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Literatura Portuguesa III Aula 03: Presencismo Tópico 01: A Revista Presença A segunda geração do Modernismo português teve na revista Presença sua expressão mais significativa. Se a primeira fase do Modernismo português foi revolucionária, marcada pelo escândalo e por iniciativas efêmeras, a segunda fase praticou e consolidou as conquistas iniciais. Descrição da imagem: Revista Presença. O primeiro número da Presença surgiu em 10 de março de 1927. À frente da iniciativa estavam Branquinho da Fonseca, José Régio e João Gaspar Simões. Em 1930, com a desistência de Branquinhho da Fonseca, Miguel Torga (Adolfo Rocha) e Edmundo de Bettencourt. Adolfo Casais Monteiro assumiu a direção do periódico. Esta fase vai até 1938. A Presença ainda reapareceria em 1939 e em 1940, quando é encerrada. Programa A Presença reuniu em número e em qualidade parte significativa dos escritores portugueses de então. Seus fundadores eram estudantes da Universidade de Coimbra. Além dos nomes já citados, colaboraram com a revista jovens intelectuais e também conhecidos escritores, dentre os quais o próprio Fernando Pessoa. Tal ecletismo se deve ao fato de que os presencistas consideravam a geração da revista Orpheu como modelar. Merecem ainda citação, entre os participantes da Presença, Antônio Botto, Irene Lisboa e José Rodrigues Miguéis. Na prática, a literatura presencista se orientou pelo individualismo do enunciador e pelo esteticismo. Tais sintomas não escondem o individualismo burguês do projeto presencista, particularmente se considerarmos que nesse mesmo período houve grande polarização ideológica entre arte social e arte individualista. Evidentemente nem todos comungaram com o Presencismo. Outros autores do período vinculavam sua obra para o tema social, no que resultaria o Neorrealismo, a partir de 1940. 62 impresso_parcial LiteraturaPortuguesaIII_aula_03