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OBJ1 estudar o transporte de gases na hemácia → o transporte de oxigênio e dióxido de carbono pelo sangue depende tanto da difusão quanto do fluxo de sangue. → Assim, o oxigênio se difunde dos alvéolos para o sangue dos capilares pulmonares porque a pressão parcial do oxigênio (Po.2) nos alvéolos é maior do que a Po2 no sangue capilar pulmonar. → Nos outros tecidos do corpo, a Po.2 maior no sangue capilar do que nos tecidos faz com que o oxigênio se difunda para as células adjacentes. → Por outro lado, quando o oxigênio é metabolizado pelas células formando dióxido de carbono, a pressão intracelular do dióxido de carbono (Pco2) aumenta para valor elevado, o que faz com que o dióxido de carbono se difunda para os capilares teciduais. Depois que o sangue flui para os pulmões, o dióxido de carbono se difunde para fora do sangue até os alvéolos porque a Pco2, no sangue capilar pulmonar, é maior do que nos alvéolos. → Captação de Oxigênio pelo Sangue Pulmonar durante o Exercício. Durante o exercício intenso, o corpo da pessoa pode precisar de até 20 vezes mais da quantidade normal de oxigênio. Além disso, devido ao maior débito cardíaco durante o exercício, o tempo que o sangue permanece nos capilares pulmonares pode ser reduzido a menos da metade do normal. Contudo, devido ao grande fator de segurança da difusão de oxigênio através da membrana pulmonar, o sangue ainda fica quase saturado com oxigênio quando deixa os capilares pulmonares, o que pode ser explicado • a capacidade de difusão do oxigênio praticamente triplica durante o exercício, o que resulta basicamente do aumento da área da superfície dos capilares que participam da difusão e também de proporção ventilação-perfusão mais próxima da ideal na parte superior dos pulmões. • sob condições de não exercício, o sangue fica quase saturado com oxigênio quando já percorreu cerca de um terço do capilar pulmonar, e pouco oxigênio adicional entra no sangue durante os últimos dois terços de seu percurso. Ou seja, o sangue normalmente permanece nos capilares pulmonares cerca de três vezes mais tempo que o necessário para causar a oxigenação total. • Transporte de Oxigênio no Sangue Arterial Cerca de 98% do sangue que entra no átrio esquerdo, proveniente dos pulmões, acabou de passar pelos capilares alveolares e foi oxigenado até Po2 em torno de 104 mmHg. Outros 2% do sangue vêm da aorta, pela circulação brônquica que supre basicamente os tecidos profundos dos pulmões e não é exposta ao ar pulmonar. Esse fluxo de sangue é denominado “fluxo da derivação”, significando que o sangue é desviado para fora das áreas de trocas gasosas. • Difusão de Oxigênio dos Capilares Periféricos para as Células Teciduais • O oxigênio está sempre sendo utilizado pelas células. Portanto, a Po2 intracelular, nas células dos tecidos periféricos, permanece menor do que a Po.; nos capilares periféricos. Além disso, em muitos casos existe a distância física considerável entre os capilares e as células. • Oxigenação Tecidual É o Regulador Mais Essencial da Produção de Hemácias. • diminuição da quantidade de oxigênio transportado para os tecidos normalmente aumenta a intensidade da produção de hemácias. • Controle da produção de hemacias :a quantidade de oxigênio transportado para os tecidos, em relação à demanda tecidual por oxigênio. • Diversas patologias circulatórias que causam a redução do fluxo sanguíneo tecidual e particularmente as que promovem redução da absorção de oxigênio pelo sangue, quando passa pelos pulmões, podem também aumentar a intensidade de produção de hemácias. • Isso é especialmente aparente na insuficiência cardíaca crônica e em muitas doenças pulmonares, nas quais a hipoxia tecidual, resultante dessas condições, aumenta a produção das hemácias, com o consequente aumento do hematócrito e em geral do volume total de sangue. • O principal estímulo para a produção de hemácias nos estados de baixa oxigenação é o hormônio circulante referido como eritropoetina, • Na ausência de eritropoetina, a hipoxia tem pouco ou nenhum efeito sobre a estimulação da produção eritrocitária • ando o sistema da eritropoetina está funcional, a hipoxia promove aumento importante da produção de eritropoetina, e por sua vez a eritropoetina aumenta a produção eritrocitária até o desaparecimento da hipoxia. Obj2 compreender a ligação da carboxiemoglobina A natureza das cadeias de hemoglobina determina a afinidade de ligação da hemoglobina com o oxigênio. A ocorrência de anormalidades nas cadeias também pode alterar as características físicas da molécula de hemoglobina. Quando o oxigênio é usado pelas células, virtualmente, todo ele se torna dióxido de carbono, o que aumenta a Pco2 intracelular. Devido a essa Pco.2 elevada das células teciduais, o dióxido de carbono se difunde das células para os capilares teciduais e é, então, transportado pelo sangue para os pulmões. Nos pulmões, ele se difunde dos capilares pulmonares para os alvéolos, onde é expirado. Assim, em cada ponto da cadeia de transporte gasoso o dióxido de carbono se difunde em direção exatamente oposta à difusão do oxigênio. Contudo, existe grande diferença entre a difusão de dióxido de carbono e a do oxigênio: o dióxido de carbono consegue se difundir cerca de 20 vezes mais rápido que o oxigênio. Portanto, as diferenças de pressão necessárias para causar a difusão do dióxido de carbono são, em cada instância, bem menores que as diferenças de pressão necessárias para causar a difusão de oxigênio. O Papel da Hemoglobina no Transporte de Oxigênio sob condições normais, o oxigênio é transportado para os tecidos quase inteiramente pela hemoglobina. Combinação Reversível de Oxigênio com Hemoglobina A a molécula de oxigênio se combina frouxamente e de maneira reversível com a porção heme da hemoglobina. Quando a Po2 é alta, como nos capilares pulmonares, o oxigênio se liga à hemoglobina, mas quando a Po2 é baixa, como nos capilares teciduais, o oxigênio é liberado da hemoglobina. Essa é a base de quase todo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos. Transporte de Oxigênio no Estado Dissolvido Na Po2 arterial normal de 95 mmHg, cerca de 0,29 mililitro de oxigênio é dissolvido em cada 100 mililitros de água no sangue, e quando a Po.2 do sangue cai abaixo do valor normal de 40 mmHg, nos capilares teciduais, resta apenas 0,12 mililitro de oxigênio dissolvido. Em outras palavras, 0,17 mililitro de oxigênio é normalmente transportado, no estado dissolvido, para os tecidos em cada 100 mililitros de fluxo de sangue arterial, o que é compatível com quase 5 mililitros de oxigênio transportados pela hemoglobina. Combinação de Hemoglobina com Monóxido de Carbono — Deslocamento do Oxigênio O monóxido de carbono se combina com a hemoglobina no mesmo ponto em que a molécula de hemoglobina se combina com o oxigênio; o monóxido de carbono pode, portanto, deslocar oxigênio da hemoglobina, diminuindo assim, a capacidade de transporte de oxigênio do sangue. Ademais, o monóxido de carbono se liga cerca de 250 vezes mais facilmente que o oxigênio, o que é demonstrado pela curva de dissociação de monóxido de carbono-hemoglobina na Figura 40-12. Portanto, a pressão parcial de monóxido de carbono de apenas 0,4 mmHg, nos alvéolos, 1/250 da pressão parcial do oxigênio alveolar normal (Po, de 100 mmHg), permite ao monóxido de carbono competir em igualdade com o oxigênio, pela combinação com a hemoglobina, e faz com que metade da hemoglobina do sangue se ligue ao monóxido de carbono, em vez de se ligar com oxigênio. Portanto, a pressão de monóxido de carbono de apenas 0,6 mmHg (concentração de volume inferior a uma parte por mil no ar) pode ser letal. Muito embora o conteúdo de oxigênio no sangueesteja bastante reduzido na intoxicação por monóxido de carbono, a Po, do sangue pode estar normal, o que faz com que a exposição ao monóxido de carbono seja especialmente perigosa, já que o sangue é vermelho-vivo e não existem sinais óbvios de hipoxemia, como o tom azulado das pontas dos dedos ou dos lábios (cianose). Além disso, a Po2 não se mostra reduzida, e o mecanismo defeedback que normalmente estimula o aumento da frequência respiratória, em resposta à falta de oxigênio (geralmente refletida por Po2 baixa) está ausente. Na medida em que o cérebro é um dos primeiros órgãos afetados pela falta de oxigênio, o indivíduo pode ficar desorientado e inconsciente, antes de se dar conta do perigo. Paciente gravemente intoxicado com monóxido de carbono pode ser tratado com administração de oxigênio puro, pois o oxigênio em alta pressão alveolar pode deslocar rapidamente o monóxido de carbono da sua combinação com a hemoglobina. O paciente pode ainda se beneficiar da administração simultânea de dióxido de carbono a 5%, já que este estimula fortemente o centro respiratório, aumentando a ventilação alveolar e reduzindo o monóxido de carbono alveolar. Com a terapia intensiva de oxigênio e de dióxido de carbono, é possível remover o monóxido de carbono do sangue por até 10 vezes mais rápido do que sem a terapia Obj3 definir a relação entre pressão social, internet e o suicídio