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BIOESTIMULADORES FACIAL e CORPORAL Paula Moretto Cardoso Simionato MESTRE em ciências e tecnologia/ Quimica pela Universidade Federal do ABC, pós graduada em estética pela FAMESP (2013), especialista em oncogenes e genes supressores de tumor pelo Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP (2007), graduada em Biomedicina pela Universidade Metodista de São Paulo (2005). Atua, desde 2012, como docente em cursos de Graduação e Pós-graduação. Atividades atuais: Universidade Metodista de São Paulo – Professora dos cursos de Estética e Cosmética, Fisioterapia e Farmácia. Faculdade Método de São Paulo – Professora do curso de Biomedicina. Biocursos – Professora de Pós graduação. Belmeker – Consultora técnica e professora de cursos livres. ENVELHECIMENTO • Brasil - País que vem envelhecendo. • Nossa populção tem ganhado maiores espectativas de vida com melhores condições. • Nossos idosos estão mais ativos, Isso se dá aos avanços da medicina e dentro da estética nós abraçamos esses avanços com técnicas cada vez mais modernas em tratamentos que minimizam os impactos do envelhecimento cronológico e extrinseco ou na prevenção dos mesmos. • Os dados do IBGE nos ajuda a entender os rumos da população e traçar novas estratégias de programas de tratamentos com os nossos clientes que cada vez mais buscam bons resultados sem passar por procedimentos cirurgicos. POPULAÇÃO POPULAÇÃO • Esses dados nos mostram que apesar de termos uma população que vem envelhecendo, támbem temos maiores espectativas de vida. • Em contrapartida a população se expõe cada vez mais a estimulos danosos para a pele, como: exposição ao sol sem proteção, estresse, poluição, alimentação com muitos elementos processados e sedentarismo. • Todos esses estimulos influenciam em alterações inestéticas cutâneas faciais e corporais, de uma população que tem expectativa de vida maior gozando de plena atividade, levando as pessoas na busca pelos cuidados estéticos. POPULAÇÃO Envelhecimento Intrínseco ou Cronológico Extrínseco, ambiental ou Fotoenvelhecimento Pele Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. A PELE PRINCÍPIOS ANATÔMICOS Epiderme ✓Pele Derme Hipoderme ✓Vasos, nervos, terminações nervosas e os anexos cutâneos ( pelos, glândulas e unhas) SISTEMA TEGUMANTAR OU TEGUMENTO PELE ✓ 3 milhões de células; ✓ 10 folículos pilosos; ✓ 15 glândulas sebáceas; ✓ 10 glândulas sudoríparas; ✓ 3m de capilares linfáticos e sanguíneos; ✓ 12 metros de fibras nervosas. EPIDERME (BARREIRA) ✓ Tecido epitelial do tipo estratificado pavimentoso queratinizado; ✓ Manto hidrolipídico; ✓ Não possui suprimento sanguíneo próprio (nutrientes transportados através de capilaridade); ✓ Pode ser dividida em 5 camadas distintas (basal, espinhosa, granulosa, lúcida ou de transição e córnea) que são continuamente substituídas e também é constituída por 4 tipos de células. EPITELIO PAVIMENTOSO ESTRATIFICADO QUERATINIZADO Fonte http://histoufrj.blogspot.com/p/epitelios-de-revestimento.html Acessado em 11/04/2019 http://histoufrj.blogspot.com/p/epitelios-de-revestimento.html EPIDERME https://www.mundoestetica.com.br/esteticageral/epiderme-derme-camadas-pele/ - Acesso em 12/04/19 https://www.mundoestetica.com.br/esteticageral/epiderme-derme-camadas-pele/ ✓ Epiderme penetra na derme por meio de cristas epidérmicas; ✓ Derme se projeta na epiderme através das papilas dérmicas; ✓ A junção permite aderência entre as camadas e trocas metabólicas; ✓ Quando a papila dérmica se projeta para a epiderme, forma elevações, separada por sulcos constituindo assim as impressões digitais. JUNÇÃO DERMOEPIDÉRMICA DERME (SUSTENTAÇÃO) ✓ Camada de sustentação da pele; ✓ Formada por tecido conjuntivo propriamente dito; ✓ Camada constituída por fibroblastos, por enzimas e matriz extracelular; ✓ Composta de vasos sanguíneos e linfáticos, estrutura nervosa sensorial e musculatura lisa. TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO http://bloghistologiap1.blogspot.com/p/tecido-conjuntivopropriamente-dito.html - Acesso em 12/04/19l COLÁGENO ELASTINA ÁCIDO HIALURÔNICO FIBROBLASTO DERME ✓ O tecido conjuntivo forma um gel viscoso, rico em mucopolissacarídeos que participa na resistência mecânica diante da compressão e estiramento; ✓ O fibroblasto é a principal célula da camada; ✓ É responsável pela produção de glicoproteínas e proteoglicanas e pelo ácido hialurônico; ✓ Os fibroblastos também atuam na reparação tecidual. ✓Função de manter resistência contra as forças de compressão; ✓Principal célula é o adipócito. ✓Propriedade de tixotropia: passar do estado líquido para o estado gel e vice-versa. HIPODERME (FORMA AO CORPO) ✓Radiação UVB e UVA; ✓Fumo; ✓Passagem do tempo; ✓Poluição ✓Má alimentação ✓Falta de água; ✓Não retirada de maquiagem; ✓Estresse. PELE DETERIORAÇÃO DA PELE Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter. Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. FLACIDEZ ✓ Modificação do material genético; ✓ Diminuição da proliferação celular nas camadas da pele; ✓ Perda da elasticidade; ✓ Diminuição do metabolismo e da replicação dos tecidos; ✓ Desidratação da pele por diminuição da atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas. ENVELHECIMENTO CUTÂNEO ENVELHECIMENTO ✓ A senescência celular é um mecanismo geneticamente programado. Irreversivelmente com o tempo as células diminuem a multiplicação e renovação. Essas alterações cronológicas também sofrem influência de fatores externos como fotoenvelhecimento, que é capaz de causar mutações genéticas e acelerar o processo natural de envelhecimento. Há diminuição contínua de todos os elementos da pele, e, tais modificações causam ressecamento, perda de tônus, flacidez, alterações vasculares, e, rugas profundas. Dados da OMS ENVELHECIMENTO Podemos levar em consideração que o envelhecimento é multifatorial e progressivo, influenciado por: ✓ Queda do nível de vários hormônios, em especial o estrógeno (estética); ✓ Diminuição da capacidade antioxidante do organismo, levando a um aumento das reações em cascata de radicais livres; ✓ Alterações genéticas. DEFINIÇÃO ✓ Atrofia cutânea determinada pela redução dos elementos celulares e intercelulares dérmicos e epidérmicos; ✓ Representa fisicamente as características relacionadas à ação da idade e da exposição ao sol. CARACTERÍSTICAS DA PELE ENVELHECIDA PELO TEMPO ✓ Diminuição da espessura dérmica e epidérmica; ✓ Redução do manto hidrolipídico (MHL); ✓ Rugas dinâmicas e estáticas; ✓ Flacidez muscular e cutânea. ✓ Morfologicamente, a MEC é composta por elementos fibrosos e fluidos; ✓ As mais importantes proteínas fibrosas são o colágeno e a elastina. O colágeno é a proteína mais abundante do corpo e suas fibrilas formam um continuo estrutural, unindo entre si, grupos de células para formar os tecidos, a elastina forma, na derme, uma estrutura laminar estirada e é responsável pela grande deformidade e elasticidade dos tecidos, apresentando silício em sua constituição. Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. ESTRESSE OXIDATIVO RADICAIS LIVRES O radical livre é uma espécie química que apresenta um número ímpar de elétrons na última camada eletrônica, ou seja, elétrons desemparelhados. Na tentativa de se estabilizar, esse átomo ou molécula, provoca dano ao DNA e ao metabolismocelular. O resultado cutâneo é uma pele desvitalizada, ressecada, envelhecida. RADICAIS LIVRES ANTIOXIDANTES • É “qualquer substância que, presente em baixas concentrações quando comparada a do substrato oxidável, atrasa ou inibe a oxidação deste substrato de maneira eficaz”; • Os antioxidantes são agentes responsáveis pela inibição e redução das lesões causadas pelos radicais livres nas células; • Esses agentes que protegem as células contra os efeitos dos radicais livres podem ser classificados em antioxidantes enzimáticos. ESTRESSE OXIDATIVO o O desbalanço entre antioxidantes e espécies reativas leva ao estado de estresse oxidativo; o O estresse oxidativo foi definido em 1991 como: distúrbio no balanço prooxidante-antioxidante a favor da formação de potenciais danos; o Os principais alvos de dano mediado pelo estresse oxidativo em um organismo são: DNA, proteína, lipídio e ácido úrico; o A principio o estresse oxidativo pode levar a: diminuição de antioxidantes e aumento da produção de espécies reativas; ESTRESSE OXIDATIVO EROs DESBALANÇO DIETETICO INFECÇÃO CRÔNICA/ INFLAMAÇÃO TRANSPORTE DE METAL COMPROMETIDO PEROXIDAÇÃO LIPIDICA DANO AO DNA TRANSDUÇÃO DE SINAL PROLIFERAÇÃ O CELULAR APOPTOSE RESPOSTA CELULAR AO ESTRESSE OXIDATIVO ESTRESSE OXIDATIVO BAIXO -PROLIFERAÇÃO - ADAPTAÇÃO ESTRESSE OXIDATIVO MODERADO - INJURIA - SENSCÊNCIA ESTRESSE OXIDATIVO ALTO - MORTE CELULAR Ambiente reduzido (altas concentrações de glutationa reduzida, ascorbato, etc). Alguns ambientes mais oxidados (reticulo endoplasmático e lisossomas) Estimulo de Proliferação Danos oxidativos. Liberação de íons de metais de transição que catalisam reações para formação de radicais livres + danos oxidativos (dano mitocôndria ou excessivo dano ao DNA), parada do ciclo celular ou início da apoptose Maior aumento dos danos oxidativos Bloqueio das caspases pela oxidação de seus sítios ativos Extremamante Reduzido Extremamente Oxidado A u m e n to d a O x id a ç ã o Leve estresse oxidativo Maior estresse oxidativo Maior estresse oxidativo Maior estresse oxidativo Intenso estresse oxidativo Ativação de fatores de transcrição. Resposta adaptativa Aumento dos sistemas de proteção. Reparo de dano ao DNA Falha no sistema de proteção Sobrevivência dos danos celulares ou necrose Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter. Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. PILARES DO ENVELHECIMENTO • remodelação óssea; • perda de gordura subdérmica; • ação muscular; • envelhecimento da pele. Uma mudança em uma área pode influenciar grandemente nos tecidos vizinhos. Quatro pilares estéticos interligados ao processo de envelhecimento facial: Envelhecimento - modificações nas proporções das estruturas faciais Os bioestimuladores ganharam popularidade no mercado dermatológico, tendo como principal objetivo melhorar o aspecto cutâneo, agindo de forma ativa nas camadas mais profundas da pele, além de também devolver o volume facial perdido, através do estímulo a formação de novo colágeno dérmico COLÁGENO ELASTINA ÁCIDO HIALURÔNICO FIBROBLASTO • Os bioestimuladores são classificados quanto à durabilidade e a absorção; • Existe os biodegradáveis, que tem sua absorção através de mecanismos fagocitários; • Existe os semipermanentes, que possuem duração entre 18 meses e 5 anos. Dentro dessa categoria estão o ácido Poli-L-láctico (PLLA), hidroxiapatita de cálcio (CaHA), e a policaprolactona (PCL); • Também existe o bioestimulador classificado como não biodegradável, que não é fagocitado e permanece indefinidamente no organismo. Nessa categoria está o polimetilmetacrilato (PMMA). Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 ÁCIDO POLI-L-LÁCTICO • O PLLA (Sculptra® ou New-Fill®) é um polímero biocompatível injetável. • Totalmente sintético composto por microparticulas biodegradáveis e reabsorvíveis, que estimula a neogênese do colágeno. PLLA • Polímero sintético produzido a partir da fermentação do açúcar proveniente do milho. • É composto por micropartículas de PLLA, que medem entre 40-63 μm de diâmetro; • O ingrediente ativo do produto; carboximetilcelulose de sódio, age como um emulsificante para melhorar a reidratação e o manitol não pirogênico, ajuda na liofilização das partículas. COMPOSIÇÃO • O mecanismo de ação para estimular a neocolagênese começa com uma resposta inflamatória localizada. • Uma vez injetado, as partículas de PLLA atraem os macrófagos, linfócitos e fibroblastos. • Uma cápsula é formada em torno de cada microesfera à medida que o PLLA é metabolizado, resultando no aumento da deposição das fibras de colágeno pelos fibroblastos, tendo como resultado final um aumento subsequente da espessura dérmica. MECANISMO DE AÇÃO • Após aplicação, mudanças são visualizadas, correspondentes ao volume do diluente, no entanto, as mudanças desaparecerão em 2-3 dias, até absorção completa do diluente. • Isto acontece porque o PLLA não é um preenchedor, e sim um estimulador de colágeno do próprio hospedeiro. MECANISMO DE AÇÃO • Imunologicamente inerte e biocompatível; • É classificado como um preenchedor semipermanente; • Resultados que duram aproximadamente 24 meses; • É um produto de degradação por hidrólise não enzimática, onde os polímeros poliláticos - monômeros de ácido lático - dióxido de carbono (CO2) e água (H2O), sendo eliminado totalmente do corpo através da urina, fezes e sistema respiratório CARACTERÍSTICAS • Apresentado comercialmente como um pó liofilizado (sem partículas de água) em frasco estéril; • Fabricante recomenda usar 5 mL de água destilada para cada frasco, e manter em repouso por pelo menos 2 horas; • Schierle e Casas (2011), e Rendon (2012), recomendam tempo de repouso e diluições maiores, para redução na nodularidade, injeção mais fácil, distribuição mais uniforme do produto e menor risco de obstrução da agulha; PRODUTO • O plano de aplicação deve ser selecionado corretamente, para o sucesso do tratamento – supraperiosteal, subdérmico e subcutâneo; • É aplicado no plano supraperiosteal em áreas com suporte ósseo, no subcutâneo onde não houver alicerce ósseo, e subdérmico em casos de frouxidão da pele. PRODUTO PRODUTO • O resultado de um tratamento varia entre quatro e seis meses. Sendo assim, deve-se usar a regra de “tratar, esperar e avaliar”, devendo respeitar intervalos de 4 a 6 semanas entre as sessões, para diminuir o risco de efeitos adversos. PRODUTO • Lipoatrofia facial associada ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV); • Harmonização orofacial; • Cicatrizes de acne; • Pacientes que precisam de uma bioestimulação tridimensional e que buscam resultados sutis, com aspecto natural; INDICAÇÕES INDICAÇÕES • Algumas áreas da face não são indicadas para aplicação do PLLA: lábios, regiões perioral, periorbitária e frontal, pois são locais de grande mobilidade muscular, acarretando o acúmulo do produto. • Hematomas. • Eritema. • Edema no local da injeção. CONTRAINDICAÇÕES • Nódulos e pápulas são mais frequentes, mas relativamente pequeno, estando relacionados a considerações técnicas, como acúmulo do material, devido reconstituição inadequada, técnica de injeção em um plano superficial, localização ou falta de cuidados pós-procedimento. • Associação compreenchedores permanentes é contraindicada devido grande risco de formação de granulomas. CONTRAINDICAÇÕES Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 HIDROXIAPATITA DE CALCIO • A hidroxiapatita de cálcio (CaHA) é um bioestimulador de colágeno injetável sintético, conhecido no Brasil pelos nomes comerciais (Radiesse®) e (Rennova® Diamond Lido) ambos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). • CaHA - 30% de microesferas sintéticas de hidroxiapatita de cálcio, esféricas e uniformes, variando entre 25 e 45 μm de diâmetro, e 70% de um gel transportador aquoso, composto por carboximetilcelulose de sódio, água estéril e glicerina. • No procedimento há uma correção imediata no local, onde o gel carreador começa a ser dissipado de forma gradual cerca de 2 a 3 meses após a aplicação, deixando apenas as microesferas, as quais além de induzirem a uma resposta fibroblástica, estimulando a formação de novo colágeno, atuam como um arcabouço de sustentação para os novos tecidos formados. COMPOSIÇÃO • É produzida naturalmente no corpo humano. Encontrada nos dentes e ossos, é considerado um produto biocompatível, com alto grau de segurança, devido baixa resposta inflamatória. • CaHA apresenta alta viscoelasticidade, o que significa que após a aplicação o material preenchedor permanecerá no local da injeção, sem que haja migração para outras áreas. CARACTERÍSTICAS • Preenchedor semipermanente - duração média de 12 a 18 meses, podendo ser observado até 24 meses. • Além dessas características, é um produto biodegradável, sendo eliminado pelo organismo através da fagocitose por macrófagos, que decompõem as microesferas em íons de cálcio e fosfato, eliminando na urina. CARACTERÍSTICAS • A hidroxiapatita de cálcio é comercializada pronta para uso, em seringas descartáveis de 0,8 mL e 1,5 mL, não necessitando de manuseio especial, sendo recomendado pelo fabricante a homogeneização do produto. • Um protocolo aprovado pela FDA possibilita realizar diluições da CaHA com lidocaína, a fim de tornar a experiência mais agradável. CARACTERÍSTICAS • Essa homogeneização é realizada com o auxílio de um conector Luer Lock, sendo recomendado no mínimo de 15 a 20 movimentos de mizagem. • CaHA, deve ser injetada na derme média ou profunda, sendo assim injeções dérmicas intradérmicas ou superficiais não são recomendadas, devido grande risco de causarem nódulos visíveis na derme superficial. • Os resultados devem ser alcançados de forma gradual ao longo de várias sessões. CARACTERÍSTICAS • Principais indicações criar volumes e preencher locais que necessitam de reparo. • Rugas e dobras nasolabiais, • Lipoatrofia facial associada ao HIV; • Correção de sulcos moderados a graves na área da face, área nasal, comissura labial, rugas peribucais, malar/ zigomático, contorno mandibular, região temporal, terço médio da face, prega mentoniana, mento e mãos. • Cicatrizes de acne. INDICAÇÕES • Regiões contraindicadas: glabela, área periorbicular e lábios. • Por possuir uma tendência de mover-se facilmente em áreas de extrema mobilidade, é muito comum a formação de nódulos não inflamatórios na região do músculo orbicular da boca e músculos orbiculares dos olhos. • CaHA não é indicada para combinações de tratamentos com preenchedores permanentes, como silicone e polimetilmetacrilato. CONTRAINDICAÇÕES • Hematomas, edema, eritema e dor, os quais são resolvidos espontaneamente em 1 a 5 dias, estando relacionados à injeção. • Formação de nódulos, granulomas, celulite e necrose foram relatados, e assim como em todos os preenchedores dérmicos, parte desses eventos adversos podem ser evitados com planejamento e técnica adequada. CONTRAINDICAÇÕES Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 HIALURONATO DE SÓDIO • O ácido hialurônico (AH) é um glicosaminoglicano de cadeia linear, hidrofílico, poliiônico de elevado peso molecular. • É encontrado na matriz extracelular de diversos tecidos conjuntivos, incluindo a cartilagem articular e o liquido sinovial. ÁCIDO HIALURÔNICO • Há, portanto, fragmentos de colágeno e proteoglicanos, além de leucotrienos e citocinas dispersos no fluido articular. Isso gera uma resposta inflamatória na membrana sinovial e no ligamento capsular, o que leva a uma limitação de movimento articular, podendo ou não ser seguida de dor. ÁCIDO HIALURÔNICO • É o principal glicosaminoglicano da MEC; • Possui como funções principais manutenção da Hidratação cutânea (responsável pelo viço e o turgor da pele); • O ácido hialurônico, assim como a síntese de colágeno e elastina, diminuiu progressivamente no decorrer da vida e isto é a causa de várias das manifestações clinicas do envelhecimento da pele. ÁCIDO HIALURÔNICO ✓ Há mais de uma década, utiliza-se um ácido hialuronico cross- lonkado (reticulado) para realização de preenchimentos e aumentos volumétricos faciais temporários. O efeito deste deve-se justamente ao poder higroscópio do AH; ✓ Desde 2008, com inicio na Europa, passou se a usar o ácido Hialurônico não reticulado intradérmico, não com a finalidade de preenchimento cutâneo, mas sim de reposição deste constituinte dérmico imprescindível. ÁCIDO HIALURÔNICO ATIVOS SILÍCIO ORGÂNICO • reações inflamatórias, • pequenos hematomas e/ou equimoses, • abscessos nos sítios de aplicação, necrose tecidual (por injeção intravascular ou compressão da rede vascular adjacente), • edema persistente e granulomas, que podem ser causados por alergia ao material ou por resposta imunológica aos componentes protéicos presentes nas preparações de ácido hialurônico, e podem ser tratados com injeção local de hialuronidase. ÁCIDO HIALURÔNICO • Entende-se que o silício é o oligoelemento responsável por regularizar o metabolismo celular e está presente no colágeno, que juntamente com a elastina e as glicoproteínas são responsáveis pela sustentação da derme. • Com o passar dos anos, o silício deixa de ser sintetizado pelo organismo, o que resulta na necessidade de reposição pelas áreas farmacêutica e cosmética. • O oligoelemento silício é capaz de regenerar os tecidos, recobrando seu tônus e sua elasticidade, pois possui o elemento catalisador necessário para relançar o fibroblasto. • Também é capaz de estimular e acelerar a síntese de colágeno e elastina. Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 Paula Moretto Cardoso Simionato MESTRE em ciências e tecnologia/ Quimica pela Universidade Federal do ABC, pós graduada em estética pela Famesp (2013), especialista em oncogenes e genes supressores de tumor pelo Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP(2007), graduada em Biomedicina pela Universidade Metodista de São Paulo (2005). Atua, desde 2012, como docente em cursos de Graduação e Pós-graduação. Atividades atuais: Universidade Metodista de São Paulo – Professora dos cursos de Estética e Cosmética, Fisioterapia e Farmácia. Faculdade Método de São Paulo – Professora do curso de Biomedicina. Biocursos – Professora de Pós graduação. Belmeker – Consultora técnica e professora de cursos livres. ÁCIDO POLI L LACTICO SCULPTRA e ELLEVA BELEZA ATRAVÉS DO TEMPO • O que é beleza? • Quais os padrões de estética atuais? • Existe um padrão para homens e outro para mulheres? • Podemos diferenciar a beleza em masculino e feminino ou existe outros tipos de beleza? • A estética agrada só o olhar de quem vê ou traz bem estar para si? • A beleza custa caro? • Existe padrões diferentes conforme as classes sociais? Segundo o dicionário beleza /ê/ substantivo feminino 1. qualidade, propriedade, caráter ou virtude do que é belo; manifestação característica do belo. 2. caráter do ser ou da coisa que desperta sentimento de êxtase, admiração ou prazer através dos sentidos. "a b. das obras de Bach" Segundo o dicionário estética substantivo feminino 1. FILOSOFIA parte da filosofia voltada para a reflexão a respeito da beleza sensível e do fenômeno artístico. 2. harmonia das formas e/ou das cores; beleza. "a e. de uma escultura" Pintura no corpo para afastar os maus espíritos e agradar os Deuses Pré-história Egito Antigo Pó de Kajal; Água de Carbono de cal; Pasta de argila; Pasta de carvão e chumbo; Aromaterapia; Leite de Cabra. Era Romana 180 dC Banho diário; Uso de maquiagens e perfumes contra o mau odor; Claudio Galeno – Unguentum Refrigerans Mulher da Idade Média Pele Branca, Sem pintura, Corpo Virginal; Seios redondos Sensualidade; Volta o uso de maquiagens. Renascimento Século XVIII Período de excessos; Ninguém aparece sem pinturas. 1911 Hamburgo Primeiro creme com conceito de hidratação A/O Século XX Belle Epoque; Com a primeira guerra as mulheres tiveram que trabalhar e o conceito de beleza mudou; O conceito de higiene evoluiu. Desde a Antiguidade, o padrão de beleza foi definido pela rainha Nefertiti. Seu rosto perfeitamente simétrico, sobrancelhas delicadamente curvadas, olhos amendoados e bem marcados, zigomáticos proeminentes, nariz fino e proporcional, lábios carnudos, ausência de marcas de expressão ou rugas e pescoço fino e alongado. SOCIEDADE PÓS MODERNA • A internet trouxe uma globalização da beleza; • Os padrões e gostos são definidos pelas grandes redes de lojas; • Na sociedade atual ha o desejo de tornar-se belo; • Acesso muito fácil a informação e a produtos cosméticos. Conceito de beleza é próprio de cada indivíduo • Gênero; • Raça; • Educação; • Experiências pessoais. • Ambiente; • Publicidade (Mídia) VALORES INDIVIDUAIS VALORES DA SOCIEDADE CONCEITO DE BELEZA • Alguns acreditam que existe uma ligação entre a beleza e a matemática, pois rostos proporcionais, simétricos, bem marcados, com contornos arredondados e bochechas altas parecem ser mais atrativos CONCEITO DE BELEZA • Chamamos de “quadralização” da face as mudanças nos contornos faciais decorrentes do envelhecimento: na juventude a face tem a forma de um trapézio invertido e com o passar do tempo tende a tornar-se um quadrado. Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. ENVELHECIMENTO • Brasil - País que vem envelhecendo. • Nossa população tem ganhado maiores espectativas de vida com melhores condições. • Nossos idosos estão mais ativos, Isso se dá aos avanços da medicina e dentro da estética nós abraçamos esses avanços com técnicas cada vez mais modernas em tratamentos que minimizam os impactos do envelhecimento cronológico e extrinseco ou na prevenção dos mesmos. • Os dados do IBGE nos ajuda a entender os rumos da população e traçar novas estratégias de programas de tratamentos com os nossos clientes que cada vez mais buscam bons resultados sem passar por procedimentos cirurgicos. POPULAÇÃO POPULAÇÃO • Esses dados nos mostram que apesar de termos uma população que vem envelhecendo, támbem temos maiores espectativas de vida. • Em contrapartida a população se expõe cada vez mais a estimulos danosos para a pele, como: exposição ao sol sem proteção, estresse, poluição, alimentação com muitos elementos processados e sedentarismo. • Todos esses estimulos influenciam em alterações inestéticas cutâneas faciais e corporais, de uma população que tem expectativa de vida maior gozando de plena atividade, levando as pessoas na busca pelos cuidados estéticos. POPULAÇÃO Envelhecimento Intrínseco ou Cronológico Extrínseco, ambiental ou Fotoenvelhecimento Pele Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. A PELE PRINCÍPIOS ANATÔMICOS Epiderme ✔ Pele Derme Hipoderme ✔ Vasos, nervos, terminações nervosas e os anexos cutâneos ( pelos, glândulas e unhas) SISTEMA TEGUMANTAR OU TEGUMENTO PELE ✔ 3 milhões de células; ✔ 10 folículos pilosos; ✔ 15 glândulas sebáceas; ✔ 10 glândulas sudoríparas; ✔ 3m de capilares linfáticos e sanguíneos; ✔ 12 metros de fibras nervosas. EPIDERME (BARREIRA) ✔ Tecido epitelial do tipo estratificado pavimentoso queratinizado; ✔ Manto hidrolipídico; ✔ Não possui suprimento sanguíneo próprio (nutrientes transportados através de capilaridade); ✔ Pode ser dividida em 5 camadas distintas (basal, espinhosa, granulosa, lúcida ou de transição e córnea) que são continuamente substituídas e também é constituída por 4 tipos de células. EPITELIO PAVIMENTOSO ESTRATIFICADO QUERATINIZADO Fonte http://histoufrj.blogspot.com/p/epitelios-de-revestimento.html Acessado em 11/04/2019 http://histoufrj.blogspot.com/p/epitelios-de-revestimento.html EPIDERME https://www.mundoestetica.com.br/esteticageral/epiderme-derme-camadas-pele/ - Acesso em 12/04/19 https://www.mundoestetica.com.br/esteticageral/epiderme-derme-camadas-pele/ ✔ Epiderme penetra na derme por meio de cristas epidérmicas; ✔ Derme se projeta na epiderme através das papilas dérmicas; ✔ A junção permite aderência entre as camadas e trocas metabólicas; ✔ Quando a papila dérmica se projeta para a epiderme, forma elevações, separada por sulcos constituindo assim as impressões digitais. JUNÇÃO DERMOEPIDÉRMICA DERME (SUSTENTAÇÃO) ✔ Camada de sustentação da pele; ✔ Formada por tecido conjuntivo propriamente dito; ✔ Camada constituída por fibroblastos, por enzimas e matriz extracelular; ✔ Composta de vasos sanguíneos e linfáticos, estrutura nervosa sensorial e musculatura lisa. TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO http://bloghistologiap1.blogspot.com/p/tecido-conjuntivopropriamente-dito.html - Acesso em 12/04/19l DERME ✔ O tecido conjuntivo forma um gel viscoso, rico em mucopolissacarídeos que participa na resistência mecânica diante da compressão e estiramento; ✔ O fibroblasto é a principal célula da camada; ✔ É responsável pela produção de glicoproteínas e proteoglicanas e pelo ácido hialurônico; ✔ Os fibroblastos também atuam na reparação tecidual. ✔ Função de manter resistência contra as forças de compressão; ✔ Principal célula é o adipócito. ✔ Propriedade de tixotropia: passar do estado líquido para o estado gel e vice-versa. HIPODERME (FORMA AO CORPO) ✔ Radiação UVB e UVA; ✔ Fumo; ✔ Passagem do tempo; ✔ Poluição ✔ Má alimentação ✔ Falta de água; ✔ Nãoretirada de maquiagem; ✔ Estresse. PELE DETERIORAÇÃO DA PELE Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter. Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. DERME DERME (SUSTENTAÇÃO) ✔ Camada de sustentação da pele; ✔ Formada por tecido conjuntivo propriamente dito; ✔ Camada constituída por fibroblastos, por enzimas e matriz extracelular; ✔ Composta de vasos sanguíneos e linfáticos, estrutura nervosa sensorial e musculatura lisa. DERME ✔ Derme papilar: mais superficial, formada por tecidos conjuntivo propriamente dito do tipo frouxo. Contem maior quantidade de MEC e menos colágeno e elastina. Os vasos sanguíneos são abundantes porem pequenos e com diâmetro de capilar; ✔ Derme reticular: mais profunda, formada por tecido conjuntivo propriamente dito do tipo denso não modelado. Constitui a maior parte da derme. Possui fibras de colágeno denso entremeadas de fibras de elastina espessa. TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO http://bloghistologiap1.blogspot.com/p/tecido-conjuntivopropriamente-dito.htm Acesso em 12/04/19l COLÁGENO ELASTINA ÁCIDO HIALURÔNICO FIBROBLASTO DERME COLÁGENO ✔ Glicoproteína formada pelos aminoácidos glicina, prolina e hidróxiprolina; ✔ É a principal e mais abundante proteína presente no tecido conjuntivo; ✔ Corresponde a aproximadamente 75% do peso seco da derme; ✔ Esse peso diminui cerca de 1% por ano em ambos os sexos. DERME COLÁGENO ✔ As fibras colágenas presentes na derme papilar apresenta um padrão tensional específico denominado de linha de Langer (linhas de tensão da pele, linhas de clivagem); ✔ As linhas de expressão surgem do desalinhamento dessas linhas de clivagem; DERME COLÁGENO http://crispetersen.blogspot.com/2011/10/musculos-da-cabeca-nocoes-de-anatomi a.html Acesso em 12/04/19 http://crispetersen.blogspot.com/2011/10/musculos-da-cabeca-nocoes-de-anatomia.html http://crispetersen.blogspot.com/2011/10/musculos-da-cabeca-nocoes-de-anatomia.html DERME ELASTINA ✔ Proteína que faz parte do sistema elástico da derme; ✔ Características funcionais desse sistema é a elasticidade e a compressibilidade; ✔ Também é produzida pelo fibroblasto. DERME ELASTINA DERME ELASTINA ✔ A degradação funcional desse tecido leva a elastose que é um enrugamento profundo da pele, muito comum em pessoas que se expoem por tempo prolongado a luz solar. ✔ É o principal glicosaminoglicano da MEC; ✔ Possui como funções principais manutenção da Hidratação cutânea (responsável pelo viço e o turgor da pele); ✔ O ácido hialurônico, assim como a síntese de colágeno e elastina, diminuiu progressivamente no decorrer da vida e isto é a causa de várias das manifestações clinicas do envelhecimento da pele. ÁCIDO HIALURÔNICO ESTRESSE OXIDATIVO RADICAIS LIVRES O radical livre é uma espécie química que apresenta um número ímpar de elétrons na última camada eletrônica, ou seja, elétrons desemparelhados. Na tentativa de se estabilizar, esse átomo ou molécula, provoca dano ao DNA e ao metabolismo celular. O resultado cutâneo é uma pele desvitalizada, ressecada, envelhecida. RADICAIS LIVRES ANTIOXIDANTES • É “qualquer substância que, presente em baixas concentrações quando comparada a do substrato oxidável, atrasa ou inibe a oxidação deste substrato de maneira eficaz”; • Os antioxidantes são agentes responsáveis pela inibição e redução das lesões causadas pelos radicais livres nas células; • Esses agentes que protegem as células contra os efeitos dos radicais livres podem ser classificados em antioxidantes enzimáticos. ESTRESSE OXIDATIVO o O desbalanço entre antioxidantes e espécies reativas leva ao estado de estresse oxidativo; o O estresse oxidativo foi definido em 1991 como: distúrbio no balanço prooxidante-antioxidante a favor da formação de potenciais danos; o Os principais alvos de dano mediado pelo estresse oxidativo em um organismo são: DNA, proteína, lipídio e ácido úrico; o A principio o estresse oxidativo pode levar a: diminuição de antioxidantes e aumento da produção de espécies reativas; ESTRESSE OXIDATIVO EROs DESBALANÇO DIETETICO INFECÇÃO CRÔNICA/ INFLAMAÇÃO TRANSPORTE DE METAL COMPROMETIDO PEROXIDAÇÃO LIPIDICA DANO AO DNA TRANSDUÇÃO DE SINAL PROLIFERAÇÃO CELULAR APOPTOSE RESPOSTA CELULAR AO ESTRESSE OXIDATIVO ESTRESSE OXIDATIVO BAIXO -PROLIFERAÇÃO - ADAPTAÇÃO ESTRESSE OXIDATIVO MODERADO - INJURIA - SENSCÊNCIA ESTRESSE OXIDATIVO ALTO - MORTE CELULAR Ambiente reduzido (altas concentrações de glutationa reduzida, ascorbato, etc). Alguns ambientes mais oxidados (reticulo endoplasmático e lisossomas) Estimulo de Proliferação Danos oxidativos. Liberação de íons de metais de transição que catalisam reações para formação de radicais livres + danos oxidativos (dano mitocôndria ou excessivo dano ao DNA), parada do ciclo celular ou início da apoptose Maior aumento dos danos oxidativos Bloqueio das caspases pela oxidação de seus sítios ativos Extremamant e Reduzido Extremamente Oxidado A um en to d a O xi da çã o Leve estresse oxidativo Maior estresse oxidativo Maior estresse oxidativo Maior estresse oxidativo Intenso estresse oxidativo Ativação de fatores de transcrição. Resposta adaptativa Aumento dos sistemas de proteção. Reparo de dano ao DNA Falha no sistema de proteção Sobrevivência dos danos celulares ou necrose Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter. Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. PILARES DO ENVELHECIMENTO •remodelação óssea; • perda de gordura subdérmica; • ação muscular; • envelhecimento da pele. Uma mudança em uma área pode influenciar grandemente nos tecidos vizinhos. Quatro pilares estéticos interligados ao processo de envelhecimento facial: Envelhecimento - modificações nas proporções das estruturas faciais Os bioestimuladores ganharam popularidade no mercado dermatológico, tendo como principal objetivo melhorar o aspecto cutâneo, agindo de forma ativa nas camadas mais profundas da pele, além de também devolver o volume facial perdido, através do estímulo a formação de novo colágeno dérmico Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 FLACIDEZ FLACIDEZ DE PELE ✔ As rugas, linhas de expressão e sulcos são resultado de fatores extrínsecos e intrínsecos. Fatores intrínsecos - genética. Eles consistem em propriedades de extensibilidade, elasticidade e tensão que são associadas com os componentes bioestruturais da pele. Esses elementos estruturais são o colágeno dérmico e os tecidos elásticos. As fibras elásticas são mais abundantes na derme da face do que na do couro cabeludo e, portanto, são responsáveis por manter a tensão estática da pele e pela restauração do colágeno deformado no estado original. Com a idade, as fibras elásticas estão sujeitas à deterioração estrutural e funcional, perdendo progressivamente a habilidade para retornar ao comprimento original. FLACIDEZ DE PELE ✔ Fatores extrínsecos - exposição ao sol, tabagismo, excesso de uso de álcool e má alimentação; Também entre os fatores extrínsecos, os músculos da expressão facial se inserem diretamente na pele determinando tensãocontínua mesmo em repouso. Ao longo do tempo eles produzem um alongamento do colágeno na direção da tração muscular. Referências Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 MÚSCULOS DA FACE MUSCULOS DA FACE ✔ Na juventude os músculos da mímica facial têm contorno curvilíneo, que os torna projetados. ✔ Isso reflete uma curva no compartimento de gordura subjacente à face profunda desses músculos que atua como um plano de deslizamento mecânico eficaz. A amplitude do movimento do músculo é também maior. Ao longo do tempo, o contorno convexo torna-se retilíneo e a gordura subjacente é expulsa por detrás dos músculos, fazendo com que a gordura superficial aumente. MUSCULOS DA FACE ✔ O músculo frontal apresenta pouca gordura subjacente. Durante suas contrações, a pressão máxima é exercida na sua área funcional central, para onde as forças elevadoras e depressoras convergem, produzindo ao longo do tempo esvaziamento ósseo horizontal central com convexidade superior (colisões frontais) e inferior (arco superciliar). MUSCULOS DA FACE ✔ Os músculos da região glabelar são responsáveis pelas principais alterações do envelhecimento. Fazem parte dessa região os músculos corrugadores, procerus, depressores do supercílio e porção superior dos orbiculares dos olhos. Sua ação conjunta contribui para o aspecto cansado e aborrecido da face, bem como para o aumento da pele na região palpebral superior e o deslocamento das bolsas de gordura nessa região. MUSCULOS DA FACE As contrações dos músculos orbiculares também são responsáveis pelo envelhecimento facial: ✔ bolsas palpebrais, ✔ queda da cauda da sobrancelha, ✔ rítides perioculares (pés de galinha); ✔ aumento da ptose cutânea na região palpebral. MUSCULOS DA FACE ✔ O musculo elevador da asa nasal (superficial) e o musculo elevador do lábio superior (profundo) depois de repetidas contrações expulsam inferior e profundamente a gordura da fossa canina e superficialmente a gordura do sulco nasolabial, achatando a região malar anterior. Ao longo do tempo, uma depressão que aumenta visivelmente com o sorriso aparece acima da dobra nasolabial na área parinasal. MUSCULOS DA FACE • No envelhecimento os músculos zigomáticos expulsam a gordura ao redor o que leva a um esvaziamento da região. MUSCULOS DA FACE • Os músculos periorbital e peribucal são muito fortes e além de expulsar a gordura cria erosões ósseas. O resultado é depressão da boca, aumento do sulco nasolabial e sobra de pele. MUSCULOS DA FACE • Durante a juventude o músculo platisma se assemelha a uma ampulheta, com o passar dos anos ele encurta e diminui o ângulo da mandíbula. Referências Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 COMPARTIMENTO DE GORDURA COMPARTIMENTOS DE GORDURA • A gordura da face está dividida vários compartimentos independentes: periorbicular, temporal, perioral, terço médio da face, bochecha e mandibular. • Na região periorbicular os compartimentos de gordura estão localizados tanto na pálpebra superior como na inferior, porem a perda de gordura na pálpebra superior é a grande responsável pelos sinais do envelhecimento. COMPARTIMENTOS DE GORDURA • Nas regiões pré-auricular, bucal e malar, ocorrem as maiores perdas de gordura, levando algumas vezes a aparência esquelética e na região do arco da mandíbula a gordura facial pode descer e se acumular levando a sinais de envelhecimento. COMPARTIMENTOS DE GORDURA COMPARTIMENTOS DE GORDURA • Diminuição do volume, atrofia e migração da gordura para regiões inferiores da face esta entre as principais mudanças que ocorrem durante o envelhecimento. Recentemente Wan e colaboradores analisaram 63 dissecções da hemiface em cadáveres: 1- os adipócitos nos compartimentos de gordura superficial eram maiores do que os adipócitos dos compartimentos de gordura profunda; 2- o tamanho dos adipócitos nos compartimentos de gordura nasolabial e da bochecha medial profunda nos homens é significativamente menor do que o das mulheres; 3- o tamanho dos adipócitos no compartimento nasolabial em pacientes com índice de massa corporal (IMC) normal é significativamente maior em mulheres do que em homens. Referências Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 REMODELAMENTO OSSEO REMODELAMENTO OSSEO • As regiões que mais sofrem remodelamento no processo de envelhecimento são: superomedial e inferolateral da órbita, região piriforme do nariz, mento e particularmente a maxila, em que esse processo é mais proeminente. • As mudanças produzem: protrusão da glabela, expansão das rugas supraorbitais, translação lateral da órbita, aumento da profundidade, expansão lateral das bochechas, aumento das dimensões do nariz e do mento. REMODELAMENTO OSSEO • A perda da projeção do maxilar leva a uma queda na ponta do nariz e também do lábio superior. Deixando a parte central mais alongada. REMODELAMENTO OSSEO • È o osso maxilar que mais sofre remodelamento durante o envelhecimento. Ele da origem a outros ossos como os dentes e com o passar do tempo existe um encurtamento que faz com que durante o sorriso cada vez menos os dentes fiquem expostos o que é um grande sinal do envelhecimento. ANAMNESE E INDICAÇÕES ANAMNESE Devem ser observados os seguintes aspectos: ✔ alergias aos fármacos utilizados no procedimento; ✔ hipertensão descompensada que pode ser agravada pelos fármacos ativadores da circulação sanguínea (cafeína, chá verde ). ✔ Pacientes portadores de disfunções tireoidianas (hiper ou hipotireoidismo) não podem ser tratados com tiratricol , hormônio sintético que possui a mesma função da glândula tireóide, induz a quebra da gordura e acelera o metabolismo. ANAMNESE • • Documentação fotográfica deve ser feita sempre para acompanhamento do tratamento. • Essa documentação fotográfica deve seguir o mesmo padrão no antes e depois. • Documentação relatando os cuidados, resultados e possíveis intercorrências deve ser assinada em duas vias, uma fica na clinica e outra vai para o cliente. INDICAÇÕES ✔ Terapia Anti aging; ✔ Hidratação; ✔ Flacidez; ✔ Rejuvenescimento; ✔ Lipoatrofia facial associada ao HIV; ✔ Cicatrizes de acne. Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. BIOESTIMULADORES • Até os anos 90, o conceito de rejuvenescimento facial era limitado a uma visão bidimensional, e a abordagem era focada na redução de rugas e sulcos; • Agora abrange uma visão tridimensional, que reconhece como sinais de envelhecimento não só a perda da textura cutânea e as rugas de expressão, mas também as perdas volumétricas secundárias à remodelação óssea e a redistribuição da gordura facial. • Baseado nos pilares do envelhecimento facial, os procedimentos minimamente invasivos revolucionaram o tratamento para o rejuvenescimento facial; • Os preenchedores dérmicos não apenas tratam das linhas finas e rugas, mas passou a incluir a correção da perda de volume e o aumento da face envelhecida; • Os bioestimuladoresganharam popularidade, tendo como principal objetivo melhorar o aspecto cutâneo, agindo de forma ativa nas camadas mais profundas da pele, além de também devolver o volume facial perdido, através do estímulo a formação de novo colágeno dérmico. • Os bioestimuladores são classificados quanto à durabilidade e a absorção; • Existe os biodegradáveis, que tem sua absorção através de mecanismos fagocitários; • Existe os semipermanentes, que possuem duração entre 18 meses e 5 anos. Dentro dessa categoria estão o ácido Poli-L-láctico (PLLA), hidroxiapatita de cálcio (CaHA), e a policaprolactona (PCL); • Também existe o bioestimulador classificado como não biodegradável, que não é fagocitado e permanece indefinidamente no organismo. Nessa categoria está o polimetilmetacrilato (PMMA). Referências BOGART, Bruce I, ORT, Victória H. Anatomia e Embriologia. Rio de Janeiro, Elsevier, 2008. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. HARRIS, Maria I. DE C. Pele do nascimento a maturidade. São Paulo: Senac, 2016. ÁCIDO POLI-L-LÁCTICO • O ácido poli-l-láctico (Europa) – 1999 - preenchedor em - nome comercial de New-Fill® (Biotech Industry SA); • 2004 – (Sculptra) - Food and Drug Administration - para tratamento da lipoatrofia associada ao HIV; • 2009, a indicação foi expandida para tratamentos com finalidade estética em pacientes imunocompetentes; PLLA • O PLLA (Sculptra® ou Elleva®) é um polímero biocompatível injetável. • Totalmente sintético composto por microparticulas biodegradáveis e reabsorvíveis, que estimula a neogênese do colágeno. PLLA • Polímero sintético produzido a partir da fermentação do açúcar proveniente do milho (AHAs); • Com propriedade de auto-organização e formação de micelas coloidais em meio aquoso; • É usado a anos em fios de sutura absorvíveis e em nanopartículas para controle de liberação de fármacos; COMPOSIÇÃO • É composto por micropartículas de PLLA, que medem entre 40-63 μm de diâmetro; • O tamanho das partículas é grande o bastante para evitar a fagocitose pelos macrófagos ou a passagem através das paredes capilares; • O ingrediente ativo do produto; carboximetilcelulose de sódio, age como um emulsificante para melhorar a reidratação e o manitol não pirogênico, ajuda na liofilização das partículas. COMPOSIÇÃO Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 MECANISMO DE AÇÃO • O mecanismo de ação para estimular a neocolagênese começa com uma resposta inflamatória localizada. • Uma vez injetado, as partículas de PLLA atraem os macrófagos, linfócitos e fibroblastos. • Uma cápsula é formada em torno de cada microesfera à medida que o PLLA é metabolizado, resultando no aumento da deposição das fibras de colágeno pelos fibroblastos, tendo como resultado final um aumento subsequente da espessura dérmica. MECANISMO DE AÇÃO • A fibroplasia é determinante dos resultados cosméticos, SEM evidência de fibrose residual; • Colágeno do tipo I começa a ser produzido cerca de 10 dias após a aplicação e continua durante período que varia de oito a 24 meses, enquanto o produto é degradado e a resposta inflamatória subclínica esmaece; MECANISMO DE AÇÃO • O ácido poli-l-láctico é degradado por hidrólise, seguida pelo processo de oxidação do ácido láctico, que por sua vez é convertido em ácido pirúvico. • Na presença da acetil-coenzima A, ocorre liberação de CO2 e, consequentemente, decomposição em citrato, que é incorporado ao ciclo de Krebs e resulta na formação de CO2 e água; • Sua eliminação pode ser feita através da urina, fezes e respiração • O produto é completamente eliminado em cerca de 18 meses MECANISMO DE AÇÃO Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 PLANO DE APLICAÇÃO • O plano de aplicação deve ser selecionado corretamente, para o sucesso do tratamento – supraperiosteal, subdérmico e subcutâneo; • É aplicado no plano supraperiosteal em áreas com suporte ósseo, no subcutâneo onde não houver alicerce ósseo, e subdérmico em casos de frouxidão da pele. PLANO DE APLICAÇÃO PLANO DE APLICAÇÃO INDICAÇÕES ONDE NÃO APLICAR Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 EFEITOS ADVERSOS Pápulas, nódulos e granulomas • Pápulas e nódulos não inflamatórios são de bom prognóstico e fácil solução, enquanto nódulos inflamatórios e granulomas podem ser crônicos e de difícil resolução; • O efeito adverso mais comum diz respeito a pápulas e nódulos causados por acúmulo de material, em geral por reconstituição inadequada. • As pápulas subcutâneas são palpáveis porém invisíveis (< 5mm), enquanto os nódulos não inflamatórios são protrusos. • Ambos podem se desenvolver algumas semanas após a injeção do ácido poli-l-láctico; • No caso de lesões visíveis ou persistentes, podem ser opções a massagem vigorosa; PLANO DE APLICAÇÃO Pápulas, nódulos e granulomas • Os granulomas tardios são caracterizados clinicamente por nódulos inflamatórios que surgem meses ou anos após a injeção, persistindo e aumentando ao longo do tempo; • Embora inicialmente tenham sido atribuídos a fenômenos de hipersensibilidade ao material, atualmente se sabe que podem albergar infecções crônicas. Essa complicação é rara (< 0,1%) e parece ser um processo de natureza sistêmica composto por uma resposta exagerada do hospedeiro aos materiais injetados, por infecções por bactérias de crescimento lento e pela formação de biofilmes. • Sua confirmação laboratorial é bastante difícil, sendo em geral necessárias biópsias para correta identificação histológica e coleta de material para culturas para bactérias, micobactérias e fungos. PLANO DE APLICAÇÃO Infecções ✔ O risco de infecções agudas ou tardias pode ser minimizado por assepsia e antissepsia rigorosas por ocasião da aplicação. Hematomas Fenômenos vasculares ✔ A necrose cutânea pode ser causada por injeção intravascular, vasoespasmo ou compressão extrínseca pela injeção de qualquer produto. Os sintomas da isquemia são dor, branqueamento e eritema reticulado, acompanhados de exulceração e necrose cutânea nos dias subsequentes. PLANO DE APLICAÇÃO Referências Miranda LHS. Ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio: melhores indicações. In: Lyon S, Silva RC. Dermatologia estética: medicina e cirurgia estética. Rio de Janeiro: MedBook; 2015. p. 267-80 Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4. Sharabi SE, Hatef DA, Koshy JC. Mechanotransduction: the missing link in the facial aging puzzle? Aesth Plast Surg. 2010;34(5):603-11. doi: 10.1007/s00266-010-9519-5 SKINBOOSTERCONHECENDO O ÁCIDO HIALURÔNICO E SUAS PROPRIEDADES CONHECENDO O A.H. O ÁCIDO HIALURÔNICO é um polissacarídeo da família das Glicosaminoglicanas (GAG’s), naturalmente presente na derme. Descoberto em 1934 no humor vítreo dos olhos de vaca, despertou um grande interesse devido à sua excepcional capacidade hidratante. CONHECENDO O A.H. Atualmente, o ÁCIDO HIALURÔNICO é obtido por biotecnologia, através da fermentação do Streptococcus zooepidermicus em um substrato vegetal. A vantagem de se utilizar ÁCIDO HIALURÔNICO obtido por biotecnologia é que esta técnica permite a obtenção de um produto quimicamente puro, perfeitamente reprodutível, e em quantidades ilimitadas. CONHECENDO O A.H. Entre as várias funções desempenhadas pela derme, a manutenção e regulação da hidratação é sem dúvida uma das mais importantes. Fatores como o envelhecimento natural, condições genéticas e influências ambientais fazem com que os conteúdos de água na derme e epiderme variem, o que pode provocar danos à pele. CONHECENDO O A.H. O ÁCIDO HIALURÔNICO é um dos mais importantes componentes da derme envolvidos nesta função, devido à sua elevada capacidade de retenção de água. Aplicado topicamente, forma um filme hidratante sobre a epiderme, que ajuda a compensar a perda de água, melhorando as condições da pele e proporcionando desta forma Elasticidade, Suavidade e uma Superfície mais Homogênea. CONHECENDO O A.H. A aplicação injetável de ácido hialurônico proporciona uma hidratação profunda em nossa pele, pois atinge diretamente o alvo desejado: a derme. O composto injetado (ácido hialurônico + vitaminas) atrai moléculas de água, tornando a pele altamente hidratada na região. O Skinbooster auxilia na retenção de líquidos, o que promove a hidratação citada acima. Porém, essa hidratação traz ainda mais benefícios: brilho natural da pele e mais elasticidade. CONHECENDO O A.H. O ácido hialurônico, além de atuar como um hidratante altamente potente, possui ainda como uma de suas funções o preenchimento. Ou seja, ele preenche espaços entre as células que estão vazias. Normalmente esse “espaço” é causado por cicatrizes de acnes, ou até mesmo pelas famosas linhas de expressão e rugas (frutos do processo de envelhecimento e fatores extrínsecos). CONHECENDO O A.H. Esponja seca Esponja molhada A esponja molhada (hidratada) está “preenchida” pelo líquido presente em suas lacunas, gerando aumento de seu volume e sensação de “preenchimento”. CONHECENDO O A.H. Sabemos então que, muito embora o ácido hialurônico possa ser utilizado, com efetividade, de maneira tópica, suas propriedades mais eficientes na estética serão realmente aproveitadas somente quando este realmente atingir a camada dérmica. Ou seja, através da sua injeção no alvo desejado. Sem ser injetado ele não possui capacidade de permeação suficiente para que possamos tirar proveito de seus melhores efeitos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. AVALIAÇÃO DO PACIENTE E CONSIDERAÇÕES AVALIAÇÃO DO PACIENTE Sabemos que duas faces não envelhecem de maneira idêntica. Sendo assim, não há um algoritmo único a ser seguido. Um paciente mais jovem precisa, na maioria das vezes, de menos intervenções e de tratamentos menos invasivos, obtendo um melhor resultado quando este é comparado ao resultado de um paciente mais velho. O Skinbooster como tratamento isolado (sem associações) dificilmente trará um resultado significativo a um paciente idoso, por exemplo. Nesse caso, é importante lançar mão de associações (toxina, bioestimuladores, fios de PDO ou até cirurgias, quando julgarmos necessário). comparação entre gêmea fumante e não fumantes O cuidado começa pela obtenção de anamnese detalhada sobre medicamentos em uso, em especial anticoagulantes, bem como sobre o histórico de herpes simples recorrente, hábitos alimentares, sedentarismo, altos níveis de estresse, privação de sono, situação hormonal adequada, processos inflamatórios (por exemplo, de vias aéreas superiores, sinusais, dentários ou de qualquer estrutura próxima à área a ser tratada) e doenças autoimunes, incluindo colagenoses. É fundamental interrogar se o paciente já́ foi submetido a algum tipo de preenchimento e se teve alguma reação a algum material usado anteriormente. AVALIAÇÃO DO PACIENTE A análise facial é um processo de observação e palpação que permite determinar a natureza e extensão das alterações estruturais da face. O tratamento depende da extensão das alterações observadas em cada camada estrutural e da paridade dessas alterações entre as camadas. Por exemplo, um paciente jovem com lipoatrofia decorrente do uso de antirretrovirais necessita apenas volumização dos coxins adiposos atróficos. A maioria dos pacientes, porém, tende a perder volume em todas as camadas estruturais, e por isso toda a face deve ser abordada, para que o tratamento tenha resultado mais satisfatório e mais próximo do natural. No caso específico do Skinbooster, este pode ser utilizado como coadjuvante em tratamentos desse tipo, quando há a perda da qualidade da pele, principalmente quando estamos diante do aspecto de glicação. AVALIAÇÃO DO PACIENTE É útil, portanto, inicialmente avaliar a integridade de cada tecido: pele, gordura, músculo e osso. A palpação das áreas de sombra pode revelar áreas de atrofia. A avaliação da forma das órbitas, do suporte ósseo sob a região frontal e do nariz, e das proporções das diversas áreas da face, permite obter informações que vão além das “linhas e dobras”, ajudando a considerar globalmente as mudanças estruturais no rosto e a interdependência entre elas. Deve-se observar o rosto de maneira tridimensional, para que se possa avaliar se a correção de uma determinada área pode ter impacto sobre outra. AVALIAÇÃO DO PACIENTE A análise das regiões de luz e sombra revela áreas de proeminência e depressão (convexidades e concavidades) que contribuem para as mudanças, às vezes sutis. na forma e topografia faciais. Podemos amenizar essas áreas sombreadas quando devolvemos hidratação (e consequente volume) à região com intradermoterapias como o Skinbooster, principalmente em pacientes jovens. AVALIAÇÃO DO PACIENTE Considerações finais Em caso de material permanente, solicitar exames de imagem, ecografia, ultrassom , tomografias e etc., a fim de localizar o mesmo. Ainda que a ideia com o Skinbooster seja realizar sua aplicação em derme, devemos considerar a possibilidade de processos inflamatórios crônicos que podem estar presentes em diferentes planos, no caso de pacientes previamente preenchidos com material permanente (PMMA. Metacryl) Não realizar procedimentos estéticos em pacientes psiquiátricos com transtornos de distorção imagem (dismorfismos). Para pacientes com alto nível de flacidez, indicar lifiting cirúrgico e esclarecer a importância de tratar a pele com intradermoterapias, bioestimuladores, toxina botulínica, após a cirurgia. AVALIAÇÃO DO PACIENTE Pacientes com maus hábitos alimentares, que não praticam ativ. física moderada, com hormônios desregulados, altos níveis de estresse, privação de sono, fumantes, não terão resultados satisfatórios. Devemos primeiro procurar a homeostase do paciente, pois só assim teremos resultados de excelência. Se necessário, encaminhe a profissionais da área: endocrinologistas, nutricionistas, personal trainer, etc. AVALIAÇÃODO PACIENTE Fotos e vídeos são muito importantes, registre tudo o que você puder, do mesmo ângulo e luz, para poder comparar. Registre manchas, assimetrias, demais características pré- existentes. Termos de consentimento livre e esclarecido devem ser assinados antes do procedimento. Evoluir tudo no prontuário detalhadamente e pedir para o paciente assinar Em caso de procedimentos que necessitem massagens no pós-operatório, pedir para a secretaria/auxiliar, ou até mesmo o paciente, filmar e encaminhar via Whatsapp com as orientações escritas. O telefone do profissional deve estar sempre ligado. Intercorrências não tem a hora certa para acontecer. Porém ,quanto mais cedo conseguimos resolver, melhor seu desfecho. AVALIAÇÃO DO PACIENTE Referências Monteiro EO, Parada MOB. Preenchimentos faciais – parte um. Rev Bras Med. 2010 jul;67(Suppl 4):6-4 Attenello NH, Maas CS. Injectable fillers: review of material and properties. Facial Plast Surg. 2015;31:29-34. doi:10.1055/s-0035- 1544924. Avelar LE, Cazerta CE. The improvement of the skin quality with the use of PLLA. J Dermat Cosmetol. 2018;2(2):101-2. doi: 10.15406/jdc.2018.02.00052. BENEFÍCIOS E TÉCNICA ➢ Perda de colágeno e elastina. ➢ Diminuição da espessura e firmeza da pele. ➢ Rugas e desidratação. ➢ Queda de taxas hormonais. Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 24 ENVELHECIMENTO • Aplicação direta de ácido hialurônico (e demais compostos) na pele (in loco), objetivando a melhora de hidratação, firmeza, elasticidade e amenização de rugas estáticas (que não dependem do movimento) • O SB não pode ser considerado um bioestimulador de colágeno, pois seu mecanismo de ação não estimula os fibroblastos na sua produção. No entanto, esse tratamento vem provando cada vez mais que é sim possível uma produção de colágeno aumentada após sua aplicação, embora isso não possa ser prometido. Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 25 SKINBOOSTER • Indicado para peles maduras e jovens. • Realiza de fato o que os cremes de aplicação tópica prometem, porém com bem mais efetividade, uma vez que o grau de impermeabilidade da pele por vezes é um impedidor da passagem das substâncias para que atinjam seu objetivo. • Por ser injetável, atinge o nicho desejado com facilidade, promovendo resultados praticamente imediatos. Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 26 SKINBOOSTER • Hidratação e equilíbrio hídrico (peles de todos os tipos). • Melhora da elasticidade. • Atenuação de linhas e sulcos. • Rejuvenescimento “de dentro para fora”. • Em muitos casos, consegue estimular a produção de colágeno. • Melhora a flacidez. • Devolve o viço e melhora peles de textura irregular. • Auxiliar no tratamento de cicatrizes de acne. Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 27 SKINBOOSTER – BENEFÍCIOS • O produto é o Ácido Hialurônico de baixo peso molecular (sem reticulação alguma, por isso não preenche) ao qual são adicionadas outras substâncias também hidratantes. • Há uma imensa variedade de diferentes fórmulas de SB (Ex.: Restylane, Rennova, Victalab, PHD, Biometil). • Assepsia da pele com álcool 70. • Aplicação de anestésico tópico (cuidado com as mucosas!) por 30min. • Remoção completa do anestésico. Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 28 SKINBOOSTER -TÉCNICA E PRODUTO Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 29 SKINBOOSTER -TÉCNICA E PRODUTO • Aplicação de micro pápulas (bolhas) na derme (15 graus aproximadamente). • Atingir o máximo de áreas do rosto e pescoço, evitando uma aplicação abundante na região abaixo dos olhos. • São indicadas 3 sessões com intervalo de 30 dias. • Após 4 meses da última sessão, deve ser feita uma sessão de manutenção. • Repetir sempre de 6/6 meses. (PARA MARCAS COMERCIAIS DE SB, APLICAR UM POUCO MAIS PROFUNDAMENTE!) Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 30 • Sensibilidade local. • Hematoma. • Edema (não tão comum). • Pápulas persistentes (massagear). • Sensação de queimação. • Momento ideal para a aplicação de máscaras (Vitamina C, Resveratrol, Ácido Hialurônico...) ou até mascaras de tecido banhadas em agua termal gelada. • Associando drenagem e radiofrequência, teremos melhores resultados. Y.O.U - HARMONIZAÇÃO FACIAL 31 SKINBOOSTER – PÓS PROCEDIMENTO REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA “RUGAS EM RAIO DE SOL” SKINBOOSTER Conforme sabemos, com o envelhecimento, inicia-se, entre outros processos, o aparecimento de rugas. Um dos motivos da formação dessa ruga, que de certo modo é um tipo de cicatriz, é justamente a deficiência na hidratação dessa pele senil. A perda de determinados elementos (colágeno, elastina, reticulina) com o passar dos anos, favorece esse processo de formação de marcas, vincos, sulcos e rugas. Esse tipo de marca estará mais presente em pacientes que nunca tiveram o hábito de realizar tratamentos de cunho preventivo. SKINBOOSTER Daí também a importância das associações de tratamento. No caso dos Skinboosters, não teremos um efeito muito promissor se agirmos isoladamente. É essencial que o paciente realize o tratamento de skin care, assim como esteja com sua toxina em dia. Há pacientes resistentes à realização de outros procedimentos. Nada nos impede de trata-los. Porém, é essencial que estejam por nós avisados previamente da limitação desse tratamento, uma vez que sabemos do aumento da eficácia dos tratamentos com as associações. SKINBOOSTER RUGAS DINÂMICAS X RUGAS ESTÁTICAS Rugas dinâmicas – também são queixas frequentes no consultório. Tratam-se, porém, de situação muito mais tratável. São as dobras ou pregas que aparecem quando da movimentação dos músculos, somente durante seu movimento. Quando o paciente relaxa a musculatura, essa não representa uma marca ou cicatriz. Rugas estáticas – aqui sim temos uma condição mais complicada de tratar. As rugas estáticas são aquelas marcas que já estão presentes, mesmo quando o paciente relaxa sua musculatura. Ou seja, já são cicatrizes na pele. SKINBOOSTER Compreendidos os conceitos de ruga dinâmica e de ruga estática, podemos agora entender com mais clareza o porquê da importância das associações em seu tratamento. Enquanto a toxina botulínica age como um importante preventivo, atuando nas rugas dinâmicas para que essas não se tornem estáticas, o skinbooster vai nos auxiliar no tratamento das rugas estáticas, quando associado àquela droga. Ainda como tratamento preventivo, o skinbooster também é bastante eficaz, quando atuante juntamente com a TB em pacientes jovens. SKINBOOSTER Tal ação se deve ao fato de o Skinbooster ser um potente hidratante e atuar “in loco”, ou seja, no alvo desejado. Sendo a falta de hidratação um fator contribuinte para a aceleração do envelhecimento da pele, o Skinbooster pode atuar como um tratamento antienvelhecimento, essencialmente quando associado à TB. SKINBOOSTER Nesse contexto formação de rugas por desidratação, uma queixa frequente no consultório são as rugas em “raio de sol”. O público masculino costuma apresentar mais frequentemente tal queixa. Rugas em disposição radial, a partir da lateral dos olhos SKINBOOSTER Aplicação com agulha - Assepsia da pele com clorexidina a 2% e gaze. - Aplicação do anestésico tópico (Pliaglis, Dermomax). - Remoção cautelosa do anestésico. - Demarcação com caneta dermográfica, dos pontos de aplicação (ou da área total). - Com agulha de 30G, em inclinação de 10 graus (supeperficial) aplicar pequena quantidade (aproximadamente0,05ml) por ponto, observando a formação de uma pequena pápula por ponto (napagem). - Massagem para espalhar o material. SKINBOOSTER Aplicação com cânula - Assepsia da pele com clorexidina a 2% e gaze. - Aplicação do anestésico tópico (Pliaglis, Dermomax). - Remoção cautelosa do anestésico. - Demarcação com caneta dermográfica, dos traços de retroinjeção. - Botão anestésico no local do pertuito (ponto amarelo). - Inserção da cânula 22G acoplada à seringa contendo skinbooster. - Retroinjeção de 0.05 a 0.1ml por traço. - Massagem. SKINBOOSTER Podemos então considerar o skinbooster, alternativa ao tratamento de “rugas em raio de sol”, principalmente nas seguintes situações: - pacientes sem poder aquisitivo para realizar tratamentos mais caros, como bioestimulador (podendo associa-lo ao microagulhamento e peelings, por exemplo) - como associação à TB e aos próprios bioestimuladores, objetivando “atacar” o problema por diferentes prismas - tratamento inicial dessas rugas, em pacientes nunca antes tratados, visto que seu resultado funcionará como um “gatilho” para outros tratamentos. REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA QUEIXO CELULÍTICO SKINBOOSTER Ultimamente tem sido comum a queixa das “rugas do queixo”, pelos pacientes, no consultório. Trata-se do queixo (ou mento) celulítico. Essa característica costuma surgir em idade mais avançada e se deve a utilização excessiva da musculatura da região mentual. Essencialmente pelo músculo de mesmo nome. Assim como para muitos outros tipos de problemas, para tratar o queixo celulítico, iremos necessitar associações de tratamentos. Especificamente nesse caso, devemos lançar mão da toxina botulínica prévia, pois é essencial frear a hipercinese dessa musculatura. . SKINBOOSTER Queixo celulítico - depressões na pele da região do mento, trazendo um aspecto semelhante ao de “casca de laranja”. Queixo Celulítico – protocolo de aplicação de toxina botulínica, prévia ao skinbooster. (14 dias) Agulha profunda - 90°; Traçar uma linha média na face - 1 cm distal da linha injetar 5 - 7U em cada ponto - É um músculo bem forte. SKINBOOSTER Podemos sugerir o skinbooster como adjuvante no tratamento de qualquer tipo de cicatriz. Porém, é importante sabermos sua limitação, diante de cicatrizes atróficas mais profundas ou de cicatrizes hipertróficas ou distróficas, onde sua ação será limitada. Exemplo napagem SKINBOOSTER Exemplo retroinjeções Para qualquer dos casos, a técnica consiste em injetar o produto, por meio de cânula (retroinjeções) ou agulha (napagem/pápula) por toda a área marcada pelas cicatrizes. Uma boa proposta de associação são os fios lisos de PDO e o microagulhamento. Pode-se ainda realizar o debridamento da pele na região. REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA RUGAS DO PESCOÇO SKINBOOSTER Conforme sabemos, com o envelhecimento, inicia-se, entre outros processos, o aparecimento de rugas. Um dos motivos da formação das rugas de pescoço, é justamente a perda da densidade da pele, pela perda de colágeno, principalmente. A perda de determinados elementos (colágeno, elastina, reticulina) com o passar dos anos, favorece esse processo de formação de marcas, vincos, sulcos e rugas. Esse tipo de marca estará mais presente em pacientes que nunca tiveram o hábito de realizar tratamentos de cunho preventivo. SKINBOOSTER As rugas do pescoço podem surgir em forma de um colar, como na figura ao lado, sendo provenientes da repetição do movimento de abaixar a cabeça, com o passar dos anos, podendo ser prevenidas com aplicação de toxina botulínica e atenuadas com skinbooster, entre outros tratamentos. SKINBOOSTER As rugas do pescoço também são comuns em disposição vertical, originadas principalmente pela flacidez que está diretamente relacionada ao envelhecimento. Para esse tipo de rugas, o tratamento de primeira eleição são os bioestimuladores. O skinbooster pode também ser um aliado valioso nesses casos. SKINBOOSTER Conforme anteriormente dito, os skinboosters não costumam ser utilizados isoladamente, não sendo portanto uma opção para o tratamento das rugas de pescoço, se utilizados sem associações. No caso do pescoço, é aconselhável trabalharmos com o relaxamento da musculatura do platisma com toxina botulínica, pois este é um músculo depressor e colabora de maneira importante para as ptoses faciais. Aplicação de toxina no Platisma Agulha superficial (10° intradérmica) - diretamente na banda platismal; Na banda medial a agulha é direcionada para fora. Nas bandas laterais a agulha é direcionada para dentro; Os pontos variam de acordo com o comprimento da banda platismal: marque a inserção do músculo no corpo da mandíbula e pince a banda com o polegar e o indicador. A injeção deve ser superficial e horizontal diretamente na banda; Injetar de 0,5 - 2 U por ponto. SKINBOOSTER O skinbooster, por se tratar de um potente hidratante da pele, nos casos de rugas em colar, deve ser utilizado no fundo da ruga, ou seja, na “cicatriz” propriamente dita, que funciona como uma aderência. Por esse motivo, quando utilizamos cânula para sua aplicação, teremos a grande vantagem de poder, no mesmo movimento, realizar o debridamento (ou descolamento) dessa pele aderida, antes de receber os agentes. É importante sempre alertar o paciente sobre a possibilidade da ocorrência de hematomas nessa região. Principalmente quando fazemos debridamento, esses são bem comuns. SKINBOOSTER Napagem agulha Retroinjeção Cânula Vantagem do debridamento SKINBOOSTER REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA HIDRATAÇÃO LABIAL E RUGAS PERIORAIS SKINBOOSTER Quando falamos em tratamentos de hidratação e atenuação de rugas na região dos lábios e perioral, estamos falando de uma das melhores indicações do Skinbooster. Com o envelhecimento e perda de determinados componentes da pele, sabemos que ocorre a perda de volume labial e o aparecimento de vincos. Assim como os lábios vão assumindo um aspecto “murcho” com o passar dos anos, o arredor dos lábios (essencialmente a região conhecida como “código de barras”) também passa a apresentar um enrugamento que por vezes desagrada os pacientes. SKINBOOSTER Mesmo um pacienteque possua um bom volume labial, com o passar dos anos acaba por ter esse volume reduzido e essa característica, sem dúvidas, envelhece toda a face. Costumo dizer sempre que o preenchimento labial é dos procedimentos que mais rejuvenescem, justo por isso. Lábios finos ou “murchos” são características ligadas ao envelhecimento e, portanto, quando presentes, remetem a ele. Sabemos porém, que o público mais velho (justamente esse que mais necessita de recuperação do volume labial) costuma apresentar resistência à ideia de preencher os lábios, por medo de exageros, desconhecendo a realidade do rendimento do material. SKINBOOSTER Em meio a esse cenário, o Skinbooster é uma alternativa excelente. É sabido que uma só aplicação, principalmente em paciente maduros, não trará efeitos impactantes. Porém, um protocolo com 3 aplicações (1/mês) mais uma manutenção semestral, já irá promover uma boa hidratação e atenuação das rugas labiais, restaurante certo volume inclusive. O excelente custo/benefício do Skinbooster também nos ajuda bastante na hora de propô-lo como tratamento no consultório, pois é mais econômico quando comparado ao ácido hialurônico preenchedor, e, por se tratar de um hidratante, sua volumização sutil se dá por hidratação e não por preenchimento, deixando o paciente mais seguro em relação ao resultado. SKINBOOSTER Muitas vezes o Skinbooster em lábios funciona ainda como “porta de entrada” para o preenchimento labial. Sua aplicação em lábios (como quase tudo nessa região) acarreta edema e o paciente acaba por perceber que o lábio levemente volumizado traz um aspecto de melhoramento da face e não exagero. Uma outra indicação do Skinbooster em lábios é a sua utilização como mantenedor do preenchimento. É claro que, por não ser um preenchedor, sua utilização como tal é limitada. Porém, utiliza-lo em pacientes com lábios preenchidos, aumenta a hidratação já promovida pelo preenchedor no local e, consequentemente, preserva o ácido hialurônico do preenchedor. SKINBOOSTER código de barras Vincos labiais Para o tratamento hidratante da região com Skinbooster, tanto do código de barras quanto dos lábios em si, costumo proceder com o bloqueio dos nervos infraorbital e mentoniano, para promover maior contorno ao paciente, pois trata-se de um procedimento relativamente doloroso. SKINBOOSTER 1 2 1 – Foramen/nervo infraorbital. 2 – Foramen/nervo mentoniano. SKINBOOSTER Bloqueio Anestésico do nervo Infraorbital Técnica intra-oral – aplicar anestésico tópico na região a ser infiltrada. Deixar agir por 2min. Infiltrar a agulha com bisel voltado para o osso na altura do limite distal dos caninos superiores, verticalmente para cima, visando o foramen infra-orbital e infiltrando 2/3 da agulha gengival curta ou metade da agulha gengival longa. Média 1/2 tubete anestésico para cada lado. O foramen está localizado aproximadamente 1cm abaixo da borda do limite inferior da órbita. Sendo assim, podemos também realizar o bloqueio através de infiltração extra-oral. SKINBOOSTER Bloqueio anestésico do Nervo Infraorbital Técnica extraoral – localizar o foramen infraorbital e, com agulha 30G de 4mm, utilizando anestésico sem vasoconstritor para um injeção mais superficial, ou com vasoconstritor (minha preferência) para mais profunda, infiltrar 1ml de solução anestésica por lado. Foto!! SKINBOOSTER Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica intraoral – aplicar anestésico tópico na região a ser infiltrada, com cotonete ou algodão. Deixar agir por 2min. Infiltrar a agulha com o bisel voltado para o osso, na região entre os prés-molares inferiores, verticalmente para baixo, infiltrando no máximo 1cm da agulha. Injetar o conteúdo de 1 tubete por lado. SKINBOOSTER Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica extraoral - com agulha de 8 a 12 mm. Tomar por referência uma linha que desce verticalmente para baixo entre as coroas dos PMI. Palpando externamente, o foramen mentoniano é facilmente localizado. Ao utilizar anestésico com vasoconstritor em pele, lembrar sempre de injetar mais profundamente, fugindo das camadas superficiais da pele e de uma possível necrose. Referência da região entre prés-molares inferiores SKINBOOSTER Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica extra oral Ponto de entrada da agulha Técninca extra oral Foramen mentoniano SKINBOOSTER Aplicação em “código de barras” em napagem A ideia é distribuir o produto por toda a região, porém, dando ênfase às aderências das rugas (fundo da ruga), pois esta região é a que mais sofre com a desidratação. Podemos ainda realizar retroinjeções no fundo da ruga, com agulha. SKINBOOSTER Aplicação em “código de barras” em cânula (retroinjeção) A ideia é distribuir o produto por toda a região. A vantagem no caso da cânula, será conseguir debridar as rugas da região. Alertar o paciente sobre a possibilidade de hematomas (muito comum nessa área). SKINBOOSTER Napagem Agulha Pápulas Retroinjeção Cânula Massaear em direção às comissuras . .pertuito pertuito . REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Nós, profissionais da estética, sabemos o quanto é comum a queixa do bigode chinês no consultório. Com o advento do ácido hialurônico como preenchedor, este foi por muito tempo “tratado” através de seu preenchimento. Contudo, com o avanço dos estudos sobre envelhecimento e da tecnologia dos tratamentos, hoje temos ciência de que preencher o bigode chinês não pode ser considerado um tratamento, pois este “sulco” ou “vinco” trata-se de consequência da ptose facial (processo que é fruto do próprio envelhecimento). Com o envelhecimento e perda de determinados componentes da pele, sabemos que ocorre perda de volume das bochechas, ptose e o aparecimento de vincos. Esvaziamento e achatamento Formação do sulco nasolabial TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Diante desse cenário, temos hoje como tratamentos ideais para essa queixa os bioestimuladores (que visam a devolução de colágeno à pele, trazendo firmeza, minimizando a perda tecidual e promovendo efeito lifting), os fios de PDO (bioestimulador sólido) e a reestruturação do terço médio através de preenchimentos nessa região, após o resultado dos tratamentos bioestimuladores. Nesse contexto o skinbooster entra como adjuvante, tendo em vista seu potencial de amenizar rugas superficiais, ainda que não possa ser considerado um tratamento altamente eficaz se não considerarmos associações. Podemos considerar ainda os peelings, o microagulhamento e outras intradermoterapias. TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Para o tratamento hidratante da região de bigode chinês com skinbooster, costumo proceder com o bloqueio dos nervos infraorbitais, bilateralmente, para promover maior conforto ao paciente, pois trata-se de um procedimento relativamente doloroso. TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” 1 2 1 – Foramen/nervo infraorbital 2 – Foramen/nervo mentoniano TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Bloqueio Anestésico do nervo Infraorbital Técnica intra-oral – aplicar anestésico tópico na região a ser infiltrada. Deixar agir por 2min. Infiltrar a agulha com bisel voltado para o osso na altura do limite distal dos caninos superiores, verticalmente para cima, visando o foramen infra-orbital e infiltrando 2/3 daagulha gengival curta ou metade da agulha gengival longa. Média 1/2 tubete anestésico para cada lado. O foramen está localizado aproximadamente 1cm abaixo da borda do limite inferior da órbita. Sendo assim, podemos também realizar o bloqueio através de infiltração extra-oral. TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Bloqueio anestésico do Nervo Infraorbital Técnica extraoral – localizar o foramen infraorbital e, com agulha 30G de 4mm, utilizando anestésico sem vasoconstritor para um injeção mais superficial, ou com vasoconstritor (minha preferência) para mais profunda, infiltrar 1ml de solução anestésica por lado. Foto!! TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica intraoral – aplicar anestésico tópico na região a ser infiltrada, com cotonete ou algodão. Deixar agir por 2min. Infiltrar a agulha com o bisel voltado para o osso, na região entre os prés-molares inferiores, verticalmente para baixo, infiltrando no máximo 1cm da agulha. Injetar o conteúdo de 1 tubete por lado. TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica extraoral - com agulha de 8 a 12 mm. Tomar por referência uma linha que desce verticalmente para baixo entre as coroas dos PMI. Palpando externamente, o foramen mentoniano é facilmente localizado. Ao utilizar anestésico com vasoconstritor em pele, lembrar sempre de injetar mais profundamente, fugindo das camadas superficiais da pele e de uma possível necrose. Referência da região entre prés-molares inferiores TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica extra oral Ponto de entrada da agulha Técninca extra oral Foramen mentoniano TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” Aplicação em cânula 22GAplicação em agulha napagem/pápulas TRATAMENTO DO “BIGODE CHINÊS” REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA RUGAS DA REGIÃO FRONTAL SKINBOOSTER Retomando um pouco a classificação das rugas quanto ao movimento muscular, falaremos agora do Skinbooster como alternativa de tratamento para rugas estáticas na região frontal. É importante sempre lembrarmos que a toxina botulínica obrigatoriamente tem de ser feita para evitar a piora das rugas estáticas, muito embora sua atuação se dê sobre as rugas dinâmicas. O processo é o seguinte: com a repetição das expressões (no caso do frontal surpresa, susto, elevação das sobrancelhas...), as rugas dinâmicas (de movimento) tornam-se estáticas com o tempo, pois a perda de elementos da pele e sua consequente desidratação, promovem a “quebra” da mesma, gerando a “cicatriz” que chamamos de ruga. Sendo assim, agora, mesmo sem estar executando qualquer movimento (expressão), a ruga estará presente (ruga estática). SKINBOOSTER Ruga dinâmica Aparece durante o movimento. É visível inclusive na infância. Tratada com TB (prevenção de ruga estática). Ruga estática Permanece em repouso. Surge com o passar dos anos. Tratada com skinbooster,fios de PDO... Necessita da TB prévia para viabilizar o tratamento. SKINBOOSTER Sendo assim, em se tratando de ruga da região frontal, uma boa opção de tratamento será: toxina botulínica + skinbooster, preferencialmente com a aplicação da toxina pelo menos 15 dias antes do skin. Associação também interessante nessa região, serão os fios lisos de PDO, que promovem a neocolagênese e consequente atenuação das rugas. Assim como na maioria das demais regiões, a aplicação te o objetivo de “espalhar” o produto por toda a área, hidratando a mesma. Porém, no caso da aplicação com agulhas, iremos das preferência ao “fundo da ruga”, ou seja, a cicatriz ou marca propriamente dita. SKINBOOSTER Na foto 1 vemos rugas estáticas já bem marcadas, de fácil identificação. Nessas situações, optamos por aplicar o Skinbooster em pápulas, no fundo da marca (ruga), conforme a imagem da foto 2, nos pontos em azul. Os demais pontos em amarelo, embora não se tratem de rugas, objetivam a distribuição do produto para a hidratação de toda a região. Foto 1 Foto 2 Aplicação na região frontal por napagem SKINBOOSTER No caso da aplicação com cânula, objetivaremos a distribuição do produto por toda a área a ser tratada e o debridamento das rugas mais profundas, utilizando a própria cânula, antes das retroinjeções e leque. Serão necessários pelo menos dois pertuitos para cobrir toda a área. Aplicação na região frontal por retroinjeção com cânula SKINBOOSTER Conforme anteriormente dito, os Skinboosters não costumam ser utilizados isoladamente, não sendo portanto uma opção para o tratamento das rugas do frontal, se utilizados sem associações. No caso do frontal, é aconselhável trabalharmos com o relaxamento da musculatura desse músculo com toxina botulínica, pois este é um músculo que, quando ativo, em movimento, gera as rugas. Quando diante de vincos muito profundos, outra alternativa de tratamento, além dos fios de PDO, é o Hidrolifting, que consiste de um combinado de bioestimulador e preenchedor. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA HIDRATAÇÃO DA REGIÃO ORBICULAR DOS OLHOS SKINBOOSTER Quando falo em tratamentos com Skinbooster, costumo dizer que ele é permitido em todas as regiões, com uma única exceção: a região abaixo dos olhos. Não é o caso de afirmarmos que ele não deve ser utilizado ali, mas sim, de frisarmos que ele deve ser aplicado com cautela. Lembremos que o Skinbooster possui em sua fórmula o nosso famoso ácido hialurônico, potente hidratante. Porém, a capacidade de hidrofilia do A.H. é enorme. Sendo assim, se “pesarmos a mão” na região abaixo dos olhos, podemos gerar bolsas indesejáveis. Claro que não permanentes, mas com certeza bem incômodas para o paciente. SKINBOOSTER Dentro do círculo azul, temos a região dos “pés de galinha”, onde o skinbooster pode ser aplicado sem qualquer receio e inclusive está muito bem indicado. Já no círculo vermelho, temos justamente a região sob os olhos. Aí sim devemos tomar muito cuidado, não aplicando o produto, ou aplicando-o em quantidades menores. SKINBOOSTER Assim como nos demais casos, quando falamos em rugas de expressão, novamente é bom lembrar da importância da aplicação de toxina botulínica prévia, para obtenção de melhores resultados. Além disso, os fios de PDO (parafusos ou lisos) também podem ajudar no tratamento essa região. É importante considerar associações sempre, pois essas promovem uma potencialização dos resultados! SKINBOOSTER Aplicação em napagem (pápulas) Em branco, aplicamos nem pápulas na região da ruga propriamente dita (sulco) Em amarelo, distribuição aleatória do produto na região, cuidando para não aplicar em excesso sob os olhos, evitando assim, a formação de bolsas. SKINBOOSTER Aplicação em retroinjeção (cânula) Em azul,as zonas de retroinjeção para a região dos pés de galinha. Para as zonas de risco (abaixo dos olhos), aplicamos somente em napagem, evitando excesso de material. REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA TRATAMENTO DAS MÃOS SKINBOOSTER Na região das mãos, o Skinbooster visa basicamente um melhoramento no sentido do rejuvenescimento da região. Trata-se de alternativa viável com bom custo benefício. Porém, tal qual nas demais regiões, deve ser criado o hábito de realizar o tratamento com frequência e com associações (peelings, bioestimuladores, etc.). Funciona muito bem como preventivo do envelhecimento em pacientes jovens. SKINBOOSTER Nessa região optaremos sempre por aplicação com cânulas (22G), pois a utilização de agulhas é bem desconfortável e não tão prática. REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA TRATAMENTO DO COLO SKINBOOSTER Na região do colo são comuns as rugas de sono. Ou seja, rugas formadas pelo ato de comprimir a região ao dormir, quando se dorme de lado. A exposição excessiva aos raios solares também é causa comum de rugas e manchas que levam a queixas estéticas nessa região. SKINBOOSTER RetroinjeçõesPápulas REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. SKINBOOSTER PARA CICATRIZ DE ACNE SKINBOOSTER Queixa muito frequente no consultório, a cicatriz de acne, independente de qual tipo, é sempre um desafio ao profissional da estética. Assim como para muitos outros tipos de problemas, para tratar a cicatriz de acne, é muito provável necessitarmos associações de tratamentos, ficando quase impossível um bom resultado lançando mão de somente uma técnica. Sendo assim é importante compreender a limitação do Skinbooster como tratamento desse tipo de cicatriz, assim como saber identificar quais os tipos de marca poderão ser beneficiados por esse tratamento em associação a outros. SKINBOOSTER De acordo com o tipo de lesão que se forma, podemos classificar a acne em 4 tipos ou graus: Grau I – apenas comedões. Grau II – pápulas. Grau III – pústulas. Grau IV – nódulos e cistos. É muito mais comum a formação de cicatrizes nas acnes de graus III e IV. Muito embora também seja possível sua formação no grau II. Ocorre mais quando há o hábito de “espremer” as espinhas. Esse ato causa a piora do quadro inflamatório, aumentando a chance de formar cicatrizes. e evitando que a ferida se regenere corretamente. SKINBOOSTER Podemos dividir as cicatrizes de acne, quanto a seu aspecto, em três tipos: hipertróficas, distróficas e atróficas.ita Cicatriz hipertrófica – é caracterizada pela formação de uma elevação na pele, na região onde houve a lesão inflamatória. É considerada de difícil tratamento. SKINBOOSTER Cicatriz distrófica - cicatrizes de limites irregulares, às vezes com forma estrelada, fundo branco e atrófico. Podem apresentar nódulos fibróticos com retenção de material sebáceo e purulento.. SKINBOOSTER Cicatrizes atróficas - são depressões na pele onde há as cicatrizes. Se dividem em dois tipos: distensíveis e não distensíveis. Nas distensíveis se observa intensa melhora com seu quase desaparecimento quando se estica a pele e nas não distensíveis, essa melhora não é observada. Por sua vez, as cicatrizes distensíveis podem ser retráteis (quando distendidas, têm moderada fibrose) ou não retráteis (sem fibrose). SKINBOOSTER Podemos sugerir o skinbooster como adjuvante no tratamento de qualquer tipo de cicatriz. Porém, é importante sabermos sua limitação, diante de cicatrizes atróficas mais profundas ou de cicatrizes hipertróficas ou distróficas, onde sua ação será limitada. Para qualquer dos casos, a técnica consiste em injetar o produto, por meio de cânula (retroinjeções) ou agulha (napagem/pápula) por toda a área marcada pelas cicatrizes. Uma boa proposta de associação são os fios lisos de PDO e o microagulhamento. Exemplo napagem SKINBOOSTER Retroinjeções em cânula REFERÊNCIAS 1. Koblenzer CS. Clin Dermatol 1996;14(2):171–7.; Matsubara et al. Skin Res Technol 2012;18(1):29–35.; Finn CJ et al. Dermatol Surg 2003;29(5):450–455. 2.Williams S et al. J Cosmet Dermatol 2009;8(3):216–25. 3.Turlier V et al. J Dermatol Sci 2013;69:187–94.; Wang F et al. Arch Dermatol 2007;143:155–63.; Distante F et al. Dermatol Surg 2009;35(S1):389–93.; Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 4.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. 5.Gubanova EI et al. Aesthetic Med 2010;1:94-98. 6.Gubanova EI et al. J Drugs Dermatol 2015;14(3):288–98. DIFERENTES APRESENTAÇÕES SKINBOOSTER Conhecidos como skinboosters, na verdade esses compostos tratam-se de mesclas com diferentes composições, tendo em comum a presença do ácido hialurônico em sua forma. Em geral, nas marcas comerciais, sua apresentação vem pronta para aplicação em seringa semelhante às seringas dos preenchedores. No caso dos laboratórios de injetáveis estéreis, costumam vir compostos separados para mesclagem na hora da aplicação. Não é recomendável guardar produto para aplicação futura. SKINBOOSTER Quando nosso planejamento incluir a utilização de produto para mais de um paciente, oriundo de um mesmo frasco, devemos estar atentos à manutenção da esterilidade do material e sua conservação em ambiente ventilado, à temperatura ambiente. SKINBOOSTER Apresentações comerciais SKINBOOSTER Laboratórios manipulação de injetáveis Phd Biometil Victalab REFERÊNCIA Machado, D. C. P. (2022). Tratamento estético skinbooster. Journal of Multidisciplinary Dentistry, 10(3), 144–7. https://doi.org/10.46875/jmd.v10i3.540