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RELATÓRIO DE TIPOS DE SONDAS 
● SONDA NASOGÁSTRICA (SNG): 
 
→ Características específicas: feita de plástico transparente e atóxico; possui uma única luz, 
com 4 orifícios na extremidade (fenestras); tem marcas ao longo de sua extensão, para 
facilitar a sua introdução; possuem 115 cm de comprimento; calibres variam de 12 a 20 F 
(ou Fr). 
 
→ Indicações: 
– Má nutrição; 
– Dificuldade para engolir; 
– Lesões na cabeça; 
– Cirurgia na região da boca e garganta; 
– Doenças do trato gastrointestinal, como doença inflamatória intestinal, síndrome do 
intestino curto, ou estreitamento do esôfago; 
– Doenças degenerativas, como fibrose cística, esclerose múltipla ou doença do 
neurônio motor; 
– Pós-AVC; 
– Doenças do fígado, especialmente nos casos de ascite; 
– Doenças renais; 
– Câncer de cabeça e pescoço; 
– Ventilação mecânica; 
– Doenças psiquiátricas, como depressão grave ou anorexia nervosa; 
– Pós-cirurgia intestinal; 
– Coma. 
Nesses casos, a sonda nasogástrica é indicada para uso em até 6 semanas de tratamento, sendo 
que a pessoa deve ter o estômago e intestinos funcionando normalmente, para que ocorra a 
absorção dos nutrientes ou remédios passados pela sonda. 
 
→ Contraindicações: 
– Trauma maxilofacial grave 
– Obstrução nasofaríngea ou esofágica 
– Anormalidades esofágicas, como ingestões cáusticas recentes, divertículos ou 
estenoses, devido ao alto risco de perfuração esofágica 
– Distúrbios de coagulação não tratados 
– Intervenção esofágica muito recente, como ligadura elástica esofágica (discutir com o 
gastroenterologista do paciente antes de tentar inserir) 
 
 
→ Cuidados que o profissional deve ter na execução das técnicas: o profissional deve lavar 
as mãos adequadamente antes do procedimento; colocar o na posição de Fowler, na qual 
o paciente é posicionado parcialmente sentado, por meio da elevação da cabeceira da 
maca a um ângulo entre 45º e 60º; medir o comprimento da sonda. 
 
● SONDA NASOENTERAL (SNE): 
 
→ Características específicas: acrescenta-se a sonda em 15 a 20 cm abaixo do processo 
xifoide; sonda permanecerá com 15 a 20 cm enrolada no estômago e o peristaltismo 
gástrico a conduzirá até o duodeno ou jejuno. 
 
→ Indicações: pacientes inconscientes e/ou com dificuldade de deglutição. 
 
→ Contraindicações: pacientes com desvio de septo e TCE. 
 
→ Cuidados que o profissional deve ter na execução das técnicas: após a introdução da 
parte lubrificada, flexionar o pescoço de tal forma que o queixo se aproxime do tórax; 
solicitar para o paciente que faça movimentos de deglutição durante a passagem da 
sonda pelo esôfago, observando se a mesma não está na cavidade bucal; ao fixar a sonda, 
não pressionar a asa do nariz (risco de isquemia e necrose); Verificação de sinais como 
tosse, cianose, sensação de sufocamento e dispneia, os quais são indicativos de que a 
sonda pode ter progredido para a traqueia; aspiração do conteúdo gástrico. 
 
● SONDA VESICAL DE DEMORA (SVD): 
→ Características específicas: é um procedimento estéril que consiste na introdução de 
uma sonda até a bexiga, através da uretra, com a finalidade de facilitar a drenagem da 
urina ou instilar medicação ou líquido, com tempo de permanência longo (pode variar de 
dias a meses), determinado pelo médico. As sondas vesicais variam quanto ao calibre, à 
configuração da ponta, ao número de vias, ao tamanho do balão, ao tipo de material e ao 
comprimento. 
– Calibre: os tamanhos variam de 12 a 24 Fr para adultos e 8 a 12 Fr para crianças 
(O calibre é padronizado em unidades French (Fr)). 
– Ponta: as sondas de Folley (látex de duplo lúmen) possuem uma ponta reta e um 
balão inflável para autorretensão. Outras sondas de demora podem apresentar 
uma extremidade semelhante a um cogumelo (sonda de Pezzer) ou em forma de 
cogumelo com 4 aberturas (sonda de Malecot): são utilizadas para cateterismo 
suprapúbico ou para nefrostomia. Sondas curvadas (coudé), que podem ter 
balões para fixação, apresentam uma extremidade curvada para facilitar o 
cateterismo através de estreitamentos ou obstruções (p. ex., obstrução 
prostática). 
– Vias: todas as sondas apresentam vias (portas) utilizadas para drenagem 
contínua da urina. A maioria das sondas apresenta vias para inflar o balão, para 
irrigação ou ambos (p. ex., Foley de 3 vias). 
– Balões: em catéteres auto-fixantes têm volumes diferentes, de 2,5 a 5 mL em 
balões para utilização em crianças e de 10 a 30 mL em balões utilizados em 
adultos. Ao se tracionar a sonda, o balão é pressionado contra a base da bexiga, 
obstruindo os vasos sangrantes, ao passo que as sondas de maior calibre 
facilitam a eliminação de coágulos sanguíneos, diminuindo o sangramento, mas 
causando potencialmente isquemia. Recomenda-se que o balão seja preenchido 
apenas com água pura. 
– Guias de metal flexível: podem ser inseridos na sonda para dar maior rigidez e 
para facilitar a passagem através de estenoses ou obstruções e só devem ser 
utilizados por médicos experientes nessa técnica. 
– Material do catéter: o material do catéter escolhido depende do uso pretendido. 
Catéteres de plástico, látex ou cloreto polivinílico são para uso intermitente. 
Catéteres de látex com silicone, hidrogel ou um polímero revestido de liga de 
prata (para diminuir a colonização bacteriana) são para uso contínuo. Os 
catéteres de silicone são utilizados em pacientes com alergia ao látex. 
→ Indicações: existem indicações precisas para que possa ser realizada. Dentre as 
principais estão: 
1. Retenção urinária aguda; 
2. Monitorar débito urinário em pacientes graves; 
3. Monitorar intra e pós-operatório: cirurgias de longa duração; cirurgias em que o 
paciente necessita receber grande infusão de volume, dentre outras; 
4. Hematúria com coágulos (se for para um PS de cirurgia, se prepare porque hematúria 
é o carro chefe na sondagem vesical); 
5. Incontinência urinária em pacientes que falham na terapia comportamental; 
6. Pacientes com bexiga neurogênica; 
7. Pacientes com feridas perineais e sacrais abertas, afim de ajudar na cicatrização; 
8. Melhorar o conforto em cuidados de fim de vida. 
→ Contraindicações: 
• Estenose uretral 
• Infecção do trato urinário (ITU) atual 
• Cirurgia de reconstrução uretral ou cirurgia vesical 
• Trauma uretral 
 
 
→ Cuidados que o profissional deve ter na execução das técnicas: 
 Lavar as mãos; 
 Reunir o material e levar até a paciente; 
 Promover ambiente iluminado e privativo; 
 Explicar o procedimento à paciente; 
 Calçar luvas de procedimento; 
 Verificar as condições de higiene do períneo, se necessário, proceder à higienização 
com água e sabão; 
 Posicionar a paciente em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas e afastadas. 
Visualizar o meato uretral; 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-geniturin%C3%A1rios/doen%C3%A7as-penianas-e-escrotais/estenose-uretral
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-geniturin%C3%A1rios/infec%C3%A7%C3%B5es-do-trato-urin%C3%A1rio/introdu%C3%A7%C3%A3o-a-infec%C3%A7%C3%B5es-do-trato-urin%C3%A1rio
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o/trauma-do-trato-geniturin%C3%A1rio/trauma-uretral
 Retirar as luvas de procedimento; 
 Organizar o material sobre uma mesa ou local disponível; 
 Abrir o pacote de sondagem, acrescentando: quantidade suficiente de antisséptico na 
cuba rim, pacotes de gaze sobre o campo estéril, uma porção de xilocaína gel (após 
descartar o primeiro jato) sobre o campo e/ou sobre a extremidade da sonda após testar o 
balonete1 e a bolsa coletora; 
 Calçar as luvas estéreis; 
 Conectar a sonda à bolsa coletora; 
 Dobrar aproximadamente 07 folhas de gaze e colocar na cuba com o antisséptico; 
 Proceder à antissepsia do períneo com as gazes que foram embebidas no antisséptico 
no sentido anteroposterior e lateral-medial; 
 Colocar o campo fenestrado de maneira a permitir a visualização do meato uretral; Com a mão não dominante e auxílio de gaze estéril, afastar os grandes lábios e expor o 
meato uretral; em seguida, com a mão dominante introduzir a sonda com xilocaína 2% na 
sua extremidade no meato uretral da paciente até retornar urina no intermediário da bolsa 
coletora, sendo seguro introduzir mais uma porção a fim de evitar inflar o balonete no 
canal uretral, pois o mesmo deve ser inflado no interior da bexiga urinária; 
 Inflar o balonete com 15-20 ml de água destilada e tracionar a sonda para verificar se 
está fixa na bexiga; 
 Retirar o campo fenestrado; 
 Remover o antisséptico da pele da paciente com auxílio de uma compressa úmida, 
secando em seguida; 
 Fixar com micropore o corpo da sonda na parte interna da coxa da paciente, tendo o 
cuidado de não deixá-la tracionada; 
 Pendurar a bolsa coletora em suporte localizado abaixo do leito (e não nas grades); 
 Recolher o material, providenciando o descarte e armazenamento adequado; 
 Lavar as mãos novamente, retornar e identificar a bolsa coletora com nome da 
paciente, data, turno e nome do enfermeiro responsável pelo procedimento; 
 Registrar o procedimento no prontuário e/ou folha de observação complementar da 
paciente, atentando para as características e volume urinário 
 
*O teste do balonete pode ser feito em um destes momentos: 1) dentro do campo estéril: 
colocando a seringa e a sonda no campo estéril, a água destilada na cuba rim. Aspira-se a água 
destilada e testa-se se o balonete está íntegro; 2) antes de dispor o material no campo: aspira-se a 
água destilada e testa-se o balonete segurando a sonda dentro do pacote, expondo apenas o local 
de preenchimento do balonete. 
 
● SONDA VESICAL DE ALÍVIO (SVA): 
→ Características específicas: A sonda vesical é um tubo fino e flexível que é inserido desde 
a uretra até à bexiga, para permitir a saída de urina para um saco coletor. Este tipo de 
sonda é geralmente utilizado em que não conseguem controlar o ato de urinar, devido a 
obstruções como hipertrofia da próstata, dilatação uretral ou mesmo em casos em que se 
pretende realizar exames em urina estéril ou preparar a pessoa para uma cirurgia, por 
exemplo. O procedimento é estéril, logo, são necessários luva de procedimento estéril, 
assepsia e antissepsia, campo e lidocaína. A sonda padrão é o de Nélaton, que possui 
ponta romba – garantindo uma boa flexibilidade e menor chance de causar pequenos 
traumas e lesões no paciente. 
 
→ Indicações: 
– Alívio da retenção urinária aguda ou crônica; 
– Controle da produção de urina pelo rim; 
– Insuficiência renal pós-renal, por obstrução infra-vesical; 
– Perda de sangue pela urina; 
– Recolha de urina estéril para exames; 
– Medição do volume residual; 
– Controle de incontinência urinária; 
– Dilatação ureteral; 
– Avaliação da dinâmica do aparelho urinário inferior; 
– Esvaziamento da bexiga antes, durante e após cirurgias e exames; 
Além disso, a colocação de uma sonda vesical também pode ser feita para realizar a 
administração de medicamentos diretamente na bexiga, em casos de infecções graves, por 
exemplo. 
 
→ Contraindicações: 
– ITU vigente; 
– Estenose da uretra; 
– Cirurgia vesical; 
– Trauma uretral. 
 
→ Cuidados que o profissional deve ter na execução das técnicas: 
– Reunir todo o material necessário; 
– Colocar luvas e lavar a região íntima da pessoa; 
– Lavar as mãos; 
– Abrir o pacote de cateterismo junto à pessoa, de forma estéril; 
– Abrir o pacote da sonda e colocar junto à cuba, sem contaminar; 
– Colocar o lubrificante sobre uma das gazes do pacote; 
– Pedir para que a pessoa fique de barriga para cima, com as pernas abertas para o 
sexo feminino e as pernas juntas, para o sexo masculino; 
– Calçar as luvas esterilizadas do pacote de cateterismo; 
– Lubrificar a ponta da sonda; 
– Para o sexo feminino, fazer a anti-sepsia com a pinça montada, separando os 
pequenos lábios com o polegar e o indicador, passar uma gaze molhada de anti-
séptico entre os grandes e pequenos lábios e sobre o meato urinário; 
– Para o sexo masculino, fazer anti-sepsia na glande com a pinça montada com gaze 
umedecida no anti-séptico, afastando com o polegar e o indicador da mão esquerda o 
prepúcio que cobre a glande e no meato urinário; 
– Pegar a sonda com a mão que não entrou em contato com a região íntima e introduzir 
na uretra, e deixar a outra extremidade dentro da cuba, verificando a saída da urina; 
– Inflar o balão da sonda com 10 a 20 mL de água destilada. 
No fim do procedimento a sonda é fixada à pele com ajuda de um adesivo, que nos homens é 
colocado na região supra púbica e nas mulheres é aplicado na face interna da coxa.

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