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1
TEMA: OS IMPACTOS DA AUTOMAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO NACIONAL 
TEXTO 01
Fonte: http://www.jurassico.com.br/aulas-de-historia/segunda-
revolucao-industrial/
TEXTO 02
 
 
Fonte: https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/cultura-do-
cancelamento-causa-danos-ao-cancelado-ao-cancelador-afirmam-
psicologas-24882814.html
TEXTO 03 
A tecnologia vai tomar nossos postos de trabalho? 
Aquela realidade hollywoodiana de um futuro em 
que os seres humanos são dominados por robôs não 
chegou. No entanto, a Inteligência Artificial (tecnologia 
capaz de simular o raciocínio humano) já está presente 
em nosso cotidiano.
A IA está presente em pequenas ações do seu dia a 
dia. Aplicativos de rota, como Waze e Google Maps, 
utilizam dessa tecnologia. Até a própria pesquisa 
na internet utiliza da Inteligência Artificial para 
oferecer respostas que “combinam” com você. E essas 
tecnologias acabam afetando o mercado de trabalho.
A indústria automotiva é um dos exemplos de mercado 
que demandam cada vez mais os robôs. De acordo 
com a Associação Brasileira de Automação, o avanço 
no setor saltou 8% entre os anos de 2017 e 2018.
Outro ponto é a mudança no modo de se trabalhar, 
como nas áreas de engenharia, em que a computação 
e automação industrial ganham cada vez mais espaço 
nos processos de produção. Nesse caso, torna-se 
necessário engenheiros capacitados para organizarem 
esses processos e otimizarem o trabalho dos robôs.
Uma vez que a tecnologia dá suporte em algumas 
atividades, o profissional poderá focar seus esforços em 
atividades que tenham maior valor agregado. Segundo 
estudo realizado pelo Laboratório do Futuro da COPPE/
UFRJ , 60% das pessoas empregadas no Brasil estão em 
ocupações que têm alto risco de automação (probabilidade 
de automação maior do que 70%) nas próximas décadas.
Além do impacto da tecnologia sobre o emprego, 
estudiosos apontam que a tecnologia acaba afetando 
outros fatores, como o surgimento de novos tipos 
de trabalho que não imaginamos hoje em dia. Com 
a utilização de robôs nos processos, o número de 
cargos voltados para a manutenção das tecnologias 
tende a crescer. Por isso, cada vez mais, é importante 
se manter atualizado. E, a área de robótica pode abrir 
muitas oportunidades desse tipo.
Fonte: https://folhadirigida.com.br/mais/noticias/especiais/entenda-
como-a-automacao-afeta-o-mercado-de-trabalho
SIMULADO
ESPECIAL 02
2
TEXTO 04
Quase metade dos profissionais vê automação como ameaça para os empregos, aponta pesquisa
O uso crescente da tecnologia e o impacto da automação sobre o mercado de trabalho são motivo de apreensão 
para 45% dos profissionais. É o que aponta uma pesquisa global da PwC e que contou com pouco mais de 2 mil 
entrevistados no Brasil - foram 22 mil pessoas em 11 países. Segundo o estudo, 53% dos entrevistados acreditam 
que a automação irá modificar significativamente ou tornar seu trabalho obsoleto nos próximos 10 anos - mesmo 
percentual identificado em nível global. Entre os profissionais brasileiros com escolaridade até o ensino médio, 
essa percepção chega a 67%.
Os maiores temores incluem:
tecnologia tornar o emprego redundante (50%)
incerteza sobre o futuro (43%)
medo de não possuir as habilidades exigidas no futuro (26%)
preocupação de não ser capaz de aprender as habilidades necessárias (23%)
Fonte: https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2020/06/08/quase-metade-dos-profissionais-ve-automacao-como-
ameaca-para-os-empregos-aponta-pesquisa.ghtml
ANOTAÇÕES
3
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
1. (ENEM PPL 2015) O primeiro contato dos suruís 
com o homem branco foi em 1969. A população 
indígena foi dizimada por doenças e matanças, mas, 
recentemente, voltou a crescer. Soa contraditório, mas a 
mesma modernidade que quase dizimou os suruís nos 
tempos do primeiro contato promete salvar a cultura 
e preservar o território desse povo. Em 2007, o líder 
Almir Suruí, de 37 anos, fechou uma parceria inédita 
e levou a tecnologia às tribos. Os índios passaram a 
valorizar a história dos anciãos. E a resguardar, em 
vídeos e fotos on-line, as tradições da aldeia. Ainda 
se valeram de smartphones e GPS para delimitar suas 
terras e identificar os desmatamentos ilegais.
RIBEIRO, A. Não temos o direito de ficar isolados. Época, n. 718, 20 
fev. 2012 (adaptado).
Considerando-se as características históricas da 
relação entre índios e não índios, a suposta contradição 
observada na relação entre suruís e recursos da 
modernidade justifica-se porque os índios 
a) aderiram à tecnologia atual como forma de assimilar 
a cultura do homem branco. 
b) fizeram uso do GPS para identificar áreas propícias 
a novas plantações. 
c) usaram recursos tecnológicos para registrar a 
cultura do seu povo. 
d) fecharam parceria para denunciar as vidas perdidas 
por doenças e matanças. 
e) resguardaram as tradições da aldeia à custa do 
isolamento provocado pela tecnologia moderna. 
 
2. (ENEM 2020) DECRETO N. 28 314, DE 28 DE 
SETEMBRO DE 2007
Demite o Gerúndio do Distrito Federal
e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das 
atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos VII e 
XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1º Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do 
Governo do Distrito Federal.
Art. 2º Fica proibido, a partir desta data, o uso do 
gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua 
publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 28 de setembro de 2007.
119º da República e 48º de Brasília
Disponível em: www.dodf.gov.br. Acesso em: 11 dez. 2017.
Esse decreto pauta-se na ideia de que o uso do 
gerúndio, como “desculpa de ineficiência”, indica 
a) conclusão de uma ação. 
b) realização de um evento. 
c) repetição de uma prática. 
d) continuidade de um processo. 
e) transferência de responsabilidade. 
 
3. (ENEM 2ª APLICAÇÃO 2016) Anoitecer
A Dolores
É a hora em que o sino toca,
mas aqui não há sinos;
há somente buzinas,
sirenes roucas, apitos
aflitos, pungentes, trágicos,
uivando escuro segredo;
desta hora tenho medo.
[...]
É a hora do descanso,
mas o descanso vem tarde,
o corpo não pede sono,
depois de tanto rodar;
pede paz – morte – mergulho
no poço mais ermo e quedo;
desta hora tenho medo.
Hora de delicadeza,
agasalho, sombra, silêncio.
Haverá disso no mundo?
É antes a hora dos corvos,
bicando em mim, meu passado,
meu futuro, meu degredo;
desta hora, sim, tenho medo.
ANDRADE, C. D. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 2005 
(fragmento).
4
Com base no contexto da Segunda Guerra Mundial, 
o livro A rosa do povo revela desdobramentos da 
visão poética. No fragmento, a expressividade lírica 
demonstra um(a) 
a) defesa da esperança como forma de superação das 
atrocidades da guerra. 
b) desejo de resistência às formas de opressão e medo 
produzidas pela guerra. 
c) olhar pessimista das instituições humanas e sociais 
submetidas ao conflito armado. 
d) exortação à solidariedade para a reconstrução dos 
espaços urbanos bombardeados. 
e) espírito de contestação capaz de subverter a 
condição de vítima dos povos afetados. 
 
4. (ENEM 2020) TEXTO I
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba-do-campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o matita-pereira
TOM JOBIM. Águas de março. O Tom de Jobim e o tal de João Bosco 
(disco de bolso). Salvador: Zen Produtora, 1972 (fragmento).
TEXTO II
A inspiração súbita e certeira do compositor serve 
ainda de exemplo do lema antigo: nada vem do nada. 
Para ninguém, nem mesmo para Tom Jobim. Duas 
fontes são razoavelmente conhecidas. A primeira é o 
poema O caçador de esmeraldas, do mestre parnasiano 
Olavo Bilac: “Foi em março, ao findar da chuva, 
quase à entrada/ do outono, quando a terra em sede 
requeimada/bebera longamente as águasda estação 
[...]”. E a outra é um ponto de macumba, gravado com 
sucesso por J. B. Carvalho, do Conjunto Tupi: “É pau, é 
pedra, é seixo miúdo, roda a baiana por cima de tudo”. 
Combinar Olavo Bilac e macumba já seria bom; mas 
o que se vê em Águas de março vai muito além: tudo 
se transforma numa outra coisa e numa outra música, 
que recompõem o mundo para nós.
NESTROVSKI, A. O samba mais bonito do mundo. In: Três canções de 
Tom Jobim. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
Ao situar a composição no panorama cultural 
brasileiro, o Texto II destaca o(a) 
a) diálogo que a letra da canção estabelece com 
diferentes tradições da cultura nacional. 
b) singularidade com que o compositor converte 
referências eruditas em populares. 
c) caráter inovador com que o compositor concebe o 
processo de criação artística. 
d) relativização que a letra da canção promove na 
concepção tradicional de originalidade. 
e) o resgate que a letra da canção promove de obras 
pouco conhecidas pelo público no país. 
 
5. (ENEM 2019) Meu caro Sherlock Holmes, algo 
horrível aconteceu às três da manhã no Jardim 
Lauriston. Nosso homem que estava na vigia viu 
uma luz às duas da manhã saindo de uma casa vazia. 
Quando se aproximou, encontrou a porta aberta e, na 
sala da frente, o corpo de um cavalheiro bem vestido. 
Os cartões que estavam em seu bolso tinham o nome 
de Enoch J. Drebber, Cleveland, Ohio, EUA. Não houve 
assalto e nosso homem não conseguiu encontrar algo 
que indicasse como ele morreu. Não havia marcas 
de sangue, nem feridas nele. Não sabemos como ele 
entrou na casa vazia. Na verdade, todo assunto é um 
quebra-cabeça sem fim. Se puder vir até a casa seria 
ótimo, se não, eu lhe conto os detalhes e gostaria 
muito de saber sua opinião. Atenciosamente, Tobias 
Gregson.
DOYLE, A. C. Um estudo em vermelho. Cotia: Pé de Letra, 2017.
 
Considerando o objetivo da carta de Tobias Gregson, 
a sequência de enunciados negativos presente nesse 
texto tem a função de 
a) restringir a investigação, deixando-a sob a 
responsabilidade do autor da carta. 
b) refutar possíveis causas da morte do cavalheiro, 
auxiliando na investigação. 
c) identificar o local da cena do crime, localizando-o 
no Jardim Lauriston. 
d) introduzir o destinatário da carta, caracterizando 
sua personalidade. 
e) apresentar o vigia, incluindo-o entre os suspeitos do 
assassinato. 
 
6. (ENEM PPL 2016) Naquele tempo eu morava no 
Calango-Frito e não acreditava em feiticeiros.
E o contrassenso mais avultava, porque, já então, 
– e excluída quanta coisa-e-sousa de nós todos lá, 
e outras cismas corriqueiras tais: sal derramado; 
padre viajando com a gente no trem; não falar em 
raio: quando muito, e se o tempo está bom, “faísca”; 
nem dizer lepra; só o “mal”; passo de entrada com o 
5
pé esquerdo; ave do pescoço pelado; risada renga de 
suindara; cachorro, bode e galo, pretos; [...] – porque, 
já então, como ia dizendo, eu poderia confessar, num 
recenseio aproximado: doze tabus de não uso próprio; 
oito regrinhas ortodoxas preventivas; vinte péssimos 
presságios; dezesseis casos de batida obrigatória na 
madeira; dez outros exigindo a figa digital napolitana, 
mas da legítima, ocultando bem a cabeça do polegar; 
e cinco ou seis indicações de ritual mais complicado; 
total: setenta e dois – noves fora, nada.
ROSA, J. G. São Marcos. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967 
(adaptado).
João Guimarães Rosa, nesse fragmento de conto, 
resgata a cultura popular ao registrar 
a) trechos de cantigas. 
b) rituais de mandingas. 
c) citações de preceitos. 
d) cerimônias religiosas. 
e) exemplos de superstições. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o texto para responder à(s) questão(ões) a seguir.
Vem um Sapateiro com seu avental e carregado de 
formas,
chega ao 1batel infernal, e diz:
Hou da barca!
Diabo – Quem vem aí?
Santo sapateiro honrado,
como vens tão carregado?
Sapateiro – Mandaram-me vir assi...
Mas para onde é a viagem?
Diabo – Para a terra dos danados.
Sapateiro – E os que morrem confessados
onde têm sua passagem?
Diabo – Não cures de mais linguagem!
que esta é tua barca, esta!
Sapateiro – Renegaria eu da festa
e da barca e da barcagem!
Como poderá isso ser, confessado e comungado?
Diabo – Tu morreste excomungado,
não no quiseste dizer.
Esperavas de viver;
calaste dez mil enganos,
tu roubaste bem trinta anos
o povo com teu mister.
Embarca, pobre de ti,
que há já muito que te espero!
Sapateiro – Pois digo-te que não quero!
Diabo – Que te pese, hás de ir, si, si!
(Gil Vicente. Auto da Barca do Inferno. Adaptado.)
1batel: pequena embarcação. 
7. (FAMEMA 2020) Na situação apresentada, o 
sapateiro 
a) espanta-se com a ideia de ir para o inferno, mas o 
diabo admite que não pode levá-lo por ter sido um 
homem cristão em vida. 
b) opõe-se à ideia de ir para o inferno, alegando que 
fora religioso em vida, mas o diabo o relembra dos 
pecados cometidos. 
c) mostra entusiasmo por seguir na embarcação do 
diabo e reconhece que, mesmo tendo sido religioso, 
acha justa a punição. 
d) sujeita-se à ordem do diabo e toma lugar em sua 
embarcação, com a esperança de que sua disposição 
para o trabalho ainda possa salvá-lo. 
e) confronta o diabo, considerando que este possa se 
intimidar ao descobrir que fora um homem religioso 
em vida. 
 
8. (ENEM 2015) Na exposição “A Artista Está Presente”, 
no MoMA, em Nova Iorque, a performer Marina 
Abramovic fez uma retrospectiva de sua carreira. No 
meio desta, protagonizou uma performance marcante. 
Em 2010, de 14 de março a 31 de maio, seis dias por 
semana, num total de 736 horas, ela repetia a mesma 
postura. Sentada numa sala, recebia os visitantes, um 
a um, e trocava com cada um deles um longo olhar 
sem palavras. Ao redor, o público assistia a essas cenas 
recorrentes.
ZANIN, L. Marina Abramovic, ou a força do olhar. Disponível em: 
http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 4 nov. 2013.
O texto apresenta uma obra da artista Marina 
Abramovic, cuja performance se alinha a tendências 
contemporâneas e se caracteriza pela 
a) inovação de uma proposta de arte relacional que 
adentra um museu. 
b) abordagem educacional estabelecida na relação da 
artista com o público. 
6
c) redistribuição do espaço do museu, que integra 
diversas linguagens artísticas. 
d) negociação colaborativa de sentidos entre a artista e 
a pessoa com quem interage. 
e) aproximação entre artista e público, o que rompe 
com a elitização dessa forma de arte. 
 
9. (ESPM 2019) (...) Pergunto-me se eu deveria 
caminhar à frente do tempo e esboçar logo um final. 
Acontece porém que eu mesmo ainda não sei bem 
como esse isto terminará. E também porque entendo 
que devo caminhar passo a passo de acordo com 
um prazo determinado por horas: até um bicho lida 
com o tempo. E esta também é minha mais primeira 
condição: a de caminhar paulatinamente apesar da 
impaciência que tenho em relação a essa moça.
(Clarice Lispector, A Hora da Estrela) 
O comentário acima, sobre a história de Macabéa, 
pertence ao narrador Rodrigo S.M. Assinale a afirmação 
correta. O narrador: 
a) relata seu problema em lidar com a temporalidade 
da narrativa, daí a intensidade com que anseia iniciar 
a história da moça. 
b) identifica-se com um bicho e sugere acompanhar 
voluntariamente a personagem. 
c) afirma acompanhar temporariamente a personagem 
Macabéa, embora não demonstre nenhuma empatia 
com ela. 
d) usa as expressões “caminhar passo a passo” e 
“caminhar paulatinamente” com valores de antonímia. 
e) não vê obrigação em contar a história da personagem, 
sobretudo por haver estranheza entre ambos. 
 
10. (EBMSP 2016) 
 
A análise dos aspectos verbais e não verbais da capa da 
revista em destaque permite inferir que o enunciador 
a) valida a importância das novas tecnologias no 
cotidiano médico, alicerçadas pelo conhecimento 
científico, na busca da qualidade de vida. 
b) critica a substituição dos graduados emMedicina 
por aplicativos que, embora façam diagnósticos 
e monitorem certas doenças, não têm a mesma 
autonomia que eles. 
c) ressignifica a função dos profissionais de saúde 
diante do desenvolvimento científico e tecnológico na 
consolidação do bem-estar social. 
d) informa sobre a popularização de softwares ou 
sistemas operacionais que se tornam essenciais para o 
melhor e mais seguro acompanhamento de pacientes 
por seus respectivos médicos. 
e) apresenta uma solução para os que têm acesso 
restrito a especialistas da área médica, a diagnósticos 
e monitoramentos, facilitando e potencializando o 
cuidado com a saúde da coletividade. 
 
11. (ENEM PPL 2019) Alegria, alegria
Que maravilhoso país o nosso, onde se pode contratar 
quarenta músicos para tocar um uníssono. (Mile Davis, 
durante uma gravação)
antes havia orlando silva & flauta, e até mesmo no 
meio do meio-dia. antes havia os prados e os bosques 
na gravura dos meus olhos. antes de ontem o céu 
estava muito azul e eu & ela passamos por baixo desse 
céu. ao mesmo tempo, com medo dos cachorros e sem 
muita pressa de chegar do lado de lá.
do lado de cá não resta quase ninguém. apenas os 
sapatos polidos refletem os automóveis que, por sua 
vez, polidos, refletem os sapatos...
VELOSO, C. Seleção de textos. São Paulo: Abril Educação, 1981.
Quanto ao seu aspecto formal, a escrita do texto de 
Caetano Veloso apresenta um(a) 
a) escolha lexical permeada por estrangeirismos e 
neologismos. 
b) regra típica da escrita contemporânea comum em 
textos da internet. 
c) padrão inusitado, com um registro próprio, 
decorrente da criação poética. 
d) nova sintaxe, identificada por uma reorganização 
da articulação entre as frases. 
e) emprego inadequado da norma-padrão, gerador de 
incompreensão comunicativa. 
 
7
12. (ENEM PPL 2019) As alegres meninas que passam 
na rua, com suas pastas escolares, às vezes com seus 
namorados. As alegres meninas que estão sempre 
rindo, comentando o besouro que entrou na classe e 
pousou no vestido da professora; essas meninas; essas 
coisas sem importância.
O uniforme as despersonaliza, mas o riso de cada 
uma as diferencia. Riem alto, riem musical, riem 
desafinado, riem sem motivo; riem.
Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca 
mais voltassem a rir e falar coisas sem importância. 
Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. O 
corpo da menina encontrado naquelas condições, em 
lugar ermo. A selvageria de um tempo que não deixa 
mais rir. As alegres meninas, agora sérias, tornaram-
se adultas de uma hora para outra; essas mulheres.
ANDRADE, C. D. Essas meninas. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: 
José Olympio, 1985. 
No texto, há recorrência do emprego do artigo “as” e 
do pronome “essas”. No último parágrafo, esse recurso 
linguístico contribui para 
a) intensificar a ideia do súbito amadurecimento. 
b) indicar a falta de identidade típica da adolescência. 
c) organizar a sequência temporal dos fatos narrados. 
d) complementar a descrição do acontecimento 
trágico. 
e) expressar a banalidade dos assuntos tratados na 
escola. 
 
13. (ENEM 2012) 
 
As palavras e as expressões são mediadoras dos 
sentidos produzidos nos textos. Na fala de Hagar, a 
expressão “é como se” ajuda a conduzir o conteúdo 
enunciado para o campo da 
a) conformidade, pois as condições meteorológicas 
evidenciam um acontecimento ruim. 
b) reflexibilidade, pois o personagem se refere aos 
tubarões usando um pronome reflexivo. 
c) condicionalidade, pois a atenção dos personagens é 
a condição necessária para a sua sobrevivência. 
d) possibilidade, pois a proximidade dos tubarões leva 
à suposição do perigo iminente para os homens. 
e) impessoalidade, pois o personagem usa a terceira 
pessoa para expressar o distanciamento dos fatos. 
 
14. (ENEM 2ª APLICAÇÃO 2014) “Um programa 
de inclusão digital com foco na redução de preços 
favorece mais a indústria do que os usuários. Dizer 
que preços baixos podem ajudar na resolução do 
problema é como afirmar que um indivíduo estará 
alfabetizado quando ganhar uma caneta. Será que 
uma questão tão abrangente pode ser resolvida com 
micros mais baratos?” No Brasil há cinco meses, 
onde trabalha como professor visitante da UFBA 
(Universidade Federal da Bahia), Roberto Aparici 
defende a inclusão com foco na alfabetização digital 
– só assim, as pessoas saberão como tirar o melhor 
proveito da tecnologia. “A informática, por si só, não 
transforma vidas. É necessário que as pessoas vejam 
a internet como uma ferramenta que melhore seu 
trabalho, sua vida pessoal. Para isso, elas precisam ser 
ensinadas com uma metodologia que inclua processos 
mais complexos do que o uso do teclado e do mouse”, 
diz.
CARPANEZ, J. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 2 
dez. 2012 (fragmento).
A leitura do texto evidencia que, para convencer 
o leitor a respeito das ideias apresentadas sobre a 
inclusão digital, o autor 
a) aborda uma temática que constitui interesse da 
população economicamente favorecida. 
b) orienta sobre a utilização dos recursos oferecidos 
nos programas de computadores. 
c) informa sobre a recente redução de preços de 
computadores no Brasil. 
d) apoia-se no posicionamento de um pesquisador 
renomado na área. 
e) defende que as pessoas devem saber usar o teclado 
e o mouse. 
 
15. (ENEM PPL 2015) TEXTO I
Voluntário
Rosa tecia redes, e os produtos de sua pequena 
indústria gozavam de boa fama nos arredores. A 
reputação da tapuia crescera com a feitura de uma 
maqueira de tucum ornamentada com a coroa 
8
brasileira, obra de ingênuo gosto, que lhe valera a 
admiração de toda a comarca e provocara a inveja da 
célebre Ana Raimunda, de Óbidos, a qual chegara a 
formar uma fortunazinha com aquela especialidade, 
quando a indústria norte-americana reduzira à 
inatividade os teares rotineiros do Amazonas.
SOUSA, I. Contos amazônicos. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
TEXTO II
Relato de um certo oriente
Emilie, ao contrário de meu pai, de Dorner e dos nossos 
vizinhos, não tinha vivido no interior do Amazonas. 
Ela, como eu, jamais atravessara o rio. Manaus era o 
seu mundo visível. O outro latejava na sua memória. 
Imantada por uma voz melodiosa, quase encantada, 
Emilie maravilha-se com a descrição da trepadeira 
que espanta a inveja, das folhas malhadas de um tajá 
que reproduz a fortuna de um homem, das receitas 
de curandeiros que veem em certas ervas da floresta 
o enigma das doenças mais temíveis, com as infusões 
de coloração sanguínea aconselhadas para aliviar 
trinta e seis dores do corpo humano. “E existem ervas 
que não curam nada”, revelava a lavadeira, “mas 
assanham a mente da gente. Basta tomar um gole do 
líquido fervendo para que o cristão sonhe uma única 
noite muitas vidas diferentes”. Esse relato poderia ser 
de duvidosa veracidade para outras pessoas, mas não 
para Emilie.
HATOUM, M. São Paulo: Cia. das Letras, 2008
As representações da Amazônia na literatura brasileira 
mantêm relação com o papel atribuído à região na 
construção do imaginário nacional. Pertencentes 
a contextos históricos distintos, os fragmentos 
diferenciam-se ao propor uma representação da 
realidade amazônica em que se evidenciam 
a) aspectos da produção econômica e da cura na 
tradição popular. 
b) manifestações culturais autênticas e da resignação 
familiar. 
c) Valores sociais autóctones e influência dos 
estrangeiros. 
d) formas de resistência locais e do cultivo das 
superstições. 
e) costumes domésticos e levantamento das tradições 
indígenas. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia a charge do cartunista Duke para responder à(s) 
questão(ões) a seguir.
 
 
16. (FAMEMA 2020) Depreende-se com a leitura da 
charge que as redes sociais 
a) melhoram a saúde do homem, quando usadas 
intensamente. 
b) podem ocasionar prejuízos à saúde do ser humano. 
c) promovem situações salutares de convivência 
humana. 
d) permitem o aguçamento da percepção daspessoas. 
e) influenciam pouco a saúde, assim como as 
atividades físicas. 
 
17. (ENEM 2011) 
 
O humor da tira decorre da reação de uma das cobras 
com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez 
de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão 
da língua, esse uso é inadequado, pois 
a) contraria o uso previsto para o registro oral da 
língua. 
b) contraria a marcação das funções sintáticas de 
sujeito e objeto. 
c) gera inadequação na concordância com o verbo. 
d) gera ambiguidade na leitura do texto. 
e) apresenta dupla marcação de sujeito. 
 
9
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões).
Leitura - leituras: quando ler (bem) é preciso
“[...] Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia 
citada) não compreenderam logo. Creio mesmo é 
impossível compreender inteiramente à primeira 
leitura pensamentos assim esquematizados sem uma 
certa prática.”
Mário de Andrade – Artista
“Eu sou um escritor difícil
Que a muita gente enquizila,
Porém essa culpa é fácil
De se acabar duma vez:
É só tirar a cortina
Que entra luz nesta escurez.”
Mário de Andrade – Lundu do escritor difícil
No eterno criar e recriar da atividade verbal, a 
criatividade, a semanticidade, a intersubjetividade, 
a materialidade e a historicidade são propriedades 
essenciais da linguagem, indispensáveis a todos os 
atos da fala, sejam eles presente, passados ou futuros.
Porém, é a atividade semântica que intermedeia a 
conexão dos seres humanos com o mundo dos objetos, 
estabelecendo a relação entre o EU e o Universo, e, 
junto com a alteridade (relação do EU com o Outro, 
de caráter interlocutivo), permite a identificação da 
linguagem como tal, pois a linguagem existe não 
apenas para significar, mas significar alguma coisa 
para o outro.
A semanticidade possibilita o indivíduo conceber 
e revelar as coisas pertencentes ao mundo do real e 
da imaginação. Logo, é ao mesmo tempo significação, 
modo de conceber, ou melhor, uma configuração 
linguística de conhecimento, uma organização verbal 
do pensamento, e designação ou referência, aplicação 
dos conceitos às coisas extralinguísticas. [...].
No processo de leitura do texto, para que o leitor 
se aproprie desse(s) sentido(s), é necessário que 
ele domine não apenas o código linguístico, mas 
também compartilhe bagagem cultural, vivências, 
experiências, valores, correlacione os conhecimentos 
construídos anteriormente (de gênero e de mundo, 
entre outros) com as novas informações expressas no 
texto; faça inferências e comparações; compreenda 
que o texto não é uma estrutura fechada, acabada, 
pronta; perceba as significações, as intencionalidades, 
os dialogismos, o não dito, os silêncios.
Em resumo, é fundamental que, por meio de uma 
série de contribuições, o interlocutor colabore para a 
construção do conhecimento. Assim, ler não significa 
traduzir um sentido já considerado pronto, mas 
interagir com o outro (o autor), aceitando, ou não, os 
propósitos do interlocutor.
Profª Marina Cezar – Revista Villegagnon. Ano IV. Nº 4. 2009 – Texto 
adaptado. 
18. (ESC. NAVAL 2017) Leia as frases a seguir.
“... ler (bem) é preciso.” (Marina Cezar)
“Navegar é preciso, viver não é preciso.” (Fernando 
Pessoa)
Assinale a opção que explicita corretamente a relação 
intertextual entre as frases acima, a partir da expressão 
destacada. 
a) Ler e navegar são necessidades lúdicas e inalienáveis 
na vida de homens e mulheres. 
b) Ler e navegar referem-se a um mesmo contexto – o 
das viagens marítimas. 
c) Ler, com atenção, e navegar resguardam sentidos de 
necessidade e precisão para a existência humana. 
d) A leitura e a navegação dispensam quaisquer 
outras atividades de lazer e conhecimento na vida das 
pessoas. 
e) A leitura só será necessária se for bem realizada, 
assim como navegar precederá, sempre, a própria 
existência. 
 
19. (ENEM 2ª APLICAÇÃO 2016) 
Esaú e Jacó
Ora, aí está justamente a epígrafe do livro, se eu lhe 
quisesse pôr alguma, e não me ocorresse outra. Não 
é somente um meio de completar as pessoas da 
narração com as ideias que deixarem, mas ainda um 
par de lunetas para que o leitor do livro penetre o que 
for menos claro ou totalmente escuro.
Por outro lado, há proveito em irem as pessoas da 
minha história colaborando nela, ajudando o autor, 
por uma lei de solidariedade, espécie de troca de 
serviços, entre o enxadrista e os seus trebelhos.
10
Se aceitas a comparação, distinguirás o rei e a dama, 
o bispo e o cavalo, sem que o cavalo possa fazer de 
torre, nem a torre de peão. Há ainda a diferença da cor, 
branca e preta, mas esta não tira o poder da marcha 
de cada peça, e afinal umas e outras podem ganhar a 
partida, e assim vai o mundo.
ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1964 
(fragmento).
O fragmento do romance Esaú e Jacó mostra como o 
narrador concebe a leitura de um texto literário. Com 
base nesse trecho, tal leitura deve levar em conta 
a) o leitor como peça fundamental na construção dos 
sentidos. 
b) a luneta como objeto que permite ler melhor. 
c) o autor como único criador de significados. 
d) o caráter de entretenimento da literatura. 
e) a solidariedade de outros autores. 
 
20. (ENEM PPL 2016) 
 
Essa história em quadrinhos aborda a padronização 
da imagem corporal na contemporaneidade. O fator 
que pode ser identificado como influenciador do 
comportamento obsessivo retratado nos quadrinhos 
é o 
a) entendimento da aparência corporal relacionada à 
saúde. 
b) controle feminino sobre o ideal social de estética 
corporal. 
c) desejo pelo modelo de corpo ideal construído 
socialmente. 
d) questionamento crítico dos valores ligados ao 
sucesso social. 
e) posicionamento reflexivo da mulher frente às 
imposições estéticas. 
 
21. (ENEM 2015) Cântico VI
Tu tens um medo de
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
MEIRELES, C. Antologia poética, Rio de Janeiro: Record. 1963 
(fragmento).
A poesia de Cecília Meireles revela concepções sobre 
o homem em seu aspecto existencial. Em Cântico VI, 
o eu lírico exorta seu interlocutor a perceber, como 
inerente à condição humana, 
a) a sublimação espiritual graças ao poder de se 
emocionar. 
b) o desalento irremediável em face do cotidiano 
repetitivo. 
c) o questionamento cético sobre o rumo das atitudes 
humanas. 
d) a vontade inconsciente de perpetuar-se em estado 
adolescente. 
e) um receio ancestral de confrontar a imprevisibilidade 
das coisas. 
11
22. (FAMEMA 2019) 
 
Do questionamento da personagem Mafalda, 
depreende-se uma crítica 
a) ao crescimento demográfico. 
b) à mercantilização da infância. 
c) à precariedade da educação. 
d) à generalização do consumismo. 
e) à desumanização do mundo. 
 
23. (ESPM 2016) 
 
A ironia da charge acima reside, sobretudo, no fato de: 
a) não haver uma eficiente comunicação e/ ou diálogo 
entre governantes e população quando se trata de uma 
crise política. 
b) haver um discurso ideológico distorcido por parte 
do governo ao tratar de um problema social. 
c) os problemas da sociedade serem resolvidos apenas 
no plano linguístico, evidenciando o caráter falacioso 
do discurso. 
d) os governantes invariavelmente atacarem de modo 
equivocado e com medidas ineficazes os problemas da 
população. 
e) os administradores governamentais se mostrarem 
completamente incompetentes ante um problema 
político. 
 
24. (ENEM PPL 2019) 
 
A imagem da caneta de tinta vermelha, associada as 
frases do cartaz, é utilizada na campanha para mostrar 
ao possível doador que 
a) a doação de sangue faz bem à saúde. 
b) a linha da vida é fina como o traço de caneta. 
c) a atitude dedoar sangue é muito importante. 
d) a caneta vermelha representa a atitude do doador. 
e) a reserva do banco de sangue está chegando ao fim. 
 
25. (ESPCEX (AMAN) 2019) Os parnasianos 
acreditavam que, apoiando-se nos modelos clássicos, 
estariam combatendo os exageros de emoção e fantasia 
do Romantismo e, ao mesmo tempo, garantindo o 
equilíbrio que almejavam. Propunham uma poesia 
objetiva, de elevado nível vocabular, racionalista, 
bem-acabada do ponto de vista formal e voltada para 
temas universais. Esse racionalismo, que enfrentava 
os “exageros de emoção” e fixava-se no formalismo, 
fica bem claro na seguinte estrofe parnasiana de Olavo 
Bilac: 
a) E eu vos direi: “Amai para entendê-las!/Pois só quem 
ama pode ter ouvido/Capaz de ouvir e de entender 
estrelas.” 
b) Não me basta saber que sou amado,/Nem só desejo 
o teu amor: desejo/Ter nos braços teu corpo delicado,/
Ter na boca a doçura de teu beijo. 
c) Pois sabei que é por isso que assim ando:/Que é dos 
loucos somente e dos amantes/Na maior alegria andar 
chorando. 
12
d) Mas que na forma se disfarce o emprego/Do esforço; 
e a trama viva se construa/De tal modo, que a imagem 
fique nua,/Rica, mas sóbria, como um templo grego. 
e) Esta melancolia sem remédio,/Saudade sem razão, 
louca esperança/Ardendo em choros e findando em 
tédio. 
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Leia o texto para responder à(s) questão(ões) a seguir.
O Ceará, apesar de restrições de renda, destaca-se em 
alfabetização. Um dos motivos do êxito é a parceria 
com os municípios, os principais encarregados dos 
primeiros anos de escolarização.
Além de medidas que incluem formação de professores 
e material didático estruturado, o governo cearense 
acionou um incentivo financeiro: as cidades com 
resultados melhores recebem fatia maior do ICMS, 
com liberdade para destinação dos recursos.
O modelo já foi adotado em Pernambuco e está sendo 
implantado ou avaliado por Alagoas, Amapá, Espírito 
Santo e São Paulo.
Replicam-se igualmente as boas iniciativas do ensino 
médio em Pernambuco, baseado em tempo integral, 
que permite ao estudante escolher disciplinas 
optativas, projeto acolhido em São Paulo.
Auspiciosa, essa rede multilateral e multipartidária 
pela educação é exemplo de como a sociedade pode se 
mobilizar em torno de propostas palpáveis.
(“Unidos pelo Ensino”. Folha de S.Paulo, 27.08.2019. Adaptado.)
26. (FAMEMA 2020) O sentido original do texto está 
mantido com a reescrita do trecho: 
a) As cidades com liberdade para destinação dos 
recursos recebem fatia maior do ICMS, obtendo assim 
resultados melhores. 
b) São Paulo desenvolve projeto de ensino médio que 
permite ao estudante escolher disciplinas optativas, o 
qual se replica em Pernambuco. 
c) Um dos motivos do êxito é a parceria com os 
principais encarregados dos primeiros anos de 
escolarização, isto é, os municípios. 
d) Apesar de algumas medidas, como formação de 
professores e material didático estruturado, o governo 
cearense acionou um incentivo financeiro. 
e) Destaca-se em alfabetização o Ceará devido às 
restrições de renda da parceria com os municípios. 
 
27. (FAMEMA 2020) A forma verbal sublinhada 
expressa ideia de ação em processo no trecho: 
a) “e está sendo implantado ou avaliado por Alagoas, 
Amapá, Espírito Santo e São Paulo” (3º parágrafo). 
b) “o governo cearense acionou um incentivo 
financeiro” (2º parágrafo). 
c) “O Ceará, apesar de restrições de renda, destaca-se 
em alfabetização” (1º parágrafo). 
d) “Replicam-se igualmente as boas iniciativas do 
ensino médio em Pernambuco” (4º parágrafo). 
e) essa rede multilateral e multipartidária pela 
educação é exemplo de como a sociedade pode se 
mobilizar” (5º parágrafo). 
 
28. (ENEM PPL 2015) 
 
Considerando que a internet influencia os modos de 
comunicação contemporânea, a charge faz uma crítica 
ao uso vicioso dessa tecnologia, pois 
a) gera diminuição no tempo de descanso, substituído 
pelo contato com outras pessoas. 
b) propicia a continuação das atividades de trabalho, 
ainda que em ambiente doméstico. 
c) promove o distanciamento nos relacionamentos, 
mesmo entre pessoas próximas fisicamente. 
d) tem impacto negativo no tempo disponível para o 
lazer do casal. 
e) implica a adoção de atitudes agressivas entre os 
membros de uma mesma família. 
13
29. (ENEM PPL 2016) 
 
A charge aborda uma situação do cotidiano de 
algumas famílias. Nesse sentido, ela tem o objetivo 
comunicativo de 
a) denunciar os prejuízos da falta de diálogo entre pais 
e filhos. 
b) mostrar as diferenças entre as preferências de 
entretenimento entre pais e filhos. 
c) evidenciar os excessos de utilização das redes 
sociais em momentos de convivência familiar. 
d) demonstrar que as mudanças culturais ocorridas 
na sociedade impõem novos comportamentos às 
famílias. 
e) enfatizar que a socialização de informações sobre 
os filhos é uma forma de demonstrar orgulho de 
familiares. 
 
30. (ENEM 2ª APLICAÇÃO 2016) 
Grupo transforma pele humana em neurônios
Um grupo de pesquisadores dos EUA conseguiu 
alterar células extraídas da pele de uma mulher de 82 
anos sofrendo de uma doença nervosa degenerativa 
e conseguiu transformá-las em células capazes de se 
transformarem virtualmente em qualquer tipo de órgão 
do corpo. Em outras palavras, ganharam os poderes 
das células-tronco pluripotentes, normalmente 
obtidas a partir da destruição de embriões.
O método usado na pesquisa, descrita hoje na revista 
Science, existe desde o ano passado, quando um 
grupo liderado pelo japonês Shinya Yamanaka criou 
as chamadas iPS (células-tronco de pluripotência 
induzida). O novo estudo, porém, mostra pela 
primeira vez que é possível aplicá-lo a células de 
pessoas doentes, portadoras de esclerose lateral 
amiotrófica (ELA), mal que destrói o sistema nervoso 
progressivamente.
“Pela primeira vez, seremos capazes de observar 
células com ELA ao microscópio e ver como elas 
morrem”, disse Valerie Estess, diretora do Projeto ALS 
(ELA, em inglês), que financiou parte da pesquisa. 
Observar em detalhes a degeneração pode sugerir 
novos métodos para tratar a ELA.
KOLNERKEVIC, I. Folha de S. Paulo. 1 ago. 2008 (adaptado).
A análise dos elementos constitutivos do texto e a 
identificação de seu gênero permitem ao leitor inferir 
que o objeto do autor é 
a) apresentar a opinião da diretora do Projeto ALS. 
b) expor a sua opinião como um especialista no tema. 
c) descrever os procedimentos de uma experiência 
científica. 
d) defender a pesquisa e a opinião dos pesquisadores 
dos EUA. 
e) informar os resultados de uma nova pesquisa feita 
nos EUA. 
 
31. (ESPM 2016) 
 
Assinale a correta. De acordo com a charge: 
a) a primeira fala faz referências à restituição do 
Imposto de Renda, restituição essa fre-quentemente 
distorcida e sempre aquém do esperado pelo 
contribuinte. 
b) a graça recai sobre a discrepância entre os altos 
impostos auferidos pelo governo e os poucos ou 
deficientes serviços prestados por este à população. 
14
c) a resposta do interlocutor é irônica, pois supõe 
um governo capitalista a se apropriar, por meio de 
impostos, do fruto do trabalho da população. 
d) a pergunta da locutora é retórica, pois passou a ser 
lugar comum criticar as enormes arrecadações, via 
impostos, e os sempre insuficientes benefícios sociais 
para a população. 
e) a graça se concentra numa inusitada interpretação 
político-ideológica da incompetência administrativa 
do governo quanto ao uso do dinheiro público. 
 
32. (FAC. ALBERT EINSTEIN - MEDICIN 2020) 
 
Contribui para o efeito de humor do cartum o recurso 
à seguinte figura de linguagem: 
a) sinestesia. 
b) personificação. 
c) pleonasmo. 
d) eufemismo. 
e) paradoxo. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Texto para a(s) questão(ões) a seguir.
A situação favorável, do ponto 
de vista das oportunidades de 
trabalho, que existia na região 
cafeeira,valeu aos antigos 
escravos liberados salários 
relativamente elevados. Com 
efeito, tudo indica que na 
região do café a abolição provocou efetivamente uma 
redistribuição da renda em favor da mão de obra. Sem 
embargo, essa melhora na remuneração real do trabalho 
parece haver tido efeitos antes negativos que positivos 
sobre a utilização dos fatores. (...) O homem formado 
desse sistema social está totalmente desaparelhado 
para responder aos estímulos econômicos. Quase 
não possuindo hábitos de vida familiar, a ideia de 
acumulação de riqueza lhe é praticamente estranha. 
Demais, seu rudimentar desenvolvimento mental limita 
extremamente suas “necessidades”. Sendo o trabalho 
para o escravo uma maldição e o ócio o bem inalcançável, 
a elevação de seu salário acima de suas necessidades 
– que estão definidas pelo nível de subsistência de um 
escravo – determina de imediato uma forte preferência 
pelo ócio. Dessa forma, uma das consequências diretas da 
abolição, nas regiões em mais rápido desenvolvimento, 
foi reduzir-se o grau de utilização da força de trabalho. 
Celso Furtado, Formação Econômica do Brasil. 
33. (ESPM 2017) Segundo o autor: 
a) A situação favorável fez o negro, uma vez ocupado 
fora do regime escravocrata, preferir o ócio. 
b) A preferência pelo ócio deriva diretamente da 
condição de trabalhador assalariado em país latino-
americano. 
c) O repertório de necessidade do escravo era limitado 
pelo nível de subsistência a que a região cafeeira o 
condenava. 
d) O negro, não dispondo de hábitos de vida familiar, 
não se interessava em acumular capital. 
e) Não houve utilização de fatores, quando se tratou de 
provocar redistribuição de renda na economia cafeeira. 
 
34. (ESPM 2019) 
 
A graça da tira decorre: 
a) da existência de “ruído” na comunicação, efetuada 
por Hagar, sobre um relacionamento amoroso anterior 
ao atual. 
b) de uma fala metafórica de Hagar que, ao dirigir-se 
diretamente à própria esposa, refere-se às qualidades 
de uma terceira pessoa. 
c) da diferença do nível de linguagem usada pelo 
emissor para se dirigir aos interlocutores, fato que fez 
sugerir a existência de duas mulheres. 
15
d) do não entendimento de um discurso ambíguo 
bastante comum, no qual se dirige a um interlocutor, 
referindo-se a ele como se fosse uma terceira pessoa. 
e) da dificuldade de compreensão no discurso de 
Hagar, por parte do amigo Ed Sortudo, devido aos 
traços de formalidade da linguagem erudita. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Centrando-se, assim, no moderno, [...] faziam apologia da 
velocidade, da máquina, do automóvel (“um automóvel é 
mais belo que a Vitória de Samotrácia”, dizia Marinetti no 
seu primeiro manifesto), da agressividade, do esporte, da 
guerra, do patriotismo, do militarismo, das fábricas, das 
estações ferroviárias, das multidões, das locomotivas, 
dos aviões, enfim, de tudo quanto exprimisse o moderno 
nas suas formas avançadas e imprevistas.
Massaud Moisés, Dicionário de Termos Literários, Cultrix, p. 234. 
35. (ESPM 2017) O texto acima define um dos 
primeiros “ismos” das vanguardas artísticas europeias 
que sacudiram o século XX. Trata-se do: 
a) Cubismo 
b) Futurismo 
c) Surrealismo 
d) Dadaísmo 
e) Impressionismo 
 
36. (ENEM 2020) A vida às vezes é como um jogo 
brincado na rua: estamos no último minuto de uma 
brincadeira bem quente e não sabemos que a qualquer 
momento pode chegar um mais velho a avisar que a 
brincadeira já acabou e está na hora de jantar. A vida 
afinal acontece muito de repente – nunca ninguém 
nos avisou que aquele era mesmo o último Carnaval 
da Vitória. O Carnaval também chegava sempre de 
repente. Nós, as crianças, vivíamos num tempo fora 
do tempo, sem nunca sabermos dos calendários de 
verdade. [...] O “dia da véspera do Carnaval”, como dizia 
a avô Nhé, era dia de confusão com roupas e pinturas a 
serem preparadas, sonhadas e inventadas. Mas quando 
acontecia era um dia rápido, porque os dias mágicos 
passam depressa deixando marcas fundas na nossa 
memória, que alguns chamam também de coração.
ONDJAKI. Os da minha rua. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2007.
As significações afetivas engendradas no fragmento 
pressupõem o reconhecimento da 
a) perspectiva infantil assumida pela voz narrativa. 
b) suspensão da linearidade temporal da narração. 
c) tentativa de materializar lembranças da infância. 
d) incidência da memória sobre as imagens narradas. 
e) alternância entre impressões subjetivas e relatos 
factuais. 
 
37. (ENEM 2019) HELOÍSA: Faz versos?
PINOTE: Sendo preciso... Quadrinhas... Acrósticos... 
Sonetos... Reclames.
HELOÍSA: Futuristas?
PINOTE: Não senhora! Eu já fui futurista. Cheguei a 
acreditar na independência... Mas foi uma tragédia! 
Começaram a me tratar de maluco. A me olhar de 
esguelha. A não me receber mais. As crianças choravam 
em casa. Tenho três filhos. No jornal também não 
pagavam, devido à crise. Precisei viver de bicos. Ah! 
Reneguei tudo. Arranjei aquele instrumento (Mostra a 
faca) e fiquei passadista.
ANDRADE, O. O rei da vela. São Paulo: Globo, 2003.
O fragmento da peça teatral de Oswald de Andrade 
ironiza a reação da sociedade brasileira dos anos 1930 
diante de determinada vanguarda europeia. Nessa 
visão, atribui-se ao público leitor uma postura 
a) preconceituosa, ao evitar formas poéticas 
simplificadas. 
b) conservadora, ao optar por modelos consagrados. 
c) preciosista, ao preferir modelos literários eruditos. 
d) nacionalista, ao negar modelos estrangeiros. 
e) eclética, ao aceitar diversos estilos poéticos. 
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Leia o trecho inicial do conto “O cobrador”, de Rubem 
Fonseca.
Na porta da rua uma dentadura grande, embaixo 
escrito Dr. Carvalho, Dentista. Na sala de espera vazia 
uma placa, Espere o Doutor, ele está atendendo um 
cliente. Esperei meia hora, o dente doendo, a porta 
abriu e surgiu uma mulher acompanhada de um 
sujeito grande, uns quarenta anos, de jaleco branco.
Entrei no gabinete, sentei na cadeira, o dentista botou 
um guardanapo de papel no meu pescoço. Abri a boca e 
disse que o meu dente de trás estava doendo muito. Ele 
olhou com um espelhinho e perguntou como é que eu 
tinha deixado os meus dentes ficarem naquele estado.
Só rindo. Esses caras são engraçados.
Vou ter que arrancar, ele disse, o senhor já tem poucos 
dentes e se não fizer um tratamento rápido vai perder 
16
todos os outros, inclusive estes aqui – e deu uma 
pancada estridente nos meus dentes da frente.
Uma injeção de anestesia na gengiva. Mostrou o dente 
na ponta do boticão: A raiz está podre, vê?, disse com 
pouco caso. São quatrocentos cruzeiros.
Só rindo. Não tem não, meu chapa, eu disse.
Não tem não o quê?
Não tem quatrocentos cruzeiros. Fui andando em 
direção à porta.
Ele bloqueou a porta com o corpo. É melhor pagar, 
disse. Era um homem grande […]. E meu físico franzino 
encoraja as pessoas. Odeio dentistas, comerciantes, 
advogados, industriais, funcionários, médicos, 
executivos, essa canalha inteira. Todos eles estão me 
devendo muito. Abri o blusão, tirei o 38 [...]. Ele ficou 
branco, recuou. Apontando o revólver para o peito dele 
comecei a aliviar o meu coração: tirei as gavetas dos 
armários, joguei tudo no chão, chutei os vidrinhos todos 
como se fossem balas, eles pipocavam e explodiam na 
parede. Arrebentar os cuspidores e motores foi mais 
difícil, cheguei a machucar as mãos e os pés. O dentista 
me olhava, várias vezes deve ter pensado em pular em 
cima de mim, eu queria muito que ele fizesse isso para 
dar um tiro naquela barriga grande […].
Eu não pago mais nada, cansei de pagar!, gritei para 
ele, agora eu só cobro!
(O melhor de Rubem Fonseca, 2015.) 
38. (FAC. ALBERT EINSTEIN - MEDICIN 2020) O 
trecho “Só rindo. Esses caras são engraçados” (3º 
parágrafo) sugere que o narrador considera a pergunta 
do dentista 
a) irrelevante. 
b) dissimulada. 
c) ambígua. 
d) ofensiva. 
e) divertida. 
 
39.(FAC. ALBERT EINSTEIN - MEDICIN 2020) No trecho, 
o narrador expressa, sobretudo, um sentimento de 
a) perplexidade. 
b) melancolia. 
c) rancor. 
d) tédio. 
e) desprezo. 
 
40. (ENEM PPL 2019) Qual a diferença entre freios 
ventilados, perfurados e sólidos?
 
Frenagens geram calor. O sistema de freios transforma a 
energia cinética do movimento em energia térmica por 
meio do atrito entre as pastilhas de freio e os discos. Em 
duas linhas, esse é o princípio de funcionamento do freio.
Mas há um efeito colateral. Esse calor gerado provoca 
fadiga dos discos e pastilhas e compromete a eficiência 
do conjunto de freios.
O disco de freio sólido é uma peça só, feita de ferro maciço. 
A vantagem está em custar mais barato que os outros. 
Contudo, tem baixo rendimento em situações extremas 
de frenagem (em descidas de serras, por exemplo) por 
não ter estruturas que favoreçam seu resfriamento. Por 
isso, discos sólidos são usados em aplicações mais leves, 
comuns no eixo dianteiro dos compactos 1.0 e no eixo 
traseiro de carros maiores, como sedãs e SUVs médios.
O modelo ventilado, por sua vez, é formado por dois 
discos mais finos unidos por uma câmara interna que 
tem a função de proporcionar uma passagem do ar 
entre eles, resfriando com mais rapidez o conjunto. 
Eles estão nos eixos dianteiros dos compactos mais 
potentes. Mas também aparecem nos eixos traseiros 
de carros esportivos. Mas esportivos com motores 
de alto desempenho e carros de luxo têm discos 
perfurados. Há pequenos furos no disco com o objetivo 
de aumentar o atrito e dispersar o calor.
RODRIGUEZ, H. Disponível em: http://quatrorodas.abril.com.br. 
Acesso em: 22 ago. 2017 (adaptado).
O texto mostra diferentes tipos de discos de freio e 
defende a eficácia de um modelo sobre o outro. Para 
convencer o leitor disso, o autor utiliza o recurso de 
a) definir em duas linhas o princípio de funcionamento 
do freio de esportivos de alto desempenho com discos 
perfurados. 
b) divulgar os modelos de carros que adotam os 
melhores sistemas de frenagem e resfriamento dos 
componentes. 
c) apresentar cada tipo de disco, criticando a forma 
como eles geram calor nas frenagens. 
d) evidenciar os riscos do baixo desempenho dos 
diferentes modelos de discos de freio. 
e) comparar o custo, a eficiência e a forma como os 
discos dissipam o calor da frenagem. 
17
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
1. (ENEM 2020) A Divisão Internacional do Trabalho 
significa que alguns países se especializam em ganhar 
e outros, em perder. Nossa comarca no mundo, 
que hoje chamamos América Latina, foi precoce: 
especializou-se em perder desde os remotos tempos 
em que os europeus do Renascimento se aventuraram 
pelos mares e lhe cravaram os dentes na garganta. 
Passaram-se os séculos e a América Latina aprimorou 
suas funções.
GALENO, E. As veias abertas da América Latina. São Paulo: Paz e 
Terra, 1978.
Escrito na década de 1970, o texto considera 
a participação da América Latina na Divisão 
Internacional do Trabalho marcada pela 
a) produção inovadora de padrões de tecnologia. 
b) superação paulatina do caráter agroexportador. 
c) apropriação imperialista dos recursos territoriais. 
d) valorização econômica dos saberes tradicionais. 
e) dependência externa do suprimento de alimentos. 
 
2. (ENEM 2020) Porque todos confessamos não se 
poder viver sem alguns escravos, que busquem a lenha 
e a água, e façam cada dia o pão que se come, e outros 
serviços que não são possíveis poderem-se fazer pelos 
Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos, que seria 
necessário deixar as confissões e tudo mais. Parece-
me que a Companhia de Jesus deve ter e adquirir 
escravos, justamente, por meios que as Constituições 
permitem, quando puder para nossos colégios e casas 
de meninos.
LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1938 (adaptado).
O texto explicita premissas da expansão ultramarina 
portuguesa ao buscar justificar a 
a) propagação do ideário cristão. 
b) valorização do trabalho braçal. 
c) adoção do cativeiro na Colônia. 
d) adesão ao ascetismo contemplativo, 
e) alfabetização dos indígenas nas Missões. 
3. (FGV 2018) Basta um peteleco para causar um 
efeito dominó em sua biodiversidade. E além do 
Brasil, a região cobre mais oito países. Esse bioma 
agora está sob ameaça de seis barragens que podem 
ser construídas nos Andes por nossos vizinhos, o que 
pode gerar consequências trágicas. A região andina 
abrange somente 11% desta bacia, mas fornece 93% 
dos sedimentos e a maior parte dos nutrientes levados 
por seus rios.
(www.umagotanooceano.org. Adaptado)
O excerto refere-se à biodiversidade 
a) do Cerrado. 
b) da Mata Atlântica. 
c) da Caatinga. 
d) da Amazônia. 
e) do Pantanal. 
4. (G1 - CPS 2020) A palavra idiota tem sua origem 
no grego antigo idiótes, que significava “homem 
privado da vida pública, que não vive a política, que 
não participa das coisas públicas”. Enquanto o homem 
livre era aquele que participava ativamente da polis, da 
vida em sociedade, do público, porque vivia a política, 
o escravizado estava na vida privada, vivia limitado ao 
mundo privado, era um idiota porque não tinha acesso 
à vida política.
Nesse sentido, para os gregos, cidadania (o 
pertencimento à cidade) dizia respeito àquele que vivia 
a política. Portanto, o cidadão construía os direitos e 
os deveres, enquanto o idiota estava à margem desse 
processo.
Disponível em: http://obviousmag.org/virasertao/2016/to-be-or-no-
to-be-idiota.html. Acesso em: 05.10.2019. Adaptado.
Segundo o texto, 
a) era considerado cidadão aquele que recusava a 
política, que não participava dos assuntos públicos e 
só se ocupava com a própria vida. 
b) havia uma lei que obrigava gregos a se envolverem 
com os assuntos coletivos, sob pena de terem seus 
direitos e sua liberdade cerceados. 
c) aqueles que se envolviam com a política eram tão 
idiotas quanto os que privilegiavam a vida privada, 
pois não percebiam que a política é o campo de atuação 
dos corruptos. 
d) a liberdade estava intrinsecamente ligada à ideia 
de cidadania, pois só podia se considerar livre aquele 
que participasse da condução coletiva dos assuntos da 
cidade. 
e) os direitos e os deveres eram construídos 
coletivamente pelos idiotas, enquanto os cidadãos 
viviam limitados ao mundo privado. 
18
5. (ENEM 2014) 
 
De volta do Paraguai 
Cheio de glória, coberto de louros, depois de ter 
derramado seu sangue em defesa da pátria e libertado 
um povo da escravidão, o voluntário volta ao seu país 
natal para ver sua mãe amarrada a um tronco horrível 
de realidade!...
AGOSTINI. “A vida fluminense”, ano 3, n. 128, 11 jun. 1870. In: 
LEMOS, R. (Org). Uma história do Brasil através da caricatura (1840-
2001). Rio de Janeiro: Letras & Expressões, 2001 (adaptado).
Na charge, identifica-se uma contradição no retorno 
de parte dos “Voluntários da Pátria” que lutaram na 
Guerra do Paraguai (1864-1870), evidenciada na 
a) negação da cidadania aos familiares cativos. 
b) concessão de alforrias aos militares escravos. 
c) perseguição dos escravistas aos soldados negros. 
d) punição dos feitores aos recrutados 
compulsoriamente. 
e) suspensão das indenizações aos proprietários 
prejudicados. 
6. (G1 - IFBA 2018) É uma mata seca que perde suas 
folhas durante a estação seca. Apenas o juazeiro, que 
possui raízes muito profundas para capturar água do 
subsolo, e algumas palmeiras não perdem as folhas. As 
plantas [...] estão adaptadas às condições climáticas e 
possuem várias adaptações fisiologias para sobreviver 
à seca.
ROSS, Jurandyr. Geografia do Brasil. 4 ed. São Paulo: Edusp, 2001. p. 
174. (Adaptado)
O texto acima descreve as características da vegetação de: 
a) Mata Atlântica. 
b) Araucária. 
c) Coxilhas. 
d) Estepes. 
e) Caatinga. 
7. (ENEM PPL 2019) O feminismo teve uma relação 
direta com o descentramento conceitual do sujeitocartesiano e sociológico. Ele questionou a clássica 
distinção entre o “dentro” e o “fora”, o “privado” e 
o “público”. O slogan do feminismo era: “o pessoal 
é político”. Ele abriu, portanto, para a contestação 
política, arenas inteiramente novas: a família, a 
sexualidade, a divisão doméstica do trabalho etc.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: 
DP&A, 2011 (adaptado).
O movimento descrito no texto contribui para o 
processo de transformação das relações humanas, na 
medida em que sua atuação 
a) subverte os direitos de determinadas parcelas da 
sociedade. 
b) abala a relação da classe dominante com o Estado. 
c) constrói a segregação dos segmentos populares. 
d) limita os mecanismos de inclusão das minorias. 
e) redefine a dinâmica das instituições sociais. 
8. (UNESP 2021) A produção de açúcar no Brasil colonial 
era parte de um conjunto de processos e relações que 
ultrapassavam os limites da colônia e incluíam 
a) a estruturação do engenho como unidade produtiva, 
a disposição portuguesa de povoar a colônia e o 
comércio sistemático com a América espanhola. 
b) as técnicas de cultivo indígenas, as mudas de cana 
procedentes do mundo árabe e a intermediação 
britânica na comercialização. 
c) a adaptação da cana à terra roxa do Nordeste, o 
conhecimento técnico dos imigrantes e a atuação 
holandesa no transporte marítimo. 
d) a constituição da grande propriedade, o tráfico 
de africanos escravizados e a existência de amplo 
mercado consumidor na Europa. 
e) o avanço da ocupação das áreas centrais da colônia, 
o recurso à mão de obra nativa e o crescimento do 
gosto pelos sabores doces na Europa. 
9. (G1 - COL. NAVAL 2018) As cidades são fenômenos 
antigos na história das sociedades. A evolução das 
áreas urbanas propiciou mudanças no comportamento 
socioeconômico da humanidade. Sendo assim, 
19
assinale a opção que represente uma realidade sobre 
a evolução urbana brasileira. 
a) A urbanização nacional se concretizou nos anos 
1930, quando o Estado, ao assumir a geração de 
infraestrutura industrial, mudou o foco econômico 
nacional, ou seja, o país deixou de ser rural e 
agroexportador e se transformou em urbano e 
industrializado. 
b) O rápido processo de metropolização, observado 
já a partir dos anos 1900, conduziu um acelerado 
crescimento urbano no país, fato que possibilitou uma 
melhor ocupação do espaço urbano e dos acessos aos 
bens e serviços pela maioria da população. 
c) As Regiões Metropolitanas, caracterizadas por um 
conjunto contínuo de grandes cidades e sem áreas 
rurais de permeio, foram instituídas nos anos 1960, 
quando a industrialização nacional possibilitou uma 
rápida ocupação das áreas urbanas. 
d) A urbanização nacional se materializou a partir dos 
1970 como resultado de uma conjugação de fatores 
tais como o desenvolvimento dos setores secundário 
e terciário nas áreas urbanas e a elevada concentração 
fundiária nas áreas comuns. 
e) O chamado inchaço urbano, também conhecido 
como macroencefalia urbana, corresponde ao 
crescimento rápido e mais organizado de algumas 
cidades, as quais apresentam uma boa rede de serviços 
ofertados aos seus moradores. 
10. (ENEM 2020) Vemos que toda cidade é uma 
espécie de comunidade, e toda comunidade se forma 
com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos 
os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece 
um bem; se todas as comunidades visam algum bem, 
é evidente que a mais importante de todas elas e que 
inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo 
e visa ao mais importante de todos os bens.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB,1988.
No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que 
associa dois elementos essenciais à discussão sobre a 
vida em comunidade, a saber: 
a) Ética e política, pois conduzem à eudaimonia. 
b) Retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora. 
c) Metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia 
primeira. 
d) Democracia e sociedade, pois se referem a relações 
sociais. 
e) Geração e corrupção, pois abarcam o campo da 
physis. 
11. (UEL 2019) Leia o texto a seguir.
O programa do esclarecimento era o desencantamento 
do mundo. Sua meta era dissolver os mitos e substituir 
a imaginação pelo saber. [..] O mito converte-se em 
esclarecimento, e a natureza em mera objetividade. O 
preço que os homens pagam pelo aumento de poder é 
a alienação daquilo sobre o que exercem o poder. [...]
Quanto mais a maquinaria do pensamento subjuga 
o que existe, tanto mais cegamente ela se contenta 
com essa reprodução. Desse modo, o esclarecimento 
regride à mitologia da qual jamais soube escapar.
ADORNO & HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento. Fragmentos 
filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge 
Zahar, 1985. p.17; 21; 34.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a crítica 
à racionalidade instrumental e a relação entre mito e 
esclarecimento em Adorno e Horkheimer, assinale a 
alternativa correta. 
a) O mito revela uma constituição irracional, na medida 
em que lhe é impossível apresentar uma explicação 
convincente sobre o seu modo próprio de ser. 
b) A regressão do esclarecimento à mitologia revela 
um processo estratégico da razão, com o objetivo de 
ampliar e intensificar seus poderes explicativos. 
c) A explicação da natureza, instaurada pela 
racionalidade instrumental, pressupõe uma 
compreensão holística, em que as partes são 
incorporadas, na sua especificidade, ao todo. 
d) O esclarecimento implica a libertação humana da 
submissão à natureza, atestada pelo poder racional de 
diagnosticar, prever e corrigir as limitações naturais. 
e) O esclarecimento se caracteriza por uma explicação 
baseada no cálculo, do que resulta uma compreensão 
da natureza como algo a ser conhecido e dominado. 
12. (ENEM 2019) Penso que não há um sujeito 
soberano, fundador, uma forma universal de sujeito 
que poderíamos encontrar em todos os lugares. Penso, 
pelo contrário, que o sujeito se constitui através das 
práticas de sujeição ou, de maneira mais autônoma, 
através de práticas de liberação, de liberdade, como 
na Antiguidade – a partir, obviamente, de um certo 
número de regras, de estilos, que podemos encontrar 
no meio cultural.
FOUCAULT, M. Ditos e escritos V: ética, sexualidade, política. Rio de 
Janeiro: Forense Universitária, 2004.
O texto aponta que a subjetivação se efetiva numa 
dimensão 
20
a) legal, pautada em preceitos jurídicos. 
b) racional, baseada em pressupostos lógicos. 
c) contingencial, processada em interações sociais. 
d) transcendental, efetivada em princípios religiosos. 
e) essencial, fundamentada em parâmetros 
substancialistas. 
13. (FUVEST 2021) 
[No Brasil] a transição da predominância indígena para 
a africana na composição da força de trabalho escrava 
ocorreu aos poucos ao longo de aproximadamente meio 
século. Quando os senhores de engenho, individualmente, 
acumulavam recursos suficientes, compravam alguns 
cativos africanos, e iam acrescentando outros à medida 
que capital e crédito se tornavam disponíveis. Em fins 
do século XVI, a mão de obra dos engenhos era mista 
do ponto de vista racial, e a proporção foi mudando 
constantemente e favor dos africanos e sua prole.
Stuart Schwartz, Segredos internos. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1988, p.68.
Com base na leitura do trecho e em seus conhecimentos, 
podemos afirmar corretamente que no Brasil 
a) a implementação da escravidão de origem africana 
não fez desaparecer a escravidão indígena, pois o 
emprego de ambos poderia variar segundo épocas e 
regiões específicas. 
b) do ponto de vista senhorial, valia a pena pagar mais 
caro por escravos africanos, porque estes viviam mais 
do que os escravos indígenas, que eram mais baratos. 
c) o comércio de escravos africanos foi incompatível 
com o comércio de indígenas, porque eram explorados 
por diferentes traficantes, que competiam entre si. 
d) havia crédito disponívelpara a compra de escravos 
africanos, mas não de escravos indígenas, pois a Igreja 
estava interessada na manutenção de boas relações 
com os nativos. 
e) a escravização dos indígenas pelos portugueses 
foi impossibilitada pelo fato de que os povos nativos 
americanos eram contrários ao aprisionamento de 
seres humanos. 
14. (UNESP 2021) Observe a imagem.
 
A Pietà, escultura de Michelangelo Buonarotti, foi 
produzida nos últimos anos do século XV e revela uma 
característica importante da arte renascentista: 
a) o delineamento preciso das formas do corpo 
humano, realizado a partir dos estudos de anatomia 
pelo artista. 
b) o teocentrismo, explicitado na inexpressividade e 
no estatismo da representação das figuras humanas. 
c) a desproporcionalidade entre os tamanhos dos 
corpos, para evidenciar a grandiosidade da figura de 
Cristo. 
d) a influência da arte religiosa medieval, manifesta na 
tridimensionalidade e na carência de perspectiva da 
peça. 
e) o prevalecimento de temática bíblica, com recriação 
precisa e fiel de um trecho do Evangelho segundo 
Lucas. 
 
15. (ENEM 2019) O cristianismo incorporou antigas 
práticas relativas ao fogo para criar uma festa 
sincrética. A igreja retomou a distância de seis meses 
entre os nascimentos de Jesus Cristo e João Batista e 
instituiu a data de comemoração a este último de tal 
maneira que as festas do solstício de verão europeu 
com suas tradicionais fogueiras se tornaram “fogueiras 
de São João”. A festa do fogo e da luz no entanto não foi 
imediatamente associada a São João Batista. Na Baixa 
Idade Média, algumas práticas tradicionais da festa 
(como banhos, danças e cantos) foram perseguidas por 
monges e bispos. A partir do Concílio de Trento (1545-
1563), a Igreja resolveu adotar celebrações em torno 
do fogo e associá-las à doutrina cristã.
CHIANCA, L. Devoção e diversão: expressões contemporâneas 
de festas e santos católicos. Revista Anthropológicas, n. 18, 2007 
(adaptado).
21
Com o objetivo de se fortalecer, a instituição 
mencionada no texto adotou as práticas descritas, que 
consistem em 
a) promoção de atos ecumênicos. 
b) fomento de orientação bíblicas. 
c) apropriação de cerimônias seculares. 
d) retomada de ensinamentos apostólicos. 
e) ressignificação de rituais fundamentalistas. 
16. (UEFS 2018) Seus principais pontos são: a 
prioridade dos modos de transporte não motorizados 
e dos serviços públicos coletivos sobre o transporte 
individual motorizado; a restrição e controle de acesso 
e circulação, permanente ou temporário, de veículos 
motorizados em locais e horários predeterminados; o 
estabelecimento de padrões de emissão de poluentes 
para locais e horários determinados, podendo 
condicionar o acesso e a circulação aos espaços 
urbanos sob controle; a possibilidade de cobrança 
pela utilização da infraestrutura urbana; a dedicação 
de espaço exclusivo nas vias públicas ao transporte 
público coletivo e a modos de transporte não 
motorizados.
(www.brasil.gov.br. Adaptado.)
Os pontos descritos no excerto fazem referência 
a) à Política Nacional de Planejamento Urbano. 
b) ao Estatuto da Cidade. 
c) à Política Nacional de Mobilidade Urbana. 
d) ao Parcelamento do Solo Urbano. 
e) à Lei de Zoneamento Urbano. 
 
17. (G1 - IFBA 2018) O sol nasce e ilumina
as pedras evoluídas
Que cresceram com a força
de pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam
vigiando as pessoas
Não importa se são ruins,
nem importa se são boas
E a cidade se apresenta centro das ambições
Para mendigos ou ricos e outras armações
Coletivos, automóveis, motos e metrôs
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs
Chico Science, A cidade. Disponível em https://www.letras.mus.br/
nacao-zumbi/77652/ acesso em 7 ago. 2017. (trecho)
O trecho da música acima nos revela, de forma poética 
e geográfica, as complexidades existentes nas cidades 
capitalistas modernas. Entre essas complexidades, é 
correto identificar: 
a) O serviço de transporte coletivo urbano no Brasil 
é considerado, atualmente pela ONU, um dos mais 
eficazes e seguros do mundo. 
b) O intenso processo de verticalização vivenciado 
nas grandes metrópoles brasileiras, a exemplo de 
Salvador, Fortaleza e São Paulo. 
c) Nas últimas décadas ocorreu uma significativa 
redução das desigualdades sociais nos grandes centros 
urbanos brasileiros. 
d) O aumento de iniciativas sustentáveis por parte do 
setor público, que busca o diálogo com a população 
para solucionar as questões ambientais. 
e) A cidade representa espaços homogêneos onde 
os aspectos sociais, econômicos e culturais são 
semelhantes, independente da cidade e da sua 
localização espacial. 
 
18. (UERJ 2018) Considere a sequência de mapas a 
seguir, que apresenta a expansão da mancha urbana 
na cidade do Rio de Janeiro e seu entorno em cinco 
momentos, tendo como base a divisão municipal atual.
 
22
O período no qual se identifica a formação de áreas 
conurbadas, que caracterizam a metropolização 
fluminense, foi: 
a) 1888 a 1930 
b) 1930 a 1972 
c) 1972 a 1994 
d) 1994 a 2007 
e) 2000 a 2009
19. (ENEM/2016)
 
A imagem faz referência a uma intensa mobilização 
popular e pode ser traduzida como
a) a campanha popular que confrontava a legitimidade 
das eleições indiretas no país.
b) a manifestação de milhares de pessoas em prol da 
realização de eleições para o Senado.
c) as passeatas realizadas em prol do fim da Ditadura 
Militar no Brasil e na Argentina.
d) os comícios e manifestações populares pela abertura 
política de forma lenta e segura.
e) o movimento que exigia o direito à igualdade de 
voto para homens e mulheres.
 
20. (UFPR 2020) Considere o seguinte excerto da obra 
O povo brasileiro, do antropólogo Darcy Ribeiro:
A classe dominante empresarial-burocrático-
eclesiástica, embora exercendo-se como agente 
de sua própria prosperidade, atuou também, 
subsidiariamente, como reitora do processo de 
formação do povo brasileiro. Somos, tal qual somos, 
pela forma que ela imprimiu em nós, ao nos configurar, 
segundo correspondia a sua cultura e a seus interesses. 
Inclusive, reduzindo o que seria o povo brasileiro, 
como entidade cívica e política, a uma oferta de mão 
de obra servil. Foi sempre nada menos que prodigiosa 
a capacidade dessa classe dominante para recrutar, 
desfazer e reformar gentes aos milhões. Isso foi feito 
no curso de um empreendimento econômico secular, 
o mais próspero de seu tempo, em que o objetivo 
jamais foi criar um povo autônomo, mas cujo resultado 
principal foi fazer surgir como entidade étnica e 
configuração cultural um povo novo, destribalizando 
índios, desafricanizando negros e deseuropeizando 
brancos. Ao desgarrá-los de suas matrizes, para cruzá-
los racialmente e transfigurá-los culturalmente, o que 
se estava fazendo era gestar a nós brasileiros tal qual 
fomos e somos em essência. Uma classe dominante de 
caráter consular-gerencial, socialmente irresponsável, 
frente a um povo-massa tratado como escravaria, que 
produz o que não consome e só se exerce culturalmente 
como uma marginália, fora da civilização letrada em 
que está imerso.
(RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 
São Paulo: Cia das Letras, 1995. p.178-179.)
Levando em consideração a hipótese do autor, em 
relação à formação da sociedade brasileira, às dinâmicas 
sociais e às formas de dominação, é correto afirmar: 
a) O fortalecimento das elites empresarial, burocrática 
e eclesiástica se deu num processo de correlação 
de forças que visaram, num processo histórico de 
longa duração, a constituir um domínio econômico, a 
partir do qual as classes inferiores, por não disporem 
de poder e capital, foram alijadas do processo de 
dominação. 
b) A igreja teve papel central na organização da vida 
colonial e imprimiu um sentido sagrado à dominação 
por longo tempo. Sua importância em relação à 
burocracia civil e às elites econômicas no Brasil foi 
de tal maneira preponderante, quea Inquisição se fez 
presente como forma de manutenção da ordem e do 
domínio dos portugueses sobre nativos indígenas e 
escravos africanos. 
c) As mudanças sociais que ocorreram no Brasil desde 
sua colonização produziram um tipo de dominação 
secular, que associou as elites empresarial, burocrática 
e eclesiástica a um processo civilizacional intimamente 
associado a um estado de barbárie, em que as camadas 
subalternas sempre cumpriram um papel marginal no 
seu processo emancipação e esclarecimento. 
d) O objetivo principal da cúpula patricial, toda ela 
oriunda da metrópole, era formar uma sociedade que 
fosse capaz de contribuir com a expansão dos limites 
territoriais da Coroa Portuguesa. Em contrapartida, 
essas populações nativas teriam o direito ao 
reconhecimento da cidadania lusitana. 
23
e) O autor frisa que, apesar da dominação severa, 
ainda assim havia algum senso de solidariedade por 
parte das elites empresarial, burocrática e eclesiástica, 
sendo esses três grupos sociais responsáveis pela 
colonização do Brasil e possibilitando que camadas 
sociais inferiores, o povo, as massas, participassem da 
construção do país, de sua cultura e de sua unidade 
como “povo brasileiro”. 
21. (ENEM 2019) Essa atmosfera de loucura e 
irrealidade, criada pela aparente ausência de 
propósitos, é a verdadeira cortina de ferro que esconde 
dos olhos do mundo todas as formas de campos 
de concentração. Vistos de fora, os campos e o que 
neles acontece só podem ser descritos com imagens 
extraterrenas, como se a vida fosse neles separada das 
finalidades deste mundo.
Mais que o arame farpado, é a irrealidade dos detentos 
que ele confina que provoca uma crueldade tão incrível 
que termina levando à aceitação do extermínio como 
solução perfeitamente normal.
ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 
1989 (adaptado).
A partir da análise da autora, no encontro das 
temporalidades históricas, evidencia-se uma crítica à 
naturalização do(a) 
a) ideário nacional, que legitima as desigualdades 
sociais. 
b) alienação ideológica, que justifica as ações 
individuais. 
c) cosmologia religiosa, que sustenta as tradições 
hierárquicas. 
d) segregação humana, que fundamenta os projetos 
biopolíticos. 
e) enquadramento cultural, que favorece os 
comportamentos punitivos. 
22. (ENEM PPL 2019) A linguagem é uma grande força 
de socialização, provavelmente a maior que existe. Com 
isso não queremos dizer apenas o fato mais ou menos 
óbvio de que a interação social dotada de significado 
é praticamente impossível sem a linguagem, mas que 
o mero fato de haver uma fala comum serve como um 
símbolo peculiarmente poderoso da solidariedade 
social entre aqueles que falam aquela língua.
SAPIR, E. A linguagem. São Paulo: Perspectiva, 1980.
O texto destaca o entendimento segundo o qual 
a linguagem, como elemento do processo de 
socialização, constitui-se a partir de uma 
a) necessidade de ligação com o transcendente. 
b) relação de interdependência com a cultura. 
c) estruturação da racionalidade científica. 
d) imposição de caráter econômico. 
e) herança de natureza biológica. 
23. (ENEM PPL 2019) O feminismo teve uma relação 
direta com o descentramento conceitual do sujeito 
cartesiano e sociológico. Ele questionou a clássica 
distinção entre o “dentro” e o “fora”, o “privado” e 
o “público”. O slogan do feminismo era: “o pessoal 
é político”. Ele abriu, portanto, para a contestação 
política, arenas inteiramente novas: a família, a 
sexualidade, a divisão doméstica do trabalho etc.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: 
DP&A, 2011 (adaptado).
O movimento descrito no texto contribui para o 
processo de transformação das relações humanas, na 
medida em que sua atuação 
a) subverte os direitos de determinadas parcelas da 
sociedade. 
b) abala a relação da classe dominante com o Estado. 
c) constrói a segregação dos segmentos populares. 
d) limita os mecanismos de inclusão das minorias. 
e) redefine a dinâmica das instituições sociais. 
 
24. (UFMS 2019) Leia atentamente o texto a seguir.
“Vamos refletir: no Brasil, africanos, indígenas e seus 
descendentes passaram três séculos e meio tendo 
sua força de trabalho escravizada e, apesar de serem 
os geradores de riquezas (financeiras e culturais), 
representavam uma ameaça à estabilidade política 
e econômica dos grupos abastados. Isso sem falar 
na desqualificação de suas compreensões de mundo 
(culturas, religiões e expressões artísticas). Esses 
mesmos indígenas, africanos e seus descendentes 
foram tratados, pelas pseudociências do século XIX, 
como a origem do mal e do fraco desenvolvimento do 
Brasil. Em contrapartida, o eurocentrismo e o ideal 
de embranquecimento da população fizeram com 
que o governo desenvolvesse políticas de imigração 
que incentivaram a vinda de grupos europeus. Num 
primeiro momento, italianos, alemães, portugueses, 
poloneses etc. receberam tratamento completamente 
diferente daquele recebido pelas pessoas que vieram 
24
por força da escravidão. E também pelos que já estavam 
aqui e foram dizimados em nome da ‘civilização’”.
(RODRIGUES, Rosiane. “Nós” do Brasil: estudos das relações étnico-
raciais. São Paulo: Moderna, 2012. p. 96-97).
Ao associar o texto desse enunciado com a data de 20 
de novembro, dia nacionalmente rememorado como o 
Dia da Consciência Negra, é correto afirmar que: 
a) essa data nos permite compreender como foi pacífica 
e gradual a integração dos grupos de trabalhadores 
africanos que chegaram ao Brasil a partir de 1500 e 
que ajudaram a formar a sociedade brasileira. 
b) a data de 20 de novembro marca a luta e a resistência 
dos povos africanos escravizados que foram trazidos 
para o Brasil para servir como força de trabalho e que, 
indiscutivelmente, fazem parte de nossa história, 
mas que durante muitos anos ficaram, oficialmente, 
à margem do processo de construção da identidade 
brasileira. 
c) comemora-se a data de chegada dos primeiros 
comboios mercantis lusos à América, trazendo 
trabalhadores africanos escravizados, para sua 
inserção no sistema de exploração colonial português. 
d) o dia 20 de novembro ficou marcado como marco 
pela integração das culturas africana e portuguesa, 
originando a cultura brasileira. Esses elementos, 
inicialmente diferentes, foram essenciais para as 
trocas culturais e a fundação da sociedade brasileira. 
e) influenciada pela política do Apartheid sul-
africano, a sociedade brasileira passou os séculos 
iniciais após seu surgimento excluindo e segregando 
as minorias étnicas. Após tentativas frustradas, o 
governo republicano passou a desenvolver projetos 
de integração dos afrodescendentes ao mercado de 
trabalho, sendo a data de 20 de novembro um marco 
comemorativo desse projeto de integração. 
25. (ENEM PPL 2018) 
 
O critério que rege a hierarquia urbana é a 
a) existência de distritos industriais de grande porte. 
b) importância histórica dos centros urbanos 
tradicionais. 
c) centralidade exercida por algumas cidades em 
relação às demais. 
d) proximidade em relação ao litoral das principais 
cidades brasileiras. 
e) presença de sedes de multinacionais potencializando 
a conexão global. 
26. (UERJ SIMULADO 2018) As favelas do Rio de 
Janeiro se encontram associadas a duas localizações 
típicas: encostas de morros e margens de rios e canais. 
A razão para a localização em encostas é econômica: 
trata-se de locais que, via de regra, foram desprezados 
pelos privilegiados urbanos como área de residência. 
Quanto às margens de rios e canais, trata-se de áreas 
onde é proibida qualquer construção e que por isso 
igualmente se apresentaram como alternativas para a 
ocupação por parte da população pobre.
Adaptado de SOUZA, M. L. O desafio metropolitano. Rio de Janeiro: 
Bertrand Brasil, 2005.
Alguns impactos ambientais vêm sendo observados nas 
áreas onde ocorrem as ocupações mencionadas no texto.
Sãoimpactos ambientais resultantes da ocupação 
de encostas e de margens de rios e canais, 
respectivamente: 
a) queimada e arenização 
b) deslizamento e inundação 
c) intemperismo e eutrofização 
d) desmatamento e desassoreamento 
e) queimada e salinização 
27. (ENEM/2018)
TEXTO I
Há mais de duas décadas, os cientistas e ambientalistas 
têm alertado para o fato de a água doce ser um recurso 
escasso em nosso planeta. Desde o começo de 2014, o 
Sudeste do Brasil adquiriu uma clara percepção dessa 
realidade em função da seca.
TEXTO II
Dinâmicas atmosféricas no Brasil
Elementos relevantes ao transporte de umidade na 
América do Sul a leste dos Andes pelos Jatos de Baixos 
Níveis (JBN), Frentes Frias (FF) e transporte de umidade 
do Atlântico Sul, assim como a presença da Zona de 
Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), para um verão 
25
normal e para o verão seco de 2014. “A” representa o 
centro da anomalia de alta pressão atmosférica.
 
De acordo com as informações apresentadas, a seca de 
2014, no Sudeste, teve como causa natural o(a)
a) constituição de frentes quentes barrando as chuvas 
convectivas.
b) formação de anticiclone impedindo a entrada de 
umidade.
c) presença de nebulosidade na região de cordilheira.
d) avanço de massas polares para o continente.
e) baixa pressão atmosférica no litoral.
28. (ENEM 2018) A existência em Jerusalém de 
um hospital voltado para o alojamento e o cuidado 
dos peregrinos, assim como daqueles entre eles 
que estavam cansados ou doentes, fortaleceu o elo 
entre a obra de assistência e de caridade e a Terra 
Santa. Ao fazer, em 1113, do Hospital de Jerusalém 
um estabelecimento central da ordem, Pascoal II 
estimulava a filiação dos hospitalários do Ocidente 
a ele, sobretudo daqueles que estavam ligados à 
peregrinação na Terra Santa ou em outro lugar. A 
militarização do Hospital de Jerusalém não diminuiu 
a vocação caritativa primitiva, mas a fortaleceu. 
DEMURGER, A. Os Cavaleiros de Cristo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 
2002 (adaptado). 
O acontecimento descrito vincula-se ao fenômeno 
ocidental do (a) 
a) surgimento do monasticismo guerreiro, ocasionado 
pelas cruzadas. 
b) descentralização do poder eclesiástico, produzida 
pelo feudalismo. 
c) alastramento da peste bubônica, provocado pela 
expansão comercial. 
d) afirmação da fraternidade mendicante, estimulada 
pela reforma espiritual. 
e) criação das faculdades de medicina, promovida pelo 
renascimento urbano. 
 
29. (FATEC 2019) 
A figura mostra uma tapeçaria funerária produzida 
no Egito, durante o chamado Período Helenístico, 
retratando um homem vestido como grego, posicionado 
entre dois deuses egípcios, Osíris e Anúbis.
Assinale a alternativa que explica, corretamente, a 
fusão das culturas grega e egípcia representada na 
tapeçaria. 
a) As sucessivas incursões militares empreendidas 
pela rainha Cleópatra VI nos territórios gregos 
proporcionaram o contato dos egípcios com a arte 
e a filosofia helenística, cuja concepção estética 
influenciou a produção dos artesãos do Baixo Egito. 
b) Educado por Aristóteles, o faraó Menés, responsável 
pela unificação dos reinos do Baixo e do Alto Egito, 
tornou-se grande admirador da arte e da filosofia 
gregas, e foi o responsável pela difusão da cultura 
helenística em seu império. 
c) A política expansionista de Alexandre, o Grande, 
promoveu o contato dos gregos com outros povos 
da Europa, da Ásia e da África, e originou a cultura 
helenística, caracterizada pela miscigenação de 
diversos elementos culturais. 
d) Os egípcios tomaram contato com a cultura 
helenística por meio do comércio com os povos 
visigodo, ostrogodo, viking e alano que, partindo 
do norte da Europa, navegavam até o Nilo levando 
produtos de diferentes procedências. 
e) Resultado da união política da Grécia e do Egito, 
por meio do casamento de Alexandre, o Grande, com 
Cleópatra VI, a cultura helenística foi imposta, muitas 
vezes à força, a todos os súditos do novo império. 
26
30. (ENEM (LIBRAS) 2017) O sistema de irrigação 
egípcio era muito diferente do complexo sistema 
mesopotâmico, porque as condições naturais eram 
muito diversas nos dois casos. A cheia do Nilo também 
fertiliza as terras com aluviões, mas é muito mais regular 
e favorável em seu processo e em suas datas do que a do 
Tigre e Eufrates, além de ser menos destruidora.
CARDOSO, C. F. Sociedades do antigo Oriente Próximo. São Paulo: 
Ática, 1986.
A comparação entre as disposições do recurso natural 
em questão revela sua importância para a 
a) desagregação das redes comerciais. 
b) supressão da mão de obra escrava. 
c) expansão da atividade agrícola. 
d) multiplicação de religiões monoteístas. 
e) fragmentação do poder político. 
31. (ENEM PPL 2018) Existe uma concorrência 
global, forçando redefinições constantes de produtos, 
processos, mercados e insumos econômicos, inclusive 
capital e informação.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Nos últimos anos do século XX, o sistema industrial 
experimentou muitas modificações na forma de 
produzir, que implicaram transformações em 
diferentes campos da vida social e econômica. A 
redefinição produtiva e seu respectivo impacto 
territorial ocorrem no uso da 
a) técnica fordista, com treinamento em altas 
tecnologias e difusão do capital pelo território. 
b) linha de montagem, com capacitação da mão de 
obra em países centrais e aumento das discrepâncias 
regionais. 
c) robotização, com melhorias nas condições de 
trabalho e remuneração em empresas no Sudeste 
asiático. 
d) produção just in time, com territorialização das 
indústrias em países periféricos e manutenção das 
bases de gestão nos países centrais. 
e) fabricação em grandes lotes, com transferências 
financeiras de países centrais para países periféricos 
e diminuição das diferenças territoriais. 
 
32. (ENEM/2017) O desgaste acelerado sempre 
existirá se o agricultor não tiver o devido cuidado de 
combater as causas, relacionadas a vários processos, 
tais como: empobrecimento químico e lixiviação 
provocados pelo esgotamento causado pelas colheitas 
e pela lavagem vertical de nutrientes da água que se 
infiltra no solo, bem como pela retirada de elementos 
nutritivos com as colheitas. Os nutrientes retirados, 
quando não repostos, são comumente substituídos 
por elementos tóxicos, como, por exemplo, o alumínio.
LEPSCH, I. Formação e conservação dos solos. São Paulo: Oficinas de 
Texto, 2002 (adaptado).
A dinâmica ambiental exemplificada no texto gera a 
seguinte consequência para o solo agricultável
a) Elevação da acidez.
b) Ampliação da salinidade.
c) Formação de voçorocas.
d) Remoção da camada superior.
e) Intensificação do escoamento superficial
33. (ENEM/2012) Suponha que você seja um consultor 
e foi contratado para assessorar a implantação de 
uma matriz energética em um pequeno país com as 
seguintes características: região plana, chuvosa e 
com ventos constantes, dispondo de poucos recursos 
hídricos e sem reservatórios de combustíveis fósseis.
De acordo com as características desse país, a matriz 
energética de menor impacto e risco ambientais é a 
baseada na energia
a) dos biocombustíveis, pois tem menos impacto 
ambiental e maior disponibilidade.
b) solar, pelo seu baixo custo e pelas características do 
país favoráveis à sua implantação.
c) nuclear, por ter menos risco ambiental a ser 
adequada a locais com menor extensão territorial.
d) hidráulica, devido ao relevo, à extensão territorial 
do país e aos recursos naturais disponíveis.
e) eólica, pelas características do país e por não gerar 
gases do efeito estufa nem resíduos de operação.
34. (ENEM/2015) A Unesco condenou a destruição da 
antiga capital assíria de Nimrod, no Iraque, pelo Estado 
Islâmico, com a agência da ONU considerando o ato 
como um crime de guerra. O grupo iniciou um processo 
de demolição em vários sítios arqueológicos em uma 
área reconhecida como um dos berços dacivilização.
Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 30 mar. 2015 
(adaptado).
O tipo de atentado descrito no texto tem como 
consequência para as populações de países como o 
Iraque a desestruturação do(a):
27
a) homogeneidade cultural
b) patrimônio histórico
c) controle ocidental
d) unidade étnica.
e) religião oficial
35. (ENEM PPL 2019) O Instituto Histórico e Geográfico 
Brasileiro (IHGB) reuniu historiadores, romancistas, 
poetas, administradores públicos e políticos em torno 
da investigação a respeito do caráter brasileiro. Em 
certo sentido, a estrutura dessa instituição, pelo menos 
como projeto, reproduzia o modelo centralizador 
imperial. Assim, enquanto na Corte localizava-se a 
sede, nas províncias deveria haver os respectivos 
institutos regionais. Estes, por sua vez, enviariam 
documentos e relatos regionais para a capital.
DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São 
Paulo: Planeta do Brasil, 2010 (adaptado).
De acordo com o texto, durante o reinado de D. Pedro 
II, o referido instituto objetivava 
a) construir uma narrativa de nação. 
b) debater as desigualdades sociais. 
c) combater as injustiças coloniais. 
d) defender a retórica do abolicionismo. 
e) evidenciar uma diversidade étnica. 
 
36. (UPE-SSA 1 2016) A destruição, que alguns 
grupos radicais islâmicos vêm fazendo nas últimas 
décadas, parece fazer parte de uma estratégia de 
anulação da memória coletiva, como se, ao fazerem 
isso, estivessem a consolidar essa ideia peregrina de 
que são os escolhidos que foram para uma missão 
verdadeiramente civilizadora, pretendendo apagar o 
passado, primeiro instrumento que nos faculta aceder 
à capacidade crítica. E esse é o medo dessa gente: que 
aqueles que são dominados olhem para as estátuas 
agora quebradas dessas salas de memória e questionem 
a legitimidade de quem os pretende dominar.
PINTO, Paulo Mendes. O Direito à Memória, ou quando do alto destas 
pirâmides, 40 séculos de História nos contemplam! Lisboa: O Público, 
2015. (Adaptado)
Dessa forma, é CORRETO afirmar que a destruição de 
ruínas antigas 
a) é uma obrigação religiosa islâmica, e os grupos 
radicais apenas cumprem com seus deveres de fé. 
b) não representa nenhuma ameaça à nossa 
compreensão de História. São apenas pedras. 
c) é uma obrigação civilizatória na qual os grupos 
radicais se empenham. 
d) mostra como a Antiguidade permanece presente na 
construção de nossa memória coletiva. 
e) é um objeto de preocupação apenas para os cidadãos 
dos países onde os atentados estão ocorrendo. 
37. (UEMA 2014) É preciso advertir desde já que esse 
sistema quadripartite [dividido em quatro partes] de 
organização da história universal é um fato francês. 
Em outros países, o passado está organizado de modo 
diferente, em função de pontos de referência distintos. 
CHESNEAUX, Jean. Devemos fazer tábula rasa do passado? Sobre a 
história e os historiadores. Trad. de Marcos A. da Silva. São Paulo: 
Ática, 1995, p. 93. 
O texto faz referência a um “sistema quadripartite”, ainda 
muito presente nos materiais didáticos de História do 
Ensino Básico no Brasil. Esse “sistema” divide a história 
em Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea. Sobre 
essa divisão, o autor observa que a 
a) conceituação de história universal é sempre 
francesa. 
b) divisão da história em períodos prejudica o seu 
estudo. 
c) periodização da história em alguns países é 
equivocada. 
d) sistematização da história não depende das 
referências do passado. 
e) organização da história como campo de estudo é 
uma construção cultural. 
38. (UFPR 2020) Eis como ainda no início do século 
XVII se descrevia a figura ideal do soldado. O soldado 
é antes de tudo alguém que se reconhece de longe; 
que leva os sinais naturais de seu vigor e coragem, as 
marcas também de seu orgulho: seu corpo é o brasão 
de sua força e de sua valentia. [...] Na segunda metade 
do século XVIII, o soldado tornou-se algo que se 
fabrica; de uma massa informe, de um corpo inapto, 
fez-se a máquina de que se precisa; corrigiram-se aos 
poucos as posturas; lentamente uma coação calculada 
percorre cada parte do corpo, se assenhoreia dele, 
dobra o conjunto, torna-o perpetuamente disponível e 
se prolonga, em silêncio, no automatismo dos hábitos.
(FOUCAULT, Michel. Os corpos dóceis. In: FOUCAULT, Michel. Vigiar e 
Punir. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 162.)
Levando em conta essa passagem e a obra em que está 
inserida, é correto afirmar que, para Michel Foucault, 
instituições como escolas, quartéis, hospitais e prisões 
são exemplos de espaços em que, a partir do século 
28
XVIII, os indivíduos: 
a) são educados de modo a se tornarem autônomos. 
b) aprendem a conviver uns com os outros. 
c) encontram as condições de segurança e bem-estar. 
d) se tornam mais vigorosos e valentes. 
e) se fazem objeto do poder disciplinar. 
 
39. (UFPR 2019) Quando soube daquele oráculo, pus-me 
a refletir assim: “Que quererá dizer o Deus? Que sentido 
oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de 
ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele então 
significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente 
não está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por 
longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido; 
por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma 
investigação, que passo a expor. 
(PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os 
Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p. 14.) 
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para 
ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, 
a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é 
caracterizada: 
a) pela transição de um tipo de conhecimento racional 
para um conhecimento centrado na fabulação. 
b) pela dedicação dos filósofos em resolver as 
incertezas por meio da razão. 
c) pela aceitação passiva do que era afirmado pela 
divindade. 
d) por um acento cada vez maior do valor conferido ao 
discurso de cunho religioso. 
e) pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo 
Sócrates, inclusive, condenado por isso. 
40. (UFJF-PISM 1 2020) Nos últimos anos o conceito 
islamofobia ganhou força no cenário mundial. O termo 
pode ser designado pela:
“estigmatização de todos os muçulmanos, e que se define 
como uma atitude generalizada e um discurso do medo 
através do qual as pessoas julgam, sem conhecimento de 
causa, o Islão como sendo o inimigo, o “outro”, um bloco 
monolítico perigoso e imutável que é o objeto natural da 
justa hostilidade dos ocidentais.”
ZÚQUETE, José Pedro. A Europa, a extrema-direita e o Islão. Locus, v. 
18, p. 209-240, 2012, p. 212.
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) Uma das causas da islamofobia está no fato do 
islamismo não possuir qualquer tipo de relações com 
o judaísmo ou com o cristianismo. 
b) Como o preconceito normalmente é consequência 
de generalizações, a islamofobia tem causado 
intolerância e hostilidades. 
c) As causas da islamofobia podem ser explicadas pelo 
histórico diálogo e ausência de guerras entre cristãos 
e mulçumanos. 
d) No decorrer dos séculos não é possível identificar um 
crescimento do islamismo, causando choques religiosos 
através da islamofobia com o Estado Islâmico. 
e) O islamismo surgiu na Arábia, portanto, pode-
se afirmar que todos os árabes são muçulmanos, 
justificando a islamofobia. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o texto e observe o mapa para responder à(s) 
questão(ões) a seguir.
Nem existia Brasil no começo dessa história. Existiam 
o Peru e o México, no contexto pré-colombiano, mas 
Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. 
No que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, 
depois no Sul, mas toda essa gente tinha pouca relação 
entre si até meados do século XVIII. E há aí a questão 
da navegação marítima, torna-se importante aprender 
bem história marítima, que é ligada à geografia. [...] 
Essa compreensão me deu muita liberdade para ver 
as relações queRio, Pernambuco e Bahia tinham com 
Luanda. Depois a Bahia tem muito mais relação com 
o antigo Daomé, hoje Benin, na Costa da Mina. Isso 
formava um todo, muito mais do que o Brasil ou a 
América portuguesa. [...]
Nunca os missionários entraram na briga para saber 
se o africano havia sido ilegalmente escravizado 
ou não, mas a escravidão indígena foi embargada 
pelos missionários desde o começo, e isso também 
é um pouco interesse dos negreiros, ou seja, que a 
escravidão africana predomine. [...] A escravização 
tem dois processos: o primeiro é a despersonalização, 
e o segundo é a dessocialização.
29
(Luiz Felipe de Alencastro. Entrevista a Mariluce Moura. “O 
observador do Brasil no Atlântico Sul”. In: Revista Pesquisa Fapesp, 
no 188, outubro de 2011.)
41. (UNESP 2020) A “despersonalização” e a 
“dessocialização” dos escravizados podem ser 
associadas, respectivamente, 
a) ao fato de que os escravos eram identificados por 
números marcados a ferro e à interdição do contato 
entre os cativos e seus senhores. 
b) à noção do escravo como mercadoria e ao fato de 
que os africanos eram extraídos de sua comunidade 
de origem. 
c) à noção do escravo como tolerante ao trabalho 
compulsório e ao fato de que ele era proibido de fazer 
amizades ou constituir família. 
d) ao fato de que os escravos eram etnologicamente 
indistintos e à proibição de realização de festas e 
cultos. 
e) à noção do escravo como desconhecedor do território 
colonial e ao fato de que ele não era reconhecido como 
brasileiro. 
 
42. (CEFET MG 2015) Analise a imagem que se segue, 
publicada na Revista Careta, em 12 de março de 1960.
 
Essa imagem revela a 
a) abertura da economia brasileira para o capital 
estrangeiro. 
b) atmosfera de euforia resultante do surto 
desenvolvimentista. 
c) proximidade do presidente às camadas populares 
do interior do país. 
d) política econômica do governo baseada no tripé 
indústria, transporte e energia. 
e) manutenção das contradições sociais do país, apesar 
do desenvolvimento industrial. 
43. (ENEM/2013) Vida social sem internet?
 
A charge revela uma crítica aos meios de comunicação, 
em especial à internet, porque
a) questiona a integração das pessoas nas redes 
virtuais de relacionamento.
b) considera as relações sociais como menos 
importantes que as virtuais.
c) enaltece a pretensão do homem de estar em todos os 
lugares ao mesmo tempo.
d) descreve com precisão as sociedades humanas no 
mundo globalizado.
e) concebe a rede de computadores como o espaço 
mais eficaz para a construção de relações sociais.
30
44. (ENEM/2018) Figura 1
 
Figura 2
Esse ônibus relaciona-se ao ato praticado, em 1955, 
por Rosa Parks, apresentada em fotografia ao lado de 
Martin Luther King. O veículo alcançou o estatuto de 
obra museológica por simbolizar o(a)
a) impacto do medo da corrida armamentista.
b) democratização do acesso à escola pública.
c) preconceito de gênero no transporte coletivo.
d) deflagração do movimento por igualdade civil.
e) eclosão da rebeldia no comportamento juvenil.
45. (ENEM/2016)
TEXTO I
Embora eles, artistas modernos, se deem como novos 
precursores duma arte a ir, nada é mais velho que 
a arte anormal. De há muitos já que a estudam os 
psiquiatras em seus tratados, documentando-se nos 
inúmeros desenhos que ornam as paredes internas 
dos manicômios. Essas considerações são provocadas 
pela exposição da Sra. Malfatti. Sejam sinceros: 
futurismo, cubismo,impressionismo e tutti quanti não 
passam de outros tantos ramos da arte caricatural.
LOBATO. M. Paranoia ou mistificação: a propósito da exposição de 
Anita Malfatli. O Estado de São Paulo. 20 dez. 1917 (adaptado).
TEXTO II
Anita Malfatti, possuidora de uma alta consciência do 
que faz, a vibrante artista não temeu levantar com os 
seus cinquenta trabalhos as mais irritadas opiniões 
e as mais contrariantes hostilidades. As suas telas 
chocam o preconceito fotográfico que geralmente se 
leva no espírito para as nossas exposições de pintura. 
Na arte, a realidade na ilusão é o que todos procuram. 
E os naturalistas mais perfeitos são os que melhor 
conseguem iludir.
ANDRADE, O. A exposição Anita Malfatti. Jornal do Cormmercio. 11 
jan. 1918 (adaptado).
TEXTO III
A análise dos documentos apresentados demonstra 
que o cenário artístico brasileiro no primeiro quartel 
do século XX era caracterizado pelo(a)
a) domínio do academicismo, que dificultava a 
recepção da vertente realista na obra de Anita Malfatti.
b) dissonância entre as vertentes artísticas, que 
divergiam sobre a validade do modelo estético 
europeu.
c) exaltação da beleza e da rigidez da forma, que 
justificavam a adaptação da estética europeia à 
realidade brasileira.
d) impacto de novas linguagens estéticas, que 
alteravam o conceito de arte e abasteciam a busca por 
uma produção artística nacional.
e) influência dos movimentos artísticos europeus de 
vanguarda, que levava os modernistas a copiarem 
suas técnicas e temáticas.

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