da informação, assédio profissional e sexual, alcoolismo, uso de drogas, entre
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outros, são aspectos que costumam ser abordados em um Código de Ética. Cumprir horários,
entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada
são exemplos de atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que o funcionário valoriza
os princípios éticos da empresa ou da instituição.
O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores,
acionistas, investidores, comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode
estabelecer ações de responsabilidade social dirigidas ao desenvolvimento social de
comunidades vizinhas, bem como apoio a projetos de educação voltados ao crescimento pessoal
e profissional de jovens carentes. Também pode fazer referência à participação da empresa na
comunidade, dando diretrizes sobre as relações com os sindicatos, outros órgãos da esfera
pública, relações com o governo, entre outras.
Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas,
clientes, profissão, sociedade e para consigo próprio.
(MARTINS,Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: https://acervodigital. ufpr.br. Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.)
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) A conduta ética deve ser desenvolvida nas empresas por seus funcionários, para que
conservem-se solidários com seus colegas de trabalho, o que é vantajoso para a organização.
B) No último congresso de profissionais de educação, consideramos a discussão sobre ética tão
motivadora que decidimos que, no próximo ano, incluiremo-la nos currículos escolares.
C) Desde que implantou-se o código de ética em sua organização, aquela empresa obteve
resultados surpreendentes no mercado, uma vez que foi atingida a valorização de todos os
envolvidos.
D) Na sessão de abertura do simpósio destinado a discutir a importância das tecnologias de
informação, o responsável pelo evento apresentou a programação, mas isso não deixou-nos
interessados.
E) Para promover o uso de novas tecnologias pelos funcionários que se dedicam à informática,
precisamos incentivá-los constantemente com aumentos salariais.
2. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023)
A história do método braile
Ler no escuro. Quem já tentou sabe que é impossível. Mas foi exatamente a isso que um francês
chamado Louis Braille dedicou a vida. Nascido em Coupvray, uma pequena aldeia nos arredores
de Paris, em 1809, desde cedo ele mostrou muito interesse pelo trabalho do pai. Seus olhos azuis
brilhavam da admiração de vê-lo cortar, com extrema perícia, selas e arreios. Pouco depois de
completar 3 anos, o menino começou a brincar na selaria do pai, cortando pequenas tiras de
couro. Uma tarde, uma sovela, instrumento usado para perfurar o couro, escapou-lhe da mão e
atingiu o seu olho esquerdo. O resultado foi uma infecção que, seis meses depois, afetaria
também o olho direito. Aos 5 anos, o garoto estava completamente cego.
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A tragédia não o impediu, porém, de frequentar a escola por dois anos e de se tornar ainda um
aluno brilhante. Por essa razão, ele ganhou uma bolsa de estudos no Instituto Nacional para
Jovens Cegos, em Paris, um colégio interno fundado por Valentin Haüy (1745-182. Além do
currículo normal, Haüy introduzira um sistema especial de alfabetização, no qual letras de forma
impressas em relevo, em papelão, eram reconhecidas pelos contornos. Desde o início do curso,
Braille destacou-se como o melhor aluno da turma e logo começou a ajudar os colegas. Em
1821, aos 12 anos, conheceu um método inventado pouco antes por Charles Barbier de La Serre,
oficial do Exército francês.
O método Barbier, também chamado escrita noturna, era um código de pontos e traços em
relevo impressos também em papelão. Destinava-se a enviar ordens cifradas a sentinelas em
postos avançados. Estes decodificariam a mensagem até no escuro. Mas, como a ideia não
pegou na tropa, Barbier adaptou o método para a leitura de cegos, com o nome de grafia
sonora. O sistema permitia a comunicação entre os cegos, pois com ele era possível escrever,
algo que o método de Haüy não possibilitava. O de Barbier era fonético: registrava sons e não
letras. Dessa forma, as palavras não podiam ser soletradas. Além disso, o fato de um grande
número de sinais ser usado para uma única palavra tornava o sistema muito complicado. Apesar
dos inconvenientes, foi adotado como método auxiliar por Haüy.
Pesquisando a fundo a grafia sonora, Braille percebeu suas limitações e pôs-se a aperfeiçoá-la.
Em 1824, seu método estava pronto. Primeiro, eliminou os traços, para evitar erros de leitura: em
seguida, criou uma célula de seis pontos, divididos em duas colunas de três pontos cada, que
podem ser combinados de 63 maneiras diferentes. A posição dos pontos na célula está ao lado.
Em 1826, aos 17 anos, ainda estudante, Braille começou a dar aulas. Embora seu método fizesse
sucesso entre os alunos, não podia ensiná-lo na sala de aula, pois ainda não era reconhecido
oficialmente. Por isso, Braille dava aulas do revolucionário sistema escondido no quarto, que logo
se transformou numa segunda sala de aula.
O braile é lido passando-se a ponta dos dedos sobre os sinais de relevo. Normalmente se usa a
mão direita com um ou mais dedos, conforme a habilidade do leitor, enquanto a mão esquerda
procura o início da outra linha. Aplica-se a qualquer língua, sem exceção, e também à
estenografia, à música – Braille, por sinal, era ainda exímio pianista – e às notações científicas em
geral. A escrita é feita mediante o uso da reglete, também idealizada por Braille: trata-se de uma
régua especial, de duas linhas, com uma série de janelas de seis furos cada, correspondentes às
células braile.
Louis Braille morreu de tuberculose em 1852, com apenas 43 anos. Temia que seu método
desaparecesse com ele, mas, finalmente, em 1854 foi oficializado pelo governo francês. No ano
seguinte, foi apresentado ao mundo, na Exposição Internacional de Paris, por ordem do
imperador Napoleão III (1808-187, que programou ainda uma série de concertos de piano com
ex-alunos de Braille. O sucesso foi imediato, e o sistema se espalhou pelo mundo. Em 1952, o
governo francês transferiu os restos mortais de Braille para o Panthéon, em Paris, onde estão
sepultados os heróis nacionais.
(ATANES, Silvio. Super Interessante. Disponível em: https://super
.abril.]com.br/historia/. Acesso em: 23 out. 2022. Adaptado).
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O pronome oblíquo átono está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
em:
A) Me surpreende a história de vida de Braille.
B) Seu método não trouxe-lhe reconhecimento em vida.
C) O menino cego aos cinco anos tornar-se-ia um herói nacional na França.
D) Quantos impressionaram-nos como Braille?
E) Braille recebia os alunos e sempre auxiliava-os com o métodocriado.
3. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023)
Entenda o que é deep fake e saiba como se proteger
Vídeos que viralizam nas redes sociais mostrando figuras públicas em situações quase
inacreditáveis são verdadeiros? Afinal de contas tudo parece tão real... A resposta é não, pois se
trata de uma “deep fake”, “falsificação profunda” em português, que, como a tradução indica, é
tão bem feita que pode enganar até os mais atentos. Segundo estudo de uma empresa de
segurança, 65% dos brasileiros ignoram a sua existência e 71% não reconhecem quando um
vídeo foi editado digitalmente usando essa técnica.
O que muita gente não sabe, porém, é que esse tipo de golpe, além de manipular vídeos com
celebridades e políticos famosos, também prejudica empresas e cidadãos comuns, que podem
ser envolvidos em fraudes de identidade e extorsões.
“Deep fake pode ser definida como a criação de vídeos e áudios falsos por meio de inteligência
artificial”, explica um especialista de segurança cibernética e fraude. A prática costuma utilizar um
vídeo de referência e a face (ou corpo) de outra pessoa, que não fazia parte do vídeo original.
Criam-se áudios falsos, fazendo a inteligência artificial aprender como uma pessoa fala e, a partir
daí, obter uma montagem com outras falas, inclusive alterando os lábios para acompanhar as
palavras que são ditas.
Esse processo vem evoluindo rapidamente, tornando cada vez mais difícil a sua identificação. Isso
ocorre porque as novas redes neurais (sistemas de computação que funcionam como neurônios
do cérebro humano), a evolução da capacidade de processamento e a redução de custos da
computação em nuvem têm facilitado o acesso a essa tecnologia, contribuindo para aumentar a
qualidade dos vídeos.
No entanto, os criminosos não precisam de tanto conhecimento e tecnologia para aplicar seus
golpes.
Isso porque deep fakes criadas para serem distribuídas por apps de mensagens não exigem tanta
qualidade. O perigo é que, para o cidadão comum, a deep fake pode ser o ponto de partida
para uma fraude financeira, entre outros problemas.
A recomendação para pessoas físicas se protegerem é diminuir a exposição de fotos com rostos
e vídeos pessoais na internet. “As redes sociais devem se manter configuradas como privadas, já
que fotos, áudios ou vídeos disponíveis publicamente podem ser utilizados para alimentar a
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inteligência artificial e engendrar deep fakes.”
Além disso, ao receber um vídeo suspeito, observe se o rosto e os lábios da pessoa se movem
em conjunto com o que ela diz. Preste atenção se a fala parece contínua ou se em algum
momento apresenta cortes entre uma palavra e outra. E considere o contexto — ainda que
tecnicamente o vídeo esteja muito bem manipulado, avalie se faz sentido que aquela pessoa
diga o que parece dizer naquele momento.
(Disponível em: https://estudio.folha.uol.com.br/unico. Acesso em: 20 out. 2022. Adaptado).
O pronome oblíquo átono em destaque está empregado de acordo com a norma-padrão em:
A) Convidaremo-lo para experimentar algumas novidades tecnológicas em oferta no interior da
loja.
B) Aquele funcionário, que foi aprovado no exame seletivo de uma instituição, para o cargo de
tecnólogo, estava em dúvida em aceitá-lo.
C) Os profissionais da informática, ao serem entrevistados sobre sua carreira, nunca cansavam-se
de citar as fontes em que poderiam encontrar novos conteúdos de interesse para a sua área.
D) Quando os produtos tecnológicos mantêm-se nas prateleiras das lojas por muito tempo, é
sinal de que despertaram pouca atenção das pessoas ou que o preço cobrado estava além das
possibilidades de compra dos interessados.
E) Se os pesquisadores especializados em conserto de computadores ou outros dispositivos
eletrônicos conservarem-se atualizados, a ciência que se dedica ao tratamento da informação
apresentará maior progresso.
4. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023)
Pix: é o fim do dinheiro em espécie?
O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do
DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção? E o velho cheque vai
resistir a esses novos tempos?
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma
pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em
detrimento do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O
Pix tem tudo para ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no
supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia. Mas a feira da
semana e os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que
escoram a circulação de papel-moeda no Brasil é a informalidade.
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para
receber o auxílio emergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há
tempos: a enorme quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco
de dinheiro que entra no orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para
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subsistência.
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o
time dos “sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você
conheça alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos
com cédulas simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa
turma, dinheiro vivo é dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o
dia virar para o boleto ser compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila
da lotérica.
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava
ficando para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa
lacuna.
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e
feriados.
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois
implica envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito
exclusivo de acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o
papelmoeda, mas para fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua
rotina, o uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá
ser descontinuado, mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não
“morreu” com a chegada do cartão.
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de
circulação, mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que
esse cenário se torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a
pouca familiaridade com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o
país que o próprio comércio incentiva o público mais resistente a aderir a ele.
(ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie-
brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado).
O pronome em destaqueestá colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
em:
A) As transações bancárias, atualmente, podem ser feitas pelo celular, a qualquer hora, para que
obtenha-se o ideal de maior eficiência e rapidez.
B) O cadastramento do Pix pode ser realizado em mais de uma instituição bancária, o que
considera-se benéfico para as pessoas que precisam diversificar suas operações financeiras.
C) Os cidadãos que se recusam a utilizar os serviços bancários para efetuar movimentações
financeiras, por preferirem o uso de cédulas, encontram muita dificuldade para realizá-las.
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D) Desde que implantou-se o Pix, as pessoas podem realizar até a compra de produtos
extremamente baratos por transferência bancária instantânea, porque esse sistema atingiu um
significativo grau de confiabilidade.
E) Embora tenham sido ampliadas as medidas de segurança tecnológica para a movimentação
bancária, não sentimo-nos confiantes para operar com grandes somas de dinheiro.
5. (CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente de Tecnologia/2023)
Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo
Ainda que não exista uma concepção única sobre o empreendedorismo social, de forma geral, o
conceito está relacionado ao ato de empreender ou inovar com o objetivo de alavancar causas
sociais e ambientais. A meta é transformar uma realidade, promover o bem-estar da sociedade e
agregar valor com cunho social.
Um empreendedor social produz bens e serviços que irão impactar positivamente a comunidade
em que ele está inserido e solucionar algum problema ou necessidade daquele grupo. Apesar de
poder ter retorno financeiro, os empreendimentos sociais analisam seu desempenho a partir do
impacto social gerado por sua atuação.
Vale ressaltar que, apesar de apresentarem muitas similaridades, empreendedorismo social e
negócio social não são sinônimos. O empreendedorismo social cria valor por meio da inovação,
que gera uma transformação social. O foco não é o retorno financeiro, mas a resolução de
problemas sociais e o impacto positivo. Enquanto isso, os negócios sociais seguem a lógica
tradicional do mercado, porém com a ambição de gerar valor social.
Cinco características também são essenciais para a iniciativa: ser inovadora; realizável;
autossustentável; contar com a participação de diversos segmentos da sociedade, incluindo as
pessoas impactadas; e promover impacto social com resultados mensuráveis.
Quem tem interesse de atuar nessa área precisa trabalhar em grupo e formar parcerias, saber
lidar bem com as pessoas e buscar formas de trazer resultados de impacto social.
Além disso, o profissional precisa ter flexibilidade e vontade de explorar, pois é possível que ele
acabe exercendo um papel que não seja necessariamente na sua área de formação, ou que sua
atuação se transforme rapidamente, por conta do dinamismo e das necessidades do negócio.
MENDES, T. Empreendedorismo social: um caminho para quem quer mudar o mundo. Na prática, 7 jul. 2022.
Disponível em: https://www.napratica.org.br/empreendedorismo-social/. Acesso em: 2 set. 2022. Adaptado.
O pronome oblíquo destacado foi colocado na posição correta, segundo as exigências da
norma-padrão da língua portuguesa, em:
A) A área da saúde não encontra-se atendida em regiões afastadas dos grandes centros urbanos
nem em comunidades que vivem nas periferias das cidades.
B) A preocupação com o meio ambiente tem sido um dos segmentos mais relevantes do
empreendedorismo social, porque destina-se a transformar positivamente a sociedade.
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C) Governantes que têm como missão viabilizar o acesso universal à educação pública de
qualidade sempre preocupam-se com ações de inovação e empreendedorismo.
D) Para uma iniciativa de empreendedorismo destinada à formação de educadores tornar-se
produtiva, é preciso identificar as necessidades do público-alvo de cada comunidade.
E) Quando os profissionais que atuam na área de empreendedorismo social sentem-se
desanimados, é preciso que eles avaliem todo o progresso que ajudaram a desenvolver.
6. (CESGRANRIO - Adv (AgeRIO)/AgeRIO/2023)
A frase em que a colocação do pronome destacado NÃO obedece aos ditames da norma-padrão
é:
A) Feliz é quem se dá o direito de estar bem.
B) As pessoas nunca acostumam-se com a felicidade.
C) Agradar-nos-ia a ideia de que todos têm direito à paz.
D) Viver a vida intensamente é o que lhe confere sentido.
E) Afastando-nos de quem nos quer bem, saudamos a solidão.
7. (CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022)
O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em:
A) Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer.
B) O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes.
C) A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs.
D) Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar.
E) Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes
cumprimentar.
8. (CESGRANRIO / CAIXA ECONÔMICA / TÉCNICO / 2021)
A colocação do pronome oblíquo átono está em acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa em:
A) Poder-se-á levar a educação financeira para as salas de aula, o que será muito proveitoso.
B) Nos perguntam sempre sobre como gerir melhor a vida financeira.
C) As famílias nunca preocuparam-se com a educação financeira como parte da formação de seus
filhos.
D) Aqueles que relacionam-se bem com o dinheiro têm uma vida mais organizada.
E) Compreenderia-se melhor o desempenho da empresa, se o mercado fosse estudado.
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9. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / ESCRITURÁRIO - PROVA B / 2021)
A colocação do pronome oblíquo átono destacado está de acordo com o que prevê a
norma-padrão da língua portuguesa no seguinte período:
A) Consideraria-se o QA mais importante que o QI há duas décadas?
B) Se busca investir naquilo que pode fazer a diferença entre a máquina e o homem.
C) As mudanças no mercado de trabalho jamais dar-se-ão sem investimento no capital humano.
D) Os candidatos que saem-se melhor nas entrevistas são contratados mais rapidamente.
E) Alguns se consideram mais preparados para enfrentar adversidades no trabalho do que em
família.
Comentários:
A) Considerar- se-ia o QA mais importante que o QI há duas décadas?
Não cabe ênclise com verbo no futuro.
B) Busca-se investir naquilo que pode fazer a diferença entre a máquina e o homem.
Não cabe próclise no início da oração.
C) As mudanças no mercado de trabalho jamais se darão sem investimento no capital humano.
"jamais" é palavra negativa e atrai próclise.
D) Os candidatos que se saem melhor nas entrevistas são contratados mais rapidamente.
"que" é palavra pronome relativo e atrai próclise.
E) Alguns se consideram mais preparados para enfrentar adversidades no trabalho do que em
família.
"Alguns" é palavra pronome indefinido e atrai próclise.
Gabarito: Letra E.
10. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / ESCRITURÁRIO - PROVA C / 2021)
A colocação do pronome oblíquo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
A) O dinheiro não foi-me bastante.
B) O depósito só estará concretizado, se houver quem validá-lo.
C) Se você pudesse emprestar esse dinheiro, depositaria-o ainda esta semana?
D) Explique-me como funciona esse financiamento.
E) Me empreste seu cartão, que eu faço a transação hoje.
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11. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / ESCRITURÁRIO - PROVA A / 2021)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
A) A associação brasileira de mercados financeiros publicou uma diretriz de segurança, na qual
mostra-se a necessidade de adequação de proteção de dados.
B) A segurança da informação já transformou-se em uma área estratégica para qualquer tipo de
empresa.
C) Naquele evento, ninguém tinha-se incomodado com o palestrante no início do debate a
respeito de privacidade digital.
D) Apesar das dificuldades encontradas, sempre referimo-nos com cuidado aos nossos dados
pessoais, como CPF, RG, e-mail, para proteção da vida privada.
E) Quando a privacidade dos dados bancários é mantida, como nos garantem as instituições,
ficamos tranquilos.
12. (CESGRANRIO / BANCO DO BRASIL / AGENTE DE TECNOLOGIA / 2021)
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) No processo ensino-aprendizagem, o objetivo deve ser desenvolver aptidões para que os
alunos sempre mantenham-se em dia com os avanços da ciência.
B) Se reclama muito das dificuldades do ensino remoto devido a problemas de conexão.
C) Os profissionais da educação nunca cansam-se de estudar os conteúdos que possam
interessar os alunos nas aulas.
D) Para garantir o progresso dos estudantes, os professores sempre dedicam-se a pesquisar
novos métodos de ensino.
E) Quando as escolas se preocuparem em empregar novas metodologias no
ensino-aprendizagem, alcançarão melhores resultados.
13. (CESGRANRIO / BANCO DA AMAZÔNIA / 2021)
Assim como no trecho “E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.” (l. 35-36), a
colocação do pronome destacado respeita a norma-padrão da língua portuguesa, em:
A) Pediria-lhes para considerar a possibilidade da eternidade.
B) A curiosidade não leva-nos a atitudes bobas e despropositadas.
C) O prazer que experimenta-se com o sabor dos doces é enorme.
D) Poucos se impressionam com a descoberta da possibilidade da eternidade.
E) Nos perguntamos até quando vamos sonhar com uma vida eterna de prazer.
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14. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”. A
reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.
B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
15. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com
a norma-padrão em:
A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava-lhe]
B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
D) Wando e Rô também frequentavam o bar. [frequentavam-nos]
E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se].
16. (CESGRANRIO/UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
17. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
A) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
B) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
C) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
D) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
E) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
18. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS / 2018)
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
B) Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
C) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
D) É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
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E) Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.
19. (CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL / 2018)
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa, em:
A) Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras
alternativas.
B) Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem-se de sua tarefa, muitas doenças
transmissíveis podem proliferar.
C) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão
ser penalizadas.
D) Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de
proteção ao meio ambiente.
E) Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram-se a respeito da importância da agricultura
para a subsistência da humanidade.
20. (CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/ 2018)
A norma-padrão em sua variedade formal prevê uma organização da frase em que a observância
da colocação pronominal é fundamental.
A frase em que o pronome oblíquo átono está empregado corretamente, segundo as regras da
colocação pronominal, é:
A) Ninguém ensinou-me a manter a cabeça à tona d’água.
B) O subconsciente boicota-nos a todo momento de nossa vida.
C) O ser humano que molda-se à diferentes realidades vive melhor.
D) Boicotaremo-nos todas as vezes que houver a chance de felicidade
E) Se considerar mau menino é justificar o não merecimento da felicidade.
21. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/ 2018)
O pronome oblíquo átono está empregado de acordo com o que prevê a variedade formal da
norma-padrão da língua em:
A) Poucos dar-lhe-iam a atenção merecida.
B) Lobo Neves nunca se afastara da vida pública.
C) Diria-lhe para evitar a carreira política se perguntasse.
D) Ele tinha um problema que mantinha-o preocupado todo o tempo.
E) Se atormentou com aquela crise de melancolia que parecia não ter fim.
22. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
A) Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
B) A ferida não se curava com os remédios.
C) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
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D) Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
E) Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
23. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
A) Embora lembrem-se da importância de uma nova utilização, como é o caso das garrafas
plásticas, há pessoas que desconhecem o valor da reciclagem.
B) O desafio da limpeza urbana não limita-se apenas a manter limpas as ruas, mas, também, a
coletar e dar destino adequado ao lixo urbano.
C) Quando o lixo aloja-se no meio ambiente, causa danos irreparáveis a todos os seres vivos,assim como a toda a natureza.
D)Sempre fazem-se necessárias políticas eficazes para ressaltar a importância do saneamento,
mantendo-se as cidades mais limpas.
E) Todos os moradores do bairro mobilizaram-se ao perceber que os esforços dispensados para
manter o funcionamento dos edifícios deram bons resultados.
24. (CESGRANRIO/PETROBRAS/ 2018)
Segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em:
A) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se para combater a disseminação de
notícias falsas nas redes sociais.
B) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sempre deve-se ter em mente que o
problema de divulgação de notícias falsas é grave e muito atual.
C) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se um sentimento generalizado de
reprovação à prática de divulgação de inverdades.
D) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Alemanha não aplica-se aos sites e redes
sociais com menos de 2 milhões de membros.
E) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais eficaz para que adote-se a conduta correta
em relação à reputação das celebridades.
25. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação do pronome átono em destaque está de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
O mesmo ocorre em:
A) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
B) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
C) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
D) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
E) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
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26. (Cesgranrio/Petrobras/Técnico de Administração e Controle Júnior /2018) No trecho
“um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos onde haja
convivência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com as
exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de
convívio social.
B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a
necessidade de atingir a sustentabilidade.
C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o
planejamento dos espaços respeitará a diversidade.
D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida
humana.
E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as
características das cidades do futuro.
27. (Cesgranrio/LIQUIGÁS /Profissional Júnior/2018)
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação
entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que
está em DESACORDO com os ditames da norma-padrão é:
A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.
28. (CESGRANRIO / PETROBRAS / MÉDICO / 2017)
Atendendo à norma-padrão na variedade formal da língua, o pronome oblíquo átono está
corretamente colocado em:
A) Farei-lhe uma proposta de viagem irrecusável.
B) Quero que acompanhem-me nessa viagem de férias.
C) Não nos traga a refeição durante período de turbulência, por favor.
D) Em tratando-se de qualidade, aquela companhia aérea é imbatível!
E) Se aproximem do portão de embarque, senhores passageiros do voo 2189.
29. (CESGRANRIO / PETROBRAS / TÉCNICO / 2017)
O termo destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da
língua portuguesa, em:
A) A poluição do ar será irreversível, caso as medidas preventivas esgotem-se.
B) Os cientistas nunca equivocaram-se a respeito dos perigos do uso de combustível fóssil.
C) Quando as substâncias tóxicas alojam-se no meio ambiente, causam danos aos seres vivos.
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D) Se as fontes de energia alternativa se esgotarem, poderemos sofrer sérias consequências.
E) Uma das exigências do mundo atual é que o ser humano sempre mantenha-se em dia com as
atividades físicas.
30. (CESGRANRIO / IBGE / AG. DE PESQUISAS / 2016)
A posição do pronome se destacado atende às exigências da norma-padrão da língua
portuguesa em:
A) É preciso que os estados em que há maior degradação ambiental não neguem-se a tomar as
providências necessárias para enfrentar o problema.
B) Há uma grande pressão social para que as pessoas mantenham-se felizes e sintam-se
realizadas permanentemente.
C) Se os órgãos responsáveis pela proteção ambiental dedicarem-se mais a sua missão, as matas
brasileiras poderão sobreviver à degradação.
D) Quando os institutos de pesquisa se preocuparem em analisar o grau de felicidade da
população, descobrirão que os índices são muito baixos.
E) Livros de autoajuda fazem muito sucesso atualmente porque ensinam as pessoas a nunca
sentirem-se infelizes ao enfrentarem dificuldades.
31. (CESGRANRIO / UNIRIO / ASS. EM ADM. / 2016)
O pronome átono destacado está colocado de acordo com a norma-padrão em:
A) Meu caro, me não engano dizendo que antigamente o tempo do carnaval era obrigatório.
B) As pessoas não davam-se conta de que o tempo do carnaval era obrigatório.
C) Quando o tempo do carnaval era obrigatório, meu pai me levava a bailes à fantasia.
D) O tempo do carnaval era obrigatório, mas não havia deixado-me muitas lembranças.
E) Os foliões divertiriam-se mais se soubessem que o tempo do carnaval era obrigatório.
32. (CESGRANRIO / UNIRIO / PEDAGOGO / 2016)
O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:
A) O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
B) Sentirá-se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
C) O engraxate não queixou-se do calor.
D) Nunca observou-se tanta compaixão naquele homem.
E) Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.
33. (CESGRANRIO / IBGE / 2016)
No trecho do Texto I “onde restam apenas cerca de 10% da vegetação nativa original” (l. 6-7), a
palavra destacada foi empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da Língua
Portuguesa.
Do mesmo modo, o emprego do pronome relativo onde atende a essas exigências em:
A) A dependência de biomassa ocorre porque não há oferta de fontes industriais de energia nas
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regiões onde as populações mais pobres vivem.
B) Os anos de 2009 a 2011 correspondem ao período onde a pesquisa foi realizada por meio de
entrevistas em vários estados do Nordeste.
C) Esses estudos devem ser complementados por estratégias onde possa ser evitado o
desmatamento provocado pelo uso doméstico da madeira.
D) Na época onde o estudo foi realizado, a floresta encontrava-se profundamente reduzida e
fragmentada, devido ao desmatamento desordenado.
E) Alguns estudos parecem atender a uma preocupação bastante pertinente onde se podem
traçar estratégias de proteção ambiental.
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GABARITO
1. LETRA E
2. LETRA C
3. LETRA B
4. LETRA C
5. LETRA D
6. LETRA B
7. LETRA A
8. LETRA A
9. LETRA E
10. LETRA D
11. LETRA E
12. LETRA E
13. LETRA D
14. LETRA E
15. LETRA B
16. LETRA A
17.LETRA D
18. LETRA C
19. LETRA D
20. LETRA B
21. LETRA B
22. LETRA C
23. LETRA E
24. LETRA C
25. LETRA A
26. LETRA A
27. LETRA B
28. LETRA C
29. LETRA D
30. LETRA D
31. LETRA C
32. LETRA A
33. LETRA A
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AVISO IMPORTANTE !
Olá, alunos (as)!
Informamos que não temos mais questões da banca, referente ao assunto tratado na aula de
hoje, em virtude da baixa cobrança deste tópico ao longo dos anos. No entanto, para
complementar o estudo e deixar sua preparação em alto nível, complementaremos a aula
com questões de outras bancas que servirão como treino e aprimoramento do conteúdo.
Em caso de dúvidas, não deixe de nos chamar no Fórum de dúvidas!
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QUESTÕES COMENTADAS - PRONOMES - FCC
1. (FCC/CBM BA/2023)
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito
pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem
sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não
dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
– Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
– Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas.
Peguei a pequena pastilha cor- -de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a,
quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma
bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa
cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já
começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
– E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você
começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa,
encaminhávamo-nos para a escola.
– Acabou-se o docinho. E agora?
– Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele
puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me
sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala
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eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de
infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto
isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle
mastigado cair no chão de areia.
– Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso
mastigar mais! A bala acabou!
– Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até
de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na
cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que
pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
(LISPECTOR, Clarice. Jornal do Brasil, 06 de jun. de 1970)
Considere os pronomes grifados e o que se afirma sobre eles.
I. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. (6º
parágrafo). O pronome que recupera a expressão a pequena pastilha cor-de-rosa, evitando sua
repetição.
II. A menos que você perca, eu já perdi vários. (9º parágrafo). O pronome vários substitui a
palavra chicles, que está subentendida.
III. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. (11º parágrafo). O pronome nos
retoma os colegas, que está subentendido.
É correto o que se afirma APENAS em:
A) I e III.
B) I.
C) II.
D) II e III.
E) I e II.
2. (FCC / TRT 4ª REGIÃO / 2022)
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• Você ainda passa, porque está levando alguma coisa a alguém, e por isso lhe conferiram honras
de VIP (24º parágrafo).
• é uma coisa que nasce com o indivíduo, ou não nasce, e jamais lhe será consubstancial (26º
parágrafo).
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
A) “alguém” e “indivíduo”.
B) “alguém” e “coisa”.
C) “você” e “indivíduo”.
D) “você” e “coisa”.
E) “honras de VIP” e “consubstancial”.
Comentários:
Pessoal, a FCC cobra milhares de vezes: -LHE é pronome oblíquo átono que substitui termos
preposicionados, equivale a "a ele", "para ele", "nele", "dele". Normalmente, é a primeira
opção: objeto indireto com sentido de "a ele (a)".
• Você ainda passa, porque está levando alguma coisa a alguém, e por isso lhe conferiram honras
de VIP (conferiram a ele, a você, o personagem que levaria a encomenda, já que o discurso era
direto, isto é, se dirigia diretamente ao personagem).
• é uma coisa que nasce com o indivíduo, ou não nasce, e jamais lhe será consubstancial
(consubstancial a ele, ao indivíduo).
Gabarito letra C.
3. (FCC / TRT 4ª REGIÃO / 2022)
Está inteiramente adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:
A) A energia atômica, que seu uso pode se dar em várias direções, marcou o início de uma nova
era na história da Humanidade.
B) Seria enorme o espanto ao qual um camponês do ano 1.000 se sentiria invadido caso viesse a
cair na era da Revolução Científica.
C) Tomou proporções gigantescas o crescimento econômico porque foi marcado o período dos
últimos quinhentos anos.
D) É altíssima a capacidade de armazenamento de dados aonde se capacitam os computadores
das grandes corporações.
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E) Um microscópio doméstico, de cuja capacidade riríamos hoje, foi fundamental para a
revelação visual dos micro-organismos.
Comentários:
A) A energia atômica, CUJO uso pode se dar em várias direções, marcou o início de uma nova
era na história da Humanidade.
B) Seria enorme o espanto PELO qual um camponês do ano 1.000 se sentiria invadido caso
viesse a cair na era da Revolução Científica.
C) Tomou proporções gigantescas o crescimento econômico POR QUE foi marcado o período
dos últimos quinhentos anos.
D) É altíssima a capacidade de armazenamento de dados COM A QUAL se capacitam os
computadores das grandes corporações.
E) Um microscópio doméstico, DE CUJA capacidade riríamos hoje, foi fundamental para a
revelação visual dos micro-organismos.
Gabarito letra E.
4. (FCC / SEDU-ES / 2022)
Está adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:
A) O estabelecimento de ensino era conhecido comocolégio da Tia Gracinha, nome próprio do
qual se recorreu para depois batizar um grupo escolar.
B) Os valores a que tinham acesso as alunas daquele colégio eram tradicionais, de acordo com as
expectativas daquela época.
C) As esperanças de cujas se nutriam aquelas alunas repousavam sobretudo num bom casamento
e numa vida doméstica bem administrada.
D) A desenvoltura em práticas de atenta higiene era uma das qualidades de que as moças
deviam se aplicar naquele colégio.
E) Um paralelo entre a educação de hoje e a daquele internato de moças soará risível, pois a
liberdade é hoje uma condição à qual ninguém abre mão.
Comentários:
Se um termo exige preposição, esta deve aparecer obrigatoriamente antes do pronome relativo.
B) Os valores a que tinham acesso as alunas daquele colégio eram tradicionais, de acordo com as
expectativas daquela época.
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Acesso A alguma coisa... A regência do nome "acesso" exige preposição "A", que então aparece
antes do relativo "que".
Vejamos as demais...
A) O estabelecimento de ensino era conhecido como colégio da Tia Gracinha, nome próprio AO
qual se recorreu para depois batizar um grupo escolar.
C) As esperanças DAS QUAIS se nutriam aquelas alunas repousavam sobretudo num bom
casamento e numa vida doméstica bem administrada.
D) A desenvoltura em práticas de atenta higiene era uma das qualidades A QUE as moças
deviam se aplicar naquele colégio.
E) Um paralelo entre a educação de hoje e a daquele internato de moças soará risível, pois a
liberdade é hoje uma condição DA QUAL ninguém abre mão.
Gabarito letra B.
5. (FCC / PGE-AM / 2022)
1. Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias Póstumas de Brás Cubas,
é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e
inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. Logo que chegou, enamorou-se de
uma viúva, senhora de condição mediana e parcos meios de vida; mas, tão acanhada, que os
suspiros do namorado ficavam sem eco. Chamava-se Maria da Piedade. Um irmão dela, que é o
presente Rubião, fez todo o possível para casá-los. Piedade resistiu, um pleuris a levou.
2. Foi esse trechozinho de romance que ligou os dois homens. Saberia Rubião que o nosso
Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe?
Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se
despegou do cérebro de Quincas Borba, − nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o
comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que
o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então
uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a
algumas empresas, que foram a pique.
3. Durou o cargo de enfermeiro mais de cinco meses, perto de seis. Era real o desvelo de
Rubião, paciente, risonho, múltiplo, ouvindo as ordens do médico, dando os remédios às horas
marcadas, saindo a passeio com o doente, sem esquecer nada, nem o serviço da casa, nem a
leitura dos jornais, logo que chegava a mala da Corte ou a de Ouro Preto.
4. − Tu és bom, Rubião, suspirava Quincas Borba.
5. − Grande façanha! Como se você fosse mau!
6. A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um
dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o
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verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o
fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?
7. − Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele
escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...
8. − Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.
(Adaptado de: ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
A) Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva (6º parágrafo).
B) Antes de professor, metera ombros a algumas empresas (2º parágrafo).
C) Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. (2º parágrafo).
D) certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba (2º parágrafo).
E) o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. (2º parágrafo).
Comentários:
Em "o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens", "o" é pronome oblíquo átono e
retoma "Quincas Borba": deixou "Quincas Borba" por herdeiro
Na letra A, "a" é artigo. Na letra B, "a" é preposição. Na letra C, "o" é artigo. Na letra D, "o" é
artigo.
Gabarito letra E.
6. (FCC / PGE-AM / 2022)
Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico
supôs achar-lhe? (2º parágrafo).
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
A) um médico e grãozinho de sandice.
B) Quincas Borba e Rubião.
C) Quincas Borba e grãozinho de sandice.
D) grãozinho de sandice e Rubião.
E) grãozinho de sandice e Quincas Borba
Comentários:
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O que o médico achou? Um grão de sandice. Em quem? No Quincas Borba. Então, podemos
dizer que o pronome relativo "que" tem como antecedente o "grãozinho de sandice" e o "lhe"
retoma "Quincas Borba". Gabarito letra E.
7. (FCC / SEFAZ-SC / 2021)
15 DE JULHO DE 1955. Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um
par de sapatos para ela. Mas o custo dos gêneros alimentícios nos impede a realização dos
nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no
lixo, lavei e remendei para ela usar.
Eu não tinha um tostão para comprar pão. Então eu levei 3 litros e troquei com o Arnaldo.
Ele ficou com os litros e deu-me pão. Fui receber o dinheiro do papel. Recebi 65 cruzeiros.
Comprei 20 de carne. 1 quilo de toucinho e 1 quilo de açúcar e seis cruzeiros de queijo. E o
dinheiro acabou-se.
Passei o dia indisposta. Percebi que estava resfriada. À noite o peito doía-me. Comecei
tossir. Resolvi não sair à noite para catar papel. Procurei meu filho João José. Ele estava na rua
Felisberto de Carvalho, perto do mercadinho. O ônibus atirou um garoto na calçada e a turba
afluiu-se. Ele estava no núcleo. Dei-lhe uns tapas e em 5 minutos ele chegou em casa.
Ablui as crianças e aleitei-as e ablui-me e aleitei-me. Esperei até às 11 horas, um certo
alguém. Ele não veio. Tomei um melhoral e deitei-me novamente. Quando despertei o astro rei
deslizava no espaço. A minha filha Vera Eunice dizia: − Vai buscar água, mamãe!
(Adaptado de: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Editora
Ática, 1992, p. 9)
Em Ele estava no núcleo (3º parágrafo), o pronome refere-se a
A) Felisberto de Carvalho.
B) ônibus.
C) mercadinho.
D) garoto.
E) João José.
Comentários:
Questão direta de coesão:
Quem é o referente do pronome "ele"?
Procurei meu filho João José. Ele (meu filho João José) estava na rua Felisberto de Carvalho
Gabarito letra E.
8. (FCC / ALAP / ANALISTA LEGISLATIVO / 2020)
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É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, a gravidade desses impasses se
faz sentir até hoje, umavez que não solucionamos esses impasses nem mesmo amenizamos as
consequências desses impasses.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na
ordem dada, por:
A) em cuja gravidade − lhes solucionamos − suas consequências
B) cuja gravidade − os solucionamos − suas consequências
C) da qual gravidade − solucionamo-los − as consequências dos mesmos
D) onde a gravidade − lhes solucionamos − as próprias consequências
E) gravidade de cujos − os solucionamos − as consequências em si mesmas
Comentários:
"Desses impasses" estabelece relação de posse tanto de "gravidade" quanto de
"consequências”. No primeiro caso, a melhor opção para a substituição é o pronome "cuja"; já
no segundo, utiliza-se o pronome possessivo "suas".
"solucionar" é VTD e, por isso, seu objeto é direto. Portanto, "esses impasses" deve ser
substituído por "os". Portanto, gabarito letra B.
9. (FCC / ALAP / AUXILIAR LEGISLATIVO / 2020)
Ademais as grandes empresas deveriam compreender que elas são partes interessadas em nosso
futuro comum. Elas deveriam trabalhar com outras partes interessadas a fim de melhorar a
situação do mundo em que operam. (8º parágrafo).
O segmento sublinhado acima pode ser corretamente substituído por:
A) nas quais.
B) do qual.
C) à medida que.
D) na qual.
E) no qual.
Comentários:
“que” é pronome relativo e retoma “o mundo”, substituindo-se “que” por “o qual”, pronome
que relativo que concorda no masculino singular, teremos: em + o qual= no qual. Gabarito letra
E.
10. (FCC / ALAP / AUXILIAR LEGISLATIVO / 2020)
Suas mãos ...I... pareceram paradas, frias e mortas.
O lábio amargo que percebe ter hoje não ...II... tinha antes.
Os olhos, que ...III... parecem vazios, costumavam ter brilho.
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Preenchem correta e respectivamente as lacunas I, II e III:
A) a – o – lhe
B) as – o – lhes
C) lhe – o – lhe
D) lhe – lhe – os
E) a – lhe – lhes
Comentários:
As lacunas serão preenchidas tomando como referente o eu-lírico do poema (voz que enuncia as
estrofes). Na primeira lacuna, teremos o “lhe”: Suas mãos lhe pareceram paradas (pareceram a
ele); na segunda: não tinha o lábio—não o tinha; na terceira: os olhos lhe (a ele) parecem vazios.
Gabarito letra C.
11. (FCC / PREF. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO / AGENTE / 2019)
Suponho que Roland Barthes também tivesse uma secreta inveja dos cozinheiros. Se assim não
fosse, como explicar a espantosa revelação com que termina um dos seus mais belos textos, A
lição? Confessa que havia chegado para ele o momento do esquecimento de todos os saberes
sedimentados pela tradição e que agora o que lhe interessava era “o máximo possível de sabor”.
Ele queria escrever como quem cozinha – tomava os cozinheiros como seus mestres.
A leitura tem de ser uma experiência de felicidade. Por isso que Jorge Luis Borges aconselhou
aos seus estudantes que só lessem o que fosse prazeroso: “Se os textos lhes agradam, ótimo.
Caso contrário, não continuem, pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a
felicidade obrigatória”.
5 Esta é a razão por que eu gostaria de ser cozinheiro. É mais fácil criar felicidade pela comida
que pela palavra... Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor. Basta repetir
o que já foi feito. Mas é justamente isso que está proibido ao escritor. O escritor é um cozinheiro
que a cada semana tem de inventar um prato novo. Cada semana que começa é uma angústia,
representada pelo vazio de folhas de papel em branco que me comandam: “Escreva aqui uma
coisa nova que dê prazer!” Escrever é um sofrimento. A cada semana sinto uma enorme tentação
de parar de escrever. Para sofrer menos.
(Adaptado de: ALVES, Rubem. “Escritores e cozinheiros”. O retorno e terno. Campinas: Papirus, 1995, p. 155-158)
e que agora o que lhe interessava era “o máximo possível de sabor” (3º parágrafo)
Se os textos lhes agradam, ótimo. (4º parágrafo)
Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor (5º parágrafo)
Os termos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
A) Roland Barthes − estudantes − pratos
B) sabor − textos − cozinheiros
C) sabor – estudantes − cozinheiros
D) Roland Barthes − textos − pratos
E) Roland Barthes − estudantes − cozinheiros
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Comentários:
Vejamos os trechos de forma mais detalhada:
Suponho que Roland Barthes também tivesse uma secreta inveja dos cozinheiros. (...) Confessa
que havia chegado para ele o momento do esquecimento de todos os saberes sedimentados
pela tradição e que agora o que lhe interessava (...)
Note que "interessava" a alguém => lhe, que retoma Roland Barthes.
(...) Jorge Luis Borges aconselhou aos seus estudantes que só lessem o que fosse prazeroso: “Se
os textos lhes agradam, ótimo. (...)
“Agradam" a alguém => lhes, que remete "aos estudantes".
Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor (...)
"Sabem" alguma coisa de cor => os sabem, retomando "os pratos". Portanto, gabarito letra A.
12. (FCC / PREF. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO / ENFERMEIRO / 2019)
Em Atenas, um devedor, ao ter sua dívida cobrada pelo credor, primeiro pôs-se a pedir-lhe um
adiamento, alegando estar com dificuldade. Como não o convenceu, trouxe uma porca, a única
que possuía, e, na presença dele, colocou-a à venda. Então chegou um comprador e quis saber
se a porca era parideira. Ele afirmou que ela não apenas paria, mas que ainda o fazia de modo
extraordinário: para as festas da deusa Deméter, paria fêmeas e, para as de Atena, machos. E,
como o comprador estivesse assombrado com a resposta, o credor disse: “Mas não se espante,
pois nas festas do deus Dioniso ela também vai lhe parir cabritos.”
(Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 22)
Em “Mas não se espante, pois nas festas do deus Dioniso ela também vai lhe parir cabritos”, os
pronomes sublinhados referem-se ao
A) comprador e ao credor, respectivamente.
B) credor.
C) credor e ao comprador, respectivamente.
D) comprador
E) comprador e à porca, respectivamente
Comentários:
Ao retomar o texto, percebemos que o comprador ficou assombrado com a resposta. Então o
devedor falou ao comprador: "mas não se espante", ou seja, não fique espantado. Assim, o
pronome "se" é um pronome reflexivo e faz referência ao comprador.
Da mesma forma, o pronome "lhe" também faz referência ao comprador. Quando o devedor diz
ao comprador que a porca também "vai lhe parir cabritos", ele está dizendo que ela também vai
parir cabritos para ele, para o comprador.
Portanto, ambos os pronomes fazem referência ao comprador. Gabarito letra D.
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13. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
Um juramento faz crer que é no tempo, onde podemos confiar, que daremos vazão a força das
nossas vontades.
Comentários:
“Onde” deve ser usado somente para lugar físico, não para “tempo”. Questão incorreta.
14. (FCC / AFAP / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / 2019)
Considere os elementos sublinhados nas seguintes passagens do texto:
Cerca de 3,9 bilhões de pessoas usam a internet em todo o mundo atualmente, o que representa
mais da metade da população mundial...
Segundo a UIT, os países mais ricos do planeta registraram um crescimento sólido no uso da
internet, que passou de 51,3% de suas populações, em 2005, para atuais 80,9%.
Preservando as relações de sentidoque estabelecem nos contextos dados, os elementos
sublinhados estarão correta e respectivamente substituídos por
A) “cujo” e “a qual”.
B) “isso” e “o qual”.
C) “essa” e “os quais
D) “o qual” e “cuja”.
E) “isto” e “essa”.
Comentários:
Na primeira frase, temos “o” pronome demonstrativo neutro, com valor de “isso”, retomando o
fato mencionado anteriormente:
Cerca de 3,9 bilhões de pessoas usam a internet em todo o mundo atualmente, fato que
representa mais da metade da população mundial... (qual fato? O fato de que cerca de 3,9
bilhões de pessoas usam a internet)
Então, pelo valor demonstrativo anafórico de “o”, deveríamos substituir por “isso”, o que já nos
garantiria o gabarito na letra B.
Depois, utiliza-se “o qual” para retomar o referente anterior masculino “uso da internet”. Como o
referente é masculino e singular, não poderíamos jamais usar “a qual” (B), “os quais” (C), “cuja”
(D) ou “essa” (E). Gabarito letra B.
15. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO / 2019 - Adaptada)
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto
Na antiguidade clássica, onde o intento da pintura realista prevalecia, mesmo assim ela não
alcançava ser tão fotográfica.
Comentários:
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“Antiguidade clássica” não é lugar físico; logo, não é adequado usar “onde”. Questão incorreta.
16. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE PLAN. ORÇ. E GESTÃO / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
Sempre há alguma provocação nos contos machadianos, em cujos encontramos teses das quais é
difícil rebater.
Comentários:
“Rebater” não pede preposição, então não cabe esse ‘das quais’, a forma adequada seria apenas
‘as quais’, sem esse “DE” que não é exigência do verbo. Questão incorreta.
17. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
Um juramento faz crer que é no tempo, onde podemos confiar, que daremos vazão a força das
nossas vontades.
Comentários:
“Onde” deve ser usado para fazer referência a lugar físico. Além disso, faltou o acento indicativo
de crase: dar vazão à força das nossas vontades (vazão A+A força). Questão incorreta.
18. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO / 2019 - Adaptada)
O emprego das formas pronominais e verbais se dá de modo plenamente adequado na frase: Os
planejamentos em cujos estávamos envolvidos requiseram de nós muito empenho e dedicação.
Comentários:
Esta redação tem problema de “cujo solto”: cujos o que estávamos envolvidos? Aqui, o “cujos”
está “boiando”, sem ligar dois substantivos, isso porque não há mesmo sentido de posse nessa
redação. Uma possível correção seria: planejamentos com os quais/que estávamos envolvidos...
Questão incorreta.
19. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019 - Adaptada)
A correção do segmento dado é preservada caso se substitua o elemento sublinhado pelo que
está entre parênteses no seguinte caso:
Jamais lhes ocorreu a ideia de tirar outro proveito daquele artefato (se apresentou a eles).
Comentários:
Para substituir “a ele(s)(a)”, usamos “lhe(s)”; uma ideia ocorrer a alguém equivale em sentido a
“uma ideia se apresentar a alguém”, então a redação está perfeita. Questão correta.
20. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
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A força de um juramento, cuja beleza está na disposição da vontade humana, pode reverter em
amarga frustração.
Comentários:
Perfeita a redação, há relação de posse: beleza de quem/do quê? Beleza do juramento. Questão
correta.
21. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)
Levando em conta apenas os fragmentos dados, a alternativa em que os trechos estão
corretamente reescritos, com a expressão sublinhada substituída pelo pronome é:
A) conseguiu erradicar males... / conseguiu erradicar-nos.
B) evitar a marcha rumo à barbárie. / evitar-lhe.
C) apagou da memória as imagens... /apagou-lhes da memória.
D) apunhalam o individual e o coletivo. / apunhalam-nos.
E) enfrentaram selvas, secas, tempestades. / enfrentaram-lhes.
Comentários:
Inicialmente, temos de eliminar as alternativas com “lhe” substituindo termos não
preposicionados. Se o termo sublinhado não tem preposição, então não há como usar “lhe” no
seu lugar. Assim, eliminamos imediatamente B, C e E, pois os termos sublinhados são objetos
diretos. As formas corretas seriam: “evitá-la”, “apagou-as” e “enfrentaram-nas”. Quando o verbo
termina em som nasal, acrescenta-se o N.
Em seguida, eliminamos a letra A, pois* a forma correta seria “erradicá-los”, corta-se o R e
acrescenta-se o L. Por esse motivo, está correta a forma “apunhalam-nos”: apunhanhalaM+N+os
(=o individual e o coletivo). Gabarito letra D.
22. (FCC / PREF. DE RECIFE - PE / ASSISTENTE DE GESTÃO PÚBLICA / 2019 - Adaptada)
Julgue o item a seguir:
Na frase “É como se Ronaldinho Gaúcho usasse uma chuteira que acertasse o gol por si”, o
pronome sublinhado retoma “Ronaldinho Gaúcho”.
Comentários:
“que” é pronome relativo que retoma “chuteira”, pois é a chuteira que vai acertar o gol por si.
Questão incorreta.
23. (FCC / SABESP / NÍVEL MÉDIO / 2019)
Os termos em negrito estão substituídos, de acordo com a norma-padrão, em:
A) viu a águia − viu-la
B) avistou um escaravelho − avistou-no
C) fez uma bola − fê-la
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D) devorou a lebre − devorou-lhe
E) fazem o ninho − fazem-lhe.
Comentários:
Para resolver a questão, lembre-se que:
Quando os verbos são terminados em /r/, /s/, /z/ + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
Ex: fez uma bola − fê-la (Letra C)
Quando os verbos são terminados em som nasal, como /m/, /ão/, /aos/, /õe/, /ões/ + o, os, a, as,
teremos simples acréscimo de /n/: no, nos, na, nas.
Após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos), seguidos do
pronome -nos, corta-se o /s/ final do verbo.
Assim, "viu-la" e "avistou-no" não são formas possíveis.
Além disso, em (D) e (E) há complementos verbais diretos, ou seja, a substituição correta é pelos
pronomes "a" e "o", respectivamente. Portanto, gabarito letra C.
24. (FCC / METRÔ-SP / ENFERMEIRO / 2019)
No passado, convivera muito tempo com a mãe. Filho único, sentia-se obrigado a cuidar da
velhinha que cedo enviuvara. Não se tratava de tarefa fácil: como ele, a mãe era uma mulher
amargurada. Contra a sua vontade, tinha casado, em 31 de dezembro de 1914 (o ano em que
começou a Grande Guerra, como ela fazia questão de lembrar) com um homem de quem não
gostava, mas que pais e familiares achavam um bom partido. Resultado desse matrimônio: um
filho e longos anos de sofrimento e frustração. O filho tinha de ouvir suas constantes e
ressentidas queixas. Coisa que suportava estoicamente; não deixou, contudo, de sentir certo
alívio quando de seu falecimento, em 1984. Este alívio resultou em culpa, uma culpa que
retornava a cada Natal. Porque a mãe falecera exatamente na noite de Natal. Na véspera, no
hospital, ela lhe fizera uma confissão surpreendente: muito jovem, apaixonara-se por um primo,
que acabou se transformando no grande amor de sua vida. Mas a família do primo mudara-se, e
ela nunca mais tivera notícias dele. Nunca recebera uma carta, uma mensagem, nada. Nem ao
menos um cartão de Natal.
Em muito jovem, apaixonara-se por um primo, que acabou se transformando no grande amor de
sua vida (2º parágrafo), os pronomes sublinhadosreferem-se
A) à mãe.
B) à mãe e ao primo, respectivamente.
C) ao primo.
D) ao primo e à mãe, respectivamente.
E) ao primo e ao amor, respectivamente.
Comentários:
Retomando o trecho original, podemos substituir as partes do enunciado por:
A mãe apaixonara por um primo / acabou o primo transformando no grande.".
Assim, os pronomes "se" referem-se respectivamente a "mãe" e "primo. Gabarito letra B.
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25. (FCC / METRÔ-SP / ANALISTA / 2019)
O filme opõe uma família de desempregados, condenados a viver como parasitas, a uma família
de ricos frívolos, enredados. (...)
O que se instila na parábola de Bong Joon-ho é um conservadorismo estético. É fato que o
estado político, social e econômico do mundo desautorizou as ambições da modernidade. A casa
da família rica, em seu empenho modernista, não só não resolve a desigualdade econômica
como a esconde, encobre, transforma-a em fantasma..
entre os muros que os separam da realidade (5º parágrafo)
como a esconde, encobre, transforma-a em fantasma (8º parágrafo)
Os pronomes sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
A) muros − casa da família rica
B) desempregados − modernidade
C) ricos frívolos − desigualdade econômica
D) ricos frívolos − casa da família rica
E) desempregados − desigualdade econômica.
Comentários:
Retomando os trechos originais, temos que:
"O filme opõe uma família de desempregados, condenados a viver como parasitas, a uma família
de ricos frívolos, enredados em pequenas neuroses e ambições previsíveis, entre os muros que os
separam da realidade"
Em uma leitura desatenta, você poderia pensar que o pronome oblíquo "os" (masculino plural)
estaria retomando "desempregados" ou "ricos frívolos", porém o contexto desfaz essa possível
ambiguidade: separados entre muros estão os "ricos frívolos".
"A casa da família rica, em seu empenho modernista, não só não resolve a desigualdade
econômica como a esconde, encobre, transforma-a em fantasma"
O pronome oblíquo "a" retoma o termo "desigualdade econômica": esconde O QUÊ?, encobre
O QUÊ? A desigualdade econômica. Gabarito letra C.
26. (FCC / CLDF / TÉCNICO LEGISLATIVO / 2018 - Adaptada)
Julgue o item a seguir:
... acabo de ler dois ótimos livros de contos que quebram qualquer preconceito eventual que se
tenha contra o gênero.
Os termos sublinhados em “que quebram qualquer preconceito eventual que se tenha contra o
gênero” constituem, respectivamente, um pronome e uma conjunção que introduz oração com
função de predicativo.
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Comentários:
Os dois “quês” são apenas pronomes relativos, o primeiro retoma “contos” e o segundo retoma
“preconceito eventual”. Questão incorreta.
27. (FCC / CLDF / TÉCNICO LEGISLATIVO / 2018 - Adaptada)
Julgue o item a seguir:
No segmento Desde Machado de Assis, que colocou o gênero entre nós num patamar muito
alto..., o pronome “que” pode ser substituído por “onde”.
Comentários:
Apenas se utiliza “onde” para fazer referência a lugar físico. Machado de Assis não é um lugar.
Questão incorreta.
28. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018 - Adaptada)
Julgue o item a seguir.
Cabe ao estabelecimento fornecedor emitir nota fiscal em nome do estabelecimento adquirente,
a qual, além das exigências já previstas, devem constar nome, endereço e número de inscrição
estadual do estabelecimento aonde os produtos serão entregues.
Comentários:
Cabe ao estabelecimento fornecedor emitir nota fiscal em nome do estabelecimento adquirente,
NA QUAL, além das exigências já previstas, devem constar nome, endereço e número de
inscrição estadual do estabelecimento onde os produtos serão entregues. (CONSTA NA NOTA
FISCAL). Questão incorreta.
29. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018)
O pronome que substitui corretamente o complemento verbal destacado no seguimento,
conforme a norma-padrão da língua portuguesa, está expresso em:
A) presumindo, portanto, uma pacata contemplação (4º parágrafo) - a
B) a música era entendida como algo que suscita paixões (4º parágrafo) - lhes
C) Zeus teria designado uma medida apropriada e um justo limite para cada ser (1º parágrafo) -
os
D) Impõe um limite ao “bocejante Caos”. (1º parágrafo) – o
E) ela exprime a possibilidade [...] da irrupção do caos na beleza da harmonia (2º parágrafo) - lhe
Comentários:
Embora fosse perfeitamente possível resolver por eliminação, entendo que cabe recurso contra
essa questão. Vejamos.
(A) presumindo uma pacata contemplação
presumindo -a
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Contudo, a banca parece não ter notado que havia a conjunção “portanto” intercalada, de modo
que não seria possível simplesmente unir o pronome ao verbo, ou teríamos algo como:
(A) presumindo, portanto, - a
B e E incorretas porque não usamos –lhe como objeto direto. O –lhe substitui objetos indiretos.
C- Tendo em vista a regra de colocação pronominal que proíbe o pronome oblíquo átono após
particípio, a estrutura seria algo como: lhe (a ele, a cada ser) designado uma medida
D- O –lhe substitui objetos indiretos, então a forma correta seria: impõe-lhe um limite. Gabarito
letra A.
30. (FCC / TRT - 15ª Região (SP) / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)
Tratando do estado de solidão ou da necessidade de convívio, Sêneca vê no estado de solidão
uma contrapartida da necessidade de convívio, assim como vê na necessidade de convívio uma
abertura para encontrar satisfação no estado de solidão.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos grifados, na ordem
dada, por:
A) naquele − desta − nesta − naquele
B) nisso − daquilo − naquela − deste
C) este − do outro − na primeira − no último
D) nisto − disso − naquela − desse
E) na primeira − do segundo − numa − noutra.
Comentários:
Temos dois termos discriminados: 1) o estado de solidão; 2) a necessidade de convívio. Então,
devemos usar “esta” para o mais próximo: a necessidade de convívio e “aquele” para o mais
distante: o estado de solidão. Então, contraindo com as preposições “em” e “de”, teremos:
naquele − desta − nesta – naquele. Gabarito letra A.
31. (FCC / SABESP / NÍVEL MÉDIO / 2018)
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito
do pé, como antigamente...
Para eliminar a repetição da palavra "bola", o segmento destacado deve ser substituído,
conforme a norma-padrão da língua, por
A) equilibrá-la
B) equilibrar-la
C) equilibrá-lhe
D) equilibrar-lhe
E) equilibrar-na.
Comentários:
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Lembre-se de que:
Quando os verbos são terminados em /r/, /s/, /z/ + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
Assim, ao substituir "bola" em "equilibrar a bola", o correto é "equilibrá-la". Gabarito letra A.
32. (FCC / CLDF / TÉCNICO LEGISLATIVO / 2018)
Contudo, vou lhe dar esse apoio”, disse a raposa. Assim, como um cão farejador, saiu à procura
da corça e foi tramando trapaças rumo à floresta, seguindo a indicação de uns pastores, a quem
ela perguntou se tinham visto uma corça sangrando.
A raposa a encontrou esbaforida e parou diante dela com a maior cara de pau. Indignada, a
corça arrepiou o pelo e disse: “Nunca mais você me pega, sua peste! E se chegar perto de mim,
não sairá viva! Vá raposinhar com outros, inexperientes, estimulando-os a se tornarem reis!”
No trecho transcrito,os termos destacados constituem, respectivamente,
A) pronome − pronome − artigo e artigo.
B) artigo − artigo − pronome e artigo.
C) pronome − artigo − pronome e preposição
D) preposição − artigo − pronome e preposição.
E) artigo − pronome − artigo e preposição.
Comentários:
O primeiro “a” é pronome oblíquo átono, pois retoma um termo feminino singular anteriormente
mencionado (a corça) e funciona como complemento de “encontrar”. O segundo é artigo, pois
refere-se ao substantivo “cara”: a cara de pau. O adjetivo “maior” entra normalmente entre o
substantivo e o artigo. O “os” é pronome oblíquo átono, pois retoma “outros”. O último “a” é
apenas preposição: estimular A fazer alguma coisa. Gabarito letra C.
33. (FCC / TCE-SP / AGENTE DE FISCALIZAÇÃO / 2017)
Assinale a alternativa em que, na expressão destacada, o termo “o” está empregado como
pronome demonstrativo.
A) … e que foi ganho com o suor do meu rosto.
B) … para desrespeitar a vontade do falecido.
C) … em que se tomou conhecimento do que a carta dizia…
D) … uma carta […] cuidadosamente colocada dentro do cofre…
E) Apanhou um resfriado, do resfriado passou à pneumonia…
Comentários:
O “o” é considerado pronome demonstrativo quando estiver diante da preposição DE ou do
pronome relativo QUE e for equivalente a AQUILO. Veja:
em que se tomou conhecimento do que a carta dizia…
em que se tomou conhecimento daquilo que a carta dizia…
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Observe que essa substituição não funciona em nenhuma das outras sentenças, porque nelas o
“o” não é pronome demonstrativo, é artigo. Gabarito letra C.
34. (FCC / TRE-SP / 2017 - Adaptada)
A frase está redigida com clareza e correção:
A humanidade assiste a uma revolução tecnológica e comportamental inédita, cujas
consequências ainda não são passíveis de mensuração.
Comentários:
Observe o uso do pronome “cujas”:
Estabelece relação de posse entre “revolução tecnológica e comportamental inédita” e
“consequências” (consequências DA revolução).
Concorda em gênero feminino e número plural com seu termo seguinte (consequências) e não
concorda com seu referente “revolução tecnológica e comportamental inédita”
Não pode ser substituído por outro relativo. Questão correta.
35. (FCC / TST / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2017 - Adaptada)
Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos
seus?
Julgue o item a seguir
O emprego de seus caracteriza aqui um uso de pronome na função usual de um adjetivo.
Comentários:
Aqui, de modo indireto, a banca está perguntando se “seus” é pronome adjetivo (acompanha
substantivo) ou pronome substantivo (substitui um substantivo). “Seus” apareceu sozinho, não
acompanha ninguém; logo, não é pronome adjetivo, é pronome substantivo. Questão incorreta.
36. (FCC / TRT 14ª Região / 2016)
“Isto pode despertar a atenção de outras pessoas que tenham documentos em casa e se
disponham a trazer para a Academia, que é a guardiã desse tipo de acervo, que é muito difícil de
ser guardado em casa, pois o tempo destrói e aqui temos a melhor técnica de conservação de
documentos", disse Cavalcanti.
O termo sublinhado faz referência a
A) pessoas.
B) acervo.
C) Academia.
D) tempo.
e) casa.
Comentários:
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O pronome relativo “que” faz referência ao seu antecedente. O que é muito difícil de guardar em
casa? O acervo. Gabarito letra B.
37. (FCC / SEGEP-MA / TÉCNICO / 2016)
Não raro, o homem moderno considera construções antigas como bens ultrapassados, ___
deveriam ceder lugar a edificações mais arrojadas.
Preenche corretamente a lacuna da frase o que se encontra em:
A) dos quais
B) nos quais
C) onde
D) os quais
E) aonde.
Comentários:
“Onde” e “aonde” devem ser eliminados de plano, pois não há referência a lugar. “Dos quais” e
“nos quais” também devem ser eliminados, pois nenhum termo pede preposição “de” ou “em”.
Gabarito letra D.
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QUESTÕES COMENTADAS - COLOCAÇÃO PRONOMINAL - FCC
1. (FCC/TRT 18/2023)
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Encenação da morte
A vida nos quer, a morte nos quer. Somos o resultado da tensão ocasionada pelas duas forças
que nos puxam. Esse equilíbrio não é estável. Amplo, diverso e elástico é o campo de força da
vida, e vale a mesma coisa para o campo da morte. Se ficamos facilmente deprimidos ou
exaltados é em razão das oscilações de intensidade desses dois campos magnéticos, sendo o
tédio o relativo equilíbrio entre os dois.
Às vezes é mais intensa a pressão da vida, outras vezes é mais intensa a pressão da morte. Não
se quer dizer com isso que a exaltação seja a morte e a depressão seja a vida. Há exaltações e
exultações que se polarizam na morte, assim como há sistemas de depressão que gravitam em
torno da vida. O estranho, do ponto de vista biológico, é que somos medularmente solitários
com ambos os estados de imantação mais intensa, os da vida e os da morte. Não aproveitamos
apenas a vida, mas usufruímos também as experiências da morte, desde que essas não nos
matem.
Ganhei várias vezes da morte, isto é, inúmeras vezes os papéis que a morte representou para
mim não chegaram a ser convincentes ou não chegaram a fazer grande sucesso. Matei várias
mortes. (...) Mas outro dia dei dentro de mim com uma morte tão madura, tão forte, tão
irrespondível, tão parecida comigo que fiquei no mais confuso dos sentimentos. Esta eu não
posso matar, esta é a minha morte. O Vinícius de Moraes, que entende muito de morte, disse
que nesse terreno há sempre margem de erro, e que talvez eu tenha ainda de andar um bocado
mais antes de encontrar a minha morte. Pode ser. Não sei. Quem sabe?
(Adaptado de CAMPOS, Paulo Mendes. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte:
Autêntica, 2021, p. 246-248, passim)
Ao tratar da morte, o cronista atribui à morte um poder de imantação tal que acaba por
identificar a morte como uma força que, paradoxalmente, exerce uma estranha atração até
mesmo sobre os que temem a morte.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados, na
ordem dada, por:
A) atribui-lhe − identificá-la − a temem
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B) lhe atribui − identificar a ela − lhe temem
C) atribui-lhe − a identificar − temem-lhe
D) atribui nela − lhe identificar − temem-na
E) a atribui − identificar-lhe − a temem
Comentário:
Basicamente, o -lhe equivale a “a ele”. O termo “a morte” não é preposicionado.
Existe um macete que funciona há anos na prova da FCC. Se o termo sublinhado não é
preposicionado, não pode ser usado o pronome -LHE, então podemos eliminar todas as
alternativas com -LHE.
A) atribui-lhe − identificá-la − a temem
B) lhe atribui − identificar a ela − lhe temem
C) atribui-lhe − a identificar − temem-lhe
D) atribui nela − lhe identificar − temem-na
E) a atribui − identificar-lhe − a temem
Resta:
A) atribui-lhe − identificá-la − a temem
atribui a ela (à mortE)
identificá-la = identificar (a mortE) : corta-se o R do infinitivo e acrescenta-se L.
a temem: o pronome relativo “que” atrai próclise.
Gabarito: A
2. (QUESTÃO INÉDITA / ESTRATÉGIA CONCURSOS / 2021)
Assinale a alternativa em que o emprego e a colocação do pronome na frase estão de acordo
com a norma-padrão.A) A proposta de reforma precisa passar por modificações para que parlamentares lhe aprovem.
B) Houve resistência à criação de um novo imposto. É necessário esclarecer as razões que
justifique-o.
C) A reforma beneficia principalmente as empresas. A nova proposta visa desonerar elas ao
pagarem salários.
D) Foi apresentado um novo imposto nos moldes da antiga CPMF. No entanto, parlamentares
não o aprovaram.
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E) Não pode-se prever quando haverá uma reforma tributária consolidada. O ministro ainda
precisa fazer inúmeras articulações políticas.
Comentários:
A: errada. O verbo aprovar é transitivo direto, portanto, o pronome oblíquo utilizado não poderia
ser lhe, que exerce a função de objeto indireto. O correto seria “A proposta de reforma precisa
passar por modificações para que parlamentares a aprovem”.
B: errada. O pronome relativo que é atratora. Logo, o correto seria “Houve resistência à criação
de um novo imposto. É necessário esclarecer as razões que o justifique”
C: errada. O pronome pessoal reto elas foi usado no lugar de um pronome oblíquo. Em posição
de objeto, considerando que o verbo desonerar é transitivo direto, o correto seria “A nova
proposta visa desonerá-las ao pagarem salários”.
D: correta. O pronome oblíquo o está antes do verbo (ocorrendo a próclisE) porque não é uma
palavra atratora. Além disso, esse pronome foi corretamente empregado por exercer a função de
objeto direto do verbo aprovaram. Lembrando que lhe/lhes é empregado quando ocupa a
função de objeto indireto.
E: errada. A palavra negativa não é atratora. Desse modo, o correto seria “Não se pode prever
quando haverá...”.
Gabarito: letra D.
3. (QUESTÃO INÉDITA / ESTRATÉGIA CONCURSOS / 2021)
“Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) prevê mudanças...”
No contexto, o verbo da frase acima possui o mesmo tipo de complemento do que se encontra
em:
A) quantidade de peixes que se alimentam de algas na região tropical
B) em algumas regiões haverá deslocamento geográfico
C) é preciso pensar em alternativas para isso
D) se esses ambientes mudarão
E) Os resultados são desanimadores
Comentários:
O verbo em questão (prever) é transitivo direto, portanto pede como complemento um objeto
direto.
A: errada. O verbo pronominal alimentar-se pede como complemento um objeto indireto.
B: correta. O verbo haver possui como complemento um objeto direto, ou seja, um
complemento verbal não regido de preposição.
C: errada. O verbo pensar nesse contexto é transitivo indireto (pensar em).
D: errada. O verbo mudar nesse contexto é intransitivo. Logo, ele não necessita de
complemento.
E: errada. O verbo são é de ligação. “Desanimadores” é predicativo do sujeito, e não
complemento verbal.
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Gabarito: letra B.
4. (GESTOR DE SANEAMENTO ENGENHARIA CIVIL - SEMAE SÃO JOSÉ DO RIO
PRETO-SP / 2020)
Leia um trecho do romance “A Madona de Cedro”, de Antonio
Callado, para responder à questão.
No primeiro dia no Rio de Janeiro, Delfino Montiel quase se afogou. Ele tinha aprendido a nadar
menino ainda no rio das Velhas, na fazenda de seu tio Dilermando. Mas a corrente dos rios é
honesta e determinada, vai reta e sempre se disciplina pelas margens. O mar... Ora, quem vai
entender o mar? Delfino largou-se para o mar no mesmo dia em que chegara ao Rio. Atravessou
a areia e foi entrando no mar numa espécie de exaltação. Queria chorar com aquela frescura de
água azul, queria abraçar e beijar o mar. A primeira onda que lhe veio ao encontro, Delfino a
recebeu de braços abertos. Ela o derrubou numa cascata de areia e espuma. Ele bebeu água,
muita, mas estava embriagado de mar.
Só quando já se achava sentado na areia, arquejante, entre uma súcia de curiosos, é que Delfino
compreendeu que quase tinha morrido afogado. Um dos que o havia salvo era um rapagão
simpático que lhe perguntou:
– Você donde é que veio, patrício, de Cabrobó¹ ou Caixa Prego² ?
– De Congonhas do Campo, respondeu Delfino ingenuamente.
Muita gente riu em torno dele.
– Pois, se você ainda quer rever Congonhas, trate o mar com mais desconfiança.
Enquanto o rapaz se afastava, Delfino notou principalmente o riso de uma menina de cabelos cor
de mel. Ele a notou porque a menina não queria exatamente rir, com pena dele que estava, mas
sua companheira ria tão à vontade que ela não podia deixar de acompanhá-la.
Com os olhos fitos nela, Delfino a foi acompanhando com a vista enquanto a menina entrava no
mar. Viu logo que era uma amiga íntima do mar. Viu-a furar uma primeira onda, ligeira e exata
como uma agulha mergulhando na dobra azul de um pano. Quando ela se levantou do
mergulho, o cabelo cor de mel estava preto e grudado ao pescoço, preto-esverdeado, como se
ela tivesse voltado mais marinha do fundo do mar.
(Record/Altaya. Adaptado)
¹Cabrobó é uma cidade pernambucana no sertão do São Francisco.
²Caixa Prego significa lugar muito distante, longínquo.
A colocação do pronome no trecho original do texto pode ser alterada, seguindo a
norma-padrão, como indicado na alternativa:
A) ... é honesta e determinada, vai reta e sempre disciplina-se pelas margens.
B) A primeira onda que veio-lhe ao encontro, Delfino recebeu-a de braços abertos.
C) Só quando já achava-se sentado na areia, arquejante...
D) Um dos que havia salvo-o era um rapagão simpático...
E) Com os olhos fitos nela, Delfino foi acompanhando-a com a vista...
Comentários:
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A - Essa colocação está inadequada, pois o vocábulo "sempre" é um advérbio, e advérbio é
palavra atrativa. Deve-se, portanto, utilizar a próclise. O correto seria: "... é honesta e
determinada, vai reta e sempre se disciplina pelas margens.".
B - Essa colocação está inadequada, pois o vocábulo "que" é um pronome relativo e é, portanto,
uma palavra atrativa. Deve-se, então, utilizar a próclise. O correto seria: "A primeira onda que lhe
veio ao encontro, Delfino recebeu-a de braços abertos.".
C - Essa colocação está inadequada, pois o vocábulo "já" é um advérbio e é, portanto, uma
palavra atrativa. Deve-se, então, utilizar a próclise. O correto seria: "Só quando já se achava
sentado na areia, arquejante...".
D - Essa colocação está inadequada, pois o verbo "salvo" está conjugado no particípio e não se
pode colocar pronomes átonos após verbo no particípio. Além disso, o pronome relativo "que" é
palavra atrativa de próclise.
E - Essa colocação está adequada, pois o verbo está no gerúndio e, portanto, a ênclise é
obrigatória.
Atenção: A ênclise é obrigatória com verbo no gerúndio, desde que não seja precedido da
preposição "em".
Gabarito: letra E.
5. (FCC / ALAP / ANALISTA LEGISLATIVO / 2020)
É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, a gravidade desses impasses se
faz sentir até hoje, uma vez que não solucionamos esses impasses nem mesmo amenizamos as
consequências desses impasses.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na
ordem dada, por:
A) onde a gravidade − lhes solucionamos − as próprias consequências
B) a gravidade de cujos − os solucionamos − as consequências em si mesmas
C) em cuja gravidade − lhes solucionamos − suas consequências
D) cuja gravidade − os solucionamos − suas consequências
E) da qual gravidade − solucionamo-los − as consequências dos mesmos
Comentários:
O pronome "lhe" substitui termos preposicionados [a/para ele(A)(s)]. Nenhum termo é
preposicionado, então já poderíamosentão já poderíamos eliminar A e C. O primeiro termo
possui sentido de posse (gravidade desses impasses), então faria sentido usar "cuja". O termo
"impasses" é masculino e plural, então devemos trocar por "os". O "não" é palavra negativa e
atrai próclise, de modo que teremos o pronome "os" antes do verbo. Assim, temos:
É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, cuja gravidade se faz sentir até
hoje, uma vez que não os solucionamos nem mesmo amenizamos suas consequências.
A propósito, a FCC não tolera o uso de "o mesmo" para substituir palavras:
Meu pai é médico, o mesmo se formou em cardiologia (errado!)
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Meu pai é médico, ele se formou em cardiologia (certo!)
A gramática normativa abona o uso do "mesmo" quando significa "a mesma coisa/o mesmo
evento". Veja:
Fui assaltado no Rio e o mesmo aconteceu com minha irmã (certo! a mesma coisa, ser assaltadA).
Gabarito letra D.
6. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO ADM. / 2019)
O emprego das formas pronominais e verbais se dá de modo plenamente adequado na frase:
Eles haviam resguardado-se de planejar, e os imprevistos da operação acabaram tragando-lhes.
Comentários:
Resguardado é verbo no particípio e não pode haver pronome oblíquo átono após particípio.
Questão incorreta.
7. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO ADM. / 2019)
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto
Se lhe proviessem como um pintor lírico, caso Deus assim lhe favorecesse, o poeta Mário
Quintana disporia-se a transfigurar o real.
Comentários:
“Disporia” é verbo no futuro do pretérito e não cabe ênclise, o pronome não pode estar após o
verbo nesse caso. Questão incorreta.
8. (FCC / AFAP / ASS. ADMINISTRATIVO DE FOMENTO / 2019)
A faixa “O Boto”, em seu álbum “Urubu”, é uma sinfonia de pios. Estão integrados com tal
naturalidade à orquestração que podem nem ser “escutados” pelos menos atentos. Mas estão lá
no disco, e executados pelo próprio Tom - quem mais?
Preservando as relações de sentido no contexto e respeitando as regras gramaticais, a pergunta
que encerra o texto poderia ser substituída por
(A) quem mais executaria-os?
(B) quem mais executariam-nos?
(C) quem mais lhes executaria?
(D) quem mais executariam-lhes?
(E) quem mais os executaria?
Comentários:
Aqui, uma questão de uso de pronomes/colocação pronominal. “Quem” é um pronome
interrogativo, então atrai próclise. Além disso, em ‘executar os pios”, por haver um complemento
sem preposição, “os pios” deveria ser substituído por: “os”, antes do verbo. Assim, a única forma
correta entre as opções seria: quem mais os executaria? Gabarito letra E.
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9. (FCC / COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO / 2019)
Observe o seguinte trecho.
É assim inclusive com essas crônicas, que tenho vergonha de publicar, mas gosto demais de
escrever para parar ...
Preservando a correção e a relação de sentido estabelecida com o elemento sublinhado, a frase
acima pode ser completada com a seguinte expressão:
A) de divulgá-la.
B) de divulgá-lo.
C) de divulgar-lhe.
D) de divulgar-lhes.
E) de divulgá-las.
Comentários:
O termo que completa a oração faz referência a crônicas, dessa forma o correto seria: “de
divulgá-las”. "Divulgar" é um VTD, portanto não caberia pronome átono "lhes".
Gabarito: letra E.
10. (FCC / COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO / 2019)
... enfim, gente do povo que ia colonizar as novas terras conquistadas para o Império.
Mantendo-se a correção e o sentido, o segmento sublinhado acima pode ser substituído por:
A) colonizá-la
B) colonizando
C) colonizá-las
D) colonizá-lo
E) colonizá-los
Comentários:
Veja que "as novas terras conquistadas" é complemento do verbo colonizar e o núcleo desse
complemento ("terras")está flexionado no plural e no gênero feminino.
Por esses motivos, o pronome que substituir o trecho deve ser do caso oblíquo (pois irá ocupar a
posição de objeto) e deve ser flexionado no plural e no feminino.
Dentre as alternativas propostas, a única que atende todos os requisitos para manter a correção e
o sentido é COLONIZÁ-LAS. Gabarito: letra C
11. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”.
A reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.
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B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
Comentários:
A) É proibido o uso do pronome após verbos no particípio "escondido". A forma adequada é "o
sol tinha SE escondido" (próclisE). Incorreta.
B) Basicamente, existem três possibilidades no que se refere à colocação pronominal, sendo elas:
próclise (pronome ANTES do verbo), mesóclise (pronome no MEIO do verbo) e ênclise (pronome
DEPOIS do verbo). Entretanto, aqui temos o pronome antes da preposição "a" e não se
relacionando diretamente com o verbo "esconder". Incorreta.
C) Exatamente o mesmo caso do item B, ou seja, não devemos colocar o pronome antes da
preposição "a". Incorreta.
D) É proibido iniciar a oração com pronome oblíquo átono . Incorreta.
E) Com verbos no infinitivo "esconder", é livre a posição do pronome, antes ou depois do verbo
(a SE esconder ou a esconder-SE). Alternativa correta. Gabarito letra E.
12. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
Comentários:
A) Temos um caso no qual a colocação pronominal está perfeita, pois é proibido posicionar o
pronome oblíquo átono logo após a vírgula, ou seja, a ÊNCLISE foi usada corretamente
"cheirando-O". Alternativa correta.
B) É proibido o uso do pronome após verbos no futuro "seria" e também não podemos usar a
forma "LHE seria". A forma mais adequada é "seria útil A ELE(A) ter...". Incorreta.
C) É proibido iniciar oração com pronome oblíquo átono. A forma adequada é "fascinou-ME".
Incorreta.
D) O "que" é um pronome relativo cuja função é retomar o pronome demonstrativo "o" (O que
= AQUILO quE), ou seja, o pronome relativo é uma clássica palavra atrativa e a forma adequada
é "o que LHE lembrou". Incorreta.
E) A conjunção "conforme" também é uma palavra atrativa, uma vez que as conjunções
subordinativas são palavras atrativas. A forma adequada é "conforme O abria". Incorreta.
Gabarito letra A.
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==2537cb==
13. (MÉDICO (PREF AUGUSTO PESTANA/RS) /2019)
Em relação à colocação do pronome oblíquo átono, marcar C para as sentenças Certas, E para as
Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Me conta o que ouviste.
( ) Ninguém me visitou.
A) E - C.B) C - C.
C) C - E.
D) E - E.
Comentários:
(E) Me conta o que ouviste.
ERRADO.
Pessoal, na língua culta não se inicia oração com pronome oblíquo. O correto seria o pronome
estar enclítico, isto é, depois do verbo→ Conta-me o que ouviste.
(C) Ninguém me visitou.
CERTA.
Nesse caso, a colocação pronominal está correta. O pronome indefinido "ninguém" é
uma palavra atrativa, portanto o pronome "me" é atraído para antes do verbo, ou seja,
fica proclítico.
Gabarito: letra A.
14. (FISCAL DE PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR - SSPC (PREF VALINHOS/SP) / 2019)
A colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão em:
A) Não importa de onde o torcedor vem, é preciso que aproximemo-lo do seu clube do coração.
B) O torcedor, ao não aproximar-se do clube, é alijado do seu pleno direito de torcida.
C) Os preços impeditivos assustam os torcedores e geralmente mantêm-nos longe dos estádios.
D) Iniciativas de redução de preço das entradas são bem-vistas, e mais clubes estão copiando-as.
E) A entrada com preço reduzido parece ser uma tendência e quem usa-as mais é o torcedor
mais carente.
Comentários:
A - 'Que' é palavra atrativa. O correto seria 'é preciso que o aproximemos'.
B - 'Não' é palavra atrativa. A banca não considera a possibilidade de ênclise ao verbo no
infinitivo. Portanto, o correto seria 'ao não o aproximar'.
C - 'Geralmente' é palavra atrativa (advérbio). O correto seria 'geralmente nos mantêm'.
D - Não há nada que proíba próclise ou ênclise ('estão copiando-as'). Alternativa correta.
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E - 'Quem' é palavra atrativa. O correto seria 'e quem as usa'.
Gabarito: letra D.
15. (CÂMARA MUNICIPAL DE MAUÁ (SP) / 2019)
Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes atende à norma-padrão da língua
portuguesa.
A) Sempre nos iludiram com a ideia de felicidade absoluta.
B) As pessoas que limitam-se ao consumismo não são felizes.
C) Embora iludissem-me com aquelas promessas, não acreditei.
D) Nunca deve-se acreditar na ideia de felicidade constante.
E) Quem perde-se em ilusões a respeito de felicidade, sofre mais.
Comentários:
A - 'Sempre' é advérbio e, portanto, palavra atrativa. A próclise é obrigatória ("Sempre nos...").
Alternativa correta.
B - 'Que' é palavra atrativa. O correto seria 'que se limitam'.
C - 'Embora' é palavra atrativa. O correto seria 'embora me iludissem'.
D - 'Nunca' é palavra atrativa. O correto seria 'Nunca se deve'.
E - 'Quem' é palavra atrativa. O correto seria 'Quem se prede'.
Gabarito: letra A.
16. (PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA (SP) / 2019)
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal do enunciado atende à norma-padrão.
A) E dos 8,8 milhões que matricularam-se, 700 mil abandonaram a escola antes do final do ano
letivo.
B) De acordo com o estudo, gera-se um acréscimo salarial médio de R$ 35 mil ao longo da vida
com a conclusão do ensino médio.
C) As evidências mostram que trabalhadores mais qualificados realmente tornam-se mais
produtivos e atraem mais investimentos.
D) Se vê que há muito a fazer na educação, com planejamento, competência e coordenação em
várias frentes.
E) Com a evasão escolar, existe o custo individual que cada jovem que não forma-se
academicamente sofre.
Comentários:
A - Caso de próclise: 'que se matricularam'
B - Recomenda-se ênclise ao iniciar orações após vírgula ou ponto e vírgula: 'gera-se...'
C - Caso de próclise: 'realmente se tornam...'
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D - Caso de ênclise: 'Vê-se...'
E - Caso de próclise: 'cada jovem que não se forma...'
Gabarito: letra B.
17. (CGE-CE–Conhec. Básicos – 2019)
E no meio daquele povo todo sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, uma
moça bonita, um amigo animado. Candeia era morta.
O vocábulo “se”
A) poderia ser suprimido, sem alteração dos sentidos do texto.
B) encontra-se em próclise devido à presença do advérbio “sempre”.
C) indetermina o sujeito da forma verbal “encontrava”.
D) retoma a palavra “povo” (L.10).
E) indica reciprocidade.
Comentários:
Em “sempre se encontrava” temos o pronome antes do verbo sendo atraído pelo advérbio de
tempo “sempre”, temos caso de próclise obrigatória. A propósito da sintaxe, esse “SE” é
apassivador: sempre era encontrada uma alma boa. Gabarito letra B.
18. (AUDITOR DE CONTROLE INTERNO (PREF CHAPECÓ/SC) / 2019)
Em relação à colocação do pronome oblíquo átono, assinalar a alternativa INCORRETA:
A) Isso nos deixa confiantes.
B) Diga-me a verdade.
C) Não disseram-nos o assunto da reunião.
D) Nada me faz ir àquela festa.
Comentários:
Não disseram-nos o assunto da reunião.
A ênclise é incorreta neste caso, pois há a presença da partícula atrativa (a palavra "não" atrai o
pronome) que atrai o pronome. O correto seria: "Não nos disseram o assunto da reunião”.
Gabarito: letra C.
19. (PREFEITURA MUNICIPAL DE CERQUILHO (SP) / 2019)
Nos parênteses, encontra-se expressão equivalente ao trecho antecedente sem prejuízo da
norma-padrão quanto ao emprego e à colocação dos pronomes:
A) o dono, que comprava brioches (o dono, que comprava-lhes)
B) todos admiravam a beleza do animal (todos admiravam-A)
C) murmurou palavras ternas ao pobre bicho (murmurou-lhe palavras ternas)
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D) é uma dádiva que não falem de política (é uma dádiva que não fale-se de políticA)
E) o homem ainda mantinha seus gestos (o homem ainda mantinha-os)
Comentários:
A - Aqui, há dois erros: trata-se de um caso de próclise por haver pronome relativo antes do
verbo e, além disso, o pronome LHE só é usado para verbos transitivos indiretos.
B - Aqui também é possível perceber dois erros: trata-se de um caso de próclise por haver
pronome indefinido antes do verbo e, mesmo que não houvesse a condição proclítica de atração,
o correto no caso de ênclise seria admiravam-NA pelo fato do verbo terminar em M.
C - Pronome oblíquo átono "lhe" foi usado corretamente como objeto indireto do verbo
"murmurou" (algo a alguém).
D - Trata de um caso de próclise por haver palavra negativa antes do verbo. O correto seria 'que
não se fale'.
E - Trata-se de um caso de próclise, pois há advérbio antes do verbo. O correto seria 'ainda os
mantinha'.
Gabarito: letra C.
20. (PREFEITURA MUNICIPAL DE CERQUILHO (SP) / 2019)
Em conformidade com a norma-padrão da língua, o trecho equivalente ao destacado em – ... o
segundo macaco não conseguia alcançar a Lua. –, com a expressão a Lua substituída pelo
pronome correspondente, é:
A) conseguia alcançar-la
B) lhe conseguia alcançar
C) conseguia-na alcançar
D) conseguia-lhe alcançar
E) a conseguia alcançar
Comentários:
Observando a oração, notamos a presença da palavra negativa "não", que atrai próclise do
pronome átono. Note também que o verbo "alcançar", com o sentido de "chegar a", é um verbo
transitivo direto. Dessa forma, o pronome que substitui corretamente o complemento "a Lua" é
"a".
Gabarito: letra E.
21. (INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA (SP) / 2019)
Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes está de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.
A) Já se sabe que o café é uma bebida muito apreciada.
B) Não convidaram-nos para tomar café ontem à tarde.
C) Mesmo que ofereçam-lhe, ela não aceitará tomar café sem os amigos.
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D) Nos disseram que haveria muitos motivos para saborear um café.
E) Ele disse que nunca interessou-se em provar café sem açúcar.
Comentários:
A - Caso de próclise: 'Já se sabe...'
B - Caso de próclise: 'Não nos convidaram'
C - Caso de próclise: 'Mesmo que lhe ofereçam'.
D - Caso de ênclise: 'Disseram-nos que...'
E - Caso de ênclise: 'que nunca se interessou...'
Gabarito: letra A.
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LISTA DE QUESTÕES - PRONOMES - FCC
1. (FCC/CBM BA/2023)
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito
pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem
sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não
dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
– Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
– Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas.
Peguei a pequena pastilha cor- -de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a,
quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma
bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa
cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já
começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
– E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você
começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa,
encaminhávamo-nos para a escola.
– Acabou-se o docinho. E agora?
– Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele
puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me
sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala
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eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de
infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto
isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle
mastigado cair no chão de areia.
– Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso
mastigar mais! A bala acabou!
– Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até
de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na
cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que
pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
(LISPECTOR, Clarice. Jornal do Brasil, 06 de jun. de 1970)
Considere os pronomes grifados e o que se afirma sobre eles.
I. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. (6º
parágrafo). O pronome que recupera a expressão a pequena pastilha cor-de-rosa, evitando sua
repetição.
II. A menos que você perca, eu já perdi vários. (9º parágrafo). O pronome vários substitui a
palavra chicles, que está subentendida.
III. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. (11º parágrafo). O pronome nos
retoma os colegas, que está subentendido.
É correto o que se afirma APENAS em:
A) I e III.
B) I.
C) II.
D) II e III.
E) I e II.
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2. (FCC / TRT 4ª REGIÃO / 2022)
• Você ainda passa, porque está levando alguma coisa a alguém, e por isso lhe conferiram honras
de VIP (24º parágrafo).
• é uma coisa que nasce com o indivíduo, ou não nasce, e jamais lhe será consubstancial (26º
parágrafo).
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
A) “alguém” e “indivíduo”.
B) “alguém” e “coisa”.
C) “você” e “indivíduo”.
D) “você” e “coisa”.
E) “honras de VIP” e “consubstancial”.
3. (FCC / TRT 4ª REGIÃO / 2022)
Está inteiramente adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:
A) A energia atômica, que seu uso pode se dar em várias direções, marcou o início de uma nova
era na história da Humanidade.
B) Seria enorme o espanto ao qual um camponês do ano 1.000 se sentiria invadido caso viesse a
cair na era da Revolução Científica.
C) Tomou proporções gigantescas o crescimento econômico porque foi marcado o período dos
últimos quinhentos anos.
D) É altíssima a capacidade de armazenamento de dados aonde se capacitam os computadores
das grandes corporações.
E) Um microscópio doméstico, de cuja capacidade riríamos hoje, foi fundamental para a
revelação visual dos micro-organismos.
4. (FCC / SEDU-ES / 2022)
Está adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:
A) O estabelecimento de ensino era conhecido como colégio da Tia Gracinha, nome próprio do
qual se recorreu para depois batizar um grupo escolar.
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B) Os valores a que tinham acesso as alunas daquele colégio eram tradicionais, de acordo com as
expectativas daquela época.
C) As esperanças de cujas se nutriam aquelas alunas repousavam sobretudo num bom casamento
e numa vida doméstica bem administrada.
D) A desenvoltura em práticas de atenta higiene era uma das qualidades de que as moças
deviam se aplicar naquele colégio.
E) Um paralelo entre a educação de hoje e a daquele internato de moças soará risível, pois a
liberdade é hoje uma condição à qual ninguém abre mão.
5. (FCC / PGE-AM / 2022)
1. Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias Póstumas de Brás Cubas,
é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e
inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. Logo que chegou, enamorou-se de
uma viúva, senhora de condição mediana e parcos meios de vida; mas, tão acanhada, que os
suspiros do namorado ficavam sem eco. Chamava-se Maria da Piedade. Um irmão dela, que é o
presente Rubião, fez todo o possível para casá-los. Piedade resistiu, um pleuris a levou.
2. Foi esse trechozinho de romance que ligou os dois homens. Saberia Rubião que o nosso
Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe?
Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se
despegou do cérebro de Quincas Borba, − nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o
comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que
o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então
uma escola de meninos, que fechou para tratardo enfermo. Antes de professor, metera ombros a
algumas empresas, que foram a pique.
3. Durou o cargo de enfermeiro mais de cinco meses, perto de seis. Era real o desvelo de
Rubião, paciente, risonho, múltiplo, ouvindo as ordens do médico, dando os remédios às horas
marcadas, saindo a passeio com o doente, sem esquecer nada, nem o serviço da casa, nem a
leitura dos jornais, logo que chegava a mala da Corte ou a de Ouro Preto.
4. − Tu és bom, Rubião, suspirava Quincas Borba.
5. − Grande façanha! Como se você fosse mau!
6. A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um
dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o
verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o
fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?
7. − Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele
escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...
8. − Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.
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(Adaptado de: ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
A) Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva (6º parágrafo).
B) Antes de professor, metera ombros a algumas empresas (2º parágrafo).
C) Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. (2º parágrafo).
D) certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba (2º parágrafo).
E) o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. (2º parágrafo).
6. (FCC / PGE-AM / 2022)
Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico
supôs achar-lhe? (2º parágrafo).
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
A) um médico e grãozinho de sandice.
B) Quincas Borba e Rubião.
C) Quincas Borba e grãozinho de sandice.
D) grãozinho de sandice e Rubião.
E) grãozinho de sandice e Quincas Borba
7. (FCC / SEFAZ-SC / 2021)
15 DE JULHO DE 1955. Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um
par de sapatos para ela. Mas o custo dos gêneros alimentícios nos impede a realização dos
nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no
lixo, lavei e remendei para ela usar.
Eu não tinha um tostão para comprar pão. Então eu levei 3 litros e troquei com o Arnaldo.
Ele ficou com os litros e deu-me pão. Fui receber o dinheiro do papel. Recebi 65 cruzeiros.
Comprei 20 de carne. 1 quilo de toucinho e 1 quilo de açúcar e seis cruzeiros de queijo. E o
dinheiro acabou-se.
Passei o dia indisposta. Percebi que estava resfriada. À noite o peito doía-me. Comecei
tossir. Resolvi não sair à noite para catar papel. Procurei meu filho João José. Ele estava na rua
Felisberto de Carvalho, perto do mercadinho. O ônibus atirou um garoto na calçada e a turba
afluiu-se. Ele estava no núcleo. Dei-lhe uns tapas e em 5 minutos ele chegou em casa.
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Ablui as crianças e aleitei-as e ablui-me e aleitei-me. Esperei até às 11 horas, um certo
alguém. Ele não veio. Tomei um melhoral e deitei-me novamente. Quando despertei o astro rei
deslizava no espaço. A minha filha Vera Eunice dizia: − Vai buscar água, mamãe!
(Adaptado de: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Editora
Ática, 1992, p. 9)
Em Ele estava no núcleo (3º parágrafo), o pronome refere-se a
A) Felisberto de Carvalho.
B) ônibus.
C) mercadinho.
D) garoto.
E) João José.
8. (FCC / ALAP / ANALISTA LEGISLATIVO / 2020)
É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, a gravidade desses impasses se
faz sentir até hoje, uma vez que não solucionamos esses impasses nem mesmo amenizamos as
consequências desses impasses.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na
ordem dada, por:
A) em cuja gravidade − lhes solucionamos − suas consequências
B) cuja gravidade − os solucionamos − suas consequências
C) da qual gravidade − solucionamo-los − as consequências dos mesmos
D) onde a gravidade − lhes solucionamos − as próprias consequências
E) gravidade de cujos − os solucionamos − as consequências em si mesmas
9. (FCC / ALAP / AUXILIAR LEGISLATIVO / 2020)
Ademais as grandes empresas deveriam compreender que elas são partes interessadas em nosso
futuro comum. Elas deveriam trabalhar com outras partes interessadas a fim de melhorar a
situação do mundo em que operam. (8º parágrafo).
O segmento sublinhado acima pode ser corretamente substituído por:
A) nas quais.
B) do qual.
C) à medida que.
D) na qual.
E) no qual.
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10. (FCC / ALAP / AUXILIAR LEGISLATIVO / 2020)
Suas mãos ...I... pareceram paradas, frias e mortas.
O lábio amargo que percebe ter hoje não ...II... tinha antes.
Os olhos, que ...III... parecem vazios, costumavam ter brilho.
Preenchem correta e respectivamente as lacunas I, II e III:
A) a – o – lhe
B) as – o – lhes
C) lhe – o – lhe
D) lhe – lhe – os
E) a – lhe – lhes
11. (FCC / PREF. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO / AGENTE / 2019)
Suponho que Roland Barthes também tivesse uma secreta inveja dos cozinheiros. Se assim não
fosse, como explicar a espantosa revelação com que termina um dos seus mais belos textos, A
lição? Confessa que havia chegado para ele o momento do esquecimento de todos os saberes
sedimentados pela tradição e que agora o que lhe interessava era “o máximo possível de sabor”.
Ele queria escrever como quem cozinha – tomava os cozinheiros como seus mestres.
A leitura tem de ser uma experiência de felicidade. Por isso que Jorge Luis Borges aconselhou
aos seus estudantes que só lessem o que fosse prazeroso: “Se os textos lhes agradam, ótimo.
Caso contrário, não continuem, pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a
felicidade obrigatória”.
5 Esta é a razão por que eu gostaria de ser cozinheiro. É mais fácil criar felicidade pela comida
que pela palavra... Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor. Basta repetir
o que já foi feito. Mas é justamente isso que está proibido ao escritor. O escritor é um cozinheiro
que a cada semana tem de inventar um prato novo. Cada semana que começa é uma angústia,
representada pelo vazio de folhas de papel em branco que me comandam: “Escreva aqui uma
coisa nova que dê prazer!” Escrever é um sofrimento. A cada semana sinto uma enorme tentação
de parar de escrever. Para sofrer menos.
(Adaptado de: ALVES, Rubem. “Escritores e cozinheiros”. O retorno e terno. Campinas: Papirus, 1995, p. 155-158)
e que agora o que lhe interessava era “o máximo possível de sabor” (3º parágrafo)
Se os textos lhes agradam, ótimo. (4º parágrafo)
Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor (5º parágrafo)
Os termos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
A) Roland Barthes − estudantes − pratos
B) sabor − textos − cozinheiros
C) sabor – estudantes − cozinheiros
D) Roland Barthes − textos − pratos
E) Roland Barthes − estudantes − cozinheiros
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12. (FCC / PREF. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO / ENFERMEIRO / 2019)
Em Atenas, um devedor, ao ter sua dívida cobrada pelocredor, primeiro pôs-se a pedir-lhe um
adiamento, alegando estar com dificuldade. Como não o convenceu, trouxe uma porca, a única
que possuía, e, na presença dele, colocou-a à venda. Então chegou um comprador e quis saber
se a porca era parideira. Ele afirmou que ela não apenas paria, mas que ainda o fazia de modo
extraordinário: para as festas da deusa Deméter, paria fêmeas e, para as de Atena, machos. E,
como o comprador estivesse assombrado com a resposta, o credor disse: “Mas não se espante,
pois nas festas do deus Dioniso ela também vai lhe parir cabritos.”
(Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 22)
Em “Mas não se espante, pois nas festas do deus Dioniso ela também vai lhe parir cabritos”, os
pronomes sublinhados referem-se ao
A) comprador e ao credor, respectivamente.
B) credor.
C) credor e ao comprador, respectivamente.
D) comprador
E) comprador e à porca, respectivamente
13. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
Um juramento faz crer que é no tempo, onde podemos confiar, que daremos vazão a força das
nossas vontades.
14. (FCC / AFAP / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / 2019)
Considere os elementos sublinhados nas seguintes passagens do texto:
Cerca de 3,9 bilhões de pessoas usam a internet em todo o mundo atualmente, o que representa
mais da metade da população mundial...
Segundo a UIT, os países mais ricos do planeta registraram um crescimento sólido no uso da
internet, que passou de 51,3% de suas populações, em 2005, para atuais 80,9%.
Preservando as relações de sentido que estabelecem nos contextos dados, os elementos
sublinhados estarão correta e respectivamente substituídos por
A) “cujo” e “a qual”.
B) “isso” e “o qual”.
C) “essa” e “os quais
D) “o qual” e “cuja”.
E) “isto” e “essa”.
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15. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO / 2019 - Adaptada)
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto
Na antiguidade clássica, onde o intento da pintura realista prevalecia, mesmo assim ela não
alcançava ser tão fotográfica.
16. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE PLAN. ORÇ. E GESTÃO / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
Sempre há alguma provocação nos contos machadianos, em cujos encontramos teses das quais é
difícil rebater.
17. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
Um juramento faz crer que é no tempo, onde podemos confiar, que daremos vazão a força das
nossas vontades.
18. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO / 2019 - Adaptada)
O emprego das formas pronominais e verbais se dá de modo plenamente adequado na frase: Os
planejamentos em cujos estávamos envolvidos requiseram de nós muito empenho e dedicação.
19. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019 - Adaptada)
A correção do segmento dado é preservada caso se substitua o elemento sublinhado pelo que
está entre parênteses no seguinte caso:
Jamais lhes ocorreu a ideia de tirar outro proveito daquele artefato (se apresentou a eles).
20. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA / 2019 - Adaptada)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
A força de um juramento, cuja beleza está na disposição da vontade humana, pode reverter em
amarga frustração.
21. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)
Levando em conta apenas os fragmentos dados, a alternativa em que os trechos estão
corretamente reescritos, com a expressão sublinhada substituída pelo pronome é:
A) conseguiu erradicar males... / conseguiu erradicar-nos.
B) evitar a marcha rumo à barbárie. / evitar-lhe.
C) apagou da memória as imagens... /apagou-lhes da memória.
D) apunhalam o individual e o coletivo. / apunhalam-nos.
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E) enfrentaram selvas, secas, tempestades. / enfrentaram-lhes.
22. (FCC / PREF. DE RECIFE - PE / ASSISTENTE DE GESTÃO PÚBLICA / 2019 - Adaptada)
Julgue o item a seguir:
Na frase “É como se Ronaldinho Gaúcho usasse uma chuteira que acertasse o gol por si”, o
pronome sublinhado retoma “Ronaldinho Gaúcho”.
23. (FCC / SABESP / NÍVEL MÉDIO / 2019)
Os termos em negrito estão substituídos, de acordo com a norma-padrão, em:
A) viu a águia − viu-la
B) avistou um escaravelho − avistou-no
C) fez uma bola − fê-la
D) devorou a lebre − devorou-lhe
E) fazem o ninho − fazem-lhe.
24. (FCC / METRÔ-SP / ENFERMEIRO / 2019)
No passado, convivera muito tempo com a mãe. Filho único, sentia-se obrigado a cuidar da
velhinha que cedo enviuvara. Não se tratava de tarefa fácil: como ele, a mãe era uma mulher
amargurada. Contra a sua vontade, tinha casado, em 31 de dezembro de 1914 (o ano em que
começou a Grande Guerra, como ela fazia questão de lembrar) com um homem de quem não
gostava, mas que pais e familiares achavam um bom partido. Resultado desse matrimônio: um
filho e longos anos de sofrimento e frustração. O filho tinha de ouvir suas constantes e
ressentidas queixas. Coisa que suportava estoicamente; não deixou, contudo, de sentir certo
alívio quando de seu falecimento, em 1984. Este alívio resultou em culpa, uma culpa que
retornava a cada Natal. Porque a mãe falecera exatamente na noite de Natal. Na véspera, no
hospital, ela lhe fizera uma confissão surpreendente: muito jovem, apaixonara-se por um primo,
que acabou se transformando no grande amor de sua vida. Mas a família do primo mudara-se, e
ela nunca mais tivera notícias dele. Nunca recebera uma carta, uma mensagem, nada. Nem ao
menos um cartão de Natal.
Em muito jovem, apaixonara-se por um primo, que acabou se transformando no grande amor de
sua vida (2º parágrafo), os pronomes sublinhados referem-se
A) à mãe.
B) à mãe e ao primo, respectivamente.
C) ao primo.
D) ao primo e à mãe, respectivamente.
E) ao primo e ao amor, respectivamente.
25. (FCC / METRÔ-SP / ANALISTA / 2019)
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==2537cb==
O filme opõe uma família de desempregados, condenados a viver como parasitas, a uma família
de ricos frívolos, enredados. (...)
O que se instila na parábola de Bong Joon-ho é um conservadorismo estético. É fato que o
estado político, social e econômico do mundo desautorizou as ambições da modernidade. A casa
da família rica, em seu empenho modernista, não só não resolve a desigualdade econômica
como a esconde, encobre, transforma-a em fantasma..
entre os muros que os separam da realidade (5º parágrafo)
como a esconde, encobre, transforma-a em fantasma (8º parágrafo)
Os pronomes sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
A) muros − casa da família rica
B) desempregados − modernidade
C) ricos frívolos − desigualdade econômica
D) ricos frívolos − casa da família rica
E) desempregados − desigualdade econômica.
26. (FCC / CLDF / TÉCNICO LEGISLATIVO / 2018 - Adaptada)
Julgue o item a seguir:
... acabo de ler dois ótimos livros de contos que quebram qualquer preconceito eventual que se
tenha contra o gênero.
Os termos sublinhados em “que quebram qualquer preconceito eventual que se tenha contra o
gênero” constituem, respectivamente, um pronome e uma conjunção que introduz oração com
função de predicativo.
27. (FCC / CLDF / TÉCNICO LEGISLATIVO / 2018 - Adaptada)
Julgue o item a seguir:
No segmento Desde Machado de Assis, que colocou o gênero entre nós num patamar muito
alto..., o pronome “que” pode ser substituídopor “onde”.
28. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018 - Adaptada)
Julgue o item a seguir.
Cabe ao estabelecimento fornecedor emitir nota fiscal em nome do estabelecimento adquirente,
a qual, além das exigências já previstas, devem constar nome, endereço e número de inscrição
estadual do estabelecimento aonde os produtos serão entregues.
29. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018)
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O pronome que substitui corretamente o complemento verbal destacado no seguimento,
conforme a norma-padrão da língua portuguesa, está expresso em:
A) presumindo, portanto, uma pacata contemplação (4º parágrafo) - a
B) a música era entendida como algo que suscita paixões (4º parágrafo) - lhes
C) Zeus teria designado uma medida apropriada e um justo limite para cada ser (1º parágrafo) -
os
D) Impõe um limite ao “bocejante Caos”. (1º parágrafo) – o
E) ela exprime a possibilidade [...] da irrupção do caos na beleza da harmonia (2º parágrafo) - lhe
30. (FCC / TRT - 15ª Região (SP) / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)
Tratando do estado de solidão ou da necessidade de convívio, Sêneca vê no estado de solidão
uma contrapartida da necessidade de convívio, assim como vê na necessidade de convívio uma
abertura para encontrar satisfação no estado de solidão.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos grifados, na ordem
dada, por:
A) naquele − desta − nesta − naquele
B) nisso − daquilo − naquela − deste
C) este − do outro − na primeira − no último
D) nisto − disso − naquela − desse
E) na primeira − do segundo − numa − noutra.
31. (FCC / SABESP / NÍVEL MÉDIO / 2018)
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito
do pé, como antigamente...
Para eliminar a repetição da palavra "bola", o segmento destacado deve ser substituído,
conforme a norma-padrão da língua, por
A) equilibrá-la
B) equilibrar-la
C) equilibrá-lhe
D) equilibrar-lhe
E) equilibrar-na.
32. (FCC / CLDF / TÉCNICO LEGISLATIVO / 2018)
Contudo, vou lhe dar esse apoio”, disse a raposa. Assim, como um cão farejador, saiu à procura
da corça e foi tramando trapaças rumo à floresta, seguindo a indicação de uns pastores, a quem
ela perguntou se tinham visto uma corça sangrando.
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A raposa a encontrou esbaforida e parou diante dela com a maior cara de pau. Indignada, a
corça arrepiou o pelo e disse: “Nunca mais você me pega, sua peste! E se chegar perto de mim,
não sairá viva! Vá raposinhar com outros, inexperientes, estimulando-os a se tornarem reis!”
No trecho transcrito, os termos destacados constituem, respectivamente,
A) pronome − pronome − artigo e artigo.
B) artigo − artigo − pronome e artigo.
C) pronome − artigo − pronome e preposição
D) preposição − artigo − pronome e preposição.
E) artigo − pronome − artigo e preposição.
33. (FCC / TCE-SP / AGENTE DE FISCALIZAÇÃO / 2017)
Assinale a alternativa em que, na expressão destacada, o termo “o” está empregado como
pronome demonstrativo.
A) … e que foi ganho com o suor do meu rosto.
B) … para desrespeitar a vontade do falecido.
C) … em que se tomou conhecimento do que a carta dizia…
D) … uma carta […] cuidadosamente colocada dentro do cofre…
E) Apanhou um resfriado, do resfriado passou à pneumonia…
34. (FCC / TRE-SP / 2017 - Adaptada)
A frase está redigida com clareza e correção:
A humanidade assiste a uma revolução tecnológica e comportamental inédita, cujas
consequências ainda não são passíveis de mensuração.
35. (FCC / TST / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2017 - Adaptada)
Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos
seus?
Julgue o item a seguir
O emprego de seus caracteriza aqui um uso de pronome na função usual de um adjetivo.
36. (FCC / TRT 14ª Região / 2016)
“Isto pode despertar a atenção de outras pessoas que tenham documentos em casa e se
disponham a trazer para a Academia, que é a guardiã desse tipo de acervo, que é muito difícil de
ser guardado em casa, pois o tempo destrói e aqui temos a melhor técnica de conservação de
documentos", disse Cavalcanti.
O termo sublinhado faz referência a
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A) pessoas.
B) acervo.
C) Academia.
D) tempo.
E) casa.
37. (FCC / SEGEP-MA / TÉCNICO / 2016)
Não raro, o homem moderno considera construções antigas como bens ultrapassados, ___
deveriam ceder lugar a edificações mais arrojadas.
Preenche corretamente a lacuna da frase o que se encontra em:
A) dos quais
B) nos quais
C) onde
D) os quais
E) aonde.
GABARITO
1. LETRA E
2. LETRA C
3. LETRA E
4. LETRA B
5. LETRA E
6. LETRA E
7. LETRA E
8. LETRA B
9. LETRA E
10. LETRA C
11. LETRA A
12. LETRA D
13. INCORRETA
14. LETRA B
15. INCORRETA
16. INCORRETA
17. INCORRETA
18. INCORRETA
19. CORRETA
20. CORRETA
21. LETRA D
22. INCORRETA
23. LETRA C
24. LETRA B
25. LETRA C
26. INCORRETA
27. INCORRETA
28. INCORRETA
29. LETRA A
30. LETRA A
31. LETRA A
32. LETRA C
33. LETRA C
34. CORRETA
35. INCORRETA
36. LETRA B
37. LETRA D
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LISTA DE QUESTÕES - COLOCAÇÃO PRONOMINAL - FCC
1. (FCC/TRT 18/2023)
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Encenação da morte
A vida nos quer, a morte nos quer. Somos o resultado da tensão ocasionada pelas duas forças
que nos puxam. Esse equilíbrio não é estável. Amplo, diverso e elástico é o campo de força da
vida, e vale a mesma coisa para o campo da morte. Se ficamos facilmente deprimidos ou
exaltados é em razão das oscilações de intensidade desses dois campos magnéticos, sendo o
tédio o relativo equilíbrio entre os dois.
Às vezes é mais intensa a pressão da vida, outras vezes é mais intensa a pressão da morte. Não
se quer dizer com isso que a exaltação seja a morte e a depressão seja a vida. Há exaltações e
exultações que se polarizam na morte, assim como há sistemas de depressão que gravitam em
torno da vida. O estranho, do ponto de vista biológico, é que somos medularmente solitários
com ambos os estados de imantação mais intensa, os da vida e os da morte. Não aproveitamos
apenas a vida, mas usufruímos também as experiências da morte, desde que essas não nos
matem.
Ganhei várias vezes da morte, isto é, inúmeras vezes os papéis que a morte representou para
mim não chegaram a ser convincentes ou não chegaram a fazer grande sucesso. Matei várias
mortes. (...) Mas outro dia dei dentro de mim com uma morte tão madura, tão forte, tão
irrespondível, tão parecida comigo que fiquei no mais confuso dos sentimentos. Esta eu não
posso matar, esta é a minha morte. O Vinícius de Moraes, que entende muito de morte, disse
que nesse terreno há sempre margem de erro, e que talvez eu tenha ainda de andar um bocado
mais antes de encontrar a minha morte. Pode ser. Não sei. Quem sabe?
(Adaptado de CAMPOS, Paulo Mendes. Os sabiás da crônica. Antologia. Org. Augusto Massi. Belo Horizonte:
Autêntica, 2021, p. 246-248, passim)
Ao tratar da morte, o cronista atribui à morte um poder de imantação tal que acaba por
identificar a morte como uma força que, paradoxalmente, exerce uma estranha atração até
mesmo sobre os que temem a morte.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados, na
ordem dada, por:
A) atribui-lhe − identificá-la − a temem
B) lhe atribui− identificar a ela − lhe temem
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C) atribui-lhe − a identificar − temem-lhe
D) atribui nela − lhe identificar − temem-na
E) a atribui − identificar-lhe − a temem
2. (QUESTÃO INÉDITA / ESTRATÉGIA CONCURSOS / 2021)
Assinale a alternativa em que o emprego e a colocação do pronome na frase estão de acordo
com a norma-padrão.
A) A proposta de reforma precisa passar por modificações para que parlamentares lhe aprovem.
B) Houve resistência à criação de um novo imposto. É necessário esclarecer as razões que
justifique-o.
C) A reforma beneficia principalmente as empresas. A nova proposta visa desonerar elas ao
pagarem salários.
D) Foi apresentado um novo imposto nos moldes da antiga CPMF. No entanto, parlamentares
não o aprovaram.
E) Não pode-se prever quando haverá uma reforma tributária consolidada. O ministro ainda
precisa fazer inúmeras articulações políticas.
3. (QUESTÃO INÉDITA / ESTRATÉGIA CONCURSOS / 2021)
“Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) prevê mudanças...”
No contexto, o verbo da frase acima possui o mesmo tipo de complemento do que se encontra
em:
A) quantidade de peixes que se alimentam de algas na região tropical
B) em algumas regiões haverá deslocamento geográfico
C) é preciso pensar em alternativas para isso
D) se esses ambientes mudarão
E) Os resultados são desanimadores
4. (GESTOR DE SANEAMENTO ENGENHARIA CIVIL - SEMAE SÃO JOSÉ DO RIO
PRETO-SP / 2020)
Leia um trecho do romance “A Madona de Cedro”, de Antonio
Callado, para responder à questão.
No primeiro dia no Rio de Janeiro, Delfino Montiel quase se afogou. Ele tinha aprendido a nadar
menino ainda no rio das Velhas, na fazenda de seu tio Dilermando. Mas a corrente dos rios é
honesta e determinada, vai reta e sempre se disciplina pelas margens. O mar... Ora, quem vai
entender o mar? Delfino largou-se para o mar no mesmo dia em que chegara ao Rio. Atravessou
a areia e foi entrando no mar numa espécie de exaltação. Queria chorar com aquela frescura de
água azul, queria abraçar e beijar o mar. A primeira onda que lhe veio ao encontro, Delfino a
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recebeu de braços abertos. Ela o derrubou numa cascata de areia e espuma. Ele bebeu água,
muita, mas estava embriagado de mar.
Só quando já se achava sentado na areia, arquejante, entre uma súcia de curiosos, é que Delfino
compreendeu que quase tinha morrido afogado. Um dos que o havia salvo era um rapagão
simpático que lhe perguntou:
– Você donde é que veio, patrício, de Cabrobó¹ ou Caixa Prego² ?
– De Congonhas do Campo, respondeu Delfino ingenuamente.
Muita gente riu em torno dele.
– Pois, se você ainda quer rever Congonhas, trate o mar com mais desconfiança.
Enquanto o rapaz se afastava, Delfino notou principalmente o riso de uma menina de cabelos cor
de mel. Ele a notou porque a menina não queria exatamente rir, com pena dele que estava, mas
sua companheira ria tão à vontade que ela não podia deixar de acompanhá-la.
Com os olhos fitos nela, Delfino a foi acompanhando com a vista enquanto a menina entrava no
mar. Viu logo que era uma amiga íntima do mar. Viu-a furar uma primeira onda, ligeira e exata
como uma agulha mergulhando na dobra azul de um pano. Quando ela se levantou do
mergulho, o cabelo cor de mel estava preto e grudado ao pescoço, preto-esverdeado, como se
ela tivesse voltado mais marinha do fundo do mar.
(Record/Altaya. Adaptado)
¹Cabrobó é uma cidade pernambucana no sertão do São Francisco.
²Caixa Prego significa lugar muito distante, longínquo.
A colocação do pronome no trecho original do texto pode ser alterada, seguindo a
norma-padrão, como indicado na alternativa:
A) ... é honesta e determinada, vai reta e sempre disciplina-se pelas margens.
B) A primeira onda que veio-lhe ao encontro, Delfino recebeu-a de braços abertos.
C) Só quando já achava-se sentado na areia, arquejante...
D) Um dos que havia salvo-o era um rapagão simpático...
E) Com os olhos fitos nela, Delfino foi acompanhando-a com a vista...
5. (FCC / ALAP / ANALISTA LEGISLATIVO / 2020)
É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, a gravidade desses impasses se
faz sentir até hoje, uma vez que não solucionamos esses impasses nem mesmo amenizamos as
consequências desses impasses.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na
ordem dada, por:
A) onde a gravidade − lhes solucionamos − as próprias consequências
B) a gravidade de cujos − os solucionamos − as consequências em si mesmas
C) em cuja gravidade − lhes solucionamos − suas consequências
D) cuja gravidade − os solucionamos − suas consequências
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E) da qual gravidade − solucionamo-los − as consequências dos mesmos
6. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO ADM. / 2019)
O emprego das formas pronominais e verbais se dá de modo plenamente adequado na frase:
Eles haviam resguardado-se de planejar, e os imprevistos da operação acabaram tragando-lhes.
7. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO ADM. / 2019)
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto
Se lhe proviessem como um pintor lírico, caso Deus assim lhe favorecesse, o poeta Mário
Quintana disporia-se a transfigurar o real.
8. (FCC / AFAP / ASS. ADMINISTRATIVO DE FOMENTO / 2019)
A faixa “O Boto”, em seu álbum “Urubu”, é uma sinfonia de pios. Estão integrados com tal
naturalidade à orquestração que podem nem ser “escutados” pelos menos atentos. Mas estão lá
no disco, e executados pelo próprio Tom - quem mais?
Preservando as relações de sentido no contexto e respeitando as regras gramaticais, a pergunta
que encerra o texto poderia ser substituída por
A) quem mais executaria-os?
B) quem mais executariam-nos?
C) quem mais lhes executaria?
D) quem mais executariam-lhes?
E) quem mais os executaria?
9. (FCC / COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO / 2019)
Observe o seguinte trecho.
É assim inclusive com essas crônicas, que tenho vergonha de publicar, mas gosto demais de
escrever para parar ...
Preservando a correção e a relação de sentido estabelecida com o elemento sublinhado, a frase
acima pode ser completada com a seguinte expressão:
A) de divulgá-la.
B) de divulgá-lo.
C) de divulgar-lhe.
D) de divulgar-lhes.
E) de divulgá-las.
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==2537cb==
10. (FCC / COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO / 2019)
... enfim, gente do povo que ia colonizar as novas terras conquistadas para o Império.
Mantendo-se a correção e o sentido, o segmento sublinhado acima pode ser substituído por:
A) colonizá-la
B) colonizando
C) colonizá-las
D) colonizá-lo
E) colonizá-los
11. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)
Considere a frase: “Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios”.
A reescritura que obedece à norma-padrão quanto à colocação pronominal é a seguinte:
A) Atrás dos edifícios, com preguiça, o sol tinha escondido-se.
B) O sol se a esconder começou com preguiça atrás dos edifícios.
C) Começaria o sol se a esconder atrás dos edifícios com preguiça.
D) Se começava o sol, com preguiça, a esconder atrás dos edifícios.
E) Com preguiça, começava o sol a se esconder atrás dos edifícios.
12. (UNIRIO/Assistente em Administração/2019)A frase em que a colocação do pronome oblíquo obedece aos ditames da norma-padrão é:
A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo tempo.
B) Seria-lhe útil ter um notebook de última geração.
C) Me fascinou reviver o tempo de minha primeira infância.
D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o novo notebook.
E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro agradável cada vez mais forte.
13. (MÉDICO (PREF AUGUSTO PESTANA/RS) /2019)
Em relação à colocação do pronome oblíquo átono, marcar C para as sentenças Certas, E para as
Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Me conta o que ouviste.
( ) Ninguém me visitou.
A) E - C.
B) C - C.
C) C - E.
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D) E - E.
14. (FISCAL DE PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR - SSPC (PREF VALINHOS/SP) / 2019)
A colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão em:
A) Não importa de onde o torcedor vem, é preciso que aproximemo-lo do seu clube do coração.
B) O torcedor, ao não aproximar-se do clube, é alijado do seu pleno direito de torcida.
C) Os preços impeditivos assustam os torcedores e geralmente mantêm-nos longe dos estádios.
D) Iniciativas de redução de preço das entradas são bem-vistas, e mais clubes estão copiando-as.
E) A entrada com preço reduzido parece ser uma tendência e quem usa-as mais é o torcedor
mais carente.
15. (CÂMARA MUNICIPAL DE MAUÁ (SP) / 2019)
Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes atende à norma-padrão da língua
portuguesa.
A) Sempre nos iludiram com a ideia de felicidade absoluta.
B) As pessoas que limitam-se ao consumismo não são felizes.
C) Embora iludissem-me com aquelas promessas, não acreditei.
D) Nunca deve-se acreditar na ideia de felicidade constante.
E) Quem perde-se em ilusões a respeito de felicidade, sofre mais.
16. (PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA (SP) / 2019)
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal do enunciado atende à norma-padrão.
A) E dos 8,8 milhões que matricularam-se, 700 mil abandonaram a escola antes do final do ano
letivo.
B) De acordo com o estudo, gera-se um acréscimo salarial médio de R$ 35 mil ao longo da vida
com a conclusão do ensino médio.
C) As evidências mostram que trabalhadores mais qualificados realmente tornam-se mais
produtivos e atraem mais investimentos.
D) Se vê que há muito a fazer na educação, com planejamento, competência e coordenação em
várias frentes.
E) Com a evasão escolar, existe o custo individual que cada jovem que não forma-se
academicamente sofre.
17. (CGE-CE–Conhec. Básicos – 2019)
E no meio daquele povo todo sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, uma
moça bonita, um amigo animado. Candeia era morta.
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O vocábulo “se”
A) poderia ser suprimido, sem alteração dos sentidos do texto.
B) encontra-se em próclise devido à presença do advérbio “sempre”.
C) indetermina o sujeito da forma verbal “encontrava”.
D) retoma a palavra “povo” (L.10).
E) indica reciprocidade.
18. (AUDITOR DE CONTROLE INTERNO (PREF CHAPECÓ/SC) / 2019)
Em relação à colocação do pronome oblíquo átono, assinalar a alternativa INCORRETA:
A) Isso nos deixa confiantes.
B) Diga-me a verdade.
C) Não disseram-nos o assunto da reunião.
D) Nada me faz ir àquela festa.
19. (PREFEITURA MUNICIPAL DE CERQUILHO (SP) / 2019)
Nos parênteses, encontra-se expressão equivalente ao trecho antecedente sem prejuízo da
norma-padrão quanto ao emprego e à colocação dos pronomes:
A) o dono, que comprava brioches (o dono, que comprava-lhes)
B) todos admiravam a beleza do animal (todos admiravam-A)
C) murmurou palavras ternas ao pobre bicho (murmurou-lhe palavras ternas)
D) é uma dádiva que não falem de política (é uma dádiva que não fale-se de políticA)
E) o homem ainda mantinha seus gestos (o homem ainda mantinha-os)
20. (PREFEITURA MUNICIPAL DE CERQUILHO (SP) / 2019)
Em conformidade com a norma-padrão da língua, o trecho equivalente ao destacado em – ... o
segundo macaco não conseguia alcançar a Lua. –, com a expressão a Lua substituída pelo
pronome correspondente, é:
A) conseguia alcançar-la
B) lhe conseguia alcançar
C) conseguia-na alcançar
D) conseguia-lhe alcançar
E) a conseguia alcançar
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21. (INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DE MARÍLIA (SP) / 2019)
Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes está de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.
A) Já se sabe que o café é uma bebida muito apreciada.
B) Não convidaram-nos para tomar café ontem à tarde.
C) Mesmo que ofereçam-lhe, ela não aceitará tomar café sem os amigos.
D) Nos disseram que haveria muitos motivos para saborear um café.
E) Ele disse que nunca interessou-se em provar café sem açúcar.
GABARITO
1. LETRA A
2. LETRA D
3. LETRA B
4. LETRA E
5. LETRA D
6. INCORRETA
7. INCORRETA
8. LETRA E
9. LETRA E
10. LETRA B
11. LETRA E
12. LETRA A
13. LETRA A
14. LETRA D
15. LETRA A
16. LETRA B
17. LETRA B
18. LETRA C
19. LETRA C
20. LETRA E
21. LETRA A
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