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Tradução
Allan Vidigal Hastings
Revisão Técnica
Jean Jacques Salim
Doutor em administração e professor-adjunto do Departamento de Contabilidade,
Finanças e Controle da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DIREITOS REPROGRÁFICOS
Gitman-12_P0.indd iii 10/11/2009 20:44:54
São Paulo
Brasil Argentina Colômbia Costa Rica Chile Espanha
Guatemala México Peru Porto Rico Venezuela
© 2010 by Pearson Education do Brasil
Título original: Principles of managerial finance, twelfth edition
© 2009 by Lawrence J. Gitman.
Tradução autorizada a partir da edição original em inglês,
publicada pela Pearson Education, Inc. sob o selo Prentice Hall.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida
ou transmitida de nenhum modo ou por algum outro meio, eletrônico ou mecânico,
incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento
e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Pearson Education do Brasil.
Diretor editorial: Roger Trimer
Gerente editorial: Sabrina Cairo
Supervisor de produção editorial: Marcelo Françozo
Editora: Thelma Babaoka
Preparação: Sonia Midori Yamamoto
Revisão: Marina Nogueira e Solange Visconte
Capa: Casa de Idéias, sobre o projeto original de George Hammerstein/Solus Photography/Veer
Diagramação: Figurativa Editorial
2009
Direitos exclusivos para a língua portuguesa cedidos à
Pearson Education do Brasil,
uma empresa do grupo Pearson Education
Av. Ermano Marchetti, 1435
CEP: 05038-001, São Paulo — SP
Fone: (11) 2178-8686 — Fax: (11) 2178-8688
e-mail: vendas@pearsoned.com
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Gitman, Lawrence J.
 Princípios de administração financeira / Lawrence J. Gitman;
tradução Allan Vidigal Hastings;
revisão técnica Jean Jacques Salim. — 12. ed.
— São Paulo : Pearson Prentice Hall, 2010.
Título original: Principles of managerial finance.
ISBN 978-85-7605-332-3
1. Administração financeira 2. Administração industrial 3. Corporações 
– Finanças 4. Empresas – Finanças I. Salim, Jean Jacques. II. Título.
09-10121 CDD-658.15
Índices para catálogo sistemático:
1. Administração financeira : Empresas 658.15
2. Finanças : Empresas : Administração 658.15
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3a reimpressão – julho 2012
Direitos exclusivos para a língua portuguesa cedidos à
Pearson Education do Brasil Ltda.,
uma empresa do grupo Pearson Education
Rua Nelson Francisco, 26
CEP 02712-100 – São Paulo – SP – Brasil
Fone: 11 2178-8686 – Fax: 11 2178-8688
e-mail: vendas@pearson.com
4a reimpressão – junho 2013
 Direitos exclusivos para a língua portuguesa cedidos à
Pearson Education do Brasil Ltda.,
uma empresa do grupo Pearson Education
Rua Nelson Francisco, 26
CEP 02712-100 – São Paulo – SP – Brasil
Fone: (11) 2178-8686 – Fax: (11) 2178-8688
vendas@pearson.com
Dedicado à memória
de minha mãe, Edith Gitman,
que incutiu em mim a importância
da educação e do trabalho árduo.
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Sumário
Prefácio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xiii
Parte Um
Introdução à administração financeira. . . . . 1
Capítulo 1
O papel e o ambiente da administração
financeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2
1.1 Finanças e empresas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
O que são finanças?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
Principais áreas e oportunidades de carreira em 
finanças. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
Formas jurídicas de organização de empresas. . . . . 4
Por que estudar administração financeira?. . . . . . . 6
1.2 A função de administração financeira . . . . . . . . 8
Estrutura da função financeira. . . . . . . . . . . . . . . 8
Relação com a economia . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Relação com a contabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Principais atividades do administrador financeiro . .11
1.3 Objetivo da empresa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Maximização do lucro? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12
Maximização da riqueza do acionista . . . . . . . . . .13
Governança corporativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14
O papel da ética empresarial . . . . . . . . . . . . . . . .15
A questão de agency . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .16
1.4 Instituições e mercados financeiros . . . . . . . . 18
Instituições financeiras . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18
Mercados financeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19
Relação entre instituições e mercados . . . . . . . . .19
Mercado monetário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20
Mercado de capitais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20
1.5 Tributação de empresas . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Resultados ordinários. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24
Ganhos de capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .26
Brasil em contexto
A lei Sarbanes -Oxley: o impacto para as 
empresas brasileiras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Capítulo 2
Demonstrações financeiras e sua análise . . . . . .38
2.1 O relatório da administração. . . . . . . . . . . . . . 39
Carta aos acionistas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .40
As quatro principais demonstrações financeiras . . .40
Notas explicativas às demonstrações financeiras. . .46
Consolidação das demonstrações financeiras 
internacionais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .47
2.2 Aplicações de índices financeiros . . . . . . . . . . 48
Partes interessadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .48
Tipos de comparações entre índices . . . . . . . . . . .48
Precauções ao usar a análise de índices . . . . . . . .50
Categorias de índices financeiros . . . . . . . . . . . . .51
2.3 Índices de liquidez . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Índice de liquidez corrente . . . . . . . . . . . . . . . . .51
Índice de liquidez seca. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .52
2.4 Índices de atividade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Giro do estoque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .53
Prazo médio de recebimento . . . . . . . . . . . . . . . .53
Prazo médio de pagamento . . . . . . . . . . . . . . . . .54
Giro do ativo total. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .54
2.5 Índices de endividamento. . . . . . . . . . . . . . . . 55
Índice de endividamento geral. . . . . . . . . . . . . . .56
Índice de cobertura de juros . . . . . . . . . . . . . . . .57
Índice de cobertura de obrigações fixas . . . . . . . .57
2.6 Índices de rentabilidade. . . . . . . . . . . . . . . . . 58
Demonstração do resultado de tamanho comum . . .58
Margem de lucro bruto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .58
Margem de lucro operacional . . . . . . . . . . . . . . . .58
Margem de lucro líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . .59
Lucro por ação (LPA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .60
Retorno sobre o ativo total (ROA – return on 
total assets) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .60
Retorno sobre o capital próprio (ROE – return on 
common equity) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .60
2.7 Índices de valor de mercado . . . . . . . . . . . . . . 61
Índice preço/lucro (P/L). . . . . . . . . . . . . . . . . . .61
Índice de valor de mercado/valor patrimonial
(VM/VP). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .61
2.8 Uma análise de índices completa . . . . . . . . . . 62
Resumo de todos os índices . . . . . . . . . . . . . . . .62
Sistema DuPont de análise . . . . . . . . . . . . . . . . .66
Brasil em contexto
Impactos da transição da contabilidade 
brasileirapara o padrão IFRS . . . . . . . . . . . . . 91
Capítulo 3
Fluxo de caixa e planejamento financeiro . . . . .94
3.1 Análise do fluxo de caixa da empresa . . . . . . . 95
Depreciação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .95
Elaboração da demonstração dos fluxos de caixa . .98
Fluxo de caixa operacional . . . . . . . . . . . . . . . .102
Fluxo de caixa livre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .103
3.2 Processo de planejamento financeiro. . . . . . . 105
Planos financeiros de longo prazo (estratégicos) .106
Planos financeiros de curto prazo (operacionais) .107
3.3 Planejamento de caixa: orçamentos de caixa . 108
A projeção de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .108
Elaboração do orçamento de caixa . . . . . . . . . . .108
Avaliação do orçamento de caixa . . . . . . . . . . . .113
Lidando com a incerteza no orçamento de caixa . .113
Fluxo de caixa dentro do mês . . . . . . . . . . . . . .114
 Sumário vii 
Gitman-12_P0.indd viiGitman-12_P0.indd vii 10/11/2009 20:44:5510/11/2009 20:44:55
3.4 Planejamento de lucro: demonstrações
pró-forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
Demonstrações financeiras do ano precedente . . .115
Previsão de vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .115
3.5 Elaboração da demonstração do resultado
pró -forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
Tipos de custos e despesas . . . . . . . . . . . . . . . .117
3.6 Elaboração do balanço patrimonial pró-forma. 119
3.7 Avaliação das demonstrações financeiras 
pró-forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
Brasil em contexto
Aspectos de tributação das pessoas jurídicas 
no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
Caso integrativo 1
Track Software, Inc. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141
Parte Dois
Conceitos financeiros fundamentais . . . . .145
Capítulo 4
Valor do dinheiro no tempo . . . . . . . . . . . . . .146
4.1 O papel do valor do dinheiro no tempo em 
finanças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147
Valor futuro versus valor presente . . . . . . . . . . .147
Ferramentas de cálculo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .148
Padrões básicos de fluxo de caixa. . . . . . . . . . . .149
4.2 Quantias únicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
Valor futuro de uma quantia única . . . . . . . . . . .151
Valor presente de uma quantia única . . . . . . . . .154
Comparação entre valor presente e valor futuro . .156
4.3 Anuidades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157
Tipos de anuidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .157
Determinação do valor futuro de uma anuidade 
ordinária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .157
Determinação do valor presente de uma anuidade 
ordinária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .159
Determinação do valor futuro de uma anuidade 
vencida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .161
Determinação do valor presente de uma anuidade 
vencida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .162
Determinação do valor presente de uma
perpetuidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .163
4.4 Séries mistas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164
Valor futuro de uma série mista . . . . . . . . . . . . .164
Valor presente de uma série mista . . . . . . . . . . .166
4.5 Composição de juros com frequência maior 
que a anual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
Composição semestral . . . . . . . . . . . . . . . . . . .168
Composição trimestral . . . . . . . . . . . . . . . . . . .168
Equação geral para composição com frequência 
maior do que a anual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .169
Uso de ferramentas de computação para composição 
com frequência maior do que a anual . . . . . . . . .170
Composição contínua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .171
Taxas de juros anuais nominais e efetivas . . . . . .172
4.6 Aplicações especiais do valor do dinheiro 
no tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 174
Determinação dos depósitos necessários para 
acumular uma quantia futura. . . . . . . . . . . . . . .174
Amortização de empréstimos. . . . . . . . . . . . . . .175
Determinação de taxas de juros ou de 
crescimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .178
Determinação de um número desconhecido de 
períodos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .179
Brasil em contexto
Mercado de renda fixa no Brasil . . . . . . . . . . 200
Capítulo 5
Risco e retorno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .202
5.1 Fundamentos de risco e retorno . . . . . . . . . . 203
Definição de risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .203
Definição de retorno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .204
Preferências em relação ao risco . . . . . . . . . . . .207
5.2 Risco de um ativo individual. . . . . . . . . . . . . 208
Avaliação de risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .208
Mensuração de risco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .210
5.3 Risco de uma carteira. . . . . . . . . . . . . . . . . . 214
Retorno de uma carteira e desvio -padrão. . . . . . .215
Correlação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .215
Diversificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .215
Correlação, diversificação, risco e retorno . . . . . .217
Diversificação internacional . . . . . . . . . . . . . . .219
5.4 Risco e retorno: o modelo de formação de
preços de ativos (CAPM — Capital Asset
Pricing Model) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
Tipos de risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .221
O modelo: CAPM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .222
Capítulo 6
Taxas de juros e avaliação de obrigações . . . . .246
6.1 Taxas de juros e retornos requeridos . . . . . . . 247
Fundamentos das taxas de juros. . . . . . . . . . . . .247
Estrutura temporal das taxas de juros . . . . . . . . .249
Prêmio pelo risco: características do emitente
e da emissão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .253
6.2 Obrigações privadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 255
Aspectos legais das obrigações privadas . . . . . . .255
Custo das obrigações para a empresa emitente. . .256
Características gerais de uma emissão de 
obrigações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .257
Rendimento das obrigações. . . . . . . . . . . . . . . .257
Preços das obrigações . . . . . . . . . . . . . . . . . . .257
Ratings de obrigações . . . . . . . . . . . . . . . . . . .258
Principais tipos de obrigações . . . . . . . . . . . . . .258
Emissões internacionais de obrigações . . . . . . . .260
6.3 Fundamentos de avaliação . . . . . . . . . . . . . . 262
Principais dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .262
Modelo básico de avaliação. . . . . . . . . . . . . . . .263
 viii Princípios de administração financeira
Gitman-12_P0.indd viiiGitman-12_P0.indd viii 10/11/2009 20:44:5610/11/2009 20:44:56
6.4 Avaliação de obrigações . . . . . . . . . . . . . . . . 264
Fundamentos de obrigações . . . . . . . . . . . . . . .264
Avaliação básica de obrigações . . . . . . . . . . . . .264
Comportamento do valor da obrigação . . . . . . . .266
Rendimento até o vencimento (YTM — yield to 
maturity) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .269
Juros semestrais e valores da obrigação . . . . . . .270
Capítulo 7
Avaliação de ações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .285
7.1 Diferenças entre capital de terceiros e capital 
próprio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 286
Influência nas decisões da administração . . . . . .286
Direito sobre resultados e ativos . . . . . . . . . . . .286
Prazo de vencimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .287
Tratamento fiscal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .287
7.2 Ações ordinárias e ações preferenciais. . . . . . 287
Ações ordinárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .288
Ações preferenciais .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .290
Emissão de ações ordinárias . . . . . . . . . . . . . . .291
Interpretação das cotações de ações . . . . . . . . .295
7.3 Avaliação de ações ordinárias . . . . . . . . . . . . 297
Eficiência de mercado . . . . . . . . . . . . . . . . . . .297
Equação básica de avaliação das ações 
ordinárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .300
Modelo de avaliação pelo fluxo de caixa livre. . . .304
Outras abordagens à avaliação de ações 
ordinárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .306
7.4 Tomada de decisões e valor da ação ordinária. 309
Mudanças no retorno esperado . . . . . . . . . . . . .309
Mudanças no risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .309
Efeito combinado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .310
Caso integrativo 2
Encore International . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322
Parte Três
Decisões de investimento de longo prazo .324
Capítulo 8
Fluxos de caixa para orçamento de capital . . . .325
8.1 Tomada de decisões no processo de orçamento 
de capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 326
Motivos para realizar investimentos de capital . . .326
Etapas do processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .327
Terminologia básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .328
8.2 Fluxos de caixa relevantes . . . . . . . . . . . . . . 329
Principais componentes do fluxo de caixa . . . . . .330
Decisões de expansão e de substituição . . . . . . .331
Custos irrecuperáveis e custos de oportunidade . .331
Processo de orçamento de capital internacional e 
investimentos de longo prazo . . . . . . . . . . . . . .332
8.3 Determinação do investimento inicial . . . . . . 334
Custo total de um ativo novo . . . . . . . . . . . . . .334
Recebimentos pela venda do ativo antigo, 
após o imposto de renda . . . . . . . . . . . . . . . . .334
Variação do capital de giro líquido . . . . . . . . . . .337
Cálculo do investimento inicial . . . . . . . . . . . . .338
8.4 Determinação das entradas de caixa 
operacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339
Interpretação do termo depois do imposto de 
renda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .339
Interpretação do termo entradas de caixa . . . . . .339
Interpretação do termo incremental . . . . . . . . . .342
8.5 Determinação do fluxo de caixa terminal . . . . 343
Recebimentos oriundos da venda de ativos . . . . .343
Imposto de renda na venda de ativos . . . . . . . . .343
Variação do capital de giro líquido . . . . . . . . . . .344
8.6 Síntese dos fluxos de caixa relevantes . . . . . . 345
Brasil em contexto
O BNDES como financiador de longo prazo . . . 360
Capítulo 9
Técnicas de orçamento de capital . . . . . . . . . .363
9.1 Visão geral das técnicas de orçamento de 
capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 364
Fluxos de caixa relevantes da Bennett Company . .364
9.2 Período de payback . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366
Critérios de decisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .366
Prós e contras dos períodos de payback. . . . . . . .366
9.3 Valor presente líquido (VPL). . . . . . . . . . . . . 369
Critérios de decisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .370
9.4 Taxa interna de retorno (TIR) . . . . . . . . . . . . 371
Critérios de decisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .371
Cálculo da TIR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .372
9.5 Comparação das técnicas de VPL e TIR . . . . . . 374
Perfis de valor presente líquido . . . . . . . . . . . . .374
Classificações conflitantes . . . . . . . . . . . . . . . .374
Qual é a melhor abordagem? . . . . . . . . . . . . . . .377
Capítulo 10
Risco e refinamentos no processo de 
orçamento de capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . .392
10.1 Introdução ao risco em orçamento de capital . 393
10.2 Abordagens comportamentais para lidar 
com o risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 394
Risco e entradas de caixa . . . . . . . . . . . . . . . . .394
Análise de cenários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .396
Simulação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .397
10.3 Considerações quanto ao risco internacional . 398
10.4 Taxas de desconto ajustadas ao risco . . . . . . . 399
Determinação das taxas de desconto ajustadas 
ao risco (TDARs) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .400
Aplicação de TDARs . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .402
Efeitos de carteira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .404
TDARs na prática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .405
 Sumário ix 
Gitman-12_P0.indd ixGitman-12_P0.indd ix 10/11/2009 20:44:5610/11/2009 20:44:56
10.5 Refinamentos do orçamento de capital . . . . . 406
Comparação de projetos com durações 
diferentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .407
Reconhecimento da existência de opções reais. . .410
Racionamento de capital . . . . . . . . . . . . . . . . .412
Caso integrativo 3
Lasting Impressions Company . . . . . . . . . . . . 428
Parte Quatro
Decisões financeiras de longo prazo . . . . .430
Capítulo 11
Custo de capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .431
11.1 Visão geral do custo de capital . . . . . . . . . . . 432
Algumas premissas fundamentais . . . . . . . . . . . .432
Conceito básico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .433
Fontes específicas de capital. . . . . . . . . . . . . . .434
11.2 Custo do capital de terceiros de longo prazo . 435
Recebimentos líquidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . .435
Custo do capital de terceiros antes do imposto 
de renda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .436
Custo do capital de terceiros após o imposto 
de renda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .438
11.3 Custo das ações preferenciais . . . . . . . . . . . . 439
Dividendos de ações preferenciais . . . . . . . . . . .439
Cálculo do custo das ações preferenciais . . . . . . .439
11.4 Custo das ações ordinárias . . . . . . . . . . . . . . 440
Determinação do custo do capital próprio sob 
a forma de ações ordinárias . . . . . . . . . . . . . . .440
Custo dos lucros retidos . . . . . . . . . . . . . . . . . .442
Custo de novas emissões de ações ordinárias . . . .442
11.5 Custo médio ponderado de capital. . . . . . . . . 444
Cálculo do custo médio ponderado de 
capital (CMPC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .444
Bases de ponderação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .445
11.6 Custo marginal e decisões de investimento . . 446
Custo marginal ponderado de capital (CMgPC, ou 
WMCC na sigla em inglês) . . . . . . . . . . . . . . . . .446
Escala de oportunidades de investimento (EOI) . .448
Uso do CMgPC e da EOI para tomada de decisões 
de financiamento/investimento . . . . . . . . . . . . .450
Brasil em contexto
Custo de capital no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . 465
Capítulo 12
Alavancagem e estrutura de capital. . . . . . . . .467
12.1 Alavancagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 468
Análise do ponto de equilíbrio. . . . . . . . . . . . . .469
Alavancagem operacional . . . . . . . . . . . . . . . . .472
Alavancagem financeira . . . . . . . . . . . . . . . . . .476
Alavancagem total. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .478
12.2 Estrutura de capital da empresa . . . . . . . . . . 482
Tipos de capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .482
Avaliação externa da estrutura de capital . . . . . .482
Estrutura de capital de empresas não 
norte -americanas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .484
Teoria da estrutura de capital . . . . . . . . . . . . . .484
Estrutura de capital ótima . . . . . . . . . . . . . . . .491
12.3 Enfoque LAJIR -LPA para análise da estrutura 
de capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 493
Representação gráfica de um plano
de financiamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .494
Comparação de estruturas de capital 
alternativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..494
Inclusão do risco na análise LAJIR -LPA. . . . . . . .495
Limitação básica da análise LAJIR -LPA . . . . . . . .496
12.4 Escolha da estrutura de capital ótima . . . . . . 496
Vinculação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .496
Estimativa do valor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .497
Maximização do valor e maximização do LPA . . . .497
Outras considerações importantes . . . . . . . . . . .499
Capítulo 13
Política de dividendos . . . . . . . . . . . . . . . . . .513
13.1 Fundamentos dos dividendos . . . . . . . . . . . . 514
Procedimentos de pagamento de dividendos em 
dinheiro (cash dividend) . . . . . . . . . . . . . . . . . .514
Tratamento fiscal dos dividendos . . . . . . . . . . . .516
Planos de reinvestimento de dividendos . . . . . . .516
13.2 Relevância da política de dividendos . . . . . . . 517
Teoria residual dos dividendos . . . . . . . . . . . . . .518
Argumentos favoráveis à irrelevância dos 
dividendos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .519
Argumentos favoráveis à relevância dos 
dividendos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .520
13.3 Fatores que afetam a política de dividendos . 521
Restrições legais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .521
Restrições contratuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . .522
Restrições internas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .522
Perspectivas de crescimento . . . . . . . . . . . . . . .522
Considerações relacionadas aos proprietários . . . .522
Considerações de mercado. . . . . . . . . . . . . . . . .523
13.4 Tipos de política de dividendos. . . . . . . . . . . 523
Política de dividendos com taxa de distribuição 
constante. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .523
Política de dividendos regulares. . . . . . . . . . . . .524
Política de dividendos regulares baixos mais 
dividendos extraordinários . . . . . . . . . . . . . . . .525
13.5 Outras modalidades de dividendo . . . . . . . . . 525
Dividendos em ações (stock dividends) . . . . . . . .525
Desdobramentos de ações (stock splits). . . . . . . .527
Recompras de ações (stock repurchases) . . . . . . .528
Caso integrativo 4
O’Grady Apparel Company . . . . . . . . . . . . . . . 541
 x Princípios de administração financeira
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Parte Cinco
Decisões financeiras de curto prazo . . . . .544
Capítulo 14
Capital de giro e administração do ativo 
circulante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .545
14.1 Fundamentos do capital de giro líquido . . . . . 546
Administração financeira de curto prazo . . . . . . .546
Capital de giro líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . .547
Compensação entre rentabilidade e risco. . . . . . .547
14.2 Ciclo de conversão de caixa. . . . . . . . . . . . . . 548
Cálculo do ciclo de conversão de caixa . . . . . . . .549
Necessidades de financiamento resultantes 
do ciclo de conversão de caixa . . . . . . . . . . . . .550
Estratégias de gestão do ciclo de conversão 
de caixa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .552
14.3 Administração de estoques . . . . . . . . . . . . . . 552
Diferentes pontos de vista quanto aos níveis 
de estoque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .552
Técnicas comuns de administração de estoques . .553
Administração de estoque em âmbito 
internacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .557
14.4 Administração de contas a receber . . . . . . . . 557
Seleção e padrões de crédito. . . . . . . . . . . . . . .558
Termos de crédito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .562
Monitoramento do crédito . . . . . . . . . . . . . . . .564
14.5 Administração de recebimentos e 
pagamentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 566
Float . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .566
Aceleração da cobrança . . . . . . . . . . . . . . . . . .566
Retardarmento de pagamentos . . . . . . . . . . . . .567
Concentração de caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . .568
Contas de saldo nulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .568
Aplicações em títulos negociáveis . . . . . . . . . . .569
Capítulo 15
Administração do passivo circulante . . . . . . . .581
15.1 Passivos espontâneos. . . . . . . . . . . . . . . . . . 582
Administração de contas a pagar . . . . . . . . . . . .582
Despesas a pagar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .586
15.2 Fontes de empréstimos de curto prazo sem 
garantias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 586
Empréstimos bancários. . . . . . . . . . . . . . . . . . .587
Notas promissórias comerciais
(commercial papers). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .592
Empréstimos internacionais. . . . . . . . . . . . . . . .593
15.3 Fontes de empréstimos de curto prazo com 
garantia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 594
Características de empréstimos de curto prazo 
com garantia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .595
Uso de contas a receber como garantia . . . . . . . .595
Uso de estoques como garantia . . . . . . . . . . . . .597
Caso integrativo 5
Casa de Diseño . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 610
Parte Seis
Tópicos especiais de administração 
financeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .612
Capítulo 16
Títulos híbridos e derivativos . . . . . . . . . . . . .613
16.1 Visão geral dos títulos híbridos e derivativos . 614
16.2 Arrendamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 615
Tipos básicos de arrendamento . . . . . . . . . . . . .615
Formas de arrendamento. . . . . . . . . . . . . . . . . .616
Decisão de arrendar versus comprar . . . . . . . . . .617
Efeitos do arrendamento sobre financiamentos 
futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .621
Vantagens e desvantagens do arrendamento . . . .622
16.3 Títulos conversíveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 623
Tipos de títulos conversíveis . . . . . . . . . . . . . . .623
Características gerais dos títulos conversíveis . . .623
Financiamento por meio de títulos conversíveis . .624
Determinação do valor de uma obrigação 
conversível. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .625
16.4 Warrants de compra de ações . . . . . . . . . . . . 628
Principais características . . . . . . . . . . . . . . . . .628
Preço implícito de um warrant vinculado. . . . . . .628
Valor dos warrants . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .629
16.5 Opções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 631
Opções de compra (calls) e de venda (puts) . . . . .632
Mercados de opções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .632
Negociação de opções . . . . . . . . . . . . . . . . . . .632
O papel das opções de compra e de venda no 
levantamento de fundos . . . . . . . . . . . . . . . . . .633
Cobertura de risco de câmbio com opções . . . . . .633
Capítulo 17
Fusões, aquisições alavancadas, alienações e 
falência de empresas . . . . . . . . . . . . . . . . . . .645
17.1 Fundamentos de fusões . . . . . . . . . . . . . . . . 646
Terminologia básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .646
Motivos para fusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .648
Tipos de fusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .650
17.2 Aquisições alavancadas e alienações 
de ativos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 650
Aquisições alavancadas (LBOs) . . . . . . . . . . . . .651
Alienações de ativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .651
17.3 Análise e negociação de fusões. . . . . . . . . . . 653
Avaliação da empresa visada . . . . . . . . . . . . . . .653
Transações envolvendo troca de ações . . . . . . . .655
Processo de negociação de fusões . . . . . . . . . . .659
Holdings . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .661
Fusões internacionais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .662
17.4 Fundamentos de quebra de empresas. . . . . . . 664
Tipos de quebra de empresas. . . . . . . . . . . . . . .664
Principais causas de quebras . . . . . . . .. . . . . . .665
Acordos amigáveis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .665
17.5 Reorganização e liquidação. . . . . . . . . . . . . . 666
 Sumário xi 
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Legislação falimentar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .666
Reorganização no contexto falimentar 
(Capítulo 11) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .667
Liquidação no contexto falimentar 
(Capítulo 7) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .669
Brasil em contexto
Fusões e aquisições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 681
Capítulo 18
Administração financeira internacional . . . . . .684
18.1 A empresa multinacional e seu ambiente. . . . 685
Os principais blocos comerciais . . . . . . . . . . . . .686
O GATT e a OMC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .687
Formas jurídicas de organização de empresas. . . .687
Impostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .688
Mercados financeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .690
18.2 Demonstrações financeiras . . . . . . . . . . . . . . 691
Caracterização de subsidiárias e moeda 
funcional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .691
Conversão de contas específicas . . . . . . . . . . . .692
18.3 Risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 693
Riscos de câmbio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .693
Riscos políticos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .697
18.4 Decisões de investimento e de financiamento 
de longo prazo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 699
Investimento estrangeiro direto. . . . . . . . . . . . .699
Fluxos de caixa e decisões de investimento . . . . .699
Estrutura de capital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .700
Capital de terceiros de longo prazo . . . . . . . . . .701
Capital próprio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .703
18.5 Decisões financeiras de curto prazo. . . . . . . . 704
Gestão de caixa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .705
Gestão de crédito e estoques . . . . . . . . . . . . . .708
18.6 Fusões e joint ventures. . . . . . . . . . . . . . . . . 708
Caso integrativo 6
Organic Solutions. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 716
Apêndice A
Tabelas financeiras . . . . . . . . . . . . . . . . .718
Apêndice B
Soluções dos problemas de autoavaliação .727
Apêndice C
Respostas de alguns problemas de final
de capítulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .754
 xii Princípios de administração financeira
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Prefácio
O desejo de escrever Princípios de administração financeira teve origem em minha experiência como professor 
do curso introdutório de administração financeira no início de minha carreira acadêmica. Quando comecei a lecio-
nar em tempo integral, não fazia muito tempo que terminara meu próprio curso de graduação, portanto era capaz 
de reconhecer as dificuldades que alguns de meus alunos estavam enfrentando com o livro-texto que então utilizá-
vamos. Queriam um livro que conversassem com eles. Desejavam uma obra que ligasse os conceitos à realidade. E 
não queriam apenas descrições, mas demonstrações de conceitos, ferramentas e técnicas. Ao reconhecer tudo isso, 
decidi que escreveria um texto introdutório de finanças que lidasse efetivamente com essas preocupações.
Os cursos e os alunos mudaram desde aquele primeiro livro, mas os objetivos do texto são os mesmos. O tom 
informal e o uso generoso de exemplos ainda caracterizam o Princípios de administração financeira. Com base nes-
ses pontos fortes, depois de 11 edições, diversas traduções e mais de meio milhão de usuários nos Estados Unidos, 
ainda escuto atentamente ao retorno que me fornecem professores e alunos — tanto os que adotam o livro quanto 
os que não o fazem — e profissionais do setor.
A décima segunda edição
Assim como a primeira edição, esta ainda usa linguagem simples, liga conceitos à realidade e demonstra con-
ceitos, ferramentas e técnicas. Incorpora um sistema de aprendizagem comprovado que integra pedagogia a concei-
tos e aplicações práticos. Concentra-se no conhecimento necessário para tomar decisões financeiras certeiras em um 
ambiente de negócios cada vez mais complexo. O forte teor pedagógico e o uso de muitos exemplos — inclusive, a 
partir desta edição, Exemplos de finanças pessoais — fazem do texto um recurso facilmente acessível para aprendi-
zado a distância, cursos on-line e programas de autoensino. O livro também foi bem recebido em cursos de MBA e 
em programas de desenvolvimento administrativo e treinamento executivo.
Organização
A estrutura do texto, descrita em detalhe na seção “O sistema de ensino/aprendizagem”, liga conceitualmente as 
atitudes da empresa a seu valor como determinado pelo mercado de títulos. Cada área geral de tomada de decisão 
é apresentada no que se refere tanto a fatores de risco e retorno quanto ao impacto em potencial sobre a riqueza dos 
proprietários. Um elemento de Ênfase no valor, ao fim de cada capítulo, ajuda a reforçar a compreensão dos alunos 
quanto à ligação entre as atitudes do administrador financeiro e o valor da ação da empresa.
Ao organizar cada capítulo, adotei uma perspectiva de tomada de decisões administrativas, relacionando essas 
decisões à meta geral da empresa de maximizar a riqueza. Uma vez desenvolvido um conceito em particular, sua 
aplicação é ilustrada com um exemplo — uma característica marcante deste livro. Esses exemplos demonstram e 
cristalizam na mente do aluno as considerações e as consequências da tomada de decisões financeiras. Como vere-
mos a seguir, esta edição amplia essa característica, agregando exemplos ligados às finanças pessoais.
Considerações internacionais
Vivemos em um mundo no qual as considerações internacionais não podem estar dissociadas do estudo da 
administração de empresas em geral e da administração financeira em particular. Como nas edições anteriores, há 
por todo o livro discussões a respeito das dimensões internacionais dos temas de cada capítulo. Um ícone 
em forma de globo terrestre nas margens das páginas destaca essas discussões, e o material de teor inter-
nacional está integrado nos objetivos de aprendizagem e no material ao fim de cada capítulo. Além disso, 
para quem deseja dedicar mais tempo a esse assunto, o livro termina com um capítulo sobre administração financei-
ra internacional.
Ligações com finanças pessoais
Esta décima segunda edição atendeu às solicitações da crítica de uma maior ligação com as finanças pessoais e 
à convocação dos educadores para que ajudem a melhorar a instrução financeira dos jovens. No começo de cada 
capítulo, o elemento intitulado Por que este capítulo é importante para você ajuda a motivar o interesse dos alunos, 
discutindo como o tema abordado relaciona-se com as preocupações de outras disciplinas importantes em adminis-
tração de empresas e com as finanças pessoais. No corpo de cada capítulo, os Exemplos de finanças pessoais ligam 
explicitamente os conceitos, as ferramentas e as técnicas de cada capítulo a suas aplicações em finanças pessoais. 
Os exercícios para casa do livro incluem mais de 75 problemas de finanças pessoais. O objetivo desse material é 
demonstrar aos alunos a utilidade do conhecimento em administração financeira tanto para a vida profissional quan-
to para a pessoal.
 Prefácio xiii 
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Questões éticas
A necessidade da ética nos negócios continua premente. É preciso que os alunos compreendam as questões 
éticas que enfrentam os administradores financeiros ao tentar maximizar o valor para o acionista e solucionar pro-
blemas empresariais. Assim, todos os capítulos trazem um quadro Na prática dedicado a questões éticas. Metade 
deles é nova para esta edição e os demais foram atualizados.
Exercícios extra -classe
Sem dúvida, a prática é essencial para que os alunos aprendamos conceitos, as ferramentas e as técnicas de 
administração financeira. Para atender a essa necessidade, o livro oferece um menu rico e variado de tarefas extra-
-classe: Problemas para aquecimento breves e numéricos; um conjunto abrangente de Problemas, sendo mais de um 
por conceito ou técnica relevante e, agora, também Problemas de finanças pessoais; um Problema de ética por capí-
tulo; um Caso, um Exercício com planilha, um Exercício em grupo e um Exercício na web para cada capítulo; e, no 
final de cada parte do livro, um Caso integrativo.
Da sala de aula à do conselho, a décima segunda edição do Princípios de administração financeira pode ajudar 
as pessoas a chegar aonde querem. Acredito que esta seja a melhor edição até hoje — mais relevante, precisa e 
eficaz do que nunca. Espero que você concorde e considere este livro o mais eficaz texto de introdução à adminis-
tração financeira para seus alunos.
O comprovado sistema de ensino/aprendizagem
As pessoas que utilizam Princípios de administração financeira elogiam a eficácia do sistema de ensino/aprendi-
zagem do livro, que tem sido apontado como uma de suas marcas registradas. O sistema, orientado por um conjun-
to de objetivos de aprendizagem cuidadosamente desenvolvido, foi mantido e aprimorado nesta nova edição. Seus 
elementos-chave são descritos a seguir.
Os seis objetivos de aprendizagem no início de cada 
capítulo apontam os conceitos e técnicas mais importan-
tes a serem assimilados. Os ícones que representam esses 
objetivos reaparecem próximos às seções a eles relacio-
nados. Reaparecem, também, no resumo, nos problemas 
de autoavaliação, nos exercícios para aquecimento e nos 
problemas, no final de cada capítulo.
Cada capítulo começa com uma seção intitulada Por 
que este capítulo é importante para você, que ajuda a 
motivar os alunos.
A primeira parte, Em sua vida profissional, discute o 
modo como os temas financeiros abordados no capítulo 
relacionam-se com outras disciplinas importantes de 
negócios. Seu objetivo é incentivar os alunos de conta-
bilidade, sistemas de informação, administração, marke-
ting e operações a apreciar as diversas interações inter-
disciplinares que ocorrem no dia a dia dos negócios.
A segunda parte, Em sua vida pessoal, identifica 
pontos do capítulo que se aplicam diretamente às finan-
ças pessoais.
 xiv Princípios de administração financeira
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No começo de cada capítulo, há um breve estudo de 
caso que descreve uma experiência, um acontecimento 
ou uma decisão real de uma empresa relacionada com o 
aspecto da administração financeira abordado no capí-
tulo. Esses estudos elevam o nível de interesse, ao demons-
trar que os assuntos abordados são relevantes no mundo 
dos negócios.
No final de cada texto há uma questão de raciocínio 
crítico, que incentiva o leitor a considerar atentamente 
cada história e a maneira como ela se aplica ao tema do 
capítulo.
Para ajudar durante o estudo e a revisão, os principais 
termos estão em negrito e suas definições podem ser 
encontradas na lateral esquerda, ao lado do texto. Esses 
termos também estão em negrito no índice do livro.
As dicas de margem acrescentam ideias, comentários 
e informações úteis para enriquecer o texto e desenvolver 
o apren dizado.
Os Exemplos constituem um importante componen-
te do sistema de aprendizagem do livro. Claramente 
destacados do texto, fornecem demonstrações imediatas 
e concretas de como aplicar os conceitos, as ferramentas 
e as técnicas financeiras.
Alguns exemplos em determinados capítulos demons-
tram o valor do dinheiro no tempo. Eles tratam do uso de 
linhas do tempo, calculadoras financeiras, planilhas 
(acompanhadas das fórmulas de cada célula) e tabelas de 
financeiras.
Os Exemplos de finanças pessoais demonstram como 
os alunos podem aplicar conceitos, ferramentas e técnicas 
de administração financeira às decisões financeiras 
 pessoais.
As principais equações possuem um destaque ( )
em todo o texto para ajudar a identificar as relações 
matemáticas mais importantes.
As questões para revisão, que aparecem no final de 
todas as seções do capítulo, desafiam os estudantes a 
aparar e testar seu entendimento dos principais conceitos, 
ferramentas, técnicas e práticas antes de seguir adiante.
 Prefácio xv 
Gitman-12_P0.indd xvGitman-12_P0.indd xv 10/11/2009 20:44:5910/11/2009 20:44:59
A seção Na prática oferece insights relacionados aos 
tópicos mais importantes em finanças, por meio das 
experiências reais de grandes e pequenas empresas. Há 
três categorias da seção Na prática: Foco na ética, Foco 
na prática e Foco global.
Os três tipos de quadro Na prática encerram com uma 
pergunta de raciocínio crítico para ajudar o leitor a ampliar 
as lições aprendidas com o teor do quadro.
O Resumo ao final de cada capítulo tem início com 
a seção Ênfase no valor, que explica como o conteúdo 
do capítulo se relaciona ao objetivo da empresa de maxi-
mizar a riqueza do proprietário. Essa seção ajuda a refor-
çar a compreensão do elo entre os atos do administrador 
financeiro e o valor da ação.
A Revisão dos objetivos de aprendizagem reavalia 
todos os objetivos de aprendizagem e resume os princi-
pais pontos apresentados para sua plena compreensão.
Os Problemas de autoavaliação, atrelados aos obje-
tivos de aprendizagem, permitem ao leitor reforçar sua 
compreensão dos assuntos por meio da solução de um 
problema ilustrativo. Para tanto, o Apêndice B, no fim do 
livro, contém as soluções desses exercícios.
Os Exercícios para aquecimento, breves e numéricos, 
permitem que os alunos pratiquem a aplicação das ferra-
mentas e técnicas apresentadas no capítulo.
Os Problemas, abrangentes e ligados aos objetivos 
de aprendizagem, são mais longos e complexos. Nessa 
seção, os professores encontrarão diversos problemas que 
abordam os principais conceitos, ferramentas e técnicas 
presentes no capítulo.
Em cada capítulo há Problemas de finanças pessoais 
especificamente ligados a situações e exemplos financei-
ros pessoais. Eles ajudarão os alunos a compreender como 
aplicar as ferramentas e técnicas de administração finan-
ceira às próprias finanças.
 xvi Princípios de administração financeira
Gitman-12_P0.indd xviGitman-12_P0.indd xvi 10/11/2009 20:45:0010/11/2009 20:45:00
Uma breve descrição identifica o conceito ou a téc-
nica essencial do problema. Problemas indicados como 
Integrativos reúnem temas correlatos. Respostas indica-
tivas a alguns dos problemas podem ser encontradas no 
Apêndice C.
O último item de cada seção de Problemas é o 
Problema de ética, que permite que os alunos voltem a 
considerar princípios éticos e aplicá-los a situações de 
administração financeira.
Os Casos dos capítulos exigem aplicação dos con-
ceitos e técnicas a uma situação mais complexa e realis-
ta do que as encontradas em problemas comuns. Esses 
casos ajudam a reforçar a aplicação prática das ferramen-
tas e técnicas financeiras.
Cada capítulo contém um Exercício com planilha, 
que confere aos alunos uma oportunidade de usar o 
 software Excel® para criar uma ou mais planilhas que 
ajudem a analisar um problema financeiro. A planilha 
que deve ser criada e frequentemente baseada em outra 
constante do capítulo, ou de um modelo que pode ser 
visto no site de apoio do livro.
Cada capítulo oferece um Exercício em grupo que 
leva os alunos a trabalhar em equipe no contexto de uma 
empresa em atividade. Cada grupo criará uma empresa 
e deverá acompanhá-la ao longo dos diversos temas 
financeiros e atividades empresariais apresentados no 
livro.
Está disponível no site de apoio do livro, para cada 
capítulo, um Exercício na web que liga o tema do capí-
tulo a um determinado site correlato e pede que os alunos 
usem informações ali encontradas para responder per-
guntas. Esses exercícios atraem o interesse dos alunos e, 
ao mesmo tempo, mostram-lhes fontes de informação 
financeira. Esses exercícios sãoapresentados na língua 
inglesa.
Um Caso integrativo, ao fim de cada parte do livro, 
desafia os alunos a usar o que aprenderam nos capítulos 
precedentes.
Em capítulos específicos, que tratam de assuntos 
importantes ligados à administração financeira, há a seção 
Brasil em contexto, que tratam desses temas sob o ponto 
de vista brasileiro, auxiliando na aprendizagem do 
aluno.
 Prefácio xvii 
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Material adicional
No site de apoio do livro (www.prenhall.com/gitman_br), professores e estudantes podem acessar 
materiais adicionais em qualquer dia, durante 24 horas.
O Sistema PMF de ensino/aprendizagem inclui diversos suplementos úteis para os professores 
e alunos. Ao longo do livro, as chamadas ao conteúdo do site podem ser identificadas por meio de 
um ícone .
Para professores
As principais ferramentas didáticas disponíveis são o Manual do professor (em inglês) e as Apresentações em 
PowerPoint.
Manual do professor Revisto por Thomas Krueger, da University of Wisconsin at La Crosse. Esse abrangente 
recurso reúne as ferramentas didáticas, permitindo aos professores o uso fácil e eficaz do livro em sala de aula. Cada 
capítulo fornece um panorama dos principais temas e respostas e soluções detalhadas para todas as questões para 
revisão, problemas para aquecimento e problemas, além de respostas sugeridas para as perguntas de raciocínio crí-
tico encontradas nas aberturas de capítulo e nos quadros, para os problemas de ética, os exercícios em grupo e os 
exercícios na web. Ao fim do manual, podem ser encontrados testes práticos e suas soluções.
Apresentação em PowerPoint Criadas por Daniel J. Borgia, Florida Gulf Coast University. Esta apresentação 
combina anotações para a sala de aula com as imagens do livro.
Esse material é de uso exclusivo para professores e está protegido por senha. Para ter acesso a eles, os professores que adotam o livro 
devem entrar em contato com seu representante Pearson ou enviar e-mail para universitarios@pearsoned.com.
Para estudantes
• Casos na web, que pedem que os alunos usem a internet para encontrar informações e solucionar problemas 
financeiros (em inglês).
• Exercícios na web.
• Testes de autoavaliação.
• Estudos de caso financeiros, atualizados por Michael Seiler da Hawaii Pacific University.
Além dos recursos ligados a cada capítulo, o aluno encontrará:
• Um capítulo on-line intitulado “Mercados financeiros e instituições financeiras”, do texto Introdução às finan-
ças de Lawrence J. Gitman e Jeff Madura.
• Um glossário.
• Exemplos com planilhas extraídos do livro.
• Um Guia de uso de calculadoras financeiras (em inglês).
• Nosso Centro de carreiras on-line (em inglês).
Lawrence J. Gitman
La Jolla, Califórnia
 xviii Princípios de administração financeira
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(www.pearson.com.br/gitman)
universitarios@person.com.
Prefácio à edição brasileira
Há mais de dez anos, precisamente em 1997, supervisionei a tradução e a revisão técnica da 7ª edição deste 
livro. Também fiz a apresentação da edição brasileira. Foi um trabalho árduo, por certo, mas cuja gratificação per-
durou, pois não hesitei em aceitar o convite para refazer o caminho com a 12ª edição, que agora tenho o prazer de 
apresentar.
Penso que seria interessante refletir sobre como as coisas mudaram desde então. Princípios de administração 
financeira decerto evoluiu muito e em quase todos os aspectos, do conteúdo aos recursos didáticos, da abordagem 
conceitual aos casos práticos, da abrangência de alguns temas à especificidade de outros. E preservou seus pontos 
fortes, como a notável clareza da exposição, o equilíbrio entre as partes e a facilidade com que torna compreensíveis 
conceitos complexos e correlaciona-os com o cotidiano do leitor. A marca de doze edições fala por si mesma!
Nesse espaço de tempo apareceram muitos livros-textos de finanças de autores norte-americanos, de brasileiros 
e até de outras nacionalidades. Os interessados no tema ficaram bem servidos de opções, pois cada obra tem algo a 
nos ensinar. O campo da administração financeira é grande e diversificado o bastante para abrigar uma ampla ofer-
ta de publicações.
Em especial, creio que vale a pena questionar o quanto mudou o ambiente econômico ao longo dessa década; 
indagar como as nações, os mercados, as organizações e os profissionais financeiros se diferenciaram no transcorrer 
desse período. Estou certo de que nenhum desses elementos permaneceu o mesmo e que, em alguns casos, as 
mudanças foram até mesmo paradigmáticas.
Na apresentação da 7ª edição, ressaltei algumas características econômicas e legais da época, as quais condi-
cionavam a atuação das empresas brasileiras de forma a exigir cuidados na transposição de certos conceitos finan-
ceiros desenvolvidos e praticados no primeiro mundo. Isso também mudou e hoje temos outros fatores a 
 considerar.
Por exemplo, naquele tempo nosso mercado de valores mobiliários era mais modesto; nossas empresas eram 
quase exclusivamente locais; nossa legislação contábil e fiscal continha forte viés em relação aos aspectos inflacio-
nários e os nossos gestores concentravam seus esforços no curto prazo dos negócios.
Presentemente, o administrador financeiro no Brasil encontra condições para atuar de forma muito mais pareci-
da com a dos seus pares em países desenvolvidos.
Quer isso dizer que os professores brasileiros podem usar a literatura estrangeira — norte-americana, basicamen-
te — em suas aulas sem qualquer adaptação? De forma alguma! Nem aqui, nem em outra parte que não seja os 
Estados Unidos. Há sempre que se levar em conta as peculiaridades de cada ambiente, não só em finanças como nas 
demais áreas. É aqui que entra a especial competência do professor em balancear os conteúdos, mostrando os pon-
tos de convergência e de contraste entre os conhecimentos válidos em cada contexto.
Ao aluno, por sua vez, compete assimilar os pressupostos que norteiam os modelos financeiros aplicáveis em 
economias avançadas, identificar as diferenças em relação ao seu país e aprender avaliar as consequências. Em tempo 
de globalização, a riqueza do aprendizado está no alargamento dos horizontes e na percepção das multi-
plicidades.
Aos leitores de primeira hora, assim como aos de primeira viagem, do livro Princípios de administração financei-
ra, meus sinceros votos de uma excelente jornada.
Jean Jacques Salim
 Prefácio à edição brasileira xix 
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Agradecimentos
A meus colegas, amigos e familiares
Nenhum livro-texto consegue atender sistematicamente às necessidades do mercado sem feedback contínuo de 
colegas, alunos, profissionais e membros da equipe editorial.
A Prentice Hall e a antiga editora, a HarperCollins, contaram com a colaboração de muitos excelentes avaliado-
res e todos exerceram forte influência sobre diversos aspectos do livro. As pessoas a seguir forneceram ideias e 
comentários de grande utilidade na elaboração desta décima segunda edição:
Omar Benkato, Ball State University
Boyd D. Collier, Tarleton State University
Michael Giuliano, University of Maryland–Asia Division
John E. Harper, Texas A&M at Commerce
Raj K. Kohli, Indiana University–South Bend
Inayat Mangla, Western Michigan University
Bala Maniam, Sam Houston State University
Brian Maris, Northern Arizona University
Lee McClain, Western Washington University
Mukunthan Santhanakrishnan, Idaho State University
Tom Schmidt, Simpson College
Sandeep Singh, SUNY Brockport
Gordon M. Stringer, University of Colorado–Colorado Springs
Faye (Hefei) Wang, University of Illinois–Chicago
Agradecimentos especiais às seguintes pessoas, que analisaram os originais de edições anteriores:
Saul W. Adelman
M. Fall Ainina
Gary A. Anderson
Ronald F. Anderson
James M. Andre
Gene L. Andrusco
Antonio Apap
David A. Arbeit
Allen Arkins
Saul H. Auslander
Peter W. Bacon
Richard E. Ball
ThomasBankston
Alexander Barges
Charles Barngrover
Michael Becker
Omar Benkato
Scott Besley
Douglas S. Bible
Charles W. Blackwell
Russell L. Block
Calvin M. Boardman
Paul Bolster
Robert J. Bondi
Jeffrey A. Born
Jerry D. Boswell
Denis O. Boudreaux
Kenneth J. Boudreaux
Wayne Boyet
Ron Braswell
Christopher Brown
William Brunsen
Samuel B. Bulmash
Francis E. Canda
Omer Carey
Patrick A. Casabona
Robert Chatfield
K. C. Chen
Roger G. Clarke
Terrence M. Clauretie
Mark Cockalingam
Thomas Cook
Maurice P. Corrigan
Mike Cudd
Donnie L. Daniel
Prabir Datta
Joel J. Dauten
Lee E. Davis
Irv DeGraw
Richard F. DeMong
Peter A. DeVito
James P. D’Mello
R. Gordon Dippel
Carleton Donchess
Thomas W. Donohue
Shannon Donovan
Vincent R. Driscoll
Betty A. Driver
Lorna Dotts
David R. Durst
Dwayne O. Eberhardt
Ronald L. Ehresman
Ted Ellis
F. Barney English
Greg Filbeck
Ross A. Flaherty
Rich Fortin
Timothy J. Gallagher
George W. Gallinger
Sharon Garrison
Gerald D. Gay
Deborah Giarusso
R. H. Gilmer
Anthony J. Giovino
Philip W. Glasgo
Jeffrey W. Glazer
Joel Gold
Ron B. Goldfarb
Dennis W. Goodwin
David A. Gordon
J. Charles Granicz
C. Ramon Griffin
Reynolds Griffith
Arthur Guarino
Lewell F. Gunter
Melvin W. Harju
Phil Harrington
George F. Harris
George T. Harris
John D. Harris
 xx Princípios de administração financeira
Gitman-12_P0.indd xxGitman-12_P0.indd xx 10/11/2009 20:45:0210/11/2009 20:45:02
Mary Hartman
R. Stevenson Hawkey
Roger G. Hehman
Harvey Heinowitz
Glenn Henderson
Russell H. Hereth
Kathleen T. Hevert
J. Lawrence Hexter
Douglas A. Hibbert
Roger P. Hill
Linda C. Hittle
James Hoban
Hugh A. Hobson
Keith Howe
Kenneth M. Huggins
Jerry G. Hunt
Mahmood Islam
James F. Jackson
Stanley Jacobs
Dale W. Janowsky
Jeannette R. Jesinger
Nalina Jeypalan
Timothy E. Johnson
Roger Juchau
Ashok K. Kapoor
Daniel J. Kaufman, Jr.
Joseph K. Kiely
Terrance E. Kingston
Thomas M. Krueger
Lawrence Kryzanowski
Harry R. Kuniansky
Richard E. La Near
William R. Lane
James Larsen
Rick LeCompte
B. E. Lee
Scott Lee
Michael A. Lenarcic
A. Joseph Lerro
Thomas J. Liesz
Alan Lines
Christopher K. Ma
James C. Ma
Dilip B. Madan
Judy Maese
James Mallet
Timothy A. Manuel
Brian Maris
Daniel S. Marrone
William H. Marsh
John F. Marshall
Linda J. Martin
Stanley A. Martin
Charles E. Maxwell
Timothy Hoyt McCaughey
Jay Meiselman
Vincent A. Mercurio
Joseph Messina
John B. Mitchell
Daniel F. Mohan
Charles Mohundro
Gene P. Morris
Edward A. Moses
Tarun K. Mukherjee
William T. Murphy
Randy Myers
Lance Nail
Donald A. Nast
Vivian F. Nazar
G. Newbould
Charles Ngassam
Gary Noreiko
Dennis T. Officer
Kathleen J. Oldfather
Kathleen F. Oppenheimer
Richard M. Osborne
Jerome S. Osteryoung
Prasad Padmanabahn
Roger R. Palmer
Don B. Panton
John Park
Ronda S. Paul
Bruce C. Payne
Gerald W. Perritt
Gladys E. Perry
Stanley Piascik
Gregory Pierce
Mary L. Piotrowski
D. Anthony Plath
Jerry B. Poe
Gerald A. Pogue
Suzanne Polley
Ronald S. Pretekin
Fran Quinn
Rich Ravichandran
David Rayone
Walter J. Reinhart
Jack H. Reubens
Benedicte Reyes
William B. Riley, Jr.
Ron Rizzuto
Gayle A. Russell
Patricia A. Ryan
Murray Sabrin
Kanwal S. Sachedeva
R. Daniel Sadlier
Hadi Salavitabar
Gary Sanger
William L. Sartoris
Michael Schinski
Carl J. Schwendiman
Carl Schweser
Jim Scott
John W. Settle
Richard A. Shick
A. M. Sibley
Surendra S. Singhvi
Stacy Sirmans
Barry D. Smith
Gerald Smolen
Ira Smolowitz
Jean Snavely
Joseph V. Stanford
John A. Stocker
Lester B. Strickler
Elizabeth Strock
Donald H. Stuhlman
Sankar Sundarrajan
Philip R. Swensen
S. Tabriztchi
John C. Talbott
Gary Tallman
Harry Tamule
Richard W. Taylor
Rolf K. Tedefalk
Richard Teweles
Kenneth J. Thygerson
Robert D. Tollen
Emery A. Trahan
Pieter A. Vandenberg
Nikhil P. Varaiya
Oscar Varela
Kenneth J. Venuto
James A. Verbrugge
Ronald P. Volpe
John M. Wachowicz, Jr.
William H. Weber III
Herbert Weinraub
Jonathan B. Welch
Grant J. Wells
Larry R. White
Peter Wichert
C. Don Wiggins
Howard A. Williams
Richard E. Williams
Glenn A. Wilt, Jr.
Bernard J. Winger
Tony R. Wingler
I. R. Woods
John C. Woods
Robert J. Wright
Richard H. Yanow
Seung J. Yoon
Charles W. Young
Philip J. Young
Joe W. Zeman
J. Kenton Zumwalt
John T. Zeitlow
Tom Zwirlein
 Agradecimentos xxi 
Gitman-12_P0.indd xxiGitman-12_P0.indd xxi 10/11/2009 20:45:0210/11/2009 20:45:02
Agradecimentos especiais a todos os membros da equipe do livro cuja visão, criatividade e apoio constantes me 
ajudaram a arquitetar todos os elementos do sistema de ensino/aprendizagem: a Michael J. Woodworth da Purdue 
University pelas vinhetas de abertura dos capítulos e pelos quadros Na prática: Foco na prática, Foco na ética e Foco 
global; a Mehdi Salehizadeh da San Diego State University pela ajuda na revisão do capítulo sobre Finanças inter-
nacionais; a Steven Lifland da High Point University pelos novos Problemas de finanças pessoais e pela atualização 
dos exemplos de planilha dos diversos capítulos, dos Exercícios com planilha, dos Problemas para aquecimento, dos 
Exercícios em grupo e dos Exercícios na web; a Daniel J. Borgia da Florida Gulf Coast University pela revisão dos 
Bancos de provas e das Apresentações em powerpoint; a Thomas Kreuger da University of Wisconsin at La Crosse 
pela atualização do Manual do professor e do Guia de estudos; a Michael Seiler da Hawaii Pacific University pela 
atualização dos Estudos de caso financeiros encontrados no site de apoio do livro; e a Nikhil Varaiya da San Diego 
State University pela ajuda na obtenção de dados. Fico satisfeito e orgulhoso por poder contar com seus esforços.
Aplausos para a equipe editorial reunida pela Prentice Hall — inclusive Donna Battista, Mina Kim, Nancy Fenton, 
Bethany Tidd, Dana Weightman, Heather McNally, Jodi Bassett e outros que trabalharam no livro — pela inspiração 
e transpiração que definem o trabalho em equipe. Nancy Freihofer e todo mundo da Thompson Steele, Inc. merecem 
igual ovação. Aplausos para Ann Torbert, cuja perícia e esforço contribuíram para o padrão de excelência que o livro 
atingiu. E agradecimentos especiais também à formidável equipe de vendas em finanças da Prentice Hall, cujos 
esforços constantes fazem com que o trabalho seja divertido!
Finalmente, e acima de tudo, muito obrigado a minha esposa, Robin, e nossos filhos, Zachary e Jessica, pela 
paciência, pelo apoio, pela compreensão e pelo bom humor durante o processo de revisão. Serei sempre grato a 
vocês.
Lawrence J. Gitman
La Jolla, Califórnia
Agradecimentos à edição brasileira
Agradecemos a todos os profissionais que trabalharam na produção desta edição de Princípios de administração 
financeira, em especial ao professor Manuel José Nunes Pinto, coordenador de pós-graduação da Faculdade de 
Economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), por seu trabalho de consultoria; ao professor Jean Jacques 
Salim, doutor em administração e professor-adjunto do Departamento de Contabilidade, Finanças e Controle da 
Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, pela grande ajuda na revisão técnica do livro.
Agradecemos também aos professores que colaboraram na criação de textos da seção Contexto brasileiro:
Carla C. L. Côrte, doutora em ciências econômicas pela Universidade de Campinas,
Edilene Santos, professora da Eaesp-FGV e do Insper
Ricardo Hirata Ikeda, professor da Eaesp-FGV
Lucy Sousa, professora da Faap e da Fipecaf
Denísio Liberato, pesquisador sênior do Banco do Brasil
André Accorsi, mestre e doutor em administração pela FEA-USP
Paulo Dutra Constantin, economista, mestre em economia, doutor em administração pela Universidade 
Presbiteriana Mackenzie.
 xxii Princípios de administração financeira
Gitman-12_P0.indd xxiiGitman-12_P0.indd xxii 10/11/2009 20:45:0310/11/2009 20:45:03
Ao aluno
Como há muitas opções de material de leitura, agradeço por ter escolhido este livro como meio de aprendizagem 
em seu curso de administração financeira: você não se decepcionará. Não fazia muito tempo desde minha formatu-
ra quando escrevi a primeira edição deste livro, de modo que me dediquei a criar algo que atendesseàs necessidades 
dos alunos. Em todas as edições, preocupei-me com os alunos e tive o cuidado de manter o foco sobre eles.
O sistema de aprendizagem do livro já foi usado por muitas pessoas que fizeram o mesmo curso que você e 
provou ser eficaz. Integra diversas ferramentas didáticas aos conceitos, ferramentas, técnicas e aplicações práticas 
de que você precisará para aprender administração financeira. Trabalhei muito para apresentar de forma clara e 
interessante as informações de que necessitará. Este livro está cheio de características criadas para motivar seu estu-
do das finanças e ajudar na assimilação do conteúdo do curso.
Há no Prefácio do livro um panorama e uma apresentação dessas características. Observe que o livro inclui 
Exemplos de finanças pessoais (e problemas correlatos no fim de cada capítulo) que demonstram como aplicar con-
ceitos e ferramentas financeiros à sua vida financeira pessoal.
A respeito de algumas características específicas: em primeiro lugar, preste atenção nos Objetivos de aprendiza-
gem, que ajudarão a concentrar atenção no material que deve ser aprendido, a mostrar os pontos do capítulo onde 
se pode encontrá-los e a determinar se você os dominou ao terminar o capítulo.
Em segundo lugar, resista à tentação de desprezar as questões para revisão que há no fim de cada seção do texto. 
Uma rápida pausa para testar sua compreensão do conteúdo ajudará a cristalizar o conhecimento. Avalie-se com 
franqueza. Se alguns detalhes estiverem confusos, volte (ainda que rapidamente) para rever qualquer ponto que não 
esteja claro.
Em terceiro lugar, procure (ou crie) oportunidades para conversar com seus colegas de classe ou amigos sobre o 
que tem lido e aprendido no curso. Falar sobre os conceitos e técnicas de finanças demonstra o quanto você apren-
deu, revela aspectos que ainda não entendeu muito bem e representa uma valiosa oportunidade de praticar para as 
aulas e (algum dia) para o mundo dos negócios. Ao conversar, não deixe de discutir as questões levantadas nos 
quadros Foco na ética, que tratam das oportunidades de agir corretamente (ou não) enfrentadas pelas pessoas em 
suas vidas profissionais.
Dada a tecnologia atual, em rápida transformação, quem sabe o que virá a seguir? A Prentice Hall e eu tentamos 
manter-nos a par de suas necessidades e interesses e gostaríamos de ouvir suas ideias para melhorar o ensino e a 
aprendizagem de finanças. Fique à vontade para compartilhá-las conosco por email, pelo endereço finance@prenhall.
com.
Desejo-lhe o que há de melhor neste curso e em suas carreiras acadêmica e profissional.
Lawrence J. Gitman
La Jolla, Califórnia
 Ao aluno xxiii 
Gitman-12_P0.indd xxiii 10/11/2009 20:45:03
Dada a tecnologia atual, em rápida transformação, quem sabe o que virá a seguir? A Pearson e eu tentamos manter-
-nos a par de suas necessidades e interesses e gostaríamos de ouvir suas ideias para melhorar o ensino e a aprendizagem 
de finanças. Fique à vontade para compartilhá-las conosco por e-mail, pelo endereço universitarios@pearson.com.
Desejo-lhe o que há de melhor neste curso e em suas carreiras acadêmica e profissional.
Lawrence J, Gitman
La jolla, Califórnia
Gitman-12_P0.indd xxivGitman-12_P0.indd xxiv 10/11/2009 20:45:0310/11/2009 20:45:03
Parte Um
Introdução à administração 
financeira
 Capítulos nesta parte
1 O papel e o ambiente da administração financeira
2 Demonstrações financeiras e sua análise
3 Fluxo de caixa e planejamento financeiro
 CASO INTEGRATIVO 1: Track Software, Inc.
Gitman-12_P1-C01.indd 1Gitman-12_P1-C01.indd 1 28/10/2009 13:17:1528/10/2009 13:17:15
POR QUE ESTE CAPÍTULO É IMPORTANTE PARA VOCÊ
Em sua vida profissional
Contabilidade: Para conhecer as relações entre as funções de contabilidade e finanças 
de sua empresa; como as demonstrações financeiras produzidas serão usadas; o que é 
ética empresarial; o que são custos de agency e por que a empresa precisa arcar com 
eles; como calcular os efeitos fiscais das transações propostas.
Sistemas de informação: Para entender a organização da empresa; por que o pessoal da 
área financeira precisa de dados históricos e projeções; quais são os dados necessários 
para determinar o imposto de renda devido pela empresa.
Administração: Para conhecer as formas jurídicas de organização de empresas; as tarefas 
que serão realizadas pelo pessoal de finanças; o objetivo da empresa; a remuneração 
dos administradores; a ética empresarial; o problema de agency; o papel das instituições 
e dos mercados financeiros.
Marketing: Para saber como as atividades que você desenvolve serão afetadas pela 
função de finanças, tais como as políticas de gestão de caixa e crédito da empresa; o 
comportamento ético; o papel dos mercados financeiros no levantamento de capital.
Operações: Para entender a organização da empresa e, em especial, da função de 
finanças; por que a maximização do lucro não é a principal meta da empresa; o papel 
das instituições e dos mercados financeiros no financiamento da empresa; a questão da 
ética; o problema de agency.
Em sua vida pessoal
Muitos dos princípios de administração financeira são aplicáveis à sua vida pessoal: 
em transações de compra e venda, na obtenção de empréstimos, ao poupar e investir 
para atingir objetivos financeiros. Essas atividades exigem interação com instituições 
e mercados financeiros. Você também precisa considerar o impacto dos impostos em 
seus cálculos financeiros. Aprender os fundamentos da administração financeira pode 
ajudá -lo a gerenciar melhor suas finanças pessoais.
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM
OA
1
 Definir finanças, suas principais áreas 
e oportunidades e as formas jurídicas 
de organização de empresas.
OA
2
 Descrever a função de finanças e sua 
relação com a economia e a 
contabilidade.
OA
3
 Identificar as principais atividades do 
administrador financeiro da empresa.
OA
4
 Explicar o objetivo da empresa, a 
governança corporativa, o papel da 
ética e o problema de agency.
OA
5
 Compreender as instituições e os 
mercados financeiros, e o papel que 
representam na administração 
financeira.
OA
6
 Discutir a tributação de empresas e sua 
importância na tomada de decisões de 
negócios.
1 O papel e o ambiente da 
administração financeira
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 OA
1
 1.1 | FINANÇAS E EMPRESAS
O campo de finanças é amplo e dinâmico, afetando diretamente a vida de todas as pessoas e 
organizações. Há muitas áreas e oportunidades de carreira nesse campo. Os princípios básicos de 
finanças, tais como os que você aprenderá neste livro, são universalmente aplicáveis a empresas 
de todos os tipos. Além disso, muitos deles também podem ser aplicados às suas finanças pessoais.
O que são finanças?
O termo finanças pode ser definido como “a arte e a ciência de administrar o dinheiro”. Praticamente 
todas as pessoas físicas e jurídicas ganham ou levantam, gastam ou investem dinheiro. Finanças diz 
respeito ao processo, às instituições, aos mercados e aos instrumentos envolvidos na transferência de 
dinheiro entre pessoas, empresas e órgãos governamentais. A maioria dos adultos se beneficiará ao 
compreender esse termo, pois isto lhes dará condições de tomar melhores decisões financeiras pessoais. 
Aqueles que atuam fora dessa área também se beneficiarão ao saber interagir de forma eficaz com 
administradores, processos e procedimentos financeiros da empresa.
Principais áreas e oportunidades de carreira em finanças
As principais áreas de finanças podem ser resumidas por meio de uma análise das oportunidades 
de carreira que o setor oferece. Essas oportunidades podem, para simplificar, ser divididas em duas 
grandes áreas: serviços financeiros e administração financeira.
Serviços financeiros
Os serviços financeiros dizem respeito à concepção e oferta de assessoria e produtos financeiros 
a pessoas físicas, empresas e órgãos governamentais. Envolvem diversas oportunidades de carreira 
interessantesem instituições bancárias e afins, assessoria financeira pessoal, investimentos, imóveis e 
seguros. As oportunidades de carreira disponíveis em cada uma dessas áreas encontram -se descritas 
no site de apoio do livro.
Finanças A arte e a ciência de 
administrar o dinheiro.
Serviços financeiros Parte 
das finanças que se ocupa da 
concepção e distribuição de 
serviços de assessoria e 
produtos financeiros a pessoas 
físicas, empresas e órgãos 
governamentais.
Às vezes, tem -se a impressão de que há uma Starbucks em cada esqui-
na — e agora também em supermercados e hospitais. A empresa que 
revolucionou a maneira como os norte -americanos pensam em café tem 
agora mais de 13 mil pontos de atendimento em todo o mundo. A expansão no 
mercado internacional é um elemento central da meta de longo prazo da empresa, 
de atingir 40 mil pontos de venda (sendo 20 mil nos Estados Unidos e 20 mil no 
exterior). No começo de 2007, a Starbucks já atuava em 39 países e planejava 
a inauguração das primeiras lojas na Rússia e na China.
O sucesso da rede está ligado a estratégias empresariais um tanto incomuns. Sua declaração de missão enfatiza em primeiro lugar 
a criação de um ambiente de trabalho melhor para os funcionários (ela foi uma das primeiras empresas a oferecer plano de saúde 
a empregados de tempo parcial). Somente depois vêm as metas de satisfação dos clientes e de promoção da cidadania corporativa 
nas comunidades locais. Os lucros encontram -se entre os últimos princípios norteadores da empresa.
A ligação da Starbucks com seus funcionários e clientes tem se traduzido em vendas e lucros tão fortes quanto seu café. O 
crescimento médio anual composto das vendas no quinquênio 2002-2006 foi superior a 24% e o crescimento do lucro superou os 
25% ao ano. Uma ação da Starbucks comprada no começo de 1997 valorizou 25,7% ao ano nos dez anos seguintes, ultrapassando 
com facilidade o retorno médio anual de 6,7% do índice Standard & Poor’s 500.
Atingir esses objetivos empresariais e, ao mesmo tempo, aumentar o valor para o acionista exige uma administração financeira 
sólida — captar recursos para abrir novas lojas e construir mais unidades de torrefação, decidir quando e onde alocá -las, gerenciar 
cobranças, reduzir os custos de compra e lidar com as flutuações cambiais e outros riscos relacionados à compra de café em grão 
e à sua expansão internacional.
Assim como a Starbucks, toda empresa deve lidar com diversas questões para que sua situação financeira permaneça sólida. 
Este capítulo apresenta a administração financeira e o papel fundamental que ela exerce para ajudar um negócio a atingir seus 
objetivos financeiros e empresariais.
Uma potencial limitação de uma estratégia de crescimento é a saturação do mercado e um menor crescimento das vendas por loja. 
Como a Starbucks poderia combater esses problemas?
Starbucks
Gosto pelo crescimento
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 3 
Gitman-12_P1-C01.indd 3Gitman-12_P1-C01.indd 3 28/10/2009 13:17:3028/10/2009 13:17:30
Administração financeira
A administração financeira diz respeito às atribuições dos administradores financeiros nas empre-
sas. Os administradores financeiros são responsáveis pela gestão dos negócios financeiros de organi-
zações de todos os tipos — financeiras ou não, abertas ou fechadas, grandes ou pequenas, com ou sem 
fins lucrativos. Eles realizam as mais diversas tarefas financeiras, tais como planejamento, concessão 
de crédito a clientes, avaliação de propostas que envolvam grandes desembolsos e captação de fundos 
para financiar as operações da empresa. Nos últimos anos, mudanças nos ambientes econômico, 
competitivo e regulamentador aumentaram a importância e a complexidade das tarefas desse profis-
sional. O administrador financeiro de hoje está mais ativamente envolvido com o desenvolvimento e 
a implementação de estratégias empresariais que têm por objetivo o ’crescimento da empresa’ e a 
melhoria de sua posição competitiva. Por isso, muitos altos executivos vêm da área financeira.
Outra tendência recente tem sido a globalização das atividades empresariais. As empresas norte-
-americanas aumentaram muito suas vendas, compras, investimentos e captação de recursos em outros 
países, enquanto as empresas estrangeiras, da mesma forma, aumentaram suas atividades correspon-
dentes nos Estados Unidos. Essas mudanças ampliaram a necessidade de contar com administradores 
financeiros capazes de gerenciar fluxos de caixa em diferentes moedas e protegê -los dos riscos que 
decorrem naturalmente das transações internacionais. Embora essas mudanças aumentem a comple-
xidade da função de administração financeira, podem levar a uma carreira de maior realização e 
maiores recompensas.
Formas jurídicas de organização de empresas
Dentre as modalidades de organização de empresas, as três mais comuns nos Estados Unidos são 
a firma individual, a partnership (sociedade de pessoas) e a sociedade por ações. As firmas individuais 
constituem as mais numerosas. Mas as sociedades por ações predominam no que concerne a fatura-
mento e lucro líquido. Este livro dará ênfase às sociedades por ações.
Firmas individuais
Uma firma individual é uma empresa que pertence a uma só pessoa, que a opera em busca de 
lucro para si. Cerca de 75% das empresas norte -americanas são firmas individuais, geralmente 
um pequeno empreendimento, como uma oficina de bicicletas, um serviço de personal trainer ou uma 
empresa de encanamentos. A maioria das firmas individuais se encontra nos setores de atacado, vare-
jo, serviços e construção civil.
Normalmente a firma individual é gerida pelo proprietário, com a ajuda de alguns empregados. 
O proprietário se utiliza, em geral, de recursos próprios ou capta empréstimos e é responsável por todas 
as decisões do negócio. Ele está sujeito à responsabilidade ilimitada: todos os seus bens — e não só o 
montante originalmente investido — podem ser requisitados para saldar dívidas com credores. Os 
principais pontos fortes e fracos das firmas individuais estão resumidos na Tabela 1.1. 
Partnerships (sociedade de pessoas)
Sociedade que envolve dois ou mais proprietários atuando em conjunto com o objetivo de obter 
lucro. Esse tipo de sociedade responde por cerca de 10% de todas as empresas dos Estados Unidos e 
costuma ser maior do que as firmas individuais. Elas estão mais presentes nos ramos financeiro, de 
seguros e imobiliário. Empresas de auditoria e corretoras de títulos imobiliários são muitas vezes for-
madas por grande número de sócios.
A maioria das partnerships é estabelecida por meio de um documento formal conhecido como 
contrato social. Em geral, todos os sócios têm responsabilidade ilimitada e cada um é legalmente 
responsável por todas as dívidas da sociedade. Os pontos fortes e fracos das partnerships estão resu-
midos na Tabela 1.1.
Sociedades por ações
Uma sociedade por ações é uma entidade artificial criada por lei. Conhecida também como 
‘entidade legal’, ela tem os poderes de uma pessoa, no sentido de que pode mover ações judiciais e 
ser acionada judicialmente, firmar e ser parte em contratos, e adquirir bens em seu nome. Embora 
apenas cerca de 15% das empresas nos Estados Unidos assumam esta forma, a sociedade por ações é 
dominante no que concerne a faturamento e lucros. Respondem por quase 90% das receitas das 
empresas e por 80% de seus lucros líquidos. Embora as sociedades por ações se dediquem a atividades 
Administração financeira 
Refere -se ao conjunto de 
atribuições do administrador 
financeiro de empresas.
Administrador financeiro 
Aquele que gerencia ativamente 
os assuntos financeiros de 
qualquer tipo de organização, 
financeira ou não financeira, 
privada ou pública, grande ou 
pequena, com ou sem fins 
lucrativos.
Firma individual Empresa 
pertencente a uma única pessoa 
e gerida para seu próprio 
benefício.
Responsabilidade ilimitada 
Condição de uma firma 
individual (ou sociedade geral) 
que permite que todo o 
patrimônio do proprietárioseja 
reclamado para pagar os 
credores.
Partnership (sociedade de 
pessoas) Uma empresa com 
fins lucrativos pertencente a 
duas ou mais pessoas.
Contrato social Contrato 
escrito usado para formalizar a 
relação entre os participantes de 
uma sociedade por cotas.
Dica Muitas sociedades por 
ações, firmas individuais e 
partnerships de pequeno porte 
não têm acesso aos mercados 
financeiros. Além disso, sempre 
que os proprietários tomam um 
empréstimo, costumam ter que 
dar seu aval pessoal.
Sociedade por ações Uma 
entidade artificial criada nos 
termos da lei (ou seja, uma 
‘pessoa jurídica’).
 4 Princípios de administração financeira
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de todos os tipos, as industriais respondem pela maior parte das receitas e dos lucros. Os principais 
pontos fortes e fracos das sociedades por ações estão resumidos na Tabela 1.1.
Os proprietários de uma sociedade por ações são os acionistas e seu direito de propriedade, ou 
equity, é representado tanto por ações ordinárias como por ações preferenciais.1 Essas formas de pro-
priedade serão discutidas em detalhes no Capítulo 7; por enquanto, basta dizer que a ação ordinária 
é a forma mais pura e simples de propriedade em uma sociedade por ações. Os acionistas esperam ser 
remunerados por meio de dividendos — distribuições periódicas de lucro — ou pela realização de 
ganhos decorrentes do aumento do preço da ação.
Como podemos ver na parte superior da Figura 1.1, a administração das sociedades por ações 
encontra -se organizada de forma democrática. Os acionistas (proprietários) votam periodicamente para 
eleger os membros do conselho de administração e deliberar sobre outras questões, como a alteração 
do estatuto social. O conselho de administração costuma ser responsável pelo desenvolvimento de 
planos e objetivos estratégicos, pelo estabelecimento de políticas gerais, pela orientação dos negócios 
da empresa, pela aprovação de grandes dispêndios e pela contratação ou demissão, pela remuneração 
e pelo monitoramento dos principais diretores e executivos. Os membros do conselho podem ser tanto 
‘internos’, como altos executivos da firma, quanto ‘externos’, como executivos de outras firmas, gran-
des acionistas e líderes nacionais ou comunitários. Os membros externos dos conselhos de grandes 
empresas costumam receber um honorário anual que vai de $ 15.000 a $ 25.000 ou mais. Também 
recebem, com frequência, opções de compra de um número especificado de ações da empresa a um 
preço preestabelecido e geralmente atraente.
1 Algumas sociedades por ações não possuem acionistas, mas ‘membros’, cujos direitos frequentemente se equiparam aos dos acio-
nistas — ou seja, têm direito a voto e a receber dividendos. Alguns exemplos são as sociedades de poupança e crédito, as coopera-
tivas de crédito, as sociedades de seguros mútuos e uma ampla gama de organizações benemerentes.
Acionistas Os proprietários 
de uma sociedade por ações, 
cuja propriedade, ou capital, é 
evidenciada por ações ordinárias 
ou preferenciais.
Ação ordinária A forma mais 
pura e básica de participação 
na propriedade de uma 
sociedade por ações.
Dividendos Distribuições 
periódicas de lucros aos 
acionistas de uma empresa.
Conselho de administração 
Grupo eleito pelos acionistas da 
empresa, normalmente 
responsável pela definição de 
metas e planos estratégicos, pelo 
estabelecimento da política geral, 
pela condução dos negócios da 
companhia, pela aprovação dos 
dispêndios de grande monta e 
pela contratação/demissão, 
remuneração e monitoramento 
dos diretores e executivos 
graduados.
Firma individual Partnership Sociedade por ações
Pontos fortes • O proprietário recebe todos os 
lucros (e assume todos os 
prejuízos).
• Custo baixo de organização.
• Lucro incluído e tributado na 
declaração de rendimento de 
pessoa física do proprietário.
• Independência.
• Sigilo.
• Facilidade de dissolução.
• Pode captar mais recursos 
do que as firmas individuais.
• Poder de endividamento 
ampliado com a existência 
de mais sócios.
• Maior disponibilidade de 
conhecimentos e 
habilidades de gestão.
• Lucro incluído e tributado 
na declaração de 
rendimento de pessoa física 
dos sócios.
• Os proprietários têm responsabilidade 
limitada, o que garante que não 
podem perder mais do que investem.
• Pode alcançar porte substancial com 
a venda de ações.
• As participações (ações) são 
facilmente transferíveis.
• Duração longa.
• Pode contratar administradores 
profissionais.
• Tem acesso mais fácil a financiamento.
• Pode oferecer planos de 
aposentadoria atraentes.
Pontos fracos • O proprietário tem responsabilidade 
ilimitada — todo o seu patrimônio 
pessoal pode ser usado para pagar 
dívidas da empresa.
• A capacidade limitada de captação 
de recursos tende a restringir o 
crescimento.
• O proprietário precisa fazer de tudo 
um pouco.
• Difícil conferir aos funcionários 
oportunidades de carreira de longo 
prazo.
• Perda de continuidade em caso de 
morte do proprietário.
• Os proprietários têm 
responsabilidade ilimitada e 
podem ser obrigados a 
saldar as dívidas de outros 
sócios.
• A sociedade é dissolvida 
em caso de morte de um 
dos sócios.
• Difícil liquidação e 
dissolução da sociedade.
• Impostos geralmente mais altos, pois 
o lucro da empresa é tributado, assim 
como os dividendos pagos aos 
proprietários, a uma taxa máxima de 
15%.
• Custo mais elevado de organização.
• Sujeita -se à regulamentação mais 
intensa.
• Ausência de sigilo, pois os acionistas 
recebem relatórios anuais.
Pontos fortes e fracos dos tipos jurídicos mais comuns de organização de empresas
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1.1
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 5 
Gitman-12_P1-C01.indd 5Gitman-12_P1-C01.indd 5 28/10/2009 13:17:3228/10/2009 13:17:32
O presidente ou diretor executivo (CEO) é responsável pela administração da empresa no dia a 
dia e pela execução das políticas estabelecidas pelo conselho de administração. O CEO deve apresen-
tar relatórios periódicos aos membros do conselho.
É importante observar a divisão existente entre proprietários e administradores nas grandes empre-
sas, mostrada pela linha pontilhada horizontal da Figura 1.1. Essa separação será discutida, dentre 
algumas questões relacionadas, na parte deste capítulo que trata do problema de agency.
Outros tipos societários com responsabilidade limitada
Há outras formas de organização jurídica de empresas que conferem aos proprietários responsa-
bilidade limitada. As mais populares são as sociedades em comandita (Limited Partnerships — LPs), as 
sociedades do tipo S (S Corporations, ou S Corps), as sociedades por ações de responsabilidade limi-
tada (Limited Liability Corporations — LLCs) e as Limited Liability Partnerships — LLPs. Cada uma 
representa uma forma ou combinação especializada das características dos tipos descritos anterior-
mente. O que têm em comum são o fato de que seus proprietários gozam de responsabilidade limita-
da e o de que costumam ter menos de 100 proprietários. Cada uma dessas formas de organização 
encontra -se sucintamente descrita na Tabela 1.2. 
Por que estudar administração financeira?
Entender os conceitos, as técnicas e as práticas apresentados neste texto permitirá que você se 
familiarize com as atividades e as decisões que cabem ao administrador financeiro. Como a maioria 
Presidente ou diretor 
executivo (CEO) Executivo 
responsável pela gestão das 
operações da empresa no dia a 
dia e pela execução das políticas 
estabelecidas pelo conselho de 
administração.
Gerente de
planejamento
e captação
de fundos
Gerente
de caixa
Gerente
do fundo
de pensão
Gerente de
investimento
de capital
Gerente
de crédito
Gerente
de câmbio
Gerente de
contabilidade
gerencial
Gerente de
contabilidade
financeira
Gerente
de assuntos
fiscais
Tesoureiro
Vice-presidente
de operações
industriais
Vice-presidente
de recursos
humanos
CFO –
Vice-presidente
de finançasCEO – Presidente
executivo
Conselho de administração Proprietários
Administradores
Acionistas
elegem
contrata
Vice-presidente
de marketing
Vice-presidente
de recursos
de tecnologia
da informação
Controller
Gerente de
contabilidade
de custos
Estrutura genérica 
de uma sociedade 
por ação e a função 
financeira 
(apresentadas em 
cinza -claro).
Estrutura de uma sociedade por ação
F
I
G
U
R
A
1.1
 6 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 6Gitman-12_P1-C01.indd 6 28/10/2009 13:17:3228/10/2009 13:17:32
das decisões empresariais é medida em termos financeiros, o administrador financeiro representa um 
papel central na operação da empresa. Pessoas de todas as áreas de responsabilidade — contabilidade, 
sistema de informação, administração, marketing, operações e outras — precisam ter um conhecimen-
to básico da função de administração financeira.
Digamos que você não pretenda se especializar em finanças! Ainda assim, precisa entender as 
atividades do administrador financeiro para aumentar suas chances de sucesso na carreira escolhida. 
Todos os gestores de uma empresa, independentemente dos cargos que ocupem, interagem com o 
pessoal financeiro para justificar necessidades de contratação, negociar orçamentos operacionais, lidar 
com avaliações de desempenho financeiro e defender propostas — pelo menos em parte — com base 
em seus méritos financeiros. É claro que os gestores que compreenderem o processo de tomada de 
decisões financeiras estarão mais habilitados a lidar com questões de finanças e, portanto, terão maio-
res chances de conseguir os recursos de que precisam para atingir suas próprias metas. A seção “Por 
que este capítulo é importante para você”, que aparece na primeira página de cada capítulo, deve 
ajudá -lo a entender a importância da matéria abordada, seja em sua vida profissional ou pessoal.
À medida que avançar no texto, você aprenderá a respeito das oportunidades de carreira em 
administração financeira, sucintamente descritas na Tabela 1.3. Embora este texto se concentre 
em empresas de capital aberto e com fins lucrativos, os princípios aqui apresentados são igualmente 
aplicáveis a organizações de capital fechado e sem fins lucrativos. Os princípios de tomada de decisão 
desenvolvidos no texto também podem ser aplicados a decisões financeiras pessoais. Espero que esta 
primeira exposição ao estimulante campo das finanças forneça as bases e o impulso para estudos 
posteriores e, quem sabe até, uma carreira promissora.
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 1-1 O que são finanças? Explique como esse campo afeta a vida de todas as pessoas e orga-
nizações.
 1-2 O que vem a ser a área de serviços financeiros? Descreva o campo da administração 
 financeira.
 1-3 Quais são os tipos jurídicos mais comuns de organização de empresas? Qual é o tipo domi-
nante no que concerne a faturamento e lucro líquido?
Organização Descrição
Sociedade em comandita (LP) Sociedade em que um ou mais sócios têm responsabilidade limitada, desde que pelo menos um sócio 
(o comanditado) tenha responsabilidade ilimitada. Os sócios limitados não podem ter voz ativa na 
gestão da empresa; são investidores passivos.
Sociedade do tipo S (S Corp) Para fins fiscais, trata -se de uma entidade constituída de acordo com a Seção S do Código Tributário 
Norte -americano, que permite a certas sociedades por ações com 100 acionistas ou menos optar por 
serem tributadas como sociedades por cotas. Seus acionistas obtêm os benefícios organizacionais de 
uma sociedade por ações e as vantagens fiscais de uma sociedade por cotas. Entretanto, perdem 
certas vantagens fiscais relacionadas a planos de aposentadoria.
Sociedade por ações de 
responsabilidade limitada (LLC)
Permitida na maioria dos estados norte -americanos, a LLC confere a seus proprietários, como aos das 
sociedades de tipo S, responsabilidade limitada e tratamento fiscal de uma sociedade por cotas. Mas, 
ao contrário da S Corp, a LLC pode controlar mais de 80% de outra sociedade por ações, e as 
sociedades por ações, sociedades por cotas e os não residentes nos Estados Unidos podem possuir 
ações de LLCs. Elas são apropriadas para empreendimentos conjuntos de duas ou mais empresas 
(joint ventures) ou projetos desenvolvidos por meio de uma subsidiária.
Sociedade por cotas de 
responsabilidade limitada (LLP)
Sociedade permitida em muitos estados norte -americanos; as normas variam de um estado para 
outro. Todos os sócios têm responsabilidade limitada. São legalmente responsáveis por seus próprios 
atos de imperícia, mas não pelos dos demais sócios. A LLP é tributada como uma partnership. É 
frequentemente usada por profissionais liberais, como advogados e contadores.
Outros tipos societários com responsabilidade limitada
1.2
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 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 7 
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 1-4 Descreva as funções e o relacionamento entre as partes principais constituintes de uma 
sociedade por ações: acionistas, conselho de administração e presidente executivo. Como 
são remunerados os proprietários das sociedades desse tipo?
 1-5 Indique e descreva sucintamente alguns tipos de modalidades jurídicas de organização, além 
das sociedades por ações, que confiram aos seus proprietários responsabilidade limitada.
 1-6 Por que o estudo da administração financeira é importante para a sua vida profissional, 
independentemente de sua área de atuação na empresa? Por que é importante para sua vida 
pessoal?
 OA
2
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3
 1.2 | A FUNÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
Profissionais de todas as áreas de responsabilidade em cada empresa precisam interagir com o 
pessoal e os procedimentos de finanças para desempenhar suas tarefas. Para que o pessoal de finanças 
possa fazer previsões e tomar decisões úteis, devem estar dispostos e habilitados a conversar com 
colegas de outras áreas. Por exemplo, ao avaliar um novo produto, o gerente financeiro precisa obter 
da equipe de marketing previsões de vendas, diretrizes de precificação e estimativas de publicidade e 
promoção. A função de administração financeira pode ser genericamente descrita por meio de seu 
papel na organização, de sua relação com a teoria econômica e as ciências contábeis e das principais 
atividades do administrador financeiro.
Estrutura da função financeira
O porte e a importância da função de administração financeira dependem do tamanho da empre-
sa. Nas pequenas, essa função costuma ser realizada pelo departamento de contabilidade. À medida 
que a empresa cresce, ela naturalmente evolui para um departamento em separado que se reporta ao 
presidente executivo por meio do principal executivo financeiro (CFO). A parte inferior do organogra-
ma apresentado na Figura 1.1 mostra a estrutura da função de finanças de uma empresa comum de 
médio ou grande porte.
Cargo Descrição
Analista financeiro Sua principal tarefa é preparar os planos financeiros e orçamentos da empresa. 
Suas responsabilidades também incluem projeções e comparações financeiras e 
trabalho em contato próximo com a contabilidade.
Gerente de investimentos de capital Avalia e recomenda propostas de investimento de longo prazo. Pode 
envolver-se com os aspectos financeiros da implantação de investimentos 
aprovados.
Gerente de project finance Em grandes empresas, obtém financiamento para os investimentos de capital 
aprovados. Coordena consultores, bancos de investimento e assessores jurídicos.
Gerente de caixa Mantém e controla os saldos diários de caixa da empresa. Com frequência, 
gerencia as atividades de recebimento e pagamento e as aplicações financeiras 
de curto prazo; coordena o financiamento de curto prazo e as relações com 
bancos.
Analista/gerente de crédito Aplica a política de crédito da empresa, avaliando solicitações, concedendo 
crédito e tratando da cobrança de contas a receber.
Gerente de fundo de pensão Nas grandes empresas, supervisiona ouadministra os ativos e passivos do fundo 
de pensão dos funcionários.
Gerente de operações de câmbio Gerencia operações internacionais específicas e a exposição da empresa a 
flutuações de taxas de câmbio.
Oportunidades de carreira em administração financeira
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1.3
 8 Princípios de administração financeira
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Reportam -se ao CFO o tesoureiro e o controller. O tesoureiro (principal administrador 
financeiro) costuma ser responsável por atividades relacionadas a capital, como planejamento 
financeiro e captação de fundos, tomada de decisões de investimento de capital, gestão de 
caixa, gestão de atividades creditícias, gestão de fundos de pensão e gestão de câmbio. O 
controller (principal contador) geralmente lida com atividades contábeis, como a contabilida-
de empresarial, gestão tributária, contabilidade financeira e contabilidade de custos. O foco do 
tesoureiro tende a ser mais externo, e o do controller, mais interno. As atividades do tesoureiro, 
ou administrador financeiro, são o principal tema deste livro.
Se compras ou vendas no exterior forem importantes para a empresa, ela pode empregar 
um ou mais profissionais de finanças dedicados a monitorar e gerenciar a exposição a perdas 
causadas por flutuações da taxa de câmbio. Um administrador financeiro bem treinado pode 
fazer hedge (isto é, criar uma proteção contra tais perdas) a um custo razoável, por meio 
de diversos instrumentos financeiros. Esses gerentes de câmbio costumam reportar -se ao 
 tesoureiro.
Relação com a economia
O campo das finanças está intimamente associado ao da teoria econômica. Os adminis-
tradores financeiros precisam entender o arcabouço da economia e estar alertas para as con-
sequências de níveis variáveis de atividade econômica e de mudanças de política econômica. 
Também precisam saber usar as teorias econômicas como diretrizes para uma operação efi-
ciente da empresa. Alguns exemplos disso são análise de oferta e demanda, estratégias de 
maximização de lucros e a teoria de preços. O principal princípio econômico usado na admi-
nistração financeira é o da análise marginal custo -benefício, segundo o qual decisões finan-
ceiras devem ser tomadas e atos têm de ser praticados somente quando os benefícios adicionais 
superarem os custos adicionais. Quase todas as decisões financeiras se referem, em última 
análise, a uma avaliação de seus benefícios e custos marginais.
 EXEMPLO Jamie Teng é administradora financeira da Nord Department Stores, uma grande rede de lojas 
de departamentos de luxo concentrada principalmente no Oeste dos Estados Unidos. Atualmente 
ela está decidindo se substituirá um dos computadores da empresa por outro mais novo e sofis-
ticado, que aceleraria o processamento e permitiria operar um volume maior de transações. O 
novo computador exigiria o desembolso de $ 80.000 e o antigo poderia ser vendido por $ 28.000 
líquidos. Os benefícios totais com a nova aquisição (medidos em moeda atual) seriam de 
$ 100.000. Os benefícios produzidos pelo computador antigo no mesmo período (em moeda de 
hoje) seriam de $ 35.000. Aplicando a análise marginal, Jamie organiza os dados da seguinte 
maneira:
Benefícios com o novo computador $ 100.000
Menos: benefícios com o computador antigo 35.000
 (1) Benefícios marginais (adicionais) $ 65.000
Custo do novo computador $ 80.000
Menos: lucro líquido com a venda do computador antigo 28.000
 (2) Custos marginais (adicionais) 52.000
Benefício líquido [(1) – (2)] $ 13.000
Como os benefícios marginais (adicionais) de $ 65.000 superam os custos marginais (adicio-
nais) de $ 52.000, Jamie recomenda a compra do computador novo para substituição do antigo. 
A empresa terá um benefício líquido de $ 13.000 com essa decisão.
Relação com a contabilidade
As atividades de finanças (tesoureiro) e contabilidade (controller) estão intimamente relacionadas 
e, via de regra, se sobrepõem. Na verdade, muitas vezes é difícil distinguir a administração financeira 
da contabilidade. Nas empresas de pequeno porte, o controller com frequência executa a função 
Tesoureiro O principal gerente 
financeiro da empresa, responsável por 
suas atividades financeiras, tais como 
planejamento financeiro e captação de 
fundos, tomada de decisões de 
investimento e gestão de caixa, crédito, 
fundo de pensão e operações de câmbio.
Controller Contador -chefe da empresa, 
responsável por atividades contábeis, tais 
como contabilidade gerencial, gestão de 
assuntos fiscais, contabilidade financeira e 
contabilidade de custos.
Dica O controller é às vezes chamado 
de comptroller. Organizações sem fins 
lucrativos e governamentais muitas vezes 
usam o título de comptroller.
Gerente de câmbio Gerente 
responsável pelo monitoramento e pela 
gestão da exposição da empresa ao risco 
de perda com flutuações cambiais.
Análise marginal custo -benefício 
Princípio econômico segundo o qual as 
decisões financeiras devem ser tomadas, e 
as ações implementadas, somente quando 
os benefícios adicionais superam os custos 
adicionais.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 9 
Gitman-12_P1-C01.indd 9Gitman-12_P1-C01.indd 9 28/10/2009 13:17:3328/10/2009 13:17:33
financeira e, nas maiores, muitos contabilistas estão fortemente envolvidos com diversas atividades finan-
ceiras. Mas há duas diferenças básicas entre finanças e contabilidade: ênfase nos fluxos de caixa e a 
tomada de decisões.
Ênfase nos fluxos de caixa
A função primordial do contabilista é desenvolver e relatar dados para mensurar o desempenho 
da empresa, avaliar sua situação financeira, atender aos requisitos dos reguladores de títulos e apre-
sentar os relatórios por eles exigidos, além de registrar e pagar impostos. Usando determinados prin-
cípios padronizados e geralmente aceitos, os contabilistas preparam demonstrações financeiras que 
reconhecem as receitas no momento da venda (tenha o pagamento sido recebido ou não) e reconhecem 
as despesas no momento em que são incorridas. Essa abordagem é conhecida como regime de com-
petência.
O administrador financeiro, por outro lado, enfatiza os fluxos de caixa, as entradas e saídas de 
dinheiro. Ele mantém a empresa solvente, planejando os fluxos de caixa necessários para que ela honre 
suas obrigações e adquira os ativos necessários para realizar suas metas. O administrador financeiro 
aplica esse regime de caixa para reconhecer as receitas e despesas apenas quando das entradas e 
saídas efetivas de caixa. Independentemente de seus lucros ou prejuízos, cada empresa precisa ter 
fluxo de caixa suficiente para atender suas obrigações à medida que se tornem devidas.
 EXEMPLO A Nassau Corporation, uma pequena revendedora de iates, vendeu uma embarcação por $ 100.000 
no ano passado. O iate foi comprado durante o ano ao custo total de $ 80.000. Embora a empre-
sa tenha quitado integralmente esse custo no decorrer do ano, ao final dele ainda não tinha 
recebido os $ 100.000 de seu cliente. A visão contábil do desempenho do negócio durante o ano 
é oferecida pela demonstração de resultado, e a visão financeira, pelo fluxo de caixa, a seguir:
Visão contábil
(regime de competência)
Visão financeira
(regime de caixa)
Nassau Corporation
Demonstração do resultado 
no ano encerrado em 31/12
Nassau Corporation
Demonstração do fluxo de caixa 
no ano encerrado em 31/12
Receita de vendas $ 100.000 Entrada de caixa $ 0
Menos: custos 80.000 Menos: saída de caixa 80.000
Lucro líquido $ 20.000 Fluxo líquido de caixa ($ 80.000)
Do ponto de vista contábil, a Nassau Corporation é rentável, mas no que concerne a fluxo 
efetivo de caixa, representa um fracasso financeiro. A falta de fluxo de caixa resultou do saldo 
de contas a receber em aberto, no valor de $ 100.000. Sem entradas adequadas de caixa para 
saldar seus compromissos, ela não sobreviverá, qualquer que seja seu nível de lucratividade.
Como mostra o exemplo, os dados contábeispor competências não descrevem com exatidão a 
situação da empresa. Dessa forma, o administrador financeiro precisa ir além das demonstrações 
financeiras para detectar problemas existentes ou potenciais. É claro que os contabilistas estão cientes 
da importância dos fluxos de caixa e que os administradores financeiros entendem e usam demonstra-
ções financeiras por competências. Mas o administrador financeiro, ao se concentrar nos fluxos de 
caixa, deve conseguir evitar a insolvência e atingir as metas financeiras do negócio.
 EXEMPLO As pessoas não usam o regime por competência. Em vez disso, baseiam -se apenas em fluxos de 
caixa para medir seus resultados financeiros. De modo geral, elas planejam, monitoram e avaliam 
suas atividades financeiras com base nos fluxos de caixa de um dado período, geralmente de um 
mês ou um ano. Ann Bach projeta seus fluxos de caixa para outubro do ano corrente da seguin-
te forma:
Regime de competência 
(accrual basis) Na elaboração 
de demonstrações financeiras, 
reconhece a receita no 
momento da venda e as 
despesas quando são incorridas.
Regime de caixa (cash 
basis) Reconhece a receita e as 
despesas somente quando 
ocorrem as efetivas entradas e 
saídas de caixa.
Dica A contabilidade enfatiza 
os métodos por competência; a 
administração financeira enfatiza 
os métodos de fluxo de caixa.
 EXEMPLO 
 DE FINANÇAS 
 PESSOAIS 
 10 Princípios de administração financeira
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Valores
Item Entrada Saída
Recebimento líquido $ 4.400
Aluguel $ 1.200
Automóvel 450
Serviços públicos 300
Supermercado 800
Roupas 750
Restaurantes 650
Combustível 260
Juros recebidos 220
Despesas diversas 425
 Totais $ 4.620 $ 4.835
Ann subtrai suas saídas totais de caixa de $ 4.835 das entradas totais de $ 4.620 e constata 
que seu fluxo de caixa líquido em outubro será de $ 215 negativos. Para cobrir esse déficit, ela 
terá que tomar um empréstimo de $ 215 (usando o cartão de crédito, por exemplo) ou sacar 
$ 215 da poupança. Alternativamente, pode optar por reduzir suas saídas de caixa nas áreas de 
gastos opcionais — como roupas, restaurantes ou nos itens que compõem os $ 425 de despesas 
diversas.
Tomada de decisões
A segunda grande diferença entre finanças e contabilidade tem a ver com a tomada de decisões. 
Os contabilistas dedicam a maior parte de seus esforços à coleta e apresentação de dados financeiros. Os 
administradores financeiros avaliam as demonstrações contábeis, desenvolvem mais dados e tomam 
decisões com base na análise marginal resultante. É claro que isso não quer dizer que os contabilistas 
jamais tomem decisões, ou que os administradores financeiros jamais coletem dados. Apenas que o 
foco principal das duas atividades é bastante diferente.
Principais atividades do administrador financeiro
Além do envolvimento constante com a análise e o planejamento financeiros, as principais ativi-
dades dos administradores financeiros são tomar decisões de investimento e de financiamento. As 
decisões de investimento determinam a combinação e os tipos dos ativos que a empresa detém. As de 
financiamento determinam a combinação e os tipos de financiamento por ela usados. Essas decisões 
podem ser mais facilmente compreendidas por meio do balanço patrimonial, como mostra a Figura 
1.2. Entretanto as decisões são efetivamente tomadas com base nos efeitos do fluxo de caixa sobre o 
valor geral da empresa.
Dica Tecnicamente falando, 
os administradores financeiros 
fazem recomendações quanto a 
decisões tomadas, em última 
instância, pelo CEO e/ou pelo 
conselho de administração.
Ativo
imobilizado
Dívidas de longo prazo
e patrimônio líquido
Ativo
circulanteTomada de
decisões de
investimento
Tomada de
decisões de
financiamento
Passivo
circulante
Balanço patrimonial
Atividades principais 
do administrador 
financeiro
Atividades financeiras
F
I
G
U
R
A
1.2
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 11 
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Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 1-7 Por quais atividades financeiras o tesoureiro, ou diretor financeiro, é responsável numa 
empresa madura?
 1-8 Qual o princípio fundamental da teoria econômica usado na administração financeira?
 1-9 Quais as principais diferenças entre a contabilidade e as finanças no que se refere à ênfase 
dada aos fluxos de caixa e à tomada de decisões?
 1-10 Quais as duas principais atividades do administrador financeiro relacionadas com o balanço 
patrimonial da empresa?
 OA
4
 1.3 | OBJETIVO DA EMPRESA
Como já vimos, é comum os proprietários de uma sociedade por ações não serem os seus admi-
nistradores. O administrador financeiro deve agir no sentido de realizar os objetivos dos proprietários, 
seus acionistas. Na maioria dos casos, se os administradores financeiros tiverem sucesso nessa missão, 
também atingirão seus próprios objetivos financeiros e profissionais. Dessa forma, eles precisam saber 
quais são os objetivos dos donos do negócio.
Maximização do lucro?
Há quem acredite que o objetivo da empresa é sempre maximizar o lucro. Para tanto, o adminis-
trador financeiro somente praticaria atos que tendessem a fazer uma grande contribuição para os lucros 
totais da empresa. Dentre cada conjunto de alternativas considerado, o administrador financeiro esco-
lheria o que devesse resultar em maior resultado monetário.
As sociedades por ações costumam medir sua lucratividade em termos de lucros por ação (LPA), 
que representam o montante ganho a cada período para cada ação ordinária em circulação. O LPA é 
calculado dividindo -se o lucro total do período disponível para os acionistas ordinários da empresa 
pelo número de ações ordinárias em circulação.
 EXEMPLO Nick Dukakis, administrador financeiro da Neptune Manufacturing, empresa fabricante de 
componentes para motores náuticos, está preocupado com a escolha entre duas alternativas 
de investimento, Rotor ou Válvula. A tabela apresentada a seguir mostra o LPA que cada inves-
timento deverá proporcionar no prazo de três anos.
Lucro por ação (LPA)
Investimento Ano 1 Ano 2 Ano 3 Total dos anos 1, 2 e 3
Rotor $ 1,40 $ 1,00 $ 0,40 $ 2,80
Válvula 0,60 1,00 1,40 3,00
No que concerne à meta de maximização de lucro, a escolha recairia sobre a Válvula, pois 
seus resultados em termos de lucro por ação são maiores no prazo de três anos ($ 3,00 contra 
$ 2,80 do Rotor).
Mas será a maximização do lucro um objetivo razoável? Não, por diversos motivos: desconsidera 
(1) o momento de ocorrência dos retornos; (2) os fluxos de caixa disponíveis para os acionistas e (3) o 
risco.2
Momento de ocorrência dos retornos
Como a empresa pode obter um rendimento sobre os fundos que recebe, é preferível recebê -los 
o quanto antes. Em nosso exemplo, apesar de o lucro total do Rotor ser menor do que o da Válvula, o 
primeiro fornece um lucro por ação muito maior no primeiro ano. A maior rentabilidade no ano 1 pode 
ser reinvestida para proporcionar maiores lucros futuros.
2 Outra crítica feita à maximização do lucro é a possibilidade de manipulação do lucro por meio do uso criativo de práticas contábeis 
opcionais. Essa questão foi recentemente alvo de criterioso exame por parte das agências reguladoras de títulos.
Lucro por ação (LPA) O 
montante de lucro obtido 
durante um período por cada 
ação ordinária em circulação. É 
calculado dividindo -se os lucros 
totais disponíveis aos acionistas 
ordinários da empresa pelo 
número de ações ordinárias em 
circulação.
 12 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 12Gitman-12_P1-C01.indd 12 28/10/2009 13:17:3428/10/2009 13:17:34
Fluxos de caixa
Os lucros não resultam necessariamente em fluxos de caixa disponíveis para os acionistas. Os 
proprietários recebem fluxos de caixa sob a forma de dividendos em dinheiro que lhes são pagos, oudos proventos da venda de suas ações a um preço maior do que o originalmente pago. Um maior LPA 
não significa, obrigatoriamente, que o conselho de administração aprovará um aumento dos 
 dividendos.
Ademais, um maior LPA não se traduz necessariamente em um maior preço da ação. As empresas 
às vezes apresentam aumento do lucro sem uma variação favorável correspondente do preço por ação. 
Somente se deve esperar essa elevação quando o aumento do lucro se faz acompanhar de maiores 
fluxos de caixa. Por exemplo, uma empresa que vendesse um produto de alta qualidade num mercado 
altamente competitivo poderia aumentar seus lucros se reduzisse significativamente suas despesas com 
manutenção de equipamentos. Com isso, os gastos diminuiriam e o lucro aumentaria. Mas como a 
menor manutenção resultaria em menor qualidade, a empresa comprometeria sua posição competiti-
va e o preço da ação cairia à medida que muitos investidores bem informados vendessem suas ações 
em resposta aos menores fluxos de caixa futuros. Nesse caso, o aumento do lucro viria acompanhado 
de menores fluxos de caixa futuros e, portanto, de menor preço por ação.
Risco
A maximização do lucro também ignora o risco — a possibilidade de divergência entre os resul-
tados reais e os esperados. Uma premissa básica da administração financeira é a de que existe um 
tradeoff entre retorno (fluxo de caixa) e risco. O retorno e o risco são, na verdade, as principais deter-
minantes do preço da ação, que representa a riqueza que os proprietários têm investida na empresa.
O fluxo de caixa e o risco afetam o preço da ação de diferentes maneiras: um maior fluxo de caixa 
costuma estar associado a um maior preço por ação. Um maior risco tende a resultar em menor preço 
por ação porque o acionista exige ser remunerado pelo risco adicional. Por exemplo, se um presiden-
te altamente bem -sucedido falecer inesperadamente e não houver um sucessor adequado, o preço da 
ação da empresa tenderá a cair de imediato. Isso se dá não por causa de qualquer redução do fluxo 
de caixa, em curto prazo, mas como reação ao aumento do risco do negócio — existe a possibilidade de 
que a ausência de liderança, em curto prazo resulte em redução dos fluxos de caixa futuros. Em suma, 
o maior risco reduz o preço da ação da empresa. De modo geral, os acionistas têm aversão ao risco — 
isto é, preferem evitar riscos. Os acionistas esperam receber taxas de retorno maiores sobre os inves-
timentos de maior risco e taxas de retorno menores sobre investimentos de menor risco. O elemento 
fundamental, que desenvolveremos no Capítulo 5, é que as diferenças de risco podem afetar signifi-
cativamente o valor de um investimento.
Por não atender aos objetivos dos proprietários da empresa, a maximização do lucro não deve ser 
o objetivo principal do administrador financeiro.
Maximização da riqueza do acionista
O objetivo da empresa e, portanto, de todos os seus administradores e funcionários, consiste em 
maximizar a riqueza dos proprietários em cujo nome é operada. A riqueza dos proprietários das socie-
dades por ações se mede pelo preço da ação, que, por sua vez, baseia -se no momento de ocorrência, 
na magnitude e no risco dos retornos (fluxos de caixa).
Diante de cada decisão ou atitude financeira possível no que concerne a seus efeitos sobre o preço 
da ação da empresa, os administradores financeiros devem selecionar somente aquelas que tendam a 
aumentar o preço da ação, processo esse ilustrado na Figura 1.3. Como o preço por ação representa 
a riqueza dos proprietários aplicada na empresa, a maximização do primeiro maximizará a segunda. 
É importante observar que o retorno (fluxos de caixa) e o risco são as principais variáveis decisórias 
para fins de maximização da riqueza dos proprietários.
Também é importante reconhecer que o lucro por ação, por ser visto como um indicador dos 
retornos (fluxos de caixa) futuros da empresa, muitas vezes parece afetar o preço da ação.
E quanto aos outros interessados (stakeholders)?
Embora a maximização da riqueza do acionista seja o principal objetivo, muitas empresas ampliam 
seu foco para que contemple outros grupos de interesse, além dos acionistas. Essas partes interessa-
das — stakeholders — compõem -se de funcionários, clientes, fornecedores, credores e outros que têm 
ligação econômica direta com o negócio. Uma empresa focada nos grupos de interesse evita delibe-
Risco A probabilidade de que 
os resultados reais possam 
diferir dos resultados esperados.
Dica A relação entre risco e 
retorno é um dos conceitos mais 
importantes deste livro. Os 
investidores que procuram evitar 
risco sempre exigirão retornos 
maiores em troca da aceitação de 
um risco mais elevado.
Avesso ao risco Diz -se 
daqueles que procuram evitar o 
risco.
Partes interessadas 
(stakeholders) Funcionários, 
clientes, fornecedores, credores 
e outros grupos que mantêm 
vinculação econômica direta 
com a empresa.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 13 
Gitman-12_P1-C01.indd 13Gitman-12_P1-C01.indd 13 28/10/2009 13:17:3528/10/2009 13:17:35
radamente tomar medidas que os prejudiquem. O objetivo não é o de maximizar, mas, sim, preservar, 
seu bem -estar.
O enfoque nas partes interessadas não afeta o objetivo de maximização da riqueza do acionista. 
Esse enfoque é por vezes tido como parte da ‘responsabilidade social’ da empresa. Espera -se que 
proporcione benefícios de longo prazo aos acionistas por meio da manutenção de um relacionamen-
to positivo com os grupos de interesse. Esse relacionamento deve minimizar a rotatividade dos inte-
ressados, os conflitos com eles e o contencioso judicial. Evidentemente, a empresa pode servir melhor 
ao seu objetivo de maximização da riqueza do acionista se alimentar a cooperação, e não o conflito, 
com os demais envolvidos.
Governança corporativa
O sistema usado para dirigir e controlar uma sociedade por ações é chamado de governança 
corporativa. Serve para definir os direitos e deveres dos principais agentes da empresa, como acionis-
tas, conselho de administração, diretores e gestores, e demais interessados, além das regras e procedi-
mentos de tomada de decisão empresarial. Também costuma especificar a estrutura por meio da qual 
a empresa estabelece objetivos, desenvolve planos para realizá -los e estabelece procedimentos de 
monitoramento do desempenho.
A Figura 1.1 representa uma estrutura típica de governança corporativa, em que os acionistas 
(proprietários) elegem um conselho de administração (seus representantes) que, por sua vez, contratam 
executivos e gestores (administradores profissionais) para gerir a empresa de maneira condizente com 
as metas, os planos e as políticas estabelecidos e monitorados pelo conselho de administração em 
nome dos acionistas. Normalmente, as políticas do conselho especificam práticas éticas e tratam de 
como proteger os interesses dos grupos envolvidos.
Investidores individuais versus institucionais
É claro que a responsabilidade primordial do conselho é perante os acionistas. Para melhor enten-
der essa responsabilidade, vale a pena diferenciar entre as duas principais categorias de proprietários — 
pessoas físicas e instituições. Investidores individuais são aqueles que compram quantidades relativa-
mente pequenas de ações para auferir rendimentos sobre fundos ociosos, constituir uma fonte de renda 
para a aposentadoria ou garantir segurança financeira. Investidores institucionais são profissionais 
pagos para administrar o dinheiro de terceiros. Eles mantêm e negociam grandes quantidades de títu-
los em nome de pessoas físicas, empresas e órgãos governamentais. Entre os investidores institucionais 
estão os bancos, as companhias de seguros, os fundos de investimento e os planos de pensão, que 
investem grandes somas para obter rendimentos atraentes para seus clientes ou participantes.
Por manterem e negociarem grandes volumes de títulos, os investidores institucionais tendem a 
gozar de muito maior influência sobre a governançacorporativa do que os individuais. Em suma, por 
possuírem grande quantidade de ações ordinárias e contarem com recursos para comprar e vender 
grandes blocos de capital, os investidores institucionais garantem a atenção do conselho. Se um gran-
de investidor institucional vender ou comprar um bloco significativo de ações, o preço da ação pro-
vavelmente será forçado para baixo ou para cima, respectivamente. É claro que esses grandes investi-
dores têm voz muito mais ativa do que a dos individuais.
Governança corporativa O 
sistema usado para dirigir e 
controlar uma empresa. Define 
os direitos e responsabilidades 
dos principais agentes da 
empresa, estabelece os 
procedimentos decisórios e 
determina como a empresa 
fixará, atingirá e monitorará seus 
objetivos.
Investidores individuais 
Investidores que adquirem 
quantidades relativamente 
pequenas de ações para atingir 
metas pessoais de investimento.
Investidores institucionais 
Investidores profissionais, como 
seguradoras, fundos mútuos e 
fundos de pensão, que são 
remunerados para gerenciar os 
recursos de terceiros e que 
negociam grandes quantidades 
de títulos.
Administrador
financeiro
Retorno?
Risco?
Alternativa
de decisão
financeira
Aprovar
Rejeitar
Sim
Aumenta 
o preço 
da ação?
Não
Decisões financeiras 
e preço da ação
Maximização do preço da ação
F
I
G
U
R
A
1.3
 14 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 14Gitman-12_P1-C01.indd 14 28/10/2009 13:17:3528/10/2009 13:17:35
A Lei Sarbanes -Oxley, de 2002
A partir do ano 2000, vários órgãos reguladores descobriram e revelaram muitos casos de más 
práticas empresariais, decorrentes de dois tipos principais de problema: (1) fraude em relatórios finan-
ceiros e outros comunicados ao público e (2) não divulgação de conflitos de interesses entre empresas 
e seus analistas, auditores e advogados, e entre diretores, executivos e acionistas. Em resposta a essas 
fraudes e conflitos de interesses, o Congresso dos Estados Unidos aprovou, em julho de 2002, a Lei 
Sarbanes -Oxley (popularmente conhecida como SOX).
A Sarbanes -Oxley tem por objetivo eliminar os muitos problemas de divulgação e conflitos de 
interesses que surgiram. Seus meios para atingir esse objetivo são: estabelecimento de um conselho 
de monitoramento do setor de contabilidade; regulamentos e controles mais rígidos para processos de 
auditoria; penalidades maiores para executivos culpados de fraude empresarial; maiores exigências 
de divulgação contábil e diretrizes éticas aplicáveis aos diretores das empresas; diretrizes firmes quan-
to à estrutura e composição dos conselhos de administração; estabelecimento de diretrizes quanto a 
conflitos de interesses envolvendo analistas; divulgação imediata e obrigatória de venda de ações por 
parte de executivos; e aumento da autoridade reguladora de títulos, além de maior orçamento para 
auditores e investigadores.
Embora a maioria dos comentaristas acredite que a SOX tem sido eficaz na redução de comuni-
cações fraudulentas e de conflitos de interesses, sua implementação impôs um enorme ônus financei-
ro às empresas obrigadas a atender às suas exigências. Reguladores e empresas ainda debatem como 
simplificar o atendimento à lei. Por conseguinte, são esperadas modificações no futuro que simplifiquem 
a SOX.
O papel da ética empresarial
Ética empresarial se refere aos padrões de conduta ou julgamento moral aplicáveis a quem se 
dedica a atividades comerciais. Em finanças, a violação desses padrões pode assumir muitas formas: 
‘criatividade contábil’, gestão de lucros, projeções financeiras enganosas, insider trading, fraude, 
remuneração excessiva aos executivos, opções retroativas e pagamento de propinas. A imprensa finan-
ceira tem relatado muitas violações como essas nos últimos anos, envolvendo empresas conhecidas 
como Apple, Boeing, Enron e Tyco. Por causa disso, a comunidade empresarial como um todo e a 
comunidade financeira em especial estão desenvolvendo e aplicando padrões éticos que têm por 
objetivo motivar as empresas e os agentes do mercado a atender tanto ao texto quanto ao espírito das 
leis e dos regulamentos dedicados às práticas empresariais e profissionais. A maioria dos líderes empre-
sariais acredita que manter padrões éticos elevados reforça a posição competitiva de seus negócios.
Análise dos aspectos éticos
Robert A. Cooke, um conhecido especialista em ética, recomenda que as perguntas a seguir sejam 
utilizadas para avaliar a viabilidade ética de um ato qualquer.3
1. É um ato arbitrário ou caprichoso? Concentra -se injustamente em um indivíduo ou grupo?
2. Viola os direitos morais ou legais de algum indivíduo ou grupo?
3. Está de acordo com os padrões morais aceitos?
4. Há alternativas que tenderiam a causar menos danos efetivos ou potenciais?
Sem dúvida, analisar essas perguntas antes de praticar um ato qualquer pode ajudar a assegurar 
sua viabilidade ética.
Um número crescente de empresas está tratando diretamente da questão ética, estabelecendo 
políticas de ética corporativa e exigindo seu cumprimento pelos funcionários. O quadro Foco na ética, 
na próxima página, por exemplo, descreve aspectos éticos na Hewlett -Packard. Algo que impulsionou 
fortemente o desenvolvimento de políticas de ética empresarial foi a Lei Sarbanes -Oxley, que vimos há 
pouco. É comum os empregados terem que assinar um compromisso formal de defesa das políticas de 
ética da empresa. Essas políticas costumam se aplicar aos atos deles frente a todas as partes interessa-
das, inclusive o público. Muitas firmas também investem em seminários e programas de treinamento 
dedicados ao tema da ética.
3 Robert A. Cooke, “Business ethics: a perspective”. In: Arthur Andersen cases on business ethics. Chicago: Arthur Andersen, set. 1991, 
p. 2 e 5.
Lei Sarbanes Oxley, de 2002 
(SOX) Uma lei que tem por 
objetivo eliminar conflitos de 
interesse em relação à 
divulgação de dados pelas 
empresas. Aplica -se aos 
relatórios financeiros das 
empresas e às relações entre 
sociedades por ações, analistas, 
auditores, advogados, membros 
do conselho, diretores 
executivos e acionistas.
Ética empresarial Padrão de 
conduta ou julgamento moral 
aplicável às pessoas que se 
dedicam ao comércio.
Para fornecer mais informações 
sobre os dilemas e as questões 
às vezes enfrentadas pelo 
administrador financeiro, um 
dos quadros Na prática de cada 
capítulo trata sobre ética.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 15 
Gitman-12_P1-C01.indd 15Gitman-12_P1-C01.indd 15 28/10/2009 13:17:3528/10/2009 13:17:35
Ética e preço da ação
Acredita -se que um programa eficaz de ética eleve o valor da empresa. Um programa desse tipo 
pode gerar uma série de benefícios: reduzir a ocorrência de litígios e os custos judiciais; manter uma 
imagem corporativa positiva; aumentar a confiança dos acionistas; e conquistar a lealdade, o compro-
metimento e o respeito dos diversos grupos de interesse vinculados ao negócio. Tais atos, ao preservar 
e ampliar o fluxo de caixa e reduzir a percepção de risco, podem afetar favoravelmente o preço da 
ação da empresa. O comportamento ético, portanto, é visto como necessário para que seja alcançada 
a meta de maximização da riqueza do proprietário.4
A questão de agency
Já vimos que o objetivo do administrador financeiro deve ser o de maximizar a riqueza dos pro-
prietários da empresa. Dessa forma, os administradores podem ser considerados agentes dos proprie-
tários que os contrataram e lhes conferiram autoridade para tomar decisões e administrar os negócios. 
Tecnicamente falando, qualquer administrador que detenha menos de 100% da empresa é, em certo 
grau, um agente dos demais proprietários. Essa separação entre proprietários e administradores está 
representada pela linha horizontal pontilhada da Figura 1.1.
4 Para uma discussão mais aprofundada sobre essa questão e correlatas feita por diversos acadêmicos e profissionais em finanças que 
se preocupam bastante com a ética nessaárea, ver James S. Ang, “On financial ethics”, Financial Management, outono 1993, 
p. 32-59.
Como muitas outras empresas norte -americanas, a 
Hewlett -Packard Company (NYSE:HPC) possui um conjunto 
de regras que orienta os atos de seus funcionários. Em sua 
“Mensagem do Presidente”, no começo da parte do relatório 
anual que trata de Padrões de Conduta Empresarial, Mark 
Hurd, CEO e presidente do conselho da empresa, afirma 
(p. 3): “Qualquer conduta antiética ou ilegal por parte da 
HP é simplesmente inaceitável e jamais será tolerada”. Os 
padrões da empresa incluem um alerta assinalando que se 
aplicam a todos os empregados. Carly Fiorina, antecessora 
de Hurd, emitira uma mensagem parecida dois anos antes.
Esse posicionamento coloca a empresa em evidência. 
Quando a HP começou a propaganda para conquistar o apoio 
dos acionistas para a fusão com a Compaq, Walter Hewitt, 
um conselheiro, moveu uma ação alegando distorção dos 
dados contábeis e pressão exercida indevidamente sobre o 
acionista Deutsche Bank pela administração da HP. Embora 
um juiz de Delaware tenha negado a ação, sua mera exis-
tência sublinha o fato de que a ética de uma empresa está 
sob constante escrutínio do público e dos investidores.
Em 2006, a HP foi objeto de mais publicidade negativa 
quando uma investigação interna para identificar a fonte de 
vazamentos de informação para a imprensa aparentemente 
envolveu um subcontratado que empregava um método 
questionável de obtenção de informação chamado ’pretexto’, 
em que as pessoas fingem ser alguém que não são para obter 
acesso a dados pessoais. O escândalo resultante forçou a 
saída da então presidente do conselho, Patricia Dunn.
A HP tratou do assunto em seu Relatório de Cidadania 
Global FY06: “Infelizmente, os fatos recentes associados à 
investigação pela empresa do vazamento de informações 
sigilosas a partir do conselho de administração mancharam 
a reputação da HP nesse aspecto. Estamos envergonhados 
do acontecido e lamentamos profundamente não termos 
atendido às nossas próprias e elevadas expectativas de 
comportamento empresarial, bem como às dos funcionários 
e acionistas. Nosso propalado deslize levou a HP a renovar 
seu compromisso com as áreas de governança, ética e con-
formidade às regras. A empresa está dedicada a uma ampla 
revisão de suas políticas, práticas e procedimentos para 
garantir que sejam as melhores da categoria”. Como parte 
desse esforço, a HP concordou em estabelecer um Fundo de 
Privacidade no valor de $ 13,5 milhões para ajudar a pro-
motoria da Califórnia a investigar e processar infrações 
contra a privacidade dos consumidores e práticas de pirata-
ria de informação. A empresa também concordou em imple-
mentar uma série de mudanças na governança corporativa.
Os profissionais de empresas norte -americanas têm 
mostrado uma tendência a agir de acordo com princípios 
morais sólidos, gerados por um embasamento moral ocorri-
do na infância e cultivado na família e nas instituições 
religiosas. Isso não impede que ocorram lapsos de ética, é 
evidente. Como provam os acontecimentos na Hewlett-
-Packard.
 Aponte três ou quatro ‘lições’ básicas de ética que podem 
ser consideradas as bases de sua própria formação ética.
N
a
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rá
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FOCO NA ÉTICA
Ética na HP
 16 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 16Gitman-12_P1-C01.indd 16 28/10/2009 13:17:3528/10/2009 13:17:35
Em tese, a maioria dos administradores financeiros concordaria com o objetivo de maximizar a 
riqueza dos proprietários. Na prática, contudo, eles também se preocupam com a própria riqueza, com 
a segurança de seus empregos e com os benefícios recebidos. Essas preocupações podem fazer com que 
evitem assumir risco além do moderado, se acreditarem que um excesso de risco pode ameaçar seus 
empregos ou reduzir sua riqueza pessoal. O resultado é um retorno inferior ao máximo possível e uma 
perda em potencial de riqueza dos acionistas.
O problema de agency
Deste conflito entre os interesses dos proprietários e os dos administradores surge aquilo que se 
chama de problema de agency, ou seja, a possibilidade de que os administradores coloquem seus 
objetivos pessoais à frente dos corporativos.5 Os problemas de agency podem ser evitados ou atenua-
dos por meio de dois fatores: forças de mercado e custos de agency.
Forças de mercado. Uma força de mercado encontra -se nos grandes acionistas, sobretudo inves-
tidores institucionais, como seguradoras, fundos de investimento e fundos de pensão. Esses detentores 
de grandes blocos do capital de uma empresa exercem pressão sobre a administração para que esta 
apresente desempenho adequado, comunicando suas preocupações ao conselho de administração. 
Muitas vezes ameaçam exercer seus direitos de voto ou liquidar sua participação, se o conselho não 
reagir positivamente às suas preocupações.
Outra força de mercado é a ameaça de tomada de controle por outra empresa que acredite poder 
aumentar o valor do negócio por meio da reestruturação de sua administração, de suas operações e 
de sua estrutura de capital.6 A ameaça constante de tomada do controle tende a motivar os adminis-
tradores para que ajam segundo os interesses dos proprietários da empresa.
Custos de agency. Para atenuar os problemas de agency e contribuir para a maximização da 
riqueza dos proprietários, os acionistas incorrem em custos de agency, que são os de manter uma 
estrutura de governança corporativa capaz de monitorar o comportamento dos administradores, evitar 
práticas administrativas desonestas e oferecer -lhes incentivos financeiros para maximizar o preço 
da ação.
A abordagem mais popular, potente e dispendiosa é a de estruturar a remuneração dos adminis-
tradores de maneira a que corresponda à maximização do preço da ação. O objetivo é proporcionar-
-lhes incentivos para que ajam segundo os interesses dos proprietários. Além disso, os pacotes de 
remuneração resultantes permitem que as empresas concorram pelos melhores administradores que 
há e os retenham. Os dois principais tipos de plano de remuneração são os de incentivo e os de 
 desempenho.
Os planos de incentivo tendem a atrelar a remuneração dos administradores ao preço da ação. A 
forma mais comum de plano de incentivo é a outorga de opções de compra de ações. Essas opções 
permitem que eles comprem ações da empresa ao preço de mercado estabelecido no momento da 
outorga. Se os preços no mercado subirem, serão recompensados com a possibilidade de revender 
suas ações a um preço de mercado mais elevado.
Muitas empresas também oferecem planos de desempenho, que atrelam a remuneração dos 
administradores a medidas como o lucro por ação (LPA), o aumento do LPA e outros indicadores de 
rentabilidade. Esses planos frequentemente usam ações por desempenho — que eles recebem em troca 
da consecução de metas de desempenho estabelecidas.
Outra forma de remuneração por desempenho é a bonificação em dinheiro, um pagamento em 
dinheiro atrelado à consecução de determinadas metas de desempenho.
O cenário atual da remuneração de executivos
Nos últimos anos, a adoção de diversos planos de remuneração tem sido objeto de escrutínio. 
Acionistas, tanto individuais quanto institucionais, além da Securities and Exchange Commission (SEC), 
continuam a questionar abertamente o cabimento dos pacotes multimilionários de remuneração que 
muitos executivos recebem. Por exemplo, os três CEOs mais bem pagos em 2006 foram (1) Stephen 
5 O problema de agency e outras questões a ele relacionadas foram originalmente discutidos por Michael C. Jensen e William H. 
Meckling, “Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure”, Journal of Financial Economics, 3, out. 
1976, p. 305-306. Para uma discussão mais aprofundada do artigo de Jensen e Meckling e pesquisas posteriores sobre o problema 
de agency, ver William L. Megginson, Corporate finance theory. Boston: Addison Wesley, 1997, Capítulo 2.
6 Uma discussão detalhada dos aspectos importantes das operaçõesde tomada de controle é feita no Capítulo 17, “Fusões, aquisições 
alavancadas, alienações e falência de empresas”.
Dica Um corretor de ações 
enfrenta a mesma questão. Se ele 
o convencer a comprar e vender 
mais ações, será bom para ele, 
mas pode não ser para você.
Problema de agency 
Probabilidade de que os 
administradores coloquem seus 
interesses pessoais acima dos 
objetivos da empresa.
Custos de agency Custos 
incorridos pelos acionistas para 
manter uma estrutura de 
governança que minimize os 
problemas de agency e contribua 
para a maximização da riqueza 
dos proprietários.
Planos de incentivo Planos 
de remuneração de executivos 
que tendem a vincular salários 
ao preço da ação da empresa; o 
plano de incentivo mais popular 
consiste na outorga de opções 
de compra de ações.
Opções de compra de 
ações Um incentivo que 
permite aos administradores de 
uma empresa comprar ações ao 
preço de mercado vigente 
quando da outorga.
Planos de desempenho 
Planos que vinculam a 
remuneração dos executivos a 
medidas como LPA, crescimento 
do LPA e outros indicadores de 
rentabilidade. Exemplos de 
instrumentos de remuneração 
nesses planos são ações por 
desempenho e/ou bonificações 
em dinheiro.
Ações por desempenho 
Ações dadas a executivos pelo 
atingimento de metas de 
desempenho fixadas.
Bonificações em dinheiro 
Pagamentos efetuados aos 
administradores por atingirem 
certas metas de desempenho.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 17 
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P. Jobs, da Apple, que recebeu $ 646,6 milhões; (2) Ray R. Irani, da Occidental Petroleum, com $ 321,64 
milhões; e (3) Barry Diller, da IAC/InterActiveCorp, com $ 295,14 milhões. Em décimo lugar na mesma 
lista, estava Henry C. Duques, da First Data, que recebeu $ 98,21 milhões. Em 2006, a remuneração 
média dos presidentes executivos das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, segundo um levan-
tamento da Forbes com base em dados de diversas fontes, foi de $ 15,2 milhões, um aumento de 38% 
em relação ao ano anterior. A remuneração média dos 20 CEOs mais bem pagos foi de $ 144,66 
milhões.
Estudos recentes não encontraram uma relação forte entre a remuneração dos CEOs e o preço da 
ação da empresa. Nos últimos anos, a divulgação desses generosíssimos pacotes de remuneração (sem 
um desempenho correspondente do preço da ação) pressionou para baixo a remuneração dos execu-
tivos. Um fator que contribui para essa divulgação é a exigência da SEC de que as companhias abertas 
divulguem aos investidores e outros interessados tanto o valor da remuneração de seus executivos mais 
bem pagos como o método usado para determiná -lo. Ao mesmo tempo, estão sendo desenvolvidos e 
implementados novos planos de remuneração que atrelam melhor o desempenho dos administradores, 
no que diz respeito à riqueza dos acionistas, à sua remuneração.
Se não houvesse restrição alguma, os administradores poderiam ter outros objetivos além da 
maximização do preço da ação, mas as evidências indicam que essa maximização, foco principal deste 
livro, é realmente a meta primordial de atuação na maioria das empresas.
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 1-11 Quais são os três motivos básicos para a maximização de lucro ser incompatível com a 
maximização da riqueza?
 1-12 O que é risco? Por que tanto o risco como o retorno devem ser considerados pelo adminis-
trador financeiro ao avaliar uma alternativa de decisão ou ação?
 1-13 Qual é o objetivo da empresa e, portanto, de todos os seus administradores e funcionários? 
Discuta como se mede a realização desse objetivo.
 1-14 O que é governança corporativa? Como a Lei Sarbanes -Oxley a afetou? Explique.
 1-15 Descreva o papel das políticas e diretrizes de ética empresarial e discuta a relação que se crê 
existir entre comportamento ético e preço da ação.
 1-16 De que maneira as forças de mercado, incluindo o ativismo de acionistas e a ameaça de 
tomada de controle, servem para impedir ou minimizar o problema de agency? Que papel 
os investidores institucionais representam no ativismo de acionistas?
 1-17 Defina custos de agency e explique sua relação com a estrutura de governança corporativa 
das empresas. De que modo o esquema de remuneração de executivos pode ajudar a dimi-
nuir problemas de agency? Qual é a visão corrente de muitos planos de remuneração?
 OA
5
 1.4 | INSTITUIÇÕES E MERCADOS FINANCEIROS
A maioria das empresas bem -sucedidas tem necessidade constante de fundos, que podem satisfa-
zer de três formas a partir de fontes externas. A primeira delas está nas instituições financeiras, que 
aceitam depósitos e os transferem a quem necessite de fundos. A segunda encontra -se nos mercados 
financeiros, fóruns organizados em que ofertantes e demandantes de diversos tipos de fundos podem 
negociar. E a terceira é a colocação privada. Por causa da falta de estrutura formal das colocações 
privadas, nos concentraremos no papel que as instituições financeiras e os mercados financeiros repre-
sentam no financiamento das empresas.
Instituições financeiras
As instituições financeiras agem como intermediários, canalizando as poupanças de pessoas 
físicas, empresas e órgãos governamentais para empréstimos e investimentos. Muitas instituições finan-
ceiras remuneram direta ou indiretamente seus depositantes com juros sobre os recursos depositados; 
outras prestam serviços em troca de tarifas (por exemplo, contas correntes pelas quais os correntistas 
paguem encargos). Algumas instituições financeiras aceitam depósitos de poupança da clientela e 
Para uma discussão aprofundada 
das instituições financeiras e dos 
mercados financeiros, ver o 
capítulo on -line no site do livro.
Instituição financeira Um 
intermediário que canaliza as 
poupanças de indivíduos, 
empresas e órgãos do governo 
para empréstimos e 
investimentos.
 18 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 18Gitman-12_P1-C01.indd 18 28/10/2009 13:17:3628/10/2009 13:17:36
emprestam esse dinheiro a outros clientes ou empresas; outras investem a poupança de seus clientes 
em ativos remunerados, como imóveis, ações, ou obrigações; e há quem faça as duas coisas. O gover-
no exige que as instituições financeiras operem segundo determinadas diretrizes reguladoras.
Principais clientes das instituições financeiras
Para as instituições financeiras, os principais ofertantes e demandantes de fundos são as pessoas 
físicas, as empresas e os órgãos governamentais. A poupança que os clientes individuais depositam 
nas instituições financeiras lhes fornecem grande parte dos recursos de que dispõem. Esses clientes 
não apenas proporcionam recursos às instituições financeiras, como também os demandam delas sob 
a forma de empréstimos. Entretanto, as pessoas físicas como um todo são ofertantes líquidos para as 
instituições financeiras: poupam mais do que tomam emprestado.
As empresas também depositam parte de seus recursos nas instituições financeiras, sobretudo em 
contas correntes mantidas em diversos bancos comerciais. Dessa forma, como as pessoas físicas, as 
empresas também tomam empréstimos dessas instituições, mas são demandantes líquidos de fundos: 
tomam mais dinheiro do que poupam.
Os órgãos governamentais mantêm em bancos comerciais depósitos de fundos temporariamente 
ociosos, alguns tipos de pagamento de impostos e pagamentos à Seguridade Social. Não tomam recur-
sos diretamente das instituições financeiras, embora, ao vender títulos de dívida a diversas instituições, 
acabem tomando delas empréstimos indiretos. Os órgãos governamentais, assim como as empresas, 
costumam ser demandantes líquidos de fundos: normalmente tomam mais do que poupam. Todos já 
ouvimos falar do déficit fiscal.
Principais instituições financeiras
As principais instituições financeiras que operam no mercado norte -americano são os bancos 
comerciais, as associações de poupança e empréstimo, as cooperativas de crédito, ascaixas econômi-
cas, as companhias de seguro, os fundos de investimento e os fundos de pensão. Essas instituições 
atraem fundos de pessoas físicas, empresas e órgãos governamentais, os combinam e oferecem emprés-
timos a pessoas físicas e empresas. O site de apoio ao livro traz descrições dos principais tipos de 
instituição financeira.
Mercados financeiros
Os mercados financeiros são fóruns em que ofertantes e demandantes de fundos podem negociar 
diretamente. Enquanto as instituições financeiras concedem empréstimos e realizam investimentos sem 
o conhecimento direto dos ofertantes (poupadores) de fundos, nos mercados financeiros os ofertantes 
sabem a quem seus recursos foram emprestados ou onde foram investidos. Os dois principais mercados 
financeiros são o mercado monetário e o mercado de capitais. Transações em obrigações de curto 
prazo, ou títulos negociáveis, ocorrem no mercado monetário. Títulos de longo prazo — ações e obri-
gações — são negociados no mercado de capitais.
Para levantar recursos, as empresas podem usar colocações privadas ou ofertas públicas. A colo-
cação privada envolve a venda direta de uma nova emissão de títulos, geralmente sob a forma de 
obrigações ou ações preferenciais, a um ou mais investidores, como seguradoras ou fundos de pensão. 
A maioria das empresas, contudo, levanta fundos por meio da oferta pública de títulos, que é a venda 
não exclusiva de obrigações e ações ao público em geral.
Todos os títulos são originalmente emitidos no mercado primário, o único em que o emissor, seja 
ele corporativo ou governamental, se envolve diretamente na transação e se beneficia diretamente da 
emissão. Ou seja, a empresa efetivamente recebe o produto da venda dos títulos. Uma vez que os 
títulos comecem a ser negociados entre poupadores e investidores, tornam -se parte do mercado secun-
dário. O mercado primário é aquele em que se negociam títulos ‘novos’. O secundário pode ser 
considerado um mercado de títulos de ‘segunda mão’.
Relação entre instituições e mercados
As instituições financeiras participam ativamente dos mercados financeiros na qualidade de ofer-
tantes e demandantes de fundos. A Figura 1.4 representa o fluxo geral de fundos por meio das institui-
ções financeiras e dos mercados financeiros e entre eles; também são apresentadas as colocações 
privadas. As pessoas físicas, empresas e órgãos governamentais que fornecem e demandam fundos 
podem ser nacionais ou estrangeiros. A seguir, discutiremos sucintamente o mercado monetário, 
Dica Pense em como seria 
ineficiente se cada poupador 
tivesse que negociar com cada 
demandante de poupança em 
potencial. As instituições fazem 
com que o processo seja mais 
eficiente, agindo como 
intermediárias entre poupadores 
e tomadores de fundos.
Mercados financeiros 
Ambientes nos quais os 
fornecedores e os demandantes 
de fundos podem realizar 
negócios diretamente.
Colocação privada Venda de 
uma emissão de novos títulos, 
geralmente obrigações ou ações 
preferenciais, de forma direta a 
um investidor ou a um grupo de 
investidores.
Oferta pública Venda não 
exclusiva de obrigações ou 
ações ao público em geral.
Mercado primário Mercado 
financeiro no qual ocorrem as 
emissões iniciais de títulos; único 
mercado no qual o emitente 
está diretamente envolvido na 
transação.
Mercado secundário 
Mercado financeiro no qual são 
negociados títulos previamente 
emitidos.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 19 
Gitman-12_P1-C01.indd 19Gitman-12_P1-C01.indd 19 28/10/2009 13:17:3628/10/2009 13:17:36
inclusive seu equivalente internacional — o mercado de euromoedas. E concluiremos a seção com 
uma discussão sobre o mercado de capitais, que é de crucial importância para a empresa.
Mercado monetário
O mercado monetário é criado por uma relação financeira entre ofertantes e demandantes de 
fundos de curto prazo (com vencimento em um ano ou menos). Os mercados monetários existem 
porque algumas pessoas físicas, empresas, órgãos governamentais e instituições financeiras dispõem 
de fundos temporariamente ociosos aos quais desejam dar uso remunerado. Ao mesmo tempo, outras 
pessoas físicas, empresas, órgãos governamentais e instituições financeiras têm necessidade sazonal 
ou temporária de financiamento. O mercado monetário aproxima esses ofertantes e demandantes de 
fundos de curto prazo.
A maior parte das transações do mercado monetário se dá em títulos negociáveis — instrumentos 
de dívida de curto prazo, como Letras do Tesouro Norte -americano, notas promissórias comerciais e 
certificados de depósito negociáveis, emitidos, respectivamente, pelo governo, por empresas e por 
instituições financeiras. (Os títulos negociáveis serão descritos no Capítulo 14.)
Mercado de euromoedas
O equivalente internacional do mercado monetário interno é chamado de mercado de euromoe-
das. Trata -se de um mercado em que se negociam depósitos bancários de curto prazo em dólares ou 
outras moedas facilmente conversíveis. Os depósitos de euromoedas surgem quando uma empresa 
ou pessoa física faz um depósito bancário em uma moeda que não a do país onde o banco está loca-
lizado. Se, por exemplo, uma multinacional depositasse dólares norte -americanos num banco de 
Londres, isso criaria um depósito de eurodólares (um depósito em dólares num banco europeu). Quase 
todos os depósitos em eurodólares constituem depósitos a prazo, o que significa que o banco se com-
promete a restituir o depósito, com juros, em uma determinada data futura — seis meses, digamos. 
Nesse meio tempo, o banco está livre para emprestar os fundos depositados a tomadores empresariais 
ou governamentais dignos de crédito. Se o banco não conseguir encontrar um tomador por conta 
própria, pode emprestar o depósito a outro banco internacional.
Mercado de capitais
O mercado de capitais é aquele que permite transações entre ofertantes e demandantes de fundos 
de longo prazo, como as emissões de títulos de empresas e órgãos governamentais. A espinha dorsal 
desse é formada pelos mercados de corretagem e de distribuição, que fornecem um fórum para tran-
sações com obrigações e ações. Também há mercado de capitais internacionais.
Mercado monetário A 
relação financeira criada entre 
fornecedores e tomadores de 
fundos de curto prazo.
Títulos negociáveis 
Instrumentos de dívida de curto 
prazo, como letras do Tesouro, 
notas promissórias comerciais e 
certificados de depósito, 
emitidos por governos, empresas 
e instituições financeiras, 
respectivamente.
Mercado de euromoedas 
Equivalente internacional do 
mercado monetário nacional.
Dica Lembre -se de que o 
mercado monetário serve para a 
captação de fundos de curto 
prazo e é representado no 
balanço pelo passivo circulante. 
O mercado de capitais é para 
levantamento de fundos a longo 
prazo e encontra -se refletido no 
balanço patrimonial no passivo 
não circulante e patrimônio 
líquido.
Mercado de capitais Um 
mercado que possibilita a 
realização de transações por 
ofertantes e demandantes de 
fundos de longo prazo.
Colocação
privada
Ofertantes
de fundos
Demandantes
de fundos
Instituições
financeiras
Mercados
financeiros
Fundos
Depósitos/ações
Fundos
Empréstimos
Títulos
Títulos
Tí
tu
lo
s
Titulos
Fundos Fundos
Fundos
Fu
nd
os
Fluxo de fundos para 
instituições e 
mercados 
financeiros
Fluxo de fundos
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1.4
 20 Princípios de administração financeira
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Principais títulos negociados: obrigações e ações
Os principais títulos dos mercados de capitais são as obrigações (dívida de longo prazo) e as ações 
ordinárias e preferenciais (títulos de participação acionária, ou propriedade).
As obrigações são instrumentos de dívida de longo prazo usados por empresas e órgãos gover-
namentais para levantar grandes somas de dinheiro, geralmente junto a um grupo variado de aplica-
dores. As obrigações emitidas por empresas costumam pagar jurossemestrais a uma determinada taxa 
de juros contratual (cupom). Apresentam vencimento inicial entre 10 e 30 anos e valor de face, ou 
nominal, de $ 1.000 a ser restituído na data de vencimento. As obrigações são descritas em detalhes 
no Capítulo 6.
 EXEMPLO A Lakeview Industries, uma importante fabricante de microprocessadores, emitiu uma obri-
gação com cupom de 9%, prazo de 20 anos e valor de face de $ 1.000, pagando juros a cada seis 
meses. Os investidores que adquirem esse título recebem o direito contratual a $ 90 de juros 
anuais (taxa de 9% × valor de face de $ 1.000), distribuídos em $ 45 a cada 6 meses (1/2 × $ 90) 
durante 20 anos, mais o valor de face de $ 1.000 no final do vigésimo ano.
Como já vimos, as ações ordinárias constituem unidades de propriedade de uma empresa, ou seja, 
de participação acionária. Os acionistas ordinários são remunerados pelo recebimento de dividendos — 
distribuições periódicas de lucros — ou pela realização de ganhos com a elevação do preço da ação. 
As ações preferenciais representam um tipo especial de participação acionária que apresenta carac-
terísticas tanto de obrigação quanto de ação ordinária. Aos acionistas preferenciais é prometido um 
dividendo periódico fixo que deve ser satisfeito antes de quaisquer dividendos aos acionistas ordinários. 
Ou seja, esse tipo de ação tem ‘preferência’ em relação à ordinária. As ações preferenciais e ordinárias 
são detalhadamente descritas no Capítulo 7.
Mercados de corretagem e de distribuição
A vasta maioria das transações realizadas por investidores individuais se dá no mercado secundá-
rio. Quando analisamos o mercado secundário no que concerne a como os títulos são negociados, 
vemos que ele pode ser dividido em dois segmentos: os mercados de corretagem e os mercados de 
distribuição.
A principal diferença entre os mercados de corretagem e de distribuição é um aspecto técnico que 
se refere à maneira como as transações se realizam. Ou seja, quando ocorre uma transação num 
mercado de corretagem, os dois lados do negócio, comprador e vendedor, reúnem -se e a transação 
se dá nesse ponto: a parte A vende seus títulos diretamente à compradora, a parte B. De certa forma, 
com a ajuda de uma corretora, os títulos efetivamente mudam de mãos no pregão da bolsa. O mer cado 
de corretagem consiste em bolsas de valores nacionais e regionais, organizações que fornecem um 
mercado onde as empresas podem levantar fundos por meio da venda de novos títulos, e os compra-
dores desses títulos podem revendê -los.
Por outro lado, quando as transações ocorrem num mercado de distribuição, o comprador e o 
vendedor nunca entram em contato direto. Em vez disso, os market makers executam ordens de com-
pra e venda. Market makers são distribuidoras de títulos que ‘fazem os mercados’ ao oferecer a compra 
ou a venda de determinados títulos a determinados preços. Essencialmente, são realizadas duas tran-
sações separadas: a parte A vende seus títulos (da Dell, digamos) para uma distribuidora e a parte B 
compra esses títulos (da Dell) de outra, ou possivelmente a mesma, distribuidora. Dessa forma, há 
sempre uma distribuidora (market maker) de um dos lados de uma transação entre distribuidora e 
mercado. O mercado de distribuição se compõe do mercado Nasdaq, uma plataforma de negociação 
inteiramente eletrônica usada para executar transações com títulos, e do mercado de balcão, onde são 
negociados títulos de menor importância e não cotados em bolsa.
Mercados de corretagem. Se você é como a maioria dos investidores individuais, quando pensa 
no ‘mercado de ações’ a primeira coisa que lhe ocorre é a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Na 
verdade, a NYSE é o principal mercado de corretagem. Esse mercado também inclui a American Stock 
Exchange (AMEX), que é outra bolsa nacional, além de várias bolsas regionais. Essas bolsas respondem 
por cerca de 60% do volume monetário total das ações negociadas no mercado acionário dos Estados 
Unidos. Nos mercados de corretagem, todas as transações se dão nos pregões centralizados.
A maioria das bolsas é inspirada na de Nova York. Para que os títulos de uma empresa sejam 
cotados em bolsa, ela precisa apresentar um pedido de cotação e atender a uma série de exigências. 
Obrigação (bond) 
Instrumento de dívida de longo 
prazo usado pelas empresas e 
pelos governos para captar 
grandes somas de recursos, 
geralmente de um grupo 
diversificado de investidores.
Ação preferencial Uma 
forma especial de participação 
no capital de uma empresa. Dá 
direito a dividendo periódico 
fixo, antes que quaisquer 
dividendos sejam pagos aos 
acionistas ordinários.
Mercado de corretagem As 
bolsas de títulos nas quais os 
dois lados de uma transação, 
comprador e vendedor, 
reúnem -se para negociar títulos.
Bolsas de valores 
Organizações que fornecem o 
local para as empresas 
levantarem fundos por meio da 
emissão de títulos e os 
investidores revenderem seus 
papéis.
Mercado de distribuição 
Mercado em que o comprador 
e o vendedor não entram em 
contato direto, sendo suas 
ordens executadas por 
distribuidoras que ‘fazem os 
mercados’ dos títulos em 
questão.
Market makers Agentes que 
‘fazem os mercados’ ao 
ofertarem a compra ou venda 
de determinados títulos, a 
determinados preços.
Mercado Nasdaq Uma 
plataforma totalmente eletrônica 
usada para executar transações 
com títulos.
Mercado de balcão Um 
mercado onde são negociados 
títulos de menor importância e 
não cotados em bolsas de 
valores.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 21 
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Por exemplo, para fazer jus à cotação na NYSE, a empresa precisa ter pelo menos 2.200 acionistas 
com 100 ou mais ações cada; um mínimo de 1,1 milhão de ações existentes; lucro antes do imposto 
de renda de pelo menos $ 10 milhões nos três anos anteriores, sem prejuízos nos dois anos anteriores; 
e um valor de mercado mínimo das ações em mãos do público de $ 100 milhões. É óbvio que somen-
te empresas grandes e com ações bem distribuídas se candidatam à cotação na NYSE.
Uma vez colocada, uma ordem de compra ou venda na NYSE pode ser executada em minutos, 
graças a sofisticados sistemas de telecomunicação. Novos sistemas de corretagem pela internet permi-
tem que os investidores emitam eletronicamente suas ordens de compra e venda. As informações sobre 
os títulos negociados podem ser encontradas em diversos meios, sejam impressos, como o Wall Street 
Journal, sejam eletrônicos, como o MSN Money (www.moneycentral.msn.com).
Mercados de distribuição. Uma das principais características do mercado de distribuição é a 
ausência de pregões centralizados. Em vez disso, esse mercado se compõe de grande número de market 
makers ligados uns aos outros por uma rede de telecomunicação em massa.
Cada market maker é uma distribuidora de valores que cria um mercado para um ou mais títulos 
por meio da oferta de compra ou venda desses títulos a preços determinados. O preço ofertado e o 
preço demandado correspondem, respectivamente, ao preço mais alto oferecido pela compra de um 
dado título e o preço mais baixo a que o título é oferecido para venda. Na prática, o investidor paga 
o preço ofertado ao comprar títulos e recebe o preço demandado quando os vende.
Como já vimos, o mercado de distribuição se compõe do mercado Nasdaq e do mercado de 
balcão, que, juntos, respondem por cerca de 40% do total de ações negociadas nos Estados Unidos — 
sendo que a Nasdaq é responsável pela esmagadora maioria das transações. (Vale observar que o 
mercado primário também é um mercado de distribuição porque todos os novos títulos são vendidos 
ao público investidor por distribuidoras de valores em nome do banco de investimento.)
O maior mercado de distribuição consiste num grupo seleto de ações cotadas e negociadas na 
National Association of Securities Dealers Automated Quotation System, comumente conhecida como 
Nasdaq. Fundada em 1971, a Nasdaq temsuas raízes no mercado de balcão, mas é hoje considerada 
uma entidade inteiramente autônoma que não pertence mais a esse mercado. Na verdade, em 2006 
a Nasdaq foi formalmente reconhecida pela SEC como ‘bolsa’, o que lhe confere essencialmente a 
mesma estatura e prestígio de que goza a NYSE.
Mercados internacionais de capitais
Embora os mercados de capitais norte -americanos sejam os maiores do mundo por ampla margem, 
há importantes mercados de dívida e ações fora dos Estados Unidos. No mercado de euro -obrigações, 
empresas e órgãos governamentais costumam emitir obrigações em dólares e vendê -las a investidores 
domiciliados fora dos Estados Unidos. Uma empresa norte -americana pode, por exemplo, emitir obri-
gações em dólares americanos para serem compradas por investidores da Bélgica, Alemanha ou Suíça. 
Por meio do mercado de eurobônus, as empresas e órgãos governamentais emissores podem explorar 
um conjunto muito maior de investidores do que o que costuma estar disponível no mercado 
 interno.
O mercado de obrigações estrangeiras é outro mercado internacional de títulos de dívida de longo 
prazo. Uma obrigação estrangeira é aquela emitida por uma empresa ou órgão governamental estran-
geiro em sua moeda local e vendida no mercado do investidor. Uma obrigação emitida por uma 
empresa norte -americana que seja denominada em francos suíços e vendida na Suíça constitui um 
exemplo de obrigação estrangeira. Embora esse mercado seja muito menor do que o de euro -obrigações, 
muitos emissores o consideram uma maneira atraente de explorar os mercados de dívida da Alemanha, 
do Japão, da Suíça e dos Estados Unidos.
Por fim, o mercado internacional de ações permite que sociedades por ações vendam blocos de 
ações simultaneamente a investidores em diferentes países. Esse mercado permite que as empresas 
levantem volumes de capital muito maiores do que os que seriam possíveis em qualquer mercado 
nacional por si só. As vendas internacionais de ações também se revelaram indispensáveis aos gover-
nos que venderam empresas estatais a investidores privados nos últimos anos.
Preço ofertado (bid price) 
O preço mais elevado ofertado 
para a compra de um título.
Preço demandado (ask 
price) O preço mínimo pelo 
qual um título é oferecido à 
venda.
Mercado de euro-
-obrigações O mercado em 
que as empresas e os governos 
emitem obrigações denominadas 
em dólares e vendem -nas a 
investidores situados fora dos 
Estados Unidos.
Obrigação estrangeira 
Obrigação emitida por uma 
empresa ou um governo 
estrangeiro, denominada na 
moeda nacional do investidor e 
vendida no mercado dele.
Mercado internacional de 
ações Mercado que permite às 
empresas vender blocos de 
ações a investidores em diversos 
países ao mesmo tempo.
 22 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 22Gitman-12_P1-C01.indd 22 28/10/2009 13:17:3728/10/2009 13:17:37
No início de 1980, os investidores podiam comprar uma 
ação ordinária Série A da Berkshire Hathaway (NYSE: BRKA) 
por $ 285. Podia parecer caro na época, mas em meados de 
2007 o preço da mesma ação atingira $ 111.000. O mago 
por trás desse fenomenal ganho de valor para o acionista é 
Warren Buffett, presidente da Berkshire Hathaway e popu-
larmente conhecido como o Oráculo de Omaha.
Com seu sócio, o vice -presidente do conselho Charlie 
Munger, Buffett administra um grande grupo de 73 empresas, 
217 mil empregados e quase $ 100 bilhões de faturamento 
anual. À primeira vista, parece fácil. Segundo o próprio 
Buffett, “Facilitei as coisas. Fico ali sentado, trabalhando 
por meio de grandes gestores que fazem o próprio show. 
Minhas únicas responsabilidades são torcer por eles, escul-
pir e reforçar nossa cultura corporativa e tomar grandes 
decisões de alocação de capital. Nossos executivos retribuem 
essa confiança com trabalho duro e eficaz”.
O estilo de liderança corporativa de Buffett parece um 
pouco displicente, mas por trás do estilo ’não estou nem aí’ 
está um dos melhores cérebros analíticos do mundo dos 
negócios. Ele acredita em alinhar os incentivos ao desem-
penho dos administradores. A Berkshire emprega muitos 
sistemas de incentivo diferentes, com condições que depen-
dem de elementos como o potencial econômico ou a inten-
sidade de capital da empresa gerida por cada CEO. Qualquer 
que seja o sistema de remuneração, Buffett procura mantê-
-lo simples e justo. Ele mesmo recebe um salário anual de 
$ 100.000 — não muito nessa era de gigantescos pacotes 
de remuneração executiva. Mas com sua participação de 31% 
no capital da Berkshire Hathaway, que está avaliada em 
quase $ 44 bilhões, Buffett está bem no plano financeiro, 
mesmo depois de anunciar seus planos de doar $ 40 bilhões 
à filantropia.
O relatório anual da Berkshire é leitura obrigatória para 
muitos investidores por causa da popularidade da carta anual 
de Buffett aos acionistas, com sua visão peculiar de assun-
tos como investimento, governança corporativa e liderança 
empresarial. As assembleias de acionistas realizadas em 
Omaha, Nebraska, transformaram -se em reuniões de cunho 
quase religioso a que comparecem milhares de pessoas para 
ouvi -lo responder a perguntas dos acionistas. Uma pergun-
ta cuja resposta está bem clara se refere à capacidade do 
Sr. Buffett de gerar valor para o acionista.
A pergunta ainda sem resposta é se a Berkshire Hathaway 
conseguirá substituir Buffett (77 anos de idade), Munger 
(83 anos) e o conselho de administração (idade média de 
70 anos). Só o tempo dirá. Dado o seu histórico, a empresa 
provavelmente terá sucesso na identificação de uma nova 
geração de lideranças que aja com base nos interesses de 
seus funcionários, clientes e acionistas, desde que Warren 
Buffett consiga emprestar ao processo sua rara sabedoria.
 A ação da BRKA nunca passou por desdobramento. Por 
que uma empresa se recusaria a desdobrar ações e, com isso, 
torná -las mais acessíveis para o investidor médio?
N
a
 p
rá
t
ic
a
FOCO NA PRÁTICA
Berkshire Hathaway — Há substituto para Buffett?
O papel dos mercados de capitais
Os mercados de capitais criam mercados de liquidez contínua nos quais as empresas podem obter 
o financiamento de que necessitam. Também criam mercados eficientes que alocam fundos aos seus 
usos mais produtivos. Isso se aplica, em especial, aos títulos negociados ativamente nos mercados de 
corretagem ou distribuição, onde a competição entre investidores maximizadores de riqueza determi-
na e publica preços que se acredita estarem próximos de seu verdadeiro valor. Veja, no quadro Foco 
na Prática deste capítulo, a história do preço de uma ação lendária e do igualmente lendário homem 
que a escreveu.
O preço de um título qualquer é determinado pelas forças de demanda e oferta. A Figura 1.5 
representa a interação das forças de demanda (representadas pela linha D0) e oferta (representada pela 
linha S) de um determinado título atualmente negociado ao preço de equilíbrio P0. A tal preço, são 
negociadas Q0 ações da empresa.
Qualquer mudança na avaliação das perspectivas de uma empresa faz mudar a demanda e a 
oferta em relação aos seus títulos e resulta num novo preço das suas ações. Suponhamos, por exemplo, 
que a empresa representada na Figura 1.5 anuncie uma descoberta favorável. Os investidores espe-
ram que essa descoberta proporcione resultados positivos e, por isso, aumentam a avaliação que fazem 
das ações da empresa. Essa mudança de avaliação resulta num deslocamento da demanda de D0 para 
D1. Neste novo nível de demanda, serão negociadas Q1 ações e resultará um novo e mais elevado 
preço de equilíbrio, P1. O mercado competitivo criado pelas grandes bolsas fornece um fórum em que 
os preços das ações se ajustam constantemente a mudanças de oferta e demanda.
Mercado eficiente Um 
mercado que aloca os fundos 
aos seus usos mais produtivos 
em consequência da competição 
entre investidores que desejam 
maximizar sua riqueza, que 
determina e divulga preços tidos 
como próximos do seu 
verdadeiro valor. Possui asseguintes características: muitos 
investidores pequenos, com as 
mesmas informações e 
expectativas em relação aos 
títulos; não há restrições a 
investimentos, nem impostos ou 
custos de transação; os 
investidores são racionais, 
encaram os títulos de maneira 
semelhante, têm aversão ao 
risco e preferem retornos mais 
altos e riscos mais baixos. 
(capítulos 1 e 5)
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 23 
Gitman-12_P1-C01.indd 23Gitman-12_P1-C01.indd 23 28/10/2009 13:17:3728/10/2009 13:17:37
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 1-18 Quem são os principais participantes nas transações das instituições financeiras? Quem são 
os fornecedores líquidos e os demandantes líquidos de fundos?
 1-19 Que papel os mercados financeiros desempenham em nossa economia? O que são mercados 
primários e mercados secundários? Que relação existe entre instituições financeiras e mer-
cados financeiros?
 1-20 O que é o mercado monetário? O que é o mercado de euromoedas?
 1-21 O que é o mercado de capitais? Quais são os principais títulos nele negociados?
 1-22 O que são mercados de corretagem? O que são mercados de distribuição? Em que 
 diferem?
 1-23 Descreva sucintamente os mercados internacionais de capitais, em particular o mercado de 
euro -obrigações e o mercado internacional de ações.
 1-24 O que é um mercado eficiente? O que determina o preço de um título num mercado 
como esse?
 OA
6
 1.5 | TRIBUTAÇÃO DE EMPRESAS
Os impostos são inevitáveis e as empresas, assim como as pessoas físicas, precisam pagar impos-
tos sobre seus rendimentos. Os rendimentos das firmas individuais e das partnerships são tributados 
como se fossem renda de seus proprietários; os rendimentos das sociedades por ações estão sujeitos 
ao imposto de renda da pessoa jurídica.
Independentemente da sua forma legal, toda empresa pode gerar dois tipos de rendimento: ganhos 
ordinários e de capital. Sob a lei vigente, ambos podem ser tratados de forma diferente na tributação 
de pessoas físicas, mas não no caso de entidades sujeitas a imposto de renda de pessoa jurídica.
Resultados ordinários
Os resultados ordinários de uma sociedade por ações são aqueles obtidos por meio da venda de 
bens e serviços. Nos Estados Unidos, o resultado ordinário de 2007 era tributado às alíquotas apresen-
tadas na Tabela 1.4. 
 EXEMPLO A Webster Manufacturing, Inc., uma pequena fabricante de facas de cozinha, tem lucro de 
$ 250.000 antes do imposto de renda. O imposto devido sobre esse lucro pode ser calculado 
usando -se a escala apresentada na Tabela 1.4:
Resultado ordinário 
Resultado obtido pela empresa 
com a venda de bens e serviços.
Q0
Número de ações negociadas
P
re
ço
 d
a
 a
çã
o
P1
P0
Q1
D1
D0
D1
S
D0
S
Oferta e demanda 
de um título
Oferta e demanda
F
I
G
U
R
A
1.5
 24 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 24Gitman-12_P1-C01.indd 24 28/10/2009 13:17:3728/10/2009 13:17:37
Imposto devido total = $ 22.250 + [0,39 × ($ 250.000 – $ 100.000)]
= $ 22.250 + (0,39 × $ 150.000)
= $ 22.250 + $ 58.500 = $ 80.750
Do ponto de vista financeiro, é importante compreender a diferença entre as alíquotas média e 
marginal, o tratamento dado à receita financeira e aos dividendos e os efeitos da dedutibilidade de 
despesas.
Alíquotas média e marginal de imposto de renda
A alíquota média paga sobre o resultado ordinário de uma empresa pode ser calculada dividindo-
-se os impostos pagos pelo resultado tributável. Para empresas com resultado tributável de $ 10 milhões 
ou menos, a alíquota média vai de 15% a 34%, atingindo esse máximo quando o resultado tributável 
alcança ou supera $ 335 mil. Para empresas com resultado tributável superior a $ 10 milhões, as alí-
quotas médias variam entre 34 e 35%. A alíquota média paga pela Webster Manufacturing, Inc. no 
exemplo anterior é de 32,3% ($ 80.750 ÷ $ 250.000). Com o aumento do resultado tributável de uma 
sociedade por ações, sua alíquota média aproxima -se e eventualmente atinge 34%, mantendo -se nesse 
nível até $ 10 milhões em resultado tributável e, então, elevando -se até atingir 35% para um resultado 
de $ 18.333.333.
A alíquota marginal representa a alíquota à qual é tributado o resultado adicional. Segundo a atual 
estrutura norte -americana de tributação das pessoas jurídicas, a alíquota marginal para resultados até 
$ 50.000 é de 15%; de $ 50.000 até $ 75.000, 25%; e assim por diante, como mostra a Tabela 1.4. A 
alíquota marginal atual da Webster Manufacturing é de 39% porque sua próxima unidade monetária 
de resultado tributável (que elevará seu lucro antes do imposto de renda para $ 250.001) será tributada 
a essa alíquota.
Para simplificar os cálculos, admitiremos neste livro que seja aplicável ao resultado ordinário uma 
alíquota fixa de 40%. Dado nosso foco na tomada de decisões financeiras, presume -se que essa taxa 
represente a alíquota marginal da empresa.
Receita financeira e dividendos recebidos
No processo de apuração do resultado tributável, quaisquer juros recebidos pela empresa são 
considerados parte do resultado ordinário. Os dividendos recebidos, contudo, recebem tratamento 
diferente. Esse tratamento atenua o efeito da bitributação, que se dá quando os lucros já tributados de 
uma empresa são distribuídos como dividendos em dinheiro aos acionistas, que devem pagar sobre 
eles imposto de renda a uma alíquota de até 15%. Dessa forma, os dividendos que a empresa recebe 
por deter ações ordinárias e preferenciais de outras empresas, e que representem uma participação 
Alíquota média Imposto total 
devido pela empresa, dividido 
por seu lucro tributável.
Alíquota marginal A alíquota 
pela qual o resultado adicional é 
tributado.
Bitributação Ocorre quando 
os lucros já tributados de uma 
empresa são distribuídos em 
dinheiro como dividendos aos 
acionistas, e estes são obrigados 
a pagar imposto novamente.
Cálculo de imposto
Faixa de lucro tributável
Imposto 
básico
+
(Alíquota 
marginal
×
Valor acima
do imposto básico)
$ 0 a $ 50.000 $ 0 + (15% × valor acima de $ 0)
50.000 a 75.000 7.500 + (25 × valor acima de 50.000)
75.000 a 100.000 13.750 + (34 × valor acima de 75.000)
100.000 a 335.000 22.250 + (39 × valor acima de 100.000)
335.000 a 10.000.000 113.900 + (34 × valor acima de 335.000)
10.000.000 a 15.000.000 3.400.000 + (35 × valor acima de 10.000.000)
15.000.000 a 18.333.333 5.150.000 + (38 × valor acima de 15.000.000)
18.333.333 ou mais 6.416.667 + (35 × valor acima de 18.333.333)
Escala de alíquotas de imposto de pessoa jurídica nos Estados Unidos
T
A
B
E
L
A
1.4
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 25 
Gitman-12_P1-C01.indd 25Gitman-12_P1-C01.indd 25 28/10/2009 13:17:3828/10/2009 13:17:38
inferior a 20%, permitem um abatimento de 70% para fins fiscais.7 Esse abatimento elimina a maior 
parte do efeito fiscal em potencial que acompanha os dividendos recebidos pela segunda empresa e 
por quaisquer outras na sequência.
Despesas dedutíveis do imposto de renda
Ao calcular o imposto de renda devido, as sociedades por ações têm o direito de deduzir despesas 
operacionais e financeiras. A dedutibilidade dessas despesas reduz seu custo depois do imposto de 
renda. O exemplo a seguir ilustra os benefícios da dedutibilidade.
 EXEMPLO Duas empresas, a Debt Co. e a No-Debt Co., esperam obter no próximo ano lucro de $ 200.000 
antes de juros e imposto. Durante o ano, a Debt Co. deve pagar juros no valor de $ 30.000. A 
No-Debt Co. não possui nenhuma dívida e, portanto, não terá despesas de juros. O cálculo do 
lucro após o imposto de renda, no caso das duas empresas, é o seguinte:
Debt Co. No-Debt Co.
Lucro antes da despesa financeira e do imposto de renda $ 200.000 $ 200.000
Menos: despesa financeira 30.000 0
Lucro antes do imposto de renda $ 170.000 $ 200.000
Menos: imposto de renda (40%) 68.000 80.000
Lucro depois do imposto de renda $ 102.000 $ 120.000
Diferença de lucrodepois do imposto de renda $ 18.000
Embora a Debt Co. tivesse uma despesa com juros $ 30.000 superior à da No-Debt Co., seu 
lucro, após o imposto de renda, é apenas $ 18.000 inferior ao lucro da outra empresa ($ 102.000 
no caso da Debt Co. e $ 120.000 no da No-Debt Co.). Essa diferença é atribuível ao fato de que 
a dedução da despesa financeira de $ 30.000 da Debt Co. gera uma economia de imposto no 
valor de $ 12.000 ($ 68.000 para a Debt. Co. e $ 80.000 para a No-Debt Co.). Esse valor pode 
ser calculado diretamente, multiplicando -se a alíquota do imposto de renda pelo valor da des-
pesa financeira (0,40 × $ 30.000 = $ 12.000). De maneira análoga, o custo de $ 18.000 da des-
pesa financeira após o imposto pode ser calculado diretamente, multiplicando -se 1 menos a alíquo-
ta do imposto de renda pelo valor da despesa financeira: [(1 – 0,40) × $ 30.000 = $ 18.000].
A dedutibilidade de determinadas despesas reduz seu custo efetivo (depois do imposto de renda) 
para uma empresa que seja lucrativa. É importante observar que para fins tanto contábeis quanto fiscais, 
a despesa financeira é dedutível, mas os dividendos não. E, porque os dividendos não são dedutíveis 
do resultado tributável, seu custo depois do imposto de renda corresponde ao montante dos dividendos. 
Assim, dividendos em dinheiro de $ 30.000 têm custo após o imposto de renda de $ 30.000.
Ganhos de capital
Se uma empresa vender um ativo não circulante (como ações mantidas em carteira como inves-
timento) por um valor superior ao preço original de aquisição, a diferença entre o preço de venda e o 
de compra é chamada de ganho de capital. Para as sociedades por ações, os ganhos de capital são 
somados ao resultado ordinário e tributados às alíquotas normais, com alíquota marginal máxima de 
39%. Para simplificar os cálculos apresentados no texto, admitiremos que sejam aplicáveis aos ganhos 
de capital das sociedades por ações uma alíquota fixa de 40%.
 EXEMPLO A Ross Company, fabricante de produtos farmacêuticos, apresenta lucro operacional de 
$ 500.000 antes do imposto e acaba de vender por $ 150.000 um ativo que foi adquirido há dois 
anos por $ 125.000. Como o ativo foi vendido por preço superior a seu custo inicial de aquisição, 
verifica -se um ganho de capital de $ 25.000 (preço de venda de $ 150.000 menos preço de 
7 A exclusão passa a ser de 80% quando a empresa tem participação de 20% a 80% no capital da empresa que está pagando os 
dividendos; a exclusão é de 100% dos dividendos quando possui mais de 80% do capital da empresa pagadora dos dividendos. Por 
questões de conveniência, admitiremos aqui que a participação seja sempre inferior a 20%.
Para uma discussão de outro 
aspecto do imposto de renda das 
empresas — a transferência de 
prejuízos — ver o site do livro.
Ganho de capital A diferença 
a maior entre o preço de venda 
de um ativo e seu preço de 
aquisição original.
 26 Princípios de administração financeira
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aquisição de $ 125.000). O lucro tributável da empresa totalizará $ 525.000 (rendimento ordi-
nário de $ 500.000 mais ganho de capital de $ 25.000). Como esse total é superior a $ 335.000, 
o ganho de capital será tributado à alíquota de 34% (ver Tabela 1.4), resultando no imposto 
devido de $ 8.500 (0,34 × $ 25.000).
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 1-25 Descreva o tratamento fiscal de resultados ordinários e de ganhos de capital. Qual é a dife-
rença entre a alíquota média e a alíquota marginal de imposto?
 1-26 Como o tratamento tributário aplicado aos dividendos recebidos pelas empresas atenua os 
efeitos da bitributação?
 1-27 Qual é o benefício para a empresa resultante da dedutibilidade de certas despesas?
R E S U M O
Ênfase no valor
O Capítulo 1 estabeleceu o objetivo primordial da empresa — maximizar a riqueza dos proprietários 
em cujo nome ela é administrada. No caso de empresas abertas, o valor está refletido, a qualquer momen-
to, no preço da ação. Consequentemente, a administração deve aproveitar somente as alternativas ou 
oportunidades que tendam a criar valor para os proprietários, aumentando o preço da ação. Isso exige que 
ela considere os retornos (a magnitude e a distribuição dos fluxos de caixa no tempo), o risco de cada 
atitude proposta e seu impacto conjunto sobre o valor.
Revisão dos objetivos de aprendizagem
OA
1
Definir finanças, suas principais áreas e oportunidades e as formas jurídicas de organização de 
empresas. As finanças, arte e ciência da administração do dinheiro, afetam a vida de todas as pessoas 
e organizações. Existem grandes oportunidades de prestação de serviços financeiros em bancos e 
instituições afins, planejamento financeiro pessoal, investimentos, imóveis e seguros. A administração 
financeira diz respeito às tarefas do executivo financeiro na empresa. A tendência recente de globalização 
da atividade empresarial tem gerado novas demandas e oportunidades em administração financeira.
Os tipos jurídicos de organização de empresas são a firma individual, a partnership e a sociedade por 
ações. Esta última é a que prevalece quando se trata de faturamento e lucro, e seus proprietários constituem 
seus acionistas preferenciais e ordinários. Os acionistas esperam obter retorno recebendo dividendos ou 
realizando ganhos de capital com a valorização de suas ações.
OA
2
Descrever a função de finanças e sua relação com a economia e a contabilidade. Todas as áreas de 
responsabilidade de uma empresa interagem com o pessoal e os procedimentos financeiros. O admi-
nistrador financeiro deve entender o ambiente econômico e apoiar -se fortemente no princípio eco-
nômico da análise marginal, ao tomar decisões. Ele utiliza a contabilidade, mas se concentra em fluxos 
de caixa e na tomada de decisões.
OA
3
Identificar as principais atividades do administrador financeiro da empresa. As atividades básicas 
do administrador financeiro, além do envolvimento permanente com análise e planejamento finan-
ceiros, são a tomada de decisões de investimento e a de financiamento.
OA
4
Explicar o objetivo da empresa, a governança corporativa, o papel da ética e o problema de agency. 
A meta do administrador financeiro é maximizar a riqueza dos proprietários, medida pelo preço da 
ação. Ao avaliar decisões alternativas, o administrador financeiro deve pesar tanto o retorno quanto 
o risco. Suas iniciativas para a maximização da riqueza devem, ainda, refletir os interesses das partes 
interessadas (stakeholders) na empresa.
A estrutura de governança corporativa é usada para direcionar e controlar a empresa por meio da 
definição dos direitos e deveres de seus principais elementos componentes. Investidores individuais e 
institucionais constituem os proprietários do capital social da maioria das empresas, mas os institucionais 
tendem a exercer muito mais influência sobre a governança corporativa. A Lei Sarbanes -Oxley de 2002 
(SOX) foi sancionada com o objetivo de eliminar práticas fraudulentas na divulgação de informações 
Dica Se ainda não o fez, leia 
a carta ‘Ao estudante’, que 
descreve a organização deste 
livro e explica como melhor 
aproveitar os seus diversos 
recursos.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 27 
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financeiras e problemas de conflitos de interesses. Práticas éticas positivas ajudam a empresa e seus admi-
nistradores a atingir a meta de maximização da riqueza dos proprietários. A SOX estimulou essas 
 práticas.
Problemas de agency surgem quando os administradores, na qualidade de agentes dos proprietários, 
dão prioridade a seus próprios objetivos, em detrimento dos objetivos corporativos. As forças de mercado, 
sob a forma de ativismo dos acionistas e da ameaça de transferência de controle, tendem a evitar ou mini-
mizar os problemas de agency. As empresas incorrem em custos de agency para monitorar as ações dosadministradores e incentivá -los a agir de acordo com os interesses dos proprietários. Opções de compra 
de ações e planos de remuneração por desempenho são alguns exemplos de custos de agency.
OA
5
Compreender as instituições e os mercados financeiros, e o papel que representam na administração 
financeira. As instituições financeiras agem como intermediárias, canalizando as economias de indi-
víduos, empresas e órgãos do governo para empréstimos ou investimentos. Os mercados financeiros 
atuam como fóruns em que os fornecedores e os demandantes de fundos podem transacionar diretamen-
te uns com os outros. As instituições financeiras participam ativamente dos mercados financeiros como 
fornecedoras e como demandantes de fundos.
No mercado monetário, fornecedores e demandantes de fundos operam com títulos negociáveis 
(instrumentos de dívida de curto prazo). O mercado de euromoedas é o equivalente internacional do 
mercado monetário doméstico.
No mercado de capitais, os investidores transacionam títulos de dívida de longo prazo (obrigações) e 
títulos de propriedade (ações ordinárias e preferenciais). Os mercados de corretagem e de distribuição 
criam mercados secundários para esses títulos. O mercado de corretagem consiste em bolsas de valores 
nacionais e regionais que reúnem compradores e vendedores. Os mercados de distribuição, que incluem 
a Nasdaq e os mercados de balcão, executam ordens dadas por distribuidoras que ’fazem os mercados’ 
de determinados títulos. O mercado primário é um mercado de distribuição. Existem importantes merca-
dos de capitais de dívida e ações fora dos Estados Unidos — o mercado de eurobônus e o mercado inter-
nacional de ações. Os mercados de capitais criam mercados líquidos contínuos para a obtenção de 
financiamento e a alocação de fundos a seus usos mais produtivos.
OA
6
Discutir a tributação de empresas e sua importância na tomada de decisões de negócios. Os rendi-
mentos das empresas estão sujeitos à tributação. As alíquotas de imposto de renda de pessoas jurídi-
cas incidem tanto sobre rendimentos ordinários (após a subtração das despesas dedutíveis) quanto 
sobre ganhos de capital. A alíquota média paga por uma sociedade por ações varia de 15% a 35%. As 
pessoas jurídicas podem reduzir o imposto devido com base em alguns dispositivos do código tributário: 
exclusão de pagamentos de dividendos entre empresas e a possibilidade de dedução de certas despesas. 
Ocorre um ganho de capital quando um ativo é vendido por um preço superior ao seu preço original de 
aquisição; os ganhos de capital são acrescentados ao resultado ordinário e tributados às alíquotas aplicá-
veis (em nome da simplicidade, vamos admitir uma alíquota marginal de 40% neste livro).
P R O B L E M A D E AU TO AVA L I AÇ ÃO
(Solução no Apêndice B)
 OA
6
 AA1-1 Imposto de renda de pessoa jurídica. A Montgomery Enterprises, Inc. teve lucro operacional de $ 280.000 
no último ano. Durante o período, ela vendeu ações de outra empresa que possuía em sua carteira por 
$ 180.000, $ 30.000 acima do preço original de aquisição de $ 150.000, pago um ano antes.
a. Qual é o valor do ganho de capital obtido durante o ano, se houver?
b. Qual foi o resultado tributável total da empresa durante o ano?
c. Use as alíquotas de imposto de renda de pessoas jurídicas fornecidas na Tabela 1.4 para apurar o 
imposto total devido pela empresa.
d. Partindo dos resultados anteriores, calcule a alíquota média e a alíquota marginal.
E X E R C Í C I O S PA R A AQ U E C I M E N TO
 OA
1
 A1-1 Ann e Jack são sócios há anos. Sua empresa, a A & J Tax Preparation, tem sido muito bem -sucedida porque 
os dois concordam sobre a maioria dos assuntos ligados aos negócios. Mas uma discordância diz respeito 
ao tipo jurídico de organização adotado. Faz dois anos que Ann tenta convencer Jack a transformar a 
 28 Princípios de administração financeira
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empresa em sociedade por ações. Ela acha que não há desvantagens nisso e só enxerga benefícios na 
mudança. Jack discorda veementemente: acredita que a empresa deva permanecer como uma 
 partnership.
Primeiro, assuma o papel de Ann e explique o aspecto positivo da transformação em sociedade por 
ações. Em seguida, tome o lado de Jack e indique as vantagens de permanecer como partnership. Por fim, 
de que informações você precisaria se lhe pedissem que tomasse a decisão por eles?
 OA
2
 A1-2 Você foi nomeado tesoureiro da AIMCO, Inc. por um dia. Essa empresa desenvolve tecnologia de video-
conferência. Um gestor da divisão de satélites lhe pediu que autorizasse um investimento de capital de 
$ 10.000. Segundo ele, esse montante é necessário para dar continuidade a um projeto de longo prazo 
criado para usar satélites que permitem videoconferências entre quaisquer lugares do planeta. O gestor 
reconhece que o conceito de satélites foi ultrapassado por recentes avanços tecnológicos na área de tele-
fonia, mas acredita que a empresa deva insistir no projeto, argumentando que já foram gastos nele $ 2,5 
milhões ao longo dos últimos 15 anos. Embora o projeto tenha poucas chances de se tornar viável, o 
administrador acredita que seria uma pena desperdiçar o tempo e o dinheiro já gastos.
Use a análise marginal de custo -benefício para tomar uma decisão sobre autorizar ou não o investi-
mento de $ 10.000 para continuar o projeto.
 OA
3
 A1-3 As festas de fim de ano da Yearling, Inc. são conhecidas por sua extravagância. Os administradores ofere-
cem aos funcionários, por seus esforços, o que há de melhor em comes e bebes e entretenimento. Durante 
o planejamento da festança deste ano, surgiu uma desavença entre o pessoal de tesouraria e o de contro-
ladoria. Os tesoureiros observaram que a empresa estava ficando sem caixa e poderia ter dificuldades para 
pagar suas contas nos próximos meses; exigiam que fossem feitos cortes no orçamento da festa. Os con-
troladores achavam que quaisquer cortes eram desnecessários, pois a empresa ainda era muito lucrativa. É 
possível que os dois lados estejam certos? Explique.
 OA
4
 A1-4 Recentemente, algumas lojas da Donut Shop, Inc. abandonaram a prática de permitir que os funcionários 
aceitassem gorjetas. Os clientes que costumavam dizer ‘fique com o troco’ agora tinham que se acostumar 
a esperar por suas moedinhas. A administração até estabeleceu uma política de exigir que o troco fosse 
jogado fora, se o cliente fosse embora sem ele. Você, um cliente regular que compra café e donuts para o 
escritório, percebe que as filas estão maiores e que tem havido mais erros em seus pedidos.
Explique por que as gorjetas podem ser assemelhadas às opções de compra de ações e por que a 
demora e os erros nos pedidos podem representar um exemplo de custo de agency. Se as gorjetas forem 
definitivamente eliminadas, como a Donut Shop poderia reduzir esses custos de agency?
 OA
6
 A1-5 A Reston, Inc. pediu ajuda financeira a Pruro, Inc., sua empresa. Na qualidade de antiga cliente da Reston, 
a Pruro aceitou ajudar. Sua dúvida é se a Pruro deve receber ações da Reston, que pagam dividendos 
anuais de 5%, ou aceitar uma nota promissória que pague juros anuais de 5%.
Admitindo que o pagamento esteja garantido e que os valores monetários dos juros e dos dividendos 
sejam idênticos, qual opção trará maior resultado depois do imposto de renda no primeiro ano?
P R O B L E M A S
 OA
1
 P1-1 Comparação de responsabilidades. Merideth Harper aplicou $ 25.000 na Southwest Development Company. 
A empresa foi recentemente à falência e tem dívidas em aberto no valor de $ 60.000. Explique a natureza 
dos pagamentos devidos pela Srta. Harper, caso haja, em cada uma das situações a seguir:
a. A Southwest Development Company é uma firma individual que pertence a Harper.
b. A Southwest Development Company é uma partnership entre Harper e Christopher Black. Cada um 
deles possui 50% da empresa.
c. A Southwest Development Company é uma sociedade por ações.OA
2
 OA
4
 P1-2 Análise marginal ou custo -benefício e objetivo da empresa. Ken Allen, analista de orçamento de capital 
da Bally Gears, Inc., foi encarregado de avaliar uma proposta de investimento. O diretor da divisão de 
produtos automotivos acredita que a substituição dos equipamentos automatizados utilizados na linha 
de produção de caminhões pesados produzirá benefícios totais de $ 560.000 (a preços de hoje) nos pró-
ximos cinco anos. Os equipamentos existentes produziriam benefícios de $ 400.000 (também a preços de 
hoje) no mesmo período. Para a instalação dos equipamentos novos seria necessário um investimento 
inicial de $ 220.000. O diretor da divisão calcula que os equipamentos atuais poderiam ser vendidos por 
$ 70.000. Mostre como Ken aplicará a técnica de análise marginal para determinar:
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 29 
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a. Os benefícios marginais (adicionais) dos novos equipamentos propostos.
b. O custo marginal (adicional) dos novos equipamentos propostos.
c. O benefício líquido dos novos equipamentos propostos.
d. Qual deve ser a recomendação de Ken à empresa? Por quê?
e. Que fatores, além de custos e benefícios, devem ser considerados antes de ser tomada a decisão 
final?
 OA
2
 P1-3 Resultado por competência versus fluxo de caixa em um período. A Thomas Book Sales, Inc. fornece livros 
didáticos a livrarias de faculdades e universidades. Os livros são enviados com a condição de serem 
pagos no prazo de 30 dias, mas podem ser devolvidos com direito a reembolso integral em 90 dias. Em 
2009, a empresa enviou e faturou livros no valor total de $ 760.000. Os recebimentos, descontados os cré-
ditos por devoluções, totalizaram $ 690.000 no ano. A empresa gastou $ 300.000 na compra dos livros 
enviados às livrarias.
a. Usando a contabilidade por regime de competência e os valores fornecidos, mostre qual foi o lucro 
líquido da empresa nesse ano.
b. Usando a contabilidade por regime de caixa e os valores precedentes, mostre qual foi o fluxo líquido 
de caixa da empresa nesse ano.
c. Qual dos dois demonstrativos é mais útil para o administrador financeiro? Por quê?
PROBLEMA DE FINANÇAS PESSOAIS
 OA
2
 P1-4 Fluxos de caixa. Jane normalmente planeja, monitora e avalia sua situação financeira usando os fluxos de 
caixa de um dado período, geralmente um mês. Ela tem uma conta de poupança e seu banco concede 
empréstimos a 6% ao ano, assim como oferece investimentos de curto prazo com rendimento de 5%. Os 
fluxos de caixa de Jane em agosto foram:
Item Entrada Saída
Vestuário $ 1.000
Receita financeira $ 450
Restaurante 500
Supermercado 800
Salário 4.500
Carro 355
Serviços públicos 280
Hipoteca 1.200
Combustível 222
a. Determine as entradas e saídas totais de caixa de Jane.
b. Determine o fluxo líquido de caixa do mês de agosto.
c. Indique algumas das opções que Jane terá, em caso de déficit.
d. Se houver um saldo excedente, qual será a estratégia mais prudente?
 OA
4
 P1-5 Identificação de problemas e custos de agency e sua solução. Explique por que cada uma das situações 
descritas a seguir envolve um problema de agency e os custos para a empresa que poderiam resultar dele. 
Proponha como solucionar o problema sem demitir os indivíduos envolvidos.
a. A recepcionista da entrada principal regularmente estica em 20 minutos seu horário de almoço para 
resolver problemas particulares.
b. Os diretores divisionais estão inflacionando as estimativas de custo para mostrar ganhos de eficiência 
no curto prazo, ao relatarem custos efetivos inferiores aos estimados.
c. O presidente da empresa reúne -se secretamente com um concorrente para discutir a possibilidade de 
uma fusão após a qual ele passaria a ser o presidente da empresa resultante.
d. O gerente de uma filial demite funcionários experientes que trabalhavam em período integral e contra-
ta reposições de meio período ou temporários para postos de atendimento a clientes, com o objetivo 
de reduzir os custos de mão de obra e elevar o lucro da filial no ano corrente. O bônus do gerente é 
baseado na rentabilidade da filial.
 30 Princípios de administração financeira
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 OA
6
 P1-6 Imposto de pessoa jurídica. A Tantor Supply, Inc. é uma pequena sociedade por ações que opera como 
distribuidora exclusiva de uma importante linha de material esportivo. Em 2009, a empresa obteve lucro 
de $ 92.500 antes do imposto de renda.
a. Calcule o imposto devido pela empresa usando a escala de alíquotas fornecida na Tabela 1.4.
b. Qual foi o lucro da Tantor Supply em 2009, após o imposto de renda?
c. Qual é a alíquota média de imposto da empresa, com base nos resultados do item a?
d. Qual é a alíquota marginal de imposto da empresa, com base nos resultados do item a?
 OA
6
 P1-7 Alíquotas médias de imposto de pessoa jurídica. Usando a escala de alíquotas de imposto fornecida na 
Tabela 1.4:
a. Calcule os valores de imposto devido, o lucro após o imposto de renda e as alíquotas médias de impos-
to para os seguintes níveis de lucro antes do imposto de renda: $ 10.000, $ 80.000, $ 300.000, $ 500.000, 
$ 1,5 milhão, $ 10 milhões e $ 20 milhões.
b. Faça um gráfico representando as alíquotas médias no eixo vertical e os níveis de lucro antes do impos-
to no eixo horizontal. Que conclusões gerais podem ser tiradas a respeito da relação entre essas 
 variáveis?
 OA
6
 P1-8 Alíquotas marginais de imposto de pessoa jurídica. Usando a escala de alíquotas de imposto de renda 
fornecida na Tabela 1.4:
a. Calcule a alíquota marginal para os seguintes níveis de lucro antes do imposto: $ 15.000, $ 60.000, 
$ 90.000, $ 200.000, $ 400.000, $ 1 milhão e $ 20 milhões.
b. Faça um gráfico registrando as alíquotas marginais no eixo vertical e os níveis de lucro antes do impos-
to no eixo horizontal. Explique a relação entre essas variáveis.
 OA
6
 P1-9 Receita financeira versus dividendos. Durante o último ano, a Shering Distributors, Inc. teve lucro opera-
cional antes do imposto de renda no valor de $ 490.000. Além disso, durante o ano recebeu $ 20.000 em 
juros por obrigações da Zig Manufacturing e $ 20.000 de dividendos por sua participação de 5% na Tank 
Industries, Inc. A Shering está na faixa de imposto de 40% e tem direito a uma exclusão de 70% dos divi-
dendos recebidos das ações da Tank Industries.
a. Calcule o imposto devido pela empresa, considerando somente o lucro operacional.
b. Determine o imposto devido e o valor atribuível à receita financeira decorrente das obrigações da Zig 
Manufacturing após o imposto de renda.
c. Determine o imposto de renda devido e o valor dos dividendos recebidos pelas ações ordinárias da 
Tank Industries após o imposto de renda.
d. Compare e discuta os valores após o imposto de renda resultantes de juros e dividendos, calculados 
nos itens b e c.
e. Qual é o valor total do imposto devido pela empresa nesse exercício?
 OA
6
 P1-10 Despesa de juros versus despesa de dividendos. A Michaels Corporation espera que o lucro antes de juros 
e imposto seja igual a $ 40.000 no período. Admitindo uma alíquota de imposto de 40% sobre rendimen-
tos ordinários, calcule o lucro da empresa depois do imposto de renda e o lucro disponível para os acio-
nistas ordinários (lucro depois do imposto e dos dividendos preferenciais, se houver), sob as seguintes 
condições:
a. A empresa tem despesa financeira de $ 10.000.
b. A empresa paga $ 10.000 em dividendos aos acionistas preferenciais.
 OA
6
 P1-11 Imposto de renda sobre ganhos de capital. A Perkins Manufacturing está analisando a venda de dois ativos 
não depreciáveis, X e Y. O ativo X foi adquirido por $ 2.000 e será vendido hoje por $ 2.250. O ativo Y 
foi adquirido por $ 30.000 e será vendido hoje por $ 35.000. A empresa está sujeita a uma alíquota de 
40% sobre ganhos de capital.
a. Calcule o valor do ganhode capital, se houver, com cada um dos ativos.
b. Calcule o imposto devido sobre a venda de cada ativo.
 OA
6
 P1-12 Imposto de renda sobre ganhos de capital. A tabela a seguir contém preços de compra e venda de ativos 
não depreciáveis de uma empresa de grande porte. A empresa pagou 40% de imposto de renda sobre os 
ganhos de capital.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 31 
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Ativo Preço de compra Preço de venda
A $ 3.000 $ 3.400
B 12.000 12.000
C 62.000 80.000
D 41.000 45.000
E 16.500 18.000
a. Determine o valor do ganho de capital obtido com cada um dos cinco ativos.
b. Calcule o valor do imposto de renda pago sobre a venda de cada um dos ativos.
PROBLEMA DE ÉTICA
 OA
6
 P1-13 O que significa dizer que os administradores devem maximizar a riqueza dos acionistas ‘sujeito às limita-
ções éticas’? Que considerações éticas podem levar a decisões que resultem em efeitos sobre o fluxo de 
caixa e o preço da ação inferiores aos que poderiam ser obtidos?
C A S O D O C A P Í T U L O 1
Avaliação do objetivo da Sports Products, Inc.
Loren Seguara e Dale Johnson trabalham para a Sports Products, Inc., um importante fabricante de 
equipamentos e acessórios para barcos de passeio. Loren trabalha como auxiliar de escritório no departa-
mento de contabilidade e Dale, na área de embalagem do departamento de entregas.
Certo dia, durante o horário de almoço, os dois começaram a conversar a respeito da empresa. Dale 
queixou -se de que sempre trabalhou duro, procurando não desperdiçar material de embalagem e, em 
geral, realizar seu trabalho de maneira eficiente. Apesar dos seus esforços e dos colegas de departamento, 
o preço da ação havia caído quase $ 2 nos últimos nove meses. Loren disse que compartilhava da frustra-
ção de Dale, sobretudo porque os lucros da empresa vinham subindo. Nenhum dos dois conseguia enten-
der por que o preço da ação estava caindo enquanto o lucro da empresa subia.
Loren disse que havia visto documentos em que era descrito o plano de participação nos lucros da 
empresa, segundo o qual todos os administradores eram remunerados, em parte, com base nos lucros. Ela 
afirmou que talvez fosse o lucro a coisa mais importante para os administradores, pois afetava diretamen-
te sua remuneração. Dale retrucou: “Isso não faz sentido, pois os acionistas são os donos da empresa. Os 
administradores não deveriam fazer o que é melhor para os acionistas? Algo está errado!”. Loren respondeu: 
“Bem, isso talvez explique por que a empresa não tem se preocupado com o preço da ação. Veja: os 
únicos lucros que os acionistas recebem são os dividendos em dinheiro, e a empresa nunca pagou divi-
dendos em toda a sua história, ou seja, em 20 anos. Portanto, nós, como acionistas, não nos beneficiamos 
diretamente dos lucros. A única maneira de nos beneficiarmos é por meio da elevação do preço da ação”. 
Dale acrescentou: “Isso provavelmente explica por que a empresa está sendo processada pelas autoridades 
ambientais estaduais e federais, por despejar agentes poluidores no rio aqui perto. Por que gastar dinheiro 
com controle da poluição? Isso aumentaria os custos, diminuiria os lucros e, como consequência, dimi-
nuiria também a remuneração dos administradores!”.
Loren e Dale perceberam que o horário de almoço havia terminado e precisavam voltar logo ao tra-
balho. Antes de sair, decidiram encontrar -se no dia seguinte para continuar essa discussão.
Pergunta -se:
a. Qual deve ser o objetivo primordial da Sports Products, Inc.? Por quê?
b. A empresa aparenta ter um problema de agency? Por quê?
c. Avalie a atitude da empresa em relação ao controle de poluição. Parece ser uma atitude ética? Por que 
incorrer em gastos com o controle da poluição poderia ser interessante para os proprietários da empre-
sa, a despeito do impacto negativo sobre os lucros?
d. A empresa aparenta ter uma estrutura eficaz de governança corporativa? Descreva as eventuais defi-
ciências.
e. Com base nas informações fornecidas, que recomendações específicas você faria à empresa?
 32 Princípios de administração financeira
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E X E R C Í C I O C O M P L A N I L H A
Admita que a Monsanto Corporation esteja pensando em renovar e/ou substituir alguns de seus equi-
pamentos mais antigos para a produção de carpetes. O objetivo é maximizar a eficiência operacional tanto 
em velocidade quanto na redução do número de defeitos. O departamento financeiro da empresa reuniu 
dados pertinentes que lhe permitirão fazer uma análise marginal da substituição proposta.
O desembolso pelos novos equipamentos será de aproximadamente $ 600.000. O valor contábil 
líquido dos antigos, assim como seu preço de venda em potencial, é de $ 250.000. O benefício total das 
novas aquisições (em valores de hoje) seria de $ 900.000. Os benefícios dos equipamentos mais antigos 
no mesmo período (em valores de hoje) seria de $ 300.000.
Pede -se:
Monte uma planilha para fazer análise marginal para a Monsanto Corporation e determinar:
a. O benefício marginal (adicional) dos novos equipamentos propostos.
b. O custo marginal (adicional) dos novos equipamentos propostos.
c. O benefício líquido dos novos equipamentos propostos.
d. Qual seria sua recomendação para a empresa? Por quê?
E X E R C Í C I O E M G R U P O
Você talvez não se lembre disso, mas uma das medidas de seu desempenho no jardim da infância era 
‘interage bem com os coleguinhas’. Com o seu avanço pelo sistema de ensino, essa característica explíci-
ta foi eliminada, e você passou a ser avaliado por suas realizações quanto a objetivos pedagógicos mais 
concretos, como aritmética, ortografia e, a uma certa altura, raciocínio lógico. É claro que interagir bem 
com os outros não é uma qualidade que se vai com os dentes de leite. Nós, humanos, somos animais 
gregários e, como tais, passamos grande parte de nossos dias na companhia de outros. Isso é especialmen-
te verdadeiro no ambiente de trabalho. A maioria de nossas atividades profissionais envolve alguma forma 
de esforço de equipe. Trabalhar bem em grupo é necessário para se atingir o sucesso na maioria das 
 empresas.
Tendo isso em mente, cada capítulo do livro lhe pedirá que conclua uma tarefa em grupo ligada aos 
objetivos de ensino abordados. O tamanho dos grupos é flexível, porém o mais indicado provavelmente 
será reunir de três a cinco alunos. Essas tarefas serão contínuas, no sentido de que os grupos montarão 
uma empresa e, a cada capítulo, procurarão simular as decisões que as sociedades por ações tomam em 
relação à sua administração financeira. As tarefas em grupo começam neste capítulo, e cada capítulo 
futuro partirá dos trabalhos anteriores.
Seu grupo deve, antes de mais nada, formar uma sociedade por cotas fictícia. Admita que essa socie-
dade exista há diversos anos e esteja em vias de se tornar uma sociedade por ações de capital aberto. Esse 
‘grupo -empresa’ permanecerá por todo o semestre. Você também acompanhará, durante todo o semestre, 
uma companhia aberta verdadeira que esteja relacionada de alguma maneira com a sua fictícia.
Pede -se:
a. Dê um nome à sua empresa e descreva o negócio em que opera e que vantagens vocês (como admi-
nistradores) enxergam na transformação em companhia aberta.
b. Debata as funções administrativas necessárias para a empresa fictícia e explique as responsabilidades 
de cada uma delas. (Aqui, embora possam ser criados papéis individuais, o grupo será responsável por 
todos esses papéis em todas as tarefas.)
c. Escolha uma companhia aberta negociada em bolsa para servir como ‘espelho’.
(1) Visite www.smartmoney.com, um site mantido pelo Wall Street Journal, e consulte as mais recentes 
demonstrações financeiras anuais da sua empresa -espelho.
(2) Identifique a bolsa em que são negociadas as ações da sua empresa e a classificação setorial emque ela se enquadra.
(3) Verifique a rentabilidade, com base somente nos movimentos recentes de lucro por ação (LPA) e 
na identificação da taxa esperada de crescimento do lucro futuro.
(4) Tome nota de quaisquer questões tributárias apontadas no relatório anual.
 Capítulo 1 – O papel e o ambiente da administração financeira 33 
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E X E R C Í C I O N A W E B
A rede mundial de computadores, ou Web (que é parte da internet), tornou -se um elemento tão forte 
em todos os aspectos de nossa sociedade que ignorar seu potencial empobreceria sua experiência de 
aprendizado. A Web não tem paralelo quando se trata de obter informações atualizadas. Hoje, qualquer 
pessoa do mundo pode fazer pesquisas aprofundadas sobre praticamente qualquer assunto, bastando para 
isso alguns cliques do mouse. O exercício na Web fornecido em cada capítulo deste livro dará continui-
dade ao trabalho desenvolvido no capítulo, aplicando dados do mundo real e em tempo real aos assuntos 
aqui abordados. Você encontrará junto a cada tarefa de pesquisa uma atividade para entrega relativamen-
te breve. Esses documentos servem para verificar o tempo que você passou conectado. Em muitos casos, 
os exercícios partirão de exercícios anteriores e estão fortemente associados aos exercícios em grupo; essa 
correspondência é intencional. O capítulo, seus exemplos e problemas e os exercícios em grupo e na Web 
devem ser encarados como ferramentas contínuas, cuja sobreposição reforça os elementos centrais da 
matéria.
Lembre -se de consultar o site deste livro (www.prenhall.com/gitman_br) para encontrar recursos adicio-
nais, inclusive os exercícios.
 34 Princípios de administração financeira
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B R A S I L E M C O N T E X T O
A lei Sarbanes -Oxley: o impacto 
para as empresas brasileiras
Carla C. L. Côrte1
Os processos de liberalização, desintermediação, desregulamentação e integração dos mer-
cados financeiros que caracterizam a atual etapa de acumulação capitalista justificam mudanças 
decisivas tanto no padrão de financiamento como na estrutura de governança corporativa das 
empresas.
Os chamados mercados financeiros organizados e as organizações financeiras não bancárias 
que assumem importância crescente potencializam alterações no modus operandi do próprio 
sistema e estimulam as empresas a organizarem sua estrutura de corporate finance de forma a 
privilegiar o autofinanciamento, sobretudo por intermédio de pulverização da propriedade por 
meio de ações.
Essa dominância dos financistas induz a que se priorize a rentabilidade financeira dos empreen-
dimentos: movimento de ‘financeirização’ da gestão das empresas. O objetivo destas passa a se 
concentrar na maximização do valor acionário, por meio de práticas como fusões e aquisições, 
valorizações do savoirfaire (reconcentração nas ocupações principais), reduções na intensidade 
de capital, dentre outras. Tais modificações, se por um lado significam ganhos de eficiência, por 
outro potencializam conflitos de interesses nas relações que regem a cultura organizacional, uma 
vez que se torna mais frequente a separação entre a posse e o controle. Essa dissociação, deno-
minada na teoria microeconômica como relação Agente -Principal, levanta a seguinte questão: 
como garantir que as decisões tomadas pelos dirigentes atenderão ao interesse dos acionistas?
A resposta é evidente: não há garantias. Para minimizar os riscos, os acionistas incorrem em cus-
tos de monitoramento, contam com proteção via contratos e, sobretudo, geram incentivos pecuniários, 
como a remuneração em forma de ações para os principais executivos.
Os escândalos de empresas como Enron, Worldcom e Tyco e a conivência de auditores inde-
pendentes2 demonstraram que os instrumentos de estímulos e coerção foram insuficientes. 
Evidenciava -se a necessidade de um arcabouço regulatório que dificultasse a ocorrência de 
 fraudes.
A onda dos referidos escândalos contábeis estimulou os congressistas Paul S. Sarbanes e 
Michael Oxley3 a criar o projeto de lei com vistas, sobretudo, a imputar responsabilidades aos 
executivos e, dessa maneira, restaurar a credibilidade e a integridade dos mercados de capitais.
A chamada lei SOX, embora tenha sido somente uma das medidas tomadas para restaurar a 
confiança dos investidores, assumiu importância decisiva a ponto de ser considerada o mais 
importante marco na estrutura regulamentar do mercado de capitais norte -americano desde a 
criação, em 1934, da Securities & Exchange Comission (SEC).
A lei busca consolidar práticas confiáveis no processo de divulgação dos resultados das 
empresas e coibir atitudes ilícitas dos executivos por meio de 1.107 artigos distribuídos em 66 
seções, com destaque para as seções 302 e 404, em função das controvérsias que geraram.
A seção 302, intitulada Corporate responsability for financial report, determina que o principal 
executivo da empresa (CEO) e o principal executivo de finanças (CFO) respondam pelos relatórios 
financeiros da empresa que forem enviados para a SEC, dada a necessidade de conferência e 
confirmação das informações por eles. A seção 906, que retoma o tema, explicita as possíveis 
penalidades impostas quando do descumprimento do ordenamento: pagamento de multas e 
sentença de prisão.
1 Doutora em ciências econômicas pela Universidade de Campinas.
2 Referência a atuação da Arthur Andersen no caso Enron.
3 Originalmente a lei foi denominada Public Company Accouting Reform and Investor Protection Act of 2002.
 Brasil em contexto 35 
Gitman-12_P1-C01.indd 35Gitman-12_P1-C01.indd 35 28/10/2009 13:17:4128/10/2009 13:17:41
A seção 404, indubitavelmente a que mais causou polêmica, determina a necessidade de uma 
avaliação anual dos controles e procedimentos internos para a emissão dos relatórios financeiros. 
Os relatórios devem evidenciar os esforços no sentido de melhorar os controles internos e a 
divulgação dos resultados. Também define a necessidade de auditoria externa. O impacto direto 
foi a evidência de que haveria custos de aderência.4
A aplicação das determinações propostas por essa seção tem como suporte o Comitê das 
Organizações Patrocinadoras (Coso, do inglês, Committee of Sponsoring Organizations of the 
Treadway Commission), entidade cuja existência remonta a mais de uma década e conta com o 
patrocínio das principais associações de classe ligadas às áreas contábil e financeira dos Estados 
Unidos.
A lei também propôs a criação da Junta de Supervisão de Contabilidade de Empresas Públicas 
(PCAOB, do inglês, Public Company Accounting Oversight Board ), caracterizada como uma 
entidade sem fins lucrativos, com o intuito de regular a atuação das auditorias de empresas de 
capital aberto. De acordo com as seções 103 e 104, a Junta torna -se responsável pela determina-
ção de regras e procedimentos para os processos de auditoria e deve promover inspeções perió-
dicas sobre as empresas. Também possui autoridade para agir em casos de descobertas de irre-
gularidades.
Na seção 203 o ordenamento estabelece ainda que nenhuma auditoria externa poderá man-
ter relações com as empresas auditadas por um período superior a cinco anos, para não desvir-
tuar a relação entre as partes.
A PCAOB busca incrementar o monitoramento em função da assimetria de informações exis-
tentes. Se possibilita a minimização dos riscos, também gera custos adicionais a serem cobertos, 
de acordo com a seção 109, com recursos oriundos das taxas de registro.
O arcabouço jurídico proposto pela Sarbanes -Oxley aplica -se também às empresas estrangei-
ras que possuem valores mobiliários registrados na SEC. É o caso das empresas brasileiras que 
possuem programas de American Depositary Receipts (ADRs) admitidos à negociação nas bolsas 
de valores dos Estados Unidos. A necessidade de adequação por parte das empresas brasileiras 
ao ordenamentoproposto pela lei veio a fortalecer o arcabouço regulamentar que o Brasil já 
estruturava com o intuito de fortalecer as práticas de governança corporativa.
A primeira entidade criada, em 1995, para esse propósito foi o Instituto Brasileiro de Governança 
Corporativa (IBGC), que em 1999 lança o Código Brasileiro das Melhores Práticas de 
Governança Corporativa. As condutas propostas no documento dizem respeito a questões como 
propriedade, gestão e processos externos de auditamento e estão muito alinhadas à SOX porque 
em 2004 ocorre a divulgação de uma versão revisada e ampliada do Código brasileiro e que 
incorpora, evidentemente, aspectos do ordenamento norte -americano entendidos como 
 avanços.
Outro documento importante foi a Cartilha de Governança Corporativa proposta em 2002 
pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que também busca contribuir por meio de quatro 
seções: (i) Estrutura Acionária e Grupo de Controle; (ii) Assembleias; (iii) Conselho de Administração; 
e (iv) Proteção a Acionistas Minoritários e Auditoria e Demonstrações Contábeis.
A despeito, entretanto, de o arcabouço regulatório no Brasil já contemplar a busca pela exce-
lência quanto à prática de uma estrutura de governança corporativa que de alguma forma se 
antecipa ou pelo menos se alinha à Sarbanes -Oxley, fato incontestável é que as empresas brasi-
leiras que negociam ações nas bolsas de valores dos Estados Unidos deverão passar pelas mesmas 
necessidades de adequação com que as norte -americanas se deparam.
Uma das dificuldades a ser enfrentada por essas empresas diz respeito ao fato de que as de 
menor porte tenderão a arcar com custos relativamente maiores, uma vez que a SOX não expli-
cita tratamentos diferenciados associados a estrutura e/ou tamanho delas. Ademais, não há no 
ordenamento qualquer tratativa sobre especificidades, inclusive de cultura corporativa.
Diante desse quadro, surge o questionamento sobre a possibilidade de o marco regulatório 
proposto pela lei vir a desestimular a atuação das empresas estrangeiras no mercado norte-
-americano. Trata -se de uma questão ainda em aberto em função do tempo. Entretanto, é impor-
tante ressaltar que, embora as corporações brasileiras que negociam ADRs nas bolsas norte-
4 Os mais críticos questionam se a adequação ao marco regulatório implicará realmente em relatórios financeiros mais confiáveis e/
ou firmas mais bem geridas.
 36 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C01.indd 36Gitman-12_P1-C01.indd 36 28/10/2009 13:17:4228/10/2009 13:17:42
-americanas ainda sejam em número restrito e, em geral, grandes empreendimentos, fato 
incontestável é que a estrutura corporativa brasileira compõe -se em grande proporção de peque-
nas e médias empresas que pela própria estrutura já não conseguem lançar papéis nem no mer-
cado doméstico. Nesse sentido, o custo de adequação dessas empresas à SOX talvez se torne 
efetivamente proibitivo.
Em suma, são inúmeras as implicações da lei, tanto em termos de supostos benefícios como 
de custos efetivos. É evidente que a SOX foi uma resposta à crise de improbidades, e era neces-
sário fazê -lo. Entretanto, lamentavelmente sabe -se que a regulação preventiva tem limites asso-
ciados à própria lógica de valorização da riqueza e, por essa perspectiva, os limites da SOX estão 
dados a priori e vão muito além de aspectos como custos de implementação, respeito a especifi-
cidades, cultura corporativa, estrutura e/ou tamanho. Não obstante, qualquer esforço normativo 
no sentido de coibir fraudes é legítimo e necessário: cabe à estrutura regulamentar sofrer adap-
tações para responder às inovações que certamente surgirão.
 Brasil em contexto 37 
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POR QUE ESTE CAPÍTULO É IMPORTANTE PARA VOCÊ
Em sua vida profissional
Contabilidade: Para conhecer o relatório da administração e a elaboração das quatro 
principais demonstrações financeiras; como as empresas consolidam suas demonstrações 
financeiras internacionais; e como calcular e interpretar índices financeiros para fins de 
tomada de decisões.
Sistemas de informação: Para saber quais dados são incluídos nas demonstrações finan-
ceiras das empresas, para projetar sistemas que forneçam esses dados às pessoas que as 
elaboram e às que usam os dados para calcular índices.
Administração: Para saber quais são as partes interessadas no relatório da administração 
e por quê; como as demonstrações financeiras serão analisadas pelas pessoas de dentro e 
de fora da empresa para avaliar diversos aspectos do desempenho; a cautela necessária 
ao usar a análise de índices financeiros; e como as demonstrações financeiras afetam 
o valor da empresa.
Marketing: Para compreender os efeitos de suas decisões sobre as demonstrações 
financeiras, especialmente a demonstração do resultado e a demonstração dos fluxos 
de caixa, e como a análise de índices, sobretudo daqueles que envolvem dados sobre 
vendas, afetará as decisões da empresa sobre os níveis de estoque, as políticas de crédito 
e os preços.
Operações: Para entender como os custos das operações se refletem nas demonstra-
ções financeiras da empresa e como a análise de índices, especialmente daqueles que 
envolvem ativos, custo das mercadorias vendidas, ou estoques, pode afetar solicitações 
de novos equipamentos ou instalações.
Em sua vida pessoal
Muitos dos princípios de administração financeira são aplicáveis à sua vida pessoal; as 
transações de compra e venda, de tomada de empréstimos e de poupar e investir para 
atingir objetivos financeiros. Essas metas exigem interação com instituições e merca-
dos financeiros. Você também precisa considerar o impacto dos impostos sobre seus 
planos financeiros. Aprender os fundamentos da administração financeira pode ajudá -lo 
a gerenciar melhor suas finanças pessoais.
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM
OA
1
 Analisar o conteúdo do relatório da 
administração e os procedimentos para 
a consolidação das demonstrações 
financeiras internacionais.
OA
2
 Saber quem usa os índices financeiros 
e como o faz.
OA
3
 Usar índices para analisar a liquidez e 
a atividade de uma empresa.
OA
4
 Discutir a relação entre dívida e 
alavancagem financeira e os índices 
usados para analisar o endividamento 
de uma empresa.
OA
5
 Usar índices para analisar a 
rentabilidade e o valor de mercado de 
uma empresa.
OA
6
 Usar um resumo dos índices financeiros 
e o sistema de análise DuPont para 
realizar uma análise completa.
2 Demonstrações financeiras 
e sua análise
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 OA
1
 2.1 | O RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Qualquer sociedade por ações tem muitas aplicações para os registros e relatórios 
padronizados de suas atividades financeiras. Os relatórios devem ser preparados periodica-
mente para os reguladores, credores, proprietários e administradores. As diretrizes usadas 
para elaborar e manter registros e relatórios financeiros são conhecidas como princípios 
contábeis geralmente aceitos (GAAP — generally accepted accounting principles). Esse 
conjunto de práticas e procedimentos contábeis é autorizado pelo órgão regulador da ativi-
dade contábil nos Estados Unidos, o Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira 
(FASB — Financial Accounting Standards Board).
Além disso, a Lei Sarbanes -Oxley de 2002, promulgada com a intenção de eliminar os 
muitos problemas de divulgação e conflitos de interesses a que estão sujeitas as sociedades 
por ações, estabeleceu o Conselho Supervisor da Contabilidade das Companhias Abertas 
(PCAOB — Public Company Accounting Oversight Board ), uma organização sem fins 
lucrativos que supervisiona os auditores de companhias abertas. O PCAOB está encarrega-
do de proteger os interesses dos investidores e defender o interesse público na elaboração 
de relatórios de auditoria informativos, justos e independentes. O que se espera é que isso 
aumente a confiança dosinvestidores na precisão das demonstrações financeiras das com-
panhias abertas.
Companhias abertas com mais de $ 5 milhões em ativos e 500 ou mais acionistas1 
devem, por exigência da Securities and Exchange Commission (SEC) — o órgão regulador 
federal norte -americano que rege a venda e listagem de títulos — fornecer anualmente a 
1 Embora a SEC não tenha uma definição oficial de companhia aberta, esses valores são usados para delimitar o ponto 
a partir do qual a divulgação de dados financeiros é obrigatória, mesmo que os títulos da empresa não sejam negocia-
dos publicamente. As empresas que não precisam cumprir tais exigências são classificadas como de ‘capital 
 fechado’.
Princípios contábeis
geralmente aceitos
(GAAP — generally accepted 
accounting principles) Diretrizes 
para as práticas e procedimentos a serem 
adotados na elaboração e manutenção de 
registros e relatórios financeiros; autorizadas 
pelo Conselho de Padrões de Contabilidade 
Financeira.
Conselho de Padrões de Contabilidade 
Financeira (FASB — Financial 
Accounting Standards Board) O órgão 
regulador da profissão de contabilista, 
responsável pela emissão dos princípios 
contábeis geralmente aceitos.
Conselho Supervisor da Contabilidade 
das Companhias Abertas (PCAOB — 
Public Company Accounting Oversight 
Board) Uma instituição sem fins lucrativos 
estabelecida pela Lei Sarbanes-Oxley de 2002 
para proteger os interesses de investidores e 
do público em geral, no sentido da 
elaboração de pareceres de auditoria 
informativos, justos e independentes.
Securities and Exchange Commission 
(SEC) Órgão do governo federal 
norte -americano responsável pela fiscalização 
da venda e do registro de títulos.
Você já deve tê -los visto em meio à correspondência: os pequenos enve-
lopes vermelhos que contêm filmes da Netflix estão por toda a parte. A 
Netflix, o maior serviço de assinatura on -line do mundo, permite que 
seus assinantes aluguem filmes dentre uma lista de mais de 75 mil títulos, sem 
taxas de remessa, sem data de devolução e sem multa por atraso. Desde seu 
lançamento, em 1999, a base de assinaturas da Netflix apresentou uma taxa 
de crescimento anual composta (CAGR — compound annual growth rate) para 
sete anos de 79% e suas receitas aumentaram a uma CAGR de 113%. Com 5,66 
milhões de assinantes ao fim de 2006, a Netflix pretende chegar a 20 milhões 
nos próximos cinco anos.
Em outubro de 2006 surgiram boas notícias para quem estivesse em busca de motivos para ficar otimista em relação às ações 
da Netflix: a rival Blockbuster anunciou que deixaria de oferecer um serviço que permitia aos clientes alugar dois filmes por mês 
a uma taxa de $ 5,99, o mesmo preço de um serviço concorrente da Netflix.
A dívida de longo prazo da Netflix tem sido praticamente zero desde sua oferta pública inicial, em maio de 2002. Seu índice 
de liquidez corrente de 2,21 indica uma capacidade de pagar com facilidade quaisquer dívidas de curto prazo. O resultado líquido 
aumentou de $ 6,51 milhões em 2003 para $ 21,6 milhões em 2004, $ 42,03 milhões em 2005 e $ 49,09 milhões em 2006. Nesse 
intervalo de três anos, o patrimônio líquido aumentou de $ 112 milhões para $ 414 milhões. Com base nesse crescimento, a Netflix 
ficou em 18o lugar na lista de 100 empresas de crescimento mais rápido em 2006 publicada pela revista Fortune.
Uma preocupação tem sido o ‘giro’ (churn, em inglês) — um termo que descreve a perda de clientes posteriormente substi-
tuídos por outros. A Netflix mede seu churn por meio de um índice obtido dividindo -se os cancelamentos trimestrais pela soma 
do número inicial de assinantes e do número bruto de novas assinaturas. Quanto menor a taxa, melhor a retenção de clientes. No 
quarto trimestre de 2006, a Netflix calculou seu churn como sendo de 3,6%, menor do que os 6% obtidos quatro anos antes. Com 
base nessas informações, os investidores haviam elevado o preço da ação em quase 30% ao final de 2006.
Neste capítulo, veremos como calcular os índices financeiros e como usá -los para analisar as demonstrações financeiras de 
uma empresa.
Quais são os benefícios de não se ter dívida de longo prazo? Há algum impacto negativo da ausência de dívida de longo prazo?
Netflix, Inc.
Lá vem a maré vermelha
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 39 
Gitman-12_P1-C02.indd 39Gitman-12_P1-C02.indd 39 29/10/2009 19:14:4029/10/2009 19:14:40
seus acionistas o relatório aos acionistas, que resume e documenta as atividades financeiras da empre-
sa no ano anterior. Começa com uma carta do presidente executivo e/ou do presidente do conselho 
aos acionistas.
Carta aos acionistas
A carta aos acionistas é o principal comunicado da administração da empresa. Descreve os even-
tos que se considera terem tido maior efeito sobre a empresa no decorrer do ano. Também discute, em 
termos genéricos, a filosofia de administração, questões de governança corporativa, estratégias e pro-
vidências, além de planos para o ano seguinte. Há links no site do livro que o levarão a alguns bons 
exemplos de cartas aos acionistas.
As quatro principais demonstrações financeiras
As quatro principais demonstrações financeiras exigidas pela SEC para apresentação aos acionis-
tas são (1) demonstração de resultado, (2) balanço patrimonial, (3) demonstração das mutações do 
patrimônio líquido e (4) demonstração dos fluxos de caixa.2 Aqui, apresentamos e discutimos sucinta-
mente as demonstrações financeiras contidas no relatório de administração de 2009 da Bartlett 
Company, uma fabricante de fechos metálicos. É bem provável que você tenha estudado essas quatro 
demonstrações financeiras em algum curso de contabilidade, de modo que nosso propósito ao analisá-
-las aqui é reavivar sua memória dos fundamentos e não proporcionar uma revisão aprofundada. 
2 Embora esses títulos de demonstrações sejam usados de maneira padronizada em todo este livro, é importante reconhecer que, na 
prática, as empresas muitas vezes adotam nomes diferentes. Por exemplo, a General Electric usa o termo ‘demonstração de lucro’, 
em lugar de ‘demonstração do resultado do exercício’, e ‘demonstração de posição financeira’, em lugar de ‘balanço patrimonial’. 
A Sprint Nextel e a Qualcomm usam ‘demonstração de operações’ em vez de ‘demonstração do resultado do exercício’.
Relatório aos acionistas 
Relatório anual que as empresas 
abertas devem fazer aos 
acionistas; resume e documenta 
as atividades financeiras da 
empresa durante o ano anterior.
Carta aos acionistas Em 
geral, o primeiro elemento do 
relatório anual da administração 
e instrumento 
principal de 
comunicação de 
iniciativa da administração da 
empresa.
Acadêmicos acostumados com uma dedicação ingrata ao 
campo da ética empresarial hoje ficam maravilhados com 
sua recente popularidade nas faculdades. “É incrível”, excla-
ma Timothy Fort, professor da George Washington University. 
“Quando comecei a lecionar ética, em 1994, o primeiro terço 
do programa era dedicado a convencer os alunos de que valia 
a pena. Agora, o tamanho da turma quadruplicou”. O inte-
resse pelos cursos de ética cresceu, em parte, por causa de 
uma iniciativa da Associação para o Desenvolvimento dos 
Cursos Superiores de Administração (AACSB — Association 
to Advanced Collegiate Schools of Business). Em 2004, a 
AACSB publicou um relatório reconhecendo o desconforto 
causado na comunidade de escolas de administração de 
empresas pela divulgação das fraudes contábeis na Enron, 
Tyco e WorldCom, dentre outras. O relatório conclamava as 
escolas a um maior esforço para ensinar ética.
Embora os casos da Enron e da WorldCom não sejam 
novidade, o tema das culturas éticas corporativas assumiu 
uma importância própria. Se você for aluno da Rutgers 
University, talvez tenha cursado uma nova disciplina cha-
mada “Contabilidade Criativa” e inteiramente dedicada a 
fraudes financeiras. Se estuda administração de empresas 
na Seton Hall University (onde estudou Dennis Kozlowski, 
ex -CEO da Tyco), pode se matricular num cursoque mostra 
como os dados contábeis podem ser manipulados e alterados. 
Cursos como esses podem ajudar a impedir novos escândalos 
financeiros. Segundo os professores Richard MacKenzie, 
da Universidade da Califórnia — Irvine, e Tibor Machan, da 
Chapman University, saber quais práticas contábeis e finan-
ceiras são apropriadas é fundamental para manter a hones-
tidade das empresas, assim como a integridade pessoal dos 
administradores contábeis e financeiros.
Uma questão em debate é se a ética deve ser integrada 
ao currículo, ou abordada em um curso dedicado ao tema. 
Uma vertente diz que aprender a teoria da ética exige pelo 
menos um curso específico, além da integração da ética aos 
cursos tradicionais de administração. Isso permitiria aos alu-
nos aplicar os conceitos aprendidos no curso específico.
Os investidores se animaram com a aprovação, em 2002, 
da Lei Sarbanes -Oxley (SOX), cujo subtítulo é “Lei de Reforma 
da Contabilidade Empresarial e Defesa do Investidor”. A SOX 
comina sanções penais pela alteração de documentos e exige 
que haja um código de ética para os administradores finan-
ceiros graduados. Os investidores provavelmente também se 
animarão com a maior ênfase dada à ética nas escolas de 
administração. Informações mais precisas e verdadeiras 
reduzirão a incerteza quanto ao fluxo de informações que 
eles usam para avaliar uma ação.
 Quais são algumas das abordagens inovadoras que podem 
ser usadas para ensinar ética no nível superior?
N
a
 p
rá
t
ic
a
FOCO NA ÉTICA
De volta às aulas de ética
 40 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 40Gitman-12_P1-C02.indd 40 29/10/2009 19:14:4229/10/2009 19:14:42
Enquanto relembra outras matérias, aproveite para ler o quadro Foco na ética, que trata de disciplinas 
sobre ética empresarial.
Demonstração de resultado
A demonstração de resultado fornece um resumo financeiro dos resultados operacionais da empre-
sa durante um determinado período. As mais comuns abrangem um período de um ano encerrado 
numa data específica, normalmente 31 de dezembro de cada ano. Muitas grandes empresas, contudo, 
operam num ciclo financeiro de 12 meses, chamado de ano fiscal, que se encerra em alguma outra 
data. Além disso, é comum elaborar demonstrações de resultados mensais para uso da administração 
e obrigatório fornecer aos acionistas de companhias abertas demonstrações de resultados trimestrais.
A Tabela 2.1 apresenta as demonstrações de resultados da Bartlett Company para os anos encer-
rados em 31 de dezembro de 2009 e 2008. A de 2009 começa pelo faturamento — o valor monetário 
total das vendas realizadas no período — do qual se deduz o custo das mercadorias vendidas. O lucro 
bruto resultante de $ 986.000 representa o montante disponível para fazer frente aos custos operacio-
Demonstração de resultado 
Fornece uma visão financeira 
sintética dos resultados das 
operações da empresa durante 
um período determinado.
Dica Algumas empresas, 
como as de varejo e agrícolas, 
encerram o ano fiscal no fim de 
seu ciclo operacional, não no do 
ano -calendário — por exemplo, o 
varejo, no fim de janeiro, e as 
empresas agrícolas, no fim de 
setembro.
Exercícios anuais encerrados em 31 de dezembro
2009 2008
Receita de vendas $ 3.074 $ 2.567
Menos: custo das mercadorias vendidas 2.088 1.711 
Lucro bruto $ 986 $ 856 
Menos: despesas operacionais
 com vendas $ 100 $ 108
 gerais e administrativas 194 187
 arrendamentos mercantisa 35 35
 depreciação 239 223 
 Total das despesas operacionais $ 568 $ 553 
Resultado operacional $ 418 $ 303
Menos: despesas financeiras 93 91
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 325 $ 212
Menos: imposto devido (alíquota de 29%)b 94 64 
Lucro líquido depois do imposto de renda $ 231 $ 148
Menos: dividendos preferenciais 10 10 
Lucro disponível aos acionistas ordinários $ 221 $ 138 
Lucro por ação (LPA)c $ 2,90 $ 1,81
Dividendo por ação (DPA)d $ 1,29 $ 0,75
a A despesa com arrendamento mercantil é apresentada aqui como um item separado, em lugar de ser incluída nas despesas financeiras, como determina o 
FASB para fins de divulgação contábil. O enfoque aqui adotado é mais compatível com as normas de divulgação para fins fiscais do que para fins de conta-
bilidade financeira.
b A alíquota de 29% para o ano de 2009 resulta do fato de que a empresa tem direito ao uso de certas deduções que não aparecem explicitamente na demons-
tração do resultado.
c Calculado dividindo -se o lucro disponível aos acionistas ordinários pelo número de ações ordinárias existentes — 76.262 em 2009 e 76.244 em 2008. Lucro 
por ação em 2009: $ 221.000 ÷ 76.262 = $ 2,90; em 2008: $ 138.000 ÷ 76.244 = $ 1,81.
d Calculado dividindo -se o valor total de dividendos pagos aos acionistas ordinários pelo número de ações ordinárias existentes. Dividendos por ação em 2009: 
$ 98.000 – 76.262 = $ 1,29; em 2008: $ 57.183 ÷ 76.244 = $ 0,75.
Demonstrações do resultado da Bartlett Company (em milhares de dólares)
T
A
B
E
L
A
2.1
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 41 
Gitman-12_P1-C02.indd 41 29/10/2009 19:14:42
÷
nais, financeiros e fiscais. Em seguida, são abatidas do lucro bruto as despesas operacionais, que 
abrangem despesas de vendas, despesas gerais e administrativas, despesas com arrendamento mercan-
til e despesa de depreciação.3 O lucro operacional resultante de $ 418.000 representa o lucro obtido 
com a produção e a venda de produtos; esse valor não considera os custos financeiros e fiscais (o lucro 
operacional é também chamado de lucro antes de juros e impostos, ou LAJIR). Depois, subtrai -se o 
custo financeiro — despesa financeira — do lucro operacional para chegar ao lucro líquido antes do 
imposto de renda. Depois de subtrair $ 93.000 em juros pagos em 2009, a Bartlett Company apresen-
tava lucro líquido antes do imposto de renda de $ 325.000
Em seguida, o imposto de renda é calculado à alíquota devida e deduzido para determinar o lucro 
líquido depois do imposto de renda. O lucro líquido depois do imposto de renda da Bartlett Company 
em 2009 foi de $ 231.000. Quaisquer dividendos preferenciais devem ser subtraídos do lucro líquido 
depois do imposto de renda para chegar ao lucro disponível para os acionistas ordinários, que é o 
montante ganho pela empresa em nome dos acionistas ordinários no período.
Dividindo -se o lucro disponível para os acionistas ordinários pelo número de ações ordinárias em 
circulação, temos o lucro por ação (LPA), que representa o montante de unidades monetárias ganhas 
no período para cada ação ordinária. Em 2009, a Bartlett Company ganhou $ 221.000 para seus acio-
nistas ordinários, ou $ 2,90 por ação em circulação. O dividendo por ação (DPA) efetivo, que é o valor 
em unidades monetárias distribuído no período a cada ação ordinária em circulação, foi de $ 1,29 
nesse ano.
 EXEMPLO Jan e Jon Smith, um casal de trinta e poucos anos e sem filhos, prepararam uma demons-
tração de rendimentos e despesas pessoais que se parece com uma demonstração do resultado 
de uma empresa. Uma versão sintetizada de sua demonstração de rendimentos e despesas é 
fornecida abaixo. O site do livro oferece uma versão mais detalhada.
Jan e Jon Smith
Demonstração de rendimentos e despesas do ano 
encerrado em 31 de dezembro de 2009
Rendimentos
Salários (inclusive comissões de vendas) $ 72.725 
Receita financeira 195 
Dividentos recebidos 120
 (1) Total dos rendimentos $ 73.040
Despesas
Parcelas da hipoteca $ 16.864 
Parcelas do financiamento do carro 2.520 
Contas diversas (inclusive TV por assinatura) 2.470 
Reparos e manutenção do imóvel 1.050 
Alimentação (inclusive restaurantes) 5.825 
Despesas com automóvel 2.265 
Assistência médica e seguro -saúde 1.505 
Roupas, sapatos, acessórios 1.700 
Seguros (residencial, automotivo e de vida) 1.380 
Impostos (de renda, INSS, imóvel) 16.430 
Parcelasde eletrodomésticos e móveis 1.250 
Recreação e entretenimento 4.630 
Faculdade e livros de Jan 1.400 
Cuidados pessoais e outros itens 2.415
 (2) Total das despesas $ 61.704
 (3) Saldo (déficit) de caixa [(1) – (2)] $ 11.336
3 A despesa de depreciação pode ser incluída nos custos de produção — ou seja, no custo dos produtos vendidos —, e isso acontece 
frequentemente. A depreciação é indicada como despesa, neste livro, para destacar seu impacto sobre os fluxos de caixa.
Dividendo por ação 
(DPA) O montante em 
dinheiro distribuído durante o 
período a cada ação ordinária 
existente.
 EXEMPLO 
 DE FINANÇAS 
 PESSOAIS 
 42 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 42Gitman-12_P1-C02.indd 42 29/10/2009 19:14:4329/10/2009 19:14:43
Durante o ano, os Smith tiveram rendimentos totais de $ 73.040 e despesas totais de $ 61.704, 
o que lhes deixou um saldo de $ 11.336. Esse saldo pode ser usado para aumentar sua poupan-
ça e seus investimentos.
Balanço patrimonial
O balanço patrimonial é uma descrição resumida da posição financeira da empresa em uma certa 
data. Essa demonstração equilibra os ativos da empresa (aquilo que ela possui) contra seu financia-
mento, que pode ser capital de terceiros (dívidas) ou capital próprio (fornecido pelos proprietários e 
também conhecido como patrimônio líquido). Os balanços da Bartlett Company em 2009 e 2008 
constam da Tabela 2.2 e mostram diversas contas de ativo, passivo e patrimônio líquido.
É importante distinguir entre ativos e passivos de curto prazo e de longo prazo. Os ativos circu-
lantes e passivos circulantes se caracterizam pelo curto prazo. Isso significa que devem ser convertidos 
em caixa (ativo circulante) ou pagos (passivo circulante) dentro de um ano. Todos os demais ativos e 
passivos, juntamente com o patrimônio líquido, que se presume ser de duração indeterminada, são 
considerados de longo prazo, ou permanentes, uma vez que se espera que permaneçam nos livros da 
empresa por mais de um ano.
É de praxe listar os ativos em ordem decrescente, dos mais líquidos — caixa — para os menos 
líquidos. Títulos negociáveis são investimentos de curto prazo e alta liquidez mantidos pela empresa, 
como Letras do Tesouro ou certificados de depósito. Por causa de sua liquidez elevada, os títulos 
negociáveis são considerados uma forma de caixa (‘quase caixa’). As contas a receber representam o 
valor total devido à empresa por seus clientes em decorrência de vendas a prazo. Os estoques abran-
gem matéria -prima, produção em andamento (produtos semiacabados) e produtos acabados mantidos 
pela empresa. O item ativo imobilizado bruto reflete o custo histórico de todos os ativos fixos (de longo 
prazo) que a empresa adquiriu.4 O ativo imobilizado líquido representa a diferença entre o ativo imo-
bilizado bruto e a depreciação acumulada — isto é, a despesa total registrada de depreciação do ativo 
imobilizado (referimo -nos ao valor líquido do ativo imobilizado como valor contábil).
Assim como os ativos, as contas de passivo e patrimônio líquido vão do curto para o longo prazo. 
O passivo circulante inclui fornecedores, que se referem a contas devidas por compras a crédito efe-
tuadas pela empresa; títulos a pagar, que abrangem empréstimos de curto prazo, geralmente obtidos 
em bancos comerciais; e despesas a pagar, valores devidos por serviços cujo valor não pode ser fatu-
rado (alguns exemplos desta última categoria são impostos devidos ao governo e salários de funcioná-
rios). Dívidas de longo prazo representam obrigações cujo pagamento não é devido no ano corrente. 
O patrimônio líquido representa os direitos que os proprietários têm na empresa. O item referente a 
ações preferenciais diz respeito aos ingressos históricos oriundos da venda de ações preferenciais 
($ 200.000 no caso da Bartlett Company).
Em seguida, o valor pago pelos compradores originais das ações ordinárias é apresentado por dois 
lançamentos: ações ordinárias e ágio na venda de ações. O lançamento ações ordinárias representa o 
valor nominal das ações ordinárias. O ágio na venda de ações ordinárias constitui o montante dos 
ingressos, além do valor nominal, recebidos na venda original das ações ordinárias. A soma de ações 
ordinárias e ágio na venda de ações, dividido pelo número de ações existente, corresponde ao preço 
por ação originalmente recebido pela empresa numa única emissão de ações ordinárias. A Bartlett 
Company recebeu, portanto, cerca de $ 8,12 por ação [($ 191.000 nominais + $ 428.000 em ágio 
além do valor nominal) ÷ 76.262 ações] com a venda de ações ordinárias.
Finalmente, os lucros retidos representam o total acumulado de todos os lucros, deduzidos dos 
dividendos, que foram retidos e reinvestidos na empresa desde sua fundação. É importante observar 
que os lucros retidos não são caixa e já foram empregados para financiar os ativos da empresa.
Os balanços patrimoniais da Bartlett Company apresentados na Tabela 2.2 mostram que o total 
do ativo da empresa aumentou de $ 3.270.000 em 2008 para $ 3.597.000 em 2009. O aumento de 
$ 327.000 se deve predominantemente ao aumento de $ 219.000 do ativo circulante. O aumento 
do ativo, por sua vez, parece ter sido financiado principalmente com um aumento de $ 193.000 do 
total do passivo. Essas mudanças podem ser mais bem entendidas a partir da demonstração dos fluxos 
de caixa, de que trataremos em breve.
4 Para simplificar, o termo ativo imobilizado será usado em todo o livro para referir -se àquilo que, em termos contáveis estritos, chama-
-se ’imóveis, instalações e equipamentos’. Essa simplificação terminológica permite que determinados conceitos financeiros sejam 
mais facilmente desenvolvidos.
Balanço patrimonial 
Demonstrativo resumido da 
posição financeira da empresa 
em um dado momento.
Ativos circulantes Ativos de 
curto prazo, os quais devem ser 
convertidos em caixa em um 
ano ou menos.
Passivos circulantes Passivos 
de curto prazo que devem ser 
liquidados em um ano ou 
menos.
Dica Outra interpretação do 
balanço patrimonial é a de que 
temos, de um lado, os ativos que 
foram adquiridos a fim de 
aumentar o lucro da empresa. O 
outro lado indica como esses 
ativos foram financiados, seja 
contraindo dívidas, seja aplicando 
os recursos dos proprietários.
Dívidas de longo prazo 
Dívida cujo pagamento não é 
devido no ano corrente.
Ágio na venda de ações 
ordinárias Ingressos obtidos 
com a venda de ações ordinárias 
por um valor acima do valor 
nominal.
Lucros retidos Valor total 
acumulado dos lucros, depois do 
pagamento de dividendos, que 
vêm sendo retidos e reinvestidos 
na empresa desde a sua 
constituição.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 43 
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 Em 31 de dezembro 
Ativo 2009 2008
Ativo circulante
 Caixa $ 363 $ 288
 Títulos negociáveis 68 51
 Contas a receber de clientes 503 365
 Estoques 289 300
 Ativo total circulante $ 1.223 $ 1.004
Ativo imobilizado bruto (ao custo)a
 Terrenos e edificações $ 2.072 $ 1.903
 Máquinas e equipamentos 1.866 1.693
 Móveis e utensílios 358 316
 Veículos 275 314
 Outros (inclusive arrendamento mercantil) 98 96
 Ativo total imobilizado bruto (ao custo) $ 4.669 $ 4.322
Menos: depreciação acumulada 2.295 2.056
Ativo imobilizado líquido $ 2.374 $ 2.266
Ativo total $ 3.597 $ 3.270
Passivo e patrimônio líquido
Passivo circulante
 Fornecedores $ 382 $ 270
 Títulos a pagar a bancos 79 99
 Despesas a pagar 159 114
 Passivo total circulante $ 620 $ 483
Dívidas de longo prazo (incluindo arrendamento mercantil)b $ 1.023 $ 967
 Passivo total $ 1.643 $ 1.450
Patrimônio líquido
 Ações preferenciais — dividendos de 5% cumulativos, valor 
nominal de $ 100, 2 mil ações autorizadas e emitidasc
$ 200 $ 200
 Ações ordinárias — valor nominal de $ 2,50, 100 mil ações 
autorizadas; ações emitidasem 2009: 76.262; em 2008: 76.244
 191 190
 Ágio na venda de ações ordinárias 428 418
 Lucros retidos 1.135 1.012
 Total do patrimônio líquido $ 1.954 $ 1.820
Passivo total e patrimônio líquido $ 3.597 $ 3.270
a Em 2009, a empresa tinha um contrato de arrendamento mercantil por seis anos, exigindo pagamento anual de 
$ 35.000 a cada início de ano. Ainda faltam quatro anos para o término do prazo do contrato.
b Os pagamentos anuais de amortização de uma parte do total do passivo da empresa totalizam $ 71.000.
c O dividendo anual das ações preferenciais seria de $ 5 por ação (5% × $ 100), ou seja, um total anual de $ 10.000 
($ 5 por ação × 2 mil ações).
Balanços patrimoniais da Bartlett Company (em milhares de dólares)Dica Os principais 
componentes do balanço 
patrimonial podem ser 
representados como:
Ativo 
circulante
Passivo 
circulante
Dívidas de 
longo prazo
Ativo 
imobilizado Patrimônio 
líquido
ou
Total do
ativo =
Passivo total 
e patrimônio 
líquido
T
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B
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2.2
 44 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 44Gitman-12_P1-C02.indd 44 29/10/2009 19:14:4329/10/2009 19:14:43
Saldo de lucros retidos (1o de janeiro de 2009) $ 1.012
Mais: lucro líquido depois do imposto de renda (de 2009) 231
Menos: dividendos em dinheiro (pagos durante 2009)
 Ações preferenciais $ 10
 Ações ordinárias 98
 Total dos dividendos pagos 108
 Saldo de lucros retidos (31 de dezembro de 2009) $ 1.135
Demonstração de lucros retidos ($ mil) da Bartlett Company
para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2009
T
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B
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2.3
 EXEMPLO O balanço patrimonial pessoal de Jan e Jon Smith — o casal de trinta e poucos anos e sem 
filhos de que já falamos — assemelha -se ao de uma empresa. Também neste caso, uma versão 
mais abrangente consta do site de apoio do livro.
Jan e Jon Smith
Balanço patrimonial
31 de dezembro de 2009
Ativo Passivo e patrimônio líquido
Caixa $ 90 Saldo do cartão de crédito $ 665
Contas -correntes 575 Contas diversas 120
Contas de poupança 760 Contas médicas 75 
Fundos do mercado monetário 800 Outros passivos circulantes 45
 Total do ativo líquido $ 2.225 Total do passivo circulante $ 905
Ações e obrigações $ 2.250 Hipoteca residencial $ 92.000
Fundos de investimento 1.500 Financiamento do carro 4.250
Fundos de pensão, FGTS 2.000 Empréstimo estudantil 3.800
 Total dos investimentos $ 5.750 Empréstimo pessoal 4.000
Imóveis $ 120.000 Empréstimo para mobiliário 800
Automóveis 14.000 Total do passivo de longo prazo $ 104.850
Móveis 3.700 Total do passivo $ 105.755
Joias e obras de arte 1.500 Patrimônio líquido (PL) $ 41.420
 Total dos bens pessoais $ 139.200 Total do passivo e PL $ 147.175
 Total do ativo $ 147.175
Os Smith têm total do ativo de $ 147.175 e total do passivo de $ 105.775. O patrimônio 
líquido (PL) pessoal é uma ‘variável de fechamento’ — a diferença entre o total do ativo e o total 
do passivo — que, no caso de Jan e Jon Smith, é de $ 41.420.
Demonstração de lucros retidos
A demonstração de lucros retidos é uma forma resumida da demonstração das mutações do 
patrimônio líquido, mas, ao contrário desta, que mostra todas as transações em conta patrimonial 
realizadas num determinado ano, a demonstração de lucros retidos concilia o resultado líquido obti-
do num determinado ano e quaisquer dividendos pagos em dinheiro com a variação do lucro retido 
entre o começo e o final do ano em questão. A Tabela 2.3 apresenta a demonstração de lucros retidos 
da Bartlett Company para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2009. A demonstração indica que 
 EXEMPLO 
 DE FINANÇAS 
 PESSOAIS 
Demonstração das 
mutações do patrimônio 
líquido Mostra todas as 
transações patrimoniais 
realizadas num determinado ano.
Demonstração de lucros 
retidos Concilia o lucro líquido 
obtido durante determinado 
ano e quaisquer dividendos 
pagos em dinheiro com a 
variação dos lucros retidos entre 
o início e o final do ano. Trata -se 
de uma forma abreviada da 
demonstração das mutações do 
patrimônio líquido.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 45 
Gitman-12_P1-C02.indd 45Gitman-12_P1-C02.indd 45 29/10/2009 19:14:4429/10/2009 19:14:44
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Lucro líquido depois do imposto de renda $ 231
Depreciação 239 
Aumento de contas a receber de clientes ( 138)a
Redução de estoques 11
Aumento de fornecedores 112
Aumento de despesas a pagar 45
 Caixa gerado pelas atividades operacionais $ 500
Fluxo de caixa das atividades de investimento
Aumento de ativo imobilizado bruto ($ 347)
Variações em investimentos societários 0
 Caixa gerado pelas atividades de investimento ( 347)
Fluxo de caixa das atividades de financiamento
Redução em títulos a pagar a bancos ($ 20)
Aumento de dívidas de longo prazo 56
Variação no patrimônio líquidob 11
Dividendos pagos ( 108)
 Caixa gerado pelas atividades de financiamento ( 61)
Aumento líquido dos saldos de caixa e aplicações em títulos negociáveis $ 92
a Como é de praxe, são utilizados parênteses para indicar um número negativo, neste caso representando uma saída de caixa.
b Os lucros retidos não foram incluídos porque sua variação já está refletida na combinação dos lançamentos ‘lucro líquido depois do imposto de renda’ e 
‘dividendos pagos’.
Demonstração dos fluxos de caixa da Bartlett Company
no ano encerrado em 31 de dezembro de 2009 (em milhares de dólares)
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A
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2.4
a empresa começou o ano com $ 1.012.000 em lucros retidos e apresentou lucro líquido depois do 
imposto de renda de $ 231.000, com que pagou um total de $ 108.000 em dividendos, resultando em 
lucros retidos ao final do ano de $ 1.135.000. Assim, o aumento líquido para a Bartlett Company 
em 2009 foi de $ 123.000 ($ 231.000 em lucro líquido depois do imposto de renda menos $ 108.000 em 
dividendos).
Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa resume os fluxos de caixa havidos no período em questão. 
Esta demonstração permite distinguir os fluxos de caixa das operações, de investimentos e de finan-
ciamentos da empresa e os concilia com variações do caixa e títulos negociáveis durante o período. 
A demonstração dos fluxos de caixa da Bartlett Company para o ano encerrado em 31 de dezembro 
de 2009 pode ser encontrada na Tabela 2.4. A discussão do fluxo de caixa, no Capítulo 3, permitirá 
entender melhor essa demonstração.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras incluem notas explicativas referentes a determinadas contas. Essas 
notas explicativas às demonstrações financeiras fornecem informações detalhadas sobre as políticas 
e procedimentos contábeis e os cálculos e transações subjacentes aos lançamentos. Algumas questões 
frequentemente abordadas por essas notas são o reconhecimento de receitas, imposto de renda, decom-
Demonstração dos fluxos 
de caixa Fornece uma síntese 
dos fluxos de caixa operacionais, 
de investimento e de 
financiamento de uma empresa 
e os concilia com as variações 
dos saldos de caixa e aplicações 
financeiras no período.
Notas explicativas às 
demonstrações financeiras 
Notas detalhando informações a 
respeito de políticas, 
procedimentos, cálculos e 
transações contábeis subjacentes 
aos dados constantes das 
demonstrações financeiras 
publicadas.
 46 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 46Gitman-12_P1-C02.indd 46 29/10/2009 19:14:4529/10/2009 19:14:45
posição das contas de ativo imobilizado, condições de empréstimos e arrendamentos e reservas con-
tingenciais. Desde a aprovação da Lei Sarbanes -Oxley, as notas explicativas também passaram a tratar 
de alguns detalhes a respeito do cumprimento dessa lei. O quadro Foco na prática a seguir discute 
aspectos relacionados ao atendimento à SOX. Analistas de valores usam os dados das demonstrações 
e das notas explicativaspara desenvolver estimativas do valor dos títulos emitidos pelas empresas; essas 
estimativas afetam as decisões dos investidores e, portanto, o valor da ação da empresa.
Consolidação das demonstrações financeiras internacionais
Até este ponto, tratamos das demonstrações financeiras envolvendo apenas uma moeda, o dólar 
norte -americano. A questão de como consolidar as demonstrações financeiras estrangeiras com as 
nacionais de uma empresa confunde os contabilistas há muitos anos. A atual abordagem consta da 
Norma 52 do Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira (FASB — Financial Accounting 
Standards Board), que determina que empresas sediadas nos Estados Unidos convertam em dólares 
seus ativos e passivos denominados em moedas estrangeiras para fins de consolidação com as demons-
trações financeiras da matriz. Isso se faz por meio de uma técnica conhecida como método da taxa 
corrente, segundo o qual todos os ativos e passivos denominados em moeda estrangeira de uma 
empresa que tenha sede nos Estados Unidos são convertidos em dólares à taxa de câmbio vigente na 
data de encerramento do ano fiscal (taxa corrente). Os lançamentos da demonstração do resultado 
recebem o mesmo tratamento. As contas patrimoniais, por outro lado, são convertidas em dólares 
americanos à taxa de câmbio vigente no momento da realização do investimento pela matriz (taxa 
histórica). Lucros retidos são corrigidos para que reflitam os lucros ou prejuízos operacionais de cada 
ano. Veja no site de apoio do livro um exemplo que demonstra a consolidação de demonstrações 
financeiras internacionais.
Norma 52 do Conselho de 
Padrões de Contabilidade 
Financeira (FASB) Obriga as 
empresas norte -americanas a 
converter em dólares seus ativos 
e passivos denominados em 
moeda estrangeira, para 
consolidação nas
demonstrações
financeiras das
matrizes. Essa
conversão se dá pelo método da 
taxa corrente.
Método da taxa corrente 
Método usado por empresas 
sediadas nos Estados Unidos 
para converter em dólares 
norte -americanos seus ativos e 
passivos denominados em 
moeda estrangeira, para fins de 
consolidação com as 
demonstrações financeiras da 
matriz, usando a 
taxa de câmbio 
vigente no final
do ano fiscal (a taxa corrente).
Em 2000 e 2001, irregularidades contábeis em diversas 
grandes empresas forçaram o Congresso dos Estados Unidos 
a entrar em ação e aprovar a Lei Sarbanes -Oxley de 2002 
(SOX). Mas nem todos estão satisfeitos com a nova lei. 
Muitos reclamam que atender às exigências reguladoras da 
lei consome muito tempo e dinheiro. As grandes empresas, 
por exemplo, gastaram em média $ 3,8 milhões em 2005 
para manter a conformidade com a lei. O aspecto mais 
oneroso da SOX parece ser sua Seção 404, que exige que as 
empresas primeiro avaliem seus próprios sistemas de garan-
tia de precisão dos relatórios financeiros e depois os sub-
metam à apreciação de auditores externos.
Diversos representantes graduados do governo se envol-
veram no debate. Num discurso ao Economic Club proferido 
em novembro de 2006, o Secretário do Tesouro dos Estados 
Unidos, Henry Paulson, reconheceu o impacto das regras 
contábeis, especialmente sobre pequenas empresas. Em vez 
de aprovar uma nova lei que reforme a SOX, disse ele, a 
Seção 404 deveria ser implementada de maneira mais efi-
ciente e a um menor custo. O presidente da SEC, Christopher 
Cox, escreveu uma carta ao Conselho Supervisor da 
Contabilidade das Companhias Abertas (PCAOB — Public 
Company Accounting Oversight Board, que supervisiona o 
setor de auditoria) incentivando a aplicação da regra de 
forma compatível com o tamanho da empresa.
Os defensores da SOX argumentam que a lei e as reformas 
a ela associadas produziram demonstrações financeiras mais 
confiáveis, nas quais os investidores podem se basear para 
decidir sobre a compra e venda de ações. Segundo Duncan 
W. Richardson, principal executivo de investimento em ações 
da Eaton Vance Management e responsável por $ 80 bilhões 
em ações, até as mal -afamadas condições da lei para teste 
dos controles internos podem levar a ganhos de produtivi-
dade e lucros. O Índice de Pureza dos Lucros da Thompson 
Financial, que acompanha os lucros e os ajusta a variações 
e baixas fora de padrão — técnicas usadas para melhorar a 
aparência dos lucros —, relata que houve melhorias em cada 
um dos últimos quatro anos.
Ainda não está claro se a Sarbanes -Oxley será alterada 
para aliviar o encargo que impõe às empresas norte -americanas. 
Mas pense nisso: no dia em que a SOX foi sancionada, o valor 
de mercado do Wilshire 5000, que representa todas as com-
panhias abertas negociadas nos Estados Unidos, era de $ 10,5 
trilhões. Em abril de 2007, o valor do Wilshire 5000 era de 
$ 14,5 trilhões. Embora os mercados levem em conta muitos 
eventos diferentes, a aprovação da SOX não teve impacto 
negativo relevante, ao contrário do que afirmam alguns.
 Além dos investidores, quem mais poderia se beneficiar 
diretamente da implementação da Lei Sarbanes -Oxley?
N
a
 p
rá
t
ic
a
FOCO NA PRÁTICA
Seria hora de rever a SOX?
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 47 
Gitman-12_P1-C02.indd 47Gitman-12_P1-C02.indd 47 29/10/2009 19:14:4529/10/2009 19:14:45
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 2-1 Que papéis representam os GAAP, o FASB e o PCAOB nas atividades de divulgação contábil 
das companhias abertas?
 2-2 Descreva a finalidade das quatro principais demonstrações financeiras.
 2-3 Por que as notas explicativas são importantes para os analistas profissionais de títulos?
 2-4 Como é usado o método de conversão à taxa corrente para consolidar as demonstrações 
financeiras domésticas e estrangeiras de uma empresa?
 OA
2
 2.2 | APLICAÇÕES DE ÍNDICES FINANCEIROS
As informações constantes das quatro demonstrações financeiras básicas são de grande importân-
cia para diversas partes interessadas que necessitam regularmente de medidas relativas acerca do 
desempenho da empresa. A palavra -chave aqui é relativas, pois a análise de demonstrações financei-
ras se baseia no uso de índices, ou valores relativos. A análise de índices envolve métodos de cálculo 
e interpretação de índices financeiros para analisar e monitorar o desempenho da empresa. Os insumos 
fundamentais para a análise de índices são a demonstração do resultado e o balanço patrimonial.
Partes interessadas
A análise com base em índices extraídos das demonstrações financeiras de uma empresa interes-
sa aos acionistas, aos credores e aos administradores do próprio negócio. Acionistas existentes e em 
potencial estão interessados nos níveis atuais e futuros de retorno e risco da empresa, que afetam 
diretamente o preço da ação. Os credores se interessam principalmente pela liquidez de curto prazo 
da empresa e sua capacidade de fazer frente aos pagamentos de juros e amortização. Uma preocupa-
ção secundária dos credores é a lucratividade; eles querem garantias de que o negócio seja sadio. Os 
gestores, assim como os acionistas, se debruçam sobre todos os aspectos da situação financeira da 
empresa e buscam produzir índices financeiros que sejam considerados favoráveis tanto pelos proprie-
tários quanto pelos credores. Além disso, a administração usa os índices para monitorar o desempenho 
empresarial de um período para outro.
Tipos de comparações entre índices
A análise de índices não se refere apenas ao cálculo de um determinado índice. Mais importante 
do que isso é a interpretação do valor do índice. É necessário que haja uma base significativa para a 
comparação, para responder a perguntas como “está alto ou baixo demais?” e “isso é bom ou ruim?”. 
Podemos fazer dois tipos de comparação entre índices: em corte transversal e em séries temporais.
Análise em corte transversal
A análise em corte transversal envolve a comparação dos índices financeiros de diferentes empre-
sas num mesmo ponto no tempo. Os analistas muitas vezes querem examinar o desempenho de uma 
empresa em relação ao de outras do mesmo setor. Frequentemente, umaempresa compara seus índi-
ces com os de uma concorrente importante ou um grupo de concorrentes que deseja imitar. Esse tipo 
de análise em corte transversal, chamado de benchmarking, tornou -se muito popular.
A comparação com médias setoriais também é popular. Esses dados podem ser encontrados em 
fontes como o Almanac of Business and Industrial Financial Ratios, Dun & Bradstreet’s Industry Norms 
and Key Business Ratios, RMA Annual Statement Studies, Value Line e fontes provenientes de associa-
ções setoriais.5 A Tabela 2.5 apresenta uma amostra de uma fonte disponível de médias setoriais.
Muitas pessoas acreditam, equivocadamente, que a empresa em análise será vista de modo favo-
rável, desde que tenha um valor ‘melhor’ do que a média setorial. Mas essa perspectiva do ‘melhor do 
que a média’ pode ser enganosa. Muitas vezes, um índice muito melhor do que a norma pode apontar 
para problemas que, sob uma análise mais detida, podem se revelar mais graves do que se o índice 
5 É difícil fazer comparações em corte transversal com empresas que operem em diversos setores ao mesmo tempo. Nesse caso, podem 
ser usados os valores médios ponderados de índices de diferentes setores, com pesos correspondentes à composição da linha de 
produtos ou, se houver dados, pode ser feita uma análise da empresa para cada linha de produto.
Análise de índices Envolve 
métodos de cálculo e 
interpretação de índices 
financeiros para analisar e 
monitorar o desempenho da 
empresa.
Dica Os administradores 
devem ser a principal parte 
interessada desse grupo. Estes 
devem se preocupar não só com a 
situação financeira da empresa, 
mas também têm um interesse 
crítico no que as demais partes 
interessadas pensam a respeito 
da empresa.
Análise em corte 
transversal Comparação dos 
índices financeiros de empresas 
na mesma data ou no mesmo 
período; envolve a comparação 
dos índices da empresa com os 
de outras empresas do seu setor 
ou com às medianas do setor.
Benchmarking Tipo de análise 
em corte transversal no qual os 
valores dos índices de uma 
empresa são comparados aos de 
um concorrente importante ou 
a um grupo de concorrentes 
que ela deseja emular.
Dica As médias setoriais não 
são de grande utilidade para a 
análise de empresas com linhas 
de produtos variadas. No caso 
destas, é difícil escolher o setor 
adequado para o benchmark.
 48 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 48Gitman-12_P1-C02.indd 48 29/10/2009 19:14:4529/10/2009 19:14:45
fosse pior do que a média do setor. Assim, é importante investigar desvios significativos para qualquer 
lado do padrão setorial.
 EXEMPLO No início de 2010, Mary Boyle, principal analista financeira da Caldwell Manufacturing, uma 
empresa fabricante de aquecedores, coletou dados sobre o desempenho financeiro da empresa 
para o ano de 2009, exercício recém -encerrado. Ela calculou vários índices e obteve as médias 
do setor. Estava particularmente interessada no giro dos estoques, que reflete a velocidade com 
que a empresa movimenta seus estoques desde a compra das matérias -primas até a fabricação 
de produtos acabados e a venda efetivada ao cliente. Em geral, valores mais altos desse índice 
são desejados porque indicam um giro mais rápido dos estoques. O índice de giro de estoques 
da Caldwell Manufacturing em 2003 e a média do índice setorial foram os seguintes:
Giro de estoques, 2009
Caldwell Manufacturing 14,8
Média do setor 9,7
A primeira reação de Mary diante desses números foi concluir que a Caldwell havia admi-
nistrado seus estoques muito melhor do que a média setorial. Seu giro era quase 53% mais rápi-
do. Refletindo um pouco, porém, ela percebeu que um giro muito alto também poderia indicar 
níveis de estoque muito baixos. E isso poderia resultar em falta de produtos (estoques insufi-
cientes). Algumas discussões com o pessoal dos departamentos de produção e marketing reve-
laram que, de fato, esse problema existia: os estoques haviam sido extremamente baixos duran-
Setor de 
atividade 
(número de 
empresas 
relatadas)b
Liquidez 
corrente
(X)
Liquidez 
seca
(X)
Receita 
de 
vendas/
estoques
(X)
Prazo de 
recebimento
(dias)
Ativo 
total/
receita 
de 
vendas
(%)
Passivo 
total/
patrimônio 
líquido
(%)
Margem 
de lucro 
líquido
(%)
Retorno 
sobre o 
ativo 
total
(%)
Retorno 
sobre o 
capital 
próprio
(%)
Lojas de 
departamentos
(143)
4,9 1,4 6,6 1,8 32,0 25,1 2,8 6,8 16,2
2,6 0,6 4,6 6,1 43,8 76,6 1,0 2,3 4,5
1,6 0,2 3,5 21,2 64,9 176,9 0,1 0,1 0,2
Computadores
(76)
2,3 1,5 31,6 27,4 24,6 54,3 3,4 7,3 20,6
1,6 0,9 11,3 40,9 58,9 114,3 0,5 1,3 4,6
1,2 0,7 6,8 68,5 104,1 238,3 (9,7) (10,4) (20,6)
Supermercados
(455)
2,6 1,0 29,6 1,1 15,3 48,5 2,2 9,4 24,8
1,6 0,5 19,6 2,9 21,3 105,2 1,0 4,4 10,0
1,1 0,2 13,9 6,9 31,2 277,3 0,3 1,4 3,5
Veículos
(42)
2,9 1,1 11,4 16,1 27,8 56,4 4,2 10,3 26,9
1,7 0,7 8,3 24,1 37,4 150,8 1,5 4,1 9,6
1,2 0,5 5,5 40,5 47,3 357,2 0,2 0,8 1,2
a Os valores são fornecidos para cada setor. O valor central é a mediana do setor, e os valores imediatamente acima e abaixo correspondem aos quartis supe-
rior e inferior, respectivamente.
b Os códigos da classificação industrial padronizada (SIC — Standard Industrial Classification) dos setores acima são, respectivamente: SIC #5311, SIC #3571, 
SIC #5411, SIC #3711.
Fonte: “Industry norms and key business ratios”. Copyright © 2001, Dun & Bradstreet, Inc. Reprodução autorizada.
Índices médios setoriais de alguns setores de atividadea
T
A
B
E
L
A
2.5
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 49 
Gitman-12_P1-C02.indd 49Gitman-12_P1-C02.indd 49 29/10/2009 19:14:4629/10/2009 19:14:46
te o ano por causa de vários atrasos na produção que prejudicaram a capacidade da empresa de 
atender aos pedidos e provocaram perdas de vendas. O que em princípio parecia refletir uma 
gestão de estoques extremamente eficiente era, na verdade, sintoma de um problema mais 
grave.
Análise em série temporal
A análise em série temporal avalia o desempenho ao longo do tempo. A comparação do desem-
penho atual com o passado, por meio de índices, permite que os analistas avaliem os avanços de uma 
empresa. Tendências emergentes podem ser identificadas por meio de comparações entre diversos 
anos. Quaisquer variações significativas de um ano para outro podem representar sintomas de algum 
problema sério.
Análise combinada
A abordagem mais informativa à análise de índices combina as análises em corte transversal e em 
série temporal. Uma visão conjunta permite avaliar a tendência do comportamento de um índice 
em relação à tendência do setor. A Figura 2.1 ilustra esse tipo de abordagem, usando o índice de prazo 
médio de recebimento da Bartlett Company de 2006 a 2009. Esse índice reflete o tempo médio (em 
dias) que a empresa leva para receber contas, e resultados mais baixos tendem a ser preferíveis. A 
figura revela de imediato que (1) a eficácia da Bartlett em cobranças é fraca em relação à do setor e 
(2) que a tendência da Bartlett se desloca em direção a prazos de cobrança mais longos. Evidentemente, 
a empresa precisa reduzir seu prazo de recebimento.
Precauções ao usar a análise de índices
Antes de discutir índices específicos, devemos considerar os seguintes precauções relativos ao 
seu uso:
1. Índices que revelem grandes desvios em relação à norma são apenas sintomas de um proble-
ma. Costuma ser necessário fazer análises aprofundadas para isolar as causas desse 
 problema.
2. Um índice por si só não costuma fornecer informações suficientes para se julgar o desempenho 
geral da empresa. Todavia, se a análise estiver voltada para algum aspecto específico da posi-
ção financeira de um negócio, um ou dois índices talvez sejam suficientes.
3. Os índices que estão sendo comparados devem ser calculados com demonstrações financeiras 
referentes à mesma data do ano. Se isso não ocorrer, os efeitos da sazonalidade poderão levar 
a conclusões e decisões erradas.4. Na realização de análises de índices, é preferível usar demonstrações financeiras auditadas. 
Se elas não tiverem sido auditadas, os dados poderão não refletir a verdadeira condição finan-
ceira da empresa.
Análise em série temporal 
Avaliação do desempenho 
financeiro da empresa usando 
análise de índices.
Visão combinada de 
corte transversal e 
séries temporais do 
prazo médio de 
recebimento da 
Bartlett Company, 
2006-2009
Análise combinada
F
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2.1
P
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70
60
50
40
30
2006 2007 2008 2009
Setor
Bartlett
Ano
 50 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 50Gitman-12_P1-C02.indd 50 29/10/2009 19:14:4729/10/2009 19:14:47
5. Os dados financeiros que estão sendo comparados devem ter sido produzidos da mesma 
maneira. O uso de tratamentos contábeis diferentes — especialmente em relação a estoques 
e depreciação — pode distorcer os resultados da análise de índices, seja qual for o tipo de 
análise, em corte transversal ou de séries temporais.
6. Os resultados podem ser distorcidos pela inflação, que pode fazer com que os valores contábeis 
de estoques e ativos sujeitos à depreciação difiram substancialmente de seus valores reais (de 
reposição). Além disso, os custos de produtos estocados e as despesas de depreciação podem 
ser diferentes de seus valores reais, o que distorce o lucro. Sem que seja feito algum ajuste, a 
inflação tenderá a fazer com que as empresas mais antigas (com ativos mais velhos) pareçam 
mais eficientes e rentáveis do que as mais jovens (com ativos mais novos). Sem dúvida, ao usar 
os índices, deve -se tomar cuidado ao comparar empresas mais antigas com outras mais jovens 
ou uma mesma empresa num período muito longo.
Categorias de índices financeiros
Os índices financeiros podem ser classificados, por uma questão de conveniência, em cinco 
categorias principais: liquidez, atividade, endividamento, lucratividade e valor de mercado. Basicamente, 
os índices de liquidez, atividade e endividamento medem risco; os de lucratividade medem retorno; os 
de valor de mercado capturam tanto risco quanto retorno.
Como regra geral, os dados necessários para a realização de uma análise financeira adequada 
incluem, no mínimo, a demonstração de resultado do exercício e o balanço patrimonial. Para demons-
trar o cálculo dos índices, usaremos as demonstrações correspondentes da Bartlett Company para os 
exercícios de 2009 e 2008, já apresentadas nas tabelas 2.1 e 2.2. É importante observar, entretanto, 
que os índices apresentados no restante deste capítulo podem ser aplicados a praticamente qualquer 
negócio. Evidentemente, muitas empresas de diferentes setores usam índices voltados a aspectos espe-
cíficos de suas atividades.
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 2-5 Quanto à análise de índices financeiros, em que divergem os pontos de vista dos acionistas 
atuais e em potencial da empresa, seus credores e seus administradores?
 2-6 Qual é a diferença entre as análises de índices em corte transversal e de séries temporais? O 
que é benchmarking?
 2-7 A que tipos de desvio em relação ao padrão setorial deve o analista dar especial atenção ao 
realizar uma análise em corte transversal? Por quê?
 2-8 Por que é preferível comparar índices calculados a partir de demonstrações financeiras refe-
rentes aos mesmos períodos do ano?
 OA
3
 2.3 | ÍNDICES DE LIQUIDEZ
A liquidez de uma empresa é medida em termos de sua capacidade de saldar suas obrigações de 
curto prazo à medida que se tornam devidas. A liquidez diz respeito à solvência da posição financei-
ra geral da empresa — a facilidade com que pode pagar suas contas em dia. Como um precursor comum 
de dificuldades financeiras é uma liquidez baixa ou em declínio, esses índices podem fornecer sinais 
antecipados de problemas de fluxo de caixa e insolvência iminente do negócio. As duas medidas 
fundamentais de liquidez são o índice de liquidez corrente e o índice de liquidez seca.
Índice de liquidez corrente
O índice de liquidez corrente, um dos índices financeiros mais comumente citados, mede a 
capacidade da empresa de pagar suas obrigações de curto prazo. É expresso como:
Índice de liquidez corrente = Ativo circulante
Passivo circulante
O índice de liquidez corrente da Bartlett Company em 2009 é
Liquidez A capacidade de uma 
empresa de saldar suas 
obrigações de curto prazo à 
medida que vencem.
Índice de liquidez corrente 
Uma medida de liquidez 
calculada dividindo -se o ativo 
circulante da empresa pelo seu 
passivo circulante.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 51 
Gitman-12_P1-C02.indd 51Gitman-12_P1-C02.indd 51 29/10/2009 19:14:4729/10/2009 19:14:47
$ 1.223.000 = 1,97
$ 620.000
De modo geral, quanto maior o índice de liquidez corrente, mais líquida a empresa. Um índice 
igual a 2,0 pode ser considerado aceitável, mas isso depende do setor em que a empresa atua. Por 
exemplo, um índice de liquidez corrente de 1,0 seria aceitável para uma empresa de serviços públicos, 
porém inaceitável para uma indústria. Quanto mais previsíveis os fluxos de caixa de uma empresa, 
menor o índice aceitável. Como a Bartlett Company está num setor de fluxos de caixa anuais relativa-
mente previsíveis, seu índice de 1,97 deve ser perfeitamente aceitável.
 EXEMPLO As pessoas físicas, assim como as sociedades por ações, podem usar índices financeiros para 
analisar e monitorar seu desempenho. Normalmente, os índices financeiros pessoais são calcu-
lados pela demonstração de receitas e despesas pessoais e pelo balanço patrimonial pessoal do 
período de interesse. Aqui, usamos essas demonstrações, apresentadas nos exemplos anteriores, 
para demonstrar o cálculo do índice de liquidez de Jan e Jon Smith em 2009.
O índice de liquidez pessoal é calculado dividindo -se o ativo líquido total pelo passivo circu-
lante total. Isso indica a porcentagem das obrigações de dívidas anuais que alguém pode honrar 
com seus ativos líquidos correntes. O ativo líquido total dos Smith era de $ 2.225. Sua dívida 
circulante total era de $ 21.539 (passivo circulante total de $ 905 + pagamentos de hipoteca de 
$ 16.864 + prestações do carro de $ 2.520 + parcelas de eletrodomésticos e móveis de $ 1.250). 
Substituindo esses valores na fórmula do índice, temos:
Índice de liquidez = Ativo líquido total = $ 2.225 = 0,1033 ou 10,3%
Passivo circulante total $ 21.539
Esse índice indica que os Smith podem cobrir apenas 10% de suas dívidas vincendas no ano 
com os ativos líquidos de que dispõem. Evidentemente, eles pretendem fazer frente a essas 
obrigações com sua renda, mas o índice sugere que seus fundos líquidos não oferecem larga 
margem de segurança. Uma de suas metas deveria ser construir um fundo maior de ativos líqui-
dos para fazer frente a despesas inesperadas.
Índice de liquidez seca
O índice de liquidez seca assemelha -se ao de liquidez corrente, mas exclui do cálculo o estoque, 
que costuma ser o menos líquido dos ativos circulantes. A liquidez geralmente baixa do estoque resul-
ta de dois fatores principais: (1) muitos tipos de estoque não podem ser facilmente vendidos porque 
são itens semiacabados, itens de propósito especial e assemelhados e (2) o estoque costuma ser ven-
dido a prazo, o que significa que se torna uma conta a receber antes de se converter em caixa. O 
índice de liquidez seca é calculado da seguinte forma:6
Índice de liquidez seca = Ativo circulante – Estoques
Passivo circulante
O índice de liquidez seca da Bartlett Company em 2009 é
$ 1.223.000 – $ 289.000 = $ 934.000 = 1,51
$ 620.000 $ 620.000
Um índice de liquidez seca de 1,0 ou mais é, por vezes, recomendado, mas, como no caso 
da liquidez corrente, o valor aceitável depende em grande medida do setor em questão. O índice de 
liquidez seca só fornece uma medida melhor da liquidez geral quando o estoque da empresa não pode 
ser facilmente convertido em caixa. Se o estoque for líquido, o índice de liquidez corrente será uma 
medidapreferível da liquidez geral.
6 O índice de liquidez seca pode ser definido como (caixa + títulos negociáveis + contas a receber) ÷ passivo circulante. Se uma 
empresa demonstrasse como ativos circulantes itens que não são caixa, títulos negociáveis, contas a receber e estoques, sua liquidez 
seca poderia variar de acordo com o método de cálculo.
 EXEMPLO 
 DE FINANÇAS 
 PESSOAIS 
Índice de liquidez seca Uma 
medida de liquidez calculada 
dividindo -se o ativo circulante da 
empresa, menos os estoques, 
por seu passivo circulante.
 52 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 52Gitman-12_P1-C02.indd 52 29/10/2009 19:14:4829/10/2009 19:14:48
Q U E S TÃO PA R A R E V I S ÃO
 2-9 Sob quais circunstâncias o índice de liquidez corrente é a medida preferível da liquidez geral 
de uma empresa? Sob quais circunstâncias o índice de liquidez seca é preferível?
 OA
3
 2.4 | ÍNDICES DE ATIVIDADE
Os índices de atividade medem a velocidade com que diversas contas se convertem em vendas 
ou caixa — entradas ou saídas. No que se refere às contas do circulante, as medidas de liquidez cos-
tumam ser inadequadas porque as diferenças entre a composição dos ativos circulantes e os passivos 
circulantes podem afetar significativamente sua ‘real’ liquidez. Assim, é importante ir além das medi-
das de liquidez geral e avaliar a atividade (liquidez) de contas específicas do circulante. Há diversos 
índices disponíveis para medir a atividade das principais contas do circulante, inclusive estoques, 
contas a receber e contas a pagar.7 Também pode ser empregada a eficiência do uso do ativo total.
Giro do estoque
O giro do estoque costuma medir a atividade, ou liquidez, do estoque de uma empresa. É calculado 
da seguinte forma:
Giro do estoque = Custo das mercadorias vendidas
Estoque
Aplicando esta relação à Bartlett Company em 2009, temos:
Giro do estoque = $ 2.088.000 = 7,2
$ 289.000
O giro resultante só tem significado se comparado com o de outras empresas do mesmo setor 
ou com o giro da mesma empresa no passado. Um giro do estoque de 20,0 não seria atípico para uma 
quitanda, ao passo que 4,0 é um resultado comum para uma fabricante de aeronaves.
O giro do estoque pode ser facilmente convertido na idade média do estoque, dividindo -se 365 — 
o número presumido de dias do ano — pelo resultado.8 No caso da Bartlett Company a idade média 
do estoque em 2009 é de 50,7 dias (365 ÷ 7,2). Este valor também pode ser encarado como o núme-
ro médio de dias de vendas em estoque.
Prazo médio de recebimento
O prazo médio de recebimento, ou a idade média das contas a receber, é útil para avaliar as 
políticas de crédito e cobrança.9 Pode ser obtido dividindo -se o saldo de contas a receber de clientes 
pelo valor diário médio das vendas:10
Prazo médio de recebimento = Contas a receber de clientes
Valor diário médio das vendas
7 Por conveniência, os índices de atividade que envolvem essas contas do circulante admitem que os valores ao fim do período sejam 
boas aproximações do saldo médio da conta no período — em geral, de um ano. Tecnicamente falando, quando os saldos de esto-
que ao fim do período, as contas a receber ou as contas a pagar variam durante o ano, em vez do valor de fim de ano deve -se usar 
o saldo médio, calculado pela soma dos doze saldos de fim de mês e pela divisão do total por doze. Se não estiverem disponíveis 
os saldos de fim de mês, a média pode ser aproximada dividindo -se por dois a soma dos saldos de começo e fim de ano. Essas 
abordagens garantem um índice que, na média, refletirá melhor as condições da empresa. Como os dados necessários para encon-
trar as médias não costumam estar disponíveis para analistas externos, os valores de fim de ano são frequentemente usados para 
calcular os índices de atividade das contas do circulante.
8 Salvo observação em contrário, este livro usará sempre anos de 365 dias. A premissa torna os cálculos mais realistas do que o uso 
de um ano de 360 dias composto de 12 meses de 30 dias.
9 O prazo médio de recebimento é por vezes chamado de dias de vendas em aberto (DSO — days’ sales outstanding). O Capítulo 14 
fornece uma discussão da avaliação e do estabelecimento de políticas de crédito e cobrança.
10 A fórmula apresentada admite, para simplificar, que todas as vendas sejam efetuadas a prazo. Se não for este o caso, substitui -se 
valor diário médio das vendas por valor diário médio das vendas a prazo.
Índices de atividade Medem 
a velocidade com que diversas 
contas são convertidas em 
vendas ou caixa – entradas ou 
saídas.
Giro do estoque Mede a 
atividade ou liquidez do estoque 
de uma empresa.
Idade média do estoque 
Número médio de dias de 
vendas em estoque.
Prazo médio de 
recebimento Tempo médio 
para recebimento das contas 
devidas pelos clientes da 
empresa.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 53 
Gitman-12_P1-C02.indd 53Gitman-12_P1-C02.indd 53 29/10/2009 19:14:4829/10/2009 19:14:48
= Contas a receber de clientes
Vendas anuais
365
O prazo médio de recebimento da Bartlett Company em 2009 é de
$ 503.000 = $ 503.000 = 59,7 dias
$ 3.074.000 $ 8.422
365
Em média, portanto, a empresa leva 59,7 dias para receber uma conta que lhe é devida.
O prazo médio de recebimento somente é significativo em relação às condições de crédito da 
empresa. Se a Bartlett Company oferece prazo de 30 dias para pagamento a seus clientes, um prazo 
médio de recebimento de 59,7 dias pode indicar um departamento de crédito ou de cobrança mal 
administrado, ou ambos. Também é possível que o prazo prolongado resulte de um relaxamento 
intencional dos prazos de crédito como reação a pressões competitivas. Se a empresa tiver oferecido 
prazo de 60 dias, um prazo médio de recebimento de 59,7 dias será bastante aceitável. Evidentemente, 
é necessário contar com informações adicionais par avaliar a eficácia das políticas de crédito e cobran-
ça da empresa.
Prazo médio de pagamento
O prazo médio de pagamento, ou idade média das contas a pagar a fornecedores, é calculado da 
mesma forma que o prazo médio de recebimento:
Prazo médio de recebimento = Fornecedores
Valor diário médio das compras
= Fornecedores
Compras anuais
365
A dificuldade para o cálculo desse índice reside na necessidade de identificar as compras anuais,11 
valor este que não consta das demonstrações financeiras publicadas. Normalmente, as compras são 
estimadas como uma porcentagem do custo das mercadorias vendidas. Se admitirmos que as compras 
da Bartlett Company correspondam a 70% do custo das mercadorias vendidas em 2009, seu prazo 
médio de pagamento será
$ 382.000 = $ 382.000 = 95,4 dias
0,70 × $ 2.088.000 $ 4.004
365
Esse valor só é significativo em relação às condições médias de crédito oferecidas à empresa. Se 
os fornecedores da empresa lhe tiverem oferecido, em média, 30 dias de prazo para pagamento, um 
analista atribuirá à Bartlett um baixo rating de crédito. Credores e fornecedores em potencial são os 
principais interessados no prazo médio de pagamento porque isso fornece informações a respeito dos 
padrões de pagamento de contas da empresa.
Giro do ativo total
O giro do ativo total indica a eficiência com que a empresa utiliza seus ativos para gerar vendas. 
O giro do ativo total é calculado da seguinte maneira:
Giro do ativo total = Vendas
Ativo total
O valor do giro do ativo total da Bartlett Company em 2009 é
11 Tecnicamente falando, as compras anuais a prazo — e não as compras anuais — deveriam ser usadas para os fins desse índice. Esse 
preciosismo é ignorado, aqui, em nome da simplicidade.
Prazo médio de pagamento 
Tempo médio de pagamento 
das contas devidas pela empresa 
aos fornecedores.
Giro do ativo total Indica a 
eficiência com que a empresa 
usa seus ativos para gerar 
vendas.
Dica Quanto maior o custo do 
novo ativo, maior o denominador 
e, portanto, menor o índice. 
Assim, por causa da inflação e do 
uso de custos históricos, as 
empresas com ativos mais novos 
tenderão a apresentar giromais 
baixo do que aquelas cujos ativos 
são mais antigos.
 54 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 54Gitman-12_P1-C02.indd 54 29/10/2009 19:14:4829/10/2009 19:14:48
$ 3.074.000 = 0,85
$ 3.597.000
Isso quer dizer que a empresa gira seus ativos 0,85 vezes ao ano.
De modo geral, quanto mais alto o giro do ativo total de um negócio, maior a eficiência na utili-
zação de seus ativos. Essa medida tende a ser de grande interesse para a administração porque indica 
se suas operações foram financeiramente eficientes.
Q U E S TÃO PA R A R E V I S ÃO
 2-10 Para avaliar o prazo médio de recebimento e o prazo médio de pagamento de uma empresa, 
quais são as informações adicionais necessárias e por quê?
 OA
4
 2.5 | ÍNDICES DE ENDIVIDAMENTO
A situação de endividamento de uma empresa indica o volume de dinheiro de terceiros usado 
para gerar lucros. De modo geral, o analista financeiro está mais preocupado com as dívidas de longo 
prazo porque estas comprometem a empresa com uma série de pagamentos contratuais ao longo do 
tempo. Quanto maior o endividamento, maior o risco de que ela se veja impossibilitada de honrar 
esses pagamentos contratuais. Como os direitos dos credores devem ser satisfeitos antes da distribuição 
de lucros aos acionistas, acionistas existentes e em potencial dão muita atenção à capacidade da 
empresa de amortizar suas dívidas. Os credores também se preocupam com o endividamento 
das empresas.
De modo geral, quanto mais dívidas uma empresa usa em relação ao seu ativo total, maior a sua 
alavancagem financeira. Alavancagem financeira é uma amplificação do risco e do retorno por meio 
do uso de financiamento a custo fixo, como dívida e ações preferenciais. Quanto mais dívidas de custo 
fixo uma empresa usa, maiores serão o risco e o retorno esperados.
 EXEMPLO Patty Akers está constituindo uma nova empresa. Depois de muito analisar, ela decidiu que 
seria necessário um investimento inicial de $ 50.000 — sendo $ 20.000 em ativo circulante e 
$ 30.000 em ativo imobilizado. Esses fundos podem ser obtidos de duas maneiras. A primeira é 
o plano sem dívida, segundo o qual ela investiria todos os $ 50.000 sem tomar empréstimo. A 
segunda alternativa, o plano com dívida, envolve investir $ 25.000 e tomar emprestados os $ 25.000 
restantes a juros anuais de 12%.
Independentemente da alternativa escolhida, Patty espera que as vendas atinjam em média 
$ 30.000, que os custos e despesas operacionais sejam de $ 18.000 em média e que o lucro seja 
tributado à alíquota de 40%. Balanços patrimoniais e demonstrações de resultados projetados 
com os dois planos encontram -se resumidos na Tabela 2.6. O plano sem dívida resulta em lucro 
depois do imposto de renda de $ 7.200, o que representa uma taxa de rendimento de 14,4% 
sobre o investimento de $ 50.000 realizado por Patty. O plano com dívida resulta em lucro depois 
do imposto de renda de $ 5.400, o que representa uma taxa de rendimento de 21,6% sobre o 
investimento de $ 25.000 realizado por ela. O plano com dívida proporciona a Patty uma taxa 
de retorno mais elevada, mas o risco do plano também é maior, já que os $ 3.000 anuais em 
juros precisam ser honrados antes que ela receba quaisquer lucros.
O exemplo demonstra que um aumento da dívida se faz acompanhar de um aumento do risco e 
de maiores retornos em potencial. Assim, quanto maior a alavancagem financeira, maiores o risco e o 
retorno em potencial. Uma discussão mais detalhada do impacto da dívida sobre o risco, o rendimen-
to e o valor das empresas pode ser encontrada no Capítulo 12. Aqui, enfatizamos o uso dos índices 
financeiros de endividamento para os fins de avaliação externa da posição de dívida de um negócio.
Há dois tipos de medidas gerais de endividamento: as medidas do grau de endividamento e as da 
capacidade de serviço da dívida. O grau de endividamento mede o montante de dívida em relação a 
outros valores importantes do balanço patrimonial. Uma medida popular do grau de endividamento é 
o índice de endividamento.
Alavancagem financeira 
Uso de custos financeiros fixos 
para amplificar os efeitos de 
variações dos lucros antes dos 
juros e imposto de renda sobre 
o lucro por ação da empresa.
Grau de endividamento 
Mede o montante do capital de 
terceiros em relação a outros 
valores significativos do balanço 
patrimonial.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 55 
Gitman-12_P1-C02.indd 55Gitman-12_P1-C02.indd 55 29/10/2009 19:14:4929/10/2009 19:14:49
O segundo tipo de medida da dívida, a capacidade de serviço de dívidas, reflete a capacidade da 
empresa para efetuar pontualmente os pagamentos necessários ao longo da vigência de uma dívida.12 
A capacidade da empresa de pagar determinados encargos fixos se mede por meio dos índices de 
cobertura. Normalmente, dá -se preferência a índices de cobertura elevados, porém um índice alto 
demais (acima do padrão setorial) pode resultar em risco e retorno desnecessariamente baixos. De 
maneira geral, quanto menores os índices de cobertura da uma empresa, menor a certeza de que ela 
consiga pagar suas obrigações fixas. Se uma empresa for incapaz de satisfazer essas obrigações, seus 
credores podem exigir amortização imediata, o que, na maioria dos casos, leva à falência. Dois índices 
populares de cobertura são o índice de cobertura de juros e o índice de cobertura de obrigações 
fixas.13
Índice de endividamento geral
O índice de endividamento geral mede a proporção do ativo total financiada pelos credores da 
empresa. Quanto mais elevado, maior o montante de capital de terceiros usado para gerar lucros. Esse 
índice é calculado da seguinte forma:
Índice de endividamento geral = Passivo total
Ativo total
O índice de endividamento geral da Bartlett Company em 2009 é
12 O termo serviço faz referência ao pagamento de juros e à amortização do principal associados às obrigações de dívida de um negó-
cio. Quando uma empresa faz o serviço de suas dívidas, está pagando — ou honrando — essas obrigações.
13 Os índices de cobertura usam dados derivados do regime de competências (ver Capítulo 1) para medir algo que, estritamente falan-
do, deveria ser medido em regime de caixa. Isso se dá porque o serviço da dívida se paga com fluxos de caixa, não com os valores 
contábeis apresentados no balanço patrimonial das empresas. Mas como é difícil determinar os fluxos de caixa disponíveis para o 
serviço da dívida com base nas demonstrações financeiras, o cálculo dos índices de cobertura tal como apresentado aqui é bastan-
te comum, graças à pronta disponibilidade de dados das demonstrações financeiras.
Capacidade de serviço de 
dívidas Capacidade de uma 
empresa de fazer os pagamentos 
exigidos de acordo com o 
cronograma de vencimentos das 
dívidas.
Índices de cobertura Índices 
que medem a capacidade de 
pagamento de certos encargos 
fixos pela empresa.
Índice de endividamento 
geral Mede a proporção dos 
ativos totais financiados pelos 
credores da empresa.
Plano sem dívida Plano com dívida
Balanços
Ativo circulante $ 20.000 $ 20.000
Ativo imobilizado 30.000 30.000
 Total do ativo $ 50.000 $ 50.000
Dívida (a juros de 12%) $ 0 $ 25.000
(1) Patrimônio líquido 50.000 25.000
 Total do passivo e patrimônio líquido $ 50.000 $ 50.000
Demonstrações de resultados
Receita de vendas $ 30.000 $ 30.000
Menos: custos e despesas operacionais 18.000 18.000
Lucro operacional $ 12.000 $ 12.000
Menos: despesa financeira 0 0,12 × $ 25.000 = 3.000
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 12.000 $ 9.000
Menos: imposto de renda (alíquota = 40%) 4.800 3.600
(2) Lucro líquido depois do imposto de renda $ 7.200 $ 5.400
Retorno sobre o capital próprio [(2) ÷ (1)]
$ 7.200
= 14,4%
$ 5.400
= 21,6%
$ 50.000 $ 25.000
Demonstrações financeiras correspondentes às alternativas de Patty
T
A
B
E
L
A
2.6
 56 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 56Gitman-12_P1-C02.indd 56 29/10/2009 19:14:5029/10/200919:14:50
$ 1.643.000 = 0,457 = 45,7%
$ 3.597.000
Esse valor indica que a empresa financiou quase a metade dos seus ativos com dívida. Quanto 
mais elevado esse índice, maior o grau de endividamento da empresa e maior sua alavancagem 
 financeira.
Índice de cobertura de juros
O índice de cobertura de juros mede a capacidade da empresa de honrar seus pagamentos con-
tratados de juros. Quanto maior seu valor, maior a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações 
de pagamento de juros. O índice de cobertura de juros é calculado por:
Índice de cobertura de juros = Lucro antes de juros e imposto de renda
Juros
O dado para lucro antes de juros e imposto de renda é o mesmo do lucro operacional apresenta-
do na demonstração de resultados. Aplicando esse índice à Bartlett Company em 2009, obtemos:
Índice de cobertura de juros = $ 418.000 = 4,5
$ 93.000
O índice de cobertura de juros da Bartlett Company parece aceitável. Frequentemente sugere -se 
um valor de pelo menos 3,0 — e, de preferência, mais próximo de 5,0. O lucro da empresa antes de 
juros e imposto de renda poderia cair até 78% [(4,5 – 1,0) ÷ 4,5] e, ainda assim, a Bartlett conseguiria 
pagar os $ 93.000 devidos em juros. Assim, a empresa conta com uma boa margem de segurança.
Índice de cobertura de obrigações fixas
O índice de cobertura de obrigações fixas mede a capacidade da empresa de fazer frente a todos 
os seus compromissos fixos, tais como juros e principal, arrendamento mercantil e dividendos prefe-
renciais.14 Como no caso do índice de cobertura de juros, quanto maior o valor, melhor. A fórmula do 
índice de cobertura de obrigações fixas é:
Índice de cobertura 
de obrigações fixas
= Lucro antes de juros e imposto de renda + arrendamentos
Juros + arrendamentos + {(amortização de principal + 
dividendos preferenciais) × [1/(1 – T )]}
onde T é a alíquota aplicável aos resultados da empresa. O termo 1/(1 – T ) é incluído para ajustar o 
principal depois do imposto de renda e os pagamentos de dividendos preferenciais a um equivalente 
pré -imposto de renda condizente com os valores pré -imposto de renda dos demais termos. A aplicação 
da fórmula à Bartlett Company em 2009 resulta:
Índice de cobertura 
de obrigações fixas
= $ 418.000 + $ 35.000
$ 93.000 + $ 35.000 + ({($ 71.000 + $ 10.000) x [1/(1 – 0,29)]}
= $ 453.000 = 1,9
$ 242.000
Como o lucro disponível é quase duas vezes maior do que as obrigações fixas, parece certo que 
a empresa as honrará.
Assim como o índice de cobertura de juros, o índice de cobertura de obrigações fixas mede o 
risco. Quanto menor o índice, maior o risco para credores e proprietários; quanto maior o índice, 
menor o risco. Esse índice permite que os interessados avaliem a capacidade da empresa de fazer 
frente a obrigações fixas adicionais sem ir à falência.
14 Embora os dividendos de ações preferenciais, que são declarados no momento da emissão, possam ser ‘postergados’ (ou seja, ter 
seu pagamento suspenso) a critério dos diretores da empresa, pressupõe -se que seu pagamento seja devido. Assim, este texto trata 
os dividendos de ações preferenciais como obrigação contratual a ser paga sob a forma de um montante fixo segundo o crono-
grama dado.
Índice de cobertura de 
juros Mede a capacidade da 
empresa de fazer frente a suas 
despesas financeiras contratuais.
Índice de cobertura de 
obrigações fixas Mede a 
capacidade de pagamento de 
todas as obrigações fixas por 
uma empresa.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 57 
Gitman-12_P1-C02.indd 57Gitman-12_P1-C02.indd 57 29/10/2009 19:14:5029/10/2009 19:14:50
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 2-11 O que é alavancagem financeira?
 2-12 Que índice mede o grau de endividamento da empresa? Que índices medem sua capacidade 
de serviço das dívidas?
 OA
5
 2.6 | ÍNDICES DE RENTABILIDADE
Há muitas medidas de rentabilidade. Tomadas em seu conjunto, essas medidas permitem aos 
analistas avaliar os lucros da empresa em relação a um dado nível de vendas, um dado nível de ativos 
ou o investimento dos proprietários. Se não houvesse lucro, uma empresa não atrairia capital externo. 
Proprietários, credores e administradores dão muita atenção à expansão dos lucros por causa da gran-
de importância que o mercado lhes atribui.
Demonstração do resultado de tamanho comum
Uma ferramenta popular de avaliação da rentabilidade em relação às vendas é a demonstração do 
resultado de tamanho comum.15 Cada item dessa demonstração é expresso com uma porcentagem da 
receita de vendas. As demonstrações de resultados de tamanho comum são de especial utilidade na 
comparação do desempenho entre diferentes anos. Três índices de rentabilidade frequentemente men-
cionados e que podem ser encontrados diretamente nas demonstrações de resultados de tamanho comum 
são (1) a margem de lucro bruto, (2) a margem de lucro operacional e (3) a margem de lucro líquido.
As demonstrações de resultados de tamanho comum da Bartlett Company para 2009 e 2008 estão 
representadas e avaliadas na Tabela 2.7 e revelam que o custo das mercadorias vendidas da empresa 
aumentou de 66,7% das vendas em 2008 para 67,9% em 2009, resultando numa piora da margem de 
lucro bruto. Contudo, graças a uma queda na despesa operacional total, a margem de lucro líquido 
da empresa aumentou de 5,4% das vendas em 2008 para 7,2% em 2009. A queda das despesas mais 
do que compensou o aumento do custo das mercadorias vendidas. Uma queda da despesa financeira da 
empresa em 2009 (3,0% das vendas contra 3,5% em 2008) contribuiu para o aumento do lucro 
de 2009.
Margem de lucro bruto
A margem de lucro bruto mede a porcentagem de cada unidade monetária de vendas que per-
manece após a empresa deduzir o valor dos bens vendidos. Quanto maior a margem de lucro bruto, 
melhor (isto é, menor o custo das mercadorias vendidas). A margem de lucro bruto é calculada da 
seguinte forma:
Margem de 
lucro bruto
=
Receita de vendas –
Custo das 
mercadorias vendidas = Lucro bruto
Receita de vendas Receita de vendas
A margem de lucro bruto da Bartlett Company em 2009 é
$ 3.074.000 – $ 2.088.000 = $ 986.000 = 32,1%
$ 3.074.000 $ 3.074.000
Esse valor está indicado pela anotação (1) na demonstração de resultados de tamanho comum da 
Tabela 2.7.
Margem de lucro operacional
A margem de lucro operacional mede a porcentagem de cada unidade monetária de vendas 
remanescente após a dedução de todos os custos e despesas exceto juros, imposto de renda e dividen-
15 Essa demonstração é por vezes chamada de demonstração de resultados percentual. O mesmo tratamento é frequentemente aplica-
do ao balanço da empresa para facilitar a avaliação de variações das estruturas de ativo e passivo. Além de medir a rentabilidade, 
essas demonstrações podem ser usadas alternativa ou complementarmente às análises dos índices de liquidez, atividade e endivi-
damento.
Demonstração do 
resultado de tamanho 
comum Uma demonstração 
de resultado do exercício na 
qual cada item é expresso como 
porcentagem das vendas.
Margem de lucro 
bruto Mede a porcentagem de 
cada real de vendas que resta 
após o cômputo do custo dos 
bens vendidos pela empresa.
Dica Esse índice é de especial 
importância para pequenos 
varejistas, especialmente durante 
tempos de inflação. Se o 
proprietário da empresa não 
elevar os preços com o aumento 
do custo das vendas, a margem 
de lucro bruto decairá.
Margem de lucro 
operacional Mede a 
proporção de cada real de 
receita de vendas remanescente 
após a dedução de todos os 
custos e despesas que não são 
juros, imposto de renda e 
dividendos preferenciais. É o 
‘lucro puro’ obtido em cada real 
de receita de venda.
 58 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 58Gitman-12_P1-C02.indd 58 29/10/2009 19:14:5129/10/2009 19:14:51
dos de ações preferenciais. Representa o ‘lucro puro’ obtido sobre cada dólar de vendas. Os lucros 
operacionais são ditos ‘puros’ porque medem apenas o lucro sobre as operações e desconsideram 
juros, impostos e dividendos deações preferenciais. É preferível uma margem de lucro operacional 
elevada. A margem de lucro operacional é calculada por:
Margem de lucro operacional = Lucro operacional
Receita de vendas
A margem de lucro operacional da Bartlett Company em 2009 é
$ 418.000 = 13,6%
$ 3.074.000
Esse valor está indicado pela anotação (2) na demonstração de resultados de tamanho comum da 
Tabela 2.7.
Margem de lucro líquido
A margem de lucro líquido mede a porcentagem de cada unidade monetária de vendas remanes-
cente após a dedução de todos os custos e despesas, inclusive juros, impostos e dividendos de ações 
preferenciais. Quanto mais elevada a margem de lucro líquido de uma empresa, melhor. A margem 
de lucro líquido é calculada da seguinte maneira:
Margem de lucro líquido 
Mede a porcentagem de cada 
real de vendas que sobra após a 
cobertura de todos os custos e 
despesas, inclusive juros, imposto 
de renda e dividendos 
preferenciais.
Anos encerrados em 31 de dezembro Avaliaçãoa
2009 2008 2008-2009
 Receita de vendas 100,0% 100,0% estável
 Menos: custo das mercadorias vendidas 67,9 66,7 pior
(1) Margem de lucro bruto 32,1% 33,3% pior
 Menos: despesas operacionais
 Despesa de vendas 3,3% 4,2% melhor
 Despesas gerais e administrativas 6,8 6,7 melhor
 Despesa de arrendamento 1,1 1,3 melhor
 Despesa de depreciação 7,3 9,3 melhor
 Despesa operacional total 18,5% 21,5% melhor
(2) Margem de lucro operacional 13,6% 11,8% melhor
 Menos: despesa financeira 3,0 3,5 melhor
 Lucro líquido antes do imposto de renda 10,6% 8,3% melhor
 Menos: imposto de renda 3,1 2,5 piorb
 Lucro líquido depois do imposto de renda 7,5% 5,8% melhor
 Menos: dividendos de ações preferenciais 0,3 0,4 melhor
(3) Margem de lucro líquido 7,2% 5,4% melhor
a Avaliações subjetivas baseadas nos dados fornecidos.
b O imposto de renda como porcentagem das vendas aumentou perceptivelmente de 2008 para 2009 por causa das diferenças de custos e despesas, ao passo 
que as alíquotas médias (imposto de renda ÷ lucro líquido antes do imposto de renda) dos anos de 2008 e 2009 se mantiveram aproximadamente iguais — em 
30% e 29%, respectivamente.
Demonstrações de resultado de tamanho comum da Bartlett Company
T
A
B
E
L
A
2.7
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 59 
Gitman-12_P1-C02.indd 59Gitman-12_P1-C02.indd 59 29/10/2009 19:14:5129/10/2009 19:14:51
Margem de lucro líquido = Lucro disponível para os acionistas ordinários
Receita de vendas
A margem de lucro líquido da Bartlett Company em 2009 é:
$ 221.000 = 7,2%
$ 3.074.000
Esse valor está indicado pela anotação (3) na demonstração de resultados de tamanho comum da 
Tabela 2.7.
A margem de lucro líquido é uma medida frequentemente associada ao sucesso de uma empresa 
em relação ao lucro obtido com as vendas. O que representa uma ‘boa’ margem de lucro líquido varia 
de modo considerável de um setor para outro. Uma margem de lucro líquido de 1% ou menos não 
seria incomum para uma mercearia, ao passo que uma margem de lucro líquido de 10% seria baixa 
para uma joalheria de varejo.
Lucro por ação (LPA)
O lucro por ação (LPA) de uma empresa costuma ser de interesse para acionistas existentes ou em 
potencial e para a administração. Como já vimos, o LPA representa o número de unidades monetárias 
ganhas durante o período para cada ação ordinária em circulação. O lucro por ação é calculado 
como:
Lucro por ação = Lucro disponível para os acionistas ordinários
Número de ações ordinárias em circulação
O lucro por ação da Bartlett Company em 2009 é
$ 221.000 = $ 2,90
$ 76.262
Esse valor representa o valor em dólares ganho por cada ação ordinária em circulação. O mon-
tante em dinheiro efetivamente distribuído a cada acionista é o dividendo por ação (DPA), que, como 
se vê na demonstração de resultados da Bartlett Company (Tabela 2.1), aumentou de $ 0,75 em 2008 
para $ 1,29 em 2009. O LPA é observado com atenção pelo público investidor e considerado um 
importante indicador de sucesso empresarial.
Retorno sobre o ativo total (ROA – return on total assets)
O retorno sobre o ativo total (ROA), muitas vezes chamado de retorno sobre o investimento (ROI), 
mede a eficácia geral da administração na geração de lucros a partir dos ativos disponíveis. Quanto 
mais elevado o retorno sobre o ativo total de uma empresa, melhor. O retorno sobre o ativo total é 
calculado como segue:
Retorno sobre o ativo total = Lucro disponível para os acionistas ordinários
Ativo total
O retorno sobre o ativo total da Bartlett Company em 2009 é
$ 221.000 = 6,1%
$ 3.597.000
Esse valor indica que a empresa ganhou 6,1 centavos por dólar de investimento nos ativos.
Retorno sobre o capital próprio (ROE – return on common equity)
O retorno sobre o capital próprio (ROE) mede o retorno obtido sobre o investimento dos acio-
nistas ordinários na empresa. De modo geral, quanto mais alto esse retorno, melhor para os proprie-
tários. O retorno sobre o capital próprio é calculado assim:
Retorno sobre o capital próprio = Lucro disponível para os acionistas ordinários
Patrimônio líquido dos acionistas ordinários
Dica A margem de lucro 
líquido é também chamada de 
lucro líquido depois do imposto 
de renda dividido pelas vendas. A 
fórmula aqui apresentada dá 
maior ênfase aos acionistas 
ordinários.
Dica O LPA representa o valor 
em dinheiro ganho por ação 
ordinária em circulação — e não 
o montante dos lucros 
efetivamente distribuído aos 
acionistas.
Retorno sobre o ativo total 
(ROA — return on total 
assets) Mede a eficácia geral da 
administração na geração de 
lucros a partir dos ativos 
disponíveis; também chamado de 
retorno do investimento (ROI).
Dica Algumas empresas usam 
esta medida como técnica simples 
de tomada de decisão para a 
avaliação de propostas de 
investimento em ativo 
imobilizado.
Retorno sobre o capital 
próprio (ROE — return on 
common equity) Mede a taxa 
de retorno obtida no 
investimento feito pelos 
acionistas ordinários.
 60 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 60Gitman-12_P1-C02.indd 60 29/10/2009 19:14:5229/10/2009 19:14:52
O retorno sobre o capital próprio da Bartlett Company em 2009 é
$ 221.000 = 12,6%
$ 1.754.000
É importante observar que o valor do patrimônio líquido ($ 1.754.000) foi obtido subtraindo -se os 
$ 200.000 em ações preferenciais do patrimônio líquido total de $ 1.954.000 (ver balanço patrimonial 
de 2009 da Bartlett Company, Tabela 2.2). O ROE calculado de 12,6% indica que, em 2009, a empre-
sa ganhou 12,6 centavos por dólar de patrimônio líquido.
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 2-13 Quais os três índices de rentabilidade encontrados numa demonstração de resultado de 
tamanho comum?
 2-14 O que explicaria haver numa empresa, ao mesmo tempo, uma margem de lucro bruto alta e 
uma margem de lucro líquido baixa?
 2-15 Que medida de rentabilidade é, provavelmente, a de maior interesse para o público investi-
dor? Por quê?
 OA
5
 2.7 | ÍNDICES DE VALOR DE MERCADO
Índices de valor de mercado relacionam o valor de mercado da empresa, medido pelo preço atual 
de sua ação, com alguns valores contábeis. Esses índices fornecem informações sobre como os ana-
listas do mercado avaliam o desempenho da empresa em termos de risco e retorno. Tendem a refletir, 
em termos relativos, a avaliação que os acionistas ordinários fazem de todos os aspectos do passado 
da empresa e do desempenho futuro esperado. Aqui, tratamos de dois índices de valor de mercado 
populares, um que se concentra nos lucros e outro que leva em conta o valor nominal.
Índice preço/lucro (P/L)
O índice preço/lucro (P/L) é muito usado para avaliar a maneira como os proprietários enxergam 
o preço da ação.16 O índice P/L mede o montante que os investidores estão dispostos a pagar por 
unidade monetária de lucro de uma empresa. O nível desse índice indica o grau de confiança que os 
investidores depositam no desempenho futuro da empresa. Quanto maior o índice preço/lucro, maior 
a confiança. O índicepreço/lucro é calculado da seguinte maneira:
Índice preço/lucro (P/L) = Preço de mercado por ação ordinária
Lucro por ação
Se as ações ordinárias da Bartlett Company estivessem sendo negociadas a $ 32,25 no fim de 2009, 
o índice preço/lucro nesse período, o LPA de $ 2,90, seria
$ 32,25 = 11,1
$ 2,90
Esse resultado indica que os investidores estavam pagando $ 11,10 para cada $ 1,00 de lucro. O 
índice preço/lucro é mais informativo quando aplicado em análises em corte transversal, usando 
um índice preço/lucro setorial ou o de uma empresa benchmark.
Índice de valor de mercado/valor patrimonial (VM/VP)
O índice de valor de mercado/valor patrimonial (VM/VP) fornece uma avaliação de como os 
investidores encaram o desempenho da empresa, relacionando o valor das ações da empresa ao seu 
valor patrimonial — o valor contábil em forma pura. Para calcular o índice VM/VP, precisamos antes 
identificar o valor patrimonial por ação ordinária:
16 O uso do índice preço/lucro para estimar o valor da empresa é parte da discussão sobre “Outras abordagens à avaliação de ações 
ordinárias”, do Capítulo 7.
Índices de valor de 
mercado Relacionam o valor 
de mercado de uma empresa, 
medido pelo preço corrente de 
sua ação, a certos valores 
contábeis.
Índice preço/lucro (P/L) 
Mede o valor que os 
investidores estão dispostos a 
pagar por real de lucro de uma 
empresa; quanto maior o P/L, 
maior a confiança do investidor.
Índice de valor de mercado/
valor patrimonial (VM/VP) 
Fornece uma avaliação de como 
os investidores encaram o 
desempenho da empresa. As 
empresas que esperam obter 
retornos elevados, em relação 
aos seus riscos, comumente têm 
suas ações negociadas a 
múltiplos VM/VP elevados.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 61 
Gitman-12_P1-C02.indd 61Gitman-12_P1-C02.indd 61 29/10/2009 19:14:5229/10/2009 19:14:52
Valor patrimonial por ação ordinária = Patrimônio líquido ordinário
Número de ações ordinárias
Substituindo os valores referentes à Bartlett Company encontrados em seu balanço patrimonial de 
2009, temos
Valor patrimonial por ação ordinária = $ 1.754.000 = $ 23,00
$ 76.262
A fórmula do índice de valor de mercado/valor patrimonial é:
Índice de valor de mercado/
valor patrimonial (VM/VP)
= Preço de mercado por ação ordinária
Valor contábil por ação ordinária
Inserindo o preço da ação ordinária da Bartlett Company de $ 32,25 no fim de 2009 e o valor 
escritural por ação ordinária de $ 23,00 (calculado acima), temos
Índice de valor de mercado/valor patrimonial (VM/VP) = $ 32,25 = 1,40
$ 23,00
Esse VM/VP significa que os investidores estão pagando $ 1,40 por $ 1,00 de valor patrimonial 
das ações da Bartlett Company.
As ações de empresas das quais se espera um bom desempenho — aumento dos lucros ou da 
participação de mercado, ou lançamento de produtos bem -sucedidos — costumam ser vendidas a 
índices VM/VP mais elevados do que aquelas com perspectivas menos atraentes. Para simplificar, 
empresas das quais se espera retorno elevado em relação ao risco, costumam ser vendidas a múltiplos 
altos de VM/VP. Evidentemente, os investidores veem com bons olhos as perspectivas da Bartlett, já 
que estão dispostos a pagar por suas ações mais do que seu valor patrimonial. Assim como os índices 
P/L, os VM/VP são normalmente usados em análise transversal para permitir comparar o retorno e o 
risco da empresa com os de outras.
Q U E S TÃO PA R A R E V I S ÃO
 2-16 Como o índice preço/lucro (P/L) e o índice de valor de mercado/valor patrimonial (VM/VP) 
dão uma ideia do retorno e do risco da empresa?
 OA
6
 2.8 | UMA ANÁLISE DE ÍNDICES COMPLETA
Os analistas muitas vezes desejam ter uma visão geral do desempenho e da situação financeira 
de uma empresa. Aqui, tratamos de duas abordagens comuns à análise por índices completa: (1) resu-
mo de todos os índices e (2) o sistema DuPont de análise. A primeira tende a abordar todos os aspec-
tos das atividades financeiras do negócio para isolar as principais áreas de responsabilidade. O sistema 
DuPont funciona como uma técnica de busca que tem por objetivo identificar as principais áreas 
responsáveis pela condição financeira da empresa.
Resumo de todos os índices
Podemos usar os índices da Bartlett Company para fazer uma análise por índices completa, empre-
gando tanto a abordagem em corte transversal quanto a por séries temporais. Os índices de 2009 
anteriormente calculados e seus correspondentes para 2007 e 2008, juntamente com índices setoriais 
de 2009, encontram -se resumidos na Tabela 2.8, que também apresenta a fórmula usada para calcular 
cada um deles. Com esses dados, podemos discutir os cinco principais aspectos do desempenho da 
Bartlett: liquidez, atividade, endividamento, rentabilidade e mercado.
Liquidez
A liquidez histórica da empresa parece exibir uma tendência de razoável estabilidade, mantendo-
-se em um nível relativamente condizente com a média setorial em 2009. A liquidez da empresa 
parece boa.
 62 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 62Gitman-12_P1-C02.indd 62 29/10/2009 19:14:5329/10/2009 19:14:53
Média 
do setor
2009c
Avaliaçãod
Ano Em corte 
transversal
2009
Em série 
temporal
2007-2009 GeralÍndice Fórmula 2007a 2008b 2009b
Liquidez
Índice de liquidez corrente
Ativo circulante
Passivo circulante
2,04 2,08 1,97 2,05 aceitável aceitável aceitável
Índice de liquidez seca
Ativo circulante – Estoques
Passivo circulante
1,32 1,46 1,51 1,43 aceitável bom bom
Atividade
Giro do estoque
Custo das mercadorias vendidas
Estoque
5,1 5,7 7,2 6,6 bom bom bom
Prazo médio de recebimento
Contas a receber
Valor médio diário das vendas
43,9 dias 51,2 dias 59,7 dias 44,3 dias fraco fraco fraco
Prazo médio de pagamento
Fornecedores
Valor médio diário das compras
75,8 dias 81,2 dias 95,4 dias 66,5 dias fraco fraco fraco
Giro do ativo total
Vendas
Ativo total
0,94 0,79 0,85 0,75 aceitável aceitável aceitável
Endividamento
Índice de endividamento
Passivo total
Ativo total
36,8% 44,3% 45,7% 40,0% aceitável aceitável aceitável
Índice de cobertura de juros
Lucro antes de juros e imposto de renda
Juros
5,6 3,3 4,5 4,3 bom aceitável aceitável
Índice de cobertura de 
obrigações fixas
Lucro antes de juros e imposto de renda
+ Arrendamentos
Juros + Arrendamentos
+ {(Amort. + Div. pref.) × [1/(1 – T)]}
2,4 1,4 1,9 1,5 bom aceitável bom
Resumo dos índices da Bartlett Company (2007-2009, inclusive médias setoriais de 2009)
T
A
B
E
L
A
2.8
(continua)
 
C
ap
ítu
lo
 2
 – D
em
o
n
straçõ
es fin
an
ceiras e su
a an
álise 
63 
G
itm
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1-C
02.indd 63
G
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an-12_P
1-C
02.indd 63
29/10/2009 19:14:53
29/10/2009 19:14:53
Média 
do setor
2009c
Avaliaçãod
Ano Em corte 
transversal
2009
Em série 
temporal
2007-2009 GeralÍndice Fórmula 2007a 2008b 2009b
Rentabilidade
Margem de lucro bruto
Lucro bruto
Receita de vendas
31,4% 33,3% 32,1% 30,0% aceitável aceitável aceitável
Margem de lucro operacional
Lucro operacional
Receita de vendas
14,6% 11,8% 13,6% 11,0% bom aceitável bom
Margem de lucro líquido
Lucro disponível para os acionistas ordinários
Receita de vendas
8,2% 5,4% 7,2% 6,2% bom aceitável bom
Lucro por ação (LPA)
Lucro disponível para os acionistas ordinários
Número de ações ordinárias existentes
$ 3,26 $ 1,81 $ 2,90 $ 2,26 bom aceitável bom
Retorno sobre o ativo total 
(ROA)
Lucro disponível para os acionistas ordinários
Ativo total
7,8% 4,2% 6,1% 4,6% bom aceitável bom
Retorno sobre o capital 
próprio (ROE)
Lucro disponível para os acionistas ordinários
Patrimônio líquido ordinário
13,7% 8,5% 12,6% 8,5% bom aceitável bom
Mercado
Índice preço/lucro (P/L)
Preço de mercado da ação ordinária
Lucro por ação
10,5 10,0e 11,1 12,5 aceitável aceitável aceitável
Índice de valor de mercado/
valor patrimonial (VM/VP)
Preço de mercado da ação ordinária
Valor patrimonial da ação ordinária
1,25 0,85e 1,40 1,30 aceitável aceitável aceitável
a Calculado a partir de dados não fornecidos neste capítulo.
b Calculadocom as demonstrações financeiras apresentadas nas tabelas 2.1 e 2.2.
c Obtido de fontes não fornecidas neste capítulo.
d Avaliações subjetivas baseadas nos dados fornecidos.
e O preço de mercado por ação no fim de 2008 era de $ 18,06.
(continuação)
 
64
 
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Atividade
Os estoques da Bartlett parecem estar em boa situação. Sua gestão de estoques parece ter melho-
rado e, em 2009, apresentou desempenho superior ao do setor. A empresa pode estar passando por 
algumas dificuldades com contas a receber. O prazo médio de recebimento parece mais longo do que 
o setorial. A Bartlett também parece demorar para pagar suas contas, cumprindo suas obrigações em 
prazo quase 30 dias mais longo do que a média setorial. Isso poderia ter efeitos negativos sobre a 
qualidade de crédito da empresa. Embora a liquidez geral pareça boa, a administração de contas a pagar 
e a receber deve ser examinada. O giro do seu ativo total reflete um declínio da eficiência na utilização 
do ativo total entre 2007 e 2008. Embora tenha se elevado, em 2009, para um nível consideravelmen-
te superior à media do setor, parece que o nível de eficiência anterior a 2008 ainda não foi 
 recuperado.
Endividamento
O endividamento da Bartlett Company aumentou no período 2007-2009 e está acima da média 
do setor. Embora esse aumento possa ser motivo para preocupação, a capacidade da empresa de fazer 
frente a suas obrigações de pagamentos de juros e fixos melhorou de 2008 para 2009, atingindo um 
nível que supera o setorial. O maior endividamento em 2008 parece ter sido causado por uma dete-
rioração da capacidade de satisfazer adequadamente as dívidas. Entretanto, os retornos da Bartlett 
melhoraram de forma evidente em 2009, de modo que a empresa é capaz de honrar seus pagamentos 
de juros e fixos de maneira condizente com a média do setor. Em suma, quer parecer que, embora 
2008 tenha sido um ano atípico, a melhoria da capacidade de pagamento da empresa em 2009 com-
pensou seu maior grau de endividamento.
Rentabilidade
A rentabilidade da Bartlett em relação às vendas em 2009 foi melhor do que a média do setor, 
embora não tenha atingido o desempenho apresentado em 2007. Apesar da melhora da margem de 
lucro bruto de 2008 e 2009 em relação a 2007, os maiores níveis de despesa operacionais e financei-
ras em 2008 e 2009 parecem ter feito com que a margem de lucro líquido de 2009 ficasse abaixo da 
de 2007. Entretanto, a margem de lucro líquido da Bartlett Company em 2009 é bastante favorável, se 
comparada à média setorial.
O lucro por ação, o retorno sobre o ativo total e o retorno sobre o capital próprio da empresa 
apresentaram comportamento muito semelhante ao da margem de lucro líquido no período 2007-
2009. Parece ter havido uma queda considerável das vendas entre 2007 e 2008, ou uma expansão 
acelerada dos ativos no mesmo período. O nível excepcionalmente elevado de retorno sobre o capital 
próprio em 2009 sugere que a empresa esteja apresentando desempenho bastante bom. Os retornos 
acima da média obtidos (margem de lucro líquido, LPA, ROA e ROE) talvez possam ser atribuídos ao 
fato de ela aceitar um risco superior à média. É útil analisar os índices de mercado para avaliar o 
risco.
Mercado
Os investidores demonstram maior confiança na empresa em 2009 do que nos dois anos anterio-
res, como se vê pelo índice preço/lucro (P/L) de 11,1. Esse índice, contudo, está abaixo da média do 
setor. O índice preço/lucro sugere que o risco do negócio diminuiu, mas permanece acima da média 
setorial. O índice valor de mercado/valor patrimonial (VM/VP) aumentou no período 2007-2009 e, em 
2009, supera a média setorial. Isso indica que os investidores estão otimistas quanto ao desempenho 
futuro da empresa. Os índices P/L e VM/VP refletem o crescimento da lucratividade ao longo de 2007-
2009: os investidores esperam obter retornos maiores no futuro como recompensa pelo maior risco.
Em suma, a empresa parece estar em crescimento e ter passado recentemente por uma expansão 
do ativo, financiada sobretudo com dívidas. O período 2008-2009 indica uma fase de ajustes e 
 recuperação do crescimento acelerado do ativo. As vendas, os lucros e os demais fatores de desem-
penho da Bartlett parecem estar crescendo com o aumento do porte de suas operações. Além disso, a 
reação do mercado a essas realizações se mostra positiva. Em resumo, a empresa demonstra bom 
desempenho em 2009.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 65 
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Sistema DuPont de análise
O sistema DuPont de análise é usado para dissecar as demonstrações financeiras da empresa e 
avaliar sua situação financeira, unindo a demonstração de resultados e o balanço patrimonial em duas 
medidas concisas de rentabilidade: o retorno sobre o ativo total (ROA) e o retorno sobre o capital 
próprio (ROE). A Figura 2.2 mostra o sistema DuPont básico com os valores monetários e os índices 
da Bartlett Company para 2009. A parte superior do quadro resume as atividades constantes da demons-
tração de resultados; a parte inferior, as do balanço patrimonial.
Fórmula DuPont
Em primeiro lugar, o sistema DuPont reúne a margem de lucro líquido, que mede a rentabilidade 
da empresa sobre as vendas, com seu giro do ativo total, que indica a eficiência com que a empresa 
usa seus ativos para gerar vendas. Na fórmula DuPont, o produto desses dois índices resulta no retor-
no sobre o ativo total (ROA):
ROA = Margem de lucro líquido × giro do ativo total
Substituindo e simplificando as fórmulas em questão,
ROA =
Lucro disponível para 
os acionistas ordinários ×
Receita de 
vendas =
Lucro disponível para 
os acionistas ordinários
Receita de vendas Ativo total Ativo total
Quando substituímos na fórmula DuPont os valores de margem de lucro líquido e giro do ativo 
total da Bartlett Company em 2009, calculados anteriormente, temos
ROA = 7,2% × 0,85 = 6,1%
Esse valor é o mesmo que calculamos diretamente numa seção anterior. A fórmula DuPont per-
mite que a empresa decomponha seus resultados nos componentes de lucro sobre as vendas e eficiên-
cia do uso do ativo. Em geral, uma empresa com baixa margem de lucro apresenta elevado giro do 
ativo total, resultando em um retorno do ativo total razoavelmente bom. O contrário também ocorre 
com frequência.
Fórmula DuPont modificada
O segundo passo do sistema DuPont emprega a fórmula DuPont modificada, que relaciona o 
retorno sobre o ativo total (ROA) da empresa ao seu retorno sobre o capital próprio (ROE). Este último 
é calculado multiplicando -se o retorno sobre o ativo total pelo multiplicador de alavancagem finan-
ceira (MAF), que representa a razão entre o ativo total e o patrimônio líquido ordinário:
ROA = ROA × MAF
Substituindo as fórmulas respectivas e simplificando, temos
ROE =
Lucro disponível para 
os acionistas ordinários × Ativo total =
Lucro disponível para 
os acionistas ordinários
Ativo total Patrimônio líquido Patrimônio líquido
O uso do multiplicador de alavancagem financeira (MAF) para converter o ROA em ROE reflete 
o efeito da alavancagem financeira sobre o retorno aos acionistas. Substituindo na fórmula DuPont 
modificada os valores de ROA de 6,1%, calculado anteriormente, e de MAF de 2,06 ($ 3.597.000 em 
ativo total ÷ $ 1.754.000 em patrimônio líquido ordinário) da Bartlett Company,
ROE = 6,1% × 2,06 = 12,6%
O ROE de 12,6% calculado com a fórmula DuPont modificada é idêntico ao calculado 
 diretamente.
Aplicação do sistema DuPont
A vantagem do sistema DuPont está em permitir que a empresa decomponha seu retorno sobre o 
capital próprio em um elemento de lucro sobre vendas (margem de lucro líquido), um elemento de 
eficiência no uso do ativo (giro do ativo total) e um elemento de uso da alavancagem financeira (o 
Sistema DuPont de análise 
Sistemautilizado para dissecar as 
demonstrações financeiras de 
uma empresa e avaliar sua 
situação financeira.
Fórmula DuPont A 
multiplicação da margem líquida 
pelo giro do ativo total, para 
obter o retorno sobre o ativo total 
(ROA) de uma empresa.
Fórmula DuPont 
modificada Relaciona o 
retorno do ativo total (ROA) da 
empresa ao retorno do capital 
próprio (ROE), mediante o 
multiplicador de alavancagem 
financeira.
Multiplicador de 
alavancagem financeira 
(MAF) Quociente entre o 
ativo total e o patrimônio líquido 
da empresa.
 66 Princípios de administração financeira
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O sistema DuPont 
de análise aplicado à 
Bartlett Company 
(2009)
Sistema DuPont de análise
F
I
G
U
R
A
2.2
Margem de
lucro líquido
7,2%
multiplicado
por
multiplicado 
por
Giro do
ativo total
0,85
Patrimônio
líquido
$ 1.754.000
Retorno sobre
o capital
próprio (ROE)
12,6%
dividido por
Multiplicador
de
alavancagem
financeira
(MAF)
2,06
Retorno sobre
o ativo total
(ROA)
6,1%
Total do
passivo
e patrimônio
líquido
$ 3.597.000
dividido por
Lucro
disponível
aos
acionistas
ordinários
$ 221.000
Vendas
$ 3.074.000
dividido por
Receita
de vendas
$ 3.074.000
Total do
ativo
$ 3.597.000
mais
Total do
passivo
$ 1.643.000
Patrimônio
líquido
$ 1.954.000
Receita
de vendas
$ 3.074.000
menos
Custo das
mercadorias
vendidas
$ 2.088.000
menos
Despesas
operacionais
$ 568.000
D
em
o
n
st
ra
çã
o
 d
e 
re
su
lt
a
d
o
s
menos
Despesa
financeira
$ 93.000
menos
Imposto
de renda
$ 94.000
menos
Dividendos
das ações
preferenciais
$ 10.000
Ativo
circulante
$ 1.223.000
mais
Ativo
imobilizado
líquido
$ 2.374.000
Passivo
circulante
$ 620.000
mais
Dívidas de
longo prazo
$ 1.023.000
B
a
la
n
ço
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o
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ia
l
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 67 
Gitman-12_P1-C02.indd 67Gitman-12_P1-C02.indd 67 29/10/2009 19:14:5629/10/2009 19:14:56
multiplicador de alavancagem financeira). O retorno total para os proprietários pode, assim, ser ana-
lisado quanto a essas importantes dimensões.
A Figura 2.2 explica melhor a vantagem do sistema de análise DuPont como uma ferramenta 
diagnóstica. Partindo do valor mais à direita — o ROE —, o analista financeiro se desloca para a 
esquerda, dissecando e analisando os dados de entrada da fórmula, de modo a isolar a causa provável 
do valor acima (ou abaixo) da média resultante.
 EXEMPLO Para fins de demonstração, vamos ignorar todos os dados sobre médias setoriais da Tabela 
2.8 e admitir que o ROE de 12,6% da Bartlett esteja abaixo da média de seu setor. Mais à esquer-
da na Figura 2.2, examinaremos os dados de entrada do ROE — o ROA e o MAF — em relação 
às médias setoriais. Admitamos que o MAF seja condizente com a média, mas o ROA esteja 
abaixo dela. Prosseguindo à esquerda, examinamos os dois componentes do ROA — a margem 
de lucro líquido e o giro do ativo total. Vamos admitir que a margem de lucro líquido esteja 
alinhada com a média do setor, mas o giro do ativo total se apresente abaixo dela. Ainda mais à 
esquerda, vemos que embora as vendas da empresa condigam com as do setor, o ativo total da 
Bartlett cresceu significativamente durante o ano anterior. E mais à esquerda ainda, avaliamos 
os índices de atividade do ativo circulante da empresa. Digamos que, embora o giro do estoque 
da Bartlett esteja alinhado com o do setor, seu prazo médio de cobrança seja bastante superior 
à média.
Podemos facilmente encontrar a causa de um possível problema: o baixo ROE da empresa 
se deve predominantemente à lentidão da cobrança de contas a receber, resultando em níveis 
elevados de recebíveis e, portanto, níveis elevados de ativo total. O alto ativo total reduziu o giro 
do ativo total, exercendo pressão sobre o ROA e, com isso, reduzindo o ROE. Usando o sistema 
DuPont de análise para dissecar os retornos gerais da Bartlett tais como medidos pelo ROE, 
descobrimos que a lentidão da cobrança de recebíveis levou a um ROE inferior à média setorial. 
Evidentemente, a empresa precisa melhorar a administração de suas operações de crédito.
Q U E S TÕ E S PA R A R E V I S ÃO
 2-17 A análise de índices financeiros é frequentemente dividida em cinco áreas: índices de liquidez, 
atividade, endividamento, rentabilidade e mercado. Faça a distinção entre essas áreas. Qual 
é a de maior importância para os credores?
 2-18 Descreva como você usaria um grande número de índices para fazer uma análise de índices 
completa da empresa.
 2-19 Quais são as três áreas de análise que se combinam na fórmula DuPont modificada? Explique 
como o sistema DuPont de análise é usado para dissecar os resultados financeiros da empre-
sa e isolar suas causas.
R E S U M O
Ênfase no valor
Os administradores financeiros estudam e analisam periodicamente as demonstrações financeiras das 
empresas, seja para detectar problemas, seja para avaliar os avanços na consecução de suas metas. Essas 
práticas têm por objetivo preservar e criar valor para os proprietários das empresas. Os índices financei-
ros permitem que os administradores financeiros monitorem a saúde do negócio e seu progresso em 
direção a objetivos estratégicos. Embora as demonstrações financeiras e os índices financeiros dependam 
do conceito de regime por competências, podem fornecer impressões importantes a respeito de aspectos 
de risco e retorno (fluxo de caixa) que afetam o preço da ação.
Revisão dos objetivos de aprendizagem
OA
1
Analisar o conteúdo do relatório da administração e os procedimentos para a consolidação das 
demonstrações financeiras internacionais. O relatório anual da administração, que as companhias 
abertas devem fornecer a seus acionistas, documenta as atividades financeiras da empresa no ano 
anterior. Inclui a carta aos acionistas e diversas informações subjetivas e objetivas. Contém, ainda, as 
 68 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 68Gitman-12_P1-C02.indd 68 29/10/2009 19:14:5629/10/2009 19:14:56
quatro principais demonstrações financeiras: a demonstração do resultado, o balanço patrimonial, a 
demonstração de lucros retidos (ou de mutações patrimoniais) e a demonstração dos fluxos de caixa. Em 
seguida, vêm as notas explicativas de aspectos técnicos das demonstrações financeiras. As demonstrações 
financeiras de empresas com operações cujos fluxos de caixa são denominados em mais de uma moeda 
precisam ser convertidas em dólares norte -americanos segundo a Norma FASB 52.
OA
2
Saber quem usa os índices financeiros e como o faz. A análise de índices permite que os acionistas, 
os credores e os administradores da empresa avaliem seu desempenho financeiro. Ela pode ser rea-
lizada em corte transversal ou em série temporal. O benchmarking é um tipo comum de análise em 
corte transversal. Os usuários dos índices devem estar cientes dos cuidados que devem ser tomados com 
seu uso.
OA
3
Usar índices para analisar a liquidez e a atividade de uma empresa. A liquidez, ou a capacidade da 
empresa de pagar suas dívidas no momento em que se tornam devidas, pode ser medida pelo índice 
de liquidez corrente e pelo índice de liquidez seca. Os índices de atividade medem a velocidade com 
que as contas se convertem em vendas ou em caixa — entradas ou saídas. A atividade dos estoques pode 
ser medida por meio de seu giro; a das contas a receber, pelo prazo médio de recebimento; e a das contas 
a pagar, pelo prazo médio de pagamento. O giro do ativo total mede a eficiência com que a empresa usa 
seus ativos para gerar vendas.
OA
4
Discutir a relação entre dívida e alavancagem financeira e os índices usados para analisar o endivi-
damento de uma empresa. Quanto mais dívidas uma empresa usa, maior sua alavancagem financei-
ra, o que amplifica tanto o risco quanto o retorno. Os índices financeiros de endividamento medem 
tanto o grau de endividamento quanto a capacidade de serviço da dívida. Uma medida comum do endi-
vidamentoé o índice de endividamento geral. A capacidade de arcar com a despesa financeira fixa pode 
ser medida pela cobertura de juros e pela cobertura de obrigações fixas.
OA
5
Usar índices para analisar a rentabilidade e o valor de mercado de uma empresa. A demonstração 
de resultados de tamanho comum, que mostra todos os lançamentos como porcentagem das vendas, 
pode ser usada para determinar a margem de lucro bruto, a margem de lucro operacional e a margem 
de lucro líquido. Outras medidas de rentabilidade são o lucro por ação, o retorno sobre o ativo total e o 
retorno sobre o capital próprio. Os índices de mercado incluem o índice preço/lucro e o índice de valor 
de mercado/valor patrimonial.
OA
6
Usar um resumo dos índices financeiros e o sistema de análise DuPont para realizar uma análise 
completa. Um resumo de todos os índices pode ser usado para fazer uma análise por índices com-
pleta, usando análise em corte transversal e séries temporais. O sistema DuPont de análise é uma 
ferramenta de diagnóstico usada para identificar as principais áreas responsáveis pelo desempenho finan-
ceiro da empresa. Permite que ela decomponha seu retorno sobre o capital próprio em três elementos: 
lucro sobre vendas, eficiência no uso do ativo e uso de alavancagem financeira.
P R O B L E M A S D E AU TO AVA L I AÇ ÃO
(Solução no Apêndice B)
 OA
3
 OA
4
 OA
5
 AA2-1 Fórmulas de índices e sua interpretação. Sem referência ao texto, indique para cada um dos índices abai-
xo a fórmula de cálculo e os tipos de problema, caso haja, que a empresa pode enfrentar se o resultado 
for alto demais em relação à média de seu setor. E se for muito baixo em relação à média setorial? Crie 
uma tabela semelhante à fornecida a seguir e preencha as células vazias.
Índice Muito alto Muito baixo
Índice de liquidez corrente =
Giro do estoque =
Cobertura de juros =
Margem de lucro bruto =
Retorno sobre o ativo total =
Índice preço/lucro =
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 69 
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 OA
3
 OA
4
 OA
5
 AA2-2 Preenchimento do balanço patrimonial por meio de índices. Complete o balanço patrimonial de 2009 da 
O’Keefe Industries usando as informações fornecidas.
O´Keefe Industries
Balanço patrimonial
31 de dezembro de 2009
Ativo Passivo e patrimônio líquido
Caixa $ 32.720 Fornecedores $ 120.000
Títulos negociáveis 25.000 Bancos a pagar 
Contas a receber Despesas a pagar 20.000
Estoques Passivo total circulante 
 Ativo total circulante Exigível de longo prazo 
Ativo imobilizado líquido Patrimônio líquido $ 600.000
Ativo total $ Passivo total e patrimônio líquido $ 
Estão disponíveis os seguintes dados financeiros para 2009:
(1) As vendas totalizaram $ 1.800.000.
(2) A margem de lucro bruto foi de 25%.
(3) O giro do estoque foi de 6,0.
(4) O ano tem 365 dias.
(5) O prazo médio de recebimento foi de 40 dias.
(6) O índice de liquidez corrente foi de 1,60.
(7) O índice de giro do ativo total foi de 1,20.
(8) O índice de endividamento geral foi de 60%.
E X E R C Í C I O S PA R A AQ U E C I M E N TO
 OA
1
 A2-1 Você é estagiário num escritório de contabilidade. Para testar seus conhecimentos básicos sobre 
demonstrações financeiras, o gerente, que se formou há dois anos na mesma faculdade que você cursa, 
lhe dá a seguinte lista de contas e pede que elabore a partir delas uma demonstração de resultados 
 simplificada.
Contas ($ 000.000)
Depreciação 25
Despesas gerais e administrativas 22
Receita de vendas 345
Despesas com vendas 18
Custo das mercadorias vendidas 255
Despesa com arrendamentos 4
Despesa financeira 3
a. Organize as contas em uma demonstração de resultados com indicações claras. Não se esqueça de 
calcular e indicar o lucro bruto, o lucro operacional e o lucro líquido antes do imposto de renda.
b. Usando uma alíquota de 35%, calcule o imposto de renda devido e o lucro líquido depois do imposto 
de renda.
c. Admitindo um dividendo de $ 1,10 por ação, com 4,25 milhões de ações existentes, calcule o LPA e 
o acréscimo ao lucro retido.
 OA
1
 A2-2 Explique por que a demonstração de resultados pode também ser chamada de ‘demonstração de lucros e 
perdas (P&L)’. O que significa, exatamente, o termo ‘balanço’ em balanço patrimonial? Por que equilibra-
mos as duas metades?
 OA
1
 A2-3 A Cooper Industries, Inc. começou o ano de 2009 com lucros retidos de $ 25,32 milhões. Durante o ano, 
pagou quatro dividendos trimestrais de $ 0,35 por ação a 2,75 milhões de acionistas ordinários. Os acio-
nistas preferenciais, que detêm 500.000 ações, receberam dois dividendos semestrais de $ 0,75 por ação. 
 70 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 70Gitman-12_P1-C02.indd 70 29/10/2009 19:14:5829/10/2009 19:14:58
A empresa teve lucro líquido depois do imposto de renda de $ 5,15 milhões. Elabore a demonstração de 
lucros retidos do ano encerrado em 31 de dezembro de 2009.
 OA
3
 A2-4 A Bluestone Metals, Inc. é uma metalúrgica que produz peças metálicas pré -fabricadas para clientes em 
diferentes setores. O lema da empresa é “Se você precisa, a gente faz”. Seu CEO realizou recentemente 
uma reunião do conselho de administração durante a qual discorreu sobre as virtudes da empresa que, 
segundo ele, era capaz de construir qualquer produto usando um modelo industrial ‘enxuto’. A empresa 
logo seria lucrativa, ele afirmou, porque usava tecnologia de ponta para construir grande variedade de 
produtos, ao mesmo tempo em que mantinha baixos níveis de estoque. Você, no papel de um jornalista 
especializado no setor, calculou alguns índices para analisar a saúde financeira do negócio. Os índices de 
liquidez corrente e seca da Bluestone dos seis últimos anos podem ser encontrados na tabela abaixo:
2004 2005 2006 2007 2008 2009
Índice de liquidez corrente 1,2 1,4 1,3 1,6 1,8 2,2
Índice de liquidez seca 1,1 1,3 1,2 0,8 0,6 0,4
O que você acha da afirmativa do CEO de que a empresa é enxuta e logo será lucrativa? (Dica: haveria 
algum alerta na comparação entre os dois índices?)
 OA
5
 A2-5 Se sabemos que uma empresa apresenta margem de lucro líquido de 4,5%, giro do ativo total de 0,72 e 
multiplicador de alavancagem financeira de 1,43, qual é seu ROE? Qual a vantagem de usar o sistema 
DuPont para calcular o ROE em vez de usar a divisão dos lucros disponíveis para os acionistas ordinários 
pelo patrimônio líquido ordinário?
P R O B L E M A S
 OA
1
 P2-1 Análise das demonstrações financeiras básicas. A demonstração financeira do ano encerrado em 31 de 
dezembro de 2009, os balanços patrimoniais de 31 de dezembro de 2009 e 2008 e a demonstração de 
lucros retidos do ano encerrado em 31 de dezembro de 2009 da Technica, Inc. encontram -se a seguir. 
Discuta sucintamente a forma e o conteúdo de informação dessas demonstrações.
Technica, Inc.
Demonstração do resultado do exercício
encerrado em 31 de dezembro de 2009
Receita de vendas $ 600.000
Menos: custo dos produtos vendidos 460.000
Lucro bruto $ 140.000
Menos: despesas operacionais
Despesas gerais e administrativas $ 30.000
Despesa de depreciação 30.000
Total das despesas operacionais 60.000
Resultado operacional $ 80.000
Menos: despesa financeira 10.000
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 70.000
Menos: imposto de renda 27.100
Lucro disponível para os acionistas ordinários $ 42.900
Lucro por ação (LPA) $ 2,15
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 71 
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Technica, Inc.
Balanço patrimonial
31 de dezembro
Ativo 2009 2008
Caixa $ 15.000 $ 16.000
Títulos negociáveis 7.200 8.000
Contas a receber 34.100 42.200
Estoques 82.000 50.000
Ativo total circulante $ 138.300 $ 116.200
Terrenos e prédios $ 150.000 $ 150.000
Máquinas e equipamentos 200.000190.000
Móveis e utensílios 54.000 50.000
Outros 11.000 10.000
Ativo total imobilizado bruto $ 415.000 $ 400.000
Menos depreciação acumulada 145.000 115.000
Ativo imobilizado líquido $ 270.000 $ 285.000
Ativo total $ 408.300 $ 401.200
Passivo e patrimônio líquido
Fornecedores $ 57.000 $ 49.000
Títulos a pagar 13.000 16.000
Despesas a pagar 5.000 6.000
Passivo total circulante $ 75.000 $ 71.000
Dívidas de longo prazo $ 150.000 $ 160.000
Patrimônio líquido
Ações ordinárias
(ações existentes: 19.500 em 2009 e 20.000 em 2008)
$ 110.200 $ 120.000
Lucros retidos 73.100 50.200
Total do patrimônio líquido $ 183.300 $ 170.200
Passivo total e patrimônio líquido $ 408.300 $ 401.200
Technica, Inc.
Demonstração de lucros retidos
Exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009
Saldo de lucros retidos (1o de janeiro de 2009) $ 50.200
Mais: lucro líquido depois do imposto de renda (em 2009) 42.900
Menos: dividendos em dinheiro (pagos em 2009) 20.000
Saldo de lucros retidos (31de dezembro de 2009) $ 73.100
 OA
1
 P2-2 Identificação de contas em demonstrações financeiras. Marque cada uma das contas enumeradas na 
tabela a seguir da seguinte maneira:
a. Na coluna (1), indique a que demonstração a conta pertence — demonstração do resultado do exercí-
cio (DRE) ou balanço patrimonial (BP).
b. Na coluna (2), indique se a conta é um ativo circulante (AC), passivo circulante (PC), despesa (D), ativo 
imobilizado (AI), exigível de longo prazo (ELP), receita (R) ou patrimônio líquido (PL).
 72 Princípios de administração financeira
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Conta
(1)
Demonstração
(2)
Tipo de conta
Fornecedores 
Contas a receber 
Contas a pagar 
Depreciação acumulada 
Despesas administrativas 
Imóveis 
Caixa 
Ações ordinárias (valor nominal) 
Custo das mercadorias vendidas 
Depreciação 
Equipamentos 
Despesas gerais 
Despesa financeira 
Estoques 
Terrenos 
Dívidas de longo prazo 
Máquinas 
Títulos negociáveis 
Títulos a pagar a bancos 
Despesa operacional 
Ágio na venda de ações ordinárias 
Ações preferenciais 
Dividendos preferenciais 
Lucros retidos 
Receita de vendas 
Despesa de vendas 
Imposto de renda 
Veículos 
 OA
1
 P2-3 Elaboração da demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2009, Cathy Chen, uma contadora 
autônoma, completou seu primeiro ano de atividades. Durante o ano, ela faturou $ 360.000 por seus 
serviços contábeis. Tinha dois funcionários: um escriturário e um auxiliar de escritório. Além do próprio 
salário mensal de $ 8.000, pagou salários anuais de $ 48.000 e $ 36.000 ao escriturário e ao auxiliar de 
escritório, respectivamente. As contribuições sindicais e os benefícios sociais de Chen e seus dois funcio-
nários totalizaram $ 34.600 no ano. As despesas com material de escritório, incluindo correio, chegaram 
ao total de $ 10.400 no ano. Além disso, ela gastou $ 17.000 com despesas dedutíveis como viagens e 
entretenimento associadas a visitas a clientes e ao desenvolvimento de novos negócios. Os pagamentos 
de aluguel do escritório (uma despesa dedutível) foram de $ 2.700 por mês. A despesa anual de deprecia-
ção dos móveis e aparelhos de escritório foi de $ 15.600. Durante o ano, Chen pagou juros de $ 15.000 
sobre o empréstimo de $ 120.000 que tomou para iniciar a empresa e esteve sujeita a uma alíquota média 
de imposto de renda de 30%.
a. Elabore uma demonstração do resultado do exercício para a contadora Cathy Chen para o ano encer-
rado em 31 de dezembro de 2009.
b. Avalie seu desempenho financeiro em 2009.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 73 
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PROBLEMA DE FINANÇAS PESSOAIS
 OA
1
 P2-4 Elaboração da demonstração do resultado. Adam e Arin Adams reuniram suas informações de rendimen-
tos e despesas pessoais e pediram a você que preparasse uma demonstração de rendimentos e despesas 
para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2009. A família Adams deu -lhe as informações abaixo.
Salário de Adam $ 45.000 Contas de luz, água etc. $ 3.200
Salário de Arin 30.000 Supermercado 2.200
Receita financeira 500 Despesas médicas 1.500
Dividendos recebidos 150 IPTU 1.659
Seguro do carro 600 Imposto de renda, INSS 13.000
Seguro da casa 750 Roupas e acessórios 2.000
Parcela do carro 3.300 Combustível e oficina mecânica 2.100
Parcela da hipoteca 14.000 Entretenimento 2.000
a. Crie uma demonstração de rendimentos e despesas pessoais para o período encerrado em 31 de dezem-
bro de 2009. Essa demonstração deve ser semelhante à demonstração de resultados de uma empresa.
b. A família Adams teve saldo excedente ou déficit de caixa?
c. Se o resultado for um saldo excedente, como a família pode empregar esses fundos?
 OA
1
 P2-5 Cálculo de LPA e lucros retidos. A Philagem, Inc. encerrou o ano de 2009 com lucro líquido antes do 
imposto de renda de $ 218.000. A empresa está sujeita a uma alíquota de imposto de renda de 40% e deve 
pagar $ 32.000 de dividendos aos acionistas preferenciais antes de distribuir quaisquer lucros sobre as 
85 mil ações ordinárias existentes atualmente.
a. Calcule o lucro por ação (LPA) da Philagem em 2009.
b. Se a empresa pagasse dividendos de $ 0,80 por ação ordinária, quantos dólares teriam sido transferidos 
para lucros retidos?
 OA
1
 P2-6 Elaboração do balanço patrimonial. Use os itens da lista a seguir para elaborar, no formato apropriado, o 
balanço da Owen Davis Company em 31 de dezembro de 2009.
Item
Valor ($ mil) em 
31 de dezembro 
de 2009 Item
Valor ($ mil) em 
31 de dezembro 
de 2009
Fornecedores $ 220 Estoques $ 375
Contas a receber 450 Terrenos 100
Contas a pagar 55 Dívidas de longo prazo 420
Depreciação acumulada 265 Máquinas 420
Imóveis 225 Títulos negociáveis 75
Caixa 215 Títulos a pagar a bancos 475
Ações ordinárias (valor nominal) 90 Ágio na venda de ações ordinárias 360
Custo das mercadorias vendidas 2.500 Ações preferenciais 100
Despesa de depreciação 45 Lucros retidos 210
Equipamentos 140 Receita de vendas 3.600
Móveis e utensílios 170 Veículos 25
Despesas gerais 320
PROBLEMA DE FINANÇAS PESSOAIS
 OA
1
 P2-7 Elaboração do balanço patrimonial. Adam e Arin Adams reuniram suas informações sobre ativos e passi-
vos e pediram a você que elaborasse um balanço patrimonial na data de 31 de dezembro de 2009. A 
família Adams deu -lhe as informações a seguir.
 74 Princípios de administração financeira
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Caixa $ 300 Fundos de aposentadoria, FGTS $ 2.000
Conta -corrente 3.000 Veículo Sebring 2008 15.000
Poupança 1.200 Veículo Jeep 2007 8.000
Ações da IBM 2.000 Aplicações em fundos do mercado monetário 1.200
Empréstimo automotivo 8.000 Joias e obras de arte 3.000
Hipoteca 100.000 Patrimônio líquido 76.500
Contas médicas a pagar 250 Móveis e utensílios 4.200
Contas de água, luz etc. 150 Saldo do cartão de crédito 2.000
Imóveis 150.000 Empréstimo pessoal 3.000
a. Crie um balanço patrimonial pessoal para 31 de dezembro de 2009. Ele deve ser semelhante ao balan-
ço patrimonial de uma empresa.
b. Qual o valor total dos ativos da família Adams em 31 de dezembro de 2009?
c. Qual o capital de giro líquido (CGL) no ano? (Dica: o CGL é a diferença entre o ativo líquido total e o 
passivo circulante total)
 OA
1
 P2-8 Impacto do lucro líquido sobre o balanço de uma empresa. A Conrad Air,Inc. apresentou lucro líquido 
de $ 1.365.000 no ano encerrado em 31 de dezembro de 2009. Mostre o efeito desses fundos sobre o 
balanço da empresa no ano anterior (adiante) em cada um dos cenários descritos após o balanço.
Conrad Air, Inc.
Balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009
Ativo Passivo e patrimônio líquido
Caixa $ 120.000 Fornecedores $ 70.000
Títulos negociáveis 35.000 Títulos a pagar 55.000
Contas a receber de clientes 45.000 Passivo circulante $ 125.000
Estoques 130.000 Dívidas de longo prazo $ 2.700.000
 Ativo circulante $ 330.000 Passivo total $ 2.825.000
Equipamentos $ 2.970.000 Ações ordinárias $ 500.000
Imóveis 1.600.000 Lucros retidos 1.575.000
 Ativo imobilizado $ 4.570.000 Patrimônio líquido $ 2.075.000
Ativo total $ 4.900.000 Passivo total e patrimônio líquido $ 4.900.000
a. A Conrad não pagou dividendos durante o ano e investiu os fundos em títulos negociáveis.
b. A Conrad pagou dividendos no valor total de $ 500.000 e usou o restante do resultado líquido para 
liquidar dívidas de longo prazo.
c. A Conrad pagou dividendos no valor total de $ 500.000 e usou o restante do resultado líquido para 
construir um novo hangar.
d. A Conrad distribuiu como dividendos a totalidade do resultado líquido de $ 1.365.000.
 OA
1
 P2-9 Preço de venda inicial de ações ordinárias. A Beck Corporation apresenta uma série de ações preferenciais 
e outra de ações ordinárias. Dadas as contas patrimoniais a seguir, determine o preço de venda pelo qual 
a empresa lançou suas ações ordinárias.
Patrimônio líquido ($ mil)
Ações preferenciais $ 125
Ações ordinárias (valor nominal de $ 0,75; 300.000 ações existentes) 225
Ágio sobre a venda de ações ordinárias 2.625
Lucros retidos 900
 Total do patrimônio líquido $ 3.875
 OA
1
 P2-10 Demonstração de lucros retidos. A Hayes Enterprises iniciou o ano de 2009 com um saldo de lucros 
retidos de $ 928.000. Neste ano, a empresa obteve lucro após o imposto de renda de $ 377.000, dos quais 
os acionistas preferenciais receberam $ 47.000 sob a forma de dividendos. No final do ano, os lucros 
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 75 
Gitman-12_P1-C02.indd 75Gitman-12_P1-C02.indd 75 29/10/2009 19:15:0229/10/2009 19:15:02
retidos da empresa atingiam o total de $ 1.048.000. A Hayes tinha 140 mil ações ordinárias em circulação 
no ano de 2009.
a. Prepare uma demonstração de lucros retidos da Hayes Enterprises para o ano encerrado em 31 de 
dezembro de 2009. (Dica: Não deixe de calcular e incluir os dividendos pagos em dinheiro em 2009.)
b. Calcule o lucro por ação (LPA) em 2009.
c. Qual foi o valor do dividendo pago por ação aos acionistas ordinários em 2009?
 OA
1
 P2-11 Variação do patrimônio líquido. São apresentadas a seguir as contas de patrimônio líquido dos balanços 
da Mountain Air Ski Resorts, Inc. em 2008 e 2009. O valor geral do patrimônio líquido subiu de $ 2.000.000 
para $ 7.500.000. Use as demonstrações para descobrir como e por que isso aconteceu.
Mountain Air Ski Resorts, Inc.
Balanços patrimoniais (parciais)
Patrimônio líquido 2008 2009
Ações ordinárias (valor nominal de $ 1,00)
 Autorizadas — 5.000.000
 Em circulação — 1.500.000 de ações em 2009 $ 1.500,000
 — 500.000 de ações em 2008 $ 500.000
Ágio na venda de ações ordinárias 500.000 4.500.000
Lucros retidos 1.000.000 1.500.000
Total do patrimônio líquido $ 2.000.000 $ 7.500.000
A empresa pagou dividendos no valor total de $ 200.000 no exercício de 2009.
a. Qual foi o lucro líquido da Mountain Air no ano fiscal de 2009?
b. Quantas novas ações a empresa emitiu e vendeu durante o ano?
c. A que preço médio por ação foi vendida a nova emissão de 2009?
d. A que preço foi vendida cada uma das 500 mil ações originais?
 OA
2
OA
3
OA
4
OA
5
 P2-12 Comparação de índices. Robert Arias herdou recentemente uma carteira de ações de seu tio. Desejando 
saber mais a respeito das empresas em que está investindo, analisou os índices financeiros de cada uma 
delas e decidiu compará -las. Alguns dos índices obtidos são apresentados a seguir.
Índice
Island Electric 
Utility
Burger 
Heaven Fink Software
Roland 
Motors
Índice de liquidez corrente 1,10 1,3 6,8 4,5
Índice de liquidez seca 0,90 0,82 5,2 3,7
Índice de endividamento geral 0,68 0,46 0 0,35
Margem de lucro líquido 6,2% 14,3% 28,5% 8,4%
Admitindo que seu tio fosse um investidor experiente e tivesse montado a carteira cuidadosamente, Robert 
está intrigado com as grandes diferenças entre os índices. Ajude -o.
a. Que dificuldades Robert poderia encontrar ao comparar essas empresas com base em seus índices?
b. Por que os índices de liquidez corrente e seca das ações da empresa de energia elétrica e da rede de 
lanchonetes podem ser tão menores que os das outras empresas?
c. Por que a empresa de energia elétrica poderia ter muito capital de terceiros, mas não a empresa de 
software?
d. Por que os investidores não aplicariam todo o seu dinheiro em empresas de software em lugar de aplicá-
-lo em empresas menos rentáveis? (Considere os aspectos risco e retorno.)
 OA
3
 P2-13 Gestão de liquidez. O ativo circulante, passivo circulante e estoque da Bauman Company nos últimos 
quatro anos são apresentados a seguir:
Item 2006 2007 2008 2009
Ativo total circulante $ 16.950 $ 21.900 $ 22.500 $ 27.000
Passivo total circulante 9.000 12.600 12.600 17.400
Estoque 6.000 6.900 6.900 7.200
 76 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 76Gitman-12_P1-C02.indd 76 29/10/2009 19:15:0329/10/2009 19:15:03
a. Calcule os índices de liquidez corrente e seca para cada ano. Compare as séries temporais resultantes 
para essas duas medidas de liquidez.
b. Comente a evolução da liquidez da empresa no período de 2006 a 2009.
c. Se lhe fosse dito que o giro do estoque da Bauman Company e o giro médio do setor em cada ano do 
período fossem os apresentados abaixo, essa informação confirmaria ou prejudicaria a avaliação feita 
no item b? Por quê?
Giro do estoque 2006 2007 2008 2009
Bauman Company 6,3 6,8 7,0 6,4
Média do setor 10,6 11,2 10,8 11,0
PROBLEMA DE FINANÇAS PESSOAIS
 OA
3
 P2-14 Índice de liquidez. Josh Smith compilou alguns de seus dados financeiros pessoais para determinar sua 
posição de liquidez. Os dados são:
Conta Valor
Caixa $ 3.200
Títulos negociáveis 1.000
Conta corrente 800
Dívida no cartão de crédito 1.200
Títulos a pagar em curto prazo 900
a. Calcule o índice de liquidez de Josh.
b. Muitos amigos de Josh dizem que têm índices de liquidez superiores a 1,8. Como você analisaria a 
liquidez de Josh em relação à de seus amigos?
 OA
3
 P2-15 Gestão de estoques. A Wilkins Manufacturing apresenta vendas de $ 4 milhões e margem de lucro bruto 
de 40%. Seus estoques ao fim de cada trimestre, são:
Trimestre Estoque
1 $ 400.000
2 800.000
3 1.200.000
4 200.000
a. Determine o estoque trimestral médio e utilize -o para calcular o giro e a idade média do estoque da 
empresa.
b. Supondo que a empresa pertença a um setor em que o giro médio do estoque seja igual a 2, como você 
avaliaria a atividade do estoque da Wilkins?
 OA
3
 P2-16 Gestão de contas a receber de clientes. Uma avaliação das contas da Blair Supply, a seguir, apresenta o 
saldo das contas a receber no final do ano, formado pelos valores originados nos meses indicados. A 
empresa apresentou vendas anuais de $ 2,4 milhões e o prazo de crédito concedido é de 30 dias.
Mês de origem Montante a receber
Julho $ 3.875
Agosto 2.000
Setembro 34.025
Outubro 15.100
Novembro 52.000
Dezembro 193.000
 Contas a receber no final do ano $ 300.000
a. Use o total do final do ano para avaliar o sistema de cobrança da empresa.
b. Se 70% das vendas da empresa ocorressem entre julho e dezembro, isso afetaria a validade de sua 
conclusão no item a? Explique.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 77 
Gitman-12_P1-C02.indd 77Gitman-12_P1-C02.indd77 29/10/2009 19:15:0429/10/2009 19:15:04
 OA
3
 P2-17 Interpretação dos índices de liquidez e de atividade. Você foi contratado pelos novos proprietários da 
Bluegrass Natural Foods, Inc. para ajudar a diagnosticar e resolver problemas que a empresa tem enfren-
tado para manter uma liquidez adequada. Sua primeira atitude é fazer uma análise de liquidez, seguida 
de uma análise dos índices de atividade de curto prazo. Seus cálculos e as médias do setor em questão 
são:
Índice Bluegrass Padrão do setor
Índice de liquidez corrente 4,5 4,0
Índice de liquidez seca 2,0 3,1
Giro do estoque 6,0 10,4
Prazo médio de recebimento 73 dias 52 dias
Prazo médio de pagamento 31 dias 40 dias
a. Que recomendações você faria aos novos proprietários quanto ao volume e à gestão dos estoques?
b. Que recomendações você faria aos novos proprietários quanto ao volume e à gestão das contas a 
receber?
c. Que recomendações você faria aos novos proprietários quanto ao volume e à gestão das contas a 
pagar?
d. Que resultados gerais você espera que suas recomendações produzam? Por que elas poderiam não 
surtir efeito?
 OA
4
 P2-18 Análise do endividamento. O Springfield Bank está avaliando a Creek Enterprises, que pediu um emprés-
timo de $ 4.000.000, para determinar a alavancagem e o risco financeiros da empresa. Com base nos 
índices de endividamento da Creek, juntamente com as médias do setor e as demonstrações financeiras 
recentes da empresa (a seguir), avalie o pedido de empréstimo e recomende uma decisão.
Creek Enterprises
Demonstração do resultado para o ano
encerrado em 31 de dezembro de 2009
Receita de vendas $ 30.000.000
Menos: custo das mercadorias vendidas 21.000.000
Lucro bruto $ 9.000.000
Menos: despesas operacionais
 Despesa de vendas $ 3.000.000
 Despesas gerais e administrativas 1.800.000
 Despesas de arrendamentos 200.000
 Despesas de depreciação 1.000.000
 Total da despesa operacional 6.000.000
Lucro operacional $ 3.000.000
Menos: despesa financeira 1.000.000
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 2.000.000
Menos: imposto de renda (à alíquota de 40%) 800.000
Lucro líquido depois do imposto de renda $ 1.200.000
Menos: dividendos das ações preferenciais 100.000
Lucro disponível para os acionistas ordinários $ 1.100.000
 78 Princípios de administração financeira
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Creek Enterprises
Balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009
Ativo Passivo e patrimônio líquido
Ativo circulante Passivo circulante
 Caixa $ 1.000.000 Fornecedores $ 8.000.000
 Títulos negociáveis 3.000.000 Títulos a pagar a bancos 8.000.000
 Contas a receber de clientes 12.000.000 Despesas a pagar 500.000
 Estoques 7.500.000 Total do passivo circulante $ 16.500.000
 Total do ativo circulante $ 23.500.000 Dívidas de longo prazo (inclusive arrendamento mercantil)b $ 20.000.000
Ativo imobilizado bruto (ao custo)a Patrimônio líquido
 Terrenos e imóveis $ 11.000.000 Ações preferenciais (25.000 ações, dividendos de $ 4) $ 2.500.000
 Máquinas e equipamentos 20.500.000 Ações ordinárias (1 milhão de ações, valor nominal de $ 5) 5.000.000
 Móveis e utensílios 8.000.000 Ágio na venda de ações ordinárias 4.000.000
 Ativo imobilizado bruto $ 39.500.000 Lucros retidos 2.000.000
Menos: depreciação acumulada 13.000.000 Total do patrimônio líquido $ 13.500.000
Ativo imobilizado líquido $ 26.500.000 Total do passivo e patrimônio líquido $ 50.000.000
Total do ativo $ 50.000.000
a A empresa contratou um arrendamento mercantil de 4 anos que exige pagamento de $ 200.000 no começo de cada ano. O contrato vence em três anos.
b O pagamento anual obrigatório é de $ 800.000.
Médias do setor
Índice de endividamento 0,51
Índice de cobertura de juros 7,30
Índice de cobertura de obrigações fixas 1,85
 OA
5
 P2-19 Análise de demonstrações de tamanho comum. Segue uma demonstração de tamanho comum do resul-
tado do exercício, relativa às operações da Creek Enterprises em 2008. Usando a demonstração do re sultado 
da empresa em 2009, apresentada no Problema 2–18, construa a demonstração de tamanho comum para 
2009 e a compare com a demonstração de 2008. Que áreas exigem mais análise e estudo?
Creek Enterprises
Demonstração do resultado em tamanho comum
para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2008
Receita de vendas ($ 35.000.000) 100,0%
Menos: custo das mercadorias vendidas 65,9
Lucro bruto 34,1%
Menos: despesas operacionais
 Despesa de vendas 12,7%
 Despesas gerais e administrativas 6,3
 Despesas de arrendamentos 0,6
 Despesas de depreciação 3,6
 Total da despesa operacional 23,2
Lucro operacional 10,9%
Menos: despesa financeira 1,5
Lucro líquido antes do imposto de renda 9,4%
Menos: imposto de renda (à alíquota de 40%) 3,8
Lucro líquido depois do imposto de renda 5,6%
Menos: dividendos das ações preferenciais 0,1
Lucro disponível para os acionistas ordinários 5,5%
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 79 
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 OA
4
 OA
5
 P2-20 Relação entre alavancagem financeira e rentabilidade. A Pelican Paper, Inc. e a Timberland Forest, Inc. 
são rivais no setor de produção de papel craft. Seguem alguns valores extraídos de suas demonstrações 
financeiras. Utilize esses valores numa análise de índices que compare as duas empresas em termos de 
alavancagem financeira e rentabilidade.
Item Pelican Paper, Inc. Timberland Forest, Inc.
Ativo total $ 10.000.000 $ 10.000.000
Total do capital próprio (inteiramente ações ordinárias) 9.000.000 5.000.000
Total da dívida 1.000.000 5.000.000
Juros anuais 100.000 500.000
Total das vendas $ 25.000.000 $ 25.000.000
LAJIR 6.250.000 6.250.000
Lucro disponível aos acionistas ordinários 3.690.000 3.450.000
a. Calcule para as duas empresas os índices de endividamento e cobertura indicados a seguir. Discuta, 
em termos comparativos, seu risco financeiro e sua capacidade de cobrir os custos.
(1) Endividamento geral.
(2) Cobertura de juros.
b. Calcule para as duas empresas os índices de rentabilidade a seguir e compare sua rentabilidade.
(1) Margem de lucro operacional.
(2) Margem de lucro líquido.
(3) Retorno sobre o ativo total.
(4) Retorno sobre o capital próprio.
c. Como o maior endividamento da Timberland Forest a torna mais rentável que a PelicanPaper? Que 
riscos assumem os investidores quando decidem comprar as ações da Timberland, e não as da 
Pelican?
 OA
6
 P2-21 Proficiência no cálculo de índices. A McDougal Printing, Inc. realizou vendas no valor de $ 40 milhões 
no exercício de 2009. A tabela a seguir apresenta alguns índices da empresa. Use essas informações para 
determinar os valores monetários dos itens da demonstração do resultado e balanço solicitados.
McDougal Printing, Inc.
Ano encerrado em 31 de dezembro de 2009
Vendas $ 40.000.000
Margem de lucro bruto 80%
Margem de lucro operacional 35%
Margem de lucro líquido 8%
Retorno sobre o ativo total 16%
Retorno sobre o capital próprio 20%
Giro do ativo total 2
Prazo médio de recebimento 62,2 dias
Calcule:
a. Lucro bruto.
b. Custo das mercadorias vendidas.
c. Resultado operacional.
d. Despesa operacional.
e. Lucro disponível para os acionistas ordinários.
f. Ativo total.
g. Patrimônio líquido.
h. Contas a receber.
 80 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 80Gitman-12_P1-C02.indd 80 29/10/2009 19:15:0629/10/2009 19:15:06
 OA
6
 P2-22 Análise de índices em corte transversal. Use as demonstrações financeiras da Fox Manufacturing Company 
para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, juntamente com os índices médios do setor, 
fornecidos a seguir, para:
a. Elaborar e interpretar uma análise de índices completa das operações da empresa em 2009.
b. Resumir seus resultados e fazer recomendações.
Fox Manufacturing Company
Demonstraçãodo resultado para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2009
Receita de vendas $ 600.000
Menos: custo das mercadorias vendidas 460.000
Lucro bruto $ 140.000
Menos: despesas operacionais
 Despesas gerais e administrativas $ 30.000
 Depreciação 30.000
 Total da despesa operacional 60.000
Lucro operacional $ 80.000
Menos: despesa financeira 10.000
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 70.000
Menos: imposto de renda 27.100
Lucro líquido depois do imposto de renda (lucro disponível para acionistas ordinários) $ 42.900
Lucro por ação (LPA) $ 2,15
Fox Manufacturing Company
Balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009
Ativo
Caixa $ 15.000
Títulos negociáveis 7.200
Contas a receber de clientes 34.100
Estoques 82.000
 Ativo total circulante $ 138.300
Ativo imobilizado líquido $ 270.000
Ativo total $ 408.300
Passivo e patrimônio líquido
Fornecedores $ 57.000
Títulos a pagar a bancos 13.000
Despesas a pagar 5.000
 Passivo total circulante $ 75.000
Dívida de longo prazo $ 150.000
Patrimônio líquido
 Ações ordinárias (20.000 em circulação) $ 110.200
 Lucros retidos 73.100
 Total do patrimônio líquido $ 183.300
Passivo total e patrimônio líquido $ 408.300
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 81 
Gitman-12_P1-C02.indd 81Gitman-12_P1-C02.indd 81 29/10/2009 19:15:0729/10/2009 19:15:07
Índice Média setorial, 2009
Índice de liquidez corrente 2,35
Índice de liquidez seca 0,87
Giro do estoquea 4,55
Prazo médio de recebimentoa 35,8 dias
Giro do ativo total 1,09
Índice de endividamento geral 0,300
Índice de cobertura de juros 12,3
Margem de lucro bruto 0,202
Margem de lucro operacional 0,135
Margem de lucro líquido 0,091
Retorno sobre o ativo total (ROA) 0,099
Retorno sobre o capital próprio (ROE) 0,167
Lucro por ação (LPA) $ 3,10
a Com base num ano de 365 dias e valores ao final do ano.
 OA
6
 P2-23 Análise das demonstrações financeiras. Seguem as demonstrações financeiras da Zach Industries para o 
exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009.
Zach Industries
Demonstração do resultado para o ano
encerrado em 31 de dezembro de 2009
Receita de vendas $ 160.000
Menos: custo das mercadorias vendidas 106.000
Lucro bruto $ 54.000
Menos: despesas operacionais
 Despesas de vendas $ 16.000
 Despesas gerais e administrativas 10.000
 Despesa de arrendamento 1.000
 Depreciação 10.000
 Total da despesa operacional $ 37.000
Lucro operacional $ 17.000
Menos: despesa financeira 6.100
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 10.900
Menos: imposto de renda 4.360
Lucro líquido depois do imposto de renda $ 6.540
Zach Industries
Balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009
Ativo
Caixa $ 500
Títulos negociáveis 1.000
Contas a receber de clientes 25.000
Estoques 45.500
 Total do ativo circulante $ 72.000
Terrenos $ 26.000
Imóveis e equipamentos 90.000
Menos: depreciação acumulada 38.000
 Ativo imobilizado líquido $ 78.000
Total do ativo $ 150.000
Passivo e patrimônio líquido
Fornecedores $ 22.000
Títulos a pagar a bancos 47.000
 Total do passivo circulante $ 69.000
Dívida de longo prazo $ 22.950
Ações ordináriasa $ 31.500
Lucros retidos $ 26.550
Total do passivo e patrimônio líquido $ 150.000
a A empresa tem três mil ações ordinárias em circulação que estavam cotadas no 
fim de 2009 a $ 25 cada.
a. Use as demonstrações financeiras precedentes para completar a tabela a seguir. Suponha que as médias 
setoriais fornecidas na tabela sejam aplicáveis tanto a 2008 como a 2009.
 82 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 82Gitman-12_P1-C02.indd 82 29/10/2009 19:15:0729/10/2009 19:15:07
Índice Média setorial 2008 2009
Índice de liquidez corrente 1,80 1,84 
Índice de liquidez seca 0,70 0,78 
Giro do estoquea 2,50 2,59 
Prazo médio de recebimentoa 37,5 dias 36,5 dias 
Índice de endividamento geral 65% 67% 
Índice de cobertura de juros 3,8 4,0 
Margem de lucro bruto 38% 40% 
Margem de lucro líquido 3,5% 3,6% 
Retorno sobre o ativo total 4,0% 4,0% 
Retorno sobre o capital próprio 9,5% 8,0% 
Índice valor de mercado/valor patrimonial 1,1 1,2 
a Com base num ano de 365 dias e valores de final de ano.
b. Analise a posição financeira da Zach Industries nos seguintes aspectos: (1) liquidez, (2) atividade, 
(3) endividamento, (4) rentabilidade e (5) valor de mercado. Resuma a posição financeira geral da 
 empresa.
 OA
6
 P2-24 Problema integrativo — análise completa de índices. Dadas as demonstrações financeiras, os índices 
históricos e as médias do setor, fornecidos a seguir, calcule os índices financeiros da Sterling Company 
para o exercício mais recente, admitindo um ano de 365 dias. Analise sua situação financeira geral dos 
pontos de vista tanto de corte transversal quanto de série temporal. Decomponha sua análise em avaliações 
da liquidez, da atividade, do endividamento, da rentabilidade e do valor de mercado da empresa.
Sterling Company
Demonstração do resultado para o ano
encerrado em 31 de dezembro de 2009
Receita de vendas $ 10.000.000
Menos: custo das mercadorias vendidas 7.500.000
Lucro bruto $ 2.500.000
Menos: despesas operacionais
 Despesa de vendas $ 300.000
 Despesas gerais e administrativas 650.000
 Despesa de arrendamento mercantil 50.000
 Depreciação 200.000
 Total das despesas operacionais 1.200.000
Lucro operacional $ 1.300.000
Menos: despesa financeira 200.000
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 1.100.000
Menos: imposto de renda (à alíquota de 40%) 440.000
Lucro líquido depois do imposto de renda $ 660.000
Menos: dividendos preferenciais 50.000
Lucro disponível para os acionistas ordinários $ 610.000
Lucro por ação (LPA) $ 3,05
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 83 
Gitman-12_P1-C02.indd 83Gitman-12_P1-C02.indd 83 29/10/2009 19:15:0829/10/2009 19:15:08
Sterling Company
Balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009
Ativo Passivo e patrimônio líquido
Ativo circulante Passivo circulante
 Caixa $ 200.000 Fornecedoresb $ 900.000
 Títulos negociáveis 50.000 Títulos a pagar 200.000
 Contas a receber de clientes 800.000 Despesas a pagar 100.000
 Estoques 950.000 Passivo total circulante $ 1.200.000
 Ativo total circulante $ 2.000.000 Dívida de longo prazo (inclusive arrendamento mercantil)c $ 3.000.000
Ativo imobilizado bruto (ao custo)a $ 12.000.000 Patrimônio líquido
Menos: depreciação acumulada 3.000.000 Ações preferenciais (25.000 ações, dividendos de $ 2) $ 1.000.000
Ativo imobilizado líquido $ 9.000.000 Ações ordinárias (200.000 ações, valor nominal de $ 3)d 600.000
Outros ativos $ 1.000.000 Ágio na venda de ações ordinárias 5.200.000
Ativo total $ 12.000.000 Lucros retidos 1.000.000
Total do patrimônio líquido $ 7.800.000
Passivo total e patrimônio líquido $ 12.000.000
a A empresa contratou um arrendamento mercantil por oito anos que exige pagamento de $ 50.000 no início de cada ano. O contrato ainda vigerá por cinco anos.
b Foram realizadas durante o ano compras a prazo no valor de $ 6.200.000.
c O pagamento anual de amortização da dívida de longo prazo é de $ 100.000.
d Em 31 de dezembro de 2009 as ações ordinárias da empresa estavam sendo negociadas a $ 39,50 por ação.
Índices históricos da Sterling Company e índices médios setoriais
Índice 2007 2008 Média setorial 2009
Índice de liquidez corrente 1,40 1,55 1,85
Índice de liquidez seca 1,00 0,92 1,05
Giro do estoque 9,52 9,21 8,60
Prazo médio de recebimento 45,6 dias 36,9 dias 35,5 dias
Prazo médio de pagamento 59,3 dias 61,6 dias 46,4 dias
Giro do ativo total 0,74 0,80 0,74
Índice de endividamento geral 0,20 0,20 0,30
Índice de cobertura de juros 8,2 7,3 8,0
Índice de cobertura de obrigações fixas 4,5 4,2 4,2
Margem de lucro bruto 0,30 0,27 0,25
Margem de lucro operacional 0,120,12 0,10
Margem de lucro líquido 0,062 0,062 0,053
Retorno sobre o ativo total (ROA) 0,045 0,050 0,040
Retorno sobre o capital próprio (ROE) 0,061 0,067 0,066
Lucro por ação (LPA) $ 1,75 $ 2,20 $ 1,50
Índice preço/lucro (P/L) 12,0 10,5 11,2
Índice de valor de mercado/valor patrimonial (VM/VP) 1,20 1,05 1,10
 OA
6
 P2-25 Sistema DuPont de análise. Use as informações a seguir sobre índices da Johnson International e as médias 
setoriais do segmento de atividade da empresa para:
a. Construir o sistema DuPont de análise tanto para a Johnson quanto para o setor.
b. Avaliar a Johnson (e o setor) durante o triênio.
c. Indicar que áreas da Johnson merecem análise mais detida. Por quê?
 84 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 84Gitman-12_P1-C02.indd 84 29/10/2009 19:15:0929/10/2009 19:15:09
Johnson 2007 2008 2009
Multiplicador de alavancagem financeira 1,75 1,75 1,85
Margem de lucro líquido 0,059 0,058 0,049
Giro do ativo total 2,11 2,18 2,34
Médias setoriais 2007 2008 2009
Multiplicador de alavancagem financeira 1,67 1,69 1,64
Margem de lucro líquido 0,054 0,047 0,041
Giro do ativo total 2,05 2,13 2,15
 OA
6
 P2-26 Análise de índices completa, identificando diferenças significativas. A Home Health, Inc. solicitou a Jane 
Ross uma análise financeira anual. A primeira providência tomada por Jane foi elaborar uma lista comple-
ta de índices para os anos de 2008 e 2009, que ela utilizará para detectar variações significativas na 
situação da empresa de um ano para outro.
Home Health, Inc.
Índices financeiros
Índice 2008 2009
Índice de liquidez corrente 3,25 3,00
Índice de liquidez seca 2,50 2,20
Giro do estoque 12,80 10,30
Prazo médio de recebimento 42,6 dias 31,4 dias
Giro do ativo total 1,40 2,00
Índice de endividamento geral 0,45 0,62
Índice de cobertura de juros 4,00 3,85
Margem de lucro bruto 68% 65%
Margem de lucro operacional 14% 16%
Margem de lucro líquido 8,3% 8,1%
Retorno sobre o ativo total 11,6% 16,2%
Retorno sobre o capital próprio 21,1% 42,6%
Índice preço/lucro 10,7 9,8
Índice de valor de mercado/valor patrimonial 1,40 1,25
a. Para se concentrar na intensidade da mudança, calcule a variação proporcional de um ano para outro, 
subtraindo o índice de 2008 do índice de 2009 e depois dividindo a diferença pelo índice de 2008. 
Multiplique o resultado por 100. Preserve o sinal positivo ou negativo obtido. O resultado será a varia-
ção percentual do índice de 2008 a 2009. Calcule a variação proporcional de todos os índices apre-
sentados.
b. No caso de qualquer índice que apresente variação anual de pelo menos 10%, diga se a variação é 
favorável à empresa ou não.
c. No caso de variações mais significativas (25% ou mais), examine os demais índices e cite pelo menos 
mais uma variação que possa ter contribuído para a mudança no índice que você está discutindo.
PROBLEMA DE ÉTICA
 OA
1
 P2-27 Leia periódicos ou consulte a internet para saber mais sobre as disposições da Lei Sarbanes -Oxley para as 
empresas. Escolha um artigo da lei e indique por que, em sua opinião, as demonstrações financeiras serão 
mais confiáveis se os executivos financeiros das empresas o respeitarem.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 85 
Gitman-12_P1-C02.indd 85Gitman-12_P1-C02.indd 85 29/10/2009 19:15:1029/10/2009 19:15:10
C A S O D O C A P Í T U L O 2
Avaliação da posição financeira atual da Martin Manufacturing
Terri Spiro, uma experiente analista de orçamentos da Martin Manufacturing Company, foi encarre-
gada de avaliar o desempenho financeiro da empresa durante o ano de 2009 e sua posição financeira no 
final do mesmo ano. Para realizar essa tarefa, ela coletou as demonstrações financeiras da empresa em 
2009, que são apresentadas a seguir. Além disso, obteve os valores de índices para os anos de 2007 e 
2008, juntamente com as médias do setor em 2009 (também aplicáveis a 2007 e 2008). Esses valores são 
apresentados adiante.
Martin Manufacturing Company
Demonstração do resultado para o ano
encerrado em 31 de dezembro de 2009
Receita de vendas $ 5.075.000
Menos: custo das mercadorias vendidas 3.704.000
Lucro bruto $ 1.371.000
Menos: despesas operacionais
 Despesa de vendas $ 650.000
 Despesas gerais e administrativas 416.000
 Depreciação 152.000
 Total das despesas operacionais 1.218.000
Lucro operacional $ 153.000
Menos: despesa financeira 93.000
Lucro líquido antes do imposto de renda $ 60.000
Menos: imposto de renda (à alíquota de 40%) 24.000
Lucro líquido depois do imposto de renda $ 36.000
Menos: dividendos preferenciais 3.000
Lucro disponível para os acionistas ordinários $ 33.000
Lucro por ação (LPA) $ 0,33
 86 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 86Gitman-12_P1-C02.indd 86 29/10/2009 19:15:1129/10/2009 19:15:11
Martin Manufacturing Company
Balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009
Ativo 2009 2008
Ativo circulante
 Caixa $ 25.000 $ 24.100
 Contas a receber de clientes 805.556 763.900
 Estoques 700.625 763.445
 Total do ativo circulante $ 1.531.181 $ 1.551.445
Ativo imobilizado bruto (ao custo) $ 2.093.819 $ 1.691.707
Menos: depreciação acumulada 500.000 348.000
Ativo imobilizado líquido $ 1.593.819 $ 1.343.707
Total do ativo $ 3.125.000 $ 2.895.152
Passivo e patrimônio líquido
Passivo circulante
 Fornecedores $ 230.000 $ 400.500
 Títulos a pagar a bancos 311.000 370.000
 Despesas a pagar 75.000 100.902
 Total do passivo circulante $ 616.000 $ 871.402
Dívida de longo prazo $ 1.165.250 $ 700.000
 Total do passivo $ 1.781.250 $ 1.571.402
Patrimônio líquido
 Ações preferenciais (2.500 ações, dividendos de $ 1,20) $ 50.000 $ 50.000
 Ações ordinárias (100.000 ações, valor nominal de $ 4)a 400.000 400.000
 Ágio na venda de ações ordinárias 593.750 593.750
 Lucro retido 300.000 280.000
 Total do patrimônio líquido $ 1.343.750 $ 1.323.750
Total do passivo e patrimônio líquido $ 3.125.000 $ 2.895.152
a As 100 mil ações ordinárias em circulação da empresa estavam sendo negociadas no fim de 2009 ao 
preço de $ 11,38 cada.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 87 
Gitman-12_P1-C02.indd 87Gitman-12_P1-C02.indd 87 29/10/2009 19:15:1129/10/2009 19:15:11
Martin Manufacturing Company
Índices históricos e médios setoriais
Índice 2007 2008 2009 Média setorial 2009
Índice de liquidez corrente 1,7 1,8 1,5
Índice de liquidez seca 1,0 0,9 1,2
Giro do estoque (vezes) 5,2 5,0 10,2
Prazo médio de recebimento 50,7 dias 55,8 dias 46 dias
Giro do ativo total (vezes) 1,5 1,5 2,0
Índice de endividamento geral 45,8% 54,3% 24,5%
Índice de cobertura de juros 2,2 1,9 2,5
Margem de lucro bruto 27,5% 28,0% 26,0%
Margem de lucro líquido 1,1% 1,0% 1,2%
Retorno sobre o ativo total (ROA) 1,7% 1,5% 2,4%
Retorno sobre o capital próprio (ROE) 3,1% 3,3% 3,2%
Índice preço/lucro (P/L) 33,5 38,7 43,4
Índice de valor de mercado/valor patrimonial (VM/VP) 1,0 1,1 1,2
Pede -se:
a. Calcule os índices financeiros da empresa para o ano de 2009 e preencha os espaços correspondentes 
na tabela anterior.
b. Analise a situação financeira atual da empresa dos pontos de vista tanto de corte transversal quanto de 
série temporal. Decomponha sua análise em avaliações da liquidez, da atividade, do endividamento, 
da rentabilidade e do valor de mercado da empresa.
c. Faça um resumo da posição financeira da empresa com base nos resultados obtidos no item b.
E X E R C Í C I O C O M P L A N I L H A
A demonstração do resultado e o balanço patrimonial são os relatórios básicos que as empresas ela-
boram para uso da administração e distribuição aos acionistas, órgãos reguladores e público em geral. São 
as principais fontes de informações financeiras históricas a respeito da empresa. A Dayton Products, Inc. 
é uma indústria de médio porte. A administração da empresapediu a você que fizesse uma análise deta-
lhada de suas demonstrações financeiras.
Os dados da demonstração do resultado dos anos encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2008, 
respectivamente, constam da tabela a seguir. (Nota: as compras de estoques em 2009 foram de 
$ 109.865.)
Demonstração de resultados anual
(em milhões de dólares norte -americanos)
31 de dezembro de 2009 31 de dezembro de 2008
Receita de vendas $ 178.909,00 $ 187.510,00
Custo das mercadorias vendidas ? 111.631,00
Despesas de vendas, gerais e administrativas 12.356,00 12.900,00
Outras despesas tributárias 33.572,00 33.377,00
Depreciação e amortização 12.103,00 7.944,00
Outras receitas (somar ao LAJIR para obter 
lucro antes do imposto de renda)
3.147,00 3.323,00
Despesa financeira 398 293
Alíquota do imposto de renda (média) 35,324% 37,945%
Dividendos pagos por ação $ 1,47 $ 0,91
LPA básico das operações totais $ 1,71 $ 2,25
 88 Princípios de administração financeira
Gitman-12_P1-C02.indd 88Gitman-12_P1-C02.indd 88 29/10/2009 19:15:1129/10/2009 19:15:11
Você também tem acesso às seguintes informações do balanço patrimonial referentes a 31 de dezembro 
de 2009 e 2008:
Balanço patrimonial anual
(em milhões de dólares norte -americanos)
31 de dezembro de 2009 31 de dezembro de 2008
Caixa e assemelhados $ 7.229,00 $ 6.547,00
Recebíveis 21.163,00 19.549,00
Estoques 8.068,00 7.904,00
Outros ativos circulantes 1.831,00 1.681,00
Imóveis, instalações e equipamento, brutos 204.960,00 187.519,00
Depreciação e exaustão acumulados 110.020,00 97.917,00
Outros ativos não circulantes 19.413,00 17.891,00
Fornecedores $ 13.792,00 $ 22.862,00
Dívidas a pagar em curto prazo 4.093,00 3.703,00
Outros passivos circulantes 15.290,00 3.549,00
Dívida de longo prazo a pagar 6.655,00 7.099,00
Imposto de renda diferido 16.484,00 16.359,00
Outros passivos não circulantes 21.733,00 16.441,00
Lucros retidos $ 74.597,00 $ 73.161,00
Total de ações ordinárias existentes 6,7 bilhões 6,8 bilhões
Pede -se:
a. Crie uma planilha semelhante à da Tabela 2.1 (que pode ser encontrada em www.prenhall.com/ 
gitman_br) para modelar:
(1) uma demonstração do resultado comparada em múltiplas etapas para a Dayton, Inc. referente aos 
períodos encerrados em 31 de dezembro de 2009 e 2008. É preciso calcular o custo das mercado-
rias vendidas do ano de 2009.
(2) Uma demonstração do resultado de tamanho comum para a Dayton, Inc., abrangendo os anos de 
2009 e 2008.
b. Crie uma planilha semelhante à da Tabela 2.2 (que pode ser encontrada em www.prenhall.com/ 
gitman_br) para modelar:
(1) Um balanço patrimonial comparativo detalhado da Daytin, Inc. para os anos encerrados em 31 de 
dezembro de 2009 e 2008.
(2) Um balanço patrimonial de tamanho comum da Dayton, Inc., referentes aos anos de 2009 e 
2008.
c. Crie uma planilha semelhante à da Tabela 2.8 (que pode ser encontrada em www.prenhall.com/ 
gitman_br) para fazer a seguinte análise:
(1) Crie uma tabela que represente os índices operacionais de 2009 e 2008 da Dayton, Inc., divididos 
em (a) liquidez, (b) atividade, (c) endividamento, (d) rentabilidade e (e) valor de mercado. Admita 
que o preço de mercado atual da ação seja $ 90.
(2) Compare os índices de 2009 com os de 2008. Indique se os resultados ‘superaram os do ano ante-
rior’ ou ‘ficaram aquém dos do ano anterior’.
E X E R C Í C I O E M G R U P O
Este trabalho deverá se basear na empresa que seu grupo acompanha. O grupo usará o mais recente 
relatório 10-K apresentado à SEC.
Pede -se:
a. Visite o site da SEC (www.sec.gov) e acesse o relatório 10-K mais recente. Descreva o teor da carta aos 
acionistas.
 Capítulo 2 – Demonstrações financeiras e sua análise 89 
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b. Calcule os índices básicos como indica o texto. Divida os índices segundo as cinco categorias encon-
tradas na Tabela 2.8.
c. Indique qual a utilidade de cada índice para a análise da saúde financeira de sua empresa.
d. Analise esses índices ao longo do tempo, calculando -os para os últimos anos. Em relação a quaisquer 
índices que tenham variado, dê possíveis causas e explicações dessas variações.
e. Conclua com um resumo financeiro dos índices, usando o sistema DuPont de análise.
E X E R C Í C I O N A W E B
Lembre -se de visitar o site de apoio do livro, no endereço www.prenhall.com/gitman_br, para encontrar 
material complementar, inclusive exercícios.
 90 Princípios de administração financeira
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Impactos da transição da 
contabilidade brasileira para o 
padrão IFRS
Edilene Santana Santos1
Em 2007, a contabilidade brasileira deu início à harmonização com o padrão IFRS (International 
Financial Reporting Standard). Essa transição, determinada pela Lei no 11.638/07, alinha o Brasil 
ao processo de internacionalização da contabilidade, em curso em mais de 100 países.
A harmonização internacional promete profundas transformações na contabilidade brasileira. 
Na realidade, fundamentado no direito consuetudinário, o IFRS adota o modelo anglo -saxão de 
contabilidade e contrapõe -se à tradição formalista brasileira ao priorizar a essência sobre a forma, 
o julgamento da realidade econômica sobre a mera desincumbência normativa e a transparência 
para o investidor sobre a ênfase fiscal do resultado.
A norma internacional traz ainda mudanças específicas, tais como: a exigência de novos 
relatórios contábeis (a Demonstração dos Fluxos de Caixa e a Demonstração do Valor Adicionado, 
com eliminação da Doar – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos); inovações na 
estrutura do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado; e extensão das obrigações de 
elaboração de relatórios e auditoria independente às empresas de grande porte, mesmo não 
constituídas sob a forma jurídica de sociedade anônima. Nessa linha, a contabilidade brasileira 
está transitando de um modelo fortemente baseado em prescrições legalistas para um modelo 
similar ao norte -americano e internacional, pautado em determinações gerais da lei e normas 
mais detalhadas sendo emitidas por um órgão regulador mais ágil e multirrepresentado, como 
resumido no Quadro 1. 
Do ponto de vista da análise das demonstrações financeiras, é importante ressaltar as diferen-
ças entre a estrutura do Balanço e da Demonstração do Resultado no Brasil, conforme as normas 
antiga e nova, como indicado nos quadros 2 e 3, bem como relacioná -las com o modelo norte-
-americano abordado no Capítulo 2 deste livro-texto.
No Quadro 2, destacam -se duas mudanças mais significativas em função do novo padrão: (1) 
a proibição da capitalização de despesas no Ativo Diferido, como ocorria antes com os gastos 
pré -operacionais, por exemplo com pesquisa e desenvolvimento e certos tipos de propaganda, 
gastos que agora são lançados imediatamente contra o resultado do exercício; e (2) inclusão de 
1 Mestre e Doutora em Controladoria pela FEA -USP. Professora da Eaesp -FGV e do Insper.
Nos Estados Unidos No Brasil Internacional
Órgão regulador Fasb
(Financial Accounting Standards 
Board )
CPC
(Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis)
Iasb
(International Accounting 
Standards Board )
Normas contábeis US Gaap
(Generally Accepted Accounting 
Principles)
CPC
(Pronunciamentos do CPC)
IFRS
(International Financial Reporting 
Standard )
Órgão fiscalizador das 
empresas abertas
SEC
(Securities and Exchange 
Commission)
CVM
(Comissão de Valores 
Mobiliários)
Estrutura regulatória: Estados Unidos versus Brasil versus Internacional
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B R A S I L E M C O N T E X T O
 Brasil em contexto 91 
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Ajustes de Avaliação Patrimonial, no grupo do Patrimônio Líquido, como contrapartida a algumas 
avaliações de ativos a preço de mercado,determinadas pelo novo padrão, particularmente em 
certos tipos de aplicação financeira.
Se compararmos a estrutura da Demonstração do Resultado no Brasil exigida pela CVM, 
apresentada no Quadro 3, com o modelo apresentado na Tabela 2.1 do Capítulo 2 deste livro, 
poderemos observar diferenças significativas. As principais são: (1) o destaque dado no Brasil 
para as deduções da receita bruta, sem correspondente no modelo norte -americano; (2) a exclu-
são das despesas financeiras do resultado operacional no modelo norte -americano, ao contrário 
do que ocorre no modelo brasileiro; (3) a ocorrência dos itens ‘participações/contribuições esta-
tutárias’ e ‘reversão dos juros sobre o capital próprio’2, peculiares ao modelo brasileiro; (4) a 
dedução dos dividendos de ações preferenciais para calcular o lucro disponível aos acionistas 
ordinários, inexistente no modelo brasileiro.
É importante destacar que a presente transição da contabilidade brasileira para o padrão 
internacional demanda um cuidado especial na análise de séries temporais de demonstrações 
financeiras de empresas brasileiras, em função da descontinuidade nos princípios e normas con-
tábeis. A estratégia de transição gradual para o IFRS adotada no Brasil requer atenção a dois 
momentos: (1) o exercício de 2008 (ou o exercício de 2007, para as empresas que optaram por 
reapresentar o exercício anterior conforme as novas normas), quando houve a aplicação dos 
primeiros pronunciamentos novos do CPC; e (2) o exercício de 2010 (e/ou a reapresentação de 
2009), para quando está prevista a harmonização completa com o IFRS.
As primeiras demonstrações financeiras de companhias abertas, publicadas conforme as nor-
mas de transição para o novo padrão em 2009 e abrangendo 2008 e 2007, ensejaram um estudo3 
sobre os impactos da atual transição inicial para o IFRS nos resultados das empresas. Esse estudo 
mostra que no exercício de 2007 o lucro conforme a nova norma cresceu mais de 10% em 27% 
das 84 empresas que declararam terem ocorrido efeitos da nova norma em suas demonstrações, 
mas caiu mais de 10% em 18% delas. Esse comportamento mudou no exercício de 2008, quan-
do 33% das 130 empresas que reportaram o efeito da nova norma apresentaram uma queda de 
10% ou mais no lucro, enquanto apenas 14% tiveram um aumento de 10% ou mais em seus 
2 A legislação tributária brasileira permite em certos casos o lançamento, como despesa financeira dedutível do IR, de um valor cor-
respondente à aplicação da taxa de juros de longo prazo (TJLP) sobre o patrimônio líquido da empresa. Dado que, por natureza, 
esse valor mais corresponde a um dividendo com dedução do IR do que à despesa financeira efetiva, a CVM determina que a 
empresa que lançar os Juros sobre Capital Próprio em suas despesas financeiras reverta seu valor no final da DRE.
3 Ver o estudo de Santos, E. S. Impactos do início da harmonização contábil internacional (Lei no 11.638/07) nos resultados das 
empresas abertas. Relatório de Pesquisa do GVpesquisa. 2009.
Norma anterior (até 2007) Nova norma (a partir de 2008)
ATIVO
 Circulante
 Realizável a longo prazo
 Permanente
 Investimentos
 Imobilizado
 Diferido
ATIVO
 Circulante
 Não circulante
 Investimentos
 Imobilizado
 Intangível
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 Circulante
 Exigível a longo prazo
 Resultado de exercícios futuros
 Patrimônio líquido
 Capital
 Reservas de capital
 Reservas de lucro
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 Circulante
 Não circulante
 Patrimônio líquido
 Capital
 Reservas de capital
 Reservas de lucro
 Ajustes de avaliação patrimonial
Estrutura do balanço patrimonial no Brasil: Lei no 6.404/76 versus no Lei 11.638/07
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 92 Princípios de administração financeira
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resultados — mudança essa que o referido estudo atribui a impactos da crise financeira global de 
2008. Além disso, a contabilidade brasileira tradicional apresenta conservadorismo na demons-
tração do lucro (tendência a apurar lucros menores que os mensurados, por exemplo, segundo 
os USGaap) — em função da vinculação da norma brasileira com a tributação (não tão enfatiza-
da no modelo anglo -americano, base do padrão internacional). Assim, esse conservadorismo gera 
a expectativa de ocorrerem novos aumentos no lucro a ser reportado pelas empresas em 2010, 
quando se completará a migração para o IFRS.
RECEITA OPERACIONAL BRUTA DE VENDAS E/OU SERVIÇOS
(–) Deduções da receita bruta
= RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA DE VENDAS E/OU SERVIÇOS Receita de vendas
(–) Custo de bens e/ou serviços vendidos (–) Custo dos bens vendidos
= RESULTADO BRUTO = Resultado bruto
(–) DESPESAS/RECEITAS OPERACIONAIS (–) Despesas operacionais
Com vendas Com vendas
Gerais e administrativas Gerais e administrativas
Financeiras Leasing
Receitas financeiras
Despesas financeiras
Outras despesas operacionais
Outras receitas operacionais
= RESULTADO OPERACIONAL = Resultado operacional
(+/–) Resultado não operacional (eliminado pela MP 449/08) (–) Despesas financeiras
= RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO/PARTICIPAÇÕES = Resultado antes do IR
(–) Contribuição para IRb e contribuição social (–) Imposto de renda
(– /+) IR diferido = Resultado líquido após IR
(–) Participações/Contribuições estatutárias (–) Dividendos às ações preferenciais
(+) Reversão dos juros sobre o capital próprio = Lucro disponível aos acionistas ordinários
= LUCRO/PREJUÍZO DO PERÍODO
a Conforme Tabela 2.1, Capítulo 2 deste livro.
b IR = Imposto de Renda
Estrutura da demonstração do resultado no Brasil versus nos Estados Unidosa
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 Brasil em contexto 93 
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POR QUE ESTE CAPÍTULO É IMPORTANTE PARA VOCÊ
Em sua vida profissional
Contabilidade: Para saber como a depreciação é usada para fins fiscais e de relatórios 
financeiros; como preparar a demonstração dos fluxos de caixa; para reconhecer a 
importância do foco em fluxos de caixa, não no regime de competência, na tomada 
de decisões financeiras; para saber como as demonstrações financeiras pró -forma são 
usadas na empresa.
Sistemas de informação: Para saber quais dados devem ser gerados para registrar a 
depreciação para fins fiscais e de relatórios financeiros; para conhecer as necessidades 
informacionais dos planos estratégicos e operacionais; e para saber quais os dados 
necessários para o planejamento de planos de caixa e de lucros.
Administração: Para compreender a diferença entre planos estratégicos e operacionais 
e o papel representado por cada categoria; para avaliar a importância do foco no fluxo 
de caixa da empresa; bem como o uso de demonstrações financeiras pró -forma pode 
evitar problemas para a empresa.
Marketing: Para conhecer o papel central que o marketing representa na formulação dos 
planos estratégicos e de longo prazo da empresa e a importância das projeções de vendas 
como principais dados para o planejamento tanto de caixa quanto de lucros.
Operações: Para saber como a depreciação afeta o valor dos ativos imobilizados da 
empresa; para perceber como os resultados operacionais são reconhecidos na demons-
tração dos fluxos de caixa; para verificar que as operações fornecem dados cruciais para 
os planos financeiros de curto prazo da empresa; para descobrir a distinção entre custos 
operacionais fixos e variáveis.
Em sua vida pessoal
As pessoas, assim como as sociedades por ações, devem se concentrar nos fluxos de 
caixa ao planejar e monitorar suas finanças. Você deve estabelecer metas financeiras de 
curto e longo prazos (destinos) e desenvolver planos financeiros pessoais (mapas) que 
mostrem o caminho para chegar aos objetivos. Os fluxos de caixa e os planos financeiros 
são tão importantes para os indivíduos quanto para as empresas.
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM
OA
1
 Entender os procedimentos fiscais de 
depreciação e o efeito desta sobre os 
fluxos de caixa da empresa.
OA
2
 Discutir a demonstração

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