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Avaliação Física de
Pessoas Idosas
GUIA PRÁTICO E DESCOMPLICADO
Prof. MSc. Ismael Lima
Volume 1
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Título: Avaliação Física de Pessoas Idosas: Guia Prático e
Descomplicado
Autor: Ismael Lima Godinho
Copyright © 2024 por Ismael Lima
Todos os direitos reservados.
Revisor: Aloísio Júnior
ISBN: 978-65-00-90864-0
Como citar:
GODINHO, IL. Avaliação Física de Pessoas Idosas: Guia
Prático e Descomplicado, 1ª Edição. 2024.
Contêm referências bibliográficas
SOBRE A OBRA
Esse e-book vem para ajudar quem ainda sente dificuldades em
realizar avaliações físicas em pessoas idosas. Um guia prático e
descomplicado, que vai muito além da ciência, ajuda a entender os
resultados. Traz ainda modelo de anamnese detalhado para resolver
de vez esse problema. Então vem junto comigo nessa jornada.
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Formado em Educação Física pela Universidade de Fortaleza em
2008. Especialização em Treinamento Funcional e Reabilitação. 
Mestre Doutorando em Ciências do Desporto pela Universidade
Trás-os-Montes e Alto Douro em Portugal.
Personal Trainer há mais de 20 anos, com ampla experiância no
atendimento de pessoas consideradas dos grupos especiais,,
incluindo pessoas idosas com ou sem comorbidades.
Também sou professor em nível universitário, pós-graduação e
cursos de extensão universitária com mais de 830 alunos
formados e certificados. Autor e co-autor de livros e trabalhos
científicos.
SOBRE O AUTOR
@prof.ismaellima
Clique no ícone do instagram e
me siga nas redes sociais.
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https://www.instagram.com/prof.ismaellima/
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
1.1 O processo de Envelhecimento
1.2 Aptidão física em pessoas idosas
1.3 Características do cliente idoso
2. POR ONDE COMEÇAR?
3. AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE PESSOAS IDOSAS
3.1 Sênior Fitness Test
3.2 Pontuação para Sênior Fitness Test
4. TIMED UP-AND-GO TEST
5. AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE SARCOPENIA
5.1 O que é sarcopenia?
5.2 Força de preensão manual
5.2.1 Como realizar a avaliação
5.3 Índice de massa msucular
5.4 Circunferência da panturrilha
5.5 Performance física (SPPB) 
5.6 Avaliação do salto vertical
5.6.1 Aplicativos para smartphones e tablets
6. ÍNDICE TORNOZELO-BRAQUIAL
6.1 Protocolo ITB
6.2 Como medir?
6.3 Como interpretar?
7. DEPRESSÃO EM IDOSOS
7.1 Fatores de risco para depressão
7.2 Escala de depressão geriátrica
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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5
7
11
14
17
27
41
44
45
44
46
47
48
50
51
54
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3.3 Escala de equilíbrio de BERG 33
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Com o aumento da expectativa de vida, a importância da aptidão
física para os idosos está crescendo. A manutenção da saúde e a
prevenção de doenças crônicas tornam-se fundamentais.
Enquanto os jovens visam evitar problemas de estilo de vida, os
idosos priorizam a mobilidade funcional para uma vida ativa e
independente.
À medida que envelhecem, as pessoas experimentam alterações
cognitivas e físicas, que podem ser classificadas como eugérico,
(deterioração inevitável da estrutura e função celular
independentemente da presença de doenças ou do meio
ambiente), ou seja, envelhecimento natural relacionado à idade
não acompanhado por doenças; e patogérico (é causado pela
presença de doenças e pelos fatores associados ao ambiente),
ou seja, envelhecimento patológico inerente à idade
acompanhado por doenças. Enquanto algumas mudanças são
normais, fatores ambientais e de estilo de vida também
influenciam o processo, alterações em diversos sistemas
orgânicos são comuns (Tabela 1).
1. INTRODUÇÃO
1.1 O processo de envelhecimento
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Velocidade de condução nervosa 15%
Taxa Metabólica Basal 20%
Índice cardíaco 30%
Capacidade vital 50%
Fluxo sanguíneo renal 50%
O2 máximo 60-70%
Estatura 1cm
Massa magra corporal 10%
Tabela 1: Taxa de Declínio das funções associado ao envelhecimento, 
por década após o ápice. 
No Brasil, pessoas com 60 ou mais anos, são classificados como
pessoas idosas ou, comumente, dizemos que fazem parte da terceira
idade. No entanto, o processo de envelhecimento não se inicia aos 60
anos e idade, mas sim, por volta dos 30-35 anos, após o ápice. Na
literatura, há várias definições para envelhecimento mas, de uma delas
temos certeza, o envelhecimento sofre forte influência do estilo de vida
de cada um de nós.
As teorias sobre o envelhecimento podem ser categorizadas em duas
vertentes: aquelas que respondem à pergunta "Por que
envelhecemos?" e as que abordam a questão "Como envelhecemos?".
Poucas teorias abrangentes tentam explicar por que nós, e a maioria
dos organismos vivos, envelhecemos.
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As pesquisas atuais sobre envelhecimento têm como objetivo testar
essas hipóteses, visando identificar os mecanismos que impactam o
envelhecimento. Essa identificação pode abrir caminho para
intervenções capazes de retardar o envelhecimento.
“Envelhecimento é a somatória de diversos processos biológicos que
ocorrem com o passar do tempo que levam a perda da capacidade de
adaptação ao meio ambiente, a alterações morfofuncionais que diminui
a capacidade funcional e leva a morte.” 
Outras definições, exploram as mudanças na aptidão física, como
diminuição de força e resistência muscular, capacidade aeróbica,
equilíbrio, mobilidade, agilidade e outras.
1.2 Aptidão física em pessoas idosas
A presença de declínio funcional capaz de
restringir a autonomia e a independência
do indivíduo não pode ser atribuída ao
envelhecimento normal, mas sim à
presença de incapacidade funcional,
resultante das Grandes Síndromes
Geriátricas, de forma isolada ou associada
(poli-incapacidades). 
Este declínio funcional não deve ser considerado “normal da idade”,
pois representa o principal determinante de desfechos negativos, como
o desenvolvimento de outras incapacidades e piora funcional,
institucionalização, hospitalização e, até mesmo a morte. Usualmente
as causas são múltiplas e multifatoriais, frequentemente associadas à
presença de doenças crônico-degenerativas, uso excessivo de
medicamentos e sarcopenia.
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Preservar a funcionalidade é vital para que os idosos mantenham um
estilo de vida saudável e duradouro. Segundo Bompa (2002)
capacidade funcional é integração de força, velocidade, resistência,
coordenação, flexibilidade e equilíbrio, elementos que são essenciais
para o êxito nas atividades motoras e já que, a força muscular parece
ser a principal capacidade física relacionada à manutenção da
capacidade funcional e, consequentemente, da independência
funcional no envelhecimento (Matsudo et al., 2000) o treinamento de
força deveria ser parte integrante e fundamental nos programas de
treinamento de idosos.
De acordo com La Scala (2017), o conceito de treinamento funcional
(TF) está relacionado ao desenvolvimento de diferentes capacidades
físicas de forma integrada e equilibrada, a fim de proporcionar
autonomia, eficiência e segurança durante as atividades relacionadas à
vida diária, ao trabalho e/ou aos esportes (Figura 1). Para isso, o TF
utiliza exercícios de força geralmente caracterizados por exercícios
integrados, multiarticulares e/ou multisegmentares, assimétricos,
multiplanares, acíclicos, intermitentes, rápidos e instáveis que
enfatizam estabilidade do core (Figura 2), (LA SCALA TEIXEIRA et al.,
2017).
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EXERCÍCIOS 
DE FORÇA
ESPECÍFICO ALTA VELOCIDADE
MULTIPLANAR
ASSIMÉTRICO
ACÍCLICOINTERMITENTE
INTEGRADO
MULTI-ARTICULAR
MULTI-SEGMENTAR
INSTÁVEL
ESTABILIDADE DO
CORE
Figura 01: Proposta de representação esquemática da integração de capacidades físicas/sistemas fisiológicos durante a
execução de tarefas funcionais; base teórica para a construção conceitual de FT. Adaptado de LA SCALA TEIXEIRA, C. V. et al.
“You’re Only as Strong as Your Weakest Link”: A Current Opinion about the Concepts and Characteristics of Functional Training.
Frontiers in Physiology, v. 8, p. 643, 30 ago. 2017.
Figura 02: Representação esquemática das características do treinamento/exercício funcional. Adaptado de LA SCALA
TEIXEIRA, C. V. et al. “You’re Only as Strong as Your Weakest Link”: A Current Opinion about the Concepts and Characteristics of
Functional Training. Frontiers in Physiology, v. 8, p. 643, 30 ago. 2017.
Conhecer os métodos e procedimentos para avaliar a funcionalidade
de idosos fornece recursos e instrumentos para adaptar e prescrever
exercícios físicos baseados nas necessidades individuais. No entanto,
a avaliação detalhada da funcionalidade não é uma prática comum
entre os Profissionais de Educação Física. Quando realizada, muitas
vezes é feita de maneira superficial, focando mais nas respostas
qualitativas, como em uma anamnese pré-participação.
Coordenação
Resist.
aeróbica
Agilidade
Resist.
muscular
Flexibilidade
EquilíbrioForça
Potência
VelocidadeIntenção de 
movimento/tarefa
Ação integrada dos
diferentes sistemas
fisiológicos
Execução da
tarefa funcional
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As páginas seguintes deste livro apresentam uma variedade de testes
e um modelo de anamnese que podem ser facilmente aplicados por
Profissionais de Educação Física, voltados para avaliar a
funcionalidade de idosos, com uma interpretação que vai além dos
resultados numéricos. Embora existam muitos testes validados e
confiáveis, é sempre difícil tomar a decisão de quais testes aplicar. A
seleção para o livro considerou principalmente a viabilidade e a
praticidade de aplicação em academias, clínicas e na rotina dos
profissionais de saúde. Eu explico tudo isso, detalhadamente, no meu
curso On-line COMO TREINAR PESSOAS IDOSAS, que você acessa
clicando no ícone abaixo.
Ao final do livro, está em anexo um modelo de anamnese onde
adicionei os testes que considerei mais viáveis e que aplico na minha
rotina diária como treinador.
No entanto, diante de tantos testes, os quais apresento a seguir, fica a
critério do avaliador decidir quais utilizar em sua prática, baseado na
viabilidade e condições de tempo e materiais disponíveis. 
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Clique na imagem e
acesse o curso
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1.3 Características do cliente idoso
Fried (2001) e Rockwood (2005) exploraram o conceito de “frailty”, ou
seja, fragilidade, uma síndrome geriátrica caracterizada pela
diminuição das reservas de energia e resistência reduzida aos
estressores. Fried propôs o “Fenótipo da Fragilidade”, identificado por
critérios como perda de peso, exaustão, fraqueza, baixa atividade
física e lentificação da marcha. Idosos com três ou mais parâmetros
são considerados “frágeis”, dois são “pré-frágeis” e aqueles sem
nenhum são considerados “robustos”, excluindo portadores de
comorbidades e dependência funcional.
Em 2005, Rockwood propôs um modelo abrangente de fragilidade,
introduzindo o Índice de Fragilidade (IF). Este índice é derivado da
Avaliação Geriátrica Ampla, representando uma medida ponderada de
30 a 70 déficits clínicos acumulativos, abrangendo doenças
específicas, sinais e sintomas, perdas funcionais e alterações
laboratoriais. O IF reflete uma avaliação holística da saúde do idoso.
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Ambos os modelos de fragilidade têm limitações significativas. O
modelo de Fried é considerado engessado, focando principalmente na
mobilidade e subestimando outros domínios funcionais. Sua aplicação
demanda tecnologias pouco disponíveis na atenção básica. Já o Índice
de Fragilidade de Rockwood, embora abranja uma gama maior de
déficits, depende da Avaliação Geriátrica Ampla, que carece de
consenso estrutural entre os autores e varia amplamente. Ambos os
modelos não conseguem abranger todas as condições crônicas
associadas ao risco de declínio funcional, hospitalização e óbito.
Atualmente, o desafio reside na operacionalização do conceito de
fragilidade para facilitar o reconhecimento e implementar intervenções
que maximizem a independência do indivíduo, prevenindo desfechos
adversos. Isso visa tornar o termo útil para aqueles envolvidos na
prevenção da incapacidade funcional em idosos.
Um ponto fundamental é que a velocidade que o processo de
envelhecimento ocorre, pode variar de pessoa para pessoa. Por isso
que você vê idosos em diferentes condições de aptidão física e
capacidade funcional. Há aqueles que são mais fragilizados e aqueles
que são mais preservados, por assim dizer. Por isso, sempre é
recomendado utilizar mais de 1 modelo de avaliação para construir um
relatório confiável. 
Para ficar mais fácil de visualizar tais
diferenças, vejamos os 6 níveis
classificação da capacidade funcional
de pessoas idosas. Determinar o nível
de capacidade funcional da pessoa
idosa é o ponto de partida de qualquer
prescrição de treinamento para essa
população
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NÍVEL CARACTERÍSTICAS CLASSIFICAÇÃO
1
Não executa nenhuma AVD e depende
completamente de auxílio de outras
pessoas.
INCAPACIDADE FÍSICA
CAPACIDADES PRIMÁRIAS
Força, flexibilidade e
equilíbrio estático nas
AVDs
2
Não executa algumas ou nenhuma
AVD, necessitando de cuidados
domiciliares.
FISICAMENTE
DEPENDENTE
Força, flexibilidade e
equilíbrio
estático/dinâmico nas
AVDs
3 Executa todas as AVSs, mas somente
algumas AIVDs. FISICAMENTE FRÁGIL
Força, flexibilidade e
equilíbrio
estático/dinâmico nas
AVDs e AVIDs
4
Executa todas as AVDs e AIVDs.
Possui baixa reserva funcional e
grande tendência a migrar para nível 3.
FISICAMENTE
INDEPENDENTE
Capacidades de força,
aptidão aeróbica,
flexibilidade, equilíbrio,
coordenação e agilidade
5
Executa todas as AVDs e também
pratica exercícios/esportes de
intensidade moderada.
FISICAMENTE APTO Igual ao nível 4
6
Executa exercícios de alta intensidade
e alto risco, podendo competir em alto
nível.
ELITE FÍSICA Igual ao nível 4 +
específico do esporte
AVDs: Atividades da vida diária
AVID: Atividade instrumental da vida diária
Tabela 2: Perfil e nível de capacidade funcional.
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Comece sempre por uma anamnese completa e detalhada. Essa é a
primeira oportunidade que o profissional de educação física tem para
coletar informações importantes. Veja ao final desse livro, um modelo
de anamnese bastante completo para pessoas idosas.
Um ponto importante na aplicação da anamnese inteligente para
idosos é o nível cognitivo. Idosos podem ter dificuldade de
entendimento, devido a fragilidade cognitiva ou à presença de doenças
neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. Caso perceba que o
idoso tem dificuldades para responder a anamnese, o profissional
poderá solicitar que o cônjuge ou parentes próximos, auxiliem nas
respostas. Na ausência dessas pessoas, o próprio pode ajudá-lo no
preenchimento.
Outro quadro que deve ser avaliado, é o de transtornos mentais. Os
transtornos do humor representam uma das condições psiquiátricas
mais prevalentes entre os idosos, contribuindo para a perda de
autonomia e o agravamento de doenças preexistentes. Entre esses
transtornos, a ansiedade e a depressão são as mais comuns,
associadas a um aumento significativo no risco de morbidade e
mortalidade. Além disso, estão relacionadas a uma maior utilização
dos serviçosde saúde, negligência no autocuidado, adesão reduzida
aos tratamentos prescritos e um aumento no risco de suicídio (LIMA;
IVBIJAR, 2013).
2. POR ONDE COMEÇAR?
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Com o aumento do número e da porcentagem de adultos mais velhos
em grande parte do mundo, é fundamental, por motivos econômicos e
pessoais, que esse grande segmento da população permaneça
saudável e independente pelo maior tempo possível. 
Um fator fundamental para preservar a mobilidade e a independência
nos últimos anos é manter a capacidade física (por exemplo, força,
resistência, agilidade e equilíbrio) necessária para realizar atividades
cotidianas normais - fazer tarefas domésticas simples, subir degraus,
levantar e carregar objetos, entrar e sair de cadeiras ou veículos de
transporte e caminhar o suficiente dentro e ao redor de lojas, edifícios
e estacionamentos para fazer suas próprias coisas sem precisar de
ajuda, ou precisar de pouca ajuda de outras pessoas.
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As quedas constituem uma das principais preocupações dos
profissionais de saúde em relação à população idosa. Anualmente,
aproximadamente 30% das pessoas com 60 anos ou mais
experimentam quedas, muitas vezes precedendo lesões e outras
complicações. Estudos indicam que a diminuição da capacidade
funcional, a instabilidade da marcha e a fraqueza muscular nas
extremidades inferiores são fatores de risco significativos para quedas
em idosos que vivem na comunidade (MOREIRA et al., 2020). Outros
fatores, tais como ter artrite/artrose, auto percepção de saúde ruim e
problemas de visão, são associados à recorrência de quedas em
idosos (ABREU et al., 2016)
Em um grupo de praticantes de atividade física, a fraqueza muscular
dos membros inferiores aumenta as chances de sofrer queda em 2,66
vezes (STREIT et al., 2011). Na literatura, há diversos modelos de
instrumentos, como escalas, testes e questionários, destinados a
avaliar a capacidade funcional dos idosos, com o objetivo de identificar
potenciais riscos de quedas. Contudo, alguns estudos indicam que
esses testes de mobilidade funcional podem não ser suficientemente
sensíveis para detectar o risco de quedas em idosos.
As baterias motoras têm a finalidade de avaliar a aptidão física em
idosos, mas a literatura não esclarece se essas baterias possuem uma
boa capacidade preditiva na detecção do risco de quedas em idosos
que praticam exercícios físicos. O Sênior Fitness Test (STF) é
amplamente utilizado internacionalmente para medir o nível de aptidão
física em idosos (TODDE et al., 2016). Além disso, a SFT é uma
bateria de fácil aplicação, baixo custo e possui valores normativos para
idosos brasileiros (ABREU et al., 2016; MAZO et al., 2015).
A seguir, lhes apresento a bateria de testes proposta por Rikli e Jones
(RIKLI; JONES, 2013).
3. AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE PESSOAS IDOSAS
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Objetivo: avaliar a força e resistência dos membros inferiores.
Instrumentos: cronômetro, cadeira com encosto e sem braços, com
altura de assento de aproximadamente 43 cm.
Organização dos instrumentos: por razões de segurança, a cadeira
deve ser colocada contra uma parede, ou estabilizada de qualquer
outro modo, evitando que se mova durante o teste. Posição do
avaliado: sentado na cadeira com as costas encostadas no encosto e
pés apoiados no chão.
Posição do avaliador: próximo ao avaliado, segurando a cadeira. 
3.1 Sênior Fitness Test
1. Levantar e Sentar da Cadeira
Adaptado de: 
Rikli RE, Jones JC.,(2008)
Procedimento: o participante cruza os
braços com o dedo médio em direção ao
acrômio. Ao sinal o participante ergue-se e
fica totalmente em pé e então retorna a
posição sentada. O participante é
encorajado a completar tantas ações de
ficar totalmente em pé e sentar quanto
possível em 30 segundos. O analisador
deverá realizar uma vez para demonstrar
o teste para que o participante tenha uma
aprendizagem apropriada. O teste deverá
ser realizado uma vez. Pontuação: a
pontuação é obtida pelo número total de
execuções corretas num intervalo de 30
segundos. Se o participante estiver no
meio da elevação no final dos 30
segundos, deve-se contar esta como uma
execução.
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Objetivo: avaliar a força e resistência do membro superior. 
Instrumentos: cronômetro, ou relógio de pulso ou qualquer outro que
tenha ponteiro de segundos. Cadeira com encosto e sem braços e
halteres de mão (2,3 kg para mulheres e 3,6 kg para homens). Já
foram validados para o Brasil 2 kg para mulheres e 4 kg para homens.
Logo, será utilizado 2 Kg e 4 Kg. 
Organização dos instrumentos: o participante senta em uma cadeira
com as costas retas, os pés no chão e o lado dominante do corpo
próximo à borda da cadeira. Ele segura o halter com a mão dominante,
utilizando uma empunhadura de aperto de mão. 
Posição do avaliado: o participante senta em uma cadeira com as
costas retas, os pés no chão e o lado dominante do corpo próximo à
borda da cadeira. Ele segura o halter com a mão dominante, utilizando
uma empunhadura de aperto de mão. O teste começa com o braço
estendido perto da cadeira, perpendicular ao chão. 
Posição do avaliador: o avaliador ajoelha-se (ou senta em uma
cadeira) próximo ao avaliado no lado do braço dominante, colocando
seus dedos no meio do braço da pessoa para estabilizar a parte
superior do braço e pra garantir que uma flexão total seja feita (o
antebraço do avaliado deve apertar os dedos do avaliador. É
importante que a região superior do braço do avaliado permaneça
parada durante todo o teste.
Sênior Fitness Test
2. Flexão de cotovelo
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O avaliador pode também precisar posicionar sua outra mão atrás do
cúbito do avaliado para ajudar a medir quando a extensão total tenha
sido alcançada e para impedir um movimento de balanço para trás do
braço. 
Procedimento: O teste começa com o braço estendido perto da
cadeira e perpendicular ao chão. Ao sinal indicativo, o participante gira
sua palma para cima enquanto flexiona o braço em amplitude total de
movimento e então retorna o braço para uma posição completamente
estendida. Na posição inicial, o peso deve retornar para a posição de
empunhadura de aperto de mão. 
O avaliado é encorajado a executar tantas repetições quanto possível
em 30 segundos. Após a demonstração, faça uma ou duas repetições
para verificar a forma apropriada, seguida do teste. Deverá ser
executado o teste uma vez. 
Pontuação: a pontuação é obtida pelo número total de flexões corretas
realizadas num intervalo de 30 segundos. Se no final dos 30 segundos
o antebraço estiver em meia flexão, conta-se como uma flexão total.
Adaptado de: 
Rikli RE, Jones JC.,(2008)
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Sênior Fitness Test
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Objetivo: Avaliar a resistência aeróbica. 
Instrumentos: cronômetro, ou relógio de pulso ou qualquer outro que
tenha ponteiro de segundos. Uma fita para marcar a parede.
Procedimentos: Estabelecer a altura da marcha usando a fita adesiva
para marcar o ponto medial entre a borda superior da patela e a crista
ilíaca do avaliado. Ao sinal de “começar”, o avaliado deverá “marchar”
e não “correr”, elevando um joelho após o outro até a altura demarcada
na parede.
Posição do avaliado: o participante fica em pé, de frente para a
parede e aguarda o sinal do avaliador para iniciar o teste. 
Posição do avaliador: o avaliador se posiciona lateralmente ao
avaliado.
3. Marcha Estacionária de 2 minutos
Pontuação: corresponderá ao
número de passos realizados
durante o período de 2 minutos,
contados apenas quando o joelho
direito atingir a altura demarcada.
Adaptadode: 
Rikli RE, Jones JC.,(2008)
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Objetivo: avaliar a flexibilidade dos membros inferiores. 
Instrumentos: cadeira com encosto e sem braços a uma altura de,
aproximadamente, 43 cm, até o assento e uma régua de 45 cm. 
Organização dos instrumentos: Por razões de segurança deve-se
colocar a cadeira contra uma parede de forma a que se mantenha
estável (não deslize para frente) quando o participante se sentar na
respectiva extremidade. 
Posição do avaliado: o ponto aproximado entre a linha inguinal e os
glúteos deve estar paralelo ao assento da cadeira. Mantenha uma
perna flexionada e o pé do chão, os joelhos paralelos, voltados para
frente, o participante estende a outra perna (a perna preferida) à frente
do quadril, com o calcanhar no chão e dorsiflexão plantar a
aproximadamente 90º. 
Posição do avaliador: próximo ao avaliado. 
Procedimento: com a perna estendida (porém não superestendida), o
participante inclina-se lentamente para a frente, mantendo a coluna o
mais ereta possível e a cabeça alinhada com a coluna. O avaliado
tenta tocar os dedos dos pés escorregando as mãos, uma em cima da
outra, com as pontas dos dedos médios, na perna estendida. A
posição deve ser mantida por dois segundos. Se o joelho estendido
começar a flexionar, peça ao avaliado para sentar de volta lentamente
até que o joelho esteja estendido. Lembre o avaliado de expirar á
medida que se inclina para a frente, evitando saltos ou movimentos
forçados rápidos e nunca alongando ao ponto de sentir dor.
4. Sentado e Alcançar
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Seguindo a demonstração, faça que o avaliado determine sua perna
preferida – a perna que produz o melhor escore. Dê então ao avaliado
duas tentativas (alongamento) nesta perna, seguidas por duas provas
de teste. 
Pontuação: usando uma régua de 45 cm, o avaliador registra a
distância (cm) até os dedos dos pés (resultado mínimo) ou a distância
(cm) que se consegue alcançar para além dos dedos dos pés
(resultado máximo). 
O meio do dedo grande do pé na extremidade do sapato representa o
ponto zero. Registrar ambos os valores encontrados com a
aproximação de 1 cm, e fazer um círculo sobre o melhor resultado. O
melhor resultado é usado para avaliar o desempenho.
Adaptado de: 
Rikli RE, Jones JC.,(2008)
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Objetivo: avaliar a flexibilidade dos membros superiores (ombro).
Instrumentos: régua de 45,7 cm. 
Organização dos instrumentos: Posição do avaliado: em pé próximo
ao avaliador. 
Posição do avaliador: atrás do avaliado. 
Procedimento: em pé, o avaliado coloca a mão preferida sobre o
mesmo ombro, a palma aberta e os dedos estendidos, alcançando o
meio das costas tanto quanto possível (cúbito apontado para cima). A
mão do outro braço está colocada atrás das costas, a palma para cima,
alcançando para cima o mais distante possível na tentativa de tocar ou
sobrepor os dedos médios estendidos de ambas as mãos. Sem mover
as mãos de avaliado, o avaliador ajuda a verificar se os dedos médios
de cada mão estão direcionados um ao outro. Não é permitido ao
avaliado agarrar seus dedos unidos e puxar. 
Seguindo a demonstração, o avaliado determina a mão preferida e são
feitas duas tentativas de aprendizagem, seguidas pelo teste (2
tentativas). 
5. Alcançar atrás das costas
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Pontuação: à distância da sobreposição, ou a distância entre as
pontas dos dedos médios é a medida ao cm mais próximo. Os
resultados negativos (-) representam a distância mais curta entre os
dedos médios; os resultados positivos (+) representam a medida da
sobreposição dos dedos médios. Registram-se as duas medidas. O
“melhor” valor é usado para medir o desempenho. Certifique-se de
marcar os sinais (-) e (+) na ficha de pontuação.
Adaptado de: 
Rikli RE, Jones JC.,(2008)
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Objetivo: avaliar a mobilidade física – velocidade, agilidade e equilíbrio
dinâmico. Instrumentos: cronômetro, fita métrica, cone (ou outro
marcador) e cadeira com encosto a uma altura de aproximadamente
43 cm, até o assento. 
Organização dos instrumentos: a cadeira deve ser posicionada
contra a parede ou de forma que garanta a posição estática durante o
teste. A cadeira deve também estar numa zona desobstruída, em
frente coloca-se um cone (ou outro marcador), à distância de 2,5 m
(medição desde a ponta da cadeira até a parte anterior do marcador,
cone). Deverá haver pelo menos 1,5 m de distância livre à volta do
cone, permitindo ao participante contornar livremente o cone. 
Posição do avaliado: o avaliado começa em uma posição sentada na
cadeira com uma postura ereta, mãos nas coxas e os pés no chão com
um pé levemente na frente do outro. Posição do avaliador: o avaliador
deve servir como um marcador, ficando no meio do caminho entre a
cadeira e o cone, pronto para auxiliar o avaliado em caso de perda de
equilíbrio.
Procedimento: ao sinal indicativo, o avaliado levanta da cadeira (pode
dar um impulso nas coxas ou na cadeira), caminha o mais rapidamente
possível em volta do cone, retorna para a cadeira e senta. Para uma
marcação confiável, o avaliador deve acionar o cronômetro no
movimento do sinal, quer a pessoa tenha ou não começado a se
mover, e parar o cronômetro no instante exato que a pessoa sentar na
cadeira.
6. Levantar e Caminhar 2,5 metros.
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Após a demonstração, o avaliado deve ensaiar o teste uma vez para
praticar e, então, realizar duas tentativas. Lembre ao avaliado que o
cronômetro não será parado até que ele esteja completamente sentado
na cadeira. 
Pontuação: o resultado corresponde ao tempo decorrido entre o sinal
de “partida” até o momento em que o participante está sentado na
cadeira. Registram-se dois escores do teste para o décimo de segundo
mais próximo. O melhor escore (menor tempo) será o escore utilizado
para avaliar o desempenho.
Adaptado de: 
Rikli RE, Jones JC.,(2008)
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Teste Levantar da cadeira – é obtido pelo número de repetições em
que o idoso senta e levanta (extensão completa dos joelhos) durante o
período de 30 segundos.
Pontação dos testes
Valores de referência para Mulheres
Valores de referência para Homens
3.2 Pontuação para o Sênior Fitness Test
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Teste Flexão de Cotovelo– O valor dado a este teste é referente ao
número de repetições realizadas no período de 30 segundos.
Pontação dos testes
Valores de referência para Mulheres
Valores de referência para Homens
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Marcha Estacionária – a pontuação corresponderá ao número de
passos realizados durante o período de 2 minutos, contados apenas
quando o joelho direito atingir a altura demarcada.
Pontação dos testes
Valores de referência para Mulheres
Valores de referência para Homens
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Teste Sentado e Alcançar – O valor dado a este teste é referente ao
à distância em centímetros que o idosos consegue alcançar até os
dedos dos pés.
Pontação dos testes
Valores de referência para Mulheres
Valores de referência para Homens
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Teste Alcançar Atrás das Costas – é obtido pela distância entre os
dedos médios (resultado negativo) ou pela sobreposição das mãos
(resultado positivo). A mensuração é dada em centímetros e é
registrado o melhor resultado entre duas tentativas.
Pontação dos testes
Valores de referência para Mulheres
Valores de referência para Homens
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Teste Levantar e Caminhar 2,5m – o resultado corresponde ao tempo
decorrido entre o sinal de “partida” até o momento em que o
participante está sentado na cadeira. Registram-se dois escores do
teste para o décimo de segundo mais próximo. O melhor escore
(menor tempo) será o escore utilizado para avaliar o desempenho.
Pontação dos testes
Valores de referência para Mulheres
Valores de referência para Homens
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O equilíbrio é uma capacidade que temos de realizar movimentos e
mobilidade de forma eficaz em nossas atividades diárias. É composto
por diversos fatores, incluindo, entre outros, respostas
somatossensoriais, vestibulares e posturais (PARK; LEE, 2017).
A Escala de Equilíbrio de Berg é uma ferramenta de teste com alta
validade e confiabilidade utilizada para mensurar o equilíbrio. O
equilíbrio dá ao indivíduo a capacidade de realizar movimentos físicos
e performar bem e com segurança as atividades da vida diária. Pode
ser classificado como estático ou dinâmico e é essencial para redução
do risco de quedas em pessoas idosas (PARK; LEE, 2017). 
Foi criado por Katherine Berg em 1989 inicialmente para uso em
idosos com média de 73 anos (AZUMA; CHIN; MIURA, 2019) no
entanto, tem sido utilizado em outros indivíduos, como amputados e
pessoas com problemas neurológicos como doença de Parkinson e
acidentes vasculares cerebrais, além de esclerose múltipla, declínio
cognitivo e indivíduos em recuperação e reabilitação (DOWNS;
MARQUEZ; CHIARELLI, 2013). Essa escala também tem sido utilizada
para avaliar o risco de quedas e prever o tempo de internação durante
a reabilitação de pacientes internados.
3.3 Escala de Equilíbrio de BERG
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A Escala de Berg abrange 14 tarefas cotidianas que avaliam o
equilíbrio estático e dinâmico, incluindo atividades como alcançar,
girar, transferir-se, manter-se em pé e levantar-se. A avaliação é feita
em formato de questionário conduzido pelo próprio avaliador.
Os itens avaliados na Escala de Equilíbrio de Berg incluem a
capacidade do indivíduo em manter posições de crescente dificuldade.
Isso envolve desde diminuir a base de suporte ao sentar-se, passando
por posturas confortáveis e ficar em pé com os pés juntos, até desafios
mais complexos, como adotar postura em tandem (um pé à frente do
outro) e, por fim, manter-se em uma única perna — considerados os
dois itens mais desafiadores.
Outros itens avaliam a habilidade do indivíduo em realizar transições
de posição, como de sentado para em pé, transferir-se de uma cadeira
para outra, pegar objetos do chão e sentar-se. A execução dessas
tarefas é observada e pontuada de 0 a 4 em cada uma, totalizando até
56 pontos. A pontuação é atribuída com base no tempo de
manutenção da posição, na distância alcançada pelo braço ou no
tempo necessário para concluir a tarefa. Pontos são subtraídos se o
tempo ou a distância não forem atingidos, se o indivíduo precisar de
supervisão ou apoio externo, ou se receber ajuda do examinador.
Confira a seguir o questionário. Em seguida, falaremos sobre como
deve ser feita a aplicação do questionário.
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DESCRIÇÃO DOS ÍTENS PONTUAÇÃO ( 0 A 4 )
1. SENTADO PARA POSIÇÃO EM PÉ
2. EM PÉ SEM APOIO
3. SENTADO SEM APOIO
4. EM PÉ PARA POSIÇÃO SENTADO
5. TRANSFERÊNCIAS
6. EM PÉ COM OS OLHOS FECHADOS
7. EM PÉ COM OS PÉS JUNTOS
8. ALCANÇAR À FRENTE COM OS BRAÇOS ESTENDIDOS
9. APANHAR UM OBJETO DO CHÃO
10. VIRAR PARA OLHAR PRA TRÁS
11. GIRANDO 360 GRAUS
12. COLOCAR OS PÉS ALTERNADAMENTE SOBRE UM BANCO
13. EM PÉ, COM UM PÉ A FRENTE DO OUTRO
14. EM PÉ, APOIADO EM UM DOS PÉS
Tabela 3: Descrição dos ítens a serem avaliados na bateria de testes de Equilíbrio de 
BERG.
3.3.1 Instruções para aplicação dos testes
Instrua o sujeito de acordo com as descrições fornecidas para cada
tarefa, registrando a categoria de menor pontuação para cada item ao
reportar os resultados. Na maioria das tarefas, o sujeito deve manter
uma posição por um tempo específico. Pontos são progressivamente
subtraídos por falhas de tempo, distância, necessidade de supervisão,
apoio externo ou assistência do examinador.
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É crucial esclarecer aos participantes que devem manter o equilíbrio ao
realizar a tarefa. Eles têm a liberdade de escolher qual perna servirá
como apoio e determinar a amplitude dos movimentos. Julgamentos
inadequados podem impactar negativamente o desempenho e a
pontuação. Os equipamentos necessários incluem um cronômetro (ou
relógio com ponteiro de segundos) e uma régua ou outro dispositivo de
medição com escalas de 5, 12,5 e 25 cm. As cadeiras utilizadas devem
ter uma altura adequada, e um degrau ou banco (com altura
semelhante a um degrau) pode ser empregado para uma das tarefas.
1. SENTADO PARA EM PÉ.
Instruções: Por favor, fique de pé. Tente não usar suas mãos como suporte.
( ) 4 capaz de permanecer em pé sem o auxílio das mãos e estabilizar de maneira
independente .
( ) 3 capaz de permanecer em pé independentemente usando as mãos 
( ) 2 capaz de permanecer em pé usando as mão após várias tentativas . .
( ) 1 necessidade de ajuda mínima para ficar em pé ou estabilizar
( ) 0 necessidade de moderada ou máxima assistência para permanecer
em pé.
2. EM PÉ SEM APOIO.
Instruções: Por favor, fique de pé por dois minutos sem se segurar
em nada. .
( ) 4 capaz de permanecer em pé com segurança por 2 minutos
( ) 3 capaz de permanecer em pé durante 2 minutos com supervisão
( ) 2 capaz de permanecer em pé durante 30 segundos sem suporte
( ) 1 necessidade de várias tentativas para permanecer 30 segundos sem suporte .
( ) 0 incapaz de permanecer em pé por 30 segundos sem assistência
Se o sujeito é capaz de permanecer em pé por 2 minutos sem apoio, marque pontuação
máxima na situação sentado sem suporte. Siga diretamente para o item #4.
3. SENTADO SEM SUPORTE PARA AS COSTAS, MAS COM OS PÉS APOIADOS NO
CHÃO
Instruções: Por favor, sente-se com os braços cruzados durante 2
minutos. . .
( )4 capaz de sentar com segurança por 2 minutos .
( )3 capaz de sentar com por 2 minutos sob supervisão
( )2 capaz de sentar durante 30 segundos .
( ) 1 capaz de sentar durante 10 segundos.
( ) 0 incapaz de sentar sem suporte durante 10 segundos.
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4. EM PÉ PARA SENTADO .
Instruções: Por favor, sente-se. .
( ) 4 senta com segurança com o mínimo uso das mão .
( ) 3 controla descida utilizando as mãos .
( ) 2 apóia a parte posterior das pernas na cadeira para controlar a descida .
( ) 1 senta independentemente mas apresenta descida descontrolada
( ) 0 necessita de ajuda para senta 
5. TRANSFERÊNCIAS.
Instruções: Pedir ao sujeito para passar de uma cadeira com descanso
de braços para outra sem descanso de braços (ou uma cama) . .
( ) 4 capaz de passar com segurança com o mínimo uso das mãos
( ) 3 capaz de passar com segurança com uso das mãos evidente
( ) 2 capaz de passar com pistas verbais e/ou supervisão .
( ) 1 necessidade de assistência de uma pessoa .
( ) 0 necessidade de assistência de duas pessoas ou supervisão para segurança
6 . EM PÉ SEM SUPORTE COM OLHOS FECHADOS .
Instruções: Porfavor, feche os olhos e permaneça parado por 10 segundos.
( ) 4 capaz de permanecer em pé com segurança por 10 segundos
( ) 3 capaz de permanecer em pé com segurança por 10 segundos com supervisão .
( ) 2 capaz de permanecer em pé durante 3 segundos .
( ) 1 incapaz de manter os olhos fechados por 3 segundos mas permanecer em pé .
( ) 0 necessidade de ajuda para evitar queda . .
7. EM PÉ SEM SUPORTE COM OS PÉS JUNTOS
Instruções: Por favor, mantenha os pés juntos e permaneça em pé sem se segurar .
( ) 4 capaz de permanecer em pé com os pés juntos independentemente com segurança
por 1 minuto .
( ) 3 capaz de permanecer em pé com os pés juntos independentemente com segurança
por 1 minuto, com supervisão
( ) 2 capaz de permanecer em pé com os pés juntos independentemente e se manter por
30 segundos .
( ) 1 necessidade de ajuda para manter a posição mas capaz de ficar em pé por 15
segundos com os pés juntos .
( ) 0 necessidade de ajuda para manter a posição mas incapaz de se manter por 15
segundos
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8. ALCANCE A FRENTE COM OS BRAÇOS EXTENDIDOS PERMANECENDO EM PÉ .
Instruções: Mantenha os braços estendidos a 90 graus. Estenda os dedos e tente
alcançar a maior distância possível. O examinador coloca uma régua no final dos dedos
quando os braços estão a 90 graus. Os dedos não devem tocar a régua enquanto
executam a tarefa. A medida registrada é a distância que os dedos conseguem alcançar
enquanto o sujeito está na máxima inclinação para frente possível. Se possível, pedir ao
sujeito que execute a tarefa com os dois braços para evitar rotação do tronco.
( ) 4 capaz de alcançar com confiabilidade acima de 25cm (10 polegadas)
( ) 3 capaz de alcançar acima de 12,5cm (5 polegadas) .
( ) 2 capaz de alcançar acima de 5cm (2 polegadas) .
( ) 1 capaz de alcançar mas com necessidade de supervisão .
( ) 0 perda de equilíbrio durante as tentativas / necessidade de suporte externo
9. APANHAR UM OBJETO DO CHÃO A PARTIR DA POSIÇÃO EM PÉ
Instruções: Pegar um sapato/chinelo localizado a frente de seus pés
( ) 4 capaz de apanhar o chinelo facilmente e com segurança .
( ) 3 capaz de apanhar o chinelo mas necessita supervisão .
( ) 2 incapaz de apanhar o chinelo mas alcança 2-5cm (1-2 polegadas) do chinelo e
manter o equilíbrio de maneira independente
( ) 1 incapaz de apanhar e necessita supervisão enquanto tenta .
( ) 0 incapaz de tentar / necessita assistência para evitar perda de .
equilíbrio ou queda.
10. EM PÉ, VIRAR E OLHAR PARA TRÁS SOBRE OS OMBROS DIREITO E
ESQUERDO . .
Instruções: Virar e olhar para trás sobre o ombro esquerdo. Repetir
para o direito. O examinador pode pegar um objeto para olhar e
colocá-lo atrás do sujeito para encorajá-lo a realizar o giro.
( ) 4 olha para trás por ambos os lados com mudança de peso adequada
( ) 3 olha para trás por ambos por apenas um dos lados, o outro lado mostra menor
mudança de peso .
( ) 2 apenas vira para os dois lados mas mantém o equilíbrio .
( ) 1 necessita de supervisão ao virar .
( ) 0 necessita assistência para evitar perda de equilíbrio ou queda
11. VIRAREM 360 GRAUS .
Instruções: Virar completamente fazendo um círculo completo. Pausa.
Fazer o mesmo na outra direção .
( ) 4 capaz de virar 360 graus com segurança em 4 segundos ou menos.
( ) 3 capaz de virar 360 graus com segurança para apenas um lado em 4 segundos ou
menos .
( ) 2 capaz de virar 360 graus com segurança mas lentamente .
( ) 1 necessita de supervisão ou orientação verbal . .
( ) 0 necessita de assistência enquanto vira .
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12. COLOCAR PÉS ALTERNADOS SOBRE DEGRAU OU BANCO PERMANECENDO
EM PÉ E SEM APOIO .
Instruções: Colocar cada pé alternadamente sobre o degrau/banco.
Continuar até cada pé ter tocado o degrau/banco quatro vezes.
( ) 4 capaz de ficar em pé independentemente e com segurança e completar 8 passos
em 20 segundos .
( ) 3 capaz de ficar em pé independentemente e completar 8 passos em mais de 20
segundos .
( ) 2 capaz de completar 4 passos sem ajuda mas com supervisão .
( ) 1 capaz de completar mais de 2 passos necessitando de mínima assistência . .
( ) 0 necessita de assistência para prevenir queda / incapaz de tentar
13. PERMANECER EM PÉ SEM APOIO COM OUTRO PÉ A FRENTE
Instruções: (demonstrar para o idoso - Colocar um pé diretamente em frente do outro. Se
você perceber que não pode colocar o pé diretamente na frente, tente dar um passo
largo o suficiente para que o calcanhar de seu pé permaneça a frente do dedo de seu
outro pé. (Para obter 3 pontos, o comprimento do passo poderá exceder o comprimento
do outro pé e a largura da base de apoio pode se aproximar da posição normal de passo
do sujeito.)
( ) 4 capaz de posicionar o pé independentemente e manter por 30 segundos . . .
( ) 3 capaz de posicionar o pé para frente do outro independentemente e manter por 30
segundos
( ) 2 capaz de dar um pequeno passo independentemente e manter por 30 segundos .
( ) 1 necessidade de ajuda para dar o passo mas pode manter por 15 segundos . .
( ) 0 perda de equilíbrio enquanto dá o passo ou enquanto fica de pé
14. PERMANECER EM PÉ APOIADO EM UMA PERNA .
Instruções: Permaneça apoiado em uma perna o quanto você puder
sem se apoiar .
( ) 4 capaz de levantar a perna independentemente e manter por . mais de 10 segundos .
( ) 3 capaz de levantar a perna independentemente e manter entre 5 e 10 segundos .
( ) 2 capaz de levantar a perna independentemente e manter por 3 segundos ou mais .
( ) 1 tenta levantar a perna e é incapaz de manter 3 segundos, mas permanece em pé
independentemente .
( ) 0 incapaz de tentar ou precisa de assistência para evitar queda
Pontuação Total
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NÃO EXISTEM RISCOS DE
QUEDAS
LOCOMOÇÃO SEGURA
MAS COM
RECOMENDAÇÕES DE
ASSISTÊNCIA DE MARCHA
INDICA 100% DE RISCO DE
QUEDAS
37 - 44 PONTOS 45 - 56 PONTOS0 - 36 PONTOS
40
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Com as alterações funcionais inerentes ao processo de
envelhecimento, as quedas tornam-se eventos frequentes,
influenciados por múltiplos fatores. Essas quedas representam uma
preocupação significativa para os idosos, podendo resultar em declínio
na capacidade física, fragilização, redução da marcha e um aumento
no risco de institucionalização.
Esses fatores contribuem para um aumento no risco de quedas e
possíveis lesões associadas. Os resultados encontrados no estudo de
Teixeira e colaboradores (2019) evidenciam que a prevalência de
quedas em idosos ocorre a partir da interação deles com o meio
ambiente em que vivem, quando comparados com aqueles advindos
de agravos da saúde do indivíduo. Portanto, os fatores extrínsecos
mostraram-se mais predominantes do que os fatores intrínsecos
(TEIXEIRA et al., 2019).
Diante dessas circunstâncias, o teste Timed Up and Go (TUG) visa
avaliar a mobilidade e o equilíbrio funcional, especialmente em adultos
mais velhos. Destaca-se por sua execução simples, custo acessível e
eficácia na avaliação da mobilidade e equilíbrio funcional. Sua procura
tem aumentado devido à sua associação com o risco de quedas, o
medo de cair e sua capacidade funcional (ALEXANDRE et al., 2012).
Tudo que você vai precisar é de uma cadeira de aproximadamente 45
cm, um cone (pode até usar garrafa pet ou qualquer outro marcador
visual) e um cronômetro. 
4. TIMED UP-AND-GO TEST (TUG Test)
3 metros
Figura 3: Timed Up-and-Go Test clássico
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Muito embora, alguns trabalhos sugerem que o TUG test, sozinho, tem
baixa capacidade de avaliar o risco de quedas em idosos, em um
artigo recente de revisão, os autores reuniram 10 trabalhos que
analisaram a sensibilidade do TUG test em identificar o risco de
pessoas idosas sofrerem quedas (ANDRADE etal., 2021). Em suas
conclusões, é possível ver um grande número de publicações que
atestam o TUG test como ferramenta viável e confiável, já outros
estudos apresentam resultados divergentes.
Como no estudo de Bretan e colaboradores,
que avaliou 102 idosos com idades iguais ou
maiores de 75 anos, constatando que o TUG
test é uma boa ferramenta para avaliar o risco
de quedas (BRETAN et al., 2013). Já em outro
estudo, os autores encontraram que o teste
clássico não se associava ao risco de quedas e
devem ser utilizados com cautela (VIRTUOSO
et al., 2014)
Portanto, com base nos estudos apresentados, os resultados
mencionados não indicam a eficácia isolada do teste TUG na predição
do risco de quedas em idosos. No entanto, as pesquisas apontam para
resultados positivos quando o teste é complementado por outras
avaliações. Destaca-se a necessidade de escalas eficazes que
contribuam para a prática clínica, permitindo a avaliação do risco de
quedas (ANDRADE et al., 2021).
Grande parte das divergências encontradas, no que diz respeito aos
resultados observados nas pesquisas com idosos, pode estar atrelado
à grande heterogeneidade das amostras, tanto quando à idade como
quanto etnias diferentes. Idades mais avançadas é um fator que
contribui para aumento do risco de quedas pela redução da
funcionalidade, o que poderia levar a um aumento do tempo que cada
indivíduo leva para completar o teste, não necessariamente indicando
que há maior ou menor risco de sofrerem quedas. O medo de sofrer
quedas é outro fator.
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ATÉ 10 SEGUNDOS DESEMPENHO NORMAL PARA ADULTOS SAUDÁVEIS.
BAIXO RISCO DE QUEDAS
ENTRE 11 E 20
SEGUNDOS
NORMAL PARA IDOSOS FRÁGEIS OU COM
DEBILIDADE, MAS QUE SE MANTÊM INDEPENDENTES
NA MAIORIA DAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA. BAIXO
RISCO DE QUEDAS
ENTRE 21 E 29
SEGUNDOS
AVALIAÇÃO FUNCIONAL OBRIGATÓRIA. INDICADO
ABORDAGEM ESPECÍFICA PARA A PREVENÇÃO DE
QUEDA. RISCO DE QUEDAS MODERADO
30 SEGUNDOS OU
MAIS
AVALIAÇÃO FUNCIONAL OBRIGATÓRIA. INDICADO
ABORDAGEM ESPECÍFICA PARA A PREVENÇÃO DE
QUEDA. ALTO RISCO PARA QUEDAS
Para isso, apresento-lhes agora um trabalho publicado por brasileiros
que valida o TUG test para nossa população, e estabelece um ponto
de corte diferente dos encontrados no teste clássico (Figura 3).
O estudo prospectivo investigou a precisão do teste Timed Up and Go
(TUG) na triagem do risco de quedas entre 63 idosos residentes em
uma comunidade. Além de aplicar um questionário de análise funcional
multidimensional, a mobilidade foi avaliada por meio do TUG. Os
resultados indicaram que o TUG se mostrou uma medida precisa para
a triagem do risco de quedas em idosos, embora o ponto de corte
fosse diferente dos valores relatados internacionalmente. A média
registrada foi de 12,47 segundos para idosos brasileiros, sugerindo ser
uma previsão mais adequada para idosos brasileiros (ALEXANDRE et
al., 2012).
Tabela 4: Valores internacionais de referência para avaliação funcional de pessoas
idosas com base no TUG test.
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A massa muscular diminui em uma taxa de 1% a 2% ao ano a partir
dos 50 anos de idade, e declínios ainda maiores são observados na
força muscular, que diminui em aproximadamente 1,5% ao ano entre
as idades de 50 e 60 anos e 3% depois disso ao ano em média, a
partir disso (VON HAEHLING; MORLEY; ANKER, 2010). Além disso,
potência do músculo esquelético (ou seja, a capacidade do músculo de
produzir contrações fortes e rápidas) diminui mais rapidamente do que
a força muscular durante o envelhecimento (REID; FIELDING, 2012).
Um ponto de partida importante é, determinar qual o índice de
sarcopenia. Introduzindo nos protocolos de avaliação física, além das
avaliações já citadas anteriormente, que avaliam fragilidade e risco de
quedas, protocolos de avaliação de força e potência capazes de
entregar dados confiáveis sobre a perda da massa muscular e
funcionalidade que, juntas aumentam o risco de desenvolvimento de
doenças osteoarticulares, osteoporose e o risco aumentado de fraturas
ao sofrer quedas.
5. AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE SARCOPENIA
5.1 O que é sarcopenia?
O termo sarcopenia [do grego, “sarx”
(carne) e “penia” (perda)] foi
originalmente proposta por Irwin
Rosenberg (1989) para descrever a
diminuição da massa muscular
relacionada à idade. No entanto, esta
definição evoluiu nas últimas décadas
e agora se refere a uma condição
caracterizada por diminuições na
massa e função muscular, e no último
Consenso Europeu sobre definição e
diagnóstico de sarcopenia muscular a
força vem à tona como o principal
determinante.
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Estima-se que a sarcopenia afete aproximadamente 5% a 13% dos
idosos entre 60 e 70 anos, podendo chegar a afetar 11% até 50% dos
idosos de 80 anos ou mais, afetando tanto idosos saudáveis, quanto
idosos acometidos por doenças crônicas (VON HAEHLING; MORLEY;
ANKER, 2010). Essa condição aumenta muito o risco de quedas
(BISCHOFF-FERRARI et al., 2015) e como resultado, o
comprometimento da performance física e capacidade de realizar as
tarefas diárias que, por sua vez, leva a uma redução na independência.
A sarcopenia traz uma série de consequências, sendo ela de forma
isolada ou acompanhada de outras comorbidades a condição está
associada ao aumento do tempo de internação do paciente
hospitalizado, aumento do risco de infecções hospitalares,
comprometimento da deglutição (disfagia sarcopênica), au mento dos
efeitos colaterais medicamentosos, o aumento do risco de quedas,
diminuição da função em relação às ativida des de vida diária (AVD) e
aumento da mortalidade (MITCHELL et al., 2012).
5.2 Força de preensão manual
A força de preensão manual (FPM) é o esforço necessário para agarrar
um objeto e é necessária para diversas atividades funcionais da vida
diária (LEE; GONG, 2020). É um indicador útil em diversas situações
clínicas e pode ser facilmente medido com baixo custo. A FPM está
associada a diversas doenças crônicas, declínio cognitivo, tempo de
internação hospitalar e mortalidade (COOPER et al., 2010).
Para avaliação da FPM utilizamos um dinamômetro manual. Existem 3
tipos principais de aparelhos disponíveis, são eles: 1) Hidráulico
(Figura 4); 2) Pneumático (Figura 5); e 3) Mecânico digital (Figura 6)
(LEE; GONG, 2020).
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Figura 4: Dinamômetro hidráulico Figura 5: Dinamômetro pneumático Figura 6: Dinamômetro mecânico
5.2.1 Como realizar a avaliação
Autores relataram em suas pesquisas que a FPM era mais fraca
quando avaliada na posição deitada do que em pé ou sentado, e
sugeriu a influência da gravidade como uma de suas causas. No
entanto, Richards, em seu trabalho, relatou que não houve diferença
significativa na FPM entre a posição supina e sentada e sugeriu que a
influência da gravidade não era significativa (RICHARDS, 1997).
Para efeito de comparação, Hillman e colaboradores compararam a
FPM em 3 posições: posição supina sem apoio de braço, sentado com
apoio de braço (poltrona) e sentado sem apoio de braço (HILLMAN et
al., 2005). Como resultado, a FPM foi significativamente mais forte na
posição sentada sem apoio de braços do que nas outras 2 posições.
Eles atribuíram a causa à posição do cotovelo e não à posição deitada
ou sentada.
Geralmente, a posição sentada sem apoio do braço é a posição
preferida e mais utilizada em todos os protocolos e trabalhos
publicados que utilizaram a FPM como medida de avaliação para
pesquisa.
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Ressonância magnética (MRI) e tomografia computadorizada (CT) são
considerados o padrão ouro para a avaliação de massa muscular, mas
a sua viabilidade nos cuidados primários é questionável devido ser um
examede alto custo e pouco prático (BEAUDART et al., 2016; CRUZ-
JENTOFT et al., 2019). A este respeito, o exame de raio-x de dupla
energia (DEXA; Figura 7) foi proposta como uma medida válida,
alternativa de baixa radiação para a avaliação clínica de rotina de
massa muscular em idosos (BEAUDART et al., 2016). 
O sistema de análise faz inspeção transversa do corpo inteiro, em
intervalos de 1cm da cabeça aos pés, e a partir dos seus resultados
podemos quantificar a massa magra (muscular), massa óssea, massa
gorda, percentual de gordura, percentual de massa muscular e a
medida da gordura visceral. Limiares de 20 e 15 kg (quando não
ajustado) ou 7 e 6 kg/m² (quando ajustado para altura²) da massa
magra apendicular (ou seja, a soma da massa muscular dos quatro
membros) foram propostos como pontos de corte para sarcopenia em
homens e mulheres, respectivamente (CRUZ-JENTOFT et al., 2019).
Ao final deste capítulo, vou apresentar um algorítimo que vai facilitar
sua vida na hora de avaliar o índice de sarcopenia, através da
identificação de pontos chave (Figura 11).
5.3 Índice de massa muscular
Figura 7: DEXA
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Na ausência de um exame padrão ouro, segue uma fórmula para
estimar o índice de massa apendicular em idosos. Fique atento para
utilizar os valores corretos para as variáveis.
(0.244×peso corporal-kg) + (7.8×altura-m) + (6.6×sexo) − (0.098×idade) + (raça−3.3)
QUALIDADE E QUANTIDADE DE MASSA MAGRA APENDICULAR
Homens: ≤ 8,50 kg/m2= sarcopenia severa; 
8,51 - 10,75 kg/m2= sarcopenia moderada e; 
≥ 10,76 kg/m2= massa muscular normal
Utilize para a variável SEXO: 1 = homens e 0 = mulheres. Utilize para a
variável ETNIA: 1,2 = asiáticos; 1,4 = pretos e 0 = caucasianos
Mulheres: ≤ 5,75 kg/m2= sarcopenia severa; 
5,76 - 6,75 kg/m2= sarcopenia moderada e; 
≥ 6,76 kg/m2= massa muscular normal
5.4 Circunferência da Panturrilha
Outro método que foi proposto quando o DEXA não é uma opção
viável é a avaliação antropométrica (BEAUDART et al., 2016), que é o
método mais utilizado na prática clínica de acordo com a uma recente
pesquisa internacional que mostra que, entre aqueles médicos que
avaliam a massa muscular em pacientes idosos, 58% usam dados
antropométricos, 46% DEXA, 23% Bioimpedância e <20%
ultrassonografia, ressonância magnética ou tomografia
computadorizada (BEAUDART et al., 2019). Embora várias medidas
antropométricas estejam disponíveis para avaliação de rotina (como
por exemplo, índice de massa corporal, circunferência da panturrilha
ou do braço, espessura das dobras cutâneas), a circunferência da
panturrilha (CP) é a mais popular.
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Entretanto, no que diz respeito à CP, observou-se que a maior parte da
popula ção tinha suas reservas de massa muscular da panturrilha
preservada, mas vale ressaltar que essa medida é sensível para a
população idosa e não a população adulta. Contudo, foi evi denciado
que a maior parte da amostra de estudo conduzido tinha sobrepeso ou
obesidade, dessa forma as medidas antropo métricas podem ter sido
influenciadas visto que não houve separação da massa gordurosa e
muscular (SOUZA et al., 2020). Além disso, é necessário ser cauteloso
quanto ao diagnóstico de sarcopenia através da CP pois, em muitos
casos, os pacientes/clientes idosos podem apresentar problemas
circulatórios, causando inchaço nos membros inferiores, o que interfere
na circunferência da perna.
As medidas antropométricas não são
indicadores precisos de massa muscular
(TOSATO et al., 2017), mas um
tamanho menor da panturrilha (ponto de
corte <31 cm para circunferência da
panturrilha) está associada com maior
índice de fragilidade e menor
desempenho nos mais velhos (LANDI et
al., 2014). Contudo, de acordo com um
trabalho conduzido por pesquisadores
brasileiros, que avaliaram 132 idosos
com média de idade de 69 anos, mostra
um ponto de corte diferente para
homens (33cm) e para mulheres (31cm)
(PAGOTTO et al., 2018).
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A utilização de dispositivos de medição validados e confiáveis é de
suma importância na prática clínica. Nesse contexto, destaca-se um
instrumento denominado Short Physical Performance Battery, da sigla
em inglês SPPB ou simplesmente, Bateria Breve de Desempenho
Físico em uma tradução livre. Aqui usaremos a sigla SPPB.
A bateria de testes constitui-se de um conjunto de testes para avaliar a
capacidade funcional, originada nos Estados Unidos e elaborada
principalmente por Jack M. Guralnik. A adaptação cultural e avaliação
da confiabilidade da SPPB para a população idosa brasileira foram
realizadas por Nakano em 2007.
A SPPB incorpora dados provenientes dos testes de velocidade da
marcha, equilíbrio estático e força nos membros inferiores (MMII),
avaliada indiretamente por meio do teste de levantar e sentar. Esses
três parâmetros de capacidade são reconhecidos como válidos e
previsores do desempenho dos MMII em diversas populações,
sobretudo na população idosa. Veja a figura 8.
5.5 Performance Física - SPPB
Figura 8: Protocolos de avaliação da SPPB e suas classificações.
TESTE DE EQUILÍBRIO TESTE DE VELOCIDADE DA MARCHA
TESTE DE SENTAR E LEVANTAR
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O envelhecimento é um processo natural que, em diversos aspectos, é
marcado por uma diminuição desigual no desempenho muscular,
iniciando-se muito antes de o indivíduo atingir a idade avançada.
Estima-se que, entre a quarta e a sétima década de vida, ocorra uma
redução de 50% na massa e na força muscular humana, sobretudo
devido à diminuição das fibras musculares do tipo II (REID; FIELDING,
2012).
Recentemente, descobriu-se que os saltos com contramovimento
medidos pela Análise do Salto Vertical (SV) se correlacionam bem com
métodos para avaliar o risco de queda e o declínio muscular em
adultos mais velhos (RUNGE et al., 2004). Salto Vertical avalia
quantitativamente a função muscular em idosos em uma ampla gama
de capacidades de desempenho físico, incluindo aqueles necessários
para evitar quedas, especialmente potência (RUNGE; HUNTER, 2006).
Com base nesses dados, um grupo de pesquisadores conduziu um
estudo com o objetivo de determinar a segurança, em termos de
integridade física e precisão de testes de salto vertical em um grupo de
mulheres idosas, e comparar os resultados com os testes tradicionais
de função e isocinéticos. Participaram do estudo 49 mulheres acima de
60 anos. Todas foram avaliadas em dinamômetro isocinético (figura 9)
para extensores e flexores dos joelhos e para o salto vertical, utilizando
plataforma de salto, com e sem contramovimento (figuras 10a e 10b).
5.6 Avaliação do salto vertical
Figura 9: Dinamômetro isocinético
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Figura 10a: Salto vertical com contramovimento (nesta figura com swing de braços)
Figura 10b: Salto vertical sem contramovimento, com as mãos na cintura.
Os resultados do estudo mostraram que avaliar o salto vertical é
seguro e eficaz para avaliação da potência dos membros inferiores em
idosas com mais de 60 anos. Houve correlação positiva entre o teste
de sentar e levantar de 30 segundos e o salto vertical, além de mostrar
correlação negativa com o IMC e percentual de gordura, ou seja,
quanto maior a massa corporal pior será o resultado do teste (SANTOS
et al., 2022).
Em outro estudo, que teve como objetivo comparar a performance de
salto vertical e força dos membros inferiores baseado no nível de
sarcopenia em homens e mulheres idosos de 55 a 75 anos. No total,
foram avaliados 60 indivíduos, 27 homens e 33 mulheres, para
potência de membros inferiores utilizando plataforma de salto do tipo
Tendo FiTRODYNE. Além disso, também foram testados para força
máxima por teste de 1RMno Leg press e abdução e adução do quadril
em máquinas de musculação. Ao final, puderam concluir que há uma
correlação entre a potência do salto e índice de sarcopenia (SINGH et
al., 2014).
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Analisando a capacidade funcional da pessoa a ser avaliada:
muitos idosos não têm experiência com exercícios físicos, e o
salto exige um nível mais alto de desenvolvimento motor para
ser utilizando, aumentado a eficácia e segurança do teste. Por
vezes, o teste é ruim simplesmente porque o idoso ou idosa não
sabe saltar, assim o resultado do teste é comprometido pelo
comportamento motor.
Apesar do salto vertical ser uma estratégia considerada segura e eficaz
para avaliação da potência dos membros inferiores em idosos, os
materiais e equipamentos utilizados para tal são de difícil acesso e de
valores mais elevados e, apesar de serem o padrão ouro para
evidências científicas, são pouco aplicáveis no mundo real para o
personal trainer. Mas é preciso ponderar 2 coisas muitos importantes:
Avaliar se é REALMENTE necessário e imprescindível a
avaliação, analisando custo-benefício do teste, uma vez que
idosos podem apresentar problemas ortopédicos que aumentam
risco de dor e lesão.
Na medida que a tecnologia avança, aplicações para celulares vem
surgindo com objetivo de facilitar e dar mais dinâmica a vida das
pessoas. No caso do profissional de educação física, os aplicativos são
práticos para realização de avaliações físicas e oferecem dados
relevantes e confiáveis. Aqui deixo 2 opções de aplicativos que podem
ser utilizados.
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Um estudo teve o objetivo de quantificar a validade e a confiabilidade
de um novo aplicativo para celulares baseados no sistema Android
para medir o desempenho do salto. O aplicativo JumPO 2® forneceu
uma medida válida de desempenho de salto, uma vez que suas
medidas de tempo de voo estavam fortemente associadas com
medidas de tempo de voo obtidas a partir de uma plataforma de força,
embora um pequeno erro sistemático foi observado (VIEIRA et al.,
2021). Tais erros eram de magnitude semelhante ao relatado em
estudos que usaram outros aplicativos, como o My Jump 2. Os
resultados do estudo de validação do My Jump 2, mostrou que a altura
do CMJ pode ser facilmente avaliados, com precisão de forma
confiável (BALSALOBRE-FERNÁNDEZ; GLAISTER; LOCKEY, 2015).
Em ambos os aplicativos, é possível assistir vídeos tutoriais ensinando
como conduzir as avaliações. Quais medidas são necessárias, como
consegui-las e como introduzi-las no aplicativo. Até o momento da
escrita desse livro, o JumPO 2 está disponível apenas para plataforma
Android, na Play Store. O My Jump 2, está disponível para Android e
IOS.
5.6.1 Aplicativos para Smartphones
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Tem déficit na força
muscular?
Quantidade/qualidade
muscular baixa?
Baixo desempenho
físico?
Força Preensão
Manual Massa apendicular magra Caminhada 400m
Vel. da marcha
Escore SPPB
Levantar da cadeira
NÃO SIM NÃO SIM NÃO SIM
Meça a qualidade e
quantidade muscular
Sem
sarcopenia
Sarcopenia
confirmada
Avalie a 
performance física
Intervenção
para evitar
declínio
funcional
Sarcopenia
severa
VELOCIDADE DA MARCHA DESFECHOS
> 1,3 m/s Idosos bem condicionados
> 1,0 m/s Idosos saudáveis com baixo risco de eventos adversos
< 1,05 m/s Declínio cognitivo estimado em 5 anos
< 1,0 m/s Morte e hospitalização em 1 ano
< 0,8 m/s Limitação das atividades de vida diária e mortalidade em 2 anos, SARCOPENIA
< 0,7 m/s Morte, hospitalização, institucionalização e quedas
< 0,6 m/s Declínio funcional e cognitivo, institucionalização e morte
< 0,42 m/s Dependência funcional e comprometimento grave da marcha
< 0,2 m/s Extremamente frágil
Figura 11: Algorítimo para identificação de sarcopenia em pessoas idosas. Adaptado de VALENZUELA, P. L. et al. Physical Exercise
in the Oldest Old. Em: TERJUNG, R. (Ed.). Comprehensive Physiology. 1. ed. [s.l.] Wiley, 2019. p. 1281–1304.
Tabela 5: Referência e classificação do nível funcional e sarcopenia por base na velocidade da marcha.
Ponto de corte da velocidade da marcha para classificação de sarcopenia.
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O índice tornozelo-braquial é um exame complementar não invasivo
que complementa o diagnóstico da doença arterial obstrutiva periférica
(DAOP) nos membros inferiores, tendo sido inicialmente delineado por
Winsor em 1950.
O cálculo desse índice consiste na razão entre a pressão sistólica da
artéria braquial direita ou esquerda (o valor mais elevado) e a pressão
sistólica das artérias maleolares tibial anterior ou tibial posterior (o valor
mais elevado). Suas vantagens incluem o baixo custo, a execução por
médicos não especialistas devidamente treinados e a necessidade
apenas de um esfigmomanômetro e um sonar Doppler ou
estetoscópio.
Para além de sua aplicação na avaliação da DAOP, o índice tornozelo-
braquial atua como indicador de doença aterosclerótica em outras
regiões e como marcador prognóstico para eventos cardiovasculares.
Diversos estudos já evidenciaram que pacientes com índice tornozelo-
braquial inferior a 0,9 apresentam uma taxa de mortalidade de 3-6
vezes maior em um período de 5 anos, em comparação com os
controles.
Essa avaliação também pode ser aplicada sem a utilização de
equipamentos sofisticados e caros. Você pode utilizar um aparelho
para verificar a pressão arterial do tipo digital (figura do
esfigmomanômetro digital). A parte legal desse tipo de avaliação é que,
caso encontre algum valor de referência como os descritos na tabela
abaixo, você poderá solicitar ao seu cliente que consulte seu médico
cardiologista, informando os valores registrados em medidas bilaterais,
ou seja, lado direito e lado esquerdo.
6. ÍNDICE TORNOZELO-BRAQUIAL
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6.1 Protocolo de medição do ITB
- O cliente deve permanecer em repouso por 5 a 10 minutos em
decúbito dorsal horizontal.
- Não deve ter fumado por pelo menos 2 horas antes.
- O manguito do esfigmomanômetro deve ter largura de pelo menos
40% da circunferência do membro.
- Deve-se proceder a aferição da PAS nas duas artérias braquiais
normalmente.
- O manguito deve ser colocado na perna com sua borda distal 2 cm
acima do maléolo medial.
- Utilize um aparelho de aferição digital certificado, como por exemplo o
Omron Hem-7122 (Figura 12)
Figura 12: Aparelho para avaliar pressão arterial
Omron Hem-7122.
Ao avaliar um indivíduo com sobrepeso
ou obeso, será necessário utilizar uma
bolsa especial, que não acompanha o
aparelho. Neste caso, existem outras
opções no mercado como G-TECH
Home BSP11 (Figura 13).
Figura 13: Aparelho para avaliar pressão arterial
G-Tech Home BSP11.
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Consequentemente, indivíduos de estatura mais elevada geralmente
apresentam Índices Tornozelo-Braquial (ITB) superiores em
comparação com indivíduos mais baixos, devido a esse fenômeno
físico. Por ser uma razão, o ITB é menos afetado por fatores que
influenciam a hemodinâmica global, como hemodiálise e frequência
cardíaca.
Pacientes com diabetes ou insuficiência renal crônica frequentemente
apresentam uma alta prevalência de calcificação na camada média das
artérias da perna, o que impede o colapso durante a insuflação do
manguito pressórico e, assim, eleva falsamente o valor do ITB. Nesses
casos, é recomendado calcular o índice utilizando a artéria do hálux,
que geralmente permanece preservada da calcificação, nesse caso, a
avaliação só poderá ser feita pelo médico em ambiente clínico.
6.3 Como interpretar
A discrepância entre as pressões arteriais sistólica e diastólicaaumenta
à medida que se movimenta distalmente ao longo da árvore arterial,
resultando em um aumento da pressão sistólica e uma redução da
pressão diastólica. 
6.2 Como medir
Abaixo segue uma figura que explica claramente como se deve fazer a
medição.
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Figura 14: Instruções para medição e cálculo do ITB.
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> 1,3 Não compreensível
0,91 - 1,29 Normal
0,41 - 0,90 DAOP leve a moderada
0 - 0,4 DAOP grave
Tabela 6: Interpretação do índice de pressão sistólica tornozelo-braquial (ITB).
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Clique na imagem e
acesse o curso
Eu preparei um conteúdp super completo onde eu falo detalhadamente
sobre tudo isso.
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https://symp.la/mnwmpf
A depressão é um transtorno de humor grave. Pode afetar a maneira
como você sente, age e pensa. A depressão é um problema comum
entre os idosos, mas a depressão clínica não é uma parte normal do
envelhecimento. Na verdade, estudos mostram que a maioria dos
idosos se sente satisfeita com a sua vida, apesar de ter mais doenças
ou problemas físicos do que os mais jovens. No entanto, se uma
pessoa sofreu de depressão quando era mais jovem, é provável que
venha a sofrer de depressão quando for um adulto mais velho.
Existem vários tipos de depressão que os idosos podem experimentar:
Transtorno Depressivo Maior – inclui sintomas que duram pelo menos duas semanas
e que interferem na capacidade de uma pessoa realizar tarefas diárias
1.
Transtorno Depressivo Persistente (Distimia) – um humor deprimido que dura mais de
dois anos, mas a pessoa ainda pode ser capaz de realizar tarefas diárias, ao
contrário de alguém com Transtorno Depressivo Maior
2.
Transtorno Depressivo Induzido por Substâncias/Medicamentos – depressão
relacionada ao uso de substâncias, como álcool ou analgésicos
3.
Transtorno Depressivo Devido a uma Condição Médica – depressão relacionada a
uma doença separada, como doença cardíaca ou esclerose múltipla.
4.
7. DEPRESSÃO EM IDOSOS
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A incidência de diagnóstico de depressão no Brasil cresceu 40% entre
o período pré-pandemia e o primeiro trimestre de 2022, segundo
levantamento Covitel, realizado pela Vital Strategies e pela UFPel
(Universidade federal de pelotas). A pesquisa ouviu mais de 9 mil
pessoas de todas as regiões do país entre 18 e 65 anos ou mais. Cerca
de 58% dos entrevistados eram mulheres. De acordo com a pesquisa,
o percentual de brasileiros que relataram ter a doença saltou de 9,6%
para 13,5%, um aumento de quase 40%. O levantamento também
identificou maior prevalência da condição em mulheres (39,3%).
7.1 Fatores de risco para depressão
Há muitas coisas que podem se apresentar como fatores de risco de
depressão. Para algumas pessoas, alterações químicas no cérebro,
serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina,
substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células, podem
afetar o humor e resultar em depressão. Outros podem sofrer de
depressão após um acontecimento importante na vida, como um
diagnóstico médico ou a morte de um ente querido. Às vezes, aqueles
que estão sob muito estresse – especialmente pessoas que cuidam de
entes queridos com doenças graves ou deficiências – podem sentir-se
deprimidos. Outros podem ficar deprimidos sem motivo claro.
Estudos recentes trouxeram grande preocupação no que diz respeito a
saúde física de indivíduos com depressão, que de fato, vem
acompanhada por alterações comportamentais e biológicas que
deterioram a saúde, atingindo principalmente o sistema cardiovascular
(GOLDSTEIN et al., 2015). Além disso, autores chegaram à conclusão
de que indivíduos diagnosticados com depressão severa, morrem em
média 10 anos antes do que indivíduos saudáveis, isso mesmo quando
excluímos os casos de suicídio (CUIJPERS et al., 2014; LAURSEN et
al., 2016).
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O exercício pode amenizar os sintomas da depressão reduzindo a
inflamação. Até agora, no que diz respeito a intensidade do exercício,
ainda não sabíamos com certeza qual seria a mais adequada a adotar
na prescrição. Contudo, em estudo recente, os resultados mostraram
que a intensidade é importante e que o exercício contínuo de moderada
intensidade pode ser ideal para prescrição de exercícios como
estratégia para melhora da saúde mental (PAOLUCCI et al., 2018). Na
ocasião, os pesquisadores analisaram 61 adultos saudáveis entre 18 e
30 anos diagnosticados com depressão que não praticavam exercícios
regularmente.
Por este motivo, é extremamente importante identificar se há ou não
risco de desenvolvimento de depressão em pessoas idosas, bem como
o grau da condição. Por isso, apresento-lhes uma Escalada de
Depressão Geriátrica, a Global Distress Scale 15 ou simplesmente,
GDS-15. A Escala de Depressão Geriátrica (GDS) é um dos
questionários mais utilizados para o rastreamento de depressão em
idosos. Talvez um dos questionários com maior poder de validação e
confiabilidade. Sendo criado em língua inglesa por Yesavage et al.
(1983), a escala completa original apresenta 30 perguntas, sendo
desenvolvida especialmente para idosos, com perguntas que evitam a
esfera das queixas somáticas.
7.2 Escala de depressão geriátrica
O GDS apresenta vantagens incríveis, destacando-se pela formulação
de perguntas claras, uma quantidade limitada de opções de resposta,
possibilidade de autoaplicação e aplicação por um entrevistador
treinado, mesmo sem formação em psicologia. Trata-se de um
questionário resumido (original com 30 questões) e foi modificado para
um formato que de correlaciona mais fortemente com diagnóstico de
depressão.
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PERGUNTAS SIM = 0 NÃO = 1
1. Está satisfeito (a) com a sua vida?
2. Diminuiu a maior parte de suas atividades e interesses?
3. Sente que a vida está vazia?
4. Aborrece-se com frequência?
5. Sente-se bem com a vida na maior parte do tempo?
6. Teme que algo ruim possa lhe acontecer?
7. Sente-se feliz a maior parte do tempo?
8. Sente-se frequentemente desamparado (a)?
9. Prefere ficar em casa a sair e fazer coisas novas?
10. Acha que tem mais problemas de memória que a maioria?
11. Acha que é maravilhoso estar vivo (a) agora?
12. Vale a pena viver como vive agora?
13. Sente-se cheio (a) de energia?
14. Acha que sua situação tem solução?
15. Acha que tem muita gente em situação melhor?
O quadro abaixo demonstra que as perguntas são simples e de fácil
aplicação no método. As respostas são classificadas como 0 ou 1, e se
a soma das respostas ultrapassar 5, o cliente ou paciente é
classificado como suspeito de depressão. Caso isso aconteça,
encaminhe para uma avaliação psicológica com profissional
capacitado.
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Se você chegou até aqui, MEUS PARABÉNS. Foi uma jornada e tanto.
Passei pra você tudo que eu sei sobre avaliação das capacidades
funcionais e da saúde de pessoas idosas, muita teoria associado a
muitos elementos práticos que devem ser colocados em ação
IMEDIATAMENTE.
Mas você pode estar se perguntando: “Quais avaliações usar?” “Como
vou organizar tudo isso pra colocar em prática?”
É simples. Eu preparei um modelo de anamnese COMPLETO com as
avaliações que considero mais relevantes. Tudo organizado e em uma
sequência prática muito foda!
Mas olha só, não é necessário realizar todos os testes em uma única
sessão, tome seu tempo, aplique apenas os questionários que achar
mais relevante para o momento. Vou dar um exemplo, se seu aluno ou
aluna está demonstrando uma baixa auto-estima, aplique o
questionário certo pra isso, se não, aplique outros testes mais
importantes pro momento.
Basta clicar no ícone aolado para baixar
a planilha de anamnese gratuitamente!
ANAMNESE
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https://drive.google.com/file/d/1J5oGSVPPgIZpicDTBO-ROs4531Evngox/view?usp=drive_link
8. REFERÊNCIAS
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