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Sumário
CAPA
FOLHA	DE	ROSTO
INTRODUÇÃO
Primeiro	encontro
TERRA,	DOM	DE	DEUS
Segundo	encontro
MULHER,	IMAGEM	E	SEMELHANÇA	DE	DEUS
Terceiro	encontro
UMA	ALIANÇA	COM	ESTRANGEIROS
Quarto	encontro
RENOVAÇÃO	DA	ALIANÇA	EM	SIQUÉM
FICHA	CATALOGRÁFICA
Landmarks
Cover
Table	of	Contents
INTRODUÇÃO
Celebramos	com	alegria,	neste	ano,	o	51º	“mês	da	Bíblia”,	que	teve	sua	primeira
edição	no	ano	de	1971,	na	Arquidiocese	de	Belo	Horizonte	(MG).	Aos	poucos,
essa	iniciativa	foi	assumida	pela	CNBB	e	se	espalhou	por	todo	o	Brasil.	Desde
1999,	a	CNBB	propõe	o	estudo	de	um	livro	da	Bíblia	ou	um	tema	bíblico	a	ser
aprofundado.	A	escolha	do	mês	de	setembro	foi	motivada	pela	memória	do
grande	estudioso	da	Bíblia,	São	Jerônimo,	que	se	celebra	no	dia	30.
Para	este	ano	de	2022,	foi	escolhido	o	livro	de	Josué,	primeiro	dos	assim
chamados	“livros	históricos”.	O	tema	do	livro	é	a	posse	da	Terra	Prometida	e	sua
divisão	entre	as	tribos	de	Israel.	É	bom	lembrar	que,	em	Canaã,	já	habitavam
vários	povos.	A	tarefa	de	guiar	o	povo	é	iniciada	por	Moisés	e	continuada	por
Josué.	O	livro	narra	os	acontecimentos	da	conquista	da	terra	entre	os	anos	de
1300	a	1000	a.C.	Sua	redação	final,	porém,	se	deu	muitos	séculos	depois,	após	o
exílio	na	Babilônia.
Até	chegar	à	sua	redação	final,	antigos	relatos,	nascidos	no	ambiente	da	família,
dos	trabalhadores	do	campo,	dos	sábios	atuantes	na	corte	do	rei	e	dos	sacerdotes
em	seus	diversos	santuários,	foram	transmitidos	oralmente	de	geração	em
geração,	até	a	redação	final.	Nos	séculos	em	que	foram	escritos	e	reescritos,	até
chegar	ao	texto	que	temos	hoje,	foi	importante	o	período	do	rei	Josias,	por	volta
de	620	a.C.,	quando	houve	uma	reforma	(chamada	de	reforma	deuteronomista)
que	procurou	centralizar	o	culto	no	Templo	de	Jerusalém	e	definir	o	Deus	Javé
como	a	única	divindade	nacional	dos	israelitas.	Isso	implicou	a	escrita	e	a
revisão	de	muitos	textos,	para	dar	apoio	e	legitimar	o	projeto	da	reforma.
Outro	período	importante	para	o	livro	de	Josué	foi	o	tempo	depois	do	exílio	na
Babilônia,	quando	começou	a	se	constituir	uma	teocracia,	ou	seja,	o	governo	dos
sacerdotes.	Os	teocratas	fortaleceram	o	sistema	do	Templo	com	o	Deus	Javé,	o
Deus	único	que	lutava	contra	os	deuses	dos	outros	povos.	Estabeleceu-se	todo
um	aparato	de	leis	de	pureza,	sacrifícios,	festas	e	ofertas	de	produtos	da	terra
como	meios	para	arrecadar	tributos	a	fim	de	manter	o	governo	teocrata,	bem
como	beneficiar	o	império	persa,	que	controlava	os	teocratas.	Podemos	imaginar
como,	na	escritura	e	reescritura	dos	textos	de	Josué,	esses	interesses
influenciaram.
A	posse	da	terra	no	livro	de	Josué	é	vista	como	dom	de	Javé,	por	sua	própria
iniciativa.	Para	isso,	o	povo	necessita	obedecer	à	Torá,	às	leis	dadas	por	Moisés
(Js	1,6-7).	E	não	se	pode	hoje	ler	o	livro	de	Josué	para	ter	um	relato	jornalístico
ou	histórico	no	sentido	moderno;	é	preciso,	isso	sim,	buscar	o	significado	e	o
alcance	dos	acontecimentos.	No	livro,	por	exemplo,	vemos	como	os	autores
procuram	comparar	o	exílio	na	Babilônia	com	a	situação	em	que	se	encontrava	o
povo	no	Egito	e	em	Canaã,	antes	de	conquistar	a	libertação	e	tomar	posse	da
terra.
Para	o	povo	exilado,	a	conquista	da	terra	representa	o	sonho	do	retorno	para
Israel.	Deus	prometeu	a	terra.	Se	o	povo	a	perdeu,	não	é	culpa	de	Deus,	mas	do
próprio	povo,	principalmente	de	suas	lideranças,	que	não	souberam	manter	o
compromisso	com	a	aliança.	Deus	vai	dar	a	terra,	mas	não	dispensa	o	esforço	do
povo.	Em	outras	palavras,	ele	a	dá	somente	se	o	povo	se	dispõe	corajosamente	a
conquistá-la.	O	dom	da	terra	é	o	cumprimento	de	uma	promessa.	Deus	dá	a	terra
ao	povo	para	que	a	utilize	com	responsabilidade	e	seja	sinal	de	vida,	evitando
que	a	ganância	destrua	a	natureza	e	concentre	a	terra	nas	mãos	de	poucos.	A	terra
é	fundamental	não	somente	para	o	camponês,	mas	também	para	todo	o	povo,
pois	é	dela	que	vem	o	alimento.
A	luta	pela	conquista	da	terra	na	Bíblia	significou	mais	do	que	simplesmente	ter
um	pedaço	de	terra.	Significou	a	conquista	de	um	novo	modelo	alternativo	de
sociedade,	que	se	concretizou	com	a	partilha	igualitária	da	economia	(terra	e
produção)	e	a	participação	igualitária	na	política	(decisões	sociais	e	históricas).	É
o	modelo	tribal	proposto	após	a	conquista	da	terra	de	Canaã,	diferente	do	sistema
dos	reis	(monárquico),	em	que	o	povo	devia	pagar	tributos	para	sustentar	o	rei,	o
palácio	e	o	exército.	No	modelo	das	tribos,	a	terra	é	dom	de	Deus	para	todos,	e	o
que	é	conquistado	por	todos	deve	ser	repartido	entre	todos.
Mesmo	com	tantos	relatos	violentos	de	conquista,	escritos	em	épocas
posteriores,	na	base	do	livro	de	Josué	está	o	projeto	original	do	êxodo,	que
propõe	a	superação	de	uma	sociedade	desigual,	onde	poucos	se	privilegiam,
acumulando	e	retendo	o	dom	de	Deus,	à	custa	da	situação	do	povo,	que	fica
reduzido	à	impotência	e	à	miséria.	O	livro	é,	assim,	uma	grande	crítica	à
concentração	da	terra	e	das	riquezas	nas	mãos	de	poucos.
Josué	contém	uma	das	várias	teorias	da	ocupação	da	Terra	Prometida,	talvez	a
menos	viável	ou	a	mais	incerta.	É	uma	teoria	fundamentalista	e	demasiadamente
violenta.	No	livro,	de	fato,	encontramos	o	massacre	de	cidades	inteiras,	com	o
extermínio	das	populações	locais.	São	os	anseios	de	Josias,	querendo	legitimar	o
uso	da	força	e	da	guerra	para	os	objetivos	de	sua	reforma,	bem	como	os	anseios
dos	que	voltavam	do	exílio	e	queriam	estabelecer	a	teocracia,	o	governo	dos
sacerdotes,	com	a	bandeira	do	único	Deus	Javé,	que	combate	os	deuses
estrangeiros	e	reconquista	suas	terras.
Podemos	dividir	o	livro	de	Josué	em	três	partes	principais.	A	primeira	parte	trata
do	reconhecimento	do	território	e	da	conquista	da	terra	de	Canaã.	Josué
acompanha	as	tribos	que	vão	conquistando	a	terra	(Js	1–12).	A	segunda	parte
trata	da	distribuição	da	terra	entre	as	tribos,	segundo	a	necessidade	de	cada	uma.
Segue-se	a	enumeração	monótona	e	enfadonha	das	cidades	de	refúgio	e	das
cidades	reservadas	aos	levitas	(Js	13–21).	Na	terceira	parte,	temos	a	solidificação
da	aliança	entre	as	tribos,	o	discurso	de	despedida	feito	por	Josué	e	a	assembleia
de	Siquém	(Js	22–24).	O	livro	conclui	com	a	morte	de	Josué.
Este	livrinho	traz	a	proposta	de	quatro	encontros	para	vivenciar	em	grupo	o	mês
da	Bíblia	de	2022.	Que	neste	mês	possamos	refletir,	rezar	e	nos	comprometer
para	que	a	terra,	dom	de	Deus	para	todos,	seja	de	fato	terra	onde	todos,	sem
exceção,	possam	viver	como	irmãos.
Primeiro	encontro
TERRA,	DOM	DE	DEUS
1.	Preparando	o	ambiente
Colocar	no	centro	uma	Bíblia	aberta,	uma	vela	acesa	e	um	prato	de	terra.	É
importante	que	cada	um	tenha	sua	Bíblia.	Se	nem	todos	se	conhecem,	seria	bom
que	cada	um	se	apresentasse.	Tempo	de	silêncio	para	refletir	sobre	os	símbolos
preparados	(Bíblia,	vela,	terra).
2.	Acolhida
O	coordenador	dá	as	boas-vindas,	espontaneamente	ou	com	as	palavras	a
seguir:
Coordenador:	Sintamo-nos	todos	acolhidos	e	acolhidas	para	este	nosso
primeiro	encontro	dedicado	ao	mês	da	Bíblia.	É	uma	alegria	estarmos
reunidos	com	a	Bíblia	no	centro	do	nosso	encontro,	para	deixarmos	que	ela,
de	fato,	seja	o	centro	e	ilumine	nossa	vida.	Em	nome	do	Pai	e	do	Filho	e	do
Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
3.	Invocação	do	Espírito	Santo
Coordenador:	Vamos	invocar	a	presença	e	a	luz	do	Espírito	Santo	para	o
nosso	encontro.
Cantar	(ou	rezar)	o	refrão	orante	(Liturgia	XV,	Paulus,	faixa	15):
A	nós	descei,	Divina	Luz.	(bis)
Em	nossas	almas	acendei	o	amor,	o	amor	de	Jesus,
o	amor,	o	amor	de	Jesus.
Todos:	Vinde,	Espírito	Santo,	enchei	os	corações	dos	vossos	fiéis	e	acendei
neles	o	fogo	do	vosso	amor.	Enviai	o	vosso	Espírito	e	tudo	será	criado,	e
renovareis	a	face	da	terra.	Ó	Deus	que	instruístes	os	corações	dos	vossos
fiéis	com	a	luz	do	Espírito	Santo,	fazei	que	apreciemos	retamente	todas	as
coisas	segundo	o	mesmo	Espírito	e	gozemos	sempre	de	sua	consolação.	Por
Cristo,	nosso	Senhor.	Amém.
4.	Oração
Coordenador:	Ó	Deus,	obrigado	por	iniciarmos	mais	um	“mês	da	Bíblia”.
Este	ano	nos	é	proposto	o	estudo	do	livro	de	Josué.	Esse	livro	trata	da
conquista	da	Terra	Prometida,	onde	corre	leitee	mel.	Ouvindo	o	clamor	do
povo	escravo	no	Egito,	vós	descestes	para	libertá-lo	e	levá-lo	à	liberdade	e	à
posse	da	terra.	A	terra,	dom	de	Deus,	é	fundamental	para	alimentar	a	vida
do	povo.	Como	dom	que	vem	de	vós,	é	para	todos	os	que	querem	trabalhar
nela,	e	não	para	ser	concentrada	nas	mãos	de	poucos.	Ajudai-nos	a	conhecer
um	pouco	mais	este	livro	para	não	fazermos	uma	leitura	fundamentalista
dele,	ao	pé	da	letra.	Vinde,	Senhor,	com	vossa	graça	para	compreendermos
melhor	a	nossa	vida	à	luz	da	vossa	Palavra.	Por	Cristo,	nosso	Senhor.
Todos:	Amém.
5.	Introdução	ao	texto
Leitor:	O	livro	de	Josué	inicia	falando	da	morte	de	Moisés	e	da	convocação
de	Josué	para	dar	continuidade	à	obra	iniciada	por	Moisés.	O	texto	que
vamos	ler	encoraja	Josué	a	ser	forte	e	corajoso,	pois	a	missão	não	será	fácil,
mas	Deus	estará	presente	nessa	tarefa.	Josué	conseguirá	realizar	a	promessa
divina	graças	à	presença	do	Deus	Javé	junto	a	ele.	Embora	a	terra	seja	dom
de	Deus,	Israel	precisa	ser	forte	e	corajoso,	observando	tudo	o	que	está
escrito	na	Lei	de	Moisés	para	conquistá-la.	A	desobediência	de	Israel	pode
frustrar	as	promessas	divinas.	Para	o	povo	que	estava	no	exílio	ou	voltando
do	exílio,	essa	mensagem	era	importante.	Eles,	afinal,	começavam	a	dar-se
conta	de	que	perderam	a	terra	porque	não	tinham	sido	fiéis	à	aliança	com
Deus.	Após	as	instruções	de	Deus,	Josué	dá	ordens	para	que	o	povo	prepare
as	provisões,	porque,	dentro	de	três	dias,	iniciaria	a	conquista	da	terra.
Pode-se	cantar	(ou	rezar)	um	refrão	aclamativo,	como:
Fala,	Senhor,	fala	da	vida!
Só	tu	tens	Palavra	eterna:	queremos	ouvir.	(bis)
6.	Leitura	bíblica	–	Josué	1,1.6-11
Leitor:	¹Aconteceu,	depois	da	morte	de	Moisés,	servo	de	Javé,	que	Javé
disse	a	Josué,	filho	de	Nun,	auxiliar	de	Moisés:	 “Seja	forte	e	corajoso,	pois
você	vai	fazer	este	povo	herdar	a	terra	que	prometi	dar	a	seus	pais.
⁷Somente	seja	forte	e	muito	corajoso	para	cumprir	toda	a	Lei	que	meu	servo
Moisés	lhe	ordenou.	Não	se	desvie	dela,	nem	para	a	direita	nem	para	a
esquerda,	a	fim	de	ter	sucesso	por	onde	andar.	⁸Não	afaste	de	sua	boca	este
livro	da	Lei	e	medite	nele	dia	e	noite,	a	fim	de	conservá-lo,	e	faça	tudo	o	que
nele	está	escrito.	E,	desse	modo,	você	há	de	ser	bem-sucedido	em	seu
caminhar,	e	terá	sucesso.	 Não	fui	eu	quem	ordenou	a	você	que	seja	forte	e
corajoso?	Não	tenha	medo	e	não	se	sinta	acovardado,	porque	Javé	seu	Deus
vai	estar	com	você	por	onde	você	andar”.
¹ Josué	deu	a	seguinte	ordem	aos	oficiais	do	povo:	¹¹“Atravessem	pelo	meio	do
acampamento	e	deem	a	seguinte	ordem	a	todos:	‘Guardem	alimentos,	porque
daqui	a	três	dias	vocês	vão	atravessar	o	Jordão	para	tomar	posse	da	terra	que
Javé	seu	Deus	vai	lhes	dar	como	propriedade’”.
7.	Compreendendo	o	texto
7.1.	Retomar	o	texto
Coordenador:	Somos	agora	convidados	a	recordar	em	voz	alta	as	palavras,
expressões	ou	frases	que	mais	chamaram	nossa	atenção.
Momento	de	partilha	do	grupo.
7.2.	Meditar	o	texto
Coordenador:	Vamos	pensar	na	nossa	vida	e	conversar	sobre	como	esse
texto	de	Josué	se	relaciona	com	nossa	realidade.	No	texto,	aparecem	temas
como	ter	uma	terra	para	trabalhar	e	viver,	o	dom	de	Deus,	as	conquistas	do
povo,	a	coragem	para	não	desanimar,	a	certeza	da	presença	de	Deus,	a
atenção	à	sua	Palavra,	a	liderança	que	ajuda	o	povo	a	conquistar	a	terra.	O
que	esses	temas	têm	a	ver	com	nossa	vida?
Depois	de	um	momento	de	silêncio	e	reflexão	individual,	o	coordenador	convida
à	partilha	de	ideias	e	sentimentos.
Feita	a	partilha,	pode-se	cantar	(Cantos	de	abertura	e	comunhão,	Paulus,	faixa
1):
Refrão:	Ó	Pai,	somos	nós	o	povo	eleito,
que	Cristo	veio	reunir.	(bis)
1.	Pra	viver	da	sua	vida,	aleluia,
o	Senhor	nos	enviou,	aleluia.
2.	Pra	ser	Igreja	peregrina,	aleluia,
o	Senhor	nos	enviou,	aleluia.
3.	Pra	ser	sinal	de	salvação,	aleluia,
o	Senhor	nos	enviou,	aleluia.
4.	Pra	anunciar	o	Evangelho,	aleluia,
o	Senhor	nos	enviou,	aleluia.
8.	Rezando	a	partir	do	texto
8.1.	Ler	o	texto	à	luz	do	Evangelho
Coordenador:
a)	Nas	bem-aventuranças	(Mateus	5,1-12),	Jesus	proclama	felizes	os	mansos,
porque	possuirão	a	terra.	A	palavra	“feliz”,	em	hebraico,	deriva	dos	verbos
“avançar”	e	“prosseguir”.	Portanto,	a	bem-aventurança	de	Jesus	não
convida	à	acomodação,	mas	propõe	avançar	e	prosseguir,	sem	violência,	até
herdar	a	terra.
b)	Na	parábola	da	semente	(Mateus	13,1-9),	algumas	sementes	produziram
pouco	e	outras	muito.	Por	que	será?	O	Papa	Francisco	propõe	que	nenhum
camponês	fique	sem	terra.	O	que	pensamos	a	respeito	da	declaração	do
Papa?
c)	Jesus,	mais	de	uma	vez,	abençoou	alguns	pães	e	peixes,	partiu-os	e
distribuiu-os	para	uma	grande	multidão	(Marcos	6,31-44;	8,1-9).	Todos
ficaram	satisfeitos	e	ainda	sobrou.	O	pouco	partilhado	é	suficiente	para
todos.	Alguns	movimentos,	como	o	dos	Trabalhadores	Sem	Terra	(MST),
produzem	alimento,	inclusive	orgânico,	para	alimentar	as	famílias,	e	mesmo
assim	são	criticados	por	setores	da	sociedade.	Nem	sempre	os	pequenos
proprietários	são	respeitados,	para	benefício	sempre	maior	dos
latifundiários.	O	que	sabemos	desses	movimentos	e	como	os	encaramos?
Partilha	de	ideias	e	sentimentos	que	brotam	desses	textos.
8.2.	Conversar	com	Deus
Coordenador:	Vamos	agora	expressar	espontaneamente	a	Deus	o	que
trazemos	no	coração,	em	forma	de	oração.
Momento	de	apresentar	preces,	súplicas,	agradecimentos	e	louvores.
9.	Salmo	135,8-18
Coordenador:	O	Salmo	135	é	um	hino	de	louvor	ao	Criador,	Senhor	da
história	e	libertador	do	povo	do	Egito.	Deus	acompanha	o	povo	no	deserto,
na	caminhada	para	a	conquista	da	Terra	Prometida.	Os	povos	inimigos
resistem,	mas	são	vencidos	por	Javé.	O	Salmo	pode	nos	lembrar	tempos	de
opressão	e	perseguição.	Espontaneamente,	cada	um	pode	rezar	um
versículo.
–	Javé	feriu	os	primogênitos	do	Egito,
desde	os	homens	até	os	animais.
–	Enviou	sinais	e	prodígios	em	seu	meio,	ó	Egito,
contra	o	faraó	e	todos	os	seus	servos.
–	Ele	feriu	muitas	nações,
e	exterminou	reis	poderosos:
–	Seon,	rei	dos	amorreus;	Og,	rei	de	Basã,
e	todos	os	reinos	de	Canaã.
–	Deu	como	herança	a	terra	deles,
como	herança	ao	seu	povo	Israel.
–	Javé,	teu	nome	é	para	sempre!
Javé,	tua	lembrança	permanece	de	geração	em	geração.
–	Javé	faz	justiça	ao	seu	povo,
e	se	compadece	de	seus	servos.
–	Os	ídolos	das	nações	são	de	prata	e	ouro,
e	foram	feitos	por	mãos	humanas:
–	eles	têm	boca	e	não	falam,
têm	olhos	e	não	veem,
–	têm	ouvidos	e	não	escutam,
nem	existe	sopro	em	sua	boca.
–	Iguais	a	eles	são	aqueles	que	os	fabricam,
todos	os	que	neles	confiam.
Coordenador:	Glória	ao	Pai	e	ao	Filho	e	ao	Espírito	Santo.
Todos:	Como	era	no	princípio,	agora	e	sempre.	Amém.
10.	Conclusão	e	bênção
Lembrar	o	horário	e	o	local	do	próximo	encontro.
Coordenador:	Que	o	Deus	da	paz	nos	torne	capazes	de	cumprir	fielmente
sua	palavra	e,	assim,	realizar	sua	vontade,	fazendo	tudo	o	que	é	bom	e
agradável	aos	irmãos	e	irmãs.	Estivemos	reunidos	em	nome	do	Pai	e	do
Filho	e	do	Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
Coordenador:	Louvado	seja	nosso	Senhor	Jesus	Cristo.
Todos:	Para	sempre	seja	louvado.
Pode-se	cantar	(Cantos	de	abertura	e	comunhão,	Paulus,	faixa	23):
Refrão:	Bom	é	louvar	o	Senhor,	nosso	Deus,
cantar	salmos	ao	nome	do	Altíssimo.
Com	alegria	aclamar	seu	amor,
sua	glória,	bondade	e	poder.
1.	Como	tuas	obras	me	alegram,	Senhor.
Os	teus	prodígios	suscitam	louvor.
Tua	presença	eu	contemplo	no	céu.
Olho	a	terra,	também	nela	estás.
2.	Tu	engrandeces	o	homem	mortal.
Da	natureza	ele	é	rei	e	senhor.
De	honra	o	coroaste,	de	glória	e	poder,
pouco	menos	que	aos	anjos	do	céu.
3.	Narram	os	céus	o	que	fez	tua	mão.
Todo	o	universo	teu	nome	bendiz.
A	criação	é	um	canto	de	amor,
e	esse	canto	é	também	meu	louvor.
4.	Tua	bondade	cercou-me	de	bens.
Tudo	que	tenho	é	por	graça	e	favor.
Quero	teus	dons	com	os	irmãos	partilhar,
Vendo	em	ti	nosso	Deus,	nosso	Pai.
Segundo	encontro
MULHER,	IMAGEM	E	SEMELHANÇA	DE	DEUS
1.	Preparando	o	ambiente
Colocar	no	centro	uma	Bíblia	aberta,	uma	vela	acesa	e	figuras	de	mulheres.	É
importante	que	cada	um	tenha	sua	Bíblia.	Se	nem	todos	se	conhecem,	seria	bom
que	cadaum	se	apresentasse.	Tempo	de	silêncio	para	refletir	sobre	os	símbolos
preparados	(Bíblia,	vela,	figuras	de	mulheres).
2.	Acolhida
O	coordenador	dá	as	boas-vindas,	espontaneamente	ou	com	as	palavras	a
seguir:
Coordenador:	Sintamo-nos	todos	acolhidos	e	acolhidas	para	este	nosso
segundo	encontro	dedicado	ao	mês	da	Bíblia.	É	uma	alegria	estarmos
reunidos	com	a	Bíblia	no	centro	do	nosso	encontro,	para	deixarmos	que	ela
de	fato	seja	o	centro	e	ilumine	nossa	vida.	Em	nome	do	Pai	e	do	Filho	e	do
Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
3.	Invocação	do	Espírito	Santo
Coordenador:	Vamos	invocar	a	presença	e	a	luz	do	Espírito	Santo	para	o
nosso	encontro.
Cantar	(ou	rezar)	o	refrão	orante	(Liturgia	XV,	Paulus,	faixa	15):
A	nós	descei,	Divina	Luz.	(bis)
Em	nossas	almas	acendei	o	amor,	o	amor	de	Jesus,
o	amor,	o	amor	de	Jesus.
Todos:	Vinde,	Espírito	Santo,	enchei	os	corações	dos	vossos	fiéis	e	acendei
neles	o	fogo	do	vosso	amor.	Enviai	o	vosso	Espírito	e	tudo	será	criado,	e
renovareis	a	face	da	terra.	Ó	Deus	que	instruístes	os	corações	dos	vossos
fiéis	com	a	luz	do	Espírito	Santo,	fazei	que	apreciemos	retamente	todas	as
coisas	segundo	o	mesmo	Espírito	e	gozemos	sempre	de	sua	consolação.	Por
Cristo,	nosso	Senhor.	Amém.
4.	Oração
Coordenador:	Deus	do	amor,	da	misericórdia	e	do	perdão,	ajudai-nos	a
superar	todo	preconceito	e	julgamento	contra	pessoas	e	grupos.
Reconhecemos	que	nem	sempre	sabemos	olhar	com	os	vossos	olhos	e,	por
isso,	muitas	vezes	fazemos	julgamentos	destrutivos.	Vós	quisestes	que	vosso
Filho	nascesse	de	uma	mulher	e	se	encarnasse	na	condição	humana.	A
exemplo	de	Raab,	que	acolheu	os	forasteiros,	tornai-nos	sempre	mais
acolhedores	e	fraternos.	Que	saibamos	acolher	a	vossa	graça	para	vivermos
no	amor	e	na	fidelidade	ao	vosso	Filho.	Por	Cristo,	nosso	Senhor.
Todos:	Amém.
5.	Introdução	ao	texto
Leitor:	Antes	de	chegar	à	Terra	Prometida,	Josué	envia	dois	espiões	a
Jericó,	e	eles	se	hospedam	junto	a	uma	mulher	chamada	Raab,	conhecida
como	prostituta.	A	prostituta	dá	acolhida	aos	dois	forasteiros,	mente	para
protegê-los	e	os	ajuda	a	fugir	da	perseguição.	Raab	reconhece	a	grandeza	de
Javé	diante	dos	deuses	das	nações	estrangeiras.	No	centro	do	episódio	está	a
profissão	de	fé	de	Raab,	que	reconhece	Javé	como	Deus	no	céu	e	na	terra.
Aquele	que	deu	a	terra	a	Israel	agora	introduzirá	o	povo	na	terra.	Por	sua
vez,	os	dois	espiões	prometem	misericórdia	a	Raab	e	sua	família.	Assim,	a
narrativa	explica	a	sobrevivência	da	família	de	Raab	no	meio	dos	israelitas
após	a	conquista.	A	mulher	que	teve	compaixão	dos	dois	forasteiros,	ou	seja,
que	se	deixou	tocar	pelo	sofrimento	deles	e	sofreu	com	eles,	é	incorporada
junto	com	seu	povo	à	comunidade	de	Israel.
Pode-se	cantar	(ou	rezar)	um	refrão	aclamativo,	como:
A	vossa	Palavra,	Senhor,	é	sinal	de	interesse	por	nós.	(bis)
6.	Leitura	bíblica	–	Josué	2,8-16
Leitor:	⁸Antes	que	(os	dois	homens	dos	filhos	de	Israel	enviados	por	Josué)
dormissem,	Raab	foi	até	eles	no	terraço	 e	lhes	disse:	“Sei	que	Javé	deu	a
vocês	esta	terra,	e	que	um	grande	medo	caiu	sobre	nós.	E	todos	os
habitantes	da	terra	estão	com	medo	de	vocês.	¹ Pois	soubemos	como	Javé
secou	as	águas	do	mar	dos	Juncos	diante	de	vocês,	quando	saíram	do	Egito,
e	o	que	vocês	fizeram	a	Seon	e	Og,	reis	dos	amorreus,	que	estão	do	outro
lado	do	Jordão	e	que	vocês	exterminaram.	¹¹Nós	o	soubemos,	e	nosso
coração	ficou	desanimado,	e	ninguém	mais	se	animou,	por	causa	de	vocês.
Porque	Javé	seu	Deus	é	Deus,	tanto	lá	em	cima	nos	céus	como	cá	embaixo
na	terra.	¹²E	agora,	jurem-me	por	Javé,	pois	tive	compaixão	de	vocês,	e
vocês	também	deverão	ter	compaixão	da	casa	de	meu	pai.	E	vocês	vão	me
dar	um	sinal	verdadeiro	¹³de	que	vocês	deixarão	viver	meu	pai,	minha	mãe,
meus	irmãos	e	minhas	irmãs,	assim	como	tudo	o	que	pertence	a	eles,	e	ainda
preservarão	da	morte	as	nossas	vidas”.
¹⁴Os	homens	disseram	a	ela:	“Que	nossa	vida	seja	entregue	no	lugar	da	sua	vida,
se	você	não	denunciar	nossa	missão.	E	quando	Javé	nos	der	esta	terra,	vamos
usar	de	misericórdia	e	lealdade	para	com	você”.
¹⁵Ela	fez	os	homens	descerem	da	janela	por	uma	corda,	pois	a	casa	onde	morava
ficava	na	muralha.	¹ Ela	lhes	disse:	“Vão	para	a	montanha,	para	não	serem
encontrados	por	seus	perseguidores.	Escondam-se	lá	durante	três	dias,	até	os
perseguidores	voltarem,	e	depois	sigam	seu	caminho”.
7.	Compreendendo	o	texto
7.1.	Retomar	o	texto
Coordenador:	Vamos	recordar	em	voz	alta	as	palavras,	expressões	ou	frases
que	mais	chamaram	nossa	atenção.
Momento	de	partilha	do	grupo.
7.2.	Meditar	o	texto
Coordenador:	Vamos	agora	pensar	na	nossa	vida	e	conversar	sobre	como
esse	texto	de	Josué	se	relaciona	com	nossa	realidade.	No	texto	aparece	a
figura	da	mulher,	conhecida	como	prostituta,	uma	pessoa	marginalizada
pela	sociedade	da	época.	É	justamente	essa	mulher	prostituta	que	acolhe	os
forasteiros	e	proclama	a	fé	no	Deus	dos	filhos	de	Israel.	Sua	compaixão,
acolhida	e	fé	permitirão	que	ela	e	sua	família	sejam	salvas	e	façam	parte	do
povo	de	Israel.	E	hoje,	quais	são	as	pessoas	discriminadas,	marginalizadas	e
excluídas	da	sociedade?	Qual	é	nossa	atitude	pessoal	e	comunitária	em
relação	a	essas	pessoas?	Como	conseguimos	reconhecer	que	a	bondade	e	o
apoio	de	Deus	podem	vir	também	de	pessoas	e	grupos	que	a	sociedade
discrimina?	Por	que	as	mulheres	ainda	hoje	sofrem	violência	da	sociedade	e
da	própria	família?
Depois	de	um	momento	de	silêncio	e	reflexão	individual,	o	coordenador	convida
à	partilha	de	ideias	e	sentimentos.
Pode-se	cantar	(Cantos	de	abertura	e	comunhão,	Paulus,	faixa	10):
Refrão:	Vós	sois	o	Caminho,	a	Verdade	e	a	Vida,
o	pão	da	alegria,	descido	do	céu.
1.	Nós	somos	caminheiros	que	marcham	para	os	céus.
Jesus	é	o	caminho	que	nos	conduz	a	Deus.
2.	Da	noite	da	mentira,	das	trevas	para	a	luz,
Busquemos	a	Verdade,	Verdade	é	só	Jesus.
3.	Pecar	é	não	ter	vida,	pecar	é	não	ter	luz.
Tem	vida	só	quem	segue	os	passos	de	Jesus.
8.	Rezando	a	partir	do	texto
8.1.	Ler	o	texto	à	luz	do	Evangelho
Coordenador:
a)	A	figura	de	Raab	aparece	em	várias	passagens	do	Novo	Testamento.	Em
Hebreus	11,31,	ela	é	exemplo	de	acolhida	dos	forasteiros,	e	em	Tiago	2,25,
ela	é	justificada	pelo	seu	gesto.	O	mais	interessante,	porém,	é	que	ela	se
encontra	na	genealogia	de	Jesus,	em	Mateus	1,5.	Além	de	Raab,	aparecem
na	genealogia	mais	três	mulheres	não	bem-vistas:	Tamar	e	Rute,
estrangeiras,	e	Betsabeia,	que	não	era	casada	com	um	israelita.	Além	delas,
claro,	temos	a	presença	de	Maria,	a	Mãe	de	Jesus.
b)	Jesus,	ao	longo	de	sua	missão,	sempre	valorizou	as	mulheres,
principalmente	aquelas	perseguidas	e	hipocritamente	condenadas	pela
sociedade	do	seu	tempo.	Podemos	recordar,	por	exemplo,	a	mulher	do
episódio	de	João	8,1-11,	conhecida	como	prostituta,	que	os	escribas	e
fariseus	queriam	apedrejar,	conforme	a	lei	de	Levítico	20,10.	Jesus
desmascara	os	acusadores	e	acolhe	a	mulher,	oferecendo-lhe	nova	vida.
c)	Aos	pés	de	Jesus,	Maria	se	senta	para	ouvir	seu	ensinamento	(Lucas
10,38-42).	Naquele	tempo,	não	era	comum	nem	permitido	que	as	mulheres
sentassem	aos	pés	dos	mestres	para	ouvi-los	e	serem	discípulas.	Além	das
discípulas	que	acompanhavam	Jesus	(Lucas	8,1-3),	é	uma	mulher,	Maria
Madalena,	a	primeira	apóstola	(enviada)	a	anunciar	a	ressurreição	do
Senhor	(João	20,11-18).
Partilha	de	ideias	e	sentimentos	que	brotam	desses	textos.
8.2.	Conversar	com	Deus
Coordenador:	Vamos	agora	expressar	espontaneamente	a	Deus	o	que
trazemos	no	coração,	em	forma	de	oração.
Momento	de	apresentar	preces,	súplicas,	agradecimentos	e	louvores.
9.	Cântico	de	Maria	–	Lucas	1,46-55
Coordenador:	O	cântico	de	Maria	celebra	a	ação	de	Deus	que	olhou	para	a
humilhação	de	Maria.	Recorda	a	ação	de	Deus	na	vida	dos	pobres	de	Israel
e	contesta	uma	sociedade	desigual.	Vamos	rezar	o	cântico	de	modo
compartilhado,	cada	um	rezando	uma	estrofe:
–	Minha	alma	exalta	o	Senhor,
meu	espírito	se	alegra	em	Deus,	meu	Salvador,
porque	olhou	para	a	humilhação	de	sua	serva.
–	Eis	que,	de	agora	em	diante,
todas	as	gerações	me	considerarão	feliz,
pois	o	Todo-poderoso	fez	grandes	coisas	por	mim.
–	Seu	nome	é	Santoe	sua	misericórdia	perdura	de	geração	em	geração
para	aqueles	que	o	temem.
–	Ele	agiu	com	a	força	de	seu	braço.
Dispersou	os	arrogantes	de	coração.
–	Derrubou	dos	tronos	os	poderosos
e	exaltou	os	humildes.
–	Encheu	de	bens	os	famintos
e	despediu	os	ricos	sem	nada.
–	Socorreu	Israel,	seu	servo,
lembrando-se	de	sua	misericórdia,
–	como	tinha	dito	a	nossos	antepassados,
em	favor	de	Abraão	e	de	sua	descendência,	para	sempre.
Coordenador:	Glória	ao	Pai	e	ao	Filho	e	ao	Espírito	Santo.
Todos:	Como	era	no	princípio,	agora	e	sempre.	Amém.
10.	Conclusão	e	bênção
Lembrar	o	horário	e	o	local	do	próximo	encontro.
Coordenador:	Ó	Deus,	que	olhastes	para	Maria	e	a	convidastes	para	ser	a
Mãe	do	Salvador,	olhai	também	para	nós	e	fazei-nos	caminhar	sempre	na
esperança	da	salvação.	Estivemos	reunidos	em	nome	do	Pai	e	do	Filho	e	do
Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
Coordenador:	Louvado	seja	nosso	Senhor	Jesus	Cristo.
Todos:	Para	sempre	seja	louvado.
Pode-se	cantar	(Cantando	louvor	a	Maria,	Paulus,	faixa	1):
1.	Pelas	estradas	da	vida,	nunca	sozinho	estás.
Contigo,	pelo	caminho,	Santa	Maria	vai.
Refrão:	Ó	vem	conosco,	vem	caminhar,	Santa	Maria,	vem!	(bis)
2.	Mesmo	que	digam	os	homens:	“Tu	nada	podes	mudar”,
luta	por	um	mundo	novo,	de	unidade	e	paz.
Terceiro	encontro
UMA	ALIANÇA	COM	ESTRANGEIROS
1.	Preparando	o	ambiente
Colocar	no	centro	uma	Bíblia	aberta,	uma	vela	acesa	e	alguns	símbolos	que
representem	a	aliança.	É	bom	que	cada	um	tenha	sua	Bíblia.	Se	nem	todos	se
conhecem,	seria	bom	que	cada	um	se	apresentasse.	Tempo	de	silêncio	para
refletir	sobre	os	símbolos	preparados	(Bíblia,	vela,	aliança).
2.	Acolhida
O	coordenador	dá	as	boas-vindas,	espontaneamente	ou	com	as	palavras	a
seguir:
Coordenador:	Sintamo-nos	acolhidos	e	acolhidas	para	este	nosso	terceiro
encontro	dedicado	ao	mês	da	Bíblia.	É	uma	alegria	estarmos	reunidos	com	a
Bíblia	no	centro	do	nosso	encontro,	para	deixarmos	que	ela	de	fato	seja	o
centro	e	ilumine	nossa	vida.	Em	nome	do	Pai	e	do	Filho	e	do	Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
3.	Invocação	do	Espírito	Santo
Coordenador:	Vamos	invocar	a	presença	e	a	luz	do	Espírito	Santo	para	o
nosso	encontro.
Cantar	(ou	rezar)	o	refrão	orante	(Liturgia	XV,	Paulus,	faixa	15):
A	nós	descei,	Divina	Luz.	(bis)
Em	nossas	almas	acendei	o	amor,	o	amor	de	Jesus,
o	amor,	o	amor	de	Jesus.
Todos:	Vinde,	Espírito	Santo,	enchei	os	corações	dos	vossos	fiéis	e	acendei
neles	o	fogo	do	vosso	amor.	Enviai	o	vosso	Espírito	e	tudo	será	criado,	e
renovareis	a	face	da	terra.	Ó	Deus	que	instruístes	os	corações	dos	vossos
fiéis	com	a	luz	do	Espírito	Santo,	fazei	que	apreciemos	retamente	todas	as
coisas	segundo	o	mesmo	Espírito	e	gozemos	sempre	de	sua	consolação.	Por
Cristo,	nosso	Senhor.	Amém.
4.	Oração
Coordenador:	Ó	Deus,	obrigado	por	mais	este	encontro	de	estudo	do	livro
de	Josué,	neste	mês	da	Bíblia.	Ajudai-nos	a	buscar	sempre	na	sua	Palavra	a
luz	e	a	força	para	caminhar.	Que	vossa	Palavra,	viva	e	eficaz,	ilumine	nossa
mente	e	nos	ajude	a	mudar	nossa	conduta	para	assumir	o	compromisso	de
viver	de	acordo	com	ela.	Que	a	verdade	da	vossa	Palavra	esteja	em	nossos
lábios	e	em	nossos	corações,	acendendo	em	nós	o	desejo	de	testemunhá-la	e
proclamá-la	aos	quatro	cantos	da	terra.	Por	Cristo,	nosso	Senhor.
Todos:	Amém.
5.	Introdução	ao	texto
Leitor:	A	passagem	do	livro	de	Josué	que	ouviremos	fala	da	aliança	entre	os
gabaonitas	e	Josué.	O	povo	de	Gabaon	consegue	uma	aliança	com	Israel
para	poder	continuar	vivendo	na	terra	de	Israel.	Com	astúcia,	enganando
Josué,	os	gabaonitas	pacificamente	são	incorporados	aos	filhos	de	Israel.
Sem	procurar	os	conselhos	de	Javé,	Israel	concorda	com	a	aliança	e,	depois
de	ter	descoberto	o	engano,	respeita	o	juramento	feito	a	Deus	e	não	ataca	os
gabaonitas.	Eles,	porém,	ficam	obrigados	a	realizar	tarefas	de	lenhadores	e
carregadores	de	água	a	serviço	dos	filhos	de	Israel.	O	texto	é	fruto	da
memória	dos	tempos	de	Moisés	e,	sobretudo,	da	releitura	feita	depois	do
retorno	do	exílio,	período	em	que,	com	a	reconstrução	do	Templo	de
Jerusalém,	acontece	também	a	reconstrução	da	cidade	de	Gabaon.	Gabaon
tinha	sido,	segundo	1	Reis	3,4,	um	dos	lugares	de	culto	do	rei	Salomão.	Além
disso,	o	episódio	serve	para	explicar	a	presença	dos	gabaonitas	no	meio	de
Israel,	mesmo	sendo	proibida	pela	Lei	(Deuteronômio	20,16-17).	Na	visão
dos	israelitas	que	voltavam	do	exílio,	o	objetivo	era	sobretudo	submeter	os
gabaonitas	aos	interesses	de	Israel.
Pode-se	cantar	(ou	rezar)	um	refrão	aclamativo,	como:
A	Palavra	de	Deus	ouvida	é	a	verdade	que	nos	liberta,
que	nos	chama	à	nova	vida,	nos	educa	e	nos	converte.	(bis)
6.	Leitura	bíblica	–	Josué	9,3-21
Leitor:	³Os	habitantes	de	Gabaon	ouviram	o	que	Josué	fez	contra	as	cidades
de	Jericó	e	Hai,	⁴e	agiram	também	com	astúcia:	pegaram	provisões,
carregaram	seus	jumentos	com	panos	de	saco	velhos	e	odres	de	vinho
velhos,	rasgados	e	remendados.	⁵Calçaram	sandálias	velhas	e	remendadas;
usaram	também	mantos	velhos.	Todo	o	seu	pão	de	provisão	era	seco	e
bolorento.	 Foram	encontrar-se	com	Josué	no	acampamento	em	Guilgal,	e
lhe	disseram,	a	ele	e	também	aos	homens	de	Israel:	“Nós	estamos	chegando
de	uma	terra	distante.	Faça	aliança	conosco”.
⁷Os	homens	de	Israel	disseram	aos	heveus:	“Por	acaso	vocês	não	habitam	entre
nós?	Como	podemos	fazer	aliança	com	vocês?”
⁸Eles	responderam	a	Josué:	“Nós	somos	seus	servos”.	Josué	replicou:	“Quem	são
vocês	e	de	onde	vieram?”	 Responderam:	“Seus	servos	vêm	de	uma	terra	muito
distante,	por	causa	do	nome	de	Javé	seu	Deus,	pois	ouvimos	falar	dele	e	de	tudo
o	que	fez	no	Egito,	¹ e	tudo	o	que	fez	aos	dois	reis	dos	amorreus	que	estão	do
outro	lado	do	Jordão,	a	Seon,	rei	de	Hesebon,	e	a	Og,	rei	de	Basã,	em	Astarot.
¹¹Nossos	anciãos	e	todos	os	habitantes	de	nosso	país	nos	disseram:	‘Tomem	nas
mãos	provisões	para	o	caminho,	vão	ao	encontro	deles	e	lhes	digam:	Somos	seus
servos’.	Agora,	faça	aliança	conosco.	¹²Eis	o	nosso	pão:	estava	quente	quando
nos	abastecemos	de	provisão	no	dia	em	que	saímos	de	nossas	casas	para	nos
encontrarmos	com	vocês,	e	eis	que	agora	se	encontra	seco	e	bolorento!	¹³E	estes
são	os	odres	de	vinho,	que	eram	novos	quando	os	enchemos,	e	agora	estão
danificados!	São	estes	os	nossos	mantos	e	as	nossas	sandálias	gastas,	devido	ao
longo	caminho!”
¹⁴Os	homens	de	Josué	pegaram	da	provisão	deles	sem	consultar	Javé.	¹⁵Josué	fez
com	eles	um	acordo	de	paz	e	selou	aliança	com	eles,	a	fim	de	lhes	garantir	que
salvaria	suas	vidas.	Também	os	representantes	da	comunidade	prestaram	a	eles
um	juramento.
¹ Aconteceu	que,	depois	de	três	dias,	após	terem	selado	aliança	com	eles,
receberam	a	informação	de	que	eram	seus	vizinhos	e	que	habitavam	no	meio
deles.	¹⁷Os	filhos	de	Israel	partiram	do	acampamento	e	chegaram	às	cidades
deles	no	terceiro	dia.	As	cidades	eram	Gabaon,	Cafira,	Berot	e	Cariat-Iarim.	¹⁸Os
filhos	de	Israel	não	os	atacaram	porque	os	representantes	da	comunidade	haviam
feito	juramento	com	eles,	por	Javé	Deus	de	Israel.	Por	esse	motivo,	todos	da
comunidade	murmuravam	contra	os	representantes	da	assembleia.	¹ Todos	os
representantes	disseram	diante	de	toda	a	comunidade:	“Nós	fizemos	com	eles
juramento	por	Javé,	o	Deus	de	Israel,	e	por	isso	não	podemos	agora	atacá-los.
² Eis	o	que	faremos	com	eles:	manteremos	a	vida	deles	e	a	cólera	não	virá	sobre
nós	por	causa	do	juramento	que	fizemos	com	eles”.	²¹Os	representantes
disseram:	“Que	eles	vivam,	mas	que	sejam	lenhadores	e	carregadores	de	água
para	toda	a	nossa	comunidade”.	Assim,	pois,	falaram	os	representantes.
7.	Compreendendo	o	texto
7.1.	Retomar	o	texto
Coordenador:	Somos	agora	convidados	a	recordar	em	voz	alta	as	palavras,
expressões	ou	frases	que	mais	chamaram	nossa	atenção.
Momento	de	partilha	do	grupo.
7.2.	Meditar	o	texto
Coordenador:	Vamos	agora	pensar	na	nossa	vida	e	conversar	sobre	como
esse	texto	de	Josué	se	relaciona	com	nossa	realidade.	Na	base	da	mentira,	os
gabaonitas	conseguem	firmar	uma	aliança	com	os	israelitas	e,	assim,
começam	a	fazer	parte	do	povo	de	Deus.	Os	gabaonitas	são	o	exemplo	de
estrangeiros	vivendo	no	meio	de	Israel,	o	que	nos	fazpensar	nos
estrangeiros	e	migrantes	de	hoje.	Muitos	ainda	hoje	precisam	sair	de	sua
terra,	em	busca	de	melhores	condições	de	vida.	Muitos	precisam	fugir,
buscando	refúgio	e	proteção.	O	Papa	Francisco,	mais	de	uma	vez,	recordou
o	mar	Mediterrâneo,	que	viu	o	aparecimento	de	grandes	civilizações	e	a
difusão	do	Evangelho,	como	um	cemitério,	com	tantas	pessoas	que	buscam
refúgio	morrendo	no	mar	sem	conseguir	chegar	à	Europa.	Outro	aspecto	do
texto	é	que	os	israelitas	querem	justificar	seu	domínio	sobre	os	gabaonitas.
O	que	isso	carrega	de	injustiça	e	sofrimento	para	os	mais	pobres,	quando
um	país	quer	prosperar	explorando	o	outro?
Depois	de	um	momento	de	silêncio	e	reflexão	individual,	o	coordenador	convida
à	partilha	de	ideias	e	sentimentos.
Pode-se	cantar	(Cantos	de	abertura	e	comunhão,	Paulus,	faixa	13):
1.	Entoai	ao	Senhor	novo	canto,	pois	prodígios	foi	ele	quem	fez.
Sua	mão	e	o	seu	braço	santo	a	vitória	lhe	deram	de	vez.
Refrão:	Então	os	povos	viram	o	Deus	que	nos	salvou.
Por	isso,	ó	terra	inteira,	cantai	louvor	ao	Senhor.
2.	O	Senhor	revelou	seu	auxílio,	sua	justiça	aos	povos	mostrou.
Recordou-se	de	sua	bondade	em	favor	de	seu	povo	fiel.
8.	Rezando	a	partir	do	texto
8.1.	Ler	o	texto	à	luz	do	Evangelho
Coordenador:
a)	O	próprio	Jesus	recém-nascido	e	sua	família	foram	refugiados	(Mateus
2,13-15).	Tiveram	de	buscar	proteção	no	Egito,	para	fugir	do	plano	perverso
de	Herodes.	Na	Bíblia,	os	estrangeiros,	órfãos	e	viúvas	representam	as
pessoas	mais	pobres	e	necessitadas.	O	Filho	de	Deus,	vindo	ao	mundo,	com
sua	família	fez	a	experiência	do	que	significa	viver	como	estrangeiro	e
refugiado.
b)	Em	Mateus	25,31-46,	Jesus	conta	como	será	o	julgamento	final.	Serão
pedidas	contas	do	que	cada	um	de	nós	tiver	feito	pelos	estrangeiros,	pelos
que	têm	fome	e	sede,	pelos	que	não	têm	condições	básicas	de	vida,	pelos	que
não	têm	liberdade.	Qual	é	nossa	atitude,	pessoal	e	comunitária,	para	com	os
estrangeiros	e	todos	aqueles	que	são	vítimas	de	preconceito	e	sofrem?
c)	Na	parábola	do	bom	samaritano	(Lucas	10,25-37),	é	um	estrangeiro	que
socorre	o	homem	caído	e	quase	morto	na	estrada.	Jesus	conta	essa	parábola
para	mostrar	ao	especialista	na	Lei	de	Deus	que	ele	não	devia	se	preocupar
em	limitar	o	número	de	pessoas	que	devia	amar.	A	Lei	dizia	para	amar	o
próximo	como	a	si	mesmo,	e	o	especialista	queria	saber	quem	se	incluía
entre	os	“próximos”.	Jesus	inverte	a	pergunta,	para	ele	e	para	nós.	Como	o
estrangeiro	samaritano	que	foi	compassivo	e	demonstrou	concretamente	seu
amor,	como	é	que	nos	fazemos	próximos	dos	outros,	sobretudo	dos	mais
necessitados	e	sofredores?	Em	vez	de	perguntar:	“Quem	é	meu	próximo?”,
Jesus	nos	ensina	a	perguntar:	“De	quem	eu	me	faço	próximo?”.
Partilha	de	ideias	e	sentimentos	que	brotam	desses	textos.
8.2.	Conversar	com	Deus
Coordenador:	Vamos	agora	expressar	espontaneamente	a	Deus	o	que
trazemos	no	coração,	em	forma	de	oração.
Momento	de	apresentar	preces,	súplicas,	agradecimentos	e	louvores.
9.	Salmo	76
Coordenador:	O	Salmo	76	é	um	hino	de	louvor	à	cidade	de	Jerusalém,
escolhida	como	morada	de	Deus.	A	partir	de	Jerusalém,	Deus	proclama	a
paz,	destruindo	as	forças	inimigas.	Diante	de	Deus,	qualquer	exército	é
fraco.	Do	seu	trono,	Deus	proclama	a	libertação	de	todos	os	pobres,	com	a
vitória	sobre	a	arrogância	e	o	orgulho	dos	poderosos.	Ele	se	mostra	terrível
para	os	que	querem	dominar	a	terra	toda.	Espontaneamente,	cada	um	pode
rezar	uma	estrofe.
–	Deus	é	conhecido	em	Judá,	seu	nome	é	grande	em	Israel.
Sua	tenda	está	em	Salém	e	sua	moradia	em	Sião.
–	Foi	aí	que	ele	quebrou	os	relâmpagos	dos	arcos,
os	escudos,	as	espadas	e	as	armas	de	guerra.
–	Tu	és	esplêndido	e	majestoso	pelos	montes
de	despojos.
Os	valentes	de	coração,	que	foram	despojados,
dormem	seu	sono.
Nenhum	guerreiro	encontrou	suas	próprias	mãos.
–	Diante	da	tua	reprovação,	Deus	de	Jacó,
carro	e	cavalo	ficaram	como	adormecidos.
–	Tu,	tu	impões	medo.
Quem	pode	resistir	diante	de	tua	ira?
–	Dos	céus	fizeste	ouvir	teu	julgamento,
a	terra	tremeu	e	se	calou,
–	quando	Deus	se	levantou	para	julgar
e	salvar	todos	os	pobres	da	terra.
–	Pois	a	raiva	do	homem	proclama	tua	glória,
a	raiva	dos	sobreviventes	é	tua	vestimenta.
–	Façam	votos	para	Javé,	o	Deus	de	vocês,
e	os	cumpram.
Todos	vocês	que	estão	ao	seu	redor,
levem	tributos	ao	Terrível.
–	Ele	esmaga	o	espírito	dos	orgulhosos,
faz	tremer	os	reis	da	terra.
Coordenador:	Glória	ao	Pai	e	ao	Filho	e	ao	Espírito	Santo.
Todos:	Como	era	no	princípio,	agora	e	sempre.	Amém.
10.	Conclusão	e	bênção
Lembrar	o	horário	e	o	local	do	próximo	encontro.
Coordenador:	Que	o	Deus	da	paz	nos	torne	capazes	de	cumprir	fielmente
sua	palavra	e,	assim,	realizar	sua	vontade,	fazendo	tudo	o	que	é	bom	e
agradável	aos	irmãos	e	irmãs,	sobretudo	os	mais	necessitados.	Estivemos
reunidos	em	nome	do	Pai	e	do	Filho	e	do	Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
Coordenador:	Louvado	seja	nosso	Senhor	Jesus	Cristo.
Todos:	Para	sempre	seja	louvado.
Pode-se	cantar	(Festas	litúrgicas	II,	Paulus,	faixa	19):
Refrão:	Quem	nos	separará?	Quem	vai	nos	separar?
Do	amor	de	Cristo,	quem	nos	separará?
Se	ele	é	por	nós,	quem	será,	quem	será	contra	nós?
Quem	vai	nos	separar	do	amor	de	Cristo?	Quem	será?
1.	Nem	a	espada	ou	perigo,	nem	os	erros	do	meu	irmão,
nenhuma	das	criaturas,	nem	a	condenação.
2.	Nem	a	vida,	nem	a	morte,	a	tristeza	ou	a	aflição,
nem	o	passado,	nem	o	presente,	o	futuro,	nem	opressão.
3.	Nem	as	alturas,	nem	os	abismos,	nem	tampouco	a	perseguição,
nem	a	angústia,	a	dor,	a	fome,	nem	a	tribulação.
Quarto	encontro
RENOVAÇÃO	DA	ALIANÇA	EM	SIQUÉM
1.	Preparando	o	ambiente
Colocar	no	centro	uma	Bíblia	aberta,	uma	vela	acesa,	um	prato	de	terra	e	uma
aliança.	É	bom	que	cada	um	tenha	a	Bíblia.	Se	nem	todos	se	conhecem,	seria
bom	que	cada	um	se	apresentasse.	Tempo	de	silêncio	para	refletir	sobre	os
símbolos	preparados	(Bíblia,	vela,	terra,	aliança).
2.	Acolhida
O	coordenador	dá	as	boas-vindas,	espontaneamente	ou	com	as	palavras	a
seguir:
Coordenador:	Sintamo-nos	acolhidos	e	acolhidas	para	este	nosso	último
encontro	do	mês	da	Bíblia.	Com	todas	as	comunidades	do	Brasil,	vamos
continuar	a	refletir	e	rezar	com	o	livro	de	Josué.	É	uma	alegria	estarmos
reunidos	com	a	Bíblia	no	centro	do	nosso	encontro,	para	deixarmos	que	ela
de	fato	seja	o	centro	e	ilumine	nossa	vida.	Em	nome	do	Pai	e	do	Filho	e	do
Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
3.	Invocação	do	Espírito	Santo
Coordenador:	Vamos	invocar	a	presença	e	a	luz	do	Espírito	Santo	para	o
nosso	encontro.
Cantar	(ou	rezar)	o	refrão	orante	(Liturgia	XV,	Paulus,	faixa	15):
A	nós	descei,	Divina	Luz.	(bis)
Em	nossas	almas	acendei	o	amor,	o	amor	de	Jesus,
o	amor,	o	amor	de	Jesus.
Todos:	Vinde,	Espírito	Santo,	enchei	os	corações	dos	vossos	fiéis	e	acendei
neles	o	fogo	do	vosso	amor.	Enviai	o	vosso	Espírito	e	tudo	será	criado,	e
renovareis	a	face	da	terra.	Ó	Deus	que	instruístes	os	corações	dos	vossos
fiéis	com	a	luz	do	Espírito	Santo,	fazei	que	apreciemos	retamente	todas	as
coisas	segundo	o	mesmo	Espírito	e	gozemos	sempre	de	sua	consolação.	Por
Cristo,	nosso	Senhor.	Amém.
4.	Oração
Coordenador:	Ó	Deus,	obrigado	por	mais	este	encontro	para	refletir	e	rezar
a	partir	do	último	capítulo	do	livro	de	Josué.	Esse	é	o	quarto	e	o	último	dos
nossos	encontros	deste	mês	da	Bíblia.	Ajudai-nos,	Senhor,	a	viver	com
fidelidade	nosso	compromisso	com	vosso	projeto	de	vida,	recusando	o	que
possa	nos	desviar	dele.	Como	o	povo	de	Israel	se	comprometeu	com	a
aliança	em	Siquém,	queremos	ser	fiéis	à	nova	aliança	realizada	no	vosso
Filho	Jesus.	Que	nossas	liturgias	nos	levem	a	assumir	vosso	projeto	de
liberdade	e	vida	para	o	povo.	Por	Cristo,	nosso	Senhor.
Todos:	Amém.
5.	Introdução	ao	texto
Leitor:	Chegamos	ao	quarto	e	último	encontro	do	nosso	mês	da	Bíblia.	O
livro	de	Josué	termina	com	a	aliança	em	Siquém.	O	capítulo	24	retoma	a
história	de	Israel	desde	o	tempo	dos	patriarcas	até	o	período	da	conquista.
Josué	diz	que	Javé	é	o	responsável	por	tudo	o	que	aconteceu.	O	povo	é
provocado	a	se	decidir	a	quem	servir,	e	decide	que	servirá	ao	Deus	de	Israel,
porcausa	de	tudo	o	que	fez	por	eles.	Assim	é	firmada	a	aliança,	e	uma
grande	pedra	é	erguida	para	comemorar	o	acontecimento	e	o	povo	é
disperso.	O	autor	convoca	os	exilados	para	a	fidelidade	ao	Deus	Javé,
recordando	tudo	o	que	realizou	em	favor	do	povo.	Tinham	perdido	a	terra	e
ido	para	o	exílio	por	causa	de	sua	infidelidade	e	desobediência	à	aliança	com
Deus,	mas	agora	podiam	recomeçar	uma	história	diferente,	com	uma
aliança	de	fidelidade.
Pode-se	cantar	(ou	rezar)	um	refrão	aclamativo,	como:
É	como	a	chuva	que	lava,	é	como	o	fogo	que	arrasa:
tua	Palavra	é	assim,	não	passa	por	mim	sem	deixar	um	sinal.	(bis)
6.	Leitura	bíblica	–	Josué	24,1-2a.13-18.25-28
Leitor:	¹Josué	reuniu	todas	as	tribos	de	Israel	em	Siquém,	e	convocou	os
anciãos	de	Israel,	os	chefes,	os	juízes	e	os	administradores,	e	eles	se
apresentaram	diante	de	Deus.	²Josué	disse	a	todo	o	povo:	“Assim	diz	Javé,	o
Deus	de	Israel:	¹³Dei	para	vocês	uma	terra	pela	qual	vocês	não	se
esforçaram,	cidades	que	vocês	não	construíram,	e	nas	quais	vocês	habitam;
vinhas	e	olivais	que	vocês	não	plantaram,	e	dos	quais	vocês	comem.
¹⁴Portanto,	agora	sejam	fiéis	a	Javé,	sirvam	a	ele,	com	perfeição	e	verdade.
Joguem	fora	os	deuses	que	seus	pais	adoraram	no	outro	lado	do	Rio	e	no
Egito,	e	sirvam	a	Javé.	¹⁵Se	é	um	mal	aos	olhos	de	vocês	servir	a	Javé,
escolham	hoje	a	quem	querem	servir:	se	aos	deuses	que	seus	pais	serviram
no	outro	lado	do	Rio,	ou	aos	deuses	dos	amorreus	no	país	onde	vocês	agora
habitam.	Quanto	a	mim	e	à	minha	casa,	nós	serviremos	a	Javé”.
¹ O	povo	assim	respondeu:	“Longe	de	nós	abandonar	a	Javé	para	servir	outros
deuses,	¹⁷pois	Javé	nosso	Deus,	ele	mesmo	nos	retirou	a	nós	e	a	nossos	pais	da
terra	do	Egito,	da	terra	da	escravidão,	realizou	diante	de	nossos	olhos	esses
grandes	sinais,	e	nos	guardou	em	todos	os	caminhos,	pelos	quais	andamos	em
meio	a	todos	os	povos,	cujas	propriedades	nós	atravessamos.	¹⁸Javé	expulsou	de
nossa	presença	todos	os	povos,	como	os	amorreus	que	habitavam	esta	terra.
Assim,	também	nós	serviremos	a	Javé,	porque	ele	é	o	nosso	Deus”.
²⁵Josué	concluiu,	nesse	dia,	uma	aliança	para	o	povo,	e	em	Siquém	lhes
promulgou	regras	e	direitos.	² Josué	escreveu	essas	palavras	no	livro	da	Lei	de
Deus.	Em	seguida,	pegou	uma	grande	pedra	e	aí	a	levantou,	debaixo	do	Carvalho
que	está	no	santuário	de	Javé.	²⁷Josué	disse	a	todo	o	povo:	“Eis	que	esta	pedra
será	usada	como	testemunho	contra	nós,	porque	ela	ouviu	todas	as	palavras	que
Javé	nos	falou.	Ela	será	um	testemunho	contra	vocês,	para	que	fiquem	proibidos
de	renegar	o	Deus	de	vocês”.	²⁸E	Josué	despediu	o	povo,	cada	um	para	sua
herança.
7.	Compreendendo	o	texto
7.1.	Retomar	o	texto
Coordenador:	Somos	agora	convidados	a	recordar	em	voz	alta	as	palavras,
expressões	ou	frases	que	mais	chamaram	nossa	atenção.
Momento	de	partilha	do	grupo.
7.2.	Meditar	o	texto
Coordenador:	Vamos	agora	pensar	em	nossa	vida	e	conversar	sobre	como
esse	texto	de	Josué	se	relaciona	com	nossa	realidade.	No	texto	aparece	a
renovação	da	aliança	do	povo	de	Israel	com	seu	Deus.	Qual	nosso
compromisso	com	Deus	que	se	revela	no	compromisso	com	o	povo?	Quais
seriam	os	“deuses”	ou	ídolos	de	hoje,	contrários	ao	projeto	de	liberdade	e	de
vida	que	Deus	deseja	para	todos?	Qual	o	sentido	de	nossas	celebrações
litúrgicas?	Como	recordamos	hoje	os	feitos	de	Deus	em	favor	do	povo	no
passado	e	como	reconhecemos	seus	feitos	no	presente?
Depois	de	um	momento	de	silêncio	e	reflexão	individual,	o	coordenador	convida
à	partilha	de	ideias	e	sentimentos.
Pode-se	cantar	(Liturgia	X,	Paulus,	faixa	13):
Refrão:	Eu	sou	a	videira,	meu	Pai	é	o	agricultor.
Vós	sois	os	ramos,	permanecei	no	meu	amor!
1.	Para	dar	muito	fruto:	permanecei	no	meu	amor.
Para	dar	amor	puro:	permanecei	no	meu	amor.
Como	ramos	ao	tronco:	permanecei	em	mim!
2.	Para	amar	sem	medida:	permanecei	no	meu	amor.
Para	dar	vossas	vidas:	permanecei	no	meu	amor.
Para	ser	meus	amigos:	permanecei	em	mim!
8.	Rezando	a	partir	do	texto
8.1.	Ler	o	texto	à	luz	do	Evangelho
Coordenador:
a)	Em	Mateus	6,24,	Jesus	diz:	“Ninguém	pode	servir	a	dois	senhores,	pois
odiará	a	um	e	amará	o	outro,	ou	se	apegará	a	um	e	desprezará	o	outro.
Vocês	não	podem	servir	a	Deus	e	ao	dinheiro”.	A	quem	realmente	estamos
servindo?	Quais	são	os	princípios	que	movem	nossa	vida	e	nossos
trabalhos?	O	que	o	dinheiro	que	se	torna	o	centro	da	vida	das	pessoas	tem
que	ver	com	a	miséria	e	a	fome	de	tantos?
b)	Jesus	venceu	as	tentações	no	deserto	(Lucas	4,1-13)	e	cumpriu	sua	missão
de	fidelidade	ao	Pai.	Para	sermos	suas	discípulas	e	seus	discípulos,	Jesus	nos
deixou	apenas	um	mandamento:	amar	a	Deus	amando	os	irmãos.	A	nova
aliança	que	Jesus	inaugurou	com	sua	morte	e	ressurreição	se	realiza	com	a
entrega	de	sua	vida	por	todos,	sobretudo	pelos	pequenos.	Como	vivemos
hoje	a	fidelidade	à	nova	aliança	de	Deus	com	toda	a	humanidade?	Como	a
fidelidade	a	Deus	se	traduz	na	vida	digna	para	todos?
c)	Em	João	17,	na	sua	“oração	sacerdotal”,	Jesus	pede	ao	Pai	que	todos
sejam	um,	como	ele	e	o	Pai	são	um.	Pede	que	todos	os	seus	discípulos	e
discípulas	cresçam	na	unidade,	e	testemunhem	ao	mundo	a	glória	de	Deus.
Como	o	amor	de	Jesus	em	nós	nos	impulsiona	a	construir	comunhão	e
unidade,	vencendo	fronteiras	e	divisões?
Partilha	de	ideias	e	sentimentos	que	brotam	desses	textos.
8.2.	Conversar	com	Deus
Coordenador:	Vamos	agora	expressar	espontaneamente	a	Deus	o	que
trazemos	no	coração,	em	forma	de	oração.
Momento	de	apresentar	preces,	súplicas,	agradecimentos	e	louvores.
9.	Salmo	100
Coordenador:	O	Salmo	100	é	um	hino	de	louvor	a	Javé,	o	Deus	de	Israel.
Esse	salmo	encerra	a	liturgia	que	celebra	o	reinado	de	Deus.	O	povo	está
entrando	no	templo,	onde	vai	renovar	seu	compromisso	com	a	aliança.	Ao
entrar	no	templo	em	procissão,	é	convidado	a	adorar	o	Deus	único	e
verdadeiro,	que	acompanha	seu	povo.	Vamos	rezar	todos	juntos.
–	Terra	inteira,	aclame	a	Javé!
Sirva	a	Javé	com	alegria,
vá	até	ele	com	gritos	de	alegria!
–	Reconheça	que	só	Javé	é	Deus:
ele	nos	fez	e	a	ele	pertencemos;
somos	o	seu	povo,	a	ovelha	do	seu	rebanho.
–	Entrem	por	suas	portas	com	ação	de	graças,
em	seus	átrios	com	orações,
celebrem	e	bendigam	o	seu	nome.
–	“Porque	Javé	é	bom:
sua	bondade	é	para	sempre,
e	sua	fidelidade	de	geração	em	geração”.
Coordenador:	Glória	ao	Pai	e	ao	Filho	e	ao	Espírito	Santo.
Todos:	Como	era	no	princípio,	agora	e	sempre.	Amém.
10.	Conclusão	e	bênção
Coordenador:	Deus	nos	abençoe	e	nos	guarde.	Deus	nos	mostre	o	seu	rosto
luminoso	e	tenha	piedade	de	nós.	Deus	nos	acompanhe	e	nos	conceda	a	paz.
Estivemos	reunidos	em	nome	do	Pai	e	do	Filho	e	do	Espírito	Santo.
Todos:	Amém.
Coordenador:	Louvado	seja	nosso	Senhor	Jesus	Cristo.
Todos:	Para	sempre	seja	louvado.
Pode-se	cantar	(Liturgia	VIII,	Paulus,	faixa	3):
1.	Senhor,	vem	salvar	teu	povo	das	trevas	da	escravidão.
Só	tu	és	nossa	esperança,	és	nossa	libertação.
Refrão:	Vem,	Senhor,	vem	nos	salvar.
teu	povo,	vem	caminhar.	(bis)
2.	Contigo	o	deserto	é	fértil,	a	terra	se	abre	em	flor.
Da	rocha	brota	água	viva,	da	treva	nasce	esplendor.
3.	Tu	marchas	à	nossa	frente.	És	força,	caminho	e	luz.
Vem	logo	salvar	teu	povo.	Não	tardes,	Senhor	Jesus.
Todos	os	direitos	reservados	pela	Paulus	Editora.	Nenhuma	parte	desta
publicação	poderá	ser	reproduzida,	seja	por	meios	mecânicos,	eletrônicos,	seja
via	cópia	xerográfica,	sem	a	autorização	prévia	da	Editora.
Direção	editorial:	Pe.	Sílvio	Ribas,	ssp
Coordenação	de	revisão:	Tiago	José	Risi	Leme
Coordenação	de	arte:	Danilo	Alves	Lima
Imagem	da	capa	e	ilustrações	internas:	IAS	Ilustrações
Textos	bíblicos:	Nova	Bíblia	Pastoral	–	PAULUS
Editoração,	impressão	e	acabamento:	PAULUS
Playlist	com	os	cantos	dos	encontros:
©	PAULUS	–	2022
Rua	Francisco	Cruz,	229	•	04117-091	–	São	Paulo	(Brasil)
Tel.:	(11)	5087-3700
paulus.com.br	•	editorial@paulus.com.br
ISBN	978-65-5562-594-3
	Cover Page
	CAPA
	FOLHA DE ROSTO
	INTRODUÇÃO
	Primeiro encontro
	TERRA, DOM DE DEUS
	Segundo encontro
	MULHER, IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS
	Terceiro encontro
	UMA ALIANÇA COM ESTRANGEIROS
	Quarto encontro
	RENOVAÇÃO DA ALIANÇAEM SIQUÉM
	FICHA CATALOGRÁFICA

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