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Podcast 
Disciplina: Ética e responsabilidade profissional 
Título do tema: Entidade de classe e o código de ética 
profissional 
Autoria: Alberto Carneiro Barbosa de Souza 
Leitura crítica: Juliana dos Santos Corbett 
 
Olá, ouvinte! No podcast de hoje vamos conversar sobre questões éticas na 
neuropsicologia! 
A neuropsicologia pesquisa o funcionamento de nosso cérebro e possíveis 
alterações de suas funções cognitivas, assim como as emoções a partir de um 
referencial biológico e científico. A neuropsicologia investiga os processos 
psicológicos do comportamento, raciocínio, memoria, emoções, atenção e a 
capacidade de julgamento. Mas quem busca ajuda de um neuropsicólogo? De 
maneira geral, são indivíduos que se deparam com disfunções de caráter 
cognitivo que fazem com que sua vida sofra importantes alterações seja no 
trato social, emocional ou psíquico. 
O objetivo da neuropsicologia é exatamente restabelecer a saúde cerebral sob 
o ponto de vista orgânico para que o paciente tenha sua qualidade de vida 
resgatada ou melhorada. As causas de problemas neuropsicológicos podem 
ser físicas – causadas por lesões na cabeça ou viral, quando causada por uma 
doença trazida por um vírus. Neste caso, temos quadros típicos de 
complicações neuropsicológicas causados por sequelas da COVIV-19 ou 
oriundas de infecção por HIV, por exemplo. 
A intervenção neuropsicológica muitas vezes exige, além do tratamento clínico, 
a pesquisa laboratorial. E neste contexto as questões éticas são muito 
importantes. Para começar, ao realizarmos uma pesquisa a partir dos dados do 
paciente o neuropsicólogo deve acompanhar todos os passos da pesquisa e 
jamais deixar que pessoas estranhas ao acaso tenham acesso aos dados 
obtidos, independente do estágio que a pesquisa estiver. Ao iniciar a pesquisa, 
sendo em um ambiente clínico universitário é obrigatório que se passe por um 
comitê de ética para que os procedimentos sejam aprovados. Por fim, se o 
laboratório desejar publicar os resultados da pesquisa deste caso clínico 
deverá omitir qualquer informação que remotamente identifique o paciente. 
Existe na neuropsicologia uma questão ética bastante particular a este campo, 
que é o ‘o princípio da não-aleficência’, pois o paciente com danos 
neuropsicológicos nem sempre pode estar com plena capacidade de raciocínio 
e/ou de tomar decisões desta importância. Assim sendo, segundo o princípio 
da não-aleficência é dever do profissional em avaliar o quadro do paciente para 
só aí sugerir determinada intervenção. O objetivo deste princípio é preservar a 
integridade física, psíquica e emocional do paciente e o mesmo princípio está 
presente na neurologia. 
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Outra questão ética desta área da psicologia que tem especial importância é o 
princípio de autonomia tanto do paciente quanto do psicólogo. À primeira vista, 
isto parece contradizer o princípio da não-aleficência, já que a autonomia 
permite ao profissional agir conforme sua orientação profissional em relação ao 
tratamento. Todavia, o princípio de autonomia não significa “princípio de- fazer- 
o-que-quiser”. Ao contrário: a autonomia do neuropsicólogo irá esbarrar na 
capacidade do paciente de compreensão do que está sendo oferecido. Em 
outras palavras, caso este não possa compreender a proposta de tratamento, 
este deve ser ou modificado ou, caso o profissional acredite que tal conduta 
deve ser feita, requisitar um responsável legal que possa responder pelo 
paciente. Mesmo nestes casos, continua-se a discutir com ele as alternativas 
propostas. Em última análise o paciente terá a última palavra, se puder fazê-lo. 
Por fim, se houver ainda alguma dúvida quanto a como proceder, o mais 
seguro é consultar sempre o código de ética e resoluções do CFP. Este foi 
nosso podcast de hoje! Até a próxima!

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