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MEDIDAS E 
AVALIAÇÃO NA 
EDUCAÇÃO FÍSICA
Ana Paula Maurilia dos Santos
Avaliação física para o idoso
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Relacionar o processo biológico de envelhecimento com o exercício 
físico.
  Descrever formas de avaliação da funcionalidade em idosos.
  Desenvolver formas de avaliação da aptidão física em idosos.
Introdução
O envelhecimento é considerado um problema de saúde pública, já 
que é impossível evitar o deteriorar de capacidades físicas como força, 
resistência, equilíbrio, flexibilidade, agilidade. No entanto, com a prática 
regular de exercícios físicos, conseguimos atenuar e, em parte, reverter os 
problemas de limitação física ocasionados durante esse processo natural. 
As políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo estão focadas 
na prevenção e no tratamento das morbidades que atingem os idosos, 
e o exercício físico parece exercer papel fundamental nesse processo, 
promovendo maior autonomia e independência nessa fase da vida.
A literatura da área do envelhecimento tem se dedicado a descrever 
diferentes protocolos para a avaliação da capacidade funcional e da 
aptidã o fí sica do idoso, considerando a sua importância para a elaboração 
de programas de exercícios físicos que promovam a saúde e a qualidade 
de vida dos idosos. 
Com o intuito de proporcionar conhecimento acerca dos procedi-
mentos e administração dos protocolos de testes válidos existentes, 
neste capítulo, você conhecerá as baterias de testes de aptidão física e 
capacidade funcional, que estão diretamente relacionadas às atividades 
de vida diária, autonomia e independência dos idosos. 
Exercício físico e envelhecimento
A população idosa vem crescendo substancialmente nos últimos anos, e a 
expectativa de vida têm aumentado, no Brasil, para em torno dos 75 anos 
(AGÊNCIA..., 2017). Nesse contexto, os profi ssionais da saúde têm dedicado 
atenção especial a essa população, no sentido de acompanhar a longevidade 
e proporcionar uma melhor qualidade de vida. 
Carvalho (2016) considera que, para que haja um envelhecimento de 
boa qualidade, impõe-se uma sistemática estratégia de prevenção e trata-
mento (reabilitação) das doenças crônico-degenerativas a ser desenvolvida 
principalmente por meio da adoção de um conjunto de hábitos saudáveis 
de vida, que têm no exercício físico um aspecto fundamental. Isso porque 
os níveis atividade física parecem estar correlacionados com a atenuação 
do processo de declínio cognitivo e com melhores índices de qualidade de 
vida em idosos, principalmente naqueles com doenças crônicas (CASTRO 
et al., 2017).
Uma das mudanças mais marcantes observáveis durante todo o processo 
de envelhecimento é o declínio da capacidade de movimento. Desse modo, o 
acompanhamento dos padrões de movimento em idosos é fundamental. De 
acordo com Rosa Neto, Liposcki e Teixeira (2000, documento on-line):
[...] a deterioração dos parâmetros físicos, como força muscular, resistência 
muscular, equilíbrio, flexibilidade, agilidade e coordenação, leva à limita-
ção funcional que ocasionará dependência física, ou seja, se os parâmetros 
físicos declinarem abaixo do nível requerido para a realização das atividades 
da vida diária, como cuidados pessoais básicos (como vestir-se, banhar-se, 
levantar-se da cama e sentar-se em uma cadeira, utilizar o banheiro, comer e 
caminhar), isso resultará em dependência funcional, influenciando na qua-
lidade de vida do idoso. 
Por esse motivo, a determinação da aptidão física e funcional dos idoso deve 
ser priorizada na elaboração de programas de intervenção. Hunter, McCarthy 
e Bamman (2004) ilustram os fatores negativos gerados pela inatividade física 
no processo de envelhecimento, com ênfase nos efeitos deletérios da sarcopenia 
(perda da força e da massa muscular), um dos principais declínios físicos 
verificados em idosos, que tem sido bastante documentado pela literatura 
como um grande problema de saúde pública nessa população. 
Avaliação física para o idoso2
Figura 1. Efeitos deletérios da sarcopenia.
Fonte: Adaptada de Hunter, McCarthy e Bamman (2004).
De maneira geral, podemos verificar que a sarcopenia estabelece seus 
sintomas principalmente em indivíduos insuficientemente ativos, mas também 
é vista em sujeitos que são suficientemente ativos ao longo de suas vidas e, com 
isso, comprova que se trata de um fator pertinente à saúde pública (PICOLI; 
FIGUEIREDO; PATRIZZI, 2011).
Além de seu papel na progressão da doença, a perda de força e o descen-
tramento neuromuscular geral que acompanham a sarcopenia diminuem a 
capacidade de realizar tarefas de vida diária. A diminuição da força e da po-
tência do músculo parece estar relacionada à perda da autonomia, ao bem-estar 
e à qualidade de vida dos idosos (ASSUMPÇÃO; SOUZA; URTADO, 2008). 
Tanto a qualidade de vida quanto a probabilidade de declínios no estado de 
saúde são influenciados com o aumento da idade (HUNTER; MCCARTHY; 
BAMMAN, 2004). Para os mesmos autores, a redução da massa magra com 
o envelhecimento está associada a:
  diminuição do gasto energético de repouso e da oxidação da gordura 
corporal;
  aumento da adiposidade e distribuição de gordura visceral em idosos, 
com risco elevado de desenvolver dislipidemia, resistência a insulina 
e doença cardiovascular; 
  desenvolvimento de osteopenia e possível progressão para osteoporose 
em função da sarcopenia.
3Avaliação física para o idoso
Idosos insuficientemente ativos têm também menor massa muscular e 
maior prevalência de incapacidade física (PICOLI; FIGUEIREDO; PATRIZZI, 
2011). Os mesmos autores destacam diversos estudos demonstrando que o 
treinamento de força pode minimizar ou retardar o processo de sarcopenia 
para obter significantes respostas neuromusculares (hipertrofia muscular e 
força muscular) por meio do aumento da capacidade contrátil dos músculos 
esqueléticos. 
De maneira global, Carvalho (2016, p. 109), ao abordar a temática do 
exercício versus envelhecimento, destaca que “o exercício físico se constitui 
em potente fator de proteção, contribuindo para evitar o surgimento das 
principais doenças crônico-degenerativas”, e é, ainda, um potente fator de 
promoção de saúde, imprescindível para um envelhecimento plenamente 
saudável quando aliado a um estilo de vida também saudável. O mesmo autor 
cita que as principais condições combatidas pela prática regular de exercícios 
físicos são: doença aterosclerótica coronária, hipertensão arterial sistêmica, 
acidente vascular encefálico, doença vascular periférica, obesidade, diabetes 
melito tipo 2, osteoporose e osteoartrose, câncer de cólon, mama, próstata e 
pulmão, além de ansiedade e depressão. Além da ação efetiva na prevenção 
primária das doenças crônico-degenerativas, existe uma efetiva ação tera-
pêutica advinda do exercício físico em relação a muitos desses males, sendo 
que o exercício físico, de fato, também contribui para o tratamento de todas 
as doenças crônicas não transmissíveis listadas.
Apesar de o envelhecimento ser um processo progressivo e inerente a todos nó s, a 
Organizaç ã o Mundial de Saú de preconiza um “envelhecimento ativo”, tendo como 
princípio “viver a idade madura com o má ximo de autonomia e independência”, de 
modo a obter o má ximo possí vel de capacidade funcional, para a realização das ativi-
dades de vida diá ria como vestir, comer, tomar banho sozinho e até mesmo caminhar 
pequenas distâ ncias de forma independente, bem como atividades instrumentais 
de vida diá ria que se referem à s atividades mais complexas do cotidiano, tais como: 
passear, fazer compras, limpar a casa, lavar roupa, dirigir, utilizar meios de transporte 
coletivo entre outros (DEL DUCA et al., 2011).
Avaliação física para o idoso4
Segundo Ramos (2009), quando o indivíduo envelhece, o indicador de 
saúde importante não é a presença ou não de doença, mas o grau de capacidade 
funcional do indivíduo. O autor descreve também que mesmo o envelhecersem doença envolve algum grau de perda funcional, compatível com declínio 
fisiológico dessa etapa da vida, expresso por uma diminuição do vigor, da 
força, da prontidão, da velocidade de reação, dentre outras funções. Além disso, 
[...] quando essa perda funcional é exacerbada, digamos por um fator genético 
ou de exposição ambiental, temos o advento de um quadro clínico de doença 
crônica, que, na maioria das vezes, é expressa pela insuficiência de um órgão 
ou sistema biológico que caracteriza a doença — por exemplo, insuficiên-
cia cardíaca, renal, respiratória (enfisema), pancreática (diabetes), cerebral 
(demência), óssea (osteoporose), visual, auditiva. Nesses casos, é o grau de 
perda da capacidade funcional que irá indicar quem terá um envelhecimen-
to saudável ou não, independente de quais as doenças crônicas envolvidas 
(RAMOS, 2009, p. 40).
Por esse motivo, conforme citado pelo autor, quaisquer que sejam as doen-
ças, são as perdas funcionais, sejam por limitações físicas ou mentais, que irão 
determinar o quadro de saúde pública. Por esse motivo, é o grau de capacidade 
funcional que permitirá identificar a população de risco para hospitalização, 
institucionalização e morte (RAMOS, 2009). Sendo assim, a utilização da 
capacidade funcional como indicador de saúde das populações de idosos é de 
extrema valia para o planejamento de políticas públicas voltadas aos idosos e, 
por esse motivo, eleva-se a importância da avaliação funcional.
Aliás, quando falamos em avaliação geriátrica, temos como itens primor-
diais a avaliação funcional das atividades de vida diária, da aptidão física e a 
avaliação antropométrica e nutricional. Essas avaliações apresentam carac-
terísticas particulares que as diferenciam dos demais grupos populacionais, 
exigindo dos profissionais envolvidos com a saúde um entendimento amplo 
sobre os principais protocolos existentes para o acompanhamento desse grupo 
etário (CARVALHO, 2016). Nesse contexto, apresentaremos, a seguir, como 
se dá a avaliação desses parâmetros em idosos. Justifica-se a importância da 
avaliação funcional de aptidão física e antropométrica, uma vez que é fun-
damental que todos os profissionais envolvidos com avaliação e intervenção 
em idosos possam diagnosticar e verificar com precisão o quão eficiente está 
sendo o programa de exercícios físicos aplicado. Além disso, é importante, 
também, fornecer aos idosos informações sobre os parâmetros da sua evolução 
por meio da participação do programa proposto.
5Avaliação física para o idoso
Avaliação funcional
Compreende-se por capacidade funcional o potencial apresentado pelo idoso 
para decidir e atuar em suas atividades cotidianas de forma independente 
(FIELDLER; PERES, 2008), enquanto a difi culdade ou a necessidade de 
ajuda para a realização dessas atividades diárias pode ser defi nida como 
incapacidade funcional. 
A incapacidade funcional é definida pela presença de dificuldade no de-
sempenho de certos gestos e atividades da vida cotidiana, ou mesmo pela 
impossibilidade de desempenhá-las. Seu diagnóstico consiste em um dos 
principais componentes a ser considerado na avaliação da função física 
saúde funcional do idoso, pois a incapacidade funcional é forte preditora 
de mortalidade nessa faixa etária, sendo associada a características como 
idade avançada, baixa escolaridade e inatividade física (DEL DUCA et 
al., 2011, p. 221).
A capacidade (ou incapacidade) funcional pode ser quantificada por escalas 
e índices. Esses instrumentos podem fornecer várias informações, uma vez que 
avaliam diferentes categorias de incapacidade funcional, podendo apresentar 
um caráter mais global, como as que abrangem a função física, a comunicação, 
a cognição, os aspectos psicossociais, ou aquelas que avaliam os déficits físicos 
e as atividades de vida diária (CARVALHO, 2016). Essas escalas possibilitam 
a pontuação das atividades que podem ser reavaliadas, dando ao profissional 
a condição de analisar a eficácia do programa de exercícios físicos. 
De acordo com Paixão Jr. e Reichenheim (2005), o estado funcional é a 
dimensã o-base para a avaliaç ã o física em idosos, que contempla a avaliação 
dos fatores físicos, psicoló gicos e sociais que afetam a saú de dos indivíduos 
mais idosos e frágeis. Os autores ainda colocam que os profissionais envolvi-
dos com a população geriátrica devem preocupar-se com a qualidade de vida 
dos idosos, realizando uma ampla avaliaç ã o funcional em busca de perdas 
possíveis dessas funções. 
De modo geral, a avaliação em saúde envolve as atividades de vida diá ria 
(AVDs), que são subdivididas em (DUARTE; ANDRADE; LEBRÃO, 2007): 
  atividades básicas de vida diária: relacionadas ao autocuidado, como 
alimentar-se, banhar-se, vestir-se, arrumar-se, mobilizar-se, manter 
controle sobre suas eliminações; 
  atividades instrumentais de vida diária: representam a capacidade do 
indiví duo de levar uma vida independente dentro da comunidade onde 
Avaliação física para o idoso6
vive e inclui a capacidade para preparar refeiç õ es, realizar compras, 
utilizar transporte, cuidar da casa, utilizar telefone, administrar as 
pró prias finanças, tomar seus medicamentos.
De modo específico, é inserida nesse contexto o que se denomina ava-
liação funcional, na qual “se busca verificar em que ní vel as doenç as ou 
agravos impedem o desempenho das atividades cotidianas dos idosos de forma 
autô noma e independente, ou seja, sem a necessidade de adaptaç õ es ou de 
auxí lio de outras pessoas, permitindo o desenvolvimento de um planejamento 
assistencial mais adequado” (DUARTE; ANDRADE; LEBRÃO, 2007, p. 318). 
Ao considerarmos, portanto, a avaliação funcional dos idosos, é importante a 
utilização de testes que apresentem boa produtividade e validade; desse modo, 
também é fundamental que o profissional conheça os protocolos existentes, 
para que possa ser medido exatamente aquilo que o teste propõe. 
Vários testes funcionais são descritos na literatura para a avaliação da 
mobilidade e do equilíbrio em idosos. O objetivo desses testes é verificar a 
capacidade dos idosos em desempenhar as atividades funcionais do cotidiano, 
bem como o risco de quedas. 
O Í ndice de Katz é um dos instrumentos mais utilizados para avaliar as 
atividades básicas de vida diá ria (ABVD) e foi idealizado por Sidney Katz 
(1963) para avaliar a capacidade funcional do indiví duo idoso. Além dele, 
destacam-se o Timed Up and Go (TUG) e o teste do apoio unipodá lico (MAR-
TINS; MAIA; PEREIRA, 2007). 
Índice de Katz (Index de Independência
nas Atividades de Vida Diá ria — Index of ADL)
Este índice objetiva avaliar o funcionamento físico de idosos com doença 
crônica e, a partir dele, vários outros instrumentos foram desenvolvidos. Katz 
e colaboradores demonstraram que a recuperação do desempenho funcional 
de seis atividades consideradas básicas da vida diária de idosos incapacitados 
era semelhante à sequência observada no processo de desenvolvimento da 
criança (APÓSTOLO, 2012). As atividades básicas são: banhar-se, vestir-se, 
ir ao banheiro, locomover-se, ser continente e alimentar-se. Segundo essa 
escala, os idosos são classifi cados como independentes se desenvolvem a 
atividade (qualquer uma das seis propostas) sem supervisã o, orientaç ã o ou 
qualquer tipo de auxí lio direto (DUARTE; ANDRADE; LEBRÃO, 2007). 
A dependência para cada uma das seis funções estabelecidas é previamente 
determinada conforme pode ser verifi cado no Quadro 1, a seguir.
7Avaliação física para o idoso
Fonte: Adaptado de Duarte, Andrade e Lebrão (2007).
Atividades 
Independência
(1 ponto)
Dependência
(0 pontos)
(Pontos 
(1 ou 0)
Sem supervisão, orientação, 
assistência pessoal
Com supervisão, orientação 
ou assistência pessoal 
ou cuidado integral
Banhar-se 
Pontos: ____
(1 ponto) Banha-se 
completamente ou necessita 
de auxí lio somente para lavar 
uma parte do corpo, como 
as costas, genitais ou uma 
extremidade incapacitada.
(0 pontos) Necessita de 
ajuda para banhar-se emmais de uma parte do corpo, 
entrar e sair do chuveiro 
ou banheira ou requer 
assistência total no banho.
Vestir-se 
Pontos: ____
(1 ponto) Pega as roupas 
do armá rio e veste as 
roupas í ntimas, externas e 
cintos. Pode receber ajuda 
para amarrar os sapatos.
(0 pontos) Necessita de ajuda 
para vestir-se ou necessita 
ser completamente vestido.
Ir ao banheiro 
Pontos: ____
(1 ponto) Dirige-se ao 
banheiro, entra e sai, arruma 
suas pró prias roupas, limpa 
a á rea genital sem ajuda.
(0 pontos) Necessita de ajuda 
para ir ao banheiro, limpar-se 
ou usa urinol ou comadre.
Transferê ncia 
Pontos: ____
(1 ponto) Senta-se/deita-se 
e levanta-se da cama 
ou cadeira sem ajuda. 
Equipamentos mecâ nicos 
de ajuda sã o aceitá veis.
(0 pontos) Necessita de 
ajuda para sentar-se/
deitar-se e levantar-se da 
cama ou da cadeira.
Continê ncia 
Pontos: ____
(1 ponto) Tem completo 
controle sobre suas 
eliminaç õ es (urinar 
e evacuar).
(0 pontos) É parcial ou 
totalmente incontinente 
do intestino ou da bexiga.
Alimentaç ã o 
Pontos: ____
(1 ponto) Leva a comida do 
prato à boca sem ajuda. A 
preparaç ã o da comida pode 
ser feita por outra pessoa.
(0 pontos) Necessita de 
ajuda parcial ou total com 
a alimentaç ã o ou requer 
alimentaç ã o parenteral.
Total de 
pontos = ____
6 = 
Independente
4 = Dependência 
moderada
2 ou menos = 
Muito dependente
Quadro 1. Í ndice de Katz
Avaliação física para o idoso8
Timed Up and Go (TUG)
É uma modifi cação do teste Get Up and Go, desenvolvido inicialmente para 
mensurar, de maneira qualitativa, o desempenho do indiví duo em levantar-se 
a partir de uma posição sentada, caminhar trê s metros e retornar à posiç ã o 
inicial (MARTINS; MAIA; PEREIRA, 2007). Uma cadeira padronizada com 
assento com altura igual a 45 cm e apoio de braç os com 63 cm é utilizada 
para a realização do teste.
O tempo que o indivíduo leva para desempenhar o teste está diretamente 
relacionado ao seu ní vel de mobilidade funcional. Quanto à sua classificação, 
destacam-se os níveis a seguir (MARTINS; MAIA; PEREIRA, 2007).
  Boa mobilidade: indivíduos independentes (sem comprometimento no 
equilí brio) que cumprem o teste em 10 segundos ou menos. Representa-
dos pelos idosos que saem sozinhos, sem acompanhamento ou recursos.
  Mobilidade anormal: indivíduos com independê ncia em transferê ncias 
bá sicas que cumprem em 20 segundos ou menos. Representados pelos 
idosos que necessitam de acompanhamento ou recursos durante o trajeto. 
  Dependente da mobilidade: indivíduos dependentes em muitas ati-
vidades da vida diária e na habilidade da mobilidade; necessitam de 
mais de 30 segundos para cumprir o teste. Representados por aqueles 
nã o podem sair sozinhos e necessitam de recurso para deambulaç ã o.
Apoio unipodá lico (One Leg Stance) 
É um teste de equilí brio está tico bastante simples e utilizado na prá tica clí nica 
com idosos. Apresenta alta confi abilidade e sensibilidade quando aplicado em 
idosos da comunidade, institucionalizados e hospitalizados. Utiliza instrumen-
tos simples e de baixo custo que permitem avaliar o risco de quedas em idosos, 
possibilitando medidas preventivas (MARTINS; MAIA; PEREIRA, 2007).
Também conhecido como Teste de Apoio Unipodal (TAU), avalia a condiç ã o 
de equilí brio está tico com apoio unipodal em duas condiç õ es, sendo a primeira 
com os olhos abertos e a segunda com os olhos fechados. Utiliza-se o teste para 
quantificar o equilí brio, embora representando um teste de medida indireta 
para indiví duos saudá veis. Durante o teste, o indiví duo deve equilibrar-se 
sobre o membro dominante com os olhos abertos e, posteriormente, com olhos 
fechados por, no má ximo, 30 segundos. O tempo que ele consegue ficar apoiado 
9Avaliação física para o idoso
somente em um dos pé s deve ser medido em trê s tentativas em cada situaç ã o 
(olhos abertos e fechados), considerando-se a melhor medida (FREITAS et 
al., 2013). O cronô metro é parado no primeiro contato com o solo. 
A classificação é feita da seguinte maneira: indiví duos que alcanç am um 
tempo entre 21 e 30 segundos são classificados com bom ní vel de equilí brio; 
já os que alcançarem um tempo menor que 21 segundos são classificados com 
alteraç ã o no ní vel de equilí brio. (GUSTAFSON et al., 2000). 
Escala de equilíbrio de Berg
Quando se fala de capacidade funcional, não podemos deixar de abordar a 
importância do equilíbrio. Dentre as escalas utilizadas para analisar o risco de 
quedas em idosos, destaca-se a Escala de Equilí brio de Berg (EEB), proposta 
por Katherine Berg (BERG et al., 1992). 
De acordo com Karuka, Silva e Naveca (2011), essa escala avalia o equilíbrio 
estático e dinâmico em 14 itens comuns à vida diária, conforme descrito no 
Quadro 2, a seguir. Cada item possui uma escala ordinal de cinco alternativas 
que variam de 0 a 4 pontos. As tarefas são qualificadas por meio da obser-
vação e de uma escala ordinal de 5 alternativas, variando de 0 a 4 pontos, 
sendo a pontuação máxima alcançada, portanto, 56. Se, por ventura, o tempo 
e a distância não forem alcançados ou o idoso necessitar de algum apoio na 
execução da tarefa ou de uma assistência, esses pontos devem ser subtraídos. 
“Os pontos são baseados na qualidade do desempenho do idoso nos testes, 
no tempo em que uma posição pode ser mantida, na distância que o membro 
superior é capaz de alcançar à frente do corpo e no tempo para completar a 
tarefa. Quanto maior a pontuação atingida pelo indivíduo, menor será o seu 
risco de queda” (KARUKA; SILVA; NAVECA, 2011, documento on-line). 
De modo geral, cada ponto a menos representa um risco maior de queda, por 
exemplo, um idoso que alcançou escores entre 56 e 54, cada ponto a menos é 
associado a um aumento de 3 a 4% no risco de quedas, caso tenha alcançado 
escores entre 54 e 46, apresenta de 6 a 8% chances de queda, e abaixo de 36 
pontos o risco de queda pode chegar a 100%. 
 De acordo com Carvalho (2016), a pontuação final é definida pelo tempo em 
que uma posição pode ser mantida, pela distância em que o membro superior 
é habilitado para alcançar a frente do corpo e pelo tempo para completar a 
tarefa. O mesmo autor salienta a importância de as tarefas serem demonstradas 
Avaliação física para o idoso10
ao indivíduo, alé m de orientações quanto a roupa e sapatos adequados para a 
realização, esclarecendo ao avaliado que a finalidade das tarefas é preservar 
o equilíbrio. 
Fonte: Adaptado de Miyamoto et al. (2004).
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11.
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13.
14.
Posição sentada para posição em pé.
Permanecer em pé sem apoio.
Permanecer sentado sem apoio nas costas, mas com 
os pés apoiados no chão ou num banquinho.
Posição em pé para posição sentada.
Transferências.
Permanecer em pé sem apoio com os olhos fechados.
Permanecer em pé sem apoio com os pés juntos.
Alcançar a frente com o braço estendido permanecendo em pé.
Pegar um objeto no chão a partir de uma posição em pé.
Virar-se e olhar para trás por cima dos ombros direito 
e esquerdo enquanto permanece em pé.
Girar 360 graus.
Posicionar os pés alternadamente no degrau ou 
banquinho enquanto permanece em pé sem apoio.
Permanecer em pé sem apoio com um pé a frente.
Permanecer em pé sobre uma perna.
Quadro 2. Escala de Equilíbrio de Berg
Quanto à sua classificação, Karuka, Silva e Naveca (2011) citam que dife-
rentes notas de corte são descritas na literatura para discriminar idosos com 
ou sem risco de queda; Berg et al., (1992) propõem 45 pontos. Desse modo:
  pontuações superiores a 45 indicam normalidade do equilíbrio;
  pontuações iguais ou inferiores a 45 apontam para o risco de quedas. 
Já Shumway-Cook e Woolacott (1997) classificam como: 
  entre 53–46 pontos, baixo a moderado risco para quedas; 
  46 pontos ou menos, alto risco para quedas.
11Avaliação física para o idoso
Pesquisas têm relatado manifestaç õ es motoras indesejá veis em decorrê ncia do uso 
inadequado de medicações e indicam uma associaç ã o entre o uso de medicamentos 
e um aumentode 6 vezes no risco de cair. Os principais medicamentos relacionados 
ao risco de queda são os psicotró picos, cardiovasculares, corticosteró ides e os anti-
-inflamató rios nã o hormonais (MARTINS; MAIA; PEREIRA, 2007).
Entre os medicamentos usados pelos idosos, estão relacionados à s quedas os benzo-
diazepínicos e os diuré ticos, sendo que, muitas vezes, os acidentes ocorrem porque essas 
drogas podem diminuir as funç õ es motoras, causar fraqueza muscular, fadiga, vertigem ou 
hipotensã o postural. Mais especificamente, podemos considerar que o aumento de quedas 
em usuários de benzodiazepínicos está relacionado a diminuição do efeito ansiolí tico, maior 
risco de tolerâ ncia, insô nia rebote e dependê ncia. Já quanto aos diuré ticos, justifica-se pela 
fadiga ou por distú rbio hidroeletrolí tico, que geram a depleç ã o de volume e hipocalcemia 
— consequentemente, hipotensã o ortostá tica e arritmias (TOMAZ et al., 2017).
Nesse contexto, podemos verificar que os métodos habituais de se realizar 
uma avaliação funcional estruturada consistem na observação direta, nos testes 
de desempenho, como também em questionários, sistematizados por meio 
de uma série de escalas que aferem os principais componentes da dimensão.
De acordo com Paixão Jr. e Reichenheim (2005), tais escalas compõem o que 
se tem denominado “instrumentos de avaliação funcional”. 
A seguir, abordaremos a avaliação da aptidão física, que é de extrema 
relevância principalmente na capacidade funcional dos idosos, já que bons 
níveis de aptidão física garantem a manutenção das capacidades necessárias 
para a realização das atividades de vida diária. 
Avaliação da aptidão física 
A aptidã o fí sica é defi nida como a capacidade fí sica necessária para executar 
as atividades de vida diária de forma segura e autônoma (RIKLI; JONES, 
1999), sendo diretamente relacionada à saúde e ao desempenho esportivo, 
podendo ser aprimorada por meio da prática de exercícios físicos regulares.
A aptidão física relacionada à saúde inclui: força, resistência aeróbia, resistência 
muscular localizada, fl exibilidade, composição corporal; já quando relacionada 
à performance esportiva, pode envolver variáveis como agilidade, velocidade 
e também valências motoras, como coordenação e equilíbrio, conforme pre-
conizadas por alguns autores (ROSA NETO, 2009). 
Avaliação física para o idoso12
O Senior Fitness Test (SFT), também conhecido como teste de aptidão física 
para o idoso ou bateria de Fullerton, é uma bateria bastante difundida e utilizada 
para a avaliaç ã o da aptidã o fí sica de idosos em diferentes países. A bateria de 
testes SFT mensura a aptidã o fí sica de idosos para realizar as atividades da vida 
diá ria e é composta por testes motores que estão associados à independência 
funcional e avaliam a forç a dos membros superiores e inferiores, flexibilidade 
dos membros superiores e inferiores, agilidade/equilí brio dinâ mico e resistê ncia 
aeró bia e composição corporal de acordo com a faixa etária. Veja, a seguir, como 
se dá a aplicação de cada um dos testes. Conforme preconizado por Rikli e Jones 
(2008), eleva-se a utilizaç ã o dessa bateria por apresentar validade à população 
idosa, ser de fá cil aplicaç ã o e de baixo custo operacional (RIKLI; JONES, 2008). 
Teste de força e resistência de membros inferiores 
Levantar e sentar na cadeira
  Material: cronômetro, cadeira com encosto (sem braç os), com altura do assento 
de aproximadamente 43 cm. Como segurança, apoiar a cadeira contra a parede, 
para evitar que se mova. 
  Procedimento: o participante deverá estar sentado no meio da cadeira, com 
as costas eretas, os pés afastados à largura dos ombros e totalmente apoiado 
no solo. Um dos pé s deve estar ligeiramente à frente em relação ao outro para 
a ajudar a manter o equilí brio. Braços cruzados em frente (e contra) o peito. Ao 
sinal de ‘‘início”, o participante eleva-se até a extensã o má xima (posiç ã o vertical) 
e regressa à posiç ã o inicial sentado. O participante é encorajado a completar 
o má ximo de repetiç õ es em um intervalo de tempo de 30 segundos. Pode ser 
chamada a atenção (verbal ou gestual) para correção do desempenho. 
  Ensaio: o movimento deve ser demonstrado pelo avaliador, e um dos ensaios 
pode ser efetuado pelo participante, buscando a execução correta. Logo, inicia-se 
o teste. 
  Anotação: deve ser anotado o número total de execuções corretas no tempo 
de 30 segundos. Se o participante estiver no meio da elevaç ã o no final dos 30 
segundos, deve contar como uma repetição.
Fonte: Rikli e Jones (1999).
13Avaliação física para o idoso
No Quadro 3, estão descritos os valores de referência para o teste de sentar 
e levantar.
Fonte: Adaptado de Mazo, Lopes e Benedetti (2009); Rikli e Jones (2008).
Idade 60–64 65–69 70–74 75–79 80–84 85–89 90–94
Feminino 12–17 11–16 10–15 10–15 9–14 8–13 4–11
Masculino 14–19 12–18 12–17 11–17 10–15 8–14 7–12
Quadro 3. Valores de referência sentar e levantar (número de repetições)
Teste de força e resistência de membros superiores
Flexão do cotovelo
  Material: cronômetro, cadeira com encosto (sem braç os) e halteres de mã o (2 kg 
para mulheres e 4 kg para homens). 
  Procedimento: o participante deverá estar sentado numa cadeira, com as costas 
eretas, os pés afastados à largura dos ombros, totalmente apoiado no solo e 
com o tronco totalmente encostado. Halteres na mão dominante. O teste tem 
início com o antebraç o em posiç ã o inferior, ao lado da cadeira, perpendicular ao 
solo. Ao sinal de “início”, o participante roda gradualmente a palma da mã o para 
cima, enquanto faz a flexã o do antebraç o no sentido completo do movimento, 
voltando à posiç ã o inicial de extensã o do antebraç o. Deve ser dada atenção 
especial ao controle da fase final da extensã o do antebraç o. O avaliador se 
posiciona lateralmente, junto ao participante, no lado do braço dominante, 
colocando os seus dedos no bíceps do participante, de modo a estabilizar a parte 
superior do braço e garantir que seja realizada a flexão completa (o antebraço 
do participante deve apertar os dedos do avaliador). A parte superior dos braços 
deve permanecer estática durante o teste, e deve-se evitar balanços com o 
antebraço. O participante é encorajado a completar o má ximo de repetiç õ es 
(movimentos controlados tanto na fase de flexão quanto de extensão) em um 
intervalo de tempo de 30 segundos. Instruções verbais podem ser dadas quando 
o movimento for realizado incorretamente. 
  Ensaio: o movimento deve ser demonstrado pelo avaliador, e logo deverão ser 
realizadas uma ou duas tentativas pelo participante antes do inicio do teste. 
  Anotação: deve ser anotado o número total de flexões corretas no tempo de 
30 segundos. Se, ao final dos 30 segundos, o antebraço estiver em meia flexão, 
deve-se considerar uma flexão completa.
Fonte: Rikli e Jones (1999).
Avaliação física para o idoso14
Veja, no Quadro 4, os valores de referência para o teste de flexão do cotovelo.
Fonte: Adaptado de Mazo, Lopes e Benedetti (2009); Rikli e Jones (2008).
Idade 60–64 65–69 70–74 75–79 80–84 85–89 90–94
Feminino 13–19 12–18 12–17 11–17 10–16 10–15 8–13
Masculino 16–22 15–21 14–21 13–19 13–19 11–17 10–14
Quadro 4. Valores de referência flexão do cotovelo (número de repetições)
Teste de flexibilidade de membros inferiores
Sentar e alcançar
  Material: cronômetro, cadeira com encosto (sem braç os), com altura do assento de 
aproximadamente 45 cm. Como segurança, apoiar a cadeira contra a parede, para 
evitar que se mova. 
  Procedimento: o participante deverá sentar na extremidade da cadeira (o seu corpo 
deve avançar para a frente, até que a dobra entre o topo da perna e as nádegas 
estejam ao nível da extremidade do assento. Com uma perna flexionada e o pé 
totalmente encostado no solo, a outra perna (dominante) é estendida na direção 
da coxa, com o calcanhar no chão e o pé flexionado (aproximadamente 90º). Com a 
perna estendida (mas nã o hiperestendida), o participanteflexiona lentamente para a 
frente até a articulação coxofemoral (a coluna deve manter-se o mais ereta possível, 
com a cabeç a no prolongamento da coluna, ou seja, nã o flexionada), deslizando as 
mã os (uma sobre a outra, com as pontas dos dedos sobrepostas) ao longo da perna 
estendida, tentando tocar os dedos dos pé s. Deve-se tocar nos dedos dos pé s durante 
2 segundos. O joelho da perna estendida não poderá flexionar; caso isso ocorra, 
solicitar ao participante que se sente lentamente até que o joelho fique na posiç ã o 
estendida antes de iniciar a mediç ã o. O participante deverá expirar à medida que 
flexiona o tronco para a frente, evitando movimentos bruscos, rá pidos e fortes, nunca 
atingindo o limite da dor. 
  Ensaio: o movimento deve ser demonstrado pelo avaliador e, logo, deverão ser reali-
zadas uma ou duas tentativas pelo participante antes do início do teste. 
  Anotação: a distância deve ser registrada em centímetros. O ponto zero da régua 
deve ser posicionado a partir do meio do dedo grande do pé (extremidade do sapato) 
e deve ser medida a distância (em cm) alcançada para além dos dedos dos pés. Deve-
-se realizar o teste duas vezes e anotar o melhor resultado. Observações: como a perna 
dominante geralmente apresenta maior flexibilidade, por questões de tempo, apenas 
o lado hábil é usado para definição de padrões.
Fonte: Rikli e Jones (1999).
15Avaliação física para o idoso
No Quadro 5, estão descritos os valores de referência para o teste de sentar 
e alcançar.
Fonte: Adaptado de Mazo, Lopes e Benedetti (2009); Rikli e Jones (2008).
Idade 60–64 65–69 70–74 75–79 80–84 85–89 90–94
Feminino
-1 a 
+13
-1 a 
+11
-3 a 
+10
-4 a
+9
-5 a
+8
-6 a
+6
-11 a
+3
Masculino
-6 a 
+10
-8 a
+8
-9 a
+6
-10 a
+5
-14 a 
+4
-14 a 
+1
-17 a 
+1
Quadro 5. Valores de referência sentar e alcançar (cm)
Teste de flexibilidade de membros superiores
Alcançar atrás das costas
  Material: ré gua de 45 cm. 
  Procedimento: na posiç ã o de pé , o participante deve levar a mã o dominante 
para cima e para trás, flexionando o cotovelo, tentando alcanç ar o mais baixo 
possí vel em direçã o ao meio das costas, com a palma da mã o para baixo e os 
dedos estendidos (o cotovelo apontado para cima). A mã o do outro braç o é 
colocada por baixo e para trá s, com a palma virada para cima, tentando alcanç ar 
o mais longe possí vel em uma tentativa de tocar (ou sobrepor) os dedos mé dios 
de ambas as mã os. Erro: o participante não pode entrelaçar os dedos e puxar. 
  Ensaio: o movimento deve ser demonstrado pelo avaliador, e o participante é 
questionado sobre a sua mão de preferência. Sem mover a mão do participante, 
o avaliador ajuda a direcionar os dedos médios de ambas as mãos. O participante 
deve experimentar duas vezes; logo, inicia-se o teste. 
  Anotação: a medida é realizada por meio da distância entre os dedos médio. 
Resultados negativos (-) representam a distância mais curta entre os dedos 
médios; já os positivos (+) são representados quando há sobreposição dos dedos 
médios. Realizam-se duas medidas e anota-se o melhor tempo.
Fonte: Rikli e Jones (1999).
Avaliação física para o idoso16
Veja, no Quadro 6, os valores de referência para o teste de alcançar as 
mãos às costas.
Fonte: Adaptado de Mazo, Lopes e Benedetti (2009); Rikli e Jones (2008).
Idade 60–64 65–69 70–74 75–79 80–84 85–89 90–94
Feminino -8 a +4 -9 a +4
-10 a 
+3
-13 a 
+1
-14 a 0
-18 a 
-3
-20 a 
-3
Masculino -17 a 0 -19 a -3
-20 a 
-3
-23 a 
-5
-24 a 
-5
-25 a 
-8
-27 a 
-10
Quadro 6. Valores de referência alcançar mãos às costas (cm)
Teste de mobilidade física: velocidade, agilidade
e equilíbrio dinâmico
Sentado, caminhar 2,44 m e voltar a sentar
  Material: cronômetro, fita mé trica, cone (ou outro marcador) e cadeira com encosto 
(aproximadamente 43 cm de altura). Como segurança, apoiar a cadeira contra a 
parede, para evitar que se mova, em uma zona desobstruída em frente a um cone 
à distância de 2,44 m. Faz-se necessária uma área livre de no mínimo 1,22 m de 
distância à volta do cone, permitindo que o participante o contorne livremente. 
  Procedimento: o teste inicia com o participante totalmente sentado na cadeira, 
postura ereta, mãos nas coxas, pés fixos ao chão, sendo um pé ligeiramente mais 
à frente do outro. Ao sinal de “início”, o participante deve levantar-se da cadeira, 
caminhar o mais rápido possível em direção ao cone, contornando-o e regressar à 
cadeira. O participante deve ser estimulado a realizar o teste o mais rápido possível 
(sem correr). O avaliador deve dar assistência ao participante durante o teste, 
mantendo-se à meia distância da cadeira, de modo a auxiliar caso lhe falte equilíbrio. 
  Ensaio: o movimento deve ser demonstrado pelo avaliador, e deverão ser realizadas 
uma ou duas tentativas pelo participante antes do início do teste. 
  Anotação: o cronometro é iniciado ao sinal de ‘’partida’’ quer o idoso tenha ou não 
iniciado o movimento e deve ser parado no momento exato em que a pessoa se 
senta. 
Fonte: Rikli e Jones (1999).
17Avaliação física para o idoso
No Quadro 7, estão descritos os valores de referência para o teste de 
agilidade.
Fonte: Adaptado de Mazo, Lopes e Benedetti (2009); Rikli e Jones (2008).
Idade 60–64 65–69 70–74 75–79 80–84 85–89 90–94
Feminino 6.0–4.4 6.4–4.8 7.1–4.9 7.4–5.2 8.7–5.7 9.6–6.2 11.5–7.3
Masculino 5.6–3.8 5.7–4.3 6.0–4.2 7.2–4.6 7.6–5.2 8.9–5.3 10.0–6.2
Quadro 7. Valores de referência teste de agilidade (em segundos)
Teste de resistência aeróbia
Andar por seis minutos
  Material: cronômetro, fita mé trica, cones e giz. Cadeiras para serem colocadas ao 
longo de vários pontos, na parte de fora do circuito. 
  Procedimento: os participantes caminham continuamente (o mais rápido 
possível, sem correr) ao redor do percurso durante um período de 6 minutos, 
tentando percorrer a máxima distâ ncia possível. Os percursos podem ser de 
50 m, sendo marcados segmentos de 5 m, e, se necessário, o teste pode ser 
realizado em uma á rea retangular, sendo marcados segmentos de 5 m. Essa área 
deve ser iluminada e o piso não pode ser liso. Se necessário, os participantes 
podem parar e descansar, sentando-se e retomando depois o percurso. 
  Ensaio: um dia antes do teste, os participantes podem experimentar para 
criar o seu ritmo. No dia do teste, o avaliador realiza uma demonstração do 
procedimento e permite aos participantes que pratiquem rapidamente para 
garantir a compreensão do teste. Os participantes podem ser encorajados 
verbalmente a obterem o desempenho máximo. 
  Anotação: deve-se anotar o número total de metros percorridos durante os 
seis minutos. Deve-se interromper o teste caso o participante sinta tontura, dor, 
náuseas ou fadiga.
Fonte: Rikli e Jones (1999).
Avaliação física para o idoso18
Veja, no Quadro 8, os valores de referência para o teste de andar por seis 
minutos.
Fonte: Adaptado de Mazo, Lopes e Benedetti (2009); Rikli e Jones (2008).
Idade 60–64 65–69 70–74 75–79 80–84 85–89 90–94
Feminino 498–
604
457–
581
439–
562
393–
535
352–
494
311–
466
251–
402
Masculino 578–
672
512–
640
498–
622
430–
585
407–
553
348–
521
279–
457
Quadro 8. Valores de referência andar por seis minutos (número de de metros percorridos)
Teste para obtenção do índice
de massa corporal (kg/m2)
Peso e estatura
  Material: balança, fita mé trica de 150 cm, ré gua e marcador. Pode ser realizado 
com calçado. 
  Procedimento: peso — o participante deve estar utilizando roupas leves. 
Estatura — uma fita mé trica deve ser sobreposta verticalmente em uma parede, 
com a posiç ã o zero exatamente a 50 cm acima do chão. O participante deve 
posicionar-se de pé , de costas para a parede (a parte mé dia da cabeç a deve 
estar alinhada com a fita mé trica). O avaliador coloca a ré gua sobre a cabeç a do 
participante, mantendo-a nivelada, estendendo-a até a fita mé trica. 
  Anotação: o peso é registrado com aproximação à s 100 g e ajustes relativos ao 
peso docalçado (em geral, deve-se subtrair 0,45 kg para mulheres e 0,91 kg para 
homens). A estatura é medida em centímetros, indicada na fita mé trica, mais 
50 cm (distâ ncia a partir do solo até ao ponto zero da fita mé trica). Quando o 
participante estiver calçado, pode retirar-se de 1,3 cm a 2,5 cm do total dos cm, 
usando o critério mais rigoroso possível).
Fonte: Rikli e Jones (1999).
19Avaliação física para o idoso
No Quadro 9, estão descritos os valores para o índice de massa corpotal.
Fonte: Adaptado de OPAS, 2002 apud Mazo, Lopes e Benedetti (2009); Safons e Pereira (2007).
IMC Classificação
< 23 Baixo peso
23 < IMC < 28 Peso normal
≥ 28 e < 30 Sobrepeso
≥ 30 Obesidade
Quadro 9. Índice de massa corporal
Em relação à avaliação do índice de massa corporal em idosos, podemos 
destacar que as medidas antropométricas constituem-se em parte essencial 
na avaliação de idosos como importante ferramenta para indicar seu estado 
nutricional (CORTEZ; MARTINS, 2012). Além disso, segundo os autores, esse 
tipo de avaliação fornecerá as informações básicas sobre as variações físicas 
e sobre a composição corporal, e uma das vantagens desse tipo de teste é que 
essas medidas representam um método não invasivo, de fá cil e rá pida execução. 
Além do índice de massa corporal (IMC), as medidas utilizadas na avaliaç ã o 
antropomé trica da populaç ã o idosa incluem medidas de circunferê ncia (da 
cintura, do quadril, do braç o, da panturrilha, da coxa), comprimento da perna, 
dobras cutâ neas (tricipital, subescapular, bicipital, suprailí aca, peitoral, abdo-
minal e dobra cutâ nea da coxa) (CORTEZ; MARTINS, 2012). 
Os autores afirmam que não existe consenso em relaç ã o aos indicadores e 
pontos de corte indicados para idosos. Desse modo, eleva-se a relevância do 
IMC em idosos, já que essa medição tem sido bem aceita na prática clínica 
por ter validade científica, ser indicador do estado nutricional global, ser de 
fá cil aplicaç ã o e praticidade, alé m de apresentar associaç ã o positiva com a 
estimativa de mortalidade.
Veja, na Figura 2, os testes aplicados na avaliação física ao idoso.
Avaliação física para o idoso20
Figura 2. (a) Levantar e sentar na cadeira; (b) flexã o de antebraç o; (c) sentar e alcançar; (d) 
alcançar atrás das costas; e) sentar, caminhar 2,44 m e voltar a sentar; (f) andar por seis minutos. 
Fonte: Rikli e Jones (2008).
21Avaliação física para o idoso
De modo geral, podemos perceber o quão importante é a avaliação funcional 
e da aptidão física em idosos — prova disso é o número crescente de pesquisas 
disponíveis na literatura. O que podemos perceber é que existem diferentes 
testes e escalas para a avaliação física dos idosos, mas poucos apresentam va-
lidade. No presente capítulo, apresentamos alguns dos instrumentos validados 
mais utilizados nas pesquisas nacionais e internacionais de modo a inspirar 
futuros profissionais de educação física a utilizarem esses instrumentos como 
forma de obter um diagnóstico preciso da capacidade funcional dos idosos, 
dos possíveis riscos de quedas ou de sua aptidão física. 
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Avaliação física para o idoso24

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