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Pergunta 1 O “Diálogo” (“dia” = através de + logos = razão, verbo, palavra), um dos princípios fundamentais da democracia, não é uma disputa onde os interlocutores se esforçam para vencer uma discussão; nele se dá a circulação da palavra, onde os envolvidos devem se dispor a suspender seus pontos de vista, ao elegerem o entendimento por objetivo e, uma boa maneira de colocar o diálogo em prática é a Comunicação não-violenta (CNV). Aplicável em centenas de situações que exigem clareza na comunicação: em fábricas, escolas, comunidades carentes e em graves conflitos políticos, a CNV parte do princípio de que, mesmo sendo a nossa cultura profundamente violenta, nós somos compassivos por natureza e que estratégias violentas – se verbais ou físicas – são aprendidas ensinadas e apoiadas pela cultura dominante. Além disto, nós todos compartilhamos necessidades humanas básicas e, as nossas ações são estratégias para atender a uma ou mais dessas necessidades. Sua aplicação passa necessariamente por quatro componentes básicas, por meio das quais é possível dirimir, de forma empática e tranquila, os conflitos inevitáveis e necessários nas relações humanas. As componentes são: 1) Observação (Método analítico): Nas diversas situações a serem tratadas, observar os fatos sem julgamentos ou generalizações; 2) Sentimentos (Autoconhecimento): nomear com honestidade os sentimentos vivenciados por você na situação em pauta; 3) Necessidade (Alteridade): identificar as necessidades compartilhadas por todos os envolvidos; 4) Pedido (Solidariedade): formular aos seus interlocutores pedidos claros e viáveis, comunicados de forma positiva. A partir das informações dadas e no que você já sabe sobre CNV e diálogo, analise as afirmações que se seguem: I. A CNV nos ajuda a eliminar o conflito nas relações humanas, pois eles são considerados prejudiciais para o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional. II. O diálogo, caminho pedagógico para se colocar as bases de uma sociedade mais justa, solidária e livre, é um aprendizado que vai ao encontro da prática da CNV. III. O individualismo, traço marcante da pós-modernidade e que para alguns é sinônimo de liberdade, é uma característica que se contrapõe pelo menos a uma das componentes da CNV. IV. O diálogo, sugerido na prática da CNV, tem como objetivo soluções definitivos para os conflitos com base no consenso e na imposição da vontade da maioria vencedora. É correto o que se afirma, apenas, em: Grupo de escolhas da pergunta III e IV. I e IV. II e III. I e II. Pergunta 2 O biólogo, médico, artista e naturalista alemão Ernest Haeckel (1866), depois de ler e se inspirar em Humboldt, foi o primeiro a utilizar o termo ecologia no livro Morfologia Geral dos Organismos, de sua autoria. O termo ecologia resulta da aglutinação de duas palavras gregas – OIKOS, que significa casa, e LOGOS (discurso racional argumentativo), que se aplica, também, ao estudo do mundo natural. No XVIII, quando Humboldt ganha destaque e força no cenário científico e na sociedade europeia, estava consolidado o entendimento de que a humanidade é que melhoraria a natureza. Conde de Buffon, considerado um dos maiores biólogos do seu tempo, acreditava que quanto mais afastado do centro de origem (Europa), os animais iam se degenerando e diminuindo de tamanho. Alexis de Tocqueville, em 1833, quando visitou os Estados Unidos, disse que era a destruição do machado que conferia à paisagem sua tocante beleza. Todas essas compreensões foram repetidas de diferentes maneiras e reforçadas por Carl Lineu, Francis Bacon, René Descartes, Montesquieu. Daí a novidade e ponto de inflexão de Humbold ao descrever exatamente o contrário do que se pregava. Suas ideias despertaram muita curiosidade além de um forte impacto no meio científico. Aqui está o pioneirismo de Humboldt, não que ele estivesse sozinho, mas foi a sua voz que reverberou e foi ouvida, pois ele foi capaz entrelaçar, em sua obra, os mundos cultural, biológico e físico. De lá para cá, podemos afirmar que a ecologia se apequenou. Se no seu sentido original ecologia é o estudo da casa, do lugar onde se vive, percebeu-se recentemente a necessidade de resgatar a ecologia integral. A partir da compreensão da ecologia integral como sendo sendo o conjunto das relações que os seres vivos e os seres abióticos entretêm entre si e todos eles juntos com o meio ambiente, percebemos, hoje, a necessidade de uma desfragmentação do conhecimento através de uma reeducação das pessoas. A ecologia integral deve fazer parte da abordagem dos profissionais de todas as áreas de conhecimento. Trata-se de um tipo de abordagem, de uma forma de ver o mundo que envolve um profissional inteiro, diferentemente do que se aceitava no passado, quando se via o mundo de um modo fragmentado e as diversas áreas de conhecimento como nichos independentes. É o modelo de pensamento que precisa mudar para repercutir nas práticas. Aí entramos em uma expressão que o Papa Francisco utiliza, que é da conversão ecológica, que se assemelha a uma conversão espiritual, quando o convencimento parte de dentro, quando o foco muda, a escala de valores se altera. Trecho extraído de entrevista com Aleluia Heringer. Disponível em: https://anec.org.br/noticias/afinal-o-que-e-ecologia-e-por-que-integral/. Acesso em: 22/03/24. Com base nas informações dadas, é correto afirmar que: Grupo de escolhas da pergunta Os profissionais preferidos no mercado de trabalho, hoje, são aqueles com perfil de atuação restrito e que não se aventuram numa percepção ampla da realidade. Os Grandes filósofos como Francis Bacon, René Descartes, Montesquieu etc. contribuíram positivamente para que a ecologia se desenvolvesse no século IXX em diante. A ecologia integral depende de um processo de reeducação que seja capaz de realizar a desfragmentação do conhecimento e que provoque uma mudança de mentalidade. Os objetivos almejados com a ecologia integral somente poderão ser alcançados com o desenvolvimento de novos conhecimentos científicos e tecnológicos. Pergunta 3 Será que os intensos debates que envolvem os princípios e valores eleitos, reconhecidos e sedimentados como indispensáveis para se alcançar uma vida boa, digna e feliz se dão por puro modismo? Será que sua importância reside apenas no fato de todos falarem dele? Nos últimos tempos, fala-se de ética em todos os campos ou âmbitos da vida social. São inúmeras as publicações, cursos, congressos e palestras acerca do assunto. Até mesmo aqueles que se esforçam para se defender, na tentativa de explicar comportamentos antiéticos, recorrem a frases como “Tenho uma vida toda pautada pela ética”. Partindo do pressuposto de que na construção de conhecimentos não se pode prescindir de fazer boas distinções, uma coisa é estar na moda, outra muito diferente é ser atual. Os valores fazem parte do nosso ser mais profundo, de nossa realidade mais íntima. O assunto manifesta-se por um motivo ou por outro e as pessoas começam a falar dele. Mas ele é importante por si só; sua relevância consiste, sobretudo, no fato dele ser um ingrediente indispensável da vida humana. O mundo humano e a pessoa humana não existiriam sem os valores. Os valores morais, apesar de poderem apresentar, em diferentes épocas e culturas, diversos matizes, se especificam pela relação íntima com a liberdade humana e, por conseguinte, na sua ausência, a vida carece de humanidade. Tidos, por isto, como universais são eles: a liberdade, a justiça, a solidariedade, a honestidade, a tolerância ativa, a disponibilidade para o diálogo e o respeito pela humanidade. Somente por meio destes valores, que funcionam como integradores dos outros valores – valores religiosos, estéticos, intelectuais, da saúde, da utilidade – nós humanos podemos organizar o nosso mundo a partir de uma escala de todos os valores, que nos indicará aquilo pelo qual nós, como pessoas, podemos dedicar as nossas vidas. Mesmo considerando que a realidade é dinâmica e que o mundo humano não é um mundo estático dado pronto a nós, os valores valemrealmente por isso somos atraídos por eles e nos satisfazemos ao realiza-los. Porque não são um simples criação subjetiva. A partir das informações dadas, é correto afirmar que: Grupo de escolhas da pergunta As crises atuais sentidas em todo o mundo, mesmo quando envolvem o meio ambiente, a economia etc., tem relação direta com os valores morais. Uma pessoa é livre se ela poder decidir se acolhe ou se recusa os valores morais sem ser importunada pelos membros do seu grupo. Os valores morais dizem respeito a tudo que envolve o rentismo, venda e compra de ações no mercado financeiro. A esfera dos valores, por escapar à análise científica, ao contrário da esfera dos fatos, se reduz a tudo aquilo que é subjetivo. Pergunta 4 O capitalismo globalizado não respeita os limites do planeta e, sendo assim, não se pode mais apostar em mudanças brandas e graduais. O momento atual exige uma redefinição profunda dos fundamentos da economia e da política que regem nossa vida social. Uma subordinação da economia capitalista à dimensão da ecologia integral, entendida como sendo o conjunto das relações que os seres vivos e os seres abióticos entretêm entre si e todos eles juntos com o meio ambiente. Fonte: Shutterstock A partir das informações dadas e do que temos estudado sobre esta temática, analise as afirmações a seguir. I. A adoção de posturas de consumo sustentável, com descarte correto dos resíduos gerados, pode ser a solução para a crise climática. II. Refletir, discutir e celebrar acordos internacionais sobre os problemas socioambientais resulta em melhoria da qualidade de vida. III. “Greenwashing” é uma forma de se colocar a ecologia integral em prática por meio da gestão ambiental no mundo corporativo. IV. As metas perseguidas pela COP 28 são inalcançáveis se não ocorrer uma mudança no atual modelo socioeconômico global. É correto o que se afirma, apenas, em: Grupo de escolhas da pergunta II e III. I e IV. I, III e IV. IV. image3.png image1.wmf image2.wmf