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Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais Departamento Infantojuvenil Pastor Presidente: Aílton José Alves Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524 / 3084 1543 PROFESSOR 2 – CLASSE DE PRÉ – ADOLESCENTES – 2º TRIMESTRE DE 2024 LIÇÃO 09 – SOU FILHO DE DEUS? TEXTO BÍBLICO: ROMANOS 8.14-17 INTRODUÇÃO Na lição de hoje, estudaremos sobre a doutrina da adoção, ou seja, o ato de torna-se filho de Deus realizada por Cristo, quando o pecador arrependido recebe a Salvação. E também, pontuaremos as bençãos, os privilégios e responsabilidades de sermos chamados filhos de Deus. I – A BÍBLIA DIZ “Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1.12) Este versículo retrata claramente como a fé salvífica é tanto um ato instantâneo como uma atitude da vida inteira: (1) Para alguém se tornar filho de Deus, deve “receber” (gr. “elabon”, de “lambano”) a Cristo. O tempo pretérito do aoristo aqui denota um ato definido de fé. (2) Após este ato de fé, de receber a Cristo como Salvador, deve haver da parte do pecador uma ação contínua de crer. O verbo “crer” (gr. “pisteuosin”, de “pisteuo”) é um particípio presente ativo, indicando a necessidade da perseverança no crer. A fé genuína precisa continuar após o ato inicial da pessoa aceitar a Cristo para que ela seja salva. “Aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mt 10.22; 24.12,13; Cl 1.21-23; Hb 3.6, 12-15) (STAMPS, 1995, p. 1569) II – AUXÍLIO PEDAGÓGICO Querido(a) Professor(a): Para apresentar a Mensagem Evan- gelística utilize a Dobradura da Cruz ao lado. Envolva os passos da imagem, na narrativa introdutória e apresente as verdades espirituais sobre o Plano da Salvação. Inclua o Pré - Adolescente neste contexto. Sugerimos ter a participação de todos da classe – entregue uma folha de papel ofício para cada participante, orientando-os a fazer a dobradura da Cruz. Se- gue um esquema sobre as verdades a serem ensinadas. (DEUS - JOÃO 3.16; PECADO - ROMANOS 3.23; JESUS - I CO- RÍNTIOS 15.3; ARREPENDIMENTO E FÉ - JOÃO 1.12; CRESCIMENTO ESPIRITUAL - II PEDRO 3.18). Segue uma Sugestão de Esboço para apresentação temática: 1º apresente a folha - Apresente um resumo sobre o propósito de Deus no Éden. Ensine que o homem e a mulher não tinham pecado. Ao relatar a queda, vá amassando o papel enquanto narra; É importante citar referências bíblicas durante cada etapa da apresentação. 1ª Dobra - Contextualize para os dias hodiernos, onde o homem tem sede de Deus e o busca em diversos lugares (Apresente a folha na horizontal como uma seta indicando várias direções). Inclusive na Igreja (Apresente a folha na vertical simbolizando a Casa de Deus); 2ª Dobra - Ensine sobre a importância do Pré-Adolescente e de sua família na socie- dade atual; 3ª Dobra - Ensine sobre as atribuições de cada membro da família e suas escolhas. Dentre elas o pecado e a necessidade de encontrar solução para suas dificuldades; 4ª e 5ª Dobras - Rasgue a dobradura na posição vertical como apresenta o modelo e explique enquanto realiza o corte sobre o sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário como prova de amor para o ser humano e sua família. Aplique a exemplos familiares e de acordo com as práticas desta faixa etária que se distanciam do Criador por causa do Relativismo. MENSAGEM FINAL - Abra a dobradura e realize o apelo. Em seguida, ensine sobre o Crescimento Espiritual e a necessidade dos Pré-Adolescentes adorarem e servirem a Deus com suas famílias integradas na igreja. III – COMENTÁRIO DA LIÇÃO 3.1 ADOTADOS COMO FILHOS DE DEUS 3.1.1 A adoção é para todos os que creem. Os principais textos que tratam dos crentes como filhos de Deus são (Sl 103.13; Ef 1.5; Gl 4.4,5; Rm 8.15-17; Jo 1.12; 2 Co 6. 18; Rm 8.15; 23; Gl 4.6; Hb 12.6; Hb 6.12; 1Pe 1.3,4; Hb 1.14). Continua-se a observar os aspectos legais que ocorrem na vida do pecador que recebe a Cristo como Salvador: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). A presunção humana de achar que todos os homens são filhos de Deus não corresponde à verdade bíblica. 3.1.2 A adoção nos torna filhos de Deus. Ninguém precisará jamais adotar um filho natural porque já é filho. Deus tem apenas um Filho, o qual, por ser o único, é chamado de Filho Unigênito (Jo 3.16). Os homens tornam-se filhos por adoção, e essa adoção é um ato legal, pois ela inclui a pessoa salva na família de Deus, responsabilizando-a pela obediência filial. Como consequência dessa filiação, o crente passa a ter todos os direitos e privilégios de filho: “E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo […]” (Rm 8.17; ver Gl 4.5,6). “[…] deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus […]” (Jo 1.12). De “serem feitos” porque não eram antes (BRUNELLI, 2016, p. 359). 3.1.3 A adoção nos dá os direitos de um filho natural. A adoção no mundo greco-romano era ordinariamente de jovens de bom caráter que se tornavam os herdeiros e mantinham o sobrenome dos ricos que não tinham filhos. Porém, o NT proclama a adoção corteza do Senhor a pessoas pecadoras para se tornarem os herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo (Rm 8.15-17; Gl 3.26, 27; 4.5,6; 1Jo 3.1). Em uma cerimônia legal, ao filho adotado era concedido todos os direitos de um filho natural. Não existe dignidade suficiente no homem que o faça merecer tão graciosa obra da salvação (Ef 1.5; Gl 4.5; Rm 8.15). Quem não é filho, vive numa insegurança marcante, porém quem é filho sente segurança: “porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes, outra vez, atemorizados” (Rm 8.15) (ENNS, 1998, p. 35). 3.1.4 A adoção nos dá uma nova relação familiar. Pela adoção, os laços com a velha família são quebrados, pois somos resgatados da lei (Gl.4.5); da escravidão (Rm 8.15); das futilezas que cercavam a nossa vida (1Pd 1.18); e da maldição familiar (Ex 20.5). Pela adoção, um novo ambiente familiar é estabelecido. A adoção vai ainda um pouco além, pois: “ela outorga não apenas um novo nome, um novo status legal e uma nova relação familiar, mas também uma nova imagem, a imagem de Cristo” (Rm 8.29; Ef 2.11-13,19). O adotado não tem nenhum mérito pela escolha do “adotador” pois a soberania divina exclui com eficácia qualquer mérito (Ef 1.5; Gl 3.26; 4.4-7). “Adoção é um ato por meio do qual Ele (Deus) nos faz membros da Sua família”. Filho, no sentido legítimo da palavra, é alguém que tem em si os “genes” do pai e da mãe. Todavia, há filhos adotados, por um ato de amor e, ao mesmo tempo, jurídico, passando a desfrutar das mesmas regalias e direitos de um filho biológico; ou ainda, pelo direito à cidadania estrangeira, como ocorreu com Paulo (At 22.25,26) (BRUNELLI, 2016, p. 369). 3.1.5 A adoção nos dá privilégios espirituais. O status de filhos traz-nos alguns privilégios: (a) tratar a Deus como Pai nas nossas orações e de receber o perdão de nossos pecados: “Pai nosso, que estás nos céus […]” (Mt 6.9); (b) ter o testemunho do Espírito acerca da nossa salvação, o qual clama “Aba, Pai”, dando-nos o testemunho de que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16); (c) sermos amados por ele, enquanto ignorados pelo mundo (1Jo 3.1); (d) ter o privilégio de sermos guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14), (e) gozamos do cuidado do Pai (Mt 6.32) e da liberdade de lhe pedir o suprimento das nossas necessidades (Mt 7.11); (f) podemos lhe pedir o Espírito Santo (Lc 11.13) e gozarmos do direito a ter uma herança nos céus (G1 4.7; 1Pd 1.4), e, além de tudo, o salvo é colocando lado a lado com o Filho Unigênito do Pai (Rm 8.17). IV – A DOUTRINA DA ADOÇÃO NO PASSADO, PRESENTE E FUTURO Depois de adotado por Deus, o crente passa a ser filho do Pai Celeste: “Amados, agora somos filhos de Deus […]” (1Jo 3.2); como irmão de Jesus (Hb 2.11); e comoherdeiro dos céus (Rm 8.17). De igual modo, é libertado do medo (Rm 8.15) e desfruta de segurança e certeza de vida eterna (Gl 4.5,6). 4.1 A adoção no passado. A regeneração nos dá a natureza de filho de Deus, já a adoção nos dá a posição de filhos. Em Efésios 1.4,5 está escrito que fomos predestinados por Deus para adoção de filhos: “[…] antes da fundação do mundo […] e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo […]”; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer mérito humano e somente revela a graça infinita de Deus que é condicional. 4.2 A adoção no tempo presente. Há bênçãos desfrutadas já nesta vida, decorrentes da adoção, como: (a) o nosso nome de família: “chamados filhos de Deus” (1Jo 3.1; Ef 3.14,15); (b) o testemunho do Espírito Santo em nosso interior, de que somos filhos de Deus (Rm 8.16); (c) o recebimento do Espírito Santo (Rm 8.15; Lc 11.11-13); (d) a disciplina da parte de Deus como seus filhos: “Se estais sem disciplina […] sois então bastardos, e não filhos” (Hb 12.8; 6-11); (e) a nossa herança celestial, declarada e garantida por Deus (Rm 8.17); e (f) Por meio da adoção, os nossos nomes foram registrados no livro da vida do Cordeiro (Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 17.8; 3.5; 13.8; 20.12,15; 21.27). 4.3 A adoção no tempo futuro. Paulo traz à mente do povo de Deus, que sua relação com Deus agora em Cristo, é totalmente diferenciada. Não mais escravos, mas filhos. Em Romanos 8.23, vemos que os nossos privilégios quanto à adoção de filhos de Deus têm ainda um lado futuro: “[…] gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Isso se dará na vinda de Jesus para levar a sua Igreja, o que nos mostra que a adoção de filhos se concretizará de maneira plena no futuro com o arrebatamento da Igreja. “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus […]. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque como é o veremos […]” (1Jo 3.1-3). CONCLUSÃO A doutrina da adoção nos mostra que somos filhos de Deus e que um dia fomos aceitos por Ele por causa do seu grande amor. Foi a obra de Cristo na cruz que tornou esse ato de adoção possível. Agora, nos tornamos herdeiros de todas as coisas com Cristo Jesus. Firmados na doutrina gloriosa da adoção, podemos nos sentir amados e cuidados por Deus, pois somos objetos do Seu inefável amor. REFERÊNCIAS • BRUNELLI, Walter. Teologia para Pentecostais. CPAD. • GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD. • GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD. • HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA. • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. • VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD.